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Mauricio Berwald a escola dominical
Mauricio Berwald a escola dominical

ESCOLA DOMINICAL (1)

DIRETIVAS BÍBLICAS [O ensino às crianças]

 

A revelação de Deus exige uma resposta pessoal de cada um dos Seus filhos. O que as Escrituras nos mandam fazer em nosso ministério com crianças? MATEUS 28.19,20: O imperativo nesta passagem é claro: “Fazei discípulos” (ARA). Quando formos, temos de ensinar a Palavra de Deus a todas as pessoas — inclusive crianças. As implicações contidas neste texto são (a) evangelizar (falar do Evangelho a todas as pessoas) e (b) discipular (ajudar cada crente a crescer em Cristo para ser um fazedor de discípulos). Isto pode ser feito eficientemente com crianças se estas forem educadas da maneira correta.

 

DEUTERONÔMIO 6.4-9: Moisés ordenou os pais (a) a ensinar a Palavra de Deus diligentemente aos filhos, (b) de modo muito casual e natural, (c) usando o estilo de vida deles como o método principal. Esta conversação orientada ajudará a educar cada criança como também a apresentar um modelo de vida adulta santo.

 

PROVÉRBIOS 22.6: Este provérbio ou truísmo dá-nos breve introspecção sobre como ensinar crianças. Os professores de crianças têm de desejar (a) “instruir” — criar um gosto ou desejo na criança pelas coisas de Deus —; (b) “no caminho” — conforme o passo dela. A instrução deve levar em conta a individualidade e o desenvolvimento mental e físico da criança, (c) Ela “não se desviará” — se a criança for educada corretamente nas coisas de Deus, o desejo eventual dela será manter-se firme ao que aprendeu. Uma versão ampliada deste provérbio seria: “Dedique-se ao Senhor e crie na criança o gosto pelas coisas do Senhor, de acordo com a faixa etária dela; e mesmo quando ela ficar adulta não se afastará do treinamento espiritual que recebeu”. ATOS 2.41-47: Este é um relato resumido sobre a descida do Espírito Santo e o início da Igreja. Podemos ver os resultados do Pentecostes atuantes em quatro fatores principais na vida daquela comunidade neotestamentária: (a) Adoração — os crentes oravam, partiam o pão, cantavam e adoravam juntos ao Senhor, (b) Instrução — os crentes dedicavam-se ao ensino dos apóstolos, (c) Comunhão — os crentes tinham comunhão uns com os outros com a finalidade de disseminar a mensagem do Evangelho, (d) Expressão — os crentes se expressavam ao Corpo de Cristo mediante edificação e encorajamento, e ao mundo, através do evangelismo. Estes quatro ingredientes devem estar incluídos no ministério com crianças.

 

EFÉSIOS 4.11-16; 1 CORÍNTIOS 12; ROMANOS 12: Estas três referências revelam os métodos de Deus implementar o ministério com crianças — pelos dons do Espírito Santo.

 

Em Efésios 4.11-16, aprendemos que Jesus deu à Igreja aqueles que ensinam, evangelizam e pastoreiam. Ele os concedeu com o propósito de dar unidade aos crentes, maturidade ao corpo e conformidade a Ele. Estes líderes equipam os santos para fazer a obra do ministério — inclusive o ensino às crianças em casa, na igreja e na escola! Primeira Coríntios 12 e Romanos 12 mostram-nos que não é suficiente buscar e achar os perdidos. Eles também devem ser cuidados, alimentados e guiados para se tornarem cristãos maduros. Onde obtemos os recursos? Estas duas passagens concedem-nos as respostas. O Espírito Santo capacita o povo de Deus a ministrar — ajudar os crentes a se desenvolver segundo a semelhança de Cristo.

 

2 TIMÓTEO 2.2: Paulo descreve o ministério da multiplicação que tem de acontecer ao longo de toda geração para que a fé cristã seja ensinada até que Jesus venha. Os líderes cristãos precisam equipar os professores e pais em cada faceta do ministério com crianças, de forma que o ensino correto aconteça ao nível de cada aluno. Assim, o ciclo de evangelismo estará completo — agora o discípulo torna-se fazedor de discípulo.(GANGEL. Kenneth O. & HENDRICKS. Howard G. Manual de ensino para o educador cristão. Compreendendo a natureza, as bases e o alcance do verdadeiro ensino cristão. I ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999, pp 119-120).

 

Subsidio Histórico

 

A ESCOLA DOMINICAL NO BRASIL

 

A Escola Dominical teve seu início entre nós em 19 de agosto de 1855 na cidade de Petrópolis, Estado do Rio de Janeiro. O fundador foi o Missionário Robert Kalley e sua esposa Da Sarah Poulton Kalley, da igreja Congregacional. Eram escoceses. Ele fora um médico ateu. Depois foi salvo sob circunstancia especiais, e chamado por Deus, entregou-se à obra missionária. Na primeira reunião, na data acima, a frequência foi de cinco crianças... Essa mesma Escola Dominical deu origem a igreja Congregacional no Brasil. Desde então, o crescimento da Escola Dominical tem ido maravilhoso.

  1. Remontando ao passado, as primeiras reuniões de instrução bíblica no Brasil, do ponto de vista evangélico, ocorreram durante a permanência aqui, dos crentes calvinistas que desembarcaram na Guanabara em 1557. Nessa ocasião realizaram o primeiro culto evangélico em terras do continente americano, em 10 de março do mesmo ano.
  2. A segunda fase de tais reuniões deu-se durante domínio Holandês no Nordeste, a partir de 1630, por crentes da igreja Reformada Holandesa, quando vários núcleos evangélicos foram estabelecidos naquela região. Na mesma época foram realizados cultos na Bahia, por ocasião da primeira invasão holandesa. Tudo isso cessou com o fim dos mencionados domínios e a feroz campanha de extinção movida pela igreja Romana de então.
  3. Mas em 1855, a Escola Dominical veio para ficar. E ficou E avançou como fogo em campo aberto, impelida pelo zelo de milhares de seus obreiros, inflamados pelo Espirito Santo!

Sim, desde então, vem a Escola Dominical crescendo sempre entre todas as denominações, e onde quer estas cheguem, a Escola Dominical é logo implantada produzindo sem demora seus excelentes resultados na vida  dos alunos, na igreja, no lar, na comunidade, e refletindo tudo isso na nação inteira.

Foi assim o começo da Escola Dominical-começo de um dos mais poderosos avivamentos da história da igreja (GILBERTO. Antônio. Manual da Escola Dominical. 40 ed, Rio de Janeiro; CPAD, 2011, pp. 135-136).

 

 

Revista Ensinador Cristão CPAD, n° 54, p.41.

 

A Escola Dominical é inegavelmente a maior agencia de ensino cristão do mundo. É na ED que os alunos podem fazer perguntas ao professor (algo não permitido em um culto, por ocasião da exposição da Palavra de Deus), apresentar suas idéias, aplicar o que está sendo ensinado à sua vida e desenvolver talentos em prol do Reino de Deus.

 

Entre os muitos motivos para se frequentar a Escola Dominical, temos:

1) Na Escola Dominical você tem acesso ao estudo sistemático da Palavra de Deus e de assuntos atuais, que podem ser analisados à luz das Escrituras. Todos temos a necessidade de um ensino correto e sadio, que pode ser oferecido de forma metódica, clara e progressiva na Escola Dominical.

