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Escatologia profecias livro de Daniel (3 e 4)
Escatologia profecias livro de Daniel (3 e 4)

 

                   Escatologia profecias livro de Daniel (3 e 4) 

                   O TEMPO DA PROFECIA DE DANIEL 12 

                             Professor Mauricio Berwald

 

O saber se multiplicará. Esta parte do versículo tem sido popularmente compreendida como uma referência ao grande aumento do conhecimento nos últimos dias. De fato, os últimos cem anos da história do mundo têm testificado descobertas científicas que põem em eclipse todos os séculos anteriores juntos. Mas a principal referência é ao aumento do conhecimento sobre a profecia e sobre os eventos que este livro apresenta.CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 3429.

 

III - A PROFECIA FOI SELADA (12.8 11)

 

  1. A profecia está selada.

 

Que essa profecia sobre aqueles tempos, embora selada agora, será de grande proveito para aqueles que viverem então (v. 4). Daniel deve agora encerrar as palavras e selar o livro, porque o tempo seria longo antes que essas coisas acontecessem. E era de alguma consolação que a nação judaica (embora, no início de seu retomo da Babilônia tenham sido poucos e fracos, e tenham enfrentado dificuldades em seu trabalho) só tenha sido perseguida por causa da sua religião muito tempo depois, quando havia crescido em força e maturidade. Ele deve selar o livro porque este não seria entendido (e, portanto, seria ignorado), até que as coisas contidas nele fossem cumpridas. Mas ele deve guardá-lo com segurança, como um tesouro de grande valor, escrito para as gerações futuras, para as quais seria de grande utilidade. Porque muitos correriam de um lado para outro, e o conhecimento seria aumentado. Então esse tesouro escondido vai ser aberto e muitos o pesquisarão, e buscarão o seu conhecimento, como se estivessem buscando a prata. Eles correrão de um lado para outro, procurando cópias dele, o examinarão, e verificarão sua veracidade e autenticidade. Eles o lerão diversas vezes, meditarão nele, e o revisarão em suas mentes. Eles debaterão a seu respeito, e falarão dele entre si, e compararão as notas que fizeram a respeito dele, desejando, por qualquer meio, decifrar o seu significado. E assim o conhecimento será aumentado. Consultando essa profecia naquela ocasião, eles serão levados a buscar outras escrituras, que contribuirão muito para o seu avanço no conhecimento verdadeiro e útil. Porque então saberão se conseguiram prosseguir no conhecimento do Senhor (Os 6.3).

 

 Aqueles que quiserem ter seu conhecimento aumentado deverão se esforçar, não deverão ficar parados em ociosidade e desejos pobres, mas deverão correr de um lado para outro, fazendo uso de todos os meios de conhecimento, e aproveitando todas as oportunidades para terem os seus erros corrigidos, as suas dúvidas sanadas, e o seu conhecimento das coisas de Deus desenvolvido, para saberem mais e melhor sobre aquilo que sabem. E, vemos aqui como há motivos para termos esperanças de que: 1. As coisas de Deus que agora estão encobertas e obscuras vão se tomar claras, e fáceis de ser entendidas. A verdade é filha do tempo. As profecias da Escritura serão explicadas pelo seu próprio cumprimento. Por isso elas são dadas, e para essa explicação elas estão reservadas. Por isso elas nos são ditas com antecedência, para que, quando se cumprirem, possamos crer. 2. As coisas de Deus que são desprezadas e negligenciadas, e descartadas como inúteis, sejam consideradas importantes. O povo descobrirá que elas são de grande proveito, e as pedirão. Assim, a revelação divina, embora tenha sido desprezada por algum tempo, será engrandecida e honrada, sobretudo no juízo do grande dia, quando os livros serão abertos, e aquele livro entre os demais.HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Isaías a Malaquias. Editora CPAD. pag. 903.

 

Características dos últimos dias (12.4). A mensagem final do glorioso Mensageiro a Daniel foi: fecha estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo (4). Que as palavras foram fechadas e o livro está selado fica evidente pela imensa confusão que tem caracterizado a interpretação desse livro nesses mais de dois milênios. Adam Clarke escreve: “A profecia não será entendida até que seja cumprida. Então, a profundidade da sabedoria e da providência de Deus sobre essas questões será claramente percebida”. Mas, fechar o livro não significa o fim das coisas.

Roy E. Swim. Comentário Bíblico Beacon. Daniel. Editora CPAD. Vol. 4. pag. 544.

 

Dn 12.4 Encerrar as palavras e selar o livro significa que este deveria ser mantido a salvo e preservado. Isto para que os crentes de todas as épocas pudessem rememorar a obra de Deus na história e encontrar esperança. Damel não entendia o significado exato das épocas e dos acontecimentos em sua visão, mas nós podemos observar o desenrolar dos fatos, pois estamos no fim dos tempos. O livro não será completamenle entendido até o clímax da história torrenaBÍBLIA APLICAÇÃO PESSOAL. Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Editora CPAD. pag. 1112.

 

Dn 12.4 Tu, porém, Daniel, encerra as palavras e sela o livro. Alguns estudiosos supõem que este versículo seja o último do livro de Daniel, e o que se segue seja uma adição posterior. Nesse caso, os vss. 5-13 seriam o verdadeiro Epílogo do livro de Daniel.

