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Lição adultos o Tabernáculo CPAD 2019 2 trimestre
Lição adultos o Tabernáculo CPAD 2019 2 trimestre

   Lição 1 - Tabernáculo – Um Lugar da Habitação de Deus

 

                                  

Lições Bíblicas do 2° trimestre de 2019 - CPAD | Classe: Adultos | Data da Aula: 7 de Abril de 2019.

TEXTO ÁUREO

“E me farão um santuário, e habitarei no meio deles.” (Êx 25.8).

Verdade Prática

O Tabernáculo de Moisés foi o protótipo da Igreja de Cristo, na qual hoje Deus habita e manifesta sua glória.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Êx 36.1-3: Executando com sabedoria o projeto de Deus

Terça – Hb 9.1-9: Os sacrifícios do Tabernáculo tipificam o sacrifício perfeito de Cristo

Quarta – Êx 29.43-46: O Tabernáculo era o símbolo da presença de Deus entre o povo

Quinta – 1 Rs 6.11-13: No Templo de Salomão, Deus confirmou sua presença entre o povo

Sexta – Hb 3.1-6: Deus, o edificador de sua Casa

Sábado – Ap 21.1-4: O Tabernáculo Eterno

 

 

 

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Êxodo 25.1-9

1 - Então, falou o SENHOR a Moisés, dizendo:

2 - Fala aos filhos de Israel que me tragam uma oferta alçada; de todo homem cujo coração se mover voluntariamente, dele tomareis a minha oferta alçada.

3 - E esta é a oferta alçada que tomareis deles: ouro, e prata, e cobre,

4 - e pano azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino, e pelos de cabras,

5 - e peles de carneiros tintas de vermelho, e peles de texugos, e madeira de cetim,

6 - e azeite para a luz, e especiarias para o óleo da unção, e especiarias

para o incenso,

7 - e pedras sardônicas, e pedras de engaste para o éfode e para o peitoral.

8 - E me farão um santuário, e habitarei no meio deles.

9 - Conforme tudo o que eu te mostrar para modelo do tabernáculo e para modelo de todos os seus móveis, assim mesmo o fareis.

HINOS SUGERIDOS: 159, 182, 271 da Harpa Cristã

 

 

 

OBJETIVO GERAL

Enfatizar a relação do Tabernáculo com a Igreja de Cristo.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

- Apresentar a parceria de Deus com o povo de Israel para construção do Tabernáculo;

- Mostrar que o Tabernáculo foi um projeto de Deus;

- Pontuar a relação tipológica entre o Tabernáculo e a Igreja.

 

• INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Iniciaremos um novo trimestre. Estudaremos a respeito de “O Tabernáculo: Símbolos da Obra Redentora de Cristo”.

 

Todo início de trimestre cabe uma reflexão. Talvez seja a oportunidade de você fazer uma avaliação com o objetivo de traçar o perfil dos alunos. Essa avaliação pode ser feita por meio de uma observação informal acerca do comportamento deles nas aulas e da consulta ao diário de classe.

 

A partir do resultado dessa avaliação você pode planejar suas atividades ao longo do trimestre: É preciso visitá-los? É preciso auxiliá-los em alguma habilidade básica (ler, escrever, falar ou ouvir)? Estas são ações que podem ser executadas para garantir o melhor desempenho dos alunos na Escola Dominical. Não esqueça que o objetivo dessa maravilhosa agência de ensino cristão é desenvolver o caráter de Cristo na vida dos crentes.

 

Antes de iniciar a presente lição, apresente o comentarista deste trimestre: o pastor Elienai Cabral. Ele é 1° Secretário da Mesa Diretora da CGADB, Teólogo, Conferencista, membro da Casa de Letras Emílio Conde e autor de diversas obras publicadas pela CPAD.

 

 

 

 

 

INTRODUÇÃO

Deus sempre desejou se relacionar com o seu povo. Ao longo das Escrituras Sagradas, o Pai Celestial buscou se revelar ao ser humano para relacionar-se com ele. Deus é um ser pessoal.

 

Nesta primeira lição, veremos que o Tabernáculo foi construído para que Deus habitasse nele e se encontrasse com o seu povo. Assim, compreenderemos que essa construção requereu a participação humana por meio de ofertas voluntárias, que esse projeto veio da mente de Deus e que há uma relação tipológica entre o Tabernáculo e a Igreja de Cristo.

PONTO CENTRAL:

O Tabernáculo foi um projeto de Deus assim como a Igreja o é.

 

I - A PARCERIA DE DEUS COM SEU POVO PARA A CONSTRUÇÃO DO TABERNÁCULO (Êx 25.1-7)

 

1. Por que construir um Tabernáculo no deserto?

O pioneiro pentecostal, Gunnar Vingren, que redigiu uma monografia para sua graduação teológica, na qual foi escrita à mão, e apresentada no Seminário Teológico Sueco, em Chicago, USA, em 1909, iniciou seu texto monográfico assim: “Por ordem divina, o Tabernáculo propriamente dito, a mosaica tenda do Testemunho, constituiria uma morada sagrada, erguida segundo um modelo celestial”.

 

Desde que os israelitas saíram do Egito e caminharam até as cercanias do Monte Sinai, onde Deus falou com Moisés e revelou-lhe suas Leis, o Altíssimo quis habitar entre o seu povo. Para isso, Ele concedeu a Moisés a planta de uma “Tenda”, a fim de construí-la para reunir o povo de Israel diante dEle e, assim, receber sua Palavra. Essa tenda, denominada “Tabernáculo”, era de caráter provisório, pois podia ser armada e desarmada durante a caminhada israelita pelo deserto. Entretanto, conforme escreveu Gunar Vingren, a razão principal de sua existência era a de servir como uma morada sagrada, o lugar de encontro entre Deus e seu povo.

 

2. A materialização da obra de Deus (Êx 25.1,2).

O projeto de Deus teve origem no céu, e se materializou na Terra por meio de seus filhos. A construção do Tabernáculo se efetivou mediante a participação do povo de Deus através de ofertas alçadas e voluntárias como o ouro, prata, cobre, pano azul, púrpura e carmezim. A obra de Deus requer parceria humana!

 

No tempo da graça, o princípio da manutenção da igreja local é o mesmo. O dízimo e as ofertas alçadas são para o sustento das necessidades que envolvem uma igreja: projeto de construções de templo, de sustento de obreiros, de evangelização, de ações sociais, de educação cristã. Em vez de cultivarmos uma postura contrária, deveríamos voluntariamente ofertar à Obra de Deus como fruto de gratidão e reconhecimento de suas bênçãos em nossas vidas (2 Co 9.7).

 

3. Três verdades bíblicas que o ofertante deve saber (Êx 25.2):

(1) A oferta foi um plano de Deus para o sustento de sua obra.

No Antigo Testamento há uma promessa de bênçãos materiais para os que reconhecessem essa verdade. Aqui, não há o estímulo para se negociar oferta e bênçãos, mas a afirmação de que é a vontade do Senhor que contribuamos generosa e voluntariamente para a sua obra, reconhecendo que Ele domina até as nossas finanças. Isso deve ser voluntário, jamais por coação.

 

(2) O ato de ofertar é voluntário.

O versículo 2 mostra que o Senhor aceitaria a oferta “de todo homem cujo coração se mover voluntariamente” (cf. Êx 35.29). Deus conhece cada um dos seus servos e servas, por isso, reconhece quem faz essa obra de maneira generosa ou egoísta. Jamais nosso Senhor aceitaria ofertas por coação, mas Ele deseja ver, em nós, uma atitude voluntária e amorosa: “Porque, dou-lhes testemunho de que, segundo as suas posses, e ainda acima das suas posses, deram voluntariamente” (2 Co 8.3). Portanto, na Igreja de Cristo, não pode haver mercantilismo da fé! Você não pode se deixar coagir para trocar ou negociar o que é espiritual, a fim de receber bênçãos materiais. O que a Palavra de Deus diz é que você precisa amar ao Senhor de todo o coração e, constrangido por esse amor, doar voluntariamente. Essa perspectiva humilde gera bênçãos da parte de Deus.

 

(3) Fidelidade ao Senhor trará abundância.

A Bíblia nos ensina que quem é fiel no pouco será muito recompensado (Mt 25.21). Moisés foi um líder que compreendeu bem essa verdade e a viveu, pois o povo trouxe tanta oferta em ouro, prata, cobre, pedras preciosas e madeiras, que encheram os depósitos, e “disseram a Moisés: o povo traz muito mais do que é necessário para o serviço da obra que o Senhor ordenou” (Êx 36.5). Seja fiel ao Senhor!

 

SÍNTESE DO TÓPICO I

Deus estabeleceu uma parceria com o seu povo para construir o Tabernáculo.

 

 

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO

Ao introduzir a lição desta semana, revele o propósito do trimestre. Responda a seguinte pergunta: “Por que estudaremos o Tabernáculo?”. A resposta a essa pergunta permitirá que você faça um panorama geral do trimestre. Em seguida, indague aos alunos o que eles esperam acerca desse estudo. Aqui, a ideia é perceber o entusiasmo dos alunos quanto ao tema.

 

Em seguida, exponha o primeiro tópico com clareza e objetividade. Como o nosso tempo não é extenso, você pode períodos para a exposição do conteúdo e outros períodos para perguntas. Por exemplo: Você pode expor o conteúdo do primeiro tópico e, depois, abrir para uma ou duas perguntas da classe.

 

Sugerimos que na exposição do primeiro tópico você enfatize a citação do comentarista a respeito da monografia de Gunar Vingren, a fim de que fique claro o percurso do anúncio do projeto de Deus e da materialização dele no deserto.

 

II - O TABERNÁCULO FOI UM PROJETO DE DEUS (Êx 25.8,9)

Após estudarmos a primeira seção de versículos (vv.1-7) que mostra a conclamação do Senhor ao seu povo para a construção do Tabernáculo por meio das ofertas alçadas, agora nos deteremos nos versículos 8 e 9, pois estes revelam como Deus elaborou esse projeto.

 

 

 

1. Deus arquitetou o Tabernáculo (Êx 25.8).

“E me farão um santuário, e habitarei no meio deles.” Assim inicia o versículo oito. O Tabernáculo seria um santuário em pleno deserto, onde Deus habitaria entre o seu povo. Desde o início, é perceptível o caráter provisório do projeto divino, pois o povo de Israel não faria uma peregrinação perpétua no deserto. Deus elaborou a engenharia e arquitetou toda a construção do Tabernáculo, dando a Moisés a relação dos materiais que deveriam ser utilizados.

 

Por meio do legislador de Israel, o Senhor conduziu seu povo desde a saída do Egito até o Monte Sinai. Nesse monte, Ele revelou-se a Moisés e aos setenta anciãos do povo, bem como a Arão, Nadabe e Abiú, que viram a glória de Deus (Êx 24.9-11). Ali, a glória do Senhor estava presente e uma nuvem cobria o monte: “o aspecto da glória do Senhor era como um fogo consumidor no cume do monte” (Êx 24.15-17). Por quarenta dias e quarenta noites Moisés entrou no meio da nuvem e subiu até o cume do monte para ouvir a Deus (Êx 24.18). Ali, o Altíssimo deu a Moisés as diretrizes para construir o lugar onde Ele habitaria.

 

2. O Tabernáculo foi um projeto de Deus.

Embora Moisés haja sido formado academicamente no Egito, nenhum item do Tabernáculo era fruto de sua mente engenhosa e disciplinada. Recebendo instruções diretas de Deus, Moisés persuadiu ao povo hebreu a construir o Tabernáculo, pois este era um projeto celestial. O Pai desejava habitar entre os homens e derrubar a parede de separação erguida pelo pecado no Éden. Ele queria fundir o Céu com a Terra. Esse projeto glorioso só alcançaria o objetivo máximo na encarnação e crucificação de Jesus Cristo, seu amado Filho “na plenitude dos tempos” (Gl 4.4; Ef 1.5-10).

 

3. O plano térreo do Tabernáculo (25.9).

O plano térreo do Tabernáculo continha um espaço físico de 100 por 50 côvados aproximadamente, 50 por 25 metros, uma vez que um “côvado” equivale de 45 a 50 centímetros, pois a medida do côvado naqueles tempos era “a distância entre o cotovelo e a ponta do dedo médio de um homem”.

 

a) O Pátio.

Esse espaço do Tabernáculo era chamado “Átrio” (ou Pátio) e era fechado por uma cerca feita de cortinas de “linho fino torcido” e presas por ganchos e pinos em pilares de madeira de acácia (Êx 27.18).

 

b) O Altar dos holocaustos.

No espaço externo dentro do Átrio, desde a Porta de entrada, havia o “altar de bronze” (ou cobre), onde eram feitas as ofertas queimadas e, principalmente, onde era feito o sacrifício pelos pecados do povo (Êx 27.1-8; 38.1-6).

 

c) A Pia de bronze (ou cobre).

Havia, também, “uma bacia de bronze (ou cobre)” para que os sacerdotes lavassem as mãos e os pés antes de entrarem no interior do Tabernáculo (Êx 30.18-21; 38.8).

 

d) A Tenda do Testemunho.

O Tabernáculo, propriamente dito, era a parte interna e ficava dentro do Pátio, composto por duas partes: o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo (ou Santo dos Santos).

 

e) O Lugar Santo.

No Lugar Santo havia três elementos: o Candeeiro (Candelabro, ou Castiçal) de Ouro com suas sete lâmpadas; a mesa feita de madeira de acácia e coberta de ouro, era chamada “Mesa dos pães da proposição”. Por fim, ainda no “Lugar Santo”, de frente para a entrada de cortinas bordadas que dava para o “Lugar Santíssimo”, estava o “Altar de Incenso” revestido de ouro, no qual se faziam intercessões pelo povo de Deus (Êx 30.1-6; 37.25-28).

 

f) O Lugar Santíssimo (Santo dos Santos). Por último, e de fato, em primeiro lugar, estava “O lugar Santíssimo”, onde se encontrava a única mobília, chamada de “Arca do Concerto”(Nm 10.33) ou “Arca do Testemunho” (Êx 25.22), ou também “Arca da Aliança”, na qual se guardavam as “Tábuas da Lei” (Êx 31.18).

 

SÍNTESE DO TÓPICO II

Deus arquitetou o Tabernáculo, dando o plano térreo da estrutura a Moisés.

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO

Reserve para o dia da aula um gráfico sobre o Tabernáculo que reproduzimos na página seguinte. Antes de iniciar o subtópico três, “O plano térreo do Tabernáculo”, faça a seguinte pergunta: “Para você, como era o Tabernáculo?”. Ouça as respostas dos alunos, anote algumas na lousa. Em seguida, apresente o gráfico do Tabernáculo à medida que você expõe o conteúdo do subtópico.

 

O objetivo dessa atividade é dar um panorama geral acerca da estrutura do santuário, pois a veremos detalhadamente ao longo da lição. Por isso, essa imagem panorâmica ajudará os alunos a compreender as partes específicas da “Tenda da Congregação”. O Método que usaremos neste trimestre é simples: partiremos do todo para o específico.

 

III - A RELAÇÃO TIPOLÓGICA ENTRE O TABERNÁCULO E A IGREJA

 

 

 

1. A importância dos aspectos tipológicos do Tabernáculo.

O apóstolo Paulo deu importância a essa relação tipológica quando escreveu: “tudo que dantes foi escrito para nosso ensino foi escrito, para que, pela paciência e consolação das Escrituras, tenhamos esperança” (Rm 15.4). O Tabernáculo de Moisés, no deserto, deixou profundas lições para a Igreja. Nessa tipologia, descobrimos uma relação com a Igreja e com o Senhor Jesus. Nas lições seguintes, veremos a importância simbólica do Tabernáculo em seus adereços, utensílios e cultos, seus ministros e ajudantes, sua ordem e o significado de cada item na relação espiritual-tipológica com a Igreja de Cristo.

 

2. A Igreja de Cristo é o Tabernáculo de Deus na Terra.

O Tabernáculo e o Templo de Salomão simbolizam a Igreja de Cristo edificada para “morada de Deus em Espírito” (Ef 2.22). Alguns textos do Novo Testamento fazem da tipologia o modo de comparação entre o Tabernáculo e a Igreja. Paulo tipificou a Igreja como edifício de Deus para falar de crescimento coerente e organizado da comunidade cristã (1 Co 3.9). Neste edifício, os crentes em Cristo são identificados como “pedras vivas”, as quais são edificadas umas sobre as outras.

 

Portanto, a Igreja é o edifício espiritual construído para morada de Deus como o Tabernáculo no Antigo Testamento. Ela também é tratada como “Templo de Deus” (1 Co 3.16). A figura do templo, aqui, tem dupla referência, pois refere-se à Igreja e, também, ao lugar da presença de Deus. A Igreja é tipificada como a Casa de Deus, de caráter familiar, porque a palavra “casa”, nesse contexto, refere-se à família que mora na casa (1 Tm 3.15). O tabernáculo de Moisés era material, e Deus habitava nele; a Igreja é o tabernáculo espiritual onde o Altíssimo habita e se manifesta gloriosamente (Ef 2.22).

 

SÍNTESE DO TÓPICO III

O Tabernáculo era uma imagem da Igreja de Cristo no mundo.

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

A obra de Gunar Vingren acerca do Tabernáculo está dividida em três capítulos:

(1) Introdução,

(2) O Tabernáculo e

(3) Comparações e contraposições ao Tabernáculo. No terceiro capítulo, ele faz uma comparação do Tabernáculo, pelo qual o chama de “tenda do testemunho”, com a Igreja de Cristo.

Veja:“Assim como a tenda do testemunho, com todos os seus utensílios, foi ordenada por Deus, a igreja cristã recebeu de Deus suas normas e seus mandamentos. A tenda no Antigo Testamento era o lugar onde Deus se revelava, enquanto as igrejas cristãs são, hoje, o lugar da presença de Deus, o lugar onde se faz a sua vontade. O primeiro era constituído de riquezas e material precioso, o segundo é constituído também de material precioso, isto é, de almas humanas redimidas do pecado por meio da graça de Cristo Jesus. Desta forma, à tenda do Antigo Testamento se contrapõe a igreja cristã do Novo Testamento. A bacia com água ficava em frente da tenda e, na água, Arão e seus filhos limpavam seus pés e suas mãos antes de adentrarem o santuário para que não morressem. Já o batismo é a maneira pela qual o cristão ingressa na Igreja de Deus. Aquele que crê e recebe o batismo será salvo. Após o batismo, seremos sepultados com Deus, e assim como Cristo ressuscitou dos mortos, passaremos a caminhar em uma nova vida” (VINGREN, Gunnar. O Tabernáculo e Suas Lições: Monografia de graduação em Teologia do fundador das Assembleias de Deus no Brasil, defendida em 1909 no Seminário Teológico Sueco de Chicago (EUA). Rio de Janeiro: CPAD, 2011, pp.76 -77).

 

CONCLUSÃO

Esta lição teve por objetivo levar ao aluno à compreensão da tipologia do Tabernáculo em relação à Igreja. O Tabernáculo seria mais do que um protótipo ou modelo futuro da Igreja, no qual Deus revelaria a sua glória. Esse Tabernáculo aparece como “um bem futuro” (Cl 2.17), que aponta para a Pessoa de Jesus Cristo, que veio a esse mundo mostrar, na prática, o desejo de Deus em habitar com os homens. Ele fez isso na encarnação de seu Filho, o tabernáculo divino.

 

PARA REFLETIR

A respeito de “Tabernáculo - Um Lugar da Habitação de Deus”, responda:

•        Como se efetivou a construção do Tabernáculo?

A construção do Tabernáculo se efetivou mediante a participação do povo de Deus através de ofertas alçadas e voluntárias como o ouro, prata, cobre, pano azul, e púrpura, e carmezim.

•        Cite as três verdades bíblicas que o ofertante deve saber.

(1) A oferta foi um plano de Deus para o sustento de sua obra;

(2) O ato de ofertar é voluntário;

(3) A fidelidade ao Senhor trará abundância.

•        O Tabernáculo foi fruto da mente engenhosa de Moisés?

Não. Deus elaborou a engenharia e arquitetou toda a construção do Tabernáculo, dando a Moisés a relação dos materiais que deveriam ser utilizados.

•        Quais os elementos que constituem o plano térreo do Tabernáculo?

a) O Átrio;

b) O Altar dos holocaustos;

c) A Bacia de bronze (ou cobre);

d) A Tenda do Testemunho;

e) O Lugar Santo;

f) O Lugar Santíssimo (Santo dos Santos).

•        Como Paulo tipificou a Igreja?

O apóstolo Paulo deu importância à tipologia bíblica quando escreveu aos romanos: “tudo que dantes foi escrito para nosso ensino foi escrito, para que, pela paciência e consolação das Escrituras, tenhamos esperança” (Rm 15.4).

 

Lição 2 - Os Artesãos do Tabernáculo

 

Lições Bíblicas do 2° trimestre de 2019 - CPAD | Classe: Adultos | Data da Aula: 14 de Abril de 2019.

TEXTO ÁUREO

“Mas um só e o mesmo Espírito opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer." (1 Co 12.11)

Verdade Prática

O Criador dotou cada homem de talentos individuais para a sua honra e glória.

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Êx 36.1-3,8: Sabedoria divina para executar a obra

Terça - Êx 28.3: Capacidade divina aos escolhidos

Quarta - Êx 35.10,25,26: Mulheres capacitadas com sabedoria

Quinta - Rm 12.5-8: Fazendo a obra sábia e dedicadamente

Sexta - 2 Co 10.12-14: Sabedoria e humildade

Sábado - Jo 3.8; Ef 4.7: Escolha e capacitação dadas pelo Espírito

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Êxodo 31.1-11

 

1 - Depois, falou o SENHOR a Moisés, dizendo:

2 - Eis que eu tenho chamado por nome a Bezalel, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá,

3 - e o enchi do Espírito de Deus, de sabedoria, e de entendimento, e de ciência em todo artifício,

4 - para inventar invenções, e trabalhar em ouro, e em prata, e em cobre,

5 - e em lavramento de pedras para engastar, e em artifício de madeira, para trabalhar em todo lavor.

6 - E eis que eu tenho posto com ele a Aoliabe, filho de Aisamaque, da tribo de Dã, e tenho dado sabedoria ao coração de todo aquele que é sábio de coração, para que façam tudo o que te tenho ordenado,

7 - a saber, a tenda da congregação, e a arca do Testemunho, e o propiciatório que estará sobre ela, e todos os móveis da tenda;

8 - e a mesa com os seus utensílios, e o castiçal puro com todos os seus utensílios, e o altar do incenso;

9 - e o altar do holocausto com todos os seus utensílios e a pia com a sua base;

 

10 - e as vestes do ministério, e as vestes santas de Arão, o sacerdote, e as vestes de seus filhos, para administrarem o sacerdócio;

11 - e o azeite da unção e o incenso aromático para o santuário; farão conforme tudo que te tenho mandado.

 

HINOS SUGERIDOS: 134, 290, 305 da Harpa Cristã

 

OBJETIVO GERAL

Enfatizar que Deus deseja dotar pessoas de habilidades especiais para realizar obras especiais.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Destacar como Deus chama pessoas especiais para executar serviços especiais;

Elencar as virtudes dessas pessoas: cheias do Espírito, sabedoria, entendimento e ciência;

Conscientizar que devemos usar os talentos para a glória de Deus.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Para iniciar a lição desta semana, faça uma pequena recapitulação da lição passada. Cinco minutos são suficientes. Rememore sobre a importância do Tabernáculo para Israel e a relação dessa imagem para a Igreja hoje. Lembre que, tal qual o Tabernáculo, a Igreja é um projeto de Deus no mundo.

 

É importante fazer essa ligação com a lição anterior, pois o aluno deve ter bem claro na mente a concatenação das lições ao longo do trimestre. Assim, você poderá iniciar a reflexão sobre a importância dos artesãos para construir o Tabernáculo. Ora, o Tabernáculo era um projeto divino e Deus precisava de pessoas habilidosas para construí-lo. Por isso, Ele separou essas pessoas e as usou de maneira graciosa.

 

 

 

INTRODUÇÃO

Nesta lição, veremos que Deus chama pessoas especiais para realizar obras especiais. Estudaremos a respeito da importância de ser cheios do Espírito para realizar uma grande obra. E concluiremos a lição com um chamado à consciência a respeito do uso do talento dado por Deus para a glória dEle. Ora, o Criador concedeu a Moisés instruções e capacitou pessoas para construir o Tabernáculo e executar obras especiais. Não é diferente hoje, pois Ele continua a capacitar os escolhidos para a sua obra e espera que a façamos.

PONTO CENTRAL

Deus separa pessoas par

 

I - HOMENS ESPECIAIS PARA SERVIÇOS ESPECIAIS (31.1,2,6)

 

  1. Bezalel e Aoliabe, chamados por Deus (Êx 31.2,6).

Na lição passada, vimos que o Tabernáculo devia ser construído, bem como suas peças habilidosamente talhadas. Para executar essa obra, Deus chamou Bezalel e Aoliabe. O primeiro era da Tribo de Judá; o segundo, da Tribo de Dã (Êx 31.2,6). Ambos foram capacitados pelo Espírito de Deus a fim de trabalharem em toda sorte de obra em ouro, prata, bronze e madeira.

 

  1. A prerrogativa de Deus (Êx 31.1,2).

O texto bíblico de nossa lição mostra que Deus chama a quem Ele quer para executar sua obra. Ele conhece a natureza de cada filho e, de acordo com ela, distribui talentos conforme a capacidade de cada um. Não por acaso, para construir o Tabernáculo, o Criador chamou pessoas inclinadas às artes e às ciências, capacitando-as para potencializar essas habilidades. Essa forma de Deus chamar está registrada ao longo das Escrituras. Pedro foi convocado para exercer seu ministério entre os judeus (Gl 2.8); e Paulo, com os gentios (Rm 11.13). Tratava-se de pessoas estratégicas para fazer obras estratégicas. É assim que Deus age.

