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Lição (ADOL) Jesus o melhor modelo 1 trim-2020
Lição (ADOL) Jesus o melhor modelo 1 trim-2020

                                    

 

1- A Imagem do Deus Invisível

2- Uma Pessoa Especial

3- O Filho Amado e Obediente

4- O Amigo Leal

5- A Unidade na Diferença

6- Mestre e Discipulador

7-O Semeador da Palavra

8- A Resistência contra a Tentação

9- Influenciando a Sociedade

10- Ética Cristã

11- O Perdão

12- A Vida de Oração

13- Vida Feliz

 

ADOLESCENTES 1 TRIMESTRE 2020 JESUS CRISTO EXEMPLO PERFEITO

 

Aula 1: A Imagem do Deus Invisível (Adolescentes)

 

 

Texto Bíblico

João 1.1-14

 

Destaque

"Ele, o primeiro Filho, é a revelação visível do Deus invisível; ele é superior a todas as coisas criadas. [...] Pois em Cristo, como ser humano, está presente toda a natureza de Deus” (Cl 1.15; 2.9).

 

LEITURA DEVOCIONAL

SEG. Jo 1.1

TER. Lc 1.35

QUA. Jo 1.14

QUI. Mc 14.61,62

Sex. Mc 6.3

Sáb. Lc 10.21

Dom. Jo 11.35

Objetivos

Explicar que o único caminho pelo qual podemos ser salvos é Jesus; Ensinar que Jesus possui atributos que evidenciam a sua divindade; Mostrar todas as características que evidenciavam a humanidade de Jesus.

 

 Quebrando a Rotina

 

Prezado professor, estamos iniciando mais um trimestre de aprendizado da Palavra de Deus. Neste trimestre, estudaremos sobre Jesus, o nosso modelo. Para começar, você pode elaborar um cartaz que apresenta duas colunas: a primeira coluna refere-se às características de Jesus que evidenciam a sua plena divindade e identificação com o Pai. A segunda refere-se aos aspectos humanos de Jesus. Mesmo sendo Deus, Ele era plenamente homem, sujeito às nossas mesmas limitações. Tais aspectos mostram a identificação de Cristo com a humanidade. Ele deixou a sua glória, a fim de se humilhar e se fazer semelhante aos homens para nos mostrar que é possível obedecer à vontade de Deus e viver sem pecado.

 

Ao final da aula, converse" com os alunos sobre as maiores dificuldades que eles encontram na adolescência para não o que é agradável a Deus.

 

ESTUDANDO A BÍBLIA

Professor, a aula de hoje apresentará aspectos da divindade e da humanidade de Jesus Cristo. É de suma importância que seus alunos conheçam a dupla natureza de Cristo, a fim de que o vejam como modelo a ser seguido. Vivemos um tempo difícil em que somos influenciados pelas filosofias de vida do mundo. Os sistemas de comunicação e as mídias sociais têm tentado inculcar na mente dos seus alunos comportamentos que não agradam a Deus. Infelizmente, para o adolescente nesta fase, tudo é novidade e parece bem legal. Por que não aderir a estes modelos de comportamento, afinal de contas, os demais adolescentes "usam ou se vestem assim”? Por esta razão, é importante que seus alunos conheçam a pessoa de Jesus e tenham intimidade com Ele. Explique que eles poderão encontrar em Cristo uma maneira de viver mais saudável e alegre sem copiar o comportamento mundano.

 

Evangelho de João anuncia que no começo aquele que é a Palavra já existia. "Ele estava com Deus e era Deus” (Jo 1.1,2). A Palavra é a fonte de vida que trouxe luz para os homens. Jesus é a Palavra e a todos os que creem nEle e o recebem é dado o direito de se tornarem filhos de Deus (Jo 1.11,12). Portanto, a presente lição nos mostrará o Deus que se tornou ser humano e o ser humano que é Deus: Jesus Cristo.

 

 

 

  1. O Filho de Deus se fez carne

 

Quando Adão e Eva pecaram contra o Criador, no jardim do Éden, o Senhor Deus fez uma grande promessa: "Eu farei com que você e a mulher sejam inimigas uma da outra, e assim também serão inimigas a sua descendência e a descendência dela. Esta esmagará a sua cabeça, e você picará o calcanhar da descendência dela” (Gn 3.15). Jesus Cristo, o descendente dos nossos primeiros pais, viria ao mundo para aniquilar o pecado e trazer a redenção aos homens. Assim, o Filho de Deus se fez homem. O anjo Gabriel apareceu a Maria e lhe disse: "O Espírito Santo virá sobre você, e o poder do Deus Altíssimo a envolverá com a sua sombra. Por isso o menino será chamado de santo e Filho de Deus” (Lc 1.35). Em resposta, Maria aceitou o grande milagre de ser mãe do Filho de Deus. Após aquele encontro maravilhoso, a jovem engravidou e, depois de nove meses, o menino nasceu na cidade de Belém, conforme havia profetizado o profeta Miqueias (Mq 5.2).

 

"A Palavra se tornou um ser humano e morou entre nós, cheia de amor e de verdade” (Jo 1.14). Nosso Senhor se fez semelhante aos homens em tudo para que fosse o mediador de uma nova aliança entre Deus e os homens. Os seres humanos não tinham condições de, por si mesmos, reconciliarem-se com Deus. Quando o Filho de Deus veio ao mundo, esse caminho começou a se abrir para a tão grande reconciliação entre Deus e a humanidade (Jo 1.29).

 

AUXÍLIO TEOLÓGICO

O Verbo

João começa seu evangelho denominando Jesus de 'o Verbo' (gr. Logos). Mediante este título de Cristo, João o apresenta como a Palavra de Deus personificada e declara que nestes últimos dias Deus nos falou através do seu Filho (cf. Hb 1.1).

 

As Escrituras declaram que Jesus Cristo é a sabedoria multiforme de Deus (1 Co 1.30; Ef 3.10,11; Cl 2.2,3) e a perfeita revelação da natureza e da pessoa de Deus (Jo 1.3-5,14,18; Cl 2.9). Assim como as palavras de um homem revelam o seu coração e mente, assim também Cristo, como 'o Verbo’, revela o coração e a mente de Deus (Jo 14.9). João nos apresenta três características principais de Jesus Cristo como 'o Verbo’:

 

  1. O relacionamento entre o Verbo e o Pai.

(a)     Cristo preexistia 'com Deus’ antes da criação do mundo (cf. Cl 1.15,19). Ele era uma pessoa existente desde a eternidade, distinto de Deus Pai, mas em eterna comunhão com Ele.

(b)     Cristo era divino ('o Verbo era Deus’), e tinha a mesma natureza do Pai (Cl 2.9).

 

  1. O relacionamento entre o Verbo e o mundo.

Foi por intermédio de Cristo que Deus Pai criou o mundo e o sustenta (v. 3; Cl 1.17; Hb 1.2; 1 Co 8.6).

 

  1. O relacionamento entre o Verbo e a humanidade.

'E o Verbo se fez carne’ (v. 14). Em Jesus, Deus tornou-se um ser humano com a mesma natureza do homem, mas sem pecado. Este é o postulado básico da encarnação: Cristo deixou o céu e experimentou a condição da vida e do ambiente humanos ao entrar no mundo pela porta do nascimento humano (Mt 1.23)” (Bíblia de Estudo Pentecostal, 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p.1569).

 

  1. Jesus - o homem Deus

 

São muitos os relatos do Novo Testamento que confirmam a divindade de Jesus. Quando o Senhor nasceu, os anjos declararam que Ele era o Cristo (Lc 2.11). Na ocasião em que a mulher samaritana foi buscar água no poço da herdade de Jacó, Jesus mencionou que era o Messias (Jo 4.25,26). Após aquele encontro, a mulher compartilhou com os samaritanos a notícia de que havia encontrado o Messias, o enviado de Deus, e muitos creram em Jesus. Reunido com seus discípulos, Ele mesmo declarou que Deus era o seu Pai (Mt 10.32; Jo 15.24) e disse a Felipe que todo aquele que o vê está vendo o Pai (Jo 14.9). No momento em que os seus inimigos o prenderam e o interrogaram sobre se Ele era o Messias, Jesus não replicou, mas confirmou: "— Sou. E vocês verão o Filho do Homem sentado do lado direito do Deus Todo-Poderoso e descendo com as nuvens do céu!” (Mc 14.61,62). Seu discípulo, Tomé, quando teve a comprovação de que Cristo havia ressuscitado, "exclamou: — Meu Senhor e meu Deus!” (Jo 20.28). E, por fim, no livro de Apocalipse, quando Jesus apareceu a João, Ele afirmou sobre si mesmo: "Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Ultimo, o Princípio e o Fim” (Ap 22.13). Por isso, não há como negar que Jesus é o Deus Bendito, o Messias esperado pela nação de Israel. Por esta razão, devemos crer e compartilhar essa fé com nossos amigos e colegas. Você deve se lembrar dessa palavra e confessar a Cristo diante das pessoas, pois se você for fiel a Ele, do mesmo modo, o Senhor Jesus declarará o seu nome diante dos anjos no grande dia da sua vinda (Lc 12.8).

 

AUXÍLIO TEOLÓGICO

O Verbo era Deus

Uma seita contemporânea, refletindo uma posição teológica adotada por hereges antigos, salienta que no grego o artigo definido 'o’ é encontrado com 'Verbo’, mas não com 'Deus’. Com base nisto os membros da seita argumentam que João ensina que Jesus era 'um’ Deus, mas não 'Deus’. Uma divindade inferior, dizem eles, sim. Mas o Deus da eternidade? Nunca.

A falácia deste argumento é que ele se baseia no inglês em vez de se basear na gramática grega. [...] No grego a ausência do artigo com 'Deus’ enfatiza a qualidade. Portanto, João está claramente declarando que o Verbo possui a mesma qualidade que Deus, e é Deus! Longe de abdicar de ter elevada visão da natureza de Jesus, João afirma fortemente a completa divindade deste Homem que era o Verbo encarnado” (RICHARDS, Laurence. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento, 1ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, p.195).

 

  1. Jesus – o Deus Homem

Além de possuir todas as qualidades divinas — como, por exemplo, os atributos divinos: onipotência (Mt 8.16; 10.8); onisciência (Jo 2.24,25; 4.16-19); onipresença (Mt 18.20; 28.20); eternidade; (Cl 1.17; Jo 1.1) —, Jesus também era plenamente humano.

 

O nosso mestre amado renunciou voluntariamente a glória perfeita que tinha nos céus a fim de ser o Salvador da humanidade, se sujeitando às mesmas limitações em que qualquer ser humano está submetido. Não pense que foi fácil para Jesus enfrentar as dificuldades da vida. Como ser humano, Ele sentiu a necessidade do alimento diário como qualquer um sentiria em seu lugar. Mas o nosso Senhor foi fiel até o fim, guardando a Palavra de Deus (Mt 4.4).

 

O nome Filho do Homem, frequentemente usado por Ele mesmo, expressava tanto o seu estado de humilhação quanto o de glória quando vier julgar o mundo e reinar (Mt 11.19; Mc 8.31; Mt 24.30). Outra informação importante é que Jesus de Nazaré também teve uma profissão. Seu pai era carpinteiro e Ele aprendeu com o seu pai essa mesma profissão, e por isso, as pessoas o chamava "carpinteiro” (Mc 6.3). Como cidadão de bem, Jesus pagava os seus impostos. Certo dia, Ele demonstrou sabedoria quando o perguntaram se era certo pagar tributo a Roma ou não, ao que respondeu: Deem ao Imperador o que é do Imperador e deem a Deus o que é de Deus” (Mt 22.21). Embora tenha adquirido as maiores qualidades humanas possíveis da sua época, há uma que o distingue dos demais homens: Jesus jamais pecou. Ele veio a este mundo em semelhança da carne, mas jamais conheceu o pecado, apesar de ter sido tentado em tudo (Hb 4.15).

 

Portanto, caro adolescente, não pense que foi fácil para o nosso mestre atravessar todas aquelas adversidades, pois assim como você, Ele também foi adolescente e enfrentou muitas lutas. Quando você achar que não pode resistir a alguma tentação, lembre-se do mestre Jesus! Ele te ama e sabe o que se passa dentro de você. Persevere nEle!

 

AUXÍLIO TEOLÓGICO

O Ato Soberano de Deus

A humilhação voluntária de Jesus foi seguida de sua exaltação pelo Pai. Cristo não só foi ressuscitado dos mortos e restituído ã posição apropriada ã sua natureza; Deus 'exaltou soberanamente’ a Cristo, e lhe deu um 'nome que é sobre todo o nome’ (Fl 2.9). A palavra grega é huperupsoen, uma palavra que só ocorre aqui no Novo Testamento, significa literalmente 'superexaltar’.

 

Neste ato, Deus deu a Jesus um nome, Senhor (2.11), diante do qual todo joelho deve se dobrar, e que toda língua deve confessar (2.10). Portanto, a restauração de Jesus por Deus é a uma posição mais elevada — isto é, a uma posição de maior visibilidade do que aquela que Ele desfrutava anteriormente. 

Antes de Cristo voluntariamente escolher o caminho do auto-esvaziamento, Ele existia como Deus; mas, na incredulidade, os seres humanos poderiam ignorá-lo, e assim fizeram. Agora, ressuscitado e exaltado acima de tudo e todos, e com o Nome recebido de Deus Pai, Cristo voltará em glória e naquele grande desfecho será reconhecido por todos — crentes e incrédulos igualmente. O crente reconhece a Jesus hoje e alegremente escolhe ajoelhar-se diante dele. O incrédulo irá reconhecer a Jesus quando Ele voltar, e contra sua vontade será forçado a se ajoelhar e confessar a Cristo como Senhor de todos” (RICHARDS, Laurence. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento, 1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, p.440).

 

Conclusão

A Palavra de Deus nos ensina que Jesus operou muitos sinais e maravilhas. Ele ressuscitou mortos, acalmou a tempestade, multiplicou pões e peixes, etc. Foram tantos os milagres realizados por Jesus, que João afirmou que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escreveriam sobre o seu ministério glorioso. Contudo, dentre todas essas obras, o maior milagre é a sua morte e ressurreição. A morte de Cristo na cruz do Calvário é o motivo da nossa eterna salvação. Se não fosse o Filho de Deus assumir o nosso lugar e pagar o alto preço pelos nossos pecados, estaríamos perdidos. Mas Jesus se manifestou para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo.

