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Lições biblica CPAD jovens a familia 2 trim 2016
Lições biblica CPAD jovens a familia 2 trim 2016

                LIÇÕES BIBLICA CPAD JOVENS 2 TRIM-2016                                                      

                                        LISTA DE ASSUNTOS 

 

Lição 1 -A Instituição da família 

Lição 2 - O primeiro problema enfrentado em família 

Lição 3 - As diferentes mudanças sociais da família 

Lição 4 - Preparando-se para construir uma família 

Lição 5 - Deixando pai e mãe 

Lição 6 - O papel do marido na família 

Lição 7 - O papel da esposa na família 

Lição 8 - A comunicação na família 

Lição 9 - Conflitos familiares 

Lição 10 - Quando a divisão se instala na família 

Lição 11 - A família segundo o coração de Deus 

Lição 12 - A família de Jesus 

Lição 13 - A Família no Século XXI 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens  2º Trimestre de 2016

Título: Eu e minha casa — Orientações da Palavra de Deus para a família do Século XXI

Comentarista: Reynaldo Odilo

Lição 2: O primeiro problema enfrentado em família

Data: 10 de Abril de 2016

 

TEXTO DO DIA

“Porque, onde há inveja e espírito faccioso, aí há perturbação e toda obra perversa” (Tg 3.16).

 

SÍNTESE 

A inveja transtorna qualquer ambiente, mas Deus, pela sua Palavra e pelo seu Espírito, transforma maldição em bênção.

 

AGENDA DE LEITURA 

SEGUNDA — Gn 4.6

Deus questiona a ira entre irmãos 

TERÇA — Gn 38.8-10

Deus não aprova a falta de solidariedade entre irmãos

QUARTA — Gn 37.28; At 7.9

Deus abençoa o injustiçado entre os irmãos 

QUINTA — 1Sm 16.11,13

Deus exalta aquele que serve aos irmãos 

SEXTA — Mc 13.12

Jesus adverte sobre o aumento da hostilidade entre a família 

SÁBADO — Jo 7.8-10

Jesus evitou conflito com seus irmãos

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

APRENDER a respeito da responsabilidade de cuidar de nossos irmãos, tanto na família como na igreja;

CONTRIBUIR para que os inevitáveis conflitos familiares não transformem a família, campo de treinamento de Deus, em campo de batalha da carne;

MOSTRAR que a inveja é pecado e o antídoto para combatê-la é o ensino das Escrituras.

 

INTERAÇÃO 

Professor, sabemos, não são raras, as classes de Escola Dominical funcionarem em quartinhos apertados, cozinhas de igreja, gabinetes de pastores, e outros lugares inusitados. Mais comum ainda são várias classes funcionando, ao mesmo tempo, em um mesmo ambiente (dentro dos templos), o que gera ruídos, interferências, dispersão, etc. Contudo, querido docente, é possível fazer um excelente trabalho na Escola Dominical, mesmo que nem todas as condições sejam favoráveis. Não é demais lembrar que a primeira reunião da Escola Dominical no Brasil aconteceu na cozinha do casal Kalley. Portanto, esteja certo de que Deus o ajudará a vencer quaisquer dificuldades.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA 

Estimado professor, é de extrema importância o interesse do aluno pelo assunto a ser estudado, por isso, desperte a atenção dele já no início da aula. Sendo assim, na classe de jovens as discussões devem ser uma constante, não sendo aconselhável apenas o professor falar e expor suas ideias.

Hoje, trataremos de um assunto muito conhecido de todos: a inveja, o único pecado envergonhado, como dizia o médico espanhol Ramón Cajal, ganhador do Prêmio Nobel de medicina em 1906: “A inveja é tão vergonhosa que ninguém se atreve a confessá-la”. Indague seus alunos sobre o tema, se conhecem alguém invejoso, se já tiveram tal sentimento em relação ao próximo, quais são as suas consequências, etc. Não se esqueça de ressaltar que essa obra da carne é um grave pecado, o qual deve ser combatido fortemente.

 

TEXTO BÍBLICO 

Gênesis 4.1-10. 

1 — E conheceu Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu, e teve a Caim, e disse: Alcancei do Senhor um varão.

2 — E teve mais a seu irmão Abel; e Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra.

3 — E aconteceu, ao cabo de dias, que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao Senhor.

4 — E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas e da sua gordura; e atentou o Senhor para Abel e para a sua oferta.

5 — Mas para Caim e para a sua oferta não atentou. E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o seu semblante.

6 — E o Senhor disse a Caim: Por que te iraste? E por que descaiu o teu semblante?

7 — Se bem fizeres, não haverá aceitação para ti? E, se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e para ti será o seu desejo, e sobre ele dominarás.

8 — E falou Caim com o seu irmão Abel; e sucedeu que, estando eles no campo, se levantou Caim contra o seu irmão Abel e o matou.

9 — E disse o Senhor a Caim: Onde está Abel, teu irmão? E ele disse: Não sei; sou eu guardador do meu irmão?

10 — E disse Deus: Que fizeste? A voz do sangue do teu irmão clama a mim desde a terra.

 

COMENTÁRIO DA LIÇÃO 

INTRODUÇÃO 

Desejar os bens alheios é cobiça, mas ficar enfurecido pelo sucesso do próximo é inveja, um ato claramente indigno, desprezível, que traz perturbação (Tg 3.16). Alguém pode mentir por uma causa nobre (como salvar uma vítima de sequestro), ou orgulhar-se alegando amor próprio, mas isso nunca acontece em relação a essa obra da carne, porquanto a inveja sempre traz consigo desonra, como dizia o médico espanhol Ramón Cajal, ganhador do Prêmio Nobel de medicina em 1906: “A inveja é tão vergonhosa que ninguém se atreve a confessá-la”. É uma queda, uma fraqueza, um desvario, presente apenas na espécie humana. Aconteceu com Caim, representação do velho homem, da natureza humana decaída que pode comprometer severamente uma família. É preciso, pois, mortificar este sentimento abominável, com o objetivo de manter a harmonia nos lares!

 

  1. CAIM E ABEL
  2. O começo de tudo. Conflito entre irmãos é uma constante na Bíblia. Começou com Caim e Abel. Vamos ao caso deles. Naquela sociedade primitiva, Adão e Eva tiveram dois filhos. Cada um deles buscou o sucesso do seu próprio modo. Caim seguiu a profissão do pai (Gn 2.15). Era lavrador (Gn 4.2). Sabe-se que trabalhar na agricultura exige muito esforço. É necessário preparar a terra, lançar a semente, regar, proteger das pragas, manter limpo o terreno em redor da plantinha, saber o momento da colheita e fazê-lo tempestivamente, armazenando a colheita em local adequado. Era, portanto, muito trabalhador. Abel, porém, desenvolveu-se como pastor de ovelhas (Gn 4.2). O esforço dele consistia basicamente em levar os bichos para pastar e mantê-los protegidos. Assim, ambos trabalhavam muito, porém não é possível avaliar qual dos dois tinha mais sucesso na vida. Afinal, não se podem comparar resultados de trabalhos com objetivos distintos; os dois desenvolveram bem suas atribuições. A Bíblia não relata nenhum conflito nessa época. Pode-se arriscar até dizer que eles eram unidos. Ao que tudo indica, o sucesso de um não incomodava o outro. Não havia, em tese, competição entre eles. Nem inveja, que só ocorre entre iguais. Esse é o retrato de muitas famílias. Enquanto não há concorrência, não há conflito. A vida desenvolvia-se aparentemente de modo normal quando, de repente, tudo mudou. Em um momento, Abel foi honrado por Deus e Caim não. Um se destacou em relação ao outro. Eis aí o ponto importante da presente história.
  3. Irmãos em conflito. Um dia, a primeira criança nascida e amada neste mundo, sobre a qual os pais certamente depositavam grande expectativa (talvez acreditando ser ele aquele que feriria a cabeça da serpente — Gn 3.15; 4.1), trouxe, do fruto do seu suor, uma oferta para Deus. É possível que, em seu coração maligno (1Jo 3.12), Caim tivesse arrazoado que aquele seria o momento de sua coroação, de sua exaltação, de sua confirmação como o herdeiro da promessa de Gênesis 3.15. Entretanto, para surpresa geral, Deus somente aceitou o sacrifício de seu irmão. As palavras bíblicas são contundentes sobre a sua reação: “Mas para Caim e para a sua oferta não atentou. E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o seu semblante” (Gn 4.5). Isso demonstra que o primogênito, antes da resposta do Altíssimo, estava bem, com feições simpáticas, quem sabe até alegre; afinal, o resultado de muito tempo de trabalho árduo era oferecido gratuitamente ao Senhor. O que a oferta do caçula (que se esforçara, em tese, menos que ele) tinha de melhor? Foi uma grande decepção. A ira contra o Criador transformou-se rapidamente em inveja contra seu irmão. Agora, Abel era um competidor, um concorrente. Um obstáculo ao seu sucesso. Sem demora, aquele que se sentia injustiçado armou um plano para destruir o oponente.
  4. A chama da misericórdia divina. No momento em que a ira (hb. hārād) de Caim se acendeu (o termo hebraico usado denota estar irado com muito ardor), Deus apiedou-se dele. Está escrito: “E o SENHOR disse a Caim: Por que te iraste? E por que descaiu o teu semblante? Se bem fizeres, não haverá aceitação para ti? E, se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e para ti será o seu desejo, e sobre ele dominarás” (Gn 4.6,7). Deus estava dizendo que a porta da reconciliação estava aberta. O Senhor não o estava tratando com a rigidez de um juiz, mas com o carinho de um Pai. — Não erre. Pare. Volte para mim. O mesmo conselho do Espírito Santo foi repetido no Novo Testamento. Está escrito: “Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira. Não deis lugar ao diabo” (Ef 4.26,27). Porém foi exatamente o que Caim fez: irou-se contra Deus, deu lugar ao Diabo, mentiu ao chamar Abel ao campo e ali matou seu irmão. Quantos cristãos desprezam a voz de Deus e seguem os sentimentos do seu coração (Mc 7.21-23)? A chama da misericórdia divina estava acesa, mas o ardor da inveja do primogênito de Adão foi mais forte.
  5. O primeiro fratricídio. Caim convidou seu irmão para ir ao campo e ali o matou (Gn 4.8). Aquele campo, quantas vezes, fora palco de brincadeiras entre os irmãos? Certamente algumas vezes Abel ajudou seu irmão a trazer para casa alguma verdura ou fruta daquele lugar, bem como é possível que Caim tenha ajudado Abel com as ovelhas que por ali pastavam. O campo, naquele dia, foi uma emboscada. Não era mais a campina da amizade, do companheirismo, mas, agora, da morte. Interessante que Deus, depois do fratricídio, perguntou ao fraticida sobre o paradeiro da vítima, tendo ele oferecido uma das respostas mais descabidas e ímpias de todos os tempos: — “Não sei; sou eu guardador de meu irmão?” (Gn 4.9). Impressionante! O lavrador primitivo não percebeu que sua missão era ser guardador de seu irmão! Deus colocou o dedo na ferida. Caberia a um irmão cuidar do outro. Essa era a regra para eles e também para você e seus irmãos, em sua família e na Igreja!

Pense! 

Por qual motivo Deus perguntou a Caim por Abel, se o Senhor sabia de tudo que estava acontecendo? 

Ponto Importante 

Deus espera que cada pessoa seja guardadora de seus irmãos. Essa era a maior obrigação de Caim, mas ele não a cumpriu e foi severamente punido. E nós? 

  1. RIVALIDADES ENTRE IRMÃOS
  2. Um problema histórico. A rivalidade entre irmãos é um problema familiar histórico. Os casos são abundantes na Bíblia. Ismael perseguia a Isaque (Gl 4.29), Esaú e Jacó eram rivais desde o ventre (Gn 25.22,23), os irmãos de José tinham inveja dele (Gn 37.11), Miriã e Arão cobiçaram a posição de Moisés (Nm 12.1,2), os irmãos de Davi o desprezavam (1Sm 16.11; 17.28), dentre muitos outros casos. Assim, todas as famílias, independentemente da época em que viveram, são capazes de criar grandes zonas de conflitos entre irmãos. Cabe, porém, aos membros das famílias buscarem ao Senhor, para que haja controle sobre os impulsos da carne. Paulo roga que guardemos a unidade do Espírito pelo vínculo da paz (Ef 4.1,3). Essa regra serve tanto para a igreja como para a família.
  3. Um problema importante. Todo problema vivido dentro da família é relevante, pois quebra a unidade no lugar em que as pessoas têm a obrigação de se amarem. “Amem-se ou pereçam”, dizia certo poeta americano. Ademais, está escrito: “Mas, se alguém não tem cuidado dos seus e principalmente dos da sua família, negou a fé e é pior do que o infiel” (1Tm 5.8).
  4. Um problema inevitável. Por outro lado, os problemas familiares são inevitáveis. Sempre existirão conflitos. Cedo ou tarde. Pequenos ou grandes. Com todos ou só com alguns. Isso faz parte da natureza humana decaída. Até na família terrena do Filho de Deus houve conflitos. Assim, não existem famílias sem problemas, mas há como os membros permanecerem sempre unidos (Pv 24.3,4). Não se pode permitir que o campo de treinamento de Deus (a família) se transforme no campo de batalha da carne. O Senhor pode estabelecer uma paz inefável e duradoura (Jo 14.27).

 

Pense! 

Como vencer os maus pensamentos que insuflam inveja em nossos corações, como os que sobrevieram ao primogênito de Adão? 

Ponto Importante 

Somente dando ouvidos à voz de Deus, é possível resistir à tentação. Caim preferiu destruir seu irmão a mudar sua conduta. Ele servia ao maligno. 

 

III. VENCENDO O INIMIGO 

  1. O pecado envergonhado. Caim teve inveja de Abel e, por isso, o matou, pois essa obra da carne é um pecado que incute o desejo de não querer a felicidade do outro. Ela danifica profundamente as estruturas relacionais, pois é a podridão dos ossos (Pv 14.30). Isso, porém, frequentemente acontece nas famílias, o que torna a convivência muito difícil (Pv 27.4). Quando Caim cedeu à inveja, “descaiu-lhe o seu semblante” (Gn 4.5), e por fim cometeu o fratricídio. O primogênito de Adão sabia que não conseguiria a aprovação de Deus com o seu ato. Isso não era importante para ele, pois queria apenas que Abel fosse aniquilado!
  2. Triunfo familiar. Deus sabia dos abundantes problemas familiares. Então o Senhor estabeleceu uma ordem muito clara aos judeus (Dt 11.19-21). O Manual do Fabricante, a Bíblia Sagrada, deixou prescrito um antídoto para que os problemas familiares não se tornem uma doença fatal na família, como aconteceu no caso de Caim e Abel: o ensino da Palavra a tempo e fora de tempo (2Tm 4.1,2).

 

Pense! 

Somente o ensino da Palavra de Deus na família é suficiente para debelar toda a maquinação invejosa ou faz-se preciso um acompanhamento psicológico também? 

Ponto Importante 

Através do ensino da Bíblia Sagrada, conhecemos quem é Deus e quem somos nós, o que é um excelente antídoto para a inveja, uma doença da alma. 

 

CONCLUSÃO 

Na vida em família é preciso ter cuidado. Repentinamente, como se deu no episódio estudado, o velho homem pode surgir poderosamente contra a vontade de Deus. Até o cristão mais espiritual pode ser tentado e cair, cometendo um pecado horrível. Não há inatingíveis. Todos os humanos são fracos, por isso carecem da graça do Senhor, que falou: “E as coisas que vos digo digo-as a todos: Vigiai” (Mc 13.37). 

 

HORA DA REVISÃO 

  1. Segundo a lição, qual a diferença entre cobiça e inveja?

Cobiça: querer o que o outro tem. Inveja: ficar enfurecido pelo sucesso alheio. 

  1. Qual era a missão dada por Deus a Caim em relação a Abel?

Ser guardador de seu irmão (Gn 4.9). 

  1. Segundo a lição, qual o único pecado “envergonhado”?

A inveja. 

  1. Segundo a lição, cite um antídoto deixado por Deus para que os problemas não se tornem uma doença fatal para a família.

O ensino da Palavra de Deus. 

  1. Em qual passagem da Bíblia Jesus manda que todos vigiemos?

Marcos 13.37. 

 

SUBSÍDIO I 

“Vamos enfrentar os fatos — a ideia de ser o número um, de ter poder, sucesso, dinheiro e prestígio, é muito sedutora.

Essa ideia tem sido o ‘coração’ do mal desde que Lúcifer comparou o que possuía com o que Deus tinha. Ele sentiu-se roubado na parte que recebeu.

A inveja também obscureceu a mente de Caim, afastando-o da verdade. Como resultado, o sangue de seu irmão Abel correu sobre a terra amaldiçoada e a história se alterou tragicamente. Os temas ciúme, inveja e cobiça percorrem os séculos.

Os irmãos de José tiveram inveja do favor de seu pai Jacó, e cobiçavam o papel de filho favorito. Certo ou errado, Jacó escolheu José para um lugar especial na família. Deus, por sua presciência, deu sonhos a José, que estava sendo preparado, sem saber, para sofrimentos e triunfos futuros.

A inveja é geralmente baseada no temor — medo de perder algo. A inveja é sempre uma emoção egoísta.

Deus deu sonhos a José, e então seus irmãos perderam o prestigio. Quando Jacó presenteou José com uma túnica multicolorida, o orgulho e a auto-estima dos irmãos foram feridos, produzindo a necessidade de retaliação.

Muitos dos nossos problemas são resultado direto de um coração invejoso. Devemos nos observar cuidadosamente” (DORTH, Richard W. Orgulho Fatal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 1996, pp.68,69,75).

 

SUBSÍDIO II 

“O Assassinato de um Irmão Crédulo (Gn 4.1-16)

Na estrutura geral, esta história é muito semelhante à anterior. Tem um cenário (Gn 4.1-5), um ato de violação (4.8), uma cena de julgamento (4.9-15) e a execução da sentença (4.16).

A história dos primeiros dois rapazes nascidos a Adão e Eva (1) realça as repercussões do pecado dentro da unidade familiar. Os rapazes, Caim e Abel (2), tinham temperamentos notavelmente opostos. Caim gostava de trabalhar com plantas cultiváveis. Abel gostava de estar com animais vivos. Ambos tinham uma disposição de espírito religioso.

Os filhos de Adão levaram sacrifícios ao SENHOR (3) [...]

Caim não suportava que algum outro ficasse em primeiro lugar. A preferência do Senhor por Abel encheu Caim de raiva. Só Caim podia ser o ‘número um’.

O Senhor [...] abordou Caim e lhe deu um aviso. Deus não o condenou diretamente, mas [...] informou Caim que ele estava em real perigo. Em hebraico, a palavra aceitação (7) é, literalmente, ‘levantamento‘, e está em contraste com descaiu (6). Um olhar abatido não é companhia adequada de uma consciência pura ou de uma ação correta. O ímpeto das perguntas de Deus era levar Caim à introspecção e ao arrependimento” (Comentário Bíblico Beacon. Volume 1. RJ: CPAD, 2015, p.43).

 

 

 Lições Bíblicas CPAD

Jovens  2º Trimestre de 2016

Título: Eu e minha casa — Orientações da Palavra de Deus para a família do Século XXI

Comentarista: Reynaldo Odilo

Lição 4: Preparando-se para construir uma família

Data: 24 de Abril de 2016

 

 

 

TEXTO DO DIA 

“E pelo conhecimento se encherão as câmaras de todas as substâncias preciosas e deleitáveis” (Pv 24.4).

 

SÍNTESE 

Deus tem interesse em abençoar os jovens na construção de um novo lar, mas, para isso, todos devem se submeter ao plano divino.

 

AGENDA DE LEITURA 

SEGUNDA — Gn 24.2-4

Escolhendo o cônjuge no lugar certo 

TERÇA — Gn 26.34,35

Escolhendo o cônjuge no lugar errado 

QUARTA — Gn 29.9-11

Passeando no lugar certo

QUINTA — Gn 34.1

Passeando no lugar errado

SEXTA — Pv 18.22

Alcançando o favor de Deus 

SÁBADO — 2Co 6.14-18

Prendendo-se a um jugo desigual

 

OBJETIVOS 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

CONSCIENTIZAR-SE de que a construção de uma nova família, dentro do propósito de Deus, exige preparação;

ASSUMIR o compromisso de observar o padrão divino nas fases de namoro e noivado;

DEFINIR o casamento como uma bênção que deve ser almejada por todo e qualquer jovem.

 

INTERAÇÃO 

Professor, é necessário que haja um bom relacionamento entre os docentes da classe dos jovens. Porém, queremos chamar a atenção para a relação professor-aluno. É muitíssimo importante que você construa um vínculo afetivo e de confiança com aqueles que Deus lhe confiou pra ensinar e orientar. Evite aquele contato apenas semanal e extremamente superficial. Se eles confiarem em você, receberão de bom grado o seu ensino, seguirão suas orientações, ouvirão seus conselhos, etc. Por outro lado, a proximidade com eles proporcionará a você um melhor conhecimento sobre suas vidas, e isso é algo que todo professor de Escola Dominical deve buscar com afinco. Na próxima lição, falaremos mais sobre essa busca.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA 

Prezado docente, inicie a aula com a apresentação, pelos alunos, dos resultados da pesquisa solicitada na aula passada (sobre as estatísticas de casamento e divórcio no Brasil, bem como sobre curiosidades como o número de solteiros e o tempo médio de duração do casamento). Essa apresentação vai abrir a discussão sobre a aula de hoje, que vai tratar da preparação necessária à construção de uma nova família, debaixo da orientação divina. Reflita com os alunos, por alguns instantes, sobre as causas de tantos casamentos destruídos, muitas vezes em tão pouco tempo, e por que isso ocorre até mesmo entre cristãos. Conclua dizendo que, para existir um casamento abençoado e duradouro, é preciso observar o padrão divino desde a fase preparatória (namoro e noivado).

 

TEXTO BÍBLICO 

Gênesis 29.9-20. 

9 — Estando ele ainda falando com eles, veio Raquel com as ovelhas de seu pai; porque ela era pastora.