 

Ao longo da história da Igreja, o Pai Celestial capacitou pessoas e deu-lhes sabedoria para edificarem o Corpo de Cristo. Ele pode falar ao seu coração agora acerca de um chamado. Seja sensível a voz dEle! Deus é quem chama!

 

  1. A pluralidade do serviço cristão (Rm 12.4-8; 1 Co 12.8-10,28).

Muitas são as necessidades da igreja local, tanto de ordem espiritual quanto material (At 6.14). Elas manifestam-se na manutenção da comunhão cristã entre os irmãos, bem como na organização dos elementos funcionais do culto cristão. Para isso, na obra do Senhor, há lugar para diversidades de dons e talentos que envolvam liderança espiritual, musical, ação social e muitas outras esferas que exponham a necessidade da obra. Que você aplique o seu talento na obra de Deus!

 

SÍNTESE DO TÓPICO I

Bezalel e Aoliabe eram homens especiais chamados por Deus para executar serviços especiais.

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO

Após fazer a revisão da aula anterior nos primeiros cinco minutos, revele os objetivos e o ponto central da presente aula. Mostre o esboço da aula desta semana:

(I) Homens Especiais para Serviços Especiais;

(II) Cheios do Espírito, Sabedoria, Entendimento e Ciência;

(III) Usando os Talentos para a Glória de Deus.

 

Esses passos são importantes porque, diferentemente de nós, os professores, o aluno quase sempre não tem o arcabouço da aula na mente. Você pode aproveitar essa oportunidade para estimular o aluno a ler a lição na semana anterior à ministração da aula.

 

O processo do ensino-aprendizagem só acontece quando o professor e o aluno têm a consciência do mesmo objeto de estudo. Diferente disso, não há aprendizado.

 

II - CHEIOS DO ESPÍRITO, SABEDORIA, ENTENDIMENTO E CIÊNCIA (Êx 31.3-5)

 

  1. Cheios do Espírito para realizar a obra (v.3).

O texto bíblico diz: “o enchi do Espírito de Deus”. Essa afirmativa vai ao encontro do que nós, pentecostais, sempre afirmamos: não há nada que possamos fazer na vida sem a direção e a ação poderosa do Espírito Santo. O texto em destaque declara que toda a criatividade, sabedoria, entendimento e ciência para construir o Tabernáculo e talhar cada peça em ouro, prata, bronze e madeira promanavam do Espírito de Deus. Aqui, há uma verdade maravilhosa para nós: para realizarmos uma obra espiritual, precisamos estar capacitados pelo Espírito Santo. Nessa perspectiva colocamos todas as nossas habilidades aprendidas nos bancos das escolas, das faculdades e da jornada da  vida a serviço do Rei Jesus. Assim, Deus nos usará poderosamente!

 

Portanto, a simbologia da capacitação espiritual para a construção do Tabernáculo se constitui figura de realidade espiritual do povo de Deus no ministério cristão (At 6.3; Ef 5.18).

 

  1. Habilidades especiais para obras especiais (vv.4,5).

A Bíblia mostra uma diversidade de dons relacionados ao serviço cristão (Rm 12.3-8; 1 Co 12.4-6)

- dons esses que foram distribuídos pelo Espírito Santo, segundo o apóstolo Paulo

- na mesma perspectiva do processo de escolha de Bezalel e Aoliabe para a construção do Tabernáculo (vv.4,5).

 

Na igreja local, muitos trabalhos requerem habilidades especiais. Por exemplo, quem escreve precisa ser habilidoso no ofício da escrita; quem canta precisa ser habilidoso no ofício do canto; quem toca precisa ser habilidoso no ofício instrumental; quem prega precisa ser habilidoso no ofício da interpretação de texto e da retórica. Enfim, as necessidades de habilidades especiais para realizar obras especiais são inúmeras. Por isso que o Espírito Santo capacita pessoas para atividades bem específicas. É verdade que os dons de Deus não dependem de habilidades naturais. No entanto, o Senhor chama pessoas que tenham habilidades especiais para potencializá-las e, assim, executarem serviços complexos na igreja local.

 

SÍNTESE DO TÓPICO II

Para realizar obras especiais é preciso ter habilidades especiais por intermédio do Espírito Santo.

 

CONHEÇA MAIS

*Acerca de Romanos 12.3-8

“Antes de examinar os dons individualmente, devemos enfatizar que para cada dom o ponto é o mesmo: Se você tem um dom, use-o. É por isso que a lista de dons é incompleta - de fato, nenhuma lista de dons feita por Paulo é exaustiva [...]. Embora a passagem diante de nós dê algumas explicações com no máximo uma frase sobre como esses dons devem ser usados, o propósito primário de Paulo é motivação, não instrução.” Para conhecer mais leia Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento, CPAD, pp.893-94.

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“Cultive a disposição de compartilhar com os outros. Os dons são manifestos quando as pessoas têm a expectativa de ouvir um recado de Deus, quer através das Escrituras, dos cânticos ou de um sussurro suave. Ensine-as a ouvir a voz de Deus. Ofereça aplicações práticas com exemplos pessoais e da vida de outras pessoas. Quando os dirigentes determinam um horário para compartilhar os dons, eles mesmos devem ter uma bênção para contar. Não deixe que ninguém diga, depois de longo período de silêncio: ‘Ninguém ouviu um recado de Deus'. Pelo contrário, devemos dizer: ‘Permaneçamos na presença do Deus que nos inspira reverência, e, se alguém tiver uma bênção para contar, fale'. Chegue, então, a um término positivo, contando aos demais as impressões de Deus sobre você. Como líder, esteja disposto a compartilhar. Seja um exemplo de semelhante expectativa” (HORTON, M. Horton (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2018, p.492).

 

III - USANDO OS TALENTOS PARA A GLÓRIA DE DEUS

 

  1. Os talentos (habilidades) de Bezalel e Aoliabe.

Já vimos que Bezalel e Aoliabe eram artesãos altamente capacitados para trabalhar com ouro, prata e cobre, além de outros materiais como madeira. Mas algo devemos destacar: ambos se submeteram à revelação de Deus para executar com maestria as peças dos altares, colunas, cortinas e cores. Assim, revestidos do Espírito de Deus, Bezalel e Aoliabe passaram a ser especialistas para fazer tudo quanto fosse necessário para construir a estrutura do Tabernáculo de maneira esteticamente bela. Eles primeiro submeteram-se! Por isso o que faziam era para a glória de Deus!

 

Para fazermos alguma tarefa que glorifique a Deus precisamos ter a consciência profunda de que foi Ele quem nos chamou. Esse é o passo fundamental para que o nosso trabalho glorifique a Deus. Depois, é preciso admitir que, embora você tenha a mais importante capacitação secular, Deus sempre é quem dá a última instrução. Experimente submeter-se a Deus e fazer qualquer tarefa para a glória dEle!

 

  1. Os talentos revelados na Igreja (Mt 25.14,15).

Embora Mateus 25 seja uma passagem bíblica que trata acerca da volta de Jesus, ela é uma bela ilustração para mostrar o que Deus espera que nós façamos com a nossa vocação. O que Ele exigiu de Bezalel e Aoliabe também está contemplado na Parábola dos Talentos. Nessa parábola a palavra grega talanton, que significa “talento”, ganha destaque. O termo refere-se à moeda de alto valor. Nesse contexto, o homem rico distribuiu vários talentos aos servos de acordo com a capacidade de cada um para negociar. Naturalmente, o homem rico esperava receber retorno dos servos. A mensagem aqui é clara: quando o Senhor voltar, Ele deseja nos encontrar trabalhando de acordo com as habilidades que Ele nos capacitou para o seu reino. Desenvolver os talentos simboliza perseverar na fé e o comprometer-se em colocar a serviço do Corpo de Cristo tudo o que o Senhor nos concedeu.

 

Cada crente é dotado de algum talento com o qual poderá trabalhar para o Senhor Jesus e receber a devida recompensa pelo trabalho quando nos encontrarmos no Tribunal de Cristo (2 Co 5.10). Não desperdice o talento que Deus lhe deu. Honre ao Senhor com os seus talentos!

 

SÍNTESE DO TÓPICO III

As habilidades de Bezalel e Aoliabe nos estimulam a usar os talentos em favor dos irmãos e para a glória de Deus.

 

SUBSÍDIO VIDA CRISTÃ

“Ministros - Labaredas de Fogo Os ministros de Deus são ‘labaredas de fogo'. Ele quer que todos os homens e mulheres estejam em chamas. O seu desejo não é apenas que sejamos salvos do pecado, mas que estejamos ardendo em fogo espiritual. O Espírito Santo é dinamite e fogo na alma do crente. Ele deseja que tenhamos o poder do trovão do raio. O Espírito Santo é o raio. Ele atinge os homens com a convicção, mata-os para o mundo e os faz reviver em Cristo.

 

Eu coloquei tudo no altar, entreguei ao Senhor tudo pelo que havia esperado e desejado. Então, quando orei, o fogo desceu e Deus me santificou e tornou-me santo. Depois fui para a casa e disse: ‘Tenho outra religião'. Na verdade, não era outra religião. O velho Ismael fora expulso, e a natureza carnal, destruída. Deus encheu-me de amor, fechou a porta e deixou-me naquele estado. E nada podia entrar, senão o amor” (SEYMOUR. Devocional: O Avivamento da Rua Azusa. Série: Clássicos do Movimento Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, pp.139-40).

Que estejemos prontos como instrumentos disponíveis a serem usados na maravilhosa obra de Deus.

 

CONCLUSÃO

No Reino de Deus muitas habilidades poderão ser utilizadas, não somente as de caráter espiritual, mas também as de caráter social, educacional e material. Quantos templos, por exemplo, têm sido construídos por pessoas dotadas de talentos especiais para esse trabalho? A recompensa dos que dão o melhor de suas vidas será dada por Deus aos que forem fiéis em toda boa obra. Esforce-se com esmero e amor!

 

PARA REFLETIR

A respeito de “Os Artesãos do Tabernáculo”, responda:

  • Quais foram os homens que Deus chamou para a obra do Tabernáculo?

Para executar essa obra, Deus chamou Bezalel e Aoliabe.

 

  • Quem o Senhor escolheu para o serviço do Tabernáculo?.

Para construir o Tabernáculo, o Criador chamou pessoas inclinadas às artes e às ciências, capacitando-as para potencializar essas habilidades.

 

  • O que os pentecostais sempre afirmaram?

Não há nada que possamos fazer na vida sem a direção e a ação poderosa do Espírito Santo.

 

  • Cite alguns exemplos de trabalhos que requerem habilidades especiais, conforme a lição.

Na igreja local muitos trabalhos requerem habilidades especiais. Por exemplo, quem escreve precisa ser habilidoso no ofício da escrita; quem canta precisa ser habilidoso no ofício da música; quem toca precisa ser habilidoso no ofício instrumental; quem prega precisa ser habilidoso no ofício da interpretação de texto e da retórica.

  • No Reino de Deus, quais as muitas habilidades que podem ser utilizadas?

No Reino de Deus muitas habilidades poderão ser utilizadas, não somente as de caráter espiritual, mas também as de caráter social, educacional e material.L

Lição 3 - Entrando no Tabernáculo

 

Lições Bíblicas do 2° trimestre de 2019 - CPAD | Classe: Adultos | Data da Aula: 21 de Abril de 2019.

TEXTO ÁUREO

“Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens." (Jo 10.9)

Verdade Prática

Para entrar à presença de Deus, no Lugar Santíssimo, o pecador deve passar por uma única porta: Jesus.

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Êx 25.8,9: O modelo divino do Tabernáculo

Terça - Êx 29.45,46: O lugar da habitação de Deus

Quarta - Lv 26.11-13: A presença de Deus no Tabernáculo

Quinta - Zc 2.10, 11: Deus deseja estar entre o seu povo

Sexta - Jo 10.7-9: Jesus é a Porta de acesso à presença de Deus

Sábado - Ef 2.13-18: Jesus uniu os povos diante de Deus

 

 

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Êxodo 27.9-19

9- Farás também o pátio do tabernáculo; ao lado do meio-dia, para o sul, o pátio terá cortinas de linho fino torcido; o comprimento de cada lado será de cem côvados.

10 - Também as suas vinte colunas e as suas vinte bases serão de cobre; os colchetes das colunas e as suas faixas serão de prata.

11 - Assim também do lado do norte as cortinas na longura serão de cem côvados de comprimento; e as suas vinte colunas e as suas vinte bases serão de cobre; os colchetes das colunas e as suas faixas serão de prata.

12 - E na largura do pátio do lado do ocidente haverá cortinas de cinquenta côvados; as suas colunas, dez, e as suas bases, dez.

13 - Semelhantemente, a largura do pátio do lado oriental, para o levante, será de cinquenta côvados,

14 - de maneira que haja quinze côvados de cortinas de um lado; suas colunas, três, e as suas bases, três;

15 - e quinze côvados de cortinas do outro lado; as suas colunas, três, e as suas bases, três.

16      - E à porta do pátio haverá uma coberta de vinte côvados, de pano azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino torcido, de obra de bordador; as suas colunas, quatro, e as suas bases, quatro. 17 - Todas as colunas do pátio ao redor serão cingidas de faixas de prata; os seus colchetes serão de prata, mas as suas bases, de cobre.

18 - O comprimento do pátio será de cem côvados, e a largura de cada banda, de cinquenta, e a altura, de cinco côvados, de linho fino torcido; mas as suas bases serão de cobre.

19 - No tocante a todos os utensílios do tabernáculo em todo o seu serviço, até todos os seus pregos e todos os pregos do pátio, serão de cobre.

 

HINOS SUGERIDOS: 134, 456, 495 da Harpa Cristã

 

OBJETIVO GERAL

Conscientizar acerca da centralidade de Deus na Igreja de Cristo.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

- Apresentar o Pátio entre as Tribos de Israel;

- Expor a construção da cerca do Pátio;

- Enfatizar a porta do Pátio.

 

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

O Tabernáculo está pronto. Os artesãos fizeram um lindo e precioso trabalho. Rememore com os alunos essa construção artesanal revelada na lição passada. Então, inicie a aula dizendo que agora entraremos no Tabernáculo.

 

Passaremos pela cerca e pela sua primeira porta. Pararemos no Pátio. Assim, apresente a lição aos alunos, revelando os três tópicos principais: (I) O Pátio entre as Tribos de Israel;

(II) A Construção da Cerca do Pátio;

(III) A Porta do Pátio.

 

Mostre também que o Pátio tinha uma posição especial entre as tribos de Israel, conforme o primeiro tópico expõe. Isso aponta para a necessidade de termos a consciência da centralidade do Pai Celestial em nossa vida e num mundo onde múltiplas coisas nos convidam a violar a centralidade divina.

 

PONTO CENTRAL

Deus deve ser o centro de nossa vida.

 

INTRODUÇÃO

O Tabernáculo representa um grande símbolo espiritual para o povo de Israel. Ali, Deus se centralizava no meio de seu povo. E Ele esperava que essa nação reconhecesse isso. Nessa perspectiva, estudaremos acerca da posição do Pátio do Tabernáculo entre as Tribos de Israel, descreveremos a construção da cerca do Pátio e conheceremos mais sobre o sentido da Porta Principal do Pátio. Cada imagem nos revelará um valor espiritual edificante concernente à Obra Expiatória de Jesus Cristo.

 

 

I - O PÁTIO ENTRE AS TRIBOS DE ISRAEL

Quando Moisés distribuiu as tribos em torno do Pátio do Tabernáculo, estava revelado nesse ato um senso de organização divino. O Pátio do Tabernáculo ficava no centro de todas as tribos de Israel. Era o símbolo de que Deus estaria no meio de seu povo (Is 8.14).

 

1. As montagens provisórias do Tabernáculo.

A Palavra de Deus mostra que a construção do Pátio teve como primeira etapa a montagem da estrutura do Tabernáculo no Sinai. Isso ocorreu no primeiro dia do primeiro mês do segundo ano, após a saída do povo judeu do Egito (Êx 40.2,17), isto é, quatorze dias antes da celebração da Páscoa.

 

Do Sinai até Canaã passaram-se muitos anos. Antes de Israel entrar em Canaã, Moisés orientou que um lugar fixo deveria ser estabelecido para o Tabernáculo. Inicialmente, a estrutura foi montada em Gilgal (Js 4.19; 5.10; 9.6; 10.6,43). Depois a transferiram para Siló (Js 18.1), que ficava no território de Efraim. Tempos mais tarde, nos períodos de Saul e Davi, e por causa das guerras internas e externas, a Arca da Aliança ficava alojada em lugares diversos, o que demonstrava que o Tabernáculo já não tinha localização fixa. Finalmente, Jerusalém foi conquistada por Davi e, no reinado de Salomão, o Tabernáculo deu lugar ao Templo de Jerusalém, onde o próprio Deus confirmou o lugar e o aprovou com a manifestação de sua glória (1 Rs 8.10,11).

 

2. A posição do Pátio do Tabernáculo.

Para entender a organização das tribos em torno do Pátio do Tabernáculo é preciso compreender o propósito divino resumido em Êxodo 25.8: “E me farão um santuário, e habitarei no meio deles” (cf. 29.45,46). Aqui está expressa a vontade de Deus em ser o centro de seu povo. A localização geográfica do Tabernáculo, o centro do acampamento e de frente para o Oriente, isto é, voltado para o levante do Sol, revela exatamente a vontade de Deus em habitar no coração do povo de Israel. Ora, Ele é quem deve estar no centro do nosso coração. Deus é quem deve dominar a nossa mente e vida.

 

3. A posição do Exército de Israel em torno do Tabernáculo.

Os exércitos das tribos judaicas estavam localizados em torno do santuário divino.

 

1) De frente para a porta principal de acesso ao Tabernáculo. Os exércitos de Judá, Issacar e Zebulom estavam posicionados na porta principal do Pátio do Santuário. Juntos, esses exércitos somavam 186.400 homens (Nm 2.3-9);

 

2) Aos fundos, do Oeste para o Ocidente. Na retaguarda do Pátio do Tabernáculo estavam as tropas de Efraim, Manassés e Benjamim que, juntas, somavam 108.100 homens (Nm 2.18-23);

 

3) Ao norte. Na lateral do Tabernáculo, encontravam-se as hostes de Naftali, Dã e Aser. Juntas, somavam 157.600 homens (Nm 2.25-30);

 

4) Ao Sul. Na outra lateral do Tabernáculo, estabeleceram-se os exércitos de Ruben, Simeão e Gade. Ambos somavam 151.450 homens (Nm 2.12-19).

 

Ao todo eram 603.550 homens acima de vinte anos de idade que estavam entorno do Pátio do Tabernáculo. Isso passava a mensagem de que Israel reconhecia a centralidade de Deus na vida espiritual e social da nação. Assim, devemos tê-Lo como o centro de todas as esferas da vida.

 

SÍNTESE DO TÓPICO I

A montagem do Tabernáculo era provisória e o Pátio ficava no centro das Tribos de Israel.

 

 

 

 

II - A CONSTRUÇÃO DA CERCA DO PÁTIO

 

1. O cortinado de linho branco da cerca do Pátio.

Uma cerca de 45 metros de comprimento com aproximadamente 22,5 centímetros de largura separava o Tabernáculo das Tribos ao redor. As sessenta colunas de bronze, sobre as quais havia um cortinado de linho branco torcido de aproximadamente 2,25 metros de altura, sustentavam a cerca do Pátio. Assim, não se podia ver o que passava-se no interior do pátio, senão a cobertura do Tabernáculo.

 

2. Colunas, cortinas e varais do Pátio (Êx 27.10-12).

As colunas de bronze foram feitas de madeira de acácia e ficavam presas na parte interior da cortina por bases ou placas de bronze colocadas sobre o solo. Já as cortinas eram costuradas uma a outra até formarem uma tela bem firme. Por sua vez, os varais encaixavam-se às colunas e ao cortinado da cerca. Tudo era metricamente encaixado. Assim, as colunas, as cortinas e os varais são elementos que didaticamente podem simbolizar a segurança, a estabilidade e a comunhão na vida cristã, produzidas pela Obra Expiatória de Cristo.

 

Ora, em Cristo toda a justiça de Deus foi satisfeita na obra expiatória; por isso temos a segurança da salvação (Rm 8.33-39). Estamos seguros em Cristo (Jo 10.28-30)! Depois, a partir dessa obra, temos acesso às promessas de Deus, as quais nos dão estabilidade na vida cristã (Rm 14.4; Cl 3.3). Por fim, a Expiação de nosso Senhor não apenas salvou-nos, mas abriu-nos a porta da comunhão cristã (1 Co 12.12,13; Ef 2.1216). Portanto, à semelhança das colunas, cortinas e varais do Tabernáculo, a Obra Expiatória de Cristo nos traz segurança, estabilidade e comunhão na vida cristã.

 

3. A cerca de linho: a santidade e a justiça de Deus.

A parte reservada na esfera interna do Pátio, separada pelo “linho branco torcido”, revelava a santidade de Deus. Ali, os sacerdotes ministravam os cerimoniais de sacrifícios pelos pecados do povo. Nesse sentido, o Pátio do Tabernáculo revelava que o pecador não tinha acesso ao Deus Santo, senão por meio do sacerdote.

 

Deus é Santo e Justo. O homem carece de santidade e de justiça. No entanto, em Cristo, o pecador é justificado e santificado para a salvação. Esse é o maior milagre que o pecador pode desfrutar de seu encontro com Jesus. Só quem pode justificá-lo e santificá-lo é Jesus!

 

SÍNTESE DO TÓPICO II

A cerca do Pátio era feita de um cortinado de linho branco e de colunas de bronze.

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“[...] Faz-se necessário examinar mais de perto alguns aspectos da obra redentora de Cristo. Várias palavras bíblicas a caracterizam. Ninguém que leia as Escrituras de modo perceptivo pode fugir à realidade de que o sacrifício está no âmago da redenção, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. A figura de um cordeiro ou cabrito sacrificado como parte do drama da salvação e da redenção remonta à Páscoa (Êx 12.1-13). Deus veria o sangue aspergido e ‘passaria por cima' daqueles que eram protegidos por sua marca. Quando o crente do Antigo Testamento colocava as suas mãos no sacrifício, o significado era muito mais que identificação (isto é: ‘Meu sacrifício'). Era um substituto sacrifical (isto é: ‘Sacrifico isto em meu lugar')” (HORTON, M. Horton (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2018, p.352).

 

III - A PORTA DO PÁTIO

 

1. A Porta do Pátio: uma tipificação do único caminho (Êx 27.16).

Para se entrar no Pátio do Tabernáculo havia apenas uma Porta. Esta porta dava acesso ao local sagrado, onde Deus habitava. Cristo, o nosso Senhor, é a verdadeira Porta de acesso para todos os pecadores. Ele mesmo declarou: “Eusou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens” (Jo 10.9). Essa palavra de nosso Senhor confirma toda a doutrina do Novo Testamento que tem em Cristo o único caminho de entrada possível para chegarmos ao Pai: “Ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14.6). Essa porta, portanto, é o único meio de acesso a Deus (At 4.12; Ef 2.18).

 

2. As quatro colunas e suas bases: uma tipificação do Evangelho (Êx 27.16).

Destacamos aqui as quatro colunas e suas quatro bases. Essas bases e colunas sustentavam a porta principal do Pátio. Esse fato nos faz rememorar os quatro Evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João), o maior instrumento que o ser humano tem para conhecer a pessoa bendita de nosso Senhor Jesus Cristo. Toda a revelação de que precisamos saber acerca da pessoa de Cristo está narrada nos Evangelhos. Por isso, para ter uma base espiritual sólida e conhecer a pessoa de Jesus, precisamos começar pelos Evangelhos. Assim, Leia toda a Palavra de Deus e a guarde no seu coração.

 

3. As cores da cortina de entrada: diversos tipos (Êx 27.16).

Azul, púrpura, carmesim e branco eram as cores da cortina de entrada ao Pátio. Nas Sagradas Escrituras, as cores sempre simbolizaram aspectos importantes da fé. Muitas igrejas de tradições cristãs distintas (como as episcopais, as reformadas e, até mesmo, algumas pentecostais) observam o que se convencionou chamar de Calendário Litúrgico. Nele, os dias comemorativos são inspirados por cores. Essa prática está ancorada nas comemorações litúrgicas do povo de Deus do Antigo Testamento.

 

Nesse aspecto, podemos destacar, por exemplo, que o azul lembra o céu. A púrpura lembra a ideia de realeza. O carmesim lembra a ideia de humilhação e sofrimento. O branco lembra a ideia de justiça, perfeição (Rm 5.18). O Senhor Jesus remonta essas cores: Ele veio e foi para o céu, Ele é o Rei dos reis e Senhor dos senhores, Ele é justo e perfeito, e foi humilhado e moído pelos nossos pecados (Is 42.1; Fp 2.5-9).

 

SÍNTESE DO TÓPICO III

A porta do Pátio aponta para o único caminho: Cristo.

 

SUBSÍDIO VIDA CRISTÃ

“A Palavra, não os Sentimentos

Que Deus nos dê uma posição séria e decidida, na qual a carne e o sangue tenham de se render! Avançaríamos muito. Não seríamos movidos por nossos sentimentos.

 

O indivíduo ora por uma noite inteira e recebe uma bênção, mas amanhã, por ele não sentir exatamente o que acha que deve sentir, começa a murmurar. Desse modo, ele troca a Palavra de Deus por seus sentimentos.