 

E muito bom saber que temos um Deus que sabe o que se passa conosco! Portanto, "agora já não existe nenhuma condenação para as pessoas que estão unidas com Cristo Jesus” (Rm 8.1). Você não precisa mais se sentir culpado por nada. Agora você tem um advogado junto do Pai e Ele está à sua disposição para ajudá-lo a vencer qualquer pecado.Há muitos adolescentes em nossas igrejas que não se sentem perdoados por Deus, talvez pelas coisas erradas que já conheceram tão cedo. Mas a Palavra do Altíssimo nos ensina que o sangue de Jesus Cristo nos purifica de toda injustiça (1 Jo 1.9). Creia que você já foi perdoado por alguém que levou a culpa dos pecados em seu lugar. Seja um imitador dEle e siga as suas pegadas. Fazendo assim, você nunca se sentirá sozinho.

 

Recapitulando

Jesus é a imagem visível do Deus invisível. Um Deus que não se mostrou distante dos homens, mesmo quando estes pecaram e se distanciaram do seu amor.

 

Conhecendo bem as limitações humanas, o Pai proveu um meio pelo qual os homens pudessem tornar a se relacionar em comunhão com Ele. 0 Pai enviou o seu único Filho ao mundo para entregá-lo como sacrifício em favor dos homens. Mesmo tendo a natureza divina, o Filho de Deus assumiu a semelhança da carne e se humilhou à condição de um servo sofredor, mas obediente até a morte de cruz. Ele é plenamente Deus, mas também plenamente homem!O Senhor Jesus está a destra do Pai intercedendo pelos homens, visto que conhece intimamente o que se passa no coração de cada um. Seu exemplo nos leva a perceber que não estamos perdidos, pois há um Deus nos céus que sabe o que se passa aqui na Terra. Seu Filho sofreu para, além de nos prover salvação, também nos dar o exemplo de que, mesmo limitados, podemos sempre contar com a sua presença para nos ajudar a vencer o pecado e o glorificarmos como filhos obedientes e fiéis seguidores da sua Palavra.

 

Refletindo

 

  1. Você já se perguntou como Cristo poderia existir antes da fundação do mundo?

 

R: A ideia é de que o aluno reflita sobre a onisciência de Deus. Este já sabia que o homem após ser criado cairia em pecado, ficando sujeito à perdição eterna. Por esta razão, Ele preparou um caminho de salvação para a humanidade pelo qual o homem seria reconciliado com Deus.

 

  1. Você se considera um servo obediente e submisso a vontade de Deus?

 

R: Resposta pessoal.

 

  1. Você tem conversado com Deus sobre as coisas que se passam no seu coração?

 

R: Resposta pessoal.

 

 

 

Aula 2: Uma Pessoa Especial (Adolescentes)

 

Texto Bíblico

Lucas 7.36-50

 

DESTAQUE

"Quem está unido com Cristo é uma nova pessoa; acabou-se o que era velho, e já chegou o que é novo” (2 Co 5.17).

 

SUGESTÃO DE LEITURA: 

LEITURA DEVOCIONAL

SEG. Sm 16.7

TER. SI 51.17

QUA. Is 57.15

QUI. 2 Co 5.17

SEX. Mc 2.5

SÁB. Lc 5.23

DOM. Mt 11.27

OBJETIVOS

  1. Mostrar que Deus não julga como as pessoas;
  2. Explicar que Jesus conhece o coração arrependido;
  3. Afirmar que Jesus tem poder de perdoar pecados.

 

 

QUEBRANDO A ROTINA

 

Professor, na aula de hoje vamos aprender concernente a pessoa de Jesus. Seu olhar de graça sobre àqueles que estavam ao seu redor era diferente. Ele não julgava as pessoas de acordo com a aparência, mas conhecia os pensamentos de cada uma. A partir da história da mulher pecadora na casa de Simão, avalie com seus alunos que tipo de situações atuais revela certo preconceito com relação à aparência das pessoas.

Abra espaço para o diálogo sobre o assunto com seus alunos. Deixe que expressem situações cotidianas em que eles percebem que há um julgamento preconceituoso e reflita com eles: sobre o que a Palavra de Deus discorre sobre o julgamento. Separe referências bíblicas que rejeitam este tipo de comportamento. Ensine-os que devemos tratar as pessoas do mesmo modo que Jesus as trataria. Ele não considera o passado pecaminoso das pessoas. Antes, quando Cristo perdoa, Ele não se lembra mais de seus pecados. Assim também devemos amar e considerar as pessoas.Prezado professor, estamos vivendo em uma época de mudança no olhar da sociedade. Há determinadas situações que ocorrem nos dias atuais que, até determinada época, eram consideradas imorais e inaceitáveis para a sociedade. Contudo, este olhar mudou e hoje vemos uma crescente inversão de valores. Por esta razão, é importante que seus alunos estejam preparados para lidar com estas situações, sem abrir mão dos valores da Palavra de Deus. Explique aos seus alunos que a igreja não foi idealizada para fortalecer o preconceito na sociedade, seja com relação às questões étnicas, de orientação sexual ou mesmo religiosa. Antes, possui as Escrituras Sagradas como código de ética que rege a conduta daqueles que expressam a fé no Evangelho de Cristo.

 

Vivemos numa sociedade onde as pessoas avaliam os relacionamentos de acordo com o que as outras têm a oferecer, e não pelo que são. A adolescência é repleta de situações assim. Nos círculos da sua amizade, como por exemplo, na sua escola, muitas vezes, alguns colegas vão até você com interesses nada verdadeiros. Mas pare um pouco e pense: Você foi chamado para pensar diferente! Para viver diferente!Por isso, esta lição mostrará que quando Jesus foi convidado a um banquete na casa de um fariseu chamado Simão, entrou por ali uma mulher pecadora. Nosso Senhor não olhou para a sua condição, mas para a verdadeira motivação daquela mulher. Esta demonstrou um tão grande amor por Jesus que é lembrada até os dias atuais. 0 Mestre usou o exemplo daquela mulher para nos ensinar que não devemos julgar as pessoas pela aparência, pois cada ser humano é uma pessoa, um indivíduo que vale muito mais que qualquer bem material.

 

  1. UMA MULHER PECADORA

 

Jesus de Nazaré se relacionava com as pessoas comuns da Galileia e, igualmente, se relacionava também com pessoas ilustres daquela província. Certa vez, Jesus foi convidado por um fariseu, de nome Simão, a jantar em sua casa. Geralmente, quando os fariseus convidavam alguém para um jantar em sua residência, tal gesto significava que a pessoa convidada seria honrada com um banquete. Convidar um mestre viajante para uma refeição após sua pregação na sinagoga era uma ação comum entre os judeus. Por conta disso, o fariseu insistiu para Jesus jantar em sua casa, afinal de contas, tanto o fariseu quanto outros convidados desejavam saber quem era aquele galileu que surpreendia a tantos com os seus ensinamentos (cf. Lc 7.36).Havia naquela cidade uma mulher pecadora de má fama por conta da vida errada que levava. Ela ficou sabendo que Jesus estava jantando na casa do fariseu. Então, a mulher pegou um frasco de alabastro, asa de Simão. Jesus estava assentado e comendo, quando de repente ela chegou por detrás dos seus pés e começou a lavá-los com suas lágrimas e a enxugá-los com o seu próprio cabelo e, depois, a beijá-los. Todos os olhares dos convidados se voltaram para a mulher. Então ela pegou o frasco de alabastro que trazia consigo, cheio daquele perfume de grande valor, e derramou sobre os pés de Jesus.Aquela demonstração de amor da mulher pecadora intrigou a muitos fariseus que ali estavam, inclusive, a Simão, que em pensamento dizia: "Se este homem fosse, de fato, um profeta, saberia quem é esta mulher que está tocando nele e a vida de pecado que ela leva” (v. 39). Mas Jesus não julgou aquela mulher pelos seus pecados, e muito menos a ignorou. Aquele perfume era o melhor que a mulher pecadora poderia oferecer a Jesus. A história bíblica que estamos estudando nos ensina que o Senhor Jesus não julga as pessoas como nós as julgamos, pois na maioria das vezes olhamos para a aparência das pessoas, mas o Senhor vê o coração (1 Sm 16.7). Jesus sabia do passado tenebroso daquela mulher pecadora. Mas certo dia, ela ouviu falar de Jesus, e quando teve a oportunidade, lançou-se aos pés do Senhor e o adorou.

Do mesmo modo, o Senhor também conhece o seu coração, não importa as coisas erradas que você tenha feito. Deus não vê como o homem vê. Ele está atento às intenções do nosso coração. Lembre-se: o sacrifício a Deus é um espírito humilde; Ele não rejeitará um coração humilde e arrependido (SI 51.17), pois quando há um verdadeiro arrependimento o Senhor nos acolhe e aceita.

 

AUXÍLIO TEOLÓGICO

"Neste texto a mulher é identificada como uma 'pecadora’ [hamartolos] (7.39), significando que era uma prostituta, ou a esposa de um homem cujo trabalho era considerado desonrado. Como o versículo 47 relata que Jesus falou dos seus muitos pecados, devemos aparentemente preferir a primeira possibilidade. Mas não imaginamos como uma conhecias prostituta poderia entrar na casa de um fariseu.Não podemos conceber que ela tenha batido na porta dessa grande casa, contado ao mordomo a sua missão, e recebido autorização para atravessar uma série de salas até chegar à sala de jantar. Naquela época, quando a hospitalidade era considerada uma grande virtude, muitas vezes o anfitrião arrumava as mesas em um local descoberto com um jardim, e abria o portão para os outros verem como havia generosamente recebido os seus hóspedes. Alguns passantes podiam até se deter no pátio para admirar a comida que estava sendo servida, uma atitude que mais honrava o anfitrião do que o perturbava. Assim sendo, a mulher poderia ter facilmente se introduzido para abaixar-se aos pés de Jesus e banhá-los com uma torrente de lágrimas” (RICHARDS, Laurence 0. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento, 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD 2007)

 

  1. JESUS, UM PROFETA DIFERENTE

Apesar de Simão ter demonstrando simpatia por Jesus, o seu orgulho farisaico não deixava enxergar a maravilhosa natureza da graça. Para Simão, se Jesus era verdadeiramente um profeta, Ele não poderia permitir que aquela mulher impura se aproximasse dEle, quanto menos lhe tocar.Mas Jesus era um profeta diferente. Conhecendo os pensamentos de Simão, o mestre contou-lhe uma história: "Dois nomes tinham uma dívida com um homem que costumava emprestar dinheiro. Um deles devia quinhentas moedas de prata, e o outro, cinquenta, mas nenhum dos dois podia pagar ao homem que havia emprestado. Então ele perdoou a dívida de cada um.

 

Qual deles vai amá-lo mais? Então Simão respondeu: — Aquele que foi mais perdoado!” (Lc 7.41-43). Então, Jesus lhe disse que estava certo. O julgamento de Simão a respeito da situação proposta na história estava correto. No entanto, Jesus começou a mostrá-lo que a sua maneira de entender a vontade de Deus estava totalmente distorcida. Ele como um bom fariseu, não havia tratado Jesus de acordo com a honra devida a um convidado em um banquete. Mas aquela mulher, ao contrário dele, honrou Jesus com uma profunda demonstração de amor e gratidão pelo fato de o Mestre não a ter desprezado devido ao seu passado pecaminoso. Assim, Jesus finalizou a história ensinando a Simão que o grande amor demonstrado por aquela mulher comprovou o seu sincero arrependimento e, dado isso, Ele disse a mulher: "— Os seus pecados estão perdoados” (v. 48). Quando Deus nos perdoa, Ele não se lembra mais do nosso passado nem lança em nosso rosto as coisas erradas que fizemos: "Quem está unido com Cristo é uma nova pessoa; acabou-se o que era velho, e já chegou o que é novo” (2 Co 5.17).

 

  1. QUE HOMEM É ESSE QUE ATÉ PERDOA PECADOS?

 

Além de ensinar a Simão o verdadeiro significado da graça, Jesus nos mostra uma importante lição na história contada: "Mas onde pouco é perdoado, pouco é mostrado” (Lc 7.47). Nosso Senhor mostrou que as pessoas conscientes do grande perdão que receberam de Deus demonstram mais gratidão a Ele. Somos perdoados por Deus não porque o amamos, mas porque Ele nos amou primeiro (1 Jo 4.19).Agora, Jesus direciona seu olhar para a mulher pecadora e declara: Os seus pecados estão perdoados” (v.48). "Mas quem é este que até perdoa pecados?” — Alguém questionou. E simples, Jesus é o Filho de Deus e foi da vontade do Pai glorificar o Filho e entregar em suas mãos todo o poder para que todos os que creem no Filho também recebam o próprio Pai (Mt 11.27).Você também já foi perdoado pelo Senhor. Como o apóstolo Paulo, declare: "Assim já não sou eu quem vive, mas Cristo é quem vive em mim. E esta vida que vivo agora, eu a vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se deu a si mesmo por mim” (Gl 2.20). Portanto, devemos olhar para as pessoas com o olhar de Cristo. Pois assim como fomos amados por Ele com um amor que vai além da nossa compreensão, também devemos amar as pessoas e respeitá-las. Esse é o verdadeiro significado da graça de Deus.

 

AUXÍLIO DIDÁTICO

Professor, atualmente tem predominado nas escolas seculares a discussão a respeito do conceito de família. De acordo com muitos educadores, a escola deve desconstruir o antigo paradigma de família herdado pela tradição cristã e assumir uma nova concepção acerca da formação familiar com base na diversidade de gênero. Infelizmente os que são simpatizantes desta concepção, consideram aqueles que pensam de forma diferente como preconceituosos e intolerantes. É de suma importância que você ensine os seus alunos a diferença entre preconceito e liberdade de pensamento.Traga para aula, reportagens de jornais, revistas e artigos que abordam o assunto. Escreva no quadro a definição dos conceitos de preconceito e verdade de expressão. Seus alunos devem tratar com pleno respeito aqueles que são sege dores desta nova concepção. No entanto, explique-os que não devem abrir mão dos preceitos da Palavra de Deus a respeito deste assunto. A nossa base de pensamento encontra-se na doutrina ensinada nas Escrituras Sagradas e não devemos abrir mão dela.

