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Subsidio ebd os livros poeticos
Subsidio ebd os livros poeticos

AQUI TODOS OS LIVROS POETICOS CONFIRA PROFESSOR 

ECLESIASTES

(Introdução Bíblica)

 

Tudo é ilusão 1.1—2.26

  1. A vida 1.1-11
  2. Fama 1.12-18
  3. Prazeres 2.1-3
  4. Bens e riquezas 2.4-11
  5. Sabedoria 2.12-17
  6. Conclusão 2.18-26

Tempo para tudo 3.1-15

Lições da experiência 3.16—6.12

  1. A injustiça no mundo 3.16—4.3
  2. A ilusão do sucesso 4.4-6
  3. A vida solitária 4.7-12
  4. A ilusão do poder 4.13-16
  5. O cumprimento de promessas 5.1-7
  6. A ilusão das riquezas 5.8—6.9
  7. Conclusão 6.10-12

Pensamentos a respeito desta vida 7.1—12.8

  1. Provérbios de sabedoria 7.1—8.1
  2. Obediência ao rei 8.2-8
  3. Os bons e os maus 8.9—9.12
  4. A sabedoria e a tolice 9.13—10.20
  5. Conselhos para a vida prática 11.1—12.8
  6. Para todos 11.1-8
  7. Para os jovens 11.9—12.8

Conclusão final 12.9-14

 

INTRODUÇÃO

 

  1. NOME

Na Septuaginta, este livro é intitulado Eclesiastes, que traduz a palavra hebraica Qoheleth. Essa palavra dá a ideia de um orador (o Sábio), que fala a uma reunião de pessoas.

 

 

  1. AUTOR E DATA

 

2.1. Este livro dá a entender que seu autor é o rei Salomão (1.1,12,16; 2.4-9; 12.9), embora algumas passagens sugiram que o autor seja um cidadão comum (4.1-2; 5.8-9; 8.2-4; 10.20).

 

2.2. O texto hebraico de Eclesiastes contém palavras aramaicas e persas. Por isso, muitos estudiosos da Bíblia sugerem que um autor anônimo, que viveu entre 450 e 200 a. C., escreveu este livro usando o nome de Salomão.

 

 

  1. CONTEÚDO E MENSAGEM

 

3.1. Em Eclesiastes estão registrados os pensamentos do “Sábio”, um homem que meditou profundamente sobre a vida humana, com suas injustiças e decepções.

 

3.2. Neste livro, quem fala, muitas vezes, é um cético, isto é, alguém que duvida de tudo. Para ele, Deus está distante, ausente. Esse homem erra por três razões.

 

3.2.1. Ele busca aqui, “neste mundo”, “na terra”, a satisfação para o seu coração e respostas para as perguntas da sua mente (ver Ec 1.9, n.)

 

3.2.2. Ele faz do ser humano, que é mortal, a sua própria finalidade. Ao morrer, tudo o que uma pessoa ajuntou fica em poder de outras pessoas. Ele várias vezes pergunta: Que vantagem levamos então? Que proveito tiramos? O que ganhamos? É a filosofia egoísta do lucro (ver Ec 1.3, n.)

 

3.2.3. Como resultado disso, esse homem encara a vida com pessimismo. Para ele “tudo é ilusão”, pensamento que aparece muitas vezes em Eclesiastes (ver Ec 1.2,n.)

 

3.3. Outras vezes, esse homem mostra que crê em Deus, um Deus que controla o Universo e que deve ser temido por todos (3.14; 5.7; 7.18; 8.12-13; 12.13). Por ser assim duvidoso, ele não acha solução satisfatória para os problemas da vida. E, por isso, no seu livro misturam-se verdade e erro, sabedoria e tolice, otimismo e pessimismo.

 

3.3.1. Verdade (1.13; 3.11,14; 5.15; 12.13-14); erro (1.15; 2.24; 3.19-21; 7.13).

 

3.3.2. Sabedoria (4.6,7-8,9-12; 5.1-12; 7.7-12,20,26; 11.1-2; 11.8—12.7); tolice (4.4; 6.8; 7.3,16; 7.28).

 

3.3.3. Otimismo (3.12-13,22; 5.18-20; 8.1,15; 9.4,7-10; 11.7); pessimismo (1.8,18; 2.11,14,17,20; 4.2-3; 5.16-17; 6.12; 7.2).

 

3.4. Mas o Sábio muda a sua atitude em face da vida e termina seu livro dando a solução para os seus problemas: a sabedoria verdadeira se encontra no temor a Deus e na obediência aos seus mandamentos “porque foi para isso que fomos criados” (12.13-14). Só Deus pode dar sentido à vida.

 

3.5. As explicações dadas acima (3.2; 3.3; 3.4) são a chave para a interpretação de algumas passagens do Eclesiastes que contrariam o ensino geral das Escrituras. É que nessas passagens é o homem duvidoso quem fala, como, por exemplo, em 3.18-21.

 

 

 

Ec 1.9, n. 1.9 aconteceu... vai acontecer Ec 3.15. neste mundo Ao pé da letra, o texto hebraico diz “debaixo do sol”. Essa expressão aparece com freqüência em Ec: 1.3,14; 2.3,19; 3.1,16; 4.1,3,7,15; 5.13; 6.1,12; 8.9,15; 9.3,6,9,11,13; 10.5. Ver Intr. 3.2.1.

