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LIÇÃO JOVENS 2 TRIM 2018 O ARREBATAMENTO DA IGREJA
LIÇÃO JOVENS 2 TRIM 2018 O ARREBATAMENTO DA IGREJA

LIÇÃO JOVENS 2 TRIMESTRE 2018 O ARREBATAMENTO DA IGREJA


TODAS LIÇÕES JOVENS 2 TRIMESTRE 2018 O ARREBATAMENTO 2018 CPAD.

 

 

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD

JOVENS 2º Trimestre de 2018

Título: A Igreja do Arrebatamento — O padrão dos Tessalonicenses para estes últimos dias.

Comentarista: Thiago Brazil

Lição 1: Introdução às Cartas aos Tessalonicenses

Data: 1º de Abril de 2018

 

TEXTO DO DIA

 

 

“Assim nós, sendo-vos tão afeiçoados, de boa vontade quiséramos comunicar-vos, não somente o evangelho de Deus, mas ainda a nossa própria alma; porquanto nos éreis muito queridos” (1Ts 2.8).

 

 

 

SÍNTESE

 

 

O estudo das Cartas de Paulo aos Tessalonicenses realça a Igreja como um lugar de relacionamentos saudáveis e edificantes, porque Jesus está entre nós.

 

 

 

AGENDA DE LEITURA

 

 

SEGUNDA — 1Ts 2.7

 

O amor de Paulo pelos tessalonicenses

 

 

 

 

 

 

TERÇA — At 17.1-8

 

A oposição que Paulo enfrentou entre os tessalonicenses

 

 

 

 

 

 

QUARTA — 1Ts 5.27

 

O caráter epistolar de 1 Tessalonicenses

 

 

 

 

 

 

QUINTA — 1Ts 3.2

 

Timóteo e o discipulado dos tessalonicenses

 

 

 

 

 

 

SEXTA — 2Ts 3.17

 

A autoria paulina é afirmada na Epístola

 

 

 

 

 

 

SÁBADO — 1Ts 2.17

 

Paulo desejava ver os tessalonicenses

 

 

 

OBJETIVOS

 

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

 

DEMONSTRAR que a Igreja pode e deve ser um ambiente de relacionamentos saudáveis;

APRESENTAR e discutir as Epístolas de 1 e 2 Tessalonicenses;

COMPARAR o conteúdo, estrutura e finalidade de 1 e 2 Tessalonicenses.

 

 

INTERAÇÃO

 

 

Caro professor(a), que alegria poder mais uma vez compartilhar com você a jornada de mais um trimestre de ensinamentos e aprendizagem, desta vez a partir da leitura e reflexão das duas Epístolas do apóstolo Paulo à igreja em Tessalônica.

 

Como todo novo começo, que em nosso caso na Escola Dominical dá-se sempre trimestralmente, temos a oportunidade de fazer melhor o que já vem dando certo em nossas aulas, e de tentar superar aquilo que não está funcionando da maneira correta. Por isso, aproveite esse momento inicial para desafiar-se a fazer coisas diferentes; a mesmice é o pior inimigo de um educador, facilmente o levará à mediocridade.

 

 

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

 

Que tal aplicar em suas aulas a metodologia da “sala de aula invertida” (Flipped Classroom em inglês)? O método da “sala de aula invertida” pode ser, resumidamente, apresentado da seguinte maneira: o modelo tradicional de aulas é completamente invertido, as tarefas de casa são feitas em classe e o estudo do conteúdo é realizado em casa. Por meio da própria revista, que o educando já tem acesso às lições completas, de vídeo aulas, textos sugeridos pelo educador, os alunos estudam a temática da lição em casa durante a semana. No dia da aula, ao invés de uma exposição exclusiva do professor, podem-se debater as principais questões da lição, tirar as dúvidas que surgiram e aprofundar outras temáticas que foram tocadas superficialmente pelo comentarista, mas que interessam à turma.

 

Perceba que nesse ambiente educacional o aluno tem o protagonismo e o educador a responsabilidade de mediar com muita sabedoria as questões que serão discutidas.

 

 

 

TEXTO BÍBLICO

 

 

Atos 17.1-10.

 

 

 

1 — E, passando por Anfípolis e Apolônia, chegaram a Tessalônica, onde havia uma sinagoga de judeus.

 

2 — E Paulo, como tinha por costume, foi ter com eles e, por três sábados, disputou com eles sobre as Escrituras,

 

3 — expondo e demonstrando que convinha que Cristo padecesse e ressuscitasse dos mortos. E este Jesus, que vos anuncio, dizia ele, é o Cristo.

 

4 — E alguns deles creram e ajuntaram-se com Paulo e Silas; e também uma grande multidão de gregos religiosos e não poucas mulheres distintas.

 

5 — Mas os judeus desobedientes, movidos de inveja, tomaram consigo alguns homens perversos dentre os vadios, e, ajuntando o povo, alvoroçaram a cidade, e, assaltando a casa de Jasom, procuravam tirá-los para junto do povo.

 

6 — Porém, não os achando, trouxeram Jasom e alguns irmãos à presença dos magistrados da cidade, clamando: Estes que têm alvoroçado o mundo chegaram também aqui,

 

7 — os quais Jasom recolheu. Todos estes procedem contra os decretos de César, dizendo que há outro rei, Jesus.

 

8 — E alvoroçaram a multidão e os principais da cidade, que ouviram estas coisas.

 

9 — Tendo, porém, recebido satisfação de Jasom e dos demais, os soltaram.

 

10 — E logo os irmãos enviaram de noite Paulo e Silas a Bereia; e eles, chegando lá, foram à sinagoga dos judeus.

 

 

 

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

 

 

INTRODUÇÃO

 

 

 

Você acredita que fortes amizades podem crescer em pouco tempo? Bem, isso aconteceu entre Paulo e os irmãos da igreja em Tessalônica. Depois de uma breve estadia naquela cidade, que foi interrompida em virtude de uma forte perseguição contra Paulo, o apóstolo precisou sair às pressas — praticamente numa fuga, realizada na calada da noite — para Bereia, em seguida para Atenas, e por fim para uma pousada mais longa em Corinto. Apesar da brevidade da permanência de Paulo entre os tessalonicenses, o seu coração aliançou-se com aqueles irmãos. Talvez o cuidado do apóstolo com os crentes em Tessalônica envolvesse o caráter neófito da fé daquela comunidade. Para além de nossas conjecturas, o fato é que Paulo demonstra, textualmente, forte carinho e afeição por aquela igreja com quem conviveu tão pouco tempo. É sobre relacionamentos assim, que produzem edificação mútua, que refletiremos durante todo este trimestre.

 

 

 

  1. SOBRE RELACIONAMENTOS QUE EDIFICAM

 

 

 

  1. Quando nosso cuidado manifesta o amor do Pai. Por que deveria Paulo demonstrar tanta afeição por um grupo de irmãos com quem conviveu tão pouco tempo? Aquela não era uma igreja rica e Paulo recebeu apoio financeiro de outra igreja para evangelizar Tessalônica (Fp 4.16). A multidão dos que creram também não foi capaz de garantir a segurança física de Paulo e sua equipe (At 17.4,5). Diante destas condições contrárias, o que poderia justificar tal atitude do apóstolo? Uma resposta adequada, ainda que muito abrangente, é o amor de Deus pelos tessalonicenses. Ou seja, a postura de Paulo materializa o zelo do Senhor por aquela jovem igreja, que mesmo sem muito destaque diante dos homens, era importantíssima para o Pai. Quando vivenciamos amizades num nível adequado de maturidade cristã, tornarno-nos a manifestação encarnada do amor do Senhor para com os outros.

 

  1. Quando nem a distância enfraquece um relacionamento. Paulo afirma que desejou ir ter novamente com os tessalonicenses, mas uma série de circunstâncias, até aquele momento, impedira o reencontro (1Ts 2,17.18). Entretanto, não era a distância ou a ausência física que faria aquela relação deteriorar-se; numa época de enormes dificuldades para comunicação à distância, o apóstolo testificou que o seu coração estava com os tessalonicenses e que eles eram um dos motivos da sua alegria diante do Senhor (1Ts 2.19,20).

 

Pelo exemplo de Paulo e dos tessalonicenses percebemos que a qualidade de nossos relacionamentos está associada diretamente ao valor que damos a cada pessoa, pelo que ela é, e não, necessariamente, pela quantidade de tempo que passamos ao seu lado. Em um tempo de comunicação instantânea à distância, vamos ficar atentos para não tratarmos com mais carinho nossos telefones do que nossos amigos.

 

  1. Quando uma correspondência amorosa torna-se Palavra de Deus. As notícias que Timóteo trouxe sobre os tessalonicenses animaram Paulo para que este escrevesse cartas àquela comunidade (1Ts 3.6). É claro que Paulo não imaginou ao escrever estas correspondências: “Agora vou escrever um texto que se tornará sagrado para todos aqueles que servem a Cristo!”. Porém, não há dúvidas sobre a canonicidade destes textos; eles são a inerrante e infalível Palavra de Deus historicamente reconhecidos pela Igreja. Contudo, é a simplicidade do contexto de sua composição que nos salta aos olhos: as cartas de um amigo, um discipulador, para seus amados irmãos que estão a quilômetros de distância, constituem-se em inspirada instrução não apenas para aquela comunidade, mas para toda a cristandade. Que nossos relacionamentos sejam assim, tão genuínos, que nossas mensagens, postagens, compartilhamentos, sirvam sempre para a edificação de quem nós amamos.

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

Na maioria das vezes o modo como falamos é tão importante quanto à maneira como agimos. Um tratamento amável proporciona grandes chances de que nossa mensagem atinja seu objetivo. Anunciar o amor por meio do ódio é simplesmente impossível. O Evangelho precisa ser apresentado embebecido na graça.

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

Na sociedade da comunicação, onde escrevemos e falamos o tempo todo, será que nossos relacionamentos são de fato tão edificantes que uma simples mensagem eletrônica, que enviamos para alguém, pode tornar-se um meio de comunicação da vontade de Deus para aqueles que precisam ouvir a voz do Senhor?

 

 

 

 

 

 

  1. PRIMEIRA CARTA AOS TESSALONICENSES

 

 

 

  1. A mais antiga das cartas paulinas. É um consenso entre os especialistas que 1 Tessalonicenses, por ter sido redigida em Corinto durante a segunda viagem missionária, por volta dos anos 50/51 d.C, é o mais antigo texto de Paulo registrado na Bíblia. Na verdade esta epístola seria a mais antiga obra do Novo Testamento. Este fato deve levar-nos a compreender que uma leitura mais cuidadosa da Primeira Carta aos Tessalonicenses nos revelará não só o pensamento paulino em sua estrutura mais original, mas também questões e demandas — teológicas e sociais — que preocupavam as comunidades cristãs do primeiro século. Deste modo o contexto da redação desta Carta refere-se ao momento histórico em que o apóstolo dos gentios está desenvolvendo suas grandes sistematizações doutrinárias, as quais serão importantíssimas para o crescimento posterior de todo o Cristianismo.

 

  1. Sobre uma possível estrutura da epístola. O texto inicia-se, como tradicionalmente Paulo faz em seus escritos, com uma apresentação dele e de sua equipe, seguida imediatamente de uma calorosa saudação pastoral. Após a saudação, na primeira parte do texto, o apóstolo concentra-se num testemunho de louvor pela vida dos tessalonicenses e de gratidão pela comunhão tão profunda que se desenvolveu entre ele, Paulo, e os crentes em Tessalônica. Como não podia ser diferente, neste momento da carta o apóstolo fala de seus sentimentos para com aquela comunidade, e reconhece as virtudes e cuidados daqueles irmãos para com ele e seu ministério. A segunda grande divisão, que naturalmente apresenta-se no texto, engloba o esclarecimento de Paulo quanto à paradosis (tradições judaicas) para aquela jovem comunidade. Logo em seguida há uma seção dedicada a uma série de exortações práticas. O texto finaliza-se com uma orientação para leitura coletiva da correspondência — daí o caráter epistolar desta obra paulina —, e com uma palavra de despedida.

 

  1. Uma escrita pastoral. Um dos aspectos mais destacáveis desta epístola paulina é o tipo de linguagem utilizada pelo apóstolo. Não encontramos neste texto uma rigidez cerimonial ou mesmo um distanciamento formal; este texto é uma típica correspondência pastoral. 1 Tessalonicenses trata-se de uma carta redigida por um pastor amoroso e atento a uma comunidade de novos convertidos. Esta postura adotada por Paulo deve levar-nos a reavaliar constantemente nossos procedimentos relacionais: de que modo trato as pessoas à minha volta? Sou alguém que por meio de minhas ações reflito o amor de Deus pela humanidade? Estes são alguns dos questionamentos que devemos constantemente fazer-nos, tomando por base a vida de Cristo, e por que não, também o tratamento de Paulo para com os tessalonicenses.

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

Qual a relevância dos novos convertidos para você? Você os vê como parte integrante da comunidade ou simplesmente como um grupo de pré-cristãos, “quase-cristãos”?

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

É necessário que nossos relacionamentos sejam literalmente desenvolvidos na Igreja, isto é, que tenhamos a capacidade de partir de um momento inicial de estranhamento para uma amizade verdadeira.

 

 

 

 

 

 

III. SEGUNDA CARTA AOS TESSALONICENSES

 

 

 

  1. Sobre a autenticidade desta carta. A partir do século XIX, uma série de teólogos colocou em cheque a autenticidade, com especial modo a questão da autoria paulina deste texto. Os argumentos seriam que há consideráveis diferenças entre a escatologia apresentada nas epístolas: o estilo, a estrutura e as palavras da Segunda Carta seriam muito similares ao da Primeira o que apontaria para um plágio. Todavia, é necessário notar que os mesmos argumentos podem ser utilizados para demonstrar a autenticidade do texto: as mudanças na abordagem escatológica dão-se em razão deste ser um ensinamento em série para uma mesma comunidade — não faria sentido simplesmente repetir as mesmas ideias de uma carta para outra. A similaridade (estilística e vocabular) deve ser percebida como algo natural para dois textos de um mesmo autor. Defendemos assim a autoria paulina e a autenticidade da epístola.

 

  1. Por que uma Segunda Carta? Ao assumirmos o caráter canônico do texto de 2 Tessalonicenses surge uma questão central: qual o propósito desta Segunda Carta (escrita num curto espaço de tempo depois da primeira)? Uma resposta natural seria a forte ligação entre o apóstolo e aqueles irmãos — acrescentado ainda o fato de os tessalonicenses serem novos na fé em Cristo e estarem debaixo de forte perseguição (2Ts 1.3-12). Outra possível resposta, tomando como referência a centralidade da temática escatológica na Segunda Carta (2Ts 2.1-17), seria o interesse do apóstolo em esclarecer àquela jovem comunidade cristã, pontos obscuros e dúvidas que surgiram a partir da divulgação da Primeira Carta. Em termos gerais, pode-se dizer que enquanto na Primeira Epístola o autor anima os tessalonicenses diante das perseguições que sofrem/sofreram; neste segundo texto o objetivo é preveni-los e consolá-los quanto às perseguições que virão.

 

  1. Sobre o conteúdo desta epístola. Menor que a primeira, 2 Tessalonicenses pode ser subdividida em três grandes partes: O capitulo 1, no qual o apóstolo procura animar os irmãos que estão aflitos diante da perseguição que os assola. Já no capítulo 2, Paulo concentra-se numa discussão sobre escatologia, com o objetivo de demonstrar que a vinda do Senhor será precedida por uma série de eventos que precisam ser discernidos e compreendidos pela Igreja. Por fim, no capítulo 3, o apóstolo oferece uma série de orientações para o bem-estar da comunidade local e para seus relacionamentos interpessoais.

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

Se considerarmos estes argumentos como pertinentes para a escrita da Segunda Carta, podemos notar o coração pastoral de Paulo, que mesmo à distância, não deixava de preocupar-se com o bem-estar daqueles novos convertidos em Tessalônica.

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

A fragilidade dos argumentos geralmente apresentados como contrários à canonicidade de 2 Tessalonicenses é tão notória que para desmontá-los não é necessário apresentar nenhum contra-argumento, mas apenas reposicioná-los como teses favoráveis à autenticidade do texto e da autoria de Paulo.

 

 

 

 

 

 

CONCLUSÃO

 

 

 

O estudo sistemático da Bíblia nos traz inúmeros benefícios; talvez um dos mais relevantes é a percepção de que os princípios que nortearam a obra de Deus no início da Igreja ainda são praticáveis hoje. As estratégias e os mecanismos podem mudar para dialogar com a sociedade atual, mas nossos princípios — dentre eles o amor, cuidado e respeito com o outro são simplesmente inegociáveis.

 

 

 

ESTANTE DO PROFESSOR

 

 

RENOVATO, Elinaldo de Lima. 1 e 2 Tessalonicenses. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2008.

 

 

 

HORA DA REVISÃO

 

 

  1. Em que contexto do ministério do apóstolo Paulo ocorreu a fundação da igreja em Tessalônica?

 

Durante a segunda viagem missionária de Paulo, após a prisão em Filipos, momento em que o apóstolo seguia uma visão de Deus.

 

 

 

  1. Segundo podemos observar no livro de Atos, e especialmente nas suas epístolas escritas aos tessalonicenses, como era o relacionamento entre o apóstolo Paulo e aquela igreja?

 

Era muito afetuoso, cheio de atenção, cuidado e respeito mútuo.

 

 

 

  1. Que argumentos são apresentados para tentar descredenciar 2 Tessalonicenses como um texto paulino os quais podem, na verdade, ser utilizados exatamente para demonstrar a autenticidade deste texto?

 

Diferenças entre a escatologia apresentada nas epístolas; o estilo, a estrutura e as palavras da segunda carta seriam muito similares ao da primeira.

 

 

 

  1. De que modo a relação entre Paulo e os irmãos em Tessalônica pode inspirar nossos relacionamentos enquanto cristãos?

 

Através do cuidado pastoral de Paulo, do amor dos crentes Tessalonicenses, da fé corajosa daqueles irmãos.

 

 

 

  1. É possível utilizar nossas mensagens, e-mails e posts como instrumentos para anúncio das verdades do Reino? Como? Justifique sua resposta.

 

Sim, por meio de uma compreensão de que tudo o que nós fazemos deve ser para a glória de Deus.

 

 

 

SUBSÍDIO I

 

 

Não há razão importante para duvidar das palavras que iniciam 1 Tessalonicenses 1.1, esta epístola é certamente um trabalho do apóstolo Paulo. O que temos diante de nós é certamente sua primeira contribuição ao Novo Testamento, que podemos datar de aproximadamente 50 ou 51 a.C.

 

Paulo está escrevendo acerca de sua breve estada em Atenas (1Ts 3.1; cf. At 17.16-34), ou mais provavelmente sobre sua próxima e prolongada viagem missionária a Corinto (At 18.1-18). É um grupo pioneiro de crentes em Tessalônica que receberá essa iminente carta, Tessalônica, a ostentosa capital da Macedônia, um porto no Mar Egeu, situava-se na principal via leste-oeste do Império Romano — a Via Egnatia. Sua população relativamente grande, cerca de 200.000 habitantes, incluía um grupo de judeus suficientemente grande para apoiar a sinagoga que viria a ser o ponto inicial da pregação de Paulo na cidade.

 

O ministério de Paulo em Tessalônica é reconhecido pela orquestração divina. Devia ser muito mais do que um simples povoado no itinerário de um ministério ocupado. Antes de passarmos à ocasião precisa da epístola, um cronograma de eventos foi elaborado para facilitar a compreensão da visita de Paulo” (ARRINGTON, French L.; ARRINGTON e STRONSTAD, Roger (Ed). Comentário Bíblico Pentecostal. 1 Tessalonicenses. 4ª Edição. RJ: CPAD, 2006. p.1363).

 

 

 

SUBSÍDIO II

 

 

“Ocasião e propósito de 2 Tessalonicenses

 

Esclarecer confusões a respeito da segunda vinda de Cristo. Depois de ter enviado a sua primeira carta à igreja de Tessalônica, Paulo recebeu notícias adicionais sobre os crentes dali. Eles estavam enfrentando intensa perseguição e grandes aflições, mas, apesar dos seus problemas, perseveravam na fé. Alguns, no entanto, estavam afirmando que Jesus já teria retornado. Estes crentes podiam ter entendido mal a afirmação que Paulo fez, de que a volta de Cristo seria tão inesperada como a vinda de um ladrão no meio da noite (1Ts 5.1-3). Ou talvez eles tivessem recebido outra carta que, afirmando ser de Paulo, simplesmente declarava que Cristo já teria retornado (2.2,3). Estes rumores, juntamente com a perseguição, estavam dividindo e enfraquecendo a jovem igreja. Pensando que já estavam nos últimos dias, alguns crentes recusavam-se a trabalhar (compare 1 Tessalonicenses 5.14 com 2 Tessalonicenses 3.11.12).

 

Paulo percebeu que tinha que escrever uma segunda carta, para dissipar os rumores e para orientar a jovem igreja. Em resumo, esta carta revela o coração de um pastor preocupado. Paulo não queria que nenhum falso ensino afastasse seus novos convertidos da fé cristã. Eles já tinham sofrido muito por Cristo, para serem desviados por mexericos de gente ociosa” (Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2010. pp.458,459).

 

 

 

 

 

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD

JOVENS 2º Trimestre de 2018

Título: A Igreja do Arrebatamento — O padrão dos Tessalonicenses para estes últimos dias.

Comentarista: Thiago Brazil

Lição 2: A alegria pela nova vida em Cristo

Data: 08 de Abril de 2018

 

TEXTO DO DIA

 

 

“Lembrando-nos, sem cessar, da obra da vossa fé, do trabalho do amor e da paciência da esperança em nosso Senhor Jesus Cristo, diante de nosso Deus e Pai” (1Ts 1.3).

 

 

 

SÍNTESE

 

 

A nova experiência de vida dos tessalonicenses está intimamente ligada a uma forte comunhão com Deus, mas também um amor espontâneo entre eles e Paulo.

 

 

 

AGENDA DE LEITURA

 

 

SEGUNDA — 1Co 13.13

 

As três virtudes cristãs

 

 

 

 

 

 

TERÇA — 2Co 5.17

 

A nova vida em Cristo

 

 

 

 

 

 

QUARTA — Jo 15.13

 

O amor maior

 

 

 

 

 

 

QUINTA — 1Ts 2.19

 

Nossos relacionamentos devem ser causa de nossa alegria

 

 

 

 

 

 

SEXTA — 1Co 2.4

 

A palavra que salva

 

 

 

 

 

 

SÁBADO — Rm 8.1

 

Como vivem os que estão em Cristo

 

 

 

OBJETIVOS

 

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

 

  1. REFLETIR a respeito dos benefícios de uma liderança afetuosa;
  2. APRESENTAR as características da igreja em Tessalônica;
  3. DISCUTIR a respeito da nova vida em Cristo e suas características.

 

 

INTERAÇÃO

 

 

A lição de hoje tratará a respeito do relacionamento de um experiente líder cristão com uma comunidade de novos convertidos. Como percebemos por meio da leitura das cartas à igreja em Tessalônica, em momento algum Paulo desprezou as aflições que inquietavam aqueles cristãos apesar de, em alguns casos, serem questões muito triviais com relação à fé. Esta postura do apóstolo deve-nos ser inspiradora. Paulo serviu aquela igreja, apesar de — segundo uma lógica humana — ele ter o direito de solicitar aos crentes daquela comunidade que o sustentasse, inclusive financeiramente. A oportunidade que o Senhor nos concede de servir aos jovens de nossas igrejas não pode ser encarada como um fardo ou mesmo um ministério menor, mas como um chamado para servir àqueles que hoje precisam muito de nosso apoio, misericórdia e atenção.

 

 

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

 

Proponha um estudo de caso aos seus alunos. Crie uma situação de conflito, envolvendo a relação entre um líder e seus liderados, que exija uma tomada de decisão. Você pode criar todo um contexto, narrando a situação imaginária ou entregando as informações por escrito. O objetivo deste tipo de atividade é desafiar os alunos a apresentarem respostas aos problemas com o máximo de empatia possível, isto é, colocando-se no lugar do outro, tanto do líder como dos liderados. Dependendo do tamanho de sua sala de aula podem ser criados dois grupos onde, após a discussão em separado, cada grupo apresentará suas respostas, as quais serão analisadas e avaliadas pelos membros do outro grupo (havendo apenas uma equipe, caberá ao professor o papel de avaliação e crítica). Após o debate, sempre faça uma conclusão, chamando os participantes mais uma vez à reflexão a respeito dos desafios que se impõe, por exemplo, na liderança de novos convertidos na Igreja hoje.

 

 

 

TEXTO BÍBLICO

 

 

1 Tessalonicenses 1.2-10.

 

 

 

2 — Sempre damos graças a Deus por vós todos, fazendo menção de vós em nossas orações,

 

3 — lembrando-nos, sem cessar, da obra da vossa fé, do trabalho do amor e da paciência da esperança em nosso Senhor Jesus Cristo, diante de nosso Deus e Pai,

 

4 — sabendo, amados irmãos, que a vossa eleição é de Deus;

 

5 — porque o nosso evangelho não foi a vós somente em palavras, mas também em poder, e no Espírito Santo, e em muita certeza, como bem sabeis quais fomos entre vós, por amor de vós.

 

6 — E vós fostes feitos nossos imitadores e do Senhor, recebendo a palavra em muita tribulação, com gozo do Espírito Santo.

 

7 — de maneira que fostes exemplo para todos os fiéis na Macedônia e Acaia.

 

8 — Porque por vós soou a palavra do Senhor, não somente na Macedônia e Acaia, mas também em todos os lugares a vossa fé para com Deus se espalhou, de tal maneira que já dela não temos necessidade de falar coisa alguma;

 

9 — porque eles mesmos anunciam de nós qual a entrada que tivemos para convosco, e como dos ídolos vos convertestes a Deus, para servir ao Deus vivo e verdadeiro

 

10 — e esperar dos céus a seu Filho, a quem ressuscitou dos mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira futura.

 

 

 

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

 

 

INTRODUÇÃO

 

 

 

Logo no início de sua primeira Epístola aos Tessalonicenses, Paulo preocupa-se em tornar claro àqueles irmãos seu cuidado e amor por eles. Como demonstrará o apóstolo, estes sentimentos tinham uma dupla origem: em primeiro lugar, naturalmente, brotavam do coração do Pai — de onde deriva toda e qualquer experiência de amor verdadeiro que vivenciamos. Em segundo lugar, mas não menos importante, a afeição daquele pastor por aquele grupo de novos convertidos era resultado da nobreza espiritual destes.

 

É necessário lembrarmos que quando falamos da Igreja em Tessalônica estamos tratando de uma comunidade que nasceu debaixo de forte perseguição, que muito cedo ficou “órfã” de uma referência espiritual e isto no meio de uma sociedade hostil e avessa aos valores cristãos. Entretanto, a despeito deste conjunto de circunstâncias contrárias, a Igreja em Tessalônica floresceu. Os irmãos daquela cidade abandonaram suas tradições idólatras e propuseram-se a viver a radicalidade do Evangelho em sua versão literal; aspirando, com muita singeleza de coração, o Dia do Senhor.

 

 

 

  1. PAULO E OS TESSALONICENSES: UM LÍDER E SEUS AMIGOS

 

 

 

  1. Um líder que pode chamar seus liderados de amigos. A experiência de Paulo em Tessalônica aponta para um modelo bíblico de relacionamentos; o apóstolo não é só um pastor que tem amigos (algo raro atualmente), mas que seus amigos são os membros da comunidade que ele lidera. Paulo não se coloca em outro nível, acima dos outros, quase como um super-herói; pelo contrário, o apóstolo trata os Tessalonicenses como amigos queridos, pessoas com as quais ele não queria manter apenas uma relação institucional, e sim uma amizade mutuamente edificante. Não eram apenas os crentes daquela igreja que eram edificados pelos ensinamentos e ministério do apóstolo, mas o próprio Paulo, através da vida daqueles irmãos declarava-se abençoado e edificado.

 

  1. Paulo um líder que se alegrava através da vida dos irmãos. Seus relacionamentos trazem-lhe alegria, paz e edificação, ou, ao contrário, são fonte de dores e problemas? Entre Paulo e os tessalonicenses essa questão estava muito clara: a alegria que aqueles irmãos traziam a Paulo não era pelo que eles tinham, mas por aquilo que eles eram. E o que eles eram? Amados de Deus e de Paulo. Grande parte dos relacionamentos na atualidade vem desgastando-se em virtude de expectativas erradas; não devemos aproximarmo-nos dos outros em vista de benefícios ou interesses pessoais, mas antes nossa alegria deve ser o privilégio de conviver com pessoas, principalmente com aquelas cujo coração já foi transformado pelo amor do Pai (Fp 4.1). Devemos alegrar-nos por pessoas, nunca por bens materiais ou instituições.

