Translate this Page

Rating: 2.8/5 (336 votos)




ONLINE
3




Partilhe esta Página



 <!-- Go to www.addthis.com/dashboard to customize your tools -->
<script type="text/javascript" src="//s7.addthis.com/js/300/addthis_widget.js#pubid=ra-57f3fb36829d1888"></script>

 

 

  contadores de visitas 

 

Flag Counter


O Arrebatamento da Igreja será mesmo secreto?
O Arrebatamento da Igreja será mesmo secreto?

O Arrebatamento da Igreja será mesmo secreto?

 

A doutrina bíblica do Arrebatamento da Igreja tem sofrido muita oposição na atualidade: dizem que o termo “arrebatamento” não está na Bíblia; que tudo acontecerá de uma só vez, “naquele dia”; e que não haverá nenhum rapto secreto. Neste artigo, procurarei responder de modo sucinto e objetivo a essas três objeções.

 

Dizem que o termo “arrebatamento” não está na Bíblia

 

O termo “arrebatamento”, de fato, não aparece nas Escrituras, mas a doutrina do Rapto da Igreja deriva delas, assim como a doutrina da Trindade, por exemplo. Embora a palavra que dá nome a essa doutrina — “trindade” (ou “triunidade”) — não seja mencionada nas páginas sagradas, a doutrina o é, em ambos os Testamentos. Outrossim, conquanto creiamos que Deus possui atributos incomunicáveis, como onipresença, onisciência etc., não encontramos na revelação escrita de Deus as palavras correspondendes a essas doutrinas: “onipresença” e “onisciência”.

 

Em português, o verbo que dá origem à doutrina do Arrebatamento é “arrebatar”, que aparece na frase: “seremos arrebatados” (1 Ts 4.17). Em espanhol, o verbo arrebatar também consta das versões Reina-Valera e NVI, por exemplo, mas os teólogos preferiram chamar a doutrina de “el Rapto de la Iglesia”. Em inglês, embora o verbo empregado na passagem em apreço seja catch up (“tomar”), os teólogos — preferindo usar o termo oriundo do latim: raptus — chamam a doutrina de “the Rapture of the Church”. Em francês, o verbo é enlever (“remover”): “nous serons enlevés”. Daí, “l'Enlèvement de l'Eglise”. Em grego, o verbo para “arrebatar” é harpazō, que significa “tomar com força”, “raptar” (cf. Mt 13.19; Jo 6.15; 10.12,28,29; At 8.39; 23.10; 2 Co 12.2,4; Jd v. 23; Ap 12.5).

 

Dizem que não haverá Arrebatamento; tudo acontecerá de uma vez só, “naquele dia”

 

Comparemos 1 Tessalonicenses 4.16,17 com Apocalipse 19.1-10. Essas duas passagens bíblicas mostram claramente que a Igreja irá ao encontro do Senhor “nos ares” e entrará no Céu. À luz dessas duas verdades, examinemos a sequência cronológica de Apocalipse 19 a 22: a Igreja glorificada no Céu (19.1-10); a Manifestação de Cristo em poder e grande glória (19.11-16); o Armagedom (19.17-19); a vitória de Cristo sobre o Império Anticristão (19.20,21); a prisão de Satanás (20.1-3); a ressurreição dos mártires da Tribulação (20.4,5); o Milênio (20.4-6); a liberação de Satanás após o Milênio e sua condenação (20.7-10); o Juízo Final (20.11-15); Novo Céu e Nova Terra (21-22). Fica claro, nessa sequência, que a Igreja já estará no Céu por ocasião da Manifestação do Senhor em grande glória, o que descarta qualquer confusão entre esta e o glorioso evento escatológico em apreço: o Arrebatamento da Igreja.