Ec 1.3, n. 1.3 que vantagem leva A idéia de proveito, ganho ou lucro aparece em Ec 2.11,22; 3.9; 5.11,16; 6.8. Ver Intr. 3.2.2.

Ec 1.2, n. 1.2 ilusão Aquilo que é vazio, passageiro, de pouca duração, sem valor, sem sentido. Esta palavra ocorre muitas vezes neste livro: Ec 1.14; 2.1,11,17,19,21,23,26; 3.19; 4.4,8,16; 5.10; 6.2,9,12; 7.15; 8.10,14; 11.8; 12.8.

 

 

 

Livro de Jó

Chave: Provação

 

Comentário: A apresentação claramente visível do livro - prólogo, discurso e epílogo, além dos ciclos dentro dos próprios discursos - demonstra-nos que se trata de uma interpretação teológica de certos acontecimentos da vida de um homem chamado Jó. Do começo até ao fim o autor procura com diligência responder a uma pergunta básica. Qual é o significado da fé? Chefe tribal de extraordinária piedade e integridade, Jó é abençoado por Deus com prosperidade terrena que o converte no homem "maior do que todos os do oriente" (1:3). De repente, Jó sofre vários reveses de fortuna.

 

Vítima de uma série de grandes calamidades, vê-se privado primeiro de seus bens e de seus filhos (1:13-19). Seu corpo se cobre de uma enfermidade repulsiva (2:7). Três amigos, que se apresentam com a intenção evidente de consolar Jó, insistem em que seu sofrimento é castigo pelo pecado , e por isso mesmo, seu único recurso é o arrependimento. Mas Jó repudia com veemência esta solução, afirmando sua integridade, e admitindo ao mesmo tempo sua incapacidade de entender sua própria condição. Outro amigo, Eliú, sugere que Jó está passando por um período de disciplina de amor ordenada por Deus, para impedi-lo de continuar pecando. Jó rejeita também esta interpretação. Finalmente, Deus responde às contínuas solicitações de Jó, de uma explicação direta de seus sofrimentos. Deus responde, não mediante uma justificação de sua conduta, nem mediante uma solução imediata, mas em virtude de sua apresentação de si mesmo com sabedoria e poder. Esta apresentação é suficiente para Jó; observa ele que, por ser Deus quem é, deve haver uma solução, e nela apoia sua fé.

 

Conquanto o tema do sofrimento e suas causas seja predominante no livro, este preenche um fim mais amplo na mente do autor: o de demonstrar que a certeza da fé não depende das circustâncias externas nem das explicações conjeturais, mas do encontro da fé com um Deus onipotente e onisciente.

 

Autor: O livro não nos dá indicações certas do autor nem do tempo em que foi escrito. Embora muitos, atualmente, afirmem que foi escrito no exílio ou em época pós-exílio (sexto a terceiro século a. C), tradicionalmente tem-se fixado a data na época dos patriarcas (século XVI a.c.), ou nos dias de Salomão (século X a.C.).

 

 

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Livro de Jó

Chave: Provação

 

Comentário: A apresentação claramente visível do livro - prólogo, discurso e epílogo, além dos ciclos dentro dos próprios discursos - demonstra-nos que se trata de uma interpretação teológica de certos acontecimentos da vida de um homem chamado Jó. Do começo até ao fim o autor procura com diligência responder a uma pergunta básica. Qual é o significado da fé? Chefe tribal de extraordinária piedade e integridade, Jó é abençoado por Deus com prosperidade terrena que o converte no homem "maior do que todos os do oriente" (1:3). De repente, Jó sofre vários reveses de fortuna.

 

Vítima de uma série de grandes calamidades, vê-se privado primeiro de seus bens e de seus filhos (1:13-19). Seu corpo se cobre de uma enfermidade repulsiva (2:7). Três amigos, que se apresentam com a intenção evidente de consolar Jó, insistem em que seu sofrimento é castigo pelo pecado , e por isso mesmo, seu único recurso é o arrependimento. Mas Jó repudia com veemência esta solução, afirmando sua integridade, e admitindo ao mesmo tempo sua incapacidade de entender sua própria condição. Outro amigo, Eliú, sugere que Jó está passando por um período de disciplina de amor ordenada por Deus, para impedi-lo de continuar pecando. Jó rejeita também esta interpretação. Finalmente, Deus responde às contínuas solicitações de Jó, de uma explicação direta de seus sofrimentos. Deus responde, não mediante uma justificação de sua conduta, nem mediante uma solução imediata, mas em virtude de sua apresentação de si mesmo com sabedoria e poder. Esta apresentação é suficiente para Jó; observa ele que, por ser Deus quem é, deve haver uma solução, e nela apoia sua fé.

 

Conquanto o tema do sofrimento e suas causas seja predominante no livro, este preenche um fim mais amplo na mente do autor: o de demonstrar que a certeza da fé não depende das circustâncias externas nem das explicações conjeturais, mas do encontro da fé com um Deus onipotente e onisciente.

 

Autor: O livro não nos dá indicações certas do autor nem do tempo em que foi escrito. Embora muitos, atualmente, afirmem que foi escrito no exílio ou em época pós-exílio (sexto a terceiro século a. C), tradicionalmente tem-se fixado a data na época dos patriarcas (século XVI a.c.), ou nos dias de Salomão (século X a.C.).