 

  1. Uma amizade que tem como fundamento Cristo. Só há uma razão para explicar o tipo de amizade edificante que surgiu a partir do encontro entre Paulo e a comunidade em Tessalônica: Cristo! Ora, como pessoas de locais diferentes, com uma formação cultural diversa, que permaneceram próximas durante um curto espaço de tempo conseguem desenvolver um relacionamento tão sólido, se não através da graça de Cristo, que as faz perceber umas às outras como importantes e especiais (Rm 12.5; 1Co 12.25)? Todas estas convulsões sociais que vivenciamos hoje: intolerância, xenofobia, discriminação, são resultado de uma compreensão errada do amor de Cristo em relação ao próximo, a qual ao invés de perceber o outro como o próximo, compreende-o como o estranho, o diferente, o inimigo. Somente o poder de Jesus em nossos corações é capaz de redirecionar nossos relacionamentos para retornarmos ao plano original do Pai para a humanidade. Acreditemos no poder do amor, o qual é capaz de causar uma transformação no mundo (Jo 13.35).

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

Será que você se permite desenvolver relacionamentos sadios com os membros de sua igreja? Em alguns casos, infelizmente, muitos jovens parecem solitários, isolados e arredios a amizades; que o paradigma dos tessalonicenses frutifique entre nós.

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

Percebemos que não eram apenas os tessalonicenses que eram ricamente abençoados nesse relacionamento, mas o próprio Paulo faz questão de reconhecer o quanto sua vida era tocada e animada por Deus através dos amáveis irmãos em Tessalônica.

 

 

 

 

 

 

  1. QUAIS AS CARACTERÍSTICAS DESTA IGREJA QUE PAULO AMA?

 

 

 

  1. Fé operosa. A experiência salvífica dos tessalonicenses não foi algo circunscrito ao campo teórico, a um evento que envolvia elementos meramente abstratos. Ao contrário, o impacto da presença do Evangelho naquela comunidade produziu mudanças visíveis, constatáveis por qualquer indivíduo, pois conduziu os tessalonicenses a uma salvação não-egoísta, mas ao contrário, uma experiência de doação e comprometimento em fazer um mundo melhor para si e para os outros (1Ts 1.7,8). Esta pode ser uma compreensão da expressão utilizada por Paulo em 1 Tessalonicenses 1.3. Não é de uma fé morta, estática, apática de que fala o apóstolo, mas de uma vivência dinâmica, viva e transformadora.

 

  1. Amor abnegado. Os tessalonicenses receberam a verdade do Evangelho na convicção de que não era mais para si que eles deveriam viver, e sim para Cristo e para o serviço do outro (1Ts 4.9,10,12). Não há amor egoísta; se é amor, necessariamente é altruísta. Uma postura que pensa apenas em si, que procura exclusivamente o autobenefício, jamais poderá ser denominada de amor; talvez seja ganância, inveja, cobiça; o amor, no entanto, é capaz de vivenciar perdas para garantir o bem-estar do outro (1Co 13.4). Os irmãos desta comunidade foram capazes de vencer o ódio por meio do amor, a traição através do perdão (1Co 13.6-9). As relações em nossas igrejas devem ser constituídas naturalmente, sem estratégias artificiais, promotoras de ilusões para ambas as partes. O amor não engana, mas antes, trata com verdade.

 

  1. Esperança que não é ansiosa. A convicção de que nada deste mundo é permanente, e que, no entanto, é para a eternidade que caminhamos, não nos isenta de nossas responsabilidades imediatas, como por exemplo, o trabalho (2Ts 3.10-12). Há pessoas que diante da notícia de uma mudança, não conseguem pensar ou fazer mais nada, paralisam suas vidas, tornam-se improdutivas e inúteis, aprisionadas pela expectativa do novo ou diferente. A esperança que tomava os corações daqueles irmãos tinha um fundamento sólido: Jesus Cristo (1Ts 5.8). Tudo aquilo que realizamos, segundo a orientação do Salvador, certamente será próspero. A ansiedade é resultado de uma fé que não se estabeleceu em Cristo, mas nas riquezas, poderes ou influências dos homens. Nossa confiança no futuro, contudo, deriva da fé na obra realizada amorosamente na cruz do Calvário (1Ts 2.19).

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

Nossa sociedade necessita urgentemente de pessoas que retomem o princípio do amor divino.

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

Nossa fé dever ser operosa, não por nós mesmos, mas em função do fluir do ser de Deus para nossas vidas.

 

 

 

 

 

 

III. A NOVA VIDA EM CRISTO E SEUS EFEITOS

 

 

 

  1. A transformação que não se pode esconder. O testemunho de Paulo sobre os tessalonicenses é forte. Entretanto, este não era o ponto de vista isolado de um amoroso pastor; as igrejas circunvizinhas (1Ts 1.7) e a população pagã da região também eram testemunhas de que a salvação em Cristo mudou radicalmente a postura dos irmãos em Tessalônica (1Ts 1.8). Ora, foi o próprio Jesus que anunciou a impossibilidade de se esconder os resultados da bênção de Deus na vida daqueles que o reconhecem como SENHOR (Mt 5.14). O impacto do poder da salvação na vida de uma pessoa, ou neste caso, de uma comunidade inteira, é incalculável; não se pode mensurar o quanto de mudança, e em que áreas e níveis, tal encontro é capaz de repercutir (2Co 5.17).

 

  1. A causa da nova vida. Sistemas religiosos não libertam pessoas. Frases de efeito e palavras de ordem podem até possuir algum poder retórico, mas são incapazes de construir qualquer realidade para além da ilusão (1Co 2.4). Somente a genuína Palavra, que anuncia tanto a morte sacrifical quanto o retorno triunfal de Cristo, é poderosa para ressignificar toda história de vida de uma pessoa (1Ts 1.5). Não foi uma estratégia ou método para crescimento de igrejas que fez a diferença na vida dos tessalonicenses, mas apenas a pregação do Evangelho puro e simples. Em tempos como os nossos, o caminho para um crescimento saudável da Igreja é retornar aos padrões bíblicos do Novo Testamento apresentados aqui em 1 Tessalonicenses: pregação avivada, testemunho individual eloquente, oração e liberdade para operação do Espírito Santo (1Ts 5.17,19).

 

  1. A nova vida exclusiva para Cristo. Não há acordo entre o Senhor Jesus e as entidades da maldade (Mt 6.24). A postura dos tessalonicenses foi muito corajosa; abandonar radicalmente as divindades vigentes de sua comunidade significava romper com todo o quadro cultural em que eles estavam inseridos. Reconhecer como falsos deuses aqueles que até pouco tempo eram seus patronos sociais exige muita convicção. Existem mudanças processuais, libertações lentas, antigas práticas culturais arraigadas que exigem tempo para ser abandonadas; contudo, com relação à adoração ao verdadeiro Deus não existem negociações (1Rs 18.21). Nada pode estar acima de nossa relação com Cristo. Há, na contemporaneidade, um esforço contínuo, da mentalidade que rege o mundo, na direção de adequar práticas sociais reprováveis ao contexto da aceitação cristã. Assim como os tessalonicenses, todavia, não devemos abrir mão de nenhum dos princípios revelados por Cristo.

 

 

 

 

 

 

CONCLUSÃO

 

 

 

Os acontecimentos maravilhosos que envolveram os tessalonicenses não foram resultantes da ação humana, mas um ato gracioso do amor do Pai. Porém, uma vez salvos, aqueles irmãos resolveram viver intensamente seu chamado à salvação de modo que se tornaram modelo para as comunidades a sua volta. O mais importante em nossa relação com Deus é o quanto estamos dispostos a doar-nos a Ele, por seu Reino e filhos.

 

 

 

ESTANTE DO PROFESSOR

 

 

Teologia Sistemática Pentecostal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 1996.

 

 

 

HORA DA REVISÃO

 

 

  1. É normal que um líder tenha seus liderados como amigos?

 

Sim. Líderes verdadeiros são aqueles que acolhem amorosamente os que estão ao seu lado.

 

 

 

  1. Qual a importância de termos uma fé operosa?

 

Através deste tipo de fé podemos fazer grandes obras para Deus. Uma fé que nada faz, não é fé verdadeira.

 

 

 

  1. De que modo superaremos as ansiedades que caracterizam tão fortemente nossa sociedade?

 

Através de uma fé que se centraliza em Cristo, e não em riquezas, poderes ou glória humana.

 

 

 

  1. Qual a importância do testemunho apresentado pelos tessalonicenses aos seus contemporâneos?

 

Num contexto em que a pregação ao ar livre era perseguida, o testemunho era o modo por excelência para anunciar Cristo.

 

 

 

  1. Por que é impossível servir ao Senhor e outras divindades ao mesmo tempo?

 

Porque a adoração é uma decisão que implica exclusividade, ou seja, um coração dedicado inteiramente ao Senhor.

 

 

 

SUBSÍDIO I

 

 

“A ação de graças de Paulo, sempre damos graças a Deus por vós todos (v.2) é mais que forma educada usada comumente em carta convencional escrita naqueles dias. Ela ilustra a relação afetuosa e pessoal do apóstolo com os seus convertidos, e um intenso sentimento de alegria e solicitude. Esta passagem é testemunho vívido da igreja missionária primitiva, mostrando como a força totalmente transformadora do evangelho se comportava em ambiente pagão. [...]

 

As evidências externas dos valores cristãos interiores e eternos têm de aparecer na vida diária destes convertidos: as atividades transformadas, a labuta amorosa, a resistência sob pressão. Inversamente, a eficácia surpreendente do testemunho (6-10) só pode ser explicada pela efusão de qualidades divinamente implantadas.

 

A verdadeira fé se mostra por obras correspondentes; mas meras ‘boas obras’ que não emanem da fé carecerão de frutificação espiritual; o amor divinamente implantado fará surgir ações vigorosas de grande custo; motivos menores que estes fracassarão sob prova. A esperança cristã manterá os homens firmes sob tensão; o mero idealismo humano esfacela-se sob pressão (Cl 1.4,5; Hb 10.22-24; 1Pe 1.21,22; Ap 2.2-4)” (Comentário Bíblico Beacon. 1ª Edição. Volume 9, Gálatas a Filemom. RJ: CPAD, 2006. pp.360,361).

 

 

 

SUBSÍDIO II

 

 

“‘Sabendo... que a vossa eleição é de Deus; porque o nosso evangelho não foi a vós somente em palavras, mas também em poder’ (1Ts 1.4,5). Paulo notou que as qualidades cristãs interiores acham expressão na maneira como o crente vive a sua vida. Agora ele apresenta um aspecto semelhante. O Evangelho vem como palavras, mas não simplesmente com palavras. O Espírito Santo infunde estas palavras com poder, e os dois têm um impacto visível. Nessa passagem do Evangelho, os termos ‘foi’ (1.5), ‘recebendo’ (1.6), e então ‘soou’ (1.8) vieram daqueles que foram tão poderosamente afetados por aqueles que se tornaram ‘nossos imitadores e do Senhor’ (1.6). Eles mesmos anunciam... ‘como dos ídolos vos convertestes a Deus, para servir ao Deus vivo e verdadeiro’ (1.9). A mensagem do Evangelho foca a nossa atenção em Cristo e na salvação que Deus nos oferece nEle. Os primeiros evangelistas cristãos não acatavam a idolatria, mas apresentavam a Jesus. A decisão de converter-se a Deus era crítica; a decisão de rejeitar a idolatria era uma consequência. Às vezes perdemos de vista essa ordem de conversão. A salvação não é uma questão de converter-se do álcool a Deus. É uma questão de se converter a Deus (e então) abandonar o álcool” (RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 7ª Edição. RJ: CPAD, 2012. p.455).

 

 

 

 

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD

JOVENS

2º Trimestre de 2018

Título: A Igreja do Arrebatamento — O padrão dos Tessalonicenses para estes últimos dias.

Comentarista: Thiago Brazil

Lição 3: O fruto de um trabalho zeloso

Data: 15 de Abril de 2018

TEXTO DO DIA

“Assim nós, sendo-vos tão afeiçoados, de boa vontade quiséramos comunicar-vos, não somente o evangelho de Deus, mas ainda a nossa própria alma; porquanto nos éreis muito queridos” (1Ts 2.8).

 

 

 

SÍNTESE

 

 

O caráter de uma comunidade não se constrói de modo repentino; é necessário um forte investimento espiritual — por meio de discipulado eficiente e de testemunho pessoal edificante.

 

 

 

AGENDA DE LEITURA

 

 

SEGUNDA — Gl 1.10

 

Quando Deus confirma o ministério de uma pessoa

 

 

 

 

 

 

TERÇA — 1Ts 2.11

 

A Igreja como espaço de edificação mútua

 

 

 

 

 

 

QUARTA — At 20.24

 

O nível de doação exigido dos que anunciam o Evangelho

 

 

 

 

 

 

QUINTA — 1Ts 2.3

 

A integridade da mensagem

 

 

 

 

 

 

SEXTA — 2Pe 2.3

 

A denúncia contra os estelionatários da fé

 

 

 

 

 

 

SÁBADO — 2Co 7.7

 

A alegria do ministro fiel

 

 

 

OBJETIVOS

 

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

 

IDENTIFICAR o caráter de um ministro de Cristo;

DEMONSTRAR a relevância da Palavra de Deus numa Igreja local;

APRESENTAR os objetivos de um ministério íntegro.

 

 

INTERAÇÃO

 

 

Paulo era um exemplo para aquela comunidade. Uma das questões que se sobressai tanto na primeira como na segunda epístola é o caráter do apóstolo, sua integridade, sinceridade e amabilidade. Sendo merecedor de honra e privilégios entre os tessalonicenses — por ser o orientador espiritual da comunidade, em virtude do grande risco de morte que o apóstolo pessoalmente enfrentou — este não usufruiu de nenhum benefício, antes, trabalhou incessantemente para não ser “pesado” a ninguém naquela localidade.

 

Nossas ocupações, nosso trabalho, não podem ser utilizados como desculpas para algum tipo de prejuízo à obra de Deus. É necessário que sigamos o inspirador exemplo de Paulo, para que, fazendo o melhor para o Reino de Deus, muitas vidas sejam alcançadas não apenas por nossa pregação, mas também por nosso testemunho enquanto fiéis discípulos de Cristo.

 

 

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

 

Uma sugestão para ser aplicada nesta lição é o uso de uma metodologia denominada de “aquário” (em inglês fishbowl). A metodologia desenvolve-se da seguinte maneira: As cadeiras da classe são arrumadas em círculo. Ao centro do círculo coloque cinco cadeiras (sendo que sempre uma deve ficar livre). Quatro alunos são convidados a sentarem no centro e iniciarem um debate a partir de uma temática sugerida pelo professor. A qualquer momento do debate, alguém da classe pode sentar-se na cadeira vazia, com isso, necessariamente alguém que estava sentado participando do debate deve retirar-se de modo a sempre existir uma cadeira vazia para quem quiser participar, e não permitir que o debate seja atrapalhado.

 

Um mesmo participante pode sair e retornar quantas vezes quiser, o papel do professor é não permitir que o debate acabe; assim este deve, sempre que possível, sugerir novos temas, formular perguntas, demonstrar falhas na argumentação de algum participante, etc.

 

 

 

TEXTO BÍBLICO

 

 

1 Tessalonicense 2.1-12.

 

 

 

1 — Porque vós mesmos, irmãos, bem sabeis que a nossa entrada para convosco não foi vã;

 

2 — mas, havendo primeiro padecido e sido agravados em Filipos, como sabeis, tornamo-nos ousados em nosso Deus, para vos falar o evangelho de Deus com grande combate.

 

3 — Porque a nossa exortação não foi com engano, nem com imundícia, nem com fraudulência;

 

4 — mas, como fomos aprovados de Deus para que o evangelho nos fosse confiado, assim falamos, não como para agradar aos homens, mas a Deus, que prova o nosso coração.

 

5 — Porque, como bem sabeis, nunca usamos de palavras lisonjeiras, nem houve um pretexto de avareza; Deus é testemunha;

 

6 — E não buscamos glória dos homens, nem de vós, nem de outros, ainda que podíamos, como apóstolos de Cristo, ser-vos pesados;

 

7 — antes, fomos brandos entre vós, como a ama que cria seus filhos.

 

8 — Assim nós, sendo-vos tão afeiçoados, de boa vontade quiséramos comunicar-vos, não somente o evangelho de Deus, mas ainda a nossa própria alma; porquanto nos éreis muito queridos.

 

9 — Porque bem vos lembrais, irmãos, do nosso trabalho e fadiga; pois, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós, vos pregamos o evangelho de Deus.

 

10 — Vós e Deus sois testemunhas de quão santa, justa e irrepreensivelmente nos houvemos para convosco, os que crestes.

 

11 — Assim como bem sabeis de que modo vos exortávamos e consolávamos, a cada um de vós, como o pai a seus filhos,

 

12 — para que vos conduzísseis dignamente para com Deus, que vos chama para o seu reino e glória.

 

 

 

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

 

 

INTRODUÇÃO

 

 

 

No capítulo dois de 1 Tessalonicenses, Paulo apresenta-nos o paradigma do verdadeiro plantador de Igrejas. Quais devem ser as motivações daqueles que se envolvem no ministério de evangelização e discipulado de novos cristãos? Por vivermos em dias tão difíceis, somos facilmente induzidos a imaginar que apenas nós enfrentamos os desafios de conviver com falsos obreiros, com indivíduos cujo objetivo é o estabelecimento de uma carreira profissional, e não a manifestação da graça do Pai nesta geração. Todavia, neste momento de sua Carta aos tessalonicenses, ao fazer questão de destacar alguns aspectos de sua prática ministerial naquela comunidade, o apóstolo acaba denunciando uma série de indivíduos, que já na Igreja Primitiva, tinham a intenção de instituir feudos particulares ao invés de militarem pelo Reino de Deus. Assim como os tessalonicenses, aprendamos com Paulo.

 

 

 

  1. O MINISTRO COMO AQUELE QUE SERVE

 

 

 

  1. Aquele que cuida dos outros. O vocacionado por Cristo possui um coração misericordioso, capaz de compreender a realidade por meio da ótica da graça e do cuidado. Enquanto a sociedade atual apregoa o individualismo como forma padrão de relacionamento, o servo de Cristo envolvido na evangelização, discipulado e pastoreio experimenta a força do amor que se doa para outro; e isto não é à toa, Jesus encarnou este tipo de modelo relacional (Jo 10.26-30). Em Tessalônica, Paulo afirma cuidar daqueles irmãos tanto como uma ama (1Ts 2.7) — que mesmo sem nenhum vínculo biológico com as crianças de quem cuida, é responsável pela nutrição mais básica como pelos carinhos —, como um pai (1Ts 2.11) — cuja responsabilidade fundamental é a formação do caráter dos filhos que lhe são dependentes. O apóstolo não procurava benefícios próprios, mas o desenvolvimento daqueles irmãos.

 

  1. Aquele que serve mesmo com o perigo de perder a vida. Desde o início, o ministério de Paulo entre os tessalonicenses envolveu um nível de comprometimento tal que, em várias ocasiões (1Ts 2.2,15), o apóstolo testemunha que correu risco de vida. A radicalidade deste tipo de vocação pode ser comparada à chamada de nossos irmãos missionários que atuam em países hostis ao Evangelho hoje (Coreia do Norte, Irã, Vietnã, etc.). Eles não têm suas vidas por preciosas (At 20.24), mas são capazes de enfrentar vários tipos e níveis de riscos para levar a Palavra àqueles que ainda não ouviram as Boas Novas de paz (2Co 11.23-26). O senso de serviço entre esses obreiros é altíssimo; para eles a vida não faz sentido se não é apresentada como oferta diária diante do altar do Cordeiro de Deus. Este nível de comprometimento com o Reino de Deus está numa condição diametralmente oposta ao tipo de vida nababesca e luxuosa que alguns optam e impõem sobre suas comunidades.

 

  1. Aquele que trabalha para não ser pesado a ninguém. Esta talvez é uma das características sociais mais marcantes do ministério de Paulo. Ele optou por um estilo de vida despojado, a tal ponto que, na maioria do tempo, não necessitava de uma comunidade ou instituição para garantir-lhe o sustento financeiro; ele mesmo produzia os recursos para sua manutenção (1Ts 2.6,9). Deste modo, seus pedidos financeiros poderiam voltar-se para o sustento das novas comunidades fundadas (2Co 8.1-5; 9.12). Esta opção de vida certamente exige muito mais daquele que realiza ações para o Reino, entretanto o autoriza a exigir de todos à sua volta uma postura similar (2Ts 3.12).

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

O privilégio de ser ministro do Reino não está associado a prêmios ou reconhecimentos humanos que se podem receber de homens ou instituições. A maior honraria que cabe ao cristão é ser achado digno de continuar a obra iniciada por Jesus há dois mil anos.

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

O Brasil tem sido muito abençoado em função de jovens que, seguindo uma visão de Deus, doaram-se completamente em favor do anúncio do Evangelho. Que essa chama evangelística volte a acender no coração desta geração para que os não alcançados possam ouvir de Cristo.

 

 

 

 

 

 

  1. O COMPROMISSO COM A PALAVRA

 

 

 

  1. A pregação como exposição da verdade. O ministério de Paulo entre os tessalonicenses foi bem-sucedido porque o foco dele era o anúncio da Palavra; entretanto, tal tarefa não estava fundamentada em sabedoria humana (1Ts 1.5), e sim no poder que é próprio da vontade de Deus (1Ts 2.3,5). Os tessalonicenses não foram envolvidos em estratégias de retórica ou oratória, mas pelo poder do Evangelho. Infelizmente na atualidade, em muitas igrejas, perdeu-se a esperança no poder da Palavra, em virtude disso em muitas celebrações voltadas para jovens a liturgia é preenchida com elementos dos mais diversos (shows de humor, MMA amador, muita música dançante). Que tipo de Igreja teremos daqui a alguns anos se os cristãos que a compõem não valorizam a Bíblia, nem sequer a conhecem?

 

  1. A necessidade de honrar a Deus e a sua Palavra. A quem preocupamo-nos em agradar quando pregamos o Evangelho? Paulo deixou bem claro àquela jovem igreja que seu compromisso estava em agradar ao Pai, e não a eles (1Ts 2.4). O apóstolo não temia o que poderia acontecer quanto à reação dos tessalonicenses, pois ele sabia que a aprovação de seu ministério não vinha das pessoas, mas do Deus que confirmara seu ministério (Gl 1.10). Àquele que foi vocacionado por Deus cabe o discernimento e a maturidade para permanecer firme em sua missão, mesmo quando todos e tudo levantam-se como oposição. Nestes dias trabalhosos o Evangelho não é bem recebido por uma geração incrédula e rebelde (Fp 2.15). Contudo, devemos ter a convicção de que não é a eles que buscamos agradar, mas ao SENHOR!

 

  1. O discernimento e a confiança dos tessalonicenses. No caso da comunidade dos tessalonicenses, apesar do pouco tempo de fé que estes possuíam, a Palavra fluiu entre eles com naturalidade. Um dos motivos de tal desenvolvimento do Evangelho nesta igreja foi o fato de os cristãos ali terem recebido as palavras de Paulo como Palavra de Deus (2Ts 2.13). Numa sociedade cheia de vozes e mecanismos de comunicação o discernimento é um dos dons mais importantes. Precisamos de maturidade para sermos capazes de rejeitar as falácias (2Tm 4.4) e acolher a voz do Senhor (1Co 2.14,15). Como o caso da Igreja em Tessalônica nos demonstra, discernir a vontade de Deus tem relação direta com nossa intimidade com Deus, e não com o tempo que possuímos de fé.

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

As estratégias para anúncio do Evangelho podem ser diversas, mas é necessário ter a consciência de que o conteúdo sempre tem que ser mais relevante do que a forma. A falência da Igreja é decretada quando as pessoas a procuram não com sede da Palavra, mas com fome de entretenimento.

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

A aprovação coletiva nem sempre esteve do lado dos profetas e ministros de Deus, todavia, eles permaneceram firmes e inabaláveis. Cresçamos continuamente em intimidade com o Pai, para que em momentos de adversidade tenhamos a serenidade de que nossa chamada é de Deus.

 

 

 

 

 

 

III. OS OBJETIVOS DE UM MINISTÉRIO ÍNTEGRO

 

 

 

  1. Colaborar para o desenvolvimento de uma comunidade espiritualmente sadia. O zeloso trabalho de Paulo tinha um objetivo claro: colaborar no crescimento espiritual dos tessalonicenses de tal forma que estes chegassem ao nível de intimidade desejado por Deus (1Ts 2.12). O apóstolo, que naquele momento histórico estava em forte atividade missionária, não tinha qualquer intenção de beneficiar-se, de alguma forma, através da vida daqueles irmãos; antes, a finalidade de seus cuidados pastorais era exclusivamente o bem-estar deles. Hoje, cada vez mais, na igreja, precisamos de pessoas comprometidas com o crescimento e amadurecimento de outros.

 

  1. A edificação mútua. Um dos resultados mais destacáveis decorrentes do estabelecimento de um ministério sadio é a edificação mútua. É necessário reconhecer, apesar deste não ser o objetivo prioritário da presença de Paulo entre os tessalonicenses, que o apóstolo foi ricamente abençoado por meio da convivência com aquela igreja (1Ts 2.19,20). É assim que o Reino de Deus manifesta-se por meio de uma liderança abençoadora, todos são enriquecidos pelo poder de Deus, tanto os que ministram como os que são ministrados (2Co 7.7; Fm 7). Nunca devemos compreender a bênção de Deus de forma egoísta, na verdade, sempre que o Senhor abençoa-nos abundantemente, o seu objetivo é que sejamos capazes de compartilhar com os outros o muito que Ele nos tem dado (2Co 9.8).

 

  1. Denunciar as ações do Maligno. É inevitável: a luz sempre desarticula as trevas (Jo 12.46). Por mais que o foco daquele que faz a obra de Deus com sinceridade não seja esse, mais cedo ou mais tarde, as obras do Maligno acabam sendo reveladas através do estabelecimento dos princípios do Reino de Deus (At 26.18). Foi exatamente isto que ocorreu em Tessalônica (1Ts 2.14-16); o anúncio do Evangelho foi seguido por uma onda de perseguição promovida por aqueles que, cheios de maldade, não desejavam o desenvolvimento da obra de Deus naquela cidade. A integridade do ministério de Paulo destacava-se, positivamente, em meio a um contexto de falsos pregadores e profetas de aluguel.

 

 

 

 

 

 

CONCLUSÃO

 

 

 

O bem-estar da jovem Igreja em Tessalônica não era fruto do acaso, como vimos durante esta lição; o padrão paulino de implantar novas igrejas e de discipular novos cristãos fez com que aquele grupo de irmãos, mesmo tendo convivido pouco tempo com o apóstolo, tivesse um nível de espiritualidade diferenciado. Nós, como igreja, na atualidade precisamos cada vez mais disso: amor, integridade e responsabilidade.

 

 

 

ESTANTE DO PROFESSOR

 

 

Guia Cristão de Leitura da Bíblia. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2007.

 

 

 

HORA DA REVISÃO

 

 

  1. Tomando como base a Primeira Epístola aos Tessalonicenses, cite três características de um ministério íntegro.

 

Dedicação, diligência e doação.

 

 

 

  1. Que riscos a Igreja corre ao retirar a centralidade da Palavra de suas reuniões de celebração?

 

Perde-se a centralidade de Cristo na adoração, e a liturgia torna-se puro entretenimento.

 

 

 

  1. Quais os efeitos em uma comunidade local de uma vocação ministerial cumprida segundo a vontade de Deus?

 

Desenvolvimento espiritual, crescimento mútuo e denúncia das obras do mal.

 

 

 

  1. Por que não devemos compreender a bênção de Deus em nossas vidas de modo egoísta?

 

Sempre que o Senhor abençoa-nos abundantemente, o seu objetivo é que sejamos capazes de compartilhar com os outros o muito que ele nos tem dado (2Co 9.8).

 

 

 

  1. De que modo as obras do Maligno são denunciadas quando assumimos uma postura de espiritualidade madura?

 

Por meio dos princípios do Reino de Deus que se estabelecem e manifestam as obras de Cristo.