 

Em Apocalipse 4 e 5, o Senhor revelou a João que a Igreja já estará no Céu antes que se iniciem os juízos da Grande Tribulação (Ap 6). Os vinte e quatro anciãos (gr. presbuteros), ali, representam a Igreja Universal, formada por todos os salvos, de todas as épocas. O número 24 alude aos doze apóstolos do Cordeiro e às doze tribos de Israel (cf. Ap 21). E as características desses anciãos (e não anjos, pois estes em nenhuma parte do Novo Testamento são chamados de presbuteros) deixam claro que eles representam a Igreja já galardoada: assentados em tronos, com vestes brancas e coroa na cabeça (cf. Ap 2.10; 3.4,5,11).

 

Dizem que não haverá um Arrebatamento secreto, exclusivo para a Igreja

 

A Bíblia é análoga: ou seja, a Bíblia explica a própria Bíblia. Em João 14.3, Jesus disse: “virei outra vez e vos levarei para mim mesmo”. O termo “levar” (gr. paralambanō), aqui, denota “tomar com força” ou “raptar” (cf. Mt 2.13,14; Mc 9.2; Mt 24.40,41). A quem o Senhor Jesus fez essa promessa? Ao mundo? Não! Mas a um grupo seleto, a sua Igreja, então representada pelos apóstolos. Considerando a analogia da Bíblia, não podemos ignorar o fato de que o Arrebatamento da Igreja é análogo à ressurreição da Igreja — “dentre [todos] os mortos” (Lc 20.35; Fp 3.11, gr. ek ton nekron). Comparemos 1 Tessalonicenses 4.17 com 1 Coríntios 15.50,51. Estas passagens mostram claramente que os salvos, dentre todos os vivos, irão ao encontro do Senhor, nas nuvens, em um abrir e fechar de olhos. Portanto, assim como os mortos em Cristo ressuscitarão dentre todos os mortos, os vivos salvos em Cristo serão arrebatados dentre todos os vivos.

 

Alguém poderá argumentar: “Eu creio no Arrebatamento, mas não creio no Arrebatamento secreto”. Ora, ou o Arrebatamento é secreto, ou ele não existe! Leiamos Hebreus 9.28. Nesta passagem está escrito que Cristo “aparecerá [gr. horaō, 'será visto'] segunda vez aos [pelos que] que o aguardam para a salvação”. A quem Ele aparecerá? A todos? Não! Ele será visto (cf. 1 Tm 3.16; 1 Co 15.5-8) pelos que o aguardam para a salvação — salvação em seu aspecto perfectivo —, isto é, a nossa glorificação (Rm 13.11; Fp 3.20,21).

 

Está clara, no Novo Testamento, a distinção entre o Arrebatamento, em que somente os que esperam o Senhor para a salvação o verão, e a sua Manifestação em glória, em que todo olho o verá (cf. Ap 1.7; Zc 14.1-4). E, à luz de 1 Coríntios 15.5-8, o aparecimento secreto de Jesus à sua Igreja não representa uma novidade teológica. Após a ressurreição do Senhor, Ele foi visto exclusivamente por seus discípulos (a Igreja nascente) por um espaço de quarenta dias, sem o mundo ter qualquer participação ou ingerência nisso (At 1.3; cf. Jo 12.28,29; At 22.9).

 

Finalmente, muitos teólogos usam o texto de Atos 1.9-11 para aludir à Manifestação do Senhor em glória, mas essa passagem também é uma clara defesa, por assim dizer, da doutrina do Arrebatamento, visto que Ele descerá do modo como subiu: “vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos. E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois varões vestidos de branco, os quais lhes disseram: Varões galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir”. Em outras palavras, assim como, na sua ascensão, somente a Igreja o viu subindo até as nuvens, no Arrebatamento somente a Igreja o verá descendo até as nuvens (1 Ts 4.16,17).

 

“Ora, vem, Senhor Jesus” (Ap 22.20).

 

 

 

 

Por que o Arrebatamento ocorrerá antes da Grande Tribulação?