RECAPITULANDO

 

A sociedade em que vivemos estimula as pessoas a pensarem propriamente no bem-estar pessoal e não no do próximo. Por essa razão, as relações se tornam superficiais e temporárias. A história que estudamos hoje nos ensina que Jesus não tratou as pessoas pela aparência e nem por aquilo que elas tinham a oferecer. Não importasse a situação financeira nem mesmo o passado ou a posição social da pessoa, Jesus tratava a todos com imparcialidade. O seu amor surpreendeu a muitos e a sua graça a muitos libertou. De fato, Jesus era uma pessoa diferente, e a proposta que fez aos seus discípulos consistia em que eles tivessem o mesmo olhar para com as pessoas.

 

Caro adolescente, você está em uma fase de amadurecimento. Certamente está conhecendo um mundo novo e fazendo novas amizades. Peça a Deus sabedoria, não julgue as pessoas por aquilo que elas têm a oferecer, mas valorize-as por aquilo que elas são: criaturas de Deus que Ele ama e quer salvar. Ore ao Senhor para que Ele use você para mostrar aos outros o amor de Deus e a maravilhosa natureza de sua graça.

 

REFLETINDO

  1. Em Israel, na época de Jesus, o que significava chamar as pessoas para um banquete em sua casa?

R: Significava que a tal pessoa seria honrada com um banquete. 

  1. O que a demonstração de amor da mulher comprovou?

R: Comprovou o seu sincero arrependimento. 

3.Você tem consciência do grande perdão que recebeu de Deus?

R: Resposta pessoal.

 

 

 

Aula 3: O Filho Amado e Obediente (Adolescentes)

 

Texto Bíblico

Lucas 2.21-24,39-52 

 

DESTAQUE

"Embora fosse o Filho de Deus, ele aprendeu, por meio dos seus sofrimentos, a ser obediente” (Hb 5.8).

 

LEITURA DEVOCIONAL

SEG. Lc 2.51,52

TER. Mt3.17

QUA. Mc 6.3

QUI. Jo 17.1,2

SEX. 2.6-8

SÁB. Jo 4.34

DOM. Hb 5.8

OBJETIVOS

Informar que Jesus recebeu uma boa educação de seus pais;

Destacar que Cristo passou por todas as etapas da educação judaica;

 

Ensinar que Jesus era um filho obediente à vontade de seu Pai celestial.

 

 

MATERIAL DIDÁTICO

Folha de papel sulfite; lápis.

 

QUEBRANDO A ROTINA

Professor, confeccione um check list com as seguintes perguntas abaixo e peça-os que façam uma autoavaliação. A ideia é conscientizá-los da importância de ser obediente em tudo. Porquanto, há um mandamento ' muito especial, seguido de uma promessa, que eles não podem deixar de praticar:  Respeite o seu pai e a sua mãe, para que você viva muito tempo na terra que estou lhe dando’' (Êx 20.12).

 

Checklist:

(       ) Respeito os meus pais quando sou repreendido.

(       ) Ajudo os meus irmãos nas tarefas de casa.

(       ) Sempre comunico os meus pais aonde vou quando saio com os amigos.

(       ) Invisto tempo em meus estudos.

(       ) Fico até tarde na internet sem a autorização de meus responsáveis.

(       ) Minto quando me pedem satisfação de alguma coisa que estava sob a minha responsabilidade.

(       ) Trato os meus irmãos com carinho e respeito.

(       ) Gasto o dinheiro que recebo de meus pais a e maneira responsável.

(       ) Vou à igreja porque tenho prazer em adorara Deus com os meus pais.

 

ESTUDANDO A BÍBLIA

Prezado professor, a obediência é um preceito crucial para a vida de seus alunos.

 

Tudo nesta vida depende do quanto estamos dispostos a ser submissos às autoridades que Deus constituiu acima de nós na sociedade. A Capacidade de submissão não é algo com que nascemos com ela, e sim uma questão de formação.Muitos de seus alunos não são educados da maneira devida em seus lares porque não possuem referenciais de respeito e educação. Há pais que não dão bom exemplo para os seus filhos e, com isso, vemos uma sociedade rebelde e que não está disposta a seguir regras. Por esta razão, é importante que você explique aos seus alunos sobre obedecer aos seus responsáveis em tudo aquilo que for correto, ainda que eles não sejam cristãos, pois o Senhor recompensa aqueles que honram seus pais e cumprem o mandamento de Deus. Além do mais, compartilhe com seus alunos a sua experiência de obediência aos seus pais. Conte acerca das suas dificuldades que enfrentou na adolescência para obedecer aos mais velhos, mas que ao final, aprendeu que o caminho da obediência é o melhor.

Hoje, vamos aprender que Jesus, embora fosse divinamente o Unigênito Filho de Deus, em tudo era obediente aos seus pais. Ele cresceu e se desenvolveu como qualquer criança normal e aprendeu a honrar e a respeitar sua família e amigos. Como Filho de Deus, Ele também foi obediente ao seu Pai celestial em tudo, tanto que tinha a preocupação de cuidar dos "negócios de seu Pai” com zelo. Então, vamos conhecer mais um pouco da educação de Jesus?

 

  1. UM MENINO EDUCADO

 

Quando Deus decidiu que era a hora de enviar o seu Filho Amado a este mundo, o Pai teria de escolher um lar e pessoas que fossem responsáveis pela criação de seu Filho. O interessante nessa história é que Deus em sua sabedoria não escolheu um casal rico que tivesse recursos materiais de sobra para a educação a e seu Filho. Ao invés disso, Ele escolheu colocar Jesus em uma família pobre de bens materiais, mas rica em fé e amor. Os pais de Jesus eram judeus dedicados a Deus (Lc 2.22-24). Este fato comprova que a família de Jesus era pobre e honrava ao Senhor com fidelidade. Foi nesse ambiente humilde que o Filho de Deus cresceu e foi educado por seus pais. O bom exemplo dos pais de Jesus era fundamental para o desenvolvimento saudável do menino.A criação de Jesus nos ensina muitas coisas, inclusive, acerca da maneira como os filhos devem ser educados. Embora, talvez, tenhamos tudo de bom e de melhor que um adolescente sonha em adquirir, o mais importante, e o que levaremos pelo resto da vida, é o exemplo de nossos pais. Talvez, você não tenha os bens materiais que gostaria de ter ou nem estuda na melhor escola do seu bairro, mas Deus deu a você uma família abençoada, pais e irmãos que, apesar de não serem perfeitos, amam você. Existe algum bem maior do que este? Certamente, não.Assim como Jesus, talvez você não tenha tudo de bom e do melhor no aspecto material, mas você tem o mais importante que é o amor de Deus e o de sua família. Pense nisso!

 

AUXÍLIO TEOLÓGICO

"Filhos, sede obedientes

 

Os filhos de crentes devem permanecer sob a orientação dos pais, até se tornarem membros doutra unidade familiar através do casamento:

 

  1. As crianças pequenas devem ser ensinadas a obedecer e a honrar os pais, mediante a criação na disciplina e doutrina do Senhor (Ef 6.4- Pv 13.24; 22.6). 
  1. Os filhos mais velhos, mesmo depois de casados, devem receber com respeito, o conselho dos pais (v. 2) e honrá-los na velhice, mediante cuidados e ajuda financeira, conforme a necessidade (Mt 15.1-6). 
  1. Os filhos que honram seus pais serão abençoados por Deus, aqui na terra e na eternidade (v. 3)” (Bíblia de Estudo Pentecostal. 1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p.1819).

 

  1. A EDUCAÇÃO DE JESUS  

 

 

Como todo menino judeu, Jesus também foi educado na lei mosaica. A educação judaica passava por várias etapas. Primeiramente, era dever do pai instruir o filho nas tradições religiosas. Era essencial que as crianças aprendessem a ler as Escrituras aos cinco anos de idade. Depois, o Misnah — que eram as tradições orais aprendidas aos dez anos. Aos treze anos, um menino judeu tornava-se "filho do mandamento”, e era exigido que ele viajasse até Jerusalém para participar das principais festas religiosas anuais. Contudo, dois anos antes, os doutores da Lei requeriam que se levasse o menino a Jerusalém para observar os direitos festivos, ocasião esta em que, provavelmente, Jesus se encontrou com os seus pais quando estes o procuravam durante a festa.Nos dias de sábado, era normal que pessoas comuns fizessem perguntas livremente aos sábios no Templo durante as festas. Por isso encontramos Jesus entre os doutores perguntando e também ensinando de maneira que todos se maravilhavam com a sabedoria que o Filho de Deus demonstrava (Lc 2.46-48). Do mesmo modo, você também deve ser dedicado aos estudos, pois o Senhor também quer que você se torne uma pessoa sábia e entendida por onde quer que você passe.Notamos que Jesus passou por todas as etapas comuns que uma criança judia deveria ser educada. Ele era dedicado aos estudos de sua época e, como era comum, todo filho homem teria de aprender uma profissão com seu pai. No caso de Jesus, ele seguiu o ofício de seu pai e tornou-se carpinteiro (Mt 13.55). Este ofício incluía os consertos domésticos, a fabricação de móveis e instrumentos de trabalho agrícola como arados e jugos. Assim, o menino Jesus cresceu em uma família numerosa, cuidando de seus irmãos, pois ele era o filho mais velho e em tudo deveria dar o exemplo.

 

AUXÍLIO TEOLÓGICO

"Ele 'crescia em sabedoria, e em estatura’.

Ele não poderia crescer nas perfeições da sua natureza divina; mas aqui a referência é à sua natureza humana. O seu corpo crescia em estatura e em volume, Ele estava na idade de crescimento; e a sua alma crescia em sabedoria, e em todos os dons de uma alma humana. Embora a Palavra Eterna estivesse unida à alma humana desde a sua concepção, ainda assim a divindade que residia nele se manifestava gradativamente na sua humanidade. A medida que as faculdades da sua alma humana ficavam cada vez mais capacitadas, os dons que Ele recebia da natureza divina eram transmitidos, mais e mais. E Ele crescia em graça para com Deus e os homens’, isto é, em todas aquelas graças que o faziam aceitável a Deus e aos homens. Desta maneira, Cristo se adaptou ao seu estado de humilhação, para que, tendo concordado em ser um bebê, uma criança, e um jovem, a imagem de Deus brilhasse mais forte nele quando crescesse. Esta glória do Pai brilhava ainda mais na vida de Jesus quando Ele cresceu, já não sendo mais um bebê ou uma criança. Observe, então, que à medida que os jovens crescem em estatura, devem crescer em sabedoria, crescerão no favor de Deus e dos homens” (Comentário Bíblico Matthew Henry Novo testamento: Mateus a João. Vol. V. l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008, p.538).

 

  1. UM EXEMPLO DE OBEDIÊNCIA

Além de ser bem educado e obediente aos seus pais, Jesus tinha a consciência de quem Ele era. Humanamente, Jesus era filho de Maria, mas divinamente era o Filho Amado de Deus. Isso explica o seu interesse em cuidar "das coisas” de seu Pai. Quando seus pais perceberam que Ele não estava entre os familiares na volta dos dias festivos, retornaram aflitos para Jerusalém a fim de procurarem por Jesus. Finalmente, o encontraram entre os mestres da Lei e o questionaram o porquê de haver feito aquilo. A resposta foi bem clara: "Por que vocês estavam me procurando? Não sabiamque eu devia estar na casa do meu Pai?” (Lc 2.49). Jesus sabia da sua responsabilidade de zelar pelas coisas de seu "Pai”. Ele tinha um compromisso espiritual em fazer a vontade de Deus. O próprio Pai deu testemunho de seu Filho no momento de seu batismo por intermédio de João, o Batista, quando do céu foi ouvida a voz que dizia: "Este é o meu Filho querido que me dá muita alegria” (Mt 3.17).

 

Jesus é o Filho Amado de Deus porque se dedicava em fazer o que estava em conformidade com a vontade do Pai. Deus também se agrada quando estamos atentos em fazer a sua vontade. Quando renunciamos as nossas vontades para servimos a dEle, isso é agradável a Deus. Você também pode ser um filho amado que agrada ao Pai, estudando a Bíblia, fugindo do pecado e servindo a Deus na sua igreja. Saiba que o Senhor se agrada do jovem que mesmo diante de tantas coisas que o mundo pode oferecer, abre mão de tudo para servir e adorar a Deus em santidade.Além disso, a Palavra de Deus relata que Jesus era um adolescente que conforme crescia fisicamente e em sabedoria, as pessoas se agradavam mais dEle (Lc 2.52). Você já se perguntou se é uma pessoa agradável? Ou se é alguém que as pessoas não querem estar perto? 

Seja um filho ou uma filha agradável e obediente ao Pai, pois assim, você será agradável às pessoas ao seu redor também. 

 

AUXÍLIO DIDÁTICO

Professor, seus alunos estão vivendo em uma época em que a mídia e a sociedade empregam forças para convencê-los de que podem decidir o que fazer ou não com o corpo, com a vida, com o dinheiro, sem haver necessidade alguma de prestar satisfação a quem quer que seja. São valores distorcidos de uma sociedade rebelde e que se opõe aos preceitos da Palavra de Deus. Com isso, muitos de seus alunos se sentem acuados em conversar sobre o assunto com as pessoas mais experientes porque pensam que eles não entenderão a dinâmica que a realidade atual apresenta. Por esta razão, amigo professor, é fundamental que você se atualize com relação aos fatos que ocorrem na vida dos adolescentes do século XXI. Saiba que eles não gostam de ser apontados ou mesmo julgados pelo processo que estão passando. Por isso, tenha a paciência de ouvi-los com relação ao que pensam. Fazendo assim, você ganhará a confiança deles, e será mais fácil orientá-los.Ao final da aula, proponha uma roda de diálogo sobre a temática da lição: A importância da obediência. Ouça-os sobre suas dificuldades de obedecer às autoridades; o que pensam a respeito das exigências que lhes são impostas. Finalize, apresentando o que a Palavra de Deus declara a respeito da obediência.