 

 

 

SUBSÍDIO

 

 

“Jesus

 

O nome Jesus quer dizer ‘Deus salva’. Conforme Paulo anuncia aos tessalonicenses: ‘Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo’ (1Ts 5.9). Em uma passagem anterior da epístola, ele refere-se a Jesus como aquEle ‘que nos livra da ira futura’ (1.10). Poucas vezes (há cerca de dez ocorrências nessa epístola), Paulo refere-se a Jesus sem usar também o título ‘Cristo’ ou ‘Senhor’. Na maioria dessas passagens, o assunto é a morte de Jesus (1Ts 1.10; 4.14), um lembrete da humanidade dEle e da forma custosa com que Ele efetuou a salvação (Rm 3.25,26).

 

Talvez a advertência de Paulo de que ‘ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz: Jesus é anátema’ (1Co 12.3), seja um indício para entender a passagem em discrepância com esse padrão. Talvez os falsos profetas que negavam a humanidade de Jesus tenham feito uma denúncia desse tipo. A primeira heresia cristológica, o docetismo (de dokeõ, ‘parecer’ ou ‘ter a aparência’), negava a humanidade de Jesus com o argumento de que Ele apenas parecia ser humano, mas, na verdade, não o era. O padrão das referências de Paulo a Jesus e sua morte negam firmemente esse tipo de ensino falso” (ZUCK, Roy B. Teologia do Novo Testamento. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2008. p.282).

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD

JOVENS 2º Trimestre de 2018

Título: A Igreja do Arrebatamento — O padrão dos Tessalonicenses para estes últimos dias.

Comentarista: Thiago Brazil

Lição 4: Conservando uma vida frutífera

Data: 22 de Abril de 2018

TEXTO DO DIA

 

“Porque, agora, vivemos, se estais firmes no Senhor” (1Ts 3.8).

 

 

 

SÍNTESE

 

 

Muito mais desafiador do que plantar uma Igreja é consolidá-la de tal forma que as pessoas permaneçam na vocação de Deus, mesmo diante de adversidades, perseguições e frustrações.

 

 

 

AGENDA DE LEITURA

 

 

SEGUNDA — 1Co 4.9-14

 

Paulo e sua entrega à obra de Deus

 

 

 

 

 

 

TERÇA — At 14.22

 

As tribulações não podem nos impedir de entrar no Reino de Deus

 

 

 

 

 

 

QUARTA — Mt 5.10-12

 

Os filhos do Reino serão perseguidos

 

 

 

 

 

 

QUINTA — Hb 12.14

 

Santidade como elemento indispensável

 

 

 

 

 

 

SEXTA — Ef 4.15,16

 

Somente o amor produz um crescimento saudável

 

 

 

 

 

 

SÁBADO — Rm 12.14

 

Deve-se vencer o ódio com amor

 

 

 

OBJETIVOS

 

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

 

IDENTIFICAR as características de uma liderança frutífera;

RECONHECER os desafios que a igreja em Tessalônica superou para frutificar;

COMPREENDER o que é necessário fazer para frutificar.

 

 

INTERAÇÃO

 

 

A palavra-chave desta lição é “frutificação”. Diante desse vocábulo, enquanto professores(as) devemos fazer a seguinte pergunta: Qual o fruto do trabalho que estou realizando para Deus? Por vivermos em uma sociedade imediatista, muitas vezes nossos corações satisfazem-se apenas com aquilo que se pode perceber com facilidade, de modo muito evidente; entretanto, é necessário termos a maturidade para acreditar que os resultados, especialmente aqueles de repercussão espiritual, estão para além daquilo que os olhos podem ver. Deste modo, acredite, seu ministério é muito importante, não apenas para um grupo de jovens com quem você se reúne semanalmente, mas também para sua igreja local, e ainda para o Reino de Deus como um todo. São extraordinariamente positivas as consequências do serviço de homens e mulher como você que, com dedicação e zelo, empenham-se em fazer as verdades da Bíblia Sagrada compreensíveis e relevantes para nossa geração de jovens.

 

 

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

 

Uma excelente estratégia que você pode utilizar durante suas aulas é a criação de “Grupos de Verbalização” (GV) e “Grupos de Observação” (GO). A lógica de funcionamento é simples, mas bastante dinâmica e participativa. No início da aula divida os alunos em dois grupos GV e GO, dependendo da quantidade de alunos. Uma vez separados os participantes, os membros do GV sentam-se em círculo próximos uns dos outros, enquanto os membros do GO devem sentar-se em um círculo maior em volta do GV. Você lança um tema para discussão do GV, que pode ser uma questão levantada na lição ou outra que ele acha conveniente, enquanto o GO analisa as falas dos membros do outro grupo. Após um tempo adequado para debate, os grupos trocam de função podendo aprofundar a questão em debate ou iniciar a abordagem de outra questão. Ao final, ressalte o quanto todos aprenderam uns com os outros.

 

 

 

TEXTO BÍBLICO

 

 

1 Tessalonicenses 3.6-13.

 

 

 

6 — Vindo, porém, agora, Timóteo de vós para nós e trazendo-nos boas novas da vossa fé e amor e de como sempre tendes boa lembrança de nós, desejando muito ver-nos, como nós também a vós,

 

7 — por esta razão, irmãos, ficamos consolados acerca de vós, em toda a nossa aflição e necessidade, pela vossa fé,

 

8 — porque, agora, vivemos, se estais firmes no Senhor.

 

9 — Porque que ação de graças poderemos dar a Deus por vós, por todo o gozo com que nos regozijamos por vossa causa diante do nosso Deus,

 

10 — orando abundantemente dia e noite, para que possamos ver o vosso rosto e supramos o que falta à vossa fé?

 

11 — Ora, o mesmo nosso Deus e Pai e nosso Senhor Jesus Cristo encaminhem a nossa viagem para vós.

 

12 — E o Senhor vos aumente e faça crescer em amor uns para com os outros e para com todos, como também nós para convosco;

 

13 — para confortar o vosso coração, para que sejais irrepreensíveis em santidade diante de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, com todos os seus santos.

 

 

 

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

 

 

INTRODUÇÃO

 

 

 

O amor verdadeiro dos tessalonicenses, associado à necessidade de uma fuga repentina em virtude da forte perseguição que se levantou, deixaram em suspenso o coração de Paulo quanto à permanência e consolidação da fé dos novos cristãos daquela cidade. De tal forma que, diante de um grande impedimento que se impôs com relação à sua ida pessoal a Tessalônica — o qual o próprio apóstolo considerava uma ação diretamente promovida pelo Maligno (1Ts 2.18) — Timóteo foi enviado àquela igreja para de lá trazer notícias a Paulo. Quão grande não foi a alegria do apóstolo ao receber de seu jovem auxiliar o relatório de viagem. Os tessalonicenses estavam bem espiritualmente, usufruindo da profunda alegria que caracteriza a vida daqueles que vivenciam uma experiência real de salvação. É sobre os fatores que levaram os tessalonicenses a uma experiência de fé consolidada que refletiremos nesta aula.

 

 

 

  1. LIDERANÇA FRUTÍFERA, IGREJA FRUTÍFERA

 

 

 

  1. Paulo, um líder de líderes. Se há uma característica peculiar do ministério de Paulo que se pode destacar, esta é a capacidade de perceber o potencial de novos líderes. São tantos, cujas listas estão presentes em quase todas as cartas que ele escreveu. Por isso, pensemos apenas no paradigmático caso de Timóteo. Oriundo de uma família de dupla tradição religiosa e cultural (At 16.1); reconhecido por sua juventude (1Tm 4.12); um inexperiente obreiro em sua primeira viagem missionária (At 17.14). Enquanto alguém poderia ver tais adjetivos como desqualificantes para a vocação de Timóteo, Paulo viu além, e compartilhou com o jovem obreiro suas experiências, conhecimentos e sonhos. A confiança do apóstolo era tamanha que, diante de sua impossibilidade de ir a Tessalônica, envia seu filho na fé — delegando-lhe autoridade para ensinar e exortar (1Ts 3.2).

 

  1. Paulo, um líder de coração pastoral. As palavras do apóstolo em 1 Tessalonicenses 3.8 são, simultaneamente, fortes e amorosas. Paulo não esconde o sentimento de apaziguamento que as notícias de Timóteo trouxeram-lhe. A vida ganha novos horizontes diante da percepção de que a semente do Evangelho entre os tessalonicenses floresceu e que o testemunho deles já frutificava em outras cidades. Palavras como estas à igreja em Tessalônica não foram exceção na trajetória de Paulo; outros textos como 1 Coríntios 4.9-14; Efésios 3.13; Gálatas 4.19, evidenciam o comprometimento deste homem não apenas com a vocação que possuía, mas com as pessoas que eram o objetivo primário deste chamado. Este é um dos motivos pelos quais aquela igreja prosperou espiritualmente, havia uma visão de Deus, cumprida debaixo do mais abnegado e dadivoso amor.

 

  1. Paulo, um líder a ser imitado. Atualmente ainda existem pessoas para as quais podemos olhar e dizer: “Este irmão/irmã inspira-me a ser um cristão melhor!”. Muitos são aqueles que podemos literalmente imitar. Paulo, era uma dessas pessoas especiais (1Co 4.16; 11.1). Para aqueles novos cristãos, foi natural tomar o apóstolo como um ideal de cristão e de ministro. Hoje, ao invés de líderes que imponham sua vontade, necessitamos de homens e mulheres de Deus que nos inspirem a ser melhores — não mais excelentes que os outros, mas melhores que nós mesmos todos os dias. O imitar neste caso não é irracional ou negativo, mas um movimento positivo, de entusiasmar o povo. Será que hoje, somos padrão a ser imitado pela sociedade, ou perdemos de tal modo nossos referenciais que não somos mais modelo para esta geração?

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

Você tem orado para que Deus levante homens como Paulo, intrépidos não apenas na pregação, mas também em decisões que dinamizem o Reino de Deus?

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

O amor deve ser a lógica que fundamenta nossas relações; por isso não importa quão pequena ou limitada seja uma igreja, ela merece ser amada e abençoada.

 

 

 

 

 

 

  1. UMA IGREJA QUE FRUTIFICOU

 

 

 

  1. Apesar das tribulações. Problemas dos mais variados como já vimos, envolveram a fundação e continuação do trabalho em Tessalônica (1Ts 3.7). Mas isso não foi suficiente para barrar o crescimento da obra de Deus. Não devemos esperar boas oportunidades brotarem do nada para nossas vidas serem automaticamente transformadas; é necessário trabalho e fé. As tribulações que caracterizaram esse primeiro momento da Igreja Primitiva não foram capazes de impedir o florescer do Reino de Deus (At 14.22). Se assim aconteceu com Jesus, nosso Mestre, e com os nossos primeiros irmãos, não podemos esperar nada diferente no que diz respeito a nós e nossa relação com a sociedade atual (Mt 10.24,25). Por isso devemos ter a convicção de que, apesar das várias aflições no mundo, a vitória de Jesus já nos basta (Jo 16.33).

 

  1. Apesar da falta de um acompanhamento integral. Paulo era consciente de que sua distância com relação aqueles irmãos tinha, de certa forma, deixado lacunas na formação cristã deles (1Ts 3.10). Apesar desse fato, isto não foi um impedimento para que, em meio a muitas limitações, os tessalonicenses procurassem desenvolver sua fé. É claro que o ideal para a formação de uma nova igreja sadia é um discipulado completo, uma assistência absoluta, mas nem sempre isso é possível em virtude de uma variável de questões. Cabe então a um discipulador consciente de seus desafios investir no ensino dos componentes mais fundamentais e indispensáveis da fé cristã (1Pe 2.2). Outras questões acessórias e secundárias devem ser reservadas para outras circunstâncias. As adversidades reais não devem impedir-nos de aspirar nossos ideais apontados por Cristo.

 

  1. Apesar das oposições. Havia, em Tessalônica, uma forte oposição à mensagem de Cristo (1Ts 3.4,5) por parte de um grupo de religiosos contrários a Paulo e à sua pregação (1Ts 2.14-16). Segundo informa-nos o autor de Atos, o que movia essas pessoas era a inveja em virtude da expansão do Evangelho na cidade (At 17.5). Esses então, uniram-se a um grupo de desordeiros sociais e estabeleceram uma resistência declarada ao Cristianismo que crescia entre a população. Qual o resultado de toda essa oposição? Maior crescimento do Evangelho. Ser perseguido por amor ao Evangelho é uma prova de que o Reino de Deus é nosso (Mt 5.10-12); todas as vezes que optamos por viver a profundidade do Cristianismo, acabamos por confrontar valores e conceitos desta sociedade, a qual, por vezes, nos rejeitará (2Tm 3.12). Lembremos, não devemos ser nós a hostilizar os outros, contudo, devemos ter a consciência de que nosso compromisso com Deus incomodará a muitos.

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

Há pessoas, e até mesmo igrejas, que abortam prematuramente seus sonhos. Diante das primeiras intempéries e tribulações, tendem a desistir daquilo que, convictamente, sabem para que foram chamados. Sejamos capazes de resolutamente lutar pelos projetos que Deus, graciosamente, preparou para cada um de nós.

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

É necessário anunciarmos o Evangelho. Mas saiba que como os valores do Reino colidem com a cosmovisão de nossa sociedade, muitas vezes, o embate vai se tornar inevitável.

 

 

 

 

 

 

III. O QUE FAZER PARA CONTINUAR FRUTIFICANDO?

 

 

 

  1. Não abandonar a fé. Somente uma opção definitiva por viver da fé fez com que os tessalonicenses pudessem continuar firmes em Cristo (1Ts 3.6,7). Este é um princípio tão relevante para o Cristianismo que a Bíblia o enuncia em quatro contextos diferentes (Hc 2.4; Rm 1.17; Gl 3.11; Hb 10.38). Não são nossas constatações ou nossas certezas racionais que nos fazem persistir no Evangelho, mas antes, é nossa viva esperança no que nosso Deus nos fará, e a convicção de que não é por vista que vivemos, mas por fé. A grandiosidade de nossa fé encontra respaldo no amor e cuidado de Deus que jamais falharão. O único modo de continuarmos firmes e frutíferos no Reino de Deus é reconhecendo que nossa segurança está no Senhor dos Exércitos. Não abandonemos a fé, antes, creiamos na contínua atenção de Deus a nós.

 

  1. Assumir uma vida de santidade. Em meio a um contexto tão adverso e conturbado, somente por meio de uma vida de dedicação a Deus aquela comunidade poderia crescer (1Ts 3.13). O que os adversários da jovem igreja queriam era uma série de motivos e pretextos para desacreditar a mensagem anunciada por eles. Lembremos desse áureo princípio do Cristianismo: a vida do mensageiro precisa condizer com o nível de mensagem que ele porta, se não, suas palavras não passarão de hipocrisia e religiosidade vazia. Foi por isso que Cristo encarnou-se, para demonstrar que a beleza da obra do Pai não se encontra em discursos teóricos, mas numa existência redimida e transformada. É imprescindível optarmos por uma vida santa, sem a qual, nunca teremos a real compreensão de quem é Deus (Hb 12.14).

 

  1. Insistir no amor. Não há crescimento espiritual sem amor. Todo e qualquer tipo de “inchaço”, multiplicação numérica, não terá nenhum sentido se não for mediado por um profundo e divino amor (Ef 4.15,16). Paulo, conhecedor desta verdade, tem uma oração em especial para com os tessalonicenses, o pedido ao Pai é que eles cresçam em amor, no amor, pelo amor e para o amor (1Ts 3.12). Há um aspecto extremamente relevante nas palavras do apóstolo concernentes ao crescimento em amor dos tessalonicenses: é que este amor não deve ser vivido apenas no interior da igreja, mas também com todos os que habitam naquela cidade. Somente uma pregação cheia do amor de Deus pode conduzir as pessoas a um encontro real com Ele. É claro que não devemos confundir amor com permissividade, todavia, deve ficar claro que o amor também é bem diferente do ódio ou de um discurso amaldiçoador (Rm 12.14).

 

 

 

 

 

 

CONCLUSÃO

 

 

 

Não é sobre uma fórmula mágica a ser repetida para multiplicação de igrejas. Não se trata de uma suposta “revelação” divina sobre como o Reino de Deus deve ser anunciado. A Carta de Paulo ao Tessalonicenses é um testemunho histórico para o Cristianismo que, em tempos de oposição, aflições e fragilidade, somente por meio do verdadeiro amor a Igreja do Senhor Jesus poderá viver plenamente a vontade do Pai.

 

 

 

ESTANTE DO PROFESSOR

 

 

Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2010.

 

 

 

HORA DA REVISÃO

 

 

  1. Apresente e comente três características de Paulo como um líder.

 

Um líder que reconhece as qualidades dos liderados, um líder com coração pastoral e um líder a ser imitado.

 

 

 

  1. De que modo o ministério de Paulo pode inspirar os líderes atuais a trabalharem com jovens e seus ministérios?

 

Resposta pessoal.

 

 

 

  1. Que desafios a jovem igreja em Tessalônica enfrentou para permanecer firme na vocação de Deus?

 

Tribulações internas, falta de acompanhamento pastoral integral, e perseguições externas.

 

 

 

  1. Quais as medidas tomadas pelos irmãos tessalonicenses para continuarem frutificando espiritualmente?

 

Não abandonar a fé, assumir uma vida de santidade, insistir no amor.

 

 

 

  1. Qual a relevância do amor em nosso serviço ao Reino de Deus?

 

Sem amor qualquer atividade na igreja torna-se mero ativismo religioso; o amor demonstra a presença de Deus naquilo que fazemos.

 

 

 

SUBSÍDIO

 

 

“O desafio é tanto pessoal quanto coletivo. Paulo está guiando a partir da frente de batalha, mostrando, com sua dedicação pessoal e disposição de sofrer, que Deus não é derrotado pela oposição do ser humano nem pelas circunstâncias difíceis deles. Mas a igreja, como um todo, também tem de ser um exemplo de fidelidade e testemunho. Muitas vezes, ela é a atividade conjunta de um grupo de cristãos que causa um grande impacto nos outros. Assim, minha vida pessoal é um exemplo que encoraja os irmãos em Cristo e que mostra Jesus para o mundo? Nossa vida na igreja é harmoniosa e dedicada a servir a Cristo em palavras e obras? Hoje em dia não está muito em voga pensar na volta de Cristo — nem mesmo pensar na jornada através da morte que todos nós empreenderemos. A volta de Jesus, no entanto, representa um foco para o ministério de Paulo e a vida de muitos cristãos perseguidos ou destituídos. Mas Paulo não oferece uma promessa de esperança futura apenas para ajudar as pessoas a lidar com a angústia atual; é muito mais que isso. Ao manter o foco na volta de Jesus, temos um objetivo, uma meta. Temos uma tarefa a fazer — ajudar a edificar o Reino de Deus — em um período de tempo limitado (e desconhecido) (Guia Cristão de Leitura da Bíblia. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2013. p.364).

 

 

 

 

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD

JOVENS 2º Trimestre de 2018

Título: A Igreja do Arrebatamento — O padrão dos Tessalonicenses para estes últimos dias.

Comentarista: Thiago Brazil

Lição 5: Vivendo uma vida santa

Data: 29 de Abril de 2018

TEXTO DO DIA

 

 

“Portanto, quem despreza isto não despreza ao homem, mas, sim, a Deus, que nos deu também o seu Espírito Santo” (1Ts 4.8).

 

 

 

SÍNTESE

 

 

Deus nos convoca para uma compreensão de santidade que transcende os cerimoniais religiosos e os rituais de purificação humanos.

 

 

 

AGENDA DE LEITURA

 

 

SEGUNDA — Cl 3.17

 

Vivendo para a glória de Deus

 

 

 

 

 

 

TERÇA — 1Co 6.19

 

Reconhecer o corpo como templo de Deus

 

 

 

 

 

 

QUARTA — Jo 8.32

 

A verdade que liberta

 

 

 

 

 

 

QUINTA — Lv 25.17

 

Ninguém oprima o seu próximo

 

 

 

 

 

 

SEXTA — 1Co 6.11

 

O Espírito nos santifica

 

 

 

 

 

 

SÁBADO — Mt 5.24

 

A relação entre oferta, santidade, adoração e comunhão

 

 

 

OBJETIVOS

 

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

 

CARACTERIZAR o tipo de comportamento que agrada a Deus;

REFLETIR a respeito do imperativo bíblico acerca da pureza sexual;

COMPREENDER que a santidade deve abranger todas as áreas de nossa vida.

 

 

INTERAÇÃO

 

 

Esta é uma das lições mais desafiadoras deste trimestre, pois estaremos falando a respeito de santidade e sexualidade; dois temas sempre atuais, presentes constantemente nas discussões entre os jovens, mas também cercado de mitos e tabus. Caro professor(a), é em momentos como este que sua experiência e sensibilidade devem fazer a diferença, você conhece o perfil de sua turma, sabe as questões mais pertinentes a serem abordadas, você é capaz de reconhecer as lacunas que o comentário da lição não conseguiu contemplar.

 

 

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

 

Para a dinâmica de hoje você vai precisar de uma folha de sulfite de cor branca e outra de uma cor mais escura (preta, cinza ou marrom). Inicie a aula fazendo a seguinte indagação: “Como nos manter puro, íntegro, vivendo em meio a uma sociedade idólatra, pagã e maligna?”. Ouça os alunos com atenção. Em seguida, pegue uma folha de papel sulfite branca. Mostre a folha e diga que o crente precisa viver neste mundo corrupto de forma íntegra, santa, e para isso ele não pode abrir mão dos princípios da Palavra de Deus. O crente precisa ser como uma folha em branco, sem mancha, mácula ou ruga. Depois, passe cola na folha toda em seguida cole a outra folha (cor preta). Diga que quando acabamos por nos aculturar e viver segundo a filosofia deste mundo ficamos unidos a ele. Como Igreja do Senhor, temos que ir contra a maneira de pensar deste mundo. Leia Romanos 12.2. Depois peça que um aluno, sem rasgar a folha branca, tente separá-las. Mostre que é impossível separar as folhas sem rasgá-las. Assim, é impossível o crente viver segundo a filosofia deste mundo e não se contaminar, nem se ferir ou ferir o seu próximo (Adaptado de BUENO, Telma. Boas Ideias para Professores de Educação Cristã. 80 atividades do maternal a adultos. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2015. pp.127,128).

 

 

 

TEXTO BÍBLICO

 

 

Tessalonicenses 4.1-4.

 

 

 

1 — Finalmente, irmãos, vos rogamos e exortamos no Senhor Jesus que, assim como recebestes de nós, de que maneira convém andar e agradar a Deus, assim andai, para que continueis a progredir cada vez mais;

 

2 — porque vós bem sabeis que mandamentos vos temos dado pelo Senhor Jesus.

 

3 — Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição,

 

4 — que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra,

 

 

 

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

 

 

INTRODUÇÃO

 

 

 

Depois de ter redigido a parte principal desta sua primeira carta, na qual as temáticas centrais eram o louvor e a gratidão a Deus pela experiência de salvação que desfrutavam os tessalonicenses, Paulo passa a fazer alguns esclarecimentos a respeito de assuntos pontuais para a vida dos irmãos daquela igreja. O início desse novo momento da epístola é demarcado através da primeira palavra de 1 Tessalonicenses 4.1, que é traduzida por “finalmente”, “quanto ao mais”, “de resto”, “ademais”. O apóstolo parece orientar os membros daquela jovem igreja a respeito de algumas dúvidas teológicas que eles possuíam e provavelmente a respeito de algumas questões práticas que Timóteo destacou em seu relatório de retorno a Paulo. Estudar as inquietações dos tessalonicenses torna-se muito relevante, especialmente quando percebemos que estas ainda são muito pertinentes para a Igreja atual.

 

 

 

  1. A VIDA SANTA QUE AGRADA A DEUS

 

 

 

  1. Um modelo que é transmitido e compartilhado. A preocupação de Paulo era que os tessalonicenses permanecessem no mesmo conjunto de princípios fundamentais que receberam no início de sua fé, pois se eles assim fizessem, tudo permaneceria bem. Em tempos de fórmulas mágicas ou estratégias mirabolantes, devemos nos fortalecer na confiança de que o Evangelho que nos foi transmitido é verdade espiritual suficiente para nossa edificação. Não necessitamos de complementos ou novas revelações (Gl 1.6-9). As boas-novas de Cristo não são uma verdade complexa e de difícil compreensão que apenas alguns privilegiados terão a capacidade de discerni-las; antes, é um fato simples e de fácil assimilação: Deus nos ama de maneira incondicional. O Evangelho é simples e descomplicado.

 

  1. Vivendo para agradar a Deus. O objetivo de Paulo neste momento de sua carta àquela comunidade era lembrar aos irmãos de que a finalidade de nossas vidas não é atingir metas pessoais ou sonhos individuais, e sim, agradar a Deus em tudo quanto fizermos. Ter uma vida santa é viver segundo o propósito do Senhor (2Tm 1.9). Por isso não tenhamos receio de obedecer a Cristo, sabendo que tal opção de vida nos conduzirá à felicidade e à realização pessoal. A manifestação do Reino de Deus em nós é produtora de vida, libertação e alegria (Sl 16.8-11); certamente passaremos por desafios e lutas, mas nada, nem ninguém, terão o poder de destruir os fundamentos eternos que o Senhor já estabeleceu em nossas vidas por meio da salvação em Cristo Jesus (Rm 8.35-39). Compreendamos que se viver é um privilégio, viver em Cristo é a experiência mais sublime que podemos vivenciar.

 

  1. Vida transbordante, vida em santidade. A presença do Senhor é reconfortante e abençoadora para nós. Se há uma metáfora bíblica que exemplifica de maneira clara a vida cristã, esta é a imagem do transbordamento. Analogias que se referem a rios caudalosos em terras secas (Is 41.18); colheitas produtivas em tempos de crise (Dt 28.8); prosperidade material (Sl 112.1-3). A medida de nossa alegria é a fartura (Sl 16.11), a porção do perdão que nos atinge é transbordante (Lc 6.38), o amor que nos salva é incomensurável (Jo 3.16). Vida cristã é sinônimo de vida santa, não há compatibilidade entre viver em Cristo e viver no pecado (Rm 6.1,2; 11-15). Por isso a nossa experiência de fé é aquela que aponta para uma abundante graça (Rm 5.20). Não é possível estar cheio de Deus, e continuar carregando ainda ódios, mágoas e ressentimentos. Esta é a causa de algumas pessoas não experimentarem a plenitude do Espírito, é preciso esvaziar-se de muita coisa antes.

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

Viva a simplicidade, viva Jesus da forma mais intensa e amorosa possível!

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

Não devemos temer o que Deus preparou para nós; por mais desafiador e espantoso que seja, certamente isto será sempre o melhor.

 

 

 

 

 

 

  1. O IMPERATIVO DA PUREZA SEXUAL

 

 

 

  1. A santificação como vontade de Deus. Não foi para uma vida de pecados que fomos vocacionados por Deus (1Jo 3.8,9). Aqueles que são guiados pelos valores decadentes do mundo não conseguem aperceber-se da presença do Senhor; veem apenas tragédias, dores e maldades. No nosso caso é diferente, pois por meio da semente da santidade que brotou em nosso ser conseguimos ver Deus em tudo ao nosso redor: reconhecemos as grandezas de Deus na natureza (Sl 19.1); na transformação ocorrida em nossas vidas percebemos a presença do Senhor (2Co 3.18); em tudo o que existe, ao vivermos em santidade, somos capazes de reconhecer a glória de Deus. Uma vez que Deus nos tornou santos devemos fazer de nossa vida um altar de louvor a Ele, de maneira que, assim como o Sumo Sacerdote da Antiga Aliança, todos quantos olharem para nós lembrem-se do lema de nossa vida: “SANTIDADE AO SENHOR!” (Êx 39.30).

 

  1. Santificação que se exige de solteiros e casados. Há em 1 Tessalonicenses 4.3-5 uma explícita e contundente exortação paulina quanto a pureza sexual. Não nos concentraremos no debate a respeito do que significa o termo vaso no v.4, pois o mais relevante é compreender que o Senhor conclama os seus filhos a reconhecerem a sexualidade como um componente tão sagrado do ser humano quanto tudo o mais que nos envolve é. Não há nada de profano ou pecaminoso no relacionamento sexual entre os casados. Lembre-se disso: seu corpo é templo e morada do Espírito Santo (1Co 3.16), não profane o templo de Deus, você! (1Co 6.15-19; Hb 13.4).

