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Lição conectar a igreja 1 trim 2019 Betel
Lição conectar a igreja 1 trim 2019 Betel

                                         

                            

ESCOLA DOMINICAL BETEL CONECTAR - Conteúdo da Lição 2

 

 

 

A IGREJA QUE TRANSFORMA

___/ ___/ ______

 

 

Versículo do dia

"Porque noutro tempo éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor; andai como filhos da luz" Ef 5.8

 

Para impactar

Cada cristão faz parte da igreja de Cristo, e isso não deve servir de mérito, mas sim como um propulsor para transformar o mundo: para o que fomos chamados, é o que devemos fazer.

 

Textos de Referência.

Ef 5.8-17

 

Introdução

Dentre as várias funções que foram confiadas a igreja de Cristo, uma delas é a responsabilidade de apresentar o poder e a graça de Deus para a transformação de vidas. Nós, que pertencemos ao corpo de Cristo, somos a esperança que o mundo necessita, pois temos em nós a Palavra que é capaz de mudar vidas e até nações.

 

#pontochave

“A igreja tem a responsabilidade de semear as boas novas de salvação a todas as pessoas, e desta forma contribuir para a transformação da sociedade”

 

  1. TRANSFORMANDO O INDIVÍDUO

Após a entrada do pecado no mundo, Deus deu uma nova oportunidade a humanidade através da obra de Cristo, e coube a igreja anunciar o poder que transforma vidas.

 

1.1 O homem sem Deus

"Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;", Rm 3.23

Após Adão e Eva pecarem, a humanidade se tornou naturalmente pecadora e somente com a intervenção da obra vicária de Cristo o homem tem uma nova oportunidade de salvação.

A salvação é apresentada a humanidade através da Palavra de Deus e esta Palavra é apresentada pela igreja de Cristo.

"Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.", Jo 3.18

 

1.2. Deus nos ama individualmente

Deus deseja que toda humanidade se achegue a Ele, pois a morte de seu único Filho foi para a salvação de todos:

"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.", Jo 3.16

Apesar de o Senhor ter feito uma única obra com abrangência universal, Ele tem cuidado de cada pessoa que se achega a Ele. É neste momento em que a igreja se torna fundamental, pois este cuidado que Cristo tem pelos seus é representado por sua igreja, em cujas mãos está a oportunidade de ser o agente transformador de vidas.

 

#pararefletireadorar  "Deus é justo de modo tão severo e inflexível para com o pecado como se nunca tivesse perdoado a iniquidade; não obstante, Ele perdoa os pecadores mediante Cristo Jesus tão generosa e plenamente como se nunca tivesse punido uma transgressão". Charles H. Spurgeon

 

  1. TRANSFORMANDO A SOCIEDADE

 

"Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;", Mt 28.19

 

2.1. Evangelizando os povos

 

Dentre as ordenanças bíblicas deixadas pelo Senhor Jesus, evangelizar os povos de todas as nações merece destaque, pois quanto mais povos se renderem ao evangelho de Cristo, menos violência, menos maldade, mais honestidade e melhor convívio social.

A igreja tem a responsabilidade de semear as boas novas de salvação a todas as pessoas, e desta forma contribuir para a transformação da sociedade.

Aprendamos com o próprio Senhor Jesus:

"E ele lhes disse: Vamos às aldeias vizinhas, para que eu ali também pregue; porque para isso vim.", Mc 1.38

"...e coube a igreja anunciar o poder que transforma vidas."

 

2.2. Uma mudança necessária

A Bíblia relata que o mundo jaz no maligno, (1Jo 5.19), e que o convívio social está cada vez mais difícil, por isso é necessário a intervenção da igreja nesta sociedade, pois o mundo está escravizado no pecado e os membros do corpo de Cristo têm a solução contra este mal, a Palavra de Deus.

"E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.", Jo 8.32

Vamos por em prática as palavras de John Wesley:

"Tua tarefa única na terra é esta: salvar almas".

 

  1. AS ARMAS DA IGREJA

"Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo.", Ef 6.11

 

3.1. Evangelização e oração

Duas armas importantes que contribuem para a mudança da sociedade são a evangelização e a oração.

A evangelização nos hospitais, presídios, ruas e etc são estratégias evangelísticas fundamentais que contribuem para a tão sonhada mudança social.

Juntamente com a evangelização, vem a oração, que nada mais é do que falar com Deus de forma íntima, ou seja, de filho para Pai.

A oração auxilia na libertação de pessoas, na reconstrução da vida emocional, social, financeira e espiritual.

 

3.2. Caridade e o Espírito Santo

"Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitado, lhe cerrar as suas entranhas, como estará nele o amor de Deus?",1Jo 3.17

Demonstrar amor ao próximo representa muito bem o desejo de mudança da sociedade, pois são muitas pessoas que vivem estressadas, revoltadas e impacientes. Quando demonstramos a estas pessoas que elas são amadas e que não estão sozinhas, seus corações se abrem e dão lugar para o trabalho perfeito do Espírito Santo que é convencer o homem do pecado e levá-lo ao arrependimento.

 

Conclusão.

Muitos cristãos alegam não estar habilitados para fazer a obra de Deus, porém não é nada cristão não tentar mudar o mundo de ao menos uma pessoa. Essa é a nossa missão.

 

#aprendeu

  1. O que houve após Adão e Eva pecarem?

 

  1. Qual a responsabilidade da igreja?

 

  1. Diga as quatro armas que a igreja possui para transformação da sociedade?

 

 

 

 

ESCOLA DOMINICAL BETEL CONECTAR - Conteúdo da Lição 3

 

 

 

A IGREJA QUE ACOLHE

___/ ___/ ______

 

 

Versículo do dia

"Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora.", Jo 6.37

 

Para impactar

Assim como Jesus, de forma nenhuma podemos desistir das pessoas, e sim acolhê-las, demonstrando que o amor de Deus está ligado à forma como recebemos e cuidamos do nosso próximo.

 

Textos de Referência.

At 2.42-47

 

Introdução

A Igreja tem várias tarefas dentro do serviço cristão e o acolhimento deve estar entro os mais importantes dentro destas tarefas. Acolher alguém é demonstração do amor ao próximo combinado com o desejo de agradar a Deus.

