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Lições biblicas BETEL o fruto do Espirito Santo 2
Lições biblicas BETEL o fruto do Espirito Santo 2

                LIÇOES BIBLICAS BETEL 2 TRIM 2016                                                            

            ASSUNTOS DAS LIÇÕES BETEL SEGUNDO TRIMESTRE 

                               O FRUTO DO ESPIRITO SANTO

SUMÁRIO:

Lição 01 - Tecnologia: maldição ou bênção?

Lição 02 - Os perigos da febre das redes sociais

Lição 03 - Jogos: largos passos em direção ao abismo

Lição 04 - O terror da pornografia

Lição 05 - O amor puro e insondável, proveniente de Deus

Lição 06 - Gozo: a alegria do Espírito Santo

Lição 07 - Paz: o prazer inefável da tranqüilidade e serenidade

Lição 08 - Desprezando ofensas através da longanimidade

Lição 09 - A benignidade é a disposição em fazer o bem a todos

Lição 10 - Bondade: a prática do amor sem expectativa de recompensa

Lição 11 - A fé nos mantém na presença de Deus

Lição 12 - Mansidão: uma nova postura de vida modesta e submissa

Lição 13 - Temperança: uma vida controlada pelo Espírito 

 

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Conteúdo da Lição 1 - Revista da Editora Betel 

Tecnologia: Maldição ou Benção?

03 de abril de 2016

 

Texto Áureo

E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará. Mt 24.12 

 

Verdade Aplicada

Mais do que nunca, a Igreja precisa saber lidar com o uso da tecnologia. Para isso, a ajuda do Espírito Santo é providencial.

 

Textos de Referência.

1 Tessalonicenses 5.16-23

16 Regozijai-vos sempre.

17 Orai sem cessar.

18 Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.

19 Não extingais o Espírito.

20 Não desprezeis as profecias.

21 Examinai tudo. Retende o bem.

22 Abstende-vos de toda aparência do mal.

23 E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. 

Introdução

O uso exagerado da tecnologia tem trazido algumas anomalias para dentro da Igreja. Urge falarmos sobre o assunto e apresentarmos o fruto do Espírito Santo como alternativa divina para o problema.

 

  1. A Revolução Industrial

Com o advento da Revolução industrial, desencadeada por um conjunto de mudanças ocorridas na Europa nos séculos XVIII e XIX, a humanidade deu o primeiro passo em direção ao processo de desenvolvimento e do crescimento da tecnologia. A Revolução Industrial foi desencadeada em duas etapas: de 1760 a 1860 e de 1860 a 1900. Entretanto, há estudos que consideram os avanços tecnológicos dos séculos XX e XXI como uma terceira etapa desta revolução. 

1.1. A entrada no mundo virtual.

Quando o homem percebeu que poderia, através do conhecimento fornecido pelo Criador (Pv 1.5), desenvolver máquinas que pudessem realizar de maneira mais rápida o trabalho, passou então a pesquisar meios que o levassem a isso. O uso de máquinas teve seu início no século XIX com a invenção do motor a explosão e da locomotiva a vapor. Também no século XIX, foram inventados o telefone e o cinematógrafo, sendo assim dado o primeiro passo para o que temos nos dias atuais. O século XX foi o grande momento da expansão das telecomunicações, com a televisão, computadores, celulares e a Internet, fazendo-nos chegar ao mundo virtual.

 

1.2. Uma arma perigosa.

Enquanto nos utilizávamos das máquinas, do telefone e do cinematógrafo, vivíamos dentro de uma área de controle, onde o uso destes dependiam da supervisão de outrem. Contudo, com a chegada da TV e do computador em larga escala, tal controle perdeu-se, deixando assim o indivíduo como senhor de suas escolhas. O que fora criado para um bom desenvolvimento da humanidade tornou-se uma arma perigosa contra a sociedade. O uso indevido destes veículos começou a ser uma prática utilizada por muitos, transformando o que seriam uma benção em maldição. Com a TV veio o vídeo cassete, que proporcionou acesso doméstico a todo tipo de conteúdo. 

1.3. Perdendo a comunhão com Deus.

Com a popularização do computador, através da criação do PC (computador pessoal) e a criação da Internet, o acesso às informações e conteúdos veiculados na rede também se popularizou. A tecnologia da computação avançou, criando os conhecidos tablets e smartphones, colocando ao alcance da mão, 24 horas por dia, todo tipo de conteúdo através da rede. As empresas especializadas trabalharam para manter cada vez mais o indivíduo preso ao mundo virtual, atingindo diretamente os relacionamentos familiares, as relações interpessoais e a comunhão com Deus. A falta dessa comunhão, nos torna mais vulneráveis a ação do maligno, comprometendo a nossa salvação. 

  1. A mídia tecnológica.

É necessário refletir acerca de quanto temos valorizado as coisas do mundo em detrimento das coisas de Deus. Muitos crentes de hoje abrem mão de minutos preciosos na presença do Senhor em troca de horas dedicadas aos acontecimentos diários, deixando-se envolver pela mídia. 

 

2.1. Antenados sim, desligados não.

As informações trazidas pela mídia através da TV, redes sociais e canais diversos utilizados, principalmente por meio da Internet, têm levado muito ao uso exagerado destes meios de comunicação. A Igreja de Cristo deve estar “antenada” e ter, sim, conhecimento do que está acontecendo à sua volta. Entretanto, o fato de estarmos a par dos acontecimentos não pode nos escravizar a ponto de comprometer a nossa salvação. Tal comportamento tem gerado verdadeiros “zumbis sociais” que, muitas vezes, se movimentam em meio a um grupo, mas é comum não estarem presentes no contexto do qual fazem parte.

 

2.2. O perigo do excesso de informação.

As informações trazidas pela mídia e a oferta de tecnologia tendem a nos tirar o foco daquilo que realmente é importante para se ter uma vida espiritual saudável. Muita informação ao mesmo tempo confunde a mente e leva o indivíduo a uma condição letárgica, como se estivesse em transe hipnótico. Sendo assim, a melhor atitude a ser tomada é buscar o amadurecimento do fruto do Espírito Santo, o qual contribuirá para o crescimento de uma vida íntima com Deus, transformando de forma definitiva a vida de quem espera vinda de Cristo. Sem dúvida o fruto do espírito é indispensável para o cristão. No entanto, devido aos apelos midiáticos e tecnológicos, esta cada vez mais difícil viver uma vida santificada.

 

2.3. Exercitando o servir a Deus.

Hoje as distrações que nos afastam do alvo são cada vez mais apelativas e se multiplicam em número. Estamos imersos em um ambiente cada vez mais pluricultural, onde temos acesso à diferentes informações a uma taxa maior do que somos capazes de processar. Além disso, a cada momento, temos mais fontes de informação bombardeando nosso cérebro ao mesmo tempo. Tudo isso, ao ser somado à nossa natureza, que já seria suficiente para nos afastar da vontade de Cristo, nos torna presas mais fáceis. Esses apelos corroboram com a ação da carne. Precisamos estar atentos e comprometidos com o exercício diário que é ser servo de Deus. Só em Cristo venceremos esta batalha contra nossa própria vontade (Jo 15.2). 

  1. Lições práticas.

Segundo Simone de Beauvoir, seja qual for o país, capitalista ou socialista, o homem foi em todo o lado arrasado pela tecnologia, alienado do seu próprio trabalho, feito prisioneiro e forçado a um estado de estupidez. 

3.1. Um tipo de transtorno.

Quando discutimos acerca de vício, logo vem á nossa mente o uso de drogas lícitas e ilícitas ou então algum tipo de propensão a jogos de azar. Entretanto, o fato de estar sempre buscando ficar conectado o tempo todo já é identificado como um tipo de transtorno, conhecido como nomofobia. 

3.2. O que é nomofobia?

O fato de sentir a necessidade de ter o celular por perto ou qualquer tipo de aparelho que o manterá conectado o tempo inteiro pode significar que o indivíduo está sofrendo com a nomofobia. A origem do nome vem do inglês “no mobile, que significa “sem celular”. Apesar do significado do nome, podemos ampliar este tipo de dependência para a necessidade que o indivíduo tem de ter acesso a qualquer tipo de tecnologia o tempo todo. Pesquisas realizadas no Reino Unido apontaram que 66% dos entrevistados se mostraram muitos angustiados com a possibilidade de perder o celular. Outras pesquisas comprovaram que os sintomas de abstinência de celular são semelhantes à abstinência de drogas. Em alguns casos, ficar 24 horas longe de tecnologia pode desencadear crises terríveis.

 

3.3. Buscando o ponto de equilíbrio.

Na nossa vida espiritual precisamos buscar um ponto de equilíbrio, que nos é fornecido pelo amadurecimento do fruto do Espírito e nos mantém em contato com o Senhor Deus. Fazer isso não é fácil e nunca foi. Contudo, se nos mantivermos atentos à sã doutrina e focados no objetivo da salvação, conseguiremos vencer. Lembremo-nos sempre que Jesus Cristo viveu entre nós e conhece nossa fragilidade, mas também conhece nossas mentiras (Pv 15.3).

 

Conclusão.

O acesso descontrolado às tecnologias, afeta o comportamento das pessoas, tornando-as mais esquecidas, impacientes e impulsivas, mais o fruto do Espírito Santo é uma arma poderosa para mantermos o equilíbrio necessário para a comunhão tanto com Deus quanto com a Igreja.

 

 

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Conteúdo da Lição 2 - Revista Editora Betel 

Os Perigos da Febre das Redes Sociais

10 de abril de 2016 

 

Texto Áureo

“Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto”. Is 55.6 

Verdade Aplicada

Não podemos permitir que nada seja mais suficiente para nós do que uma vida verdadeiramente em Cristo.

 

Textos de Referência. 

Salmos 128.1-6

1 Bem-aventurado aquele que teme ao SENHOR e anda nos seus caminhos.

2 Pois comerás do trabalho das tuas mãos; feliz serás, e te irá bem.

3 A tua mulher será como a videira frutífera aos lados da tua casa; os teus filhos, como plantas de oliveira, à roda da tua mesa.

4 Eis que assim será abençoado o homem que teme ao Senhor.

5 O Senhor te abençoará desde Sião, e tu verás o bem de Jerusalém em todos os dias da tua vida.

6 E verás os filhos de teus filhos e a paz sobre Israel.

 

Introdução

Nos últimos anos, as redes sociais se transformaram no maior meio de contato virtual. Porém, também contribuíram para o afastamento de muitos do seu convívio social. Abordaremos nesta lição este polêmico, mas real, tema.

 

  1. O começo de tudo.

O conceito de redes sociais teve seu início na segunda metade dos anos 90 do século XX com a criação dos chamados chats de bate papo. As pessoas começaram a se relacionar via Internet e a se conhecerem virtualmente. Em meados de 1995, foi criado o Mirc, site com a proposta de colocar as pessoas em contato através da rede mundial de computadores. A partir daí, foi dada a largada ao que chamamos de relacionamentos virtuais. O Mirc viria a ser substituído no início da década seguinte pelos chamados mensageiros instantâneos, como o MSN.

 

1.1. As primeiras redes sociais.

Ao contrário do que muitos pensam, as redes sociais, como conhecemos hoje, não são algo novo, elas também tiveram as suas primeiras inserções na rede em meados de 1990. Na segunda metade da década, surgiu aquele seria considerado o precursor do Instagram, o Fotolog. Assim como a popular rede social de hoje, o Fotolog era utilizado para postagens de fotos com pequenos textos e também começava a tornar popular aqueles que criavam o seu perfil naquela rede. Nesta época, surgiram também o Flogão e ainda as páginas pessoais gratuitas, como Geocities, HPG e Kit Net. A grande diferença hoje é a exposição instantânea, devido ao acesso acelerado dos smartphones e à internet móvel.

 

1.2. Adolescentes e uma opção contra timidez.

Ainda falando dos anos noventa, podemos destacar que a grande novidade desta época eram as salas de bate-papo, pois elas proporcionavam contato rápido com parceiros virtuais. Isso foi uma grande oportunidade para adolescentes tímidos que tinham dificuldade de se relacionar, principalmente com adolescentes do sexo oposto, Em 1996, surgiu o ICQ que, em menos de uma ano, já contava com mais de um milhão de usuários, se tornando o veículo de mensagem rápida preferido desta faixa etária de internautas. O ICQ se manteve na liderança até o inicio dos anos 2000, depois de conquistar cerca de 160 milhões de usuários, quando perdeu a primazia para o MSN.

