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LIÇÃO ADULTOS BETEL APOLOGETICA CRISTÃ 4 TRIM-2019
LIÇÃO ADULTOS BETEL APOLOGETICA CRISTÃ 4 TRIM-2019

   

                                                      

 

 

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Lição 1 ADULTOS 

Preparados para responder sobre a fé cristã

6 de Outubro de 2019

 

 

Texto Áureo

"Antes, santificai ao Senhor Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós",1 Pe 3.15

 

Verdade Aplicada

O discípulo de Cristo precisa buscar continuamente estar preparado para responder aos questionamentos acerca da fé e da esperança professadas.

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA

 

At 17.16-19

16 - E, enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se comovia em si mesmo, vendo a cidade tão entregue à idolatria.

17 - De sorte que disputava na sinagoga com os judeus e religiosos, e todos os dias na praça com os que se apresentavam.

18 - E alguns dos filósofos epicureus e estóicos contendiam com ele; e uns diziam: Que quer dizer este paroleiro? E outros: Parece que é pregador de deuses estranhos; porque lhes anunciava a Jesus e a ressurreição.

19 - E tomando-o, o levaram ao Areópago, dizendo: Poderemos nós saber que nova doutrina é essa de que falas?

 

Introdução

Apologética, do grego "apologia", designa, segundo o Dicionário VINE, "defesa verbal, discurso em defesa. Assim, trata da defesa acerca das verdades afirmadas pela fé cristã, buscando esclarecer e responder aos que questionam.

 

  1. A importância da Apologética Cristã

A Apologética tem como principal objetivo defender o cristianismo contra os ataques de adversários à essência e natureza de suas doutrinas, de suas fontes e de sua história. Alguns críticos da apologética cristã argumentam que ninguém vem a Cristo por meio da apologética, porém, é de suma importância levar em consideração alguns aspectos que envolvem esta questão.

 

 

1.1. Coração e mente comprometidos com a fé

 

O texto áureo menciona “corações” e “preparados para responder”, num contexto no qual os discípulos de Cristo estão sendo exortados quanto a lidar com o padecimento, mas não serem dominados pelo medo ou turbação (1Pe 3.14). Ou seja, continuemos a reconhecer jesus Cristo como Senhor em nosso coração e procuremos estar preparados para responder àqueles que nos questionam sobre porque mantemos uma atitude de esperança, mesmo perante tantos sofrimentos e desafios. Assim, todo o nosso ser deve estar comprometido com o Senhor: coração e mente.

 

1.2. O fortalecimento da fé cristã

Nas escolas seculares, nas universidades e no trabalho, os cristãos são acaroados todos os dias com argumentos seculares (a filosofia, a ciência, a história, a sociologia e as outras mais), na intenção clara de minar a fé cristã. Daí a importância da apologética, pois ela não visa apenas responder e esclarecer outras pessoas, mas contribui para que cultivemos o salutar e necessário exercícios da reflexão acerca da fé e da relevância da Palavra de Deus diante das muitas questões que surgem no presente século (Sl 1.2; 27.4) – notemos nestes textos, as expressões; medita, contemplar e aprender. A Bíblia menciona a renovação da mente (Rm 12.2).

 

 

1.3. Apologética e evangelização

Há pessoas que utilizam conhecimentos seculares para confrontar a fé cristã, outras fazem questionamentos sobre a veracidade dos fatos históricos relatados na Bíblia ou acerca do aspecto da pluralidade das religiões no mundo, considerando o cristianismo apenas mais uma vertente religiosa como tantas outras. Nestes casos será de grande utilidade a apologética cristã, com suas informações seguras e consistentes, visando preparar a pessoa para apresentar-lhe o plano divino de salvação. Note que Paulo iniciou o famoso sermão em Atenas, não utilizando um texto bíblico, como seria de se esperar se estivesse em uma sinagoga, mas fazendo menção a um altar feito pelos atenienses e citando um dos seus poetas (At 14.23-28).

 

 

  1. O uso da Apologética na refutação

Encontramos na Palavra de Deus exemplos de verdades que são reveladas e ensinadas, mas, também, refutação de crenças e práticas contrárias à revelação divina. O uso da Apologética cristã na refutação também é encontrado no testemunho da história da Igreja.

 

2.1. Refutar os falsos mestres

O apóstolo Paulo escrevendo a Tito destaca o aspecto de por “em boa ordem” a igreja local em Creta (Tt 1.5-11). Para tanto, uma das ações seria nomear presbíteros, relacionando as qualidades necessárias deles, entre as quais; “...que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina como para convencer os contradizentes". Ou seja, deveria manter-se na sã doutrina, mas também, mostrar o erro daqueles que se opunham ao ensino bíblico. A expressão “convencer”, no grego, significa: “rebater, refutar”. A mesma expressão é encontrada em Atos 18.28, se referindo a Apolo, que refutava os judeus coríntios, provando pelo Antigo Testamento que Jesus era Cristo.

 

 

2.2. A refutação e os últimos dias

A Palavra de Deus revela que os Últimos dias da Igreja na terra seriam caracterizados, também, pelo surgimento de falsos profetas (Mt 24.11), espíritos enganadores e doutrinas de demônios (1Tm 4.1), falsos doutores e heresias (2Pe 2.1). Evidentemente, muitos destes erros não são facilmente identificados. É preciso, pois, como Igreja, estarmos firmados e convictos quanto ao conteúdo da fé bíblica e buscarmos a indispensável ação do Espirito Santo no discernimento e na capacitação necessária para refutarmos os enganos que vão surgindo, além da proclamação do Evangelho.

 

 

2.3. Mansidão e temor

A Palavra de Deus também esclarece que a ação apologética do discípulo de Cristo deve ser com “mansidão e temor” (1Pe 3.15). Em outras versões encontramos: "educação e respeito” (NTLH); “humildade e respeito” (BKJ). Portanto, não se trata apenas de defender o Evangelho ou refutar um erro, mas faze-lo, sem arrogância ou altivez, em oração e buscando ser conduzido pelo Espirito, com o propósito de contribuir para que a pessoa seja levada à verdade do Evangelho, abandone o erro e se volte para o Senhor (2Tm 2.24-26; Jd 22-23).

 

  1. O uso da Apologética na defesa

A apologética defensiva é aquela que apresenta respostas aos críticos das verdades afirmadas pela fé cristã, bem como àqueles que demonstram dúvidas sinceras a respeito das verdades fundamentais reveladas nas Escrituras Sagradas, procurando ajuda-los esclarecendo o posicionamento bíblico e cristão. Não devemos confundir com atitude defensiva, que caracteriza a reação de medo e insegurança de alguém que não está interessado em ajudar o outro, pois acha que está correndo perigo e ameaçado. O discípulo de Cristo está seguro em Cristo e na firme Palavra de Deus.

 

 

3.1. A defesa do cristianismo ante os ataques do judaísmo

As primeiras defesas da fé cristã ocorreram logo no início por intermédio dos apóstolos, que procuravam mostrar aos judeus que a vinda do Senhor Jesus Cristo, Sua morte e ressurreição, a descida do Espirito Santo e a Igreja, reunindo judeus e gentios para formar um só povo, eram cumprimento do plano divino revelado nas Escrituras Sagradas (At 2.14-36; 3.12-26; 9.19-22; 15.13-17).

 

 

3.2. Defesa do cristianismo ante o paganismo

Outro grande desafio enfrentado pelos cristãos vinha dos pagãos, que, opostamente aos judeus, não faziam objeções ao cristianismo, desde que ele reconhecesse as demais religiões como verdadeiras. Não havia nenhum problema em aceitar o Deus do cristianismo, pois era apenas mais um no panteão dos deuses greco-romanos. Por esta razão, o apóstolo Paulo se propõe a anunciar não mais um deus, mas o “Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens” (At 17.24).

 

3.3. A defesa do cristianismo perante a filosofia grega

As boas novas do Evangelho chegaram também, nos primeiros anos do cristianismo, em Alexandria, um dos principais centros acadêmicos da Antiguidade. Em virtude da influência filosófica e cultural presente nessa cidade, iniciou-se um debate sobre o que seria superior; a fé cristã ou a filosofia grega? Os chamados pais da Igreja, diante de tal discussão, recorreram ao pensamento racional, nos moldes da filosofia grega, e procuraram dar consistência lógica à doutrina cristã.

 

CONCLUSÃO

O ser humano deve estar envolvido por completo na conversão: mente, emoções e vontade. É de Jesus a ordem: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento” (Mt 22.37). Paulo diz que ele é incumbido da defesa do Evangelho (Fp 1.16). Tudo isso implica em uma mensagem de boas novas claramente assimilada, a qual pode ser racionalmente compreendida e defendida.

 

QUESTIONÁRIO

 

  1. O que a Bíblia menciona em Romanos 12.2?
  2. Quem, em seu sermão, fez menção a um altar feito pelos atenienses e citou um dos seus poetas?
  3. O que Apolo fazia?
  4. Como deve ser a ação apologética do discípulo de Cristo?
  5. O que é apologética defensiva?

 

 

 

 

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Lição 2

 

 

Revelação divina e a razão são dádivas de Deus

13 de Outubro de 2019

 

 

Texto Áureo

"Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis.", Rm 1.20

 

Verdade Aplicada

A natureza é uma testemunha da existência de Deus e Seu poder, porém não é o próprio Deus, porém não é próprio Deus, pois Ele é o Criador.

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA

 

Sl 19.1-6

1 - Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.

2 - Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite.

3 - Não há linguagem nem fala onde não se ouça a sua voz.

4 - A sua linha se estende por toda a terra, e as suas palavras até ao fim do mundo. Neles pôs uma tenda para o sol,

5 - O qual é como um noivo que sai do seu tálamo, e se alegra como um herói, a correr o seu caminho.

6 - A sua saída é desde uma extremidade dos céus, e o seu curso até à outra extremidade, e nada se esconde ao seu calor.

 

 

Introdução

É muito importante que cada discípulo de Cristo se lembre que tanto a fé como a razão são dádivas de Deus para o ser humano. Ou seja, tanto a capacidade de crer como pensar. A fé bíblica não é cega.

 

 

  1. Bases fundamentais da fé cristã

A religião cristã é baseada na fé, e essa por sua vez baseia-se no conhecimento, e não em superstições, especulações ou algo irreal ou ainda invenções humanas. Não é possível dispor-se a crer em algo que não convença a ser a verdade. Assim a razão nos leva a atestar a revelação divina.