 

Foi o arcanjo Miguel (provavelmente; ver o vs. 1) quem ordenou que o livro fosse encerrado. Aconteceriam muitas coisas que não seriam reveladas a Daniel, e muitas das coisas reveladas seriam entendidas apenas parcialmente. No fim dos tempos, quando as coisas começarem a acontecer, o selo será retirado do livro, que só então será com preendido por completo. Tradicionalmente, a profecia é mais bem compreendida quando começam a acontecer os eventos preditos, os quais atuam como intérpretes do que havia sido predito. “O anjo ordenou ao vidente que ocultasse as profecias até que o tempo estivesse maduro para elas serem desvendadas... Essas profecias seriam colocadas à disposição dos fiéis, para que eles entendessem a significação dos eventos em meio aos quais estariam vivendo (cf. II Esd. 14.44 ss.; Enoque 1.2; Apo. 22.10)”.CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 3429.

 

Selado (hb. chatham) (Dn 12.9; Is 29.11 ;J r 32.10)

 

Essa palavra significa selar. Para autenticar um documento e certificá-lo de sua integridade, um rei ou oficial o lacrava com uma aplicação de argila ou cera e estampava essa aplicação com a impressão de seu selo. O documento então carregava a autoridade dessa pessoa e não podia ser aberto sem que o lacre fosse quebrado. Antigamente, cartas (1Re 21.8), escrituras (Jr 32.10), acordos (Ne 10.1) e decretos reais (Et 3.12) eram autenticados com selos. Os anúncios proféticos de Daniel eram selados também, só que simbolicamente (Dn 12.9), indicando sua autoridade e imutabilidade, até que fossem cumpridos. Em Apocalipse, um selo de julgamento é quebrado, indicando que o cumprimento do que está escrito se fez (Ap 5.1-10).EarI D. Radmacher: Ronald B. Allen: H. Wayne House. O Novo Comentário Bíblico Antigo Testamento com recursos adicionais. Editora Central Gospel. pag. 1295.

 

  1. O “tempo do Fim”.

 

Dn 12.9 "... fechadas e seladas...” No versículo quatro (4) deste capítulo, observamos que foi ordenado a Daniel fechar as palavras e selar este livro até o “tempo do fim”. O ser celestial afirma a Daniel que, ao chegar o assinalado “tempo do fim”, todas essas coisas sofreriam uma como reação em cadeia, e “todas estas coisas serão cumpridas”. Daniel viveu cerca de 600 anos antes de começar propriamente o chamado “tempo do fim”, mas a expressão ocorre cerca de 15 vezes só no seu livro. No Novo Testamento, essa expressão é aplicada para: 1) A época do Evangelho de Cristo (Hb 1.2). 2) A época do Espírito Santo em sua plenitude (At 2.17). 3) E também para os “últimos dias maus” (2 Tm 3.1). Eis a razão por que fora ordenado a Daniel selar o livro e a João não selar, pois num contexto geral, João já pertencia a uma geração da “última hora”, e não podia fazer o mesmo que fizera Daniel; assim, as Escrituras são proféticas e se combinam entre si em cada detalhe (Dn 12.4, 9; 1 Pe 1.11,12; Ap 22.10).

Severino Pedro da Silva. Daniel vercículo por vercículo. Editora CPAD. pag. 235.

A pergunta: “Qual será o fim?”, foi feita por Daniel, e uma resposta lhe é dada. Observe: 1. Por que Daniel fez essa pergunta: porque, embora tenha ouvido o que foi dito ao anjo, ele não entendeu (v. 8). Daniel era um homem muito inteligente, e estava familiarizado com visões e profecias, mas mesmo assim aqui ele fica confuso. Ele não entendeu o significado do tempo, tempos, e a parte de um tempo, pelo menos não com tanta clareza e com tanta certeza quanto desejava. Observe que os melhores homens geralmente ficam incertos em suas indagações a respeito das coisas divinas, e ao se depararam com aquilo que não entendem. Mas quanto melhores forem, mais conscientes estarão das suas fraquezas e da sua ignorância, e mais prontos a reconhecê-las.

  1. Qual foi a pergunta: “Senhor meu, qual será o fim dessas coisas?”. Ele dirige a sua pergunta não ao anjo que falava com ele, mas diretamente a Cristo, pois a quem mais devemos dirigir as nossas perguntas? “Qual será o resultado final desses eventos? Qual é o objetivo deles? Em que eles acabarão?” Note que quando observamos os assuntos desse mundo, e da igreja de Deus nele, só podemos pensar: “Qual será o fim dessas coisas?” Muitas vezes vemos as coisas se moverem como se fossem acabar na completa ruína do Reino de Deus entre os homens. Quando observamos o domínio do vício e da impiedade, da decadência da religião, os sofrimentos dos justos, e os triunfos dos injustos sobre eles, podemos muito bem perguntar: “Senhor meu, qual será o fim dessas coisas?” Mas há algo que pode nos satisfazer de um modo geral, o fato de que no final tudo acabará bem. Grande é a verdade, e em longo prazo ela prevalecerá. Todo governo, principado e potestade contrários serão destruídos, e a santidade e o amor triunfarão, e serão honrados, eternamente. O fim, esse fim, chegará.
  2. Que resposta é dada a essa pergunta. Além daquilo a que esse tempo se refere anteriormente (w. 11,12), aqui estão algumas instruções gerais dadas a Daniel, com as quais ele é dispensado de outra indagação.