 

1.3. Influenciando comportamentos.

Ao longo das últimas três décadas, o comportamento humano vem sendo modificado pela influência deste tipo de acesso à Internet. Enquanto, foi na primeira década do século XXI que a exposição virtual apresentou um maior impulso. Em 2004, chegou à rede aquele que seria o grande inovador do conceito de rede social, o outrora maior site de relacionamento da Web, o Orkut. Este site, durante 10 anos, dominou o inconsciente dos internautas, tendo sido extinto pelos seus criadores em setembro de 2014, pela vertiginosa perda de espaço para redes que ofereciam melhores opções de acesso: o Twiter e o Facebook.

 

  1. O bem e o mal.

Nosso estudo não tem a intenção de demonizar nem a Internet, nem as redes sociais, mas mostrar o que de bom e ruim temos tanto em uma, quanto em outra, já que essas têm servido de maneira satisfatória à pregação do Evangelho. O problema está no exagero.

 

2.1. A infelicidade nas redes sociais.

Pesquisas realizadas por universidades através do mundo comprovam que o tempo de exposição às redes sociais vem causando infelicidade em muitos indivíduos. Alguns usuários têm se desesperado em busca de atenção nas redes e são capazes de divulgar os mais terríveis posts em busca de curtidas. Fotos extravagantes, e até mesmo íntimas, têm povoado a timeline (linha do tempo) de muitos internautas. Só isso já é suficiente para refletirmos sobre que tipo de valores têm permeado a nossa família e sociedade.

 

2.2. Comunhão com Deus em risco.

Pesquisas comprovam que os brasileiros chegam a passar 4 horas diariamente nas redes sociais. Isso tem sido tremendamente nocivo para o seu crescimento individual, pois, quando confrontados acerca do porquê não estudar ou esforçar-se mais em busca de uma melhora profissional, muitos alegam falta de tempo. Esse tempo cedido às redes sociais pode, inclusive, afetar o crescimento espiritual. Parte desse tempo poderia ser utilizado com a meditação da Palavra e contemplação das bênçãos recebidas do Senhor. O texto de Isaías 55.6 nos adverte a buscar o senhor enquanto está perto. O uso exagerado das redes sociais promove o nosso afastamento de Deus, afetando a nossa comunhão com Ele.

 

2.3. O risco das invasões de perfis.

Uma vida de fantasia tem levado muitos indivíduos a um estado de depressão. Geralmente, quando descobrem algumas farsas plantadas por sites inescrupulosos, ou então têm suas intimidades expostas por pessoas que outrora tinham com íntimas, passam a ter uma vida reclusa, com medo da discriminação da sociedade. Esse tipo de atitude, a exposição de intimidades, tem se multiplicado, causando a infelicidade de muitos usuários, pois inocentes têm tido seus perfis invadidos. A invasão de perfis tem sido responsável por muitas desavenças. Ao acessar a rede, os menos avisados podem se tornar presas fáceis para invasores, que irão utilizar seus perfis para fins promíscuos, como divulgar pornografia infantil, por exemplo.

 

  1. Lições práticas.

O uso contínuo das redes sociais vem, ao longo do tempo, comprometendo os relacionamentos. Hoje em dia, temos um número sem fim de amigos nas redes, mas com quantos poderíamos contar em caso de real necessidade?

 

3.1. Um novo conceito de amizade.

As redes sociais criaram um novo conceito acerca de amizade. Hoje, muitas amizades são pautadas em relacionamentos superficiais, os quais não oferecem nenhuma segurança. Em busca de amigos virtuais acabamos por perder a amizade de Jesus, o nosso melhor amigo (Jo 15.15).

 

3.2. O comprometimento do casamento.

Muitas crises conjugais têm sido atribuídas às redes sociais. “Amizades” entre homens casados e moças solteiras têm causado muitas brigas entre casais. O esfriamento do contato com o cônjuge também tem sido a reclamação de muitas pessoas, principalmente as mulheres, que se sentem abandonadas por seus esposos. A Bíblia ensina que o homem deve deixar pai e mãe e unir-se a sua mulher, fazendo com ela uma só carne (Gn 2.24; Mc 10.7; Ef 5.31). Então, por que não deixar um pouco de lado os relacionamentos virtuais e valorizar o casamento, que Deus criou para realização de seu maior projeto: a família? Em muitos casos, vemos a atenção aos filhos sendo negada em favor de uma vida voltada para o contato diário nas redes. Lembre-se de que os filhos são herança do Senhor e o cuidado deles é o nosso compromisso (Sl 127.3).

 

3.3. O regate da perda.

Podemos ter acesso a todas as coisas, entretanto não podemos nos deixar dominar por elas (1Co 6.12). Quando percebermos que o uso das redes sociais está fugindo do nosso controle, invadindo a nossa privacidade, afastando do nosso cônjuge e da nossa família, devemos imediatamente buscar o amadurecimento do fruto do Espírito, que nos garantirá o retorno a uma perfeita comunhão com o Senhor e esse retorno resgatará o que tivermos perdido.

 

Conclusão.

Muitos relacionamentos têm sofrido pelo mau uso dos meios de comunicação, contudo, pudemos observar que existem meios de controlar esse uso e nos mantermos ligados à modernidade, sem nos afastar do que realmente tem valor para o homem: Deus e a família.

 

 

            LARGOS PASSOS EM DIREÇÃO AO ABISMO

                   (Lição 03 - 17 de abril de 2016)

 

TEXTO ÁUREO

“Assim, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já se passaram; eis que tudo se fez novo.” 2Co 5.17

 

VERDADE APLICADA

O fruto do Espírito é capaz de refrear a dependência emocional causada pelo uso descontrolado de jogos virtuais.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

 

► REVELAR o perigo que os jogos representam;

► MOSTRAR como o jogo pode tornar-se uma doença;

► ENSINAR o caminho a ser tomado para reverter a dependência causada pelos jogos.

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA

 

Jo 10.7 – Tornou, pois, Jesus a dizer-lhes: Em verdade, em verdade vos digo que eu sou a porta das ovelhas.

 

Jo 10.8 - Todos quantos vieram antes de mim são ladrões e salteadores, mas as ovelhas não os ouviram.

 

Jo 10.10 - O ladrão não vem se não a roubar, a matar e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância.

 

Jo 10.12 - Mas o mercenário, que não é pastor, de quem não são as ovelhas, vê vir o lobo, e deixa as ovelhas, e foge, e o lobo as arrebata e dispersa.

 

Jo 10.14 - Eu sou o bom pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido.

 

INTRODUÇÃO

 

Com o desenvolvimento da tecnologia, há um novo entretenimento que está influenciando as vidas das pessoas, trata-se dos jogos eletrônicos que vamos abordar nessa lição. Sabemos que os jogos fazem parte da cultura do homem, citamos como exemplo, o jogo de xadrez, criado pelos chineses a mais de dois mil anos. Porém, os jogos estão cada vez mais sofisticados. A indústria dos jogos eletrônicos é uma das mais bilionárias do planeta. A tecnologia de ponta criou jogos, onde, em alguns casos, o jogador pode escolher o final, definir que tipos de missões que ele pode fazer e alguns games o jogador pode escolher caminhos, e outros. Além de trazer também desafios complexos onde o jogador deve usar de raciocínio lógico para resolver problemas. Esses jogos acabam atraindo as pessoas, elas ficam muito tempo jogando. Muitas, tornam-se dependente desse moderno entretenimento, deixam de fazer tarefas importantes e ficam prejudicadas. Devemos fazer uso do fruto do Espírito Santo para sermos vitoriosos diante dessas atrações. (Gal. 5.22).

 

  1. UM MUNDO DESCONHECIDO

 

Hoje em dia, o acesso aos jogos eletrônicos é muito fácil, através de computadores, celulares, vídeo games, entre outros aparelhos a tecnologia avança, onde crianças, adolescentes e até mesmos os adultos são envolvidos e atraídos pelos mais diversos tipos de jogos e aparelhos. Geralmente os jogos induz a pessoas a buscar sempre um nível mais avançado, isso leva a pessoa para um mundo desconhecido, onde nem ela mesma sabe para onde vai. Os caminhos desconhecidos são perigosos. Em Provérbios 14.12, diz que “há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte”. As novidades tecnológica e as curiosidades dos jogos captam a atenção e faz com que os novos jogos interajam com o jogador e se assemelhe com a realidade. Essa tecnologia faz com que a pessoa tenha o desejo de jogar diariamente, com o passar do tempo o jogo torna-se um hábito e o iniciante torna-se um viciado. Os jogos eletrônicos são até divertidos e atraentes, muitos deles são didáticos e contribuem para a aprendizagem. Todavia, devemos evitar caminhar seguindo nossa imaginação. Viver o fruto do Espírito é essencial para o cristão superar essas fraquezas.

 

1.1. O começo do hábito

 

O perigo do jogo se inicia quando a pessoa obtêm o hábito de jogar, assim, com o passar do tempo, é grande o risco dessa prática se transformar em vício. A pessoa que se torna dependente de jogos eletrônicos e internet pode sofrer de ansiedade e ter seu comportamento alterado. Há informações de crianças que sofrem atualmente de insônia, obesidade infantil, entre outras doenças, por ficar noites e noites em frente ao computador, jogando em rede com pessoas do mundo inteiro, outras confundem a realidade com a ficção e vivem um mundo de sonhos e fantasias, prejudicando seu desempenho escolar e sua própria vida. Quando começa a jogar é difícil parar, geralmente a pessoa deseja alcançar sempre uma fase a mais e aí o tempo vai passando e o jogador nem se dá conta do tempo. É isso que Satanás quer, ele engana as pessoas, afinal ele é o pai da mentira, (Jo 8.44), Os jogos vicia, rouba o tempo da pessoa deixando-os aprisionadas. Nosso tempo é precioso, devemos aproveitar nosso tempo para Deus. (Cl 4.5).

 

1.2. Uma arma perigosa

 

Os Jogos eletrônicos tem se tornado numa arma perigosa, um perigo de verdade, a comunidade cientifica tem alertado sobre o surgimento de uma categoria de jogos on-line de muito perigo: os MMORPG (uma sigla em inglês para jogos de interpretação de personagem on-line para vários jogadores). O perigo desse jogo é grande porque tem a capacidade de criar uma situação onde o jogador cria um avatar (personagem virtual) para viver situações falsas de guerras travadas, na maioria na Idade Média. Esses ambientes fictício sugere que as guerras pelo avatar lhe deixa ainda mais cheio de poder, assim, esse jogador passa a ser admirado pelos demais. Na verdade, essa é uma artimanha de Satanás a fim de aprisionar o homem através de suas mentiras. Pois o fato do jogador ser admirado pelas vitórias através dos jogos, faz com que ele se sinta admirado pelos outros. Assim, ele gasta mais tempo ainda jogando, tornando sua saúde e vida social prejudicadas. Devemos entender que os jogos não são real e sim, uma falsa realidade, ser vitorioso em jogos não significa que vai ser um vencedor na vida real, quando alguns jogadores enxergam essa verdade se tornam pessoas frustradas.

 

1.3. Outras armas perigosas

 

Além de prejudicar a vida social e a saúde como foi citado acima, alguns desses jogos comprometem a parte financeira do praticante, pois na tentativa de ganhar mais notoriedade e poder, o praticante passa a pagar por isso, assim o jogo passa a invadir a área financeira da pessoa envolvida deixando seu orçamento comprometido e consequentemente muitas dividas. De forma semelhante a MMORPG que é muito perigoso, também existem os MOBA e FPS On-line, esses jogos também deixa o usuário dependente, pois a medida que a pessoa vai ganhando os jogos, também vai sendo admirado pelos outros jogadores, fazendo com que a pessoa se sinta “poderosa”. As empresas ao perceber esse mercado lucrativo criaram aplicativos interessantes de jogos para tablets e smartfhones que tem feito ainda mais pessoas adeptas e dependentes desses jogos. Muitos desses realçam a violência como forma de atração, isso mostra claramente que a obra de Satanás está nesse negócio.