 

 

1.1. Razão

Razão é a capacidade da mente humana que permite chegar a conclusões a partir de suposições ou premissas. É, entre outros, um dos meios pelo qual os seres racionais propõem razões ou explicações para causa e efeito. As evidências do cristianismo apelam para a razão, e o cristianismo submete suas credenciais ao escrutínio da mesma, insistindo em que o exame de seus títulos seja feito com cuidado e até com severidade. De modo algum exige o cristianismo que o homem renuncie ao uso desta faculdade, dom de Deus, para tratar do mais elevado e solene interesse de sua vida – a religião. Ao contrário, exige Deus que o homem faça uso da razão, a fim de rejeitar as revelações espúrias, estabelecer a fé verdadeira e interpretar corretamente a revelação (Pv 22.20-21).

 

1.2. Revelação Divina

Revelação, conforme consta no dicionário da língua Portuguesa, é o ato de revelar, fazer conhecer, descobrir. Na língua grega é “apokalupsis” – descobrimento, divulgação. Assim, o que era desconhecido torna-se conhecido. A partir deste conhecimento revelado, é que se segue o estudo ou a explicação. Portanto, Revelação Divina é o ato de Deus se tornar conhecido ao ser humano. John R. Higgins escreveu; “Esta revelação é o fundamento de todas as afirmações e pronunciamentos teológicos (...) As questões da fé centralizam-se no fato de que Deus fez-se conhecido aos seres humanos. O cristianismo é a religião baseada na revelação que Deus fez de si mesmo”.

 

1.3. Razão versus revelação

Rejeitar uma revelação, no todo ou em parte, apenas porque o seu conteúdo não corresponde a alguma noção preconcebida a respeito daquilo que ele devia conter ou não, é usar a razão de maneira irracional. Se a inteligência humana tivesse competência para realizar, satisfatoriamente, obra de tão extensa magnitude, deixaria de existir a necessidade da revelação (Rm 11.33-35). Se a razão tivesse tal poder, há muito tempo já teriam os homens encontrado a Deus mediante a investigação, e, sem qualquer revelação, chegado a conhecê-lo. O uso só da razão é tão absurdo, como seria o fato de um homem afirmar que a sua visão do horizonte é o limite do espaço.

 

  1. A necessidade do uso da razão

É normal seres racionais se recusarem a crer na Bíblia sem evidências. Como Deus criou os humanos com esta capacidade, Ele, o próprio Deus, espera que vivam racionalmente. Não significa com isso que inexiste espaço para a fé. Mas Deus quer que demos um passo de fé à luz das evidências, não no escuro, assim constitui nosso dever a utilização da Apologética Cristã.

 

2.1. O homem é um ser racional

Os seres humanos foram criados com a capacidade de raciocinar. Neste aspecto somos parte da Sua imagem (Gn 1.27). Há um apelo de Deus para o Seu povo usar a razão (Is 1.18), para discernir o que é verdadeiro ou falso (1Jo 4.6), certo ou errado (Hb 5.14), certo ou errado (Hb 5.14). Um princípio fundamental da razão é que ela deve ter evidencias suficientes para a fé.

 

2.2. A fé construída em nós por meio do conhecimento

Ouvir traz conhecimento, conhecimento produz convicção, convicção gera fé (Rm 10.17). Quanto mais conhecemos a Deus, ao ouvir Sua Palavra, mais confiamos nEle sem reservas. O “tamanho” da nossa fé é proporcional ao conhecimento que temos de Deus e Sua Palavra. A fé repousa, portanto, no conhecimento. Abraão é um grande exemplo: à medida que conhecia a Deus, mais depositava nEle sua fé, ao ponto de aceitar oferecer seu filho Isaque em sacrifício a Deus (Gn 22.1-2). Este conhecimento acerca de Deus não está limitado ao intelecto, mas se trata de um conhecimento que se expressa em relacionamento.

 

2.3. A Natureza da Fé

A fé está desvinculada da razão. A Bíblia dá provas racionais mais que suficientes para que o homem tenha fé absoluta em Deus. Há registros na história secular, nas descobertas arqueológicas e cientificas, que ratificam os feitos de Deus, conforme os registros das Sagradas Escrituras, dando sustento a nossa fé ao crer em Suas Palavras. Temos uma fé explicita, ou seja, aquela que convida ao estudo e à investigação das Sagradas Escrituras. Não se deve aceitar qualquer ensino ou afirmação sobre a Bíblia que não possa ser provado pelo estudo cuidadoso das Escrituras. Cada pessoa necessita ler a Bíblia por si mesmo, e obedecer aos princípios hermenêuticos para chegar a uma correta interpretação. Evidentemente, com a imprescindível ação do Espirito Santo (1Co 2.9-16).

 

 

  1. O valor da revelação para fé cristã

Deus tem cercado o homem com diversas revelações que provam a Sua existência e Suas ações no mundo. Há manifestações divinas irrefutáveis para qualquer pessoa reconhecer a existência de Deus, crer e se relacionar com Ele.

 

3.1. Revelação na natureza

Chamada por alguns apologistas de Revelação Geral, com base em alguns textos das Escrituras (Rm 1.19-20; 2.12-15 etc), declara que a revelação de Deus na natureza é tão clara que todos os seres humanos, por mais pecadores que sejam, são indesculpáveis diante dEle. Outras passagens bíblicas demonstram que Deus pode ser conhecido pela revelação Geral, entre elas Salmo 19 e Atos 14.15-17; 17.24-29.

 

3.2. Revelação escrita

A revelação Geral, conforme citada no tópico anterior, por si só revela ao homem a existência de Deus, porém, a necessidade de orientações especificas se fez necessário, pois traz respostas para perguntas tais como: O que fazer para ser salvo? Como posso me aproximar deste Deus? Como devo proceder para conviver em comunhão com este Deus? A revelação escrita, a Bíblia Sagrada, é conhecida também como revelação especial. Especial porque foi dada oralmente, e, posteriormente, foi escrita por ordem divina (Ex 17.14; 34.27). Deus de forma milagrosa inspirou a guiou também, além de Moisés, outros autores das Escrituras a registrarem a Sua vontade ao mundo (2Pe 1.20-21). Cada um dos escritores em seu tempo, estilo e formação cultural, Deus capacitou-os para que a verdade sobre Si mesmo fosse registrada na forma escrita, porque sabia da imperfeição e falta de confiabilidade da tradição oral. Ele também sabia que as opiniões dos homens poderiam torcer a Revelação Geral e interpreta-la mal. Através da Bíblia, Deus decidiu revelar tudo o que a humanidade precisava saber sobre Ele, o que Ele quer e o que tem feito por nós. Sem sombra de dúvidas, a maior revelação do texto sagrado é a salvação do homem através de Jesus Cristo.

 

3.3. Experiência pessoal

A convicção de cada pessoa, adquirida por experiência própria, no que diz respeito à sua fé em Deus, deve ser levada em consideração. No entanto, as experiências pessoais não devem ser o balizador de nenhuma doutrina bíblica. Porém, vale ressaltar que não há argumentos por mais lógicos que pareçam ser, que consigam arrancar a convicção da nossa alma, convicção esta que recebemos através do conhecimento de Deus e Sua Palavra.

 

CONCLUSÃO

Jesus Cristo sempre estimulava os Seus ouvintes a usar a razão. Não queria que seu público tivesse uma fé cega, mas uma “fé inteligente”, que tem fundamento e conteúdo. Usava fatos do cotidiano e a vida diária das pessoas para ilustrar uma verdade espiritual; um exemplo disto são as parábolas.

 

QUESTIONÁRIO

 

  1. O que nos leva a atestar a revelação divina?
  2. O que é razão?
  3. O que é Revelação Geral?
  4. Quais são as outras passagens bíblicas que demonstram que Deus pode ser conhecido pela Revelação Geral?
  5. Como é conhecida a revelação escrita, a Bíblia Sagrada?

 

 

 

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Lição 3 

Único Deus transcendente e eterno

20 de Outubro de 2019

 

 

Texto Áureo

"Porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois somos também sua geração.", At 17.28

 

Verdade Aplicada

Cremos no Único Deus Verdadeiro, que existe independente de Sua criação e que é a Causa primeira"

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA

 

At 17.23-25

23 - Porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais, não o conhecendo, é o que eu vos anuncio.

24 - O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens;

25 - Nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas;

 

Introdução

Na apologética são considerados vários argumentos em relação à existência de Deus. A presente lição abordará o argumento conhecido como: cosmológico ou de criação ou, ainda, da causalidade.

 

  1. A matéria e a mente são eternas?

O conceito do eterno é uma necessidade da razão. Assim, os homens podem escolher entre várias teorias a respeito do eterno, porém, não lhes é possível despojar-se do conceito de eternidade.

A sucessão de acontecimentos provoca a elaboração da noção de tempo, e a noção de tempo infinito faz pressupor a eternidade.

 

1.1. No Universo, todo objeto que é conhecido, teve princípio em algum tempo

O progresso cientifico estabeleceu, de modo convincente, que tudo aquilo que os sentidos humanos percebem teve um princípio, e é de natureza composta, derivada ou dependente. A ciência afirma que houve um período em que a terra, o mar e a atmosfera, misturados entre si, formavam uma massa nebulosa; afirma também que houve um tempo em que o planeta Terra não tinha existência própria, e o sol e as estrelas ainda não estavam divididos em sistemas.

 

 

1.2. Toda matéria encontrada na terra mantém suas propriedades moleculares

Os cientistas concluíram, há muito tempo, que a natureza em todo seu comportamento, desde quando teve seu começo, nunca produziu a mais leve diferença nas propriedades das moléculas. Portanto, não se pode admitir a existência de uma evolução, visto que não há um ser sequer com suas moléculas modificadas. Por outro lado, a afinidade que há entre cada molécula e todas as outras de sua espécie lhe imprime um caráter de um artigo manufaturado, e exclui a ideia de que ela é eterna e de que tem existência própria.

 

1.3. Se todas as coisas tiveram um princípio, houve um criador chamado Deus

Tudo que é conhecido pela ciência não é eterno, ou seja, teve um começo ou uma evolução, conforme ela admite. Portanto, há um Deus, que existe por Si mesmo e Eterno, que criou todas as coisas. Pode-se crer em um Deus que existe por Si mesmo ou num mundo capaz de existir por si só, e, necessariamente, tem que crer em um ou no outro. É mais racional e lógico, segundo os argumentos nos itens anteriores, crer em um Deus que não teve princípio e não terá fim. Deus, sim, é Eterno.

 

  1. Existe Infinita Regressão de Causa?

“Todo efeito tem uma causa. Não pode haver uma regressão infinita de causas finitas. Portanto, deve existir uma causa não causada ou um ser necessário”. Este é o argumento cosmológico (argumento pela causa de Tomás de Aquino). Este argumento diz, de uma forma mais fácil de entender, que tudo o que veio a existir possui uma causa. Ora, se o Universo veio a existir, nem sempre existiu, logo ele possui uma causa. De fato, cada ente possui uma causa, que também possui uma causa e assim por diante. Entretanto, não é possível recuar infinitamente numa série de causas, pois assim o Universo nem poderia começar a existir. Sendo impossível a regressão infinita, deve haver uma causa primeira, que é necessariamente não causada.

