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SUBSIDIO APOLOGÉTICA N. 7 A BIBLIA E A CIENCIA
SUBSIDIO APOLOGÉTICA N. 7 A BIBLIA E A CIENCIA

 

SUBSIDIO APOLOGÉTICA N.7

MAURICIO BERWALD PROFESSOR ESCRITOR

 

Como a Bíblia se Relaciona com a Ciência

A ciência e a Bíblia são incompatíveis? Ou será que estão juntas em um terreno comum? Consideremos alguns exemplos.

Oque é a ciência? Eu fiz a mim mesmo essa pergunta diversas vezes. Na escola, eu tinha aulas de ciências, como biologia e química, mas o significado real da “ciência” ainda não estava claro para mim.

 

Linus Pauling ganhou duas vezes o Prêmio Nobel — um de Química e outro da Paz. Ele disse: “A ciência é a busca da verdade, um esforço para entender o mundo”.

 

Quando pensamos dessa forma, podemos ver que a Bíblia tem muito a dizer sobre a ciência. Afinal, é um livro sobre a verdade. Em vários lugares, ela diz a verdade através da história e da ciência.

 

Eu me lembro de como pensando sobre a Bíblia dessa maneira mudou a minha vida. Aos dezessete anos, eu não levava a Bíblia a sério. Eu pensava que ela era apenas um algum livro antigo que não significava nada para o mundo moderno. Eu estava muito errado! Meu pai era médico e eu estava determinado a seguir seus passos. Fui aceito em uma universidade renomada e comecei meus estudos.

 

Minha vida mudou quando um colega me mostrou uma revista — uma antecessora da revista a Boa Nova . Ela explicava como a Bíblia se aplicava à ciência. Eu fiquei fascinado! Em vez de me tornar um médico, eu acabei por vir a ser um pastor da igreja.

 

Ao longo dos anos tenho sido impactado por muitos exemplos da Bíblia que se relacionam com a ciência. Aqui, eu vou compartilhar com o leitor alguns deles. Então, a partir daí, você pode decidir se a relação entre a Bíblia e a ciência faz sentido para você também.

 

A Bíblia descreve um preciso início do universo

Em meados do século vinte, havia várias teorias sobre como começou o universo. Mas os cientistas não podiam se decidir por causa da insuficiência de provas.

 

Um desses modelos foi a “Teoria do Estado Estacionário”, que afirmava que o universo não teve começo nem fim. Ela imaginava uma expansão contínua e estável com a matéria se formando espontaneamente para preencher o vazio do espaço. Esta teoria não é mais aceita por causa de várias descobertas. A radiação cósmica de fundo detectada na década de sessenta, a existência de quasares e do maior apoio à teoria geral da relatividade mostravam que o universo tem se expandido a partir de um ponto fixo no tempo. Em outras palavras, ele teve um começo.

 

Isso se encaixa no testemunho bíblico de Gênesis 1:1: “No princípio, Deus criou os céus e a terra”.

 

O famoso astrofísico Robert Jastrow observou: “Uma boa explicação pode existir para o nascimento explosivo de nosso universo, mas se existe, a ciência não pode descobrir qual é essa explicação. A busca do cientista do passado termina no momento da criação. Isto é um desenvolvimento extremamente estranho, inesperado até para todos os teólogos. Eles sempre aceitaram a palavra da Bíblia que diz: ‘No princípio, Deus criou os céus e a terra’. É inesperado, porque a ciência tem tido um extraordinário sucesso em delinear a cadeia de causa e efeito no tempo retroativo.

 

“Agora gostariamos de prosseguir essa investigação ainda mais atrás no tempo, mas a barreira para progredir parece intransponível. E não é uma questão de mais um ano de trabalho, ou mais uma década, ou outra maneira de medir, ou outra teoria; neste momento parece que a ciência nunca será capaz de levantar a cortina sobre o mistério da criação”.

 

“Para o cientista que viveu pela sua fé no poder do raciocínio, a história termina como um sonho ruim. Ele escalou as montanhas da ignorância e está prestes a conquistar o pico mais alto e, ao retirar a última rocha, é saudado por um grupo de teólogos que têm estado sentados lá há séculos” (Deus e os Astrônomos, 1992, pág. 116).

