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Lições jovens CPAD 3 TRIM-2019 TODAS LIÇÕES
Lições jovens CPAD 3 TRIM-2019 TODAS LIÇÕES

 

 

TODAS LIÇÕES DO  3 TRIMESTRE 2019 JOVENS

 

 

Lição 1 - As cartas de Pedro: vivendo em esperança e firmados na verdade

Classe: Jovens | Trimestre: 3° de 2019 | Revista: Professor | TEXTO DO DIA

"Amados, escrevo-vos, agora, esta segunda carta, em ambas as quais desperto com exortação o vosso ânimo sincero."

(2 Pe 3.1)

SÍNTESE

As Cartas de Pedro foram escritas com o propósito de encorajar os cristãos em tempos de provação e a se manterem firmes na verdade diante dos falsos ensinamentos.

 

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA - Jo 1.40-42: Pedro conhece Jesus

TERÇA - Mt 4.18-20: Chamado para ser pescador de homens

QUARTA - Mc 3.13-19: A nomeação de Pedro entre os doze

QUINTA - Jo 18.10,11: Um homem impulsivo

SEXTA - Jo 21.15: A ordem para apascentar as ovelhas

SÁBADO - At 2.14: Um líder no poder do Espírito Santo

 

Objetivos

I - APRESENTAR o perfil de Simão Pedro, autor das epístolas;

II - EXPOR sobre a ocasião e o conteúdo da primeira Carta;

III - APRESENTAR  o conteúdo da Segunda Carta.

 

Interação

Neste trimestre estudaremos as Epístolas universais do apóstolo Pedro, assim chamadas porque são dirigidas à comunidade cristã como um todo. O apóstolo conclama os crentes a recordarem o que haviam aprendido, crescerem no conhecimento de Deus e a se manterem firmes na Palavra da Verdade. Certamente, o estudo destes dois fragmentos do Novo Testamento será muito proveitoso para a nossa juventude que vive em um contexto pós-moderno, numa época de desespero, desânimo e engano.

 

O comentarista da lição é o professor Valmir Nascimento Milomem Santos. Ele é ministro do Evangelho em Cuiabá/MT, jurista e mestre em Teologia. É membro da diretoria do Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR) e escritor com várias obras publicadas pela CPAD.

 

 

 

Orientação Pedagógica

Prezado(a) professor(a), esperamos que esteja animado para o novo trimestre que se inicia. Nesta lição introdutória, destaque a relevância da mensagem das cartas de Pedro para os nossos dias, precisamente na vida do jovem cristão. Apresente uma síntese e o esboço do conteúdo das Epístolas conforme o esquema abaixo:

 

1 PEDRO

Na Primeira Epístola de Pedro, Jesus é proeminente como exemplo de sofrimento inocente e como aquEle cuja ressurreição e volta para a glória confirmam a nossa própria esperança. Esta Carta vigorosa continua a inspirar os crentes que sofrem perseguições por causa da fé comum.

  1. A Dádiva da Salvação (1 Pe 1.1 - 2.10)
  2. O Chamado à Submissão (1 Pe 2.11 - 3.12)

III. Soberania e Sofrimento (1 Pe 3.13 - 4.6)

  1. A Perspectiva da Glória (1 Pe 4.7 - 5.14)

 

2 PEDRO

A grande importância da Segunda Epístola  está no convite do apóstolo para que resistamos aos falsos ensinamentos, crescendo em santidade, enquanto esperamos pelo retorno prometido de Jesus Cristo.

  1. As qualidades de um cristão (2 Pe 1)
  2. Os Falsos Mestres (2 Pe 2)

III. O Retorno de Cristo (2 Pe 3)

 

 

 

Texto bíblico

 

1 Pedro 1.1,2; 5.12; 2 Pedro 1.1; 3.1,2

1 Pedro 1

1        Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, aos estrangeiros dispersos no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia,

2        eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: graça e paz vos sejam multiplicadas.

 

1 Pedro 5

12      Por Silvano, vosso fiel irmão, como cuido, escrevi abreviadamente, exortando e testificando que esta é a verdadeira graça de Deus, na qual estais firmes.

 

2 Pedro 1

1        Simão Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo, aos que conosco alcançaram fé igualmente preciosa pela justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo:

 

2 Pedro 3

1        Amados, escrevo-vos, agora, esta segunda carta, em ambas as quais desperto com exortação o vosso ânimo sincero,

2        para que vos lembreis das palavras que primeiramente foram ditas pelos santos profetas e do mandamento do Senhor e Salvador, mediante os vossos apóstolos.

 

INTRODUÇÃO

Neste trimestre estudaremos a respeito da concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a Depois de Jesus, sobressai, nos Evangelhos, a figura de Pedro, o pescador inconstante e temperamental, a quem o Mestre convocou para ser um dos seus doze apóstolos. Foi preciso que o Senhor trabalhasse e moldasse o caráter desse homem para transformá-lo num líder destemido e pastor amoroso, que viria a liderar os primeiros cristãos. É este homem transformado que agora vive não pelo ímpeto, mas no poder do Espírito, que escreveu as duas epístolas que levam o seu nome nas páginas no Novo Testamento. Apesar do tempo, o conteúdo de ambas continua relevante. Seus conselhos e exortações compõem uma mensagem poderosa e revigorante para os cristãos do tempo presente. Escritas em tempos de perseguição ao povo de Deus e disseminação de ensinos enganosos, essas epístolas deixam transparecer o sentido da esperança cristã, uma esperança viva e eficaz que, além de nos preparar para o porvir, nos fortalece, encoraja e nos orienta para vivermos plenamente a fé cristã nesta era de descrença e desespero, enquanto esperamos o retorno do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

 

 

 

I - SIMÃO PEDRO, O AUTOR DAS EPÍSTOLAS

 

  1. Servo e apóstolo de Cristo.

Inegavelmente, as duas epístolas que trazem o seu nome foram escritas por Simão Pedro, também chamado Cefas, a quem Jesus chamou para ser um dos seus apóstolos. Conquanto tenha havido ao longo da história algum questionamento sobre a sua autoria, principalmente a respeito da Segunda Carta, não existe qualquer evidência que a contrarie. Além de o autor identificar-se com o apóstolo (1 Pe 1.1; 2 Pe 1.1), o conteúdo e o caráter da mensagem apóiam a sua autenticidade, tendo sido reconhecida por muitos pais da igreja, a exemplo de Irineu, Tertuliano, Clemente de Alexandria e Orígenes. A diferença no estilo de redação entre as duas missivas (cartas), atribui-se ao fato de a primeira ter sido redigida com a ajuda de Silvano (1 Pe 5.12), também chamado Silas, o companheiro das viagens de Paulo (At 15.40; 17.15).

 

  1. Um homem renovado e cheio do Espírito.

Para entendermos a importância dessas Epístolas, vale destacar que o seu autor foi um dos principais personagens do Novo Testamento. Pedro e seu irmão, André, eram pescadores no mar da Galileia (Mt 4.18; Mc 1.16) e parceiros de Tiago e João (Lc 5.10). Desde o início da sua chamada, Pedro assumiu certa proeminência e liderança entre os demais discípulos. Servia regularmente como o porta-voz deles, e é mencionado em primeiro lugar em todas as listas (Mt 14.28; 15.15; 18.21; 26.35,40; Mc 8.29; 9.5; 10.28; Jo 6.68). Apesar das virtudes e boas intenções, Pedro era também impulsivo e instável. Passou por uma derrota pessoal dolorosa ao negar Jesus veementemente (Mt 26.69-74). Todavia, de um pescador simples, temperamental e inconstante, Deus o transformou em um destemido líder da Igreja Primitiva e um dos principais da história do cristianismo.

 

A sublime mudança faz-se evidente no Dia de Pentecostes (At 2), ocasião em que o apóstolo pregou o seu primeiro sermão no poder do Espírito. French Arrington diz: "Inspirado pelo Espírito, o sermão e caráter de Pedro ficam em contraste com suas negações do Senhor (Lc 22.54-62). Depois do derramamento do Espírito, ele se torna corajoso e ousado. Seu primeiro sermão reflete suas convicções claras. Ele já não tem dúvida sobre o Salvador e a missão do Salvador, e interpreta o significado da vida e ministério de Jesus."

 

 

 

 

  1. Cartas de experiência.

Fica evidente que as Epístolas de 1 e 2 Pedro foram escritas por um homem com rica experiência com Deus. Sua mensagem é afetuosa, seu tom é humilde e sua preocupação é legítima. Expressa a ternura e zelo de um pastor com seu o rebanho, que buscava pôr em prática a ordem direta que recebeu de Cristo (Jo 21.15). Sua experiência de arrependimento e renovação espiritual é um aspecto que inspira esperança na vida daqueles que, por um motivo ou outro, não se acham capazes de vencer suas fragilidades e superar seus reveses. Da mesma forma que Pedro teve a sua vida restaurada após um fracasso espiritual, Deus também é suficientemente capaz de prover uma cura interior e mudar o rumo da história daqueles que fraquejaram na caminhada.