(1) Ele deveria se contentar com as revelações que lhe haviam sido feitas, e não fazer mais perguntas: “Segue o teu caminho, Daniel”. Aquilo que te foi concedido até a previsão das coisas futuras é suficiente. Pare aqui. Volte a tratar novamente dos negócios do rei (cap. 8.27). Segue o teu caminho, e registra o que viste e ouviste, para benefício da posteridade, e não cobices ver e ouvir mais no momento. Note que essa comunhão íntima com Deus não ocorre de uma forma contínua neste mundo. Nós às vezes somos tomados para ser testemunhas da glória de Deus, e dizemos: Bom é estarmos aqui. Mas devemos descer do monte, pois ali não é a nossa habitação permanente nesta vida. Aqueles que sabem muito sabem apenas em parte, e ainda vêem que há muito sobre o que eles são mantidos no escuro. E é provável que isto permaneça assim até que o véu seja rasgado. Até aqui o conhecimento deles chegará, mas não irá além. Siga em frente, Daniel, e satisfeito com o que tens.HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Isaías a Malaquias. Editora CPAD. pag. 905-906.

 

Assim, veio a palavra a Daniel: vai até ao fim; porque repousarás e estarás na tua sorte, no fim dos dias (13; cf. v. 9).Adam Clarke apresenta uma palavra confortadora: “Temos aqui um conselho apropriado para cada pessoa. 1) Você tem um caminho — um caminho na vida, que Deus determinou para você; ande neste caminho; este é o seu caminho. 2) Haverá um fim para você de todas as coisas terrenas. A morte está diante da porta e a eternidade está muito próxima; vá até o fim — seja fiel até a morte. 3) Há um descanso preparado para o povo de Deus. Você descansará; seu corpo no túmulo; sua alma no favor divino aqui e, finalmente, no paraíso. 4) Como na Terra Prometida, havia muito para cada pessoa do povo de Deus, assim haverá muito para você. Não se feche para essa promessa, não a negocie, não permita que o inimigo a roube de você. Esteja determinado a se levantar para receber a herança, no fim dos dias. Cuide para guardar a fé; morra no Senhor Jesus, para que você possa ressuscitar e reinar com Ele por toda a eternidade”.

Alexander Maclaren sugere uma Mensagem para o Ano Novo com os seguintes pensamentos do versículo 13:1) A Jornada — Vai (“siga o seu caminho”, NVI). 2) O Lugar de Descanso do Peregrino — porque descansarás. 3) O Lar Final — estarás na tua sorte, no fím dos dias.

Daniel recebeu a clara confirmação da sua esperança em relação à imortalidade. Séculos, e até milênios, passariam antes do seu cumprimento integral. Mas no fim dos dias, quando a consumação chegar, Daniel estará lá reunido com as multidões dos remidos da terra e do céu. Então ele será, não um espectador de visões, mas um participante dos tremendos acontecimentos na introdução da plena glória do Reino de Deus. No arrebatamento ele observará a glória, a sabedoria e a honra Daquele que desde o princípio determinou o cumprimento da história do Reino de Deus. Ele participará do grande “Aleluia” dos redimidos. Então os “reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo. E ele reinará para todo o sempre” (Ap 11.15).Roy E. Swim. Comentário Bíblico Beacon. Daniel. Editora CPAD. Vol. 4. pag. 545.

 

  1. Humildade e finitude.

 

Dn 12.8 “Eu, pois, ouvi, mas não entendi’. O presente versículo, confrontado com o versículo 7 (o anterior), e com o versículo 5 do cap. 10, nos dá entender que Daniel seria um dos personagens que estavam na banda do rio, vendo esta maravilhosa visão. Daniel contemplava a visão e ouviu as palavras, que iam sendo proferidas, mas nada entendia! O anjo também ficou sem entender aquela visão tão sublime. O apóstolo João entendeu muito bem o sentido da voz dos sete trovões, porém, a exemplo de Paulo, foi-lhe vedado escrever ou revelar a mensagem (2 Co 12.4 e Ap 10.4). Porém a Daniel, nem isso lhe foi concedido. Existem, no eterno propósito de Deus, mistérios desconhecidos até mesmo pelos anjos. Mas Daniel sabia que “as coisas encobertas são para o Senhor nosso Deus”, por isso, com toda a humildade, pediu a interpretação dessas coisas (Dt 29.29).Severino Pedro da Silva. Daniel vercículo por vercículo. Editora CPAD. pag. 234-235.

 

Que resposta foi dada em relação a isso por Aquele que enumera os segredos, e conhece todas as coisas futuras.

(1) Aqui é feito um relato mais geral da continuidade dessas aflições ao anjo que fez a pergunta (v. 7): elas continuarão por um tempo, tempos, e metade de um tempo, isto é, um ano, dois anos, e metade de um ano, como foi declarado anteriormente (cap. 7.25), além da metade de uma semana profética. Alguns entendem isto indefinidamente, um período conhecido versus uma incerteza. Será por um tempo (um tempo considerável), por tempos (um tempo ainda mais longo, o dobro do tempo que se pensava que seria, a princípio), e ainda certamente apenas a metade de um tempo, ou uma parte de um tempo.

 

 Quando estiver acabado não parecerá a metade do tempo que se temia. Mas, logo de início, esse período mencionado deve ser considerado como certo tempo. Nós nos deparamos com uma situação semelhante no Apocalipse: às vezes a menção de três dias e meio representa três anos e meio, às vezes representa quarenta e dois meses, e às vezes 1260 dias. Agora observe, em relação a essa determinação do tempo: [1] Ela foi confirmada por um juramento. O homem vestido de linho levantou ambas as mãos ao céu, e jurou por Aquele que vive eternamente que isso deveria ser assim. Assim o anjo poderoso que João viu é introduzido, com uma clara referência a essa visão, estando com o seu pé direito sobre o mar e o seu pé esquerdo sobre a terra, e com a sua mão levantada ao céu, jurando que não haverá mais demora (Ap 10.5,6). Esse Poderoso que Daniel viu estava de pé com ambos os pés sobre a água, e jurou com ambas as mãos levantadas.