2) Na Escola Dominical, o crente tem na Palavra de Deus o crescimento adequado na vida cristã e na comunhão com o próprio Deus.

3) Na Escola Dominical, você tem comunhão com outros irmãos alunos da mesma Escola, desenvolvendo laços mais estreitos, partilhando experiências e orando uns pelos outros.

4) Para a Escola Dominical você pode levar sua família para que todos tenham a oportunidade de aprender a Palavra de Deus, pois lá cada faixa etária terá seu professor e aprenderá lições da Palavra de Deus de forma sistemática e apropriada.

5) À Escola dominical você pode trazer pessoas para serem evangelizadas e ensinadas sobre o Evangelho.

As aulas não são apenas para alunos crentes, mas abertas àqueles que ainda não aceitaram a Jesus como seu Senhor e Salvador.

6) Na ED, você pode trazer seus questionamentos relacionados com a Bíblia Sagrada e a vida cristã, que podem ser expostos de acordo com a lição da semana, e certamente o professor trará as respostas relacionadas à Palavra de Deus.

7) Na ED, você pode servir ao Senhor com seus talentos, seja na esfera musical, seja na esfera do ensino. Lembre-se de que em qualquer área de trabalho na igreja é necessário que haja dedicação, e não apenas talento. Talento sem dedicação não traz frutos, nem no âmbito secular nem no espiritual.

8) A ED é uma fonte de avivamento para toda a igreja, pois nela o ensino da Palavra vivifica os alunos. Há diversos outros motivos para que frequentemos a Escola Dominical. E mais do que citar motivos para que sejamos assíduos a ela, é imprescindível que assumamos o compromisso de estar presentes nela. Essa presença fará toda a diferença em nosso crescimento espiritual e no de nossa família.

 

 

Escola Dominical contribui para a formação espiritual, moral e social, em todas as faixas etárias. A Igreja do Senhor Jesus deve dar a maior importância à família. A igreja local é formada por famílias, que se reúnem para adorar a Deus. E essa adoração deve ter o respaldo e a base fundamental na Palavra de Deus. Esta, por sua vez, só pode ser apreendida, através do estudo e do ensino, da doutrina, e do discipulado.

Na ED, principalmente nos moldes tradicionais, tem-se uma oportunidade rica de se edificar vidas e famílias, através do ensino ministrado nas diversas classes, distribuídas por faixas etárias. Há alguns anos, vi, numa igreja, uma placa afixada na entrada do templo: Não mande seus filhos à Escola Dominical: Venha com eles. O ensino cuidadoso na ED tem grande valia para a formação espiritual, moral e social das famílias, principalmente, quando seus componentes, pai, mãe e filhos, são assíduos frequentadores das classes dominicais.

 

Em anos passados, havia Escola Dominical em praticamente todas as denominações. Nas Assembleias de Deus, tanto de influência dos missionários europeus como norte-americanos, havia uma grande valorização da ED. Podemos afirmar que a maioria dos líderes, pastores, evangelistas, missionários, professores; bem como mulheres que têm liderança nas igrejas locais, como dirigentes de Círculo de Oração, professoras, esposas de obreiros, a maioria passou pela ED. Os maiores beneficiados foram as famílias, as igrejas e as nações.

Em alguns países, a ED perdeu espaço. Deixou de ser realizada por vários fatores. Na América do Norte, em muitos estados, não se realiza mais a ED. Em seu lugar, é realizado um culto dominical, quase sempre o único do primeiro dia da semana. Tivemos oportunidade de verificar esse fato quando ministramos em alguns lugares. Chamou-nos a atenção.

Indagando o porquê dessa mudança, fomos informados de que, no domingo, para grande parte das pessoas é dia de lazer, de descanso. A igreja não pode “atrapalhar” o programa da família.

Na Europa, a situação é mais complicada. 

A ED foi sepultada em muitos lugares depois que o materialismo ateu, ensinado nas escolas, nos colégios e nas faculdades, influenciou gerações e mais gerações a afastar-se de Deus, e assimilando a falsa teoria da evolução. Em muitas igrejas, os adolescentes e jovens não quiseram mais ir aos cultos, por não verem mais sentido. Restaram os idosos que, ao longo dos anos, por doença ou velhice, tiveram que ficar em casa. Igrejas fecharam. Sem culto, sem reuniões, sem contribuições, o caminho foi o fechamento dos templos.

 

Muitos foram vendidos e transformados em mesquitas, em cinemas, ou em estabelecimentos comerciais.

 

Triste fim espiritual para um continente que foi berço de grandes avivamentos cristãos! Pesquisas indicam, com razoável segurança, que, dentro de poucas décadas, a Europa será um continente islâmico. Os muçulmanos ensinam o Alcorão cuidadosamente a seus filhos desde crianças. Os cristãos, infelizmente, em grande parte, preferem ir à praia, ao lazer, ou deixar os filhos diante da televisão ou do computador, na internet, sendo “educados” com programação nada edificante para suas vidas. A maioria dos pais cristãos não vai à ED. E não têm autoridade para influenciar seus filhos a amarem a Escola Dominical.

 

Mas a derrocada espiritual desses países, chamados de Primeiro Mundo, começou, quando os pais não tiveram mais coragem e firmeza para ensinarem a Palavra de Deus em seus lares; quando as igrejas evangélicas capitularam e se deram por vencidas pelo materialismo diabólico; quando os filhos deixaram de ir para as reuniões, para os cultos, para a ED. A Bíblia diz: “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele” (Pv 22.6).

Em nosso Brasil, está acontecendo algo semelhante. Em diversas igrejas, não se realiza mais a ED. A exemplo do que ocorreu na outra América, estão sendo realizados cultos dominicais, pela manhã, e mais nenhuma outra reunião. Isso para que as famílias tenham mais tempo para o lazer. E sintoma de desvalorização do ensino da Palavra de Deus.

Há ensinadores e teólogos que dizem que a ED, nos moldes que conhecemos, com o ensino por faixas etárias, está ultrapassada. É retrógrada.

 

Em lugares onde a Palavra de Deus é desprezada, fecham-se Escolas Dominicais, fecham-se igrejas. E abrem-se motéis, bares, e prisões de

segurança máxima.

 

Já ouvimos até de pastores da Assembleia de Deus dizerem que a ED não está na Bíblia. Verdadeira ignorância. Se o etíope, mordomo da Etiópia, tivesse frequentado a ED, não teria ficado anos sem entender a Palavra de Deus. “E, correndo Filipe, ouviu que lia o profeta Isaías e disse: Entendes tu o que lês? E ele disse: Como poderei entender, se alguém me não ensinar? E rogou a Filipe que subisse e com ele se assentasse” (At 8.30,31). O alto representante etíope só entendeu a Palavra, quando Filipe lhe explicou. E sua explicação foi tão eficaz que o homem pediu para ser batizado em águas. Na ED, nas classes específicas, por faixas etárias, muitas questões podem ser explicadas e respondidas a contento.

 

Diz a Palavra de Deus: “Examinai tudo. Retende o bem” (1 Ts 5.21).