 

II - PRIMEIRA CARTA DE PEDRO: ALEGRIA E ESPERANÇA EM TEMPOS DE PROVAÇÃO

 

 

 

  1. Destinatários.

Pedro direciona sua primeira Epístola aos estrangeiros dispersos no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia; cinco províncias da Ásia Menor à época pertencente ao Império Romano, atualmente parte da Turquia. É consenso que a sua audiência era formada pelas comunidades cristãs espalhadas nesta região, incluindo não somente judeus convertidos como também cristãos de origem gentílica. Embora Pedro utilize várias referências judaicas, a exemplo de diáspora - termo usado para os judeus que viviam fora da Terra de Israel, e apelar às profecias do Antigo Testamento que haviam se cumprido, a Carta também contém uma linguagem que fala diretamente aos gentios convertidos. O apóstolo afirma que foram  "resgatados da vossa vã maneira de viver que, por tradição, recebestes dos vossos pais" (1.18), e que "em outro tempo, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia" (2.10).

 

  1. Ocasião e propósito.

Não é possível saber com exatidão a data em que a Carta foi escrita, por isso os estudiosos a situam entre 60-63 d.C. Percebe-se claramente que os cristãos da época não viviam em condições favoráveis; as circunstâncias e o tom da Epístola deixam transparecer que os crentes estavam padecendo provações e sofrimentos em inúmeros contextos. A religião dos cristãos ainda era  considerada como uma pequena seita, composta de uma minoria que vivia oprimida e à margem da sociedade. Por diversas razões, o padrão de vida dos crentes não era aceito pelos costumes da época; não se adequava nem ao judaísmo, nem ao paganismo greco-romano, por isso os cristãos eram injustiçados e até mesmo acusados de serem ateus, pois rejeitavam os deuses pagãos e adoravam um Deus Único. Todavia, ao que tudo indica, não se tratava ainda de uma perseguição oficial, notadamente aquela que viria a ser promovida pelo imperador Nero a partir de 64 d.C, após atribuir a causa do grande incêndio em Roma aos seguidores de Cristo. Na verdade, Pedro parece estar preparando a comunidade cristã para esta prova ardente que estava por vir (4.12), na qual ele próprio viria a ser martirizado. Assim, diante desse contexto difícil, Pedro escreve esta Epístola com a intenção de encorajar os cristãos a manterem a esperança em tempos de provações e desfrutar alegria nas adversidades.  Não é de estranhar que Pedro seja chamado de o "apóstolo da esperança", pois ele insiste que a despeito de tudo, em Cristo temos uma esperança viva, que nos ensina a viver o tempo presente e a descansar em Deus na jornada para o céu.

 

  1. Inspiradora, doutrinária e instrutiva.

A Primeira Carta de Pedro é um documento único e abrangente. Ela é devocionalmente inspiradora, teologicamente doutrinária e ricamente instrutiva. Ensina a respeito de vários princípios fundamentais da fé, e ao mesmo tempo contém valiosos conselhos para o viver diário. Como teremos a oportunidade de estudar ao longo do trimestre, Pedro se dirige a grupos específicos dentro da comunidade cristã, dentre os quais servos, esposas, esposos, jovens, idosos e líderes, fazendo surgir um guia abrangente sobre diversos assuntos éticos e doutrinários. Os temas tratados englobam, além de outros, a obra da salvação, graça, perseguição, sofrimento de Cristo, santidade, integridade, vida familiar, relacionamento conjugal, relação com o governo, convivência cristã e liderança. Certamente será muito proveitoso e enriquecedor estudar cada um desses temas no decorrer do trimestre.

 

III - SEGUNDA CARTA DE PEDRO: CRESCIMENTO ESPIRITUAL  E FIRMEZA NA VERDADE

 

 

 

  1. Destinatários.

No início de sua Segunda Epístola Pedro registra quem são os seus destinatários: "(...) aos que conosco alcançaram fé igualmente preciosa pela justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo" (2 Pe 1.1). É provável que estes crentes em Cristo fossem os mesmos a quem a Primeira Carta fora destinada, conforme se depreende do que o autor registra em 3.1. Portanto, Pedro está escrevendo para uma comunidade cristã heterogênea, composta de judeus e gentios convertidos ao Evangelho, incluindo escravos, esposas com maridos pagãos, jovens e anciãos (1 Pe 2.13;3.1;5.5). Conquanto não tivessem visto o Senhor (1 Pe 1.8), e embora tivessem passado por diversas provações, estes irmãos haviam alcançado uma fé preciosa.

 

  1. Ocasião e propósito.

Quando foi escrita a segunda Carta de Pedro? Considerando que Nero, o algoz do apóstolo, morreu em 68 d.C, a maioria dos estudiosos colocam a data da escrita entre 65-67 d.C. Embora o público seja o mesmo da Primeira Epístola, as circunstâncias e propósitos são bastante distintos. Na primeira, a comunidade cristã passa por severa provação advinda de fora da igreja. Na ocasião da Segunda Epístola, os perigos são internos, por causa dos ensinos heréticos que estavam sendo disseminados dentro dela. Chegou ao conhecimento do apóstolo que falsos mestres haviam se introduzido entre os irmãos e estavam distorcendo a verdade do Evangelho, produzindo heresias de perdição (2Pe 2.1).

 

Entre outros ensinamentos insidiosos, os falsários da fé negavam a divindade e a volta gloriosa de Cristo. Além da falsa doutrina, apregoavam também o falso comportamento, pelo qual induziam os crentes a abandonarem o padrão de vida santa e piedosa. Diante disso, com coragem e tenacidade Pedro escreve esta Segunda Carta com a intenção de advertir os cristãos sobre os falsos ensinadores e incentivá-los a crescerem na fé e no verdadeiro conhecimento de Deus. Pedro está dizendo para os cristãos ficarem firmes na chamada de Deus, agir com diligência e empenho, aguardando confiantemente o cumprimento da promessa do retorno do Filho de Deus!

 

  1. Verdade e esperança.

Esta Segunda Carta complementa de uma forma extraordinária a Primeira Epístola do apóstolo Pedro. Enquanto na carta inaugural somos instruídos a viver com esperança, alegria e santidade em tempos de provação, na segunda somos advertidos a não esquecer a vocação e as verdades da Palavra de Deus numa época de falsidade religiosa. Uma prepara e inspira, a outra diz: agarre-se à verdade e mantenha-se firme nela. Juntas, elas ensinam que esperança e verdade devem andar juntas no caminho da fé. A esperança sem a verdade é mero otimismo humano, e verdade sem esperança é religiosidade vazia. É exatamente essa junção que faz com tenham um propósito comum: despertar o ânimo sincero dos crentes (2 Pe 2.1).

 

SUBSÍDIO

 

"Pedro trata seus leitores como se estivessem exilados e dispersos, numa clara referência à dispersão dos judeus por todas as nações do mundo. Mas em 1 Pedro 1.14; 2.10-12; 4.2-4, esta mesma expressão é aplicada às igrejas gentias. Embora isto não parecesse uma honra aos olhos do mundo, identificava-as como povo escolhido de Deus; "eleitos" (separados para servir), "de acordo com a presciência de Deus Pai". Essa separação não precisa ser interpretada como predestinação arbitrária. Israel tornara-se um povo escolhido não por um afago todo especial de Deus, ou para ser-lhe a possessão favorita (At 10.34), mas para servi-lo (Is 41.8). Os israelitas, pois, foram separados, ou eleitos, a fim de preparar o mundo à vinda de Cristo, e para ser uma bênção a "todas as famílias da terra" (Gn 12.3). Vejo a escolha do filhos de Israel como a dos comandos aliados na Segunda Guerra Mundial. A missão destes era justamente estabelecer cabeças-de-praia em território inimigo para que os outros pudessem avançar. Mais uma vez a presciência de Deus tem de prevalecer, não tanto em seu conhecimento em relação a nós, mas em relação aos seus próprios planos e objetivos. Isto é sentido na esfera da santificação pelo Espírito, e é efetuado através do sangue de Cristo pela demonstração de nossa obediência.

É muito importante, pois, que nós, como estrangeiros, exilados e residentes neste mundo, lembremo-nos de quem realmente somos" (HORTON, Stanley M. 1 e 2 Pedro: A Razão da nossa Esperança. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, pp. 12,13).

 

CONCLUSÃO

 

As Cartas de Pedro, escritas em meados do primeiro século da Era Cristã, porque inspiradas pelo Espírito Santo, continuam a fornecer uma mensagem de esperança em tempos de desespero, e uma palavra de crescimento e firmeza na Verdade para uma era de ceticismo e de falsas religiões. Ambas contém riquezas doutrinárias e instruções precisas para vivermos em diferentes situações da vida. Por essa razão, temos à nossa disposição um conjunto de ensinos que nos ajudarão como cristãos em tempos-modernos.

 

HORA DA REVISÃO

1) Segundo a lição, a que se atribui a diferença de redação entre as duas Cartas?

Atribui-se ao fato da primeira ter sido redigida com a ajuda de Silvano (1 Pe 5.12), também chamado Silas, o companheiro das viagens de Paulo (At 15.40; 17.15).

 

2) Quem era a audiência da Primeira Carta de Pedro?