 

#pontochave

“O acolhimento de Deus é oferecido, mas a aceitação é facultada, cabe a cada indivíduo decidir por estar abrigado em Deus ou não."

 

  1. TODOS SOMOS IMPORTANTES

A importância do homem para Deus é comprovada na atitude de entregar Seu Filho a morte em favor de toda a humanidade.

"Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos.", 1 Jo 4.9

 

1.1 O que é acolhimento?

Acolhimento é o ato de receber alguém, ser hospitaleiro, abrigar a quem necessita.

Ninguém nunca foi e nem será tão eficaz em acolhimento como Deus. Ele trouxe um projeto de acolhimento a toda a humanidade, oferecendo salvação e vida eterna.

O acolhimento de Deus é oferecido, mas a aceitação é facultada, cabe a cada indivíduo decidir por estar abrigado em Deus ou não.

"Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.", Ap 3.20

 

1.2. Somos valiosos

O inimigo de nossas almas tem conseguido cada vez mais convencer o homem de que ele não tem valor, nem para o próximo e nem para Deus, fazendo, fazendo com que o ser humano não busque abrigo e peregrine sem rumo e sem objetivos.

"Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar;", 1 Pe 5.8Quanto mais o inimigo bloquear a mente do ser humano, menos entenderão o quão valiosos são para Deus. a prova do amor de Deus com o ser humano está no alto preço que Seu Filho Jesus Jesus pagou ao morrer na cruz, pagando com o Seu sangue o preço de nossos pecados.

"Não temais, pois; mais valeis vós do que muitos passarinhos.", Mt 10.31

 

#pararefletireadorar  "A natureza da bondade divina não está apenas em abrir àqueles que batem, mas também em levá-los a bater e pedir". Agostinho

 

  1. SENDO ACOLHIDOS

"Portanto recebei-vos uns aos outros, como também Cristo nos recebeu para glória de Deus.", Rm15.7

 

2.1. Amor ao próximo

O Senhor Jesus deixou ensinamentos, para que a sua igreja aprendesse o verdadeiro sentido do acolhimento que é acolher com amor.

Ele ensina na parábola do bom samaritano, (Lc 10.30-17) que acolher envolve simplesmente a vontade de ajudar o outro, sem burocracia, sem preconceitos ou questionamentos, simplesmente estender a mão e trazer para si aquele que precisa ser ajudado, abraçado e amado.

O samaritano, vendo o moço caído, não quis saber sua nacionalidade, sua cultura ou religião. Ele se moveu de compaixão, tratou suas feridas, o levou a uma estalagem e pagou sua hospedagem, sem esperar absolutamente nada em troca.

"Todavia, se cumprirdes, conforme a Escritura, a lei real: Amarás a teu próximo como a ti mesmo, bem fazeis.", Tg 2.8

 

"Ele trouxe um projeto de acolhimento a toda a humanidade, oferecendo salvação e vida eterna."

 

2.2. A verdadeira igreja acolhe

Nas cartas do apóstolo João às sete igrejas da Ásia, a igreja de Filadélfia é conhecida por suas obras e, mesmo tendo pouca força, viveu a Palavra de Cristo, (Ap 3.8) isso significa que esta igreja foi aprovada por cumprir exatamente o que Jesus determinou e dentre estas ordenanças, o cuidado com o próximo.

Na sociedade atual o  acolhimento é importantíssimo, pois as pessoas tem se tornado cada vez mais frustradas, depressiva, solitárias, angustiadas e tantas coisas mais.

Jesus, através de sua igreja,está pronto a abraçar esta causa.

"Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.", Mt 11.28

 

  1. NÃO PODEMOS NEGLIGENCIAR

"Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber;Sendo estrangeiro, não me recolhestes; estando nu, não me vestistes; e enfermo, e na prisão, não me visitastes.", Mt 25.42-43

 

3.1. Recebendo os que precisam

Paulo escreveu:

"Ora, quanto ao que está enfermo na fé, recebei-o, não em contendas sobre dúvidas.", Rm 14.1

Jesus disse:

"Qualquer que receber um destes meninos em meu nome, a mim me recebe; e qualquer que a mim me receber, recebe, não a mim, mas ao que me enviou.", Mc 9.37

Receber também traz a conotação de acolhimento. Jovem, que os seus braços estejam preparados para abraçar esta causa. Seja o bom samaritano para as pessoas que precisam ser acolhidas.

 

3.2. Negligenciar jamais

De acordo com Mateus 25.46, os que negligenciarem o acolhimento a seu próximo estarão diante da condenação eterna, pois assim como fomos acolhidos pelo Pai,devemos acolher as pessoas que necessitam.

 

Conclusão.

Embora a humanidade se encontre sentada à beira do caminho, ferida, cansada, com o peso do pecado sobre suas costas, a boa notícia é que Jesus, o bom samaritano sarou as feridas, pagou o preço e acolhe a todos os que desejarem Seu terno amor.

 

#aprendeu

  1. O que é acolhimento?

 

  1. Como as pessoas estão na sociedade atual?

 

  1. O que diz Mt 25.46?

 

Fonte: Revista Betel Conectar

 

 

 

 

 

 

LIÇÃO JOVENS CPAD

 

 

Lição 1 - Enfrentando e Vencendo as Adversidades

 

Querido professor, bem vindo a 2019!

Alguns ou a maioria estão dando continuidade ao trabalho realizado em 2018, outros estão iniciando suas atividades como docente da EBD. Segue abaixo algumas orientações relevantes para um bom aproveitamento de nossos estudos,comentados pelo Pr.Israel maia.

1-O Pr.Israel deixa bem claro que não é intenção da revista transformar os alunos e professores em profissionais habilitados para tratamento das diversas doenças que serão estudadas. O objetivo das lições do trimestre é proporcionar a Igreja do Senhor um conhecimento outrora ignorado, mas de suma importância , principalmente para aqueles que estão ativos na obra do Senhor .

2-Faça uma leitura previa dos temas que serão estudados (dê uma folhada) nas lições posteriores para que você não corra o risco de comentar assuntos que foram didaticamente organizados para serem abordados em outras datas. O ideal é seguir o que já esta pré estabelecido.