 

2.1. Se existe uma causa, tem que haver obrigatoriamente, um causador

Uma causa não pode causar a si mesmo. O inexistente não pode passar a existir por si só. Tudo que é causado, portanto, é causado por alguma outra coisa. Só um Deus Poderoso seria capaz de ser a causa primária da existência de tudo.

 

 

2.2. Um efeito nunca pode conter um elemento superior à sua causa

Uma coisa não pode mover-se a si própria; é preciso uma força ou um agente externo. No caso dos veículos, o petróleo (elemento externo) faz a combustão no motor, e esse, por sua vez, movimenta o carro. Ou seja, a força do motor é superior ao estado estático do veículo, sendo assim, o motor é capaz de movimentá-lo. Uma regressão infinita de forças é sem sentido. Como em uma engrenagem, onde a peça dentada, que move a peça seguinte, tem que ter mais força do que a peça movida; ou seja, a força deve ser maior à medida que se faz a regressão nas peças de engrenagem. Portanto, deve haver um ser que é mais forte, que existia no começo de tudo, e é fonte primária de todo movimento: Deus.

 

2.3. Quem é o causador de todas as causas?

Nada do que existe hoje existiria, visto que do nada, nada surge. No entanto, um mundo surgiu, apareceu, existe, Surgiu por quê? Surgiu por quem? Com qual propósito? Ao invés de evoluir, está deteriorando, acabando? Só há uma resposta: Há um Deus Todo-Poderoso, Criador e Causador de todas as coisas.

 

  1. Existe uma grande primeira causa

A convicção de uma grande e primeira causa, digna de ser chamada de Deus e adorada como tal, é a explicação mais racional.

 

3.1. A primeira causa deve ser viva e inteligente

A existência da vida e da mente, e o sentido moral, apontam, de maneira inequívoca, para um Autor Vivo, Inteligente e Moral. Os fatos que se comprovam é que a espécie humana é a expressão visível de um Ser Inteligente, dotado de Razão, Moral e Sentimentos, que não pode ter vindo de matéria inferiores, pois elas (as matérias inferiores) não possuem estas qualificações

 

3.2. A primeira causa deve ser livre

A primeira causa deve ser livre, pois não pode ela mesma ter sido causada; seria absurdo buscá-la entre os efeitos. A primeira causa, na verdade, deve estar em todo Universo; porém ao mesmo tempo, deve encontrar-se fora do Universo, deve ser anterior a ele, e estar sobre ele.

 

3.3. A primeira causa deve ser perfeita

Observa-se no Universo a existência de uma pirâmide de seres, desde o menor dos seres vivos até o ser humano, em grau sempre crescente de perfeição. Deve existir um ser final que é absolutamente perfeito, a fonte de toda perfeição. Esse ser é Deus.

 

CONCLUSÃO

“Disse o néscio no seu coração: Não há Deus” (Sl 14.1). A expressão “néscio” não limita a aplicação do verso apenas ao ateu, literalmente, mas, também, àqueles que vivem como se Deus não existisse, que resolveram desconsiderar a realidade de Deus e Seu governo. Que a presente lição nos capacite a responder aos que nos pedem “a razão da esperança que há” (1Pe 3.15) em nós, como, também, despertar-nos para um relacionamento com Deus contínuo e progressivo.

 

QUESTIONÁRIO

 

  1. Conforme afirmam os cientista, o que, desde seu começo, nunca produziu a mais leve diferença nas suas propriedades?
  2. O que é mais racional e lógico acreditar em relação a existência de Deus?
  3. Segundo Tomás de Aquino, todo efeito tem uma?
  4. Qual a fonte primária de todo movimento?
  5. Para o que a existência da vida e da mente, e o sentido moral, apontam?

 

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Lição 4

 

Deus é o Criador e se relaciona

27 de Outubro de 2019

 

 

Texto Áureo

"E chamou o Senhor Deus a Adão, e disse-lhe: Onde estás?", Gn 3.9

 

Verdade Aplicada

O Senhor Deus não apenas criou todas as coisas, mas, também sustenta as obras da Sua criação, se revelou ao ser humano e quer se relacionar com ele.

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA

 

Sl 139.1-6

1 - SENHOR, tu me sondaste, e me conheces.

2 - Tu sabes o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento.

3 - Cercas o meu andar, e o meu deitar; e conheces todos os meus caminhos.

4 - Não havendo ainda palavra alguma na minha língua, eis que logo, ó Senhor, tudo conheces.

5 - Tu me cercaste por detrás e por diante, e puseste sobre mim a tua mão.

6 - Tal ciência é para mim maravilhosíssima; tão alta que não a posso atingir.

Introdução

Convictos da existência de Deus, perguntamos: o Criador se revelou e continua agindo e se relacionando com seres humanos? Nesta lição estudaremos alguns termos teológicos, a favor e contra, sobre a ação de Deus na natureza e Sua interação com os homens.

 

  1. Deísmo

Deísmo é a denominação genérica dada às doutrinas filosóficas e religiosas, que afirmam a existência de "deus" como exigência da razão, independentemente de qualquer revelação, porém, ele não intervém no mundo, mas é exclusivamente transcendente.  O deísmo afirma que a responsabilidade desse "deus" em relação ao mundo é unicamente a de lhe haver dado leis: uma vez realizado o ato da criação, não se ocupa do mundo, abandonando às suas próprias leis físicas. Portanto, um "deus" alheio a tudo que criou. Há vários motivos para rejeitar o deísmo.

 

1.1. Deus abandonaria Sua criação?

Se formarmos determinado conceito no tocante a Deus, devemos considerá-Lo como Infinitamente Poderoso e Infinitamente Bom. Não nos é permitido atribuir impotência ou maldade Àquele por quem tudo o que existe foi feito, e a quem todos os seres devem sua existência. É, precisamente, na benevolência de Deus e nas necessidades do homem que encontramos a razão de uma revelação. Deus, certamente, não abandonaria o homem, deixando de dar-lhe toda luz de que precisa para sua vida e sua felicidade.

 

1.2. A existência de seres morais

Deus é a origem de todas as ideias morais, como também do todos os valores humanos; Ele é quem preserva todos o valor e a dignidade humana; é o Juiz de todas as Suas criaturas inteligentes, morais, que as recompensa ou pune, de conformidade com a retidão ou a maldade de suas ações. É imperiosa a manifestação, clara, inequívoca e definitiva, da parte de Deus para com este ser chamado homem.

 

1.3. A existência de seres inteligentes

Os seres irracionais não necessitam e, tampouco, têm capacidade de receber e entender uma revelação divina. No entanto, ao homem: um ser capaz de pecar e sentir os sofrimentos; que recebeu a faculdade de livre arbítrio; com possibilidades reais de fracassar ou de ter êxito; é inexorável uma revelação especial. Se o homem, imagem e semelhança de Deus, ficasse desprovido de tal revelação, estaria sem direção. Desde o princípio Deus, de forma clara e direta, deu orientações ao homem, conforme registrado no livro de Gênesis (Gn 2.4-25).

 

  1. Panteísmo

O panteísmo admite a existência de "deus", que está dentro do mundo e identifica-se com ele. Afirma que tudo quanto existe é "deus" e "deus" é tudo quanto existe. Segundo o panteísmo, não existe qualquer deus pessoal, não existe qualquer inteligência superior, distinta da criação, em qualquer sentido absoluto, como se "deus" possuidor de uma natureza diferente de tudo. Todas as coisas têm uma mesma essência de "deus", não havendo qualquer distinção, entre "deus" e a criação, no que diz respeito à essência ou substância. Refutam a necessidade de uma revelação aos homens, pois afirmam que Deus não pode ser conhecido intelectualmente. Estes ensinos também rejeitamos.

 

2.1. Deus é inteligente e produziu estados conscientes

O panteísmo afirma que "Deus é incognoscível de maneira intelectual". Ora, se não pode ser entendido de maneira intelectual, por que existem seres dotados de inteligência?  É racional e lógico aceitar que Deus utilize a faculdade mental dos homens (capaz de conhecer, compreender e aprender) para se comunicar com Suas criaturas.

 

2.2. Deus onipresente

Não se pode confundir o panteísmo com a Onipresença (Deus está em todo lugar), um dos atributos de Deus. O conceito bíblico da Onipresença de Deus está fundamentado na assertiva de que não existe lugar na Terra ou fora dela que Deus não esteja presente, conforme declarou o salmista (Sl 139). Diferente do que afirma o panteísmo, que funde criatura e criador.

 

2.3. O Criador é distinto da Sua criatura

Os elementos da natureza e os seres não podem ser a representação ou materialização de um Ser Inteligente e Eterno. O decadente Universo, ou seja, o conjunto de todas as coisas que existem não pode ser confundido com o Deus Criador. O perecível não pode fundir com o Eterno, pois são incompatíveis.

 

  1. Teísmo

 O teísmo assevera que existe um Deus pessoal que está além do Universo, porém age no mesmo. Deus existe além e dentro do mundo. Para os teístas, Deus é independentemente do mundo, mas governa todas as partes do mundo como Causa Sustentadora. O cosmos foi criado por Deus e é conservado por Ele.

 

3.1. Teísmo cristão e a pessoa de Deus

O teísmo cristão acredita na forma trinitária de monoteísmo: Deus tem três centros de personalidade, numa unidade monoteísta perfeita, chamada Trindade. Em Gênesis 1.1, no hebraico, idioma utilizado para escrever o Antigo Testamento, vemos. "No princípio criou Deus (Elohim) os céus e a terra". A palavra "Elohim" é o plural  da palavra "Eloha". Ou seja, o primeiro versículo da Bíblia, temos a configuração do Deus Trino. Qual a justificativa para a ausência do termo "Trindade" nos registros do Antigo Testamento? Os judeus estavam saindo do Egito, uma nação politeísta, e tinham dificuldades para entender a doutrina da Trindade. Deus foi, aos poucos, revelando essa verdade, como pode ser observada nos seguintes textos bíblicos: Gênesis 1.26 "Façamos o homem", note a colocação do plural; Gênesis 3.22 "como um de nós"; Gênesis 11.7 "desçamos e confundamos"; Isaías 6.8 "quem há de ir por nós?". Deus se fez conhecido através destes e de outros textos bíblicos, como sendo um Deus Único (Dt 6.4), em três Pessoas: Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo (2Co 13.13).

 

3.2. Teísmo cristão e o ser humano

Para o teísmo cristão, a humanidade teve um princípio no tempo. O homem foi feito à imagem de Deus. Afirma que a raça humana foi criada para ser imortal. Acredita que o homem tem liberdade (livre arbítrio) e é um ser moral e necessita de uma revelação especial da parte de Deus.