 

Examinando a origem, o desenvolvimento e os efeitos da ED na vida de homens e mulheres de Deus, ao longo da História, constatamos que tem sido grande o benefício para a igreja do Senhor Jesus. Nem todos podem frequentar um curso teológico, que propicia melhor aprofundamento no conhecimento bíblico. Mas todos podem frequentar uma ED, que é a maior escola bíblica do mundo. Ainda hoje, em pleno século XXI, a família pode ser altamente beneficiada pelo ensino bíblico na ED.LIMA. Elinaldo Renovato de. A família cristã e os ataques do inimigo. Editora CPAD. pag. 128-130.

 

I - A ORIGEM DA ESCOLA DOMINICAL

 

  1. Raízes bíblicas da Escola Dominical.

 

O ENSINO DA PALAVRA DE DEUS NOS TEMPOS BÍBLICOS

 

Embora seja uma instituição relativamente moderna, as origens da Escola Dominical remontam aos tempos bíblicos. Haveremos de descortiná-la nos dias de Moisés, nos tempos dos reis, dos sacerdotes e dos profetas, na época de Esdras, no ministério terreno do Senhor Jesus e na Primitiva Igreja. Não fossem esses inícios tão longínquos, não teríamos hoje a Escola Dominical.

  1. Nos dias de Moisés. Além de promover o ensino nacional e congregacional de Israel, Moisés ligou muita importância à instrução doméstica. Aos pais, exorta-os a atuarem como professores de seus filhos: "E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos, e delas falarás sentado em tua casa e andando pelo caminho, ao deitar-te e ao levantar-te" (Dt 6.7).

As reuniões públicas recebiam igual incentivo: "Congregai o povo, homens, mulheres e pequeninos, e os estrangeiros que estão dentro das vossas portas, para que ouçam e aprendam, e temam ao Senhor vosso Deus, e tenham cuidado de cumprir todas as palavras desta lei; e que seus filhos que não a souberem ouçam, e aprendam a temer ao Senhor vosso Deus, todos os dias que viverdes sobre a terra a qual estais passando o Jordão para possuir" (Dt 31.12,13).

  1. No tempo dos reis, profetas e sacerdotes. Vários reis de Judá, estimulados pelos profetas, restauraram o ensino da Palavra de Deus, encarregando desse mister os levitas. Eis o exemplo de Josafá: "No terceiro ano do seu reinado enviou ele os seus príncipes, Bene-Hail, Obadias, Zacarias, Netanel e Micaías, para ensinarem nas cidades de Judá; e com eles os levitas Semaías, Netanias, Zebadias, Asael, Semiramote, Jônatas, Adonias, Tobias e Tobadonias e, com estes levitas, os sacerdotes Elisama e Jeorão. E ensinaram em Judá, levando consigo o livro da lei do Senhor; foram por todas as cidades de Judá, ensinando entre o povo" (2 Cr 17.7-9).

O bom rei Josafá incumbiu vários príncipes do ensino da Lei de Deus. Que iniciativa maravilhosa! Príncipes a serviço da educação! Se os governantes de hoje lhe seguissem o exemplo, tenho certeza de que o mundo haveria de vencer todas as suas dificuldades. Infelizmente, os poderosos não desejam que seus filhos tenham as luzes do saber divino. Aos pastores, todavia, cabe-nos promover a educação da Palavra de Deus a fim de que, brevemente, possamos mudar os destinos desta nação.

  1. Na época de Esdras. Foi Esdras um dos maiores personagens da história hebréia. Entre as suas realizações, acham-se o estabelecimento das sinagogas em Babilônia, o ensino sistemático e popularizado da Palavra de Deus na Judéia e, de acordo com a tradição, o estabelecimento do cânon do Antigo Testamento. Provavelmente foi ele também o autor dos livros de crônicas, Neemias e da porção sagrada que lhe leva o nome.

Nascido em Babilônia durante o exílio, viria a destacar-se como escriba e doutor da Lei (Ed 7.6). No sétimo ano de Artaxerxes Longímano (458 a.C.), recebe ele a autorização para transferir-se à terra de seus antepassados. Acompanham-no grande número de voluntários, que, consigo, trazem dinheiro e material para reerguer o templo e restabelecer o culto sagrado.

Segundo a tradição judaica, a sinagoga foi estabelecida por Esdras durante o exílio babilônico. Como estivessem os judeus longe de sua terra, distantes do Santo Templo e afastados de todos os rituais do culto levítico, Esdras, juntamente com outros escribas e eruditos, resolvem fundar a sinagoga. Funcionava esta não somente como local de culto como também servia de escola às crianças. Foi justamente no âmbito da sinagoga que a religião hebréia pôde manter-se incontaminada numa terra que era a mesma idolatria.

A Escola Dominical, como hoje a conhecemos, tem muito da antiga sinagoga. Dedicam-se ambas ao ensino relevante e popularizado da Palavra de Deus.Já na Terra de Promissões, Esdras continuou a ensinar a Palavra de Deus aos seus contemporâneos. Em Neemias capítulo oito, deparamo-nos com uma grande reunião ao ar livre:Então todo o povo se ajuntou como um só homem, na praça diante da porta das águas; e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da lei de Moisés, que o Senhor tinha ordenado a Israel. E Esdras, o sacerdote, trouxe a lei perante a congregação, tanto de homens como de mulheres, e de todos os que podiam ouvir com entendimento, no primeiro dia do sétimo mês.

E leu nela diante da praça que está fronteira à porta das águas, desde a alva até o meio-dia, na presença dos homens e das mulheres, e dos que podiam entender; e os ouvidos de todo o povo estavam atentos ao livro da lei.

"Esdras, o escriba, ficava em pé sobre um estrado de madeira, que fizeram para esse fim e estavam em pé junto a ele, à sua direita, Matitias, Sema, Ananías, Urias, Hilquias e Maaséias; e à sua esquerda, Pedaías, Misael, Malquias, Hasum, Hasbadana, Zacarias e Mesulão. E Esdras abriu o livro à vista de todo o povo (pois estava acima de todo o povo); e, abrindo-o ele, todo o povo se pôs em pé. Então Esdras bendisse ao Senhor, o grande Deus; e todo povo, levantando as mãos, respondeu: Amém! amém! E, inclinando-se, adoraram ao Senhor, com os rostos em terra.

"Também Jesuá, Bani, Serebias, Jamim, Acube; Sabetai, Hodias, Maaséias, Quelita, Azarias, Jozabade, Hanã, Pelaías e os levitas explicavam ao povo a lei; e o povo estava em pé no seu lugar. Assim leram no livro, na lei de Deus, distintamente; e deram o sentido, de modo que se entendesse a leitura".

Como seria maravilhoso se as igrejas, hoje, se reunissem ao ar livre para ler e explicar a Palavra de Deus! Creio que muitos de nossos problemas seriam definitivamente solucionados, e já estaríamos a viver um grande avivamento.

  1. No período do ministério terreno do Senhor Jesus. Foi o Senhor Jesus, durante o seu ministério terreno, o Mestre por excelência. Afinal, Ele era e é a própria sabedoria. Nele residem todos os tesouros do conhecimento (Cl 2.3).