10 — E aconteceu que, vendo Jacó a Raquel, filha de Labão, irmão de sua mãe, e as ovelhas de Labão, irmão de sua mãe, chegou Jacó, e revolveu a pedra de sobre a boca do poço, e deu de beber às ovelhas de Labão, irmão de sua mãe.

11 — E Jacó beijou a Raquel, e levantou a sua voz, e chorou.

12 — E Jacó anunciou a Raquel que era irmão de seu pai e que era filho de Rebeca. Então, ela correu e o anunciou a seu pai.

13 — E aconteceu que, ouvindo Labão as novas de Jacó, filho de sua irmã, correu-lhe ao encontro, e abraçou-o, e beijou-o, e levou-o à sua casa. E contou ele a Labão todas estas coisas.

14 — Então, Labão disse-lhe: Verdadeiramente és tu o meu osso e a minha carne. E ficou com ele um mês inteiro.

15 — Depois, disse Labão a Jacó: Porque tu és meu irmão, hás de servir-me de graça? Declara-me qual será o teu salário.

16 — E Labão tinha duas filhas; o nome da mais velha era Leia, e o nome da menor, Raquel.

17 — Leia, porém, tinha olhos tenros, mas Raquel era de formoso semblante e formosa à vista.

18 — E Jacó amava a Raquel e disse: Sete anos te servirei por Raquel, tua filha menor.

19 — Então, disse Labão: Melhor é que eu ta dê do que a dê a outro varão; fica comigo.

20 — Assim, serviu Jacó sete anos por Raquel; e foram aos seus olhos como poucos dias, pelo muito que a amava.

 

COMENTÁRIO DA LIÇÃO 

INTRODUÇÃO 

O propósito de Deus na vida do seu povo, em regra, é que ninguém esteja só, não obstante alguns, por escolha própria ou determinação de Deus, não constituirão uma nova família, como foi o caso do profeta Jeremias (Jr 16.2). Vale dizer que, mesmo solteiro, é possível ser feliz [aliás, tudo leva a crer que o profeta Daniel (Dn 1.9), e o apóstolo Paulo (1Co 7.7,8), homens de grande envergadura espiritual, eram solteiros]. A felicidade de uma pessoa não se resume ao casamento. Não obstante, o casamento feito no Senhor é uma grande fonte de alegria (Ec 9.9). Para a construção de um lar sólido e feliz é indispensável uma boa preparação, o que envolve muitas coisas, mas serão citados, aqui, para fins didáticos, somente sete passos: esperar no Senhor, escolha certa, preparação intelectual (profissional), trabalho, namoro, noivado e casamento. Esses passos não estão elencados cronologicamente, mas todos eles devem ser dados.

 

  1. O CAMINHO DO AMOR
  2. Esperar com paciência. Adão foi criado por Deus e ficou sozinho no Éden, esperando nEle, não se sabe por quanto tempo. Isso não é tão ruim quanto parece, antes pelo contrário. O fato de se estar só traz benefícios circunstanciais para o jovem (Lm 3.26-28). Assim, foi excelente para Adão ter suportado o “jugo” da mocidade. Muitas vezes ele deve ter se sentado sozinho na relva verde, sem ninguém para conversar, quando tudo em volta era silêncio, e então pôde refletir sobre a vida e buscar a Deus. Sem Eva, por algum tempo, o primeiro homem colocou umas coisas importantes em ordem (por exemplo: deu nome aos animais e cuidou do jardim), bem como, certamente, compreendeu suas limitações emocionais, pois ficou frente a frente consigo mesmo e também com Deus, vindo a conhecer melhor o seu Criador.

Posteriormente o Todo-Poderoso disse não ser bom que o homem estivesse só e, em consequência, anestesiou a Adão (fê-lo dormir), e retirou uma costela do homem, preenchendo com carne o lugar e, em seguida, o presenteou com uma formosa mulher, celebrando na sequência o primeiro casamento.

  1. Fazendo a escolha certa. Quando, enfim, termina a espera, inicia-se a fase do deslumbramento. O primeiro olhar, aquele que chama a atenção e desestabiliza, é, em regra, inesquecível (o que não significa necessariamente amor à primeira vista). Foi o que aconteceu na vida do patriarca Jacó (Gn 29.10,11). Aquele que tinha esperado em Deus durante tanto tempo (diferentemente de seu irmão Esaú, que casara fora da vontade de Deus — Gn 26.34,35), teve enorme emoção ao se encontrar com sua amada. Mas por que ele chorou? Porque Jacó percebera que Raquel, mais que uma mulher bonita, era também a bênção há tanto tempo esperada. Ele percebeu que a ponte afetiva entre eles tinha sido construída por Deus. Não se tratava só de aparência física, mas, sobretudo, de providência divina. Jacó podia ver que Deus estava naquele negócio.
  2. A conquista. Depois do primeiro olhar, chegou o momento da conquista. A Bíblia não narra com detalhes todos os fatos. Entretanto deixa claro que Jacó esperou, ainda, um mês inteiro para agir (Gn 29.14-18). A estratégia, certamente, ele estava construindo em Deus. O Senhor criou uma circunstância, e Jacó a aproveitou, seguindo os costumes locais. Como deve acontecer ainda hoje, o relacionamento precisava ter a bênção do pai da moça. O esforço de Jacó em trabalhar sete anos por Raquel seria o preço para ter em seus braços aquela que ele tanto amava. Isso nos mostra que, mesmo Deus aprovando o relacionamento, não significa que será fácil o caminho até o casamento.

Pense!

 

Para encontrar o grande amor da vida é preciso que o jovem crie estratégias humanas de conquistas? 

Ponto Importante 

O Senhor é quem mais se interessa pela construção de um novo lar em sua presença. 

 

  1. NAMORO E NOIVADO
  2. Contextualização bíblica. a) Namoro. Em toda a história bíblica não se visualiza o namoro como etapa de algum relacionamento, pelo menos não como conhecemos atualmente, pois, normalmente os casamentos eram arranjados pelos próprios pais dos nubentes, alguns logo que os filhos nasciam, envolvendo, inclusive, pagamento pecuniário (dote) pela mão da noiva (Gn 34.10,11; Jz 14.2). Assim, não havia, em regra, esse contato prévio, haja vista que os pais desempenhavam esse importante papel no estabelecimento do novo lar. b) Noivado. Se por um lado na Bíblia não existe a palavra namoro, por outro as ocorrências da palavra noivado são abundantes, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, sendo este um compromisso muito sério, que inibia, inclusive, o homem de ir à guerra (Dt 20.7). Caso houvesse fornicação nesse período, o castigo seria o apedrejamento (Dt 22.22-29). Essa era a situação da qual Maria poderia ser acusada, ao ter concebido do Espírito Santo, e foi por isso que José intentou deixá-la secretamente (Mt 1.18,19).
  3. O namoro corresponde a uma importante fase do relacionamento humano, que deve ser marcado, sobretudo, por intimidade intelectual e emocional. Nada mais. Tudo que passar disso, foge do propósito de Deus. É aqui onde os jovens observam se existe verdadeiro amor no relacionamento, que, óbvio, precisa ser recíproco e igualmente forte. Vê-se, por exemplo, que Jacó, somente depois de trinta dias que havia conhecido Raquel, fez uma proposta de compromisso. Nesse período de “pré-namoro” Jacó estava analisando a sua pretendente, certamente procurando descobrir seus gostos pelas coisas, seus projetos, seus ideais de vida etc. Depois disso foi que ele teve coragem de “pedir a mão dela”. Seu “namoro” estava programado para durar sete anos, porém as coisas se complicaram muito (Gn 29.21-30).

Por outro lado, o noivado, fase do relacionamento humano tão relevante quanto o namoro, caracteriza-se por intimidade intelectual, emocional, mas também econômica. Nesse momento da vida dos nubentes, os preparativos para o casamento já ficam mais concretos. Começam os planejamentos para as compras essenciais do novo lar. A intimidade, nesse momento, não deve avançar além daquilo que é a vontade de Deus, para que não se percam as bênçãos decorrentes de um relacionamento centrado nEle (1Ts 4.3). Nada de intimidades físicas.

  

Pense! 

O namoro e o noivado são fases da vida que são decididas pelos próprios jovens, ou é o Senhor quem prepara esses encontros? 

 

Ponto Importante 

Os encontros significativos na vida do crente fiel são promovidos pelo Senhor (Pv 19.14), como aqueles que aconteceram entre Isaque e Receba, e Jacó e Raquel.

 

III. CASAMENTO 

  1. Depois de aguardar um tempo bastante longo, Jacó casou-se com Raquel (Gn 29.30). Ele soube aguardar a chegada do tempo de Deus. Agora, enfim, a intimidade física seria o ponto alto, pois eles se tornariam uma só carne.
  2. Meios de subsistência. O casamento pressupõe a existência de um caminho marcado pelo amor, que perpassa pelo namoro e noivado. Porém, antes de casar, os nubentes precisam garantir os meios de subsistência (trabalho) e, para tanto, necessitam de preparação intelectual. O emprego deve, sempre, anteceder ao casamento, pois ninguém deve casar e ser sustentado pelos pais. Deus, antes de fazer o casamento de Adão e Eva, deu ao marido uma “casa” (Gn 2.8) e um emprego (Gn 2.15). Ademais, está escrito: “Com a sabedoria se edifica a casa, e com a inteligência ela se firma; e pelo conhecimento se encherão as câmaras de todas as substâncias preciosas e deleitáveis” (Pv 24.3,4). Assim, a preparação intelectual fornece conhecimento (ciência), que propicia os meios para a subsistência material da família.
  3. Solteiro, mas feliz. Há alguns, como Jacó, que esperaram muito tempo, e Deus lhes providenciou um casamento. Outros, porém, igualmente fiéis ao Senhor, ficaram sem se casar, como foi o caso de Jeremias (Jr 16.2). Por que isso acontece? A resposta: soberania divina. Não devemos questionar os porquês dos propósitos divinos, mas, como servos, cabe-nos agradecer ao Senhor pelo dom da vida e pela sua presença conosco. Afinal, está escrito: “Canta alegremente, ó estéril que não deste à luz! Exulta de prazer com alegre canto e exclama, tu que não tiveste dores de parto! Porque mais são os filhos da solitária do que os filhos da casada, diz o Senhor” (Is 54.1).

  

Pense! 

O que o jovem cristão deve fazer para conseguir um emprego, com o objetivo de realizar o sonho do casamento e manter com dignidade seu lar?

 

Ponto Importante 

A preparação intelectual é indispensável para, quando chegar o tempo certo, o Senhor usar o conhecimento adquirido a fim de que, pelo trabalho, a casa se encha de bens (Pv 24.4). 

CONCLUSÃO

 

O jovem cristão deve entender o tempo de Deus para sua vida. Às vezes, tudo parece que não vai dar certo. Decepções amorosas, condições materiais desfavoráveis, incertezas etc., tudo fustiga o jovem que espera em Deus pelo seu novo lar. O ideal é seguir o conselho bíblico: “Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós” (1Pe 5.7). Um dia, ainda que demore, a promessa de Deus cumprir-se-á.

 

 

HORA DA REVISÃO

 

  1. Segundo a lição, como os namorados devem se relacionar?

Devem relacionar-se somente no campo intelectual e emocional.

 

  1. Segundo a lição, como os noivos devem se relacionar?

Intensa intimidade intelectual, emocional e social. 

  1. Mencione dois personagens bíblicos que esperaram em Deus pelo casamento.

Adão e Jacó. 

  1. Segundo a lição, para obter os meios de subsistência, antes do casamento, qual “passo” deve ser dado pelo jovem?

Preparação intelectual. 

  1. Qual profeta do Antigo Testamento que Deus determinou que não se casasse?

Jeremias.

 

SUBSÍDIO 

“Por causa da forte influência tribal e da unidade do clã na sociedade patriarcal, os pais consideravam seu dever e prerrogativa assegurar esposas para seus filhos (Gn 24.3; 38.6). Normalmente, a noiva em perspectiva, assim como o noivo, simplesmente concordava com os arranjos feitos de acordo com os interesses da família e da lealdade à tribo. [...] O casamento com mulheres estrangeiras era desaconselhado (Gn 24.3; 26.34,35; 27.46; 28.8) e mais tarde foi totalmente proibido (Êx 34.16; Dt 7.3; Ed 10.2,3,10,11) [...]. Casamentos mistos eram tolerados apenas no caso dos exilados (por exemplo, José, Gn 41.45; Moisés, Êx 2.21) e dos reis apenas por razões políticas.

Por outro lado, havia em Israel a oportunidade para casamentos baseados no namoro. O jovem podia declarar a sua preferência (Gn 34.4; Jz 14.2). [...] Na época do Antigo Testamento as mulheres não eram mantidas como reclusas, como nos países muçulmanos, e podiam sair às ruas com o rosto descoberto (cf. 1Sm 1.13). Elas cuidavam das ovelhas (Gn 29.6; Êx 2.16), carregavam água (Gn 24.13; 1Sm 9.11), colhiam nos campos (Rt 2.3) e visitavam outros lares (Gn 34.1). Dessa maneira, os jovens tinham a liberdade de procurar a futura noiva sozinhos” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.388).

fonte www.avivamentonosul.com

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens

2º Trimestre de 2016

Título: Eu e minha casa — Orientações da Palavra de Deus para a família do Século XXI

Comentarista: Reynaldo Odilo

Lição 5: Deixando pai e mãe

Data: 1º de Maio de 2016

 

TEXTO DO DIA 

“Seus filhos erijam, crescem com o trigo, saem, e nunca mais tornam para elas” (Jó 39.4). 

SÍNTESE 

A ordem de deixar pai e mãe não significa desprezá-los, abandoná-los, pois o dever de honrá-los permanece para sempre.

 

AGENDA DE LEITURA 

SEGUNDA — Gn 2.24

A origem do mandamento 

TERÇA — Gn 12.1

Deus reitera o mandamento

QUARTA — Gn 24.58

Rebeca obedece ao mandamento 

QUINTA — Gn 24.67

Isaque cumpre o mandamento 

SEXTA — Mt 19.5; Mc 10.7

Jesus ratifica o mandamento 

SÁBADO — Ef 5.31

Paulo confirma o mandamento

 

OBJETIVOS 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

MOSTRAR que para a construção de uma nova família, é imprescindível deixar pai e mãe;

SABER que o afastamento em relação aos pais deve acontecer nas dimensões geográfica, psicológica e financeira;

EXPLICAR o aparente conflito entre o mandamento de honrar pai e mãe e o de deixá-los para iniciar outro núcleo familiar.

 

INTERAÇÃO 

Professor, você sabe dizer quantos e quem são seus alunos? Infelizmente, muitos de nós não sabemos. É imprescindível que você conheça o perfil de sua turma: a estrutura familiar (mora sozinho ou com os pais? Pais crentes? Separados?). O nível de escolaridade (estuda?), vida profissional (onde e em que trabalha?), tempo de evangelho (“nasceu no evangelho?”), etc... Se sua turma é pequena, essa tarefa não lhe trará maiores dificuldades, porém, se a classe for numerosa, sugiro que elabore um questionário e peça que todos respondam, explicando qual a finalidade. Assim, você terá uma série de informações, em um só momento, e perceberá que conhecer sua turma fará diferença na hora de planejar suas aulas e elaborar suas estratégias de ensino.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA 

Estimado docente, o assunto de hoje é de extrema relevância para a vida de seus alunos, portanto cuide para que ninguém saia com dúvida. Para começar, lance a seguinte pergunta: “O que pode acontecer no casamento do rapaz e da moça os quais não deixaram pai e mãe geográfica, psicológica e financeiramente, desobedecendo a ordem divina?”. Espere que seus alunos respondam e registre todas as colocações no quadro ou em outro recurso disponível. Deixe que todos, sem exceção, participem da tarefa, independentemente de você concordar ou não com a resposta. Após, comece a analisar, junto com eles, cada uma das afirmações. Aproveite para elogiar os participantes e desfazer eventuais equívocos, tendo o cuidado de não causar constrangimentos, pois isso pode desestimular novas participações.

 

TEXTO BÍBLICO 

Efésios 5.31-33; Efésios 6.1-3. 

Efésios 5

31 — Por isso, deixará o homem seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher; e serão dois numa carne.

32 — Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja.

33 — Assim também vós, cada um em particular ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher reverencie o marido. 

Efésios 6

1 — Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo.

2 — Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa,

3 — para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra.

 

COMENTÁRIO DA LIÇÃO 

INTRODUÇÃO 

O primeiro mandamento de Deus para o homem (não o maior mandamento) é que, antes de casar, deve deixar seus pais (Gn 2.24). Esse paradigma para o casamento foi estabelecido de maneira tão veemente por Deus porque, talvez, essa fosse a única forma de quebrar o forte elo que liga pais e filhos, para poder surgir um novo ente social, a nova família. Como Deus é sábio! Tal acontecimento, identificado como individuação, tem alcance geográfico, psicológico e financeiro, não significando o distanciamento entre pais e filhos, mas colocando limites. Adão e Eva foram os únicos humanos que se casaram, e não tiveram de deixar pai e mãe, mas todos os demais devem cumprir a determinação divina. É certo que isso, às vezes, pode ser difícil. Entretanto não se trata de uma faculdade, mas de uma obrigação do novo casal. Afinal o verbo está no imperativo: deixará! Ao longo da história bíblica, os casais que serviram a Deus cumpriram integralmente essa norma divina.

 

  1. O PRIMEIRO MANDAMENTO
  2. Requisito para a perfeita união. Toda nova família deve ter características próprias, para ter uma união perfeita. Isso é impreterível para que haja crescimento e uma identidade familiar própria. O novo casal, assim, precisa ter suas experiências pessoais e resolver seus problemas, sem haver intromissão de nenhuma outra pessoa. Esse mandamento mencionado no Éden foi reiterado para Abraão (Gn 12.1-3). Ele o obedeceu e também o ensinou a seus descendentes. Tanto Abraão, como Isaque e Jacó, conquanto fossem nômades parte do tempo de suas vidas, habitando em tendas (Hb 11.9), tinham, cada um, a sua própria habitação (Gn 24.67; 31.34)! Eles sabiam conservar a cultura familiar, sem deixar de atender a esse importante mandamento.
  3. Individuação. A filosofia chama de individuação o fenômeno através do qual um organismo se singulariza dentro da espécie, sem abandonar as características comuns dos seus pares. Era isso que o Senhor queria que acontecesse com o novo casal. Estar junto dos familiares é um compromisso perene da nova família (não deve se excluir das celebrações familiares — aniversários, Natal, dia dos pais, das mães etc.). Entretanto a singularização do ente familiar que se formou é imperiosa. Foi Deus quem pensou assim. O Senhor chancelou esse fenômeno na biologia dando a cada ser vivo um código genético distinto. Não existem, como se sabe, zebras com as mesmas listras, nem leopardos com pintas iguais, nem seres humanos que apresentem impressões digitais idênticas (ainda que sejam gêmeos univitelinos). Até os cristais de gelo, microscopicamente analisados, demonstram formações moleculares díspares. Essa construção idiossincrática faz parte da natureza. Assim, quando uma nova família surge, ela precisa de um “DNA social” próprio.
  4. Menção na Bíblia. Na Bíblia, Deus fala de individuação em Jó 39, mencionando como esse fenômeno acontece na família das cabras monteses (vv.1-4), cujos filhos, quando crescem e ficam fortes, partem e “nunca mais tornam para elas”. Os filhos das cabras monteses precisam viver sua própria história, identificando-se como indivíduos, sem abrir mãos dos ensinamentos recebidos dos pais (indispensáveis à sobrevivência). O certo é que, “à sombra” dos seus pais, elas jamais poderiam cumprir integralmente o projeto do Criador. Por isso, os descendentes caprinos procurarão suas próprias montanhas para estabelecerem suas famílias.

Pense! 

Por que Deus estabeleceu como requisito para a formação de uma unidade nEle (marido e mulher) a quebra de outra unidade perfeita (pais e filhos)? 

Ponto Importante 

Na família, os filhos devem aprender com os pais, mas, em tempo oportuno, devem sair de casa para ensinar também aos seus próprios filhos. Esse é o ciclo da vida. 

 

  1. ALCANCE DO MANDAMENTO
  2. Afastamento geográfico. Toda família precisa de “espaço” para crescer. Para isso Deus mandou que o novo casal, antes de se unir, saísse da casa dos pais. Observe-se uma planta. Ela precisa de um espaço que seja só dela (veja o que acontece quando o trigo divide um pequeno espaço geográfico com o joio — Mt 13.28-30 — é um problema). A grande dificuldade é que as raízes do joio e do trigo podem se entrelaçar, diante da proximidade territorial. Isso significa que o trigo precisa de um espaço individual, próprio. A mesma coisa acontece com a nova família.
  3. Afastamento psicológico. A planta precisa da luz solar para fazer a fotossíntese e crescer. Entretanto, essa radiação trará certo incômodo a ela nos horários mais quentes do dia. Isso porém é necessário. Utilizando o mesmo raciocínio, pode-se dizer que os pais não devem privar seus filhos dos eventuais desafios psicológicos. É preciso que cada nova família adquira individualidade, tomando suas próprias decisões. Por mais que “doa” ver os filhos passarem por certos “percalços” no novo contexto familiar, o bloqueio emocional ao novo casal, pelos pais, (impedir que deixe psicologicamente os genitores) ensejará prejuízo. Um escritor antigo dizia que “em mar calmo todo barco navega bem”. As lutas, dificuldades, surgirão para que possa despontar a nova liderança do lar: o marido. É bem verdade que o Código Civil e a Constituição Federal não distinguem liderança entre homem e mulher, no seio da família, mas a Bíblia estabelece. E, por isso, essa nova liderança precisa surgir, mas não aparecerá se não houver autonomia psicológica. Esse afastamento proporciona, à nova família e aos pais, a chance de um relacionamento mais íntimo com o Criador, na confiança que Ele é o socorro na hora da angústia (Sl 46.1) e, contra os incômodos do sol causticante, Ele é a sombra (Sl 121.5-6).
  4. Afastamento financeiro. A ordem de “deixar pai e mãe” também atinge a parte financeira, porém o dever dos pais ajudarem financeiramente os filhos (2Co 12.14) e vice-versa (Mc 7.10-13) nunca terminará diante de Deus, bem como perante a lei civil, a qual usa como parâmetro para definir o valor da “pensão alimentícia” o trinômio “necessidade-possibilidade-proporcionalidade”. Isto é, o dever de pagar reciprocamente alcança pais e filhos, na medida da necessidade e possibilidade de cada um, aplicando o critério da proporcionalidade para achar o valor justo. Há, porém, pais que possuem renda suficiente, mas exigem, para comprar supérfluos, aportes financeiros mensais do filho casado. Por outro lado, existem filhos casados que, irresponsavelmente, querem viver à custa dos pais. Os dois extremos estão errados e causam sérios conflitos no lar. Frise-se, por fim, que nenhuma ajuda que inviabilize a administração do lar de quem contribui vem de Deus, porque isso não tem origem no amor, mas em um sentimento indevido de posse dos pais sobre o(a) filho(a) recém-casado(a), ou vice-versa.