 

3.3. Teísmo cristão e a revelação de Deus aos homens

Para o teísmo cristão, tanto a Bíblia (revelação especial) quanto a natureza (revelação geral), são revelações de Deus aos homens. Essas duas se complementam, pois, diante da criação de Deus, ninguém é indesculpável (Rm 1.20) e as Escrituras Sagradas nos dizem o que devemos fazer em relação a este Deus (At 16.30-31).

 

CONCLUSÃO

A Bíblia afirma que Deus, além de criar todas as coisas, sustenta e renova a criação (Sl 104.24, 30; At 17.24-25), Sua existência independe da criação (Sl 90.2) e fez o ser humano para que se relacione com Ele, revelando, para tanto, Sua vontade e enviando Jesus Cristo para promover a reconciliação (Is 43.7,21; 60.21; 2Co 5.18-19). Portanto, tanto o deísmo como o panteísmo, e tantos outros "ismos", não correspondem à revelação dada pelo próprio Deus.

 

QUESTIONÁRIO

 

  1. Para o deísmo, Deus tem alguma relação com a sua criação?
  2. Pela existência de seres morais, o que é de se esperar da parte de Deus?
  3. O que afirma o panteísmo sobre o tipo de relação de Deus com sua criação?
  4. O que o que o panteísmo funde?
  5. Diante da criação de Deus, quem é indesculpável?

 

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Lição 5

 

 

Evidências externas da veracidade da Bíblia

3 de Novembro de 2019

 

 

Texto Áureo

"Em esperança da vida eterna, a qual Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos dos séculos.", Tt 1.2

 

Verdade Aplicada

Como Deus não pode mentir e a Bíblia é a Palavra de Deus, então, devemos crer na exatidão das sagradas Escrituras.

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA

 

Is 45.1-3

1 - Assim diz o SENHOR ao seu ungido, a Ciro, a quem tomo pela mão direita, para abater as nações diante de sua face, e descingir os lombos dos reis, para abrir diante dele as portas, e as portas não se fecharão.

 

2 - Eu irei adiante de ti, e endireitarei os caminhos tortuosos; quebrarei as portas de bronze, e despedaçarei os ferrolhos de ferro.

3 - Dar-te-ei os tesouros escondidos, e as riquezas encobertas, para que saibas que eu sou o Senhor, o Deus de Israel, que te chama pelo teu nome.

 

Introdução

A arqueologia bíblica, os relatos históricos e biografias de personagens importantes dão provas externas da veracidade da Bíblia. O campo de informações e de correlações com os dados bíblicos é vasto, por isso só nos é possível ressaltar alguns aspectos.

 

  1. Arqueologia: valor e contribuição

Arqueologia é a ciência que, utilizando processos como coleta e escavação, estuda os costumes e culturas dos povos antigos através do material (fósseis, artefatos, monumentos, etc.) que restou da vida desses povos.

 

 

 

1.1. Arqueologia bíblica

 

A arqueologia bíblica é um ramo da arqueologia especializado em estudos dos restos materiais relacionados direta ou indiretamente com os relatos bíblicos e com a história das regiões judaico-cristãs. Os estudos arqueológicos contribuem para confirmar a veracidade da Bíblia, pois as mensagens históricas e espirituais da Bíblia estão entrelaçadas.

 

1.2. Arqueologia do Antigo Testamento

A vasta quantidade de provas arqueológicas a favor da Bíblia não cabe neste espaço, mas listamos alguns exemplos: o túnel de Ezequias - abertura e escavação feita em pedra sólida - foi descoberto em 1880 (2Rs 20.20;2Cr 32.30); Hesbom - cidade mencionada 38 vezes na Bíblia, é conhecida hoje como Hisbam, peças de cerâmica datadas de 900 a.C. foram encontradas no local (Nm 21.25;Js13.17); Asera, Baal - Foi encontrada uma imagem de Baal, esculpida em pedra calcária, datada de cerca de 1650 a.C. As práticas moralmente depravadas associadas a esses deuses estão de acordo com as ordenações do Antigo Testamento (Jz 3.7;1Rs 18).

 

 

1.3. Arqueologia do Novo Testamento

 

Há, também várias provas arqueológicas que confirmam os relatos do Novo Testamento: a sinagoga de Cafarnaum, onde Jesus curou um homem com um espírito imundo e entregou o sermão sobre o pão da vida; a casa de Pedro em Cafarnaum, onde Jesus curou a sogra de Pedro e outros; o poço de Jacó, onde Jesus falou à mulher samaritana; o tanque de Betesda em Jerusalém, onde Jesus curou um homem aleijado; a piscina de Siloé em Jerusalém, onde Jesus curou um cego; o tribunal em Corinto, onde Paulo foi julgado; o palácio de Herodes em Cesaréia, onde Paulo foi mantido sob guarda.

 

  1. Relatos bíblicos dos grandes impérios

A história confirma, entre outros textos, a revelação que Daniel recebeu de Deus quanto ao sonho de Nabucodonosor e sua interpretação, como registrados em Daniel 2. A soberania do mundo foi exercida por Babilônia, de 626 a.C. até 539 a.C., quando passou para os medos e persas. A vitória das forças gregas na batalha de Arbela, em 331 a.C., marcou a queda do Império Medo-Persa, tornando os gregos dominadores do mundo. De acordo com R.K. Harrison, após a morte de Alexandre, o Grande, em 323 a.C., o vasto território conquistado foi dividido, na tentativa de manter o domínio grego, ficando a Judéia, a princípio, como parte do território sírio e depois do Egito. Após muitas revoltas e conflitos, bem como o chamado Período dos Macabeus, a Judéia é incorporada ao Império Romano, o quarto reino, conforme predito por Daniel.

 

 

2.1. O Império Babilônico e a Bíblia Sagrada

 

A grande Babilônia descrita pela Bíblia é comprovada pela história secular. Em 586 a.C., na terceira deportação dos judeus, os exércitos babilônicos destruíram Jerusalém e levaram os sobreviventes para a Babilônia, onde receberam um tratamento cruel (Sl 137.8-9). Deus predisse que Seu povo teria de suportar o cativeiro por 70 anos em consequência de suas ações ruins. Depois desse período, Deus os libertaria e permitiria que voltasse à sua terra natal (Jr 25.11;29.10). Em cumprimento à palavra profética de Deus, a cidade de Babilônia, que parecia invencível, foi derrotada pelos exércitos medo-persas e, 539 a.C. - justamente quando o exílio de 70 anos de Judá estava para terminar. Com o tempo, Babilônia se tornou um monte de ruínas - exatamente como descrito na Bíblia. Nenhum humano poderia predizer uma façanha assim, porém a Bíblia registra esses fatos com exatidão. A destruição do templo construído por Salomão ocorreu em 586 a.C., perfazendo assim 70 anos de escravidão. Datas exatas, considerando a relevância do Templo para Israel.

 

2.2. Império Medo-Persa e os relatos bíblicos

A Bíblia descreve que o rio Eufrates "teria de secar-se" (Jr 50.38) Os historiadores gregos Heródoto e Xenofonte confirmam o modo surpreendente como isto se cumpriu. Eles revelam que Ciro desviou o rio Eufrates, baixando o nível da água. Os exércitos de Ciro obtiveram assim acesso à cidade através de seus portões, que haviam sido deixados abertos. Conforme predito, a poderosa Babilônia caiu "repentinamente", em uma noite, e o Império Medo-Persa dominou Babilônia (Jr 51.8).

 

2.3. Império Grego e a história bíblica

O registro bíblico não menciona nenhum profeta de Deus durante a época da supremacia grega. Também nenhum livro bíblico inspirado foi escrito nesse período. No entanto, a Grécia aparece nas profecias bíblicas. Além disso, o Novo Testamento traz várias referência à influência grega. Por exemplo, havia um grupo de dez cidades helenísticas, chamado Decápolis, que se origina de uma palavra grega que significa "dez cidades" (Mt 4.25; Mc 5.20; 7.31). A Bíblia menciona essa região algumas vezes e sua resistência é comprovada pela história e por impressionantes ruínas de teatros, anfiteatros, templos e salas de banho.

 

  1. Provas biográficas dos relatos bíblicos

Os relatos bíblicos de personagens importantes da história têm suas existências confirmadas pela história secular.

 

3.1. Belsazar

O livro de Daniel conta que um homem chamado Belsazar foi rei em Babilônia (Dn 5.1). Porém, algumas fontes seculares diziam que Belsazar, embora poderoso, nunca tinha sido rei. Será que a Bíblia estava errada? Arqueólogos descobriram vários cilindros de argila nas ruínas de Ur, na Mesopotâmia. A inscrição cuneiforme em um dos cilindros incluía uma oração feita pelo rei babilônico Nabonido a favor de "Bel-sar-assur (também conhecido como Belsazar), meu filho mais velho". Descobertas posteriores confirmaram que Belsazar tinha "atuado como regente durante mais da metade do reinado de seu pai", diz o New Bible Dictionary, "nesse tempo ele tinha basicamente a mesma autoridade que o rei".

 

3.2. Ciro, rei da Pérsia

Um dos registros bíblicos mais impressionantes sobre o Império Medo-Persa está relacionada ao rei Ciro. Quase dois séculos antes de Ciro assumir o trono, a Bíblia o mencionou por nome e predisse que ele seria o conquistador de Babilônia (Is 45.1-3). Tal profecia aponta para a onisciência de Deus e Sua soberania. Ciro é chamado de "pastor" e "ungido". Não devemos pensar com isso, que Ciro mantinha um relacionamento com Deus de acordo com as Escrituras, pois achados arqueológicos indicam que adorava outros deuses. A profecia assim o identificava no sentido de que se tratava de um instrumento de Deus para cumprimento de Seu propósito para com Israel.

 

3.3. Alexandre, o Grande

A Bíblia predisse com precisão a existência e as conquistas de Alexandre, o Grande, e a divisão de seu império (Dn 8.5-8). No século IV a.C., um jovem macedônio chamado Alexandre projetou a Grécia no cenário mundial. Na realidade, ele levou a Grécia a tornar-se a quinta potência mundial na história bíblica e, com o tempo ficou conhecido como Alexandre, o Grande. Essa narrativa bíblica é confirmada. Alexandre se tornou rei em 336 a.C. e, no período de sete anos, derrotou o poderoso rei persa Dario III. Depois, Alexandre continuou a expandir seu império até 323 a.C., quando morreu prematuramente aos 32 anos de idade. Ninguém sucedeu Alexandre como governante absoluto, e nenhum descendente seu assumiu o poder. Na verdade seus quatro líderes mais importantes - Lisímaco, Cassandro, Saleuco e Ptolomeu - Se proclamaram reis por conta própria. Além disso, como já citado, a Bíblia declarou de modo específico que "o grande chifre" - Alexandre -, "assim que se tornasse forte", seria "quebrado" e substituído por outros quatro, acrescentando depois que nenhum deles seria descendente de Alexandre (Dn 8.8;11.4).