Recebi, há pouco tempo, por meio das redes sociais, o desafio de responder a algumas questões levantadas por um grupo da Internet que se opõe à doutrina bíblica do Arrebatamento da Igreja antes da Grande Tribulação. Elas têm um tom contestador e giram, sobretudo, em torno do ensinamento prevalecente no meio pentecostal de que haverá um livramento aos salvos em Cristo antes da manifestação do Anticristo. Depois de ler as perguntas com cuidado, resolvi apresentar-lhes respostas sucintas e objetivas, todas, é claro, fundamentadas nas Escrituras, a Palavra de Deus.

 

  1. “Se o arrebatamento dos vivos é depois da primeira ressurreição, e a primeira ressurreição é depois da grande tribulação, então como ter um arrebatamento antes da grande tribulação?”

Primeiro, para ser mais preciso, o que ocorrerá logo após a ressurreição dos mortos em Cristo é a transformação dos salvos vivos (1 Co 15.52; 1 Ts 4.15), e não o Arrebatamento. Segundo, o Rapto da Igreja, na verdade, abarcará tanto os mortos como os vivos, os quais, juntos, transformados, subirão ao encontro do Senhor, nos ares (1 Co 15.51,52; 1 Ts 4.16,17). Terceiro, o termo “primeira ressurreição” não alude a um momento, e sim a um tipo, a uma modalidade. O termo é uma referência à ressurreição dos salvos em Cristo, em contraposição à “segunda ressurreição”, que é a ressurreição dos perdidos. Quarto, o termo “primeira ressurreição” em Apocalipse 20.4-6 alude aos salvos durante a Grande Tribulação, que “foram degolados pelo testemunho de Jesus e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta nem a sua imagem” (v. 4), porque eles, assim como os que ressuscitaram por ocasião do Arrebatamento, fazem parte dessa modalidade de ressurreição (veja a questão 10).

 

  1. “Se a Igreja é um plano de Deus e Israel outro plano de Deus, então por que a Bíblia diz em Romanos 11 que os gentios foram enxertados em Israel? Por que em Efésios 2:14-15 diz que Jesus fez de judeus e gentios um povo só (Igreja)?”

A aliança de Deus com Israel não foi anulada. Isso está claro no próprio texto de Romanos 11, que trata do futuro desse povo eleito de Deus: “o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado. E, assim, todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador, e desviará de Jacó as impiedades” (vv. 25,26). Por isso mesmo, em Apocalipse 12, a mulher vestida do sol, com uma coroa com doze estrelas, representa Israel, e não a Igreja. As doze estrelas são uma alusão clara às doze tribos israelitas. Note: não foi Jesus (o Menino) quem saiu da Igreja para, no futuro, reger o mundo com vara de ferro, e sim a Igreja que dEle saiu (cf. Mt 16.18). Nesse caso, o texto apocalíptico também confirma que a aliança com Israel está de pé, pois ali se menciona o livramento que Deus dará a esse povo durante a Grande Tribulação.

 

  1. “Se vai haver três vindas de Cristo, por que a Bíblia só fala de duas?”

A rigor, não haverá três vindas. A Segunda Vinda é, claramente, um glorioso acontecimento formado por vários eventos, como o Arrebatamento da Igreja, o Tribunal de Cristo, as Bodas do Cordeiro — no Céu, enquanto ocorre a Grande Tribulação, na terra —, a Manifestação do Senhor com a sua Igreja etc. E, se alguém acha estranha uma vinda durar cerca de sete anos, lembre-se de que a primeira vinda do Senhor durou mais de trinta anos! Outrossim, a terceira viagem de Paulo, que estudamos na Escola Dominical como se fosse uma viagem rápida, durou quase três anos e meio!

 

  1. “Se o arrebatamento é antes da grande tribulação, então por que em Mateus 24 Jesus narra a grande tribulação e só depois o arrebatamento?”