Pense!

Por que tantos pais querem manter o controle sobre o filho após ele se casar? Seria isso amor ou egoísmo? 

Ponto Importante

 

Deixar o filho seguir seu próprio caminho, para construir um novo lar, como acontece com as cabras monteses (Jó 39.4), é sinal de amor. Reter o que Deus liberou é egoísmo!

 

III. CONFLITO ENTRE MANDAMENTOS 

Há, na Bíblia, dois mandamentos que aparentemente se contradizem: deixar e também honrar pai e mãe.

  1. Honrando pai e mãe. Sejam bons ou maus, os pais devem ser honrados incondicionalmente. Entretanto se surgirem conflitos entre o cônjuge e um dos pais, a Bíblia é clara: “deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher”. O cônjuge deve ter sempre a prioridade! Os interesses dos parceiros são superiores aos desejos dos sogros e filhos. Deus disse a Abraão: “ouça a voz de sua mulher” (Gn 21.12). Os interesses de Sara eram mesquinhos, pois o problema foi criado por ela e Deus faria Isaque ser o herdeiro independentemente de qualquer coisa. Entretanto, mesmo sendo doloroso, o Senhor determinou que Abraão abrisse mão do filho Ismael e Agar, por atenção a Sara. A honra aos pais, porém, não pode ensejar em qualquer espécie de humilhação ao cônjuge.
  2. Deixando pai e mãe. Enquanto estiverem em casa, os filhos deverão ser totalmente obedientes aos pais, no Senhor. Quando se casarem, porém, “deixarão pai e mãe”, ou seja, os filhos devem sair da casa, construir seu próprio patrimônio e tomar suas próprias decisões na vida, para que a unidade do novo casal não seja comprometida. Por tal motivo, é comum observar pessoas com sérios conflitos familiares, quando acontece o caso de os pais continuarem intervindo nas decisões dos filhos casados. É bom lembrar, porém, que, mesmo com o casamento dos filhos, a honra àqueles que deram toda a atenção e carinho durante a infância, adolescência e juventude aos filhos, ainda persistirá. Interessante que, logo após falarem sobre o dever do novo casal de deixar pai e mãe, Jesus e o apóstolo Paulo acrescentam sempre o dever de honrá-los (Mt 19.5,19; Mc 10.7,19 e Ef 5.31; 6.2), ou seja, um mandamento não invalida o outro.
  3. Filhos que podem morrer cedo. O primeiro mandamento com promessa é honrar pai e mãe, porque na primeira infância os filhos ficam, diante de Deus, com grande dívida com seus pais e o momento propício para o pagamento é quando os genitores não puderem mais cuidar de si próprios. Então Deus garante ao filho atencioso que viverá muito, para poder cuidar de seus pais na velhice! Dessa maneira, o Senhor harmoniza as responsabilidades dentro da família. Não há ninguém sobrecarregado e outro sem nenhuma obrigação. Todos têm um papel específico. O Senhor é justo.

Pense!

 

Quando o filho deixar os pais para construir um novo lar, pode esquecer o que seus genitores fizeram por ele durante a vida? 

Ponto Importante 

Sobre os filhos penderá, sempre, o dever de honrar os pais até o fim, entretanto o dever de estarem em submissão cessa com o casamento do filho. 

 

CONCLUSÃO 

Os pais e filhos que forem fiéis ao mandamento mais antigo de Deus para a família — ao casar, deixar pai e mãe — desfrutarão do ciclo da vida familiar em conformidade com a vontade do Criador. E isso é muito bom e proveitoso. Obedecer às ordens do Senhor não é um peso, mas um privilégio, pois a obediência garante um futuro de paz e a fruição de toda a sorte de bênçãos divinas (Lv 26.3-10).

 

 

HORA DA REVISÃO 

  1. Qual o primeiro mandamento com promessa?

“Honrar pai e mãe” (Êx 20.12). 

  1. Segundo a lição, em que consiste o fenômeno da individuação?

É o fenômeno através do qual um organismo se singulariza dentro da espécie, sem abandonar as características comuns dos seus pares. 

  1. Como os pais devem tratar os seus filhos casados?

Podem aconselhar, mas não interferir. 

  1. Por que os filhos devem deixar o lar após o casamento?

Para dar início a um novo ciclo familiar. 

  1. Quais tipos de afastamentos, entre pais e filhos, devem ser feitos após o casamento?

Afastamentos geográfico, psicológico e financeiro.

 

SUBSÍDIO I 

“O casamento bíblico começa ‘deixando’ (a fundação), é sustentado ‘apegando-se’ (o processo) e resulta em uma carne (o resultado). Deixar implica em uma transformação radical do básico e forte relacionamento pré-conjugal, entre o homem e a mulher e seus respectivos pais, e, desta maneira, todos os demais relacionamentos. A Bíblia não defende o abandono dos pais e parentes para se casar (1Tm 5.8), mas espera uma transformação radical no relacionamento entre pais e filhos, de modo que uma nova unidade se forme, pelo casamento.

É importante que um casal recém-casado perceba que é de seu interesse modificar o seu relacionamento com seus pais. A raiz de muitos maus relacionamentos com os parentes do cônjuge frequentemente devem-se ao fato de que os pais ou os filhos não são capazes de transformar o seu relacionamento, [...], a fim de que se torne uma carne. [...] Um indivíduo não pode se casar e se comportar como uma pessoa solteira, no que diz respeito à administração do tempo, hábitos alimentares e associação com amigos e parentes. No entanto, a Bíblia se concentra no mais básico de todos os relacionamentos, que é o de pai e filho, para enfatizar a necessidade de mudanças fundamentais, que devem ocorrer no casamento” (ADEI, Stephen. Seja o Líder que Sua Família Precisa. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2010, p.110).

 

SUBSÍDIO II 

“Deixará ('āzabh) raiz primitiva; soltar, i. e., abandonar, permitir, etc.: — encomendar-se, entregar-se, deixar, abandonar, desamparar, ajudar, retirar, mudar, dar de mão.

Verbo derivado de duas raízes separadas. Na Bíblia hebraica, a mais comum é 'āzabhl, que significa partir, abandonar, desamparar, soltar. A palavra pode ser usada para designar a partida para um novo local (2Rs 8.6) ou para separar-se de outra pessoa (Gn 44.22 Rt 1.16). Quando o pai de Zípora a encontrou sem Moisés, perguntou: ‘Por que deixastes o homem?’ (Êx 2.20). Um homem deve deixar os seus pais para se casar (Gn 2.24). Deixar na mão é uma expressão idiomática que significa confiar (Gn 39.6). A palavra também pode ter uma conotação muito mais negativa. Os israelitas abandonaram suas cidades depois que o exército fugiu (1Sm 31.7) o sinal supremo de derrota (e frequentemente do juízo de Deus) eram cidades abandonadas (Is 17.9; Jr 4.29; Sf 2.4). Os profetas conclamavam o povo para que abandonassem, antes, os ídolos e o pecado (Is 55.7; Ez 20.8; 23.8)” (Bíblia de Estudo Palavras-Chave Hebraico e Grego. 2ª Edição. RJ: CPAD, p.1834).

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens   2º Trimestre de 2016 

Título: Eu e minha casa — Orientações da Palavra de Deus para a família do Século XXI

Comentarista: Reynaldo Odilo 

Lição 6: O papel do marido na família

Data: 8 de Maio de 2016 

 

 

TEXTO DO DIA 

“Marido, ame a sua esposa, assim como Cristo amou a Igreja e deu a sua vida por ela” (Ef 5.25).

 

SÍNTESE

 

A função do marido de liderar a família, mais que uma opção, é um mandamento bíblico, cuja eficácia resultará na felicidade de todos.

 

AGENDA DE LEITURA 

SEGUNDA — Gn 2.19

Criado para ser líder 

TERÇA — Êx 20.12

O dever dos filhos 

QUARTA — 1Pe 3.6

Sara aceita a liderança de Abraão 

QUINTA — Gn 22.7-9

Isaque aceita a liderança de Abraão 

SEXTA — Ef 5.23,24

A liderança do marido no lar 

SÁBADO — 1Tm 3.4,5

O obreiro aprovado 

OBJETIVOS 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

SABER que, por decisão divina, o marido exerce a função de líder da família, ressaltando a distinção entre submissão e subserviência;

DISCORRER sobre a liderança do marido no núcleo familiar, seja ela espiritual, sobre a esposa ou sobre os filhos;

APRENDER com os exemplos bíblicos de liderança familiar, sem deixar de refletir sobre as lideranças ineficazes.

 

INTERAÇÃO 

Professor, vamos tocar hoje em dois pontos que talvez pareçam irrelevantes, mas que fazem muita diferença na Escola Dominical: pontualidade e assiduidade. É recomendável que você chegue antes de seus alunos e prepare o ambiente para a aula, além de recebê-los gentilmente. A Bíblia diz: “[...] se é ensinar, haja dedicação ao ensino” (Rm 12.7). Quanto à assiduidade, observe-se que o professor que ama a Escola Dominical é presença constante nela, mesmo quando não vai ministrar a aula, pois tem prazer de prestigiar seu colega e aprender com ele. Agindo assim, você estará demonstrando o valor que dá aos seus alunos, aos seus colegas docentes, bem como ao ensino bíblico e à tarefa para a qual foi vocacionado. Lembre-se que você é referência para eles.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA 

Professor, sabemos que, por decisão divina, o marido exerce a função de líder da família, e que a mulher deve ser submissa a ele. Contudo, é fácil confundir submissão com subserviência. Por isso, de início, escreva as duas palavras em tiras de papel ou de cartolina e fixe no quadro, ou em outro recurso disponível. Cuide para que seus alunos compreendam a diferença entre os dois termos. No tópico II desta lição, divida a turma em três equipes. Cada uma delas ficará responsável por estudar o conteúdo de um ponto do terceiro tópico, a fim de discorrer sobre a liderança do marido no núcleo familiar, espiritual, sobre a esposa e sobre os filhos. Após, peça que apresentem à turma suas conclusões sobre a parte do estudo que lhes cabia. Controle o tempo. Lembre-se que o conteúdo deve ser integralmente ministrado.

 

TEXTO BÍBLICO 

Efésios 5.23,24,28-30. 

23 — porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo.

24 — De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seu marido.

28 — Assim devem os maridos amar a sua própria mulher como a seu próprio corpo. Quem ama a sua mulher ama-se a si mesmo.

29 — Porque nunca ninguém aborreceu a sua própria carne; antes, a alimenta e sustenta, como também o Senhor à igreja;

30 — porque somos membros do seu corpo.

 

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

 

INTRODUÇÃO 

O homem foi criado para liderar os seres vivos. Ele, portanto, é um líder nato. Está escrito em Gênesis 2.19 que, após a formação de Adão, Deus trouxe todos os animais ao homem para que ele dissesse como cada um seria chamado. Isso é que é autoridade! Adão tornou-se, assim, o “primeiro cartório de registro” da Terra. Que memória excepcional! O Senhor já havia idealizado a criação de uma auxiliadora ao homem (Gn 2.18), que deveria lhe ser submissa. Após a Queda, Deus determinou que o “desejo” de Eva seria para o seu marido e que esse a dominaria (Gn 3.16). A vocação de liderança do homem pode ser vista em toda a história da humanidade. Não obstante, mulheres extraordinárias têm exercido grande liderança em muitas ocasiões. Tal observação não representa um estereótipo sexista (usando uma expressão contemporânea), mas é apenas uma constatação de como funciona a natureza humana.

 

  1. HIERARQUIZAÇÃO NA FAMÍLIA 
  1. Uma decisão divina. No seio da primeira família, bem como em todas as demais, o Senhor estabeleceu uma hierarquia. O homem é o cabeça do casal e a esposa deve ser-lhe submissa, o que não significa ser subserviente, que é um tipo de subjugação, de escravidão. Submissão, nos moldes bíblicos, é uma decisão voluntária e inteligente de obediência, sobretudo a Deus e à sua Palavra. É renúncia à opinião pessoal, em prol da família. Inequivocamente, o ato de se submeter ao marido constitui-se em uma das mais belas características das mulheres cristãs, seguindo o modelo das santas mulheres do passado (1Pe 3.5).
  2. Benefícios. A hierarquização estabelece a ordem. Nas sociedades, nas famílias, nas igrejas, se não houver hierarquia, não haverá crescimento. Sem cadeia de autoridade viveríamos desordenadamente e o caos se estabeleceria. Dessa forma, o caos culmina quando pessoas se rebelam contra a ordem hierárquica estabelecida por Deus, em qualquer agrupamento social.
  3. Resistência social. Sabe-se que a sociedade pós-moderna apresenta forte resistência a esse mandamento bíblico, talvez, como afirma Stephen Adei na obra Seja o líder que sua família precisa, o problema seja a discriminação histórica contra as mulheres, o que levou alguns, no afã de corrigir essa distorção, “ao extremo de negar as diferenças entre os sexos, e suas funções singularmente complementares”. De um jeito ou de outro, o padrão de comportamento da família cristã deve seguir os ditames da Palavra de Deus, e não as teorias feministas que não se sustentam ante os fatos da vida.

Observe-se, ademais, que, no gênero humano (homem e mulher), não há relação de subordinação, mas apenas entre a esposa e seu marido. Por isso, Sara chamava Abraão de senhor (1Pe 3.6), mas não há registro que ela tratasse assim os escravos ou os amigos. A posição de submissão da esposa é abundante na Bíblia (Ef 5.22,25; Tt 2.5; 1Pe 3.1). 

Pense!

O papel de liderança só pode ser exercido pelo pai? A mãe, em casos especiais, não poderia trocar de atribuição com o marido?

 

Ponto Importante

O padrão de Deus estabelecido para o governo da casa pesa sobre os ombros do homem. Eventuais arranjos sociais distintos, sobre a administração da casa, trarão enormes prejuízos. 

 

  1. A ARTE DA LIDERANÇA 
  1. Liderança espiritual. O marido tem o grande desafio de liderar espiritualmente sua família. Isso definirá muitas coisas no futuro, principalmente no que diz respeito aos filhos. Cabe ao pai, portanto, não apenas ser um líder espiritual de si mesmo, mas conduzir sua família aos pés de Cristo. Tal responsabilidade apresenta-se tão relevante que, caso os filhos sejam rebeldes, inviabilizará sua ordenação ao pastorado. Paulo recomenda que só seja admitido quem “governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia (porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?” — 1Tm 3.4,5). Por isso, o marido deve aprender com Jesus como ser um líder eficaz. A liderança espiritual do marido é capaz de estabelecer uma família forte que nunca será derrotada. A liderança espiritual de Anrão foi reconhecida pelo próprio Deus que, ao falar com Moisés na sarça, disse: “Eu sou o Deus de teu pai [...]” (Êx 3.6). O ensinamento recebido por Moisés lhe forneceu subsídios para, no futuro, também “não temer” a ira do rei; “porque ficou firme, como vendo o invisível” (Hb 11.27).
  2. Liderando a esposa. A Bíblia diz que o marido deve exercer autoridade sobre sua mulher, mas também deve amá-la. Assim, cabe ao marido exercer a liderança em amor, ou seja, com companheirismo e cumplicidade. O apóstolo Pedro, por seu turno, acrescenta ainda mais a responsabilidade dos maridos, ao dizer que eles devem honrar a esposa, por ser “vaso mais fraco”, para que suas orações tenham valor para Deus (1Pe 3.7). A ausência de cuidado do marido, em relação à sua mulher, pode ensejar o bloqueio de suas orações. Observa-se, dessa forma, a importância de liderar em amor! A quem muito se dá, muito se cobrará (Lc 12.48).
  3. Liderando os filhos. A Palavra de Deus diz que o pai deve exercer liderança sobre os filhos (Êx 20.12; Dt 21.18-21; Mt 15.4; 19.19; Mc 7.10; Ef 6.2) e que eles são como flechas nas mãos do valente (Sl 127.4). Isso conduz a duas conclusões: 1) O pai precisa ser um valente para exercer a liderança, pois deverá deixar herança para seus filhos (Pv 13.22; 2Co 12.14) e, principalmente, um bom nome, que é a maior herança (Pv 22.1); também deverá ser valente para protegê-los (Lc 11.21), para suprir suas necessidades materiais (Lc 11.11; 15.17), para cuidar nas doenças (2Sm 13.5), bem como para interceder por eles e instruí-los no caminho do Senhor (1Sm 1.27; Jó 1.5; Pv 22.6; Ef 6.4). 2) Em segundo lugar, a liderança do “valente” deve ser capaz de “lançá-los” bem mais longe do que os pais foram. Afinal de contas, são como “flechas nas mãos do valente”, que seguem adiante. Isso fala sobre o futuro. Entretanto, é preciso que os pais não irritem os filhos (Ef 6.4; Cl 3.21), querendo que eles realizem os projetos nos quais os pais fracassaram em realizar. Cada um deve seguir o seu próprio caminho.

O pai deve corrigir os filhos (Pv 13.24; 22.15; 23.13,14; 29.15,17; Hb 12.9), mas sem irritá-los, como mencionado antes. Isso significa que a liderança sobre os filhos também deve ser exercida em amor, pois onde existe amor existem milagres. Assim, a disciplina deve ser sentida pelo filho, isto é, ela deve ser suficiente para desestimular novos erros, mas não pode ferir, nem física nem emocionalmente, pois isso seria uma agressão e não uma correção (Pv 19.18).

 

Pense! 

Caso o pai não seja crente e a mãe o seja, mesmo assim a liderança deve ser exercida pelo marido? Não seria uma exceção para a mulher liderar? 

 

Ponto Importante 

Deus não faz distinção entre o pai bom ou mau, crente ou descrente. A liderança será sempre dele. Essa é a regra estabelecida na Bíblia e, por isso, não deve ser mudada. 

 

III. CONTRASTES DE LIDERANÇAS 

  1. Ineficaz. Descumprir um propósito divino gera infelicidade, tanto para si, como para os que estão ao seu redor. O rico descrito na história de Lázaro certamente teve uma liderança ineficaz. Lembrou-se da vida espiritual de sua família somente após a morte (Lc 16.27,28). Ele estava infeliz, e a família também estava. Os danos decorrentes de uma vida familiar que não cumpre os propósitos de Deus acarretarão consequências tanto nesta vida quanto na vindoura. Mas os exemplos ruins não são apenas de ímpios. Veja-se a situação de Davi. Ele procurou dominar sua família, ao invés de servi-la. Foi muito egoísta, conforme se observa no episódio do adultério com Bate-Seba (2Sm 11.1-27). Deu pouca importância à influência negativa do seu sobrinho Jonadabe, que era um rapaz maligno, sobre seu filho primogênito Amnom (2Sm 13.3), o qual planejou o estupro de Tamar. Depois disso, ele ainda continuou com livre trânsito na casa do rei (2Sm 13.35). Davi, em regra, não tinha tempo para falar com seus filhos e os sofrimentos deles não eram percebidos pelo pai ausente (2Sm 14.24,33). Quando morreu, Davi deixou um legado de mágoas e sangue (1Rs 2.6,8). Tanto é assim que Salomão ainda matou um irmão (1Rs 2.24,25). O lar de Davi, um homem segundo o coração de Deus, ficou aos pedaços por causa de sua liderança ineficaz.
  2. Eficaz. A Bíblia não conta a história deles. Podem ter sido trucidados por Nabucodonosor, ficado em Jerusalém como escravos ou morrido de doenças. Não importa. Os pais de Daniel, Misael, Azarias e Ananias, os jovens que serviram ao rei de Babilônia, são pais heróis. Eles conseguiram impregnar na mente desses moços a fidelidade ao Senhor desde muito cedo. Ao que tudo indica, os jovens foram transportados para Babilônia com idade inferior a vinte anos, mas demonstraram grande maturidade espiritual. Não se contaminaram com o pecado e, por isso, foram grandemente abençoados. Outro caso igualmente notável aconteceu com certo homem chamado Jonadabe, o qual ensinou a seus filhos como deveriam viver (Jr 35.1-10) e eles o obedeceram regiamente. Deus ficou tão impressionado com a fidelidade dos recabitas, que anunciou: “Nunca faltará varão a Jonadabe, filho de Recabe, que assista perante a minha face todos os dias” (Jr 35.19). Que coisa extraordinária! Deus destinou um final feliz a um grupo de nômades, por causa da liderança eficaz exercida por um homem séculos antes. 

 

Pense! 

A liderança ineficaz do marido no lar produz sempre danos irreversíveis? Há exceção?

 

Ponto Importante 

Para Deus não existe ponto final. O maior caos de todos, Ele pode transformar em harmonia; porém, em regra, os danos da má liderança são irreversíveis. 

 

CONCLUSÃO 

Liderar o lar não é uma tarefa fácil, mas se reveste de importância capital. É a partir de uma liderança eficaz que Deus agirá nos membros da família, transformando-os em cidadãos de bem, equilibrados, cumpridores de seus deveres. Caso contrário, os filhos serão rebeldes e se comportarão reprovadamente. Está escrito: “A vara e a repreensão dão sabedoria, mas o rapaz entregue a si mesmo envergonha a sua mãe” (Pv 29.15).

 

ESTANTE DO PROFESSOR 

ADEI, Stephen. Seja o Líder que Sua Família Precisa. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2010.

WRIGHT, H. Norman. Guia de Aconselhamento Pré-Nupcial. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2012.

 

HORA DA REVISÃO 

  1. A liderança do pai na família é uma opção ou obrigação? Justifique.

É um dever, pois foi Deus quem determinou. 