 

Deixe Cristo fazer sua obra perfeita. Você tem de deixar de ser. Trata-se de algo difícil para você e para mim. Mas não é problema algum quando você está nas mãos do oleiro. Você está errado quando fica esperneando. Você está certo quando fica quieto e deixa Deus formar você de novo.

 

Portanto, permita que hoje Ele o forme de novo e faça de você um vaso que aguentará a tensão” (WIG-GLESWORTH, Smith. Devocional. Série: Clássicos do Movimento Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, pp.76-77).

 

CONCLUSÃO

Nesta lição, estudamos a centralidade de Deus em nossa vida por meio da posição do Tabernáculo. Fomos estimulados a termos uma base e segurança espiritual por meio da construção do Pátio do Tabernáculo. E concluímos que o Senhor é o único meio de acesso a Deus através da imagem da porta do pátio. Portanto, sejamos conscientes de que Jesus Cristo se revelou ao seu povo como o único caminho para o pecador alcançar a salvação. Ele é o único caminho que conduz ao Céu!

 

PARA REFLETIR

A respeito de “Entrando no Tabernáculo: o Pátio”, responda:

 

• Em relação às tribos, em qual posição o Tabernáculo ficava posicionado?

O Pátio do Tabernáculo ficava no centro de todas as tribos de Israel.

 

• O que está expresso em Êxodo 25.8?

O propósito divino resumido em Êxodo 25.8 era: “E me farão um santuário, e habitarei no meio deles” (cf. 29.45,46).

 

• Por que podemos ter a segurança da salvação?

Ora, em Cristo toda a justiça de Deus foi satisfeita na obra expiatória; por isso temos a segurança da salvação (Rm 8.33-39).

 

• O que Cristo declarou a respeito dEle mesmo?

Ele mesmo declarou: “Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens” (Jo 10.9).

 

•        Quais eram as cores da cortina de entrada ao Pátio?

Azul, púrpura, carmesim e branco eram as cores da cortina de entrada ao Pátio.

 

 

 

Lição 4 - O Altar do Holocausto

 

 

Lições Bíblicas do 2° trimestre de 2019 - CPAD | Classe: Adultos | Data da Aula: 28 de Abril de 2019.

TEXTO ÁUREO

"Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé, tendo o coração purificado da má consciência e o corpo lavado com água limpa.” (Hb 10.22)

 

Verdade Prática

Na cruz, o Senhor Jesus Cristo purificou-nos de todos os pecados, tornando-nos aceitáveis diante de Deus.

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Hb 9.16-26: Somente o sangue de Jesus purifica e redime

Terça - Hb 9.23-28: A Morte de Cristo - o Sacrifício perfeito

Quarta - Fp 2.5-11: Obediência até a morte de cruz

Quinta - Hb 10.19-22: Corações purificados da má consciência

Sexta - 1 Co 6.11; Jo 13.10: Justificados e Santificados

Sábado - 1 Jo 1.9: Fidelidade e Justiça de Deus

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Êxodo 27.1,2,6,7

27.1 - Farás também o altar de madeira de cetim; cinco côvados será o comprimento, e cinco côvados, a largura (será quadrado o altar), e três côvados, a sua altura.

2 - E farás as suas pontas nos seus quatro cantos; as suas pontas serão uma só peça com o mesmo, e o cobrirás de cobre.

6 - Farás também varais para o altar, varais de madeira de cetim, e os cobrirás de cobre.

7 - E os varais se meterão nas argolas, de maneira que os varais estejam de ambos os lados do altar quando for levado.

HINOS SUGERIDOS: 380, 390, 577 da Harpa Cristã

 

 

OBJETIVO GERAL

Mostrar que o Altar do Holocausto aponta para o Calvário.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Conceituar o Altar do Holocausto;

Explicar as quatro pontas do altar e o sentido de redenção;

Pontuar que o Altar do Holocausto é uma imagem do Calvário.

 

• INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Na aula passada vimos que o Pátio do Tabernáculo tinha uma posição especial entre as Tribos de Israel. Relembre esse assunto e mais algum que você achar importante a fim de garantir um pequeno resumo à classe.

 

Passamos pela porta do Pátio. Agora, paramos no Pátio. Ao cruzar sua porta, deparamo-nos com o Altar do Holocausto. É o tema desta lição. Apresente-o, mostrando que a lição está estruturada assim:

(I) O Altar do Holocausto;

(II) As Quatro Pontas (Chifres) do Altar e o Sentido de Redenção;

(III) O Altar dos Holocaustos é uma imagem do Calvário.

 

A aula deve apresentar a perspectiva de que no Altar do Holocausto se formou a primeira imagem a respeito da necessidade de redenção dos pecadores. Assim, fomos redimidos pelo sangue de Cristo Jesus derramado no Calvário.

 

PONTO CENTRAL

A Cruz do Calvário foi o Altar do Holocausto da Nova Aliança.

 

 

INTRODUÇÃO

Qual era o caminho que o pecador percorria para ter seus pecados perdoados? Ao estudarmos o Altar dos Holocaustos e o rito de lavagem dos corpos dos sacerdotes na pia de bronze, aprenderemos como alguns símbolos apontavam, com impressionante precisão, para a completude da obra expiatória de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Nessa perspectiva, estudaremos o Altar dos Holocaustos, enfatizaremos relação simbólica das suas quatro pontas com a redenção provida pelo sacrifício vicário e, por último, como o Altar dos Holocaustos revela uma imagem do Calvário para nós. Que o Espírito Santo fale ao seu coração!

 

 

I - O ALTAR DO HOLOCAUSTO

 

1. O Altar do Holocausto.

O termo “holocausto” vem de um prefixo hebraico que significa “ascendente” ou “aquilo que sobe”. Nós o descrevemos como uma oferta consumida no fogo. No Antigo Testamento, a fumaça do holocausto exalava um cheiro especial que subia pelos ares. Quando um ofertante entrava no Pátio do Tabernáculo, a primeira imagem a aparecer-lhe era a do “altar”, mais conhecido como “o altar dos holocaustos”.

 

A palavra “altar” sugere uma ideia de “mesa levantada”, visto que a imolação da vítima do sacrifício dava-se em cima do altar, ou seja, neste lugar, o sangue dos muitos sacrifícios era derramado pelos pecados do povo.

 

2. O modelo do altar e seus materiais.

A forma do altar era quadrada. Seu lado interno era produzido com madeira de acácia e revestido com uma grossa camada de bronze (ou cobre). O altar media 2,25m de largura, mais 1,35m de altura. Ele tinha uma base alta e apresentava quatro cantos com quatro pontas em forma de chifres. Isso ajudava o sacerdote na ministração da cerimônia, pois o animal ficava amarrado em um desses chifres para, em seguida, ser sacrificado. Tão logo o pecador passasse pela porta principal do Pátio, ele teria que passar por alguns metros de distância pelo Altar dos Holocaustos. Assim, por meio do sacerdote, o pecador apresentaria a sua oferta de sacrifício ao Senhor.

 

O modelo estrutural do altar apresenta-nos alguns símbolos preciosos acerca do sacrifício vicário de Jesus:

 

1) O Altar dos Holocaustos indica o caminho de salvação para o pecador. No Altar dos Holocaustos, o pecador tinha seus pecados expiados. Aqui, o Calvário de Cristo tem um significado todo especial. O Cordeiro de Deus fez-se de oferta para expiar toda a culpa do pecador. Ele é “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29). Assim, nosso Senhor suportou, em nosso lugar, o juízo de Deus sobre o pecado, fazendo-se pecado por nós (Is 53.4,10; Zc 13.7; Mt 26.39; 1 Tm 2.5,6).

 

Tenha confiança na suficiência do sacrifício de Jesus! Todo acontecimento histórico e espiritual é relevante em Cristo. Examinar isso em nosso coração, de maneira sincera, implicará nossa eternidade.

 

2) Os chifres do Altar indicam um símbolo de poder, autoridade e proteção.

Na Bíblia, “os chifres” têm um símbolo de autoridade, poder e proteção. Essa simbologia estava presente no altar do holocausto e lembra-nos o mesmo poder, autoridade e proteção que o Senhor revelou no Calvário. Jesus Cristo, a luz do mundo, é poderoso para salvar todos os homens (Mt 28.19; Mc 16.15; Lc 24.47; At 1.8; 1Jo 2.2).

 

SÍNTESE DO TÓPICO I

O Altar do Holocausto era quadrado e seu lado interno era de madeira de acácia e revestido com bronze.

 

 

 

II - AS QUATRO PONTAS (CHIFRES) DO ALTAR E O SENTIDO DE REDENÇÃO

 

O Antigo Testamento apresenta uma linguagem que prefigura coisas e experiências presentes no Novo Testamento. De modo geral, a imagem das quatro pontas do Altar dos Holocaustos apresenta-se nessa perspectiva quando analisamos o sentido de redenção contido nelas:

 

1. As Quatro Pontas e a Propiciação.

O ato de fazer a propiciação, segundo o Dicionário Houaiss, implica “tentar obter de alguém sua boa vontade, torná-lo favorável, aplacar a sua ira com sacrifícios”. Nas Escrituras, o sangue do sacrifício era de um animal inocente. Quando o sacerdote imolava o animal e retirava-lhe o sangue no altar de quatro pontas e, com esse gesto, apresentava a oferta pelos pecados do povo. Isso é uma propiciação, ou seja, um modo de readquirir o favor de Deus.

 

O evento era uma ação para apaziguar a ira de Deus, a fim de que a sua justiça e a santidade fossem satisfeitas e proporcionassem um perdão eficaz ao pecador.

 

As quatro pontas do altar do holocausto rememoram a morte de Cristo como propiciação provida por Deus para cobrir o nosso pecado e manifestar a justiça divina. O Senhor tomou sobre si o nosso pecado, revelando-nos o ato gracioso do Pai (Rm 3.24-26; 1 Jo 2.2).

 

2. As Quatro Pontas e a Substituição.

Levítico 16 diz muito acerca do sentido de “substituição”. Ele narra que o sumo sacerdote Arão colocava as mãos sobre a cabeça do animal para sacrificá-lo. Esse animal devia ser um macho sem defeito. Posteriormente, o sumo sacerdote confessava os pecados e as faltas do pecador arrependido a partir da oferta apresentada no altar dos holocaustos com as quatro pontas. Logo, a oferta tomava o lugar do pecador. Foi exatamente assim que Jesus levou sobre si a nossa culpa, oferecendo-se na cruz em nosso lugar (Is 53.4-6; Jo 1.29; 1 Pe 2.24). Na pessoa de Jesus Cristo, a nossa pena foi cumprida plenamente (1 Co 5.7).

 

3. As Quatro Pontas e a Reconciliação.

O Altar era o lugar-símbolo da reconciliação de Deus com o povo de Israel. Ali, uma vítima inocente era completamente queimada e consumida, restando apenas o sangue colocado numa pequena pia e encaminhado ao Lugar Santíssimo, o qual, depois, era aspergido sobre o propiciatório (Êx 29.11-14; Lv 4.12,16-21; 16.14-19,27). Esse rito nos leva à cruz como o único lugar onde Deus se encontra com o pecador, a fim de perdoá-lo e reconciliá-lo mediante o sangue da expiação (Hb 9.12; Rm 5.10,11; 2 Co 5.18,19). Na cruz, o Cordeiro Inocente pagou a dívida do culpado e, por isso, podemos dizer: “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo” (2 Co 5.19).

 

4. As Quatro Pontas e a Redenção.

A ideia que a palavra nos dá é a da libertação da prisão do pecado. Logo, Redenção é o pagamento de um preço pelo resgate de uma pessoa. O preço: a morte de Cristo na cruz (Mt 20.28; At 20.28; Gl 3.13; 1 Tm 2.5,6; 1 Pe 1.18,19). Aqui, é importante ressaltar que o termo “redimir” aparece, na língua grega, com o significado de “comprar e tirar fora do mercado” (uma expressão retirada do comércio de escravos), ou seja, “resgatar” de uma vez por todas a pessoa da escravidão. Foi isso que Jesus fez por nós quando nos libertou da escravidão do pecado (Rm 6.22).

 

SÍNTESE DO TÓPICO II

As quatro pontas do altar traz um significado de propiciação, substituição, reconciliação e redenção.

 

 

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“Sendo que as palavras subentendem o livramento de um estado de escravidão mediante o pagamento de um preço então, de que fomos libertos? A contemplação dessas coisas é motivo de grande alegria! Cristo nos livrou do justo juízo de Deus que realmente merecíamos, por causa dos nossos pecados (Rm 3.24,25). Ele nos livrou das consequências inevitáveis de se quebrar a lei de Deus, que nos sujeitava à ira divina. Embora não façamos tudo quanto a Lei requer, já não estamos debaixo de uma maldição. Cristo tomou sobre si essa maldição (Gl 3.10-13). A sua redenção conseguiu para nós o perdão dos pecados (Ef 1.7) e nos libertou deles (Hb 9.15). Ele, ao entregar-se por nós, remiu-nos ‘de toda iniquidade [gr. anomia]' (Tt 2.14) ” (HORTON, M. Horton (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2018, p.357).

 

III - O ALTAR DO HOLOCAUSTO É UMA IMAGEM DO CALVÁRIO

 

1. O lugar do sacrifício.

No Altar dos Holocautos, como visto anteriormente, as vítimas inocentes eram sacrificadas no lugar dos pecadores. Segundo a doutrina do Antigo Testamento, confirmada no Novo, “quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão” (Hb 9.22). O lugar em que foi cumprida de uma vez por todas tal realidade foi no Calvário (Hb 9.27,28). Nele, o Cordeiro de Deus, o Filho Unigênito, foi sacrificado por amor a nós (Jo 3.16).

 

2. O lugar de punição ao pecado.

O altar do holocausto denota que todo o ato pecaminoso deveria ser punido. A santidade de Deus e sua justiça não deixam o pecado sem punição. Infelizmente, nos tempos atuais, muitos não gostam de ouvir acerca da gravidade do pecado e como Deus se ira com ele. É preciso afirmar que semelhante ao altar do holocausto, o Calvário foi o lugar de punição do pecado de toda a humanidade. Na Cruz, Deus libertou-nos do pecado e proveu-nos eficaz salvação em Jesus, pois as Escrituras afirmam: “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 6.23).

 

3.       O lugar de esperança. A obra no Calvário foi muito superior e mais ampla que a dos holocaustos, pois, a partir dali, o pecador arrependido ressuscita para uma nova vida (2 Co 5.17). A obra do Calvário traz-nos um chamado à ressurreição. Nossa vida manifesta agora todo o refrigério do Evangelho e da ação do Espírito Santo em nós. Por isso, o Calvário é um lugar de esperança!

 

SÍNTESE DO TÓPICO III

O Altar do Holocausto remonta o sacrifício, a punição do pecado e o lugar de esperança.

 

CONHEÇA MAIS

*A respeito do Altar do Holocausto

“O ‘altar', também chamado ‘o altar dos holocaustos' [...] era o lugar onde os animais eram imolados em sacrifício para fazer expiação. [...] O sangue vicário do sacrifício era posto nas pontas do altar e derramado à sua base.” Leia mais em “Bíblia de Estudo Pentecostal”, CPAD, pp.161-62.

 

SUBSÍDIO VIDA CRISTÃ

“A Cruz de Cristo

Os homens dizem que a cruz de Cristo não representou um ato heroico, mas quero lhe dizer que a cruz de Jesus Cristo pôs mais heroísmo na alma dos homens do que qualquer outro evento da história humana. Muitos homens têm vivido, regozijando-se e morrido, acreditando no Deus vivo, no Cristo de Deus cujo sangue limpou seus corações do pecado. Eles perceberam o verdadeiro espírito supremo do seu sacrifício santo - bendito seja Deus.

 

Eles manifestaram ao gênero humano aquela mesma medida de sacrifício, e suportaram tudo o que os seres humanos poderiam suportar. Quando a resistência já não era mais possível, eles passaram a estar com Deus, deixando o mundo abençoado pela evidência de uma consagração profunda, verdadeira, pura e boa, como fez o próprio Filho de Deus” (LAKE, John G. Devocional. Série: Clássicos do Movimento Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2001, pp.53-54).

 

CONCLUSÃO

 

Hoje aprendemos que o pecador precisava, no Antigo Testamento, passar pelo “altar de sacrifícios” para que fosse aceito diante de Deus. Mas vimos também que Cristo é a oferta suficiente e eficaz para a expiação completa de nossa culpa. Em Cristo, somos redimidos! Portanto, prestemos ao Senhor um verdadeiro sacrifício de louvor!

 

PARA REFLETIR

A respeito de “O Altar do Holocausto”, responda:

•               De onde vem o termo “holocausto”?

O termo “holocausto” vem de um prefixo hebraico que significa “ascen­dente” ou “aquilo que sobe”.

 

•               Quais símbolos preciosos o modelo estrutural do altar dos holo- caustos nos apresenta?

O Altar dos Holocaustos indica o caminho de salvação para o pecador; os chifres do Altar indicam um símbolo de poder, autoridade e proteção.

 

• Em que consistia a ação do evento da propiciação?

O evento era uma ação para apaziguar a ira de Deus, a fim de que a sua justiça e a santidade fossem satisfeitas e proporcionassem um perdão eficaz ao pecador.

 

•               O altar dos holocaustos revela qual lugar-símbolo?

O lugar-símbolo da reconciliação de Deus com o povo de Israel.

 

•               Se o Altar do Holocausto é um lugar de sacrifício e punição do pe­cado, o que ele também é?

O lugar de esperança.

 

 

Lição 5 - A Pia de Bronze Lugar de Purificação

 

Lições Bíblicas do 2° trimestre de 2019 - CPAD | Classe: Adultos | Data da Aula: 5 de Maio 2019.

TEXTO ÁUREO

'Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado.” (Jo 15.3)

 

Verdade Prática

A Pia de Bronze é o símbolo do processo da santificação que Cristo realiza em nós através de seu sangue e da Palavra de Deus.

VEJA TAMBÉM:

Lição 1 - Tabernáculo - Um lugar da Habitação de Deus

Lição 2 - Os Artesãos do Tabernáculo

Lição 3 - Entrando no Tabernáculo: o Pátio

Lição 4 - O Altar do Holocausto

 

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Ef 5.26: A Palavra como água purificadora

Terça - 1 Pe 1.22: A obediência à Palavra traz pureza

Quarta - Jo 3.5: Nascendo da "água" e do Espírito

Quinta - Hb 10.22: Apresentando-se a Deus, purificados

Sexta - 1 Jo 5.6: A Palavra viva encarnou

Sábado - At 2.38: Batismo: a confirmação da purificação

 

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Êxodo 30.18-21; 40.30-32; 1 Coríntios 6.11; Efésios 5.26,27

 

Êxodo 30

18 - Farás também uma pia de cobre com a sua base de cobre, para lavar; e a porás entre a tenda da congregação e o altar e deitarás água nela.

19 - E Arão e seus filhos nela lavarão as suas mãos e os seus pés.

20 - Quando entrarem na tenda da congregação, lavar-se-ão com água, para que não morram, ou quando se chegarem ao altar para ministrar, para acender a oferta queimada ao Senhor.

21 - Lavarão pois, as mãos e os pés, para que não morram; e isto lhes será por estatuto perpétuo, a ele e à sua semente nas suas gerações.

 

Êxodo 40

30 - Pôs também a pia entre a tenda da congregação e o altar e derramou água nela, para lavar.

31 - E Moisés, e Arão, e seus filhos, lavaram nela as mãos e os pés.

32 - Quando entravam na tenda da congregação e quando chegavam ao altar, lavaram-se, como o Senhor ordenara a Moisés.

 

1 Coríntios 6

11 - E é o que alguns têm sido, mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus e pelo Espírito do nosso Deus.

 

Efésios 5

26 - para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, 27 - para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.

 

HINOS SUGERIDOS: 129, 175, 360 da Harpa Cristã

 

OBJETIVO GERAL

Conscientizar sobre a importância da pureza espiritual.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

- Conceituar a Pia de Bronze;

- Refletir acerca da Pia de Bronze e sua relação com a limpeza e a pureza espiritual;

- Destacar os dois aspectos dos ritos de lavagem dos sacerdotes.

 

 

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

 

Na aula passada vimos que o Altar do Holocausto apontava para o Calvário. Assim, uma ideia de redenção, a partir da suficiência do sacrifício de Jesus, ficou muito clara para nós - não deixe de fazer esse pequeno resumo. Agora, estudaremos a Pia de Bronze. Esse objeto aponta para a doutrina da santificação na vida de quem foi redimido pelo sacrifício de Jesus.

 

Antes de apresentar o sacrifício no Lugar Santo, os sacerdotes precisavam se lavar. Isso remonta a necessidade de vivermos uma vida de pureza. A santidade é uma urgência espiritual na vida de quem é chamado discípulo de Jesus. Tenha uma boa aula!

PONTO CENTRAL

Fomos chamados a viver uma vida de pureza.

 

INTRODUÇÃO

O nosso presente estudo é sobre a Pia de Bronze. Continuamos a avançar no Tabernáculo. Assim, veremos o simbolismo da limpeza e da pureza que a Pia de Bronze apresenta; estudaremos os dois aspectos do rito de lavagem presentes na função dos sacerdotes; e, finalmente, seremos chamados à responsabilidade acerca da necessidade e urgência de vivermos uma vida santa e irrepreensível diante de Deus e dos homens.

 

I - A PIA DE BRONZE: A IMPORTÂNCIA DA SANTIDADE

 

1. A pia de bronze e a água (Êx 30.18,19).

Deus ordenou a Moisés que fizesse uma pia de bronze. O objetivo era que antes de entrar ou sair do Tabernáculo, Arão e seus filhos lavassem as mãos e os pés. O ofício de apresentar holocaustos ao Senhor era Santo. Não é possível apresentar-se diante de Deus de maneira a não reconhecer sua santidade e justiça. Oferecer um sacrifício a Deus é prestar-lhe um culto santo e reverente. Não podemos perder o senso de piedade e reverência diante de Deus. Por isso, nossos cultos, bem como nossas vidas, devem refletir a santidade de Deus (1 Pe 1.15,16).

 

2. Os sacerdotes e a santidade (Êx 30.20).

Ao entrarem no Tabernáculo, os sacerdotes deveriam se lavar “para não morrer”. Fosse para ministrar, fosse para acender a oferta no altar, eles deveriam lavar-se antes. Há que se destacar a expressão “para não morrer”. O ato colocava em risco a vida dos sacerdotes. Apresentar-se diante de Deus sem atentar para a exigência da purificação poderia custar-lhes a vida. Hoje, nós, os obreiros de Cristo, devemos pautar nossas vidas na obra, exercitando-nos na piedade e na santidade. Somos santos porque fomos chamados por um Deus Santo. Somos chamados para ser um modelo de santidade. Não nos esqueçamos: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14).

 

3. A santidade para a vida (Êx 30.21).

O versículo 21 traz-nos a ideia de um pacto perpétuo a respeito do rito de lavagem da purificação. Esse rito seria um estatuto perpétuo para os sacerdotes. Disso dependeria a vida deles. Viver a vida de maneira santa, separada, única e exclusivamente para Deus é a vocação de todo obreiro chamado para a sua obra. Santidade ao Senhor gera espiritualidade profunda. Santidade ao Senhor gera uma vida de compromisso com Deus. Santidade gera vida no altar de Deus!

 

SÍNTESE DO TÓPICO I

A Pia de Bronze aponta para a santidade da vida cristã.

 

 

 

II - A PIA DE BRONZE: LUGAR DE LIMPEZA E PUREZA

 

1. A Pia de Bronze (cobre) entre o Altar do Holocausto e o Tabernáculo.

O termo hebraico para "pia" é kyyor, que significa "lugar de se lavar". Era uma bacia redonda. É assim que a imagem da Pia de Bronze é geralmente apresentada nas ilustrações. Para entrar no santuário do Tabernáculo, após ministrar no Altar dos Holocaustos, o sacerdote lavava-se na Pia de Bronze com água limpíssima. Ora, o nosso pecado foi expiado por Cristo no Calvário, o que significa que toda a nossa sujeira foi limpa para a glória de Deus. Fomos "lavados" pelo "sangue remidor" de Jesus (1 Co 6.11).

 

No dia a dia, encontramo-nos vulneráveis às imundícias das obras da carne. Entretanto, temos um recurso divino, que nos purifica e santifica, prefigurado pela Palavra de Deus (cf. 1 Jo 1.7,8,10). O sangue de Jesus quitou a nossa culpa, cuja natureza humana estava condenada a se curvar sempre diante das tentações e do pecado (Rm 3.24,25; Ef 1.7). Assim, a Palavra de Deus é o espelho que reflete a nossa nova natureza e as obras que devemos praticar com a ajuda do Espírito Santo.

 

2. A lavagem na Bacia de Bronze.

A Pia era de bronze polido, fabricado com o espelho das mulheres (Êx 38.8). Assim, exposta à luz do sol, a partir da água limpíssima, toda impureza era revelada no interior da bacia. À semelhança dessa figura, a obra regeneradora do Espírito Santo nos torna completamente limpos das sujeiras do pecado (2 Co 5. 17; Ef 5.26).

 

Outro ponto que devemos destacar é a consciência de pureza que os sacerdotes deveriam ter para estar na presença de Deus, pois quando se lavavam, as sujeiras desapareciam de seus corpos. Sabiam que, doutra forma, não poderiam celebrar no interior do Tabernáculo. Só a Palavra de Deus é eficaz para revelar o pecado do nosso coração, expô-lo e removê-lo. A imagem dessa bacia nos rememora à santidade de Deus e a necessidade de se buscar uma vida de retidão, tanto na área espiritual quanto na moral. Somos de Deus, ovelhas de seu rebanho.