 

CONCLUSÃO

Não cremos na Bíblia por causa dos fatos aqui citados. Porém, essas evidências externas a favor da Bíblia, embora somente uma parte relativamente pequena de resquícios do mundo bíblico ter sido escavada, colaboram para provar sua veracidade e importância, ajudando a substanciar sua afirmação em ser a Palavra de Deus.

 

QUESTIONÁRIO

 

  1. O que a Bíblia descreve sobre o rio Eufrates?
  2. De onde se origina o termo "Decápolis"?
  3. Quais os impérios que sucederam ao Império da Babilônia, cumprindo Daniel 2?
  4. O que Daniel 5.1 nos conta?
  5. Qual o nome do profeta que vaticinou a vinda de Ciro, duzentos anos antes de seu surgimento?

 

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Lição 6

 

 

Evidências internas da autenticidade da Bíblia

10 de Novembro de 2019

 

 

Texto Áureo

"Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.",Hb 4.12

 

Verdade Aplicada

O plano da redenção em Jesus Cristo e o nosso relacionamento com Deus passa pelas Escrituras.

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA

 

Lc 24.44-47

44 - E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Que convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas e nos Salmos.

45 - Então abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras.

46 - E disse-lhes: Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dentre os mortos,

47 - E em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém.

 

Introdução

Os séculos vêm e vão, mudam-se épocas e os costumes, aparecem e desaparecem grandes instituições, as civilizações se sucedem umas após outras, mas a Palavra de Deus permanece e se solidifica a cada dia.

 

  1. Jesus e o Antigo Testamento

Jesus Cristo, por ser Ele divino, tem autoridade para aprovar o texto sagrado, confirmando que o Antigo Testamento é a Palavra de Deus. Somente se a autoridade divina de Cristo for rejeitada, é que se pode rejeitar, de modo coerente, a autoridade divina da Antiga Aliança. Como Jesus fala a verdade, é verdade que "as leis e os profetas", assim chamadas pelos judeus, são a Palavra de Deus.

 

1.1. Jesus cita o Antigo Testamento como tendo autoridade divina

Ao usar as palavras "Está escrito", se referindo ao Antigo Testamento, Jesus valida a autenticidade do mesmo como sendo a Palavra de Deus (Mt 4.4,7,10). Por várias vezes, esta frase é repetida por Jesus, uma indicação clara de que Ele, ao utilizar das afirmações do Antigo Testamento, validava a autoridade divina.

 

 

1.2. Jesus ratificou a Lei e os profetas

Jesus, conforme registro de Mateus 5.17-18, deixa claro que obedeceu que obedeceu aos mandamentos, cumpriu as profecias em sua própria pessoa, obedeceu aos preceitos dos profetas. Assim, não teria tal atitude do Antigo Testamento se não fosse a Palavra de Deus.

 

1.3. Jesus confirma os relatos históricos do Antigo Testamento

 

Em Mateus 12.40, temos o registro de uma citação feita por Jesus, de um fato histórico registrado no livro do profeta Jonas, mostrando assim que os fatos narrados pelo Antigo Testamento foram ratificados por Jesus. Esta não é a única citação da história, mas esta, em particular, dá detalhes que exemplificam bem a importância que Jesus dava para a autenticidade do Antigo Testamento.

 

  1. A inspiração divina da Bíblia

A palavra inspiração significa "soprado de Deus". É o processo mediante o qual as Escrituras, a saber, os Escritos Sagrados, foram revestidos de autoridade divina no que concerne à doutrina e à prática (2Tm 3.16-17). O apóstolo Pedro argumenta que as Escrituras não tiveram origem na vontade ou no capricho de qualquer dos profetas, mas, sim, foi providência de Deus de Deus, e com auxílio do próprio Deus (2Pe 1.21).

 

2.1. A causa e a origem da inspiração é Deus

Deus é a força primordial que moveu profetas e apóstolos a escrever a Bíblia. A motivação primária por trás dos escritos inspirados é o desejo de Deus de comunicar-se com o ser humano. Champlin afirma que: "Esses profetas, por sua vez, foram movidos, isto é, impulsionados pelo Espírito, tal como um navio a vela é tangido pelo vento". Assim, temos um livro escrito por humanos, porém não é um produto da mente humana, e, sim,um livro da mente divina, que nos trás revelações lídimas da parte de Deus.

 

2.2. A linguagem da Bíblia é humana

Como Deus quis alcançar os homens, é lógico que Sua Palavra nos veio por meio da instrumentalidade de homens de Deus. Deus faz uso da pessoa humana, como escritores, para transmitir Sua vontade ao nível e linguagem dos destinatários de Sua mensagem.  As palavras são nosso meio de comunicação, assim, é natural a utilização delas, por parte de homens inspirados por Deus, para nos comunicar a vontade do Senhor. Portanto, são detectáveis diversos traços da personalidade humana na Bíblia.

 

2.3. A inspiração da Bíblia é revestida de autoridade divina

O fato da Bíblia ter sido escrita por homens não invalida a autoridade divina e a inspiração atribuídas a ela. As palavras dos profetas são palavras de Deus. Um profeta não produzia sua própria vontade ou seu próprio impulso ou sentimento, mas a vontade de Deus. Falaram inspirados por Deus. A imparcialidade da Bíblia é também uma demonstração de sua inspiração divina. Se a Bíblia fosse um livro originado do homem, ela não poria descoberto as faltas e falhas dele. Os homens jamais teriam produzido um livro como a Bíblia, que só dá toda a glória a Deus e mostra a fraqueza dos mesmos (Jó 14; 17.1; 27; Sl 50.21-22; 51.5; 1Co 1.19-25).

 

  1. A unidade da Bíblia

Os textos sagrados da maioria das religiões possuem a característica de serem resultados da mente de um só homem, ou quase sempre, são produto de um pequeno círculo de pessoas, e que em muitos ensinos se contradizem, Com a Bíblia é diferente. Escrita durante um longo período, por vários autores e em lugares diferentes, mantém sua simetria e unidade, revelando ser a obra de um só intelecto e de um só autor. Nenhuma outra literatura, inglesa, alemã, latina, grega, etc., se reunida para formar um só livro, teria tal unidade e simetria.

 

3.1. Espaço de tempo

Sem levar em consideração dados desconhecidos na datação de Jó e fontes que Moisés poderia ter usado, o primeiro livro foi escrito no máximo em 1.400 a.C. e o último pouco antes de 100 a.C. Não obstante ao grande espaço de tempo, a mensagem é uma só: o problema da humanidade é o pecado, e a solução é a salvação por meio de Cristo (Mc 10.45; Lc 19.10). Mesmo escrita em longo período, essa unidade tão incrível é bem uniforme no que diz respeito ao seu tema central: Jesus Cristo. Esse tema se desenvolve de forma consistente e grandiosa de Gênesis a Apocalipse. É o majestoso trabalho de Deus na criação do universo e a redenção de todas as coisas através de Deus único Filho, o Senhor Jesus Cristo. Só uma mente divina poderia ter inspirado tal unidade.

 

3.2. Diversos autores

Ao todo há 66 livros, escritos por aproximadamente 40 autores diferentes. Os escritores individuais, na época em que escreviam, não tinham ideia de que, eventualmente, seus escritos seriam incorporados em um só livro. Entretanto cada um desses escritos individuais preenche perfeitamente o seu lugar e servem a um único propósito. Qualquer pessoa que estude diligentemente a Bíblia irá encontrar padrões estruturais e matemáticos cuidadosamente bordados em seu tecido com um entrelaçado e simetria que não são passíveis de explicação através do acaso ou coincidência, mas, uma atitude direcionada por Deus.

 

3.3. Lugares e culturas diferentes

A Bíblia foi escrita em diferentes contextos históricos, níveis educacionais e profissões. A maioria foi escrita originalmente em hebraico ou grego, com algumas partes pequenas em aramaico. A Bíblia cobre centenas de  tópicos em literatura, de estilos muito variados. Eles incluem história, poesia, literatura didática, parábola, alegoria, literatura apocalíptica e épica, sem, contudo, perder a sua unidade.

 

CONCLUSÃO

A Bíblia garante e dá provas de ser o único livro inspirado por Deus, sendo assim, a própria Palavra de Deus. Cada escritor registrou, no seu próprio estilo e linguagem, exatamente a mensagem que Deus queria que fosse transmitida à humanidade

 

QUESTIONÁRIO

 

  1. Qual o significado da palavra inspiração?
  2. Quem é a força primordial que moveu profetas e apóstolos a escrever a Bíblia?
  3. Um profeta não produzia sua própria vontade ou seu próprio impulso e sentimento ao escrever as Escrituras Sagradas. O que ele produzia então?
  4. O ultimo livro da Bíblia foi escrito pouco antes de qual ano?
  5. Os 66 livros que compõem a Bíblia, aceitos como inspirados por Deus, foram escrito por aproximadamente quantos autores?

 

. ESCOLA DOMINICAL BETEL - Lição 7

 

 

A Bíblia e o testemunho da ciência

17 de Novembro de 2019

 

 

Texto Áureo

"Quem é sábio observará estas coisas, e eles compreenderão as benignidades do Senhor.", Sl 107.43

 

Verdade Aplicada

As constantes descobertas científicas, em diferentes áreas do conhecimento, ao longo dos anos, têm sido um valoroso testemunho a favor da Bíblia Sagrada.

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA

 

Jó 28.9,24-28

9 - Ele estende a sua mão contra o rochedo, e revolve os montes desde as suas raízes.

24 - Porque ele vê as extremidades da terra; e vê tudo o que há debaixo dos céus.

25 - Quando deu peso ao vento, e tomou a medida das águas;

26 - Quando prescreveu leis para a chuva e caminho para o relâmpago dos trovões;

27 - Então a viu e relatou; estabeleceu-a, e também a esquadrinhou.

28 - E disse ao homem: Eis que o temor do Senhor é a sabedoria, e apartar-se do mal é a inteligência.

 

Introdução

Diferente do que alguns argumentam, estudos criteriosos revelam que as descobertas científicas e as Sagradas Escrituras são, muitas vezes, inseparáveis.

 

  1. Ciência: contribuição e característica

A ciência, efetivamente, trouxe muitos benefícios e contribuições para a humanidade. E, ultimamente tem produzido subsídios valiosos, confirmando afirmações históricas da Bíblia Sagrada. A verdadeira ciência e a Bíblia não entram em conflitos. Não há nenhuma necessidade dos defensores, de ambos os lados, se envolverem em polêmicas. Basta dar tempo ao tempo.