  1. Segundo a lição, como pode ser definida a submissão da esposa?

Renúncia à opinião pessoal, em prol da família. 

  1. Qual movimento social defende a igualdade total das funções familiares do pai e da mãe?

O feminismo radical. 

  1. Cite dois exemplos de liderança masculina eficaz.

O rico da história de Lázaro e o rei Davi.

 

  1. Segundo a Bíblia (Pv 29.15), o que acontece ao filho entregue a si mesmo?

Envergonha a sua mãe.

 

SUBSÍDIO 

“O fenômeno de pais que não têm tempo para liderar suas famílias está alcançando proporções alarmantes. Diferentemente do passado, quando as famílias trabalhavam juntas no campo, as atividades modernas estão organizadas de tal maneira que, com a exceção do fim de semana, os pais saem de casa pouco depois do nascer do sol e só retornam à noite.

O resultado destas tendências sobre a sociedade e os homens, em particular, é devastador. Na prática, alguns homens podem soprar e bufar, podem perturbar as crianças e as mulheres, podem recorrer a um comportamento antissocial. A verdade é que um homem que não consegue desempenhar a liderança eficaz no lar, na comunidade, na sua igreja e na nação, é um homem infeliz. Isso porque muitos homens desejam liderar, dar orientação e um modelo a ser seguido. Se fracassarem, provavelmente exibirão tendências para mascarar a sua verdadeira condição. É por isso que os homens que são ineficazes na sua liderança provavelmente manifestarão comportamentos que são autoritários, machistas, destrutivos e egoístas. Em outras palavras, os sinais visíveis podem ocultar a insegurança interior, a fraqueza e os temores de muitos homens, que deixam de desempenhar a liderança eficaz” (ADEI, Stephen. Seja o Líder que Sua Família Precisa. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2010, pp.17,18).   

fonte www.mauricioberwaldoficial.blogspot.com     

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens  2º Trimestre de 2016 

Título: Eu e minha casa — Orientações da Palavra de Deus para a família do Século XXI

Comentarista: Reynaldo Odilo 

Lição 7: O papel da esposa na família

Data: 15 de Maio de 2016 

 

 

TEXTO DO DIA 

“A mulher virtuosa é a coroa do seu marido, mas a que procede vergonhosamente é como apodrecimento nos seus ossos” (Pv 12.4).

 

SÍNTESE 

A nobre função da esposa como adjutora reflete o cuidado de um Deus amoroso, que viu não ser bom o homem estar só.

 

AGENDA DE LEITURA

 

SEGUNDA — Gn 2.18

Criada para ser ajudadora do marido

TERÇA — Pv 18.22

A difícil tarefa de encontrar uma esposa 

QUARTA — Pv 31.21,22

A esposa que protege a família 

QUINTA — Sl 128.2; Pv 31.26

A esposa que alegra e ensina à família 

SEXTA — Jz 4.4; At 18.18,26

A esposa que se destaca mais que o marido 

SÁBADO — 1Pe 3.1-6

A principal vocação da esposa

 

OBJETIVOS 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

SABER que a mulher foi criada para ser adjutora;

DISCORRER sobre o papel da mulher no núcleo familiar, seja em relação a Deus, ao marido ou aos filhos;

RECONHECER a extraordinária capacidade geradora da mulher, a qual foi concedida pelo Criador.

 

INTERAÇÃO 

Professor, nesta lição vamos falar um pouco a respeito do planejamento. Tudo que se planeja tem uma maior probabilidade de dar certo. Não precisa ser um pedagogo para planejar, todos os professores da Escola Dominical podem e devem fazê-lo. Planejar nada mais é do que programar antes de fazer, ou seja, organizar a aula antes de ministrá-la. As lições da CPAD já trazem para você o conteúdo e os objetivos de sua aula, orientação pedagógica e ainda exercícios úteis à avaliação, tudo que você precisa fazer é estudar e organizar sua aula com antecedência. É importante fazer um roteiro, uma sequência da aula, bem como definir um tempo para cada tópico da lição e atividade a ser desenvolvida. Falaremos mais sobre a organização do tempo na próxima lição.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA 

Caro professor, aproveite a aula de hoje para promover a participação de todos, inclusive os mais tímidos. Logo no início, proponha aos alunos uma discussão sobre o assunto do dia, utilizando as perguntas abaixo. Coloque-as em um recipiente e deixe que retirem e respondam livremente, mas fique atento a possíveis deturpações para corrigi-las. Ao final, ressalte que a mulher, ainda hoje, tem a função de adjutora dentro da família, pois foi criada por Deus com este propósito. 

  • Qual o papel da mulher dentro da família?
  • Se a mulher foi criada por Deus para ser adjutora, então não tem outras funções?
  • Ainda hoje a mulher exerce a função de adjutora? Ser adjutora significa ser inferior ao homem?
  • Mesmo na sociedade atual, a mulher deve submissão ao marido?

 

TEXTO BÍBLICO 

 

Provérbios 31.10-14. 

Álefe

10 — Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede o de rubins.

Bete

11 — O coração do seu marido está nela confiado, e a ela nenhuma fazenda faltará.

Guímel

12 — Ela lhe faz bem e não mal, todos os dias da sua vida.

Dálete

13 — Busca lã e linho e trabalha de boa vontade com as suas mãos.

14 — É como o navio mercante: de longe traz o seu pão.

 

COMENTÁRIO DA LIÇÃO 

INTRODUÇÃO 

Deus criou a mulher para ser adjutora (Gn 2.18), ou seja, ela deveria exercer função auxiliar junto ao marido. Essa regra foi determinada há milhares de anos. Os tempos passaram, e muita coisa mudou. Entretanto, a vontade de Deus no relacionamento conjugal continuou inalterada. Uma mulher, pode se realizar profissionalmente e tornar-se independente financeiramente, mas ainda não será autossuficiente... ainda faltaria algo nela. O que uma mulher realmente deseja é ser amada, cuidada e protegida por um homem.

Nos dias atuais, o feminismo procura estabelecer uma rígida igualdade entre homens e mulheres quando, na verdade, vê-se claramente que existe uma missão da esposa na família e na sociedade, como também há um papel masculino, com alguns pontos de intersecções. Isso não demonstra que homens ou mulheres são superiores ou inferiores, mas complementares.

 

  1. PRECEDENTES HISTÓRICOS
  1. Amizade perigosa. A história da Queda pode ser epigrafada como a história da amizade entre uma moça ingênua e uma serpente. De um lado Eva, uma mulher com pouca experiência, e do outro a serpente, um animal que emprestou seu corpo ao arqui-inimigo de Deus e dos homens. Satanás entendeu que o caminho mais fácil para chegar a Adão era Eva. Adão estava, certamente, envolvido nos trabalhos no Éden (Gn 2.15) e, no crepúsculo, tinha audiência com Deus. Eva, porém, foi andar pelo Paraíso e, perto da árvore proibida, encontrou a astuta “serpente”. Tornou-se, dessa forma, uma presa fácil. Na conversa, Satanás, pela boca da serpente, apresentou à esposa de Adão a “última novidade”: uma fruta que lhe mostraria novos horizontes, proporcionando experiências extraordinárias e provendo grandes descobertas! Tal palavra levou Eva a acreditar que a fruta proibida era o que estava faltando na sua vida “tão monótona e sem graça” (Pv 27.20). A “serpente”, de maneira sagaz, conquistou a confiança da mulher e “vendeu” o seu produto... no fim arrematou: — Coma! Você será igual a Deus! Isso não era pouco, e Eva sabia. Conscientemente, a mais antiga ancestral da raça humana embarcou numa viagem sem volta a um mundo corrompido e perverso, e levou consigo o seu marido.
  2. Insubmissão. Em primeiro lugar Eva agiu com independência, não com submissão, como devia, em face de sua função como adjutora (Gn 2.18). Ela não conversou com Adão antes de decidir sobre algo tão importante, o que demonstrou o engano da autossuficiência. Na verdade, ela se achava sábia aos seus próprios olhos (Pv 26.12). Por isso, não sentiu a necessidade de aconselhamento. A insubmissão, no aspecto mais amplo do termo, foi a mola motriz da sua decisão equivocada. Por tal motivo, posteriormente à Queda, Deus disse à mulher que “o desejo dela seria para o marido, e ele a dominaria” (Gn 3.16). Assim, entre homem e mulher não há relação de subordinação, mas apenas entre a esposa e seu marido.
  3. Decisão emocional. Eva foi passear perto de um lugar perigoso (Pv 27.12), atitude extremamente imprudente (Sl 1.1). Ali, tomou a decisão de comer do fruto proibido com base em elementos prioritariamente emocionais, pois foram oferecidas muitas vantagens em uma conduta simples e fácil, de tal maneira que ela “nem precisava pensar a respeito ou ouvir uma segunda opinião, pois seria apenas uma mordida”! O Diabo tentou a Cristo com o mesmo ardil emocional quando, num relance, ofereceu ao Senhor todos os reinos do mundo (Lc 4.5). O Inimigo queria que Jesus não tivesse tempo para raciocinar, mas o Mestre usou a espada do Espírito e venceu a Satanás (Lc 4.8). Eva, porém, caiu desgraçadamente. Se ela tivesse imaginado, pelo menos, naquele momento da tentação, que, por causa da sua desobediência Caim mataria Abel, certamente ela não teria cedido ao mal.

 

Pense! 

Por que homens e mulheres repetem os erros cometidos por Eva, milhares de vezes, todos os dias, em todo o mundo, se já sabem qual o salário do pecado? 

Ponto Importante 

O pecado entorpece a consciência, seja pelas circunstâncias, pelas vantagens oferecidas ou simplesmente pela emoção, mas depois ele cobra um alto preço.

 

  1. A BRILHANTE ADJUTORA 
  1. Em relação a Deus. Em que pese a triste história de engano anteriormente contada (2Co 11.3; 1Tm 2.14), a mulher continuou sendo muito importante no plano de Deus para a salvação da humanidade. O erro inicial não tirou o brilho honroso de sua função na família. Tanto é assim que Deus disse, no ambiente da Queda, perante Satanás, que a Semente da mulher esmagaria sua cabeça (Gn 3.15). Deus, com isso, estabeleceu uma guerra, no Éden, entre a raça humana e Satanás (Ef 6.12), colocando a frágil mulher (1Pe 3.7) no centro do conflito cósmico (Gn 3.15; Ap 12.13). Dessa forma, a mulher desempenha um papel preponderante na edificação da família perante a sociedade e diante do Céu. Mas ela tem também a capacidade de destruí-la com suas próprias mãos (Pv 14.1). Essa liderança espiritual no lar, em parceria com o marido, pode ser claramente observada nas Escrituras (Êx 2.1-10; 1Sm 2.18-20; Pv 31.1; 1Co 7.14; 1Pe 3.1,2).
  2. Em relação ao marido. O maior compromisso da mulher é com Deus. Por isso, ela, sem dúvida, deve ser submissa ao marido, porém tudo isso no Senhor. Ou seja, se o marido quiser desobedecer a Deus, a mulher não deve participar do equívoco (1Sm 25.1-35). Ela é adjutora, constituída por Deus, mas somente para o bem, nunca para o mal. Safira, por exemplo, era uma crente da Igreja Primitiva em Jerusalém, mas tinha um grave problema: amava a seu marido mais do que ao Senhor, o que lhe custou muito caro (At 5.1-11). O dever da esposa cristã é ser um baluarte da família, conduzindo-a ao centro da vontade de Deus, em parceria, sempre, com o esposo.
  3. Em relação aos filhos. O papel de cuidar dos filhos deve ser compartilhado entre marido e esposa. Entretanto, até fisiologicamente, a mulher tem vantagem, principalmente durante os primeiros meses de vida dos filhos, pois recebeu de Deus não apenas o dom de alimentá-los, mas, sobretudo, de amá-los. Quanto à vitalidade do amor materno, até Deus reconhece isso. Está escrito: “Pode uma mulher esquecer-se tanto do filho que cria, que se não compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas, ainda que esta se esquecesse, eu, todavia, me não esquecerei de ti” (Is 49.15). Assim, quando o Senhor quis estabelecer um padrão excelente de amor humano, pensou na relação mãe-filho. A função materna, porém, não se resume ao papel da criação de filhos, em parceria com o marido, mas também abrange a tarefa de conduzi-los ao conhecimento de Deus, como aconteceu com a avó e a mãe de Timóteo (2Tm 1.4,5). 

 

Pense!

A esposa deve se sentir honrada por ter recebido de Deus uma “submissão” em relação ao seu esposo, no que se refere à liderança no lar? 

Ponto Importante 

Submissão é um dos diferenciais de quem é cheio do Espírito Santo, como o foi Jesus. Por tal razão, ser submisso é uma honra, pois demonstra grandeza de caráter e fé. 

 

III. CRIADA PARA GERAR 

  1. Semente da vida. Deus deu às mulheres o dom especial da maternidade e, no início, elas teriam filhos com poucas dores. Seria uma tranquilidade. E viu Deus que isso era muito bom (Gn 1.31)! Ocorre que, por causa da Queda, o Senhor fez uma alteração genética na mulher, aumentando-lhe sobremaneira as dores do parto (Gn 3.16), mas sem retirar a capacidade de gerar vida, certamente para a fúria de Satanás, que esperava ver a raça humana extinta (Gn 3.1-5). Por isso, a mulher continuou em um lugar destacado na sociedade, pois a ela cabe gerar a vida que mantém em pleno funcionamento o projeto de Deus.
  2. Semente da Salvação. Deus disse, no Éden, que a mulher seria indispensável no plano da salvação, pois através de seu ventre, o Messias, a Semente da mulher, chegaria ao mundo (Gn 3.15). Depois, Deus confirmou a promessa e acrescentou que essa mulher seria uma virgem, excluindo completamente a cooperação masculina (Is 7.14). O apóstolo Paulo arremata: “mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos” (Gl 4.4,5). Glória a Deus pelo dom inefável da vida eterna!
  3. Sonhos. A capacidade geradora das mulheres é extraordinária. Elas geram filhos, mas não fica só nisso. As mulheres cheias de Deus, submissas, também geram sonhos, isto é, projetos para a vida. Chamamos esses planos femininos de sonhos, embora nem sempre pareçam razoáveis, pois, foram gerados pelo Espírito de Deus. Isso aconteceu, por exemplo, com Raquel e com Ana, que não desistiram do ideal de ter filhos, ainda que estéreis (Gn 30.22,23; 1Sm 1.5,6), bem como com Acsa, que, mesmo sem direito à herança, conseguiu uma possessão bem melhor para sua família (Jz 1.12-15).

História igualmente cheia de sonhos é a de Rute. Ela abandonou seu povo e foi morar com uma anciã pobre, sua sogra Noemi, em uma terra que era de inimigos do seu país. O etnocentrismo naquela época já era bastante forte, mas mesmo assim ela creu que o impossível podia acontecer e não desanimou. Talvez a maioria das pessoas tivesse seguido o exemplo de sua concunhada Orfa, que voltou à terra de Moabe (Rt 2.11,12). Que mulher extraordinária! Ela pôde sonhar, confiou no Altíssimo e Ele atendeu ao desejo de seu coração. A moabita Rute é ascendente do Senhor Jesus, constando na sua genealogia, porque decidiu crer que o Eterno era poderoso para realizar aquilo que o seu coração desejava (Ef 3.20). Se você quer ter algo que nunca teve, faça algo que nunca fez!  

Pense!

Por que o Espírito Santo outorga, em regra, às mulheres submissas a capacidade de verem pela fé as coisas do futuro, que estão no coração de Deus? 

Ponto Importante

 

A sensibilidade, fé e submissão femininas agradam a Deus, que não lhes priva dos desejos do coração (Sl 51.17; 37.3), concebidos na confiança do caráter de Deus que é gracioso. 

 

CONCLUSÃO 

Toda jovem que deseja ser esposa sabe que desempenhará uma importante missão para o Reino de Deus: conduzir seus descendentes, em parceria com o marido, para servirem ao Senhor.

 

ESTANTE DO PROFESSOR 

JAYNES, Sharon. Grandes Mães Criam Filhos Felizes. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2013.

RAMOS, Sônia Pires. Entre Nós Mulheres. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2012.

 

HORA DA REVISÃO 

  1. Segundo a lição, a decisão de Eva em cometer o pecado foi essencialmente racional ou emocional? Justifique.

Emocional, pois ela não pensou sobre as consequências fatais, mas só no prazer. 

  1. Segundo a lição, qual sentimento estimulou a desobediência de Eva?

A insubmissão, no aspecto mais amplo do termo, foi a mola motriz da sua decisão equivocada. 

  1. Quem colocou a mulher no centro do conflito cósmico contra Satanás?

O próprio Deus (Gn 3.15). 

  1. Conforme a lição, qual o dever da esposa perante a família?

Ser um baluarte da família, conduzindo-a ao centro da vontade de Deus, em parceria, sempre, com o esposo. 

  1. Mencione o nome de quatro mulheres que tiveram “projetos excepcionais” (sonhos) para suas famílias.

Raquel, Acsa, Rute e Ana.

 

SUBSÍDIO 

“[...] Hoje em dia, os papéis e as responsabilidades são encarados como separados à identidade essencial de alguém, o núcleo central de alguém, e até mesmo contraditórios a isso. O ser pode aceitar ou rejeitar estas responsabilidades no processo de autonegação.

Isto pode parecer abstrato, mas tem consequências práticas intensas. Um dos temas do movimento feminista radical tem sido o de que as mulheres são sufocadas pelos papéis de esposa e mãe e precisam descobrir o seu verdadeiro ser independentemente destes relacionamentos. Como resultado, as últimas décadas viram uma grande migração de mulheres para o mercado de trabalho, quando a realização pessoal se torna mais importante do que o casamento e a família para algumas mulheres. O agudo crescimento do aborto pode ser visto como um forte indicador de uma diminuição do interesse em ter filhos. De maneira similar, o crescente uso de creches reflete, em parte, um menor comprometimento em ser quem cuida dos próprios filhos. O Dr. Stanley Greenspan [...] observa que esta é a primeira vez na história em que existe uma tendência crescente nas famílias de classe média ‘de terceirizar o cuidado dos seus bebês’” (COLSON, Charles; PEARCEY, Nancy. O Cristão na Cultura de Hoje. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2006, p.77).

fonte www.mauricioberwaldoficial.blogspot.com

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens

2º Trimestre de 2016

Título: Eu e minha casa — Orientações da Palavra de Deus para a família do Século XXI

Comentarista: Reynaldo Odilo 

Lição 8: A comunicação na família

Data: 22 de Maio de 2016 

 

TEXTO DO DIA 

“Sabeis isto, meus amados irmãos; mas todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar” (Tg 1.19).

 

SÍNTESE 

A boa comunicação transmite não apenas uma mensagem, mas, sobretudo, vida e emoções. 

AGENDA DE LEITURA 

SEGUNDA — Gn 11.5,6

A importância da comunicação

TERÇA — Gn 11.7,8

Acabando a comunicação, acabam-se os projetos

QUARTA — Gn 6.18; 7.13

A boa comunicação na família de Noé 

QUINTA — Gn 12.11-13; 21.10,14

A boa comunicação na família de Abraão 

SEXTA — Gn 25.28; 27.6-14

A má comunicação na família de Isaque 

SÁBADO — Gn 30.1,2,14,15

A má comunicação na família de Jacó

 

OBJETIVOS 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

MOSTRAR a importância do fruto do Espírito na comunicação no ambiente familiar;

APRESENTAR bons exemplos bíblicos de comunicação familiar eficiente;

COMPREENDER que saber ouvir é requisito indispensável para a conquista de um grau satisfatório de comunicação entre os membros da família.

 

INTERAÇÃO 

Professor, de quanto tempo você dispõe para ministrar sua aula? Será que é suficiente? Não é difícil ouvirmos relatos de aulas não concluídas porque acabou o tempo, ou ainda porque a discussão do primeiro tópico foi tão empolgante que não restou tempo para os demais. Para melhor administrar seu tempo de aula, sugerimos que faça um plano de aula, definindo quantos minutos serão usados em cada parte: introdução, tópicos, conclusão, atividades, etc. Esse cronograma deve ser flexível e adequar-se a cada lição, considerando, por exemplo, tópicos que trazem assuntos polêmicos, o que demanda mais tempo de aula. Fique atento à inclusão de assuntos alheios à aula e a participações prolongadas. Administre o tempo. Sua aula deve ter começo, meio e fim.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA 

Professor, com certeza você conhece a brincadeira “telefone sem fio”. É uma brincadeira que começa quando alguém, em um grupo de pessoas, cria uma fala (secretamente) e diz no ouvido de quem está ao seu lado. Logo após, o ouvinte repassa a informação para o próximo, até chegar à última pessoa do grupo, que tem a responsabilidade de dizer a fala secreta em voz alta. Geralmente a fala inicial chega totalmente diferente ao destino. Pois bem, professor, a sugestão hoje é que você realize essa brincadeira com seus alunos no início da aula, o que já vai envolver todos eles com o assunto da lição. Após o momento de descontração, ressalte que a boa comunicação é aquela que não sofre ruídos, interferências, e que é imprescindível a qualquer família desenvolver um processo de comunicação eficiente.

 

TEXTO BÍBLICO 

Provérbios 4.1-5,10. 

1 — Ouvi, filhos, a correção do pai e estai atentos para conhecerdes a prudência.

2 — Pois dou-vos boa doutrina; não deixeis a minha lei.

3 — Porque eu era filho de meu pai, tenro e único em estima diante de minha mãe.

4 — E ele ensinava-me e dizia-me: Retenha as minhas palavras o teu coração; guarda os meus mandamentos e vive.

5 — Adquire a sabedoria, adquire a inteligência e não te esqueças nem te apartes das palavras da minha boca.

10 — Ouve, filho meu, e aceita as minhas palavras, e se te multiplicarão os anos de vida.