 

3. A Pia de Bronze e o caráter de juízo.

No Altar dos Holocaustos, o juízo sobre o pecador era aplicado na oferta do sacrifício, cobrindo o seu pecado. Nesse sentido, as águas da pia cumpriam uma função de limpeza dos sacerdotes que passaram por aquele processo. De igual modo, nosso Senhor tomou sobre si o juízo que merecíamos, morrendo vicariamente por nós (2 Co 5.21; Gl 1.4). Nesse aspecto, à semelhança das águas purificadoras, a Palavra de Deus tem o poder de limpar e disciplinar nossa vida (Hb 4.12,13). Embora nossos pecados tenham sido expiados (Hb 10.17), ainda temos de nos chegar a Deus, continuamente, para sermos limpos de tudo o que desagrada-o: pensamentos, palavras e obras. Infelizmente, acidentes ocorrem no caminho da jornada cristã, e precisamos nos quebrantar na presença de Deus. Busquemos a santidade em Jesus Cristo.

 

SÍNTESE DO TÓPICO II

A Pia de Bronze remonta a ideia de purificação e juízo.

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“A regeneração é a ação decisiva e instantânea do Espírito Santo, mediante a qual Ele cria de novo a natureza interior. O substantivo grego (palingenesia) traduzido por ‘regeneração' aparece apenas duas no Novo Testamento. Mateus 19.28 emprega-o com referência aos tempos do fim. Somente em Tito 3.5 se refere à renovação espiritual do indivíduo. Embora o Antigo Testamento tenha em vista a nação de Israel, a Bíblia emprega várias figuras de linguagem para descrever o que acontece. O Senhor ‘tirará da sua carne o coração de pedra e lhes dará um coração de carne (Ez 11.9). Deus diz: ‘Espalharei água pura sobre vós, e ficareis purificados... E vos darei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo... E porei dentro de vós o meu espírito e farei que andeis nos meus estatutos' (Ez 36.25-27). Deus colocará a sua lei ‘no seu interior e a escreverá no seu coração' (Jr 31.33). Ele ‘circuncidará o teu coração... para amares ao Senhor' (Dt 30.6)” (HORTON, M. Horton (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2018, p.371).

 

III - DOIS ASPECTOS DO RITO DE LAVAGEM DOS SACERDOTES

 

 

 

1. A lavagem completa.

Essa lavagem era mais do que simplesmente lavar mãos e pés. Significava uma “obra regeneradora”, que implicava o primeiro passo para a consagração sacerdotal. Hoje, é inaceitável que um ministro queira servir na Casa de Deus sem ter passado pela obra da regeneração (Jo 13.10). É preciso que os obreiros do Senhor tenham experimentado uma “limpeza completa” da alma e da mente. É preciso nascer da Palavra e do Espírito (Jo 3.5,7; Jo 15.3; Tt 3.5; 1 Pe 1.23).

 

2. A lavagem progressiva e constante.

No dia a dia sacerdotal, a limpeza exigida para ministrar no Lugar Santo era apenas das mãos e dos pés (Êx 30.19). Mas, de acordo com a doutrina do Novo Testamento, o “lavar-se”, aqui, destaca o ato do Espírito que opera em nós a santificação (Ef 5.26; 2 Co 7.1). Nesse sentido, a consagração dos sacerdotes dava-se nos termos do compromisso de uma vida santificada. Esse mesmo compromisso é que deve permear a vida do obreiro, que se acha vocacionado para realizar a obra do Senhor.

 

3. Recapitulando verdades importantes.

À luz de tudo quanto temos estudado até aqui, devemos assimilar algumas lições apreendias até o presente momento:

 

1. Sobre o sangue de Jesus. O sangue de Jesus Cristo nos livrou da pena do pecado ( Mt 20.28; 26.28;; 1 Pe 4.17);

2. Sobre a Palavra. A Palavra de Deus revela quem somos (Tg 1.22-24);

3. Sobre a limpeza espiritual. Uma vida irrepreensível é prioritária e absolutamente necessária ( Jo 15.3).

 

SÍNTESE DO TÓPICO III

Uma lavagem completa e outra progressiva apontam para dois aspectos da santidade: a completa e a progressiva.

 

SUBSÍDIO VIDA CRISTÃ

“Cristo Está Preparando a Sua Noiva O Rei da Glória se casará com a sua Noiva. Será que vocês não sabem que todas as boas coisas que o mundo desfruta, Deus nos fará desfrutar dez mil vezes mais? O grande banquete acontecerá, o evento mais maravilhoso de todos os tempos, em que comeremos pão e beberemos vinho no Reino de Deus. A Noiva está em preparação.

 

O Espírito Santo é a pomba. O cântico é o arrulhar da pomba antes da tormenta. Você viu como as pombas alertam os seus companheiros para que procurem abrigo antes das tempestades? Pois, da mesma forma, o Espírito Santo está arrulhando e chilrando, chamando-nos para que procuremos abrigo contra as tempestades da tribulação que virá sobre a terra. O Senhor está nos treinando, fazendo os nossos corpos ficarem leves e flexíveis para que possamos subir” (ETTER, Maria Woodworth. Devocional. Série: Clássicos do Movimento Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, pp.165-66).

 

CONCLUSÃO

Nesta lição, vimos que a limpeza espiritual é prioridade absoluta como consequência da obra expiatória de Cristo. Uma vez que Cristo nos salvou, fomos chamados para ser santos. Atentemos para esse precioso chamado de Cristo Jesus!

 

 

PARA REFLETIR

A respeito de “A Pia de Bronze:

Lugar de Purificação”, responda:

• Qual era o objetivo para o estabelecimento da pia de bronze, conforme a lição?

O objetivo era que antes de entrar ou sair do Tabernáculo, Arão e seus filhos lavassem as mãos e os pés, pois o ofício era santo.

 

• Qual expressão deve ser destacada na lição?

Há que se destacar a expressão “para não morrer”.

 

• O que significa a Pia de Bronze?

O termo hebraico para “pia” é kyyor, que significa “lugar de se lavar”.

 

• De que era formado o interior da Pia de Bronze?

A Pia era de bronze polido, fabricado com o espelho das mulheres (Êx 38.8).

 

• Cite os dois aspectos do rito de lavagem dos sacerdotes.

A lavagem completa, mais a lavagem progressiva e constante.

 

 

Lição 6 - As Cortinas do Tabernáculo

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Lições Bíblicas do 2° trimestre de 2019 - CPAD | Classe: Adultos | Data da Aula: 12 de Maio 2019.

TEXTO ÁUREO

“Ora, tudo isso lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos.” (1 Co 10.11)

Verdade Prática

Comparando as coisas simples do Tabernáculo com as celestiais, aprendemos as verdades que nos levam ao crescimento espiritual.

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Êx 36.8,14: Na obra de Deus, devemos fazer o melhor

Terça - Rm 15.4: Aprendendo com toda a Escritura

Quarta - Sl 32.1,2: A justificação do pecador

Quinta - Rm 4.6-8: Justiça mediante a fé

Sexta - Êx 38.9-13: Uma obra executada conforme o modelo divino

Sábado - Jo 1.14; 14.9,10: O visível transparecendo o espiritual

 

SAIBA MAIS:

Lição 2 - Os Artesãos do Tabernáculo

Lição 3 - Entrando no Tabernáculo: o Pátio

Lição 4 - O Altar do Holocausto

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Êxodo 26.1-14

1 - E o tabernáculo farás de dez cortinas de linho fino torcido, e pano azul, e púrpura, e carmesim; com querubins as farás de obra esmerada.

2 - O comprimento de uma cortina será de vinte e oito côvados, e a largura de uma cortina, de quatro côvados; todas estas cortinas serão de uma medida.

3 - Cinco cortinas se enlaçarão uma à outra; e as outras cinco cortinas se enlaçarão uma com a outra.

4 - E farás laçadas de pano azul na ponta de uma cortina, na extremidade, na juntura; assim também farás na ponta da extremidade da outra cortina, na segunda juntura.

5 - Cinquenta laçadas farás numa cortina e outras cinquenta laçadas farás na extremidade da cortina que está na segunda juntura; as laçadas estarão travadas uma com a outra.

6 - Farás também cinquenta colchetes de ouro e ajuntarás com estes colchetes as cortinas, uma com a outra, e será um tabernáculo.

7 - Farás também cortinas de pelos de cabras por tenda sobre o tabernáculo; de onze cortinas a farás.

8 - O comprimento de uma cortina será de trinta côvados, e a largura da mesma cortina, de quatro côvados; estas onze cortinas serão de uma medida.

9 - E ajuntarás cinco destas cortinas por si e as outras seis cortinas também por si: e dobrarás a sexta cortina diante da tenda.

10 - E farás cinquenta laçadas na borda de uma cortina, na extremidade, na juntura, e outras cinquenta laçadas na borda da outra cortina, na segunda juntura.

11 - Farás também cinquenta colchetes de cobre e meterás os colchetes nas laçadas; e, assim, ajuntarás a tenda para que seja uma.

12 - E o resto que sobejar das cortinas da tenda, a metade da cortina que sobejar, penderá sobre as costas do tabernáculo.

13 - E um côvado de um lado e outro côvado de outro, que sobejará no comprimento das cortinas da tenda, penderá de sobejo aos lados do tabernáculo de um e de outro lado, para cobri-lo.

14 - Farás também à tenda uma coberta de peles de carneiro tintas de vermelho e outra coberta de peles de texugo em cima.

 

HINOS SUGERIDOS: 23, 69, 453 da Harpa Cristã

 

 

 

OBJETIVO GERAL

Mostrar que as cores das cortinas do Tabernáculo aponta para a obra completa da salvação.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

- Classificar a coberta e as cortinas do Tabernáculo;

- Descrever a simbologia das cortinas do Tabernáculo;

- Expor o significado simbólico das cores das cortinas do Tabernáculo.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Na lição passada estudamos a relação da Pia de Bronze com a vida de pureza e santidade do crente em tempos contemporâneos. Vimos também a importância dessa doutrina para o dia a dia da vida cristã.

 

Nesta lição, porém, estudaremos a relação das cortinas do Tabernáculo com as verdades espirituais. Nosso objetivo é extrair dessa comparação, lições que edifiquem a nossa vida cristã. Veremos que Deus, ao longo da revelação das Escrituras Sagradas, sempre usou coisas simples para ensinar verdades espirituais. Foi assim no Antigo Testamento, bem como no Novo Testamento e, especialmente, no ministério de Jesus Cristo. Suas parábolas são provas cabais desse tipo de ensinamento.

 

PONTO CENTRAL

As cores das cortinas do Tabernáculo apontam para a nossa salvação.

 

INTRODUÇÃO

As cortinas do Tabernáculo têm muito a dizer-nos acerca da maravilhosa obra redentora de Cristo. Pelas suas estruturas, simbologia e cores, veremos como esse utensílio importante do Tabernáculo se fez figura e estímulo para adentrarmos à presença de Deus de maneira confiante e ousada.

 

 

 

I - AS COBERTAS E AS CORTINAS DO TABERNÁCULO

 

Embora fosse complexa em detalhes e específica nos materiais e cores, a estética do Tabernáculo tinha de apresentar uma leitura fácil, pois a montagem e desmontagem do santuário tinham de ser de acordo com a simplicidade do cotidiano da vida no deserto. As cobertas e as cortinas do Tabernáculo estavam assim classificadas:

 

1. A coberta exterior.

A coberta era feita de peles de animais marinhos (texugos ou golfinhos). O desenho não expressa beleza exterior ou algo que chamasse a atenção. Tratava-se de um material para resistir as intempéries do deserto; era rústico. A estrutura na qual repousava a coberta era feita de madeira de acácia e revestida com ouro para sustentá-la (Êx 26.18-30).

 

Ora, imagine uma estrutura de madeira de acácia forrada com ouro por dentro e coberta de peles de animais diversos por fora. Assim era o Tabernáculo. É inevitável não correlacionar a estética exterior do Tabernáculo com a humanidade do nosso Salvador, Jesus Cristo, que se fez carne entre nós (Jo 1.14). A profecia de Isaías acerca da humanidade de Jesus é vívida: “Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha parecer nem formosura; e, olhando nós para ele, nenhuma beleza víamos, para que o desejássemos” (53.2).

 

2. As cortinas internas.

Por baixo da coberta exterior havia uma coberta de peles de carneiro tingidas de vermelho (v.14). Por debaixo das peles de carneiro, havia outras cortinas feitas de peles de cabras brancas, sem ser tingidas (26.7-13). Por último, havia uma quarta cortina que podia ser vista somente do lado de dentro do Tabernáculo. Era uma cortina feita de linho branco e fino com bordados das figuras de querubins (26.1-6). Suas cores eram púrpura, escarlate e azul. A visão dessa cortina lembrava o céu de glória (Jo 14.1-3).

 

Toda essa imagem nos aponta alguns símbolos importantíssimos:

1) a coberta tingida de vermelho aponta para Cristo e seu sacrifício na cruz, pois o vermelho é o símbolo do sangue de Cristo para a remissão do pecado;

2) as cortinas feitas de peles de cabras brancas, sem serem tingidas, revela uma ideia de pureza e justiça do nosso Salvador (2 Co 5.21; Fp 3.9); 3) a última cortina revela a natureza dos seres angelicais que servem junto ao Trono de Deus. Assim, o Tabernáculo tipificava a morada de Deus e as características redentoras e salvíficas expressas na obra expiatória de Jesus Cristo (Sl 32.1,2; Rm 4.6-8).

 

SÍNTESE DO TÓPICO I

A coberta e as cortinas do Tabernáculo estavam classificadas em “coberta exterior” e “cortinas internas”.

 

 

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO

Ao introduzir o assunto acerca da coberta e das cortinas, reproduza a imagem desta página. Enfatize aos alunos o cortinado do pátio, a coberta

exterior sobre o santuário e as cortinas internas. Essa imagem reforçará a ideia sobre a estética do santuário divino.

 

Todo o cortinado do Tabernáculo era colorido. As cores sempre tiveram

uma significação especial na cultura do povo judeu. A diversidade dessas cores, bem como a matéria-prima material, apontava para uma completude salvívica.

 

Refletir sobre a completa obra da salvação é o nosso objetivo. Por isso a

a imagem abaixo está disponível para guiar os alunos neste entendimento. É uma maravilhosa oportunidade para refletir sobre a salvação.

 

II - O CORTINADO DO PÁTIO DO TABERNÁCULO

                                

1. A simbologia descritiva das cortinas do Tabernáculo.

Descrever a importância das cortinas do Tabernáculo e não considerar seu valor espiritual e tipológico significa ignorar o propósito integral do texto narrativo acerca do santuário. Ora, a precisão dos detalhes de cada peça e material usados para construir o Tabernáculo servia de ensino das verdades acerca das coisas espirituais. Por isso, a madeira, metais, tecidos e tintas especiais usadas no Pátio do Santuário remontam a uma tipologia singular com relação a pessoa e obra de Jesus, o Senhor e Redentor nosso.

 

2. O significado de separação.

O ambiente entre a cerca e o Tabernáculo era o pátio. Havia um cortinado branco de linho fino torcido que tinha por objetivo fazer a separação dos pecadores. Para adentrar ao Pátio, o pecador deveria levar a sua oferta pelo pecado. Assim, as cortinas faziam a separação entre o santo e o profano (Êx 38.9-13).

 

Nesse sentido, a imagem do cortinado de linho torcido simboliza a pureza de Deus num mundo de impurezas. É o símbolo da santidade e pureza de Jesus, pois, como homem, nosso Senhor não teve mácula, conforme Ele mesmo indagou de seus opositores: “Quem dentre vós me convence de pecado?” (Jo 8.46).

 

Aqui, há uma distinção importante que deve ser feita em relação à Antiga Aliança: na Nova Aliança, a Igreja de Cristo não se fecha dentro de uma “cerca”, mas está pronta para receber qualquer tipo de pecador, uma vez arrependido, que confessa o senhorio de Jesus Cristo em sua vida.

 

3. O significado de santidade. Santidade é a separação absoluta do pecado e dedicação exclusiva a Deus.

Por isso, as cortinas da cerca do Pátio e do Tabernáculo, bem como tudo dentro dele, revelam santidade. Não podemos jamais desconsiderar a seriedade do chamado para vivermos uma vida santa. Os tempos atuais nos desafiam a viver um estilo de vida na presença de Deus, manifestando a santidade e a pureza de Cristo Jesus. Ter a consciência da santidade bíblica significa ter a disposição para viver na contramão do mundo (1 Jo 2.15).

 

SÍNTESE DO TÓPICO II

A simbologia das cortinas do pátio traz o ensino bíblico da separação entre o santo e o profano.

 

SUBSÍDIO VIDA CRISTÃ

“Santificados pela Cruz

Jesus ainda faz a mesma oração hoje em dia, para que todo crente seja santificado. A santificação nos torna um com o Senhor Jesus (Hb 2.11) e nos faz santos como Jesus.

 

Paulo escreve em 1 Tessalonicenses 4.3: ‘Esta é a vontade de Deus, a vossa santificação'. Assim, é da vontade de Deus que todas as almas sejam salvas de todos os pecados - os atuais e o original. Os pecados atuais são os que cometemos voluntariamente, ao passo que o pecado original é o que herdamos do primeiro Adão. Todo pecado é limpo pelo sangue de Jesus Cristo. Temos de morrer para o velho homem. ‘Sabendo isto: que o corpo do pecado seja desfeito, a fim de que não sirvamos mais ao pecado' (Rm 6.6). Deus está chamando o seu povo à verdadeira santidade nestes dias. Agradecemos a Ele pela bendita luz que está nos dando. ‘De sorte que, se alguém se purificar destas coisas, será vaso para honra, santificado e idôneo para uso do Senhor e preparado para toda boa obra' (2 Tm 2.21). Ele quer dizer que temos de ser purgados da impureza e de todos os tipos de pecado. A santificação nos torna santos e destrói a linhagem do pecado, o amor ao pecado e a carnalidade. Ela nos purifica e tornamos mais brancos que a neve” (SEYMOUR. Devocional: O Avivamento da Rua Azusa. Série: Clássicos do Movimento Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, pp.123-22).

 

III - AS CORES DAS CORTINAS DO TABERNÁCULO

 

 

 

1. O significado especial das cores.

As cores usadas na estrutura do Tabernáculo tinham um significado especial. Por meio delas, o povo de Israel perceberia o símbolo da manifestação da glória de Deus nos sacrifícios que fossem apresentados.

Havia uma ordem em que as cores eram mencionadas:

(1) azul;

(2) púrpura;

(3) carmesim;

(4) branco. Essas cores estavam na porta de entrada que dava acesso ao lugar sagrado, onde, por meio do ministério do sacerdote, o pecador encontrava-se com Deus. Assim, toda vez que alguém entrava por essa porta, deparava-se com a simbologia das cores. Para nós, os discípulos de Cristo, essas cores apontavam para a obra de Cristo que envolve a remissão do passado, do presente e do futuro. É a obra completa da salvação.

 

2. A cor azul celeste (Êx 27.16).

É uma cor que remete ao céu e indica a origem celestial de Cristo e sua divindade. Nosso Senhor era verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus. Ele veio do céu, mas fez-se homem na Terra (Jo 1.14). Depois da sua ressurreição e vitória contra a morte, Ele foi recebido no céu, reavendo aquela mesma glória de antes que o mundo existisse (Jo 17.5 cf. Fp 2.5-11; Ef 1.20-23). Por intermédio do Espírito Santo, nosso Senhor edifica e zela pela sua Igreja, a Noiva em que um dia brevemente buscará (Hb 12.24; Jo 17.9,20; Rm 8.34; 1 Ts 4.16,17).

 

3. A cor púrpura (Êx 27.16).

A púrpura era um tecido roxo obtido de moluscos que estão no fundo dos mares. É uma cor que remete à ideia de realeza e que aponta para o futuro. Em relação a Cristo, a cor é uma figura da realeza e divindade de Jesus (Ef 1.20,21), bem como a sua manifestação triunfal para implantar o Reino Milenial (Sl 110; Is 9.6; Lc 1.32). O nosso Deus jamais perdeu o controle da história!

 

4. A cor escarlate (carmesim) (Êx 27.16).

O carmezim é uma cor de sangue, vermelho vivo. Se, por um lado, a cor projeta o vitupério do Calvário e o triunfo da obra salvífica de Cristo, por outro, ela aponta para a glória vindoura do reinado do “Rei dos reis e Senhor dos senhores” (Zc 14.9; 1 Tm 6.14,15; Ap 19.11-16). Nosso Senhor sofreu, foi ferido e derramou seu sangue remidor como nos revela Apocalipse 19.13: “E estava vestido de uma veste salpicada de sangue, e o nome pelo qual se chama é a Palavra de Deus”.

 

5. A cor branca do linho torcido.

Em ponto anterior, tratamos dessa cor para falar da santidade de Cristo. Num sentido especial, o linho torcido é o tecido rústico e batido que lembra a humanidade de Jesus e seu sofrimento em nosso lugar. Lembra também o fato de que a morte de Cristo tornou-se o fundamento da justiça em nosso favor (1 Pe 1.18,19; Ap 1.5).

 

SÍNTESE DO TÓPICO III

As múltiplas cores das cortinas do Tabernáculo apontam para a obra completa da salvação.

 

SUBSÍDIO VIDA CRISTÃ

“Até à Morte

Chegamos à última noite da vida do Senhor. Ele está com os discípulos no Cenáculo. Aqui acontecerá o ato final entre eles, a consumação de toda a sua vida. Há um detalhe nesse ato que o Senhor não deixou claro para muitos.

 

Eles se sentaram em volta da mesa para cearem. Jesus tomou o pão, partiu-o e os instruiu a tomar e comer. O que Ele quis dizer com isso? Considerando que Ele estava presente na carne, qual foi o significado de partir o pão?

 

Através deste ato, o Senhor Jesus Cristo declarou diante de Deus, diante dos anjos e diante dos homens que Ele não hesitaria em morrer pelo mundo. Não havia limites. Ele seria fiel até à morte.

 

Assim como Ele tinha sido fiel em vida e vivido cada dia consciente de tudo o que acontecia ao seu redor, agora Ele cravaria o seu inteiro na cruz. Seria fiel até à morte.

 

O real propósito de tornar-se cristão não é tão somente ser salvo do inferno e ir para o céu. É tornar-se filho de Deus, assumir o caráter de Jesus Cristo para permanecer diante dos homens, e, caso necessário, até ser sentenciado à pena máxima, à morte, recusando-se a pecar, não aceitando curvar a cabeça diante de Satanás, preferindo morrer a desonrar o Filho de Deus.

 

Se o caráter de Jesus Cristo entrou em você e em mim, então, em termos de propósito, isso nos tornou como Ele. Fez-nos de fato como Ele. Bendito seja Deus! O seu Espírito nos é dado. Bendito seja Deus! O seu Espírito nos é dado. Bendito seja Deus por essa mesma fidelidade inextinguível que caracterizou o Filho de Deus” (LAKE, John G. Devocional. Série: Clássicos do Movimento Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2001, pp.51-52).

 

CONCLUSÃO

 

O autor da Epístola aos Hebreus exorta-nos a chegar com confiança ao trono da graça, pois assim alcançaríamos misericórdia e acharíamos graça para, num tempo oportuno, sermos auxiliados (4.16). Jesus, o Sumo Sacerdote perfeito, deu-nos esse privilégio para desfrutarmos da presença santa de Deus mediante a fé. Não tenhamos receio de adentrar a presença santa do Pai!

 

Lição 7 - O Lugar Santo

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Lições Bíblicas do 2° trimestre de 2019 - CPAD | Classe: Adultos | Data da Aula: 19 de Maio 2019.

TEXTO ÁUREO

“Porque um tabernáculo estava preparado, o primeiro, em que havia o candeeiro, e a mesa, e os pães da proposição; ao que se chama o Santuário.” (Hb 9.2)

Verdade Prática

Através de sua morte expiatória, Jesus nos garantiu o livre acesso ao Santíssimo Deus.

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Êx 25.31-40: O Castiçal iluminava o ambiente

Terça - Jo 1.4-9: Jesus ilumina o homem

Quarta - Jo 8.12: A luz que dá vida

Quinta - Êx 29.1-9: Cerimônias da consagração

Sexta - Êx 37.25-28: O Altar de Incenso

Sábado - Hb 5.7; 1 Ts 5.17; Jo 17.1-9: Obra de sacrifício e oração

SAIBA MAIS:         

Lição 1 - Tabernáculo - Um lugar da Habitação de Deus

Lição 2 - Os Artesãos do Tabernáculo

Lição 3 - Entrando no Tabernáculo: o Pátio

Lição 4 - O Altar do Holocausto

Lição 5 - A Pia de Bronze: Lugar de Purificação

 

 

 

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Êxodo 25.23,30,31; 26.31-37; 30.1,6-8

 

25.23,30,31:

23 - Também farás uma mesa de madeira de cetim; o seu comprimento será de dois côvados, e a sua largura, de um côvado, e a sua altura, de um côvado e meio,

30 - E sobre a mesa porás o pão da proposição perante a minha face continuamente. 31 - Também farás um castiçal de ouro puro; de ouro batido se fará este castiçal; o seu pé, as suas canas, as suas copas, as suas maçãs e as suas flores serão do mesmo.

 

26.31-37:

31 - Depois, farás um véu de pano azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino torcido; com querubins de obra prima se fará.

32 - E o porás sobre quatro colunas de madeira de cetim cobertas de ouro, sobre quatro bases de prata; seus colchetes serão de ouro.

33 - Pendurarás o véu debaixo dos colchetes e meterás a arca do Testemunho ali dentro do véu; e este véu vos fará separação entre o santuário e o lugar santíssimo.

34 - E porás a coberta do propiciatório sobre a arca do Testemunho no lugar santíssimo,

35 - e a mesa porás fora do véu, e o castiçal, defronte da mesa, ao lado do tabernáculo, para o sul; e a mesa porás à banda do norte.