 

3- Não se esqueça de pedir graça ao Senhor durante a semana, visando uma aula abençoada e proveitosa em sua classe. Bons estudos!

 

Texto Áureo

“Amado, desejo que te vá bem em todas as coisas e que tenhas saúde, assim como bem vai a tua alma” (3 João 2).

Saúde: “Estado de completo bem estar físico, mental e social, e não meramente a ausência de doenças” (OMS).

 

Verdade Aplicada

Permanecendo em Cristo, mesmo no presente século, é possível enfrentar e vencer as muitas aflições e adversidades.

 

Objetivos da Lição

1 – Apresentar o que está levando as pessoas a sofrerem tanto;

2 – Mostrar que nem tudo é de origem espiritual;

3 – Ensinar o que fazer para identificar o que está atormentando o indivíduo.

 

Salmo 13.1-5

1 – Até quando te esquecerás de mim, Senhor ? Para sempre ? Até quando esconderás de mim o teu rosto ?

2 – Até quando consultarei com a minha alma, tendo tristeza no meu coração cada dia ? Até quando se exaltará sobre mim o meu inimigo ?

3 – Atenta em mim, ouve-me, ó Senhor, meu Deus; alumia os meus olhos para que eu não adormeça na morte;

4 – Para que o meu inimigo não diga: Prevaleci contra ele; e os meus adversários se não alegrem, vindo eu a vacilar.

 

5 – Mas eu confio na tua benignidade; na tua salvação, meu coração se alegrará.

 

INTRODUÇÃO

Neste trimestre, estudaremos um assunto de grande interesse para todos, pois comportamentos desenvolvidos por portadores de enfermidades da alma têm sido cada vez mais notórios entre os membros da igreja.

 

  1. UMA QUESTÃO PRESENTE

A Modernidade e a Tecnologia são vistas como fatores agravantes no surgimento de problemas emocionais. A cada dia que passa o crescimento de tais comportamentos tem preocupado a sociedade, e a Igreja não pode virar as costas.

Segundo o pastor Elinaldo Renovato “O mundo pós-moderno é contraditório em relação à saúde física, mental e emocional. Apesar da grande quantidade de métodos terapêuticos, remédios, hospitais e clínicas especializadas, nunca houve tantas pessoas enfermas no corpo e na alma, como nos últimos tempos. Nós, que conhecemos a Palavra de Deus, sabemos que esse quadro é conseqüência do pecado, transmitidos a todos os homens” (Rm 5.12).

 

1.1    Uma Visão Extraordinária

Teremos uma oportunidade ímpar de ter acesso ao conhecimento de assuntos que antes eram vistos como de pouco interesse. Em 2014, tivemos oportunidade de estudar : Enfermidades da Alma, foi onde muitos tiveram oportunidade de ter conhecimento de que estavam vulneráveis a enfermidades que agem na alma, dificultando uma comunhão plena com o Criador.

É do conhecimento de todos que o homem vive em um corpo sujeito a enfermidades e, também, a influências externas, que podem causar desequilíbrio emocional. Em sua oração sacerdotal, Jesus mostra que o ser humano habita em um mundo perverso, mas o seu pedido não foi para que o Pai retirasse os seus discípulos do mundo, mas para que os livrasse do mal(Jo.17.15). A palavra de Deus afirma que o Senhor guardará e protegerá, também, a nossa alma (Sl 121.7). (revista do professor)

Aproveite este tópico para esclarecer algumas possíveis duvidas, tais como:

*O que é alma?

A CONSTITUIÇÃO DO HOMEM

De acordo com as Sagradas Escrituras, o ser humano é desta forma composto: espírito, alma e corpo (1 Ts 5.23). Embora não seja fácil explicar a tricotomia humana, ela, todavia, é uma realidade.

Espírito. Por intermédio do espírito, entramos em contato com Deus. Por isso, deve o nosso espírito ser quebrantado (Sl 51.17), voluntário (Sl 51.12) e reto (Sl 51.10). Testemunha o apóstolo Paulo que servia a Deus em seu espírito (Rm 1.9). Quando de nossa morte, entregamos a Deus o espírito (Lc 23.46; At 7.59). O espírito dos ímpios, Deus o lança no inferno (Lc 16.19-31; Sl 9.17; Mt 13.40-42; 25.41,46). Não podemos separar a alma do espírito, pois ambos formam uma unidade indivisível.

Alma. Através da alma, é-nos possível, utilizando-nos de nossos sentidos, entrar em contato com o mundo exterior. Não podemos esquecer-nos de que, na Bíblia, a palavra alma aparece como sinônimo de espírito (Gn 2.19; Sl 42.2).

Corpo. Nosso corpo não é a realidade final de nosso ser. O seu movimento é proveniente do sopro que do Criador recebemos (Gn 2.7). Através dele, cabe-nos glorificar a Deus, pois não é instrumento de imundície, mas de santificação (1 Co 6.18-20).

(Lições CPAD Jovens e Adultos » 2006 » 4º Trimestre)

* Quais são as enfermidades da alma?

Leia o sumário (pag.1) dando ao aluno uma visão global de algumas enfermidades que estaremos estudando...

 

1.2   Afetando Relacionamentos

Durante este trimestre, serão apresentados transtornos e síndromes que causam desequilíbrio e afetam diretamente os relacionamentos interpessoais, a comunhão destes com a igreja e com Deus.

Os traumas emocionais surgem durante a existência humana e devem ser tratados. Muita são as origens destas enfermidades.

Elas podem decorrer de fatores genéticos, físicos ou emocionais, desajustando a personalidade, levando o indivíduo a ter uma vida conturbada.

A Igreja deve estar preparada para cuidar de quem sofre com estes males.

A morte, assim como as doenças, físicas, emocionais e espirituais, são resultados da Queda. Porém, Jesus veio ao mundo para nos libertar do poder do pecado. A cura divina faz parte da sua obra expiatória. Deus não se importa somente com a nossa alma e espírito, mas também com nosso corpo. Por isso, em seu ministério terreno, o Mestre curou a todos que iam até Ele. Jesus não mudou; Ele continua curando os enfermos. Então, aproveite o tema da aula e, ao final, não deixe de orar por aqueles que estão doentes. Creia que Jesus tem poder para curar as enfermidades físicas, emocionais e espirituais de seus alunos. Para o Mestre não existe nada impossível. (Lições CPAD Jovens e Adultos » 2015 » 2º Trimestre)

Sabemos da importância da medicina para tratamento das doenças físicas e emocionais.Sabemos também que há enfermidades causadas por possessão de demônios.Como servos de Jesus devemos orar pelos enfermos independentes da origem da mesma.Note que o texto abaixo não especifica qual a origem das enfermidades e dores.

Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. (Isaías 53:4 )

 

Obs. No próximo tópico o comentarista nos ensina sobre a importância de conhecermos a origem de algumas doenças.

 

1.3   Conhecer para Ajudar e Enfrentar

A intenção desta Revista é trazer à luz informações que possam ajudar na observação de comportamentos, capacitando os irmãos a apoiar o indivíduo na busca do melhor tratamento.

Quando se tem conhecimento acerca do que está ocorrendo, até a oração torna-se mais específica e o indivíduo alcança a bênção desejada.

O conhecimento é uma dádiva divina que devemos desfrutar.

Orar é colocar a nossa fé e esperança em Deus e crer que seremos atendidos. Ao longo do nosso estudo, descobriremos que muitos dos transtornos que veremos não têm a cura atestada pela ciência, mas, em Cristo Jesus, mesmo estando em aflição, podemos ter bom ânimo (Jo 16.33). mesmo que a cura não seja confirmada pela ciência, quando o homem permanece próximo ao Senhor, terá garantida uma vida equilibrada, pois Ele é o Deus de toda consolação, que sempre ajuda o seu povo (2Co 1.3-4). Fazer parte do corpo de Cristo é uma garantia de que o cuidado de Deus estará sobre ele, pois o que é impossível para o homem, é possível pra Deus (Mt 19.26).(Revista do professor).

 

  1. NEM TUDO É DE ORIGEM ESPIRITUAL

Existe uma tendência em se tentar provar que qualquer forma de desequilíbrio é de origem espiritual, isto não deve ser visto como uma regra.

 

2.1  Tratando Enfermidades como Enfermidades

Por falta de conhecimento, muitos portadores de transtornos psiquiátricos e neurológicos têm sido aconselhados a procurarem algumas religiões.

A falta de acompanhamento médico e um tratamento com medicação correta tende a piorar o quadro.

A igreja de Cristo não pode se deixar influenciar por tais atitudes e considerar que os enfermos estão automaticamente, endemoninhados.

Alguns grupos neopentecostais tentam apresentar soluções, fazendo espetáculos de expulsão de demônios, o que só aumenta a insegurança e incerteza dos portadores e seus familiares.

“Ao curar, Jesus realmente sentia o fardo dos doentes. Assim, preencheu a lei da verdadeira ajuda: o colocar-se sob o fardo de quem se quer ajudar (Gl 6.2). Saiu dEle poder quando uma mulher tocou nas suas vestes, procurando cura (Mc 5.30); suspirou quando orou por um surdo e mudo (Mc 7.34); emocionou-se junto ao túmulo de Lázaro (Jo 11.35,38).

Cristo veio destruir as obras do diabo, fossem elas na forma de doenças espirituais ou físicas; e, no Calvário, cumpriram-se as palavras: ‘Ele tomou sobre si as nossas enfermidades’, bem como: ‘Ele foi ferido pelas nossas transgressões’. E, mesmo antes do Calvário, Ele simpaticamente identificava-se com os doentes da alma e do corpo.

 

O poder para a cura física reside na expiação, no sentido em que flui da vida divina daquEle que morreu e ressuscitou. Devemos, no entanto, conservar em mente a relação entre cura divina e leis da saúde. 0 Senhor nunca mudou. Continua respondendo às orações para a cura dos enfermos. A cura do corpo é vontade de Deus para o seu povo, e deve ser pregada, praticada e desfrutada. Mesmo assim, as leis da saúde também são mandamentos divinos. Desafiar tais leis não é fé, e, sim, presunção.” (Coleção Myer Pearlman - Mateus, CPAD, pág.51).

 

2.2  Sintomas Patológicos Confundidos com Possessão Demoníaca

Os sintomas destas enfermidades confundem os leigos, fazendo com que elas sejam tratadas de maneira errada.

Classificação de transtornos mentais e de comportamento da CID-10 :

1 - Demências, delírios, alucinose e orgânica e outras;

2 - Transtornos devido ao uso de substâncias psicoativas;

3 - Esquizofrenia e similares;

4 - Transtornos psicóticos agudos;

5 - Transtornos delirantes e esquizoafetivos;

6 - Transtornos de humor;

7 - Transtornos neuróticos;

Obs. LISTA CID-10 - A Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (também conhecida como Classificação Internacional de Doenças – CID 10) é publicada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e visa padronizar a codificação de doenças e outros problemas relacionados à saúde. A CID 10 fornece códigos relativos à classificação de doenças e de uma grande variedade de sinais, sintomas, aspectos anormais, queixas, circunstâncias sociais e causas externas para ferimentos ou doenças. A cada estado de saúde é atribuída uma categoria única à qual corresponde um código CID 10.

 

(http://www.medicinanet.com.br/cid10/a.htm) visitado em 01/01/2019

 

2.3  O Perigo da Interpretação Equivocada

A epilepsia não é propriamente uma enfermidade da alma, já que se trata de uma doença neurológica, mas, devido confusão instalada no meio eclesiástico, não pode deixar de ser, pelo menos, comentada.

Os textos de Mateus 17.14-21, Marcos 9.14-29 e Lucas 9.37-45 levam muitos a um interpretação equivocada, simplesmente por constar neles a palavra convulsão (Lc 9.42), um sintoma próprio da epilepsia, mas, uma leitura criteriosa dos textos deixa claro que o menino liberto por Cristo estava possesso e não enfermo.

Nota: Historicamente, a epilepsia traz uma bagagem de preconceitos e estigmas que envolvem questões sociais e psicológicas que vão além da medicina. Por isso, é preciso desmitificar essa enfermidade que atinge mais de 50 milhões de pessoas no mundo, e cerca de 3 milhões de brasileiros, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

A epilepsia é uma doença neurológica caracterizada por descargas elétricas anormais e excessivas no cérebro que são recorrentes e geram as crises epilépticas. As crises podem se manifestar com alterações da consciência ou eventos motores, sensitivos/sensoriais, autonômicos (por exemplo: suor excessivo, queda de pressão) ou psíquicos involuntários percebidos pelo paciente ou por outra pessoa.