É consenso que a sua audiência era formada pelas comunidades cristãs espalhadas nesta região, incluindo não somente judeus convertidos como também cristãos de origem gentílica.

 

3) Qual o período provável em que a Primeira Carta foi escrita?

Entre 60-63 d.C.

 

4) Qual a intenção da Segunda Carta de Pedro?

Pedro escreve a Segunda Carta com a intenção de advertir os cristãos sobre os falsos ensinadores e incentivá-los a crescerem na fé e no verdadeiro conhecimento de Deus.

 

5) Qual o propósito comum das duas cartas

Despertar o ânimo sincero dos crentes (2 Pe 2.1).

 

 

Lição 2 - Desfrutando a Alegria na Esperança da Salvação

Classe: Jovens | Trimestre: 3° de 2019 | Revista: Professor | TEXTO DO DIA

"Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos."  (1 Pe 1.3)

 

SÍNTESE

A salvação em Cristo produz esperança legítima e alegria verdadeira, e capacita espiritualmente o crente a enfrentar os sofrimentos e desafios deste mundo.

 

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA - Rm 8.24: Em esperança fomos salvos

TERÇA - Rm 4.18: Esperando contra a esperança

QUARTA - Hb 10.23: Retenhamos firmes a confissão da nossa esperança

QUINTA - Tt 3.5: Lavados pela regeneração

SEXTA - Fp 4.4: Alegrai-vos no Senhor

SÁBADO - Hb 2.3: Atentando para a salvação

 

Objetivos

I - SABER que o cristão foi regenerado para uma esperança viva;

II - DESTACAR a alegria decorrente da salvação;

III - RESSALTAR que a salvação em Cristo é o fim da nossa fé.

 

 

 

Interação

Como você anima e inspira uma pessoa que se encontra em um momento de dificuldade? Dando esperança a ela! É exatamente isso o que Pedro trata de fazer logo no início de sua Carta. Todavia, a mensagem de Pedro não se baseia no otimismo humano, resultado da utopia terrena ou da confiança pessoal. É uma esperança viva, decorrente da nova vida em Cristo. Essa é a razão pela qual Pedro é chamado de o apóstolo da esperança. Ainda hoje, o teor da Carta em estudo permanece relevante. A pós-modernidade, época em que vivemos, é marcada pelo desespero, ausência de sentido e vazio existencial. Nesse período em que os valores propagados pelo cristianismo bíblico são sistematicamente atacados, encontramos no texto do apóstolo Pedro uma mensagem verdadeiramente esperançosa. A salvação produz esperança legítima e alegria verdadeira, e capacita espiritualmente o crente para enfrentar os sofrimentos e desafios deste mundo.

 

 

 

Orientação Pedagógica

 

Prezado(a) professor(a), o educador por excelência deve ser capaz de contextualizar o ensino para o seu próprio tempo. Segundo Silas Daniel, "o princípio da contextualização consiste em aplicar um texto bíblico à nossa realidade, e para isso é preciso pinçar fatos seculares para submetê-los ao escrutínio da Palavra de Deus.". Desse modo, na presente lição, além de proporcionar aos alunos uma visão sobre a situação do mundo na época em que a Carta foi escrita, devemos aplicar o ensinamento para os nossos dias. Para isso, é recomendável destacar as características do tempo presente denominado de pós-moderno, enfatizando que por ser atemporal, as Escrituras oferecem respostas contundentes para os desafios de hoje.

 

TEXTO BÍBLICO

 

1 Pedro 1.3-12

3        Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos,

4        para uma herança incorruptível, incontaminável e que se não pode murchar, guardada nos céus para vós

5        que, mediante a fé, estais guardados na virtude de Deus, para a salvação já prestes para se revelar no último tempo,

6        em que vós grandemente vos alegrais, ainda que agora importa, sendo necessário, que estejais por um pouco contristados com várias tentações,

7        para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória na revelação de Jesus Cristo;

8        ao qual, não o havendo visto, amais; no qual, não o vendo agora, mas crendo, vos alegrais com gozo inefável e glorioso,

9        alcançando o fim da vossa fé, a salvação da alma.

10      Da qual salvação inquiriram e trataram diligentemente os profetas que profetizaram da graça que vos foi dada,

11      indagando que tempo ou que ocasião de tempo o Espírito de Cristo, que estava neles, indicava, anteriormente testificando os sofrimentos que a Cristo haviam de vir e a glória que se lhes havia de seguir.

12      Aos quais foi revelado que, não para si mesmos, mas para nós, eles ministravam estas coisas que, agora, vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho, para as quais coisas os anjos desejam bem atentar.

 

INTRODUÇÃO

 

Como tivemos a oportunidade de estudar na primeira lição, o contexto em que a Primeira Carta de Pedro foi escrita era desolador para os cristãos. Além de serem menosprezados socialmente, como se fossem uma classe inferior, exatamente por repudiaram a cultura e os costumes da época, os seguidores de Cristo eram hostilizados e violentamente perseguidos, principalmente por cidadãos e vizinhos não crentes. Esse contexto desfavorável fazia brotar no coração daqueles cristãos sentimentos de marginalização, desprezo e até mesmo desânimo. Era preciso revigorar neles a esperança viva e a alegria verdadeira decorrentes da salvação em Cristo. Pedro faz isso logo no início da sua Carta, tema do estudo de hoje!

 

 

 

I - GERADOS PARA UMA VIVA ESPERANÇA

 

  1. Vida nova, esperança viva.

Pedro introduz sua Carta com um ato de gratidão, bendizendo a Deus por ter nos gerado novamente para uma viva esperança (1.3). Ninguém é capaz de nascer espiritualmente pelos seus próprios méritos (Jo 3.3-9). Fomos regenerados e temos entrada na vida cristã, por causa da misericórdia divina. É a partir do reconhecimento desta graça que o crente deve encontrar sua identidade e encarar os dilemas da vida. Isso nos instiga a não olharmos o mundo e as lutas diárias pela perspectiva do velho homem, que é dominado pelo pecado e sufocado pelo mundo, e que só conduz ao desespero e desânimo. Em vez disso, temos agora uma esperança viva. Muito mais que uma expectativa que pode enfraquecer com tempo, esta esperança é cheia de vida, sempre renovada, que se fundamenta na confiança inabalável em Deus. A esperança cristã não é um conceito teórico ou o mero otimismo humano; é a confiança plena na providência divina. Ela implica tanto esperar confiantemente o futuro preparado pelo Senhor, quanto vivenciá-la hoje como um estilo de vida. Portanto, a esperança dos crentes não é algo que diz respeito somente à vida eterna, mas como desfrutamos dela no tempo presente.

 

  1. Porque Ele vive, podemos crer.

Não é sem sentido que esta nova vida em esperança, escreve Pedro, se deu "pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos" (v.3). Este acontecimento histórico é a base da confiança dos salvos. Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação e fé (1 Co 15.14). Mas, uma vez que Ele ressurgiu dentre os mortos ao terceiro dia, podemos confiar. Como diz a bela letra do Hino 545: "Porque Ele vive, posso crer no amanhã. Porque Ele vive, temor não há. Mas eu bem sei, eu sei que a minha vida. Está nas mãos do meu Jesus, que vivo está".

 

Muitas pessoas se frustram por depositarem as esperanças no dinheiro, na política ou na capacidade humana, pois tudo isso não passa de ilusão. Enquanto o ceticismo, o ateísmo, o existencialismo e as demais filosofias humanas que emergem da pós-modernidade não conseguem fornecer um fundamento de esperança real para as pessoas, a fé cristã, com os olhos voltados para a cruz, dá significado e perspectiva de futuro a todos quantos recebem a salvação em Cristo.

 

 

 

  1. Uma herança superior.

A seguir, o "apóstolo da esperança" revela que a salvação aponta para uma herança sublime, com três atributos especiais: ela é incorruptível, incontaminável e não pode murchar (v.4). Trata-se de uma herança incomparável, imensamente mais valiosa que os bens e os tesouros deste mundo, os quais perecem, são maculados e desintegram facilmente (Tg 5.1-3; Lc 12.19,20). Por meio desta palavra, o Espírito de Deus quer mostrar ao cristão quão precioso é estar em Cristo e aguardar nEle as bênçãos celestiais da salvação (Cl 3.24; Ef 1.18).  Deus nos concedeu uma herança indestrutível que nem o mundo ou as condições desfavoráveis podem abalar.

 

Pense

Não confunda autoajuda com esperança cristã. Pela autoajuda, o homem olha para dentro de si em busca de respostas. Na esperança, olhamos para Jesus, autor e consumador da fé.

 

Ponto Importante

A fé cristã dá significado à vida e perspectiva de futuro a todos quantos recebem a salvação em Cristo.