 

  1. Vivendo num nível diferente de espiritualidade. Se de fato nossa espiritualidade é viva, é necessário que o padrão moral e comportamental do povo de Deus não seja o mesmo daquele que é adotado pelo mundo. Essa é a orientação de Paulo àquela jovem comunidade (1Ts 4.5). Aqueles que estão cegos em seus delitos e pecados possuem uma maneira distorcida de encarar aspectos essenciais da vida, como a sexualidade, por exemplo, que não condizem com nossa maneira de compreender a realidade. Fomos vocacionados à salvação para, através de nosso testemunho, anunciarmos os valores de um Reino superior, de cima, do céu (Mt 5.13-16; Jo 3.31).

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

Em tempos de decadência espiritual, exige-se de cada cristão coragem para contrapor-se à lógica lasciva desta sociedade.

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

A santificação produzida por Deus em nossas vidas não tem efeitos apenas para o futuro; na verdade, os efeitos da obra de Cristo já repercutem agora em nós.

 

 

 

 

 

 

III. SANTIFICAÇÃO EM TODA MANEIRA DE VIVER

 

 

 

  1. Negócios honestos. Santidade, todavia, não é algo que se refere apenas ao corpo ou a exterioridade das pessoas. Devemos ser santos e honestos também em nossos negócios (1Ts 4.6). A corrupção é uma prática usual em nosso país; entretanto, nós temos de ser diferentes (Ml 3.18). Não podemos defender o lucro a todo custo, a pirataria, o desvio de verba, a balança injusta (Pv 11.1; Mq 2.2). Somos um ser integral, logo, é impossível ter um padrão de santidade nos momentos litúrgicos, isto é, na igreja, e não apresentar um testemunho santo em nossa vida fora do templo. Na verdade, fomos chamados para anunciar as verdades do Reino aos que estão distantes de Deus, se, em virtude de um comportamento inadequado, não somos capazes de fazer isso, nosso cristianismo é falso e nossa fé morta (1Co 8.9; Tg 2.17). É impossível ser cristão e não ser santo.

 

  1. Relacionamentos sadios. Não existe santidade na vida de quem promove violência, injustiça e discórdia. Como alguém pode declarar-se nascido de novo, mas ser responsável pelo fim de um casamento, pela promoção de inimizades entre pessoas, por semear a contenda entre irmãos? Isto é simplesmente impossível (Pv 6.16-19). Deus nos chamou para relacionamentos mutuamente edificantes, não devemos ser fardos para ninguém. Como anuncia Paulo, o Senhor é vingador do injustiçado (1Ts 4.6). Numa referência direta a Levítico 25.17, o apóstolo assegura que as trapaças humanas podem passar desapercebidas pelas demais pessoas, todavia, jamais serão desconsideradas pelo Senhor que é Deus da Justiça (Is 61.8). Ele “vingará” o violentado, restituirá o roubado, justificará o fraudulentamente acusado (Hb 10.30). Nossa esperança se estabelece no Senhor, em época como a nossa em que instituições sociais e seus compromissos com a equidade estão fragilizados.

 

  1. Santificação como experiência de viver no Espírito. O poder santificador do Espírito nos torna progressivamente mais santos (1Co 6.11). Somos convocados por Deus para uma experiência de santificação instantânea e constante (Jo 17.19). O fato de o mundo estabelecer relacionamentos fraudulentos e moralmente decadentes, além de ser um desrespeito ao outro — obra do amor do Criador, imagem e semelhança da própria divindade — torna-se um afrontoso pecado contra o Espírito Santo. Ao tratarmos outras pessoas fora do nível de amor e respeito que elas merecem, como filhos e filhas de Deus, estamos voltando-nos contra o próprio Senhor (1Ts 4.8). A adoração a Deus sem comunhão com o próximo é puro rito religioso vazio, desprovido do real sentido do culto a Deus. Deste modo, viver no Espírito é uma experiência de comunhão verdadeira com o Criador e seus filhos.

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

Os conceitos de santidade e profanação são guiados por componentes culturais ou por princípios bíblicos? Se Jesus permaneceu santo entre ladrões e meretrizes, casamentos e jantares, como devemos compreender a santidade?

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

Em um mundo de ódio, preconceitos e posturas cada vez mais radicalizadas, somos convidados para ser agentes do amor, movidos pelo Evangelho de Cristo, por uma íntima compaixão que nos faça ver as pessoas que, se não forem evangelizadas, não terão qualquer oportunidade de ver o rosto de Deus.

 

 

 

 

 

 

CONCLUSÃO

 

 

 

Não existe santidade quando há isolamento, ódio e negação do outro. Se somos as pessoas deixadas por Deus nesta sociedade para que ela não apodreça em seus extremismos sociais, cabe-nos a tarefa de iluminar os corações entenebrecidos por preconceitos e discriminações, e dar sabor às vidas desesperançosas de justiça, bondade e paz. Ser santo é estar a serviço do bem-estar do outro.

 

 

 

ESTANTE DO PROFESSOR

 

 

LIMA, Elinaldo Renovato de. Ética Cristã. Confrontando as Questões Morais do Nosso Tempo. 9ª Edição. RJ: CPAD, 2015.

 

 

 

HORA DA REVISÃO

 

 

  1. O que significa viver para agradar a Deus?

 

É ter uma vida santa vivendo segundo o propósito do Senhor (2Tm 1.9).

 

 

 

  1. Segundo a lição, o que é necessário fazer para ter uma vida transbordante?

 

Esvaziar-se de tudo aquilo que não glorifica a Deus — ódios, mágoas, pecados — e encher-se das dádivas do Espírito Santo.

 

 

 

  1. De que modo a Palavra nos exorta a compreender a sexualidade?

 

Como um componente sagrado da natureza humana, incluído em nosso ser pelo próprio Deus.

 

 

 

  1. Deus exige de nós santidade apenas com relação à sexualidade? Justifique sua resposta.

 

Não, o princípio apresentado por Paulo em 1Ts 5.23 declara que Deus quer de nós uma santidade integral.

 

 

 

  1. É possível adorar a Deus sem uma vida de comunhão com aqueles que estão próximos a nós? Justifique sua resposta.

 

Não, pois é impossível viver em santidade quando há isolamento, ódio e negação do outro. Ser santo é estar a serviço do bem-estar do outro.

 

 

 

SUBSÍDIO

 

 

“A santificação começa na conversão, quando uma pessoa se arrepende e volta para Deus, passando a ser um ‘santo’ (que significa, literalmente, ‘uma pessoa separada ou consagrada’). Esse, porém, é apenas o começo de um processo contínuo e progressivo. Não leva muito tempo entrar num trem, mas leva tempo até chegar ao destino. A pessoa se torna santa por um ato de fé em Cristo Jesus, que nos atribui esse título, mas ser santo em cada aspecto da vida leva tempo. O trem não chega ao seu destino num pulo único, e nem nós nos tornamos santos desenvolvidos de um dia para outro. Precisamos crescer na graça e no conhecimento de Jesus Cristo. Do ponto de vista prático, a santificação é o processo mediante o qual os separados se tornam santos na prática, os que estão sob a graça de Cristo se tornam graciosos, e os cristãos se tornam semelhantes a Cristo. A santificação é a cristianização dos cristãos. [...] A santidade prática exige crescer espiritualmente; pessoas santas são ‘perfeitos, os quais, em razão do costume, têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal’ (Hb 5.14). Criancinhas espirituais, como criancinhas físicas, estão dispostas a engolir tudo que acham! (Ef 4.14)” (PEARLMAN, Myer. Epístolas Paulinas: Semeando as Doutrinas Cristãs. 1ª Edição. RJ: CPAD, 1998. pp.184,194).

 

 

 

 

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD

JOVENS 2º Trimestre de 2018

Título: A Igreja do Arrebatamento — O padrão dos Tessalonicenses para estes últimos dias.

Comentarista: Thiago Brazil

Lição 6: Vivendo amorosa e honestamente

Data: 06 de Maio de 2018

TEXTO DO DIA

“Quanto, porém, ao amor fraternal, não necessitais de que vos escreva, visto que vós mesmos estais instruídos por Deus que vos ameis uns aos outros” (1Ts 4.9).

 

 

 

SÍNTESE

 

 

Não existe adoração num coração dominado pelo ódio, muito menos espiritualidade sadia numa vida envolvida com desonestidade.

 

 

 

AGENDA DE LEITURA

 

 

SEGUNDA — 1Jo 4.20

 

Não existe adoração onde há ódio

 

 

 

 

 

 

TERÇA — Jo 15.12

 

Jesus, o perfeito padrão de amor

 

 

 

 

 

 

QUARTA — Tt 3.5

 

Somos salvos pela misericórdia e amor do Pai

 

 

 

 

 

 

QUINTA — Rm 13.8

 

O amor, uma dívida impagável

 

 

 

 

 

 

SEXTA — Rm 14.8

 

Não vivemos para nós mesmos

 

 

 

 

 

 

SÁBADO — 1Pe 5.7

 

O Senhor cuida de nós

 

 

 

OBJETIVOS

 

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

 

REFLETIR a respeito da necessidade do amor em nossas vidas;

APRESENTAR o trabalho como uma necessidade para cada cristão;

DEMONSTRAR o padrão bíblico com relação ao nosso comportamento social.

 

 

INTERAÇÃO

 

 

Caro professor (a), estamos praticamente na metade de nosso trimestre, esse é um excelente momento para a realização de processos avaliativos (autoavaliação, avaliação em grupo, avaliação de critérios específicos). Tal postura conscientiza-nos daquilo que estamos fazendo e está dando certo, e do que precisamos repensar e mudar em nossa prática educativa. Compartilhe com seus alunos, no momento que achar mais conveniente, a necessidade de uma avaliação das atividades realizadas por você e seu grupo de estudantes. Aplique a melhor metodologia para sua turma: pode ser um momento em grupo numa roda de conversa, você pode elaborar um questionário para seus alunos responderem por escrito em sala ou em casa, etc. Esclareça a eles a necessidade da sinceridade nas respostas.

 

 

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

 

Você já ouviu falar de “Mapa Conceitual”? O Mapa Conceitual é uma ferramenta de aprendizagem que se utiliza de uma estratégia imagética para facilitar o aprendizado. Por meio da construção de um mapa (uma rede) conceitual que se utiliza de figuras geométricas para organizar, correlacionar, hierarquizar as ideias apresentadas. O uso dos mapas conceituais pode ser feito de duas maneiras: na primeira, o educador, na medida em que vai apresentando o conteúdo vai construindo o mapa, de tal modo que ao fim da explicação os alunos possuem um resumo completo da aula ministrada. O outro uso pode ser feito por meio de uma ação promovida pelos próprios educandos, que após a discussão da lição, pode servir para que eles criem seus mapas conceituais. Nesta última hipótese, restaria ainda espaço para uma apresentação coletiva dos mapas e uma posterior discussão a partir dos mesmos.

 

 

 

TEXTO BÍBLICO

 

 

1 Tessalonicenses 4.9-12.

 

 

 

9 — Quanto, porém, ao amor fraternal, não necessitais de que vos escreva, visto que vós mesmos estais instruídos por Deus que vos ameis uns aos outros;

 

10 — Porque também já assim o fazeis para com todos os irmãos que estão por toda a Macedônia. Exortamo-vos, porém, a que ainda nisto continueis a progredir cada vez mais,

 

11 — e procureis viver quietos, e tratar dos vossos próprios negócios, e trabalhar com vossas próprias mãos, como já vo-lo temos mandado;

 

12 — para que andeis honestamente para com os que estão de fora e não necessiteis de coisa alguma.

 

 

 

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

 

 

INTRODUÇÃO

 

 

 

Nunca foi tão urgente a presença de uma comunidade de pessoas que espelhe o caráter de Deus como nos dias atuais.

 

Nacionalmente vivemos em tempos de muita violência. No campo sócio-político, nunca a corrupção esteve em tamanha evidência; e não são apenas as figuras públicas que se revelam decadentemente desonestas, mas em cada segmento social nos vemos decepcionados por escândalos. Em Tessalônica, guardadas as devidas proporções, não era muito diferente; por isso Paulo preocupa-se em orientar amorosamente aquela comunidade. Aprendamos com o apóstolo e seu cuidado pastoral.

 

 

 

  1. QUANTO AO AMOR FRATERNAL

 

 

 

  1. É o Senhor quem nos ensina a amar. Há em 1 Tessalonicenses, uma elogiosa menção de Paulo à postura amorosa daqueles irmãos. Se havia uma série de prescrições, observações, recomendações que deveriam ser feitas, em torno de várias áreas a respeito do amor fraternal, todavia, os crentes em Tessalônica não necessitavam de orientação alguma (1Ts 4.9). Amar não é algo que aprendemos por meio de métodos humanos, cursos de cura interior ou livros. O amor para com o próximo desenvolve-se em nós a partir do momento em que mantemos uma relação de adoração com o Pai. É impossível amar a Deus e odiar qualquer pessoa que seja, especialmente um irmão (1Jo 4.20). Não amamos os outros por seus atos de bondade ou por aquilo que merecem, mas porque usufruímos do amor do Pai, podemos transmiti-lo a todos os que precisam (Lc 6.27-36). É com o SENHOR que aprendemos a amar (Jo 15.12-17).

 

  1. O poder de expansão do amor. Aquilo que as pessoas denominam como amor, mas não consegue ser expandido, compartilhado, transmitido a outros, não é amor. Na verdade não passa de narcisismo, ou como a Bíblia chama, “amor a si mesmo” (2Tm 3.2); este sentimento é perigosíssimo e capaz de destruir não apenas a espiritualidade do indivíduo narcisista, mas também daqueles que estão em seu convívio (1Co 12.25-27). A vivência do amor é contagiante; aquele que foi alcançado pela boa semente do Evangelho não consegue esconder sua alegria, nem os frutos dessa transformadora experiência, há vários exemplos bíblicos: a Samaritana (Jo 4.28-30), Levi (Lc 5.27-32) e Paulo (At 9.19-31). Numa sociedade dominada por todos os tipos e níveis de ódio (discurso de ódio, ódio étnico-cultural, ódio religioso), cabe-nos acreditar que somente por meio de uma vivência inspiradora de amor podemos colaborar para a mudança de nossa sociedade (Tt 3.3-5).

 

  1. O amor: uma medida que sempre deve aumentar. A medida do amor nunca deve ser para menos, sempre para mais. O amor é uma dívida impagável que não temos apenas para com Deus, mas também com o próximo (Rm 13.8). Fica bem claro na parábola do credor incompassivo que o benefício do perdão e do amor incondicional que nos alcança nos torna, de igual modo, misericordiosos e perdoadores (Mt 18.23-35). Não devemos ter medo de perder o amor de Deus; na verdade, quem não ama seu irmão, de fato nunca vivenciou o privilégio de ser amado pelo Senhor (1Jo 2.9-11).

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

Viver em amor é uma experiência oriunda da salvação, por meio da qual nos tornamos paulatinamente menos deformados pelo pecado e mais parecidos com Deus.

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

Amar é uma atitude que deve transcender o indivíduo e impulsioná-lo para um relacionamento de comunhão com o Pai e com o outro.

 

 

 

 

 

 

  1. VIVENDO POR FÉ, TRABALHANDO COM HONRA

 

 

 

  1. Um estilo de vida modesto. Há em nossa sociedade um conjunto de ideais “adoecedores”: sucesso financeiro a todo custo, reconhecimento público ainda que por meio de escândalos ou vida promíscua, ambição desmedida pelo poder, etc. Infelizmente as pessoas desejam o padrão de vida das celebridades (festas glamorosas, holofotes, likes, views), isto é, uma existência de exterioridades, futilidades e banalidades. Sobre isso, a partir das características daquele contexto histórico, Paulo exorta os irmãos em Tessalônica a viverem uma vida simples, desapegada de desejos não edificantes, de modo “quieto” (1Ts 4.11), o que significa focar no que é essencial, sem preocupar-se com as novidades e tendências da sociedade à nossa volta. Nós temos um padrão diferente daquele implementado pelos conceitos mundanos (Fp 2.15). Não vivemos para nós mesmos, mas para Deus (Rm 14.8).

 

  1. Trabalhar nunca deve ser um fardo. Paulo é o mais enfático, entre os escritores sagrados sobre a necessidade de reconhecer o ofício humano como uma atividade, muitas vezes, imprescindível àquele que trabalha na obra de Deus (2Co 12.13-18; 2Ts 3.8-12). Trabalhar não deve ser algo pesaroso a ninguém. Deus fez-nos para o cumprimento de responsabilidades (Gn 1.26), ou seja, para através do nosso trabalho glorificar o seu santo nome. Não fomos criados para a preguiça (Pv 13.4; 21.25). Desta forma, é espantoso pensar na quantidade de indivíduos que, sob a desculpa de estar “trabalhando para Deus”, não se ocupam de coisa alguma na verdade, senão de explorar financeiramente a fé alheia (At 20.29,30; 1Tm 6.10). Foi para um ministério de vida íntegra que Deus nos vocacionou. É claro que o próprio Paulo precisou de apoio financeiro em determinado momento de sua trajetória, mas isso foi a exceção do caso, nunca a regra.

 

  1. O jovem, a vocação e a profissão. Não devemos analisar a relação entre vocação e profissão como algo dicotômico, mas como sincrônico. Não existe oposição entre chamada ministerial e desenvolvimento profissional; o Deus que vocaciona missionários é o mesmo que abre a porta da universidade para que a missão seja sempre integral, nunca parcial. O cuidado com a formação de novos obreiros não nos isenta da responsabilidade de ajudar tais pessoas a serem capazes de realizarem-se profissionalmente. Tudo o que há em nossa vida, analisado em conjunto, deve ser para a glória de Deus. Enquanto você não consegue discernir seu ministério, continue estudando e trabalhando; se suas dúvidas são quanto ao que fazer no mercado de trabalho, continue orando e servindo no Reino. E se você já faz as duas coisas, não se preocupe, Deus está contigo, por isso, o trabalho não vai roubar tempo da obra, nem a obra de Deus do trabalho.

 

 

 

 

 

 

III. SOBRE O CRISTÃO E SEUS NEGÓCIOS

 

 

 

  1. Honestidade como referencial de testemunho. O cuidado de Paulo para com os irmãos em Tessalônica o leva a exortá-los a terem uma vida honesta entre os que ainda não professavam a fé (1Ts 4.12). De nada adianta um comportamento religioso exemplar dentro da igreja, se na vida cotidiana a luz de Cristo não brilha em nossos relacionamentos.

 

  1. Colaboradores e não parasitas sociais. O final do versículo 12 termina com uma advertência a respeito da necessidade de viver a partir do fruto do próprio trabalho, nunca em virtude da exploração da caridade de um outro. Em um país como o nosso, de enormes abismos sociais, políticas para efetivação de direitos básicos são necessárias; contudo, ninguém deve tornar-se uma sanguessuga social. Somos chamados para fazer a diferença nessa sociedade.

 

  1. O jovem cristão e a geração “nem-nem”. A sociedade brasileira passa por uma profunda crise, a ponto de aparecerem na atualidade, sintomas novos da velha doença que é o pecado estrutural, que se engendra em nossa nação. O novo sintoma da falência da sociedade brasileira tem repercussão entre os jovens, é exagerado o número de pessoas entre 18 e 25 anos que nem trabalham, nem estudam. É nessa ambiência conturbada que o jovem cristão deve lançar suas ansiedades sobre o Senhor (1Pe 5.7) e procurar fazer o seu melhor, nunca acomodando-se, especialmente em situações adversas.

 

 

 

 

 

 

CONCLUSÃO

 

 

 

Nossa vocação é para uma vida piedosa, fundamentada em amor e buscando os ideais de justiça e paz. O zelo pastoral de Paulo com os tessalonicenses o levou a um conjunto de orientações que são preciosas ainda hoje para nós, igreja contemporânea. Não nos acomodemos com o mal que se desenvolve em nossa sociedade, sejamos dedicados na promoção do bem.

 

 

 

ESTANTE DO PROFESSOR

 

 

Dicionário Bíblico Wycliffe. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2007.

 

 

 

HORA DA REVISÃO

 

 

  1. Sendo o amor imprescindível para a vida cristã, como aprendemos a amar?

 

O amor para com o próximo desenvolve-se em nós a partir do momento em que mantemos uma relação de adoração com o Pai (Mt 22.36-40). É com o SENHOR que aprendemos a amar (Jo 15.12-17).

 

 

 

  1. É possível viver um amor que se restrinja apenas ao próprio indivíduo? Justifique sua resposta.

 

Não, pois isso é narcisismo ou aquilo que a Bíblia define como “amante de si mesmo” (2Tm 3.2).

 

 

 

  1. De que modo devemos encarar nossa responsabilidade para o trabalho?

 

Como um meio de glorificar o nome do Senhor, que tem nos dado dons e talentos, também para trabalhar.

 

 

 

  1. É possível conciliar vida profissional e vocação ministerial? Justifique sua resposta.

 

Sim, Paulo é um grande exemplo deste tipo de opção de vida. É Deus quem nos dá, tanto o ministério quanto a profissão; tudo vem de Deus.

 

 

 

  1. De que modo um jovem, numa sociedade como a nossa, pode controlar suas ansiedades e medos?

 

Lançar suas ansiedades sobre o Senhor (1Pe 5.7) e procurar fazer o seu melhor, nunca acomodando-se, especialmente com situações adversas.

 

 

 

SUBSÍDIO I

 

 

“(1Ts 4.9). Paulo agora faz a mudança dos discursos específicos nos quais considerou a pureza sexual, para a chamada geral ao exercício e ao crescimento no ‘amor [ou caridade] fraternal’. [...] O ponto principal da mensagem do apóstolo, é que a comunidade cristã deve ser caracterizada pela lealdade e pelo profundo cuidado que imita o nível do comprometimento de Deus para com eles (Jo 13.34,35). A extensão da discórdia ou da divisão que existiu na igreja em Tessalônica não foi em grande escala. Alguns, mais provavelmente uma pequena minoria, estavam ameaçando a harmonia por serem preguiçosos (1Ts 4.11,12; 5.14; 2Ts 3.10) e intrometidos (2Tm 3.11). Porém, a igreja como um todo foi caracterizada pelo amor. Paulo conhece a dinâmica dos relacionamentos, e sabe que a menos que se prestasse uma cuidadosa atenção à harmonia, a igreja estaria a um passo de um conflito generalizado. Coerentemente, incentiva os santos a se dedicarem intensamente à instrução em que foram encaminhados, na qual estavam bastante adiantados.

 

Paulo diz não haver necessidade de escrever aos tessalonicenses sobre a importância do amor fraterno e está confiante de que pode manter a discussão em um nível mínimo” (ARRINGTON, F.L. e STRONSTAD, Roger (Ed). Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2006, pp.1390,1391).

 

 

 

SUBSÍDIO II

 

 

“O conteúdo da ética cristã está na vontade de Deus, que deve ser feita com amor, ou seja, ‘a fé que opera por caridade [ou amor]’ (G1 5.6). Todo o comportamento de Cristo estava centrado em seu objetivo de servir e de dar sua vida como um resgate (Mt 20.28). Este era seu padrão para os seus seguidores (20.25-27). Paulo o aceitou. Também o fizeram os cristãos tessalonicenses. Eles tinham visto em Paulo o exemplo (‘selo’) de Cristo que lhes deu significado e entendimento. Eles tomaram esse exemplo para suas próprias vidas, incluindo a aflição (thlipsis, ‘pressão, tribulação’). Nesse contexto da ética cristã, em meio ao sofrimento, imitando a vida de Jesus e a conduta de Paulo, aqueles crentes coletivamente e espontaneamente compartilharam um testemunho dinamicamente significativo de Cristo pela Macedônia e pela Acaia. O exemplo cristão, encontrado primeiramente em Jesus e em Paulo resulta no tipo de conduta fiel que efetivamente dá testemunho por meio do corpo combinado da igreja em qualquer outra área, fortalece o testemunho dos cristãos e possibilita que o comportamento dos obreiros (pastores e outros) inspire o rebanho a segui-los. O testemunho cristão bem-sucedido está centrado no exemplo” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2007. pp.729, 730).

 

 

 

 

 

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD

JOVENS 2º Trimestre de 2018

Título: A Igreja do Arrebatamento — O padrão dos Tessalonicenses para estes últimos dias.

Comentarista: Thiago Brazil

Lição 7: Nossa esperança na vinda do Senhor

Data: 13 de Maio de 2018

TEXTO DO DIA

 

 

“Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos e sejamos sóbrios” (1Ts 5.6).

 

 

 

SÍNTESE

 

 

Deus é responsável pela criação e consumação de todas as coisas em Cristo Jesus.

 

 

 

AGENDA DE LEITURA

 

 

SEGUNDA — Hb 5.14

 

A necessidade de crescer na fé

 

 

 

 

 

 

TERÇA — 1Co 6.14

 

As consequências da ressurreição

 

 

 

 

 

 

QUARTA — Mt 24.42

 

A exortação para a vigilância

 

 

 

 

 

 

QUINTA — Jo 14.3

 

Nosso destino: morar com o Pai

 

 

 

 

 

 

SEXTA — 1Ts 5.18

 

O consolo do cristão

 

 

 

 

 

 

SÁBADO — 1Ts 5.3

 

O caráter surpreendente da chegada do Reino

 

 

 

OBJETIVOS

 

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

 

REFLETIR a respeito da necessidade do debate escatológico na igreja hoje;

APRESENTAR três verdades a respeito da vinda do Senhor em 1 Tessalonicenses;

DEMONSTRAR a relevância da discussão escatológica entre o público jovem.

 

 

INTERAÇÃO

 

 

A escatologia discutida por Paulo em 1 Tessalonicenses tem suas peculiaridades, mesmo se comparada com a abordagem que o apóstolo promove em 2 Tessalonicenses. O pragmatismo atual que envolve a fé cristã de muitas pessoas é o único objeto de busca para alguns indivíduos A aridez da questão (com suas imagens apocalípticas, figuras fantásticas e eventos extraordinários) tende, em alguns casos, a tornar o debate escatológico distante do interesse dos jovens. Apesar destes desafios lembre-se: Você é a pessoa que Deus usará para abençoar esse grupo de jovens. O Senhor é contigo!

 

 

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

 

Elabore um Quiz (um conjunto de perguntas) a respeito das questões envolvendo escatologia; pode ser voltado especificamente para questões relativas ao debate promovido por Paulo em 1 Tessalonicenses ou acerca de dúvidas escatológicas de um modo geral.

 

Este deve ser um momento de crescimento, aprendizado, de alegria entre os educandos de sua sala. Por isso não permita que ninguém sinta-se inibido em participar ou com medo de responder alguma questão. Para tornar essa dinâmica mais atrativa, você pode pedir, uma semana antes desta aula, que seus alunos dediquem-se na elaboração de uma questão sobre escatologia para ser apresentada em classe — a melhor pergunta, segundo a avaliação de todos os participantes do Quiz, será premiada.

 

Desta forma todos os presentes poderão participar de sua aula, elaborando, respondendo e avaliando os itens uns dos outros, tornando este momento mais colaborativo.

 

 

 

TEXTO BÍBLICO

 

 

1 Tessalonicenses 4.13-18; 5.1-6.

 

 

 

1 Tessalonicenses 4

 

13 — Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança.

 

14 — Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem Deus os tornará a trazer com ele.

 

15 — Dizemo-vos, pois, isto pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem.

 

16 — Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro;

 

17 — depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.

 

18 — Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras.

 

 

 

1 Tessalonicenses 5

 

1 — Mas, irmãos, acerca dos tempos e das estações, não necessitais de que se vos escreva;

 

2 — porque vós mesmos sabeis muito bem que o Dia do Senhor virá como o ladrão de noite.

 

3 — Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida; e de modo nenhum escaparão.

 

4 — Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele Dia vos surpreenda como um ladrão;

 

5 — porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas.

 

6 — Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos e sejamos sóbrios.

 

 

 

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

 

 

INTRODUÇÃO

 

 

 

Para a maior parte dos intérpretes, o debate a respeito das últimas coisas é uma temática tão importante na relação de Paulo com os tessalonicenses que pode, inclusive, servir de chave de leitura para uma compreensão integrada das duas epístolas. Mais importante do que determo-nos em intermináveis discussões sobre nuances ou detalhes escatológicos que resvalam deste texto de 1 Tessalonicenses, será refletir a respeito do contexto geral que fomenta tal discussão.

 

O amoroso cuidado pastoral de Paulo leva-o a explicar aos crentes em Tessalônica algumas verdades espirituais primárias, mas que estes, por imaturidade ou por falta de um ensino mais sistemático, ainda não haviam assimilado.