 

(http://epilepsia.org.br/mitos-e-verdades-de-epilepsia/) visitado em 02/01/2019

  

  1. TEMPOS DIFÍCEIS E TRABALHOSOS

“Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos” (2 Tm 3.1).

O cristão não deve se surpreender por vivenciar tempos difíceis e trabalhosos (2 Timóteo 3.1; 1 Pedro 5.10).

O triunfalismo, contribui para que o servo de Deus desenvolva uma mentalidade e atitude distorcida quanto ao lidar com os sofrimentos e adversidades.

Triunfalismo. Não estamos falando de uma denominação, grupo faccioso ou seita, mas de um modo de pensar e viver que considera o cristão um “super-crente”. Esse “super-crente” não aceita qualquer tipo de infortúnio, crise financeira, doenças e liderança. Ele foi chamado, segundo pensa, para ser “cabeça e não calda”. Ele “amarra e desamarra o Diabo”, “pisa na cabeça da serpente”; “determina” a cura, a aquisição da casa própria; “profetiza” restituição, bênçãos e vitórias e toma “posse” de todas as bênçãos. Muitos, em função de valorizar a forma em vez da essência, o luxo no lugar da simplicidade, tornaram-se vítimas de suas próprias concupiscências. Não há qualquer problema em o crente adquirir seu imóvel próprio, em levar uma vida saudável e desfrutar de certas comodidades materiais, mas não deve reduzir a essência da fé cristã e da pregação do evangelho às bênçãos materiais. (Lições CPAD Jovens e Adultos » 2006 » 2º Trimestre)

 

3.1   A Relevância da Prática Devocional

Dedicarmos um tempo diariamente à meditação bíblica e oração muito contribui para o desenvolvimento da nossa estrutura espiritual emocional.

A Bíblia nos ensina a estarmos estruturados para enfrentar os ataques diretos do inimigo e as adversidades do dia a dia.

"O que é a meditação bíblica?

O verdadeiro objetivo da meditação bíblica não é ajudar ninguém a fugir da angústia de um divórcio, ou do dissabor de uma doença grave, escondendo-se em um mundo fantasioso. Pelo contrário, a verdadeira meditação nos ajuda a aplicar a verdade bíblica a circunstâncias difíceis ou estressantes.

Algumas palavras descrevem a meditação cristã da Escritura: refletir, ponderar e até ruminar. Assim como a vaca primeiro engole a comida para mais tarde regurgitá-la e mastigá-la outra vez; também o crente, em seu momento de reflexão, alimenta a memória com a Palavra de Deus e depois a traz de volta a seu consciente, quantas vezes forem necessárias. Cada nova 'mastigação' produz ainda mais nutrientes para o sustento da vida espiritual.

A meditação, portanto, nada mais é que o processo de revolver a verdade bíblica na mente sem parar, de forma a obtermos maior revelação do seu significado e certificarmo-nos de que a aplicamos a nossas vidas diárias. J. I. Packer certa vez disse que "meditar é despertar a mente, repensar e demorar-se sobre um assunto, aplicar a si próprio tudo que se sabe sobre a obra, os caminhos, os propósitos e as promessas de Deus'".

(HODGE, K. A mente renovada por Deus. RJ: CPAD, 2002, pp. 85-6.)

 

3.2   A Importância do Papel da Família

As dificuldades no mundo atual, leva muitos a viverem uma frequente desestabilização emocional, crises existenciais e inúmeros transtornos comportamentais. Tal realidade também está presente entre os membros da igreja.

A família tem um papel relevante na identificação e tratamento. Quanto mais cedo iniciar o tratamento, mais se ganhará em qualidade de vida.

É muito importante os pais e responsáveis estarem atentos aos comportamentos das crianças, adolescentes e jovens no dia a dia.

“Uma casa deve ser edificada sobre a obediência a Deus, em cada experiência prática humana da vida. Um lar deve ser edificado sobre a decisão de papai e mamãe de terem as suas ações adequadas ao plano de Deus.Se quisermos pensar na casa como uma estrutura, essa variedade de sabedoria é a base. Se o marido e a esposa não estabelecerem o seu casamento sobre um compromisso de conhecer a Deus pessoalmente, e traduzir o seu relacionamento com Ele na vida prática, a sua família e a sua casa não serão estáveis.Desde muito cedo em nosso casamento, minha esposa Cynthia e eu assumimos um compromisso. [...] ‘Tudo o que a Bíblia disser, nós faremos’. Se alguma vez discordamos de alguma coisa, consultamos as Escrituras, não como meio de coagir um ao outro, mas com um espírito de busca do pensamento de Deus — permitindo que a Palavra dEle seja o nosso desempate.

 

O nosso casamento está longe de ser perfeito, mas nós temos uma boa parceria. A nossa casa, com os nossos quatro filhos, não deixou de ter problemas importantes em algumas ocasiões, mas esse compromisso — estou convencido — salvou o nosso lar da autodestruição e deu aos nossos filhos uma plataforma estável de onde podem iniciar as suas próprias vidas” (SWINDOLL, Charles R. Vivendo Provérbios. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2013, pp.131-2).

 

3.3   A Importância da Comunhão na Igreja

É um verdadeiro bálsamo e refrigério para aquele que sofre algum trauma ou doença da alma, encontrar na igreja um ambiente acolhedor e que é alvo de amor, atenção e cuidado por Deus e por aqueles que ali estão, independente de seu estado de saúde.

“Procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz: há um só corpo e um só Espírito [...]” (Ef 4.3,4).

O que é a comunhão. A comunhão é o “vínculo de unidade fraternal mantida pelo Espírito Santo e que leva os cristãos a se sentirem um só corpo em Jesus Cristo” (Dicionário Teológico, CPAD). A palavra grega koinonia traz a ideia de cooperação e relacionamento espiritual entre os santos. A comunhão da Igreja Primitiva era completa (At 2.42). Reuniam-se em oração e súplica, mas também reuniram-se para socorrer os mais necessitados.