 

  1. UM FILHO QUE CRESCIA DE ACORDO COM A VONTADE DE DEUS

 

O crescimento de Jesus se dava de mane 'a integral: físico, mental e espiritual. Apesar da pouca idade, Jesus demonstrava ser um adolescente maduro. Ele não falava qualquer bobagem. O fato de estar no meio dos sábios mostra que Jesus tinha um sério interesse pelas questões espirituais. Seus pais lhe deram a educação de que precisava para se tornar uma pessoa de bem. Mas Jesus foi além. Ele escolheu obedecer ao seu Pai celestial em todas as coisas (Lc 2.46,49). Havia um interesse pessoal de Jesus pelas coisas de Deus.Na fase da adolescência, é normal você ser influenciado pelas coisas que são comuns ã vida de muitos jovens, mas há algo acima do normal para sua vida: o interesse pessoal pelas coisas de Deus! Quando você atingir este nível, saberá o quanto o Pai o recompensará por isso. Portanto, dedique-se em buscar a presença de Deus e não se deixe levar pelo conselho de más companhias. O adolescente que se volta para as coisas de Deus é diferente. Você não precisa ser igual à maioria, basta ser parecido com Jesus. Seja um adolescente que honre a Deus e respeite o próximo.

 

RECAPITULANDO

Jesus cresceu em um lar humilde. Apesar dos poucos recursos que seus pais tinham, eles souberam lhe dar uma boa educação. Por outro lado, Jesus também correspondeu à dedicação de seus pais sendo um filho obediente. Podemos aprender com isso que não são os recursos materiais que explicam qual o modelo ideal de educação dos filhos. A maior didática para ensinarmos as pessoas é sendo o exemplo. Os pais de Jesus souberam dar bom exemplo para este quando Ele ainda era um menino. Mesmo sendo o Filho Amado de Deus, Ele não rejeitou a se sujeitar à autoridade de seus pais em tudo o que eles lhe ordenavam. Jesus tinha a consciência de que era o Filho Amado de Deus, o porquê de ter sido enviado a este mundo e o propósito de sua missão. Mas o que adiantaria realizar todo o empreendimento celestial se Ele não se tornasse essencialmente humano?Por esta razão, o autor da Carta aos Hebreus declara: "Embora fosse o Filho de Deus, ele aprendeu, por meio dos seus sofrimentos a ser obediente” (Hb 5-8). Ele abriu mão de sua glória para assumir a forma humana a fim de ser o nosso melhor exemplo de filho, amado por Deus e orgulho de seus pais. Seja você também o motivo de muita alegria para a sua família!

 

Refletindo

 

  1. Que tipo de educação Jesus recebeu em sua infância?

R: Jesus foi educado por seus pais e também de acordo com a ei mosaica.

 

  1. Você se considera uma pessoa bem educada e trata as pessoas com respeito?

Resposta pessoal.

 

  1. Conte um pouco a respeito da sua criação.

Resposta pessoal.

  

Aula 4: O Amigo Legal (Adolescentes)

 

A amizade quando é verdadeira nunca acaba. Por mais que o tempo passe e as coisas mudem de lugar, a amizade permanece, pois foi construída com sinceridade. Nem mesmo a distância pode fazer uma amizade verdadeira chegar ao fim. A história de hoje narra um episódio bem marcante do ministério de Jesus: a Ressurreição de Lázaro. Vamos ver como o Senhor Jesus usou de tão grande compaixão para com os seus queridos amigos?

 

Aula 4 - O Amigo Leal

Texto Bíblico

Lucas 10.38-42; João 11.1-45

DESTAQUE

"Ninguém tem mais amor pelos seus amigos do que aquele que dá a sua vida por eles” (Jo 15.13).

LEITURA DEVOCIONAL

SEG. Pv 17.17

TER. Jo 15.13,14

QUA. Pv 27.10

QUI. Lc 1.37

SEX. Rm 8.28

SÁB. Jo 11.40

DOM. 2 Tm 2.11-13 

OBJETIVOS

Conscientizá-los de que os amigos são mais importantes do que as coisas materiais;

Destacar que Deus age em nossas vidas na hora certa;

Informar que Deus quer nos tornar testemunhas da manifestação do seu poder.

 

MATERIAL DIDÁTICO

Folha de papel sulfite; caneta

 

QUEBRANDO A ROTINA

Professor, na aula desta semana, seus alunos aprenderão que Jesus é o amigo leal que não desampara nunca. Devemos ter em mente que as muitas aflições que nos sobrevêm nesta vida, fazem parte do plano de Deus para manifestar seu poder ao nosso favor. Por isso, realize uma enquete com seus alunos: Distribua folhas de papel sulfite para cada um. Em seguida, peça que escrevam a seguinte pergunta: Atualmente, como os adolescentes se comportam em relação às amizades? Você acredita que ainda existe amizade verdadeira?Peça que escrevam o que acham na folha. Depois, os alunos deverão ler em voz alta e expor o que pensam sobre o assunto. Ao final, explique que os nossos relacionamentos devêm ter como base os preceitos que Cristo ensinou: o amor ao próximo, a misericórdia e a verdade. Explique que os amigos são pessoas, que influenciam diretamente nossas vidas, assim como nós também exercemos influência sobre elas. Por esta razão, devemos ser amigos que levam as pessoas a Cristo. As verdadeiras amizades são aquelas que nos ajudam crescer espiritualmente.

 

ESTUDANDO A BÍBLIA

Prezado professor, o tema da aula de hoje é de suma importância para a vida espiritual de seus alunos. Nos dias atuais em que o amor tem se esfriado entre as pessoas, muitos já não acreditam que exista amizade verdadeira. Mas as Escrituras Sagradas relatam que Cristo revelou ser o melhor amigo que alguém possa ter. Mesmo que venhamos a passar por aflições e tribulações nesta vida, devemos ter a esperança de que Cristo não desampara os seus amigos. Ele mesmo afirmou aos seus discípulos: "chamo vocês de amigos, pois tenho dito a vocês tudo o que ouvi do meu Pai”. Jesus nos considera como seus amigos, e uma amizade verdadeira nos ensina coisas boas. Você tem sido amigo de seus alunos? O nosso comportamento como professor conta muito na hora de ensinar. A afinidade e identificação com seus alunos são fundamentais para que eles sejam cativados a aprender mais o conteúdo da Palavra de Deus na Escola Dominical. Portanto, seja amigo de seus alunos.Ter amigos com quem possamos contar nos momentos difíceis é muito bom. Eles são pessoas com quem podemos compartilhar nossos segredos e afinidades. A amizade quando é verdadeira nunca acaba. Por mais que o tempo passe e as coisas mudem de lugar, a amizade permanece, pois foi construída com sinceridade. Nem mesmo a distância pode fazer uma amizade verdadeira chegar ao fim. A história de hoje narra um episódio bem marcante do ministério de Jesus: a Ressurreição de Lázaro. Vamos ver como o Senhor Jesus usou de tão grande compaixão para com os seus queridos amigos?

 

  1. Marta e Maria

Marta e Maria eram muito amigas de jesus. Certa vez, o Mestre passava por Betânia e Marta o recebeu em sua casa. Enquanto Marta estava atarefada com as coisas de casa, Maria sentou-se aos pés do Senhor e ouvia o que Ele ensinava. Incomodada com aquela situação, Marta pediu ao Mestre que ordenasse a Maria a ajudá-la com os afazeres domésticos. Então, Jesus disse a Marta: "Marta, Marta, você está agitada e preocupada com muitas coisas, mas apenas uma é necessária” (vv.41,42).Jesus estava ensinando a Marta que embora ela demonstrasse um desejo de servir, na verdade ela não estava dando a devida atenção ao seu convidado especial. Isso já aconteceu com você? Muitas vezes fazemos as coisas do dia a dia e não percebemos que precisamos dar atenção às pessoas. Por mais importante que seja o nosso trabalho e as nossas preocupações, as pessoas devem ser a nossa prioridade.A Palavra de Deus nos ensina que devemos pôr em primeiro lugar em nossa vida o Reino de Deus e a sua vontade, e Ele nos dará todas as outras coisas (Mt 6.33). Amigos são importantes e devem ter prioridade em nossas vidas. Não deixe o seu melhor amigo de lado, seja o que for que estiver fazendo, separe um momento para dar atenção a Jesus, o seu amigo especial, Ele prometeu que nunca deixaria você sozinho. Convide o Senhor para compartilhar todos os momentos de sua vida, sejam eles de alegria ou de tristeza. Jesus é o nosso amigo leal!

 

AUXÍLIO TEOLÓGICO

“Amigo, Amizade:

 

Duas palavras do AT, a palavra hebraica rea (e seus derivativos), ‘amigo’, ‘vizinho’, ‘companheiro’; e oheb (particípio de ahab, ‘amar’), ‘amante’, ‘amigo querido’; e duas palavras do NT, a grega hetairos, ‘companheiro’, ‘vizinho’, ‘amigo’; ephilos, 'amigo querido’, referem-se a companheiros e amigos íntimos. Dessa forma, tanto o AT como o NT têm palavras tanto para um simples amigo, como para um amigo profundamente afeiçoado.

 

A Bíblia fala de dois tipos de amizade:

  1. Entre um homem e Deus, como no caso de Abraão (2 Cr 20.7; Is 41.8; Tg 2.23) e Moisés (Ex 33.11);
  2. Entre um homem e outro homem, como a amizade entre Davi e Husai (2 Sm 15.37; 16.16), entre Elias e Eliseu (2 Rs 2), e entre Davi e Jônatas, que é o caso mais famoso de amizade nas Escrituras, no qual havia um amor que era 'mais maravilhoso... do que o amor das mulheres’ (1 Sm 18.1; 2 Sm 1.26). Há um exemplo extraordinário de amizade entre mulheres, isto é, a amizade de Rute com sua sogra Noemi (Rt 1.16-18). Salomão falou muitas palavras de sabedoria sobre a amizade, tais como: 'Em todo o tempo ama o amigo’ (Pv 17.17); ‘Fiéis são as feridas feitas pelo que ama’ (Pv 27.6); ‘há amigo mais chegado do que um irmão’ (Pv 18.24); e 'Não acompanhes o iracundo’ (Pv 22.24).

 

O relacionamento experimentado por Cristo e os doze discípulos desenvolveu-se a partir do relacionamento que existe entre mestre e o aprendiz, daquele que existe entre o Senhor e o servo (Jo 13.13), e daquele que existe entre amigo e amigo (Jo 15.13-15). Judas, chamado de ‘meu próprio amigo íntimo, em quem eu tanto confiava’ (SI 41.9), é um exemplo terrível de um amigo infiel (Mt 26.14-16)” (Dicionário Bíblico Wycliffe, 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p.91).

 

  1. Jesus amava seus amigos

 

O Evangelho nos ensina que sempre que podia, Jesus separava um tempo para compartilhar da comunhão com os amigos mais próximos. E não era diferente com Lázaro e suas irmãs. Certo dia chegou a Jesus a notícia de que Lázaro estava muito doente. Então Maria e Marta mandaram avisar ao Mestre, pois sabiam que Ele poderia curar o seu amigo. Todavia, Jesus ainda demorou mais dois dias no lugar onde estava e Lázaro veio a falecer.

 

Havia um motivo especial para a demora do Mestre. Quando Jesus recebeu a notícia da enfermidade de Lázaro, Ele afirmou: "o resultado final dessa doença não será a morte de Lázaro. Isso está acontecendo para que Deus revele o seu poder glorioso” (Jo 11.4). O plano de Deus é perfeito, nada foge do seu controle, Ele tem todo o poder e age na hora certa. Então, Jesus reuniu os discípulos e foi para a casa de Lázaro em Betânia. Chegando lá, encontrou Marta e Maria desoladas, lamentando a morte de seu irmão. Então Marta disse a Jesus: "Se o senhor estivesse aqui, o meu irmão não teria morrido!” (v.21). O lamento de Marta expressava a tristeza de alguém que esperava algo mais do amigo em quem confiava. Ela não conseguiu entender o que estava acontecendo. Por que seu amigo amoroso, a quem tanto confiava, demorou em atender ao seu pedido, e justamente no momento mais difícil da vida de seu irmão?Muitas vezes também não entendemos o porquê de Deus demorar tanto em responder aquilo que estamos lhe pedindo. A sensação que temos é que a situação está indo de mal a piore parece que o Altíssimo não está ouvindo a nossa oração. Mas seja o que for que você estiver passando em sua vida, saiba que esta fase de fato é difícil e você não entenderá porque tantas coisas acontecem ao mesmo tempo. Contudo, não desanime! A Palavra de Deus nos ensina que "todas as coisas trabalham juntas para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles a quem ele chamou de acordo com o seu plano” (Rm 8.28). Por isso, sempre espere em Deus e confie no Senhor!

 

  1. O milagre da Ressurreição

 

A dor das irmos de Lázaro foi tão intensa que elas questionaram o Mestre pelo fato dEle não estar presente no momento mais difícil da vida delas. Mas a resposta de Jesus à Marta foi surpreendente: "o seu irmão vai ressuscitar!” Jesus revelou à Marta que aquilo que parecia impossível se tornaria uma oportunidade para que o nome de Deus fosse exaltado. Marta ainda tentou formular uma explicação lógica para a ressurreição de Lazáro: "Eu sei que ele vai ressuscitar no último dia!” (Jo 11.24). Entretanto, ela não se deu conta de que o poder da vida estava justamente diante de seus olhos. Então, Jesus lhe disse: "Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim nunca morrerá. Você acredita nisso?” (vv. 25,26). Embora não soubesse, Marta estava prestes a testemunhar a manifestação do poder de Deus de uma forma jamais vista.Há muitas situações difíceis de enfrentar na adolescência e você pode até pensar em buscar um caminho mais fácil para resolver seus problemas. Mas o que você precisa é crer e não perder a esperança. Talvez você ainda não se deu conta, mas a resposta está diante de seus olhos. Confie em Jesus, o amigo leal, Ele pode ajudar você nessa caminhada. Creia! Pois a última Palavra pertence a Deus!