 

II - A ALEGRIA DA SALVAÇÃO

 

 

 

  1. Alegria no sofrimento.

A salvação não produz somente uma herança futura, mas também alegria presente (v.6). Enquanto vive nesta terra, o cristão pode desfrutar de todas as suas bênçãos, inclusive a alegria verdadeira (Sl 35.9; 68.3; 1 Ts 5.16). Esta alegria não se confunde com um estado de euforia ou com um sentimento de prazer passageiro. A alegria resultante da salvação não é um fim em si mesma, mas sim o contentamento que advém da transformação interior e da comunhão que o crente tem com Deus. É uma alegria espiritual profunda (Lc 1.46,47; At 16.34; 1 Pe 4.13). Isto não significa de modo algum que o cristão esteja isento de passar por momentos difíceis na vida. Pelo contrário, até importa, diz Pedro, estar contristados com várias provações. Seu objetivo era preparar e encorajar o coração daqueles irmãos para os momentos de turbulência.

 

O homem sem Deus persegue sem sucesso algum tipo de alegria para a sua vida. Mas, alegria não pode ser achada; nós que somos achados por ela.

 

  1. A fé que é provada.

As perseguições que os cristãos daquela época suportaram eram intensas devido ao compromisso com Cristo. Pedro tinha convicção disso, assim como sabia que a tendência da perseguição era aumentar com o tempo. Considerando que os valores de Cristo se contrastam com os do mundo, os discípulos de Jesus serão hostilizados e perseguidos sempre que se mantiverem fiéis aos ensinos do Mestre. Em nossos dias, apesar de possuirmos uma ampla liberdade religiosa, todo aquele que se submete ao senhorio de Cristo também é passível de ser hostilizado, perseguido ou tratado com indiferença. Apesar de tudo, não devemos nos sentir atemorizados, pois sabemos que Deus está conosco em qualquer circunstância. Além disso, o sofrimento do crente por causa do Evangelho é proveitoso. Em outras palavras, o sofrimento do cristão é uma forma de testar a sua fé. Assim como o ouro é provado e depurado pelo fogo, reluzindo ainda mais, a provação na vida do crente ajuda a remover as impurezas e redunda em louvor, honra e glória.

 

  1. Cristo, o motivo da alegria cristã.

O júbilo do cristão está alicerçado em Cristo, mediante a fé (v.5). Ele é a razão da nossa alegria. Da mesma maneira que os destinatários da carta não chegaram a ver Jesus pessoalmente, mas o amavam e nEle se alegravam, assim somos nós. Enquanto o mundo valoriza e se satisfaz somente com aquilo que se pode ver e tocar, submersos nessa cultura materialista e hedonista, o jovem cristão exulta por causa da fé! Mas não se trata de um pensamento positivo, mas uma fé com firme fundamento e convicção profunda (Hb 11.1), que produz uma alegria inefável e repleta de glória.

 

Pense

À luz das Escrituras, a alegria não é uma conquista, é uma dádiva. O ser humano pode forçar um sorriso, mas somente a graça de Deus proporciona contentamento ao coração.

 

Ponto Importante

A salvação não produz somente uma herança futura, mas também alegria presente. Então, desfrute-a!

 

III - A MARAVILHOSA SALVAÇÃO

 

  1. O propósito da fé.

Apesar do contentamento que o cristão pode desfrutar nesta terra, o propósito central da fé é a salvação da alma (v.9). Os leitores da epístola, assim como nós, não poderiam perder o foco da redenção proporcionada por Cristo Jesus. Afinal, tanto no Velho quanto no Novo Testamento a doutrina da salvação ocupa um lugar especial nas Escrituras, tendo sido tratada de maneira diligente pelos profetas que falaram desta graça. É essencial, portanto, atentarmos para esta tão grande salvação, como bem alerta a Carta aos Hebreus (Hb 2.3). Isso significa valorizar a morte dolorosa e vicária de Cristo no Gólgota, assim como exercê-la com temor e tremor (Fp 2.12), com uma conduta digna de alguém que foi justificado e absolvido da condenação eterna. 

 

  1. A salvação é pela graça.

O verso 10 deixa transparecer que a salvação é pela graça (gr. charis). É esta benevolência da parte de Deus que possibilita ao homem ter os seus pecados perdoados e o nome escrito no Livro da Vida. O apóstolo Paulo também reforça esta verdade ao escrever: "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef 2.8). A salvação, nesse sentido, não se deve ao mérito, às obras ou à capacidade do homem (Rm 11.6). A graça salvadora é uma bênção abrangente. Além de ser uma provisão do Senhor para com o indigno transgressor da sua lei (cf. Rm 3.9-26), ela convida, convence, e capacita o pecador a ir ao encontro de Cristo. Mas não se trata de uma força irresistível, como defende certo segmento religioso, até porque isso seria um contrassenso. A graça de Deus é uma oferta benevolente, cabendo ao pecador, de maneira voluntária, aceitá-la ou não.

 

  1. A salvação profetizada.

Seguindo seu raciocínio, Pedro destaca que a vinda de Cristo era um cumprimento profético. As dores e a glória do Filho de Deus já haviam sido reveladas aos profetas, por meio do Espírito Santo. Com efeito, da mesma maneira que o sofrimento se cumpriu, a glória também há de ser efetivada. Esta confiança está alicerçada no fato de que a Palavra de Deus não volta vazia (Is 55.11).

 

Pense

O crente não foi salvo para ser feliz. É feliz porque é salvo!

 

Ponto Importante

Apesar do contentamento que o cristão pode desfrutar nesta terra, o propósito central da fé é a salvação da alma.

 

SUBSÍDIO

"Nascer de novo (1 Pe 1.17-25)

Jesus quem disse isso primeiro: "Necessário vos é nascer de novo" (Jo 3.7). Mas Pedro pode nos dar a melhor explicação, encontrada nas Escrituras, do impacto do nascer de novo. Em uma passagem curta e vigorosa, ele falou sobre o custo na nossa nova vida, da sua natureza e da diferença que ela faz. O "custo" é o precioso sangue, o preço pago para que possamos ter uma nova vida. Por natureza, a nossa vida é imperecível. E a diferença que isso faz é tão grande quanto a diferença entre a noite e o dia.

 

  1. B. Philips nos ajuda a compreender a natureza da nossa nova vida em sua paráfrase de 1 Pedro 1.23: "Deus nos deu a sua própria herança indestrutível". A nossa vida é a própria vida de Deus, fundida permanentemente à nossa personalidade humana. Toda carne é como a erva, perecível. A nova vida que recebemos de Deus é permanente, uma fonte inesgotável de existência e vitalidade espiritual" (RICHARDS, Lawrence O. Comentário Devocional da Bíblia. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p. 964).

 

 

 

CONCLUSÃO

 

Como aprendemos nesta lição, na primeira seção da sua carta, Pedro leva aos seus leitores uma mensagem de ânimo e confiança em Deus. Mesmo enfrentando perseguições, estes crentes podiam se lembrar da graça de Deus e continuar a viver conforme a sua vontade. "Desfrutem da alegria na esperança da salvação" é a mensagem de Pedro que ecoa na primeira seção da sua epístola. Assim como os irmãos daquela época, somos inspirados pela Palavra a encontrarmos a legítima alegria que advém da nova vida em Cristo. Em tempos de desânimo e desespero, os salvos têm razões para viver de maneira esperançosa e alegre.

 

HORA DA REVISÃO

 

1) Como o apóstolo Pedro introduz a sua Carta?

Com um ato de gratidão, bendizendo a Deus por ter nos gerado novamente para uma viva esperança.

 

2) Quais as características da herança dos salvos?

Ela é incorruptível, incontaminável e não pode murchar (1.4).

 

3) Com o que a alegria decorrente da salvação não se confunde?

Não se confunde com um estado de euforia ou com um sentimento de prazer passageiro.

 

4) De acordo com a Primeira Carta de Pedro, qual o propósito da nossa fé?

A salvação da nossa alma (1.9).

 

5) Por que a graça de Deus é uma bênção abrangente?

Além de ser uma provisão do Senhor para com o indigno transgressor da sua lei (cf. Rm 3.9-26), ela convida, convence, e capacita o pecador a ir ao encontro de Cristo.

 

 

Lição 3 - Vivendo em Santidade e Integridade

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Classe: Jovens | Trimestre: 3° de 2019 | Revista: Professor | Fonte: Lições Bíblicas de Jovens, CPAD

 

TEXTO DO DIA

"Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver, porquanto escrito está: Sede santos, porque eu sou santo." (1 Pe 1.15,16)

 

SÍNTESE

A santidade de Deus, o atributo da sua perfeição moral, é a razão que nos inspira ao vivermos de maneira santa e íntegra neste mundo.

 

Agenda de leitura

SEGUNDA - Êx 39.30: Santidade ao Senhor

TERÇA - 1 Ts 3.13: Irrepreensíveis em santidade

QUARTA - 1 Ts 4.7: Chamados para a santificação

QUINTA - 1 Ts 4.3: Santificação, a vontade de Deus

SEXTA - Js 3.5: Santificai-vos para sempre

SÁBADO - Ap 5.10: Feitos reis e sacerdotes

 

Objetivos

I - COMPREENDER os conselhos de Pedro para uma vida de santidade;

II - REFLETIR a respeito do mandamento divino para sermos santos em toda nossa maneira de viver;

SABER acerca do fundamento e da natureza da Igreja.