 

 Observe que um juramento serve para confirmação. Devemos sempre falar a verdade diante de Deus, porque Ele é o Juiz adequado a quem devemos apelar. Levantar a mão é um sinal muito adequado e significativo para ser usado em um juramento solene. [2] Ela foi ilustrada com uma ponderação. Deus permitirá que ele prevaleça até que tenha cumprido a destruição do poder do povo santo. Deus permitirá que ele faça o seu pior, e chegue ao seu extremo, e então todas essas coisas estarão terminadas. Observe que o tempo de Deus para socorrer e aliviar o seu povo é quando seus assuntos são trazidos à situação mais extrema. No monte do Senhor Isaque foi salvo exatamente quando estava pronto a ser sacrificado. Pois bem, o evento atendeu a predição. Josefo diz expressamente, no seu livro Guerras dos Judeus, que Antíoco, de sobrenome Epifânio, surpreendeu Jerusalém pela força, e a dominou por três anos e seis meses, e foi então expulso do país pelos hasmoneanos, ou ma- cabeus. O ministério público de Cristo durou três anos e meio, um período em que Ele suportou a oposição dos pecadores contra si, e viveu em pobreza e dificuldades. E então, quando o seu poder parecia ter sido destruído com a sua morte, e os seus inimigos triunfavam sobre Ele, chegou o momento em que Ele obteve a vitória mais gloriosa, e disse: Está consumado.HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Isaías a Malaquias. Editora CPAD. pag. 904-905.

 

Dn 12. 8, 9. Confuso, Daniel formuía uma pergunta levemente diferente. Ele quer saber qual será o fim destas cousas; mas o significado pleno da revelação é escondido até de Daniel, estando as palavras encerradas e seladas (cf. v. 4), embora ele as tenha ouvido da boca do mensageiro celeste. O texto confirma, assim, que a palavra “selado” deve ser tomada de modo metafórico; ele ouve as palavras mas elas não significam nada para ele. Somente depois dos acontecimentos é que se pode ver que uma palavra profética teve o seu cumprimento. Ela não supre informações a partir das quais um programa possa ser construído, por não ser este o seu propósito.Joyce G. Baldwin,. Daniel Introdução e Comentário. Editora Vida Nova. pag. 220.

 

Agora Daniel começa a formular perguntas em concordância com o exemplo do anjo. Primeiramente ele ouviu um anjo inquirindo do outro [anjo]; em seguida reuniu coragem e quis receber informação, e pergunta qual seria o fim ou resultado. Diz ele: Eu ouvi, porém não entendi. Pelo verbo ‘ouvir’ ele testifica a ausência de ignorância, de indolência ou de menosprezo. Muitos divergem sem qualquer percepção de um tema, embora ele seja muito bem explicado, porquanto não atentam para ele. Aqui, porém, o profeta assevera que ouviu; significando que seria culpa de sua diligência se não entendia, porque estava desejoso de aprender e tinha exercitado todas suas faculdades, como anteriormente sugerimos, e contudo confessa não haver entendido. Daniel não pretende confessar total obtusidade, porém restringe sua ignorância ao tema de sua interrogação. 

 

Do que Daniel era ignorante? Do resultado final. Ele não podia atentar para o significado dessas predições, as quais lhe soavam extremamente obscuras, e isso demandava sua plena e total compreensão. É muito evidente que Deus nunca enuncia sua palavra sem esperar fruto; como diz Isa- ias: “Não falei em segredo, nem em algum lugar escuro da terra; não disse à descendência de Jacó: Buscai-me em vão” [Is 45.19]. Deus não queria deixar seu profeta nessa perplexidade de ouvir sem entender, porém estamos cientes dos graus distintos de proficiência na escola de Deus. Além disso, a revelação suficiente era notoriamente conferida aos profetas para o cumprimento de seu ofício, e contudo nenhum deles nunca entendeu perfeitamente as predições que enunciavam. 

Também sabemos o que Pedro diz: “ Aos quais foi revelado que, não para si mesmos, mas para nós, eles ministravam essas coisas que agora vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho” [IPe 1.12]. Essas coisas de forma alguma foram inúteis para sua própria época, mas quando nossa época é comparada com a deles, certamente a instrução e disciplina dos profetas nos são mais úteis e produzem frutos mais ricos e mais sazonados em nossa época do que na deles. Não nos deve surpreender, pois, que Daniel confesse não entender, se restringirmos as palavras a este caso único.João Calvino. Série de Comentários de Calvino do Antigo Testamento.( Editora edições Parakletos. pag. 454-455.)

 

fonte WWW.MAURICIOBERWALDOFICIAL.BLOGSPOT.COM

 

 

 

Postado por mauricio berwald 

 

 

 

 

 

Escatologia o anticristo livro de Daniel (4)

 

                UM TIPO DO FUTURO ANTICRISTO DN 11

 

 

 

 

 

                                Professor Mauricio berwald

 

Antíoco IV Epifânio foi um déspota selêucida cruel, vingativo e opressor. Para a aula do capítulo 11 do livro de Daniel, precisamos conhecer um pouco mais sobre as ações desse rei que procurou "helenizar" a Palestina entre 168-164 a.C.

 

A história nos conta que a partir das rixas locais em Jerusalém —Jasão, por exemplo, tentou se reconduzir ao cargo de Sumo-Sacerdote matando partidários de Menelau — Antíoco Epifânio invadiu a Cidade Santa massacrando muitos judeus, saqueando o Templo e reempossando Menelau a função de Sumo-Sacerdote. Note que o Sumo-Sacerdócio há muito havia deixado de ser uma instituição nomeada por Deus. Era uma instituição marcada pela conquista do poder pelo poder. Essa cultura permaneceria assim com o advento do Senhor Jesus. Através dessa cultura de poder o nosso Senhor foi assassinado em plena Palestina.