36 - Farás também para a porta da tenda uma coberta de pano azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino torcido, de obra de bordador,

37 - e farás para esta coberta cinco colunas de madeira de cetim, e as cobrirás de ouro; seus colchetes serão de ouro, e far-lhe-ás de fundição cinco bases de cobre.

 

30.1,6,7,8

1 - E farás um altar para queimar o incenso; de madeira de cetim o farás.

6 - E o porás diante do véu que está diante da arca do Testemunho, diante do propiciatório que está sobre o Testemunho, onde me ajuntarei contigo.

7 - E Arão sobre ele queimará o incenso das especiarias; cada manhã, quando põe em ordem as lâmpadas, o queimará.

8 - E, acendendo Arão as lâmpadas à tarde, o queimará; este será incenso contínuo perante o SENHOR pelas vossas gerações.

 

HINOS SUGERIDOS: 90, 97, 252 da Harpa Cristã

 

OBJETIVO GERAL

Conscientizar que devemos prestar um verdadeiro serviço e adoração a Deus.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Conceituar o Lugar Santo;

Elencar as três peças que compunham o interior do Lugar Santo; Explicar o véu que demarca o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Na lição passada vimos que as cores das cortinas do Tabernáculo apontavam para a obra completa de salvação. Nesta lição, veremos a importância do serviço e da adoração a Deus refletida no Lugar Santo, um lugar de reverência e sacrifícios ao Altíssimo. Não podemos perder o senso de serviço e adoração divina. Uma vida piedosa é o que Deus requer de seus servos. Para isso, não precisamos de intermediários para entrar na presença de Deus. Nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo, nos abriu essa porta.

 

PONTO CENTRAL

Sejamos zelosos em nossa vida de serviço e adoração a Deus.

 

INTRODUÇÃO

Local de serviço e de comunhão com Deus, as peças do Tabernáculo denotavam a sacralidade do lugar; os dois véus realçavam a santidade que o local requeria. O Lugar Santo tem muito a nos dizer. Por isso, estudaremos a sua simbologia, pois esta tem muito a ensinar-nos nestes dias difíceis e trabalhosos. Há consolação neste estudo.

 

I - LUGAR SANTO: UM LOCAL DE SERVIÇO E COMUNHÃO COM DEUS

 

1. Que lugar é esse?

O texto de Êxodo 26.33 mostra a distinção dos dois compartimentos do Tabernáculo. O primeiro é chamado de “Santuário” ou Lugar Santo, e o segundo “Santo dos Santos” ou Lugar Santíssimo. O primeiro aparece como local de serviço, no qual somente os sacerdotes podiam entrar para oficiar diante de Deus (Hb 9.6). Os israelitas limitavam-se a trazer suas ofertas ao altar dos holocaustos. O povo tinha acesso ao Pátio (Átrio), mas não ao Lugar Santo.

 

2. Um lugar de serviço e adoração.

No Tabernáculo, havia uma porta e dois véus. Esses três elementos impediam a entrada de pecadores na presença de Deus. O caminho para Deus começava com o derramamento do sangue inocente dos animais, a fim de restaurar a vida do pecador. Era um lugar de serviço, porque ali eram ministrados sacrifícios ao Senhor. Mas também era um local de adoração e profunda reverência.

 

Nos dias atuais, devemos ter o mesmo espírito quando exercemos um ministério na igreja local ou apresentamos o nosso culto ao Pai Celestial (Rm 12.1,2). Quando nos reunimos, ministramos uns aos outros, mas, sobretudo, todos estão reunidos para adorar ao Criador.

 

3. O propósito do Lugar Santo.

Tinha-se como principal função ser o local onde os sacerdotes ministravam sacrifícios pelas diversas espécies de pecados cometidos pelo povo israelita. A cada violação individual, familiar ou nacional, o sacerdote entrava no Lugar Santo e apresentava a Deus um sacrifício. Ali, estava explícita a santidade de Deus, pois esse lugar era o local adequado para restaurar a vida do pecador diante de Deus. Entretanto, a apresentação dos sacrifícios não era perfeita nem suficiente, como registra a Epístola aos Hebreus (Hb 9.11-14).

 

Hoje, sabemos que foi Cristo quem apresentou um sacrifício perfeito e suficiente no “Lugar Santo”, por meio de seu próprio sangue, garantindo-nos, em seu nome, a remissão de todos os nossos pecados. Por isso, quem está em Cristo tem o privilégio de entrar na presença de Deus (Ef 2.18,19; Hb 10.19-22).

 

SÍNTESE DO TÓPICO I

O Lugar Santo era um local de serviço e de adoração.

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“Porque o ministério à Igreja reflete uma figura bíblica que representa a Igreja como um organismo, podemos ver como a dimensão relacional da vida na Igreja é dinâmica, e não estática. Certamente exercemos algum efeito uns sobre os outros. O ministério à Igreja corrige a tendência da sociedade ocidental de enfatizar o indivíduo mais do que a comunidade. O ministério da Igreja inclui equipar um grupo de pessoas que vivem em mútua comunhão, capacitando-as a crescer até formarem uma entidade amorosa, equilibrada e madura. Paulo diz claramente em Efésios 4.11-16 que a equipagem dos santos para o serviço compassivo em nome de Cristo deve acontecer numa comunidade. O crescimento espiritual e o contexto em que ele ocorre de modo mais eficaz não surgem por mera coincidência. O amadurecer do crente não poderá acontecer fora da comunidade da fé. O discipulado não possui nenhum outro contexto que não seja a igreja de Jesus Cristo, porque não se pode seguir fielmente a Jesus à parte de uma participação cada vez mais madura com outros crentes na vida e no ministério de Cristo” (HORTON, M. Horton (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2018, pp.601-02).

 

 

 

II - AS TRÊS PEÇAS QUE COMPUNHAM O INTERIOR DO LUGAR SANTO

 

1. Os mobiliários do lugar.

O Lugar Santo era o espaço de preparação dos sacerdotes para a entrada na segunda divisão do Tabernáculo, o Lugar Santíssimo. No Lugar Santo, havia três peças que compunham um ambiente perfeito de oração, intercessão, adoração e louvor: o castiçal de ouro (candeeiro ou candelabro), a mesa para os pães da proposição e o altar de ouro para os incensos (este ficava no centro do Lugar Santo e de frente para o véu que dava para o Lugar Santíssimo).

 

2. O castiçal de ouro (Êx 25.3137).

O castiçal era feito de uma só peça de ouro, e sustentado por uma coluna central, de onde saiam três braços de cada lado, formando assim, sete lâmpadas. Essas lâmpadas eram, interiormente, alimentadas por dutos, nos quais havia uma mecha embebida no azeite, fornecendo dessa forma, um combustível que, uma vez aceso, fazia o Castiçal iluminar todo o ambiente. Ou seja, as sete lâmpadas produziam uma só luz.

 

Nos Evangelhos, o Senhor Jesus é apresentado como “a luz do mundo” (Jo 8.12). Ele, por sua vez, disse aos discípulos: “vós sois a luz do mundo” (Mt 5.16). Da mesma forma que o castiçal de ouro iluminava o ambiente escuro, Jesus é a luz que ilumina o mundo em trevas. A Igreja também tem essa mesma função na Terra até a volta do Senhor (Fp 2.15,16). Ela possui o verdadeiro azeite como a marca da unção do Espírito Santo (Jo 14.26). Assim, somos chamados por Cristo a iluminar o mundo, pregando o Evangelho com poder, autoridade e ousadia (At 1.8).

 

3. A Mesa com os Pães da Proposição (Êx 25.30).

A mesa era feita com madeira de acácia e recoberta de ouro. Nela, eram colocados os doze pães da proposição (Lv 24.5-9; Êx 35.13). Os pães eram feitos sem fermento (Lv 24.5). Deviam estes ser comidos pelos sacerdotes, a fim de que os ministrantes estivessem nutridos para exercer o ofício na presença de Deus.

 

O Senhor Jesus é o “pão da vida”. E todos os obreiros devem alimentar-se de Cristo. Só assim poderão ministrar com graça e autoridade diante da Igreja de Deus. Nesse sentido, todo crente é um sacerdote. Logo, devemos nutrir-nos do “pão da vida” (Jo 6.35,58). Somos o sacerdócio real feito por Deus (1 Pe 2.9)!

 

4. O Altar de Incenso (Êx 30.1-10).

O altar de incenso era também identificado como “o altar de ouro” ou “altar do cheiro suave”, em virtude do perfume, feito à base de plantas aromáticas, que queimadas sobre ele, exalavam um agradável perfume (Lv 16.12). Esse altar também ficava diante do véu que dava acesso ao “Lugar Santíssimo”.

 

A Palavra de Deus correlaciona o incenso como uma figura da oração (Sl 141.2; Lc 1.10; Ap 5.8; 8.3).

 

Nosso Sumo Sacerdote, Jesus Cristo, intercede por nós. Ele cumpriu sua tarefa de intercessor supremo quando, através de sua morte, fez-se nosso único Mediador entre Deus e o homem (Hb 4.14,15; 1 Tm 2.5).

 

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO II

As três peças que compunham o interior do Lugar Santo eram o Castiçal de Ouro, a Mesa com os Pães da Proposição e o Altar de Incenso.

 

SUBSÍDIO VIDA CRISTÃ

“A Oferta do Cristão

Nós nos aproximamos hoje do Senhor não com uma pomba, ou um cordeiro, ou uma cabra, ou um novilho. Nós chegamos com o nosso tudo, oferecendo-o ao Senhor. Não barganhando com Ele para obter a bênção.

 

Muita raramente sei de pessoas que perderam a bênção de Deus quando se achegaram abertamente e disseram: ‘Eu desejo receber; eu quero dar tudo de mim'. Este é o segredo de todo o afeto entre pessoa e pessoa, entre os sexos. As pessoas nem sempre estão procurando alguém que as ame; estão procurando alguém que elas possam amar.

 

Quando duas almas estão buscando aquela a quem possam amar, há união, e o mundo constata gradualmente que há verdadeiros casamentos. Há uma união de espírito tão indissolúvel, que nada na terra ou no céu o divide.

 

Cristo está buscando a alma que receberá o seu amor, e o cristão, o verdadeiro, está buscando Cristo, que receberá o amor dele. Ambos estão praticando a inalterável lei de Deus: ‘Dai, e ser-vos-á dado” (LAKE, John G. Devocional. Série: Clássicos do Movimento Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, pp.161-62).

 

lll - O VÉU QUE DEMARCA O LUGAR SANTO E O LUGAR SANTÍSSlMO

 

1. O primeiro véu (Êx 26.36).

Depois de passar pelo Altar dos Holocaustos e pelo Lavatório no Pátio, havia no Tabernáculo um véu que dava acesso ao Lugar Santo. Esse véu ficava na entrada do “Lugar Santo”. Ele era feito com linho torcido bordado. E só depois de passar pelo Altar dos Holocaustos e pela Bacia do lavatório, o sacerdote poderia entrar no Lugar Santo. Logo, esse primeiro véu tinha o objetivo de demarcar o espaço entre o Pátio o Lugar Santo. Aqui, começava a ficar claro os espaços permeados de sacralidade no Tabernáculo. O primeiro véu deixava patente o propósito sacro do lugar.

 

2. O segundo véu (Êx 26.32,33).

Esse é o véu que ficava entre o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo (ou Santo dos santos). No Santuário, somente o sumo sacerdote podia entrar, representando todo o povo de Israel. No Lugar Santíssimo encontramos apenas a Arca da Aliança. O segundo véu tinha objetivo de demarcar o espaço entre o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo. Aqui, a sacralidade inspirava uma consciência de intimidade com o Altíssimo. O segundo véu deixava claro que a partir daquele espaço havia um propósito santo e remidor no lugar sagrado.

 

Os dois véus são uma imagem para nós. Antigamente, havia uma gradação e divisão do propósito sacro no Tabernáculo. Mas em Cristo, o nosso Sumo Sacerdote, por intermédio de seu próprio sangue, o acesso à presença santa de Deus está aberto (Hb 9.6,7). Assim, a Igreja de Cristo tem a liberdade de exercer seu sacerdócio na presença de Deus (1 Jo 1.3,7).

 

SÍNTESE DO Tópico lll

O primeiro véu separava o Pátio do Lugar Santo; e o segundo fazia separação entre o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo.

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO

Ao final da exposição do tópico é importante que você faça uma revisão de toda a lição. Essa revisão pode ser feita por meio de algumas ênfases em cada tópico ou por meio das perguntas do questionário. Revisar é fundamental para garantir o processo de ensino-aprendizagem do aluno.

 

CONCLUSÃO

Acheguemo-nos, com ousadia e confiança, diante de Deus. Através do sangue de Jesus, fomos salvos, justificados, adotados como filhos de Deus e santificados. As cortinas que nos separavam do Pai Celeste foram removidas pelo Cordeiro através de sua morte no Calvário. Portanto, não deixe de usufruir desse glorioso privilégio.

 

PARA REFLETIR

A respeito de “O Lugar Santo”, responda:

 

• O povo tinha acesso ao Lugar Santo?

O povo tinha acesso ao Pátio (Átrio), mas não ao Lugar Santo.

 

• O que havia no Tabernáculo, segundo a lição?

No Tabernáculo, havia uma porta e dois véus.

 

• Qual é o privilégio de quem está em Cristo?

Quem está em Cristo tem o privilégio de entrar na presença de Deus (Ef 2.18,19; Hb 10.19-22).

 

• Quais são as três peças que compunham o Lugar Santo?

O castiçal de ouro, a mesa com os pães da proposição e o altar de incenso.

 

• Fale sobre o primeiro e o segundo véu.

Primeiro véu: depois de se passar pelo altar dos holocaustos e pela Bacia de Bronze, havia, no Tabernáculo, um véu que dava acesso ao Lugar Santo. Segundo véu: esse é o véu que ficava entre o Lugar Santo e o Lugar Santís­simo (ou Santo dos santos).

Marcadores: Tabernáculo

 

LIÇÃO 8 - O Lugar Santíssimo

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Lições Bíblicas do 2° trimestre de 2019 - CPAD | Classe: Adultos | Data da Aula: 26 de Maio 2019.

TEXTO ÁUREO

“Mas, depois do segundo véu, estava o tabernáculo que se chama o Santo dos Santos." (Hb 9.3)

Verdade Prática

Pelo sangue de Jesus Cristo, o véu da separação foi rasgado. E, hoje, temos liberdade e confiança para entrar ao trono da graça de Deus.

 

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Êx 26.31-37: Descrevendo o lugar Santíssimo

Terça - Hb 9.6,7: O serviço dos sacerdotes

Quarta - Lv 16.2: O aviso de Deus para o sacerdote

Quinta - Hb 9.24-28: Jesus, o Sumo Sacerdote Eterno

Sexta - Mc 15.37,38: O caminho foi aberto para o Santíssimo

Sábado - Mt 27.51: O caminho foi aberto para a comunhão com Deus

 

 

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Êxodo 26.31-35; Hebreus 9.1-5; Mateus 27.51

Êxodo 26.31-34:

31 - Depois, farás um véu de pano azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino torcido; com querubins de obra prima se fará.

32 - E o porás sobre quatro colunas de madeira de cetim cobertas de ouro, sobre quatro bases de prata; seus colchetes serão de ouro.

33 - Pendurarás o véu debaixo dos colchetes e meterás a arca do Testemunho ali dentro do véu; e este véu vos fará separação entre o santuário e o lugar santíssimo.

34 - E porás a coberta do propiciatório sobre a arca do Testemunho no lugar santíssimo,

35 - e a mesa porás fora do véu, e o castiçal, defronte da mesa, ao lado do tabernáculo, para o sul; e a mesa porás à banda do norte.

 

Hebreus 9.1-5:

1- Ora, também o primeiro tinha ordenanças de culto divino e um santuário terrestre.

2 - Porque um tabernáculo estava preparado, o primeiro, em que havia o candeeiro, e a mesa, e os pães da proposição; ao que se chama o Santuário.

 

3 - Mas, depois do segundo véu, estava o tabernáculo que se chama o Santo dos Santos,

4 - que tinha o incensário de ouro e a arca do concerto, coberta de ouro toda em redor, em que estava um vaso de ouro, que continha o maná, e a vara de Arão, que tinha florescido, e as tábuas do concerto;

5 - e sobre a arca, os querubins da glória, que faziam sombra no propiciatório; das quais coisas não falaremos agora particularmente.

 

Mateus 27.51:

51 - E eis que o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo; e tremeu a terra, e fenderam-se as pedras.

 

HINOS SUGERIDOS: 202, 545, 592 da Harpa Cristã

 

OBJETIVO GERAL

Explicitar que temos a liberdade de entrar no "Lugar Santíssimo”.

 

 

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Destacar o véu do Lugar Santíssimo;

Mostrar o propósito do véu interior;

Salientar como era o Lugar Santíssimo.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Apresentar uma vida de serviço e adoração a Deus no Lugar Santo era o dever do sacerdote. Foi o que vimos na lição passada. Entretanto, o sumo sacerdote tinha uma função especial e importantíssima: a de apresentar o sacrifício por si mesmo e por toda nação. Na lição desta semana, enfatizaremos a importância do Lugar Santíssimo e seu papel pedagógico e espiritual na vida da nação de Israel. Esse lugar representava o local onde Deus respondia ao seu povo. Hoje, não temos mais o véu que nos separa da presença de Deus nem precisamos de um sumo sacerdote para apresentar sacrifícios pelos nossos pecados. O nosso Senhor e Salvador Jesus já fez tudo isso por nós. Ele é o Sumo Sacerdote perfeito.

 

PONTO CENTRAL

O véu da separação foi rasgado e, hoje, temos liberdade e comunhão com Deus.

INTRODUÇÃO

O Lugar Santíssimo era o local mais reservado do Tabernáculo. Ele representava a plenitude da presença de Deus que habitava entre o povo de Israel. Por isso, nesta lição, estudaremos a posição do véu no Lugar Santíssimo, o propósito desse véu e a dimensão do Lugar Santíssimo, bem como a sua relação com a obra expiatória de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. De fato, é uma lição que edificará a nossa vida.

 

I - O VÉU DO LUGAR SANTÍSSIMO

 

1. O véu como barreira ao livre acesso à Presença de Deus.

O véu era uma cortina feita de linho fino branco entretecido com fios de cores azul, púrpura e carmesim. O propósito desse véu era separar o Lugar Santíssimo, no qual estava a Arca da Aliança (Êx 26.33), do Lugar Santo. No Lugar Santíssimo só podia entrar o Sumo Sacerdote, e somente uma vez ao ano, no dia da Expiação. O israelita comum não podia entrar nesse lugar, o que demonstra que o véu era uma barreira para o homem comum.

 

A narrativa bíblica revela o significado especial do ato, de quando Jesus estava na cruz, expiando o nosso pecado. Ele ministrou intercessoriamente por nós por meio de seu sangue no “Lugar Santíssimo”, rasgando o véu da separação. A ministração de Cristo foi em favor de todo o mundo e não apenas por uma parcela especial ou étnica da humanidade (Hb 9.11-14 cf. Jo 3.16).

 

2. O véu tinha um bordado especial com a figura de querubins (Êx 26.31).

Deus ordenara que se bordassem no véu, à mão, as figuras de querubins. Uma pergunta relevante cabe aqui: qual a razão desses querubins serem bordados no véu? A Bíblia registra a história da rebelião de um querubim presunçoso e orgulhoso que desejava ser igual a Deus. Mas ele foi expulso para sempre da presença do Altíssimo (Ez 28.14). O nome desse querubim, hoje, é Satanás, o anjo que rebelou-se contra Deus e, também, levou com ele uma parte dos seres angelicais.

 

As figuras de querubins bordadas no véu lembram ao homem que o Trono de Deus está cercado desses seres angelicais, refletindo a santidade do Altíssimo. Eles também foram esculpidos sobre o Propiciatório com as asas voltadas para a Arca da Aliança com o objetivo de protegê-la (Êx 25.18).

 

3. O véu e o trançado de seus fios.

Para nós, o tabernáculo e seus móveis sagrados tipificam o Senhor Jesus. Logo, podemos destacar o seguinte: os tecidos que constituíam o véu que demarcava o Lugar Santo e o Santíssimo é símbolo do caráter santo e pleno de nosso Senhor. Assim, a cor azul aponta para a sua divindade; a púrpura, para a sua realeza; a branca, para sua santidade; o carmesim, para a sua obra expiatória por toda a humanidade. Ainda, o escritor aos Hebreus traz uma imagem forte e viva do véu, juntamente com seus fios trançados, que representava, na “carne” de Cristo, a união da natureza humana e divina de nosso Senhor: “Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no Santuário, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne” (10.19,20).

 

SÍNTESE DO TÓPICO I

O véu tinha um bordado especial com a imagem de querubins, era trançado em linho fino e uma barreira ao livre acesso a Deus.

 

 

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO

 

Você pode iniciar a aula fazendo a seguinte pergunta: Qual a diferença entre o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo? Com essa pergunta, a ideia é  ligar o tema da lição anterior ao tema presente a fim de que a exposição desta lição faça uma diferença clara entre os dois lugares do Tabernáculo.

 

Para ilustrar a aula, você pode reaproveitar a imagem panorâmica do Tabernáculo que usamos na primeira lição deste trimestre.

 

II - O PROPÓSITO DO VÉU INTERIOR

 

1. O véu era um símbolo da presença de Deus no Lugar Santíssimo.

Ora, ninguém podia ver a Deus e continuar vivo (Êx 33.20), mas os homens podiam ver o véu que indicava a presença divina no outro lado. Em Hebreus, o véu tipifica a “carne” de Cristo, que encobria a presença divina em seu corpo (1 Tm 6.16; Jo 1.18; 14.9; Col 1.15,16).

 

2. O véu: um impeditivo ao acesso à presença de Deus (Lv 16.2; Hb 9.8). A separação que o véu interior fazia dos dois lugares sagrados, o Lugar Santo e Lugar Santíssimo, demarcava também os lugares de atuação dos sacerdotes. No Lugar Santo, era permitida a entrada dos sacerdotes comuns; no Santíssimo, a do sumo sacerdote.

 

3. O véu indicava o caminho à presença de Deus.

Sabemos que o sumo sacerdote podia entrar no lugar santíssimo, não por méritos pessoais nem pela formosura do véu, senão mediante o sangue da expiação (Lv 16.15). A única função dele era expiar o próprio pecado e o do povo. Por isso, toda a orientação divina quanto à pureza do sumo sacerdote e de sua casa era rigorosa.

 

Hoje, a obra expiatória de Jesus é o único meio que temos para achegar-nos à presença de Deus (Ef 2.8,9; Hb 10.19,20). Graças ao nosso amado Senhor, já não há mais separação nem muro entre nós e Deus, pois Cristo é o perfeito mediador entre Deus e os homens (1 Tm 2.5).

SÍNTESE DO TÓPICO II

O véu interior tinha o propósito de ser o símbolo da presença de Deus no Lugar Santíssimo, o impeditivo direto à presença divina e a indicação do caminho para Deus.

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

 

A revelação das Escrituras Sagradas mostra para nós que a salvação pela graça, hoje, é uma doutrina clara e límpida, pois "no Novo Testamento, a ‘graça', como o dom imerecido mediante o qual as pessoas são salvas, aparece primariamente nos escritos de Paulo. É um ‘conceito central que expressa mais claramente seu modo de entender o evento da salvação... demonstrando livre graça imerecida. O elemento da liberdade ... é essencial'. Paulo enfatiza a ação de Deus, e não a sua natureza. ‘Ele não fala do Deus gracioso; fala da graça concretizada na cruz de Cristo'. Em Efésios 1.7, Paulo afirma: ‘Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça', pois ‘pela graça sois salvos' (Ef 2.5,8)” (HORTON, M. Horton (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2018, p.344-45).

 

Acerca do Véu

Na língua hebraica o vocábulo “véu” é paroketh que advêm de uma raiz que significa “separar”. No Novo Testamento esse mesmo vocábulo é katapetasma, que representa o véu interior, ou seja, a cortina entre o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo.

 

III - COMO ERA O LUGAR SANTÍSSIMO?

 

1. O Lugar Santíssimo tinha o formato quadrangular.

O Lugar Santíssimo é conhecido também como o "Santo dos Santos”. Um lugar quadrangular, na forma de um cubo, que media dez côvados de altura, dez de largura e dez de comprimento.

 

É importante destacar, aqui, que as medidas do Lugar Santíssimo, no sistema decimal, possuem números diferenciados, uma vez que pesos, medidas e valores hebraicos são obscuros, e o resultado sempre produz algumas pequenas diferenças numéricas. De acordo com a Bíblia de Estudo Pentecostal, um côvado equivalia à medida de dois palmos ou ao tamanho de nosso antebraço, o equivalente, portanto, a 45 centímetros. Era menor que o Lugar Santo. O Lugar Santíssimo tipificava o Trono de Deus em Israel.

 

2. O lugar continha apenas um mobiliário.

A Arca da Aliança. A Arca da Aliança tipificava a plenitude da presença de Deus: sua santidade, glória e majestade. Ali, Deus habitava entre o seu povo!

 

No Novo Testamento, essa imagem revela o que Paulo escreveu aos efésios: "para que Cristo habite, pela fé, no vosso coração; a fim de, estando arraigados e fundados em amor, poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus” (Ef 3.17-19).

 

3. O que podemos aprender por Trono de Deus e a importância do Lugar Santo?

O Lugar Santo era a antessala do Lugar Santíssimo; o que mostra o caráter santo da presença de Deus representada na Arca da Aliança, porque o Deus Santo e glorioso ali estava.