 

 

 

Interação

Depois de falar sobre a esperança da salvação, Pedro exorta os leitores da sua Carta para uma vida de santidade. O apóstolo estava preocupado com a salvação dos crentes, mas também com a santidade e integridade moral deles. Afinal, uma coisa está intimamente ligada à outra. Em nossos dias, falar em santificação parece algo antiquado e politicamente incorreto. Para os relativistas morais da pós-modernidade, ninguém deve dizer a outra pessoa como se comportar em termos éticos, pois cada um possui o seu próprio conceito do certo e do errado, sobrando pouco espaço para falar de retidão, caráter e virtudes morais. Em meio ao caos moral da presente era, o chamamento dos cristãos à santidade pelo apóstolo Pedro mostra-se altamente relevante.

 

Orientação Pedagógica

Estimado (a) professor (a), nesta lição teremos a oportunidade de ensinar aos nossos alunos a respeito da santidade e santificação. Recorde que, segundo a Bíblia, a santificação refere-se ao estado daqueles que foram salvos por Cristo (1 Co 6.11; Cl 2.10; Hb 10.10), mas também ao processo de contínuo aperfeiçoamento dos crentes (2 Co 7.1). Além disso, se possível, esclareça o significado das palavras santidade, santificação, santificar, santíssimo, santo e santuário, utilizando o quadro abaixo:

 

 

 

TERMOS

TERMOS

REFERÊNCIA

Santidade

Qualidade daquilo ou daquele que é santo.

Êx 15.11

 

Santificação

 

 Ato ou efeito de santificar.

 

Rm 6.19

Santificar

 

 Tornar sagrado, separado, consagrado; fazer santo.

Js 3.5

Santíssimo

 

Muito santo; santo dos santos.

Jd v.3

Santo

 

Sagrado; separado, que vive de acordo com a lei divina.

1 Pe 1.16

Santuário

Lugar consagrado, santo, preparado para adoração.

Lv 19.30

 

Texto bíblico

1 Pedro 1.13-16; 22-25

 

13      Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo,

14      como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância;

15      mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver,

16      porquanto escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.

22      Purificando a vossa alma na obediência à verdade, para caridade fraternal, não fingida, amai-vos ardentemente uns aos outros, com um coração puro;

23      sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva e que permanece para sempre.

24      Porque toda carne é como erva, e toda a glória do homem, como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor;

25      mas a palavra do Senhor permanece para sempre. E esta é a palavra que entre vós foi evangelizada.

 

1 Pedro 2.9,10

9        Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;

10      vós que, em outro tempo, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia.

 

INTRODUÇÃO

Para muitos estudiosos, a Primeira Carta de Pedro, além de "Epístola da Esperança", também poderia ser chamada de "Epístola da Vida Santa", pois enfatiza a importância da santidade após o novo nascimento. Uma vez que os crentes foram agraciados pela salvação, e adquiriram uma esperança viva, agora devem dar mostras da nova vida por meio de uma conduta íntegra. Apesar de remeter à ideia de separação e consagração, santidade não significa isolamento social ou afastamento de outras pessoas. Os salvos testificam que são santos vivendo de acordo com a vontade de Deus, e interagindo em uma sociedade contaminada pelo pecado. Isso exige ter contato com o mundo. Por tal razão, faz todo o sentido a oração de Jesus acerca dos seus discípulos: "Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal" (Jo 17.15). Como isso em mente, aprenderemos nesta lição a respeito do santo estilo de vida dos salvos.

 

 

 

I - CONSELHOS PARA UMA VIDA DE SANTIDADE

A palavra "portanto" empregada por Pedro em 1.13 conecta o raciocínio anterior com o tema a seguir apresentado. Assim, o apóstolo apresenta três conselhos para uma vida de santidade:

 

  1. Prepare a mente.

A expressão "cingindo os lombos do vosso entendimento" tem um sentido metafórico; remete à prática da época de amarrar a vestimenta acima da cintura para ficar pronto para a ação. O conselho é que os crentes preparem as suas mentes, a fim de poderem pensar adequadamente e com profundidade nas coisas de Deus. Isso porque a santificação abrange primeiramente a mente, o centro das decisões e das faculdades da pessoa. Quando aceitamos Cristo, em arrependimento, passamos por um processo de conversão, do grego metanoia (At 3.19), que significa mudança de pensamento. Por isso, Paulo diz que temos a mente de Cristo! (1 Co 2.16).

 

Quando preparamos e entregamos a mente para o Senhor, deixamos que Ele seja o guia das nossas decisões. Obviamente, ainda assim, não podemos impedir que determinados pensamentos entrem em nossa mente. Nesse caso, Stan Toler, na obra Repense a Vida, aconselha que "tudo que podemos fazer é administrá-lo quando já se é um pensamento negativo, pecador e destrutivo, podemos prendê-lo, rejeitá-lo e lançá-lo fora da mente. Se é um pensamento positivo, santo e produtivo, podemos detê-lo, meditar sobre ele e aplicá-lo à vida. O pecado não acontece quando temos um pensamento passageiro, mas quando nos concentramos em um pensamento pecador em vez de expulsá-lo".

 

A verdadeira santidade requer a compreensão daquilo que estamos fazendo ou deixando de fazer. Agir pela simples obrigatoriedade, sem saber a razão, não é santidade, é mera religiosidade farisaica! Uma mentalidade regenerada pelo Senhor nos habilita a entender a importância de uma vida íntegra e sincera.

 

  1. Seja sóbrio.

Pedro também assevera que o cristão deve ser sóbrio, ou seja, ter domínio próprio, autocontrole, pois a vida cristã é incompatível com os excessos. Além de significar ao crente abster-se da embriaguez, a sobriedade refere-se também ao viver com moderação, em constante equilíbrio (Ef 5.18; Rm 12.3). Tal virtude deve ser uma característica dos salvos, porquanto as Escrituras assim nos exortam reiteradamente (1 Ts 5.6; 2 Tm 4.5). Aplicada ao consumo, a santificação promove na vida do crente uma postura contracultural, no sentido de rejeitar e se afastar da cultura dominante que valoriza a moda e tudo aquilo que é supérfluo. O consumo santificado significa apartar-se do modelo consumista em curso na sociedade contemporânea, e desenvolver um estilo de vida frugal, com hábitos de consumo santos, disciplinados pelo fruto do Espírito (Gl 5.22).

 

  1. Espere na graça.

A santificação envolve ainda esperar inteiramente na graça. Diante do contexto sombrio a que estavam submetidos, os destinatários são encorajados a olharem para frente e aguardarem em Deus. Isso não é passividade, é paciência: o ato de confiar na providência divina.

 

Vivemos em uma cultura imediatista e acelerada, na qual as pessoas perderam o hábito de esperar. "Tudo ao mesmo tempo e agora" é um dos slogans que caraterizam a sociedade contemporânea. O adoecimento emocional e psíquico que acomete boa parte da população de hoje é em grande parte consequência da ansiedade descontrolada. Portanto, a espera confiante em Deus, além de preparar o coração para o futuro, contribui para que o crente tenha uma vida emocionalmente saudável.

 

Pedro também assevera que o cristão deve ser sóbrio, ou seja, ter domínio próprio, autocontrole, pois a vida cristã é incompatível com os excessos.

 

II - A ORDEM DA SANTIDADE

 

 

 

  1. Filhos obedientes e inconformados.

Considerando que a santificação se prova com ações reais, somos exortados como "filhos da obediência' (ARA) a ter um padrão de conduta exemplar. Tal expressão, comum naquele tempo, é uma maneira de dizer "que nossas vidas são caracterizadas por um obediência contínua ao Senhor e à sua Palavra", como bem observou o teólogo pentecostal Stanley Horton. A prova dessa obediência sincera é a inconformidade com o mundo (Rm 12.2) e com as concupiscências - os desejos e as paixões carnais da antiga vida. Quando a santidade de Deus molda o nosso caráter, não nos conformamos com o pecado. Ainda que o cristão esteja sujeito a uma batalha interna contra a carne (Rm 7.20), não deve achar normal cometer qualquer tipo de pecado, muitas vezes sob a justificativa do "não tem problema".

 

  1. O imperativo da santidade.

O apóstolo Pedro reitera uma ordem divina: Sede santos, porque eu sou santo! (Lv 11.44; 19.2). A santidade não é uma opção na vida cristã. É um imperativo para nos tornarmos cada vez mais parecidos com aquele que nos chamou (Sl 99.9; Ap 4.8). A santidade é o atributo moral de Deus. Nenhum outro atributo divino é tão solenizado nas Escrituras como esse: "Não há santo como é o SENHOR; porque não há outro fora de ti" (1 Sm 2.2).

 

Muitos concebem a santidade como algo bastante severo e até mesmo opressor, resultado do esforço humano. Longe disso, a santificação decorre da ação libertadora e transformadora de Deus em nós. Quando o Senhor nos ordena à santidade, na verdade está querendo que o deixemos trabalhar em nós, corrigindo, guiando e purificando as nossas vidas (Jo 17.17; 1 Ts 5.23). A santificação não decorre do mérito do homem, mas da graça de Deus. Mas este processo requer a disposição e a cooperação do indivíduo (1 Jo 3.3). O Espírito Santo é o agente da santificação (Rm 1.4) e a Palavra de Deus, o instrumento (Jo 17.17).