 

Arno Penzias foi um dos dois cientistas que colocaram o último prego no caixão da Teoria do Estado Estacionário ao descobrir a radiação cósmica de fundo. Ele admitiu: “Os melhores dados que temos são exatamente o que eu teria previsto, se tivesse ido aos primeiros cinco livros de Moisés, aos Salmos e à Bíblia como um todo” (entrevista por Malcolm Browne, “Pistas para a Esperada Origem do Universo,” The New York Times, 12 de março de 1978).

 

O mistério da falta de matéria e energia

Os cientistas já determinaram que o universo está composto de apenas quatro por cento de matéria visível. O resto é feito de uma energia invisível, misteriosa e escura e de matéria escura. Estes são elementos difíceis de estudar porque não podem ser diretamente detectados. Apenas seu impacto sobre o universo visível pode ser medido.

 

Como disse um astrônomo: “Este não é o caso do cão abanando o rabo, ​mas do rabo abanando o cão”. Podemos ver a cauda (matéria visível), mas não podemos encontrar o resto do cão. Os cientistas não têm ideia do porquê que eles não podem detectar a energia e massa que compõem quase todo o universo — responsável pela sua disposição e movimento.

 

A Bíblia diz que Deus, através de Seu Filho Jesus Cristo, sustenta o universo por um poder espiritual invisível — “sustentando todas as coisas pela palavra do Seu poder” (Hebreus 1:1-3, ênfase adicionada).

 

O escritor George Sim Johnston destacou essa ironia: “O livro de Gênesis tem se mantido bem firme sob o escrutínio da geologia e da arqueologia moderna. Além disso, a física do século vinte descreve o começo do universo em praticamente os mesmos termos cosmológicos de Gênesis. O espaço, o tempo e a matéria vieram do nada em uma única explosão de luz inteiramente disposta para a vida baseada em carbono. Um número crescente de químicos e biólogos concorda que a vida teve sua origem a partir de modelos de barro… Eu diria que tudo isso é um desenvolvimento curioso para os darwinistas” (Readers Digest, Maio de 1991, pág. 31).

 

As surpreendentes leis da saúde

Na Idade Média, a Peste Negra e a lepra, foram duas terríveis pragas que atingiram a Europa. Estima-se que um terço dos europeus morreu no século quatorze por causa da Peste Negra. No entanto, essas doenças não teriam se espalhado se as leis de saúde bíblicas tivessem sido seguidas.

 

Doutor George Rosen, professor de saúde pública da Universidade de Columbia, escreveu sobre o quão horrível foram estas pragas: “A lepra foi a maior praga que lançou sua sombra sobre a vida cotidiana da humanidade medieval. O medo de todas as outras doenças em conjunto dificilmente poderia ser comparado ao terror causado pela hanseníase [lepra]. Nem mesmo a Morte Negra, no século quatorze, ou o aparecimento da sífilis no final do século quinze produziu um estado similar de terror” (História da Saúde Pública, 1958, pág. 62).

 

Os médicos tentaram de tudo, mas não podiam controlar essas pragas. Alguns médicos pensavam que elas eram o resultado de comer alimento quente, alho ou porcos. Outros acreditavam que eram resultado de um conjunto de males dos planetas.

 

Como estas pragas cessaram? “A liderança foi tomada pela igreja”, afirmou o doutor Rosen, “porque os médicos não tinham nada a oferecer. A igreja tomou como princípio orientador o conceito do contágio como consagrado no Antigo Testamento. Esta ideia e suas consequências práticas estão definidas com grande clareza no livro de Levítico. Uma vez que a condição de lepra tinha sido estabelecida, o paciente tinha que ser isolado e excluído da comunidade… e assim se conseguiu a primeira grande proeza metódica de erradicação da doença” (pág. 63).