 

  1. A PROVA DA DEPENDÊNCIA

 

Uma forma de identificar se alguém está se tornando um dependente é através da sequência em que ela acessa o jogo. Percebe-se que nenhuma pessoa que é "viciado" joga só de vez em quando, o viciado joga muito e frequentemente joga mais do que pretendia fazê-lo. De modo a comprometer atividades importantes na vida por causa do jogo, como a família, o trabalho e escolas, não sobra tempo para outras coisas. Ela até tenta parar de jogar, mas sente-se incapaz de frear seu comportamento. Quando deixa de jogar a pessoa pode sentir-se irritada, desanimada, ansiosa, tomada por uma série de sensações ruins, mal conhecidas dentro de si. Essas atitudes evidencia que ela se tornou um dependente de jogo. Essas pessoas estão precisando urgentemente de ajuda para superar suas fraqueza, o fruto do Espírito Santo é capaz de libertar qualquer vício e trazer de volta o gozo e a paz que tanto precisa.

 

2.1. O prazer produzido pelo Espírito

 

Os jogos eletrônicos estão presentes nos mais diversos ambientes, seja nos lares, em lan houses e, atualmente, através de conexões Wi-Fi, e o jogador pode utilizar esse artefato em qualquer local que disponibilize rede de internet. Todas essas facilidades tem atraídos mais pessoas se aventurar nesse mundo virtual. Muitos entendem que pessoas viciados em jogos pode sofrer do mesmo tipo de dependência que sofre o usuário de drogas, alguns estudos prova essa semelhança. Essa dependência é causada pela liberação de dopamina, trata-se de um neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar no cérebro, a dopamina está envolvida no controle de movimentos, aprendizado, humor, emoções, cognição e memória.

 

2.2. Em busca de reconhecimento

 

Estudos indicam que pessoas praticantes de jogos tem crises de baixa autoestima. E a prática do jogo lhe causa uma sensação de prazer pelo reconhecimento virtual, assim ele fica cada dia mais aprisionado nesse ambiente produzido pelo jogo. O jogador quando se torna vitorioso tem sua autoestima elevada e isto faz com que ele sinta-se reconhecido entre seus seguidores. De que adianta ser valorizado por homens e não ser conhecido por Deus. Somente o Espírito Santo pode preencher o vazio do coração do homem. O verdadeiro prazer e alegria não se encontra em nenhum tipo de jogo ou em outras coisas que não provém de Deus, mas vem da presença de Deus na vida do homem, (Sl 68.3). Devemos aprender com Davi, ele conhecia bem onde buscar a verdadeira fonte que liberta e restitui a autêntica alegria: Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto. Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito Santo. Torna a dar-me a alegria da tua salvação, e sustém-me com um espírito voluntário. (Sl 51. 10-12).

 

2.3. Um mercado em crescimento

 

Considera-se a indústria dos jogos eletrônicos como uma das várias disseminações da tecnologia que não possuem limites, tratando-se de um território em ampla expansão. Atualmente, tendo atingido, de forma direta ou indireta, uma significativa parcela da população mundial. Os jogos eletrônicos são considerados um dos modelos lúdicos mais presentes no cotidiano de crianças, adolescentes e adultos jovens, independentemente do poder aquisitivo do jogador. São bastante promissores e hoje, as indústrias de jogos crescem, de certa forma, bastante acelerada. As vendas mundiais foram de mais de 10 bilhões de dólares. Não há um desaquecimento no mercado de jogos, na verdade a estimativa é crescer mais ainda. O aumento da produção de jogos busca formatar um novo tipo de comportamento que deverá preestabelecer um modelo de sociedade alienada dos fatos reais. Temos que ficar atento, a Igreja tem o dever de sociabilizar e proclamar a verdade, apresentar a Cristo como o único Caminho de Verdade e Vida para o homem (Jo 14.6).

 

  1. LIÇÕES PRÁTICAS

 

É muito importante para nós cristãos ter conhecimento das informações que surgem a cada dia. Alguns podem até ficar surpreendidos das novidades tecnológicas e dos meios de informações, de certo ponto, tem lá suas razões, pois a cada instante a tecnologia avança e o acesso as informações está cada vez mais rápida e eficiente. A igreja precisa ter conhecimento de todas essas novidades a fim de saber utilizar aquilo que é bom e precaver-se das coisas que não edificam. Há jogos que são educativos, estes servem como métodos de aprendizagem em qualquer área de ensino, outros não são adequados, além de causar dependência, atrapalham e muito a vida espiritual de qualquer pessoa. Devemos agir com discernimento espiritual e seguir a recomendação sábia do apóstolo Paulo que nos manda examinar tudo, reter o bem e abster-se de toda espécie do mal,(1 Ts 5.21,22).

 

3.1. Inofensivo ou perigoso?

 

Muitas pessoas se pergunta se os jogos são perigosos ou apenas hábito inofensivos, acessar jogos de vez em quando não prejudica ninguém. Todavia, estamos ciente que tudo começa aos poucos, a prática de jogar vai aumentando a cada acesso e a pessoa fica cada vez mais envolvida, por isso, apesar de ser inofensivo, pode se tornar uma porta de entrada para o perigo. O domínio próprio do fruto do Espírito é essencial para o cristão permanecer firme frente essas questões. Se a pessoa está envolvida com a prática dos jogos eletrônicos, precisa fortalecer-se no Senhor e libertar desse mal. “No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder” (Ef 6.10).

 

3.2. Restaurando a comunhão perdida

 

Às vezes imaginamos que um jogo que possui uma imagem inofensiva não poderá causar nenhum problema, mas é aí que ocorre o perigo. Mesmos esses que não damos nenhuma ênfase, podem nos afastar da comunhão com Deus, tudo isso é estratégia de Satanás que tem feito de tudo para tirar o homem da presença do Senhor. Entretanto, é possível restaurar a comunhão perdida. Preencher a mente com a Palavra de Deus é um meio eficaz que liberta o homem da prisão virtual provocada pelos jogos. A leitura da Palavra de Deus é uma excelente ocupação para aqueles que desejam superar seus limites. O limite é o foco principal apresentado nos jogos. Não devemos buscar superar esses limites! Supere os seus limites conhecendo e prosseguindo em conhecer mais a Deus que lhe deu uma vida abençoada, (Os 6.3). Provai, e vede que o Senhor é bom; bem aventurado o homem eu nele se refugia, (Sl 34.8).

 

3.3. Entrando pela porta verdadeira

 

Apesar de ser atraente e divertido e proporcionar alegria, a prática diária dos jogos devem ser evitados, porque como disse o autor da revista, é apena uma porta falsa para a felicidade. Os jogos causam enormes consequências negativas para quem utiliza sem controle, a pessoa pode esquecer se si mesma, podendo em situações extremas, deixar de comer e até de dormir para jogar. Por ser uma atividade que proporciona prazer. Muitos não percebe que já estão dependentes. Por isso mesmo, devemos recorrer e procurar entrar pela Porta verdadeira. A verdadeira paz, alegria e felicidade só é encontrada no bom Pastor que pode libertar a pessoa oprimida de qualquer fraqueza. “ Vinde a mim, todos os que estão cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” ( Mt 11.28).

 

CONCLUSÃO

 

Mesmo com toda tecnologia que os jogos possuem, não devemos ocupar nosso tempo nessa prática, porque pode se tornar perigosa para quem não sabe utilizar. Vamos usar mais tempo para estarmos com nossa família, leitura da Bíblia Sagrada, oração e somente com coisas saudáveis. Observe a recomendação do apóstolo Paulo em Filipenses 4.8: “Irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.

fonte www.avivamentonosul.com

 

 

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Conteúdo da Lição 4 - Revista  Betel

O Terror da Pornografia

24 de abril de 2016

Texto Áureo                   

“Os olhos do Senhor estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons” Pv 15.3

Verdade Aplicada

A pornografia virtual é uma arma do diabo que tem por finalidade perverter um bem precioso fornecido por Deus ao homem: o relacionamento conjugal.

 

Textos de Referência

 

Salmos 119.9-11,15 e 16

Sl 119.9 - Com que purificará o mancebo o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra.

Sl 119.10 – De todo meu coração te busquei; não me deixes desviar dos teus mandamentos.

Sl 119.11. - Escondi a tua palavra no meu coração , para eu não pecar contra ti.

Sl 119.15 – Em teus preceitos meditarei e olharei para os teus para os teus caminhos.

Sl 119.16 – Recrear-me-ei nos teus estatutos; não me esquecerei da tua Palavra.

 

Introdução

Abordaremos nesta lição um assunto que tem assombrado e destruído a muitos. Mas, como servos de Deus , não podemos nos esconder por trás de tabus, não reconhecendo o mal que nos cerca cada vez mais de perto .

 

  1. A relação conjugal é bíblica

Ao contrário do que pregam algumas religiões a relação conjugal entre Adão e Eva não foi a ação pecaminosa que os afastou do Criador, visto que o próprio Deus ao criar o homem e a mulher determinou que frutificassem e multiplicassem (Gn 1.28). A relação conjugal não é pecado, pois foi criada por Deus para perpetuação da raça humana e prazer mútuo do casal.

 

1.1. Uma só carne

Este é o maior desafio do casal, porque se trata de duas pessoas com cultura, hábitos, costumes e manias diferentes. E, quando começam a conviver juntos, logo tudo aflora. O relacionamento interpessoal deve ter um objetivo comum: “até que a morte nos separe” (Mc 10.9). Os dois devem empregar esforços para vencer a si mesmos nos pontos que os conflitam e procurar avançar mais nos aspectos que os unem e os aproximam. Um relacionamento perfeito só é possível quando há harmonia e, para viver em harmonia, é preciso que ambos sejam um e não dois. O casal não pode perder a capacidade de controlar todos os impulsos e reações que venham colocar a união em perigo, produzindo desarmonia.

 

1.2. Mudando a visão

Ao sabermos que o relacionamento íntimo entre homem e mulher, casados, não é pecado, passamos então a entender que devemos fazer o impossível para procurarmos ter uma vida e um relacionamento saudáveis. O usuário de pornografia virtual muda a sua maneira de ver o sexo como algo divino e passa a vê-lo com a visão pervertida do diabo. No início, a visão pode parecer atraente, contudo com o passar do tempo, começa a produzir sofrimento.

 

1.3. Prejuízo para a vida

Ao se enveredar pelo caminho da pornografia virtual, o indivíduo sofrerá com as consequências malignas dessa obra da carne. O uso de pornografia tem por finalidade deturpar o significado natural do sexo, mudando completamente a visão do que é uma relação sexual saudável. A pornografia visa também mudar o significado divino nas relações sexuais. O homem tem o direito de escolher o que fazer ou ver, mas não podemos esquecer que o que escolhemos hoje fará de nós o que seremos amanhã (Gl 6.7). O interesse do diabo é que nos desviemos cada vez mais daquilo que nos foi apresentado pelo Criador para termos uma vida feliz e saudável em todas as áreas de nossas vidas.

 

  1. A ação da pornografia

É bom que fique claro que a pornografia age no cérebro igual às drogas. Da mesma forma que os jogos virtuais, por exemplo, a pornografia leva o indivíduo a uma dependência a uma dependência, aprisionando-o em uma vida fugaz e irreal que o levará a condenação.

 

2.1. Poder altamente viciante

Mais uma vez um componente tecnológico agindo no corpo humano alterando o seu funcionamento normal, como fazem as rogas psicoativas. O efeito da pornografia é como se fosse uma dependência cruzada de cocaína e heroína. Enquanto a cocaína causa euforia, a heroína produz uma sensação de relaxamento. Com a pornografia ocorrem sensações semelhantes a essas. Com o contato o indivíduo experimenta uma euforia instantânea, vindo em seguida o relaxamento produzido pelo orgasmo induzido. O grande problema é que, como ocorre com o usuário de drogas, a necessidade de consumir pornografia aumenta agindo de maneira viciante.

 

2.2. A negação é evidente

Um dos primeiros sintomas que se apresenta no viciado em pornografia é a perda de concentração. As atividades simples e cotidianas se tornam extremamente difíceis de serem realizadas. Junto a isso surge também a negação. O usuário de pornografia não se acha um viciado. Ele costuma dizer que o acesso a sites com conteúdo pornográfico se dá de forma controlada e consciente. Entretanto a perda de controle é evidente quando esse prefere ficar em casa na frente do computador do que sair e realizar atividades em grupo. O motivo do afastamento de seus amigos quase nunca é identificado. O usuário de pornografia não tem por costume revelar seu novo hábito com medo de se expor e ser criticado.