 

De forma análoga, é de extrema importância questionarmo-nos sobre a imperativa exigência de discussão deste tema na sociedade contemporânea. Em tempos de conhecimento instantâneo, transformações sociais diárias e economia extremamente volátil, ainda faz sentido falar de eternidade?

 

 

 

  1. OS TRÊS OBJETIVOS DOS ESCLARECIMENTOS ESCATOLÓGICOS

 

 

 

  1. Evitar os perigos da falta de profundidade bíblica. O receio de Paulo para com os tessalonicenses era o de que a falta de uma compreensão mais profunda dos pilares da fé — dentre os quais estava, por exemplo, a crença na ressurreição de Jesus — levasse este grupo de novos irmãos a uma fé ignorante, e por isso mesmo, adoecida. Não somos chamados para permanecer em níveis elementares da fé (Hb 5.13,14); a metáfora bíblica diz-nos que a história de nossa fé é semelhante à corrida de um maratonista (1Co 9.24; 2Tm 4.7), por isso, é necessário sabedoria para não “morrer no meio do caminho”, mas antes, completarmos a carreira. Como um atencioso mestre, o apóstolo refletirá com seus amigos a respeito das questões básicas, mas imprescindíveis para o estabelecimento de uma vida cristã saudável, livre das fábulas e mitos das tradições religiosas.

 

  1. Impedir qualquer entristecimento desnecessário. A imaturidade da fé dos tessalonicenses poderia desembocar num problema maior: abandono da fé (Gl 1.6-9). A compreensão errônea de princípios bíblicos sempre tem repercussões negativas, comunitárias e pessoais. Percebemos pelo texto que o apóstolo apressou-se em responder as indagações dos irmãos para que assim se evitasse um esfriamento da fé daqueles irmãos. E isto é bastante perigoso, especialmente quando ocorre entre novos convertidos que, muitas vezes, não têm ainda suas convicções bem firmadas. Deixar de enfrentar tristezas de modo absoluto parece impossível, no entanto, existem determinados problemas e angústias que podemos fugir, e este era o caso entre aqueles novos irmãos.

 

  1. Encher os tessalonicenses de esperança e consolo. Algo inquietava os crentes de Tessalônica, tirava-lhes o sono e a harmonia interna da comunidade. Ao falar a respeito de questões pertinentes àquele contexto social, Paulo demonstra seu cuidado pastoral, que se manifesta no zelo pelo crescimento espiritual daquela Igreja. Do que adianta um sermão bem estruturado se o seu conteúdo não é compreendido pelo público? Qual a relevância de uma profunda discussão sobre elementos secundários da doutrina cristã se o essencial ainda não foi assimilado pela comunidade? Mais uma vez aprendemos com Paulo um importante princípio cristão: o importante em um sermão não é demonstrar o quanto se tem de conhecimento, e sim, falar com clareza e pertinência aquilo que produz crescimento às pessoas. Produzir esperança e consolo (1Ts 4.13,18), ou como o apóstolo fala em contexto semelhante — consolar, exortar e edificar (1Co 14.3) — este deve ser o cerne de toda pregação.

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

Não podemos desprezar o estudo sistemático da Palavra de Deus.

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

Para o cristão, compreender os fundamentos básicos da fé significa sobrevivência espiritual.

 

 

 

 

 

 

  1. VERDADES RELACIONADAS À VINDA DO SENHOR

 

 

 

  1. A certeza da ressurreição gloriosa dos santos. Temos plena convicção que aqueles que morreram em Cristo serão triunfalmente ressuscitados para satisfação e alegria eterna, pois assim como aconteceu com Jesus de Nazaré também acontecerá com todos aqueles que nEle creem (1Ts 4.14). Por isso, não há espaço para nenhuma crença aniquilacionista. Não só haverá vida após a morte, como a ressurreição dos santos será para felicidade e paz. O poder da maldade é parcial e transitório, a glória de Cristo é eterna e absoluta.

 

  1. A certeza da vinda do Senhor exige vigilância. Não é porque temos a certeza do retorno de Jesus para nos buscar, e com isso a convicção de nosso estado de eterna alegria com o Pai, que devemos viver de modo negligente (1Ts 5.4-6). Pelo contrário, tal revelação exige de nós comprometimento absoluto com o Reino de Deus. Não é possível vivermos com o coração dividido entre dois tipos de desejos contrários, ou com a alma cindida tentando servir ao Senhor e às trevas; é necessária a tomada de decisão. Aqueles que não conhecem a Cristo temem o fim de todas as coisas, apavoram-se ao pensar sobre o dia glorioso do Senhor. Estes, porém são os que desperdiçam suas vidas no pecado e por isso temem apresentarem-se diante do Criador. Nosso sentimento deve ser exatamente o inverso, ansiar o retorno de Jesus (Ap 22.20), com a convicção de que nos encontraremos com Deus; este será o melhor momento de nossas vidas. Por isso, vigiai! (Lc 21.36)

 

  1. Este será um ato reivindicatório de Deus. A palavra usada no versículo 17 para descrever a ação promovida por Cristo com relação aos que estiverem vivos quando de sua vinda literalmente significa “tomar com força”, “arrebatar com rapidez”, “reivindicar para si”. Deste modo, nosso encontro com o Senhor será resultado de uma decisão exclusiva de Deus, que, por ter autoridade e poder para isso, arrancará — sem qualquer preocupação com explicações a terceiros — aqueles que lhe pertencem. Somos possessão do Senhor, estamos neste mundo como peregrinos e forasteiros, aguardando apenas o exato momento de nosso regresso à morada eterna. Mais uma vez ratifica-se que nossa salvação não é um ato cuja origem deriva de nós, é na verdade um ato gracioso do Pai.

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

A ressurreição é uma crença tão central para o Cristianismo que, como afirmou Paulo, se este fato não for verdadeiro nada mais terá sentido para nós.

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

A discussão de questões sobre o fim de todas as coisas produz medo e temor em muitos. Os justos não devem temer nada, aqueles que estão ainda no pecado há tempo para arrependimento.

 

 

 

 

 

 

III. OS JOVENS DE HOJE PRECISAM PENSAR SOBRE AS ÚLTIMAS COISAS?

 

 

 

  1. A urgência de um despertamento. Assim como Paulo exorta à jovem igreja de Tessalônica a vigiar e estar atenta quanto aos acontecimentos que precedem a vinda do Senhor (1Ts 5.6); a juventude de nossos dias também precisa ser sacudida com esta verdade que para alguns é inconveniente: tudo vai passar! Sim, é necessário demonstrar aos jovens desta geração que a força deles passa, assim como sua beleza, e que a própria juventude é “vaidade”, ou seja, efêmera, passageira (Ec 11.10). A ilusão da juventude eterna — que se propaga em nossa sociedade por meio da cultura das cirurgias estéticas e de um estilo de vida completamente irresponsável — precisa ser desfeita. As pessoas precisam reconhecer a presença de Deus em cada fase da vida, e assim, experimentar o melhor do Senhor sempre. Não há mais tempo a perder.

 

  1. Superando o imediatismo. O anúncio da vinda iminente do Senhor como um processo lento, aos nossos olhos, mas irreversível na história, a declaração do fim de todas as coisas e a comunicação do estabelecimento do Reino Eterno do Pai, são formas de estabelecer padrões temporais bem diferentes daqueles que a sociedade vive hoje. Em tempos de comunicações on line, de comidas fast-food e de relacionamentos líquidos (que de tão provisórios poderiam ser até mesmo chamados de gaseificos), falar de valores eternos parece uma piada, mas é sobre isso que nossos contemporâneos precisam ouvir. O imediatismo do cotidiano precisa se render ao plano de Deus que, a seu tempo, estabelece seus propósitos e desígnios (Lc 21.19; 2Pe 3.8). A pregação sobre as últimas coisas tem o poder de despertar o ouvinte para um modelo de temporalidade que se concentra no estabelecimento correto de um processo, e não, apenas, em um resultado prematuramente obtido.

 

  1. Anunciando que há um Senhor na história da humanidade. A urgência da pregação escatológica está intimamente associada à constante necessidade de declararmos a este mundo que não vivemos num turbilhão de caos, e sim, que há um Deus que de maneira amorosa traçou as linhas mestras da história humana. Anunciar o fim implica dizer que há um Senhor no universo o qual, sendo responsável pela criação de todas as coisas, também estabeleceu um fim para elas. Por meio de seu cuidado, o Pai tem gestado na história o resultado de seu plano eterno, mesmo diante das oposições das trevas e da fragilidade humana, de tal modo que o fim, que já deve ser anunciado, aponta para o estabelecimento integral do Reino de Deus. Desta maneira, apregoar o fim é, também, apontar para a causa última do universo: Deus (Sl 74.12-17).

 

 

 

 

 

 

CONCLUSÃO

 

 

 

A vinda de Jesus deve ser um fato presente no horizonte existencial de cada cristão. Não somos chamados para permanecer aqui eternamente, antes, nossa pátria é do alto, nossa saudade é por aquilo que ainda não vimos. Somente por meio de uma fé genuína conseguimos permanecer íntegros quanto à disposição de nosso coração de acreditar que o arrebatamento é uma realidade.

 

 

 

ESTANTE DO PROFESSOR

 

 

LIMA, Elinaldo Renovato. O Final de Todas as Coisas. Esperança e glória para os salvos. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2015.

 

 

 

HORA DA REVISÃO

 

 

  1. Apresente três motivos que justifiquem a discussão sobre as Últimas Coisas na epístola.

 

Evitar os problemas com as heresias, impedir um entristecimento impróprio daqueles irmãos, confirmar as promessas que deveria encher o coração dos tessalonicenses.

 

 

 

  1. Quais as três verdades que podem ser extraídas a partir do debate sobre escatologia em 1 Tessalonicenses?

 

A ressurreição dos santos é uma verdade, a certeza da vindo do Senhor exige vigilância, no Dia do Senhor a justiça do Pai será executada.

 

 

 

  1. Qual o significado da palavra usada no versículo 17 para descrever a ação promovida por Cristo em relação aos que estiverem vivos quanto a sua vinda?

 

A palavra usada no v.17 para descrever a ação promovida por Cristo com relação aos que estiverem vivos quando de sua vinda literalmente significa “tomar com força”, “arrebatar com rapidez”, “reivindicar para si”.

 

 

 

  1. Como se pode justificar a relevância das questões escatológicas para a Igreja contemporânea?

 

Este é um tema que promove despertamento da Igreja, nos faz superar uma visão imediatista do mundo, e anuncia o Deus que Reina inclusive na história.

 

 

 

  1. É correto afirmar que ao se discutir sobre o fim de tudo, inevitavelmente reflete-se sobre o começo de todas as coisas? Justifique sua resposta.

 

Sim, pois anunciar o fim implica em dizer que há um Senhor no universo o qual, sendo responsável pela criação de todas as coisas, também estabeleceu um fim para as mesmas.

 

 

 

SUBSÍDIO I

 

 

“A Trombeta de Deus ressoará

 

Que instante abençoado! Nos dias do Antigo Testamento, Deus determinara que se fizessem duas trombetas de prata, que seriam usadas tanto para reunir o povo como para alertá-lo para a partida (Nm 10.1-7). Naquele dia tocará do céu a trombeta de Deus, como sinal de que devemos partir daqui, deste mundo, e reunir-nos em glória celestial! Essa trombeta de Deus não faz parte de nenhuma das sete trombetas do juízo, que serão tocadas no tempo dos três ‘ais’ (Ap 8.13; 11.15). Ela é uma trombeta de bênção, cujo som convocará a Noiva de Jesus para a festa eterna no céu.

 

Os mortos ressuscitarão primeiro

 

Aqui chegamos a um dos maiores milagres do universo — a ressurreição. Para os materialistas e ateus, a ressurreição é uma fantasia. Não creem por não encontrarem explicação para tal maravilha. Porém, a salvação não se baseia, efetivamente, na compreensão do homem natural, mas na fé. E por meio da fé compreendemos essas verdades gloriosas. A ressurreição significa que o homem morto tornará a existir e a viver fisicamente por meio de uma nova união entre o espírito e o corpo que foram separados no momento da morte. Para os que morreram em Cristo esse milagre se realizará no dia da vinda de Jesus” (BERGSTÉN, Eurico. Teologia Sistemática. 13ª Edições. RJ: CPAD, 2013. pp.320,321).

 

 

 

SUBSÍDIO II

 

 

“A precedência dos ressuscitados. ‘Dizemo-vos, pois, isto pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem. Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro’ (1Ts 4.15,16). É a precedência honrosa que Deus concederá aos ‘que morreram em Cristo’. Serão arrebatados primeiro, ainda que num ‘abrir e fechar de olhos’. Na ressurreição, o corpo dos salvos, ainda que transformados em pó, carbonizados ou comidos por peixes ou feras, serão trazidos à existência pelo poder de Deus, pela energia criadora de sua palavra: ‘[.] a saber, Deus, o qual vivifica os mortos e chama as coisas que não são como se já fossem’ (Rm 4.17). A ressurreição dos salvos para serem arrebatados é a vitória sobre a morte, ‘o último inimigo’ a ser aniquilado (1Co 15.26). A segunda ressurreição será para os ímpios, após o Milênio (Ap 20.5)” (LIMA, Elinaldo Renovato. O Final de Todas as Coisas. Esperança e glória para os salvos. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2015. p.55).

 

 

 

 

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD

JOVENS 2º Trimestre de 2018

Título: A Igreja do Arrebatamento — O padrão dos Tessalonicenses para estes últimos dias.

Comentarista: Thiago Brazil

Lição 8: A vida cristã e a estima papel liderança

Data: 20 de Maio de 2018

TEXTO DO DIA

 

“Vede que ninguém dê a outrem mal por mal, mas segui, sempre, o bem, tanto uns para com os outros como para com todos” (1Ts 5.15).

 

 

 

SÍNTESE

 

 

Somente uma igreja autêntica reconhecerá a vocação de seus líderes e servirá ao Pai e a sua geração com o objetivo de glorificar o santo nome do Senhor.

 

 

 

AGENDA DE LEITURA

 

 

SEGUNDA — At 6.3

 

Homens de boa reputação

 

 

 

 

 

 

TERÇA — At 6.1-4

 

Escolhidos para servir

 

 

 

 

 

 

QUARTA — 1Co 12.28

 

Alguns foram chamados para liderar

 

 

 

 

 

 

QUINTA — 1Co 9.27

 

A necessidade de disciplina na vida cristã

 

 

 

 

 

 

SEXTA — Cl 3.23

 

Fazei tudo de coração, como ao Senhor

 

 

 

 

 

 

SÁBADO — 1Ts 5.21

 

É necessário examinar tudo e ter discernimento

 

 

 

OBJETIVOS

 

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

 

RECONHECER a Igreja como espaço de uma liderança fiel;

DISCUTIR a respeito das características de uma igreja relevante;

REFLETIR a respeito das atitudes práticas a serem adotadas para uma vida cristã frutífera.

 

 

INTERAÇÃO

 

 

Nesta lição trataremos a respeito do valor das lideranças biblicamente constituídas, assim como sobre as características de uma igreja local espiritualmente relevante. Faça de sua aula um maravilhoso momento de reflexão sobre a urgente necessidade de novas lideranças constituírem-se no interior da igreja local. Indague a seus alunos se eles estão conscientes de que sairão do meio deles as futuras lideranças que conduzirão a obra de Deus daqui a poucos anos.

 

Reflita com seus educandos a respeito dos desafios que se impõe diante de um líder que de maneira séria e dedicada compromete-se com o bem-estar da obra de Deus.

 

Caro professor(a) da Escola Dominical, nunca se esqueça, você também tem uma grande honra e uma grande responsabilidade de liderar e encaminhar as futuras gerações de líderes da igreja.

 

 

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

 

Crie um estudo de caso para seus jovens analisarem. Esta metodologia concentra-se no protagonismo do educando, uma vez que o educador previamente constrói toda uma situação que, segundo o contexto da aula, servirá de instrumento de contextualização para a temática a ser abordada. Assim, é necessário perceber que a análise do caso não tem uma finalidade em si mesma, mas visa ambientar o educando, a partir de uma situação plausível de ser vivida concretamente, num debate maior e mais complexo a ser discutido.

 

Como nossa lição tratará a respeito da liderança relevante e uma igreja autêntica, crie uma situação que envolva um líder na solução de um problema, quanto mais real e próximo do contexto de sua comunidade melhor. Você pode dividir sua sala em grupos e depois solicitar que eles socializem as respostas; após os debates, faça o fechamento desta dinâmica refletindo os desafios reais de liderar.

 

 

 

TEXTO BÍBLICO

 

 

1 Tessalonicenses 5.12-22.

 

 

 

12 — E rogamo-vos, irmãos, que reconheçais os que trabalham entre vós, e que presidem sobre vós no Senhor, e vos admoestam;

 

13 — e que os tenhais em grande estima e amor, por causa da sua obra. Tende paz entre vós.

 

14 — Rogamo-vos também, irmãos, que admoesteis os desordeiros, consoleis os de pouco ânimo, sustenteis os fracos e sejais pacientes para com todos.

 

15 — Vede que ninguém dê a outrem mal por mal, mas segui, sempre, o bem, tanto uns para com os outros como para com todos.

 

16 — Regozijai-vos sempre.

 

17 — Orai sem cessar.

 

18 — Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.

 

19 — Não extingais o Espírito.

 

20 — Não desprezeis as profecias.

 

21 — Examinai tudo. Retende o bem.

 

22 — Abstende-vos de toda aparência do mal.

 

 

 

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

 

 

INTRODUÇÃO

 

 

 

No momento final desta carta o apóstolo Paulo concentra-se em uma série de prescrições práticas para o desenvolvimento da obra de Deus naquela comunidade. As orientações concentram-se basicamente em duas grandes temáticas: a necessidade de apreço pelas lideranças constituídas e ações práticas para o desenvolvimento da espiritualidade. Paulo, num destacável exercício de síntese de conceitos, passa a apontar algumas ações que não poderiam deixar de ser realizadas para a manutenção da saúde espiritual daquela comunidade.

 

 

 

  1. A IGREJA COMO ESPAÇO DE CONCRETIZAÇÃO DA VERDADEIRA LIDERANÇA CRISTÃ

 

 

 

  1. Uma liderança constituída para a Igreja. Não foi a Igreja que nasceu para a liderança, mas a liderança que foi constituída em função da Igreja (At 6.3-5). É a Igreja quem confirma o ministério frutífero de um líder. É por isso que Paulo roga aos irmãos em Tessalônica que reconheçam o serviço daqueles irmãos (1Ts 5.12,13), pois, se não for a Igreja que fizer isso, instituições humanas não poderão fazê-lo. Deste modo, repousa sobre a comunidade local a responsabilidade de discernir, por meio da ação do Espírito de Deus, que se torna evidente em frutos perceptíveis, a chamada para liderança de determinada pessoa. O líder precisa ter o reconhecimento de sua comunidade local. No mundo secular, governa-se por direitos legalmente constituídos, por nepotismo e até mesmo por usurpação do poder. Todavia, na Igreja só há uma maneira: por meio da vocação de Cristo que é referendada pela igreja local.

 

  1. Liderando no Senhor. Os líderes são levantados para serem ministros em suas comunidades, ou seja, servos. Liderar no Senhor implica utilizar-se de princípios extraídos da Palavra, que espelhem a vontade de Deus. Não se deve dirigir para uma instituição, muito menos para uma pessoa específica; lideramos para a glória de Deus, a fim de que o nome do Senhor seja exaltado em tudo o que realizarmos. Assim sendo, liderar no Senhor significa, em muitos casos, abrir mão das opiniões pessoais em nome de cumprir-se a vontade de Deus. Todo líder deve ter a convicção de que nunca terá a equipe ideal; lembremo-nos de que nem mesmo Jesus a teve, por isso o líder não deve desmotivar-se diante de adversidades.

 

  1. Reconhecendo a liderança como uma grande obra. Como nos aponta a orientação paulina, o chamado para servir a Igreja como líder é, ao mesmo tempo, um honroso e árduo ofício (1Ts 5.12,13) e cabe-nos reconhecer os verdadeiramente vocacionados. Devemos publicamente, e em particular, atestar a existência de pessoas escolhidas por Deus para o governo, liderança e presidência (Rm 12.8; 1Co 12.28). Assim não falamos apenas de pastores, mas também de líderes em outros níveis, por meio dos quais a obra de Deus se desenvolve.

 

 

 

 

 

 

  1. O QUE É SER IGREJA?

 

 

 

  1. É ser um ambiente onde há espaço para acolher todos. Uma Igreja não pode ter um “público-alvo” específico; nosso campo de evangelização é o mundo. Uma igreja não pode ser apenas para jovens, ou só para adolescentes, ou exclusivamente para adultos. É um absurdo existirem igrejas voltadas para o público intelectualizado, outras para o “povão”. Igrejas para ricos, igrejas para pobres. É intrínseco a Igreja ser composta por indivíduos de todas as classes, grupos e culturas. Somos um espaço de acolhimento onde o problemático, o fraco e o desacreditado devem ter o mesmo espaço que o saudável, o forte e o fervoroso. Somos vocacionados para dar suporte uns aos outros (Ef 4.1-6), isto é, nossa responsabilidade é auxiliar aqueles que ainda não são capazes de seguir suas jornadas sozinhos, e por isso precisam de amigos, abraços e orações.

 

  1. É ter a palavra certa para cada indivíduo. A Igreja deve ser capaz de dialogar com todos os indivíduos de tal forma a ter a palavra adequada para cada perfil de indivíduo. É por isso que os sermões não devem ser “enlatados”, copiados de um pregador estrangeiro, ou padronizados, reproduzido irrefletidamente como uma “fórmula mágica” copiada de um “megaevangelista”, sem respeitar as especificidades e singularidade de cada comunidade de fé e sujeito. A responsabilidade de sermos Igreja nos leva ao compromisso de falar com austeridade com os que não levam o Reino de Deus a sério (Hb 3.13). Fomos chamados a expressar amorosamente a graça e a misericórdia do Pai àqueles que estão fragilizados (Rm 14.11; 1Co 9.22,23) e apresentar as promessas do Reino para os que estão desesperançados (2Co 1.18-20).

 

  1. É eleger o bem como estilo de vida. Somos vocacionados para fazer o bem e servir uns aos outros (Jo 13.13-15). Já fomos libertos da prática do mal, por isso este não pode sequer tornar-se uma reação nossa (1Ts 5.15). Rancor, mágoa, ressentimento, fúria, inveja, etc., não devem fazer sentido algum para nós. Não utilizamos as armas do Maligno; se rejeitamos suas ações não devemos nos apropriar de suas metodologias. Como o próprio Paulo afirma, somos espirituais, deste modo, nossas estratégias precisam ser diferentes das utilizadas por aqueles que não conhecem o Pai (Gl 6.1,2; 2Co 10.4). Todo e qualquer discurso de ódio, a quem quer que seja, não nos é conveniente. Somos o povo da misericórdia, da graça e do perdão. Não que de nós mesmos derivem tais princípios, na verdade eles são todos oriundos do amor do Pai para conosco.

 

 

 

 

 

 

III. TRÊS ORIENTAÇÕES PRÁTICAS PARA UMA VIDA CRISTÃ AUTÊNTICA

 

 

 

  1. Fervor devocional. Sendo a vida cristã comparada à rotina de treinamento de um atleta (1Co 9.24-27), é necessário compreender que existem algumas práticas que devemos realizar cotidianamente; isto é, assim como um atleta possui disciplina corporal e alimentar, até mesmo de sono, como cristãos devemos ser capazes de continuar orando, mesmo quando aparentemente parece que não somos ouvidos (1Ts 5.17). Nossa vida não deve ser encarada como um fardo, mas como um maravilhoso privilégio. A gratidão deve ser a marca de nosso relacionamento com o Pai (1Ts 5.18), pois quando reconhecemos o poder e a soberania do Senhor somos capazes de acreditar naturalmente que tudo o que Ele faz é carregado de bondade e perfeição, tornando assim nossa vida cheia de leveza.

 

  1. Vigilância moral. Há um princípio de conduta apresentado por Jesus nos Evangelhos que fundamenta de maneira bem relevante a orientação paulina em 1 Tessalonicenses 5.22. Escrevendo aos tessalonicenses, Paulo orienta-os a não só fazerem a coisa certa, mas a se absterem da “aparência do mal”. Ou seja, devemos evitar toda e qualquer prática que escandalize o Evangelho. Assim, mesmo sabendo que determinadas ações não incorrem em pecado, devemos evitá-las se elas produzem confusão e alvoroço na mente e coração dos fracos na fé (1Co 8.9; 10.32; 2Co 6.3).

 

  1. Discernimento espiritual. Uma das características mais marcantes deste nosso tempo é a variedade de discursos, ações e manifestações. São várias igrejas, inumeráveis pregadores e cantores, e os meios de propagação de suas ideias nunca foram tão numerosos como hoje — televisão, rádio, internet, redes sociais etc. Nessa selva de informações como devemos nos portar? Paulo orienta-nos a sermos criteriosos com TODAS as coisas (1Ts 5.21), isto é, examiná-las minuciosamente para conferir sua autenticidade, assim como um ourives faz com os objetos que lhes são trazidos. Sabemos que inerrante só a Palavra de Deus, entretanto, as interpretações humanas, os usos (e abusos) que se faz da Palavra, tudo precisa ser examinado.

 

 

 

 

 

 

CONCLUSÃO

 

 

 

Nunca se fez tão necessário tomar cuidado com os charlatões da fé e, ao mesmo tempo, dar suporte à vocação dos santos que foram chamados por Deus para abençoar nossas vidas por meio da liderança.

 

 

 

ESTANTE DO PROFESSOR

 

 

CRUZ, Jader Fagundes. Manual Prático de Liderança com Jovens. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2017.

 

 

 

HORA DA REVISÃO

 

 

  1. Comente a frase: “Não foi a Igreja que nasceu para a liderança, mas a liderança que foi constituída em função da Igreja”.

 

Resposta pessoal. (A resposta deve refletir sobre a natureza diaconal das lideranças).

 

 

 

  1. O que significa liderar no Senhor?

 

É utilizar-se de princípios extraídos da Palavra, que espelhem a vontade de Deus; é liderar para a glória de Deus, a fim de que o nome do Senhor seja exaltado em tudo o que realizarmos.

 

 

 

  1. Apresente três características de uma Igreja autêntica.

 

Acolhedora, contextualizada/dialogal e benigna.

 

 

 

  1. Quais são as características de uma vida de fervor espiritual segundo Paulo em 1 Tessalonicenses?

 

Oração contínua, gratidão, discernimento e vigilância moral.

 

 

 

  1. Qual a importância do discernimento espiritual para o desenvolvimento de nossas Igrejas?

 

Por meio do discernimento a verdade de Deus torna-se mais evidente em nosso contexto eclesiástico e social.

 

 

 

SUBSÍDIO I

 

 

“O culto de adoração pentecostal é conhecido pelas manifestações do Espírito Santo, como o falar em línguas, a interpretação das línguas e a profecia (expressão vocal inspirada pelo Espírito no idioma da própria pessoa). Já em pleno século XXI, observamos que esses fenômenos estão se difundindo em mais igrejas, países e povos do que estavam no começo deste século, quando o movimento pentecostal teve seu início. Contanto que obedeçamos à Palavra de Deus e fiquemos abertos ao mover do Espírito Santo, desfrutaremos da manifestação ou dons do Espírito Santo em nossos cultos de adoração. Que nunca deixemos de manter diante de nós as palavras de 1 Tessalonicenses 5: ‘Não extingais o Espírito. Não desprezeis as profecias. Examinai tudo. Retende o bem’ (vv.19-21). [...] Em última instância, a igreja pentecostal deve julgar sua adoração pelo que está acontecendo interiormente, e não pelo que ocorre exteriormente. Jesus nos falou que a vinda do Espírito Santo significaria que aquEle que tinha estado conosco agora estaria em nós (Jo 14.17). É o grandioso poder pentecostal em ação em nós que tornará nossa adoração significativa e eficaz” (CARLSON, Raymond et al. Pastor Pentecostal. Teologias e práticas pastorais. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2008. pp.592,593).

 

 

 

SUBSÍDIO II

 

 

“Não obstante, ele também se refere ‘os que têm dons de administração’ (1Co 12.28 — NVI) e diz que se alguém tiver o dom de ‘exercer liderança, que a exerça com zelo’ (Rm 12.8 — NVI). Ele também incita os tessalonicenses ‘que reconheçais os que trabalham entre vós, e que presidem sobre vós no Senhor, e vos admoestam’ (1Ts 5.12). O verbo na expressão ‘presidem sobre vós’ é proistêmi traduzido por ‘liderança’ em Romanos 12.8 (NVI). Portanto, alguns exerciam responsabilidades administrativas e de liderança na igreja. Mas não se determina o grau da autoridade que suas responsabilidades acarretavam. É provável que essas lideranças cumpriam principalmente as decisões da congregação.