Em Mateus 24.3, o Senhor Jesus responde a uma pergunta tripartida de modo igualmente tripartido, e não necessariamente em ordem cronológica. É preciso estudar a passagem em apreço com muito cuidado, em vez de abraçar o simplismo. A resposta do Senhor abrange o período até o ano 70, o período da Segunda Vinda — que, por sua vez, abarca o período do Arrebatamento da Igreja e os sinais indicadores desse evento — e o período do fim do mundo.

 

  1. “Se o arrebatamento é secreto, então por que na parábola das dez virgens tanto as loucas quanto as prudentes veem e ouvem o noivo (Jesus)? E se vai haver segunda chance para os que ficarem, então por que não houve segunda chance para as que ficaram?”

A parábola das dez virgens não é uma analogia do Arrebatamento, exclusivamente; ela abrange o Reino dos céus como um todo (Mt 25.1). Mas é evidente: o crente que vive na prática do pecado e, assim como as virgens loucas, estiver desapercebido por ocasião do Rapto vai ficar do lado de fora e não participará das Bodas do Cordeiro. Na aludida parábola, o Senhor deixa claro que a Segunda Vinda é iminente (v. 13), mostrando que devemos estar prontos para o Arrebatamento da Igreja, que dará início a uma série de eventos escatológicos. Quanto à possibilidade de salvação após o Arrebatamento, o livro de Apocalipse trata disso com muita clareza. Mas é preciso estudar esse livro (veja especialmente as seguintes passagens 6.9-11 e 7.13,14), e não apenas dizer, de modo simplista, que ele é difícil, linear ou extremamente simbólico.

 

  1. “Se o arrebatamento é antes da grande tribulação, então por que Paulo diz em 1 Co. 15:51 e 52 que o arrebatamento vai ser mediante a última trombeta?”

A última trombeta de Deus, mencionada em 1 Coríntios 15.51,52 e 1 Tessalonicenses 4.16,17, nada tem que ver com a última trombeta de juízo por ocasião da Grande Tribulação. A última trombeta a ser tocada no Arrebatamento é chamada assim porque ao longo da Bíblia mencionam-se várias ocasiões em que Deus convocou seu povo por meio de trombetas. A primeira trombeta de Deus, possivelmente, está em Êxodo 19.16-19. A trombeta do Arrebatamento é a última de Deus. A de juízo é a última de uma série de sete, tocada por um anjo (Ap 11.15-19). Ou seja, são coisas completamente diferentes.

 

  1. “Se a vinda de Cristo pode se dar a qualquer momento (iminentemente), por que em Marcos cap. 13 Cristo diz que a segunda vinda dEle seria depois que sucedesse todos os sinais, inclusive a grande tribulação?”

O Arrebatamento da Igreja, que — sem dúvida — é iminente, dará início a uma série de acontecimentos escatológicos, os quais culminarão com a prisão de Satanás, último evento antes da instauração do Milênio (Ap 19.11-21; 20.1-6). Mais uma vez: é preciso estudar a Bíblia, tendo em vista que ela é análoga. Em Lucas 21.36 e nas passagens correlatas de Mateus 24 e Marcos 13, o próprio Senhor Jesus mostra que a Segunda Vinda, um livramento para a Igreja antes da Grande Tribulação, será iminente. Portanto, quando Ele disse, em Marcos 13.24-31, que virá “depois daquela aflição”, em que “o sol se escurecerá, e a lua não dará a sua luz”, referiu-se claramente à sua Manifestação em grande glória, e não ao Arrebatamento.

 

  1. “Se a Igreja tem que ser tirada para o anticristo se manifestar, então por que em 1 Tessalonicenses 2 Paulo fala que nossa reunião com Ele é depois da manifestação do anticristo?”