Anos mais tarde Antíoco Epifânio voltou a atacar a Palestina. Dentre as suas intenções para com aquela região estava não somente o ataque, mas a mudança da mentalidade cultural dos judeus, da sua religião e da sua identidade como povo. Veja as seguintes ações de Epifânio:

 

  1. Forçou a aculturação dos judeus na cultura helénica.

 

  1. Ordenou uma perseguição amarga e sangrenta aos que resistiram à cultura e à religião helenísticas na Palestina.

 

  1. Em 167 a.C., erigiu um ídolo consagrado a Zeus e sacrificou porcos sobre o altar no Templo de Jerusalém.

 

  1. Proclamou-se divino. Seu sobrenome, "Epifânio", significa "deus manifestado".

 

A figura de Antíoco Epifânio representa o ápice do cumprimento da profecia bíblica. Foi um ser cruel e histórico. Entrou no lugar santo o blasfemou. Voltou-se contra o Deus de Israel profanando o altar do Templo. Antíoco Epifânio é uma prova de como uma profecia bíblica cumpri-se na história. Mostra como Deus é ^temporal e encontra-se para além da história. De acordo com os estudiosos da linha dispensasionalis- ta, até o versículo trinta e cinco do capítulo onze de Daniel vemos a exata descrição de Antíoco Epifânio.Pelo caráter traiçoeiro, cruel, astuto e enganador de Antíoco Epifânio é que muitos estudiosos colocam como um tipo do Anticristo de acordo com o Novo Testamento. Estudar a história de um povo para compreendermos o todo de uma profecia é uma tarefa importantíssima.Revista Ensinador Cristão. Editora CPAD. pag. 42.

 

 

COMENTÁRIO  INTRODUÇÃO

 

Neste capítulo trataremos de um personagem que se destaca dentro da profecia de Daniel e envolve fatos que já aconteceram e se cumpriram historicamente. O cumprimento dessas profecias fortalece a confiança e a credibilidade das visões e revelações de Daniel. Porém, o personagem que aparece é um dos últimos reis do Império Grego, chamado Antíoco Epifânio IV, da família dos ptolomeus, o qual será destacado pela crueldade e pelo desprezo às coisas sagradas. Ele aparece mais no final do capítulo 11.O capítulo 11 traz uma profecia que abrange os dois últimos Impérios, o Medo-persa e o Grego. O seu cumprimento se inicia, literalmente, a partir do fmal dos dias da vida de Daniel sob o reinado de Dario, o medo. Neste capítulo Deus revela a Daniel eventos proféticos que se cumpriram no período interbíblico, ou seja, aquele período entre o Antigo e o Novo Testamentos. Porém, a revelação maior dessa profecia diz respeito ao personagem histórico Antíoco Epifânio. Esse personagem refere-se a um futuro rei com as mesmas caraterísticas que aparecerá, escatologicamente, no futuro, como o Anticristo revelado no Novo Testamento. As profecias do capítulo 11 se cumpriram e ocorreram entre os reinados de Dario, o medo (539 a.C.) e Antíoco Epifânio (175-163 a.C.). Porém, a parte do texto dos versículos 36-45 diz respeito a Israel em tempos ainda não cumpridos e que estão relacionados intimamente com os capítulos 12 de Daniel e 13 de Apocalipse.Elienai Cabral. Integridade Moral e Espiritual. O Legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje. Editora CPAD. pag. 149-150.

 

 

No capítulo 11 do livro de Daniel o anjo de Deus ainda está falando com ele. Os reinos se levantam e caem segundo o programa de Deus. Deus é soberano, e Ele está dirigindo a história.

 

A Babilônia caiu pela mão de Deus. Stuart Olyott descreve essa verdade assim: “O império babilônico foi derrubado pelo poder de Cristo. Os medos e persas foram Seus instrumentos terrenos, mas a efetiva queda de Babilônia foi um ato divino realizado pelo próprio Filho de Deus”. Agora, os reis da Pérsia também cairão. Cairá também o grande rei da Grécia. As lutas internas que se travarão entre os reinos do Norte e do Sul estão profetizadas e nada escapará ao controle divino.

Esse capítulo 11 de Daniel é um verdadeiro retrato do futuro. E a história sendo contada antes dela acontecer. Osvaldo Litz chama esse capítulo de “recortes do futuro”.Deus está levantando a ponta do véu e mostrando o futuro para Daniel (v. 2). Deus escreve a história antecipadamente. As coisas acontecem porque Deus as determinou. A história estava escrita desde a eternidade nos livros divinos (Dn 10.21), mas também seria registrada no livro de Daniel bastante tempo antes que acontecesse.LOPES. Hernandes Dias. DANIEL Um homem amado no céu. Editora Hagnos. pag. 135-136.

 

Nesse capítulo, o anjo Gabriel trabalha no cumprimento da promessa feita a Daniel no capitulo anterior, isto é, ele mostra o que aconteceria ao seu povo nos dias finais, de acordo com o que estava escrito nas escrituras da verdade. E, muito particularmente, ele prevê aqui a sucessão dos reis da Pérsia e da Grécia e os negócios desses reinos, especialmente a maldade que Antíoco Epifânio praticaria nos seus dias contra o povo de Deus.E isso já havia sido previsto anteriormente (cap. 8.11-12). Temos aqui: I. Uma breve profecia sobre o estabelecimento da monarquia grega que estava agora começando a se instalar sobre as ruínas da monarquia persa (w. 1-4). II. Uma previsão sobre os negócios dos dois reinos do Egito e da Síria, fazendo referências a cada um deles (w. 5-20). III. A ascensão de Antíoco Epifânio, seus atos e seus sucessos (w. 21-29). IV A grande maldade que iria praticar contra a nação judaica e a sua religião, e o seu desprezo por todas as religiões (w. 30-39). V A sua queda e derradeira ruína quando estava no auge da sua perseguição (w. 40-45).