Clemente de Alexandria considerava Jesus o Educador por excelência: "O guia celestial, o Verbo, uma vez que começa a chamar os homens à salvação... cura e aconselha, tudo ao mesmo tempo. Devemos chamá-lo, então, como um único título: Educador dos humildes. Como ousaremos tomar para nós mesmos, como indivíduos e como Igreja, o título que corresponde somente a ele?"

Era o Senhor admirado por todos, porque a todos ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas e fariseus (Mt 7.29). Em pelo menos 60 ocasiões, é o Senhor Jesus chamado de Mestre nos evangelhos. Pode haver maior distinção que esta? Isto, contudo, era insuportável aos doutores da Lei, escribas e rabinos, pois não tinham condição de competir com o Filho de Deus.

Jesus não se limitava a ensinar nas sinagogas. Ei-lo nas casas, nas mais esquecidas aldeias, à beira mar, num monte e até mesmo no Santo Templo em Jerusalém. Ele não perdia tempo; sempre encontrava ocasião para espalhar as boas novas do Reino de Deus.

Ele curava os enfermos e realizava sinais e maravilhas. Mas, por maiores que fossem suas obras, jamais comprometia Ele o ministério do ensino. Antes de ascender aos céus, onde se acha à destra de Deus a interceder por todos nós, deixou com os apóstolos estas instruções mais que explícitas: "Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos" (Mt 28.19.20).

  1. Na Igreja Primitiva. Do que Lucas registrou em Atos dos Apóstolos, é fácil concluir: os discípulos seguiram rigorosamente as ordens do Senhor Jesus Cristo. Ensinaram Jerusalém, doutrinaram toda a Judéia, evangelizaram Samaria, percorreram as regiões vizinhas à Terra Santa. E, em menos de 30 anos, já estavam a falar do Senhor Jesus Cristo na capital do Império Romano "sem impedimento algum" (At 28.31). Se a Igreja cresceu, cresceu ensinando a Palavra de Deus a toda a criatura; se expandiu, expandiu-se evangelizando e discipulando. Sem o magistério do Evangelho, inexistiria a Igreja de Cristo.(estudaalicco.blogpsot.com).

fonte www.mauricioberwaldoficial.blogspot.com

Postado por mauricio berwald

 

 

 

 

ESCOLA DOMINICAL O ENSINO DA PALAVRA DE DEUS NO PERÍODO POSTERIOR AO NOVO TESTAMENTO (2)

 

Antes de sumariarmos a história da Escola Dominical, faz-se mister evocar os grandes vultos do período pós-apostólico que muito contribuíram para o ensino e divulgação da Palavra de Deus.

Como esquecer os chamados pais da Igreja e quantos lhes seguiram o exemplo? Lembremo-nos de Orígenes, Clemente de Alexandria, Justino o Mártir, Gregório Nazianzeno, Agostinho e outros doutores igualmente ilustres. Todos eles magnos discipuladores. Agostinho, aliás, tinha uma exata concepção da tarefa educativa da Igreja: "Não se pode prestar melhor serviço a um homem do que conduzi-lo à fé em Cristo; em consequência, nada há mais agradável a Deus do que ensinar a doutrina cristã".

 

E o que dizer do Dr. Lutero? O grande reformador do século XVI, apesar de seus grandes e inadiáveis compromissos, ainda encontrava tempo para ensinar as crianças. Haja vista o catecismo que lhes escreveu. Calvino e Ulrico Zwinglio também se destacaram por sua obra educadora.Foram esses piedosos servos de Cristo abrindo caminho até que a Escola Dominical adquirisse os atuais contornos.ANDRADE. Claudionor Corrêa de. Manual Do Superintendente Da Escola Dominical. Editora CPAD. pag.16-20.

 

Dt 6.7 Tu as inculcarás a teus filhos. As crenças religiosas que têm mostrado interesse em cumprir este mandamento organizam escolas, cursos e catecismos, que são coisas boas, mas por muitas vezes acabam falhando. A letra sempre ameaça o espírito. Os melhores mestres das crianças são os pais que praticam o que eles ensinam a seus filhos. Há três coisas que um pai ou mãe devem a seus filhos: exemplo, exemplo e exemplo. Sem isso, muitos anos de instrução religiosa formal redundam em fracasso.

O profeta Baha Ullah disse, com toda a verdade, que o pior erro que um pai pode cometer é conhecer algum ensinamento, mas não transmiti-lo a seus filhos. Existe tal coisa como um “crente-casulo”, ou seja, um crente que foi criado e educado somente na igreja, tal como a larva de um inseto é guardada em seu casulo fechado. Trata-se de uma espécie de “virtude infantil enclausurada”. Uma vez que a larva emerge do casulo, um mundo hostil logo a consome. E também há aquelas corrupções internas que nenhum acúmulo de educação formal é capaz de eliminar. Isso posto, a educação de uma criança precisa ser multifacetada, envolvendo instrução formal, exemplo vivo e muita oração.

 

Um Ensino Completo. 

 

A instrução deve ser levada a efeito no lar; quando caminhamos ou viajamos; quando nos deitamos para dormir; quando nos levantamos para começar um novo dia, conforme nos diz o texto. Eu mesmo ensinei disciplinas seculares, por algum tempo, em uma escola judaica. Essa escola (em Chicago) dedicava três horas a estudar disciplinas seculares, pela manhã, e três horas para estudos religiosos, à tarde. Mas quero informar a meu leitor que aquele foi um dos grupos de crianças mais difíceis de controlar que já conheci. Elas “colavam” nas provas, e eram mais difíceis de controlar do que os grupos gentios para quem já ensinei. No entanto, o filho do rabino, um de meus alunos, era um modelo de comportamento, além de destacar-se como líder intelectual. Na verdade, ele era um estudante modelo em todas as coisas, dotado de mui poderoso intelecto. A espiritualidade não se origina somente nos bancos escolares. Na verdade, é uma inquirição que dura a vida inteira. E nessa inquirição a escola desempenha somente um papel parcial.CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 786.

 

6.7 — E as intimarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te. A revelação de Deus seria uma coisa tão importante para uma família dedicada ao Senhor que os mais velhos poderiam falar naturalmente do Criador enquanto estivessem desempenhando outras atividades.EarI D. Radmacher: Ronald B. Allen: H. Wayne House. O Novo Comentário Bíblico Antigo Testamento com recursos adicionais. Editora Central Gospel. pag. 323-324.

 

Dt 11.18. Os vss. 18-20 repetem, com leves variações, o texto de Deu. 6.6-9, cujas notas devem ser consultadas. Total atenção era necessária para desviar a ira de Yahweh. Meios físicos eram usados como lembretes. Havia os filactérios usados entre os olhos, com porções das Escrituras dentro deles. As palavras de Yahweh eram assim vinculadas ao coração e à alma, para que não fossem esquecidas, mas cumpridas com o máximo de precisão. O trecho de Deu. 6.8 fala em como essas palavras eram atadas às mãos e às frontes dos filhos de Israel, como sinais. Notas completas são dadas no texto paralelo. E adiciona que os filhos seriam objetos especiais desse ensino. Um israelita crescia saturado com a lei, e a sua disposição seria continuar, na idade adulta, os padrões firmados na meninice e na adolescência.