 

2.3. Um perigo para o casamento

Muitos relacionamentos tem sido diretamente atingidos pelo crescimento de acesso à pornografia virtual, sejam eles de amizade ou conjugal. O que tem se descoberto através de pesquisa com dependentes é que os viciados em pornografia desenvolvem perda de libido, ou seja, não tem interesse de se relacionar com um parceiro de forma física, sua mente está sempre focada em imagens produzidas pelos vídeos. Homens e mulheres se tornam prisioneiros de fantasias, abandonando seu companheiro(a) em desobediência à Palavra de Deus (1 Co 7.3-4). Os jovens se desinteressam por relacionamentos, ou então se enveredam por relacionamentos ilícitos com relações pervertidas.

 

  1. Lições práticas

Não é difícil encontrarmos pessoas aparentemente normais fazendo propaganda de pornografia e até dando dicas de como e onde acessá-la. O mesmo não acontece com a droga. Não é tão comum encontrar um traficante distribuindo panfleto. Isso torna a pornografia um vício mais difícil de ser controlado.

 

3.1. Resistindo à tentação

A pornografia tem se tornado um gigante a ser derrotado. A Igreja do Senhor tem sido para muitos o único meio de se manterem firmes contra este ataque. Entretanto, infelizmente, temos a cada dia visto este mal invadindo nossas defesas e destruindo muitos relacionamentos e famílias. A Igreja, que é o exército do Senhor, não deve desistir da batalha, pois tem o Espírito Santo como estratégia.

 

3.2. A banalização da sensualidade

O apelo da mídia tem a cada dia sido mais forte. Jornais, revistas, novelas e programas de TV tem bombardeado a sociedade com ofertas indecentes que invadem nossas casas sem pedir licença. Nossos filhos são expostos a todo tipo de informação pornográfica cada vez mais cedo. O propósito de Satanás é tornar o uso de pornografia uma coisa natural, banalizando a sensualidade, com intuito de transformar a humanidade em verdadeiros robôs teleguiados por um conceito deturpado e pervertido acerca do sexo. Cenas chocantes, protagonizadas em novelas e minisséries por atores sem nenhum compromisso com aquilo que é certo, surpreendem o dia a dia das famílias. Tais atores e atrizes visam apenas a fama e o dinheiro, não se importando com o resultado que as suas atuações irão produzir.

 

3.3. Operando Deus quem impedirá

A força para resistir às tentações vem exclusivamente do Senhor. Uma vida devotada de oração e leitura das Sagradas Escrituras é o único meio pelo qual alcançaremos a vitória contra os ataques sofridos da parte do diabo (Sl 55.17; 119.11, 1 Ts 5.17).Quando bem utilizada a tecnologia não nos causa dano algum. Devemos sempre colocar as nossas vidas nas mãos do Eterno Deus para resistirmos à Satanás e suas ferozes investidas (Tg 4.7; 1 Pe 5.6)

 

Conclusão

Quando o indivíduo se prostitui, consumindo pornografia virtual, perde o interesse pela sua companheira(o) e a comunhão com o Criador, se afastando daquilo que de melhor o Senhor tem para lhe dar. Amadurecer o fruto do Espírito é um bom começo para uma vida de pureza moral.

fonte www.avivamentonosul.com

 

 

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Conteúdo da Lição 5 - Revista  Betel

O Amor Puro e Insondável, Proveniente de Deus

01 de maio de 2016

Texto Áureo

E, respondendo ele, disse: Amarás ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento e ao teu próximo como a ti mesmo. Lucas 10.27

 

Verdade Aplicada

Demonstrar amor nem sempre é suficiente, importante é como você ama.

 

Textos de Referência

 

1Coríntios 13.1, 3, 4, 6 e 7

1 Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos e não tivesse caridade, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.

3 E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse caridade, nada disso me aproveitaria.

4 A caridade é sofredora, é benigna; a caridade não é invejosa; a caridade não trata com leviandade, não se ensoberbece,

6 não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;

7 tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

 

Introdução

A primeira característica do fruto do Espírito Santo que estudaremos é o amor na ótica humana, mas o amor insondável de Deus e Sua manifestação na vida do homem.

 

  1. Amor: um dom divino

Para se oferecer amor, é necessário que tenha sido de alguma forma recebido por nós ou gerado em nós. A característica do fruto do Espírito conhecida como amor é gerada por Deus e cultivada por nós para que possamos distribuí-la em nossos relacionamentos.

 

1.1. O amor identifica o servo de Cristo

A primeira característica do fruto destacado por Paulo foi a caridade. Em muitas versões, aparece como amor, pois, em sua colocação, Paulo escolheu a palavra “ágape” para identifica-la, Isto quer dizer que caridade é o amor puro e insondável de Deus. Quem desenvolve esta característica busca o bem de todos sem nada querer em troca (Ef 5.2). O amor já tem em si ferramentas para fazer com que o indivíduo seja identificado como uma pessoa tocada de alguma forma pelo poder de Deus. Tal característica faz com que o indivíduo aja como um verdadeiro servo de Cristo.

 

1.2. Amor, essência do Evangelho

Em sua primeira carta aos Coríntios, Paulo dedica um capítulo em especial para definir o que é o amor. Em suas palavras, o apóstolo apresenta dezesseis qualidades que são acrescidas por quem desenvolve o amor. Poderíamos aqui definir cada uma delas que se encontram na epístola no capítulo 13, do versículo 4 até o 8, entretanto, queremos apenas deixar claro que, sendo o amor a essência do Evangelho (Mc 12.30-31), ao desenvolvê-lo, o indivíduo terá a oportunidade de ter uma vida abundante em Cristo. Viver em amor é o produto de uma vida santa não contaminada por situações que interferem na nossa intimidade com o Criador.

 

1.3. Amar pregando o Evangelho

O amor nos livra da necessidade de buscar por informações externas que, em muitas vezes, nos assustam com imagens violentas que demonstram como o mundo está morto no maligno. As imagens produzidas pelo maligno ferem os princípios do amor, pois visam em todo o tempo colocar temor em nossos corações, tentando nos afastar do real propósito de Deus para nossas vidas, que é anunciar o Evangelho. O que devemos fazer é demonstrar amor através da pregação da Palavra, para que os que estão aprisionados por Satanás possam vir a ter o conhecimento da verdade e assim alcancem a graça salvadora de Jesus Cristo.

 

  1. Compartilhando o amor

O fruto do Espírito está dividido em três seções. O amor está incluído na seção que se refere ao homem consigo mesmo. Desta forma, para o indivíduo amar, é necessário que esteja em harmonia pessoal. O amor só pode ser compartilhado por quem ama a si próprio (Mt 22.39).

 

2.1. Relacionamentos comprometidos

O amor é a base dos relacionamentos, seja ele amoroso, familiar ou de amizade. Hoje temos visto essas relações se esfriarem devido ao uso indiscriminado dos meios tecnológicos. Basta observarmos os lugares públicos que veremos muitos casais, que antes estariam conversando, ou até mesmo trocando carinhos, focados em seus aparelhos eletrônicos. Este tipo de comportamento também tem invadido muitas residências onde as famílias não se comunicam como antes. Alguns dos membros estão diante da TV, outros no computador e outros ainda em tabletes e smartphones. A troca de informações e os momentos em volta da mesa são cada vez mais raros.

 

2.2. O esfriamento do amor

Em suas palavras, Jesus nos deixou uma grave advertência. O texto de Mateus 24.12 se refere, em especial, aos falsos profetas que haviam de surgir quando o fim se aproximasse. Logo, não é surpresa para quem conhece a Palavra de Deus os muitos acontecimentos que temos presenciado. Violência, morte e destruição não são mais nenhuma novidade. Contudo, temos percebido que a mídia tem trabalhado sem pestanejar para criar um sentimento de insegurança em meio à sociedade, com o desejo de colocar pânico, produzindo corações amedrontados. É impossível que um coração amedrontado produza amor. A proliferação da iniquidade tem sido, em sua maioria, disseminada pela mídia, que tem funcionado como falso profeta.

 

2.3. Difundindo o verdadeiro amor

Muitos pensam que é impossível expressar o amor de maneira verdadeira. No entanto, podemos declarar que se o indivíduo experimentar a ação de um amor verdadeiro, ele poderá sim transferir este amor a outrem, criando assim uma corrente positiva de boas ações e boas notícias. Enquanto o diabo trabalha produzindo notícias ruins, o amor personificado, que é Cristo, produz em nós o desejo de fazer o bem sem nenhum interesse (1Co 13.5)). Se não estivermos livres de todo sentimento mal, nem as nossas ofertas serão aceitas pelo Senhor (Mt 5.23-24). Uma vida de bem-aventuranças dependerá também de uma vida devotada em espalhar o amor. O amor é a base para o início de uma vida frutífera nas mãos do Senhor.

 

  1. Lições práticas

Toda atitude grandiosa tem que passar por um filtro. O servo do Senhor deve em tudo viver uma vida espiritual, mas deve também ter uma relação racional com o Criador (Rm 12.1). Quando conseguimos perceber o propósito de Deus para nossas vidas, passamos a entender o quanto amar é necessário. A paixão é irracional, mas o amor é totalmente racional, porque é dom de Deus.

 

3.1. Os benefícios do amor

Na sua primeira carta aos Coríntios, Paulo nos mostra a excelência do amor (1Co 13), enquanto, em sua primeira carta, João nos apresenta os benefícios do amor (1Jo 4.9-19). No texto descrito por João, aprendemos o que nos é dado por Deus através do amor por Ele expressado em Cristo. Entretanto, o texto nos adverte que não adianta receber tanto se não estivermos dispostos a dividi-los com aqueles que estão próximos a nós (1 Jo 4.20-21).

 

3.2. A prova do amadurecimento

Quando aceitamos a Cristo, conhecemos o fruto do Espírito. Este nos é dado de maneira graciosa, a fim de que tratemos do seu amadurecimento. Nenhum fruto que não está maduro é saboroso o suficiente para ser consumido, sendo assim, fica claro o tamanho da nossa responsabilidade. Cada característica do fruto tem um valor próprio e especial. O amor é imprescindível para que sejamos saudáveis no corpo, na alma e no espírito. Para termos uma vida verdadeiramente saudável, devemos tratar de maneira especial do amadurecimento do fruto do Espírito Santo em nós. Ao doarmos amor, provamos que estamos andando no Espírito (Gl 5.25) e isto mostra que o fruto está em processo de amadurecimento.

 

3.3. Ganhando almas pelo amor

Em meios aos muitos apelos midiáticos nos quais está mergulhado o mundo, aquele que recebeu o fruto do Espírito Santo deve proceder de maneira inteligente, não se deixando envolver inadvertidamente por tais apelos, pois estes certamente irão desviá-los do propósito escolhido. O projeto do Criador é que alcancemos o maior número possível de almas. Através do amor de Deus personificado em nós, certamente apresentaremos um sem número de salvos ao Pai.

 

Conclusão

Devemos valorizar ainda mais o desenvolvimento do amor, característica do fruto do Espírito, em nós a doação do mesmo a todos que estiverem ao nosso alcance. A melhor maneira para fazermos isso é abandonando os novos costumes que nos têm sido impostos pelo uso inadequado da tecnologia.

 

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Conteúdo da Lição 6 - Revista da Editora Betel

Gozo: a Alegria do Espírito Santo

08 de maio de 2016 

 

Texto Áureo 

Disse-lhes mais: Ide, comei as gorduras, e bebei as doçuras, e enviai porções aos que não têm nada preparado para si; porque esse dia é consagrado ao nosso Senhor. Portanto, não vos entristeçais, porque a alegria do Senhor é a vossa força. Neemias 8.10

 

 

Verdade Aplicada

Quem tem a Cristo, mesmo em momentos difíceis, experimenta a alegria do Espírito Santo.

 

Textos de Referência. 

Salmos 32.11

11 Alegrai-vos no Senhor e regozijai-vos, vós, os justos; e cantai alegremente todos vós que sois retos de coração.

Jo 15.10

10 Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e permaneço no seu amor.

Jo 15.11

11 Tenho-vos dito isso para que o meu gozo permaneça em vós, e o vosso gozo seja completao.

Fp 4.4

4 Regozijai-vos, sempre, no Senhor; outra vez digo: regozijai-vos.

 

Introdução

A alegria produzida pelo amadurecimento do fruto do Espírito Santo é algo inigualável. Não existe nenhum sentimento humano que possa ser comparado a ela.