 

  1. Tirai a pedra!

 

Ao chegar ao sepulcro, Jesus viu Maria chorando e com ela os judeus que a acompanhavam. 0 mestre ficou muito comovido com a tristeza que os seus amigos estavam sentindo e também chorou (Jo 11.33,35). Jesus é o nosso maior exemplo de amigo. Quando estamos passando por alguma situação que nos causa muita dor, Ele entende e se compadece de nós. Ele é o amigo de todas as horas!Depois de demonstrar compaixão com as irmãs de Lázaro, o Mestre se dirigiu ao local onde o corpo de seu amigo estava e olhando para o céu, disse: "Tirem a pedra! Marta, a irmã do morto, disse: — Senhor, ele está cheirando mal, pois já faz quatro dias que foi sepultado!” (v.39). Então, Jesus orou assim: "Pai, eu te agradeço porque me ouviste. Eu sei que sempre me ouves; mas eu estou dizendo isso por causa de toda esta gente que está aqui, para que eles creiam que tu me enviaste. Depois de dizer isso, gritou: — Lázaro, venha para fora!” (Jo 11.41-43). Um grande milagre aconteceu: Lázaro, o amigo amado de Jesus, ressuscitou para a glória de Deus, deixando todos pasmos.O Senhor não decepciona os seus amigos. Mesmo que tudo pareça perdido, Ele opera na hora certa. Tudo o que devemos fazer é "tirar” a pedra da dúvida, da murmuração, da tristeza e buscar a presença de Deus!Portanto, não perca a paciência quando você achar que Deus não está vendo o que está acontecendo em sua vida. No momento em que você mais precisar Ele não o desamparará.

 

AUXÍLIO DIDÁTICO

"Ensinando de Acordo Com o Nível de Nossa Vida Cotidiana

 

A fim de trabalharmos com o Supremo Mestre nas questões práticas da vida, precisamos aprender como relacionar as necessidades dos alunos às porções das Escrituras que atendem tais necessidades. Damos início à aula com as necessidades de nossos alunos, onde transformações são indispensáveis. Concentramo-nos na necessidade pessoal até que ela capte a atenção de todos e os alunos estejam verdadeiramente preocupados com ela. Isso envolve tanto a emoção como a mente. Verificamos que eles sentem tal necessidade o suficiente para fazer algo a respeito. Conduzimos então o grupo para o trecho bíblico apropriado, que agora lhes fala em termos de vida prática.Um bom professor também é hábil na formulação de perguntas pessoais que sejam facilmente compreendidas pelos alunos e respondidas pelo conteúdo da lição. As respostas não devem ser de conhecimento prévio da classe, nem devem ser respondidas por um simples sim ou não. Começando com esse tipo de indagação pessoal, a lição terá um bom início e será fácil de ensinar” (LEBAR, Louis E. Educação que é Cristã, 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p.87).

 

Recapitulando

Jesus amava muito os seus amigos, tanto que entregou a própria vida por amor a eles. A história que estudamos hoje nos ensina que o Senhor é o nosso amigo de todas as horas. Mesmo nos momentos mais difíceis, Ele não nos deixa só. Assim como Marta e Maria que pensavam não haver mais esperança para a situação de Lázaro, seu irmão, nós também nos sentimos sozinhos quando clamamos a Deus e não somos respondidos de imediato. Mas isso não significa dizer que Deus não esteja vendo o que estamos passando. Na verdade, o desejo de Deus é nos preparar para vivenciarmos o melhor que Ele tem para cada um de nós.Isto não significa que todas as coisas darão certo em sua vida, mas que Deus tem um plano maravilhoso para manifestar seu poder a favor de você. Por isso, não se desespere e não deixe de confiar no amigo verdadeiro, Ele prometeu que estaria conosco todos os dias até o fim dos tempos (Mt 28.20).

 

REFLETINDO

  1. Você tem considerado o Reina de Deus e a sua vontade como prioridade de vida?

Resposta pessoal. 

  1. Como você compartilha os seus segredos e preocupações com Jesus? Resposta pessoal. 
  1. Conte um milagre que aconteceu em sua vida quando você achou que não havia mais solução para o problema.

Resposta pessoal.

 

 

  Aula 4: O Amigo Legal (Adolescentes)

 

A amizade quando é verdadeira nunca acaba. Por mais que o tempo passe e as coisas mudem de lugar, a amizade permanece, pois foi construída com sinceridade. Nem mesmo a distância pode fazer uma amizade verdadeira chegar ao fim. A história de hoje narra um episódio bem marcante do ministério de Jesus: a Ressurreição de Lázaro. Vamos ver como o Senhor Jesus usou de tão grande compaixão para com os seus queridos amigos?

 

Aula 4 - O Amigo Leal

Texto Bíblico

Lucas 10.38-42; João 11.1-45

DESTAQUE

"Ninguém tem mais amor pelos seus amigos do que aquele que dá a sua vida por eles” (Jo 15.13).

LEITURA DEVOCIONAL

SEG. Pv 17.17

TER. Jo 15.13,14

QUA. Pv 27.10

QUI. Lc 1.37

SEX. Rm 8.28

SÁB. Jo 11.40

DOM. 2 Tm 2.11-13

 

OBJETIVOS

Conscientizá-los de que os amigos são mais importantes do que as coisas materiais;

Destacar que Deus age em nossas vidas na hora certa;

Informar que Deus quer nos tornar testemunhas da manifestação do seu poder.

 

MATERIAL DIDÁTICO

Folha de papel sulfite; caneta

 

QUEBRANDO A ROTINA

Professor, na aula desta semana, seus alunos aprenderão que Jesus é o amigo leal que não desampara nunca. Devemos ter em mente que as muitas aflições que nos sobrevêm nesta vida, fazem parte do plano de Deus para manifestar seu poder ao nosso favor. Por isso, realize uma enquete com seus alunos: Distribua folhas de papel sulfite para cada um. Em seguida, peça que escrevam a seguinte pergunta: Atualmente, como os adolescentes se comportam em relação às amizades? Você acredita que ainda existe amizade verdadeira?

 

Peça que escrevam o que acham na folha. Depois, os alunos deverão ler em voz alta e expor o que pensam sobre o assunto. Ao final, explique que os nossos relacionamentos devêm ter como base os preceitos que Cristo ensinou: o amor ao próximo, a misericórdia e a verdade. Explique que os amigos são pessoas, que influenciam diretamente nossas vidas, assim como nós também exercemos influência sobre elas. Por esta razão, devemos ser amigos que levam as pessoas a Cristo. As verdadeiras amizades são aquelas que nos ajudam crescer espiritualmente.

 

ESTUDANDO A BÍBLIA

Prezado professor, o tema da aula de hoje é de suma importância para a vida espiritual de seus alunos. Nos dias atuais em que o amor tem se esfriado entre as pessoas, muitos já não acreditam que exista amizade verdadeira. Mas as Escrituras Sagradas relatam que Cristo revelou ser o melhor amigo que alguém possa ter. Mesmo que venhamos a passar por aflições e tribulações nesta vida, devemos ter a esperança de que Cristo não desampara os seus amigos. Ele mesmo afirmou aos seus discípulos: "chamo vocês de amigos, pois tenho dito a vocês tudo o que ouvi do meu Pai”. Jesus nos considera como seus amigos, e uma amizade verdadeira nos ensina coisas boas. Você tem sido amigo de seus alunos? O nosso comportamento como professor conta muito na hora de ensinar. A afinidade e identificação com seus alunos são fundamentais para que eles sejam cativados a aprender mais o conteúdo da Palavra de Deus na Escola Dominical. Portanto, seja amigo de seus alunos.

 

Ter amigos com quem possamos contar nos momentos difíceis é muito bom. Eles são pessoas com quem podemos compartilhar nossos segredos e afinidades. A amizade quando é verdadeira nunca acaba. Por mais que o tempo passe e as coisas mudem de lugar, a amizade permanece, pois foi construída com sinceridade. Nem mesmo a distância pode fazer uma amizade verdadeira chegar ao fim. A história de hoje narra um episódio bem marcante do ministério de Jesus: a Ressurreição de Lázaro. Vamos ver como o Senhor Jesus usou de tão grande compaixão para com os seus queridos amigos?

 

  1. Marta e Maria

Marta e Maria eram muito amigas de jesus. Certa vez, o Mestre passava por Betânia e Marta o recebeu em sua casa. Enquanto Marta estava atarefada com as coisas de casa, Maria sentou-se aos pés do Senhor e ouvia o que Ele ensinava. Incomodada com aquela situação, Marta pediu ao Mestre que ordenasse a Maria a ajudá-la com os afazeres domésticos. Então, Jesus disse a Marta: "Marta, Marta, você está agitada e preocupada com muitas coisas, mas apenas uma é necessária” (vv.41,42).

 

Jesus estava ensinando a Marta que embora ela demonstrasse um desejo de servir, na verdade ela não estava dando a devida atenção ao seu convidado especial. Isso já aconteceu com você? Muitas vezes fazemos as coisas do dia a dia e não percebemos que precisamos dar atenção às pessoas. Por mais importante que seja o nosso trabalho e as nossas preocupações, as pessoas devem ser a nossa prioridade.

 

A Palavra de Deus nos ensina que devemos pôr em primeiro lugar em nossa vida o Reino de Deus e a sua vontade, e Ele nos dará todas as outras coisas (Mt 6.33). Amigos são importantes e devem ter prioridade em nossas vidas. Não deixe o seu melhor amigo de lado, seja o que for que estiver fazendo, separe um momento para dar atenção a Jesus, o seu amigo especial, Ele prometeu que nunca deixaria você sozinho. Convide o Senhor para compartilhar todos os momentos de sua vida, sejam eles de alegria ou de tristeza. Jesus é o nosso amigo leal!

 

AUXÍLIO TEOLÓGICO

“Amigo, Amizade:

 

Duas palavras do AT, a palavra hebraica rea (e seus derivativos), ‘amigo’, ‘vizinho’, ‘companheiro’; e oheb (particípio de ahab, ‘amar’), ‘amante’, ‘amigo querido’; e duas palavras do NT, a grega hetairos, ‘companheiro’, ‘vizinho’, ‘amigo’; ephilos, 'amigo querido’, referem-se a companheiros e amigos íntimos. Dessa forma, tanto o AT como o NT têm palavras tanto para um simples amigo, como para um amigo profundamente afeiçoado.

 

A Bíblia fala de dois tipos de amizade:

  1. Entre um homem e Deus, como no caso de Abraão (2 Cr 20.7; Is 41.8; Tg 2.23) e Moisés (Ex 33.11);
  2. Entre um homem e outro homem, como a amizade entre Davi e Husai (2 Sm 15.37; 16.16), entre Elias e Eliseu (2 Rs 2), e entre Davi e Jônatas, que é o caso mais famoso de amizade nas Escrituras, no qual havia um amor que era 'mais maravilhoso... do que o amor das mulheres’ (1 Sm 18.1; 2 Sm 1.26). Há um exemplo extraordinário de amizade entre mulheres, isto é, a amizade de Rute com sua sogra Noemi (Rt 1.16-18). Salomão falou muitas palavras de sabedoria sobre a amizade, tais como: 'Em todo o tempo ama o amigo’ (Pv 17.17); ‘Fiéis são as feridas feitas pelo que ama’ (Pv 27.6); ‘há amigo mais chegado do que um irmão’ (Pv 18.24); e 'Não acompanhes o iracundo’ (Pv 22.24).

 

O relacionamento experimentado por Cristo e os doze discípulos desenvolveu-se a partir do relacionamento que existe entre mestre e o aprendiz, daquele que existe entre o Senhor e o servo (Jo 13.13), e daquele que existe entre amigo e amigo (Jo 15.13-15). Judas, chamado de ‘meu próprio amigo íntimo, em quem eu tanto confiava’ (SI 41.9), é um exemplo terrível de um amigo infiel (Mt 26.14-16)” (Dicionário Bíblico Wycliffe, 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p.91).

 

  1. Jesus amava seus amigos

 

O Evangelho nos ensina que sempre que podia, Jesus separava um tempo para compartilhar da comunhão com os amigos mais próximos. E não era diferente com Lázaro e suas irmãs. Certo dia chegou a Jesus a notícia de que Lázaro estava muito doente. Então Maria e Marta mandaram avisar ao Mestre, pois sabiam que Ele poderia curar o seu amigo. Todavia, Jesus ainda demorou mais dois dias no lugar onde estava e Lázaro veio a falecer.

 

Havia um motivo especial para a demora do Mestre. Quando Jesus recebeu a notícia da enfermidade de Lázaro, Ele afirmou: "o resultado final dessa doença não será a morte de Lázaro. Isso está acontecendo para que Deus revele o seu poder glorioso” (Jo 11.4). O plano de Deus é perfeito, nada foge do seu controle, Ele tem todo o poder e age na hora certa. Então, Jesus reuniu os discípulos e foi para a casa de Lázaro em Betânia. Chegando lá, encontrou Marta e Maria desoladas, lamentando a morte de seu irmão. Então Marta disse a Jesus: "Se o senhor estivesse aqui, o meu irmão não teria morrido!” (v.21). O lamento de Marta expressava a tristeza de alguém que esperava algo mais do amigo em quem confiava. Ela não conseguiu entender o que estava acontecendo. Por que seu amigo amoroso, a quem tanto confiava, demorou em atender ao seu pedido, e justamente no momento mais difícil da vida de seu irmão?

 

Muitas vezes também não entendemos o porquê de Deus demorar tanto em responder aquilo que estamos lhe pedindo. A sensação que temos é que a situação está indo de mal a piore parece que o Altíssimo não está ouvindo a nossa oração. Mas seja o que for que você estiver passando em sua vida, saiba que esta fase de fato é difícil e você não entenderá porque tantas coisas acontecem ao mesmo tempo. Contudo, não desanime! A Palavra de Deus nos ensina que "todas as coisas trabalham juntas para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles a quem ele chamou de acordo com o seu plano” (Rm 8.28). Por isso, sempre espere em Deus e confie no Senhor!

 

  1. O milagre da Ressurreição

 

A dor das irmos de Lázaro foi tão intensa que elas questionaram o Mestre pelo fato dEle não estar presente no momento mais difícil da vida delas. Mas a resposta de Jesus à Marta foi surpreendente: "o seu irmão vai ressuscitar!” Jesus revelou à Marta que aquilo que parecia impossível se tornaria uma oportunidade para que o nome de Deus fosse exaltado. Marta ainda tentou formular uma explicação lógica para a ressurreição de Lazáro: "Eu sei que ele vai ressuscitar no último dia!” (Jo 11.24). Entretanto, ela não se deu conta de que o poder da vida estava justamente diante de seus olhos. Então, Jesus lhe disse: "Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim nunca morrerá. Você acredita nisso?” (vv. 25,26). Embora não soubesse, Marta estava prestes a testemunhar a manifestação do poder de Deus de uma forma jamais vista.