 

 

 

 

   Quem escreveu o livro de Salmos?

Os Salmos estão agrupados em cinco livros, assim:

Primeiro Livro Salmos 1—41

Segundo Livro Salmos 42—72

Terceiro Livro Salmos 73—89

Quarto Livro Salmos 90—106

Quinto Livro Salmos 107—150

INTRODUÇÃO

  1. TÍTULO

Salmos é o livro de hinos e de orações do povo de Israel antigo. A maioria dos Salmos foi escrita e musicada para uso no Templo, nas reuniões de adoração. Em hebraico, o seu título é “Livro de Louvores”. A palavra “Salmo” é de origem grega e quer dizer “canção” ou “hino”. Dá-se o nome de “Saltério” à coleção completa dos Salmos.

  1. FORMAÇÃO DO SALTÉRIO

2.1. Os Salmos foram escritos por diferentes autores, durante um período de mais ou menos setecentos anos, entre os anos 1.000 e 300 a.C. Depois de um longo processo de composição, uso e seleção, resultou uma coleção final de 150 Salmos, aceita pelo povo de Israel. Essa coleção abre a terceira divisão da Bíblia Hebraica (Lc 24.44).

2.2. Assim como a Lei (Pentateuco) tem cinco livros, assim também o Saltério está dividido em cinco livros: 1—41, 42—72, 73—89, 90—106 e 107—150. Cada uma dessas divisões termina com uma doxologia, uma expressão de louvor a Deus: 41.13; 72.18-19; 89.52; 106.48; 150.1-6. O Sl 150 serve como doxologia final para todo o Saltério.

2.3. Dentro dessas cinco divisões há algumas coleções menores, como os “Salmos de Asafe” (73-83), os “Salmos do Grupo de Corá” (42; 44—49), as “Canções de Peregrinos” (120—134) e os “Salmos de Aleluia” (146—150), que começam e terminam com a palavra “Aleluia”, que quer dizer “Louvem ao Senhor” (104-106; 111-117, menos 114; 135; 146—150).

2.4. Alguns Salmos são repetidos: o 14 é igual ao 53, sendo que, no primeiro, aparece o nome “Senhor” e, no segundo, “Deus”. O Sl 70 é repetido em 40.13-17. E o 108 é composto de 57.5-11 e 60.5-12. O Sl 18 se encontra também em 2Samuel 22.1-51; o Sl 96, em 1Crônicas 16.23-33; e o Sl 105.1-15, em 1Crônicas 16.8-22.

  1. TIPOS DE SALMOS

De acordo com o seu propósito e com o seu conteúdo, os Salmos podem ser classificados da seguinte forma:

3.1. Súplicas Nesses Salmos, também chamados de lamentos, o autor reclama por estar passando por uma situação desagradável, como doença, perseguição ou calúnia, e implora a Deus que o ajude. Esses Salmos terminam geralmente com uma expressão de gratidão, em que o salmista promete louvar a Deus ou oferecer-lhe sacrifícios. O Sl 13 é súplica de uma pessoa; o 79 é de uma comunidade.

3.2. Hinos Hinos são canções que falam sobre a pessoa em seu relacionamento com Deus. Há vários tipos de hinos.

3.2.1. No “hino de louvor”, o salmista (Sl 8) ou a comunidade (Sl 111) louvam a Deus. Esse tipo de hino começa, geralmente, com um convite à adoração, seguido da razão pela qual Deus merece ser louvado, e, às vezes, termina com a mesma expressão de louvor ou com outra.

3.2.2. “Hino de ação de graças” é aquele em que uma pessoa (Sl 34) ou o povo (Sl 67) agradecem a Deus alguma bênção recebida dele.

3.2.3. No “hino de confiança”, fala-se sobre a fé em Deus, pois ele responde às orações, salva e abençoa uma pessoa (Sl 11; 16; 62) ou a comunidade (Sl 125).

3.2.4. Nos “hinos de Sião”, há elogios para Jerusalém, o lugar onde Deus mora com o seu povo (Sl 46; 48; 76; 87; 122).

3.3. Salmos para o Rei Esses Salmos, também chamados de “reais”, elogiam o rei de Israel como representante de Deus na terra. Por meio do rei, Deus ganhava as batalhas e derrotava os inimigos. O rei era “filho de Deus” porque Deus o havia escolhido; o rei era o “ungido de Deus” e, por isso, Deus lhe dava poder. Em alguns desses Salmos, promete-se ao rei que o seu reino se estenderá pelo mundo inteiro e que os seus descendentes sempre serão reis. São reais os seguintes Salmos: 2; 18; 20; 21; 45; 72; 89; 101; 110; 132. Os Sl 2; 72; 110 são considerados messiânicos, referindo-se a um descendente de Davi por meio do qual Deus cumpriria, finalmente, as promessas que tinha feito ao seu povo (também o Sl 45).