 

Ao ver os resultados positivos contra a lepra, os países europeus usaram os mesmos procedimentos para combater a Peste Negra, conhecida hoje como peste bubônica. Finalmente, eles foram capazes de conter a doença. Milhões de vidas foram salvas através da aplicação deste preceito bíblico: “Quem ficar leproso, apresentando quaisquer desses sintomas, usará roupas rasgadas, andará descabelado, cobrirá a parte inferior do rosto e gritará: “Impuro! Impuro!” Enquanto tiver a doença, estará impuro. Viverá separado, fora do acampamento” (Levítico 13:45-46, NVI).

 

A respeito de uma vida feliz e saudável, Harold Koenig, diretor do Centro da Universidade Duke de Teologia, Espiritualidade e Saúde, tem algumas coisas interessantes a dizer sobre a Bíblia. Ele e sua equipe de cientistas realizaram vários estudos que indicam o envolvimento religioso está associado com a boa saúde.

 

Uma revisão de seu livro “O Poder de Cura Pela Fé”, que foi publicada pela revista A Cristandade Hoje, num artigo intitulado “Tome os Dez Mandamentos e Chame-me Amanhã”, mencionou os resultados desses estudos: “Usando dados tanto casuais quanto pesquisa, ele [Koenig] demonstra que há amplas provas para demonstrar que as pessoas que frequentam a igreja regularmente, que oram, leem e põem em prática o que a Bíblia ou a sua fé ensinam são mais saudáveis.

 

“Para começo de conversa, essas pessoas têm pressão arterial significativamente mais baixa, são internadas com menos frequência, se recuperam de uma cirurgia mais rapidamente, têm sistemas imunológicos mais fortes e comprovadamente vivem por mais tempo. Também há outros benefícios para saúde emocional: A vida familiar é melhor e a depressão é menor naqueles que têm fé” (Archibald Hart, 15 de novembro de 1999).

 

Conclusão da fé

A Bíblia se relaciona com a ciência de muitas outras maneiras. Basta citar alguns campos de estudo — a ecologia, a astronomia e a arqueologia são abordadas na Bíblia. Em cada caso, a ciência e a Bíblia não se contradizem, mas sim se complementam. Embora a Bíblia se concentre no conhecimento espiritual, ela faz isso expondo verdades históricas e científicas.

 

Porém, muito mais importante do que a ciência poder revelar à religião, a Bíblia nos mostra como um Criador amoroso quer que tenhamos fé nEle e em Sua Palavra para que tudo corra bem em nossa vida.

 

Como diz a Bíblia: “Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem… De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe [que o Deus da Bíblia existe] e que se torna galardoador dos que o buscam” (Hebreus 11:3, 6).

 

Finalmente, ficou fácil para eu ver o forte relacionamento entre a ciência e a Bíblia, quando as duas são vistas em conjunto. Fiquei especialmente impressionado pela forma como Albert Einstein expressou a relação entre a ciência e a religião:

 

“Agora, ainda que os âmbitos da religião e da ciência sejam em si claramente demarcados um do outro, existem entre a religião e a ciência fortes relações recíprocas e dependências. Embora a religião possa ser o que determina a meta, ela porém, no sentido mais amplo, tem aprendido da ciência os meios que contribuirão para a realização dos objetivos traçados.

 

“Mas a ciência só pode ser criada por quem esteja plenamente imbuído da aspiração à verdade e à compreensão. A fonte desse sentimento, no entanto, brota na esfera da religião. Para isso, há também a fé na possibilidade de que as normas em vigor para o conhecimento da existência sejam racionais, isto é, compreensíveis à razão. Eu não posso conceber um autêntico cientista sem essa fé intensa. A situação pode ser expressa por uma imagem: A ciência sem religião é manca, a religião sem a ciência é cega” (Como Vejo O Mundo, 1949, págs. 27-28).

 

Não seja manco ou cego. Procure entender a ciência à luz da Bíblia e você também vai encontrar o verdadeiro propósito e fé.FONTE Revista Boa Nova /

 

 

 

Uma nova polêmica surgiu recentemente quando o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, ao discutir sobre a questão da inclusão do criacionismo nas escolas, afirmou: “Acredito em Deus, mas não misturo isso com ciência. A história tem que ensinar aquilo que existe e que tem sido estudado ao longo dos séculos”.