 

Há muitas situações difíceis de enfrentar na adolescência e você pode até pensar em buscar um caminho mais fácil para resolver seus problemas. Mas o que você precisa é crer e não perder a esperança. Talvez você ainda não se deu conta, mas a resposta está diante de seus olhos. Confie em Jesus, o amigo leal, Ele pode ajudar você nessa caminhada. Creia! Pois a última Palavra pertence a Deus!

 

  1. Tirai a pedra!

 

Ao chegar ao sepulcro, Jesus viu Maria chorando e com ela os judeus que a acompanhavam. 0 mestre ficou muito comovido com a tristeza que os seus amigos estavam sentindo e também chorou (Jo 11.33,35). Jesus é o nosso maior exemplo de amigo. Quando estamos passando por alguma situação que nos causa muita dor, Ele entende e se compadece de nós. Ele é o amigo de todas as horas!

 

Depois de demonstrar compaixão com as irmãs de Lázaro, o Mestre se dirigiu ao local onde o corpo de seu amigo estava e olhando para o céu, disse: "Tirem a pedra! Marta, a irmã do morto, disse: — Senhor, ele está cheirando mal, pois já faz quatro dias que foi sepultado!” (v.39). Então, Jesus orou assim: "Pai, eu te agradeço porque me ouviste. Eu sei que sempre me ouves; mas eu estou dizendo isso por causa de toda esta gente que está aqui, para que eles creiam que tu me enviaste. Depois de dizer isso, gritou: — Lázaro, venha para fora!” (Jo 11.41-43). Um grande milagre aconteceu: Lázaro, o amigo amado de Jesus, ressuscitou para a glória de Deus, deixando todos pasmos.

 

O Senhor não decepciona os seus amigos. Mesmo que tudo pareça perdido, Ele opera na hora certa. Tudo o que devemos fazer é "tirar” a pedra da dúvida, da murmuração, da tristeza e buscar a presença de Deus!

 

Portanto, não perca a paciência quando você achar que Deus não está vendo o que está acontecendo em sua vida. No momento em que você mais precisar Ele não o desamparará.

 

AUXÍLIO DIDÁTICO

"Ensinando de Acordo Com o Nível de Nossa Vida Cotidiana

 

A fim de trabalharmos com o Supremo Mestre nas questões práticas da vida, precisamos aprender como relacionar as necessidades dos alunos às porções das Escrituras que atendem tais necessidades. Damos início à aula com as necessidades de nossos alunos, onde transformações são indispensáveis. Concentramo-nos na necessidade pessoal até que ela capte a atenção de todos e os alunos estejam verdadeiramente preocupados com ela. Isso envolve tanto a emoção como a mente. Verificamos que eles sentem tal necessidade o suficiente para fazer algo a respeito. Conduzimos então o grupo para o trecho bíblico apropriado, que agora lhes fala em termos de vida prática.

 

Um bom professor também é hábil na formulação de perguntas pessoais que sejam facilmente compreendidas pelos alunos e respondidas pelo conteúdo da lição. As respostas não devem ser de conhecimento prévio da classe, nem devem ser respondidas por um simples sim ou não. Começando com esse tipo de indagação pessoal, a lição terá um bom início e será fácil de ensinar” (LEBAR, Louis E. Educação que é Cristã, 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p.87).

 

Recapitulando

Jesus amava muito os seus amigos, tanto que entregou a própria vida por amor a eles. A história que estudamos hoje nos ensina que o Senhor é o nosso amigo de todas as horas. Mesmo nos momentos mais difíceis, Ele não nos deixa só. Assim como Marta e Maria que pensavam não haver mais esperança para a situação de Lázaro, seu irmão, nós também nos sentimos sozinhos quando clamamos a Deus e não somos respondidos de imediato. Mas isso não significa dizer que Deus não esteja vendo o que estamos passando. Na verdade, o desejo de Deus é nos preparar para vivenciarmos o melhor que Ele tem para cada um de nós.

 

Isto não significa que todas as coisas darão certo em sua vida, mas que Deus tem um plano maravilhoso para manifestar seu poder a favor de você. Por isso, não se desespere e não deixe de confiar no amigo verdadeiro, Ele prometeu que estaria conosco todos os dias até o fim dos tempos (Mt 28.20).

 

REFLETINDO

  1. Você tem considerado o Reina de Deus e a sua vontade como prioridade de vida?

Resposta pessoal.

 

  1. Como você compartilha os seus segredos e preocupações com Jesus? Resposta pessoal.

 

  1. Conte um milagre que aconteceu em sua vida quando você achou que não havia mais solução para o problema.

Resposta pessoal.

 

Aula 5 - A Unidade na Diferença ADOLESCENTES

 

 

Texto Bíblico

João 17.1-26

 

DESTAQUE

"E peço que todos sejam um. E assim como tu, meu Pai, estás unido comigo, e eu estou unido contigo, que todos os que crerem também estejam unidos a nós para que o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 17.21).

LEITURA DEVOCIONAL

SEG. Gn 1.26

TER. Jo 5.17,18

QUA. Jo 14.11

QUI. Mt 11.25,26

SEX. Ef 4.4-6

SÁB. Cl 2.2

DOM. 1 Jo2.6

 

 

 

OBJETIVOS

Destacar que o Pai e o Filho fazem parte de uma unidade composta;

Demonstrar que não pertencemos a este mundo do mesmo modo que Cristo não pertenceu;

 

 

Apontar que a vontade de Deus é que tenhamos um relacionamento unificado com Ele.

 

QUEBRANDO A ROTINA

 

Prezado Professor, vamos aprender na aula de hoje que o relacionamento entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo é um exemplo de unidade na diferença, ou seja, servimos a um só Deus que está presente em três personalidades diferentes que atuam em plena concordância - e propósito. Do mesmo modo, o Criador espera que a humanidade esteja em plena comunhão com Ele. Dado isso, professor, proponha uma atividade que possa ajudar seus alunos afixarem o conteúdo da lição. Divida a turma em grupos é forme conjuntos de palavras. Peça os grupos de alunos que formem sentenças usando as seguintes palavras: unidade, diferença, unigênito, relacionamento, identidade, trindade, mundo, corpo. Ao final, cada grupo deverá escolher um representante para ler as sentenças que conseguiram elaborar.

 

ESTUDANDO A BÍBLIA

Professor, a aula de hoje tem muito a ensinar com respeito à maneira de nos relacionamos com os demais irmãos. A igreja é o corpo de Cristo e deve preservar a comunhão. Para isso, as pessoas que fazem parte da igreja devem se comportar de forma harmoniosa uns com os outros. Embora seja verdade que temos muitas características distintas e nem sempre pensamos da mesma forma, temos que entender que fomos chamados para vivermos em um só propósito: vivermos para a glória de Deus. Por esta razão, deve haver um esforço de nossa parte, a fim de contribuirmos para o crescimento da comunhão e intimidade com o Pai. O nosso relacionamento com Deus depende em muito da forma como nos relacionamos com os demais irmãos. Por isso, não podemos alimentar qualquer sentimento de ira ou mágoa em nosso coração, pois a falta de perdão só aumenta a distância entre os membros do Corpo de Cristo e dificulta o bom trabalho realizado para o Reino de Deus.

 

Você sabe o que é unidade? De acordo com o dicionário Michaelis, unidade é a qualidade do que é único; que tem coesão; concordância; identidade de propósito; ação combinada de diversos agentes com a mesma finalidade. A Palavra de Deus nos fala a respeito da unidade que há entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo. O nosso Senhor ensinou que esta comunhão deve haver também entre aqueles que se tornaram seus filhos.

 

  1. O Pai e o Filho são um

No contexto bíblico, quando falamos de unidade, nos referimos à harmonia, à uniformidade, à identidade que há entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

 

 

A Bíblia usa em Gênesis 1.1 a Palavra Elohin para expressar Deus. Elohin é um substantivo na forma plural, isto é, que inclui uma pluralidade de personalidades em uma só pessoa. A palavra "único”, ligada a Deus (Dt 6.4), vem da palavra hebraica achad, que indica uma unidade composta (quando essa palavra é usada no sentido absoluto, é empregada a palavra yacheed). Quando Deus fala de si, em várias ocasiões, usa a forma plural: "Façamos o homem" (Gn 1.26); "Eia, desçamos” (Gn 11.7); “Quem há de ir por nós?” (Is 6.8).

 

Em o Novo Testamento, João, o apóstolo amado, relatou que a comunhão entre o Filho e o Pai é uma unidade. Cristo possui os atributos de Deus em sua natureza divina, mas se distingue das demais pessoas da Santíssima Trindade. Assim, Ele e o Pai formam uma unidade. Os Evangelhos revelam Jesus em perfeita harmonia com o Pai: "Eu e o Pai somos um” (Jo 10.30). Jesus se declarou Filho de Deus semelhante ao Pai, revelando possuir a mesma natureza divina. Por conta disso, os judeus pegaram em pedras para o apedrejarem, pois nosso Senhor não só afirmava que Deus era o seu Pai, como também dizia possuir a mesma essência divina (Jo 5.18; 10.30).

 

 

 

Semelhantemente em João 14.8-10, quando Filipe pediu: "Senhor, mostre-nos o Pai, e assim não precisaremos de mais nada, de pronto, Jesus perguntou a Felipe como era possível ele estar há tanto tempo com o Mestre e ainda assim perguntar a respeito da identidade do Pai. Ora, quem vê a Cristo também vê o Pai. O mundo não conheceu a Deus, mas o seu próprio Filho o tornou conhecido entre os homens. Isto se comprova por intermédio das obras que Cristo realizou (v.11). A grandeza da sabedoria encontrada nas palavras de Jesus e a manifestação do poder de Deus testificavam que Jesus Cristo tem a mesma natureza do Pai.

AUXÍLIO TEOLÓGICO

 

"Uma maneira de se desvendar as distinções das pessoas, na divindade, consiste em se observar as funções atribuídas especificamente a cada uma delas. Exemplificando: Deus Pai é relacionado à obra da criação; Deus Filho é principal agente da obra de redenção da humanidade; e Deus Espírito Santo é a garantia de nossa herança futura. Esta tríplice distinção é esboçada no primeiro capítulo de Efésios. Contudo, não devemos pressionar tais distinções, pois há abundante testemunho bíblico quanto à cooperação do Filho e do Espírito Santo na obra da criação: o Pai enviou o Filho ao mundo para efetuar a redenção (Jo 3.16), e o próprio Filho, em seu ministério, veio no poder do Espírito' (Lc 4.14). O Pai e o Filho, de igual modo, tomam parte no ministério do Espírito Santo, que consiste em santificar o crente.

 

A Trindade é uma comunhão harmoniosa dentro da deidade. Essa comunhão é amorosa, porque Deus é amor. Mas esse amor é expansivo, e não auto centralizado. Ele requeria que, antes da criação, houvesse mais de uma Pessoa dentro do Divino Ser. [...] Embora o termo 'trindade' não seja encontrado em nenhum lugar da Bíblia, há numerosas passagens que lhe fazem alusão. Um vívido exemplo é visto de maneira clara nos eventos que cercam o batismo de Jesus no rio Jordão: 'Batizado Jesus, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele. E eis que uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo’ (Mt 3.16,17). Admitimos ser a Trindade um mistério; um mistério mui profundo: não pode ser compreendido pela mente humana. Mas o Espírito da Verdade ajuda-nos em nossa fraqueza e incapacidade (1 Co 2.13-16). Adoramos o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Reconhecemos-lhes suas respectivas personalidades por suas atuações descritas pela Bíblia. Por conseguinte, humildemente reconhecemos serem Eles Um em comunhão, propósito e substância” (HORTON, Stanley M; MENZIES, William. Doutrinas Bíblicas: Os Fundamentos da Nossa Fé. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, pp.43,45).

 

  1. Não somos do mundo

 

Ainda no Evangelho de João, no capítulo 17, encontramos a oração sacerdotal de Jesus por seus discípulos.

 

 

Momento antes de ser preso o Mestre intercedeu por seus discípulos e rogou ao Pai que os livrassem de todo mal. Ele declarou ao Pai que enquanto esteve junto deles, os guardava na verdadeira fé do Evangelho para nenhum se perder, embora Judas se tornasse o filho da perdição, cumprindo assim as Escrituras.

 

A oração de Jesus não estava limitada somente aos discípulos do seu tempo terreno. Jesus também orava por aqueles que futuramente receberiam a sua Palavra. Por isso, meu caro adolescente, se você já recebeu Jesus como o seu salvador, saiba que esta oração também abrange a sua vida. Você não pertence mais a este mundo e, por isso, não deve se conformar com as práticas pecaminosas que dominam a sociedade. Mas o que fazer quando se é pressionado a ser igual as outras pessoas?

 

A Bíblia não diz que o jovem não pode se divertir. Há tantas coisas que você pode participar com seus amigos sem necessariamente pecar contra Deus. Um passeio, um encontro de jovens, um retiro de adolescentes e tantas outras atividades divertidas contribuirão muito para o crescimento da comunhão entre os adolescentes da sua igreja. Pense bem antes de acharque por fazer parte da igreja você não pode se divertir.

 

AUXÍLIO TEOLÓGICO

"A perfeita unidade que Jesus pede não é uma união organizacional das igrejas, mas sim uma união espiritual dos crentes com o Pai e o Filho. Uma união à qual nós nos submetemos para cumprir a vontade do Pai. Uma união que capacita Cristo a agir por nosso intermédio, 'para que o mundo conheça que tu me enviaste amime que tens amado a eles como me tens amado a mim’ (17.23).

 

Desta maneira, João 17 retoma o tema de João 15. Ali, Cristo fala de si mesmo como Videira, e se refere aos crentes como os ramos (as varas), e ressalta a importância de permanecer nEle decidindo expressar nosso amor por Ele através de uma resposta sempre obediente aos seus ensinos.

 

 

 

Você e eu podemos ter um relacionamento íntimo e caloroso com os crentes de outras denominações. Isto é possível, não por colocarmos o ‘i’ doutrinário, nem porque cortamos o mesmo ‘t’ teológico, mas sim porque como filhos do mesmo Pai, por meio da fé em Jesus, nós somos irmãos e irmãs, chamados para amar, em lugar de competir uns com os outros. Esta unidade de 'família espiritual’ característica verdadeiramente existe, e existe independentemente da união organizacional.