3.4. Salmos de Deus-Rei Nesses Salmos, Deus é louvado como Rei de Israel e do mundo inteiro. Eles são também chamados de “Salmos de entronização” (29; 47; 82; 93; 95—99). A mesma idéia aparece em outros Salmos que falam sobre o poder e a grandeza de Deus como Criador de todas as coisas (33.6-7; 74.12-17; 89.10-13; 93.1; 104.1-10,26; 136.5-9), como o libertador de Israel (77.16-20) e como Senhor do Universo (135.6-7). As outras nações diziam que os seus deuses praticavam atos de poder, mas, nesses Salmos, tais atos são apresentados como realizados pelo Senhor, o Deus de Israel, que é mais poderoso do que todos os deuses (86.8; 95.3; 96.4-5; 97.7,9).

3.5. Canções de Peregrinos Essas eram cantadas pelos peregrinos que vinham de outras partes da terra de Israel e do exterior e subiam a Jerusalém para celebrar festas religiosas. Os Sl 84 e 122 são desse tipo. É provável que também os Sl 120 a 134 (“cânticos dos degraus”) fossem Salmos de peregrinos.

3.6. Salmos de Sabedoria Esses Salmos refletem aspectos da sabedoria encontrada, por exemplo, em Provérbios. Eles falam sobre a obediência à lei (ver Sl 1.2, n.), sobre o temor a Deus, sobre o castigo dos maus e sobre as recompensas das pessoas fiéis e dão conselhos sobre como as pessoas sábias devem agir. Pertencem a esse tipo os Sl 32; 34; 37; 49; 73; 112; 128, além dos Sl 1 e 119, chamados de “Salmos da lei” (Torá).

3.7. Salmos para o Culto Esses Salmos, também chamados de “litúrgicos”, têm a ver com a adoração pública realizada no Templo: 15; 24; 50; 81; 118; 134; 136. Os Sl 30 e 92 indicam a ocasião em que deviam ser cantados.

3.8. Salmos Históricos Seis Salmos recordam acontecimentos da história do povo de Israel em relação ao Senhor: 78; 105; 106; 114; 135; 136.

3.9. Salmos Escatológicos Os Sl 96—98 são assim chamados porque tratam da vitória final do Senhor, o Deus que domina o Universo.

3.10. Salmos Alfabéticos Alguns Salmos são chamados de alfabéticos porque os seus versículos ou as suas estrofes estão na ordem do alfabeto hebraico, isto é, começam com álefe, a primeira letra, e vão até tau, que é a última. E, por causa desse arranjo alfabético, às vezes, fica prejudicada a seqüência lógica das idéias.

3.10.1. Tomam por base a primeira letra da primeira palavra de cada versículo os Sl 25; 34; 111; 112; 145.

3.10.2. Os Sl 9—10; 37 tomam por base a primeira letra da primeira palavra de cada estrofe.

3.10.3. O Sl 119 tem um arranjo especial de vinte e duas estrofes, pois são vinte e duas as letras do alfabeto hebraico. No texto hebraico, cada estrofe tem oito linhas, as quais começam com a mesma letra em cada estrofe. Desse modo, as linhas dos vs. 1-8 começam todas com álefe e assim por diante, até a letra tau, nos vs. 169-176.

  1. TÍTULOS HEBRAICOS DOS SALMOS

A maioria dos títulos hebraicos trata da autoria dos Salmos. Às vezes, dão informação a respeito do tipo da poesia do Salmo ou da sua música. E há alguns Salmos que dão informações históricas relacionadas com a sua letra.

4.1. Autoria No texto hebraico, o nome de Davi está relacionado com a autoria de 73 Salmos. No cabeçalho desses Salmos, está escrito “de Davi” (“para Davi”). Isso pode querer dizer uma destas coisas: 1) o Salmo foi escrito por Davi; 2) é parte de uma coleção feita por Davi; 3) é parte de uma coleção feita para Davi; 4) é atribuído a Davi; 5) foi escrito em homenagem a Davi; 6) foi escrito no estilo de Davi. Outros nomes que aparecem como autores de Salmos são Moisés (90), Salomão (72; 127), Asafe (50; 73—83), Hemã (88), Etã (89) e poetas pertencentes ao grupo de famílias de Corá (ver Sl 42-43, título hebraico).

4.2. Tipo de Composição Alguns Salmos indicam o tipo de sua forma poética, mas não se sabe o que querem dizer algumas das palavras hebraicas empregadas nos seus títulos. A palavra mizmor, traduzida por “Salmo”, aparece no título de 57 Salmos (Sl 3; ver Intr. 1). “Canção” (shir) está no título de 30 Salmos (Sl 120-134) e, às vezes, aparece junto com “Salmo”. A palavra hebraica maskil, traduzida nesta Bíblia (NTLH) por “poesia”, aparece em 13 Salmos (Sl 32). “Hino” (miktam) está no título de 6 Salmos (Sl 56-60). E a palavra “oração” aparece no título de 5 Salmos (Sl 17).

4.3. Situação Histórica Treze Salmos, todos eles relacionados com Davi, dão informações a respeito da sua situação histórica: 3; 7; 18; 34; 51; 52; 54; 56; 57; 59; 60; 63; 142.

4.4. Termos Musicais No título de vários Salmos, há referências à música: instrumentos de cordas (4; 6; 46; 62) e de sopro (5); regência e coros (22; 88); e melodias (8; 9; 22; 45; 60; 56; 57). No texto hebraico, a palavra selá aparece 71 vezes no Saltério e três vezes em Habacuque. Não há certeza quanto ao seu sentido. Talvez queira dizer “pausa musical” ou “repetição”. Por causa dessa incerteza e também por não ter sido parte do texto de cada Salmo quando originalmente escrito, essa palavra é omitida em grande número de traduções modernas da Bíblia, inclusive a NTLH.