 

1.1. A constante busca do conhecimento

A palavra ciência vem do latim, e significa "conhecimento", ou de forma mais precisa: "a ciência define-se como um acumulador de conhecimento". E, ao acumular informações, ela é, naturalmente, passiva de novos conceitos e afirmativas. Por natureza, a ciência nunca estará totalmente satisfeita. "Se a ciência soubesse tudo a priori, seria uma religião", afirmam os defensores da ciência, quando confrontados diante de novos progressos científicos. Diante do exposto, é natural que tudo que é momentaneamente um "conflito" com a Bíblia, poderá ser mudado a qualquer nova descoberta, por parte da ciência, visto que a Bíblia, também por sua natureza não muda.

 

1.2. O enfraquecimento do cientificismo

O cientificismo (que afirma que somente a ciência tem a chave para a verdade e que tudo o que não é cientifico é falso) tem enfraquecido nos últimos séculos. Há cientista admitindo que a ciência sozinha não pode nos oferecer uma lei ou um padrão moral que nos diga como viver. Porque a ciência se ocupa com as coisas físicas que podem ser observadas, medidas e analisadas, mas é incapaz de explicar a noção de um mundo espiritual ou de uma influência espiritual nos assuntos humanos, assim, muitos têm se dobrado a aceitar uma dimensão espiritual para a vida e a existência.

 

1.3. A ciência evolui

Se for considerado o progresso científico como sendo incremento no volume de teorias científicas existentes, ou o surgimento de conjecturas mais complexas acerca de conceitos relativos a esta maneira de se buscar entender a realidade, a ciência evolui. Assim, como precaução, deve ser considerada um máxima que diz: "a ciência é um trem que está sempre viajando". A generalização de ontem é a hipótese

 

  1. A Bíblia Sagrada e a medicina moderna

A Bíblia contém muitas leis de saúde e princípios práticos que, depois de serem ignorados ou esquecidos, foram descobertos somente no últimos séculos, A temida peste negra, por exemplo, prosperou nas condições insulares da Europa medieval, matando milhares de pessoas. Os judeus, mais familiarizados com as Escrituras, sofreram muito menos, porque praticavam os princípios bíblicos para a saúde.

 

2.1. Instruções básicas de medidas sanitárias

Deus sempre enfatizou a limpeza física para o Seu povo. Hoje, não há dúvidas para a boa relação que existe entre higiene e saúde. As principais pragas e epidemias que mataram milhões através dos tempos, geralmente se originaram porque esse princípio foi comprometido de alguma forma. O cólera, por exemplo, tem sido uma das principais causas de morte ao longo da história. Essa doença surge quando os princípios de saneamento são infligidos. Entretanto, milhares de anos atrás, a Bíblia já tinha instruções que preveniam o cólera, tifo, disenteria, hepatite e outras epidemias similares (Dt 23.12-13). Deus determinou que os dejetos humanos deviam ser eliminados de um modo que as pessoas e os animais ficassem longe de seu contato direto.

 

2.2. Orientações bíblicas e específicas sobre os alimentos

Não faz muito tempo que as ciências ligadas à medicina têm demonstrado que as orientações bíblicas sobre os alimentos têm fundamentos. Segundo o professor e pastor José Afonso Ferreira: "Nem tudo o que é bom pra comer deve ser comido. Mas todos os alimentos determinado por Deus, na sua palavra, são úteis e indispensáveis ai equilíbrio da vida e da saúde (...)". Lembrando sempre que: isto não diz respeito a questões espirituais, como afirmam os adventistas do sétimo dia, mas com o nosso organismo físico.

 

2.3. Circuncisão ao oitavo dia

A Bíblia trás a informação da ordem de Deus de circuncidar os meninos nascidos em Israel. Isto devia acontecer a partir do oitavo dia de vida (Gn 17.12;21.4;Lc 2.21). As pesquisas médicas descobriram que os dois principais fatores de coagulação do sangue, a vitamina "K" e a protrombina, atingem o seu nível máximo na vida, no oitavo dia após o nascimento. Estes agentes de coagulação do sangue facilitam uma rápida cicatrização e reduzem as chances de infecção. Atualmente, qualquer procedimento de circuncisão antes do oitavo dia exigirá injeções de vitamina "K" para cicatrizar sem problemas. Mais uma vez a ciência confirmando a importância das afirmações bíblicas.

 

  1. As Escrituras e a ciência em harmonia

Infelizmente, muitas pessoas passaram a ver a ciência e a Bíblia como antagônicas. Um estudo com a mente aberta revela que a ciência e as Escrituras se harmonizam, e muitas vezes, defendem uma à outra, A crença na Palavra de Deus não tem de ser mera esperança; ela pode ser firmemente baseada em fatos quando todas as evidências são consideradas. Vamos considerar algumas revelações científicas, que foram registradas na Bíblia anos atrás, e que foram descobertas e confirmadas pela ciência.

 

3.1. A Terra é redonda

O formato de nosso planeta já não é novidade nem mesmo para criança em idade pré-escolar. Mas como já sabiam disso os seres humanos dos tempos bíblicos, quando viagens espaciais, telescópios e satélites estavam bem longe da realidade? "Ele é o que está assentado sobre o globo da terra..." (Is 40.22). Embora muitos teorizassem que a terra era uma esfera, milênios depois de Isaías, só no século XV grandes navegadores como Cristóvão Colombo, o provaram na prática, confirmando mais uma vez que a Bíblia estava certa.

 

3.2. A Terra está suspensa no espaço

Houve um tempo que se acreditava que a Terra era sustentada por um grande animal. O livro de Jó informou que a Terra está solta no espaço: "O norte estende sobre o vazio; suspende a Terra sobre o nada." (Jó 26.7). A ciência só descobriu que a Terra não era sustentada muito tempo depois da afirmação bíblica.

 

3.3. Ciclo da água

Para onde vai toda água foi por muito tempo um desafio para a infante ciência. Porém, a resposta está no ciclo hidrológico, tão bem explicado na Bíblia: "Todos os ribeiros vão para o mar e, contudo o mar não se enche; para o lugar para onde os ribeiros vão, para aí tornem eles a ir". (Ec 1.7). Afirma ainda o texto de Eclesiastes 11.3: "Estando as nuvens cheias derramam a chuva sobre a terra...".

 

CONCLUSÃO

Apesar de existirem problemas que ainda não receberam uma resposta satisfatória, até o presente, não há nenhuma razão para o desprezo da ciência. A crença na Palavra de Deus não tem de ser mera esperança; ela pode ser baseada em fatos e evidências, com a contribuição valorosa da ciência.

 

QUESTIONÁRIO

 

  1. Qual o significado da palavra ciência?
  2. Qual a afirmação feita pelo cientificismo?
  3. Milhares de anos atrás a Bíblia já tinha instruções que preveniam o quê?
  4. Qual o nome do profeta que cita o formato do nosso planeta?
  5. Qual livro informou que a Terra está solta no espaço?

 

 

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Lição 8 adultos

 

 

Evidências da realidade histórica de Jesus Cristo

24 de Novembro de 2019

 

 

Texto Áureo

“Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas, mas nós mesmos vimos a sua majestade.” 2Pe 1.16

 

Verdade Aplicada

Todos os relatos históricos concernentes à existência de Jesus Cristo confirmam que não se trata de mito, mas de verdade inconteste.

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA

 

Lc 2.1-6

1 - E aconteceu naqueles dias que saiu um decreto da parte de César Augusto, para que todo o mundo se alistasse

2 - (Este primeiro alistamento foi feito sendo Quirino presidente da Síria).

3 - E todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade.

4 - E subiu também José da Galiléia, da cidade de Nazaré, à Judéia, à cidade de Davi, chamada Belém (porque era da casa e família de Davi),

5 - A fim de alistar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida.

6 - E aconteceu que, estando eles ali, se cumpriram os dias em que ela havia de dar à luz.

 

Introdução

Além dos registros fidedignos nas Escrituras Sagradas, há inúmeros outros documentos históricos que atestam a existência histórica de Jesus Cristo, inclusive alguns dos quais produzidos por aqueles que não eram discípulos de Cristo.

 

  1. JESUS E O HISTORIADOR FLÁVIO JOSEFO

Flávio Josefo (cerca de 37-103 d.C.) é considerado como um dos maiores historiadores judeus de sua época. No seu livro “História dos Hebreus”, faz citações sobre a existência de Jesus.

1.1. Jesus Cristo como irmão de Tiago

O historiador Flávio Josefo, em seu livro História dos Hebreus, l parte, Livro 20º, Capitulo 8, Parágrafo 856, afirma o seguinte: “... Ele aproveitou o tempo da morte de Festo, e Albino ainda não havia chegado, para reunir um conselho diante do qual fez comparecer Tiago, irmão de Jesus chamado Cristo, e alguns outros; acusou os de terem desobedecido às leis e os condenou ao apedrejamento...”.

 

1.2. Jesus Cristo: discípulos e crucificação

Outra citação de Flávio Josefo, no livro História dos Hebreus, l parte, Livro 18º, Capitulo 4, Parágrafo 772, afirma: “Nessa época havia um homem sábio chamado Jesus. Seu comportamento era bom, e sabe-se que era uma pessoa de virtudes. Muitos dentre os judeus e de outras nações tornaram-se seus discípulos. Pilatos condenou-o à crucificação e à morte. E aqueles que haviam sido seus discípulos não deixaram de segui-lo. Eles relataram que ele lhes havia aparecido três dias depois da crucificação e que ele estava vivo (...) talvez ele fosse o Messias, sobre o qual os profetas relatavam maravilhas”.

 

1.3. Relevância destas citações de Flávio Josefo

Estas informações de Flávio Josefo são confirmadas pela Bíblia, pois Jesus foi um homem sábio; cheio de virtudes; tinha um irmão chamado Tiago (Mt 13.55-56; Mc 6.3); teve muitos seguidores de diferentes nacionalidades; foi crucificado por Pilatos (At 3.13; 4.27); não foi abandonado pelos Seus seguidores; ressuscitou após três dias (1Co 15.4); características semelhantes ao Messias anunciado pelas escrituras hebraicas.

 

  1. JESUS E O HISTORIADOR CORNÉLIO TÁCITO

Um romano do século I, chamado Cornélio Tácito (55-120 d.C.), é considerado um dos historiadores mais preciosos do mundo antigo. Ele nos oferece o registro do grande incêndio de Roma, pelo qual alguns culparam o imperador Nero.

 

2.1. Registro do incêndio de Roma

A história confirma o grande incêndio de Roma, que teve início na noite de 18 de julho, no ano 64 d.C. O incêndio prolongou-se por seis dias seguidos até que pudesse ser controlado. Foram destruídos dois terços da antiga cidade. Ao relatar este acontecimento histórico, Cornélio Tácito faz um registro importante sobre a existência de Jesus, ao mencionar que Nero acusou os cristãos por este incêndio.