 

Mas aqui Jesus não ora pela união que você e eu temos um com outro, mas pela união que devemos sentir com Ele e com Deus Pai! Esta união existe porque estamos ligados para sempre a Cristo pelo Espírito Santo. Esta união é sentida quando nós, como Jesus, nos comprometemos a realizara vontade do Pai, e a sempre respondermos positivamente a Ele” (RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento, 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, p.242).

 

  1. Para que todos sejam um

 

Assim como Cristo e o Pai estão unidos, todos os que creem no Evangelho também podem estar unidos com o Pai. Além de todas as coisas legais que você pode fazer, há algo que não podemos negligenciar: o relacionamento com Deus.

 

 

 

Nesta fase da vida em que você está atravessando tudo é novidade e muitas coisas surgem para distrair a sua mente, sobrando pouco tempo para gastar nas coisas de Deus. Mas saiba que o Criador espera que você o busque não somente quando estiver passando por algum problema, mas também vivendo os momentos de alegria.

 

Viver em unidade com Deus é abrir mão das coisas deste mundo, é entender que não existe nada mais importante do que estar em comunhão com o Criador. Você vai conhecer muitos jovens que dizem ser cristão, mas não sentem prazer nas coisas de Deus. Isso acontece porque ainda não tiveram uma experiência genuína com Cristo. Mas você não deve se conformar com esta situação. Busque ao Senhor e peça para conhecê-lo de verdade, e depois, ser batizado com o Espírito Santo. A aparência deste mundo passa, porém aqueles que fazem a vontade de Deus vivem para sempre (1 Jo 2.17).

 

  1. Para que o mundo conheça Jesus

 

O Mestre orou por todos aqueles que um dia ouviriam a mensagem do Evangelho e também se tornariam filhos de Deus (Jo 17.20,21). Para tanto, seus discípulos não poderiam apenas transmitir esta mensagem por meio de meros discursos pronunciados por uma dúzia de homens frustrados com a vida. Não! A mensagem precisava ser transmitida com poder e autoridade. Por esta razão, Cristo recomendou que seus discípulos fossem um, ou seja, que todos assumissem uma só identidade de propósito. Assim como Cristo é um com o Pai, seus discípulos também deveriam ser uma unidade em meio à diferença. Isto significa que somos um com o Pai, mas não somos semelhantes ao mundo. Estamos aqui na terra para fazer a diferença.

 

A vontade do Pai é que todos façam parte de um só corpo, cuja cabeça é Cristo e recebam o mesmo Espírito Santo que o Pai enviou para estar conosco todos os dias (jo 14.16). O selo desta união é o amor, em que todos teriam um mesmo coração e um mesmo sentimento de forma que o nome do Senhor seja glorificado (1 Co 12.12,13).

 

Talvez você se questione que é um adolescente tímido e que essa coisa de pregar não é o seu dom, mas Deus deseja usar a sua vida para que outros jovens também conheçam Jesus. Deus não se importa se você é um pregador eloquente ou não; para Ele, o mais importante é o que a sua vida pregue. Qual tem sido o seu testemunho? Você tem sido um com Jesus e com seus irmãos? A amizade é um excelente testemunho que contagia muitos adolescentes. Portanto, Cristo é o nosso exemplo de unidade na diferença. Embora sejamos diferentes um dos outros, fazemos parte de um mesmo corpo, servimos a um só Deus e participamos de uma mesma comunhão. Independentemente de tempo, espaço ou lugar, Jesus é tudo em todos!

 

AUXÍLIO DIDÁTICO

"Tempestade de ideias:

 

Tempestade de ideias é uma maneira bem livre de gerar muitas ideias, sem fazer julgamento de valor, pelo menos não no começo. Depois que as ideias foram geradas, o grupo pode priorizá-las. Aquelas que recebem as notas mais altas podem ser exploradas seriamente. Flita e Kenneth Dunn alistaram os seguintes valores da tempestade de ideias: ela é estimulante; positiva; focalizadora; espontânea e criativa; eficiente e produtiva; envolvente e modeladora de imagem. Os resultados são anotados e podem ser modificados e usados em situações novas. Dado isso, compartilhe com seus alunos o seguinte tema: o que é necessário que a Igreja faça para que o mundo conheça Deus? Permita que anotem as ideias e ampliem a discussão sobre aquelas que são mais importantes” (LEFEVER, Marlene D. Estilos de Aprendizagem, 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2002, pp.216-17).

 

 

RECAPITULANDO

Uma das coisas que mais alegra o coração de Deus é quando os seus filhos estão em comunhão. A unidade do corpo de Cristo é essencial para que possamos fazer a diferença no meio dessa geração distraída com as coisas que o mundo oferece.

 

O Criador não está indiferente ao que acontece com as pessoas aqui na terra. Antes, o desejo de seu coração é estar em comunhão com toda a humanidade, a fim de que ela se volte para Ele e compartilhe de um relacionamento íntimo com Deus (Sl 101.6). O Senhor quer que todas as pessoas se tornem filhos de Deus e tenham comunhão com Ele por intermédio de Jesus Cristo (1 Tm 2.3-6).

 

Que por intermédio da lição desta semana, possamos refletir um pouco mais acerca de como temos tratado o nosso relacionamento com Deus e com o nosso próximo, pois isto é mais importante do que todas as outras coisas que possamos adquirir nesta vida.

 

REFLETINDO

  1. Quais qualidades apontam que Cristo e o Pai são um?

R: Cristo e o Pai possuem a mesma natureza divina; a sabedoria que Cristo possuía; extraordinária manifestação de poder e operação de maravilhas que Ele realizava.

 

  1. Você já sentiu a oposição do mundo por causa de sua fé?

Resposta pessoal.

 

  1. O que significa a recomendação de Cristo aos seus discípulos acerca da unidade?

R: Significa que somos um com o Pai, mas não somos semelhantes ao mundo. Estamos aqui na terra para fazer a diferença.

 

 

Lição 7 Semeando a Palavra (Subsídio para Lição Adolescente)

 

 

Objetivos Explicar o Proposito do ministério de Jesus;

Destacar a Importância  do trabalho realizado Pelos  discípulos de Jesus;

Estimula-los  a Semearem a palavra de Deus nos corações.

 

Texto Bíblicos Lc 8.4-15

 

  1. SEMEANDO AS BOAS NOTICIAS (ADOLESCENTES)

 

Definição da Palavra Evangelho; Uma palavra usada somente no NT para denotar a mensagem de Cristo. O termo gr. euangelion, significando “boas novas”, tomou-se um termo técnico para a mensagem essencial da salvação. Ela é modificada por várias frases descritivas, tais como, “o evangelho de Deus” (Mc 1.14; Rm 15.16), “o evangelho de Jesus Cristo* (Mc 1.1; 1 Co 9.12), “o evangelho de seu Filho” (Rm 1.9), “o evangelho do Reino” (Mt 4.23; 9.35; 24.14), “o evangelho da graça de Deus” (At 20.24), “o evangelho da glória de Cristo” (2 Co 4.4), “o evangelho da paz” (Ef6.15), “evanelho eterno” (Ap 14.6). Embora aspectos distintos da mensagem sejam indicados por vários modificadores, o Evangelho é essencialmente um. Paulo fala de “um outro evangelho" que não é um equivalente, pois o Evangelho de Deus é sua revelação, e não o resultado da descoberta (G11.6-11).

 

O conteúdo do. Evangelho é claramente definido no NT. E a mensagem proclamada e aceita da igreja cristã, pois foi recebida por todos os crentes, defendida por seu raciocínio, e constitui uma parte vital de sua experiência.

E histórica em seu conteúdo, bíblica em seu significado, e transformadora em seu efeito. “Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras... foi sepultado, e... ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras...

 

foi visto por Cefas...”, são as palavras descritivas de Paulo (1 Co 15.1-6). O Evangelho não é uma adição imprecisa de lendas antigas a respeito de Jesus, mas um conjunto bem organizado de ensinos sobre sua vida e seu significado, pregado por líderes da igreja primitiva na primeira geração após sua morte.

 

A verdade central do Evangelho é que Deus  forneceu um modo de salvação para os homens ao dar seu Filho para o mundo. Ele sofreu como um sacrifício pelo pecado, venceu

a morte, e agora oferece a oportunidade de compartilharmos seu triunfo; esta bênção está disponível a todos aqueles que o aceitarem. O Evangelho é uma boa nova porque é uma dádiva de Deus, e não algo que deva ser ganho por penitência ou por meio de alguma melhoria pessoal (Jo 3.16; Rm 5.811; 2 Co 5.14-19; Tt 2.11-14). O Evangelho apresenta Cristo como o mediador entre Deus e os homens, que foi ordenado por Deus para trazer uma humanidade desviada e  pecadora de volta a si.

 

II A BOA SEMENTE É A PALAVRA DE DEUS (Lc 6.12-16).

 

Os três Evangelhos Sinóticos incluem o relato da escolha dos Doze. Para uma argumentação sobre o material dos versículos 14-16, veja os comentários sobre Mateus 10.2-4 (cf. também Mc 3.13-19). Lucas acrescenta ao relato encontrado em Mateus o conteúdo dos versículos 12 e 13.

Subiu ao monte a orar (12). Lucas mostra Jesus em oração antes de qualquer grande acontecimento na sua vida. A escolha dos Doze era tão importante que Jesus não somente orou, mas Ele passou a noite em oração a Deus. O Mestre nos deu um exemplo importante para seguir. Nunca devemos tomar qualquer decisão importante sem uma temporada de sinceras orações.

 

Quando já era dia, chamou a si os seus discípulos (13). Um discípulo é um aluno, um estudante, um aprendiz. Todos os seguidores de Jesus eram discípulos. Tendo concluído a sua noite de oração, agora Ele estava pronto para escolher os líderes do seu Reino e da obra do seu Reino. Entre esses discípulos escolheu doze deles, a quem também deu o nome de apóstolos. Os apóstolos eram os “enviados” com uma mensagem. Eles eram mensageiros, mas eram mais do que isso: eram representantes ,e embaixadores de Cristo.

 

Vemos aqui um exemplo de Jesus passando um tempo com Deus antes de um importante acontecimento em Sua vida (Lc 3.21; 22.41-44). — Jesus selecionou os Seus discípulos, aqueles que se tornariam responsáveis pela liderança no início da Igreja (Mt 10.2-4; M c3 .16-19; At 1.13). depois de escolher seus discípulos jesus Preparou dando-os algumas recomendações e uma seri de ensinamentos.

 

JESUS se tornou muito popular e por onde passava atraía multidões. Muitos apenas seguiam o Mestre, mas não eram seus discípulos. Ser discípulo envolve um preço e muitos não estavam dispostos a pagá-lo. Atualmente também, muitos querem ser abençoados por JESUS, todavia, poucos querem se tornar discípulos. Ser discípulo é abrir mão da própria vontade, de desejos pessoais e isso envolve grande sacrifício. O discípulo não pode permitir que nada venha interferir no seu compromisso com o Mestre. Cabe ao discípulo tomar a sua cruz e seguir o seu Mestre.

 

Discípulo era um termo comum no século I para uma pessoa que era um seguidor compromissado de um líder religioso, filosófico ou político. No mundo judaico, o termo era particularmente usado para os estudantes de um rabi, o mestre religioso. Nos Evangelhos, João Batista e os fariseus tinham grupos de discípulos (Mc 2.18; Mt 22.15,16). Esses discípulos, com frequência, eram os alunos mais promissores que passaram pelo sistema de educação judaica - os que já tinham memorizado as Escrituras hebraicas e demonstraram o potencial para aprender os ensinamentos específicos dos rabis sobre a lei e os profetas a fim de que pudesse ensinar isso a outros. Portanto, era uma grande honra e responsabilidade ser chamado por um rabi para ser seu discípulo. Os discípulos aprenderam os ensinamentos de seu rabi vivendo com ele e seguindo-o aonde quer que vá. Uma frase daquele tempo descrevia os discípulos como aqueles que 'ficavam cobertos pela poeira do rabi', porque, literalmente, seguiam de muito perto seus mestres" (Guia Cristão de Leitura da Bíblia. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD,p. 69).

 

"No início do seu ministério, JESUS escolheu doze seguidores de um grupo enorme para formar um grupo mais próximo de discípulos (Mc 3.13-19). Conforme Ele os fez recordar posteriormente, o fato de se tornarem parte integrante desse grupo mais íntimo devia-se ao fato de Ele os ter escolhido, e não de eles terem feito uma escolha (Jo 15.16). Tinham dois propósitos principais: estar 'com' JESUS, como seguidores, e também para que eles os 'enviasse a pregar', como os representantes de JESUS (Mc 3.14). Em grego, o termo para enviar a pregar é apostolos (Απόστολοι - Lê-se apóstolê), e, assim, os Doze também passaram a ser conhecidos como 'os apóstolos'. Tinham de estar com JESUS durante todo o seu ministério para ouvir a mensagem e aprender sua forma de viver; depois, eles foram enviados por JESUS para as cidades e vilarejos de Israel, para disseminar a mensagem de JESUS sobre o Reino e para demonstrar isso por intermédio dos mesmos sinais milagrosos que JESUS usara (Mc 3.14,15).Depois da ressurreição, esses discípulos (com exceção de Judas, que traiu JESUS, substituído por Matias) tinham de levar a mensagem sobre Ele ao mundo (Mt 28.19)" (Guia Cristão de Leitura da Bíblia. 1.ed. Rio de Janeiro, CPAD, pp.69-70).

 

III. SEMEANDO EM TERENO IMPROPRIO

 

 

Uma Verdadeira obra prima que ocupa lugar na literatura universal. A Galiléia, região que Jesus estava quando contou a parábola do Semeador, possuía um solo muito fértil.

 

O Mestre contou freqüentemente, por parábolas, histórias sobre os acontecimentos do dia-a-dia que ele usava para ilustrar verdades espirituais. Uma das mais importantes destas parábolas é aquela registrada em Mateus 13:1-23, Marcos 4:1-20 e Lucas 8:4-15. Esta história fala de um fazendeiro que lançou sementes em vários lugares com diferentes resultados, dependendo do tipo do solo. A importância desta parábola é salientada por Jesus em Marcos 4:13: "Não entendeis esta parábola e como compreendereis todas as parábolas?" Jesus está dizendo que esta parábola é fundamental para o entendimento das outras. Esta é uma das três únicas parábolas registradas em mais do que dois evangelhos, e também é uma das únicas que Jesus explicou especificamente.