  1. A POESIA DOS SALMOS

Em hebraico, os Salmos não têm rima, e não há para os versos (linhas) um número determinado de sílabas. Os versos são brancos ou soltos. A riqueza das figuras de linguagem (comparações) e o paralelismo, nas suas várias formas, é que dão graça e beleza à poesia dos Salmos.

5.1. Na maioria dos casos, o paralelismo é sinonímico, isto é, a idéia da primeira linha é repetida com outras palavras na linha ou nas linhas seguintes. Um exemplo é o Sl 114. E também 1.1:

Felizes são aqueles

que não se deixam levar pelos conselhos dos maus,

que não seguem o exemplo dos que não querem saber de Deus

e que não se juntam com os que zombam de tudo o que é sagrado.

5.2. No paralelismo de contraste ou antitético, a segunda linha é o oposto da primeira. Ver Sl 1.6:

Pois o Senhor dirige e abençoa a vida daqueles que lhe obedecem,

porém o fim dos maus são a desgraça e a morte.

5.3. O paralelismo sintético tem várias formas, sendo que, numa delas, as primeiras linhas são sinonímicas, e a última é uma conclusão. Sl 1.3:

Essas pessoas são como árvores

que crescem na beira de um riacho;

elas dão frutas no tempo certo,

e as suas folhas não murcham.

Assim também tudo o que essas pessoas fazem dá certo.

  1. A TEOLOGIA DOS SALMOS

Os Salmos refletem aspectos da fé e da vida religiosa do povo de Israel durante um período de uns setecentos anos. Um autor observou que os Salmos descrevem o contínuo encontro do ser humano com Deus. Esse encontro parte da iniciativa de Deus e constitui o coração da fé verdadeira. Nessa experiência, o ser humano não só encontra Deus, mas também encontra-se a si mesmo e aprende também como encontrar-se com os outros.

No Livro de Salmos, há contrastes chocantes: louvor e protesto, certeza e dúvida, esperança e desespero, amor e ódio, amizade e inimizade, salvação e perdição. E nesse Livro podemos descobrir as convicções religiosas de Israel, resumidas a seguir.

6.1. O Senhor, o Deus de Israel, é o único Deus verdadeiro. Ele é Rei e domina o Universo. Nada pode impedi-lo de realizar a sua vontade, que tem em vista o bem não só de Israel, mas de toda a humanidade. Ele é como a rocha que não pode ser abalada e cuida do mundo e dos seres humanos que nele moram. Ele é eterno, criador, glorioso, onipresente, poderoso, justo, salvador, amoroso e perdoador. Mas julga e castiga severamente os maus.

6.2. O Senhor escolheu o povo de Israel para realizar o seu plano de salvação em favor da humanidade. A fim de que Israel pudesse cumprir essa missão, Deus o livrou da escravidão no Egito, derrotou os seus inimigos, lhe deu a sua lei (Torá) e entregou-lhe Canaã para ser a sua terra.

6.3. Deus fez com Israel uma aliança, garantindo que ele sempre estaria com o seu povo, unido com ele por meio de um amor permanente e fiel. Quando o povo se revoltava, desobedecia, seguia outros deuses e pecava, Deus o castigava. Mas esse castigo era uma expressão do amor de Deus, um Deus que nunca abandonava o povo da aliança.

6.4. Os Salmos têm, em geral, como ponto de referência a cidade de Jerusalém e o culto realizado no Templo, onde Deus mora com o seu povo e onde a sua glória se manifesta. Congregados como povo, os israelitas comparecem diante do Senhor para adorá-lo. E no culto havia música, muita música: os coros e o povo cantavam ao som de instrumentos de cordas e de sopro. E havia confissão de pecados, orações, sacrifícios e ofertas. A pessoa que ia adorar a Deus devia estar preparada para comparecer diante dele; em todas as ações da sua vida, essa pessoa devia procurar ser correta para com Deus, para com os outros e para consigo mesma. E um dia todas as nações do mundo iriam ao Templo, confessando que o Senhor é o Deus do mundo inteiro.

6.5. O ser humano reconhece a sua pequenez na presença do Deus Todo-Poderoso. Ele se curva, humilde, diante de Deus, a quem teme, em atitude de respeito e adoração. Mas o ser humano é superior a todas as coisas criadas: ele só é inferior a Deus, o Criador.

6.6. As pessoas que são corretas e fiéis, isto é, aquelas que respeitam a Deus e procuram obedecer à sua lei, terão sucesso na vida, mesmo que, às vezes, pareça que Deus as tenha abandonado. O Senhor tem um cuidado especial pelos pobres, pelos oprimidos, pelos que são desprezados, porque não têm prestígio nem poder. Essa gente precisa depender de Deus, que a defende e a salva.

6.7. Os maus, aqueles que não querem saber de Deus, podem ter sucesso e poder, mas virá um dia em que serão humilhados. Naquele tempo, acreditava-se que aqui, nesta vida, é que as pessoas boas são recompensadas, e as más, castigadas. Não havia ainda a crença firme e clara de uma vida depois da morte, na qual seriam acertadas as contas com os maus. Acreditava-se que para o mundo dos mortos (sheol) iam todas as pessoas, israelitas e não-israelitas, bons e maus. Mas, em alguns Salmos, há sinais de crença numa vida futura, na qual Deus recompensará as pessoas boas e castigará as más.