Os comentadores judeus, em sua tristeza, ao considerarem a história de Israel, observaram que Israel, quando estava cativo, na ocasião lembrava-se de tudo quanto Moisés lhes orientava fazer. Os desastres serviam como meios eficazes de lembrança.Somente quando permitiam que Yahweh saturasse a mente e a alma deles, entrando em todas as áreas de sua vida, podia Israel escapar de poderes sedutores, externos e internos, os quais, de outra sorte, os levariam à ruína. A antevisão é prenhe de dúvidas e de rebeldia, mas a visão acerca do passado é precisa.

Dt 11.19 Este versículo é paralelo do trecho de Deu. 6.7. O ensino devia começar cedo; as crianças deviam ser condicionadas a obedecer. A educação secular começava, por exigência da lei, quando uma criança estava com cinco anos de idade. Mas muitos pais nunca dão início à educação espiritual de uma criança. Não admira, pois, que entre nós haja tanta gente carnal, tanta corrupção, tantas bobagens e desvios entre a população adulta. Nossos filhos, a nossa mais preciosa possessão, não podem ser negligencia- dos. A pior parte de qualquer caso de negligência é 0 aspecto espiritual, porque, afinal, um ser humano é uma alma eterna. Seu corpo é apenas um veículo.CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 804.

 

Ponde... no vosso coração (18). Outra vez Moisés a falar do coração e ao coração. Por quê? Porque só com o coração devemos procurar (4.29), amar (6.5) e servir a Deus (10.2). Circuncide-se, pois, o coração (10.16), já que dele procedem os maus pensamentos (9.4; 15.9. Cf. Mt 15.18). Mas recorde-se também que é no coração que reside a Palavra do Senhor (30.14). Testeiras (18). Cf. 6.8 nota.Ensinai-as a vossos filhos (19). Cf. 4.9; 6.7; 11.2. Moisés não se dirige diretamente aos filhos, mas tem sempre presente a responsabilidade dos pais a quem incumbe transmitir aos filhos a Palavra de Deus.DAVIDSON. F. Novo Comentário da Bíblia. Deuteronômio. pag. 44.

 

Dt 31.12. Para que ouçam e aprendam.

 

 A leitura das Escrituras tinha um propósito didático, o de infundir o temor e a decisão de observar, em todos os cidadãos de Israel, incluindo as mulheres e as crianças. Era mister que temessem a Yahweh, o outorgador da lei mosaica, e então a observassem. Quanto ao temor a Deus, ver Deu. 10.12 e 28.58. Ver sobre as qualidades e os deveres espirituais do amor, da obediência e do apego, em Deu. 30.20; e acerca do temor, do andar, do amor, do serviço e da observância, em Deu. 10.12,13. Notemos como, dessa forma, as crianças ficavam sujeitas a essa influência benéfica. Além disso, os estrangeiros residentes no país também eram instruídos. O Targum de Jonathan diz que todos tinham o dever de amar e honrar a lei, exaltando-a e renunciando à idolatria. Encontramos aqui a expressão "Senhor vosso Deus". Por conseguinte, o Eterno Todo-poderoso é que tinha estabelecido as exigências aqui referidas. Ver no Dicionário 0 artigo chamado Deus, Nomes Bíblicos de.

Dt 31.13. Aprendam a temer ao Senhor vosso Deus. Este versículo reitera as ideias do versículo anterior, embora salientando que era necessário que as crianças também recebessem a Palavra.

 O coração dos filhos deveria ser conquistado desde bem cedo, e o memorial especial do pacto seria uma excelente maneira de alcançar esse alvo. Ver no Dicionário o verbete chamado Educação no Antigo Testamento. Os filhos, “que não a soubessem” (isto é, que não tivessem ainda conhecimento da lei), conforme diz o texto sagrado, mostrar-se-iam especialmente receptivos, porquanto não teriam de desfazer as falsidades e os absurdos da idolatria e de outros elementos deletérios do paganismo. Chegaria assim o dia em que os filhos herdariam a Terra Prometida de seus pais, e assim a continuidade da ocupação da Terra Prometida estaria garantida, mediante uma educação religiosa dada desde tenra idade.CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 874-875.

 

31.10-13 — Lerás esta lei. De forma específica, os sacerdotes receberam a responsabilidade de ler a Lei e instruir as pessoas (Ne 8.1-6; Ml 2.4-9). Todos deveriam ouvir a Palavra de Deus — homens, e mulheres, e meninos, e os estrangeiros.EarI D. Radmacher: Ronald B. Allen: H. Wayne House. O Novo Comentário Bíblico Antigo Testamento com recursos adicionais. Editora Central Gospel. pag. 353.

 

Dt 24.8,9. Temos aqui a décima dentre as vinte leis apresentadas na seção de Deu. 23.15-25.19. Ver uma breve introdução a essa seção em Deu. 23.15. Havia uma elaborada legislação referente às doenças cutâneas, que as traduções e versões, erroneamente, traduziram por lepra, seguindo o exemplo equivocado da Septuaginta. As leis concernentes à sara’at sem dúvida detectavam, aqui e ali, algum verdadeiro caso de lepra, pois os sintomas oferecidos descrevem uma grande variedade de enfermidades cutâneas. Ofereci notas expositivas completas sobre a questão nos capítulos 13 e 14 de Levítico. Ver principalmente adúltera te a introdução ao capítulo 13, onde alisto as possíveis enfermidades cobertas por aquela legislação. A legislação mosaica era inadequada tanto quanto à compreensão dos problemas médicos quanto à compreensão espiritual. Muitas pessoas foram assim isoladas por causa de doenças genericamente chamadas de sara'at, e tinham de sair do acampamento de Israel (ver Lev. 13.46), embora não apresentassem nenhuma ameaça a outras pessoas, pois tinham afecções não-infecciosas, e não a lepra. Mas  avanço tanto da medicina quanto da teologia tem ajudado a anular as inadequações da legislação mosaica, nos planos material e espiritual.

Este texto não repete a legislação, mas tão-somente exorta 0 povo de Israel a obedecer a tudo quanto foi ordenado acerca das enfermidades em pauta. Então o vs. 9 é uma ameaça, pois assevera que todos quantos negligenciassem essa legislação terminariam sendo julgados com a própria sara'at, tal como acontecera com Miriã, irmã de Moisés. Este versículo faz-nos lembrar da história registrada em Núm. 12.10-15.0 fato de que a própria irmã de Moisés foi castigada com essa afecção serviu de advertência de que ninguém estava isento da regra do isola- mento. Um homem rico não poderia subornar oficiais e continuar habitando no acampamento, embora tivesse apanhado a sara’at.CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 844-845.

 

I Sm 12.23. Quanto a mim. Israel representava um caso difícil para Samuel, 0 profeta- juiz. Sua continua rebeldia e fracasso, do ponto de vista natural, tê-lo-iam inspira- do a abandoná-los ao julgamento de Deus. No entanto, Samuel continuou a orar por eles, porque era seu dever e privilégio, como profeta, ajudar os outros com seu poder especial diante de Deus. Essa circunstância inspirou 0 autor a oferecer- nos este versículo, um dos mais conhecidos de todo 0 primeiro livro de Samuel. Este versículo, pois, ensina-nos a lição de que, entre os nossos muitos pecados, ainda há esse de não orarmos 0 bastante por outras pessoas. Na verdade, criticamos os outros muito mais que oramos por eles, e isso é um tremendo pecado, tanto de comissão como de omissão.“Deus opera através das orações dos homens, tanto quanto através de suas ações. Israel foi perdoado porque Moisés orou pelo povo (ver Núm. 14.20). A oração de Jesus foi a coisa mais importante que Ele fez em favor de Pedro (ver Luc. 22.32)” (George B. Caird, in loc.).