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Isaías a Malaquias. Editora CPAD. pag. 894.

 

 

I - PREDIÇÕES PROFÉTICAS CUMPRIDAS

COM EXATIDÃO (11.2-20)

 

 

  1. A revelação sobre o fim do Império Medo-Persa (11.2).

 

“Eu, porém, no primeiro ano de Dario, o medo” (11.1). A importância dessa profecia é constatar a fidelidade e exatidão do cumprimento das profecias especialmente no período inter-bíblico. O primeiro ano do reinado de Dario foi em 539 a.C., conforme se pode constatar nos textos de Dn 6.1 e 9.1.0 anjo de 11.1 é mesmo anjo de 10.20,21 que veio a Daniel, não apenas para confortá-lo, mas continuar a revelar o futuro de dois Impérios: o medo-persa (com todos os seus reis) e o grego (11.2-4).

A revelação sobre o fim do Império Medo-persa (11.2). Aparece no versículo 1 o rei “Dario, o medo” que é o mesmo de Dn 5.31. No capítulo 9.1, ele é chamado “Dario, filho deAssuero”.A história bíblica diz que Ciro constituiu a Dario como rei enquanto ele estava no campo de batalha na conquista de outras terras e nações. Porém, o versículo 2 fala de três reis e destaca um quarto. Os três primeiros reis persas em sequência normal são, segundo Scofield, em seu comentário: Ciro II (550-530 a.C.), Cambises II (529-522 a.C.) e Dario I Histapes (521-486 a.C.). O quarto rei é Xerxes (486-465 a.C). Existe pouca informação acerca desses reis, sobre os quais Daniel citou que reinariam em sequência, não por muito tempo. Porém, os dados proféticos são precisos e confirmados pela própria história. As evidências históricas do cumprimento da profecia são tão reais, que os críticos da Bíblia sugerem que a profecia foi escrita, pelo menos 400 anos depois de Daniel, depois que tudo tinha acontecido. Entretanto, a revelação futura dada a Daniel encontra respaldo histórico e credibilidade porque Deus cumpre sua palavra. Além dos fatos cumpridos, a profecia aponta para o futuro, com o aparecimento do Anticristo, um tipo de Antíoco Epifãnio.Elienai Cabral. Integridade Moral e Espiritual. O Legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje. Editora CPAD. pag. 150.

 

 

Dn 11.2 “Eis que ainda três reis estarão na Pérsia”. O “homem vestido de linho” revela a Daniel que o reino da Pérsia está chegando ao seu fim: somente três monarcas restariam para que aquela dinastia expirasse. Lendo o capítulo quatro do livro de Esdras, encontramos os nomes dos três monarcas que reinaram depois de Ciro: 1) Cambises (Assue- ro). 2) Esmerdis (Artaxerxes). 3) Dario (Persa). A ordem cronológica estabelecida ali não é tão fácil de ser determinada, a não ser aquilo que podemos depreender dos textos sagrados.

 

Cambises (Assuero). Este monarca não deve ser confundido com o Assuero marido de Ester; o do presente texto é posterior àquele. “Cambises vem citado no livro de Esdras 4.6, com o nome de Assuero. Este rei era neto da princesa Mondane, a mãe de Ciro e, conseqüentemente, filha da Rainha Ester” (doutor Goodman). Evidentemente, ele é o Assuero persa, e o outro, Assuero, da nação dos medos (Et 1.1; Dn 9.1). Esse rei governou poucos anos. Seu feito principal foi atacar e tomar o Egito, cujo rei era Psamético. Estendeu suas armas vitoriosas e atacou também a Etiópia. Só não atacou Cartago, porque os fenícios o dissuadiram de atacar a sua colônia predileta. Voltando de suas conquistas, achou uma rebelião no Egito. Revoltado, matou Psamético, e outros nobres daquele império.

 

Esmerdis (Artaxerxes). Esse monarca persa, devido às suas grandes conquistas, teve seu nome mudado para “Artaxerxes Longímano”, que reinou provavelmente de 465 a 425 a.C. (Ed 4.7, 8,11, 23; 6.14; 7.1, 11, 12, 21; 8.1; Ne 2.1; 13.6). Segundo Heródoto, “Artaxerxes” quer dizer “grande guerreiro”. Foi cognominado de “Longímano” por sua excessiva bondade. A Enciclopédia Internacional diz que Longímano “... foi célebre pela sua bondade e generosidade; permitiu aos judeus que tinham ficado em Babilônia, depois do edito de Giro, que voltassem a Jerusalém para restabelecer a sua religião”. Pelo testemunho bíblico, foi ele o monarca que promulgou a “ordem” para que Nee- mias reconstruísse os muros da cidade de Jerusalém, em 445 a.C. (Ne 2.1; Dn 9.25). Em seu governo, Neemias subiu a Jerusalém, levando consigo uma leva de cativos voltando à sua terra, com prazer e grande júbilo. (Comp. SI 126). Foi a terceira leva de cativos que desejaram acompanhá-lo.