 

COMENTÁRIO DA LIÇÃO 

INTRODUÇÃO 

A comunicação em família é um dos grandes desafios da vida. Isso porque temos personalidades e temperamentos diferentes. Afinal, todos nós temos somente algo em comum: todos somos diferentes. A engrenagem de uma vida familiar saudável passa por uma comunicação límpida, capaz de estabelecer convergência de sentimentos, cosmovisões, ideais, para se chegar à unidade. Aconteceu isso na torre de Babel. Está escrito: “E o Senhor disse: Eis que o povo é um, e todos têm uma mesma língua; e isto é o que começam a fazer; e, agora, não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer” (Gn 11.6). Lamentavelmente, o objetivo dos construtores da torre de Babel era mau e egoísta: construir um nome para si (Gn 11.4), mas o entrosamento motivacional, entre eles, foi excelente e até Deus reconheceu isso. Sem dúvida, com uma boa comunicação, não haverá nenhuma restrição para tudo que a família planejar fazer de acordo com a vontade de Deus.

 

  1. O FRUTO DO ESPÍRITO NA COMUNICAÇÃO 
  1. Alegria. Alegria é fruto do Espírito Santo. Todos devem buscá-la, em Deus. Jesus falou sobre alegria completa nEle (Jo 15.11; 17.13). O bom humor é algo indispensável para a vida. Uma boa comunicação no lar, ou em qualquer ambiente social, depende do estado de espírito das pessoas. Basta uma pessoa mal-humorada e toda a comunicação ficará comprometida.

Tudo leva a crer que Jesus era simpático e alegre, pois, como se sabe, nenhuma criança se afeiçoa por pessoas com mau humor, mas os infantes frequentemente se aproximavam do Senhor (Lc 18.15,16; Mt 21.15). Em Marcos 10.13-16 os pais levaram seus filhos a Jesus para que Ele os tocasse. Entretanto o Senhor foi além. Está escrito: E, tomando-as nos seus braços e impondo-lhes as mãos, as abençoou (Mc 10.16). Isso é que é simpatia! O Senhor era muito eficiente em sua comunicação. Ele é o nosso exemplo. Sorrir é um bom remédio e ajuda muito na convivência.

  1. Sinceridade. “A sinceridade dos sinceros os encaminhará, mas a perversidade dos desleais os destruirá” (Pv 11.3). Falar com sinceridade (Ef 4.25) é o caminho da prosperidade, da confiança recíproca, da criação de laços indestrutíveis de lealdade. Está escrito que Jó era sincero (Jó 1.1), o que levou sua família a ser muito unida (Jó 1.4). Com sinceridade, os alicerces do relacionamento familiar se estabelecem, os quais se constituem na base de toda empreitada vitoriosa. A mentira, porém, traz desunião e derrota (1Sm 20.30-34).
  2. Perdão. Na vida, sempre haverá conflitos entre os familiares. Uma família vitoriosa tem, sempre consigo, a capacidade de perdoar os de dentro e os de fora. Está escrito que, se não perdoarmos, seremos vencidos por Satanás (2Co 2.10). Ismael e Isaque, Jacó e Esaú, José e seus irmãos, todos se desentenderam fortemente, mas no fim houve perdão recíproco. O perdão fechou as brechas de acesso do mal e forneceu às famílias patriarcais a possibilidade de cumprirem sua missão como ascendentes do Redentor.
  3. Paciência. A Bíblia recomenda que devemos ter paciência com todos (1Ts 5.14). O pai magoa o filho, o qual, por sua vez, ofende a mãe, e ela, de vez em quando, entristece o marido. Esse é o ciclo de alguns relacionamentos. Se um desistir do outro, nunca haverá felicidade na família. Os cristãos deviam ser as pessoas mais pacientes da terra, porque Deus é profundamente paciente conosco. O Senhor exige minimamente, de cada pessoa, o que Ele oferece a todos abundantemente! A paciência do pai do filho pródigo é um belo exemplo para todos (Lc 15.20). 

Pense! 

No meio de tantas conturbações, incompreensões, comportamentos egoístas, como conseguir alcançar um grau de comunicação satisfatório na família?

 

Ponto Importante 

O cultivo contínuo do fruto do Espírito na comunicação da família, estabelecerá um paradigma indestrutível que criará laços de lealdade duradouros. 

 

  1. BOA COMUNICAÇÃO 
  1. Exemplos patriarcais. Vejamos alguns: a) Noé. Vários servos de Deus são exemplos no quesito comunicação familiar. Um deles é Noé. Ele conseguiu colocar no coração da sua família confiança na veracidade de seu projeto. Noé foi ridicularizado por todos por muito tempo, menos por sua família, que suportou as afrontas contra o patriarca, o pregoeiro da justiça (2Pe 2.5). Isso foi tão decisivo, que Deus fez, posteriormente, um pacto com Noé e seus filhos (Gn 9.8-12). A mulher de Noé, por seu turno, estabeleceu um elo indestrutível com o patriarca de, pelo menos, 450 anos de casamento (Gn 5.32; 9.29). Tudo isso se deveu, em grande parte, a uma comunicação familiar eficaz. Todos falavam a mesma língua do patriarca, tinham o mesmo projeto e serviam ao mesmo Deus. b) Abraão. Outro caso importante foi o de Abraão (seu nome era Abrão, que significa “pai ilustre”, e realmente o era, e Deus mudou para Abraão — “pai de uma multidão”). Ele soube comunicar todo o conselho de Deus à sua família. Sara, Agar, Eliezer, Isaque, Ismael e Ló puderam desfrutar de uma comunicação salutar, que incluía, sobretudo, a importância da oração e a necessidade de conhecer a Deus. É notório como todos esses personagens tiveram experiências com o Deus de Abraão! Por outro lado, ele sabia ouvir Sara (Gn 21.12-14), era pacificador (Gn 13.8), não agia com ganância (Gn 13.9), dispunha sempre de tempo para Isaque (Gn 21.8; 22.7,8; 24.1-4), tinha humildade para reconhecer seus erros (Gn 20.10-13), era sensível com a dor dos outros (Gn 18.23-33). Não é à toa que ele é considerado o pai da fé (Rm 4.16) e amigo de Deus (Is 41.8), pois quem anda com Deus aprende a se relacionar bem com o próximo, principalmente com os seus familiares.
  2. Sentindo-se amado com Jesus. Uma boa comunicação noticia mais do que mensagens, pois transmite amor. Sem palavras, o amor brota por todos os lados. Foi assim com Jesus e seus discípulos. Até a noite da traição, Jesus não havia dito que amava seus discípulos, mas nenhum duvidava disso. Quando o Senhor falou “amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo 13.34; 15.9,12) não foi uma surpresa para eles. Os discípulos sabiam disso há muito tempo. A comunicação de Jesus acenava constantemente para esse fato (Jo 11.36). E isso consolava os corações dos que estavam ao seu redor.
  3. Sentindo-se integrado com Jesus. A boa comunicação faz as pessoas se sentirem úteis e integradas, motivando-as a trabalhar por mais tempo e com mais afinco. A forma de Jesus se comunicar fazia as pessoas reconhecerem a importância de sua contribuição individual. Quando o Senhor foi multiplicar pães e peixes, Ele já sabia o que fazer, mas perguntou aos discípulos qual atitude tomar (Jo 6.5,6), para que todos fossem participantes daquele milagre. Em sua família a comunicação é eficaz a esse ponto? Todos se sentem participantes das vitórias? 

Pense! 

O que fazia Jesus ter tanto êxito na comunicação com todas as pessoas, desde as mais cultas até aquelas com pouca instrução? Como alcançar esse grau de excelência?

 

Ponto Importante 

O Senhor Jesus tratava as pessoas singularmente. Ele se comunicava na frequência de cada ouvinte, mas à multidão, ele falava por parábolas.

 

III. A ARTE DE OUVIR 

  1. A exortação de Deus. A arte de saber ouvir é um dom, uma virtude. Vivemos na geração “fone de ouvido”, onde praticamente ninguém quer mais ouvir os outros, mas somente a si mesmo. Na família cristã, porém, deve ser diferente. Tiago, ao escrever sua carta, diz que não apenas alguns, mas todos devem ser prontos para ouvir e tardios para falar (Tg 1.19). Essa regra de ouro da vida em família salvou Naamã da morte iminente (2Rs 5.1-4; 13.14) e pode salvar muitas famílias, hoje em dia, se pararem para ouvir a voz de Deus.
  2. A arrogância dos filhos desobedientes. Arrogância na comunicação em família é algo terrível e destruidor. Roboão, filho de Salomão deixou de ouvir os conselhos dos mais velhos. Achou melhor seguir a orientação daqueles que não tinham experiência na vida. Causou um dano irreparável ao seu reino. Seu pai já tinha dito: “Ouça, meu filho, a instrução de seu pai e não despreze o ensino de sua mãe. Eles serão um enfeite para a sua cabeça, um adorno para o seu pescoço” (Pv 1.8,9 — NVI). Certamente o ensinamento não foi bem compreendido por Roboão. Sua vida foi sem brilho, um garoto mimado, que esteve no trono tão somente pela promessa que Deus fizera a Davi, seu avô. Poderia ter feito uma grande diferença.
  3. A falta de tempo (e paciência) dos pais. Um dos graves problemas familiares é a falta de tempo dos pais para ouvir seus filhos. Frequentemente, eles precisam de apoio, conselhos, atenção. Entretanto, às vezes, os pais estão ocupados demais. Tal situação também ocorre dentro do relacionamento do casal. As consequências são muito ruins. Isso aconteceu com Davi. Um grande rei, mas um péssimo pai. Nunca teve tempo para ouvir as angústias de seu filho Absalão. Nunca o repreendeu. Nunca o aconselhou. Nunca o elogiou. Quando, por fim, Absalão se revoltou e tomou-lhe o reino, parece que Davi entendeu que a culpa era toda paternal. Ao orientar seu general, que iria guerrear para retomar-lhe o poder, pediu que tratasse brandamente seu filho Absalão (2Sm 18.5). Joabe, o general, não atendeu ao rei, e matou o insurgente filho. Ao saber da notícia da morte de Absalão, Davi ficou devastado. Está escrito: “Então, o rei se perturbou, e subiu à sala que estava por cima da porta, e chorou; e, andando, dizia assim: Meu filho Absalão, meu filho, meu filho Absalão! Quem me dera que eu morrera por ti, Absalão, meu filho, meu filho!” (2Sm 18.33).

 

Pense! 

Como pode um homem segundo o coração de Deus, como o rei Davi, ter conseguido ser tão deficiente no papel de marido e pai? Como explicar isso? 

 

Ponto Importante 

Josué escolheu, com sua casa, servir ao Senhor (Js 24.15). Davi, porém, priorizou sua devoção particular e esqueceu sua família. Por isso, deu tudo errado. 

 

CONCLUSÃO 

O corre-corre da vida e as preocupações com o amanhã, às vezes, transformam os jovens em ativistas, os quais não dispõem de tempo para ouvir... Ouvir a voz da consciência, os pais, os irmãos, ouvir a voz do Espírito Santo... Com isso, deixam de desfrutar de momentos especiais com a família e com Deus. Perde-se, assim, o melhor da vida! “Quem tem ouvidos, ouça, o que o Espírito diz às igrejas” (Ap 2.29). 

 

 

HORA DA REVISÃO 

  1. Segundo a lição, o que todas as pessoas têm em comum?

Todas são diferentes. 

  1. Cite dois patriarcas que souberam se comunicar bem.

Noé e Abraão. 

  1. Nome de dois patriarcas que tiveram excelente comunicação familiar.

Noé e Abraão. 

  1. Conforme a lição, quem era segundo o coração de Deus, mas um péssimo pai?

Davi. 

  1. Cite um argumento que demonstra que Jesus era simpático.

As crianças sempre estavam perto dEle.

 

SUBSÍDIO I 

“A comunicação com a pessoa amada é mais do que mera troca de palavras, mesmo se feita com uma habilidade elegante. A comunicação, se usada de forma a oferecer o seu proveito total, possui a promessa de aproximar as pessoas que se amam em um nível tão profundo que qualquer pessoa de fora jamais poderá compreendê-la verdadeiramente.

Temos visto, repetidamente, linhas de comunicação defeituosas puxarem para baixo um relacionamento. [...] Desapontados, os casais erguem defesas um contra o outro, tornando-se cautelosos. Eles param de confiar um no outro e se retiram emocionalmente do relacionamento. Eles não conseguem conversar sem culpar, e então param de ouvir.

É difícil exagerar quando se fala da importância da comunicação em qualquer relacionamento, mas especialmente no casamento. Quase todos os casais (97% que avaliam a sua comunicação com seus companheiros como excelente são felizes no casamento, comparados com apenas 56% daqueles que avaliam a sua comunicação como pobre). A pesquisa concluiu: ‘Em uma era de casamentos crescentemente frágeis, a habilidade de um casal de se comunicar é a parte que mais contribui para um casamento estável e satisfatório’” (PARROTT, Les e Leslie. Conversa de Amor. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2011, pp.22,30,31).

 

SUBSÍDIO II 

“Susanna (Wesley) sabia o valor da atenção concentrada e gastava tempo de qualidade sozinha com cada um de seus oito filhos mais novos que ainda moravam em sua casa. Nas segundas-feiras, gastava tempo com Millie, às terças-feiras com Henry, às quartas-feiras com Nancy, às quintas-feiras com Jacky, às sextas-feiras com Parry, aos sábados com Charles, e aos domingos com Emelia e Sukey. Queria fazer mais do que ser a professora de seus filhos. Queria conhecê-los intimamente. Queria escutar-lhes.

Quais foram os dividendos de seu tempo investido? Talvez seus filhos mais conhecidos sejam John, um evangelista e teólogo renomado que pregou em torno de 42.000 sermões e escreveu 233 livros, e Charles, que compôs uns 8.000 hinos. Juntos, fundaram o metodismo e conduziram a igreja na Inglaterra a um reavivamento, ensinando que a salvação é somente pela graça, somente por meio de Jesus Cristo. Os dois irmãos viajaram mais de duzentos e cinquenta mil quilômetros para espalhar o evangelho de Jesus Cristo.

John (Wesley) [...] disse: Eu aprendi mais sobre o cristianismo com minha mãe do que com todos os teólogos da Inglaterra. Minha mãe foi a fonte pela qual emanaram todos os princípios norteadores da minha vida” (JAYNES, Sharon. Grandes Mães Criam Filhos Felizes. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2013, p.66).

fonte www.mauricioberwaldoficial.blogspot.com

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens 2º Trimestre de 2016 

Título: Eu e minha casa — Orientações da Palavra de Deus para a família do Século XXI

Comentarista: Reynaldo Odilo 

Lição 9: Conflitos familiares

Data: 29 de Maio de 2016 

TEXTO DO DIA 

“Porque ainda sois carnais, pois, havendo entre vós inveja, contendas e dissensões, não sois, porventura, carnais e não andais segundo os homens?” (1Co 3.3).

 

SÍNTESE

 

A família é o campo de treinamento de Deus, por isso, não pode se transformar em um campo de batalha entre irmãos.

 

AGENDA DE LEITURA 

SEGUNDA — Gn 3.12

O primeiro conflito familiar 

TERÇA — Gn 9.24,25

Conflito familiar por causa de desrespeito 

QUARTA — Gn 21.9-12

Conflito familiar por causa de ciúme

QUINTA — Nm 12.1,2

Conflito familiar por posição social 

SEXTA — 2Sm 15.1-6

Conflito familiar por poder

SÁBADO — Lc 12.13

Conflito familiar por herança

 

OBJETIVOS 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

MOSTRAR que os conflitos familiares são um mal que atinge a humanidade desde o Éden;

ANALISAR algumas causas de conflitos no seio da família, entendendo que decidir amar é o remédio para solucionar esses problemas;

IDENTIFICAR na parábola do filho pródigo semelhanças com a nossa história, tanto espiritualmente como do ponto de vista familiar. 

INTERAÇÃO 

Professor, é possível e natural que, com o passar dos dias, a empolgação do início do trimestre já tenha diminuído. Portanto, observe se há algum aluno que tem faltado com frequência e procure informações sobre o motivo de sua ausência. O ideal é que o professor tenha, no mínimo, o número do telefone de seus alunos, ou mesmo outras informações que facilitem um contato direto e ágil. Se você tem esse cuidado, parabéns! Caso não, providencie o mais rápido possível. Quanto ao(s) ausente(s), vá em busca dele(s)! A estratégia a ser utilizada para trazê-lo de volta à sua classe, deve levar em conta o motivo pelo qual não é mais frequente à Escola Dominical. O professor comprometido com a obra para a qual foi vocacionado, jamais desiste de seus alunos!

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA 

Professor, a fim de introduzir o assunto e dinamizar a sua aula, sugerimos que você realize uma pesquisa na internet e selecione casos de conflitos familiares com seus inevitáveis prejuízos, com ou sem grande repercussão, de lugar remoto ou de dentro de seu contexto social. Inicie a aula expondo aos seus alunos os casos selecionados, usando, para isso, o recurso que achar conveniente ou que estiver à sua disposição. Analise com seus alunos as causas, possíveis ou reais, que deram origem a estes casos específicos e que, obviamente, são as mesmas de outros tantos. Faça-os compreender que os conflitos familiares são um mal que atinge a humanidade desde o Éden, mas que precisa ser combatido a fim de que não destrua as famílias. Ressalte, por fim, que decidir amar é o remédio para solucionar esses problemas.

 

TEXTO BÍBLICO 

Lucas 15.11-13,20,25-28. 

11 — E disse: Um certo homem tinha dois filhos.

12 — E o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte da fazenda que me pertence. E ele repartiu por eles a fazenda.

13 — E, poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua e ali desperdiçou a sua fazenda, vivendo dissolutamente.

20 — E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão, e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço, e o beijou.

25 — E o seu filho mais velho estava no campo; e, quando veio e chegou perto de casa, ouviu a música e as danças.

26 — E, chamando um dos servos, perguntou-lhe que era aquilo.

27 — E ele lhe disse: Veio teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo.

28 — Mas ele se indignou e não queria entrar. E, saindo o pai, instava com ele.

 

COMENTÁRIO DA LIÇÃO 

INTRODUÇÃO 

Os conflitos familiares são tão antigos quanto a própria raça humana. Eles começaram a partir do Éden, com a Queda, atingindo Adão e Eva e, posteriormente, Caim e Abel. Desde muito cedo, o homem natural é inclinado a pecar, o que pode ser visto já nas crianças de tenra idade, que são inclinadas ao egoísmo. Esse é o grande problema da humanidade. Na narrativa bíblica, os grandes homens de Deus enfrentaram sérios conflitos em suas famílias, como é o caso dos patriarcas Abraão, Isaque, Jacó, Davi... O único remédio para solucionar conflitos é o amor de Deus que foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo (Rm 5.5). A parábola do filho pródigo narra o epicentro dos conflitos familiares. Filho rebelde em atrito com irmão que não perdoa, e o Pai, que representa Deus, em busca da reconciliação familiar. Essa é a história de todos nós!

 

  1. O GRANDE PROBLEMA 
  1. A maldade humana. A natureza humana decaída é fonte primordial de todos os conflitos familiares. Jesus disse que é do coração do homem que saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios (Mc 7.21). Assim, num agrupamento humano, seja a família, a escola ou a igreja, sempre haverá pessoas com maus pensamentos. Dessa forma, existe no homem natural a tendência ao pecado, que Paulo chama de inclinação da carne (Rm 8.6), por isso, no seio familiar sempre acontecem conflitos. Diante disso, cabe aos cristãos dispensarem às suas famílias uma educação que valorize o fruto do Espírito, que conduza à vida e à paz. A família é campo de treinamento de Deus e não pode se transformar em campo de batalha entre irmãos.
  2. O início precoce. A inclinação para o mal é bem clara na espécie humana, depois da Queda, e começa bem cedo. Deus disse que a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice (Gn 8.21) e que a estultícia (insensatez) está ligada ao coração do menino (Pv 22.15). Percebe-se claramente tal comportamento nas crianças ainda em tenra idade. O mundo pós-moderno, porém, ao invés de tentar melhorar o homem, ensinando-lhe valores morais, tem erguido métodos educacionais prejudiciais, tais como o construtivismo, baseado na ideia de que o conhecimento não é objetivo, mas uma construção social. Por conseguinte, não deveriam ser dadas respostas “certas” às crianças, pois estas deveriam ser ensinadas a criar suas próprias soluções. A educação cristã fará com que a insensatez da criança seja debelada.
  3. A insaciabilidade. O homem é insaciável. Ele sempre quer ter mais e mais, o que pode ser visto, igualmente, no seio familiar. O campo de treinamento do Senhor — a família — deve refrear essa ânsia pelo possuir e impregnar o desejo pelo repartir, tarefa que não é fácil. Esse é mais um aspecto do grande problema: a cobiça. Está escrito que o homem natural nunca satisfaz a sua cobiça (Ec 6.7). A cosmovisão judaico-cristã, porém, possui condições de incutir no homem valores morais indispensáveis, como o altruísmo, a solidariedade, a bondade, a humildade, que combaterão essa terrível inclinação carnal (1Co 3.3), transformando-o num verdadeiro cidadão do céu.

Pense! 

É possível ter esperança de que, um dia, o mundo será livre das mazelas que hoje são presenciadas em todos os lugares, e até na família? 

Ponto Importante 

O homem, enquanto estiver nesta casa terrestre, estará sujeito a inúmeras fraquezas, que geram conflitos; mas um dia, na eternidade a paz será perfeita. 