 

Aquele que ora com diligência por outrem está fazendo algo acima do que seus atos poderiam produzir, ou seja, convencer 0 poder divino a exercer seus efeitos sobre a vida daquela pessoa. Os poderes de Samuel diminuíam, pois ele estava envelhecendo. Seus atos estavam ficando cada vez mais raros, mas, em meio à fraqueza, ele continuava poderoso em suas orações.

 

Ensino. 

 

Além de suas orações, Samuel continuava exercendo seu ofício de mestre, orientando Israel de maneira que seguisse corretamente a vereda da obediência à legislação mosaica, suas leis e cerimônias e suas exigências morais. O caminho correto aqui contrasta com as coisas vãs (a idolatria) do vs. 21, que representam 0 caminho errado. Ver na Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia 0 artigo intitulado Ensino. O caminho correto levava à prosperidade e à vida longa (ver Deu. 4.1; 5.33; 6.2; Eze. 20.11). O caminho errado, pelo contrário, levava à oposição, à tribulação, às necessidades e à morte.“Embora Samuel tivesse deixado de ser juiz e principal magistrado entre eles, nunca abandonou a função de profeta, por meio de suas orações e de suas instruções” (John Gill, in loc.).CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 1166.

 

18.18 — Semelhante à situação em 11.18-23, o povo elaborou projetos para rechaçar as palavras de Jeremias. Todos afirmavam que, por terem seus próprios sacerdotes, sábios e profetas em Jerusalém, não precisavam dar ouvidos a Jeremias.

EarI D. Radmacher: Ronald B. Allen: H. Wayne House. O Novo Comentário Bíblico Antigo Testamento com recursos adicionais. Editora Central Gospel. pag. 1148.

Jeremias 18.18. Então disseram: Vinde, e forjemos projetos contra Jeremias. Já vimos uma conspiração para assassinar o profeta, instigada pelo povo de sua própria cidade natal, Anatote. Cf. Jer. 15.15-21. Este versículo, porém, deixa claro que a nova conspiração foi obra dos líderes de Jerusalém, incluindo os líderes religiosos. Jeremias, o destruidor, segundo a estimativa deles, tinha de ser destruído. Horrorizado pelo que estava acontecendo, o profeta proferiu sua quarta lamentação pessoal. Ele defendeu sua inocência e orou para que Yahweh interviesse. O profeta buscou a vingança divina contra os líderes, visando sua destruição completa, incluindo o fim de suas famílias. Jeremias foi o profeta das lamentações. Cf. Jer. 11.18: 12.6; 15.10,21; 7.14; 18.18-23; 20.7-13,14-18.

 

Firamo-lo com a língua, e não atendamos a nenhuma das suas palavras.

Note o leitor a hierarquia religiosa através destes pontos:

  1. Os sacerdotes que ensinavam (presumivelmente a Torá — Lei), mas que na realidade eram ministros de um sincretismo doentio segundo o qual Yahweh era um dos deuses do panteão.
  2. Os sábios, que davam conselhos e provavelmente eram os homens de mais idade, possuindo a reputação de sábios.
  3. Os profetas, aos quais Jeremias classificava como falsos, espalhavam mentiras e diziam que coisa alguma aconteceria contra Jerusalém (ver Jer. 6.14; 8.11; 14.14). Jeremias já havia expressado sua opinião totalmente negativa a respeito deles. Ver Jer. 2.8; 8.8-9; 14.13-16; 23.9-40 e 26.1-14.

Vemos, pois, que líderes religiosos de todas as variedades se tinham unido contra Jeremias, anelavam por vê-lo morto e até tomavam medidas para que isso se concretizasse. Eles instigaram uma campanha verbal contra o profeta. As calúnias tinham por propósito provocar o assassinato de Jeremias. Isso lhe fecharia a boca, fazendo cessar o jorro de profecias de condenação e denúncias contra a falsa liderança que dominava a nação. O vs. 23 deste capítulo mostra que o assassinato era o objeto real da conspiração, e não simplesmente a difamação. Ver no Dicionário o verbete intitulado Linguagem, Uso Apropriado da.CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 3047.

 

Jr 18. 18.Não escutemos nenhuma das suas palavras (18). Isto implica que os conspiradores e homicidas tencionam votar ao desprezo as predições e exortações de Jeremias. A versão dos Setenta, porém, omite a negativa, dando um sentido melhor, a saber, a conveniência de prestar toda a atenção às mensagens do profeta e colher nas próprias palavras pronunciadas pela sua boca provas de traição contra ele.DAVIDSON. F. Novo Comentário da Bíblia. Jeremias. pag. 47-48.

 

2 Cr 15. 3. Israel esteve ... sem o verdadeiro Deus. Provavelmente se referindo aos caóticos dias dos juízes (cons. Jz. 21: 25). Sem sacerdote que o ensinasse. Uma das principais funções sacerdotais era ensinar a Lei (Lv. 10:11).MOODY. Comentário Bíblico Moody. 2 Crônicas. pag. 30.

 

2 Cr 17.3-8 — Josafá foi o primeiro rei depois de Davi que andou nos primeiros caminhos de Davi, seu pai. Ele obedecia aos mandamentos de Deus e se deleitava nos caminhos do Senhor.

2 Cr 17.9 — O livro da Lei refere-se aos cinco livros de Moisés, o Pentateuco. Quando Moisés passou a liderança de Israel para Josué, instruiu seu sucessor a nunca deixar que o livro da Lei se apartasse da sua boca (Os 1.8). Infelizmente, a iniciativa de Josafá em enviar professores para instruírem a nação sobre as leis de Deus não era a norma (2 Cr 15.3).EarI D. Radmacher: Ronald B. Allen: H. Wayne House. O Novo Comentário Bíblico Antigo Testamento com recursos adicionais. Editora Central Gospel. pag. 692.

 

2 Cr 17.7-9. No terceiro ano do seu minado. Isto é, depois que começou a reinar sozinho, ou em 866* A.C. Uma comparação com II Reis 3:1 e 8:16 indica que o reinado total de Josafá de vinte e cinco anos (II Cr. 20:31) deve ter começado três anos antes da morte do seu pai, ou seja, em 872*. Uma co-regência foi, talvez, necessária por causa da doença de Asa, que se tornou cada vez mais seria no ano seguinte (16:12, observação). Enviou ... Bene-Hail, etc. Esses eram os nomes dos príncipes. Para ensinarem. Josafá compreendeu que ensinar a Palavra de Deus (v. 9) é tarefa de todos os líderes que são da fé (cons. Mt. 28:20), não apenas os levitas e sacerdotes profissionais (Dt. 33:10; Lv. 10:11).2 Cr 17. 9. Percorriam todas as cidades, como os exortadores e evangelistas itinerantes do N.T.MOODY. Comentário Bíblico Moody. 2 Crônicas. pag. 35.

