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O PECADO DE DAVI A SUAS CONSEQUENCIAS (SUBSIDIO)
O PECADO DE DAVI A SUAS CONSEQUENCIAS (SUBSIDIO)

  2 Samuel 11.2,4,5,14-17.

O PECADO DE DAVI A SUAS CONSEQUENCIAS

MAURICIO BERWALD PROFESSOR SUBSIDIO PARA A AULA

  

Palavra Chave

 

Pecado: Transgressão deliberada e consciente das leis estabelecidas por Deus.

A vida de Davi como homem comum pode ser dividida em dois momentos: antes e depois de sua tentação e queda. Com certeza, ele não vigiou espiritualmente, como reiteradas vezes nos adverte as Sagradas Escrituras a fazermos. Pode ser que Davi não tenha considerado as consequências que seu ato lhe traria. O adultério com Bate-Seba, o planejamento e a covarde execução de Urias, o esposo, sem dúvida estão entre os acontecimentos mais condenáveis e repulsivos já narrados na história bíblica. Deus, o Senhor de toda a justiça, reprovou o ato de Davi (2 Sm 11.27), todavia, em sua infinita misericórdia, perdoou-lhe quando este demonstrou arrependimento (Sl 51).

 

  1. DAVI E A TENTAÇÃO ANTES DO PECADO

 

  1. A realidade da tentação. Ninguém pode negar que a tentação para praticar o mal, o pecado, é uma realidade bem presente em todos nós (Mc 7.21-23; Tg 1.14). Inclusive, um dos nomes do Diabo é "Tentador" (1 Ts 3.5), até a Jesus ele tentou (Mt 4.3). Todos somos tentados de alguma forma. Ninguém está imune à tentação. A tentação em si não é pecado; pecado é ceder-lhe. Todo cristão deve manter-se sempre vigilante neste sentido, pois a tentação, uma vez consumada, sempre produzirá frutos amargos. Davi estava no auge do seu reinado quando tragicamente caiu em pecado, vencido pela sua própria paixão desenfreada. Época de triunfo e realização é também momento de vigilância contra o mal. Davi à essa altura também já era culpado da quebra do mandamento assinalado em Deuteronômio 17.17.Não sabemos qual era a proximidade que havia entre Bate-Seba e Davi. O fato é que a mulher portava-se indevidamente em local praticamente público e veio a se tornar objeto de cobiça do rei que, desocupado, a avistou banhando-se, desejou-a, mandou que a trouxessem e adulterou com ela. Como se isso não bastasse, Bate-Seba ainda ficou grávida. E é aqui que o desenrolar do restante da tragédia tem início.
  2. As fontes da tentação. A Escritura revela três fontes básicas da tentação, que são respectivamente o Diabo, o mundo e a carne. O Diabo é um ser espiritual, "o maligno" (Mt 13.19), que se opõe a Deus e à sua criação; o mundo, como sistema e filosofia de vida, é inimigo dos valores cristãos; e a carne no sentido bíblico é a natureza humana, depravada, decaída e propensa ao pecado (Rm 7.18).

A fim de vencer os desafios das "fontes da tentação" no que diz respeito ao Tentador, a recomendação bíblica é que devemos resisti-lo e assim ele fugirá (Tg 4.7). Quanto aos apelos do mundo, a Palavra nos instrui a que não o amemos (1 Jo 2.15). Em relação à carne, somos advertidos a não somente "viver", mas também a "andar" em Espírito (Gl 5.25).

  1. DAVI E O SEU PECADO

 

 

  1. O pecado camuflado. Depois de ter consumado o seu ato pecaminoso, Davi, de várias maneiras e durante um bom tempo, tentou ocultá-lo (2 Sm 11.27). As tentativas foram cada vez mais pecaminosas. Isso sempre acontece com quem tenta esconder seu pecado (Sl 42.7; Nm 32.23). Analisemos as etapas em que o pecado de Davi se avolumou, trazendo mais danos ao seu relacionamento com Deus, à sua consciência, e às pessoas que foram envolvidas nesta trama diabólica:

 

  1. a) Primeiro Davi ordenou que Urias viesse da guerra para dar-lhe notícias dela, em seguida, ofereceu-lhe um presente e deu-lhe licença para ir a sua própria casa (2 Sm 11.6-8). Tudo era mentira, engano, logro.

 

  1. b) Em segundo lugar, Davi insistiu que Urias permanecesse em casa, noutras palavras reincidiu no mal (v.10).

 

  1. c) Em terceira instância, Davi ofereceu um banquete a Urias com vinho embriagante (vv.12,13).

 

  1. d) Em quarto e último lugar, Davi enviou uma carta real ao comandante Joabe, através de Urias, onde estava contida a sentença de morte do próprio portador (vv.14,15)! Um assassinato covarde de um leal soldado, planejado pelo rei da Nação Escolhida (vv.16,17).

 

Por meio de tudo isso (e muito mais), Davi estava tentando esconder e incubar o seu pecado. Quando o crente procede dessa forma, o julgamento divino o aguarda, pois "Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará" (Gl 6.7).

 

  1. O pecado descoberto e exposto. Quando Davi achava que, morto o esposo da mulher com quem adulterara, o seu problema estava resolvido, Deus envia o profeta Natã para confrontá-lo (2 Sm 12.1-25). Natã narra a parábola do camponês, que possuía uma única ovelha, e do fazendeiro, que tinha muitas ovelhas. O fazendeiro rico toma a única ovelha do camponês e oferece aos seus visitantes. Ao ouvir tal fato, Davi ficou tão irado e furioso com o fazendeiro - uma característica de quem vive com pecado acobertado - que exige a morte de tal homem e ainda a restituição quatro vezes mais ao camponês (2 Sm 12.5,6).