 

2.2. Cornélio Tácito e a citação de Jesus Cristo

“De modo que, para acabar com os rumores, acusou falsamente as pessoas comumente chamadas de cristãs, que eram odiadas por suas atrocidades, e as puniu com as mais terríveis torturas. Christus, o que deu origem ao nome cristão, foi condenado à extrema punição (i.e, crucificação) por Pôncio Pilatos, durante o reinado de Tibério; mas, reprimida por algum tempo, a superstição perniciosa irrompeu novamente, não apenas em toda a Judéia, onde o problema teve início, mas também em toda a cidade de Roma”.

 

2.3. A importância do relato de Cornélio Tácito

O tempo usado por Tácito “Christus” (Cristo em latim) demostra que ele tinha uma informação clara sobre o grupo de cristãos, sobre quem escrevia. O conceito claro da morte de Cristo por Pilatos no período de Tibério ainda é compatível com a descrição das Escrituras. Vale a pena ainda ser lembrado que ele se refere a Cristo como um nome pessoal, o que confirma a tendência iniciada no Novo Testamento de referir-se a Jesus Cristo, por Cristo. É ainda importante demonstrar que na visão de Cornélio Tácito, Cristo é o originador de um grupo de pessoas chamadas de Cristãos, ou seja. Ele é o fundador do movimento religioso que leva o seu nome. Mais uma declaração compatível com aquilo que conhecemos nas Sagradas Escrituras.

 

  1. O TALMUDE E A HISTORICIDADE DE JESUS

Em sua dispersão pelo mundo, os judeus mantiveram a unidade religiosa e social através de uma obra escrita, chamada “Talmude” (instrução). O Talmude é a obra mais respeitada, depois do Antigo Testamento, pelos judeus. O Talmude inclui leis, tratados, disposições e normas para regular a vida do povo. Foi escrito entre 100 e 500 d.C. Em pouquíssimas citações que se faz, ou a Cristo ou aos cristãos, encontramos comentários hostis, no entanto, servem para atestar a historicidade de Cristo.

 

 

3.1. Talmude Mishná, na 43ª seção do Sanhedrin

“Na véspera da páscoa eles penduraram Yeshu e antes disso, durante quarenta dias o arauto proclamou que (ele) seria apedrejado por prática de magia e por enganar a Israel e fazê-lo desviar-se.

Quem quer que saiba algo em sua defesa venha e interceda por ele. Mas ninguém veio em sua defesa e eles o penduraram na véspera da Páscoa”.

 

3.2. O termo "Yeshu" no texto do Talmude

Segundo os estudiosos, não há dúvidas de que a palavra “Yeshu”, apresentada no Talmude, é de fato Jesus, fato que não ousam discordar ou apresentar dúvidas sobre a referência que se faz a Ele. Outra informação importante é que vários manuscritos acrescentam a expressão de Nazaré ou seja, se faz referência a Jesus de Nazaré.

 

3.3. Magnitude da citação do Talmude sobre Jesus

Mesmo de forma pejorativa, como pode ser constatado na citação do Talmude sobre Jesus, fica evidente, pelo registro em si, a existência de Jesus Cristo de Nazaré. Além de ratificar a alegação dos evangelhos de que Ele curava e fazia milagres. Confirma também as narrativas das Escrituras Sagradas sobre Sua prisão e condenação à morte, e morte de cruz, ao usar a expressão “e eles o penduraram”. Portanto, um registro com o objetivo claro de ferir a imagem de Jesus, serve como fortíssima prova da existência histórica de Jesus Cristo.

 

CONCLUSÃO

Existem diversas evidências convincentes de que o texto bíblico sobre a existência de Jesus Cristo é um registro confiável. Conforme registros históricos, e alguns citados nesta lição, a teoria de que Jesus é um mito não tem sustentabilidade. Jesus Cristo não é um mito, é real.

 

QUESTIONÁRIO

 

  1. Qual o nome do livro, escrito pelo historiador Flávio Josefo, que cita o nome de Jesus?
  2. Por que as citações de Flávio Josefo são relevantes?
  3. Qual o nome do historiador romano que também faz referência a Jesus?
  4. Poe que Tácito utiliza a palavra "Christus" em latim?
  5. O que confirma a expressão "e eles o penduraram" do Talmude?

 

 

 

 

 

 

SCOLA DOMINICAL BETEL - Lição 9

A singularidade de Jesus Cristo

1º de Dezembro de 2019

 

 

Texto Áureo

"Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.", Jo 20.31

 

Verdade Aplicada

A singularidade de Jesus Cristo é atestada, também, por Sua autoridade, Seus milagres e pelo testemunho das Escrituras.

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA

 

Jo 1.1-5

1 - No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.

2 - Ele estava no princípio com Deus.

3 - Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.

4 - Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens.

5 - E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.

14 - E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.

 

Introdução

Jesus Cristo é o personagem da história da humanidade que mais fascínio tem exercido sobre as pessoas: "Deus se fez carne e "morou" entre nós." (João 1.14 - NTLH).

 

  1. Jesus Cristo, o Ungido de Deus

Quando é utilizado o termo grego "Cristo", em relação a Jesus, que quer dizer "Ungido" em português, é uma referência ao mesmo termo "Messias" em hebraico. Ou seja, essas três palavras, Ungido, Cristo e Messias, fazem menção a mesma pessoa: a esperança de Israel pela unção de um novo rei. Esta era a mais importante expectativa, pois, da descendência de Davi, um rei seria ungido e retomaria o seu trono, e libertaria Israel de seus opressores.

 

1.1. A Promessa do Messias no Antigo Testamento

O Antigo Testamento declara que o Messias (o Cristo) seria divino. Ele não era uma espécia de ser especial ou mais um profeta, mas o próprio Deus. As profecias do Antigo Testamento enfaticamente confirmam e provam a divindade do Messias. Em Daniel 7.13, encontramos o título "Filho do Homem" não como título de humanidade, mas de deidade. Em Miquéias 5.2, encontramos a profecia do Messias e seu local de nascimento. Temos nas páginas do Antigo Testamento registros que apontam para a natureza dupla do Messias: divina e humana (Sl 110.1; Is 9.6;53).

 

1.2. Os Evangelhos apresentam Jesus como Messias

O evangelho de Jesus, segundo escreveu Marcos, começa com as seguintes palavras: Princípio do evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus." (Mc 1.1). Da mesma forma, o evangelho de Jesus, segundo o relato de João, conclui com a explicação de que estava escrito "para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus" (Jo 20.31). Era unânime a convicção dos seguidores de Jesus de que Ele era o Messias, conforme relatos dos evangelhos.

 

1.3. Jesus Cristo é cultuado como Ungido de Deus

Martin Hengel, da Universidade de Cambridge, afirma que, vinte anos depois da crucificação, já existia uma cristologia completa que pregava Jesus Cristo como Deus que se fez carne e fez morada entre os homens, e, como tal, era adorado como o próprio Deus. Os primeiros cristãos tinham a convicção de que a salvação era obra de um ser que era ninguém menos que o Senho do céu e da terra, e que o Redentor era o próprio Deus. O mais antigo sermão cristão, o mais antigo relato de martírio de um cristão, o mais antigo relato pagão sobre a igreja e a mais antiga oração litúrgica (1Co 16.22) se referem a Cristo como Senhor Deus.

 

  1. Jesus Cristo e Sua autoridade

Jesus Cristo ensinou e realizou muitos feitos como quem tem autoridade divina (Mt 7.28-20; Mc 4.41). O próprio Jesus colocou Sua autoridade no mesmo nível da autoridade da Lei divina. Mais ainda, Ele interpretou a Lei e aplicou com autoridade de quem era, sendo Deus, o próprio Autor da Lei (Mc 10.2-12). Nenhuma outra "autoridade espiritual" teve a ousadia que Jesus

 

2.1. Autoridade para perdoar pecados

A autoridade de Jesus é plenamente confirmada ao perdoar pecados, ato este, sabidamente, exclusivo de Deus. Ninguém, absolutamente ninguém, exceto Deus, podia perdoar pecados, por isto Jesus perdoou; porque Ele é o Cristo, o Ungido de Deus (At 10.38). Logo, fica evidente que Jesus, ao perdoar pecados, explica Sua autocontemplação; Jesus tinha plena consciência quem Ele era, por isso perdoa.

 

2.2. Autoridade sobre forças espirituais do mal

A autoridade para expulsar demônios também é um sinal para que as pessoas cressem em Jesus como o Cristo, pois, assim, demonstrava Sua autoridade sobre as forças do mal. A expulsão de demônios sinalizava a queda do reino de Satanás e a chegada de um novo reino, o Reino de Deus. Jesus Cristo é o Rei deste novo Reino, com autoridade absoluta sobre o reino das trevas.

 

 

2.3. Autoridade para ensinar

Os mestres do judaísmo, nos dias de Jesus, citavam outros mestres famosos para fortalecer seus ensinos sobre as Escrituras Sagradas, mas Jesus pregava diferente, Ele ensinava com autoridade própria. Jesus falava e ensinava de modo diferenciado, tanto no conteúdo como na forma. Só mesmo o próprio Deus, em Cristo Jesus, que poderia ter tal autoridade. (Mateus 7.28-29).

 

 

  1. Jesus Cristo e Seus milagres

Quando Jesus foi interrogado pelos discípulos de João Batista se Ele era realmente o Cristo (o Messias), Ele dá como resposta a realização de uma série de milagres e a informação de que aos pobres estava sendo anunciada a salvação (Mt 11.4-5). Ora, estes feitos, cura e salvação, atestam a cristologia de Jesus, ou seja, Ele fazia milagres e salvava porque era o Cristo, o Ungido, o Messias prometido ao povo de Israel. Assim, deviam crer nEle e não esperar pela vinda de outro.

 

3.1. O que é um milagre?

Milagre é definido como sendo “um ato especial de Deus que interrompe o curso natural dos eventos”. Por esta definição podemos concluir que: Se milagre é um ato de Deus, e Jesus operou milagres, logo, Jesus é Deus. Por isso é importante entender o que é milagre e o porquê do ministério de Jesus ter tantos milagres.

 

3.2. Por que Jesus realizou milagres?

Jesus operou milagres de uma forma especial (foram muitos milagres de Jesus, conforme registrado em Mateus 4.23-24 e Marcos 1.34), pois, para os judeus, milagres eram um dos grandes sinais da chegada do Messias (Is 35.5-6). A confissão de Nicodemos atesta esta expectativa judaica: "Rabi, bem sabemos que és Mestre, vindo de Deus, porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele" (João 3.2). Milagres eram indicações claras da aprovação de Deus para com o mensageiro. Assim, os milagres de Jesus comprovam que Ele era realmente Deus.