 

A Leitura e Obediência à Lei de Deus. 8:1-18. No primeiro dia do sétimo mês, Esdras leu a Lei para o povo. O povo chorou por causa do pecado, mas seus líderes fizeram-no se lembrar do caráter alegre desse dia. No dia seguinte os lideres descobriram na Lei que todos os judeus deviam celebrar a Festa dos Tabernáculos; por isso essa festa foi celebrada por todos e com grande solenidade.

  1. O capítulo deveria começar com a última sentença de 7:73: "Em chegando o sétimo mês, e estando os filhos de Israel nas suas cidades". Esdras 3:1 começa da mesma maneira, depois da lista daqueles que retomaram da Babilônia; mas a ocasião, é claro que é absolutamente outra. Na praça, diante da Porta das Águas. A praça ficava perto da extremidade sudeste do templo junto à Fonte de Giom no Vale do Cedrom. E disseram a Esdras, o escriba. Possivelmente Esdras estivera na Babilônia durante o período da construção do muro. Mas ele era a pessoa mais indicada para ler a Lei de Deus nesta ocasião, uma vez que Neemias era leigo.
  2. Em o primeiro dia do sétimo mês. Esta era a Festa das Trombetas, a qual em 444 A.C. ocorreu a 27 de setembro. Só uma semana antes, o muro fora terminado (6:15). A Festa das Trombetas era a mais sagrada das luas novas, e começava no último mês dos festivais religiosos (Lv. 23:23-25; Nm. 29:1-6).
  3. Desde a alva até ao meio-dia. Deveria ser cerca de seis horas, com a leitura da Lei feita por Esdras, alternando-se com apresentações instrutivas sobre a Lei feitas pelos levitas (vs. 7, 8).
  4. Esdras, o escriba, estava num púlpito de madeira. Esta é a primeira menção de um púlpito na Bíblia. Por trás dele estavam seis (sacerdotes?) à sua direita e sete à sua esquerda (compare com o v. 7, onde treze levitas são mencionados participando).
  5. Leram . . . claramente (em hebraico, meporosh) sugere não apenas uma exposição da Lei, mas também, possivelmente, uma tradução dela para o aramaico (cons. Ed. 4:18).
  6. Este dia é consagrado ao Senhor vosso Deus ... não pranteeis, nem choreis. A clara exposição da Palavra de Deus (provavelmente porções do Deuteronômio) poderosamente convenceu o povo do pecado e provocou lágrimas de arrependimento. Mas o único dia do ano que Deus tinha especificamente designado para lágrimas e tristeza era o Dia da Expiação (o décimo dia do sétimo mês). Portanto, a força deles se encontrava na alegria do Senhor (v. 10).
  7. A regozijar-se grandemente. Observe a súbita mudança de emoções de 8:9 para 8:12! Também cons. Et. 9:19.

13-18. O estudo detalhado da Lei de Deus levou muitos dos líderes a procurarem Esdras no dia seguinte para maiores detalhes, especialmente no que se referia à devida guarda da Festa dos Tabernáculos (décimo quinto ao vigésimo segundo dia do sétimo mês). Os judeus tinham comemorado esta festa durante séculos (I Reis 8:65; II Cr. 7:9; Ed. 3:4); mas agora percebiam, devido a um exame mais cuidadoso de Lv. 23:42, que todos os filhos de Israel deviam habitar em cabanas. Ao que parece, nos séculos passados, este ponto fora negligenciado; por isso, agora, pela primeira vez, desde os dias de Josué, filho de Num, todos da congregarão . . . fizeram cabanas e nelas habitaram (v. 17). Provavelmente os habitantes da cidade construíam suas cabanas em seus próprios lares, os sacerdotes e levitas nos átrios do templo, e os leigos que não residiam na cidade, nas praças (v.16).MOODY. Comentário Bíblico Moody. Neemias. pag. 16-18.

 

8.1 — A frase todo o povo indica a reunião de todas as cidades e da zona rural de Judá. A praça, provavelmente, localizava-se entre a área sudeste do templo e o muro oriental. O líder — nesse caso, o escritor — era Esdras. Essa é a primeira vez que o escriba é mencionado no livro de Neemias. O povo instruiu Esdras a pegar o Livro da Lei, o qual ele havia levado para Jerusalém 13 anos antes. O que era restrito ao estudo particular entre homens instruídos tornou-se público para todos.

8.2 — N as Escrituras, geralmente as mulheres estão implicitamente presentes nas reuniões de grupos; aqui, elas são mencionadas explicitamente. Todos os sábios para ouvirem. Crianças com mais idade, assim como adultos, reuniram-se no primeiro dia do sétimo mês. O muro havia sido concluído no vigésimo quinto dia do sexto mês (Ne 6.15); então, esse evento aconteceu apenas poucos dias após a conclusão da obra.

8.3 — Desde a alva até ao meio-dia. Um período de cerca de seis horas.

8.4 — Aparentemente, os homens descritos nesse versículo estavam ao lado de Esdras para ajudá-lo durante o longo período que durou a leitura.

8.5 — Quando Esdras abriu o livro, todo o povo se pôs em pé, representando sua reverência pela Palavra. Esse gesto, tempos depois, tornou-se característico dos judeus nas cerimónias realizadas nas sinagogas.

8.6,7 — Antes de ler o Livro da Lei, Esdras guiou o povo em oração. Louvou significa que Esdras identificou Deus como fonte de bênçãos para o povo (SI 103.1). O povo respondeu amém e levantou as mãos, indicando participação com Esdras na oração. Então, os judeus inclinaram a cabeça e adoraram o Senhor com o rosto em terra, um ato de submissão voluntária ao seu Senhor e Criador.

8.8 — Eles leram, declarando. Os levitas explicaram completamente o significado da Lei de Deus. Explicando o sentido. Os levitas explicaram a Lei de forma que o povo depreendesse o sentido e obtivesse o discernimento do que estava sendo lido.

8.9-11 — Uma vez que o povo compreendeu a Palavra de Deus, chorou. Ouvindo os altos padrões da Lei e reconhecendo sua baixa posição diante do Senhor, os judeus se converteram. Neemias, Esdras e os levitas estavam, sem dúvida, alegres em ver a convicção do povo. Mas, mesmo assim, encorajaram-no a parar de chorar e lembraram que aquele dia era consagrado ao Senhor. No primeiro dia do sétimo mês (v.2), era realizada a Festa das Trombetas. Não era tempo de chorar, mas de celebrar. O povo foi instruído a celebrar a festa comendo, bebendo e compartilhando. A alegria do Senhor podia referir-se à alegria que Deus tem, mas o contexto indica que é algo que o povo experimentou. Esse é o sentimento que brota em nosso coração por meio de nosso relacionamento com o Altíssimo. E um contentamento dado por Deus, sentido apenas quando estamos em comunhão com Ele. Quando nosso objetivo é conhecer mais acerca do Senhor, o que obtemos é a Sua alegria. Força significa lugar de segurança, refúgio ou proteção. O lugar seguro do povo era o Todo-poderoso. Os judeus tinham construído um muro e carregado lanças e espadas, mas Deus era a sua proteção.