 

Não percamos de vista a dimensão da santidade e da glória de Deus. Sejamos santos e não desprezemos o sacrifício de nosso Senhor Jesus (Hb 10.26,27). Cuidado! A Palavra de Deus nos alerta que o nosso adversário “anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar” (1 Pe 5.8). Vigiemos! Temamos ao Deus santo e glorioso!

 

SÍNTESE DO TÓPICO III

O Lugar Santíssimo era um lugar de formato quadrangular em que estava a Arca da Aliança.

 

SUBSÍDIO VIDA CRISTÃ

“Há um processo de santificação do espírito humano. Pouco importando o que você diga, se o seu espírito não for completamente santificado, você sempre estará em perigo. É aquela situação em que o diabo tem a chance de trabalhar em você.

 

Portanto, somos ensinados a estar em santificação, na qual os rudimentos, impurezas, os afetos descomedidos e as corrupções acabam por causa da incorrupção permanente. Na santificação, todos os tipos de luxúria perdem seu poder.

 

Este é o plano. Somente nesta busca ideal é que Deus nos abençoa em nosso estado de purificação para que deixemos nossa posição terrena e subamos com Ele em glória. Os santos de Deus, à medida que avançam em perfeição e santidade, entendendo a mente do Espírito de vida, são levados a um lugar muito abençoado - o lugar de santidade, o lugar de inteira santificação, o lugar onde Deus é entronizado no coração.

 

A mente santificada está tão concentrada no poder de Deus, que o santo pensa nas coisas que são puras e vive sob predomínio santo, em que ele experimenta diariamente o poder e a liberdade de Deus” (WIGGLESWORTH, Smith. Devocional. Série: Clássicos do Movimento Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, pp.134-35).

 

 

 

CONCLUSÃO

Nesta lição, percorremos o Lugar Santíssimo. Ele representa a presença santíssima e gloriosa de Deus no meio do seu povo. Esse lugar, especial e único do Tabernáculo, mostra o que o Senhor Jesus Cristo, o Sumo Sacerdote Perfeito, fez ao rasgar o véu da separação. Diferentemente daqueles dias, onde o Lugar Santo não era aberto a todas as pessoas, hoje, por meio da obra de Cristo, podemos entrar ao trono de Deus com ousadia e confiança.

 

PARA REFLETIR

A respeito da lição “O Lugar Santíssimo”, responda:

• Como era o véu do Lugar Santíssimo?

O véu era uma cortina feita de linho fino branco entretecido com fios de cores azul, púrpura e carmesim.

 

• O que as figuras dos querubins bordadas no véu lembram? as figuras de querubins bordadas no véu lembram ao homem que o Trono de Deus está cercado desses seres angelicais, refletindo a santidade do Altíssimo.

 

• Em Hebreus, o que o véu tipifica?

Em Hebreus, o véu tipifica a “carne” de Cristo, que encobria a presença divina em seu corpo.

 

• Qual o único meio, ou caminho, pelo qual podemos entrar na pre­sença de Deus?

A obra expiatória de Jesus é o único meio que temos para achegar-nos à presença de Deus (Ef 2.8,9; Hb 10.19,20).

 

• Como devemos nos portar como filhos de Deus? Como filhos de Deus não podemos perder de vista a santidade e a glória de Deus.

 

 

 

 

 

Lição 9 - A Arca da Aliança

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Lições Bíblicas do 2° trimestre de 2019 - CPAD | Classe: Adultos | Data da Aula: 2 de Junho 2019.

TEXTO ÁUREO

“Pendurarás o véu debaixo dos colchetes e trarás para lá a arca do Testemunho, para dentro do véu; o véu vos fará separação entre o Santo Lugar e o Santo dos Santos.” (Êx 26.33 - ARA)

 

Verdade Prática

Por meio de Cristo Jesus, podemos encontrar-nos com o Deus santo e misericordioso.

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Êx 37.1-5: A construção da Arca da Aliança

Terça - Dt 10.1-5: A Arca da Aliança guardava a Lei de Deus

Quarta - Dt 10.8: A tribo de Levi é vocacionada para conduzir a Arca

Quinta - Hb 6.18-20: Jesus, o nosso Sumo Sacerdote

Sexta - Hb 9.15-20: A obra perfeita de Cristo

Sábado - Nm 7.89: A voz de Deus vinha de cima do propiciatório da Arca

 

 

 

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Êxodo 25.10-22

 

10 - Também farão uma arca de madeira de cetim; o seu comprimento será de dois côvados e meio, e a sua largura, de um côvado e meio, e de um côvado e meio, a sua altura.

11 - E cobri-la-ás de ouro puro; por dentro e por fora a cobrirás; e farás sobre ela uma coroa de ouro ao redor;

12 - e fundirás para ela quatro argolas de ouro e as porás nos quatro cantos dela: duas argolas num lado dela e duas argolas no outro lado dela.

13 - E farás varas de madeira de cetim, e as cobrirás com ouro,

14 - e meterás as varas nas argolas, aos lados da arca, para se levar com elas a arca.

15 - As varas estarão nas argolas da arca, e não se tirarão dela.

16 - Depois, porás na arca o Testemunho, que eu te darei.

17 - Também farás um propiciatório de ouro puro; o seu comprimento será de dois côvados e meio, e a sua largura, de um côvado e meio.

18 - Farás também dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório.

19 - Farás um querubim na extremidade de uma parte e o outro querubim na extremidade da outra parte; de uma só peça com o propiciatório fareis os querubins nas duas extremidades dele.

20 - Os querubins estenderão as suas asas por cima, cobrindo com as suas asas o propiciatório; as faces deles, uma defronte da outra; as faces dos querubins estarão voltadas para o propiciatório.

21 - E porás o propiciatório em cima da arca, depois que houveres posto na arca o Testemunho, que eu te darei.

22 - E ali virei a ti e falarei contigo de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins (que estão sobre a arca do Testemunho), tudo o que eu te ordenar para os filhos de Israel.

 

HINOS SUGERIDOS: 252, 267, 293 da Harpa Cristã

 

OBJETIVO GERAL

Refletir a respeito da Arca da Aliança no Tabernáculo.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Descrever a Arca da Aliança;

Explicar a simbologia do propiciatório;

Discorrer a respeito dos elementos sagrados dentro da arca.

 

• INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Prezado (a) professor (a), na lição deste domingo estudaremos a respeito da Arca da Aliança, uma peça que ficava em um compartimento mais reservado, o Lugar Santíssimo. A Arca representava o trono de Deus e a sua presença em meio ao seu povo. Uma vez por ano, o sumo sacerdote se colocava diante dela para aspergir sangue sobre o propiciatório, sua tampa, como expiação pelos pecados do povo, pois todo o Tabernáculo tinha como propósito mostrar o sacrifício perfeito de Cristo em favor dos pecados da humanidade. Com o passar dos anos, os israelitas fizeram um uso errado da Arca. Eles passaram a vê-la como uma espécie de amuleto, uma garantia incondicional do favor e do poder de Deus. Então, o Senhor permitiu que a Arca fosse levada pelos filisteus e colocada na casa de Dagom (1 Sm 5.1,2). Este foi um dia de muita tristeza e dor para o povo de Deus.

 

 

 

PONTO CENTRAL

A Arca da Aliança era a peça mais valiosa do Tabernáculo.

 

INTRODUÇÃO

Até aqui, analisamos de maneira compartimentada o espaço do Tabernáculo. Passamos pelo Pátio, pelo Lugar Santo e pelo Lugar Santíssimo. Agora, encontramo-nos no Lugar Santíssimo. Nesta lição, o nosso objeto de estudo é a Arca da Aliança que ficava no “Santo dos santos”. Veremos algumas lições espirituais que há de edificar nossas vidas.

 

I - A DESCRIÇÃO DA ARCA DA ALIANÇA (ÊX 25.10)

 

1. Os nomes da arca.

A designação hebraica dada à arca significa “cofre, casa de madeira, baú”. Nas Escrituras Sagradas, diferentes nomes identificam esse precioso objeto: a Arca de Deus, a Arca do Senhor, a Arca da Aliança, a Arca do Testemunho (1 Sm 4.11; Js 3.13; Nm 14.44; Nm 7.89). Era a peça mais valiosa e importante do Tabernáculo porque ocupava o primeiro lugar da vida espiritual de Israel.

 

2. A construção da arca (Êx 25.10,11).

Objeto mais valioso e santo do Tabernáculo, a arca da aliança foi construída de maneira especial. Madeira de cetim (ou acácia) e revestimento com ouro puro, tanto por dentro quanto por fora, foram os materiais nobres usados para a construção da peça. Sua forma era retangular e suas medidas eram de 2,5 côvados de comprimento, 1,5 de largura e 1,5 de altura (1,25m de comprimento, 75cm de largura e 75cm de altura: estes são valores aproximados).

 

Como a madeira de acácia não ficava exposta, e o que se podia ver era o dourado da arca, a imagem faz uma perfeita tipologia das duas naturezas de Jesus Cristo, verdadeiro homem e verdadeiro Deus. Essa doutrina é uma das mais importantes da fé cristã.

 

 

 

3. O símbolo das duas naturezas de Cristo.

O ouro simboliza a divindade de Jesus e a madeira, sua humanidade (Hb caps. 1 e 2). Símbolo da plenitude da presença de Deus entre o povo judeu, a arca aponta para uma verdade revelada no Novo Testamento acerca do nosso Salvador: “porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Cl 2.9). Ou seja, Cristo é o Emanuel, isto é, o “Deus conosco”, o verbo que se fez carne e habitou entre nós (Mt 1.23; Is 7.14; 9.6; Jo 1.14). O apóstolo Paulo ainda escreve: “E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Aquele que se manifestou em carne” (1 Tm 3.16).

 

É uma verdade consoladora saber que hoje temos, à destra de Deus, um Sumo Sacerdote que sabe o que se passa com a nossa vida, e ainda compadece-se por ela (Hb 4.15). Portanto, não hesite em chegar ao trono da graça com confiança (Hb 4.16)!

 

SÍNTESE DO TÓPICO I

A Arca da Aliança representava a presença de Deus no meio do seu povo.

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO-BIBLIOLÓGICO

Professor (a), sugerimos que reproduza e amplie a ilustração da Arca. Caso seja possível você poderá adquirir uma miniatura em lojas de artigos evangélicos. A ilustração ou o objeto atrai a atenção dos alunos e facilita a aprendizagem. Depois, leia para a classe e comente o seguinte subsídio: “A Arca do Testemunho era o ponto central e o foco principal para todo o Israel. Dentro do Tabernáculo ela ficava no Santo dos Santos, onde apenas o sumo sacerdote poderia entrar uma vez por ano, no Dia da Expiação, para aspergir o sangue da Expiação sobre o Propiciatório. Quando Israel viajava, a Arca teria de ir coberta para ser protegida dos olhares do povo. Era carregada nos ombros dos sacerdotes, mostrando o caminho a seguir. Seguiam a nuvem durante o dia e a coluna de fogo à noite. [...] Onde quer que estivessem os filhos de Israel, certos estavam de que o Senhor era com eles. Para seguir adiante, tudo o que tinham a fazer era olhar para o alto e ver a nuvem que pairava sobre a Arca. Desta maneira o Senhor sempre lhes provia um lugar de descanso (Nm 10.33-36)” (SPRECHER, Alvin. Estudo Devocional do Tabernáculo no Deserto: O lugar do seu Encontro com Deus. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2002, p.145).

 

II - O PROPICIATÓRIO DA ARCA (Êx 25.17-21)

 

1. A tampa da arca.

A tampa de madeira de acácia que ficava sobre a arca era denominada “Propiciatório”. Era adornada com a figura de dois querubins de ouro - um em frente do outro. Suas asas permaneciam abertas e voltadas para o centro da arca. Era uma obra belíssima.

 

2. A simbologia da tampa da arca (Êx 25.17,21,22).

O sentido simbólico da tampa era o de “cobrir” algo valioso; figura de proteção aos elementos que estavam no interior da Arca: as Tábuas da Lei, a vara que floresceu e um vaso com o maná do deserto. É preciso ressaltar que a palavra grega usada para “propiciação” em Hebreus tem o significado de “trono de misericórdia”. Logo, o propiciatório da arca remonta ao valor misericordioso do sangue da expiação oferecida pelo nosso Senhor, conforme o apóstolo Paulo escreveu: “sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus, ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus” (Rm 3.24,25).

 

3. A simbologia dos querubins alados sobre o propiciatório (Êx 25.18; Hb 9.5).

Os querubins representam simbolicamente a majestade divina e a deidade do Todo-Poderoso. São seres que também aparecem nas visões do profeta Ezequiel (Ez cap. 4) e nas visões do apóstolo João, na Ilha de Patmos (Ap cap. 1). A função básica deles é a de proteger o Trono de Deus. Por isso, a imagem dos querubins reflete um aspecto protetor, ressaltando o compromisso deles de guardarem a Lei de Deus. Assim, misericórdia, graça e fidelidade são virtudes presentes na arca, mostrando que Deus sempre se interessou em amar e proteger o seu povo (Êx 25.20; Sl 89.1,2).

 

SÍNTESE DO TÓPICO II

O propiciatório tinha como finalidade cobrir algo valioso e apontava para o valor misericordioso do sangue de Jesus oferecido em nosso favor.

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 

 

“A Arca tinha uma tampa chamada de propiciatório ou cobertura. Ela era idêntica em comprimento e largura à Arca, e era de madeira de acácia coberta de ouro.

 

Nas extremidades da tampa estavam colocados dois querubins, provavelmente de ouro batido como era o castiçal. Estes querubins muito provavelmente tinham uma forma humana, com a exceção de suas asas, embora alguns estudiosos entendam Ezequiel 1.1-14 como uma descrição geral de sua aparência. Eles são sempre retratados como estando em pé e com as faces voltadas um para o outro, olhando para o propiciatório com as suas asas estendidas por cima.

 

Era entre estes querubins que habitava a glória do Senhor. Esta era uma manifestação visível da presença do Senhor entre seu povo. Pelo fato da Arca ser o lugar da habitação divina, nenhum homem comum podia comparecer diante do propiciatório, e nem mesmo o sumo sacerdote podia comparecer diante da Arca por sua própria conta ou sem o sangue do sacrifício. A penalidade por fazê-lo era a morte” (SPRECHER, Alvin. Estudo Devocional do Tabernáculo no Deserto: O lugar do seu Encontro com Deus. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2002, p.145).

 

III - OS ELEMENTOS SAGRADOS DENTRO DA ARCA

Como mencionamos anteriormente, três principais objetos estavam no interior da arca:

 

1. As tábuas da Lei (Êx 25.16,21; Dt 10.1-5).

Pelo poder divino, Deus esculpiu em duas tábuas a sua Lei para Israel. Aqui, estamos nos referindo às segundas tábuas da Lei (cf. Dt 10.1-5), pois as primeiras foram quebradas por Moisés depois de o povo israelita praticar a idolatria com o Bezerro de Ouro (Êx 32.19,20). Entretanto, as tábuas guardadas na arca foram uma segunda cópia produzida pelo próprio Deus. Assim, elas estariam protegidas e seus princípios norteariam o povo.

 

2. Um vaso com o maná do deserto (Êx 16.33-35).

Originalmente, quando o maná ficava de um dia para o outro, apodrecia (Êx 16.19,20). Porém, o maná contido na arca da aliança não sofria qualquer tipo de deterioração. Isso sinalizava a provisão do Deus Altíssimo para o seu povo. Da mesma forma, essa imagem aponta para o Senhor Jesus como o maná celestial, o “pão vivo” que nutre e sustenta a sua Igreja. O nosso Senhor foi quem disse: “Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome” (Jo 6.35). Portanto, “coma” desse pão e alimente-se da verdadeira vida!

 

3. A vara que floresceu (Nm 17.1-10).

Quando houve a rebelião contra Arão, promovida por Coré, Deus mandou Moisés apanhar doze varas, e escrever o nome de cada tribo em cada uma delas. Entretanto, concernente à vara da tribo de Levi, o nome que deveria ser inscrito, nela, era o de Arão. Pela manhã, diferentemente das outras varas, a de Arão havia florescido, e os chefes das outras tribos tiveram de reconhecer a escolha de Arão como o ungido de Deus para exercer o sacerdócio em Israel. Essa vara serviria de uma memória ao povo de Israel quanto à escolha de Deus ao ministério sacerdotal. Esse milagre mostra, com clareza, que o Altíssimo é quem designa seus ministros para uma grande obra. Ele é o dono de tudo e age segundo o seu maravilhoso propósito (Rm 8.28-30; 1 Co 1.26,27).

 

SÍNTESE DO TÓPICO III

Dentro da Arca da Aliança havia as tábuas da Lei, um vaso com o maná do deserto e a vara que floresceu.

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 

 

“O conteúdo da Arca

As tábuas da Lei. ‘Na arca porás o documento da aliança que te darei' (Êx 25.16). Como as tábuas da Lei representavam a vontade de Deus para com o povo de Israel, elas apontavam para Jesus, que tinha a vontade de Deus no seu coração (Sl 40.8). Também apontavam para o crente (Jr 31.33).

 

Moisés, ao descer do monte Sinai, indignado com a idolatria do povo, quebrou as tábuas escritas por Deus (Êx 32.19).

 

A vara de Arão. Essa vara, florescida, fala da ressurreição de Cristo, e também de um ministério aprovado que dá flores e frutos (Nm 17.5-9).

 

A justiça e o juízo, simbolizados pelas tábuas da Lei e pela vara de Arão, não permitiam a presença do pecador. A graça e a misericórdia vieram por Cristo em esplendor e glória, ‘porque a Lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade por meio de Jesus Cristo' (Jo 1.17).

 

Jesus percorreu o caminho da glória ao pó da morte, ou seja, do Propiciatório, de entre os querubins da glória, até o altar de bronze, a cruz do Calvário, e o percorreu também de volta, aspergindo o seu sangue em todos os lugares, até o trono de Deus.

 

O maná. Colocado num vaso dentro da Arca, o maná indica a provisão de Deus para o seu povo (Êx 16.32-34). O maná, por sua vez, apontava para a pessoa de Jesus (Ap 2.17).

 

A Arca da Aliança, que ocupava posição privilegiada dentro do Santo dos Santos, é a primeira peça do Tabernáculo mencionada por Deus a Moisés. A sua grande importância está em que ela formava a base do trono do Senhor. O seu próprio nome dá uma ideia da sua importância. Uma arca destina-se a guardar algo de valor, e no caso desta, estamos considerando-a o repositório de nada menos que os elementos representativos da aliança firmada entre o Senhor e o seu povo” (ALMEIDA, Abraão. O Tabernáculo e a Igreja: Suas Características, Tipologia e Significado Espiritual (3.ed. Rio de Janeiro: CPAD, pp.56-58).

 

CONCLUSÃO

Nesta lição, vimos que arca da aliança era um grande símbolo da presença de Deus entre o seu povo, e que nos aponta para a obra completa de Jesus Cristo para sua Igreja. Nestes últimos dias, o Senhor nos deixou o Consolador. Não precisamos mais carregar uma arca para desfrutar da presença de Deus, pois o Espírito Santo habita em nós.

 

PARA REFLETIR

A respeito da lição “A Arca da Aliança”, responda:

• Por que a arca era a peça mais valiosa e importante do Tabernáculo? Era a peça mais valiosa e importante do Tabernáculo porque ocupava o primeiro lugar da vida espiritual de Israel.

 

• Que tipologia perfeita a madeira de acácia e o dourado da arca faz? O ouro simboliza a divindade de Jesus e a madeira, sua humanidade (Hb caps. 1 e 2).

• Como era denominada a tampa de madeira de acácia que ficava sobre a arca?

Propiciatório.

• Segundo a lição, o que o propiciatório da arca remonta?

O propiciatório da arca remonta ao valor misericordioso do sangue da expiação oferecida pelo nosso Senhor, conforme o apóstolo Paulo escreveu: “Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus, ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus” (Rm 3.24,25).

• Cite os três elementos presentes no interior da arca.

 

Lição 10 - O Sistema de Sacrifícios

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Lições Bíblicas do 2° trimestre de 2019 - CPAD | Classe: Adultos | Data da Aula: 9 de Junho 2019.

TEXTO ÁUREO

“Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus, ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus.” (Rm 3.25)

Verdade Prática

Jesus Cristo executou, na cruz, o sacrifício perfeito, obtendo, por meio de seu sangue, e de uma vez por todas, a redenção eterna para todos os que creem nEle.

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Lv 6.8-13; Hb 10.4-10: A oferta de holocaustos

Terça - Lv 6.14-23: A oferta de manjares

Quarta - Lv 7.11-21: A oferta pacífica

Quinta - Lv 6.24-30: A oferta pela expiação do pecado

Sexta - Lv 7.1-10: A oferta pela expiação da culpa

Sábado - Lv 16.1-23: O grande Dia da Expiação

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Levítico 1.1-3; 2.1-3; 3.1,2; 7.1,2; 1 João 2.1,2

 

Levítico 1.1-3:

1 - E chamou o SENHOR a Moisés e falou com ele da tenda da congregação, dizendo:

2 - Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando algum de vós oferecer oferta ao SENHOR, oferecereis as vossas ofertas de gado, de vacas e de ovelhas.

3 - Se a sua oferta for holocausto de gado, oferecerá macho sem mancha; à porta da tenda da congregação a oferecerá, de sua própria vontade, perante o SENHOR.

 

2.1-3:

1 - E, quando alguma pessoa oferecer oferta de manjares ao SENHOR, a sua oferta será de flor de farinha; nela, deitará azeite e porá o incenso sobre ela

2 - E a trará aos filhos de Arão, os sacerdotes, um dos quais tomará dela um punhado da flor de farinha e do seu azeite com todo o seu incenso; e o sacerdote queimará este memorial sobre o altar; oferta queimada é, de cheiro suave ao SENHOR.

 

3 - E o que sobejar da oferta de manjares será de Arão e de seus filhos; coisa santíssima é, de ofertas queimadas ao SENHOR.

 

3.1,2:

1 - E, se a sua oferta for sacrifício pacífico, se a oferecer de gado macho ou fêmea, a oferecerá sem mancha diante do SENHOR.

2 - E porá a sua mão sobre a cabeça da sua oferta e a degolará diante da porta da tenda da congregação; e os filhos de Arão, os sacerdotes, espargirão o sangue sobre o altar, em roda.

 

7.1,2:

1 - E esta é a lei da expiação da culpa; coisa santíssima é.

2 - No lugar onde degolam o holocausto, degolarão a oferta pela expiação da culpa, e o seu sangue se espargirá sobre o altar em redor.

 

1 João 2.1,2

1 - Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo.

2 - E ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo.

 

HINOS SUGERIDOS: 20, 287, 380 da Harpa Cristã

 

 

 

OBJETIVO GERAL

Apresentar as diferentes ordens cerimoniais que constituem o sistema de sacrifícios estabelecido em Israel.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Explicar o que era oferta voluntária do Holocausto;

Ressaltar o que representava a oferta de manjares;

Conceituar a oferta pacífica, a oferta pelo pecado e o Dia da Expiação.

 

  • INTERAGINDO COM O PROFESSOR

A lição desta semana destaca a funcionalidade dos sacrifícios designados por Deus para compor o complexo sistema de sacrifícios no Antigo Testamento. As ordenanças quanto aos cerimoniais deveriam ser seguidas à risca. Esta foi a forma que Deus empregou para ensinar o seu povo que a reconciliação e a comunhão com Ele não poderiam ser tratadas com menor importância. Deveria haver temor e obediência contínuos no cumprimento das suas ordenanças. Entretanto, a Palavra de Deus nos mostra que o sacrifício único de Cristo na cruz do Calvário foi suficiente para apagar os nossos pecados e nos reconciliar com o Criador (2 Co 5.21; 1 Pe 3.18). Portanto, devemos ser gratos a Deus por tão grande amor e bondade.

 

 

PONTO CENTRAL

O sistema de sacrifícios do Antigo Testamento é a representação perfeita do sacrifício de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

 

INTRODUÇÃO

Antes de ser uma resolução de Moisés, o sistema de sacrifícios estabelecido em Israel foi ordenado por Deus. Os livros de Êxodo e Levítico apresentam, com precisão, as instruções sobre como eles deveriam ser apresentados a Deus dentro do Tabernáculo. Nesta lição, veremos como esse sistema foi praticado e desenvolvido até que chegasse ao supremo e suficiente sacrifício de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo: a expiação do Calvário.

 

I - A OFERTA VOLUNTÁRIA: O HOLOCAUSTO (Lv 1.1-3)

 

  1. O conceito de holocausto.

A palavra “holocausto”, no hebraico, olah, significa “levantar, fazer subir, que ascende”. Vimos esse conceito em lição anterior, mas em relação ao altar do holocausto. Aqui, estamos analisando a apresentação do próprio sacrifício de holocausto. Nesse sentido, essa oferta era apresentada pelo sacerdote no altar, de onde um “cheiro suave” subia “às narinas de Deus”. Era um modo antropomórfico; isto é, uma figura tipicamente humana para referir-se a Deus.

 

  1. O que era a oferta de holocausto?

Basicamente, a oferta apresentada no altar do holocausto podia ser de animais como boi, ovelha, cabra, pombinhos ou rolinhas. Cada vítima era queimada no altar. Era um tipo de sacrifício que apontava para a vítima perfeita: o Cordeiro de Deus “que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29 cf. Is 52.13-15; Fp 2.5-8; Hb 12.2,3).

 

 

 

  1. Uma oferta voluntária.

A oferta tinha um caráter voluntário (Lv 1.3). O objetivo do holocausto era que Deus aceitasse o ofertante. Essa aceitação dependia de a oferta apresentada pelo sacerdote ser aceita diante de Deus. Assim, o ofertante colocava a mão sobre a cabeça da vítima a ser sacrificada, transferindo, para si, os benefícios do sacrifício: a expiação dos pecados. O animal era imolado fora da tenda e, em seguida, conduzido ao altar dos holocaustos.