O texto aludido, na verdade, é 2 Tessalonicenses 2. Aqui, a Palavra de Deus mostra que o Anticristo só se manifestará quando o povo de Deus for tirado da terra (vv. 6-8). Quando Paulo passa da revelação do Iníquo para a sua destruição, isso não quer dizer que ambas as coisas acontecerão no mesmo instante. Há sete anos entre uma coisa e outra! Quanto à menção à reunião, no versículo 1, Paulo estava retomando de modo resumido o que já estava falando com os crentes de Tessalônica, os quais já tinham recebido um detalhado ensinamento sobre o Arrebatamento. Ou seja, a primeira epístola precisa ser levada em consideração como contexto para a segunda. E, em 1 Tessalonicenses 5.2-9, o apóstolo Paulo deixou claro que os filhos da luz não experimentarão os juízos da ira de Deus, isto é, não passarão pela Grande Tribulação: “vós mesmos sabeis muito bem que o Dia do Senhor virá como ladrão de noite. Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então, lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida; e de modo nenhum escaparão. Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele Dia vos surpreenda como um ladrão; porque vós sois filhos da luz e filhos do dia; [...] nós, que somos do dia, sejamos sóbrios, [...] Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo”.

 

  1. “Se todos seremos transformados num momento, num abrir e fechar de olhos, como será possível que permaneçam escolhidos ou santos para serem transformados depois, no final da tribulação?”

De acordo com Apocalipse, os santos que serão transformados, após sua ressureição, antes do Milênio, são os mártires que não aceitarão o senhorio da Besta, e não a Igreja arrebatada, que já estará no Céu (cf. 4-6; 19). O “todos” de 1 Coríntios 15.51,52 alude a todos os salvos vivos e a todos os mortos em Cristo. Segundo 1 Tessalonicenses 4.16,17, ambos os grupos irão ao encontro do Senhor nos ares.

 

  1. “O que acontecerá com os crentes que morrerem durante este período de tribulação? E então, com os vivos, o que se passará? Sendo que a Bíblia fala de um único arrebatamento e não de dois, e de ‘uma só ressurreição (para vida)’ (Apocalipse 20:5), não de duas; e esta ressurreição acontecerá no ‘ultimo dia’ (João 6:39; 40; 44; 54)”.

Como já vimos, há duas modalidades de ressurreição (Dn 12.2; Jo 5.28,29). É necessário estudar a doutrina das ressurreições com todo o cuidado — contando com a ajuda do Espírito Santo —, a fim de entender que as expressões “primeira ressurreição” e “segunda ressurreição” não designam momentos específicos, e sim tipos ou modalidades de ressurreição. A primeira ressurreição, a da vida, não ocorrerá apenas no Arrebatamento. Ela abarca várias etapas, como se lê em 1 Coríntios 15.20,23; Mateus 27.52,23; 1 Tessalonicenses 4.16; Ap 11.11 etc.. Os mortos em Cristo durante a Grande Tribulação que ressuscitarão antes do Milênio também fazem parte da primeira ressurreição. Os outros mortos, os ímpios, que fazem parte da segunda ressurreição, a da condenação, só ressuscitarão após os mil anos (Ap 20.4-16).

 

 

A Igreja entrará no Céu antes da Grande Tribulação?

Alguns irmãos têm me perguntado, em seminários de Escatologia Bíblica e também nas redes sociais, sobre a identidade dos 24 anciãos que aparecem em Apocalipse, a partir do capítulo 4. Antes de responder de modo objetivo a essa pergunta, penso que é bom ressaltar que o apóstolo João, ao escrever a Revelação de Jesus Cristo, seguiu à risca a orientação que recebeu do Senhor: “Escreve as coisas que tens visto, e as que são, e as que depois destas hão de acontecer” (Ap 1.19).