 

  1. Um sentimento maravilhoso.

Dando sequência em sua apresentação acerca do fruto do Espírito, Paulo nos mostra que, quando desfrutamos da característica do fruto, representada no grego pela palavra “xapá” = [“chara”], ou seja, gozo, passamos a sentir uma maravilhosa sensação de alegria e felicidade por todas as coisas que recebemos de Deus pela Sua infinita graça (Ef 2.8-9).

 

1.1. Uma alegria de dentro para fora.

A alegria do servo de Deus não pode estar atrelada as coisas passageiras, programas de televisão e as informações midiáticas que só tentam nos afastar do verdadeiro propósito do Senhor para nossas vidas. O intento do Criador é nos apresentar uma alegria constante e permanente, que só conhece aquele que desenvolve esta característica do fruto do Espírito (At 13,52). Na contramão deste propósito, temos hoje o uso da tecnologia de forma exagerada, tentando nos levar a uma dependência completa dos meios de comunicação. Ser dependente de estímulos externos nos impede de produzir o amadurecimento do fruto do Espírito, pois, para que o amadurecimento ocorra, devemos fazer uso de estímulos internos.

 

1.2. Uma alegria permanente.

Quando o homem passa a viver uma vida dependente dos meios de comunicação e da tecnologia, ele começa a se afastar da comunhão que desfrutava com o criador através da oração e da leitura sistemática da Palavra de Deus (Cl 4.2). Tal perda de comunhão irá sufocar no indivíduo o sentimento de alegria provocado pela ação do Espírito Santo. A presença do Espírito Santo deve ser constante na vida daquele que busca desenvolver o fruto do Espírito. Muitos têm se deixado levar por momentos de alegria passageira em detrimento de uma alegria duradoura e que nos é dada para ser definitiva. O gozo produzido pelo amadurecimento do fruto do Espírito Santo permanecerá em nós por toda eternidade.

 

1.3. Quem está em Cristo vive alegre.

A principal característica humana que nos difere dos outros animais é o raciocínio. O homem foi dotado por Deus de entendimento para que pudesse adorar ao Criador de forma racional (Rm 12.2). A razão humana capacita o homem a glorificar a Deus e receber dEle aquilo que for necessário para uma vida plena. Enquanto o homem sem Deus sofre com muitas dores, o servo fiel vive cercado pelas misericórdias do Senhor (Sl 32.10). Tais misericórdias proporcionarão ao justo uma vida de gozo, isto é, alegria e louvores perpétuos ao Todo Poderoso (Sl 32.11). Louvar a Deus é reconhecer de coração as bênçãos que recebemos através de Sua infinita bondade. Logo, ser alegre é uma característica de todo aquele que vive uma vida em Cristo.

 

  1. Alegrando-se em tempos difíceis.

Viver neste mundo não é nada fácil. A cada dia fica mais claro que estamos próximos da vinda de Jesus (Ap 22.20), porém sabemos que enquanto isto não ocorre teremos que ser sustentados pelo poder do Espírito Santo, que nos permite viver alegres em meio às tribulações.

2.1. Deus age produzindo alegria.

O amadurecimento do fruto do Espírito Santo tem a incrível capacidade de modificar a situação do homem. Por pior que seja o momento pelo qual o indivíduo está passando, a alegria se fará presente pelo simples fato do agir de Deus (Sl 30.11). Para Deus, não há mal que Ele não possa debelar (Is 65.19). Quando tudo parecer perdido, ore, porque a oração funciona como adubo para o amadurecimento do fruto do Espírito. A cada dia recebemos através da mídia notícias que nos entristecem por vermos a queda moral da raça humana. O mundo vive uma falsa alegria, mas, para os salvos, Jesus Cristo prometeu que converteria a tristeza em alegria (Jo 16.20).

 

2.2. Desfrutando do gozo do Espírito.

O gozo e a alegria que o mundo espera viver estão baseados em prazeres da carne (Rm 8.8). Tais prazeres são efêmeros, pois não podem ser experimentados na eternidade. A alegria de poder viajar, morar em locais privilegiados, se alimentar de comidas finas certamente não irá nos acompanhar em nossa vida futura. Essa alegria experimentada em nosso corpo físico cessará com a desintegração deste corpo. Entretanto, o gozo do Espírito pode ser experimentado tanto neste corpo quanto no vindouro. Fica claro então para nós qual deve ser o gozo que devemos escolher experimentar. O texto de Isaías 9.3 nos mostra como podemos nos alegrar por coisas materiais, não estando impedidos de nos alegrar na presença do nosso Deus em espírito.

 

2.3. Testemunho de louvor.

O livro de Atos dos Apóstolos nos mostra que em diversos momentos a Igreja do Senhor sofreu perseguição sem, contudo, perder a alegria gerada pela ação do Espírito Santo (At 2.46). Entretanto, em uma passagem mais que especial, Lucas nos conta acerca da Prisão de Paulo e Silas. No capítulo 16deste livro, vemos que os servos de Deus deveriam ter todos os motivos para sentirem-se perdedores, porém a alegria sentida por eles era tão imensa que os mesmos cantavam sem parar, até que o Senhor os libertou com um terremoto. Podemos perceber que Deus se alegra quando damos o testemunho de louvor. O testemunho de louvor é uma prova íntima de alegria produzida no fruto do Espírito.

 

  1. Lições práticas.

Estamos vivendo dias em que toda sorte de notícias chega até nós de maneira inesperada. A surpresa provocada por tais notícias são, em muitos casos, a causa de um profundo sentimento de tristeza (Jo 16.33).

3.1. O Senhor garante uma alegria duradoura.

Tanto nos momentos de grandes provações como nos momentos em que somos pegos de surpresa com alguma má notícia, é comum nos sentirmos abatidos. A aceleração da produção de alta tecnologia tem nos colocado cada vez mais rápido em contato com os acontecimentos, produzindo em muitos um terrível sentimento de tristeza, mas o nosso Senhor nos garante que em breve seremos presenteados com uma alegria que ninguém poderá tirar de nós (Jo 16.22).

 

3.2. Depender de Deus nos torna forte.

Existem pelo menos duas coisas que devem garantir a alegria que provem do amadurecimento do fruto do Espírito Santo. Primeiro, a certeza que teremos o nome escrito nos céus (Lc 10.20). Segundo a prova de uma comunhão íntima com o Criador. Quando desfrutamos desta comunhão, passamos a sentir uma alegria intensa, pois sabemos que estamos vivendo uma vida onde depender de Deus é certeza de que alcançaremos a nossa vitória (Fp 4.13). Depender de Deus nos torna forte e tira de nós a tristeza promovida pelas incertezas acerca do futuro, plantadas pela mídia para desestabilizar a sociedade.

 

3.3. Experimentando a perfeita alegria.

Se permanecermos em Jesus Cristo, veremos a manifestação do Seu amor por nós e experimentaremos a Sua alegria em nós. Quando experimentamos esta alegria, temos a garantia de que em nós haverá abundância de alegria, produzindo em nós uma alegria completa (Jo 15.10-11). Esta alegria completa não permite que nada que nos seja apresentado possa nos tirar do foco de estar em Cristo.

 

Conclusão

O gozo produzido pelo amadurecimento do fruto do Espírito Santo nos garantirá mais momentos de felicidade do que possa tentar nos entristecer Satanás, através de notícias e informações apelativas. Sigamos firmes, não olhando nem para a direita nem para a esquerda (Tg 1.2).

 

Questionário.

  1. Por que o homem foi dotado por Deus de entendimento?

 

  1. Do que o servo fiel vive cercado?

 

  1. O que Jesus prometeu converter?

 

  1. O que o livro de Atos nos mostra?

 

  1. O que a alegria proveniente do amadurecimento do fruto do Espírito Santo nos garante?
  2. fonte www.mauricioberwaldoficial.blogspot.com

 

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Conteúdo da Lição 8

 Revista da Editora Betel

Desprezando Ofensas Através da Longanimidade 

22 de maio de 2016

 

Texto Áureo

“Rogo-vos, pois, eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados”. Efésios 4.1

 

Verdade Aplicada

A longanimidade nos capacita a sermos generosos e pacientes, mesmo em momentos de grande adversidade. 

Textos de Referência. 

Isaías 53.7,9

7 Ele foi oprimido, mas não abriu a boca; como um cordeiro, foi levado ao matadouro e, como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a sua boca.

9 E puseram a sua sepultura com os ímpios, e com o rico, na sua morte; porquanto nunca fez injustiça, nem houve engano na sua boca.

 Efésios 4.1-2

1 Rogo-vos, pois, eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados,

2 Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor.

 

Introdução

Difíceis de serem encontradas nos dias atuais, a longanimidade, benignidade e bondade são características que envolvem posicionamentos, em muitos casos, contrários à nossa personalidade. 

  1. Resistindo ao nosso ego.

Ao estudarmos esta nova seção do fruto do Espírito, descobriremos o quanto é difícil para o homem desenvolver meios para o amadurecimento do fruto. As três características em questão nos mostram que em muitas situações que poderão, em algum momento, ferir o nosso ego. Sendo assim, descobriremos que não é nada fácil negar o nosso eu em favor dos outros (Mc 8.34). 

1.1. Desenvolvendo a longanimidade.

Aqueles que desenvolvem a longanimidade recebem de Deus a capacidade de pensar antes de qualquer tomada de atitude, ou seja, desenvolvem a paciência e a perseverança como forma de suportar as adversidades (Rm 5.4). A longanimidade também é responsável pela capacidade que o servo de Deus tem de prosseguir em direção ao seu objetivo, mesmo quando tudo parece conspirar ao contrário. Ser longânime produz no indivíduo a capacidade de desprezar as ofensas. Ainda que esteja sendo perseguido por causa do amor a Cristo, ele não desiste de permanecer fiel ao seu Salvador (Mt 5.11). 

1.2. A Bênção da longanimidade.

Enquanto o mundo oferece, através da mídia e apelos tecnológicos, oportunidades de crescimento social rápido e ilícito, o salvo em Cristo nunca abre mão dos princípios verdadeiros da Palavra de Deus (2Pe 1.10), pois tem a plena certeza de que será abençoado através da sua fidelidade e que nada poderá o afligir, uma vez que tem a completa cobertura fornecida pela presença do Espírito Santo em sua vida. Ser longânime proporciona ao indivíduo a oportunidade de conviver em qualquer ambiente e em companhia de qualquer tipo de pessoa sem prejuízo algum para si ou para os outros. 

1.3. A longanimidade produz a credibilidade.

A longanimidade não só produz uma defesa para o indivíduo como coloca no mesmo o desejo incontido de interceder em prol daqueles que notoriamente necessitam de oração, fazendo com que o servo longânime se transforme numa coluna de oração. Em sua carta aos Efésios, o apóstolo Paulo determina que a Igreja do Senhor deve orar o tempo todo uns pelos outros (Ef 6.18). Sempre que um membro do Corpo é identificado como longânime, este se destaca nesta função, pois tem uma postura que dá credibilidade à sua oração. A oração do longânime tem credibilidade, por este nunca ter uma postura de ira e contenda (1Tm 2.8). 

  1. O verdadeiro exemplo de longanimidade.

A profecia acerca do Messias proferida pelo profeta Isaías deixou claro o tamanho do sofrimento pelo qual Ele havia de passar. O Messias deveria ser amado, entretanto, foi oprimido e afligido, provando ser longânime por amor à humanidade (Is 53.7). 

2.1. Longanimidade é amar sem ser amado.

Jesus Cristo se entregou ao sofrimento por amor. A Sua trajetória terrena culminou com Sua morte e ressurreição. Em nossa trajetória terrena não teremos como superar o que por nós sofreu o Senhor, entretanto, uma das exigências que nos é imposta pela Palavra de Deus é que, para alcançarmos a ressurreição em Cristo, deveremos suportar uns aos outros em mansidão e sobretudo em longanimidade (2Pe 1.5-7). Jesus escolheu sofrer por nós para que alcançássemos a salvação. Logo, teremos que passar por algum tipo de sofrimento para sermos glorificados com Ele. Que sofrimento é este? Amar sem ser amado (Efésios 4.2). 

2.2. Ser longânime garante salvação.

Muitas vezes nos questionamos porque devemos suportar tanto os outros se a recíproca não acontece Somos escolhidos para darmos exemplo de Cristo, isto é, através de nós a longanimidade de Cristo é mostrada de maneira mais enfática para que outros possam ser alcançados pela salvação (1Tm 1.16). Ao examinarmos este texto da primeira carta de Paulo a Timóteo fica claro para nós o que o Senhor espera de Seus servos fiéis (1Tm 4.12b). Não interessa o que está sendo apresentado pelos meios de comunicações que dizem que se doar é falta de inteligência. Para o cristão importa o que ensina a Palavra. Ser longânime garante a salvação.