  1. FAMÍLIAS EM CONFLITO 
  1. Ingratidão e desprezo. Há pessoas que não podem obter êxito em alguma área da vida, que logo tratam de menosprezar os outros. Tal circunstância aconteceu na família de Abraão, logo após Agar ficar grávida. Está escrito: “[...] e, vendo ela [Agar] que concebera, foi sua senhora desprezada aos seus olhos” (Gn 16.4). Diante disso, ela foi expulsa da casa. No deserto, Deus falou com Agar, chamando-a de serva de Sarai e mandou que ela se humilhasse diante de sua senhora (Gn 16.7,9). Deus é justo e fiel. Nunca, em tempo algum, o Senhor compactuou com ingratidão e desprezo dentro ou fora da família. Outro caso bem significativo foi o desprezo sofrido por Léia. Jacó, seu esposo, a desprezava e, por isso, Deus curou sua infertilidade, enquanto Raquel, sua irmã e concorrente, permaneceu estéril (Gn 29.31) por muito tempo (Gn 30.22).
  2. Soberba e ciúme. O sucesso alheio nem sempre foi bem digerido pelos membros da família. Moisés era um homem bem-sucedido e tinha uma família unida. Sua irmã Miriã salvou sua vida, quando ele era bebê. Seu irmão Arão era o seu porta-voz. Tudo estava tranquilo, até que a soberba e o ciúme entraram no seio familiar. Está escrito: “E falaram Miriã e Arão contra Moisés [...] E disseram: Porventura, falou o Senhor somente por Moisés? Não falou também por nós? E o Senhor o ouviu” (Nm 12.1,2). Miriã e Arão achavam que mereciam mais: soberba. E que Moisés tinha prestígio demais: ciúme. Não são essas as causas de muitos conflitos familiares? A situação foi resolvida somente quando Deus interveio, chamando os três para uma conversa na tenda da congregação. Os soberbos e ciumentos irmãos foram repreendidos. Infelizmente, muitas famílias são destruídas por permitirem que tais sentimentos prevaleçam. O amor não se ensoberbece (1Co 13.4).
  3. O remédio sublime. Em toda a Bíblia encontramos famílias em conflitos e, para todas elas, só houve um remédio: o amor. A prática do mal somente é vencida pela prática do bem. Se for pago mal com mal, o mal sempre prevalecerá. E não haverá vencedores. Se for pago, na família, olho por olho, é possível que, em breve, acabem todos cegos. José teve que amar seus irmãos (Gn 45.1-15) e, inclusive, os beijou (aliás, somente depois que os beijou foi que eles falaram com José); Davi também amou seus ingratos irmãos (1Sm 17.28,29; 22.1), dentre muitos outros. Como se sabe, amar não é um sentimento, mas uma decisão. É preciso decidir amar, ainda que os pais não cumpram seus papéis. Ainda que os irmãos enfrentem rivalidades. Está escrito que o amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta... e que ele nunca falha (1Co 13.7,8). 

Pense!

A ideia de pagar olho por olho deve estar presente na família? 

Ponto Importante 

A lei de talião não leva em consideração aspectos espirituais, mas somente humanos. A lei de Cristo é: perdoe, que todos vencerão, e a justiça de Deus se estabelecerá. 

III. A HISTÓRIA DE TODOS NÓS 

  1. O filho egoísta. Jesus contou uma parábola que se parece muito com a história de todos nós, não apenas espiritualmente, mas também do ponto de vista familiar. É a parábola do filho pródigo (Lc 15.11-32). Nela todos os elementos dos conflitos familiares estão presentes. Há o filho egoísta, que pensa apenas em si e está enjoado da vida em família. Ele não precisa de mais ninguém para viver, por isso viaja para longe do aconchego do lar e desperdiça toda sua herança. Quando, por fim, chega ao fundo do poço, em desespero, ele se lembra da casa do seu pai. Essa é a história de muitos filhos que, mesmo sem partirem geograficamente, abandonaram o ideário familiar, buscando construir sua história relativizando os valores morais, com independência emocional e sem compartilhamento de vida. O fim, sempre, será a solidão, pois não há melhor lugar para estar que na companhia daqueles que Deus estabeleceu como família. Ainda há tempo de voltar!
  2. O irmão que não perdoa. Na mesma história, Jesus também narra a situação de outro filho que simplesmente não perdoa. Ele está aparentemente envolvido com a família, mas seu coração está muito longe. E o pior: ele que tanto erra, não admite que ninguém erre. Os conflitos passam sempre pela sua insensibilidade. Ele cumpre os rituais familiares, mas é tão ou mais egoísta que aquele que pode ser chamado de a ovelha negra da família (o pródigo). Este filho (mais experiente), que sempre está em conflito consigo e com os outros, também precisa cair em si, reconhecer seu erro e voltar à boa convivência da vida familiar.
  3. O Pai que reconcilia. Por fim, a parábola do filho pródigo traz a figura do reconciliador — o Pai. Aquele que tenta, por todos os meios, trazer a união para a família, porque ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre (Sl 133.3). O pai, nessa parábola, simboliza Deus, que sempre busca que a família esteja junta, em unidade.

A Bíblia nos conta uma linda história de amor entre Deus e os homens. Nela o Criador está em busca da reconciliação com sua obra-prima — a raça humana (Leia Oseias 11.1-4). Essa linguagem figurada que Deus usa nesse texto retrata bem o seu esforço em ver as famílias unidas, cheias de graça e do Espírito Santo. O Senhor busca as famílias que estão perdidas em seus conflitos intersubjetivos de interesses, que transformaram o campo de treinamento do Reino em um verdadeiro campo de batalha terrenal. Ciúme, brigas, agressões, infidelidades, e uma grande quantidade de males se multiplicam inexplicavelmente. Falta paciência. Falta perdão. Falta amor. Esse não foi o propósito do Criador — o Pai. Ele quer que as famílias vivam felizes, refletindo a glória do Seu Reino. 

Pense! 

Não havia outra coisa para o filho pródigo fazer, a não ser voltar para casa? Ele não deveria buscar, doravante, seu próprio caminho e sofrer pela escolha que fizera? 

Ponto Importante 

O pródigo poderia fazer o que quisesse: morrer de fome ou retornar para seu pai e recomeçar de novo. Ele preferiu recomeçar e não seguir na loucura. 

CONCLUSÃO 

Não adiantam medidas psicológicas paliativas para resolver os conflitos familiares. Deus deve ser convidado para fazer parte do ambiente familiar, para que a história mude e o mal ceda. A família, o laboratório que Deus usa para forjar homens de fé, não pode ser objeto de manipulação maligna, onde os membros são concorrentes, oponentes, inimigos. Ela é o farol que traz luz para as nações, por amor a Jesus Cristo.

 

HORA DA REVISÃO

 

  1. Mencione um versículo na Bíblia que apresenta um dos problemas do Construtivismo.

“[...] o rapaz entregue a si mesmo envergonha a sua mãe” (Pv 29.15). 

  1. Qual é o remédio sublime, segundo a lição?

O amor. 

  1. Conforme a lição, quais foram os pecados de Agar em relação a Sara?

Ingratidão e desprezo. 

  1. Conforme a lição, quais foram os pecados de Miriã e Arão em relação a Moisés?

Soberba e ciúme. 

  1. Segundo a lição, na parábola do filho pródigo, o pai, que representa Deus, sempre busca o quê entre seus filhos?

Reconciliação.

 

SUBSÍDIO 

“Como o irmão mais velho recusou-se a entrar, seu pai saiu e instava com ele, dirigindo-lhe palavras amenas e boas, e desejava que ele entrasse. Ele poderia de forma justa ter dito ‘Se ele não quer entrar, permaneça do lado de fora [...]’. Mas, aquele homem não agiu assim. Da mesma forma como foi ao encontro do filho mais novo, ele agora sai ao encontro do filho mais velho, não mandando um servo com uma mensagem gentil, mas foi pessoalmente. Em primeiro lugar, esta narrativa tem o propósito de nos apresentar a bondade de Deus; como o Senhor foi inexplicavelmente gentil e cativante com aqueles que foram inexplicavelmente intransigentes e provocantes.

Em segundo lugar, ela tem a finalidade de ensinar a todos os superiores a serem brandos e gentis para com aqueles que estão em uma posição inferior à sua.

Seu pai lhe deu uma boa razão para esta alegria incomum na família: ‘Era justo alegrarmo-nos e regozijarmo-nos’, v.32. Ele podia ter insistido com base na sua própria autoridade [...]. Mas isto não convém mesmo àqueles que têm autoridade para sustentar e apelar para isto em cada ocasião, o que somente o faz vulgar e comum, sendo melhor apresentar uma razão convincente, como o pai faz aqui” (HENRY, Matthew. Comentário Bíblico do Novo Testamento. Volume 5, RJ: CPAD, 2010, p.659).

fonte www.mauricioberwaldoficial.blogspot.com

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens 2º Trimestre de 2016

Título: Eu e minha casa — Orientações da Palavra de Deus para a família do Século XXI

Comentarista: Reynaldo Odilo

Lição 10: Quando a divisão se instala na família

Data: 5 de Junho de 2016

 

TEXTO DO DIA 

“E amava Isaque a Esaú, porque a caça era de seu gosto; mas Rebeca amava a Jacó” (Gn 25.28).

 

SÍNTESE 

A divisão na família traz danos para todos, e somente Deus pode restaurar os elos de carinho e lealdade danificados.

 

AGENDA DE LEITURA 

SEGUNDA — Gn 25.22,23

Uma família dividida desde as entranhas 

TERÇA — Gn 25.28

Pais com filhos prediletos 

QUARTA — Gn 25.29-34

Irmãos sem solidariedade 

QUINTA — Gn 26.34,35; 27.46

Noras que são amargura 

SEXTA — Gn 27.6-14

Cônjuge que engana 

SÁBADO — Gn 27.19,41

Irmãos que contendem

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

MOSTRAR que a família de Isaque era uma bênção, o que não impediu que tivesse sérios problemas;

ANALISAR criticamente de que forma a divisão se instalou na família de Isaque, causando inúmeros prejuízos;

GLORIFICAR a Deus pelo final feliz da família de Isaque, onde a humildade e o perdão prevaleceram.

 

INTERAÇÃO 

Professor, você é daqueles que reconhecem a importância dos recursos didáticos como auxiliares no processo de ensino-aprendizagem e fazem uso dessa ferramenta? Então você merece os mais efusivos parabéns! Os recursos didáticos não são somente para as classes infantis. Eles são importantes aliados em qualquer faixa-etária.

Na lição de hoje veremos que a divisão na vida de uma família sempre causa uma enorme perturbação, correndo o risco de surgir um profundo sentimento de descontentamento que pode chegar até à morte.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA 

Professor, a família do patriarca Isaque, que está no centro da aula de hoje, foi extremamente abençoada, mas um dia permitiu que a divisão se instalasse em seu interior. Sugerimos que você divida a sala em dois grupos: um defenderá Esaú, e o outro Jacó. Dê um tempo para cada grupo preparar seus argumentos (não precisa muito porque eles já conhecem a história). Após, ambos apresentam a defesa dos respectivos personagens bíblicos, faça o fechamento da atividade demonstrando que a divisão entre os irmãos trouxe muitos prejuízos, e que a família de Isaque só teve um final feliz porque eles se perdoaram. No final da aula, selecione alguns alunos para a seguinte tarefa: estudar, durante a semana, o primeiro tópico da lição 12, a fim de ministrar sobre o assunto ali abordado, na aula da penúltima semana.

 

TEXTO BÍBLICO 

Gênesis 27.6-8,13. 

6 — Então, falou Rebeca a Jacó, seu filho, dizendo: Eis que tenho ouvido o teu pai que falava com Esaú, teu irmão, dizendo:

7 — Traze-me caça e faze-me um guisado saboroso, para que eu coma e te abençoe diante da face do Senhor, antes da minha morte.

8 — Agora, pois, filho meu, ouve a minha voz naquilo que eu te mando.

13 — E disse-lhe sua mãe: Meu filho, sobre mim seja a tua maldição; somente obedece à minha voz, e vai, e traze-mos.

 

COMENTÁRIO DA LIÇÃO 

INTRODUÇÃO 

A divisão em família sempre causa perturbação, correndo o risco de surgir um profundo descontentamento que pode chegar até à morte. Este é o tema que estudaremos.

 

  1. UMA FAMÍLIA ABENÇOADA 
  1. Pré-história. Para estudar sobre Isaque e sua família, é preciso entender o que aconteceu com a família de seus pais, Abraão e Sara, em relação a ele. Um dia, houve um conflito sobre quem seria o herdeiro de tudo, ao que Deus respondeu a Abraão: “[...] em Isaque será chamada a tua semente” (Gn 21.12). O Senhor estava dizendo que o plano dEle se executaria por intermédio da semente de Sara e, portanto, Isaque era o único herdeiro de Abraão (Gn 22.1,16), devendo o outro filho, Ismael, ser expulso de casa. Sem Isaque, não haveria futuro. Deus fez uma escolha e Abraão obedeceu. Não houve divisão na casa de Abraão porque o velho patriarca ouviu a voz do Senhor.
  2. Casamento no Senhor. Diante da escolha do Senhor em relação a Isaque, Abraão enviou Eliezer para buscar uma esposa da sua linhagem para ele (Gn 24.1-4). Tudo isso foi regado com muita oração, certamente de Abraão, como também de Eliezer (Gn 24.12-14) e do próprio Isaque (Gn 24.63). Rebeca foi escolhida por Deus e seus pais concordaram com o casamento, questão muito importante, não só para aqueles dias, mas também para os atuais.
  3. História que se repete. A mesma coisa que aconteceu com Sara também se repetiu com a esposa de Isaque: Rebeca era estéril. Como Deus cumpriria sua promessa, de fazer com que houvesse descendentes de Isaque como as estrelas do céu (Gn 15.5)? Isaque não ficou imobilizado, frustrado, indignado com o Senhor, ou simplesmente aguardando que as coisas acontecessem automaticamente. Mas ele fez uma campanha de oração que durou vinte anos, para que Deus abrisse a madre de sua esposa, até que ela engravidou e então lhes nasceram os filhos Esaú e Jacó (Gn 25.20,21; 26). 

Pense! 

Se Deus escolheu Isaque como herdeiro de Abraão, dizendo não a Ismael, por que Isaque não poderia escolher Esaú e desprezar Jacó? 

Ponto Importante 

Deus pôde escolher Isaque em detrimento de Ismael, pois o fez em amor. E tudo deu certo. Quando os pais escolhem, porém, o amor é afetado e tudo dá errado. 

 

  1. PROBLEMAS 
  1. Pais com preferências filiais. A abençoada família de Isaque, porém, permitiu que a divisão se instalasse em seu seio. Isso sempre traz consequências terríveis, pois é na força da união familiar que os projetos se realizam (Gn 11.6; Dt 32.30). Isaque certamente entendeu que a preferência de Abraão por ele, em relação ao seu irmão Ismael, aconteceu por ordem do Senhor. Mas o Altíssimo não determinou que houvesse predileção dos pais em relação a qualquer dos filhos; aliás, a única coisa que se sabia sobre o futuro das crianças era uma revelação que Deus dera a Rebeca, dizendo que o maior serviria ao menor (Gn 25.23). Entretanto, como a palavra não fora dirigida a Isaque, talvez ele não levasse a profecia muito a sério. À proporção que a vida foi passando, Isaque se afeiçoou sobremaneira por Esaú e Rebeca por Jacó (Gn 25.28). Pelo que se depreende do texto bíblico, essas preferências não eram em nada discretas, sussurradas nos corações, mas claramente perceptíveis. Era uma situação incomodamente colocada. Os pais faziam questão de tomar partido.
  2. Filhos com cosmovisões distintas. Esaú e Jacó eram gêmeos bivitelinos. Não se pareciam fisicamente, muito menos emocional e espiritualmente, além de possuírem cosmovisões distintas. A vida de Jacó era agradável a Deus (Ml 1.2; Rm 9.13), mas Esaú não foi servo do Senhor (Hb 12.16). A Bíblia o identifica como fornicário e profano. Os irmãos gêmeos tinham visões distintas de mundo. Jacó valorizava as coisas espirituais, e Esaú as materiais (Gn 25.34). Esaú, por exemplo, casou-se com duas mulheres pagãs, as quais trouxeram muita aflição à família patriarcal (Gn 26.33,34), mas Jacó decidiu esperar em Deus pela esposa certa (Gn 27.46).
  3. Rompimento familiar. A divisão que começou como uma fagulha, ainda no ventre materno (Gn 25.22,23), transformou-se em um grande incêndio. Depois de Jacó enganar o pai e a Esaú, o rompimento dos irmãos foi total. 

Pense! 

Será que Rebeca, algum dia, se arrependeu por ter criado toda a confusão que ensejou o rompimento familiar entre seus filhos? Tudo aquilo compensou? 

Ponto Importante 

O ódio plantado na família pode ser incontrolável. O certo é cortar logo o mal na raiz, pelo perdão. 

 

III. FIM DA HISTÓRIA 

  1. A fuga. Fugir nunca é a melhor saída. É importante que cada pessoa assuma os seus erros e arque com as consequências. Jacó, porém, diante do drástico rompimento familiar, empreendeu uma longa viagem à terra de seus avós maternos. Não sabia que lá, distante dos cuidados de Rebeca, passaria por momentos bastante difíceis. Seu tio Labão foi um péssimo anfitrião. Egoísta e traiçoeiro, ele fez Jacó experimentar dos próprios métodos familiares, com os quais enganara seu pai e seu irmão. Jacó reclamou que Labão o enganara, mudando o seu salário dez vezes, com o objetivo de que ele não tivesse prosperidade nos negócios, mas o Senhor o ajudou e o abençoou (Gn 31.7,41). Todavia, como toda fuga tem seu fim, chegou o dia em que Deus determinou que Jacó voltasse à sua terra.
  2. O retorno. Deus tinha mandado que o avô de Jacó, Abraão, saísse da sua terra e da sua parentela, para uma terra que manasse leite e mel, mas o Senhor nunca determinou o retorno do pai da fé à sua terra natal. Por quê? Porque a vida de Abraão, em Ur dos Caldeus, estava bem resolvida familiarmente! Abraão não partiu fugido. Ele saiu de cabeça erguida. Entretanto seu neto, Jacó, ao contrário, tinha deixado marcas de sofrimento na vida do pai e do irmão e, por isso, era preciso retornar para acertar as contas com o passado (Gn 32.3), pois quem assim não procede nunca poderá seguir em frente.
  3. O reencontro. Vinte anos já tinham decorrido desde a fuga de Jacó, mas agora ele retorna com tudo que possuía para se reencontrar com a sua família. Esaú era uma sombra no seu passado. Uma marca indelével. Diante disso, Jacó enviou mensageiros para informar a Esaú que ele estava chegando (Gn 32.3-5). O medo da vingança assombrava o fugitivo patriarca e ficou ainda mais forte quando os emissários voltaram, pois disseram que Esaú viria ao seu encontro com quatrocentos homens (Gn 32.6,7). A partir daí, Jacó voltou a tratar diretamente com Aquele que pode fazer todas as coisas e que aparecera a ele no caminho de ida (Gn 28.10-17). Ele fez uma vigília a noite inteira e teve um encontro com Deus (Gn 32.22-31). Ao amanhecer o dia, Esaú despontou no horizonte, com quatrocentos homens. Um grande exército para a época! Mas o Senhor se compadeceu de Jacó e houve reconciliação entre os irmãos. 

Pense! 

Qual o único jeito de resolver um antigo problema que envolve um grande e duradouro ódio, o qual foi a causa da divisão na família?  

Ponto Importante 

Não houve mortandade entre os filhos de Isaque, porque Jacó buscou a Deus (Os 12.3,4) e se humilhou ante Esaú, recebendo o perdão. Só Deus cura traumas familiares. 

CONCLUSÃO 

Os descendentes de Isaque experimentaram as consequências de uma semente de discórdia plantada pelos próprios pais. Fica o exemplo. É preciso haver equilíbrio no tratamento dos filhos, confiança no caráter de Deus, que sempre cumpre as suas promessas, e um profundo desejo de construir um lar que glorifique ao Senhor, que faça a diferença na terra. Esse é o plano de Deus para os jovens que esperam nEle! 

 

 

HORA DA REVISÃO 

  1. Mencione três famílias que, conforme a lição, sofreram divisões profundas.

Família de Gideão, do rei Acazias e do imperador Nero. 

  1. Segundo a lição, por que não houve divisão na família de Abraão?

Porque ele ouviu a voz de Deus. 

  1. Como a Bíblia identifica a Esaú?

Como fornicário e profano. 

  1. Qual o principal problema de Isaque e Rebeca, em relação aos filhos?

Eles tinham preferências filiais: Isaque amava a Esaú e Rebeca a Jacó. 

  1. Por que Jacó teve que retornar para a terra de seu pai, conforme a lição?

Jacó tinha deixado marcas de sofrimento na vida do pai e do irmão, e, por isso, era necessário retornar para acertar as contas com o passado.

 

SUBSÍDIO I 

“Quando a Cobiça Vence

O poder mal-empregado quase sempre é resultado da cobiça. Com muita frequência, pessoas bem-intencionadas em posição de poder dizem a si mesmas: trabalhei duro por longo tempo. Mereço algo mais do que estou obtendo agora como recompensa. Em consequência, a cobiça toma as rédeas.

As prisões estão cheias de pessoas que em todos os outros aspectos são decentes mas se tornaram cobiçosas. Sei disso porque fiz amizade com muitas delas: advogados, empresários, médicos e até mesmo ex-agentes do FBI. Havia um que fora juiz federal. Como chegaram a esse ponto em suas vidas? Foi o sentimento, a busca, a crença de que estavam acima de tudo e podiam fazer o que quisessem sem jamais prestar contas de sua conduta ou atos. Foi o poder que desejaram a todo custo.

Se quisermos a presença de Deus em nossas vidas, a mentira tem de ir embora! O jogo do poder deve terminar! Precisamos nos arrepender do pecado do engano.

Deus quer levar-nos para além da responsabilidade, até a honestidade total — com Ele, com outros e com nós mesmos” (DORTH, Richard W. Orgulho Fatal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 1996, pp.84,86).

 

SUBSÍDIO II 

“A escolha do nome lsaque (‘ele sorri’)

Deve ter causado uma variedade de sentimentos a cada vez que era pronunciado. Mais importante, era um testemunho do poder de Deus em tornar realidade a sua promessa.

Em uma família de vigorosos desbravadores, lsaque era do tipo quieto, que se importava mais com seus próprios negócios, a menos que recebesse um chamado especifico para agir. Ele foi o filho único protegido desde que Sara livrou-se de Ismael.

Em sua própria família, lsaque ocupava a posição patriarcal, mas Rebeca tinha o poder. Ao invés de ser firme, lsaque achava mais fácil mentir ou condescender a fim de evitar confrontos. Apesar desses defeitos, lsaque fazia parte dos planos de Deus. O exemplo que recebera de seu pai incluía uma grande fé no único Deus verdadeiro. A promessa de Deus, de criar uma grande nação através da qual Ele abençoaria o mundo, foi passada de lsaque para seus filhos gêmeos.