 

3.3. O Maior dos milagres: a ressurreição de Jesus

Esta série de estudos dedica uma lição exclusiva para tratar sobre a ressurreição de Jesus (consulte a referida lição). Porém, é importante ressaltar que a ressurreição de Jesus Cristo é um dos maiores milagres e, quiçá, a maior prova da Sua divindade. Em se tratando de milagres, nada é comparado à ressurreição de Cristo. Interessante que as autoridades religiosas lembravam que o Senhor havia dito ressuscitaria (Mt 27.62-66). Porém, após ouvirem o relato dos soldados que guardavam o túmulo sobre o que havia acontecido, não creram.

 

CONCLUSÃO

A doutrina da divindade de Jesus Cristo é crucial, pois, como escreveram Kreeft e Tacelli: "Se Cristo é divino. Ele tem direito sobre toda nossa vida, incluindo nosso íntimo e os nossos pensamentos (...) sendo a doutrina que destranca todas as outras portas doutrinárias do cristianismo (...)".

 

QUESTIONÁRIO

 

  1. O termo grego "Cristo", atribuído a Jesus, equivale a que termos em hebraico e em português respectivamente?
  2. O que encontramos em Miquéias 5.2?
  3. Qual a definição de milagre?
  4. O que representava os milagres operados por Jesus para os judeus?
  5. Qual é o milagre que pode ser considerado o maior de todos?

 

 

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Lição 10

 

 

Bíblia: infalível revelação de Deus

8 de Dezembro de 2019

 

 

Texto Áureo

"A tua palavra é a verdade desde o princípio, e cada um dos teus juízos dura para sempre.", Sl 119.160

 

Verdade Aplicada

Os equívocos de impressão, tradução e dos copistas até agora identificados na Bíblia não acarretam nenhuma contradição doutrinária ou invalidam a revelação especial de Deus para a humanidade.

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA

 

Sl 119.97-102

97 - Oh! quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia.

98 - Tu, pelos teus mandamentos, me fazes mais sábio do que os meus inimigos; pois estão sempre comigo.

99 - Tenho mais entendimento do que todos os meus mestres, porque os teus testemunhos são a minha meditação.

100 - Entendo mais do que os antigos; porque guardo os teus preceitos.

101 - Desviei os meus pés de todo caminho mau, para guardar a tua palavra.

102 - Não me apartei dos teus juízos, pois tu me ensinaste.

Introdução

A Bíblia não é um livro qualquer: é a inerrante Palavra de Deus. Há erros e contradições na Bíblia? Os erros não se acham na revelação de Deus, mas nas limitações humanas, pois somos falíveis e finitos, ao passo que a Palavra de Deus é infalível e infinita.

 

  1. Aparentes erros da Bíblia

Não se deve rejeitar ou criticar as Escrituras Sagradas, em parte ou em sua totalidade, pois, na maioria dos casos de supostos erros ou aparentes contradições, estão na dificuldade de interpretação ou em algumas pequenas falhas nas traduções, que não comprometem em nada o texto sagrado. Há sempre resposta e solução para esses casos de fictícios problemas com o texto bíblico.

 

1.1. Erros das cópias dos originais das Sagradas Escrituras

Somente os textos originais foram inspirados por Deus. Podemos então confiar nas cópias dos originais? Sim, podemos. Porque os copistas tinham muitíssimo cuidado ao fazer as cópias dos textos das Sagradas Escrituras. Os erros, até hoje encontrados, não comprometem o conteúdo das cópias, visto que eles se limitam a nomes e números, que não afetam o cerne da mensagem proposta.

 

1.2. Aparentes erros ao citar datas

Aparentes contradições na Bíblia estão relacionadas com datas. Um exemplo disto é o fato de Israel ter usado um calendário civil e um sagrado. O ano civil começava no outono, com o mês de Tishri, enquanto o ano sagrado começava na primavera com o mês Nisã ou Abibe. Quando dois escritores pareciam discordar quanto ao momento de um evento particular, a aparente discrepância poderia ser esclarecida ao determinar qual dos dois calendários que estão usando.

 

1.3. Aparentes erros ao mencionar números

Um exemplo de uma aparente discrepância pode ser visto no texto que relata o censo de Israel. Em 2 Samuel 24.9 (homens em Israel 800.00, homens em Judá 500.000). Enquanto no texto de 1 Crônicas 21.5-6 (homens em Israel 1.100.00, homens em Judá 470.000). Conforme comentário da Bíblia de Estudo Apologia Cristã, o registro no livro de Crônicas, conforme referência acima inclui 288.000 homens do exército regular de Israel (1 Cr 27.1-15) arredondando o total; em relação a contradição dos números de homens em Judá, conforme referência citada, pode ser um arredondamento do número em 2 Samuel. O referido comentário ainda afirma: "É sempre possível que os números tenham sido alterados, por um erro de copista em uma ou mais tradições manuscritas antigas" (Bíblia de Estudo Apologia Cristã, 2015 p.564).

 

  1. Aparentes Contradições da Bíblia

Não se pode afirmar que é uma contradição quando não se tem respostas para algumas dificuldades surgidas ao estudar um determinado texto da Bíblia. O significado da Bíblia nunca muda, mas a nossa compreensão pode mudar. E muito embora a Palavra de Deus seja perfeita (Sl 19.7), enquanto existirem seres humanos imperfeitos, haverá dificuldades de interpretação das Escrituras e falsos pontos de vistas deles decorrentes. Na verdade nenhum dos relatos do Evangelho se contradiz, pelo contrário, eles se complementam para fornecer uma melhor compreensão de suas informações.

 

2.1. Diferentes Narrações para o mesmo fato

Quando duas ou mais narrações do mesmo acontecimento forem divergentes, não significa que elas sejam contraditórias. Mateus diz que havia um anjo junto ao túmulo de Jesus (Mt 28.5), João diz que havia dois anjos (Jo 20.12). Primeiro: Mateus não disse "apenas um anjo". Segundo: ele, provavelmente, concentrou sua atenção no anjo que falou (só um anjo falou - Mt 28.5). Terceiro: João se referiu à quantidade de anjos vistos, sem contudo, se referir apenas ao anjo que falou.

 

2.2. Citações do Antigo Testamento pelo Novo Testamento

 

Uma citação de textos não tem que ser exatamente igual ao que foi escrito originalmente. Não há necessidade de utilizar as mesmas palavras. Um mesmo significado pode ser transmitido sem o uso das mesmas frases.

Além disso, é comum uma citação repetir apenas partes de uma informação (Lucas 4.18-19 cita Isaías 61.1-2), e não sua totalidade, ou, é comum também o Novo Testamento simplesmente parafrasear o Antigo Testamento (Mt 2.6).

 

2.3. A Revelação Divina é progressiva e não contraditória

Deus não revela tudo de uma só vez, nem determina sempre as mesmas condições para todos os períodos do tempo. Portanto, algumas de Suas revelações posteriores vão sobrepor-se a afirmações anteriores. Houve um período (sob a lei de Moisés) em que Deus ordenou que animais fossem sacrificados pelo pecado do povo. Entretanto, desde que Cristo ofereceu o sacrifício perfeito pelo pecado (Hb 10.11-14), esse mandamento do Antigo Testamento não está mais em vigor. Em Gênesis 1.29, Deus ordenou que comesse frutas e vegetais, depois do dilúvio, Deus ordenou que comesse também carne (Gn 9.3). Ordens progressivas em tempos diferentes. O que não pode é tirar o texto do seu contexto e aplicá-los a outros contextos. Posto isto, é certo afirmar que Deus nunca alterou mandamentos que tem relação com a Sua natureza imutável.

 

  1. A Linguagem Bíblica

A Bíblia foi escrita para pessoas comuns de todos os tempos, inclusive para povos que viviam antes de descobertas científicas e seus termos técnicos.

A Bíblia sendo inspirada por Deus, mas escrita por homens e em linguagem humana, evidencia estilo literários diferentes, assim, não se limitando a uma única forma de expressão. Vários livros escritos no estilo: Poético: (Jó, Salmos, Provérbios, etc.). Os evangelhos estão cheios de parábolas, comparações (Mt 20.1), sátiras (Mt 19.24, 23.24); as cartas paulinas estão cheias de alegorias (Gl 4), metáforas (2Co 3.2-3). Os autores não erraram ao utilizar tais estilos, mas é errado tomar uma figura de linguagem de forma literal.

 

3.1. "O Sol se deteve, e a Lua parou"

"O Sol se deteve, e a lua parou" (Js 10.13). Segundo Abraão de Almeida, o relato de Josué é um dos casos apresentados pelos leitores superficiais da Bíblia como anticientífico, por afirmar que o sol gira em torno da Terra. É preciso entender a abordagem aqui utilizada, pois a Bíblia emprega uma linguagem comum, referindo-se às coisas como um observador as descreveriam. Assim, na realidade, não foi o sol que parou; foi isso, porém, o que aparentou a quem tenha observado o evento. Ainda hoje, os meteorologistas mencionam a hora do "nascer" e o "pôr do sol" (Js 1.15).

 

3.2. A Linguagem utilizada pela Bíblia nas genealogias

É comum, na linguagem bíblica, citar nome de um ancestral, como sendo o pai de determinada pessoa. Isso significa que é filho no sentido de "descendente", não filho literalmente.

Davi viveu cerca de mil anos antes de Jesus. Quando as pessoas chamavam Jesus de "Filho de Davi" (Mt 12.23), era neste sentido. José, o pai de Jesus, também foi chamado filho de Davi, com esse mesmo significado (Mt 1.20). Não constitui , assim, um erro na Bíblia.

 

3.3. Nomenclatura na Bíblia

É comum encontrarmos na Bíblia o uso de nomes diferentes para se referir a uma mesma pessoa ou lugar, bem como nomes iguais que identificam pessoas diferentes. Por isso a importância de estarmos atentos ao contexto, para não nos precipitarmos na identificação de pessoas ou lugares. Alguns exemplos: Reuel (Êx 2.18) e Jetro (Êx 3.1); Neemias (Ed 2.2) e Neemias (Ne 1.1); Horebe (Êx 33.6) e Sinai (Êx 34.2); Tiago (filho de Zebedeu - Mc 1.19) - (filho de Alfeu - Mc 3.18) - (pai de Judas - Lc 6.16) - (o irmão do Senhor - Gl 1.9).

 

CONCLUSÃO

A Bíblia tem resistido, por mais de vinte séculos, à criticas dos maiores céticos, agnósticos e ateístas.

Ainda hoje, os incrédulos tentam desqualificá-la, mas sem êxito, pois não se trata de um livro inventado por homens. A Bíblia continua sendo imbatível, pois é a Palavra de Deus.

 

QUESTIONÁRIO

 

1 - Onde estão os erros em relação à Bíblia?

2 - As cópias dos textos bíblicos foram inspiradas por Deus?

3 - Quais calendários são utilizados nos relatos bíblicos?

4 - Após o dilúvio, que alimento Deus ordenou seu uso?

5 - A Bíblia quis afirmar que Jesus era filho, literalmente, de Davi?