 

  1. Santidade que gera integridade.

Vale notar que a santidade não envolve somente uma área de nossas vidas, mas se aplica a toda a nossa maneira de viver. Isso porque santidade tem a ver com integridade; santificação produz uma conduta autêntica, honesta e virtuosa, que afasta o salvo das práticas reprováveis. Nas palavras de John Eldredge: "Você não consegue se tornar íntegro sem se tornar santo, nem pode se tornar santo sem se tornar íntegro. As duas coisas andam juntas". Por esse motivo, logo adiante, Pedro apresenta uma lista de cincos vícios morais que os cristãos devem deixar: malícia, engano, fingimentos, invejas e murmurações (2.1).

 

  1. A razão da nossa santidade.

Depois de recomendá-los a uma vida de temor a Deus (v.17), Pedro faz recordar da razão para uma conduta digna por parte do crente. Não fomos resgatados por ouro e prata, e sim pelo precioso sangue de Jesus (v. 18,19). Que maravilha sabermos que a nossa salvação não está firmada em coisas perecíveis e passageiras, mas sim no sangue do Filho de Deus.

 

III - A NATUREZA DA IGREJA

 

  1. Cristo, a pedra de esquina.

No início do capítulo 2, Pedro reflete sobre a natureza da Igreja de Cristo. Numa interpretação distorcida de Mateus 16.18, muitos acreditam que Pedro seja o fundamento da Igreja. Mas enquanto Pedro é um pedra pequena, por isso também chamado de Cefas, Jesus é a rocha sobre a qual a Igreja está edificada. A metáfora da pedra de esquina é uma referência direta a Cristo. Naquele tempo, pedra de esquina ou pedra angular era a mais importante de uma construção, aquela que ficava na base e dava a direção do edifício. Logo, a base sobre a qual a Igreja está edificada não é o apóstolo, mas o próprio Senhor Jesus. Ele é a pedra principal, o firmamento espiritual da sua Igreja. Através dele nos tornamos pedras vivas (v.5). Embora rejeitada pelos homens incrédulos e desobedientes, Ele é a rocha eleita e preciosa para os crentes (v. 6,7).

 

 

 

  1. Igreja, o povo eleito de Deus.

O objetivo do apóstolo é demonstrar que os crentes encontram-se numa posição privilegiada: "Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido [...]"(v.9). Tais designações, anteriormente aplicadas à nação de Israel, referem-se agora à Igreja. Na antiga aliança, a nação de Israel foi eleita para ser um canal de bênção para as demais nações (Gn 12.3). Mas, devido à sua desobediência e fracasso, Deus faz surgir um novo povo, formado por todos aqueles que creram em Cristo e em sua obra salvadora, sejam judeus, sejam gentios (Ef  2.14). A missão desse povo é anunciar as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz (2.9).

 

A expressão geração eleita evidencia que, em termos bíblicos, a eleição para a salvação não é só individual, mas também corporativa (cf. 2 Ts 2.13), sempre por intermédio de Cristo. A nossa eleição vem de Deus: "sabendo, amados irmãos, que a vossa eleição é de Deus" (1 Ts 1.4)

 

  1. Sacerdócio real.

Ao dizer que somos o sacerdócio real, Pedro destaca que, enquanto o ofício de sacerdote era privilégio dos membros da tribo de Levi, na Nova Aliança a Igreja ocupa a posição de sacerdócio real. Portanto, não precisamos de mediadores entre nós e Deus. A Reforma Protestante revigorou a doutrina do sacerdócio de todos os crentes, no sentido de que cada cristão tem livre acesso à presença do Pai, tendo como único mediador o Senhor Jesus Cristo (1 Tm 2.5).

 

Pedro faz recordar da razão para uma conduta digna por parte do crente. Não fomos resgatados por ouro e prata, e sim pelo precioso sangue de Jesus.

 

SUBSÍDIO 1

 

A Importância da Santificação

"[...] Embora o homem tenha a propensão ao pecado em decorrência da Queda, as Escrituras deixam entrever que após salvação em Cristo, o crente, por obra do Espírito Santo, passa por um processo de santificação. Antônio Gilberto lembra que a santificação possui dois aspectos. O primeiro é a santificação posicional, que ocorre mediante a fé por ocasião do novo nascimento (1 Co 1.2; Hb 10.10; Cl 2.10; 1 Jo 4.17; Fp 1.1). O segundo é a santificação progressiva (1 Pe 1.15,16; 2 Co 7.1; 3.17,18), pela qual estamos em processo constante de santificação. Em Hebreus 10.10,14 essa verdade é enfatizada, declarando o processo contínuo de santificação em nosso viver aqui e agora proveniente de tal posição: 'sendo santificados'.

 

Antônio Gilberto lembra ainda que a santificação deve ocorrer em 'todo o vosso espírito, e alma, e corpo' (I Ts 5.23), significando que 'devemos ser santos em nosso viver, e em nossa conduta - isto é, em nosso caráter, internamente -, e em nosso proceder, externamente'. Nossa vida natural, diz ele, é uma série diuturna de hábitos, práticas e costumes, que podem ser bons ou maus, ou um misto dos dois. E evidente que um povo santo, porque pertence a Deus, deve ter costumes santos" (NASCIMENTO, Valmir. O Cristão e a Universidade: Um Guia para a Defesa e o Anúncio da Cosmovisão Cristã no Ambiente Universitário. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2016, p. 241).

 

SUBSÍDIO 2

 

A Metáfora da Pedra ou do Templo (2.4-8)

"Antes de aplicar essa imagem a seus leitores, Pedro aplica-a a Jesus. Ao responder ao chamado de Deus, seus leitores vieram a Ele, a 'pedra viva'. Essa descrição de Jesus pode parecer estranha aos ouvidos modernos. No entanto, escrita por alguém que teve seu nome mudado por Jesus, de Simão para Cefas (em aramaico) = Pedro (em grego) = Pedra (como em João 1.42) e que havia ouvido Jesus falar de si mesmo, em termos do Antigo Testamento, como sendo uma pedra que os edificadores rejeitaram (Mc 12.10-12; cf. Sl 118.22), essa metáfora torna-se bastante apropriada e significativa. Pedro qualifica essa pedra como "viva", não só? deixando bem claro que está escrevendo metafórica e espiritualmente, mas talvez aludindo até à ressurreição de Jesus dos mortos (1.3,19-21). Desenvolve essa alusão à morte e ressurreição de Jesus ao descrevê-lo como 'rejeitado pelos homens' e, ao mesmo tempo, como eleito por Deus e precioso.

 

[...] Não só? Jesus é uma pedra viva, mas os leitores de Pedro também são 'como pedras vivas', uma descrição que indica sua intima identificação com o Senhor' (Comentário Bíblico Pentecostal. Novo Testamento. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p. 1705).

 

CONCLUSÃO

 

Como vimos nesta lição, para os salvos a santidade nunca sai de moda. Mesmo em tempos de relativismo moral e inversão de valores, nós cristãos temos a responsabilidade de sermos santos em toda a nossa maneira de viver. Isso porque, a santificação verdadeira leva a uma vida íntegra, a ser testemunhada em todas as esferas da sociedade. Não podemos nos esquecer que fazemos parte não de um clube social ou de uma associação religiosa, e sim da Igreja de Cristo, o povo eleito de Deus.

 

HORA DA REVISÃO

 

1) Qual o sentido da expressão "cingindo os lombos do vosso entendimento"?

A expressão tem um sentido metafórico; remete à prática da época de amarrar a vestimenta acima da cintura para ficar pronto para a ação. Em nossos dias, possui a mesma acepção de "arregaçar as mangas".

 

2) Qual a principal razão pela qual os crentes devem ser santos?

Porque Deus é santo (1 Pe 1.15, 16).

 

3) O que era uma pedra de esquina?

Pedra de esquina ou pedra angular era a mais importante de uma construção, aquela que ficava na base e dava a direção do edifício

 

4) Quais são os cinco vícios morais que Pedro aponta em sua Primeira Carta?

Malícia, engano, fingimentos, invejas e murmurações (1 Pe 2.1).

 

5) Conforme a lição, qual doutrina foi revigorada na Reforma Protestante?

A doutrina do sacerdócio de todos os crentes, no sentido de que cada cristão tem livre acesso à presença do Pai, tendo como único mediador o Senhor Jesus Cristo (1Tm 2.5)

 

Lição 4 - O Relacionamento do Cristão com o Estado e com os Superiores

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Classe: Jovens | Trimestre: 3° de 2019 | Revista: Professor | Fonte: Lições Bíblicas de Jovens, CPAD

TEXTO DO DIA

 "Sujeitai-vos, pois, a toda ordenação humana por amor do Senhor; quer ao rei, como superior; quer aos governadores, como por ele enviados para castigo dos malfeitores e para louvor dos que fazem o bem." (1 Pe 2.13,14)

 

SÍNTESE

As Escrituras ensinam que o cristão deve se submeter às autoridades constituídas, porque toda autoridade provém de Deus, com o propósito de punir o mal e beneficiar a vida em sociedade.