Não é raro nos identificarmos com lsaque em suas fraquezas. Mas considere um instante: Deus trabalha através das pessoas a despeito de suas falhas. Ao orar, fale com Deus que você está disponível para ser usado por Ele. Você descobrirá que a disposição de Deus em usá-lo é ainda maior que o seu desejo de ser usado” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. RJ: CPAD, 2013, p.20).

fonte www.mauricioberwaldoficial.blogspot.com

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens

2º Trimestre de 2016 

Título: Eu e minha casa — Orientações da Palavra de Deus para a família do Século XXI

Comentarista: Reynaldo Odilo 

Lição 11: A família segundo o coração de Deus

Data: 12 de Junho de 2016 

 

TEXTO DO DIA 

“Acabando, pois, Jacó de dar mandamentos a seus filhos, encolheu os seus pés na cama, e expirou, e foi congregado ao seu povo” (Gn 49.33). 

SÍNTESE 

A família segundo o coração de Deus pode enfrentar dificuldades em sua trajetória, mas sempre será triunfante.

 

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA — Gn 12.1-3; 16.1-3; 24.1; 25.9

A família modelo de Abraão

TERÇA — Gn 24.62,63,65,67; 25.21,26; 33.4

A persistente família de Isaque 

QUARTA — Gn 28.10-22; 30.1; 38.1,2; 37.20; 49.33

A renovada família de Jacó 

QUINTA — Rt 1.4,5,16,17; 4.13-17

A abençoada família de Rute

SEXTA — Lc 1.6,7,18,67-80

A obediente família de Zacarias 

SÁBADO — Mt 1.18-25; Jo 7.3-5; At 1.14

A família de Jesus 

OBJETIVOS 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

RECONHECER que não existe família sem defeito, mas que é possível construir uma família segundo o coração de Deus;

REFLETIR sobre o fracasso do rei Davi, enquanto marido e pai, e sobre as consequências de seus erros para o destino de toda a sua família;

ANALISAR o padrão de família adotado pelo patriarca Abraão, o qual influenciou forte e positivamente seus descendentes.

 

INTERAÇÃO 

Professor, se você ainda não faz uso de recursos didáticos em suas aulas, segue uma experiência registrada no livro Recursos Didáticos para a Escola Dominical (CPAD, 2007, p.39), para sua reflexão: “O dia da aula se aproximava. Apesar de ter estudado a semana inteira, e reunido uma grande quantidade de informações acerca do tema daquela aula, ainda não havia pensado em uma maneira de cativar o interesse dos meus alunos. Era uma turma de adolescentes. O tema da aula versava sobre o dever de o crente ser pacífico diante de um mundo violento. Como fazer os alunos se sentirem inseridos nesse infeliz contexto social? Como fazer com que percebam sua responsabilidade na redução e combate à violência? Essa era a questão! Foi então que decidi valer-me de algumas imagens estampadas em jornais e revistas que noticiavam os últimos acontecimentos violentos em nossa cidade. Recortei-as cuidadosamente e as colei em uma cartolina. Fixei-a bem no centro do quadro para causar a maior impressão possível. Quando os alunos introduziram-se na sala, não conseguiram esconder a pasmaceira. ‘Professor, quanta violência! Precisamos orar por nossa cidade. Deus há de fazer alguma coisa!’. Pronto. Era o que eu objetivava. Eles estavam envolvidos social e espiritualmente com o problema”.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA 

Professor, após a ministração do primeiro tópico, divida a turma em dois grupos: A e B. Peça que os grupos leiam e debatam, respectivamente, os assuntos dos tópicos II (Uma família fracassada) e III (Uma família modelo). Logo após, peça que metade dos componentes do grupo A troquem de lugar com integrantes do grupo B. Agora temos, tanto no A como no B, alunos que estudaram tópicos distintos, e que deverão compartilhar uns com os outros o que já aprenderam. Conceda-lhes, em cada momento, um tempo razoável para a discussão.

 

TEXTO BÍBLICO

 

Salmos 128.1-6. 

1 — Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos!

2 — Pois comerás do trabalho das tuas mãos, feliz serás, e te irá bem.

3 — A tua mulher será como a videira frutífera aos lados da tua casa; os teus filhos, como plantas de oliveira, à roda da tua mesa.

4 — Eis que assim será abençoado o homem que teme ao Senhor!

5 — O Senhor te abençoará desde Sião, e tu verás o bem de Jerusalém em todos os dias da tua vida.

6 — E verás os filhos de teus filhos e a paz sobre Israel.

 

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

 

INTRODUÇÃO 

O salmo 128.2 diz que o homem que teme ao Senhor será feliz. Para os dias atuais, isso pode parecer uma utopia, um desejo inatingível, mas é exatamente o que acontece com a pessoa que está em uma família que conhece a Deus. Ela conquistará vitórias e triunfará (Sl 127.1-5).

 

  1. UMA FAMÍLIA SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS 
  1. A família perfeita. Qual rapaz ou moça que nunca pensou em casar, ter filhos e construir um lar feliz? Todos, algum dia, sonhamos em ter uma família perfeita. Entretanto, será que isso existe? Bem, como não existe ser humano perfeito, impecável, também não existe família sem defeito. Contudo, como pode existir homens e mulheres segundo o coração de Deus, nossa família também pode assumir esse padrão (Sl 128). O Senhor não deseja que abramos mão desse projeto tão vital para a existência. Talvez haja dificuldades para um jovem pensar nisso, sobretudo por alguma limitação que possua, mas Deus pode fazer, em um movimento, o que as pessoas passariam meses e anos para realizar. Ninguém deve desistir do desejo de ter uma abençoada família, a não ser que Deus o vete expressamente (Jr 16.2). Também não deve haver ansiedade para que Deus apresse o processo da bênção (1Pe 5.7). Tudo ocorrerá no tempo certo. O jovem deve sempre agradecer a Deus por todas as circunstâncias, e levar ao Senhor, em oração, todas as suas petições (1Ts 5.17; Fp 4.6,7).
  2. Construindo um lar feliz. Não existe família cujos membros nunca tenham falhado. Afinal, todos pecaram (Rm 3.23). A única exceção é o Cordeiro de Deus! Porém, há relatos de muitas famílias segundo o coração de Deus, como as de Abraão, de Isaque, de Jacó, de Jesus, dentre outras. Deus pode fazer que seus servos tenham uma família abençoada e feliz, em um mundo imperfeito (Sl 127.1)! A família segundo Deus tem conflitos, mas os leva a Cristo, e eles são resolvidos. É aquela família em que os pais erram em relação aos filhos, mas reconhecem o erro e pedem perdão; cujos filhos têm conflitos entre si, mas possuem a capacidade de restauração; cujos cônjuges são pessoas normais, que se ofendem, mas que se reconciliam. Essa é a família ideal, que cai, mas não fica prostrada (Sl 20.7,8), cujos cônjuges discordam, discutem, divergem, mas continuam juntos vivendo com integridade a beleza de serem uma só carne (Sl 128.3). Vivendo uma vida para Deus.
  3. O grande paradoxo. Viver para Deus é uma grande aventura e presume que tudo, no fim da vida, sairá bem (Sl 128.1,2). Essa é a regra, mas existem tristes exceções. Há pessoas que servem a Deus, mas não conseguem conduzir suas famílias pelo caminho do Senhor. Daí vem o grande paradoxo: é possível alguém ser segundo o coração de Deus, mas produzir uma família fracassada em todos os sentidos. Os pais, muitas vezes, detêm posição de destaque, mas se esquecem de ensinar aos filhos no caminho em que devem andar (Pv 22.6). O fim é sempre trágico. A família de um homem é o seu maior patrimônio. Perguntaram certa vez a um famoso pregador do Século XX, qual tinha sido o maior pregador de todos os tempos, ao que ele respondeu que era o patriarca Noé, pois ele havia conseguido salvar sua própria família. Essa é uma das grandes contradições da vida: ganhar a Cristo, mas perder sua família. Essa perda deve ser evitada a qualquer custo. Todo esforço, no fim, valerá a pena!

 

Pense! 

Conquistar o mundo inteiro, mesmo que para isso tenha que perder a família, é a escolha que muitos fazem. Será que, no fundo, isso vale a pena?

 

Ponto Importante 

Perder a família significa frustrar a quem se ama, romper com os primeiros sonhos, abrir mão de álbuns de família e entristecer a Deus. Isso não vale a pena!

 

  1. UMA FAMÍLIA FRACASSADA 
  1. Davi e suas escolhas. Davi foi um grande rei, mas um péssimo marido e pai. Ele foi um homem que agradou a Deus por sua extraordinária devoção, mas entristeceu sobremaneira ao Senhor por suas escolhas nada sensatas ao longo da vida. Para se casar, ele buscou uma moça de posição (a filha do rei), mas não perguntou a Deus se aquela era sua vontade. Depois, teve um caso amoroso com a mulher de um de seus soldados, tendo, inclusive, para acobertar sua conduta vergonhosa, providenciado a morte do marido traído. Seu mau exemplo trouxe-lhe inúmeros prejuízos espirituais, morais, familiares e políticos. Ele nunca mais foi o mesmo aos olhos dos que o conheciam!
  2. Davi e seus relacionamentos. Ao longo da vida é possível a pessoa se perder. Começar bem e terminar mal. Foi assim com Davi. Ele aparece na Bíblia sendo cheio do Espírito Santo, recebendo a unção real, obedecendo a seu pai, servindo a seus irmãos, derrotando Golias, concedendo vitórias a Israel. Entretanto, esse gigante da fé perdeu-se em seus relacionamentos. Tornou-se um pai irresponsável, frio e insensível. Ele nunca contrariou o indolente Adonias (1Rs 1.6), não puniu a Amnom depois do estupro da própria irmã Tamar, bem como nunca quis conversar com seu filho Absalão depois dele cometer um fratricídio, demonstrando que não compreendia o que era ser um pai. Acrescente-se, também, que ele não se preocupava com as más companhias dos filhos. Como marido ele também não andou bem. Buscou mulheres para demonstrar seu poderio e suas alianças, mas não se vê Davi sendo atencioso e respeitoso com elas. As consequências por esses comportamentos inapropriados foram terríveis. E o pior: não só para ele! Todos na sua família sofreram. Lágrimas, sangue, traição... Um triste espetáculo de sofrimento e dor.
  3. O fim da família de Davi. Diferentemente das famílias de Abraão, Isaque, Jacó, Rute, Zacarias e Jesus, que tiveram um final feliz, cumprindo a missão que o Senhor lhes estabelecera, a família do rei Davi teve um fim deprimente. Ficou toda esfacelada. Nas orientações finais a seu filho Salomão, recomendou que o filho conhecesse a Deus (1Cr 28.9). Ora, Davi pediu a Salomão para conhecer a Deus só no fim da vida? Ele teve toda a infância de Salomão para o ensinar, mas, certamente, como rei, Davi não tinha tempo para falar sobre Deus com seu filho. Lamentável! Saibamos, pois, como instruir e educar nossos futuros filhos no caminho de Deus. Caso contrário, grande será a nossa tristeza. Jovem, seja sábio. 

Pense! 

Será que o rei Davi percebeu, em algum momento da vida, as consequências devastadoras que ele trouxe para sua família? 

Ponto Importante 

“O rei se perturbou [...] e chorou [...] Meu filho Absalão, meu filho, meu filho Absalão! Quem me dera que eu morrera por ti, Absalão, meu filho, meu filho!” (2Sm 18.33). 

 

CONCLUSÃO 

Uma família segundo o coração de Deus não é feita por pais e filhos acima da média, mas por pessoas comuns que se submetem à Palavra de Deus, amam-se mutuamente e decidem lutar para fazer a diferença em uma geração incrédula e perversa (Fp 2.15). O jovem cristão deve colocar tal projeto diante do Senhor, esperar o tempo, escolher bem e o resto Ele fará (Sl 37.5). Viver com Deus é uma intensa experiência!

 

 

HORA DA REVISÃO

 

  1. Qual Salmo diz que o homem que teme ao Senhor terá uma família feliz?

Salmo 128. 

  1. Conforme a lição, qual é um dos maiores paradoxos da vida?

(Servir a Deus e ter uma família fracassada em todos os sentidos). 

  1. Conforme a lição, qual o rei que, em seus relacionamentos, começou bem e terminou mal?

Davi. 

  1. Qual a família modelo mencionada na lição?

A família de Abraão. 

  1. Segundo a lição, o que significa “perder a família”?

Frustrar a quem se ama, romper com os primeiros sonhos, abrir mão de álbuns de família e entristecer a Deus.

 

SUBSÍDIO I 

“John Dewey, o teorizador educacional mais influente da América. Aplicou as ideias de Charles Darwin na educação. Dewey rejeitou a visão bíblica da criança como uma criatura de Deus e manteve, ao contrário, que ela não é nada mais do que um organismo biológico.

Aplicando essa filosofia, Dewey propôs uma teoria educacional que acentuou o processo em detrimento do conteúdo. As crianças não deveriam ser ensinadas a respeito de fatos e verdades elas deveriam ser ensinadas a como conduzir um processo de investigação.

Uma versão atual dessa filosofia é a educação ‘construtivista’, a técnica pedagógica mais popular hoje em dia, que está baseada na ideia de que o conhecimento não é objetivo, mas uma construção social; por conseguinte, não deveriam ser dadas as respostas ‘certas’ às crianças, mas estas deveriam ser ensinadas a construir as suas próprias soluções através da interação dentro do grupo.

As crianças são ensinadas a construir as próprias regras matemáticas, os próprios sistemas de ortografia (‘soletração inventada’), a própria maneira de contar e assim diante, enquanto os professores são estimulados a não dizer aos alunos se suas respostas estão certas ou erradas” (COLSON, Charles; PEARCEY, Nancy. E agora, como viveremos? 2ª Edição. RJ: CPAD, 2000, pp.392,393).

 

SUBSÍDIO II 

“Tanto o Antigo Testamento como o Novo Testamento fornecem uma variedade de soluções práticas para um relacionamento matrimonial e familiar bem-sucedido. O livro de Provérbios está especialmente repleto destes ensinos.

Além das instruções específicas, as Escrituras também fornecem muitas ilustrações significativas que, por sua vez, apresentam princípios para uma vida familiar como a vida de Cristo. Por exemplo, os filhos de Eli e os filhos de Davi são um forte lembrete quanto ao que acontece quando os pais falham (1Sm 3.13; 2Sm 12.10). José é, sem dúvida, o supremo exemplo do perdão familiar (Gn 50.15-21).

Jesus ilustrou as atitudes corretas do pai em relação ao filho que se desviou em sua parábola do filho pródigo (Lc 15.11-24), mas ele apresenta também motivos egoístas claros por parte dos pais (Mt 20. 20-28).

Não há dúvida de que os ensinos da Bíblia elevam a família e sua função a um nível não alcançado em nenhuma outra literatura ou sociedade. Embora esta unidade social divinamente instituída tenha falhado em muitos casos, não funcionando em um nível correto dentro da comunidade cristã, o padrão santo de Deus para a vida da família não está invalidado” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.773).

 www.mauricioberwaldoficial.blogspot.com

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens

2º Trimestre de 2016

Título: Eu e minha casa — Orientações da Palavra de Deus para a família do Século XXI

Comentarista: Reynaldo Odilo

Lição 12: A família de Jesus

Data: 19 de Junho de 2016 

 

TEXTO DO DIA 

“Com a sabedoria se edifica a casa, e com a inteligência ela se firma” (Pv 24.3).

 

SÍNTESE 

Ensinar os filhos no caminho do Senhor, como fizeram José e Maria, é o passaporte para a felicidade da família, ainda que haja problemas no percurso.

 

AGENDA DE LEITURA

 

SEGUNDA — Mt 1.1-16; Lc 3.23-38

Uma família nobre 

TERÇA — Lc 2.24

Uma família pobre 

QUARTA — Mt 1.24; Lc 1.38

Uma família com pais fiéis 

QUINTA — Jo 7.1-5

Uma família com filhos incrédulos 

SEXTA — Jo 2.1-11

Uma família solidária 

SÁBADO — At 1.14

Uma família que vence a dúvida e o medo

 

OBJETIVOS 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

ENALTECER os valores de José e Maria como exemplo de jovens comprometidos com a vontade de Deus para suas vidas;

CONSIDERAR que Deus escolheu para acolher seu Filho Jesus aqui na terra uma família pobre, mas que observava os valores da solidariedade e do trabalho;

SABER que a família de Jesus não era diferente da nossa, ou seja, também era formada por pessoas falíveis, o que não a impediu de vencer desafios como a dúvida e o medo.

 

INTERAÇÃO 

Professor, no próximo domingo será o encerramento do trimestre, portanto, programe-se! Desafie seus alunos! Peça que tragam o maior número possível de parentes à Escola Dominical, independente da idade, salvos ou não. Os objetivos são: congregar toda a família, apresentar a nossa classe bíblica àqueles que não a conhece e trazer de volta os que andam ausentes, tudo isso no final de um trimestre em que “respiramos” família. Cuide para que os parentes visitantes sejam apresentados à igreja. Premie os alunos mais esforçados, observando os recursos financeiros que lhe são disponíveis. Sugestões de brindes: caixas de bombons que possam ser compartilhadas por seu aluno com os familiares presentes e/ou livros da CPAD que tratem do assunto família.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA 

Professor, é interessante que você fique atento aos seus alunos para identificar entre eles possíveis vocacionados para o ministério do ensino. A atividade proposta a alguns alunos no final da aula passada pode ajudar nesse processo de descoberta. Conforme acordado, faça a introdução da aula e depois dê oportunidade para que os alunos selecionados abordem o tópico I da lição, que trata da pré-história familiar de Jesus. Deixe que eles se sintam à vontade e auxilie no que puder. Não é demais ressaltar que o objetivo dessa tarefa não é que o aluno substitua o professor, mas promover a dinamização da aula com a participação dos alunos, aumentando, inclusive, seu comprometimento com a Escola Dominical, além de, quem sabe, descobrir novos talentos na área da educação cristã.

 

TEXTO BÍBLICO 

João 7.2-5,8-10. 

2 — E estava próxima a festa dos judeus chamada de Festa dos Tabernáculos.

3 — Disseram-lhe, pois, seus irmãos: Sai daqui e vai para a Judeia, para que também os teus discípulos vejam as obras que fazes.

4 — Porque não há ninguém que procure ser conhecido que faça coisa alguma em oculto. Se fazes essas coisas, manifesta-te ao mundo.

5 — Porque nem mesmo seus irmãos criam nele.

8 — Subi vós a esta festa; eu não subo ainda a esta festa, porque ainda o meu tempo não está cumprido.

9 — E, havendo-lhes dito isso, ficou na Galileia.

10 — Mas, quando seus irmãos já tinham subido à festa, então, subiu ele também não manifestamente, mas como em oculto.

 

COMENTÁRIO DA LIÇÃO 

INTRODUÇÃO 

Havia muitas profecias falando sobre o nascimento do Salvador Jesus, e muitos esperavam por isso. O dia chegou e, num canto desprezado do mundo, uma família humana o recepcionou com todo amor e carinho. Os pais eram de ascendência real, porém pobres; tinham nobreza de caráter e uma grande fé em Deus. O início da vida familiar foi bastante difícil, com muitas perseguições e ameaças, mas Deus estava no controle. A família cresceu em torno de uma carpintaria em Nazaré.

 

  1. PRÉ-HISTÓRIA FAMILIAR 
  1. Uma família nobre. Toda história tem uma pré-história, que a subsidia e a abaliza. O conhecimento da pré-história ajuda a compreender o contexto dos acontecimentos do presente histórico, bem como lança luz em alguns pontos obscuros e de difícil explicação. Esse entendimento desvendará a motivação e a conduta dos personagens da narrativa, diante da carga de valores familiares que acumulam, recebidos por tradição, pela educação religiosa, ou pela herança cultural. Não é sem causa, portanto, que todos os evangelhos contam a pré-história ministerial de Jesus, ao narrar a história de João Batista (Mt 3.1-12; Mc 1.1-8; Lc 3.1-18; Jo 1.15) e a sua pré-história familiar (Mt 1.1-25; Lc 1-3; Jo 1.1-12 — a exceção é Marcos). Observe-se que cada evangelista narra essa pré-história do Messias com base na figura que o Espírito Santo quer transmitir no Evangelho. Por exemplo, Lucas fala da sua profunda humanidade, mas João menciona a pré-história do Messias sob o olhar divino, por detrás dos umbrais da eternidade. Não são, portanto, pré-histórias contraditórias, mas complementares. Assim, a família de Jesus (como todas as famílias) tem uma história antes da história que se quer contar, e ela começa com seus pais. Por isso, a ascendência de José foi narrada por Mateus, ao passo que Lucas, segundo a maioria dos estudiosos, mencionou a ascendência de Maria, dando conta de que ambos possuíam um tronco genealógico muito nobre. Eram da linhagem dos reis de Israel, portanto, pertenciam à tribo de Judá, sendo descendentes diretos tanto de Abraão quanto do Rei Davi. Assim, repousava sobre essa família toda sorte de promessas e direitos.
  2. Uma família corajosa. Os pais humanos de Jesus eram muito corajosos. Maria, uma moça bastante jovem, quando ouviu do anjo Gabriel que seria a mãe do Salvador, mesmo sabendo que aquilo poderia, inclusive, ensejar seu apedrejamento, aceitou a vontade do Senhor (Lc 1.38). Esse sentimento de destemor também integrava os valores de José. Ele foi fazer o recenseamento da família em sua terra natal nos últimos dias da gravidez de Maria (Lc 2.1-4).Também não ficou desesperado ante à ameaça de morte de seu primogênito por Herodes, quando teve que fugir para o Egito (Mt 2.13-15). A vida do simples carpinteiro, de uma hora para a outra, entrou em grande provação, mas ele permaneceu inabalável, juntamente com Maria (Mt 2.19-21).
  3. Uma família de pais obedientes. José e Maria sempre foram muito obedientes. Eles não tinham suas vidas por preciosas. Quantas vezes tiveram de mudar o que haviam planejado, por causa de uma revelação? Isso aconteceu no anúncio da gravidez pelo anjo, em relação a Maria (Lc 1.38), e na determinação divina, através de sonhos, para que José aceitasse o casamento com Maria (Mt 1.24), além de outras orientações sobre para onde a família deveria se deslocar, qual atividade desenvolver etc. Observa-se, ainda, que eles criaram sua família no temor de Deus. Os filhos que José e Maria tiveram em comum, no fim de tudo, transformaram-se em expoentes da fé cristã. Pais obedientes a Deus geram filhos obedientes, que andam pelo caminho do Senhor e não se desviam dele (Pv 22.6). 