6.8. São chamados de “Salmos imprecatórios” aqueles em que o autor pede a Deus que castigue os seus inimigos (69; 109; 137). (“Imprecar”, aqui, é pedir a Deus que traga castigo a uma pessoa ou grupo de pessoas.) Ao ler esses Salmos, é preciso levar em conta o seguinte: 1) Eles se situam nos tempos da revelação do AT. 2) Não se trata de ódio pessoal, mas de zelo pela causa de Deus: era Israel e o seu Deus contra os inimigos e o mal. 3) Não é justiça feita pelas próprias mãos: a Deus pertence a vingança (Dt 32.35). 4) Ainda não havia uma revelação clara do Juízo Final, quando os maus serão castigados. 5) A revelação completa do amor veio com Jesus Cristo (Mt 5.43-48; 22.34-40).

  1. OS SALMOS NA VIDA E NO CULTO CRISTÃOS

No princípio do Cristianismo, o Livro de Salmos foi adotado pela Igreja como o seu hinário e o seu livro de orações. Jesus se referiu a vários Salmos; eles foram citados pelos escritores do NT e cantados pelos cristãos da Igreja Primitiva. Mas os Salmos precisam ser interpretados e aplicados à luz do NT. É na pessoa de Cristo que a revelação de Deus chega ao seu ponto máximo. Aquilo que no Livro de Salmos e no AT é incompleto e provisório torna-se completo e final na revelação de Jesus Cristo.

 

(1) A primeira coisa que precisamos saber é que o livro de Salmos são uma coletânea de hinos que foram muito usados pelo povo de Israel, são poemas cantados com acompanhamento musical (inicialmente instrumentos mais rústicos como a harpa, mas com o tempo também outros instrumentos). O livro de Salmos também é conhecido como saltério (que é uma coletânea de canções).

 

(2) Sobre quem escreveu o livro de Salmos devemos saber que não foi apenas um autor. Entre os autores conhecidos temos o rei Davi, que têm creditado a ele cerca de 73 salmos. Temos também Coré (11 salmos), Asafe (12 Salmos), Salomão (2 salmos, o Sl 72 e o 127), Moisés (Salmo 90), Etã (Salmo 89), e um salmo compartilhado entre Hemã e os filhos de Coré (Salmo 88). Além desses, temos ainda uma boa quantidade de salmos que são chamados de “salmos órfãos” devido não se saber exatamente quem foram seus autores. Assim, não é possível saber exatamente quem escreveu o livro de Salmos com exatidão. Sabemos o nome de alguns autores e de outros, não.

 

Quanto tempo demorou para o livro de Salmos ser escrito?

(3) Todos essas indicações de autoria que temos no próprio livro nos mostram que essa coletânea completa com 150 Salmos tenha levado cerca de 800 anos para ser composta e reunida, pois temos desde a autoria de Moisés até autores de algum tempo próximo ao reinado de Salomão. Não se sabe exatamente como o livro de Salmos tomou a sua forma atual, contendo esses 150 Salmos. Alguns pensam que tenha sido um trabalho de pesquisa e coleta desses poemas e canções, onde várias pessoas tenham tido a intenção de formar um hinário único para ser usado pelo povo de Israel, e que foram acrescentando esses hinos a ele com o passar dos anos à medida que novas composições reconhecidamente inspiradas apareciam.

 

Quem escreveu o livro de salmos escreveu sobre que assuntos?

(4) O livro de salmos trata de uma infinidade de assuntos. A diversidade de escritores ajudou a criar uma diversidade muito grande de temas. Seus conteúdos podem ser resumidos em algumas categorias de poemas que nos ajudam a entender os principais elementos que foram tratados pelos autores nessa bela coletânea. Os principais são: salmos de louvor, salmos messiânicos (que falavam sobre o ungido salvador que viria), salmos de sofrimento, salmos sobre Sião (Jerusalém), salmos de lamento, salmos imprecatórios (onde os autores pedem a Deus o castigo de seus inimigos), salmos penitenciais, salmos de sabedoria, salmos históricos (narram histórias do povo de Israel), salmos de confiança.

 

(5) Certamente quem escreveu o livro de salmos (os seus vários autores), os primeiros autores principalmente, não imaginariam como esse livro seria amado não só ali por aquelas gerações, mas por centenas de gerações posteriores. Com isso vemos claramente o propósito de Deus em fazer a Sua palavra, através de autores divinamente inspirados, ultrapassar os limites do tempo e trazer mensagens que Deus deseja que o mundo conheça em todos os tempos.

 

Mais conhecimento da Bíblia em menos tempo?

Não sei se você é uma dessas pessoas que tem dificuldades de entender a Bíblia. Eu já fui e sofri muito! Mas não me dei por vencido, não me deixei ser derrotado pelos inimigos. E você, como anda sua leitura da Bíblia? Seu entendimento? Que tal melhorar nessa área da sua vida espiritual, aprendendo a entender assuntos da Bíblia de forma simples e rápida, ajudado por quem já superou as mesmas dificuldades que você enfrenta?