 

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA - Rm 13.1-6: Obedecendo às autoridades superiores

TERÇA - Lc 20.19-25: Jesus e a questão do tributo romano

QUARTA - 1 Tm 2.1,2: Orando pelas autoridades

QUINTA - At 5.27-29: Importa obedecer a Deus

SEXTA - Rm 7.15-25: A luta interna do ser humano

SÁBADO - Mt 5.44: Amando os inimigos

 

OBJETIVOS

I - CONSCIENTIZAR de que a conduta exemplar do cristão requer a abstinência das paixões carnais;

III - CONHECER a maneira adequada de se relacionar com o Estado e com as autoridades constituídas;

III - MOSTRAR o padrão bíblico do relacionamento do crente com os seus superiores.

 

Interação

 

A Primeira Epístola de Pedro contém recomendações para a vida devocional, mas também para a vida pública. Nesta segunda parte de sua Carta, ele oferece verdadeiros princípios sobre como o cristão, enquanto cidadão deste mundo, deve se relacionar com as autoridades e superiores hierárquicos. Tais princípios são atemporais, oferecendo hoje diretrizes valiosas para a participação política e interação dos seguidores de Cristo com o Estado. Saber aplicar corretamente tais princípios é essencial para o testemunho público da Igreja, pois, do contrário, a Igreja corre o risco de adotar um modelo de envolvimento inadequado com o poder público, seja de completa subordinação ou de tentativa de dominação a ele. Desse modo, considerando que a desilusão com a política e com o poder público são características do tempo presente, assim como a secularização - que visa afastar os crentes da esfera pública, esta lição é propícia para conscientizar os jovens crentes sobre temas como engajamento político, cidadania cristã, democracia e participação profética no processo eleitoral.

 

 

 

Orientação Pedagógica

 

Prezado (a) professor(a), o que você acha de usar no Tópico II desta lição a dinâmica "tempestade de ideias"? Para tal, peça que os alunos opinem a respeito dos desafios do relacionamento do cristão com o Estado. Registre as ideias em um painel ou lousa, sem censurá-las. Essa atividade deve demorar aproximadamente 5 a 10 minutos. Na sequência, à luz do conteúdo da lição, e com base em outras pesquisas sobre o tema, explique como tais desafios podem ser vencidos segundo os princípios bíblicos.

 

VEJA TAMBÉM:

Lição 1 - As cartas de Pedro: vivendo em esperança e firmados na verdade – Clique Aqui

Lição 2 - Desfrutando a Alegria na Esperança da Salvação – Clique Aqui

Lição 3 - Vivendo em Santidade e Integridade – Clique Aqui

 

 

Texto bíblico

1 Pedro 2.11-23

11      Amados, peço-vos, como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências carnais, que combatem contra a alma,

12      tendo o vosso viver honesto entre os gentios, para que, naquilo em que falam mal de vós, como de malfeitores, glorifiquem a Deus no Dia da visitação, pelas boas obras que em vós observem.

13      Sujeitai-vos, pois, a toda ordenação humana por amor do Senhor; quer ao rei, como superior;

14      quer aos governadores, como por ele enviados para castigo dos malfeitores e para louvor dos que fazem o bem.

15      Porque assim é a vontade de Deus, que, fazendo o bem, tapeis a boca à ignorância dos homens loucos;

16      como livres e não tendo a liberdade por cobertura da malícia, mas como servos de Deus.

17      Honrai a todos. Amai a fraternidade. Temei a Deus. Honrai o rei.

18      Vós, servos, sujeitai-vos com todo o temor ao senhor, não somente ao bom e humano, mas também ao mau;

19      porque é coisa agradável que alguém, por causa da consciência para com Deus, sofra agravos, padecendo injustamente.

20      Porque que glória será essa, se, pecando, sois esbofeteados e sofreis? Mas, se fazendo o bem, sois afligidos e o sofreis, isso é agradável a Deus.

21      Porque para isto sois chamados, pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas,

22      o qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano,

23      o qual, quando o injuriavam, não injuriava e, quando padecia, não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente,

 

INTRODUÇÃO

 

Nesta seção de sua carta, Pedro passa a tratar de aspectos práticos da vida cristã, especialmente sobre deveres e responsabilidades sociais. Nitidamente, a epístola petrina demonstra a dupla cidadania dos discípulos de Cristo.  Ao mesmo tempo que somos chamados de peregrinos por causa de nossa cidadania celestial, Pedro conclama os crentes a se submeterem livremente a todas as autoridades legítimas, numa clara alusão à cidadania terrena. A mensagem que o apóstolo está transmitindo é que, não importa o tipo de governo humano, seja monarquia ou república, toda autoridade provém de Deus. Desse modo, o governo civil, assim como o tudo mais na vida, está sujeito à lei do Criador. Este é o tema da presente lição.

 

 

 

I - A CONDUTA EXEMPLAR DOS PEREGRINOS

 

  1. Abstendo-se das paixões carnais.

Em tom amoroso, Pedro se dirige aos crentes como peregrinos e forasteiros. Enquanto cidadãos de uma pátria distante, os crentes precisam abster-se das paixões carnais que guerreiam contra a alma (v.11). Abster-se aqui tem o sentido de manter-se continuamente longe, afastado dos desejos pecaminosos. Por causa da sua natureza pecadora, o homem se encontra numa luta interna da carne contra o Espírito (Gl 5.17). Se por um lado, queremos obedecer a lei moral de Deus, por outro, somos inclinados a cumprir os desejos da nossa velha natureza, conforme Paulo descreve em Romanos 7.15-25. Não obstante, isso não significa que tais desejos sejam absolutamente incontroláveis e que estejamos sujeitos somente aos nossos institutos naturais. A vitória contra o pecado começa, primeiramente, com o reconhecimento de nossas fraquezas morais. O cristão não pode se esquecer das armadilhas do seu coração (Jr 17.9,10) e que as suas percepções não são plenamente confiáveis. Somente com a ajuda do Santo Espírito o crente é capaz de vencer essa guerra interna. O segredo para vencermos os desejos pecaminosos está em andarmos segundo o mover e o poder do Espírito (Gl 5.16).

 

  1. Abstinência cristã.

A abstinência é uma virtude cristã. Uma vez exercitada, ela leva o cristão a abdicar não somente do consumos de bebidas alcoólicas e de substâncias entorpecentes, mas de toda atividade que provoque algum tipo de dependência. Numa era caracterizada pela sensualidade e por vários tipos de compulsão, inclusive de smartphones, jogos, seriados e mídias sociais, saber se privar de algumas condutas e práticas é crucial para que tenhamos uma vida de acordo com a vontade do Senhor.

 

Recomendado pelas Escrituras, o jejum é um importante hábito de abstinência (Mc 9.29; At 10.30). Apesar de negligenciado por alguns crentes e desconhecido por outros, o jejum é disciplina espiritual sadia, pela qual nos concentramos nas coisas espirituais em detrimento da vontade do nosso corpo físico.

 

  1. Exemplos de conduta.

Pedro prossegue instando os cristãos a manterem uma conduta exemplar no meio dos descrentes (v.12). Naquela altura, os discípulos de Jesus eram falsa e injustamente acusados de diversos crimes e delitos. Em vez de argumentar com palavras, eles deveriam provar a sua inocência e integridade moral por meio de uma vida exemplar, relevada nas boas obras. Afinal, ações valem mais que palavras, e do verdadeiro cristão espera-se que seja exemplo em tudo (1 Tm 4.12) e em todos os ambientes da sociedade.

 

Pense

Não deixe que pequenas derrotas contra a carne façam você perder o foco de toda a batalha espiritual.

 

Ponto Importante

Apesar de negligenciado por alguns crentes e desconhecido por outros, o jejum é disciplina espiritual sadia, pela qual nos concentramos nas coisas espirituais em detrimento da vontade do nosso corpo físico.

 

 

 

II - O CRISTÃO E O ESTADO

 

  1. Submissão às autoridades.

Seguindo o raciocínio do tópico anterior, uma importante maneira de o cristão ser exemplo é submetendo-se às autoridades constituídas. Assim como o apóstolo Paulo (Rm 13.1-3), Pedro igualmente enfatiza que toda autoridade foi estabelecida por Deus (vv.13,14). As autoridades constituídas, reis, governantes, legisladores, magistrados e outros detentores de poder, portanto, receberam de Deus delegação para exercerem suas atividades, seja para promover o bem (instituir políticas públicas, por exemplo), seja para coibir o mal (aplicar a justiça, condenar os criminosos etc). O ensino subjacente é que Deus domina sobre toda a sua criação e o objetivo desse poder é o bem de todos. Afinal, sendo um Deus amoroso, Ele zela pela ordem das coisas criadas (1 Co 14.33), pela boa convivência entre os homens (Hb 12.14) e pela obediência à sua própria lei (Jz 2.16,17).

 

  1. Obediência ao Estado.

Em nossos dias, vivendo sob um regime democrático de direito, a Igreja submete-se à autoridade e às leis emanadas do Estado. O que é o Estado? É o povo organizado política e juridicamente, que exerce sua soberania dentro de um território. Disso se denota que é incompatível com a fé cristã uma conduta de rebeldia, revolução e desrespeito à ordem pública. Por princípio, o cristão é um cidadão exemplar, pois, além de exigir os seus direitos, é cônscio dos seus deveres com a sociedade e com o poder público. Em sua conduta diária, é dever do crente atentar para o cumprimento das leis e regras impostas, não somente as de natureza penal, mas também as civis, trabalhistas, fiscais, trânsito, ambientais, eleitorais etc.