Pense! 

Dentre tantas famílias com destaque social em Israel, por que Deus escolheu um pobre e inexpressivo casal para cuidar de seu Filho Unigênito?

 

Ponto Importante 

Os critérios das escolhas de Deus não podem ser questionados. Ele viu algo em Maria e José que só na eternidade saberemos. 

  1. VIDA SOCIAL 
  1. Pobre. A vida do carpinteiro José não era abastada. Ele e sua família não eram ricos. Prova disso é que, quando foram apresentar a Jesus no Templo, os pais levaram para sacrificar um par de rolas, que era a oferta dos casais pobres (Lc 2.21-24). Quando adulto, o próprio Senhor falou que não tinha onde reclinar a cabeça (Mt 8.20). A prática de colher espigas nos campos alheios era prerrogativa apenas dos pobres (Lv 19.9,10) e os discípulos de Jesus assim o fizeram (Mt 12.1). Também, para entrar em Jerusalém, Jesus teve que pedir emprestado um jumentinho (Lc 19.29-35) e, por fim, a última Páscoa foi celebrada em um cenáculo emprestado (Lc 22.7-13). Todos esses episódios ratificam o fato de que a família de Jesus era pobre (2Co 8.9).
  2. Solidária. O primeiro milagre de Jesus ocorreu em um casamento, quando Maria intercedeu junto a Ele por um problema alheio — a falta de vinho (Jo 2.1-11). Maria demonstrou solidariedade. Ela sabia que aquela circunstância constrangedora não era problema dela, nem de Jesus, mas mesmo assim pediu sua intervenção. A família de Jesus aprendeu a olhar para os mais pobres. Tiago, filho de José e Maria, foi um dos que orientou ao apóstolo Paulo que se lembrasse dos pobres (Gl 2.10) e também, em sua epístola, denunciou aqueles que desonravam os pobres (Tg 2.5,6) e não ajudavam os necessitados (Tg 2.15,16). Importante citar, igualmente, a determinação do Salvador para que João acolhesse Maria em sua própria casa (Jo 19.26,27). O filho primogênito tinha o dever moral de deixar sua mãe amparada. Jesus era Deus, mas, mesmo na hora da morte, continuou sendo um filho exemplar.
  3. Trabalhadora. A família de Jesus era muito trabalhadora. Quando os conterrâneos do Mestre o viram, lembraram-se logo da profissão de seu pai e do trabalho exercido pelo Nazareno na carpintaria (Mt 13.55,56; Mc 6.3). Tiago, filho de José e Maria, também criticou os empresários que diminuíram os salários dos trabalhadores (Tg 5.4), refletindo o sentimento aprendido no seio familiar e, claro, a vontade de Deus para a vida dos homens, pois todo trabalho honesto merece uma recompensa digna (1Tm 5.18). Está escrito: “[...] trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade” (Ef 4.28).

Pense!

 

Por que Deus não colocou Jesus em uma família na qual Ele não precisasse trabalhar? Não seria bem melhor para o Filho de Deus?

 

Ponto Importante 

Deus sabia da pobreza de José e Maria, mas era importante para Jesus viver intensamente sua humanidade. Todo trabalho honesto dignifica o homem. 

 

III. VIDA ESPIRITUAL 

  1. Pais cheios de fé. A história da família de Jesus foi marcada pela fé. José e Maria aceitaram a missão de abrigar o Filho de Deus em seu lar e em suas vidas, pela fé. Eles poderiam ter dito não, mas, cheios de fé, sorriram para o plano do Altíssimo. Como deve ter sido difícil para eles entenderem o fato do Filho, aos doze anos, ter ficado em Jerusalém sozinho, ou mesmo quando Maria recebeu uma resposta forte nas bodas de Caná (Jo 2.3,4). Mas eles estavam cheios de fé e viram a glória do Senhor. Maria, mesmo sem entender, guardava as coisas incompreensíveis no coração (Lc 2.19). Eles são verdadeiros heróis da fé.
  2. Filhos incrédulos. Em Marcos 3.21 observa-se a família de Jesus achando que Ele estava louco e seus parentes saindo para o prender. Eles não estavam convencidos de que os milagres extraordinários e as pregações arrebatadoras de grandes multidões do Messias fossem obra de Deus. Como aconteceu com o rei Davi e seus irmãos, os irmãos de Jesus também o desprezaram. Em João 7.1-8 vê-se os irmãos do Redentor zombando dEle. O Senhor, naquele momento, evitou o confronto, deixando que eles viajassem sozinhos para Jerusalém e, depois, partiu para participar da Festa dos Tabernáculos.
  3. Família que vence a dúvida e o medo. A família de Jesus venceu o medo e a dúvida. Em Atos 1.14 consta que Maria e seus filhos biológicos Tiago, José, Judas e Simão (Mc 6.3; Mt 13.55), integravam a primeira comunidade cristã. Em 1 Coríntios 9.5 há a informação de que os irmãos do Senhor atingiram uma posição de liderança na igreja em Jerusalém. Em Gálatas 1.19 é lembrada a visita de Paulo a Jerusalém, onde, além de Cefas, encontrou Tiago, o irmão do Senhor. Em 1 Corintíos 15.7 está escrito que Cristo, depois de ressuscitar, apareceu a Tiago. 

Pense! 

O que aconteceu de tão maravilhoso que levou todos os irmãos de Jesus a se converterem após sua morte no Calvário? 

Ponto Importante 

A conversão da família de Jesus pode ter decorrido da revelação a Tiago (1Co 15.7) ou da Cruz (Jo 12.32). Uma coisa é certa: ficaram em Jerusalém em oração (At 1.14).

 

CONCLUSÃO 

A família de Jesus apresentava bastante complexidade, como a de todos nós, pois seus integrantes eram seres humanos falíveis. Eles duvidaram, temeram, mas, no fim de tudo, compreenderam o magnífico projeto do Altíssimo. Não é assim, por acaso, que acontece cotidianamente? Membros de famílias cristãs se perdem, mas, depois, como o filho pródigo, retornam ao lar paternal? É preciso orar e esperar. Deus está no controle! 

HORA DA REVISÃO

 

  1. Segundo a lição, qual dos irmãos de Jesus foi pastor em Jerusalém?

Tiago. 

  1. Qual foi a missão de Maria?

Ser a mãe do Salvador. 

  1. A Bíblia informa os nomes de algumas das irmãs de Jesus? Se sim, quais seus nomes?

A Bíblia não informa o nome de nenhuma irmã de Jesus, apenas diz que existiam. 

  1. Quais os nomes dos irmãos de Jesus?

Tiago, José, Judas e Simão. 

  1. Em qual versículo está escrito que, depois de ressucitado, Jesus apareceu a Tiago?

1 Coríntios 15.7.

 

SUBSÍDIO 

“Os versículos 3 a 8 contêm o diálogo entre Jesus e seus irmãos. Eles falam pela primeira vez nos versículos 3 e 4, onde exortam Jesus a ir a Jerusalém para a Festa dos Tabernáculos — ocasião apropriada para Ele ir publicamente com suas declarações messiânicas, as quais, julgam, devem ser divulgadas de maneira ousada: ‘Para que também os teus discípulos vejam as obras que fazes’. Implícito está a noção de que esta é a maneira de angariar seguidores — fazer sinais. Eles concluem no versículo 4 com a exortação de Ele se manifestar ao mundo.

O modo como os irmãos de Jesus falam claramente os coloca na categoria dos incrédulos. Jesus se distingue ainda mais dos seus irmãos. Seus irmãos foram vistos pela última vez em João 2.12. Jesus não confiava neles, e também não confia agora. Nestes pequenos parágrafos, estes irmãos desempenham papel importante e tornam-se antagonistas de Jesus, aparecendo duas vezes (vv.3,10). Eles estão com o mundo (que o odeia) em seu pecado e incapacidade de conhecer as coisas espirituais. Mais tarde, em João 20.17, Jesus envia uma mensagem a seus irmãos acerca de ir para o Pai, muito provavelmente a fim de encorajá-los a crer” (Comentário Bíblico Pentecostal. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004, pp.528,529).

fonte www.mauricioberwaldoficial.blogspot.com

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens

2º Trimestre de 2016

Título: Eu e minha casa — Orientações da Palavra de Deus para a família do Século XXI

Comentarista: Reynaldo Odilo

Lição 13: A família no Século XXI

Data: 26 de Junho de 2016 

TEXTO DO DIA

 

“E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará” (Mt 24.12).

 

SÍNTESE 

A família do século XXI passa por uma séria crise, mas a Bíblia Sagrada tem a solução para a restauração de todas as coisas.

 

AGENDA DE LEITURA 

SEGUNDA — Mt 24.7,8; 2Ts 2.7

Uma família que vive em turbulência

TERÇA — 2Tm 3.2

Uma família que desobedece aos pais 

QUARTA — Mt 24.12

Uma família com pouco amor 

QUINTA — Mt 10.21,36; 24.10

Uma família com problemas de relacionamento 

SEXTA — Lc 17.26,27

Uma família materialista 

SÁBADO — Lc 17.28-30

Uma família que não respeita o casamento

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

ELENCAR as crises que corroem a estrutura familiar na atualidade;

ENTENDER que a origem dos terríveis problemas enfrentados pela família no século XXI é espiritual: o distanciamento do homem de seu Criador;

PERCEBER os efeitos danosos da cosmovisão pós-modernista na sociedade atual.

 

INTERAÇÃO 

Caríssimo professor, chegamos ao final do trimestre! A sensação é a de dever cumprido. Esperamos, sinceramente, que a interação da qual desfrutamos por meio desta seção tenha abençoado o seu ministério de alguma forma. Vem aí um novo desafio! Que Deus o fortaleça e que seu ministério seja coroado com muitos frutos! “Ensinar pode, às vezes, parecer a tarefa mais difícil do mundo. Há tanto para fazer e tão pouco tempo para realizar e antes que você perceba já é hora de se preparar para o próximo ano. Apoie-se no fato de que você tem o apoio de um Professor divino que lhe ensinará todas as coisas e lhe lembrará o quanto você é amado” (Graça Diária para Professores, CPAD, 2011, p.83).

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Professor, reproduza no quadro a estatística sobre suicídio mencionada no terceiro ponto do tópico III desta lição  . Para introduzir a aula, apresente os dados aos seus alunos, questione se eles conhecem algum caso, de alguém próximo ou conhecido, e chame a atenção deles para a gravidade do problema. Ressalte que a família, no século XXI, tem passado por sérias crises, o que se deve, em parte, à cosmovisão pós-modernista, a qual tem como um de seus efeitos mais danosos o aumento no número de suicídios.

 

TEXTO BÍBLICO 

Lucas 17.26-30.

 

26 — E, como aconteceu nos dias de Noé, assim será também nos dias do Filho do Homem.

27 — Comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio e consumiu a todos.

28 — Como também da mesma maneira aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam.

29 — Mas, no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre, consumindo a todos.

30 — Assim será no dia em que o Filho do Homem se há de manifestar.

 

COMENTÁRIO DA LIÇÃO 

INTRODUÇÃO 

Nunca as pessoas se preocuparam tanto com o conceito de família como nos dias atuais, muitos têm investido fortemente para mudar o padrão tradicional de família que biblicamente, é formada por pai, mãe e filhos. O Poder Judiciário chancelou tal mudança autorizando casamentos entre pessoas do mesmo sexo e até mesmo adoções por casais homossexuais.

 

  1. A ERA DAS CRISES 
  1. Crise educacional. Hoje busca-se construir na sociedade um novo padrão educacional, em homenagem ao relativismo moral. Vários teóricos defendem que, caso as crianças sejam entregues a si mesmas, sem a imposição da educação tradicional com padrões objetivos, espontaneamente se inclinarão ao amor, à abnegação, ao trabalho competente e serão muito mais criativas. Com isso admitem que a natureza humana é essencialmente boa, em contraste com o que diz a Bíblia (Pv 22.15), não precisando, por isso, na visão deles, de ensinamento dos valores morais tradicionais. Nessa esteira, surgiu a teoria educacional do Construtivismo, que se coaduna perfeitamente com a famigerada e tão difundida ideologia de gênero, sendo que ambas são extremamente prejudiciais à família. Um abismo chama outro abismo (Sl 42.7).
  2. Crise de autoridade. A crise de autoridade, observada como fenômeno no mundo moderno, tem-se apresentado como um problema cada vez mais grave, que tem atingido as instituições do Estado, escolas, famílias e igrejas, em todo o mundo. Mas qual a origem de tanta insubmissão em nossos dias? A resposta não é simples, mas há, pelo menos, dois aspectos importantes a serem abordados. A primeira motivação dessa crise é a sociológica, haja vista a forte disseminação do pensamento pós-moderno em nossos dias. Ora, quando não se acredita na existência de uma verdade absoluta, relativiza-se a moral, desconstruindo-se as diretrizes da cosmovisão judaico-cristã, abrindo, dessa maneira, as portas para todos os tipos de males. É nesse contexto que floresce, em solo fértil, a presente crise de autoridade. Entretanto há outro aspecto, e esse é o mais importante: a origem espiritual da crise de autoridade. A insubmissão, que é uma atitude contra a autoridade divina, apresenta-se como a causa primordial de todo e qualquer pecado. Ela nasceu, primeiramente, no coração de Satanás, e se propaga no entendimento daqueles que voltam suas costas para Deus. Sem dúvida, quando o homem se submete à autoridade de Cristo, cumprirá a sua palavra que determinou submissão às autoridades delegadas e aos pais. A origem da crise de autoridade que todas as instituições enfrentam, hoje, tem um forte componente da esfera espiritual — o princípio de rebelião de Satanás.
  3. Crise de identidade familiar. Pais e professores reclamam da dificuldade de estabelecer limites e regras aos mais jovens, que querem impor seu desejo por mais liberdade e autonomia, e o fazem de forma a romper com todos os padrões pré-estabelecidos, comprometendo as regras mais básicas de convivência, a ponto de tornar insustentável o relacionamento familiar e em sala de aula (2Tm 3.2). Muitos pais de meia-idade formam, com nostalgia, a última geração de filhos que respeitava seus genitores e, com tristeza, a primeira geração de pais que têm medo de seus filhos, os quais não podem ser contrariados, pois possuem, como dizem os psicólogos, baixa tolerância à frustração — são indivíduos que, se tiverem seus interesses não concedidos, ficarão ensandecidos e provocarão brigas, com consequências imprevisíveis.

 

Pense!

Por que a sociedade atual não cria mecanismos para se ver livre de tantas crises que corroem a estrutura da família? Por que não há interesse nisso?

 

Ponto Importante 

A maioria dos organismos internacionais, dentre os quais a ONU, tem adotado posicionamentos que corroboram com a desconstrução familiar, o que acentua ainda mais as crises.

 

  1. UMA FAMÍLIA EM CRISE

 

  1. Problemas de relacionamentos. A família hodierna passa por uma forte crise de relacionamentos. É comum observar na mídia pais que matam filhos pequenos, filhos que planejam a morte de pais e irmãos, pelos motivos mais variados. Há algo muito errado nas famílias dos dias atuais. A resposta, certamente, passa pelo aspecto espiritual: o homem tem-se distanciado do seu Criador. O Senhor Jesus falou que a desagregação familiar seria marcante, a tal ponto que os inimigos do homem seriam seus próprios familiares (Mt 10.21,36; 24.10). Isso é, sem dúvida, realidade em muitos lares. Entretanto o propósito de Deus, desde o princípio, é que as famílias sejam benditas (Gn 12.3), pois com isso a igreja será abençoada e também o mundo. Entretanto, vê-se que a sociedade está, cada vez mais, indo de mal a pior, enganando e sendo enganada.
  2. Materialismo. O materialismo é um dos grandes inimigos das famílias. Ele incute a ideia de que os bens materiais são mais importantes que as riquezas espirituais, como aconteceu com Ló, que agiu por impulso ao ver as belas campinas perto das Cidades de Sodoma e Gomorra (Gn 13.10,11). Ló só queria ser feliz, porém não previa que aquela escolha seria a razão da destruição de sua família. Enquanto a Palavra de Deus estabelece que Deus deve ter a primazia na vida, no materialismo as coisas desta vida ocupam o lugar mais importante. O materialista olha para a vida sem a dimensão da eternidade, obtendo, por isso, uma visão extremamente empobrecida da realidade. A Bíblia diz que o justo pode ver mais além, pois ele vive da fé. Uma sociedade criada sob a orientação materialista tem tudo para apresentar altos índices de criminalidade, corrupção, prostituição, etc.
  3. Não respeito ao casamento. A sociedade atualmente não mais valoriza o casamento, como foi no passado. Por isso, tantas mazelas nas famílias são vistas cada vez mais. É extremamente comum, por exemplo, que rapazes e moças saiam da casa de seus pais para morarem juntos antes do casamento. Isso tudo é reflexo de uma profunda falta de temor a Deus. Mas também é cumprimento de uma profecia de Jesus, quando falou sobre os dias que antecederiam Sua vinda, os quais seriam como os dias de Ló, nos quais os homens comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam (Lc 17.28). Interessante que, no versículo anterior, o Senhor, ao mencionar os dias de Noé, falou sobre a prática do casamento, mas depois excluiu propositalmente o termo, para demonstrar o desprezo da geração dos últimos dias pelo matrimônio. A sacralidade do casamento vem sendo constantemente atacada, inclusive pela aceitação das denominadas uniões homoafetivas.

 

Pense!

O que fazer para reverter as mazelas da sociedade pós-moderna, tais como a violência nos lares, o materialismo e a dessacralização do casamento?

 

Ponto Importante 

O Cristianismo, como detentor da contracultura mais poderosa, não pode ficar calado. É preciso anunciar as verdades de Deus. O resultado? Só o tempo dirá. 

 

CONCLUSÃO 

A bem-aventurada esperança da família cristã é o retorno do Rei ainda nesta geração (Tt 2.13). Não há motivos para crer que a volta de Jesus vai demorar. Preparemo-nos para o grandioso encontro com Ele, o qual nos avisou que, quando essas coisas começassem a acontecer, nossa redenção estaria próxima (Lc 21.28). Está escrito: “Porque ainda um poucochinho de tempo, e o que há de vir virá e não tardará” (Hb 10.37). Maranata! 

 

 

HORA DA REVISÃO

 

  1. Segundo a lição, a teoria educacional do Construtivismo se coaduna com qual ideologia, que igualmente faz mal às famílias?

Ideologia de gênero. 

  1. Defina materialismo, segundo a lição.

É a cosmovisão que ensina que os bens materiais são mais importantes que as riquezas espirituais. 

  1. Quais são os dois aspectos principais da presente crise da autoridade?

O primeiro é sociológico, decorrente da disseminação do pensamento pós-moderno e o segundo é espiritual, em face as impregnação do princípio da rebelião de Satanás, — a insubmissão. 

  1. A sociedade atualmente valoriza o casamento?

Infelizmente não. 

  1. Qual o seu conceito de família?

Resposta pessoal. 

SUBSÍDIO I 

“Poucos obreiros se equipam para colocar freio nas tendências destrutivas que desfizeram os casamentos com regularidade sempre crescente, até dentro de suas próprias congregações.

Como um modelo histórico estimulante, considere Jonathan Edward, pastor congregacional, acadêmico e líder do Primeiro Grande Reavivamento nos Estados Unidos. Ele e sua mulher, Sarah, criaram 11 crianças; e até 1900, a família tinha 1400 descendentes, entre eles 13 reitores, 65 professores, 100 advogados, 30 juízes, 66 médicos e 80 funcionários públicos proeminentes, incluindo três governadores, três senadores e um vice-presidente dos Estados Unidos. Se os evangélicos contemporâneos esperam deixar o mesmo poderoso legado, precisamos perceber que a tarefa de construir uma cultura exige compromisso de longo prazo, e devemos enfocar nosso alvo em nutrir famílias piedosas para influenciar gerações futuras.

Seja sua família pequena ou grande, sejam seus recursos escassos ou extensos, todo pai e mãe cristãos são chamados para tornar o lar um ministério. Isto significa educar as nossas crianças numa cosmovisão bíblica e equipá-las para terem impacto no mundo. Ao final das contas, é a melhor maneira pela qual os cristãos podem restaurar e redimir a cultura ao redor” (COLSON, Charles; PEARCEY, Nancy. E Agora, Como Viveremos? 2ª Edição. RJ: CPAD, 2000, pp.385,386). 

 

SUBSÍDIO II 

“No século XXI, a família está sob ataque das forças do inferno de maneira sistemática e insidiosa. Em todos os tempos, esse ataque tem sido real. Mas nunca como nos dias presentes. Satanás tem conseguido mobilizar governos, sistemas judiciários, escolas e faculdades, para minar as bases da instituição familiar. Só em Cristo a família pode resistir às investidas satânicas.

Formadores de opinião trabalham para a destruição da entidade familiar, tal como Deus a criou, pela união de um homem e de uma mulher através do casamento. A sociedade sem Deus admite outros ‘arranjos’ de família.

Hoje, porém, com a influência dos meios de comunicação, os costumes têm mudado drasticamente, alcançando todos os rincões do país. Seja nas grandes capitais, seja nos menores distritos, vilas e povoados, a influência nefanda desse falso ‘progresso’ tem chegado, dominando as mentes e as consciências.

Infelizmente, os governos estão alinhados com o espírito do Anticristo. Quase sem exceção, todos estão de acordo com as mudanças perniciosas que se voltam contra a família. Até porque, com a ‘nova visão de mundo’, a família tradicional é considerada ultrapassada. O casamento monogâmico e heterossexual é retrógrado e precisa dar lugar a ‘novas configurações de família’” (RENOVATO, Elinaldo. A Família Cristã e os Ataques do Inimigo. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2013, pp.40-42).

FONTE  WWW.mauricioberwaldoficial.blogspot.com