 

2.3. A longanimidade opera a paciência.

Tanto o cristão imaturo quanto o homem sem Deus não conseguem entender como se desenvolve o amadurecimento do fruto do Espírito Santo. Por este motivo é que aprendemos que uma das principais maneiras que a longanimidade tem de se manifestar é através do exercício da paciência (Rm 5.3-5). O exercício da paciência capacita o servo de Deus a ter o equilíbrio necessário para esperar que o entendimento daqueles que não compreendem o agir do Senhor possa ser tocado pela ação do poder de Deus. Precisamos saber que como ministros de Deus devemos ser recomendáveis em tudo (2Co 6.4). Se recebemos a paciência de Cristo por nós, temos que exercitá-la para com os outros (2Ts 3.5).

 

  1. Lições práticas.

A longanimidade nos faz chegar à conclusão de que todos devem ser alcançados por Cristo. Ser longânime é entender que não temos nenhum mérito a mais do que o outro diante de Deus. Somos todos iguais, pois Deus não faz acepção de pessoas (At 10.34). 

3.1. Longanimidade é controlar impulsos.

Longanimidade é ter o espírito controlado por longo tempo, isto é, ser tardio em irar-se. Viver em grupo é sempre complicado, pois devemos procurar compreender o limite dos outros membros do grupo. Ser longânime é saber controlar seus impulsos. O indivíduo que se ira facilmente sempre sai perdendo (Pv 16.32). 

3.2. O bom evangelista tem que ser longânime.

Ao orientar a Timóteo acerca da postura que ele deveria tomar em relação à pregação da Palavra, Paulo foi enfático em dizer que o jovem pastor deveria ser insistente quando estivesse evangelizando. Entretanto, o apóstolo destacou que, mesmo quando estamos ávidos pelo desejo de ganhar almas (Mc 16.15), devemos nos posicionar com longanimidade, pois temos, em muitas situações, que ter paciência para alcançar alguns corações (2Tm 4.2). Existem pessoas que ao ouvirem poucas palavras acerca do Evangelho já se sentem tocadas pelo Espírito. No entanto, existem outras que necessitam de algum tempo para serem convencidas de que servir ao Senhor é o melhor caminho. O bom evangelista deve saber produzir o amadurecimento do fruto para alcançar êxito em sua tarefa de ganhar almas. 

3.3. Aprendendo a ser longânime.

O ser humano tem em si uma característica que lhe é peculiar: esperar que todos o compreendam em suas questões pessoais. Mas é muito difícil encontrarmos alguém que está disposto a compreender o próximo como este espera ser compreendido. A Palavra de Deus nos mostra que a nossa salvação é a longanimidade do Senhor. Se Ele não fosse longânime, toda a humanidade estaria perdida (Rm 2.4; 1Pe 3.15).

 

Conclusão.

Através do estudo da longanimidade, pudemos perceber que o amadurecimento dessa característica do fruto do Espírito Santo fará com que venhamos a nos sentir muito melhor diante das adversidades da vida. 

Questionário.

 

  1. Qual a orientação de Paulo em Efésios 6.18? 
  1. O que tem a oração do longânime? 
  1. O que aprendemos em 2 Coríntios 6.4? 
  1. O que acontece com o indivíduo que se ira facilmente? 
  1. O que a Palavra de Deus nos mostra?

fonte www.mauricioberwaldoficial.blogspot.com 

 

 

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Conteúdo da Lição 9 - Revista da Editora Betel

A Benignidade é a Disposição em Fazer o Bem a Todos

29 de maio de 2016

 

Texto Áureo

“E, partindo ao outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele, e tudo o que de mais gastares eu to pagarei, quando voltar”. Lucas 10.35

 

Verdade Aplicada

A benignidade nos capacita a fazer o bem sempre com candura e compaixão.

 

Textos de Referência. 

Lucas 10.30-33

30 E, respondendo Jesus, disse: Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram e, espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto.

31 E, ocasionalmente, descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e, vendo-o, passou de largo.

32 E, de igual modo, também um levita, chegando àquele lugar e vendo-o, passou de largo.

33 Mas um samaritano que ia de viagem chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão.

 

Introdução

Nesta lição, estudaremos a benignidade, uma característica do fruto do Espírito Santo que expõe o sentimento de quem expressa o verdadeiro amor de Cristo. Benignidade é o amor sem medida pelo próximo. 

  1. Benignidade: o amor sem medida.

Assim como a malignidade é uma característica de quem engendra o mal, a benignidade é uma característica de quem engendra o bem, isto é, o benigno não consegue pensar em fazer mal a ninguém e muito menos praticar tal afronta (Sl 103.8). 

1.1. A benignidade livra da condenação.

Quando começamos a desenvolver a benignidade, passamos a olhar os que estão a nossa volta de maneira diferente, pois começamos a aumentar em nós o que chamamos de capacidade de pensar sempre no que é melhor para o próximo (Cl 3.12). Isto quer dizer que aquele que é benigno não magoa e nem provoca dor em seu semelhante, pois não consegue conviver com o sofrimento alheio sem tomar uma atitude, visando o bem-estar do próximo. O benigno age. Ele não espera que o pior aconteça (Lc 10.33-34). Ao relatar a parábola do bom samaritano, Jesus mostrou ao seu inquiridor que nem sempre aqueles que devem fazer o bem o fazem (Lc 10.25-32), cometendo assim pecado grave (Tg 4.17).

 

1.2. Vivendo contrário ao mundo.

Hoje temos visto através dos meios de comunicações todo tipo de informação. Têm como objetivo nos afastar da centralidade da Palavra de Deus, nos levando em direção ao que o mundo apresenta como sendo o modo de vida ideal (Rm 12.2). Contudo, quando percebemos que não podemos pensar em nada que nos será vantajoso com o prejuízo de outrem, estamos nos aproximando de uma vida onde o fruto do Espírito está amadurecendo. Mesmo sabendo que podemos ter algum prejuízo pessoal, não podemos prejudicar a coletividade. Devemos sempre assumir o prejuízo produzido por nossas ações negativas (Jn 1.11-12).

 

1.3. Agindo de forma benigna.

 

Em Atos 16.24-34, observamos uma expressão da benignidade quando Paulo apresenta ao carcereiro uma oportunidade de salvação. Enquanto o homem queria se matar, o apóstolo lhe apresentou a vida (At 16.28,31). Não uma vida passageira, mas a vida eterna em Cristo. Toda vez que nos prestamos a pregar o Evangelho, estamos agindo de forma benigna, pois o Evangelho para o homem é uma oportunidade de mudança para uma vida melhor (2Co 5.17). Estar com Jesus proporciona ao indivíduo uma experiência diferente de tudo o que ele já viveu, inclusive, desenvolvendo em si os atributos de Deus que foram perdidos no ato do pecado (Rm 3.23).

 

  1. Agindo como servo de Deus.

As características do fruto do Espírito representam os atributos divinos. A benignidade é expressa pelo Criador e precisamos saber como deve agir o servo de Deus com o fruto amadurecido.

 

2.1. A fidelidade de Deus O torna benigno.

Em todo o tempo que o Senhor se relacionou com o povo de Israel, Ele agiu com benignidade para com eles. Sempre que podia, parte do povo transgredia em relação a Jeová, entretanto, Deus não cessou de cuidar do Seu povo. Mesmo o povo desobedecendo, não sofreu com o abandono por parte do Senhor (Sl 106.43-45). No Salmo 106, o salmista nos mostra o quanto dura a benignidade do Senhor: para sempre. Em nenhum momento, o Senhor irá deixar de estender a Sua mão para os Seus (Sl 106.7-10). Este fato se dá devido à Sua fidelidade, pois não pode negar-se a si mesmo (2Tm 2.13). Se temos em nós o fruto, devemos imitá-lo em tudo (Ef 5.1), expressando a nossa benignidade. 

2.2. Deus sempre quer o melhor para nós.

Um dos atributos de Deus em relação a Ele mesmo, isto é, que não pode ser adquirido pela humanidade através de Cristo, é a Onisciência. Isto deveria tornar muito mais difícil para Ele ser benigno para com o homem, pois o fato de ser Onisciente faz com que conheça os pensamentos e os sentimentos do coração da Sua criatura (Sl 39). Mesmo assim, o Senhor está sempre agindo de benignidade para com o indivíduo. Podemos dizer que ser benigno é estar sempre disposto a fazer o bem. Este é e sempre será um posicionamento a ser tomado pelo Senhor em relação à humanidade. Os pensamentos de Deus em relação ao homem sempre serão os melhores possíveis (Jr 29.11). 

2.3. Um plano de redenção através da benignidade.

O texto de Lucas 19.10 nos mostra que a vinda do Filho do Homem se deu para que Ele alcançasse quem havia se perdido. O homem se perdeu por escolha própria, mas ainda assim o Criador, por Sua infinita benignidade, projetou um plano para que a humanidade tivesse uma nova chance de salvação (Jo 3.16). Este plano demonstra o tamanho amor de Deus expresso pela Sua tremenda benignidade. Ao entregar Seu único Filho para morrer pelos pecados de toda humanidade, o Senhor demonstrou o quanto é benigno para com o homem e o quanto está disposto a fazer para tê-lo de volta à comunhão com Ele (Jo 3.16-17). O projeto de Deus nunca é condenar, mas sempre salvar (Jr 29.11).

 

  1. Lições práticas.

O fruto do Espírito foi entregue à Igreja para que essa fosse educada e orientada acerca do seu posicionamento em relação à sociedade. Sendo assim, a Igreja não pode se deixar influenciar por pseudoverdades apresentadas pelo diabo (Jo 10.10). 

3.1. Igreja, distribuidora do fruto.

A Igreja de Cristo, através de seus membros, deve ser um canal, isto é, um instrumento de Deus na face da Terra, para que todas as características do fruto do Espírito sejam expressas em favor da sociedade. Por mais perseguida que seja, a Igreja deve estar sempre aberta aos que perseguem (Rm 12.14). A nossa glorificação depende da nossa capacidade de expressarmos as características do fruto em sua totalidade (2Tm 2.11). 

3.2. Uma árvore boa dá bons frutos.

A benignidade é uma característica de quem deseja o bem. Ela é um sentimento profundo que habita o interior do servo fiel. Sempre que um servo do Senhor for confrontado, ele deve demonstrar a essência de seus sentimentos. No Sermão do Monte, vemos Jesus ensinando que não existe a menor possibilidade de uma árvore boa produzir frutos maus e uma árvore má produzir frutos bons (Mt 7.18). Logo, se recebemos o fruto do Espírito, cabe a nós buscar o seu amadurecimento para que possamos fornecer o que existe de melhor da parte do Senhor para a humanidade (Ef 4.12-13). Amadurecer o fruto não é uma tarefa fácil, por isso devemos cada vez mais estreitar a nossa comunhão com o Criador através da oração e da leitura da Palavra de Deus. 

3.3. A manifestação do caráter de Deus.

Ao recebermos o fruto do Espírito, passamos a ter compromisso em relação à sociedade (2Ts 3.13). O fruto do espírito no cristão é a manifestação do caráter de Deus. Sendo assim, quando nos apresentarmos publicamente, principalmente diante dos indivíduos que ainda não se decidiram em seguir a Cristo, devemos expressar toda a magnitude do fruto através de nossos atos, presenteando a todos com essa maravilhosa dádiva do Criador (1Jo 3.18). 

Conclusão

Ser benigno é ter a capacidade de entender o momento do próximo sem agir com intolerância. É saber que em muitas situações o indivíduo não está bem e sujeito a atitudes extremas. Entretanto, a postura do cristão deve ser sempre digna de admiração, assim como Jesus disse que deveria ser (Mt 5.16). 

Questionário.

  1. O que podemos observar em Atos 16.24-34? 
  1. O que Lucas 19.10 nos mostra? 
  1. Qual é o projeto de Deus? 
  1. O que a Igreja é na Terra? 
  1. O que Jesus ensina no Sermão do Monte?

fonte www.mauricioberwaldoficial.blogspot.com

 

 

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Conteúdo da Lição 11 - Revista da Editora Betel

A Fé nos Mantém na Presença de Deus

12 de Junho de 2016

Texto Áureo

“Ora, sem fé é impossível agradar-lhe, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que é galardoador dos que o buscam”. Hebreus 11.6

 

Verdade Aplicada

A fé como fruto do Espírito nos capacita a mantermos firmes em Cristo, aguardando o cumprimento da promessa de vida eterna.