 

Nessas epístolas, uma voz de autoridade pertence ao próprio apóstolo. Ele comunica aos tessalonicenses: ‘Pelo Senhor vos conjuro que esta epístola seja lida a todos os santos irmãos’ (1Ts 5.27). E que ‘se alguém não obedecer à nossa palavra por esta carta, notai o tal’ (2Ts 3.14). Ele, ao advertir os coríntios de que falar de modo arrogante não substitui o poder, pergunta-lhes: ‘Irei ter convosco com vara ou com amor e espírito de mansidão?’ (1Co 4.21)” (ZUCK, Roy B. Teologia do Novo Testamento. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2008. p.317).

 

 

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD

JOVENS 2º Trimestre de 2018

Título: A Igreja do Arrebatamento — O padrão dos Tessalonicenses para estes últimos dias.

Comentarista: Thiago Brazil

Lição 9: Coragem em meio à perseguição

Data: 27 de Maio de 2017

TEXTO DO DIA

“Pelo que também rogamos sempre por vós, para que o nosso Deus vos faça dignos da sua vocação e cumpra todo desejo da sua bondade e a obra da fé com poder” (2Ts 1.11).

 

 

 

SÍNTESE

 

 

Não existem contrariedades que sejam capazes de destruir o projeto de Deus para nós.

 

 

 

AGENDA DE LEITURA

 

 

SEGUNDA — 1Co 11.19

 

Em meio às crises os fiéis se revelam

 

 

 

 

 

 

TERÇA — Sl 11.5

 

O justo passa por provas

 

 

 

 

 

 

QUARTA — Rm 8.38,39

 

As aflições não podem nos separar do amor de Deus

 

 

 

 

 

 

QUINTA — Hb 4.1-11

 

Há um lugar de descanso para nós

 

 

 

 

 

 

SEXTA — Cl 1.12

 

Somos chamados para uma vida digna

 

 

 

 

 

 

SÁBADO — 1Co 10.31

 

Devemos viver para a glória de Deus

 

 

 

OBJETIVOS

 

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

 

DISCUTIR a respeito do comportamento dos irmãos tessalonicenses diante da perseguição;

COMPREENDER que mesmo em meio às tribulações o Senhor está conosco;

ANALISAR a postura de Paulo como líder diante da perseguição aos tessalonicenses.

 

 

INTERAÇÃO

 

 

Estimado professor, você já parou para pensar a honra que é servir a Deus por meio do ministério do ensino? Se não houvesse a Escola Dominical como seria o processo de discipulado e formação bíblica continuada em nossas igrejas? O quanto de seu ministério seria diminuído se você não atuasse como ensinador? Ao refletir essas questões é necessário reconhecermos o quanto somos agraciados por militarmos no ministério do ensino, pois no processo de preparo de cada aula, no esmero semanal de fazer o melhor para Cristo, não apenas nossos alunos são abençoados, mas nós individualmente, somos também ricamente edificados por intermédio da Palavra de Deus. Por isso, faça de seu ministério um motivo de gratidão contínua em suas orações, compreendendo que servir à Igreja de Cristo como educador é um privilégio para alguns poucos filhos de Deus, e você caro professor, é um desses bem-aventurados.

 

 

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

 

Por vivermos em um país pacífico e receptivo aos princípios do Evangelho temos, muitas vezes, dificuldade de compreender com clareza o que de fato é ser perseguido por amor a Cristo. Uma estratégia para utilizar-se nesta lição é pesquisar em sites especializados informações sobre como é a vida de cristãos em países fechados para a pregação do Evangelho. Existe inclusive uma mobilização nacional por igrejas que vivem em contextos de perseguição que é o DIP (Domingo da Igreja Perseguida). Este sempre ocorre no domingo após a comemoração do Pentecostes — em alusão ao contexto de Atos 4.

 

Promova entre seus alunos um momento de conscientização missionária, com o foco voltado para nações onde declarar-se cristão é assumir para si uma sentença de morte. Ore em sala por nossos irmãos perseguidos, e demonstre que os desafios enfrentados pelos tessalonicenses são compartilhados por muitos ainda hoje.

 

 

 

TEXTO BÍBLICO

 

 

2 Tessalonicenses 1.3-12.

 

 

 

3 — Sempre devemos, irmãos, dar graças a Deus por vós, como é de razão, porque a vossa fé cresce muitíssimo, e o amor de cada um de vós aumenta de uns para com os outros,

 

4 — de maneira que nós mesmos nos gloriamos de vós nas igrejas de Deus, por causa da vossa paciência e fé, e em todas as vossas perseguições e aflições que suportais,

 

5 — prova clara do justo juízo de Deus, para que sejais havidos por dignos do Reino de Deus, pelo qual também padeceis;

 

6 — se, de fato, é justo diante de Deus que dê em paga tribulação aos que vos atribulam,

 

7 — e a vós, que sois atribulados, descanso conosco, quando se manifestar o Senhor Jesus desde o céu, com os anjos do seu poder,

 

8 — como labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo;

 

9 — os quais, por castigo, padecerão eterna perdição, ante a face do Senhor e a glória do seu poder,

 

10 — quando vier para ser glorificado nos seus santos e para se fazer admirável, naquele Dia, em todos os que creem (porquanto o nosso testemunho foi crido entre vós).

 

11 — Pelo que também rogamos sempre por vós, para que o nosso Deus vos faça dignos da sua vocação e cumpra todo o desejo da sua bondade e a obra da fé com poder;

 

12 — Para que o nome de nosso Senhor Jesus Cristo seja em vós glorificado, e vós nele, segundo a graça de nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo.

 

 

 

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

 

 

INTRODUÇÃO

 

 

 

Provavelmente, alguns meses depois da escrita de 1 Tessalonicenses, a persistência de três problemas leva Paulo a escrever uma nova carta à Igreja em Tessalônica com o objetivo de novamente denunciar tais situações. As dificuldades enfrentadas pelos tessalonicenses englobam três grandes áreas: política-cultural, teológica e social; são estes: uma ferrenha perseguição promovida por judeus e pelo império, uma interpretação completamente errônea com relação a parousia (a vinda do Senhor), e o desagradável testemunho pessoal de alguns irmãos que simplesmente não queriam mais trabalhar.

 

Neste primeiro capítulo o apóstolo dedica-se a uma palavra de ânimo e fortalecimento àqueles irmãos que, desde a saída de Paulo daquela cidade, passavam por severas situações de intolerância, mas mesmo assim continuavam firmes no propósito de servir a Deus. Sobre esta situação, Paulo os conforta afirmando que o Senhor fará justiça.

 

 

 

  1. COMO SE PORTAR DIANTE DAS TRIBULAÇÕES?

 

 

 

  1. Com uma fé amadurecida. A fé dos tessalonicenses não estagnou (2Ts 1.3). Apesar das severas tribulações, das heresias que se infiltravam naquela comunidade, eles cresceram em confiança diante do Senhor. A máxima de Paulo direcionada à Igreja em Corinto em 1 Coríntios 11.19 parece fazer todo sentido em Tessalônica: é na crise que os verdadeiros e fiéis se manifestam, assim como os fraudulentos e hipócritas também (1Tm 5.24,25). Um contexto de adversidades não deve nos intimidar, antes, devemos encará-lo como uma possibilidade de aprofundarmo-nos na fé em Jesus Cristo. A vivência de oposições deve colaborar para nosso amadurecimento, isto é, quando vivemos em tempos difíceis passamos a valorizar as coisas certas, assim como a desconsiderar como relevante aquilo que não edifica. As muitas dificuldades que os tessalonicenses enfrentavam serviram de combustível para o desenvolvimento da fé daqueles irmãos.

 

  1. Com um amor que se multiplica. Um dos erros mais comuns, mas ao mesmo tempo mais perigosos que cometemos em tempos difíceis, é permitir que o ódio ganhe espaço em nosso ser. Os sentimentos de injustiça, desrespeito e medo que se levantam contra nós, não podem ser alimentados, senão, enraízam em nossos corações impedindo-nos de compreender com clareza a vontade de Deus (Hb 12.15). Lembremo-nos: nossos inimigos não são terrenos ou humanos, mas espirituais e diabólicos (Ef 6.12). Ao contrário disso, diante da crise, o amor entre os tessalonicenses se multiplicou, e não apenas, como alguém poderia pensar, de maneira egoísta, internamente, mas também para com a comunidade que estava à volta deles. Por meio do amor aquela comunidade se fortalecia e conseguia superar suas limitações e oposições. Não se vence o mal com mal, mas por meio do bem, do amor, da justiça e da misericórdia.

 

  1. Com uma paciência inspiradora. A reação daquela jovem igreja perante tantas tribulações era exemplar; o próprio apóstolo testemunha que durante sua estadia em outras igrejas daquela região, a postura dos irmãos em Tessalônica servia de inspiração. De modo especial, Paulo fala sobre a paciência daquela comunidade, que mesmo em meio a “perseguições e aflições” (2Ts 1.4) persiste pacientemente confiando em Cristo. Este é o segredo de uma vida vitoriosa: nunca agir precipitadamente em momentos de tensão, mas ao contrário, orientar-se por uma postura paciente. Nossa paz não se deriva de posses, poderes ou palavras. Temos a capacidade de parcimoniosamente enfrentar os percalços da vida porque temos um supremo alívio vindo do Senhor (Jo 16.33). A paciência dos tessalonicenses, que se fundamentava numa fé inabalável no amor de Deus, deve inspirar-nos a crer que nenhum problema é capaz de mudar o que o Senhor sente por nós.

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

Não somos chamados para sermos cristãos infantis.

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

Em tempos de ódios culturais aflorados, precisamos, mais do que nunca, ser multiplicadores do amor.

 

 

 

 

 

 

  1. O QUE ESPERAR EM TEMPOS DE TRIBULAÇÃO?

 

 

 

  1. Que a tribulação converta-se em instrumento de testemunho de nossa fé. Levando em consideração tudo o que aquela igreja enfrentava, mui especialmente a intolerância por parte da população local, o que poderia garantir que eles estavam no caminho certo? Esse é um sério questionamento com o qual comumente nos deparamos em tempos de adversidade: será que estou fazendo as escolhas corretas? Que garantias tenho que Cristo está comigo se estou enfrentando tudo isso? A resposta para estas questões, segundo o próprio Paulo afirma (2Ts 1.5; Sl 11.5), são as tribulações. Isto é, as lutas que enfrentamos, e superamos com paciência e fé (v.4), é o testemunho que fala mais alto acerca de nossa espiritualidade e dignidade em Cristo. Não devemos procurar problemas. Todavia, não devemos temê-los quando esses chegam, pois Cristo está conosco.

 

  1. Que a devida justiça seja exercida sobre os perseguidores. Em um contexto ostensivo e de ferrenha oposição, devemos ter a certeza de que o Senhor está ao lado do justo, e que por isso o ímpio jamais prosperará (2Ts 1.6,8,9). O aparente bem-estar do injusto não deve angustiar nossos corações, pois a estabilidade de tal felicidade é frágil e de rápida desestruturação. A alegria e descanso que o Pai tem programado para nós, todavia, são eternos, estáveis e abençoadores. Não nos cabe a execução de nenhum juízo, e sim a prática cotidiana da justiça. A ação de julgar é exclusiva do Pai (Hb 10.30), quanto a nós, basta-nos acreditar que nenhum culpado será tomado como inocente, e nenhum puro será condenado pelo Senhor como perverso (Na 1.3). No dia do juízo, justos e ímpios, serão separados pelo Senhor, os primeiros para descanso eterno, já esses últimos, infelizmente para desprezo e castigo eternos (Mt 25.33-45).

 

  1. Que o dia do descanso virá. As tribulações um dia terão um fim! (2Ts 1.7,10) Nossa jornada, por mais cheia de percalços que possa ser, terá um ponto final, pois o plano eterno de Deus desenrola-se desta forma. Não é para o caos e o descontrole que tendem todas as coisas, o Senhor ainda coordena o universo, Ele está assentado no trono (Sl 11.4; 96.10). Para os seus santos, o Altíssimo tem preparado lugar de descanso e paz (Hb 4.1-11). É para essa esperança que devemos direcionar nossos corações, isto é, não é aqui que acaba nossa história. As muitas lutas e tribulações que enfrentamos não serão capazes de impedir o estabelecimento da eterna vontade do Pai. Nossa trajetória tem um rumo, nossos passos possuem uma direção certa; não demorará muito, e nós ouviremos do Senhor o chamado eterno para morarmos para sempre ao lado daquele que infinitamente nos ama.

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

Não é necessário desejar o mal de ninguém. Cada um colherá aquilo que pessoalmente plantou.

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

Não devemos fazer uma apologia ao sofrimento, como se devêssemos desejá-lo, contudo, é preciso ter consciência de que enfrentaremos problemas.

 

 

 

 

 

 

III. A ORAÇÃO DE PAULO PELOS TESSALONICENSES

 

 

 

  1. Tenham sua vocação confirmada. Não vem dos tessalonicenses o direito à salvação; esta é uma obra exclusivamente realizada por Deus (Ef 2.8). Contudo, o Eterno exige de seus filhos um padrão ético elevado; a vida digna para qual somos chamados também é uma realização de Deus em nosso ser. Sendo o Altíssimo o protagonista de todos os atos referentes à salvação, a oração de Paulo é para que os tessalonicenses aguardassem, de modo ativo (com testemunho, obediência e fervor), a ação salvadora do Senhor (2Ts 1.11). Grandes coisas o Salvador tem a realizar na vida de todos os seus filhos. Nosso esforço, desta maneira, deve estar em crer naquilo que o Senhor é poderoso para fazer. Sabendo que é Ele quem continuamente restaurará nosso ser à imagem do Pai enquanto aguardarmos a salvação.

 

  1. Vivam a vontade de Deus. Paulo esclarece aos tessalonicenses que a vocação daqueles irmãos tem como finalidade cumprir a vontade do Pai. Esta é uma importante intercessão que o apóstolo faz por aquela jovem igreja, pois cotidianamente somos confrontados com essa situação a ser resolvida: obedecemos a voz do Mestre ou fazemos tudo do nosso jeito? É claro que qualquer pessoa responderá que é melhor fazer a vontade do Senhor. Contudo, muitas vezes o plano de Deus nem sempre é o mais fácil ou conveniente a nós. Que nos inspiremos no clamor de Paulo pelos tessalonicenses para crer que a mais excelente escolha é cumprir cada plano do Senhor (Sl 143.10). Sempre viveremos tribulações e adversidades, mas isso não quer dizer que estamos sozinhos. Na maioria das vezes, continuar de pé em tempos de calamidade é a prova mais contundente de que Deus está conosco (Sl 118.6,7).

 

  1. Glorifiquem ao Senhor com suas vidas. Aquela era uma Igreja que enfrentava fortes dificuldades. A possibilidade de haver algum tipo de repercussão negativa na espiritualidade daqueles novos irmãos era algo real. Todavia, a intercessão de Paulo pelos tessalonicenses direcionava-se no sentido de que estes reconhecessem que suas vidas tinham como finalidade a glória de Deus, e por isso, não deveriam permitir que nada lhes separassem do amor do Pai (Rm 8.35-39). Tal como os irmãos de Tessalônica, devemos viver de maneira que tudo que façamos seja para o louvor do Senhor. Muito mais importante que glorificar a Deus apenas com palavras ou discursos é viver inteiramente para a honra do Senhor.

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

A salvação não vem de nós, é uma dádiva de Deus.

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

Somos comissionados para uma vida de doação ao Reino e ao seu Rei.

 

 

 

 

 

 

CONCLUSÃO

 

 

 

Os desafios que aquela jovem igreja enfrentava eram enormes. Se fizéssemos uma avaliação meramente humana da situação, o prognóstico seria dos piores. Todavia, aquela comunidade não andava por critérios humanos, mas por obra de Deus. Inspiremo-nos no exemplo de Tessalônica para enfrentar nossas lutas particulares, sempre crendo que o Senhor é nosso bondoso Pai, que jamais nos abandona.

 

 

 

ESTANTE DO PROFESSOR

 

 

COELHO, Alexandre; DANIEL, Silas. Vencendo as Aflições da Vida. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2012.

 

 

 

HORA DA REVISÃO

 

 

  1. Quais os três problemas que levaram Paulo a escrever uma segunda carta aos irmãos tessalonicenses?

 

Uma ferrenha perseguição promovida por judeus e pelo império, uma interpretação completamente errônea com relação a parusia (a vinda do Senhor), e o desagradável testemunho pessoal de alguns irmãos que simplesmente não queriam mais trabalhar.

 

 

 

  1. Que atitudes a comunidade em Tessalônica tomou diante da contínua tribulação que ali se levantou?

 

Demonstrou uma fé amadurecida, multiplicou a prática do amor e pacientemente esperou a ação de Deus.

 

 

 

  1. De que modo as lutas e tribulações que enfrentamos podem se tornar em testemunho de nossa fé?

 

Através de um comportamento que espelhe confiança no cuidado e amor do Pai.

 

 

 

  1. De que modo devemos nos portar ante a prosperidade do ímpio nos tempos em que somos angustiados?

 

Com serenidade, sabendo que o prazer deles é fútil e logo passa, mas nossa alegria é/será eterna.

 

 

 

  1. É possível glorificar a Deus com nossas vidas? Justifique sua resposta.

 

Sim, por meio do entendimento que a finalidade de nossas vidas é glorificar ao Senhor Jesus.

 

 

 

SUBSÍDIO

 

 

“A Completa Recompensa Virá (1.6-10)

 

Saber que qualquer tipo de injustiça cometida um dia terá seu julgamento é um grande incentivo que gera um sentimento de bem-estar. Deus deseja que a justiça corra como um ribeiro impetuoso (Am 5.24). Seus filhos podem ter certeza de que a impiedade não escapará do julgamento, nem a justiça deixará de ser recompensada. Paulo reafirma os dois lados da justiça de Deus. Primeiramente fala do lado negativo — aqueles que perturbarem os tessalonicenses não escaparão impunes (v.6). Esse ato de Deus não deveria ser visto como um ‘embrulho de brutalidade cruel’ que proporcionará alegria, embora a simplicidade da expressão no versículo 6 possa levar a tal pensamento (também os vv.8,9; 2Pe 2.12-17; Jd vv.10-13). Talvez estas expressões bíblicas sejam como os salmos imprecatórios, que exigem dolorosos julgamentos sobre os opressores (por exemplo, Sl 3; 58; 59), não porque alguém esteja sedento de sangue, mas por se esperar tão ansiosamente que a justiça de Deus resgate o seu povo do mal. O salário do pecado será pago pelos perseguidores — a não ser, é claro, que lhes aconteça o mesmo que aconteceu a Saulo, ou seja, que se arrependam durante a sua jornada” (ARRINGTON, French L. e STRONSTAD, Roger (Ed). Comentário Bíblico Pentecostal. 4ª Edição. RJ: CPAD, 2006. p.1414).

 

 

 

 

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD

JOVENS 2º Trimestre de 2018

Título: A Igreja do Arrebatamento — O padrão dos Tessalonicenses para estes últimos dias.

Comentarista: Thiago Brazil

Lição 10: A manifestação do Anticristo eo Dia do Senhor

Data: 03 de Junho de 2018

TEXTO DO DIA

 

 

“Que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o Dia de Cristo estivesse já perto” (2Ts 2.2).

 

 

 

SÍNTESE

 

 

Pensar a respeito do futuro leva-nos a uma reflexão profunda sobre o presente, na certeza de que os sinais da vinda do Senhor estão estabelecidos.

 

 

 

AGENDA DE LEITURA

 

 

SEGUNDA — Mt 24.36

 

Ninguém sabe quando ocorrerá o Dia do Senhor

 

 

 

 

 

 

TERÇA — Sf 1.14

 

O Dia do Senhor no Antigo Testamento

 

 

 

 

 

 

QUARTA — 2Pe 2.1

 

O antigo perigo das heresias

 

 

 

 

 

 

QUINTA — 2Ts 2.10

 

O Anticristo vem com a operação do engano

 

 

 

 

 

 

SEXTA — 1Jo 4.3

 

O perigo do espírito do Anticristo

 

 

 

 

 

 

SÁBADO — 2Ts 2.12

 

O fim dos desobedientes

 

 

 

OBJETIVOS

 

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

 

REFLETIR a respeito das Últimas Coisas;

CARACTERIZAR o Dia do Senhor;

APRESENTAR as principais informações a respeito do Anticristo.

 

 

INTERAÇÃO

 

 

Caro educador cristão, o seu ministério é muito importante para sua igreja; prova disso é reconhecermos que a maior parte dos conteúdos bíblicos que seus educandos têm acesso passa diretamente por você. Apesar da grande quantidade de informações de várias fontes (internet, televisão, mídia escrita) que os jovens recebem, suas palavras semanalmente ministradas a eles durante as aulas da Escola Dominical têm muita credibilidade.

 

É por isso que eles têm tantas perguntas (não é que eles queiram testar seus conhecimentos, e sim veem em você uma grande fonte de conhecimento, e conhecimento com credibilidade). Em tempos onde as fakenews se proliferam, sinta-se extremamente honrado em ter a confiança de seus educandos. Por isso, siga em frente, estudando sempre a Palavra de Deus, e fazendo o melhor possível para a Reino do Pai.

 

 

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

 

Como a discussão a respeito do Anticristo será uma das questões centrais desta lição você pode propor aos seus educandos a montagem de um quadro contendo as principais informações e características do Anticristo. Faça deste momento uma oportunidade para que seus alunos interajam entre si e possam aprender uns com os outros. Após a construção do quadro que tanto pode ser confeccionado de modo coletivo, individual ou em grupos específicos, conduza uma discussão sobre os perigos da operação do espírito do Anticristo em nossa sociedade. Destaque a perniciosidade da sutil, mas constante operação da maldade que, neste caso, de modo dissimulado procura confundir tanto a sociedade de um modo geral como também a comunidade dos santos.

 

Finalize conscientizando seus alunos que mais importante que identificar uma pessoa específica no curso da história é melhor combater uma série de práticas.

 

 

 

TEXTO BÍBLICO

 

 

2 Tessalonicenses 2.1-12.

 

 

 

1 — Ora, irmãos, rogamo-vos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e pela nossa reunião com ele,

 

2 — que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o Dia de Cristo estivesse já perto.

 

3 — Ninguém, de maneira alguma, vos engane, porque não será assim sem que antes venha a apostasia e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição,

 

4 — o qual se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus.

 

5 — Não vos lembrais de que estas coisas vos dizia quando ainda estava convosco?

 

6 — E, agora, vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado.

 

7 — Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que, agora, resiste até que do meio seja tirado;

 

8 — e então, será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca e aniquilará pelo esplendor da sua vinda;

 

9 — a esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais, e prodígios de mentira,

 

10 — e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem.

 

11 — E, por isso, Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira,

 

12 — para que sejam julgados todos os que não creram a verdade; antes, tiveram prazer na iniquidade.

 

 

 

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

 

 

INTRODUÇÃO

 

 

 

O capítulo dois de 2 Tessalonicenses é dedicado à escatologia. Duas questões sobressaem-se: o Dia do Senhor e a figura do Anticristo. A abordagem que Paulo dá a esta temática é diferente daquilo que ele faz em 1 Tessalonicenses. As novas explicações dadas por Paulo manifestam, mais uma vez, o imenso cuidado que o apóstolo tinha para com aquela comunidade, pois ao invés de desistir de esclarecer o tema, ou simplesmente repeti-lo, o coração pastoral de Paulo leva-o a procurar outros argumentos para elucidar as dúvidas, a respeito das últimas coisas, daqueles irmãos.

 

 

 

  1. POR QUE FALAR NOVAMENTE A RESPEITO DOS ÚLTIMOS DIAS?

 

 

 

  1. Porque esta é uma questão que nunca envelhece. Paulo demonstra em 2 Tessaloninces 2.1, que a Igreja Primitiva tinha em seu interior uma oração constante, a qual centrava-se no desejo pela volta do Senhor Jesus. Qualquer igreja que não dedica tempo adequado à reflexão sobre a doutrina das últimas coisas será facilmente envolvida por um discurso imediatista, que defende o resultado a qualquer custo. Nós, contudo, devemos ser guiados pelos princípios da Palavra, os quais apontam para um minucioso processo desenvolvido por Deus ao longo da história. Devemos viver assim como Paulo e seus contemporâneos, pensando e esperando pela vinda do Senhor em nossa geração, mas se assim não acontecer, certamente usufruiremos do maravilhoso privilégio de estarmos preparados para a ressurreição dos santos.

 

  1. Porque alguns falsos ensinos estavam confundindo os irmãos. Pode-se inferir por aquilo que é dito no versículo dois que havia uma série de informações distorcidas, oriundas de fontes duvidáveis, que estavam confundindo o coração dos irmãos em Tessalônica. As palavras de Paulo tinham como intenção reforçar os fundamentos doutrinários que já haviam sido postos. O apóstolo contrapunha-se ao princípio estratégico de toda heresia: tomar uma parte da verdade, distorcê-la, e transformá-la em uma perniciosa mentira (2Pe 2.1). Os crentes em Tessalônica já tinham ouvido Paulo ensinar-lhes sobre as coisas futuras. Todavia, falsos pregadores, movidos por um maligno sentimento de aproveitar-se da generosidade e cordialidade daqueles novos convertidos, como se verá em outras lições, anunciavam o retorno iminente de Cristo como pressuposto para não trabalharem e viverem às custas de outros.

 

  1. Porque é um tema complexo. Debater a respeito dos últimos acontecimentos da história da humanidade é um enorme desafio, pois é uma questão sempre apresentada a partir de um olhar profético, envolto por revelações, visões, e por isso, muitas interpretações. Paulo já havia falado muito sobre essas questões com os irmãos em Tessalônica (v.5), mesmo assim era necessário aprofundar ainda mais os debates. A complexidade das questões escatológicas tende a levar as pessoas a dois extremos: ou a um afastamento completo, por meio do qual alguns evitam todo e qualquer debate alegando ser um tema profundo e de difícil tratamento. Outros, por sua vez, vivem fascinados por tais problemas e mensalmente elegem um anticristo. Esses, em todo acontecimento de repercussão mundial, veem um cumprimento profético, etc. Devemos procurar uma postura moderada, especialmente, centrada na Palavra de Deus.

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

O imediatismo de nossos dias tenta nos roubar o direito de fazer uma reflexão profunda a respeito do futuro. Superemos o perigo de uma vida instantânea e lancemo-nos na busca constante e incansável por tudo aquilo que o Senhor generosamente tem nos preparado desde antes da fundação do mundo.

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

Se a igreja contemporânea calar-se a respeito do debate acerca das questões futuras, os ensinamentos heréticos oriundos de grupos heréticos se multiplicarão. Por mais desafiador que seja, nosso compromisso deve ser com o Deus da Palavra.

 

 

 

 

 

 

  1. O DIA DO SENHOR

 

 

 

  1. Não será previsto por indicações humanas. Não são predições humanas que indicarão a chegada do Dia do Senhor. Tal evento certamente acontecerá, mas como o próprio Cristo já anunciou, será algo impossível de ser previsto por meio de uma data específica, apesar de falsos profetas tentarem adivinhar o dia (Lc 21.8). Será algo repentino e surpreendente (Mt 24.44). Ao longo da história humana foram várias as tentativas frustradas de indicação do Dia do Senhor. Ao invés de dedicarmos um precioso tempo a supostos cálculos, teorias sobre Israel e outras questões desnecessárias, devemos nos concentrar em manter uma vida piedosa e centrada na vontade de Deus, tal como Paulo orientava os crentes de Tessalônica. Mais importante do que saber o dia e a hora do retorno do Rei é estar preparado para tal momento.

 

  1. O que acontecerá antes. Paulo esclarece aos tessalonicenses a respeito de alguns acontecimentos que precederão o grande Dia do Senhor, dentre eles os dois principais: aumento exponencial da apostasia e a manifestação plena do Anticristo (v.3). A Palavra de Deus, em vários momentos específicos, aponta para esse processo de retrocesso em diferentes áreas: na espiritualidade de nossa sociedade, aumento de conflitos armados (Mt 24.6); desestruturação familiar (Mc 13.12); processo de dessensibilização dos indivíduos (Mt 24.12). Esses acontecimentos caracterizam a sociedade que presenciará o Dia do Senhor. Todo e qualquer prognóstico otimista é contrário ao que é anunciado pelas Escrituras. Não sabemos o dia nem a hora, mas podemos discernir o tempo: aproxima-se cada vez mais a vinda do Senhor.