A comunhão de sua igreja tem como modelo os cristãos de Jerusalém? Ou não passa de um mero ajuntamento social?

(Lições CPAD Jovens e Adultos » 2011 » 1º Trimestre)

 

CONCLUSÃO

Enquanto estivermos neste mundo, enfrentaremos diversas situações difíceis. É sempre bom lembrar que fomos feitos por Deus com corpo, alma e espírito.

Há momentos que precisamos recorrer, também, a tratamento com um profissional de saúde. Mas, sempre poderemos contar com o socorro do Senhor.

 

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Conteúdo da Lição 2

 

 

Enfrentando o sentimento de solidão

13 de janeiro de 2019

 

Texto Áureo

“Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna.", Jo 4.14

 

Verdade Aplicada

O ser humano por ter sido criado conforme a imagem e semelhança de Deus, é um ser relacional.

 

João 4:10,11,15-18

  1. Jesus respondeu, e disse-lhe: Se tu conheceras o dom de Deus, e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva.
  2. Disse-lhe a mulher: Senhor, tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; onde, pois, tens a água viva?
  3. Disse-lhe a mulher: Senhor, dá-me dessa água, para que não mais tenha sede, e não venha aqui tirá-la.
  4. Disse-lhe Jesus: Vai, chama o teu marido, e vem cá.
  5. A mulher respondeu, e disse: Não tenho marido. Disse-lhe Jesus: Disseste bem: Não tenho marido;
  6. Porque tiveste cinco maridos, e o que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade.

 

INTRODUÇÃO

A história da mulher samaritana nos mostra que a solidão é um sentimento que foge ao nosso controle. Talvez ela tenha tentado fugir da solidão, mas percebe, ao conversar com Jesus, que não havia conseguido.

 

  1. ENTENDENDO A SOLIDÃO

A solidão não é apenas um estado de sentir-se só. Este sentimento vai além do desejo do indivíduo de querer experimentar a presença de uma companhia, ou até mesmo realizar atividades que possam entretê-lo. Estar só muitas vezes não é uma escolha pessoal.

 

1.1 Sozinho por escolha pessoal

Em certas situações, algumas pessoas, por escolha própria, buscam estar sozinhas, pois entendem que, de alguma forma, isto pode ser prazeroso e que pode também promover um estado de equilíbrio emocional. Entretanto, tal situação só poderá ser vista como positiva se estiver sob total controle do indivíduo, isto é, se o momento escolhido puder ser encerrado a hora que ele quiser. Neste caso o processo vivido não é de solidão, mas pode se encarado como solitude, um momento escolhido pelo indivíduo para desfrutar de privacidade. Em Seu momento de oração, o próprio Cristo buscou essa privacidade, sem, no entanto, passar pelo sofrimento que é produzido pela solidão (Lc 5.16; 6.12).

 

1.2 O perigo do distanciamento social

Ao nascer o ser humano dá início a um processo de independência necessário, para que possa ter uma existência saudável. Durante esse processo, ficar sozinho pode se tornar uma experiência extremamente enriquecedora. Entretanto, ao longo de sua caminhada, o homem passará por situações onde experimentará um estado de separação, que se iniciou com sua saída do útero materno, que poderá produzir sentimento de abandono, rejeição, insegurança e ressentimento. A continuidade desses sentimentos pode se transformar em enfermidades da alma e impedir o indivíduo de viver de maneira saudável, com relacionamentos fortes, podendo levá-lo a um distanciamento social.

 

1.3 Sozinho em meio à multidão

Por mais estranho que possa parecer, a solidão tem crescido em cidades com alto índice demográfico. Viver em locais muito povoados não garante a ninguém de estar livres desse sentimento. Muitos têm dificuldade de se relacionar pelo fato de não conseguirem se identificar com a comunidade na qual estão inseridos. Muitos são os casos em que, diante do grande número de pessoas, cidadãos se veem como célebres anônimos, sem nenhum tipo de relacionamento interpessoal. Em locais onde a população é menos densa  pode haver uma possibilidade maior das pessoas se sentirem solitárias, entretanto, em cidades grandes, onde os relacionamentos estão constantemente se tornando menos profundos, o sentimento de solidão vem crescendo.

 

  1. VAZIO EXISTENCIAL

Em um estudo mais criterioso do ponto de vista espiritual, podemos classificar a solidão como "vazio existencial".  Este vazio é provocado pela ausência de Deus na vida do indivíduo. O pecado afastou o homem do Criador, provocando uma "lacuna cósmica" no seu interior, que nada irá preencher a não ser o Espírito Santo.

 

2.1 Deus não quer nos ver sós

Quando criou o homem, Deus teve uma preocupação a mais em relação às Suas outras obras. Ao terminar, declarou: "Não é bom que o homem esteja só" (Gn 2.18); e criou para ele uma companheira. Este ato nos mostra o porquê da necessidade do ser humano em se relacionar. O próprio Deus identificou que não é bom para o homem viver só, por esse motivo mesmo após a queda do homem, Deus planejou um meio para que Sua criatura pudesse voltar a ter um relacionamento íntimo com Ele (2Co 5.18-20). Fica evidente na Palavra de Deus que Deus é um Ser relacional. Tanto antes como depois da entrada do pecado, o Criador se volta para o ser humano (Gn 2.18; 3.8-9).

 

2.2 O perigo da vulnerabilidade

Um dos maiores perigos enfrentados por quem sofre com a solidão é a vulnerabilidade. Quando alguém tem uma vida solitária, pode ficar vulnerável e, assim vir a ser uma alvo fácil de pessoas mal-intencionadas. A solidão diminui nossa capacidade de avaliação, nos levando a aceitar qualquer um como amigo ou parceiro. Muitos sofrem com agressões de todo tipo, são humilhados e explorados por entenderem que é melhor ter uma companhia, ainda que esta seja ruim, a ter que viver sem ninguém por perto. Pesquisas apontam que a solidão vem se tornando um fator de risco para a saúde, sendo avaliada como mais arriscada do que a obesidade e o fumo, se tornando um fator causador de morte prematura.