 

Textos de Referência. 

Hebreus 11.1-3

1 Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem.

2 Porque, por ela, os antigos alcançaram testemunho.

3 Pela fé, entendemos que os mundos, pela palavra de Deus, foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente. 

Jo 5.4

4 Porquanto um anjo descia em certo tempo ao tanque e agitava a água, e o primeiro que ali descia, depois do movimento da água, sarava de qualquer enfermidade que tivesse.

 

Introdução

A partir desta lição, estudaremos a terceira e última seção do fruto do Espírito: fé, mansidão e temperança. Estas três características nos mostram o que fazer para fortalecer a nossa comunhão com o Criador.

 

  1. Fé: uma representação de fidelidade.

O estudo destas três características certamente servirá para clarear o nosso entendimento acerca da necessidade da busca pelo amadurecimento do fruto do Espírito Santo por aqueles que esperam viver uma vida em Cristo. Daremos início a esta seção falando sobre a fé, que é representada por nossa fidelidade ao Senhor (Hb 11.1). 

1.1. Agradando a Deus através da fé.

Fé é a característica que devemos buscar desenvolver da melhor forma possível, pois sem ela não poderemos agradar ao Senhor (Hb 11.6). É através da fé que nos tornamos mais íntimos de Cristo, porque nela temos a firme certeza do cumprimento da promessa divina acerca da vinda de Seu Filho para buscar os Seus. É importante destacar que a fé não consiste somente em crer e confiar em Deus. A fé apresentada por Paulo como característica do fruto do Espírito está relacionada à busca pelo servo de Deus em ser honesto e fiel, pois, sendo Deus fiel, Ele espera que também sejamos, para que possamos desfrutar de uma perfeita comunhão com Ele através da pessoa de Seu Filho (1Co 1.9). 

1.2. A fé nos mantém fiéis ao Criador.

Quando o homem consegue desenvolver a fé do fruto do Espírito, ele passa por um processo de renovação que o mantém fiel ao seu Criador; independentemente da situação a qual venha ser exposto. Se em alguma circunstância se apresentar uma condição propícia à infidelidade, o homem de fé certamente irá negar-se a si mesmo, permitindo que a ação do fruto do Espírito domine o seu interior. A fé nos leva a entender que mesmo em meio a tribulações da vida é melhor seguir a Cristo (Lc 9.23). A certeza da nossa fé e a pureza de nosso coração nos colocam debaixo da provisão de Deus, pois Ele é o único que pode nos dar garantia de que irá cumprir o que prometeu (Hb 10.22-23).

1.3. A fé nos garante a vitória do arrebatamento.

Em alguns momentos da vida, o servo fiel passa e passará por situações de sofrimento. Entretanto, não podemos permitir que tais sofrimentos abalem a nossa fé. Se permanecermos fieis a Cristo, teremos então a nossa fé purificada e isso irá nos garantir uma certeza de vitória no dia da vinda do Cordeiro. O Senhor Jesus tem em alta conta aqueles que são perseverantes nas provações e que em todo tempo têm firmada sua fé nEle. Uma postura de fé é preciosa aos olhos de Deus e tem um valor inestimável por toda eternidade (1Pe 1.6-7). Ter um posicionamento firme de fidelidade fornece ao indivíduo a certeza da salvação (1Co 15.58). 

  1. A fidelidade de Deus e a mídia.

Os cristãos enfrentam um grande problema na sociedade atualmente: conviver com uma mídia doente e perversa. No entanto, a Bíblia nos orienta a não nos conformamos com este século (Rm 12.2). Devemos nos fortalecer sempre na Palavra de Deus (At 2.40; Tt 2.12; Hb 3.12-13; Tg 4.4; 1Pe 1.13-15).

 

2.1. Fé: a certeza do arrebatamento.

Os meios de comunicação estão recheados de falsas informações de como se dará a a vinda do Cordeiro. Todavia, aqueles que encontraram o verdadeiro motivo de viver em Jesus não podem compactuar com estes ensinamentos. O amadurecimento da fé promoverá não só a certeza da vinda de Cristo, como também o desejo incontido de pregar o Evangelho genuíno, no qual a segunda vinda é apresentada de forma clara e inquestionável (Jo 14.12, 18; At 1.11). A fé afasta qualquer dúvida acerca do arrebatamento (1Ts 4.13). 

2.2. Experimentado o caráter divino por meio da fé.

Existe um parâmetro de relacionamento entre Deus e o homem. Este parâmetro está fundamentado na verdade. Apesar de o homem ter se voltado contra o criador, indo em direção ao pecado, Deus, através da Palavra da Verdade, providenciou um meio de restauração para humanidade. Tal evento se deu pela fidelidade expressa por meio de Seu caráter imutável (2Tm 2.13). O fruto do Espírito é o meio pelo qual temos acesso ao caráter divino. Ao encontrarmos com Cristo e recebermos do Espírito Santo o fruto, temos que dar início ao processo de amadurecimento. Buscar ter em nós a característica do fruto identificada como fé, nos aproximado caráter divino e consequentemente do próprio Deus (Hb 11.6). 

2.3. Fé permanente.

 

Quando aceitamos a Cristo, somos impactados com um sentimento indescritível de crer Naquele que o Senhor nos enviou. A transformação pessoal é tamanha e cumpre o que diz a Palavra de Deus: o indivíduo se torna verdadeiramente uma nova criatura (2Co 5.17). Entretanto, através do fruto do Espírito Santo, o sentimento de fé e fidelidade permanece promovendo a alegria e a felicidade de poder experimentar o melhor de Deus em sua vida. A fé permanece em nós justamente para que possamos cumprir a nossa carreira (2Tm 4.7). Essa fé só habita na vida daquele que realmente creu no filho de Deus e seguirá com Ele por toda eternidade.

 

  1. Lições práticas.

O texto de Hebreus 11 nos apresenta a galeria dos heróis da fé. Como é gloriosa a vida de todos que escolhem viver uma vida de fé no Filho de Deus (Gl 2.20). 

3.1. Vivendo a fé de Abraão.

Pela fé somos identificados como filhos de Abraão, o que nos coloca em pé de igualdade com o pai da fé no que diz respeito a viver uma vida de fé e esperança, apesar de todas as lutas que possam surgir diante de nós. Abraão teve uma vida completamente protegida e movida pela sua imensa gratidão e fé. A fé de Abraão foi-lhe imputada por justiça porque creu na promessa de Deus (Rm 4.17-24). Sara riu (Gn 18.12-13), mas Abraão creu. O inimigo cria artifícios para colocar dúvidas em nós, mas nunca podemos deixar de crer em tudo que o Senhor nos prometeu. Isto provará a nossa fidelidade.

 

3.2. Socorro através da fé.

A fé transforma a nossa vida. Quando vivenciamos as manifestações do agir de Deus em nossas vidas experimentamos o poder da fé. Ver o agir de Deus faz com que nossa certeza aumente em relação à Sua existência (Jó 42.5). Os apelos midiáticos e tecnológicos tentam, através de todos os meios, nos entristecer, derramando uma enxurrada de informações que visam destruir a nossa fé. Contudo, o servo fiel não se deixa confundir, antes coloca-se aos pés do Senhor, rochedo forte e socorro bem presente na hora da angústia (Sl 18.2; 46.1).

 

3.3. Uma tremenda expressão de fé.

O texto de Habacuque 3 nos apresenta uma tremenda expressão de fé. Quando vemos o profeta fazendo aquela que talvez seja a oração que mais represente uma situação de fé convicta, somos surpreendidos por uma posição que só tem quem conhece o verdadeiro Deus. O profeta Habacuque declara que, não importa o que aconteça, não perderá a sua alegria, pois a sua fé lhe garante o que de melhor o homem pode receber do Senhor: a sua salvação (Hc 3.17-18). 

Conclusão.

Chegamos ao final do estudo acerca da fé. Vimos através dele que, se vivermos uma fé diária e permanente, nada que venha das mãos do inimigo terá poder para nos atingir e nos tirar da centralidade da vontade de Deus. Viveremos de fé em fé, de glória em glória (Rm 1.17; 2Co 3.18).

 

Questionário.

  1. O que a fé nos leva a entender? 
  1. O que um posicionamento firme de fidelidade fornece ao indivíduo? 
  1. Segundo a lição, o que a fé afasta? 
  1. O que o texto de Hebreus 11 nos apresenta? 
  1. O que o texto de Habacuque 3 nos apresenta?
  2. www.mauricioberwaldoficial.blogspot.com

 

 

MANSIDÃO: UMA NOVA POSTURA DE VIDA MODESTA E SUBMISSA

(Lição 12 – 19 de Junho de 2016)

TEXTO ÁUREO

“Bem aventurado os mansos, porque eles herdarão a terra.” (Mateus 5.5).

VERDADE APLICADA

A mansidão nos capacita a ter uma postura simples e gentil em nossos relacionamentos interpessoais.

 

OBJETIVOS DA LICÃO

Ensinar como a mansidão nos molda a ter o caráter de Jesus Cristo;

Mostrar que a mansidão nos ensina a sermos submisso a Deus;

Revelar que o fruto do Espírito Santo é cultivado no coração.

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA

2Tm 2.22 - Foge também dos desejos da mocidade; e segue a justiça, a fé, a caridade e a paz com os que, o coração puro invocam o Senhor.

2Tm 2.23 – E rejeitam as questões loucas e sem instrução, sabendo que produz contendas.

2Tm 2.24 – E ao serviço do Senhor não convém contender, mas, sim, ser manso para com todos aptos para ensinar, sofredor.

2Tm 2.25 – Instruindo com mansidão os que resistem, a ver se, porventura, Deus lhes dará arrependimento para conhecer a verdade.

2Tm 2.26 – E tornarem a despertar, desprendendo-se dos laços do diabo, em que a vontade deles estão presos.

 

INTRODUÇÃO

Estudaremos nessa lição que a mansidão como fruto do Espírito, é uma característica que nasce no coração do cristão, e que nos ensina á ser submisso a Deus e a termos autocontrole próprio. Ser manso significa ser uma pessoa de temperamento fácil, sossegado, tranqüilo, calmo, meigo e delicado.

 

  1. A MANSIDÃO E A PACIÊNCIA

Jesus é o nosso modelo de mansidão, ele foi manso e humilde de coração. Ouviu palavras mais amargas do que o fel que provou na cruz, e as revidou com palavras dóceis de perdão e salvação. Ele pediu ao pai dizendo: “Perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”! (Lc 23.34). A ira apenas alimenta um desejo primitivo de vingança que é alimentado cada vez mais por uma emoção peculiar, mas previsível. Começa como uma gota d’água: Alguém pega sua vaga de estacionamento, fecha você na estrada, a garçonete é lenta e você está com pressa, uma irritação, uma frustração. Nada de mais, apenas uma provocação. O que quero dizer é que não somos os justiceiros do mundo, quando procuramos entender as coisas e procuramos fazer algo com a mansidão para que tudo se resolva da melhor maneira possível. Quando começamos a agir não a partir de uma postura de ira, mas com mansidão e compreensão. Enquanto estivermos nesse mundo nunca viveremos fora da guerra, mas o homem manso tem sempre uma saída para não deixar ser tentado pelo inimigo.

 

1.1 – A mansidão ensina o indivíduo desviar-se da ira

A ira não procede do fruto do Espírito e sim das obras da carne, basta observar os gestos de uma pessoa logo reconhecemos seu estado de emoção que ela se encontra. Na vida 10% é o que acontece conosco e 90% é o como nós reagimos a esses acontecimentos. Uma pessoa irada não consegue medir a altura do som de sua voz e nem tão pouco refletir as palavras que saem de sua boca, daí vem às contendas e as guerras que se refere Tiago 4.1, mas Jesus nos deu um verdadeiro exemplo de mansidão, quando pregado em uma cruz sofrendo a dor na carne e na alma e todo tipo de afronta e humilhação. Ele pode olhar para aquela grande multidão e dizer: pai perdoa-os porque não sabem o que fazem. O melhor método que nos ensina a desviar da ira é entender que a causa que nos está causando desconforto é passageira e o melhor que temos a fazer é mantermos o controle e procurar sermos manso como Jesus nos ensinou (Lc 23.34).