 

Dario (Persa). Este monarca vem citado no livro de Es- dras, (caps. 4.5,24; 5.6, 7; 6.1,12,14,15). Após oito (8) meses de governo do usurpador Gomates, Dario Histaspis subiu ao trono. Seu primeiro trabalho foi extinguir as revoluções em todo o seu Império. Sua energia, coragem, dedicação e gênio bélico, conseguiram isso. Este rei decretou o “reinicio” da construção da casa de Deus em Jerusalém (Ed 4.24; 6.1-12).

 

“... o quarto será cumulado de grandes riquezas”.

 

Xerxes(Kchiarcha). Todos os estudiosos da Bíblia concordam em que o “quarto” monarca aqui mencionado é Xerxes. Ele foi o sucessor de Dario, o persa. Seu nome aparece na História como Kchiarcha. Os dados históricos e proféticos se combinam entre si sobre a vida deste soberano. Ele foi realmente o que diz a profecia: “Foi cumulado de grandes riquezas, mais do que todos”. Ele, durante o seu reinado, atacou a Grécia e foi derrotado nesta invasão.Severino Pedro da Silva. Daniel vercículo por vercículo. Editora CPAD. pag. 198-199.

 

Ele prevê o reino dos quatro reis persas (v. 2): “Agora, te declararei a verdade”, isto é, o verdadeiro significado das visões da grande imagem, e das quatro bestas, e explicarei com termos simples aquilo que antes foi representado através de tipologias difíceis. (1) Levantar-se-ão três reis na Pérsia, além de Dario, em cujo reino essa profecia foi datada (cap. 9.1). Broughton entende que esses reis eram Ciro, Artaxasta ou Arta- xerxes, chamado pelos gregos de Cambises, e o Assue- ro que se casou com Ester, também chamado de Dario, filho de Histaspe. 

 

E, de acordo com Heródoto, a esses três reis os persas deram os seguintes atributos - Ciro era um pai, Cambises era um mestre, e Dario era um colecionador. (2) Haveria um quarto rei, muito mais rico do que todos eles, Xerxes, cuja riqueza foi registrada pelos autores gregos. Por causa do seu poder (do seu vasto exército que consistia de pelo menos 800.000 homens) e das suas riquezas, com as quais ele mantinha e pagava o seu vasto exército, ele era capaz de incitar a todos contra o reino da Grécia. A expedição de Xerxes contra a Grécia ficou famosa na história, assim como a vergonhosa derrota que sofreu. Aquele que quandopartiu ameaçava ser o terror da Grécia, quando retornou não passava de um alvo do seu desdém. Ninguém precisava descrever a Daniel o desapontamento que Xerxes sentiu, pois ele havia feito o possível para obstruir a construção do templo. Mas, cerca de trinta anos após o primeiro retorno do cativeiro, Dario, um jovem rei, recomeçou a construção do Templo e atribuiu à mão de Deus as derrotas dos seus predecessores que haviam impedido essa reconstrução (Ed 6.7)HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Isaías a Malaquias. Editora CPAD. pag. 894-895.

 

  1. Profecia sobre os medos e persas (11.1,2). "Dario, o medo"

 

 (v. 1). É o mesmo Dario de 5.31. Em 9.1 ele é chamado "Dario, filho de Assuero". Esse monarca foi constituído rei por Ciro, interinamente, na Caldéia, enquanto ele completava suas conquistas. Assuero, o pai deste Dario, não é mencionado em Ester 1.1. Quem estuda a Bíblia e a História precisa saber que houve mais de um Dario e mais de um Assuero nas Escrituras. Por falar em Dario e Assuero, convém saber que esses termos são títulos e não nomes propriamente ditos. Dario significa mantenedor, e Assuero, poderoso. Muitos desses monarcas têm mais de um nome. Também alguns deles têm nomes diferentes na Bíblia e na história secular, como é o caso de Assuero, que na história secular é conhecido por Xerxes. Xerxes é palavra grega, ao passo que Assuero é hebraica.

"três reis se levantarão na Pérsia, e o quarto..." (v. 2). Quatro reis da Pérsia são aqui mencionados, isso além de Ciro, pois este já estava no trono (10.1). Esses quatro reis são:

 

  1. Assuero, filho de Ciro. Reinou de 529 a 522 a.C. É conhecido na história por Xerxes I e Cambises II. É mencionado em Esdras 4.6.
  2. Artaxerxes I. Reinou de 522 a 521 a.C. É conhecido na história por Smeredis. É mencionado em Esdras 4.7-11. Determinou a suspensão das obras do templo do pós-cativeiro.

 

  1. Dario II. Filho de Artaxerxes. Reinou em 521 a 485 a.C. É mencionado em Esdras 4.5. É conhecido na história por Dario Histaspes, ou simplesmente Histaspes. Foi ele quem ordenou a conclusão das obras do templo, conforme Esdras capítulo 6. Ele é o famoso Dario registrado na Pedra de Behistum, perto de Hamadã, no Irã, a antiga capital dos medos, chamada então Ecbátana. Foi derrotado na famosa Batalha de Maratona, na Grécia, em 490 a.C.

 

  1. Assuero, o esposo de Ester (Et 1.1). Foi o mais rico e o mais poderoso rei persa. Reinou de 485 a 465 a.C. A história chama-o Xerxes II. (Não confundir esse Assuero com o de Esdras 4.6.) Era filho de Dario II e foi derrotado pela esquadra grega de Salamina, Chipre, em 480 a.C.

Aqui termina a história da Pérsia na profecia. Nada é dito dos reis restantes, uns cinco, pelo menos. É que a glória da Pérsia entrou em rápido declínio com a morte de Assuero ou Xerxes II. Os reis restantes nada realizaram de importante para a história.Antônio Gilberto. DANIEL & APOCALIPSE Como entender o plano de Deus Para os últimos dias. Editora CPAD.