 

2.3 Preenchendo o "vazio cósmico"

Podemos, metaforicamente, comparar a solidão a um "vazio cósmico", mostrando o quanto pode se tornar profundo este sentimento, praticamente sem solução, pois se trata de uma condição emocional intangível , onde o indivíduo que sofre com a solidão se afasta cada vez mais, não permitindo que as pessoas possam ajudá-lo. Entretanto, ao perceber sua condição e buscar ajuda profissional, poderá identificar o motivo que o faz sentir-se só. O escritor aos Hebreus nos apresenta a Palavra de Deus como espada poderosa, capaz de penetrar o mais profundo no nosso ser (Hb 4.12). Sendo assim, o contato com a Palavra certamente funcionará como panaceia para a solidão.

 

  1. A SOLITÁRIA DE SAMARIA

A mulher samaritana nos dá muitos motivos para crermos que ela era alguém com um profundo sentimento de solidão, que iremos, depois do conhecimento adquirido sobre o assunto, identificá-los aqui.

3.1 O primeiro indício

Observamos o primeiro indício de solidão da mulher samaritana durante seu encontro com Jesus. Ela estava sozinha no poço para pegar água. Não tinha ninguém com quem conversar e nem para ajudá-la a puxar o balde. Uma mulher de tantos relacionamentos e ainda assim não tinha ninguém por ela.

3.2 Relacionamentos frustrados

Um fato intrigante na história desta mulher é a pluralidade de casamentos (Jo 4.18), fato este que ela desconhecia ser do conhecimento de Jesus, já que, como ela mesma disse, Ele nem samaritano era (Jo 4.9), mas profeta (Jo 4.19b). Assim, aquela mulher que tinha vivenciado tantos relacionamentos conjugais, parece que sofria de algum problema emocional, visto que nenhum de seus maridos conseguiu preencher seu "vazio existencial". A existência humana para ser feliz deverá sempre estar atrelada ao Criador, pois, para termos sucesso em todas as áreas de nossa vida, devemos desfrutar da presença de Cristo (Jo 15.5). Mudar relacionamentos conjugais não é garantia de cura para a solidão.

 

3.3 Não reconhecer o pecado

Depois de tanto se relacionar, a samaritana não conseguiu se ver livre de uma provável solidão. Então, contrai um relacionamento impuro, passando a viver com alguém que não era seu marido (Jo 4.18). Através da atitude desta mulher, vemos que quanto mais se tenta encontrar alívio para a solidão longe de Jesus, mais o homem se aproxima do pecado. A samaritana estava tão acostumada a trocar de parceiro que não tomou por repreensão as palavras do Mestre. É justamente este o perigo do pecado. Torna-se natural para quem não conhece a Jesus (Jo 4.25), e coloca na solidão a justificativa para pecar.

 

 

CONCLUSÃO

Não há dúvidas de que a propagação do Evangelho tem sido uma arma poderosa do Senhor Deus no resgate de muitas pessoas que sofrem com o sentimento de solidão, dando-lhes a oportunidade de viverem, na companhia de Jesus Cristo, como novas criaturas (2Co 5.17).

 

Questionário (as respostas serão publicadas posteriormente)

 

  1. O que o próprio Deus identificou?

 

  1. Como o escritor aos Hebreus nos apresenta a Palavra de Deus?

 

  1. Qual o resultado de desfrutar da presença de Cristo

 

  1. Quem contraiu um relacionamento impuro, passando a viver com alguém que não era seu marido?

 

  1. Qual o perigo do pecado?

 

 

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Conteúdo da Lição 3

 

 

Tratando de comportamentos persistentes de desobediência

20 de janeiro de 2019

 

 

Texto Áureo

“E ele disse: Quem és, Senhor? E disse o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões.", At 9.5

 

Verdade Aplicada

Sermos submissos à vontade de Deus é o caminho para uma vida bem sucedida.

 

Juízes 17.1,5-7,10

  1. E havia um homem da montanha de Efraim, cujo nome era Mica.
  2. E teve este homem, Mica, uma casa de deuses; e fez um éfode e terafins, e consagrou um de seus filhos, para que lhe fosse por sacerdote.
  3. Naqueles dias não havia rei em Israel; cada um fazia o que parecia bem aos seus olhos.
  4. E havia um moço de Belém de Judá, da tribo de Judá, que era levita, e peregrinava ali.
  5. Então lhe disse Mica: Fica comigo, e sê-me por pai e sacerdote; e cada ano te darei dez moedas de prata, e vestuário, e o sustento. E o levita entrou.

 

INTRODUÇÃO

Como pode alguém ter a intenção de desafiar o Criador? Embora pareça algo impensável, nesta lição falaremos sobre um transtorno de comportamento que pode levar o indivíduo a tomar este tipo de atitude.

 

  1. UMA VISÃO GERAL DO TOD

Não é raro vermos algumas personalidades da Bíblia tomando posição de confronto em relação ao Criador, como também não é difícil vermos, nos dias atuais, pessoas se posicionando de maneira contrária à Palavra de Deus. Este tipo de comportamento nos surpreende quando nos deparamos com cristãos agindo assim. Entretanto, não devemos ficar escandalizados, antes devemos averiguar se tal membro não é portador do Transtorno de Oposição Desafiante (TOD), para que, ao invés de julgá-lo. procuremos ajudá-lo.

 

1.1 TOD nas crianças

O TOD geralmente tem uma atenção maior quando se apresenta em crianças. É sabido que toda criança passa por uma fase de rebeldia, onde tende a desafiar os pais e as regras que lhes são impostas. Atitudes de curiosidade, questionamento e irritabilidade podem ser normais. Entretanto, é necessário atenção maior quando este tipo de comportamento se tornar constante e começa a ser prejudicial à vida social da criança, resultando em dificuldade de relacionamento e de um bom desenvolvimento escolar.

 

1.2 Adolescentes indesejados

O Transtorno de Oposição Desafiante, se não for cuidado na infância, invadirá a adolescência, tornando este momento da criação e educação muito mais difícil. A adolescência é um período bastante delicado no desenvolvimento do indivíduo. Se porventura tal indivíduo não tenha sido diagnosticado com TOD e passado por um tratamento adequado, poderá até se tornar uma ameaça à sociedade. O mais grave, em se tratando do universo eclesiástico, é que este adolescente acabará por se tornar "persona non grata" e muitas vezes identificado como endemoninhado.