8.12 — O povo foi às suas casas para comer e beber, compartilhar e regozijar-se, porque levava no coração as palavras de Neemias, Esdras e dos levitas (v. 1-9). Ele obedeceu à Palavra do Senhor e celebrou a Festa das Trombetas.

8.13 — Os cabeças dos pais de todo o povo, os sacerdotes e os levitas voltaram no dia seguinte para ouvirem mais ensinamentos da Palavra de Deus. Atentarem. Até mesmo os líderes se reuniram para entender o sentido das Escrituras e saber como deveriam agir.

8.14,15 — Agora, a leitura da Lei havia avançado para Levítico 23. Os ouvintes descobriram que deviam observar a Festa dos Tabernáculos do décimo quinto ao vigésimo segundo dia do sétimo mês. Durante esse tempo, o povo viveria em cabanas feitas de galhos novos de árvores frutíferas e palmeiras. Essas habitações seriam espalhadas nos pátios, nas ruas, nas praças públicas e nos terraços das casas. Nenhum trabalho secular seria realizado durante essa celebração. Essa festa era observada em memória dos ancestrais que viveram em cabanas — tendas — depois do êxodo (Lv 23.40). A cabana não era um símbolo de miséria, mas de proteção, preservação e abrigo.

8.16 — O povo observou a Festa dos Tabernáculos de acordo com a Lei. Aqueles que viviam na cidade fizeram cabanas nos terraços de suas casas ou em seus pátios. Os sacerdotes e os levitas montaram suas tendas nos átrios da Casa de Deus. O povo da zona rural fez suas cabanas na rua diante da Porta das Aguas e da Porta de Efraim.

8.17 — Nunca fizeram assim os filhos de Israel, desde os dias de Josué. Aqui, faz-se uma referência à construção das cabanas. O povo de Israel, certamente, havia celebrado a Festa dos Tabernáculos desde a época de Josué. De fato, aqueles que tinham retornado com Esdras observaram a festa no primeiro ano de seu retorno (1 Rs 8.65; 2 Cr 7.9; especialmente Ed 3.4).

8.18 — A leitura da Lei era exigida durante a celebração da Festa dos Tabernáculos, que ocorria no Ano Sabático (Dt 31.10,11).EarI D. Radmacher: Ronald B. Allen: H. Wayne House. O Novo Comentário Bíblico Antigo Testamento com recursos adicionais. Editora Central Gospel. pag. 756-758.

 

Tendo passado algum tempo pregando no campo, aqui Cristo retorna a Cafarnaum, à sua sede, com a esperança de que, a essa altura, o falatório e a multidão pudessem ter diminuído, de alguma maneira. Agora observe: IO grande afluxo de gente que o procurava. Embora Ele estivesse “em casa”, na pequena casa de Pedro, ou em algum alojamento que tivesse conseguido, ainda assim as pessoas vieram até Ele assim que se soube de sua presença em casa. Eles não esperaram até que Ele aparecesse na sinagoga, embora pudessem estar certos de que Ele faria isso no sábado, mas imediatamente muitos se ajuntaram a Ele. Onde estiver o rei, ali estará a corte; onde estiver Siló, ali se “congregarão os povos”.

Ao procurar oportunidades para as nossas almas, nós devemos nos preocupar em não perder tempo. Um convidava o outro (venha, vamos ver Jesus), de modo que a casa em que Jesus estava não comportava os seus visitantes.Não havia espaço para recebê-los, “nem ainda nos lugares junto à porta eles cabiam”, por serem tão numerosos. Que visão abençoada, ver as pessoas correndo “como nuvens” até a casa de Cristo, embora fosse apenas uma casa pobre, e “como pombas às suas janelas” !

A maneira como Cristo os recebia. Ele lhes dava o melhor que havia na sua casa, e melhor do que qualquer outra pessoa. Ele “anunciava-lhes a palavra” (v. 2). Muitos deles, talvez, viessem somente pelas curas, e muitos, talvez, somente por curiosidade, para conseguir vê-lo; mas quando Ele os tinha ali, reunidos, Ele pregava a eles. Embora a porta da sinagoga estivesse aberta para Ele, em horários adequados, Ele não julgava errado pregar em uma casa, em um dia de semana, embora alguns pudessem julgar o lugar inadequado e a hora, imprópria. “Bem-aventurados vós, que semeais sobre todas as águas” (Is 32.20).HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento Mateus a marcos. pag. 411.

 

III. A cura de um paralítico (5:17-26). A história fascinante da cura do paralítico que foi descido pelo eirado está em todos os três Sinóticos.

Jesus enfrenta a objeção feita contra o perdão dos pecados que pronunciara, operando um milagre expressamente “para que saibais que o Filho do homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados (24)”. E o povo reagiu como quem está na própria presença de Deus.

  1. Mais uma vez, Lucas não localiza o incidente (Marcos nos diz que era em Cafarnaum). Até esta altura, Jesus já tinha uma reputação considerável, pois fariseus vieram até mesmo da Judéia e de Jerusalém, bem como de localidades próximas. Os fariseus levavam sua religião muito a sério. Eram tão ansiosos para não quebrar os mandamentos de Deus que “colocavam uma cerca em derredor da lei.” Por exemplo, quando a lei dizia: “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão” iam além, ao recusar-se a pronunciar o nome de modo algum. Esta cerca de todas as estipulações da lei (“as tradições dos anciões”) tinha o resultado infeliz de externalizar a religião. Os homens dedicavam muito esforço à parte exterior sem necessariamente chegar a amar a Deus com seu coração.

Os fariseus não eram numerosos (Josefo coloca a cifra um pouco além de 6.000, Antiguidades xvii, 42), mas tinham muita influência. Eram os líderes religiosos não-oficiais daqueles dias, e lideravam a oposição a Jesus. Lucas nos informa, ainda, que o poder do Senhor (i.é, Deus) estava com ele para curar.Leon L. Morris, M.Sc., M.Th., Ph.D. O Evangelho De Lucas Introdução E Comentário. Editora Vida Nova. pag. 110-111.

 

Lc 24. 27. Jesus começou um estudo bíblico sistemático. Moisés e todos os profetas formaram o ponto de partida, mas Ele também passou para as coisas que se referiam a Ele em todas as Escrituras. O retrato que recebemos é aquele do Antigo Testamento que, em todas as suas partes, aponta para Jesus. Lucas não dá indicação alguma de quais passagens o Senhor escolheu, mas toma claro que a totalidade do Antigo Testamento era envolvida. Talvez devamos entender isto, não como a seleção de um certo número de textos de prova, mas, sim, como uma demonstração de que, no decurso de todo o Antigo Testamento, um propósito divino consistente é desenvolvido, propósito este que, no fim envolvia, e devia envolver, a cruz. 

A qualidade terrível do pecado é achada em todas as partes do Antigo Testamento, mas assim também se acha o amor profundíssimo de Deus. No fim, esta combinação tomou inevitável o Calvário. Os dois tinham ideias erradas daquilo que o Antigo Testamento ensinava, e, portanto, tinham ideias erradas acerca da cruz.Leon L. Morris, M.Sc., M.Th., Ph.D. O Evangelho De Lucas Introdução E Comentário. Editora Vida Nova. pag. 318.(estudaalicao.blogspot.com).

fonte www.mauricioberwaldoficial.blogspot.com

Postado por mauricio berwald