 

Claramente, as coisas que João estava vendo (ou: “as que tens visto”) referem-se a Apocalipse cap. 1. Já as que eram (ou: “as que são”) aludem aos capítulos 2 e 3: a mensagem às setes igrejas da província da Ásia. E as coisas que depois destas haveriam de acontecer são as que estão registradas nos capítulos 4 a 22. Em Apocalipse 4.1, João vê uma porta aberta no Céu, e o Senhor Jesus começa a revelar-lhe o futuro glorioso da Igreja do Senhor: “Depois destas coisas, olhei, e eis que estava uma porta aberta no céu; e a primeira voz, que como de trombeta ouvira falar comigo, disse: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer”.

 

O apóstolo vê, então, o trono de Deus e do Cordeiro, quatro seres viventes e 24 anciãos (Ap 4.2-4). Os quatro seres — que não serão aqui enfocados — possivelmente representam a totalidade dos anjos, visto que eles têm características de querubins e serafins (vv. 6-9). Quanto aos 24 anciãos, considerando que em nenhum lugar da Bíblia os anjos são chamados de anciãos (gr. presbuteros), seriam representantes de quem? Pelas suas características, sem dúvida, representam a Igreja galardoada, em sua totalidade, formada pelos salvos de todas as épocas.

 

  1. Os 24 anciãos estão assentados em tronos, usam vestes brancas e coroas de ouro. Veja o que o Senhor Jesus prometeu à sua Igreja, representada pela igreja local da Laodiceia, na província da Ásia: “Ao que vencer, lhe concederei que se assente comigo no meu trono, assim como eu venci e me assentei com meu Pai no seu trono” (Ap 3.21). Ele também prometeu que os salvos vencedores serão vestidos de branco e receberão coroas (Ap 2.10; 3.4,5,11).

 

  1. Os 24 anciãos representam todos os salvos, de todas as épocas. No próprio livro de Apocalipse temos a revelação de que o número 24 alude a 12 tribos de Israel e 12 apóstolos do Cordeiro (cf. Ap 21.12-14). Observe: nas 12 portas estão os nomes das tribos de Israel, e nos 12 fundamentos, os nomes dos apóstolos do Cordeiro. Vemos aqui a representação dos salvos dos tempos do Antigo e do Novo Testamentos. Lembremo-nos de que, em Apocalipse 3.12, Jesus prometeu: “A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, e dele nunca sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, do meu Deus, e também o meu novo nome”.

 

  1. Os 24 anciãos são um novo grupo de adoradores de Deus, no Céu. Eles representam pessoas reais, pois falaram com João (Ap 5.5; 7.13). Ademais, têm harpas e salvas de ouro cheias de incenso — as orações dos santos (Ap 5.8) — e cantam um novo cântico, que dá ênfase à morte expiatória do Senhor (v. 9). Na Bíblia, mencionam-se no Céu serafins (Is 6.1-8; cf. Ap 4.8) e querubins (Ez 10.1-18; Hb 9.5). Anciãos são, por conseguinte, um novo grupo que se juntarão aos outros adoradores que já estão no Céu (Ap 4.10; 5.14; 7.11; 19.4).

 

Diante do exposto, vemos, em Apocalipse 4, de modo profético, por meio de símbolos, o que acontecerá no Céu a partir do Arrebatamento da Igreja. E, nesse caso, penso que estamos diante de mais uma grande evidência bíblica de que a Igreja não passará pela Grande Tribulação! Isso, aliás, por outro lado, não é novidade, e sim uma confirmação do que o próprio Senhor Jesus profetizou (Lc 21.25-36; Ap 2-3; 3.10; 13.15; cap. 19) e o que Deus nos revela através do apóstolo Paulo, nas duas epístolas à igreja de Tessalônica (cf. 1 Ts 1.10; 4.16-18; 5.1-9; 2 Ts 2.3-8).*

 

“Ora, vem, Senhor Jesus” (Ap 22.20). * Para saber mais sobre a Escatolologia Bíblica, leia o livro Erros Escatológicos que os Pregadores Devem Evitar (CPAD, 2012).

FONTE CPADNEWS /WWW.MAURICIOBERWALD.COMUNIDADES.NET