 

Todavia, considerando que a autoridade do Estado é delegada e derivada, a obediência a ele não é cega e sem limites. Jesus disse que devemos dar a César o que é de César e a Deus, o que é de Deus (Lc 20.25). A única autoridade absoluta é Deus. Logo, sempre que o governo confrontar os princípios morais e espirituais contidos nas Escrituras, o cristão deve se preocupar em obedecer mais a Deus que aos homens (At 5.27-29). Nas Escrituras e ao longo da história muitos servos de Deus foram presos ou morreram exatamente por desobedecerem a leis e a ordens injustas de reinos e governos perversos. "A lealdade ao reino de César é condicional, mas a lealdade ao Reino de Deus é absoluta" (Bíblia de Estudo Pentecostal). O seguidor de Cristo honra ao Rei, mas teme a Deus (v.17).

 

  1. Liberdade do cristão.

Independentemente da forma de governo, o cristão é livre (v.16). A liberdade é um princípio essencial no Cristianismo, e serviu de base para a formatação dos valores do mundo Ocidental. Assim, ao se submeter à autoridade do Estado, o cristão não o faz na condição de escravo, mas de pessoa livre. Todavia, a liberdade não pode ser utilizada como pretexto para a prática de atos maliciosos. Ela jamais pode conduzir ao escândalo ou como justificava para dar lugar à carne (1 Co 8.9, Gl 5.13). Ainda que sejamos livres, nem tudo nos convém (1 Co 10.23).

 

III - O CRISTÃO E OS SEUS SUPERIORES

 

 

 

  1. A submissão aos senhores.

Tendo tratado do relacionamento do salvo com as autoridades, o apóstolo passa agora ao âmbito dos relacionamentos privados. Ele admoesta os servos cristãos a se submeterem aos seus senhores (v.18). Pedro emprega o termo grego oiketai, que designava o escravo doméstico, uma espécie de empregado ou servente da casa.  A menção deles nas páginas do Novo Testamento é um claro indicativo da posição de igualdade humana que eles ocupavam na comunidade de fé (Ef 6.5; Fl 16; Gl 3.28). Enquanto a sociedade os tratava com desprezo, para os cristãos eles são irmãos em Cristo, dignos de receberem ensinamentos.

 

Numa época em que havia no Império Romano mais de 60 milhões de escravos, dentre os quais muitos cristãos, o conselho era para que eles se portassem com respeito aos seus superiores, tanto em relação aos bons quanto aos maus. Tal conselho somente pode ser compreendido pelo verdadeiro súdito do Reino de Deus, cujo padrão de comportamento é completamente inverso ao do mundo. Qualquer pessoa pode obedecer a um superior justo e humano, mas somente o cristão, por amor a Cristo, é capaz de respeitar alguém perverso e ímpio.

 

Por certo, hoje as relações de trabalho são muito diferentes. Os empregados gozam de maior liberdade e possuem uma série de direitos trabalhistas assegurados. Assim, ao aplicarmos o ensinamento de Pedro para a vida contemporânea, devemos ter em mente o princípio ali contido: submissão por amor ao Senhor (Ef 6.5). Portanto, o empregado cristão submete-se ao seu patrão ou chefe principalmente porque teme e ama a Deus.

 

  1. Seguindo os passos de Jesus.

Por que devemos ter esse tipo de comportamento? Porque temos em Jesus o melhor modelo de conduta diante do sofrimento e da perseguição. Mesmo tendo sido ultrajado, maltratado e injustiçado em nosso lugar, não revidou ou ameaçou seus algozes. É Ele quem o cristão deve imitar e seguir os passos. O seu ensinamento é claro: "[...] Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem!" (Mt 5.44). A lógica do seu Reino é diferente da dos homens, mas vale a pena trilhar os passos do Mestre!

 

  1. A crise de autoridade.

Vivemos um tempo de verdadeira crise de valores e referenciais. Uma característica nociva da pós-modernidade é exatamente a perda da noção de autoridade, com alunos que não respeitam professores, filhos que se insurgem contra os pais e jovens que confrontam diretamente os mais velhos. Esse tipo de rebeldia fragiliza os relacionamentos e provoca verdadeiro caos na sociedade. Por essa razão, o princípio da submissão à autoridade que se extrai da mensagem da carta em estudo é muito atual, servindo como valiosa diretriz para a vida em comunidade.

 

Temos em Jesus o melhor modelo de conduta diante do sofrimento e da perseguição. Mesmo tendo sido ultrajado, maltratado e injustiçado em nosso lugar, não revidou ou ameaçou seus algozes.

 

SUBSÍDIO 1

 

"A Bíblia mostra-nos que, como cristãos, podemos viver sob qualquer forma de governo. Ainda que, como estrangeiros, nossos direitos sejam limitados no que diz respeito a esse mundo. Mas enquanto cidadãos dos céus, temos uma lealdade mais elevada, e isto deve colidir com nossas responsabilidades perante os potentados terrenos. Foi o que ocorreu quando o Sinédrio ordenou a Pedro e a João a não mais pregarem no nome de Jesus. Eles foram obrigados a declarar que lhes era necessário obedecer antes a Deus que aos homens. O próprio Jesus os tinha comissionado. Por isso, não podiam deixar de contar as coisas que haviam visto e ouvido (At 4.19,20).

 

Vejamos o exemplo do próprio Cristo. Num momento difícil, Ele evitou o choque com o poder imperial romano, ao recomendar: 'Dai, pois, a César o que é de César e a Deus, o que é de Deus' (Mt 22.21). A Bíblia é muito clara ao afirmar que Deus instituiu as autoridades terrenas para que mantenham a ordem e a legalidade (Rm 13.1-7).

 

A responsabilidade do cristão, enquanto residente temporário na terra, é submeter-se de boa vontade às instituições humanas. Assim o fazemos não porque tais instituições sejam boas. Elas podem estar muito distantes do ideal bíblico. O império romano em nada diferia das ditaduras modernas. Não obstante, Pedro e Paulo exortavam aos crentes a acatarem-lhes as leis. Assim procedemos, não para agradar ao governo, mas ao Senhor" (HORTON, Stanley M. 1 e 2 Pedro: A Razão da Nossa Esperança. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, pp. 36, 37).

 

 

SUBSÍDIO 2

 

"Que vos abstenhais das concupiscências carnais (1 Pe 2.11)

Pedro dedicou o resto deste capítulo e o início do próximo para explicar como você e eu 'anunciamos as virtudes de Deus'. Basicamente, nós as anunciamos mais pela maneira como vivemos do que pelo que dizemos.

A primeira declaração de virtude que Pedro mencionou foi: 'abster-se das concupiscências carnais'. Uma tradução melhor sugere que o cristão deve romper claramente os impulsos 'os impulsos naturais' que o dominaram no passado. O adjetivo sarkikon, encontrado nesta expressão grega, sugere que os impulsos que Pedro tinha em mente não são impulsos para o pecado declarado, mas a inclinação natural de cada pessoa para preservar o seu bem-estar material e a sua individualidade. Pedro advertiu que esta preocupação com as coisas deste mundo 'combatem contra a alma'. Quanto mais nós nos preocupamos com o universo material, menos nos preocupamos com o espiritual.  As coisas desta vida devem ter pouco valor para o cristão, cujas esperanças estão fixas no retorno de Cristo" (RICHARDS, Lawrence O. Comentário Devocional da Bíblia. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p. 965).

 

CONCLUSÃO

 

É marca indelével do verdadeiro cristão o exercício da boa cidadania. O crente honra a Deus respeitando as leis do governo civil e contribuindo para o bem comum. O testemunho cristão começa em Jerusalém, mas alcança os confins do mundo (At 1.8). Assim como os cristãos primitivos abalaram o mundo de sua época, chegando a Roma, a capital política do mundo de então, ainda hoje os seguidores de Cristo tem a incumbência de agirem como sal da terra e luz do mundo, como uma religião verdadeiramente profética na esfera pública.

 

HORA DA REVISÃO

1) Por que a abstinência pode ser considerada uma virtude?

Porque, uma vez exercitada, ela leva o cristão a abdicar não somente do consumo de bebidas alcoólicas e de substâncias entorpecentes, mas de toda atividade que provoque algum tipo de dependência.

 

2) Segundo a lição, o que é o Estado?

É o povo organizado política e juridicamente, que exerce sua soberania dentro de um território.

 

3) Qual a postura do cristão se o governo confrontar os princípios morais e espirituais contidos nas Escrituras?

Deve se preocupar em obedecer mais a Deus que aos homens (At 5.27-29).

 

4) De que modo o cristão não pode usar a liberdade?

Não pode ser utilizada como pretexto para a prática de atos maliciosos.

 

5) Na sua opinião, qual o maior desafio do relacionamento do cristão com o Estado, hoje?

Resposta pessoal.,