 

1.2. Sendo humilde e manso

Além de Jesus, podemos mencionar na Bíblia algumas pessoas que tiveram suas vidas pautadas por uma mansidão tamanha, que achamos difíceis pensar que existam pessoas com tamanha qualidade. Dentre elas destacamos Davi, que não apenas possuía uma índole de mansidão externa, mas uma atitude interna e sábia. Ele não ficou inerte diante das situações adversas, nem se acovardou, nem se intimidou e nem se mostrou covarde, fraco, tímido ou indolente. Ele teve coragem para se posicionar com firmeza diante dos vários desafios da vida, desde o início de sua vida, quando apascentava o rebanho de seu pai, e, depois no episódio com Golias e mais adiante com seu próprio sogro Saul. E, no entanto mostrou ser manso quando teve a oportunidade de tirar a vida de Saul e não o fez (ISm 26.7-12). Ser manso é saber se posicionar e ter atitudes certas, que não venha se arrepender mais tarde (ISm 17.49-51), ser submisso a Deus, (ISm 20.21). Uma palavra de mansidão desvia o furor (Pv 15.1), mas a palavra dura suscita a ira. O pregador falou que a língua serena é a árvore da vida (Pv 15.4). Não existe nada pior do que estar perto de alguém mal humorado, a ira nunca fez nenhum bem a ninguém e nunca melhorou qualquer situação, mas a compreensão solidária, sim.

 

1.3. Jesus, nosso melhor exemplo

Quem possui o fruto do Espírito não se deixa ser levado pelo descontrole emocional, pelo contrário, segue o exemplo de Cristo. Cristo não retaliava, não dava o troco, não dizia “vou pegar você!” Talvez eu e você até dissesse: vem aqui e fala isso na minha cara. Jesus tinha tudo em suas mãos, más não prometeu vingança e nem exigiu pedido de desculpa. O profeta Isaías profetizou que ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca, como cordeiro foi levado ao matadouro; e como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca (Is 53.7). Há momentos em nossas vidas que às vezes o silêncio fala mais alto. Com Jesus não foi diferente, toda a natureza parou no momento de sua maior dor e humilhação. Mesmo diante daqueles que o vieram prender, não tomou atitude agressiva, pelo contrário, aproveitou o momento para provar uma atitude de mansidão curando a orelha do servo de Caifás que havia sido cortada por Pedro, um de seus discípulos (Jo 18.10). O manso tem convicção, não fica em cima do muro, não é uma pessoa neutra sem opinião própria e indecisa. Ser manso é saber falar com mansidão, é controlar seu ego, procura manter a calma mesmo em meio a um grande conflito. O manso tem o espírito apaziguador, se chega onde há conflito, ele trás uma palavra de moderação e de conciliação, essa é a característica de uma pessoa mansa.

 

2 - A MANSIDÃO E A SUBMISSÃO A DEUS

Ser mansa é estar sempre submissa à vontade de Deus. Deus é o Senhor de nossas vidas, quando depositamos nele a nossa confiança devemos esperar que ele faça sempre o melhor, que esperamos ter. Foi ele quem nos criou e sabe do que mais precisamos. Conhece tudo o que estamos passando e o que vamos passar, tudo é por ele e pra ele. Ele tem seus propósitos e o controle de tudo em nossas vidas e o melhor que podemos fazer é seguir os conselhos do apóstolo Pedro, que nos diz: lançai sobre ele toa a vossa ansiedade porque ele tem cuidado de vós. A mansidão nos capacita a ter uma postura simples e gentil em nossos relacionamentos interpessoais e com Deus!

 

2.1. O cristão deve ser sempre moderado

Não há nada mais doloroso do que palavras cujo propósito seja ferir, como por exemplo, uma calúnia ou algo dito sem pensar. São como flecha certeira que vai à alma. A humanidade pensa que através da força, do poderio político e econômico e da agressividade se conquista. É um grande engano pensar que quanto mais agressivo mais forte. Esse é um pensamento do mundo. A moderação e o equilíbrio são algo que todo cristão deverá buscar. Vivemos em um mundo onde as pessoas possuem opiniões diversas, até mesmo com respeito à religiosidade, por isso, devemos colocar nossas palavras com sabedoria e mansidão para que não venhamos correr sério risco de, em vez de ganhar as almas, dispersá-las para mais longe. A forma como colocarmos nossa opinião como certa e verdadeira jamais deverá ser imposta com dureza. Nunca devem ser ditas como se estivéssemos pregando um evangelho de confronto, mas sim um evangelho de amor e de transformação, para o pecador desesperado e sem Deus. Devemos mostrar com exemplo, humildade e mansidão. Semear a semente e esperar que ela venha germinar nos corações e ao seu tempo vir dar frutos, através do nosso cuidado e do nosso modo moderado de agir, com sabedoria do Espírito Santo e com exemplos para que essas pessoas venham aceitar a palavra de Deus e ser libertas. (Jo 13.34).

 

2.2. Sejamos sóbrios e mansos

Estamos envolvidos em grandes conflitos de forças religiosas que vão além das pessoas. Satanás, hoje, mais do que nunca tem jogado suas ultimas cartas, usando até mesmos grandes blocos de pessoas que se dizem religiosos, e, em nome dessa religião, tem feito um estrago muito grande, ceifando vidas inocentes, como por exemplos, crianças. Mais do que nunca satanás tem trabalhado com suas forças infernais. É necessário que sejamos sóbrios, mansos, prudentes e cheios do Espírito Santo para lutarmos contra esses grandes conflitos que satanás tem armado, usando tais ideologias com propósito de pregar um reino vingativo e violento em nome de Deus. Tais resultados não foram dos melhores (Rm 12.19). Existe algo sobre entender o mundo, que nos leva a querer salvá-lo, isto é, quando temos dentro de nós o amor pelas almas que estão perdidas, e temos a convicção da palavra verdadeira que possuímos e fomos libertos por ela, isso não se trata de religiosidade, mas de liberdade cristã e vida transformada em Cristo. A partir daí começamos a imaginar o que o próprio Jesus sentiu pregado naquela cruz em meio a dois covardes ladrões pecadores, estava ali porque mereciam, mas na ultima hora um deles ao reconhecer seu pecado recebeu o perdão do salvador, quando Jesus declarou: hoje mesmo estarás comigo no paraíso!

 

2.3. A mansidão não compactua com a violência

Será que somos mansos depois de fazer uma profunda pesquisa sobre o que é mansidão? Será que temos força sobre o controle da língua? Será que temos o domínio e o controle próprio sobre nossas emoções e nossos sentimentos? O manso não reivindica seus próprios interesses e direitos, Jesus sendo Deus não julgou ser igual a Deus, o manso não inflama facilmente. O manso possui atitude natural de temperança, de controle. Se estas perguntas acima, tem tido como resposta, o não, devemos orar e pedir a Deus que nos mude e nos transforme para que possamos ter uma vida de mansidão. Se somos seguidores de Cristo e queremos conquistar o mundo para Cristo devemos amar como ele amou, ser Santo como ele foi Santo, ser manso como ele foi manso, a ponto de parecer que estava na contra mão do povo Judeu, que andava subjugado pelos Romanos, esperando um Messias militar, guerreiro e que implantasse seu reino pela força e que resolvesse os problemas materiais e político da nação. Mas Jesus veio com outra proposta (At.1.6) e o povo não aceitou, mas ele cumpriu sua tarefa preparando um reino que é sobre todos os reinos, um reino eterno para todos que o aceitar. Muitos não querem aceitar esse reino, pelo contrário, o mundo se apresenta cada dia mais violento e agressivo. Vivemos em um mundo que satanás tem colocado na mente e no coração das pessoas um ódio cruel, as quais não conseguem viver em paz com próximo nem consigo mesmo. Qualquer coisa é motivo de discussões e desentendimento. Pai mata filho, filho mata pai, mãe mata filho, filho mata mãe, esse é o mundo que vivemos. Parece que o diabo percebe que seu tempo está findando. È necessário que os Cristãos levantem a cabeça descruze os braços e tome atitudes no intuito de restaurar essa humanidade perdida.

 

  1. LIÇÕES PRÁTICAS

Em meio a tantas opiniões diferentes, tantas ideologias, pensamentos diferentes e a falta de tolerância entre as pessoas, ficaram difíceis manter o Espírito de mansidão e o reconhecimento dos valores e princípios que fazem parte da ética e dos valores humanos que cada um deve carregar, principalmente, os cristãos, que procura manter uma vida guiada pelos ensinamentos bíblicos. Como filhos de Deus devemos mortificar nossos sentimentos maus e fortalecer o desenvolvimento das características do fruto do Espírito Santo, conhecida como mansidão (1Pd 3.4)

 

3.1. O fruto é cultivado no coração

A bíblia menciona as obras da carne e o fruto do Espírito. Diz que eles lutam um contra o outro. As obras da carne são os desejos carnais que o homem natural possui e se opõe contra a vontade de Deus. O fruto do Espírito nasce no coração e é cultivado no coração do homem e quem pratica e deixam que esses frutos amadureçam andam segundo a vontade de Deus e agradam a Deus. Para sermos identificados como filhos de Deus deverão mortificar nossos sentimentos maus “ódio” e desenvolver dentro de nós, sentimento de mansidão que é uma característica do fruto do Espírito Santo. (Gl 5.17).

 

3.2. Só o Fruto do Espírito pode tornar o homem manso

Quando alguém encontra a transformação pela palavra começa a germinar dentro dele uma semente que posteriormente se transforma em um fruto excelente chamado fruto do Espírito. Essa pessoa muda sua maneira de agir, de pensar e sua nova vida passa a definir suas altitudes. Como verdadeiro filho de Deus começa a dominar seu ego. O prazer do mundo passa a não ter sentido mais em sua vida. Ele que antes apresentava características de agressividade passa a ser uma pessoa mansa e humilde, isto não significa que os problemas e dificuldade passam a não existir, mas quando ele entra em dificuldade ele lança todas aos pés do Senhor! (1Pe 5.7)

 

3.3. O Fruto amadureceu por inteiro

As características do fruto do Espírito é uma interligação entre eles (Gl. 5. 22-26) um se ajusta ao outro, e todos devem estar desenvolvidos para que seja úteis. Por se trata de fruto do Espírito, esse desenvolvimento acontece todos os dias na presença do senhor com orações e jejuns. Devemos deixar que o próprio Espírito santo regue, e, nós devemos podar as folhas envelhecidas, para que possamos produzir frutos em todas estação do ano. Muitos frutos naturais caem antes de amadurecer, pela sua fragilidade, pelo vento forte, por alguém que com uma vara o derruba antes do tempo, em fim, muitos não sobrevivem. Outra coisa que acontece aos frutos são aqueles que amadurecem demais. Tornam-se podres, não serve para o consumo. Como fruto de mansidão que somos, precisamos ser maduros o suficiente para sermos úteis para alimento Espiritual das pessoas e forte o suficiente para não sermos derrubado pelos vendavais da vida ou pelo o inimigo que tenta nos derrubar todos os dias. Devemos ter uma palavra mansa uma atitude mansa, você pode não ser capaz de controlar uma situação, mas, você pode sempre controlar sua reação e com ela poderá diminuir um conflito uma guerra e colocar paz onde não existem. Só assim atrairemos vidas para assentar com Cristo onde ele está! Em Efésios 1.20-23, o apóstolo Paulo escreveu: O qual o exerceu em Cristo, ressuscitando dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais, acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referi, não só nesse século, mas também no vindouro. E pôs todas as coisas debaixo dos seus pés, e para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu a igreja.

 

CONCLUSÃO

Em Jesus conseguiremos obter o fruto de “mansidão”. Quando tornamos pessoas mansas, mudamos nossas atitudes. Mudando nossa atitude mudaremos o mundo em volta de nós. Quem deixa à ira tomar conta de si, sempre fala de mais, e quem fala de mais, perde o controle da situação, e perdendo o controle da situação, poderemos entrar em um estado de perda total, além disso, podemos sair feridos e machucados e acabamos também machucando muitos. Sejamos, pois, como muitos que venceram guerras cantando, adorando a Deus sem agressividade de palavras mal ditas e fora de hora. Se eles venceram com humildade e mansidão, nós também venceremos!

fonte www.mauricioberwaldoficial.blogspot.com