 

É comum alguém que pecou e não tratou de forma devida o seu pecado projetar um sentimento de "justiça" e uma falsa santidade perante os outros. Ele exige dos outros aquilo que ele mesmo não fez. Cobra santidade, requer compromisso, exige dedicação, no entanto, nega com a sua prática a eficácia desses valores. Natã, com divina autoridade, declarou que Davi era o tal homem (2 Sm 12.7), e que o rei acabara de promulgar sua própria sentença! Devemos ter cuidado para não projetarmos nossos pecados nos outros, pois eles acabarão se voltando contra nós mesmos.

 

Ao tentar esconder seu pecado, Davi o agravou ainda mais, levando Deus a expô-lo por meio do profeta Natã.

 

 

 

III. DAVI E AS CONSEQUÊNCIAS DO PECADO

 

  1. Consequências emocionais. Após pecar, Davi ouviu um dos mais duros julgamentos pronunciados pelo profeta Natã (2 Sm 12.10-14). O julgamento atingia não somente sua vida pessoal, mas também toda a sua existência, incluindo reino e família. Os resultados do pecado de Davi podem ser vistos primeiramente em sua vida sentimental e emocional. Quantas lágrimas Davi derramou? Não há como aferir, entretanto, em Salmos 6.6, temos uma noção: "Já estou cansado do meu gemido; toda noite faço nadar a minha cama; molho o meu leito com as minhas lágrimas". Por certo Davi chorou quando Tamar, sua filha foi violentada (2 Sm 13), e quando seus filhos Amnon e Absalão foram mortos prematuramente (2 Sm 13.33; 18.14).

 

  1. Consequências espirituais e físicas. Não há dúvida de que os maiores efeitos do pecado de Davi estão na esfera espiritual. O pecado parece doce, inofensivo e natural, no entanto, suas consequências são amargas. Paulo, o apóstolo, adverte em sua primeira carta aos coríntios: "Por causa disso [do pecado], há entre vós muitos fracos e doentes e muitos que dormem" (1 Co 11.30). Em outras palavras, aquilo que é espiritual num primeiro plano, tem consequências físicas num segundo. Os especialistas advertem que há muitas doenças psicossomáticas, isto é, doenças da alma ou de origem psicológica que afetam o corpo físico. A Bíblia nos mostra que há também doenças de origem espiritual. A Palavra de Deus adverte: "Confessai as vossas culpas uns aos outros e orai uns pelos outros, para que sareis; a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos" (Tg 5.16). Davi pôs em prática isso e clamou ao Senhor: "[...] Tem piedade de mim; sara a minha alma, porque pequei contra ti" (Sl 41.4).

 

O pecado de Davi trouxe consequências emocionais, espirituais e físicas para ele e sua família.

 

 

 

Davi estava no lugar errado e na hora errada quando pecou. A Escritura diz que naquele tempo os reis costumavam ir à guerra, mas Davi ficou em casa (2 Sm 11.1,2). Infelizmente, ele não ficou apenas em casa, mas ficou também ocioso quando passeava pelo terraço. A essas lições da vida de Davi, cujo registro Deus permitiu ficar na Bíblia, devemos atentar bastante para que também não venhamos a incidir no mesmo erro.

 

 

 

 

Subsídio Teológico

 

"O profeta Natã foi enviado pelo Senhor para confrontar Davi com seu pecado. Dramaticamente usou uma parábola simples, mas admirável para revelar a verdade à consciência do rei. A sabedoria desta abordagem faz um paralelo com o discurso de Paulo aos atenienses no Areópago (At 17.22-31). Cada elemento da parábola é planejado para estimular a solidariedade do rei e ultrajar o senso de justiça: um homem pobre com apenas uma cordeira, a qual ele amava com grande estima; um homem rico com uma riqueza abundante em rebanhos e gado; a cruel desconsideração pelos sentimentos e direitos de seu pobre vizinho ao tomar-lhe a única cordeira e matá-la para os seus convidados (1-4). A reação de Davi foi imediata e correta. A sua ira foi provocada, e ele declarou: 'Digno de morte é o homem que fez isso'. Natã revelou com habilidade o ponto-chave da parábola: 'Tu és este homem'. [...] Davi tinha desprezado o mandamento de Deus, e tinha feito o mal diante de seus olhos com o pecado duplo de adultério e assassinato. O terrível resultado do pecado começa agora a se desdobrar. O juízo seria duplamente severo porque viria não de estrangeiros e inimigos de fora, mas da sua própria casa"PURKISER, W. T. Comentário Bíblico Beacon. Vol. 2. RJ: CPAD, 2005, p.246).

Bate-Seba era o vínculo entre os dois reis mais famosos de Israel - Davi e Salomão. Seu adultério com Davi quase pôs fim a família através da qual Deus planejou entrar fisicamente no mundo. Em meio às cinzas daquele pecado, porém, o Senhor trouxe o bem. Jesus Cristo, o Redentor da humanidade, nasceu de um descendente de Davi e Bate-Seba. A história de Davi e Bate-Seba mostra que pequenas decisões erradas frequentemente levam a grandes erros. [...]

 

Bate-Seba provavelmente sentiu-se arrasada pela cadeia de eventos. [...] Davi a confortou (2 Sm 12.24), e ela viveu para ver outro filho, Salomão, sentar-se no trono. Por meio de sua vida, vemos que as pequenas escolhas que fazemos em nosso dia-a-dia são muito importantes. Elas nos preparam para realizar coisas esplêndidas, quando temos que tomar grandes decisões. A sabedoria para fazer as escolhas certas em diversos assuntos é um dom de Deus.

 

(Adaptado da Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. RJ: CPAD, 2003, p.461).

 

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