 

1.3. Adultos perigosos

É importante observar e tratar os sintomas do TOD durante a infância e a adolescência, pois, se não tratado nestas etapas, o indivíduo poderá se tornar um adulto que sofrerá com o mesmo distúrbio, que pode evoluir para um distúrbio de perturbação de conduta chamado também de TC (Transtorno de Conduta). Estudos apontam que cerca de 25% de TOD não tratados evoluem para TC, isto sim pode se tornar um complicador, uma vez que indivíduos com TC podem vir a roubar, praticar atos de vandalismo, incêndios, entre outras atitudes perigosas.

 

  1. VIDA ESPIRITUAL PREJUDICADA PELO TOD

O capítulo 17 de Juízes relata acerca de um homem chamado Mica. Em sua atitude de buscar uma maneira pessoal de se relacionar com o mundo espiritual, ele resolveu criar para si um objeto de culto. A atitude de Mica pode ser comparada com a de quem sofre com o TOD, que sempre escolhe andar na contramão das regras estabelecidas e da Palavra.

 

2.1 A escolha de Mica

Embora o autor do livro de Juízes declarasse que "cada qual fazia o que parecia direito aos seus olhos" (Jz 17.6), é bem possível que houvesse homens que se mantiveram fiéis à revelação de Moisés. No momento histórico no qual vivia Mica o povo de Israel vivenciava condições de baixo padrão moral, tendo as práticas religiosas corrompidas pelos seus atos e comportamento moral distorcido. Esse ambiente possivelmente facilitou a tomada de posição de Mica que, ao invés de escolher andar segundo os ensinamentos de Moisés, escolheu se levantar contra tudo o que havia aprendido acerca do Criador e mostrar que poderia seguir um caminho à margem da Palavra de Deus.

 

2.2 O TOD compromete a percepção

A insubmissão de Mica deixa claro sua falta de percepção em relação a tudo que determinava os ensinamentos de Moisés. Deuteronômio 11.18-25 mostra diretrizes que o povo deveria seguir para se manter sob a égide de Deus. Tal proteção está garantida para quem não se rebela contra a Palavra. O portador do TOD sempre enxerga os fatos segundo sua própria ótica, negando-se a aceitar que outros lhe digam o que fazer. Ao confeccionar um éfode e consagrar um de seus filhos para que fosse seu sacerdote (Jz 17.5), Mica está declarando que não se importava com o que havia aprendido com sues pais, uma atitude de rebeldia contra a autoridade, um sintoma claro de quem sofre com o TOD.

 

2.3 A perda de limites pelo TOD

Identificamos em Mica as duas características presentes neste transtorno:opositor e desfiador. Opositor quando ele se opõe aos ensinamentos da Palavra de Deus, escolhendo fazer o que parecia bem aos seus olhos, e desafiador, quando ele desafia Deus construindo uma casa de deuses (Jz 17.5-6) Mica não teve nenhuma dificuldade de roubar a sua mãe para alcançar seus objetivos (Jz 17.2). Os indivíduos que vivem com estes sintomas tendem a levar uma vida desenfreada,  causando problemas para si e para seus familiares, pois vivem uma realidade paralela, onde pensam estarem certos nas atitudes que tomam, mesmo que estas nãos sejam convencionais.

 

  1. IDENTIFICANDO O TOD

Devido ao avanço da ciência, tem sido cada vez mais fácil a identificação destes sintomas. Atualmente, temos percebido em muitos irmãos um tipo de comportamento que nos leva a crer que os mesmos sofrem com o TOD.

 

3.1 Esperando a aprovação de Deus

Uma atitude interessante na história de Mica é que ao se encontrar perdido nas suas atitudes resolve modificar o seu plano de ter um local de adoração familiar. Ao se encontrar com o levita vindo de Belém de Judá (Jz 17.8), Mica lhe propõe que seja seu sacerdote. Esperava com isto que Deus o abençoasse e aprovasse sua atitude (Jz 17.13).

 

3.2 Rebeldia ministerial ou TOD?

É natural que portadores do TOD se juntem a pessoas com o mesmo problema. Se observarmos a atitude do levita, veremos que o mesmo havia abandonado a sua cidade e saído em uma caminhada sem rumo, procurando um lugar onde achasse comodidade (Jz 17.8). Vemos aqui que talvez o levita também pudesse ter o mesmo tipo de transtorno, pois não se negou a ase associar com Mica em sua tentativa de criar uma maneira de adorar a Deus (Jz 17.10). Tal atitude tem se tornado cada vez mais comum. O que muitas vezes identificamos como rebeldia ministerial, na verdade, pode ser um sintoma deste transtorno. A insubmissão, a resistência à autoridade e a agressividade são sintomas identificados em indivíduos diagnosticados com esse mal.

 

3.3 Evitando o desenvolvimento do TOD

Infelizmente, muitos lares cristãos deixaram a prática do culto doméstico (Dt 11.18-22). Com isto a possibilidade de crescimento de casos de TOD pode aumentar, pois onde não existe um governo, como no tempo dos juízes em Israel, cada um vive segundo sua própria vontade. A falta desta prática entre as famílias pode ocasionar desastres futuros. Depois da morte de Moisés, o Senhor falou a Josué que ele deveria se esforçar para manter viva na mente do povo a Lei que Ele havia entregue a Seu servo (Js 1.7-8). Da mesma forma devemos nos esforçar  para manter viva em nossas casas a Palavra de Deus.

 

CONCLUSÃO

Muitos cristãos, por sofrerem com o TOD, não conseguem se firmar na Casa do Senhor. Cabe então a cada membro do Corpo de Cristo, com auxílio do Espírito Santo, da Palavra de Deus e desta lição, procurar identificá-los e ajudá-los para que possam ser benção para sua família e para a obra de Deus (1 Co 12.25).

 

Questionário (as respostas serão publicadas posteriormente)

 

  1. O que Deuteronômio 11.18-25 nos mostra?

 

  1. Quem roubou sua mãe para alcançar seus objetivos?

 

  1. Qual proposta Mica fez ao levita?

 

  1. Qual prática muitos lares cristãos deixaram?

 

  1. O que o Senhor falou a Josué?