 

  1. O sacrifício de Cristo foi um “holocausto” agradável ao Pai.

Dois textos bíblicos expressam essa verdade. Efésios 5.2 diz: “Cristo vos amou e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave”. E também Hebreus 9.13,14: “porque, se o sangue dos touros e bodes e a cinza de uma novilha, esparzida sobre os imundos, os santificam, quanto à purificação da carne, quanto mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará a vossa consciência das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo?”. Trata-se, pois, de uma imagem perfeita de como fomos reconciliados com o Pai mediante o sacrifício de seu amado Filho (2 Co 5.19).

 

SÍNTESE DO TÓPICO I

O holocausto era a imagem perfeita de como fomos reconciliados com o Pai mediante o sacrifício de seu Filho amado, Jesus.

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO

 

 

A aula desta semana é uma excelente oportunidade para que seus alunos conheçam a aplicabilidade de cada cerimonial de sacrifício instituído na Lei mosaica. Neste caso, à medida que você destacar a importância do holocausto como imagem perfeita do sacrifício de Cristo na cruz do Calvário, é fundamental que seus alunos visualizem como acontecia este cerimonial. Para tanto, pesquise na internet, ou revistas, e leve para a sala de aula imagens ou figuras que representem o momento do holocausto  realizado pelo sacerdote. Sugiro para o seu estudo o Novo Manual de Usos e Costumes dos Tempos Bíblicos, especificamente, o capítulo que trata a respeito da religião; e o livro Tempos do Antigo Testamento: um contexto Social, Político e Cultural.

 

II - A OFERTA DE MANJARES (Lv 2.1-3)

 

  1. O significado da oferta.

Essa oferta representava a gratidão do hebreu pela fecundidade da terra. Ele tirava os cereais comestíveis e oferecia-os ao Senhor como “um sacrifício de manjares”. Essa imagem nos fala de como devemos apresentar o fruto do nosso trabalho diante de Deus. Não podemos nos apresentar perante Ele de mãos vazias (Mt 25.14-30).

 

  1. Como era a oferta de manjares?

Essa oferta também era chamada de “Festa das Primícias” (2.12-16). Ela compunha-se de grãos novos e macios colhidos na primeira colheita. Essa oferta também era feita de farinha fina misturada com azeite. Sabemos, pela Bíblia, que o azeite é um dos símbolos do Espírito Santo (Zc 4.2-6; Êx 30.31). Essa oferta faz-nos lembrar da importância de vivermos uma vida dependente do Espírito Santo. Que possamos, na força do Espírito, fazer as mesmas obras que o nosso Senhor fez (At 10.38).

 

  1. A oferta aponta para um alimento espiritual.

A Palavra de Deus diz que o nosso Senhor é o “pão vivo que desceu do céu”, o trigo que foi moído para se tornar o nosso alimento espiritual (Jo 6.33-35). Logo, da mesma forma que Israel obedeceu à ordenança divina de apresentar a oferta de manjares diante de Deus, nós somos instados, por Cristo, a alimentar-nos dEle. O testemunho do Senhor é verdadeiro (Jo 5.30; 8.28).

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO II

A oferta de manjares representa como devemos apresentar o fruto do nosso trabalho diante de Deus. Não podemos nos apresentar perante Ele de mãos vazias.

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“O próprio cerne da relação do concerto — comunhão entre o Senhor e o seu povo — e o meio da sua realização inicial de Levítico, onde, com respeito aos holocaustos, o Senhor diz: ‘À porta da tenda da congregação [a oferta] trará, para que o homem seja aceito perante o SENHOR'? (Lv 1.3, ARA). [...] O fato de o concerto entre o Senhor e Israel ter sido modelado segundo os pactos do antigo Oriente Próximo em forma e função, permite-nos entender com clareza incomum, a miríade de detalhes relacionados ao culto no Pentateuco. Os sacrifícios e as ofertas tinham o objetivo de demonstrar a subserviência de Israel, expiar as ofensas contra o Soberano, o Senhor, e refletir a harmonia e a índole pacífica da relação estabelecida ou restabelecida.

 

O holocausto e a oferta de manjares (Lv 1-2) serviam para identificar o ofertante como servo do rei, servo que não ousava chegar diante dele de mãos vazias. As ofertas pelo pecado e pela culpa (Lv 4-5) serviam para restabelecer uma relação que fora rompida por causa da desobediência do servo. Elas eram a sua recompensa a um senhor ofendido. As ofertas pacíficas (ou de comunhão, Lv 3) constituíam expressão da ação de graças pelo vassalo a um estado de comunhão que atualmente existia. Eram testemunhos voluntários e não-obrigatórios de um coração  cheio de graças e louvor pela bondade do Senhor” (ZECK, Roy B. Teologia do Antigo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, pp.71,72)

 

III - A OFERTA PACÍFICA, O SACRIFÍCIO PELO PECADO E O DIA DA EXPIAÇÃO (Lv 3.1,2; 7.1,2)

 

  1. O que era a oferta pacífica?

Era um sacrifício em que o ofertante imolava o animal, tirando porções especiais e separando-as do sangue e da gordura do animal. Em seguida, o sacerdote espargia o sangue do animal imolado ao redor do altar, em sinal da propiciação pela vida do pecador. Depois, os miúdos do animal eram queimados no fogo do altar e, assim, tanto o sacerdote quanto o ofertante, e sua família, comiam a carne nobre do animal imolado (Lv 2.8,13,16,17). Essa oferta significava, literalmente, “um presente oferecido a Deus”, e denotava a comunhão e a felicidade do ofertante com o Pai.

 

  1. A simbologia da oferta pacífica.

A oferta pacífica aponta para a nossa reconciliação com o Pai. A Palavra de Deus mostra que o nosso Senhor proveu a paz entre o homem e o Criador: “porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse e que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra como as que estão nos céus” (Cl 1.19,20). Isso demonstra que o Senhor foi a oferta pacífica para reconciliar-nos com o Pai, tornando-se assim, a nossa Paz (Is 9.6).

 

  1. O que era a oferta pelo pecado?

Diferentemente das outras oferendas, as ofertas pelo pecado e pela culpa eram obrigatórias. Elas identificavam a natureza pecaminosa do homem; alguém que necessitava apresentar a Deus algo por seus pecados. Esse sacrifício era feito fora do arraial.

 

O animal teria de ser imolado fora do acampamento hebreu. A Bíblia mostra que Nosso Senhor Jesus foi morto fora de Jerusalém, fazendo-se pecado por nós (1 Pe 2.24).

 

  1. O grande dia da expiação.

Levítico 16 narra o mais importante dia para o povo judeu: o dia da Expiação. O dia em que todo judeu devia observar um jejum e não fazer qualquer trabalho. Esse dia é ainda hoje observado por eles como Yom Kippur, o “Dia do Perdão”.

 

O dia da Expiação era a data em que o Sumo Sacerdote apresentava um novilho por si mesmo e por sua família (Lv 16.6) e um bode pelo povo (Lv 16.710) no Santo dos Santos, aspergindo o sangue das vítimas sobre o propiciatório (Lv 16.11-19). O rito representava a mais importante oferta pelo pecado de toda a nação.

 

Esse rito aponta para o nosso grande dia da Expiação, no Calvário, quando Jesus Cristo, nosso Senhor, exclamou na cruz: “Está consumado” (Jo 19.30).

 

SÍNTESE DO TÓPICO III

A oferta pacífica, a oferta pelo pecado e o dia da expiação são expressões clarividentes da graça redentora de Deus manifestada na cruz do Calvário.

 

SUBSÍDIO DE VIDA CRISTÃ

“Em certo sentido, o Senhor foi morto pelos executores romanos. Pedro disse: ‘Vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos' (At 2.23). Mas, em outro sentido, Ele não foi morto, pois entregou voluntariamente sua vida. Jesus disse: ‘Por isso, o Pai me  ama, porque dou a minha vida para tornar a tomá-la. Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar e poder para tornar a tomá-la. Esse mandamento recebi de meu Pai' (Jo 10.17,18). O Senhor morreu voluntariamente, o Pastor entregando a vida pelas ovelhas. Que coisa surpreendente! Ninguém morria de boa vontade nos sacrifícios do Antigo Testamento. Nenhum cordeiro, bode ou ovelha jamais rendeu espontaneamente a sua vida. Mas Jesus fez isso por nós. É maravilhoso poder afirmar: ‘Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito'.

 

Antes de entregar sua vida, Jesus perdoou os inimigos. Deu salvação a um ladrão arrependido. Cuidou de sua mãe. Terminou a obra que Deus lhe dera para fazer. [...] hoje devemos seguir o exemplo de Cristo e perdoar nossos inimigos, pois é possível que venhamos morrer ainda hoje. Não queremos encontrar o Senhor tendo alguma coisa contra quem quer que seja no coração. Queremos chegar à hora da nossa morte havendo compartilhado com outros a salvação” (WIERSBE, Warren W. O Que as Palavras da Cruz Significam Para Nós. 1a ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2001, p.119).

 

 

 

CONCLUSÃO

Nesta lição, vimos o quanto era complexo o sistema de apresentação de ofertas para diversos pecados, e o dia anual de expiação, em que o Sumo Sacerdote apresentava a oferta pela nação inteira. Mas a Palavra de Deus mostra-nos que o sacrifício único de Cristo, no Calvário, foi suficiente para apagar os nossos pecados (2 Co 5.21; 1 Pe 3.18).

 

Valorize a graça de Deus e alegre-se no Espírito Santo por este presente: a salvação.

 

PARA REFLETIR

A respeito da lição “O Sistema de Sacrifícios”, responda:

 

  • Quais animais podiam ser apresentados na oferta de holocaustos? A oferta apresentada no altar do holocausto podia ser de animais como boi, ovelha, cabra, pombinhos ou rolinhas.

 

  • Cite um texto bíblico que aponte o sacrifício de Jesus como um “holocausto” agradável a Deus.

O Cordeiro de Deus “que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29 cf. Is 52.13-15; Fp 2.5-8; Hb 12.2,3).

  • Qual era o significado da oferta de manjares?

Essa oferta representava a gratidão do hebreu pela fecundidade da terra.

 

  • Para quê a oferta pacífica aponta?

A oferta pacífica aponta para a nossa reconciliação com o Pai.

 

  • Para quê o rito da Expiação aponta?

Esse rito aponta para o nosso grande dia da Expiação, no Calvário, quando Jesus Cristo, nosso Senhor, exclamou na cruz: “Está consumado” (Jo 19.30).

 

Lição 11 - O Sacerdócio de Cristo e o Levítico

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Lições Bíblicas do 2° trimestre de 2019 - CPAD | Classe: Adultos | Data da Aula: 16 de Junho 2019.

TEXTO ÁUREO

“Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e feito mais sublime do que os céus.” (Hb 7.26)

Verdade Prática

Nosso grande e único Sacerdote é Jesus Cristo. Ele intercede eficazmente em nosso favor diante do Pai.

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Êx 29.1-34: O sacrifício levítico

Terça - Êx 29.35-46: A santificação de Arão e de seus filhos

Quarta - Êx 39.1-32: A vestimenta sacerdotal

Quinta - Hb 10.1-18: O sacrifício perfeito

Sexta - Hb 7.4-9: O símbolo do sacerdócio eterno de Cristo

Sábado - Hb 10.18-25: O novo e vivo caminho para Deus

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Êxodo 28.1; Levítico 8.22; Hebreus 7.23-28; 1 Pedro 2.9

 

Êxodo 28:

1 - Depois, tu farás chegar a ti teu irmão Arão e seus filhos com ele, do meio dos filhos de Israel, para me administrarem o ofício sacerdotal, a saber: Arão e seus filhos Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar. Levítico 8

22 - Depois, fez chegar o outro carneiro, o carneiro da consagração; e Arão e seus filhos puseram as mãos sobre a cabeça do carneiro;

 

Hebreus 7.23-28:

23 - E, na verdade, aqueles foram feitos sacerdotes em grande número, porque, pela morte, foram impedidos de permanecer;

24 - mas este, porque permanece eternamente, tem um sacerdócio perpétuo.

25 - Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles.

26 - Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e feito mais sublime do que os céus,

27 - que não necessitasse, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiramente, por seus próprios pecados e, depois, pelos do povo; porque isso fez ele, uma vez, oferecendo-se a si mesmo.

 

28 - Porque a lei constitui sumos sacerdotes a homens fracos, mas a palavra do juramento, que veio depois da lei, constitui ao Filho, perfeito para sempre.

 

1 Pedro 2.9:

9 - Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.

 

HINOS SUGERIDOS: 56, 141, 176 da Harpa Cristã

 

 

 

OBJETIVO GERAL

Mostrar a superioridade do sacerdócio de Cristo sobre o levítico.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Explicar o processo de escolha dos sacerdotes;

Descrever a vestimenta sacerdotal para o serviço;

Expor sobre o sacerdócio de Cristo.

 

  • INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Se na lição anterior vimos que o sistema de sacrifícios do Antigo Testamento apontava para o sacrifício do Calvário, nesta veremos que a classe sacerdotal levítica apontava para o sacerdócio perfeito de Cristo Jesus. Nosso Senhor estabeleceu um novo e perfeito sacerdócio, trouxe uma salvação perfeita por intermédio de seu santo ministério e tornou-se o único e verdadeiro mediador entre Deus e os homens. O Senhor Jesus nos reconciliou com o Pai Celestial!

 

 

 

PONTO CENTRAL

O Senhor Jesus é o grande e único sacerdote de seu povo.

 

INTRODUÇÃO

Há uma relação especial entre o sacerdócio levítico e o sacerdócio cristão. Enquanto o levítico foi estabelecido em Arão, o do Novo Testamento foi estabelecido em Cristo, segundo a ordem de Melquisedeque.

 

Nesta lição, veremos como se deu a escolha dos sacerdotes do Antigo Testamento. Veremos também a importância de suas vestimentas como sinal de autoridade para o serviço divino. E, finalmente, mostraremos por que o sacerdócio de Cristo é superior. Ele é o Sumo Sacerdote perfeito!

 

I - A ESCOLHA DOS SACERDOTES (ÊX 28.1)

 

Deus escolheu a linhagem sacerdotal levítica, e não Moisés. Essa escolha indicava a soberania do Senhor para designar obreiros para sua Obra. No ministério cristão, por meio do Espírito Santo, Deus é quem elege líderes para o ministério (At 13.2).

 

  1. Os sacerdotes precisavam pertencer à tribo de Levi.

O Altíssimo ordenou que Moisés contasse os filhos de Israel, excetuando a tribo de Levi, a fim de que os levitas se encarregassem dos ofícios do Tabernáculo (Nm 1.49,50; 3.6). Assim, o sacerdócio de Levi obteve uma posição proeminente entre as demais tribos de Israel (Nm 1.52,53).

 

  1. Características especiais dos levitas.

Aqui, destacaremos duas características especiais dos levitas:

(1) O chamamento específico para o serviço do Tabernáculo;

(2) A unidade, pois todos falavam a mesma língua, defendiam o mesmo comportamento e mantinham a mesma fé. Ambas as características apontam para a importância da unidade da Igreja. A igreja local é o Corpo de Cristo, portanto, o chamamento e a unidade são a sua marca (Jo 17.20,21).

 

 

 

  1. A consagração sacerdotal tinha um só propósito.

Os sacerdotes foram consagrados para servir no Tabernáculo. Separados pelo e para o Senhor, não podiam executar outra atividade que fugisse a esse propósito (Nm 1.50; 3.12). Logo, o método de Deus para os obreiros do Novo Testamento não é diferente: os obreiros do Senhor não se embaraçam “com negócio desta vida” (2 Tm 2.4). Ratificando esse princípio, nosso Senhor declarou que o vocacionado para “arar a terra” não pode olhar para trás (Lc 9.62). É preciso olhar para frente e fazer a obra divina com perseverança e fé (Hb 10.38).

 

SÍNTESE DO TÓPICO I

Para ser sacerdote era necessário pertencer a tribo de Levi, ter um chamamento, viver em unidade e servir no Tabernáculo.

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO

 

 

Após fazer a exposição deste tópico, sugerimos as seguintes perguntas: “O que é chamado?”; “O que é vocação?”; “Você é vocacionado para alguma obra?”

 

É possível que muitos alunos ainda não tenham pensado a respeito da vocação de Deus para suas vidas. Use este tópico para estimulá-los a pensar seriamente sobre isso. Descobrir a nossa vocação, muitas vezes, significa descobrir o sentido da vida. Deus deseja revelar sua vontade à vida de seus alunos.

 

II - VESTIMENTA SACERDOTAL PARA O SERVIÇO

 

  1. Simbologia da vestimenta sacerdotal.

O capítulo 28 de Êxodo descreve a vestimenta sacerdotal para o serviço no Tabernáculo. A vestimenta tinha características especiais e cerimoniais, pois servia de “glória e ornamento” do ministério (Êx 28.2). A vestimenta era um símbolo da autoridade sacerdotal. Além de despertar a atenção do povo, marcava o caráter divino do serviço.

 

  1. A túnica chamada “éfode” (Êx 28.4).

Era uma espécie de avental sem manga que cobria a frente e as costas, unido por tiras em cada ombro e por um cinto (Êx 28.6-8). As tiras tinham engastes de ouro com pedras de ônix, em cada uma tinha a gravação dos nomes dos filhos de israel. Dos engastes de ouro dessas pedras pendia o peitoral. O éfode descia um pouco abaixo da cintura, por cima da túnica de linho até os pés do sacerdote. Por levar sobre os ombros os nomes dos filhos de Israel, o Sumo Sacerdote constituía-se no mediador do povo diante de Deus.

 

  1. O “Urim e Tumim”.

Provavelmente eram uma forma de lançar sortes. No Antigo Testamento, o povo de Deus pedia a orientação divina para tomar cada decisão importante (Nm 26.55,56). Para isso, recorria ao Urim e Tumim. No hebraico, a expressão significa “luzes e perfeições”. Eram pedras colocadas provavelmente sobre o peitoral do Sumo Sacerdote, representando a vontade de Deus; numa pedra, a resposta positiva, e na outra, a resposta negativa (Ed 2.63; Ne 7.65). O Sumo Sacerdote só tomava as pedras do Urim e Tumim em casos muito especiais (1 Sm 28.6). No Novo Testamento, é relatada uma prática semelhante ao Urim e o Tumim, na escolha do sucessor de Judas Iscariotes (At 1.26).

 

SÍNTESE DO TÓPICO II

A vestimenta sacerdotal tinha uma simbologia cerimonial relevante: a “glória” e o “ornamento” do santo ministério.

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 

 

"A estola. A vestimenta usada pelo sumo sacerdote era ornamentada. Pedras colocadas em fivelas nos dois ombros, nas quais os nomes das tribos estavam gravados, pareciam sua mais importante característica. Ao usá-la, o sumo sacerdote aceitava o papel de representante de todo o povo. O que ele fazia, fazia por eles e por Deus.

 

Sacerdotes comuns vestiam simples estolas longas até as coxas, feitas de linho fino branco quando ministravam (Êx 39.27; 1 Sm 2.18; 2 Sm 6.14).

 

O peitoral. O peitoral era um colete finamente modelado. Era preso à estola com correntes de ouro e decorado com quatro fileiras de joias, cada um representando uma tribo de Israel. Há um significado especial em vestir o nome das tribos de Israel sobre o coração do sumo sacerdote. Como representante de outros diante Deus, ele deveria preocupar-se profundamente com eles, até mesmo como o próprio Senhor. A adoração pode ser cerimonial. Mas pode tornar-se um mero ritual” (LAWRENCE, Richards O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma Análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p.70).

 

III - O SACERDÓCIO DE CRISTO (Hb 7.23-28)

A origem do ofício sacerdotal remonta a Melquisedeque, rei de Salém (Hb 7.1), e, posteriormente a Arão, da família de Levi (Êx 29.30). No Antigo Testamento, a função sacerdotal restringia-se a tribo levita. Já no Novo Testamento, o Senhor Jesus, no Calvário, ergue-se como o Sumo Sacerdote da ordem de Melquisedeque, superior à ordem de Arão.

 

  1. Um novo e perfeito sacerdócio.

O autor da Epístola aos Hebreus escreveu: “Porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei” (Hb 7.12). O sacerdócio levítico era imperfeito (Hb 7.11). Nele, os sacrifícios, o culto, as ofertas e a liturgia dos serviços eram apenas sombra do verdadeiro sacerdócio a ser oficiado por Cristo.

 

O sacerdócio do Filho de Deus veio “segundo a ordem de Melquisedeque”, e não segundo a ordem de Arão. Jesus Cristo foi capaz de reconciliar o homem com Deus, por meio de seu sangue, abrindo o caminho para uma comunhão verdadeira com o Pai. O Evangelho da Nova Aliança havia chegado!

 

  1. Jesus trouxe salvação perfeita.

Diferentemente dos sacerdotes araônicos, que se sucediam no ministério, porquanto mortais e pecadores, Jesus, sendo eterno e santo, salvou-nos eficazmente através de um único sacrifício; Ele é a oferta e o ofertante (Hb 7.25). Além disso, Jesus Cristo intercede por nós: “Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e feito mais sublime do que os céus, que não necessitasse, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiramente, por seus próprios pecados e, depois, pelos do povo; porque isso fez ele, uma vez, oferecendo-se a si mesmo” (Hb 7.26).

 

  1. Jesus, o mediador de uma melhor aliança.

Na Antiga Aliança tudo era perfeito: mandamentos, estatutos e juízos. Mas o homem, enfermo pelo pecado, não tinha forças para obedecer às ordenanças divinas como o Senhor requeria de cada um. Mas Jesus, sendo o perfeito cumprimento da Lei e dos Profetas, veio para morrer em nosso lugar, resgatando-nos do pecado.

  

 

 

Ele é o sacrifício perfeito; expiou-nos as culpas, justificando-nos perante Deus (Rm 5.1). Através de sua graça, vivemos no Espírito e cumprimos a Lei do Espírito. Amém!

 

SÍNTESE DO TÓPICO III

O sacerdócio de Cristo é novo e perfeito, pois trouxe uma salvação perfeita, fazendo-se mediador de uma melhor aliança.

 

SUBSÍDIO DE VIDA CRISTÃ

“Não há vida fora de Jesus Cristo, não há vida eterna fora de Jesus Cristo, segundo declaração do próprio Jesus. João disse: ‘E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu filho. Quem tem o filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida' (1 Jo 5.11,12). Observe estas palavras: ‘Segundo as promessa da vida'. Não há promessa de vida fora de Jesus Cristo. Jesus foi o mestre mais enfático que o mundo jamais viu. Ele disse: ‘Necessário vos é nascer de novo' (Jo 3.7). Não há uma maneira pela qual você possa contornar a questão. Não há possibilidade de evitar esta verdade. Você tem de ir diretamente até ela e encará-la. ‘Segundo a promessa da vida que está em Cristo Jesus'” (LAKE, John G. Devocional. Série: Clássicos do Movimento Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, pp.140-41).

 

CONCLUSÃO

Quem recebe a Cristo como Salvador e Senhor, “nova criatura é; eis que tudo se fez novo” (2 Co 5.17). Andemos em novidade de vida para a glória de Deus! Ele é o nosso perfeito Sumo Sacerdote.

 

PARA REFLETIR

A respeito da lição “O Sacerdócio de CRISTO e o Levítico”, responda:

 

  • À qual tribo os sacerdotes precisavam pertencer?

Os sacerdotes precisavam pertencer à tribo de Levi.

 

  • Mencione as duas características especiais dos levitas.

O chamamento e a unidade.

 

  • Para quê servia a vestimenta sacerdotal?

A vestimenta tinha características especiais e cerimoniais, pois servia de “glória e ornamento” do ministério (Êx 28.2).

 

  • Para onde remonta a origem do ofício sacerdotal?

A origem do ofício sacerdotal remonta a Melquisedeque, rei de Salém (Hb 7.1), e, posteriormente a Arão, da família de Levi (Êx 29.30).

 

  • O que Jesus fez de diferente dos sacerdotes araônicos? Diferentemente dos sacerdotes araônicos, que se sucediam no ministério, porquanto mortais e pecadores, Jesus, sendo eterno e santo, salvou-nos eficazmente através de um único sacrifício; Ele é a oferta e o ofertante (Hb 7.25).

 

Lição 12 - A Nuvem da Glória

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Lições Bíblicas do 2° trimestre de 2019 - CPAD | Classe: Adultos | Data da Aula: 23 de Junho 2019.

TEXTO ÁUREO

“Sê exaltado, ó Deus, sobre os céus; seja a tua glória sobre toda a terra.” (Sl 57.5)

Verdade Prática

Adoremos e louvemos a Deus, pois a sua glória enche os Céus e a Terra.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Êx 29.43-45: A glória do Senhor santifica

Terça – Lv 16.2: O poder da glória de Deus

Quarta – 2 Cr 5.13: A manifestação da glória do Senhor

Quinta – 2 Cr 7.2: Quando a presença do Senhor encheu o Templo

Sexta – Is 6.3,4: A glória do Senhor manifesta-se pela adoração

Sábado – Ag 2.7-9: Deus manifesta-se a Israel

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Êxodo 40.34-38; Números 9.15,16

 

Êxodo 40:

34 - Então, a nuvem cobriu a tenda da congregação, e a glória do Senhor encheu o tabernáculo,

35 - de maneira que Moisés não podia entrar na tenda da congregação, porquanto a nuvem ficava sobre ela, e a glória do Senhor enchia o tabernáculo.

36 - Quando, pois, a nuvem se levantava de sobre o tabernáculo, então, os filhos de Israel caminhavam em todas as suas jornadas.