 

Livro Primeiro (Salmos 1-41)

Com exceção dos Salmos 1, 2, 10 e 33, todos estes são atribuídos diretamente a Davi. Desde o início, o Salmo 1 expressa a ideia central, declarando feliz o homem que tem prazer na lei de Yahweh, que medita nela dia e noite a fim de a seguir, em contraste com os pecadores ímpios. Esta é a primeira declaração de felicidade encontrada nos Salmos. O Salmo 2 começa com uma pergunta desafiadora e mostra que todos os reis e altas autoridades da terra se aliaram “contra Yahweh e contra o seu ungido”. Yahweh ri-se deles em escárnio, e fala-lhes então na sua ira ardente, dizendo: “Eu é que empossei o meu rei em Sião, meu santo monte.” É ele que quebrará e despedaçará toda a oposição. Quanto aos demais reis e governantes, que ‘sirvam a Yahweh com temor’, e reconheçam Seu Filho, do contrário, perecerão! (Vv. 2, 6, 11) Assim, os Salmos mostram de imediato que o Reino é o tema da Bíblia.

 

Nesta primeira coleção, são numerosas as orações de súplicas e de agradecimentos. O Salmo 8 contrasta a grandeza de Yahweh com a pequenez do homem, e o Salmo 14 expõe a tolice dos que recusam submeter-se à autoridade de Deus. O Salmo 19 mostra como as maravilhas da criação de Yahweh Deus manifestam a Sua glória, e os versículos 7-14 exaltam os benefícios recompensadores que recebem os que guardam a lei perfeita de Deus, o que é mais tarde refletido em escala maior no Salmo 119. O Salmo 23 é reconhecido como uma das obras-primas da literatura universal, mas é especialmente magnífico na bela simplicidade com que expressa a confiança leal em Yahweh. Pudéramos todos nós ‘morar na casa de Yahweh, o Grande Pastor, pela longura dos dias’! (23:1, 6) O Salmo 37 dá excelentes conselhos a pessoas tementes a Deus que vivem entre malfeitores, e o Salmo 40 expressa quão agradável é fazer a vontade de Deus como o fez Davi.

 

Livro Segundo (Salmos 42-72)

Esta parte começa com oito salmos dos filhos de Corá. Os Salmos 42 e 43 são ambos atribuídos aos filhos de Corá, visto que juntos formam realmente um só poema em três estrofes, ligadas por um verso que se repete. (42:5, 11; 43:5) O Salmo 49 salienta a impossibilidade de o homem prover seu próprio resgatador, e dirige a atenção a Deus como aquele que é suficientemente forte para remir o homem “da mão do Seol”. (V. 15) O Salmo 51 é uma oração de Davi, proferida depois de seu terrível pecado com Bate-Seba, esposa de Urias, o hitita, mostrando a sinceridade de seu arrependimento. (2 Sam. 11:1-12:24) Esta parte termina com um salmo “referente a Salomão”, em que se pede que Yahweh lhe conceda um reino pacífico, bem como a sua bênção. — Sal. 72.

 

Livro Terceiro (Salmos 73-89)

Pelo menos dois dentre estes, os Salmos 74 e 79, foram compostos depois da destruição de Jerusalém que sobreveio em 607 AEC. Lamentam esta grande catástrofe, e imploram a Yahweh para que ajude seu povo ‘por causa da glória do seu nome’. (79:9) O Salmo 78 conta a história de Israel desde Moisés até o tempo em que Davi “começou a pastoreá-los segundo a integridade do seu coração” (v. 72), e o Salmo 80 dirige atenção a Yahweh como o verdadeiro “Pastor de Israel”. (V. 1) Os Salmos 82 e 83 são fortes solicitações a Yahweh para que execute os seus julgamentos contra seus inimigos e os inimigos de seu povo. Longe de expressarem vingança, estas petições são para que as pessoas “procurem o teu nome, ó Yahweh . . ., [e] saibam que tu, cujo nome é Yahweh, somente tu és o Altíssimo sobre toda a terra”. (83:16, 18) Esta parte termina com o Salmo 89 que acentua “as expressões de benevolência da parte de Yahweh”, conforme manifestadas especialmente no seu pacto feito com Davi. Isto assegura um herdeiro eterno no trono de Davi, que reinará por tempo indefinido perante Yahweh! — Vv. 1, 34-37.

 

Livro Quarto (Salmos 90-106)

Este, semelhante ao Livro Terceiro, contém 17 salmos. Começa com a oração de Moisés, pondo em nítido contraste a existência eterna de Deus e a vida curta do homem mortal. O Salmo 92 exalta as qualidades elevadas de Yahweh. Daí, vem o grupo magnífico dos Salmos 93-100, que começa com o comovente brado: “O próprio Yahweh se tornou rei!” Por conseguinte, “todos vós da terra”, é o convite, “cantai a Yahweh, bendizei o seu nome... pois Yahweh é grande e para ser louvado muito”. “Yahweh é grande em Sião.” (93:1; 96:1, 2, 4; 99:2) Os Salmos 105 e 106 são agradecimentos a Yahweh pelas maravilhosas obras que ele realizou a favor de seu povo e por guardar fielmente o seu pacto com Abraão, dando a terra à semente dele, não obstante os incontáveis resmungos e desvios daquele povo.