 

  1. Será um tempo de juízo para os que não creram na verdade. O Dia do Senhor aqui é descrito por Paulo numa linguagem muito próxima a do profetismo do Antigo Testamento, tanto com relação à vinda dos povos opressores para o estabelecimento do cativeiro, como num anúncio escatológico (Is 13.6; Jr 46.10; Jl 2.1; Sf 1.14). Ao ser compreendido como momento de estabelecimento da justiça de Deus, o Dia do Senhor tem como inevitável característica da aplicação a sentença do Pai sobre aqueles que, conscientemente, negaram a eficácia da verdade e preferiram o erro. Não se trata de uma destinação prévia à condenação, mas antes, como o emprego da punição requerida por aqueles que arbitrariamente optaram por uma vida sem Deus e sem salvação. O Dia do Senhor certamente virá!

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

A ilusão que grande parte dos movimentos heréticos cria é que, promovendo o anúncio de uma data para o retorno de Cristo, certamente as pessoas preocupar-se-ão em serem mais piedosas. O fato é que se não vivermos como se Cristo voltasse hoje, de nada importa saber que Ele virá amanhã.

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

A decadência moral e espiritual de nossa sociedade é um indício do quê? Na verdade, desde a Queda do homem, a natureza sofre ansiando a redenção e a humanidade luta para manter os resquícios da vida edênica. Não devemos temer o futuro, uma vez que é para a eternidade de alegria que nós caminhamos.

 

 

 

 

 

 

III. O ANTICRISTO

 

 

 

  1. Aquele que ousa ser o que não é. Há na descrição do Anticristo, tanto aqui em 2 Tessalonicenses, como em 1 João e Apocalipse, um conjunto de características que apontam para este espírito de emulação que domina o Anticristo (v.4). Não sendo o Salvador, ele pretende em tudo parodiá-lo: Se a vinda de Jesus é segundo o poder de Deus (Ap 19.11-16), a chegada do Anticristo é segundo a eficácia de Satanás (v.9); se Cristo é aquEle que se chama Fiel e Verdadeiro (Ap 19.11), o Anticristo vem firmado na operação da mentira e do engano (v.10). Mas também é preciso lembrar que, enquanto o Reino do Senhor estabelecer-se-á para sempre (Sl 145.13), a atuação do Anticristo será desfeita, facilmente, pelo poder da palavra do Altíssimo e pelo esplendor de sua vinda (v.8). O Anticristo busca incessantemente plagiar as ações do Cristo para, uma vez confundindo os incautos, arrebanhar para si uma multidão de alienados, opressos pelo mal.

 

  1. É a materialização de uma espiritualidade decadente. Ao denunciar a perniciosidade dos ensinos gnósticos que se multiplicavam no seio da igreja no final do primeiro século, especialmente os difundidos por aqueles que haviam sido cristãos, e agora apostatavam da fé (1Jo 2.18-23), João denuncia que já opera entre eles uma mentalidade demoníaca, uma espiritualidade diabólica, a qual o apóstolo denomina de “espírito do anticristo” (1Jo 4.3). A figura apontada por Paulo em 2 Tessalonicenses seria a personificação deste modelo antideus de sociedade, que se estabelecerá diante da vinda do Senhor. É como se, novamente numa nítida paródia de Cristo, no Anticristo se estabelecesse a síntese de toda a malignidade que é possível o indivíduo comportar. De fato, o Anticristo nada mais será que o ícone de uma cosmovisão, o símbolo encarnado do espírito que se opõe a Deus.

 

  1. A operação do Anticristo hoje. Aquilo que João e Paulo enfrentaram há 2.000 anos estamos enfrentando hoje. Os anticristos continuam em operação entre nós tentando, sistematicamente, desconstruir tudo o que tenha significância e importância para Deus e seu povo na atualidade. Deste modo, os ataques acontecem no campo da educação, das artes, da política, economia, etc. Quantas supostas “igrejas” têm surgido, acobertando e justificando os mais absurdos comportamentos e práticas supostamente em nome de um Evangelho contemporâneo? Ao invés de ficarmos, pateticamente, em busca de denominar o personagem histórico que se revelará como o Anticristo, é melhor denunciarmos as práticas decadentes da espiritualidade anticristã que deseja, de maneira insistente, estabelecer-se em nossa sociedade.

 

 

 

 

 

 

CONCLUSÃO

 

 

 

A reflexão sobre o Dia do Senhor e o Anticristo para a igreja em Tessalônica tinha uma enorme importância comunitária. Foi, provavelmente, por meio de uma heresia escatológica que se estabeleceu naquela comunidade uma celeuma de ordem coletiva. Nunca devemos menosprezar a relevância do ensino da Palavra, por mais desafiador e espinhoso que seja o tema, nosso papel é pregar toda a verdade.

 

 

 

ESTANTE DO PROFESSOR

 

 

HORTON, Stanley M. Apocalipse: As Coisas que Brevemente Devem Acontecer. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2011.

 

 

 

HORA DA REVISÃO

 

 

  1. Por que o debate a respeito dos últimos acontecimentos da história da humanidade é um tema complexo?

 

Debater a respeito dos últimos acontecimentos da história da humanidade é um enorme desafio, pois é uma questão sempre apresentada a partir de um olhar profético, envolto por revelações, visões, e por isso, muitas interpretações.

 

 

 

  1. Quais as principais características do Anticristo conforme Paulo em 2 Tessalonicenses?

 

Ele será um plagiador de tudo o que Cristo realiza e uma encarnação da maldade de um tempo.

 

 

 

  1. Por que não devemos temer o Dia do Senhor?

 

Porque ele será um tempo de juízo e justiça sobre os ímpios, e não para os santos.

 

 

 

  1. Em que medida podemos identificar, em nossa sociedade, a operação do espírito do Anticristo?

 

Através de ataques em todas as áreas (sociais, educacionais, políticas etc.) e de supostas igrejas que tentam justificar tais práticas.

 

 

 

  1. Qual a relevância do estudo sobre as últimas coisas para a Igreja contemporânea?

 

Porque é um tema sempre atual, complexo e que precisa ser esclarecido para evitar-se heresias.

 

 

 

SUBSÍDIO

 

 

“ANTICRISTO — [Do gr. anti, contra, ou em lugar de, e christos, o ungido] Opositor por antonomásia de Cristo. Também pode significar aquele que se coloca no lugar de Cristo. Lendo a Primeira Epístola Universal de João, temos a impressão de que este personagem sempre esteve presente ao longo da história do povo de Deus: ‘Filhinhos, esta é a última hora; e, conforme ouvistes que vem o anticristo, já muitos anticristos se têm levantado; por onde conhecemos que é a última hora. Saíram dentre nós, mas não eram dos nossos; porque, se fossem dos nossos, teriam permanecido conosco; mas todos eles saíram para que se manifestasse que não são dos nossos. Ora, vós tendes a unção da parte do Santo, e todos tendes conhecimento. Não vos escrevi porque não soubésseis a verdade. mas porque a sabeis, e porque nenhuma mentira vem da verdade. Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Esse mesmo é o anticristo, esse que nega o Pai e o Filho’ (1Jo 18.22)” (ANDRADE, Claudionor Corrêa. Dicionário de Escatologia Bíblica. 1ª Edição. RJ: CPAD, 1998, p.22).

 

 

 

 

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD

JOVENS 2º Trimestre de 2018

Título: A Igreja do Arrebatamento — O padrão dos Tessalonicenses para estes últimos dias.

Comentarista: Thiago Brazil

Lição 11: Firmes na verdade e na Graça de Deus

Data: 10 de Junho de 2018

TEXTO DO DIA

 

“E o próprio nosso Senhor Jesus Cristo, e nosso Deus e Pai, que nos amou e em graça nos deu uma eterna consolação e boa esperança” (2Ts 2.16).

 

 

 

SÍNTESE

 

 

Em tempos de crise a melhor mensagem que pode ser anunciada a uma comunidade é a de consolação.

 

 

 

AGENDA DE LEITURA

 

 

SEGUNDA — 2Ts 2.13

 

Deus nos elegeu para a salvação

 

 

 

 

 

 

TERÇA — Cl 1.28

 

Em Jesus somos aperfeiçoados

 

 

 

 

 

 

QUARTA — Ef 5.1

 

Devemos ser imitadores de Cristo

 

 

 

 

 

 

QUINTA — Rm 6.4

 

Somos chamados para novidade de vida

 

 

 

 

 

 

SEXTA — Sl 4.8

 

Somente Deus nos faz habitar em segurança

 

 

 

 

 

 

SÁBADO — Pv 4.23

 

Devemos guardar o coração

 

 

 

OBJETIVOS

 

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

 

RECONHECER o ensino da Trindade presente em 2 Tessalonicenses;

MOSTRAR as causas da firmeza espiritual de um cristão;

REFLETIR a respeito do consolo de Deus em nossas vidas.

 

 

INTERAÇÃO

 

 

Caro professor, como é sua relação com seus educandos? Você tem proximidade com eles? Você é uma referência entre os jovens de sua igreja? Você faz com que sua relação com seus educandos extrapolem os momentos da Escola Dominical? A partir de suas respostas a estas questões é possível realizar um diagnóstico de sua atuação como educador cristão; afinal de contas, não atuamos na ED em busca de um salário ou reconhecimento humano, mas para servir ao Reino de Deus — manifesto em cada pessoa e igreja local.

 

Procure desenvolver uma rede de relacionamentos com os jovens de sua igreja, faça projetos em articulação com a liderança do ministério de jovens, procure ser mais um instrumento de Deus para abençoar a igreja onde você exerce seu chamado para o ensino da Palavra de Deus.

 

 

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

 

Que tal realizar uma aula em campo? Claro, isso exige toda uma organização prévia: comunicação antecipada aos educandos para que ninguém seja pego de surpresa; pesquisa a respeito do lugar ideal (de preferência visite o local antecipadamente); organização da dinâmica de aula (haverá lanche depois da aula? Que horas começa e quando termina a aula? Haverá louvor? Quem levará um violão?); pense também em como se dará o deslocamento de cada aluno para o local da aula.

 

Tudo é motivo de alegria e empolgação para os jovens, por isso não é necessário que a aula seja num local distante ou luxuoso, a casa de um dos jovens, um outro espaço coletivo da igreja, ou mesmo um ambiente público fora da igreja, mas agradável para a aula.

 

Esta também é uma ótima oportunidade para convidar amigos, jovens não matriculados na Escola Dominical e até não evangélicos para um contato com a Palavra de Deus.

 

 

 

TEXTO BÍBLICO

 

 

2 Tessalonicenses 2.13-17.

 

 

 

13 — Mas devemos sempre dar graças a Deus, por vós, irmãos amados do Senhor, por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito e fé da verdade;

 

14 — para o que, pelo nosso evangelho, vos chamou, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo.

 

15 — Então, irmãos, estai firmes e retende as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa.

 

16 — E o próprio nosso Senhor Jesus Cristo, e nosso Deus e Pai, que nos amou e em graça nos deu uma eterna consolação e boa esperança,

 

17 — console o vosso coração e vos conforte em toda boa palavra e obra.

 

 

 

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

 

 

INTRODUÇÃO

 

 

 

A parte final do segundo capítulo de 2 Tessalonicenses trata a respeito do destino que Deus tem para os santos, em comparação com o que vinha sendo tratado anteriormente a respeito do estado final dos desobedientes (2Ts 2.10-12). Os santos serão alcançados pelo amor eterno do Pai. Paulo discorre por que os santos devem permanecer em paz e tranquilidade. Nesse esforço de fundamentar o consolo sempiterno de Deus para o justo, o apóstolo constrói uma magnífica referência à Trindade. Nos versículos 13 e 14, Paulo demonstra que o penhor da salvação é constituído por meio de uma obra realizada pelas três pessoas da trindade: Pai, Filho e Espírito Santo.

 

 

 

  1. A AÇÃO DA TRINDADE NA VIDA DO SALVO

 

 

 

  1. Eleitos pelo Pai (v.13). A obra da salvação não é uma realização desprovida de sentido, como se fosse uma saída de improviso realizada por um Deus que teria sido pego de surpresa diante do pecado do primeiro casal. O Pai em sua bondade nos elegeu por meio de seu Filho Unigênito Jesus Cristo desde antes da fundação do mundo (Ef 1.4). O fato de o Cordeiro ter sido morto desde a fundação do mundo (Ap 13.8), nos mostra o propósito eterno de Deus em prover salvação à humanidade. Somos eleitos pelo sacrifício do Filho e não há outro caminho para nós. Nunca possuiríamos méritos sufi cientes para fazermo-nos dignos da salvação, pois esta é uma obra exclusiva de Deus. Portanto, uma vez conscientes disso, devemos operosamente desenvolver nossa salvação (Fp 2.12). Não desprezemos a obra de Cristo por nós e já manifesta em nós, antes; vivamos como filhos da luz, nascidos do alto, restaurados em Cristo.

 

  1. Santificados pelo Espírito (v.13b). Uma vez chamados à salvação pelo Pai, é o Espírito Santo, que numa obra de transformação contínua, faz Cristo manifesto em nós (Cl 1.27,28). Como prometido por Jesus, não estamos órfãos neste mundo, temos a presença acalentadora do Santo Espírito que, numa relação simultânea de consolação e orientação, guia nossa trajetória no curso de nossa jornada ao céu (Jo 14.18; 16.7-11). Nossa luta cotidiana contra as astutas ciladas do inimigo somente pode ser superada por meio da ação do Espírito em favor de nós, o qual constantemente aperfeiçoa-nos o caráter de modo a tornarmo-nos, progressivamente, imitadores de Deus manifestando cada vez mais nossa condição de filiação (Ef 5.1). A ação do Espírito é incessante em nossa vida, pois enquanto estivermos no caminho para o céu temos muito o que nos aperfeiçoar (2Co 7.1).

 

  1. Vocacionado para a glória do Filho. A promessa feita por Jesus a nós é que onde Ele estiver (na eternidade) nós estaremos com Ele (Jo 14.3). A oração do Mestre ao Pai em nosso favor era para que nós fôssemos participantes da glória que Ele vivenciara antes da fundação do mundo (Jo 17.24). Não possuímos uma vocação para uma vida imortal aqui na terra; ao contrário, somos convidados a abandonar todas as coisas que aqui são perecíveis e passageiras em nome de uma chamada para aquilo que é eterno. O ponto áureo da salvação não é a isenção de sofrimentos terrenos ou a promessa de galardões celestiais; o ápice da redenção é a certeza de que experimentaremos uma eternidade na presença de Jesus, em comunhão com Ele. Nosso maior bem é o Senhor, e todas as demais coisas, na presença dEle, constituem-se em nada.

 

 

 

 

 

 

  1. A FIRMEZA DO CRISTÃO

 

 

 

  1. Persistência no ensino dos apóstolos. Diante de um quadro de falsas profecias no seio da igreja local e charlatões da fé, é necessário fixar um ponto de segurança. Tal ponto, sem dúvida alguma, é a Bíblia Sagrada. Essa foi uma exortação paulina à Igreja em Tessalônica (vv.15,17). Para evitar a propagação de heresias e falsos ensinos, Paulo recomendou àquela comunidade que persistisse no modelo de cristianismo que havia recebido, tanto por meio do testemunho vivo dos pregadores do genuíno Evangelho, como por meio das orientações escritas que já circulavam pelas igrejas. Nossa fé, para ser madura, precisa ter alicerces sólidos, e a Palavra é o melhor e mais confiável de todos (Lc 6.46-49).

 

  1. Convicção nas tradições. Para além da doutrina — infalível, imutável e fundamentada exclusivamente nas Escrituras — cada igreja local possui uma série de costumes e tradições que garante o bem-estar dos relacionamentos locais. A orientação do apóstolo é que os tessalonicenses também se mantenham firmes nessas práticas (v.15). Há em nossa geração um “culto ao novo”, de tal maneira que alguns líderes de jovens procuram incessantemente a fórmula para o culto perfeito. Nesta busca desenfreada o culto virou “balada” e muitos jovens estão se perdendo. Precisamos de novidade de vida (Rm 6.4), e não apenas de coisas novas. Não devemos ter vergonha de nossas tradições, pois foram elas que nos trouxeram até onde estamos. Não precisamos de novos costumes, basta nos revestirmos de significado para este tempo.

 

  1. Confirmados em boas obras. A salvação de Deus em nossa vida produz um impulso positivo para a prática de boas obras (Ef 2.10). A fé dos tessalonicenses seria comprovada por meio da adoção de um estilo de vida que espelhasse o testemunho de Cristo. Para usar uma metáfora paulina podemos dizer que demonstrar nossa comunhão com Jesus na sociedade atual é similar a exalar uma excelente fragrância (2Co 2.15). O mundo ao nosso redor não conhece a Cristo e de muitos modos rejeita sua Palavra, cabe-nos então, por meio de uma vida piedosa e edificante, pregar o Evangelho sempre, inclusive quando estivermos em silêncio. Não se pode esconder uma cidade construída sobre uma montanha, os sinais de sua existência manifestam-se de modo natural (Mt 5.14). Assim, aquilo que somos espontaneamente se revela em nosso falar e proceder.

 

 

 

 

 

 

III. O CONSOLO DE DEUS AOS SANTOS

 

 

 

  1. Confortados em amor e graça. Tendo refletido anteriormente a respeito do final dos injustos (2Ts 2.10-12) e sobre a bênção eterna da salvação, Paulo fala a respeito do consolo dos cristãos. A fonte do conforto anunciado pelo apóstolo não são as circunstâncias humanas favoráveis ou os bens materiais que aqueles irmãos poderiam possuir, mas a maravilhosa graça e o grande amor de Deus.

 

  1. Eternamente consolados. Deus deseja construir algo de eterno em nós. Por isso, o Espírito que nos consola é eterno (Hb 9.14). O Reino para onde somos chamados é eterno (2Pe 1.11), o propósito dEle para conosco é eterno (Ef 3.11). Mas não apenas isso, o consolo que o Senhor oferece-nos é sem fim (2Ts 2.16). Por isso, não devemos nos angustiar se, por alguma circunstância aleatória, as coisas não estão conforme nossos planos. Devemos crer que o amanhã que nos está preparado é sem lágrimas, desesperos ou medos (Rm 8.18). Se é para a eternidade que somos vocacionados, não devemos nos iludir com os efêmeros encantos que este mundo pode nos oferecer.

 

  1. Intimamente aliviado. O alívio que Paulo anuncia a Igreja em Tessalônica é algo profundo, manifesto no interior dos irmãos; é consolo para o coração (2Ts 2.17). Vivemos em tempos difíceis. De uma maneira geral, as pessoas teatralizam suas vidas: fingem ser felizes, mascaram seus medos, fazem de suas vidas uma patética representação. Não foi para exterioridades que o Senhor nos vocacionou. Deus nos chamou para uma restauração interior. Chega de superficialidade! O Evangelho é algo mais profundo. Está diretamente relacionado com o nosso ser, nosso interior, nosso coração.

 

 

 

 

 

 

CONCLUSÃO

 

 

 

As palavras de Paulo àquela comunidade tinham como objetivo o desenvolvimento sadio dos crentes. Eles nem deveriam angustiar-se quanto às coisas futuras, muito menos estarem aflitos com relação ao seu estado eterno. Consolo é a palavra-chave para entender este momento da escrita apostólica aos irmãos em Tessalônica. Que a certeza de consolo para aqueles irmãos fortaleça também nossos corações.

 

 

 

ESTANTE DO PROFESSOR

 

 

BRANDT, Robert L. e BICKET, Zenas. Teologia Bíblica da Oração. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2007.

 

 

 

HORA DA REVISÃO

 

 

  1. De que modo pode-se fazer uma correlação entre a parte final do segundo capítulo de 2 Tessalonicenses e o momento inicial do texto?

 

A porção final do segundo capítulo de 2 Tessalonicenses é um esforço paulino em demonstrar o destino que Deus tem projetado aos santos. Os santos serão alcançados pelo amor eterno do Pai.

 

 

 

  1. De que modo pode-se perceber a operação da Trindade na salvação do justo em 2 Tessalonicenses?

 

Somos eleitos pelo Pai, santificados pelo Espírito e vocacionados pelo Filho.

 

 

 

  1. Quais os três aspectos que Paulo orienta os tessalonicenses a ficarem firmes?

 

No ensino dos Apóstolos, nas tradições constituídas na Igreja e na prática de boas obras.

 

 

 

  1. Quais as características do consolo que é prometido ao justo em 2 Tessalonicenses?

 

O consolo é eterno, cheio de amor e graça, operando poderosamente em nosso íntimo.

 

 

 

  1. Qual a importância de termos um consolo interior nos dias atuais?

 

Em dias agitados e confusos como os atuais, a serenidade interior — oriunda de uma comunhão genuína com o Pai — nos trará paz e segurança nas promessas do Senhor.

 

 

 

SUBSÍDIO I

 

 

“Paulo sabia que os tessalonicenses iriam enfrentar pressões das perseguições, dos falsos pregadores ou ensinadores, do materialismo, e da apatia. Eles se sentiriam tentados a se afastar da verdade e até mesmo a deixar a fé. Com tudo isto em mente, Paulo insistiu para que eles estivessem firmes e retivessem as tradições que lhes tinham sido ensinadas por ele e por seus cooperadores. Os tessalonicenses tinham recebido muito ensino pessoalmente, e tinham também as cartas de Paulo. Eles precisariam se agarrar à verdade que lhes tinha sido ensinada.

 

Por intermédio da sua graça. Deus e Cristo deram aos crentes uma eterna consolação e boa esperança. O cristianismo não é uma crença de perguntas e preocupações, nem uma crença na qual os crentes precisem esperar até o final para ver se conseguirão alcançar o objetivo maior. Na verdade, os crentes recebem esperança e incentivo com a certeza das promessas de Deus. Entretanto, orar pelos crentes de todas as partes é algo que sempre será útil, especialmente por aqueles que enfrentam perseguições por causa da sua fé, para que Deus os console e lhes dê conforto para que continuem fazendo a boa obra” (Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Volume 2. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2010. p.468).

 

 

 

SUBSÍDIO II

 

 

“Algumas pessoas questionam a conclusão de que Tomás de Aquino considerava a Bíblia como única revelação de Deus à Igreja apelando para o seu comentário sobre 2 Tessalonicenses 2.15, no qual ele diz que ‘muita coisa não foi escrita pelos apóstolos e que, portanto, também devem ser observadas’. Entretanto, esta interpretação despreza o contexto e o restante da sua citação (de 1Co 11.34), na qual Paulo diz: ‘Quanto às demais coisas, ordená-las-ei quando for ter convosco’. No contexto dos apóstolos vivos, sim, havia ainda autoridade apostólica não-escrita. Entretanto, depois da morte deles, Tomás de Aquino jamais parece se referir a qualquer tipo de autoridade apostólica ou revelatória que excedesse a Bíblia. A sua única referência isolada (em Jó) à queda do Diabo como sendo parte da ‘tradição da igreja’ pode facilmente ser compreendida como ‘ensino’ da igreja baseado nas Sagradas Escrituras. Afinal de contas, Tomás de Aquino cria que muitas passagens bíblicas claramente ensinam a queda de Satanás tanto antes (cf. Gn 3) quanto depois de Jó (cf. Ap 12), e ele próprio as cita” (GEISLER, Norman. Teologia Sistemática. Volume 1. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2010. p.272).

 

 

 

 

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD

JOVENS 2º Trimestre de 2018

Título: A Igreja do Arrebatamento — O padrão dos Tessalonicenses para estes últimos dias.

Comentarista: Thiago Brazil

Lição 12: Uma vida exemplar diante de Deus e dos homens

Data: 17 de Junho de 2018

TEXTO DO DIA

“Mandamo-vos, porém, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo irmão que andar desordenadamente e não segundo a tradição que de nós recebeu” (2Ts 3.6).

 

SÍNTESE

 

 

Numa sociedade carente de exemplos, o Cristianismo deve apresentar-se como a resposta de Deus para o relativismo moral e a decadência espiritual deste tempo.

 

 

 

AGENDA DE LEITURA

 

 

SEGUNDA — Hb 7.28

 

Cristo, o homem perfeito

 

 

 

 

 

 

TERÇA — Jo 17.14

 

Não somos como o mundo

 

 

 

 

 

 

QUARTA — Mt 10.16

 

Vivemos como ovelhas entre lobos

 

 

 

 

 

 

QUINTA — 2Ts 3.13

 

Somos convocados para fazer sempre o bem

 

 

 

 

 

 

SEXTA — 2Co 13.11

 

O Deus da paz

 

 

 

 

 

 

SÁBADO — 2Co 3.5

 

O que temos de bom não procede de nós

 

 

 

OBJETIVOS

 

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

 

APRESENTAR os modelos bíblicos de comportamento e espiritualidade para o cristão;

REFLETIR a respeito da necessidade de sermos modelos para esta sociedade;

DISCUTIR o modelo de vida a ser adotado por cada cristão.

 

 

INTERAÇÃO

 

 

Com a aproximação do fim de mais um trimestre é sempre importante realizarmos um momento de autoavaliação, tanto de nós como educadores como de cada educando também. Aproveite que esta é a penúltima aula do trimestre e promova, ou por meio de um questionário escrito a ser respondido ou por meio de um bate-papo, uma atividade de reflexão sobre o desenvolvimento das aulas durante o período. Indague a respeito dos pontos positivos os quais precisam ser reforçados, mas também os negativos que precisam ser superados.

 

Conscientize seus educandos que as críticas também têm seu caráter positivo, e que por isso ouvi-las, muitas vezes, nos trazem grandes benefícios.

 

Lembre-se, as pessoas terão mais confiança de nos ajudar em nossas limitações quando perceberem que nós temos maturidade para assimilar as críticas como instrumentos de crescimento e desenvolvimento pessoal.

 

 

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

 

Juntamente com seus alunos, construa uma tabela com duas colunas de informações: na primeira, caracterizem e definam o que seria uma profissão, sua finalidade e objetivos; em seguida, façam o mesmo com o conceito de ministério. O objetivo desta atividade é debater em sua sala as peculiaridades de cada um destes aspectos de nossas vidas, destacando a importância de jamais profissionalizar nosso ministério, e sim, de reconhecer nossa profissão como um ministério que Deus nos deu para servirmos a sociedade e o Reino dos Céus através de nossos dons e talentos. Ao final, ore por seus alunos, pedindo que portas de emprego possam ser abertas àqueles que já estão entrando no mercado de trabalho, e que também a compreensão dos ministérios pessoais possa ser algo naturalmente assimilado por cada um deles.

 

 

 

TEXTO BÍBLICO

 

 

2 Tessalonicenses 3.6-15.

 

 

 

6 — Mandamo-vos, porém, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo o irmão que anda desordenadamente e não segundo a tradição que de nós recebeu.

 

7 — Porque vós mesmos sabeis como convém imitar-nos, pois que não nos houvemos desordenadamente entre vós,

 

8 — nem, de graça, comemos o pão de homem algum, mas com trabalho e fadiga, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós;

 

9 — não porque não tivéssemos autoridade, mas para vos dar em nós mesmos exemplo, para nos imitardes.

 

10 — Porque, quando ainda estávamos convosco, vos mandamos isto: que, se alguém não quiser trabalhar, não coma também.

 

11 — Porquanto ouvimos que alguns entre vós andam desordenadamente, não trabalhando, antes, fazendo coisas vãs.

 

12 — A esses tais, porém, mandamos e exortamos, por nosso Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando com sossego, comam o seu próprio pão.

 

13 — E vós, irmãos, não vos canseis de fazer o bem.

 

14 — Mas, se alguém não obedecer à nossa palavra por esta carta, notai o tal e não vos mistureis com ele, para que se envergonhe.

 

15 — Todavia, não o tenhais como inimigo, mas admoestai-o como irmão.

 

 

 

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

 

 

INTRODUÇÃO

 

 

 

Ao final de sua Segunda Epístola aos Tessalonicenses, assim como fez na Primeira Carta, no capítulo 4, Paulo faz uma série de orientações práticas àqueles irmãos, centradas especialmente na questão da conduta pública do cristão: sua postura diante da sociedade decadente em que estavam inseridos.