 

  1. Um rei valente (11.3).

 

A revelação profética sobre o Império Grego (11.3).

 

Xerxes I, sucessor de Dario, o persa, foi o quarto e último rei do Império Medo-persa. Foi um rei que juntou muita riqueza, mas ao enfrentar a Grécia, conquistou a cidade de Atenas e isto irritou aos gregos. Despontava naquele tempo a liderança de Alexandre, o Grande, que reuniu todas as forças bélicas e humanas dos seus exércitos e derrotou a Xerxes, da Pérsia, vingando a nação grega. Portanto, em 331 a.C., Alexandre, o grande, “o rei valente” se levantou e suplantou o último rei dos medos-persas com grande força e domínio sem qualquer resquício de misericórdia (v. 3). 

 

Era jovem e cheio de energia, inteligente e perspicaz, porque foi capaz de persuadir com carisma seus subordinados para que se unissem a ele a fim de conquistar o mundo de então. Com força pujante e implacável, Alexandre foi aumentando seu domínio geográfico e cultural conquistando outras nações. Ele procurou agregar os povos conquistados e tornar o seu domínio num “império unido”. Ele promoveu a miscigenação das nações conquistadas, para ter o domínio sobre todos. Ele formou um exército coeso e forte recrutando homens de todas as nações conquistadas. Em pouco tempo, para o contexto da época, suas conquistas ultrapassaram todos os índices de tempo para dominar e fazer o que lhe aprouvesse. Cumpria-se, de fato, a soberania de Deus dirigindo a história e fazendo valer a sua soberana vontade. Era a sua vontade exercida nos destinos das nações e, acima de tudo, especialmente para Israel.Elienai Cabral. Integridade Moral e Espiritual. O Legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje. Editora CPAD. pag. 151.

 

Dn 11.3 “... um rei valente”. 

 

O leitor deve observar que o Império Greco-Macedônio entra em cena neste versículo. Não é mais representado como nas composições anteriores descritas por Daniel: 1) “Cobre” (Dn 2.32). 2) “Metal” (Dn 2.39). 3) “Folhas” (Dn 4.21). 4) “Leopardo” (Dn 7.6). 5) “Bode peludo” (Dn 8.20, 21). Agora, no presente versículo, este reino tem sua representação na pessoa de um “rei valente” que reinaria com grande domínio. Este rei valente foi Alexandre Magno, ele realmente tomou o Império Medo- persa, e reinou com grande poder (Dn 8.3, 4). Ale-xandre foi, de fato, um guerreiro habilidoso, porém, tudo quanto fez e conquistou foi derramando sangue (dos ou-tros) e pela espada. Ele foi a antítese do verdadeiro Cristo, que tudo quanto fez e conquistou foi derramando o seu próprio sangue, e manifestando seu grande amor. Vejamos o caráter negativo de Alexandre e o caráter positivo de Cristo: Jesus e Alexandre morreram aos trinta e três anos. Um deles viveu para si mesmo, o outro por mim e por você. O grego morreu num trono; o judeu morreu numa cruz. 

 

A vida de um foi triunfante (aparentemente); a do outro, uma derrota (aparentemente). Um deles comandou imensos exércitos armados, o outro teve apenas um pequeno grupo, desarmado. Um derramou o sangue alheio sem piedade, o outro derramou o seu próprio sangue, e o derramou por amor ao mundo. Alexandre conquistou o mundo em vida; Jesus perdeu a sua vida para ganhar vida para seus seguidores. Um morreu na Babilônia, o outro no Calvário. Um conquistou tudo para si, e o outro a si mesmo se deu. Alexandre, enquanto viveu, conquistou todos os tronos; Jesus, na morte e na vida, conquistou o Trono de Glória. Um deles sendo servo se fez Deus; o outro sendo Deus se fez servo (F1 2.6 a 7). Um deles ganhou um grande nome: Alexandre! O outro “um nome que é sobre todo o nome”: JESUS! Um deles viveu para se gloriar; o outro para abençoar. Quando o grego morreu, seu trono, conquistado pela espada, ruiu para sempre. Jesus, quando morreu ganhou o trono que permanece para sempre (SI 93.2).

O grego fez de todos escravos; o judeu a todos (que o aceitaram ou aceitam) liberta da escravidão do pecado. Um deles construiu um trono forrado de sangue; o outro edificou o seu com amor. Um deles veio da terra; é terreno (1 Co 15.47). O outro veio do.Céu; é celestial (1 Co 15.47 a 49). O grego morreu para sempre, o judeu para sempre vive. Perde tudo aquele que só recebe, e tudo ganha aquele que dá.Severino Pedro da Silva. Daniel vercículo por vercículo. Editora CPAD. pag. 199-200.

 

 

Daniel previu as conquistas de Alexandre e a divisão do seu reino (v. 3). Alexandre é aquele poderoso rei que iria se opor aos reis da Pérsia e governar com grande autoridade e um poder despótico sobre muitos reinos, pois agia de acordo com a sua vontade, e da mesma forma desfazia o que havia feito. No entanto, a lei dos medos e dos persas impedia que os seus reis fizessem o mesmo. Depois de conquistar a Ásia, Alexandre quis ser adorado como um deus. Então esta palavra foi cumprida, que ele agiria de acordo com a sua vontade. Essa era a sua pretensão, embora fosse uma prerrogativa divina.HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Isaías a Malaquias. Editora CPAD. pag. 895.

 

fonte www.mauricioberwaldoficial.blogspot.com

Postado por mauricio berwald