 

O Salmo 104 é de interesse especial. Ele exalta a Yahweh pela majestade e esplendor com que se revestiu, e descreve a sua sabedoria manifestada nas suas muitas obras e produções na terra. Salienta-se a seguir, em plena força, o tema do inteiro livro dos Salmos, ao aparecer pela primeira vez a exclamação: “Louvai a Jah!” (V. 35) Em hebraico, este convite para que os verdadeiros adoradores dêem a Yahweh o louvor devido ao Seu nome é uma só palavra: ha·lelu-Yáh ou “Aleluia”, sendo esta última forma conhecida hoje em toda a terra. Deste versículo em diante, essa expressão ocorre 24 vezes, diversos salmos iniciando e terminando com tal expressão.

 

Livro Quinto (Salmos 107-150)

No Salmo 107, temos uma descrição das libertações efetuadas por Yahweh, acompanhada do melodioso refrão: “Oh! agradeça-se a Yahweh a sua benevolência e as suas obras maravilhosas para com os filhos dos homens.” (Vv. 8, 15, 21, 31) Os Salmos 113 a 118 são os chamados Salmos Hallel. Segundo a Míxena, estes eram entoados pelos judeus na Páscoa e nas festas de Pentecostes, das Barracas e da Dedicação.

 

O Salmo 117 é poderoso na sua simplicidade, sendo o mais curto de todos os salmos e de todos os capítulos da Bíblia. O Salmo 119 é o mais comprido de todos os salmos e de todos os capítulos da Bíblia, perfazendo um total de 176 versículos nas 22 estrofes alfabéticas de 8 versos cada uma. Todos, exceto dois destes versículos (90 e 122), se referem de alguma forma à palavra ou à lei de Yahweh Deus, repetindo diversas ou todas as expressões (lei, advertência, ordens, mandamento, decisões judiciais) do Salmo 19:7-14 em cada estrofe. A palavra de Deus é mencionada mais de 170 vezes em uma ou outra das seguintes 8 expressões: Advertência(s), decisão(ões) judicial(is), declaração(ões), lei, mandamento(s), ordens, palavra(s) e regulamentos ou estatutos.

 

A seguir, encontramos outro grupo de salmos, os 15 Cânticos das Subidas, os Salmos 120-134. Os tradutores vertem esta expressão de diversos modos, visto que o significado dela não é plenamente entendido. Alguns dizem que se refere ao conteúdo exaltado destes salmos, embora não pareça haver razão clara para exaltá-los acima dos outros salmos inspirados. Muitos comentaristas sugerem que o título se deriva do uso que os adoradores faziam desses cânticos ao viajarem, ou ‘subirem’, a Jerusalém por ocasião das festividades anuais, sendo a viagem à capital considerada uma subida, porque a cidade se achava situada bem alto nos montes de Judá. (Compare com Esdras 7:9.) Davi reconhecia de modo especial a necessidade que o povo de Deus tinha de se unir em adoração. Ele se regozijou ao ouvir o convite: “Vamos à casa de Yahweh”, à qual subiram as tribos, “para dar graças ao nome de Yahweh”. Por este motivo, ele buscava sinceramente a paz, a segurança e a prosperidade para Jerusalém, orando: “Por causa da casa de Yahweh, nosso Deus, vou continuar a procurar o teu bem.” — Sal. 122:1, 4, 9.

 

O Salmo 132 fala do voto de Davi, segundo o qual não descansaria até achar um adequado lugar de repouso para Yahweh, representado pela arca do pacto. Depois de se instalar a Arca em Sião, descreve-se Yahweh em bela linguagem poética, dizendo que escolheu Sião, “meu lugar de descanso para todo o sempre; ali morarei, pois o almejei”. Ele reconhecia este lugar central de adoração, pois “ali Yahweh ordenou que estivesse a bênção”. “Yahweh te abençoe desde Sião.” — 132:1-6, 13, 14; 133:3; 134:3; veja também o Salmo 48.

 

O Salmo 135 exalta Yahweh como o Deus digno de louvor, que faz tudo quanto lhe apraz, em contraste com os ídolos vãos e fúteis, iguais aos quais se tornarão os que os fabricam. O Salmo 136 é para ser cantado com responsos, concluindo cada versículo: “Pois a sua benevolência é por tempo indefinido.” Tais responsos eram usados em muitas ocasiões, segundo demonstrado. (1 Crô. 16:41; 2 Crô. 5:13; 7:6; 20:21; Esd 3:11) O Salmo 137 relata a saudade de Sião que os judeus tinham no coração quando, exilados, estavam em Babilônia, e atesta também que não haviam esquecido os cânticos, ou salmos, de Sião, embora estando longe da sua terra. O Salmo 145 exalta a bondade e a realeza de Yahweh, mostrando que “guarda a todos os que o amam, mas a todos os iníquos ele aniquilará”. (V. 20) Por fim, como conclusão para mover a ação, os Salmos 146-150 acentuam novamente o glorioso tema do livro, e cada um desses salmos começa e termina com as palavras: “Louvai a Jah!” Este canto de louvores vai num crescendo sublime até o ponto culminante no Salmo 150, onde 13 vezes, no espaço de seis versículos, toda a criação é convidada a louvar a Yahweh