 

Ao fazer essa afirmativa o ministro revela que sua cosmovisão foi contaminada por um desenvolvimento humanista. Na Idade Média, todo o conhecimento no ocidente estava sob a tutela da Igreja Católica Romana. As escolas eram necessariamente confessionais e a linha mestre era a própria teologia. Com o iluminismo, pensadores romperam com esta supremacia da teologia em 3 passos:

 

Primeiro surgiu o conceito de que teologia e ciência tratam de campos diferentes. A teologia trata do transcendente e a ciência daquilo que é tangível, concreto. Ambas tinham o mesmo peso como modos de se buscar o conhecimento.

 

Na Idade Média, todo o conhecimento no ocidente estava sob a tutela da Igreja Católica Romana.

Em um segundo momento, a teologia passa a tratar apenas de algo transcendente e, portanto, não passível de provas empíricas; a ciência trata daquilo que é real e provável. Teologia tem sua importância, mas perdeu sua função de igualdade com a ciência. Esta, sim, é a principal maneira de se buscar conhecimento.

 

Por fim, a teologia passa a ser considerada um assunto de foro íntimo: cada um pensa o que quer; portanto, a teologia é irrelevante como método de busca do conhecimento. A ciência passa a ser o único parâmetro do que é real e verdadeiro.

 

Com isso a sociedade passou a ignorar o conhecimento de Deus como conhecimento ou verdade. O pensamento cristão é “descartado” pela sociedade científica, pois é uma questão de fé. Enquanto isso, a chamada ciência passou a abarcar mais e mais áreas do conhecimento. Conforme surgiu e se cristalizou a expressão ciências humanas no Brasil, mesmo questões de ética, filosofia ou moral tornaram-se assuntos da ciência e o pensamento religioso ou de fé foi excluído ou tornou-se apenas uma opinião curiosa e interessante, mas sem relevância para o debate “sério”.

 

O ministro Marcos Pontes demonstra ter sido influenciado por este pensamento em sua afirmação acima. É como se a verdade ou o conhecimento tivesse dois compartimentos: fé e ciência. Um não se mistura com o outro. Uma sociedade plural tem de lidar com diferentes opiniões, mas como cristãos não temos de abdicar de expressarmos nossas opiniões por não se tratar de ciência.

 

Para você, jovem cristão, que está iniciando seus estudos em um contexto onde a ciência é a única opção, cuide de sua mente e coração. Quero deixar aqui algumas sugestões de posturas sobre as quais você deve refletir:

 

Deus é o próprio parâmetro da verdade. Se alguma declaração necessariamente excluir Deus, esta declaração não expressa a verdade (João 14.6; 17.17).

 

Toda verdade é verdade de Deus. Ao mesmo tempo, uma declaração comprovada cientificamente, que não se choca com a revelação de Deus em sua Palavra, pode sim representar um aspecto da criação divina (1Tessalonicenses 5.20-21).

 

Defina de uma vez por todas que a Bíblia, por mais complexa e difícil, é a expressão de Deus e, portanto, verdadeira em todas as suas afirmações. Por isso desenvolva uma sólida base de crenças que você pode fundamentar na Bíblia (Hebreus 5.14).

 

Desconfie de qualquer afirmação científica, compare qualquer informação com aquilo que você conhece de Deus. Se esta afirmação contraria seu entendimento de Deus, não hesite em rejeitar a afirmação (João 8.44).

 

Compare qualquer informação com aquilo que você conhece de Deus. Se ela contraria seu entendimento de Deus, não hesite em rejeitá-la.

Nossa confiança em Deus, que se define como verdade, deve afetar todas as áreas de nossa vida. Uma fé que não possa ser misturada com a ciência ou com os negócios, ou com qualquer outra coisa, não é fé; é apenas um conjunto de afirmações que de alguma forma me trazem conforto. Para nós, seguidores de Cristo, a fé afeta todo e cada aspecto de nossa vida, pois nossa própria vida está nele. Paulo afirma essa verdade em Gálatas 2.20:

 

Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.

 

Minha oração por você que transita em ambientes onde a ciência é produzida, difundida e (às vezes) quase cultuada é que Deus guarde o seu coração e a sua mente, e que, sim, sua fé invada a ciência! FONTE CHAMADA