 

 

 

  1. EXISTE UM MODELO A SER IMITADO

 

 

 

  1. Cristo é nosso supremo exemplo. Antes mesmo de falar do ministério de Paulo e sua influência entre os Tessalonicenses, é necessário deixar bem claro: nosso modelo é Cristo! Ele é o homem perfeito em quem somos aperfeiçoados até a medida completa de nossa espiritualidade (Hb 7.28; Ef 4.13). Qualquer decepção com instituições, líderes, ou mesmo pessoas próximas a nós deve ser deixada de lado pela compreensão de que Ele é o nosso modelo vivificador. O mais sobrenatural nesse esforço de seguir a Cristo é que, quanto mais parecidos com Cristo tornamo-nos, mais plenos nos acharemos. O Senhor não rouba nossa identidade, não usurpa o que nós somos; pelo contrário, a plenitude de Deus em nosso ser aperfeiçoa o que Deus nos tem feito ser.

 

  1. Os heróis da fé devem ser nosso modelo. Há um conjunto de cristãos exemplares que palmilharam essa terra, os quais são dignos de nosso respeito e consideração (Hb 11.1-40). Nenhum deles salva, nenhum será capaz de transformar nossas vidas, entretanto, eles viveram como salvos e demonstraram que é possível permitir-se ser tocado por Deus de tal maneira que se possa testemunhar verdadeiras revoluções pessoais de vida. Certamente há um grupo de pessoas que ainda hoje, refletem a glória de Cristo nesta geração. Escândalos e desastres morais acontecem na humanidade desde o princípio, contudo, devemos nos espelhar na vida daqueles que, em meio a tanta corrupção, optaram por viver a beleza da pureza do Evangelho. A vantagem de olhar para vida destes santos é perceber que o Reino de Deus já está entre nós. Que o mal nunca nos inspire.

 

  1. Ainda existem líderes inspiradores (v.7). Paulo é um desses homens tão íntegros que não teme afirmar: “Vocês em Tessalônica querem um modelo? Olhem para mim!”. Em tempos de escândalos, em dias de discursos demagógicos e hipócritas, carecemos de líderes assim; entretanto, louvado seja Deus, porque ainda existem muitos. Certamente cada um de nós pode nomear, homens e mulheres, que foram responsáveis por nosso crescimento espiritual; pessoas de testemunho e caráter, verdadeiros líderes espirituais, que muitas vezes, sequer são reconhecidos institucionalmente. Aproximemo-nos dessas pessoas, e sejamos, num futuro bem próximo, estes líderes inspiradores para nossas igrejas. Lembre-se: não se torne, amanhã, um tipo de cristão/líder que você reprova hoje. Que nossa trajetória seja como a da luz da aurora (Pv 4.18).

 

 

 

 

 

 

  1. COMO SE PORTAR NUMA SOCIEDADE DESORDENADA?

 

 

 

  1. Um distanciamento precisa ser notório (v.6). É impossível que os princípios de um cristão genuíno o aproximem, sem qualquer tipo de conflito, com o padrão do mundo. Jesus deixou bastante claro que o modelo de sociedade vigente nos rejeitaria (Jo 15.18; 17.14). Na verdade não é uma questão pessoal, mas a respeito do Deus a quem amamos. Por isso, a existência de um distanciamento (moral e espiritual) é inevitável. O que nos surpreende é perceber que existem cristãos que, de maneira hipócrita e anticristã, criam muros para separarem-se das demais pessoas. Como estas serão evangelizadas e impactadas pelo testemunho? Nosso distanciamento não é social (somos ovelhas enviadas para viver entre lobos Mt 10.16), deve ser com relação a nossos valores, princípios e modelos. A igreja não pode tornar-se uma “Sodoma e Gomorra Gospel”. Nós não apenas fazemos, mas somos a diferença neste mundo.

 

  1. Não é possível íntima comunhão (v.14). A exortação de Paulo é clara: “[...] não vos mistureis com ele [...]”. É inevitável estar entre pessoas que não são cristãs — no ônibus, na faculdade, no trabalho. Logo a exortação de Paulo é para evitar aqueles que se dizem crentes e querem andar segundo o mundo, os desobedientes. A ilusão de um bairro só de cristãos, uma empresa só de salvos, um colégio exclusivamente de santos, não deve ser alimentada pelo crente. A mistura aqui é interior, de alma, posturas, opiniões. Cristãos defendendo liberação de aborto, legalização de drogas pesadas, sexo antes do casamento, isso é a mistura que temos que evitar e condenar. Mais preocupante do que viver entre os ímpios é viver entre ímpios pensamentos (Pv 17.20). Não há acordo entre o Senhor e Belial, não há mistura que seja benéfica ao coração daquele que é inconstante (Tg 1.8).

 

  1. O amor deve ser o tema de qualquer relacionamento. Paulo afirma no versículo 15: “Todavia, não o tenhais como inimigo, mas admoestai-o como irmão”. Viver como um irmão é viver perto, junto, próximo. Dos inimigos é que as pessoas tendem a se afastar, mas nós somos dos que se aproximam, pois a finalidade última de todas as nossas ações, até mesmo quando somos duros com os outros, deve ser o amor. O desobediente precisa viver com o obediente para testemunhar o milagre de uma vida transformada e crer que para ele isso também é possível. Já o salvo em Cristo não deve ter medo de conviver com quem ainda não está liberto, ou será que este na verdade é um hipócrita, travestido de cristão, que sabe da fragilidade de seu caráter, e por isso teme o tempo todo que sua máscara caia?

 

 

 

 

 

 

III. SOMOS CHAMADOS PARA VIVER DE QUE MANEIRA?

 

 

 

  1. Como filhos de Deus, não como fardos para a sociedade (v.8). Nós como cristãos não somos chamados para ser motivo de enfado para ninguém. Por isso sejamos sempre proativos, lutemos por nossos sonhos, acreditemos que o Senhor nos capacitará, inclusive para o mercado de trabalho. Tenhamos Paulo, e não os “preguiçosos na fé”, como exemplo.

 

  1. Sossegadamente. Não existe fórmula mágica para ser bem-sucedido; tudo passa por muito trabalho e dedicação. Fortunas que aparecem repentinamente, de um modo geral, também somem de modo súbito. Os ideais que a mídia constrói, de jovens famosos e ricos, na maioria dos casos escondem profundas tristezas, relacionamentos opressores e uma escravidão no pecado. Acreditemos que o contentar-se é muito melhor do que o desesperadamente desejar mais.

 

  1. Em paz (v.16). É claro que existem múltiplas maneiras de se ter paz; para alguns é no silêncio; para outros na harmoniosa melodia do céu. Há aqueles que experimentam a paz enquanto caminham em uma jornada, entretanto alguns vivem a experiência da satisfação ao ficar onde estão. Mas de onde procede a concórdia que enche os nossos corações? É claro que somente do Pai. Numa igreja repleta de dúvidas, incertezas, e conflitos pessoais, somente Deus poderia juntar os pedaços dessa comunidade e fazer com que aqueles irmãos experimentassem a verdadeira paz que deriva de um relacionamento genuíno com o Senhor. Aquilo que o Pai faz por nós, transcende a nossa vida, influencia até mesmo aqueles que estão à nossa volta (Pv 16.7). Confiemos então naquEle que é apresentado nas Escrituras como o que governa firmado sobre o fundamento da paz (Is 9.6; 2Co 13.11; Fp 4.9).

 

 

 

 

 

 

CONCLUSÃO

 

 

 

O Cristianismo não é um conjunto de teorias a respeito da realidade as quais declaramos simplesmente nossa adesão intelectual. Servir a Cristo é uma experiência radical de mudança de vida, uma corajosa escolha de viver profundamente diferente do mundo, segundo princípios que evidenciam o caráter de Deus em nós.

 

 

 

ESTANTE DO PROFESSOR

 

 

EARLE, R. (et al) Comentário Bíblico Beacon. Volume 9, Gálatas a Filemom. RJ: CPAD, 2006.

 

 

 

HORA DA REVISÃO

 

 

  1. Por que devemos tomar Cristo como nosso maior exemplo a ser seguido?

 

Por que Ele é o homem perfeito em quem somos aperfeiçoados até a medida completa de nossa espiritualidade (Hb 7.28; Ef 4.13; Cl 2.10).

 

 

 

  1. Qual a diferença entre respeitar o exemplo dos heróis da fé e idolatrar os santos que vieram antes de nós?

 

Os santos do AT e do NT foram pessoas como nós, sujeitos às mesmas tentações, por isso não devem ser adorados, entretanto, seu exemplo é extremamente positivo e inspirador para cada cristão nos dias de hoje.

 

 

 

  1. O que Paulo deseja ensinar aos tessalonicenses quando os orienta a não se misturarem com o mundo?

 

Paulo deseja que os valores e princípios dos cristãos sejam guiados pela Bíblia Sagrada e nunca por conceitos do mundo.

 

 

 

  1. Qual a sugestão de Paulo para que os cristãos em Tessalônica vivam sossegadamente?

 

Que eles trabalhassem com dedicação e entusiasmo.

 

 

 

  1. De que maneira, numa igreja local como Tessalônica, cheia de conflitos e dúvidas, os cristãos poderiam viver em paz?

 

Por meio da ação de Deus, que pode unir as diferenças, aperfeiçoar as fragilidades e conduzir tudo para o bem do Reino de Deus.

 

 

 

SUBSÍDIO I

 

 

“Os missionários tinham o cuidado de evitar a acusação de serem parasitas ou aproveitadores. Mas, sobre este assunto, Paulo sempre salvaguardava o direito apostólico de sustento, embora, para o bem do evangelho, ele renunciasse o direito conscienciosamente. Não porque não tivéssemos autoridade — ‘não porque não tivéssemos esse direito’, AEC, RA; cf. BJ, BV, CH, NTLH, NVI), mas para vos dar em nós mesmos exemplo, para nos imitardes (‘mas para que nos tornássemos um modelo para ser imitado por vocês’ — NVI; quanto a exemplo [typos], ver comentários em 1 Tessalonicenses 1.7; quanto à questão do trabalho do apóstolo em Tessalônica e os motivos envolvidos a esse respeito, ver comentários em 1 Tessalonicenses 2.6,9. A força do argumento é que Paulo, o Apóstolo, tinha o direito de receber sustento. Mesmo assim, enquanto esteve entre eles, ele vivia à custa do fruto do seu trabalho. Muito mais deveriam os irmãos desordeiros trabalhar para ganhar a vida, já que eles não tinham o direito de receber sustento!” (Comentário Bíblico Beacon. 1ª Edição. Volume 9. Gálatas a Filemom. Comentário Bíblico Beacon. RJ: CPAD, 2006. p.429).

 

 

 

SUBSÍDIO II

 

 

“Aquilo que estava errado no meio dos Tessalonicenses, que é expresso:

 

  1. De maneira mais geral. Havia alguns que andavam desordenadamente e não segundo a tradição que receberam do apóstolo (2Ts 3.6). Alguns irmãos eram culpados desse caminhar desordenado. Eles não viviam da maneira certa, nem dirigiam sua vida de acordo com as regras do cristianismo, nem estavam em conformidade com sua profissão de fé; não andavam de acordo com os preceitos passados pelo apóstolo, nem davam a devida atenção. Observe: As pessoas que receberam o evangelho e que professam sujeitar-se a ele devem viver de acordo com esse evangelho. Se não o fizerem, são consideradas pessoas desregradas.

 

  1. Em particular. Havia entre eles algumas pessoas ociosas e que faziam coisas vãs (2Ts 3.11). O apóstolo foi informado a esse respeito de fontes tão seguras que tinha razão suficiente para dar ordens e orientações com relação a essas pessoas, como deveriam se comportar, e como a igreja deveria agir em relação a eles. (1) Havia algumas pessoas no meio deles que eram ociosas, não trabalhando, ou fazendo coisa alguma. Não parece que eram glutões ou beberrões, mas ociosos, e, portanto, pessoas desregradas” (HENRY, Matthew. Comentário Bíblico Novo Testamento. 2ª Edição. Atos a Apocalipse. RJ: CPAD, 2010. p.680).

 

 

 

 

 

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD

JOVENS

2º Trimestre de 2018

Título: A Igreja do Arrebatamento — O padrão dos Tessalonicenses para estes últimos dias.

Lição 13: Conselhos para a vida

ata: 24 de Junho de 2018

TEXTO DO DIA

“Fiel é o que vos chama, o qual também o fará” (1Ts 5.24).

 

SÍNTESE

 

 

O Senhor tem feito coisas grandes e tremendas em nosso favor.

 

 

 

AGENDA DE LEITURA

 

 

SEGUNDA — 2Co 1.12

 

Vivendo na graça de Deus

 

 

 

 

 

 

TERÇA — Sl 119.9

 

A Palavra como bússola da vida

 

 

 

 

 

 

QUARTA — Ne 8.10

 

A nossa força vem da alegria que Deus nos concede

 

 

 

 

 

 

QUINTA — Tt 3.5

 

Salvos pelas ricas misericórdias

 

 

 

 

 

 

SEXTA — 1Co 15.58

 

Tudo o que fazemos para o Senhor é útil

 

 

 

 

 

 

SÁBADO — 1Ts 5.26

 

Não pode faltar carinho e afeto

 

 

 

OBJETIVOS

 

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

 

PENSAR a respeito das maravilhosas obras que Deus faz por nós;

REFLETIR a respeito do que devemos fazer por nossos irmãos;

MOSTRAR como deve ser a relação entre líderes e liderados.

 

 

INTERAÇÃO

 

 

Esta foi uma maravilhosa jornada de três meses onde, mais uma vez debruçamo-nos sobre a Palavra de Deus. A experiência de compartilhar com você, querido educador, ideias, estratégias e conhecimento, foi algo especial da parte do Senhor. Espero, sinceramente, que sua vida como educador possa ter sido tão edificada neste trimestre quanto a minha como comentarista. Desejo ainda louvar a Deus por educadores como você que, por se dedicarem de maneira tão comprometida ao ministério com jovens, faz com que uma lição como esta tenha sentido e significado para centenas de milhares de rapazes e moças.

 

Se durante este trimestre tudo não ocorreu da maneira que você planejou não se frustre, o fim de um trimestre é a oportunidade de recomeçar, reavaliar e renovar as esperanças. Um grande abraço.

 

 

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

 

A finalização de um trimestre deve ser um momento de comemoração, de confraternização e de agradecimento. Uma das formas de coordenar momentos assim é, após a ministração da aula, conceder a palavra a cada educando para que eles expressem suas impressões sobre o trimestre, ou montar uma apresentação com fotos que representem o sentimento de alegria e unidade de todos os que participam de sua classe. Por fim, você educador, declare toda sua gratidão pela vida de cada educando, por cada momento juntos, por todo o processo de ensino-aprendizado, reconhecendo publicamente que tudo é resultado da poderosa obra de Deus entre nós.

 

 

 

TEXTO BÍBLICO

 

 

1 Tessalonicenses 5.23-28; 2 Tessalonicenses 3.16-18.

 

 

 

1 Tessalonicenses 5

 

23 — E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.

 

24 — Fiel é o que vos chama, o qual também o fará.

 

25 — Irmãos, orai por nós.

 

26 — Saudai a todos os irmãos com ósculo santo.

 

27 — Pelo Senhor vos conjuro que esta epístola seja lida a todos os santos irmãos.

 

28 — A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja convosco. Amém.

 

 

 

2 Tessalonicenses 3

 

16 — Ora, o mesmo Senhor da paz vos dê sempre paz de toda a maneira. O Senhor seja com todos vós.

 

17 — Saudação da minha própria mão, de mim, Paulo, que é o sinal em todas as epístolas; assim escrevo.

 

18 — A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos vós. Amém!

 

 

 

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

 

 

INTRODUÇÃO

 

 

 

Paulo dedica a parte final das Epístolas aos Tessalonicenses para o cuidado pastoral com aquela comunidade local. Lembremo-nos que o apóstolo não era um simples pregador itinerante, que casualmente passou por aquela região; ele reconhecia-se como líder daqueles irmãos, responsável pelo bom desenvolvimento espiritual daquele grupo.

 

É por isso que suas palavras finais transbordam de ternura, carinho e atenção. Não há uma tônica de reprovação, não se percebe ao final das epístolas frustração pastoral.

 

 

 

  1. O DEUS QUE FAZ O EXTRAORDINÁRIO POR NÓS

 

 

 

  1. Torna-nos santos (1Ts 5.23). Não há nenhuma parte de nosso ser que Deus não deseje tratar e restaurar. Tudo o que há em nós: espírito, alma e corpo, a maneira com que foram maculados pelo pecado através da Queda de Adão, está em processo de restabelecimento por meio da obra redentora de Cristo. Como o texto deixa muito claro, a obra da salvação é uma realização exclusiva de Deus. Todavia, a manutenção deste estado em nossas vidas passa pela opção de romper com o mundo de pecado e aproximar-se diariamente de Cristo. Como um jovem pode, nesses dias tão difíceis, permanecer santo diante do Senhor? Somente por meio de uma vida centrada na Palavra de Deus (Sl 119.9). Essa então deve ser uma vida de renúncia aos prazeres do mundo, apego ao amor incondicional a Deus, e esforço contínuo em seguir o projeto do Pai para nossas vidas.

 

  1. Dá-nos abundantemente sua graça. Muito mais do que um simples chavão religioso, “a graça seja convosco” (1Ts 5.28), é uma oração contínua de Paulo não apenas pelos cristãos em Tessalônica, mas por todos aqueles com quem ele conviveu ministerialmente. Se bem pensarmos, do que mais necessitamos senão, prioritariamente, da graça (2Co 12.9)? A suficiência de Cristo em nossa vida passa pela compreensão da revelação da graça dEle em nossa história (2Co 1.12). Diante de tudo o que o Senhor tem feito por nós, fica difícil compreendermos a manifestação do Pai em nossa vida mediante a sua graça. Lembremo-nos, já fomos libertos do pecado para vivermos por meio do milagre restaurador da graça (Rm 6.14).

 

  1. Permanece para sempre convosco (2Ts 3.16). Tudo o que realizamos prospera quando seguimos pacientemente as orientações do Eterno para nossa vida (Sl 1.3). Não há qualquer dúvida sobre o segredo da força que cotidianamente manifestamos na luta contra a maldade; ela vem da alegria que o Senhor transmite ao nosso coração (Ne 8.10). A promessa de Jesus antes de voltar ressuscitado ao Pai foi que estaria conosco, todos os dias, até o cumprimento literal da vontade de Deus sobre todas as coisas (Mt 28.20). Este é mais um desses poderosos milagres que o Senhor realiza em nosso favor: apesar de frágeis pecadores, Ele nos ama incondicionalmente. É claro que o amor de Deus tem como fundamento, não algum tipo de bondade que exale de nós, mas as ricas misericórdias do Criador (Tt 3.5). Que bênção sobrenatural, o Deus Todo-Poderoso que se alegra em andar conosco, necessitados pecadores.

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

A obra que o Senhor deseja realizar em nós não implica em uma mudança e transformação de apenas algumas áreas em detrimento de outras. O desejo de Deus é que todo o nosso ser — espírito, alma e corpo — sejam libertos da escravidão do pecado e reposicionados para uma vida só para Deus.

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

A misericórdia de Deus liberada sobre nossa vida não é uma autorização para pecarmos deliberadamente. Que a iniquidade seja sempre um erro, uma queda, em nossa história, nunca um desejo obstinado que se instale em nosso ser.

 

 

 

 

 

 

  1. O QUE NÓS DEVEMOS FAZER PELOS IRMÃOS?

 

 

 

  1. Orar uns pelos outros (1Ts 5.25). Paulo termina suas epístolas aos tessalonicenses não apenas anunciando o que Deus faz continuamente por nós, mas também aquilo que obstinadamente devemos fazer por nossos irmãos. Em primeiro lugar, devemos manter uma vida de oração dedicada aos outros. Às vezes, parece que oramos tanto apenas por nossas causas e desejos, que nos esquecemos que uma parte da cura que Deus deseja trazer aos nossos corações passa por uma vida de oração coletiva, intercessão, de clamor comunitário (Tg 5.16). Chega de falar uns dos outros, reclamar uns dos outros; é hora de verdadeiramente dedicarmo-nos a uma experiência de oração viva, segundo a qual sejamos testemunhas oculares das transformações de Deus — as quais sempre serão muito maiores em nós, e nosso ser, do que nos outros. Quando oramos com quebrantamento, somos sempre os primeiros a experimentar as mudanças em nós mesmos.

 

  1. Colaborar para a construção de um ambiente de acolhimento e amor. O texto de 1 Tessalonicenses 5.26, registra um elemento cultural das sociedades do oriente que, para muitos de nós ocidentais contemporâneos (cheios de noções comportamentais bem diferentes), soa no mínimo estranho. Na verdade, podemos compreender este texto de duas maneiras muito simples: a primeira seria o entendimento de que o beijo era uma tradição cultural disseminada naquele meio, e que Paulo fez menção da mesma. A outra opção é interpretar as palavras paulinas apenas como uma despedida educada, assim como em nossos dias, após uma boa conversa com um amigos despedimos dizendo: “Um beijo para todo mundo”. Independente da opção interpretativa, ambas levam a uma conclusão: É nosso dever ser acolhedores e fraternos, nunca competitivos e brigões.

 

  1. Fazer notórias as verdades de Deus (1Ts 5.27; 2Ts 3.17). O desejo do apóstolo era que todas as pessoas tivessem acesso às informações, ensinos e orientações que estavam naquelas epístolas. Os textos eram públicos e deveriam ser lidos em coletividade, pois a finalidade era a edificação comunitária. Nosso papel é este, à semelhança de Paulo, tornar as profundas verdades do Reino o mais simples possível. Se tivermos a oportunidade de estudar mais um pouco (e isto é típico desta geração de jovens) não devemos fazer disso um instrumento de exaltação, mas um dom para serviço na causa do Mestre. Fujamos das intermináveis querelas pseudoteológicas, que no mais das vezes apenas envenenam a alma tanto de quem as debate quanto de quem as escuta (Tt 3.9). Concentremo-nos em anunciar as riquezas e maravilhas do Evangelho.

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

A maldade de nossa sociedade tem prejudicado nossas relações interpessoais, inclusive dentro da Igreja. É necessário que nossa mente seja restaurada à imagem de Cristo, para que possamos pensar diferente, de maneira mais pura e tenhamos relacionamentos mais saudáveis.

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

Na maioria das vezes, quando oramos por outros, especialmente quando estamos em situações de conflito, somos tendenciosos a orar clamando por mudança na vida dos outros, mas e se o propósito de Deus em toda essa situação for transformar algo em nós?

 

 

 

 

 

 

III. COMO SEU LÍDER SE DESPEDIRÁ DE VOCÊ?

 

 

 

  1. Agradecendo a Deus pelo fim de um período turbulento? A despedida de Paulo dos tessalonicenses como vimos acima, foi carinhosa e cheia de votos de felicidade. Alguns líderes não veem a hora do ano, do trimestre, do congresso terminar para depois entregarem seus cargos, pois infelizmente os liderados não cooperam, e ainda fazem muitas críticas. Que tipo de liderado é você? Cooperador ou maledicente? Você teria coragem de liderar o ministério de jovens, o conjunto musical, a classe da Escola Dominical de sua igreja? Se você fosse um líder você desejaria um grupo de liderados exatamente como você é hoje? Estas perguntas não devem ser respondidas em público, elas são na verdade um convite a reflexão interior, pessoal, individual. Façamos apenas mais uma pergunta: e se Paulo fosse o líder do grupo no qual você está envolvido, como ele se despediria?

 

  1. Exausto emocional e espiritualmente? O índice de líderes adoecidos nas comunidades locais é altíssimo. Estafa, estresse, ansiedade, estas são algumas das mazelas que dedicados servos de Deus têm adquirido em virtude da sobrecarga de trabalho a que se submetem. O que você tem feito para auxiliar seu líder? De que maneira sua participação como liderado tem sido uma bênção para quem lidera? Todos podem ser melhores, mas você também não!? Seu líder é daqueles que “carregam o piano” sozinho e ainda tem que escutar comentários como: “Não ficou bom!”, “Qualquer um faria melhor!”, “Coisa de amador!”? Auxilie seus líderes, pois aquilo que fazemos para o Reino de Deus tem um valor eterno. Líderes também precisam de amigos e apoiadores, pois ninguém consegue fazer a obra de Deus sozinho.

 

  1. Em lágrimas de gratidão por tudo aquilo que você tornou-se. Que os nossos sentimentos, sejam semelhantes aos de Paulo: haja gratidão e alegria (Rm 16.6,12; 1Co 16.10; Fp 4.3). Para tanto reconheçamos que nosso trabalho nunca é inútil ou insignificante quando o fazemos para a glória do Senhor (1Co 15.58). A verdadeira alegria de um líder, não é pelas coisas que faz, mas pelo legado que deixa na vida das pessoas. O testemunho de acompanhar pessoas feridas na alma e desacreditadas da fé, e vê-las restauradas e louvando a Deus é algo fantástico. Quanto vale o preço de uma vida restaurada pelo poder de Deus? Quanto se pode pagar por um sonho ministerial que se torna realidade? O que se pode dar em troca da vida de um jovem alicerçada na presença do Criador? Em todos os casos a resposta é a mesma; NADA! Cristo seja sempre tudo em nós.

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

O trabalho na igreja local é muito árduo, e na maioria das vezes sem nenhum tipo de reconhecimento. Não sejamos do grupo dos que criticam e nada fazem. Coloquemo-nos como aqueles que estão dispostos, sempre, a fazer o melhor para o Reino dos Céus. Trabalhemos não para os homens, mas para o Deus que nos vocacionou.

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

Que sejamos abençoadores do Reino de Deus; ativos servos, conscientes de nossa vocação para o serviço do Mestre. Abandonemos a imaturidade cristã e que o nosso coração seja alinhado com o coração do Pai.

 

 

 

 

 

 

CONCLUSÃO

 

 

 

O melhor jeito de despedir-se de um grupo é deixando muita vontade de não ir embora. Líderes e liderados precisam reconhecer seus papéis no Reino dos Céus e trabalhar, cotidianamente, para que cada um cumpra suas responsabilidades e acreditemos que o Senhor é que fará por nós aquilo que somos incapazes de realizar. Que nossas despedidas sejam sempre alegres, e cheias de boas recordações. Façamos algo pelo Reino.

 

 

 

ESTANTE DO PROFESSOR

 

 

ELDREDGE, John. A Santidade que Liberta: Aprendendo com Jesus a viver em integridade. 1ª Edição. RJ: CPAD.

 

 

 

HORA DA REVISÃO

 

 

  1. A partir de seus conhecimentos adquiridos durante todo este trimestre, comente um pouco a respeito do relacionamento de Paulo com a igreja em Tessalônica.

 

Resposta pessoal.

 

 

 

  1. O que significa ter o corpo, alma e espírito santificados?

 

É viver inteiramente para a glória de Deus, em todo o âmbito da vida.

 

 

 

  1. O que nós, enquanto igreja local, podemos fazer para tornar nossa vida em comunidade melhor?

 

Resposta pessoal.

 

 

 

  1. De que modo você, hoje, pode ajudar as lideranças de sua igreja local?

 

Resposta pessoal.

 

 

 

  1. No que você se imagina trabalhando na obra de Deus, a curto, médio e longo prazo?

 

Resposta pessoal.

 

 

 

SUBSÍDIO

 

 

“As Petições e Bênçãos de Paulo (5.25-28)

 

Não é incomum para Paulo pedir oração por si ou por seus companheiros (Rm 15.30-32; 2Co 1.11; Ef 6.19,20; 2Ts 3.1). Esse não é um pedido superficial; o apóstolo conhece o poder da oração e o valor de mencionar os companheiros cristãos no aspecto de uma parceria ministerial. É uma honra alguém lhe pedir oração, porque esta atitude demonstra confiança em sua pessoa. Paulo orou muito por esses crentes e continuava a fazê-lo; porém admitia a necessidade de ter outros crentes que o apoiassem. Paulo era sempre grato pelo apoio recebido, quer se tratasse de oração, ajuda financeira, ou voluntária. O pedido de oração ‘formou um vínculo de intercessão mútua’ com os cristãos tessalonicenses. O pedido de Paulo faz parte de sua intenção de promover a solidariedade e a união entre os crentes: ‘saudai a todos os irmãos com ósculo santo’ (v.26; cf. Rm 16.16; 1Co 16.20; 2Co 13.12). A cultura dita os costumes nessas práticas casuais; portanto seriamos negligentes se acusássemos uma igreja de ser antibíblica por não ter o costume do ‘ósculo santo’” (ARRINGTON, French. L. e STRONSTAD, Roger (Ed.). Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004. p.1407).