37 - Se a nuvem, porém, não se levantava, não caminhavam até ao dia em que ela se levantava;

38      - porquanto a nuvem do Senhor estava de dia sobre o tabernáculo, e o fogo estava de noite sobre ele, perante os olhos de toda a casa de Israel, em todas as suas jornadas.

 

Números 9:

15 - E, no dia de levantar o tabernáculo, a nuvem cobriu o tabernáculo sobre a tenda do Testemunho; e, à tarde, estava sobre o tabernáculo como uma aparência de fogo até à manhã.

16 - Assim era de contínuo: a nuvem o cobria, e, de noite, havia aparência de fogo.

 

HINOS SUGERIDOS: 404, 457, 514 da Harpa Cristã

 

OBJETIVO GERAL

Revelar como a nuvem de glória estava sobre o povo de Deus.

 

 

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Apresentar a Coluna de Nuvem;

Explicar a Shekinah que esteve presente nas peregrinações de Israel; Destacar algumas lições para hoje.

 

  • INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Na lição passada vimos o Senhor Jesus como o Sumo Sacerdote Perfeito. Por intermédio dEle tivemos acesso à presença de Deus. Nesta lição, estudaremos a respeito da experiência de Israel com a glória de Deus. Nesse sentido, veremos que havia uma Nuvem de Glória sobre a nação que, como uma espécie de selo de propriedade, dava ao povo judeu a marca de pertença do Senhor. Hoje, temos o Espírito Santo, que uma vez foi derramado “sobre toda a carne” em Atos dos Apóstolos, sendo assim, o selo que confirma-nos como propriedade exclusiva de Deus. Assim, vivamos e desfrutemos da glória do Pai Celestial.

 

 

 

PONTO CENTRAL

Devemos louvar e adorar a Deus, pois a sua glória enche a Terra e os Céus.

 

INTRODUÇÃO

 

Êxodo 40 e Números 9 registram o cuidado de Deus com Israel. Na caminhada no deserto rumo à terra prometida, uma nuvem permanecia sobre o Tabernáculo. A imagem dessa nuvem marcou a história de Israel, pois ela cobria a “Tenda da Congregação”, enchia o Templo, enfim, um símbolo vivo de que Deus estava entre o seu povo. Anelemos por essa maravilhosa presença!

 

I - A COLUNA DE NUVEM: A GLÓRIA DIVINA SOBRE ISRAEL (Êx 40.34)

 

  1. Quando “a nuvem cobriu a tenda da congregação”.

A nuvem aparecia durante o dia sobre o Tabernáculo. Era a shekinah de Deus sobre o Santuário. Embora o termo não se encontre no texto original do Antigo Testamento, shekinah é uma palavra adotada pela tradição judaica. Os sábios judeus evitavam a palavra kaboth (ou kabod), que significa “glória”, por causa de sua sacralidade (cf. 1 Sm 4.21). Assim, shekinah, segundo o sentido aramaico, descreve a manifestação visível da glória de Deus.

 

 

 

  1. A glória de sua Presença.

A ideia que o povo de Israel tinha de Deus era a  de que Ele morava no Santuário. Assim, a nuvem sobre o Tabernáculo revelava que o Altíssimo encontrava-se de modo especial no Santuário. Outrora, a mesma nuvem acompanhava Israel desde Sucote (Êx 13.20-22); agora, ela se encontrava sobre o Tabernáculo. Essa nuvem é o sinal grandioso da presença do Todo-Poderoso. O Deus de Israel era o centro do culto e da adoração do seu povo. E do seu coração? Ele é Senhor?

 

  1. “Glória” no hebraico e no aramaico.

A palavra “glória” é uma das mais ricas e diversas no contexto linguístico do Antigo Testamento. São encontrados pelo menos oito termos para designá-la, tanto no aramaico quanto no hebraico (Sl 113.3; Dn 2.37; 1 Cr 29.11). Quando se refere a Deus, a palavra “glória” designa o esplendor e a majestade do Todo-Poderoso entre o seu povo.

 

A grande lição a ser apreendia, aqui, é que a aprovação divina quanto ao nosso ministério é necessária e imprescindível. No estudo da nuvem de glória, percebemos claramente que Deus deseja operar no meio do seu povo. Ele ainda confirma e promove a sua Obra!

 

SÍNTESE DO TÓPICO I

A Nuvem de Glória cobria toda a Tenda da Congregação, pois era o símbolo da presença divina.

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO

Há muitas pessoas que fazem confusão com o termo shekinah. Umas usam-no sem a noção de o porquê o termo ganhou essa popularidade; outras têm uma visão radical de que o termo não deveria ser usado porque “ele não existe na Bíblia”. O tópico presente dá uma explicação satisfatória para uma visão equilibrada.

 

Por isso, deixe claro à classe que há termos na cultura judaica que, por causa de sua sacralidade, ou perda dos fonemas hebraicos, foram reformulados. Por exemplo, o nome verdadeiro de Deus é expresso por Adonai, pelo termo aportuguesado Jeová e outros. No Novo Testamento, a expressão Santíssima Trindade também não aparece, mas ela retrata com perfeição o que os textos apostólicos ensinam sobre essa maravilhosa doutrina. Portanto, não há nada que proíba o termo shekinah.

 

 

 

II - A SHEKINAH QUE ESTEVE PRESENTE NAS PEREGRINAÇÕES DE ISRAEL

 

  1. A glória permanente de Deus.

Havia uma promessa de Deus para a descendência de Abraão: tomar posse da terra de Canaã. Para cumprir esse objetivo, a presença de Deus permaneceu com Israel desde a saída do Egito até à entrada na terra prometida (Êx 13.20-22). Ele cumpriu sua promessa e guiou Israel pelo meio do Mar Vermelho, derrotando Faraó e seus cavaleiros. Ali, a nuvem do Senhor trouxe trevas e embaraços aos perseguidores egípcios.

 

A nuvem conduzia Israel nas suas peregrinações, conforme o apóstolo Paulo menciona em uma de suas cartas: “Ora, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem; e todos passaram pelo mar, e todos foram batizados em Moisés, na nuvem e no mar” (1 Co 10.1,2).

 

  1. A nuvem de Deus nos montes e desertos.

Moisés subiu ao Monte Sinai e entrou no meio da nuvem e, ali, ficou por 40 dias e 40 noites (Êx 24.15-18). Deus falaria com ele da nuvem, de onde o legislador de Israel receberia as tábuas dos Dez Mandamentos e a revelação quanto à construção do Tabernáculo (Êx 24.15-18 cf. caps 25 - 27; 34.1-9).

 

Enquanto o povo marchava para avançar pelo deserto, a nuvem se movia. Em cada jornada, em cada peregrinação, o Senhor era com o seu povo. Não se desespere, pois o Espírito Santo conduz a sua Igreja! Ele habita em você!

 

  1. A nuvem se manifestou sobre o propiciatório.

A Palavra de Deus revela que o propiciatório, que ficava sobre a arca da aliança, era o maior símbolo de sua presença. Ali, Deus se manifestava por meio da nuvem de sua glória (Lv 16.1,2; Nm 7.89). À luz da Santa Palavra, não podemos nos conformar com a frieza espiritual e com a indiferença com a Palavra de Deus. Ora, diferentemente daquela época, hoje podemos entrar no Lugar Santíssimo com plena liberdade no Espírito Santo, pois Este foi derramado de maneira abundante sobre o povo de Deus (At 2.1-13). Não se conforme com a frieza e a indiferença espiritual!

 

SÍNTESE DO TÓPICO II

A Shekinah era uma glória permanente, revelada sobre o propiciatório da Arca da Aliança.

 

 

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“A aproximação de Israel ao Senhor, o grande Rei, era claramente multissensorial. O povo via a glória no fogo e na nuvem, ouvia Deus no trovão e no terremoto, e cheirava algo da doçura divina na fragrância dos perfumes. O Deus fora da percepção sensorial se revelava metaforicamente de modo que os seres humanos sensíveis pudessem entender.

 

Êxodo 31 resume a aproximação ao Santo. Há uma lista de todo o aparato físico necessário para essa aproximação - o Tabernáculo com as mobílias e equipamentos (VV.7-11), a escolha divina de trabalhadores, qualificados por terem sido selecionados pelo Senhor e capacitados com o próprio Espírito de Deus (vv.1-6)” (ZECK, Roy B. Teologia do Antigo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p.67).

 

III - ALGUMAS LIÇÕES PARA HOJE

 

  1. A nuvem sobre o Tabernáculo não era comum.

Deus usa coisas visíveis para ensinar verdades espirituais. Aquela nuvem era especial, pois não obedecia às leis da natureza criadas por Ele próprio. Tinha características de uma nuvem comum, mas não era algo comum. Ele usou a imagem de elementos físicos para manifestar a sua glória. Não perca a sensibilidade espiritual. Perceba como Deus pode e quer falar, agora, com você. Ele usa coisas comuns para manifestar a sua glória!

 

  1. A nuvem permaneceu sobre o Tabernáculo.

O Altíssimo estava presente de forma especial no Tabernáculo. Veja o que o texto diz: “a glória do Senhor encheu o tabernáculo” (Êx 40.34). Aquele que é onipresente não precisa de espaço físico, porque Ele preenche todo o Universo. Não há limites geográficos para Deus. Entretanto, para se relacionar conosco Ele se manifestou num Tabernáculo, revela-se na Igreja local e mostra-se em nossa casa e, por intermédio do seu Santo Espírito, habita em nós.

 

  1. A nuvem não é estática.

Deus não é inerte, estático; Ele é o Ser que gera vida em abundância (Jo 10.10). Ele se move sobre a Terra, cuida do Universo e interessa-se por sua vida, querido irmão. Ele é um Deus pessoal. Não perca a glória de Deus nem a intimidade com a sua presença. Ande com Deus. Obedeça-lhe a vontade.

 

SÍNTESE DO TÓPICO III

A Nuvem de Glória não era comum nem estática.

 

SUBSÍDIO DE VIDA CRISTÃ

“Em Êxtase Divino

 

Sabemos que alguns olham com desdém as manifestações de poder e que outros consideram com suspeita as visões e revelações. Mas como pode alguém que realmente crê na Bíblia duvidar da autenticidade daquilo que traz plenamente as marcas do Ser divino e é o cumprimento das profecias e promessas de sua Palavra? “Fiquei, pois, eu só e vi esta grande visão, e não ficou força em mim; [...] e emudeci. E eis que uma como semelhança dos filhos dos homens me tocou os lábios; então, abri a minha boca, e falei” (Dn 10.8,15,16).

 

Referindo-se à vinda do Consolador, Cristo diz àquele que o ama: ‘Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, este é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele' (Jo 14.21).

 

Em Jope, o Pedro batizado com o Espírito Santo entrou em êxtase divino, no qual teve a visão e ouviu a voz que eliminou o seu exclusivismo judaico e o enviou a Cesareia (At 10.9-20).

Em 2 Coríntios 12.1, Paulo declara: ‘Passarei às visões e revelações do Senhor'. Também aprendemos que nos últimos dias, quando o Espírito começar a ser derramado sobre toda carne, eles ‘profetizarão' e ‘terão visões' (At 2.17).

 

Se você rejeita a realidade vigente nestes dias, o que fará com os fatos registrados nas Escrituras? Jogará fora a Bíblia por não crer nessas poderosas e maravilhosas obras do Espírito realizadas na atualidade?” (SEYMOUR. Devocional: O Avivamento da Rua Azusa. Série: Clássicos do Movimento Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, pp.152-53).

 

CONCLUSÃO

A glória de Deus transcende a qualquer coisa que o ser humano venha a produzir. A glória do Senhor esteve com Israel, no Antigo Testamento, com a Igreja Primitiva, em Atos, e também está em nossa vida. Experimente a presença de Deus. Jesus ainda salva, batiza com o Espírito Santo, cura os enfermos e opera sinais e maravilhas!

 

 

 

PARA REFLETIR

A respeito da lição “A Nuvem de Glória”, responda:

Quais livros e capítulos registram o cuidado de Deus com Israel? Êxodo 40 e Números 9 registram o cuidado de Deus com Israel.

 

O que a nuvem sobre o Tabernáculo revelava?

A nuvem sobre o Tabernáculo revelava que o Altíssimo encontrava-se de modo especial no Santuário.

 

O que a nuvem do Senhor trouxe aos perseguidores egípcios?

A nuvem do Senhor trouxe trevas e embaraços aos perseguidores egípcios.

 

Deus usa coisas visíveis para quê?

Deus usa coisas visíveis para ensinar verdades espirituais.

 

O que a glória de Deus transcende?

A glória de Deus transcende a qualquer coisa que o ser humano venha a produzir.

 

Lição 13 - O Sacerdócio Celestial

 

Lições Bíblicas do 2° trimestre de 2019 - CPAD | Classe: Adultos | Data da Aula: 30 de Junho 2019.

TEXTO ÁUREO

“Porque nos convinha um sumo sacerdote como este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e exaltado acima dos céus.” (Hb 7.26)

Verdade Prática

Jesus Cristo é o Sumo Sacerdote perfeito, porque, sendo Ele a Oferta e o Ofertante, garantiu-nos, no Calvário, uma salvação eficaz e eterna.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Cl 2.17: A sombra das coisas futuras

Terça – 1 Tm 2.5: Jesus, o mediador entre Deus e os homens

Quarta – Hb 8.6: Cristo, o mediador de uma aliança superior

Quinta – Hb 7.26: Jesus Cristo, o sacerdote perfeito

Sexta – Ap 21.1-3: O Santuário Celestial

Sábado – Hb 9.12: Jesus nos proveu uma eterna redenção

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

 

 

Hebreus 9.11-15; Apocalipse 21.1-4

Hebreus 9.11-15:

11 - Mas, vindo Cristo, o sumo sacerdote dos bens futuros, por um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, isto é, não desta criação,

12 - nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção.

13 - Porque, se o sangue dos touros e bodes e a cinza de uma novilha, esparzida sobre os imundos, os santificam, quanto à purificação da carne,

14 - quanto mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará a vossa consciência das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo?

15 - E, por isso, é Mediador de um novo testamento, para que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia debaixo do primeiro testamento, os chamados recebam a promessa da herança eterna.

 

Apocalipse 21.1-4:

1 - E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe.

2 - E eu, João, vi a Santa Cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido.

3 - E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles e será o seu Deus.

4 - E Deus limpará de seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas.

 

HINOS SUGERIDOS: 106, 219, 365 da Harpa Cristã

 

OBJETIVO GERAL

Conscientizar de que Jesus Cristo é o Sumo Sacerdote Perfeito.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Expor que o Sacerdócio Celestial tem um único Sumo Sacerdote;

Explicitar o Sacerdócio Universal da Igreja;

Afirmar o Maior e mais Perfeito Tabernáculo.

 

• INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

 

Assim como Israel teve a experiência da Nuvem de Glória, nós podemos ter uma experiência com a glória do Altíssimo por intermédio do seu bendito Espírito. É possível viver uma vida cheia do Espírito Santo de Deus. É possível ter experiências gloriosas com o nosso Deus. Foi o que vimos na lição passada. Tudo isso foi possível porque o Sacerdote Celestial está conosco. Nele, somos o sacerdócio real, o Corpo de Cristo chamado para servir. No Sacerdócio Celestial de Cristo é que está fundamentado o sacerdócio universal dos crentes. Esse é o assunto desta lição.

 

PONTO CENTRAL

Jesus Cristo é o Sumo Sacerdote Perfeito.

 

INTRODUÇÃO

O apóstolo Paulo escreveu que as festas, a dieta e os dias sagrados são “sombras das coisas futuras” (Cl 2.17). O autor aos Hebreus reafirma que a lei era “a sombra dos bens futuros e não a imagem exata das coisas” (Hb 10.1). De tudo o que estudamos até a presente lição, podemos dizer que o Tabernáculo de Israel é um tipo do “Tabernáculo Celestial”. E, nesta lição, veremos que Jesus é o Sumo Sacerdote desse Tabernáculo Celestial, em que a sua Igreja é o sacerdócio real.

 

I - O SACERDÓCIO CELESTIAL TEM UM ÚNICO SUMO SACERDOTE

 

1. Cristo: o Sumo Sacerdote do Novo Testamento.

O ministério do Novo Testamento mostra que, na Igreja, não há e não pode haver uma classe sacerdotal exclusiva, como ocorre no catolicismo romano. Ora, a palavra “sacerdote” não se aplica a nenhum indivíduo, senão ao próprio Cristo, que se constituiu Sumo Sacerdote do povo redimido. Na Nova Aliança, Cristo é o único mediador entre nós e o Pai Celeste.

 

 

 

2. O sacerdócio coletivo dos cristãos.

Por outro lado, segundo o ensino do Novo Testamento, todo crente, sem distinção, faz parte do “sacerdócio real” (1 Pe 2.9; Ap 1.6; 5.10). Por meio de Jesus Cristo, podemos oferecer sacrifícios espirituais (1 Tm 2.5; 1 Pe 2.5). Acerca disso, o apóstolo Pedro escreveu que os crentes representam um corpo sacerdotal em Jesus Cristo (1 Pe 2.9).

 

Em Apocalipse, o apóstolo João retoma esse mesmo princípio: “Aquele que nos ama, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados, e nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai, a ele, poder e glória para todo o sempre. Amém” (Ap 1.5,6). O resgate dessa maravilhosa doutrina remonta à Reforma Protestante e ao Movimento Pentecostal.

 

3. Jesus Cristo, o Sumo Sacerdote no céu.

Atente, querido irmão, para o seguinte versículo: “Ora, a suma do que temos dito é que temos um sumo sacerdote tal, que está assentado nos céus à destra do trono da Majestade, ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou, e não o homem” (Hb 8.1,2).

 

Este texto revela que Nosso Senhor, o Sumo Sacerdote perfeito, está à destra do Pai, nos céus, e que, de maneira singular e verdadeira, ministra no Tabernáculo Celestial. Isso aconteceu porque a sua obra foi completa e perfeita. Por isso, Ele é o nosso mediador, advogado e intercessor. Ele proveu para nós um concerto melhor (Hb 8.6).

 

SÍNTESE DO TÓPICO I

Jesus é o Sumo Sacerdote do Novo Testamento, e os cristãos são seus sacerdotes.

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO

Chegamos ao final de mais um trimestre. Antes de iniciar a aula, separe um tempo para fazer uma revisão panorâmica do trimestre. É importante que você faça um pequeno resumo das 12 lições. Lembre-se de que esse o período de revisão, junto ao conteúdo novo, garante o processo de ensino-aprendizagem. Enfatizamos aqui ser necessário a cada lição que o aluno tenha a noção do todo do trimestre. Mostre a ele que as lições estão ordenadas logicamente. Assim, você pode iniciar a última lição trimestral.

 

 

 

II - O SACERDÓCIO UNIVERSAL DA IGREJA

 

1. Uma doutrina bíblica fundamentada na pedra que é Cristo.

Ao longo da Escritura, encontramos várias porções a respeito da “pedra” que é Cristo (Is 28.16; Sl 118.22; Is 8.14). No Novo Testamento, por exemplo, vemos tanto o apóstolo Paulo quanto Pedro citarem Isaías 28.16. Ambos afirmam, mediante o Espírito Santo, que Cristo é a “pedra”. Em Efésios 2.20 está ratificado que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina. Assim, podemos afirmar que o sacerdócio universal dos crentes, em primeiro lugar, está fundamentado na pedra que é Cristo Jesus, nosso Sumo Sacerdote.

 

2. Distinguindo “a pedra”, que é Cristo, de “pedras vivas” que são os crentes.

Se Cristo é a principal pedra de esquina, os crentes são as pedras vivas constituídas no grande edifício (1 Pe 2.4). Todos os membros da Igreja de Cristo são pedras vivas edificadas sobre a Pedra Angular - Jesus, o Cordeiro de Deus.

 

Essa metáfora bíblica ilustra a doutrina fundamental do sacerdócio universal dos crentes. Deus nos vê como sacerdotes, ministrando em sua presença. Somos ministros de um templo espiritual. E cada “pedra viva” constitui esse edifício.

 

Por isso, você é chamado para ser um sacerdote nestes dias difíceis. Essa escolha foi feita no Calvário, mediante o sacrifício apresentado pelo Sumo Sacerdote Perfeito. Portanto, os requisitos para a escolha desse ofício não estão baseados na etnia ou em qualquer outra distinção humana; mas na graça de Deus, por meio da fé em Cristo Jesus (Ef 2.8). Como sacerdotes de Cristo, temos acesso ao trono da graça.

 

SÍNTESE DO TÓPICO II

O Sacerdócio Universal da Igreja é uma doutrina bíblica fundamental.

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“Na adoração pentecostal, mormente através da manifestação de todos os dons do Espírito, transcendemos a rotinização que tão facilmente ocorre em nossa vida. Nossas tendências à racionalização devem ser contrabalançadas por encontros genuínos com Deus que nos deixam ministrar no Espírito. Nessa arena da ‘transcendência vivida na prática', conhecemos o Bom Pastor, e alcançamos intimidade com Ele, pois sua própria natureza é da interação com a sua criação, e leva-nos em direção aos seus propósitos no ministério da reconciliação.

 

A comunidade pentecostal, na adoração, está, na realidade, envolvendo-se num ministério a Deus, por reconhecer a sua soberania sobre o Universo. Através do batismo no Espírito Santo e do envolvimento contínuo no falar noutras línguas, os pentecostais participam de uma atividade de adoração que edifica os alicerces de um ministério cristo-cêntrico” (HORTON, M. Horton (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2018, p.599).

 

 

 

III - O MAIOR E MAIS PERFEITO TABERNÁCULO

 

1. O santuário terrestre.

No santuário terrestre, o Tabernáculo, as atividades litúrgicas eram executadas em três lugares: o Pátio (Átrio), o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo. O Pátio era descoberto, mas o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo achavam-se cobertos. A mobília que compunha o Lugar Santo era constituída do Castiçal de Ouro, da Mesa dos Pães da Proposição e do Altar de Incenso. Toda essa imagem tem uma relação especial com o ministério sacerdotal de Jesus Cristo no Santuário Celestial (Jo 6.35; 17.1-26; Hb 7.25).

 

2. O santuário celestial.

Esse santuário pode ser identificado com o Tabernáculo que não foi feito por mãos humanas (Hb 9.11). É o lugar onde Deus habitará com os homens para sempre (Ap 21.3). Cristo Jesus garantiu-nos essa bênção quando, na consumação de seu sacrifício, o véu do templo rasgou-se de alto a baixo. Assim, o caminho para o Tabernáculo Celestial foi aberto; nosso acesso já está garantido.

 

3. O sacrifício perfeito de Cristo.

A Palavra de Deus mostra que o sacrifício de Jesus Cristo foi suficiente e eterno (Hb 9.24). Não era preciso passar repetidamente pelo Calvário para garantir-nos a redenção eterna. Bastou um único sacrifício!

 

Diferentemente do sacrifício antigo, que era parcial, o de Cristo foi definitivo e perfeito. A Bíblia declara que Nosso Senhor, “na consumação dos séculos, uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo” (Hb 9.26). Que mensagem maravilhosa! Que palavra consoladora!

 

SÍNTESE DO TÓPICO III

O santuário terrestre apontava para o celestial em que o sacrifício de Cristo é perfeito.

 

SUBSÍDIO DE VIDA CRISTÃ

“O Fundamento

Se desejamos progredir na vida com Deus, temos de ter um fundamento genuíno. Não há outro fundamento, exceto o fundamento da fé. Todos os nossos movimentos e todas as coisas que nos chegam - que tenham alguma importância -, acontecerão porque estamos sobre uma rocha. Se você está na Rocha, nenhum poder pode movê-lo. A necessidade hoje é que nossa fé esteja firmada na Rocha.

 

Sua fé tem de ter algo em que se firmar.

 

Se você construir sobre qualquer outro fundamento que não seja sobre a Palavra de Deus - em imaginações, em sentimentalismos, em alguma alegria especial ou qualquer outro tipo de emoção -, não significará nada para você sem o fundamento da Palavra de Deus” (WIGGLESWORTH, Smith. Devocional. Série: Clássicos do Movimento Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, p.96).

 

CONCLUSÃO

 

Uma vez que o Tabernáculo mosaico passou, temos agora um santuário maior, um sacrifício suficiente e uma salvação definitiva. Na Aliança Antiga, as pessoas comuns não tinham acesso direto ao Santo dos Santos; na Nova Aliança, qualquer pessoa, independente de etnia ou classe, mediante Cristo Jesus, pode entrar na presença de Deus pelo novo e vivo caminho (Hb 10.20).

 

 

 

ARA REFLETIR

A respeito da lição “O Sacerdócio Celestial”, responda:

•               A quem se refere a palavra “sacerdote” no Novo Testamento?

A palavra “sacerdote” não se aplica a nenhum indivíduo, senão ao próprio Cristo, que se constituiu Sumo Sacerdote do povo redimido.

 

•               O que o texto de Hebreus 8.1,2 revela?

Ele revela que Nosso Senhor, o Sumo Sacerdote perfeito, está à destra do Pai, nos céus, e que, de maneira singular e verdadeira, ministra no Tabernáculo Celestial.

 

•               De acordo com Paulo e Pedro quem é a pedra?

Ambos os apóstolos afirmam, mediante o Espírito Santo, que Cristo é a “pedra”.

 

•               Se Cristo é a pedra de esquina, o que são os crentes?

Se Cristo é a principal pedra de esquina, os crentes são as pedras vivas constituídas no grande edifício (1 Pe 2.4).

Foi preciso haver mais de um Calvário? Justifique a sua resposta. Não. A Palavra de Deus mostra que o sacrifício de Jesus Cristo foi suficiente e eterno (Hb 9.24).