 

As sementes a serem semeadas eram iguais. Entretanto, uma vez na mão do semeador, elas poderiam cair, contra sua vontade, nos caminhos que cortavam os campos. Algumas vezes, as sementes germinavam nestes caminhos, mas não amadureciam. Em outras, eram pisadas ou comidas.

Além disso, quando caíam em solo rochoso também não havia a possibilidade do semeador

colher os frutos.

A Parábola do Semeador (8.4-15) Este episódio é mencionado nos três Sinóticos.

 Aqui podemos encontrar a “análise do solo feita por Deus”. Observamos

1) O solo junto do caminho - os corações endurecidos, 5;

2) O solo sobre pedra - os corações superficiais, 6;

3) O solo entre espinhos - os corações que não estão santificados, 7;

4) A boa terra - os corações que dão frutos, 8.

 

Esta história é às vezes chamada de parábola das terras, uma vez que seu ponto principal é a comparação de quatro tipos diferentes de solo -

ao pé do caminho (4),

pedregais (5),

entre espinhos (7)

e em boa terra (8).

 

 A semente que caiu ao pé do caminho foi comida pelas aves. A que caiu em pedregais - solo raso em cima da rocha - brotou rapidamente, mas logo secou-se porque não tinha raiz. A semente que caiu entre espinhos (ou “cardos”) foi sufocada. A que caiu em boa terra produziu uma rica colheita.

 

Jesus concluiu a sua história com uma admoestação: Quem tem ouvidos para ouvir, que ouça (9). A disposição para ouvir é o preço do aprendizado. Esta expressão ocorreu uma vez anteriormente em Mateus (11.15), e é encontrada outra vez na última parte deste capítulo (43).

 

A Galiléia, região que Jesus estava quando contou a parábola do Semeador, possuía um solo muito fértil.

 

O Mestre contou freqüentemente, por parábolas, histórias sobre os acontecimentos do dia-a-dia que ele usava para ilustrar verdades espirituais. Uma das mais importantes destas parábolas é aquela registrada em Mateus 13:1-23, Marcos 4:1-20 e Lucas 8:4-15. Esta história fala de um fazendeiro que lançou sementes em vários lugares com diferentes resultados, dependendo do tipo do solo. A importância desta parábola é salientada por Jesus em Marcos 4:13: "Não entendeis esta parábola e como compreendereis todas as parábolas?" Jesus está dizendo que esta parábola é fundamental para o entendimento das outras. Esta é uma das três únicas parábolas registradas em mais do que dois evangelhos, e também é uma das únicas que Jesus explicou especificamente. Precisamos meditar cuidadosamente nesta história.

 

A história em si é simples: "Eis que o semeador saiu a semear. E, ao semear, uma parte caiu à beira do caminho; foi pisada, e as aves do céu a comeram. Outra caiu sobre a pedra; e, tendo crescido, secou por falta de umidade. Outra caiu no meio dos espinhos; e, estes, ao crescerem com ela, a sufocaram. Outra, afinal, caiu em boa terra; cresceu e produziu a cento por um" (Lucas 8:5-8).

 

A explicação de Jesus é também fácil de entender: "A semente é a palavra de Deus. A que caiu à beira do caminho são os que a ouviram; vem, a seguir, o diabo e arrebata-lhes do coração a palavra, para não suceder que, crendo, sejam salvos. A que caiu sobre a pedra são os que, ouvindo a palavra, a recebem com alegria; estes não têm raiz, crêem apenas por algum tempo e, na hora da provação, se desviam. A que caiu entre espinhos são os que ouviram e, no decorrer dos dias, foram sufocados com os cuidados, riquezas e deleites da vida; os seus frutos não chegam a amadurecer. A que caiu na boa terra são os que, tendo ouvido d bom e reto coração retêm a palavra; estes frutificam com perseverança"(Lucas 8:11-15). Alguém ensina as Escrituras a várias pessoas; a resposta dessas pessoas depende do estado do coração delas, isto é, de sua atitude. Consideremos o semeador, a semente e o solo.

 

 

 

 

Os elementos figurantes desta parábola

 

 O Semeador

 

O trabalho do semeador é colocar a semente no solo. Uma vez que a semente for deixada no celeiro, nunca produzirá uma safra, por isso seu trabalho é importante. Mas a identidade pessoal do semeador não é. O semeador nunca é chamado pelo nome nesta história. Nada nos é dito sobre sua aparência, sua capacidade, sua personalidade ou suas realizações. Ele simplesmente põe a semente em contato com o solo. A colheita depende da combinação do solo com a semente.

Aplicando-se espiritualmente, os seguidores de Cristo devem estar ensinando a palavra. Quanto mais ela é plantada nos corações dos homens, maior será a colheita. Mas a identidade pessoal do professor não tem importância. "Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus. De modo que nem o que planta é alguma cousa, nem o que rega, mas Deus que dá o crescimento" (1 Coríntios 3:6-7). Em nossos dias, o semeador tornou-se a figura principal e a semente é bastante esquecida. A propaganda das campanhas religiosas freqüentemente contém uma grande fotografia do orador e dá grande ênfase ao seu nível escolar, sua capacidade pessoal e o desenvolvimento de sua carreira; o evangelho de Cristo que ele supõe-se estar pregando é mencionado apenas naquelas letrinhas, lá no canto. Não devemos exaltar os homens, mas fixarmo-nos completamente no Senhor.

 

 A Semente

 

A semente é a Palavra de Deus. Cada conversão é o resultado do assentamento do evangelho dentro de um coração puro. A palavra gera (Tiago 1:18), salva (Tiago 1:21), regenera (1 Pedro 1:23), liberta (João 8:32), produz fé (Romanos 10:17), santifica (João 17:17) e nos atrai a Deus (João 6:44-45). Como o evangelho se espalhava no primeiro século, foi-nos dito muito pouco sobre os homens que o divulgaram, porém muito nos foi dito sobre a mensagem que eles disseminaram (estude o livro de Atos e note que em cada cidade para onde os apóstolos viajaram, os homens eram convertidos como resultado da palavra que era ensinada).

 

Os Solos

 

É perturbador notar que a mesma semente foi plantada em cada tipo de solo, mas os resultados foram muito diferentes. A mesma palavra de Deus pode ser plantada em nossos dias; mas os resultados serão determinados pelo coração daquele que ouve.

Alguns são solo de beira de estrada, duro, impermeável. Eles não têm uma mente aberta e receptiva para permitir que a palavra de Deus os transforme.

 

As raízes das plantas, no solo pedregoso, nunca se aprofundam. Durante os tempos fáceis, os brotos podem parecer interessantes, mas abaixo da superfície do terreno, as raízes não estão se desenvolvendo. Como resultado, se vem uma pequena temporada seca ou um vento forte, a planta murcha e morre. Os cristãos precisam desenvolver suas raízes por meio de fé em Cristo e de estudo da Palavra cada vez mais profundo. Tempos difíceis virão, e somente aqueles que tiverem desenvolvido suas raízes abaixo da superfície sobreviverão.

 

CONCLUSÃO

 

Somos semeadores do Reino de Deus e precisamos levar a preciosa semente para lançar no solo , Quando se permite que ervas daninhas cresçam junto com a semente pura, nenhum fruto pode ser produzido. As ervas disputam a água, a luz solar e os nutrientes e, como resultado, sufocam a boa planta. 

 

 

Lição 8 - A Resistência Contra a Tentação (Subsídio para Lições Adolescente).

 

Objetivos Apontar em que Áreas da vida Cristo, foi tentado no Deserto;

Explicar que somos atraídos pelos nossos maus desejos;

Conscientizar de que não devemos ceder as tentações.

 

Texto Bíblico Mateus 4.1-11

 

 

 

A tentação (4.2). As palavras gregas peirazo (απόδειξη - lê-se apóviquici) e peiras mossãa (δίκη - Lê-se leiquim)  igualmente traduzidas por “prova” e “julgamento” bem como por “tentar” e “tentação” (προσπαθώ - Lê-se prustraufão). O que há de comum é a situação que nos coloca sob grande pressão. O texto em Tiago 1 é especialmente útil para nos ajudar a tratar essas situações, ao nos lembrar que DEUS jamais tenta as pessoas, no sentido de induzi-las ao mal (Tg 1.13). DEUS, contudo, nos prova da mesma maneira que permitiu que Satanás o fizesse com JESUS, a fim de demonstrar a nós e a todos que podemos vencer pela sua força. Adão e Eva falharam no teste. Por meio de CRISTO você e eu somos vitoriosos.

RICHARDS. Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia. Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo.Editora CPAD. pag. 655.

 

A Possibilidade da Tentação

Como era possível que o JESUS sem pecado fosse tentado? Em nossa tentativa de responder a essa pergunta devemos antes de mais nada observar que o que foi tentado foi sua natureza humana. JESUS não só era DEUS; ele era também homem. Além do mais, sua alma não era dura como uma pederneira nem fria como um bloco de gelo. Era uma alma plenamente humana, profundamente sensível, afetada e comovida pelos sofrimentos de todo gênero. Foi CRISTO quem disse: “Tenho um batismo com o qual hei de ser batizado; e como me angustio até que o veja concretizado” (Lc 12.50). JESUS foi capaz de expressar carinho (Mt 19.13, 14), compaixão (Mt 23.37; Jo 11.35), piedade (Mt 12.32), ira (Mt 17.17), gratidão (Mt 11.25) e profundo anseio pela salvação dos pecadores (Mt 11.28; 23.37; Lc 15; 19.10; Jo 7.37) para a glória do Pai (Jo 17.1-5). Sendo não só DEUS mas também homem, ele sabia o que era estar cansado (Jo 4.6) e sedento (4.7; 19.28). Portanto, realmente não deveria surpreender-nos que, depois de um jejum de quarenta dias, ele sentisse muita fome, e que a proposta de converter pedras em pães se constituía numa tentação bem real para ele, tanto mais sabendo que estava revestido do poder para fazer milagres! Não obstante, não deixa de ser verdade que a possibilidade e realidade da tentação de CRISTO vai além de nossa compreensão. Mas não é esse um fato em relação a cada doutrina? O que sabemos realmente sobre nós mesmos, sobre nossa alma e a interação que existe entre alma e corpo? Pouco, aliás, bem pouco! Como poderíamos, pois, penetrar nas profundezas da alma de CRISTO e analisá-la suficientemente a fim de fornecer uma explicação psicológica absolutamente satisfatória de suas tentações?

HENDRIKSEN. William. Comentário do Novo Testamento. Lucas I. Editora Cultura Cristã. pag. 315-316.

 

«...tentado...»

JESUS Poderia Ter Caído Em Pecado ?

  1. Se respondermos a essa pergunta do ponto de vista da sua divindade (com comentários em Heb. 1:3), teremos de responder com um «não».
  2. Se respondermos do ponto de vista de sua humanidade, teremos de afirmar que as tentações e provas por que passou JESUS foram reais, e que, como homem, poderia ter incorrido em pecado, embora sua elevadíssima espiritualidade não lhe permitisse fazê-lo. Por conseguinte, temos aqui um «paradoxo», não havendo como solucionar adequadamente a questão.

Homens igualmente piedosos, têm assumido um ou outro lado do problema.

 

  1. Nessa controvérsia, contudo, não percamos de vista a mensagem do versículo à nossa frente. JESUS, como homem, exibia elevadíssima espiritualidade. Suas qualidades espirituais não eram automáticas, mas resultavam de uma luta muito intensa, através da vitória sobre o pecado, diante do qual, jamais cedeu. Entrementes, ele desenvolveu elevadas virtudes morais positivas. (Ver Gál. 5:22,23, quanto a essas virtudes). Assim sendo, JESUS foi o Pioneiro do caminho, tendo-nos mostrado, como devemos desenvolvermos espiritualmente, através da dedicação absoluta. JESUS possuía nosso tipo de natureza, juntamente com as suas fraquezas. Não obstante, triunfou!

 

O que é dito aqui é sem-par no N. T., dando-nos uma visão mais clara sobre a natureza humana de CRISTO, pelo menos em alguns particulares. Até mesmo a tentação de CRISTO, nos evangelhos sinópticos (ver Mat. 4:1-11 e seus paralelos) tem o propósito polêmico de mostrar que nada podia tirar JESUS de seu «propósito messiânico», o que significa que ele era mais poderoso que o próprio Satanás. Aqui, porém, sua vitória sobre a tentação visa mostrar o que a natureza humana pode fazer e como ela deve ser, quando devidamente impelida pelo ESPÍRITO SANTO. Suas tentações têm por fito mostrar-nos que ele se identificou totalmente conosco, sem qualquer limitação. Ele era humano tal e qual somos humanos; não possuía alguma natureza humana diferente, como a do homem «antes da queda». (Ver Rom. 8:3). Ele foi enviado «na semelhança de carne pecaminosa», isto é, compartilhou da mesma natureza dos homens, a qual fora debilitada e degradada pelo pecado, embora ele mesmo não tivesse qualquer pecado pessoal. Contudo, ele compartilhou do «desastre da natureza humana», que resulta do pecado.

 

«...sem pecado...»

Há várias declarações neotestamentárias sobre a impecabilidade de JESUS. (Ver Atos 3:14; o trecho  de II Cor. 5:21 mostra outra dessas afirmações). JESUS mostrou que a natureza humana não precisa do pecado como um de seus elementos. A verdadeira natureza humana é impecável. A natureza humana pervertida é que peca. Daí resulta a necessidade de redenção.

 

A impecabilidade de CRISTO qualificou-o preeminentemente para o sumo sacerdócio, pois ele, diferentemente de outros, não precisa oferecer sacrifício por si mesmo. Todo seu labor pode ser assim devotado a seus irmãos. Assim, mediante o sacrifício de si mesmo, ele eliminou o pecado para sempre (ver Heb. 9:26), livrando os filhos de DEUS de sua manopla e dando-lhes um lugar de acesso a DEUS Pai. E da «segunda vez» em que ele aparecer (na parousia), não haverá mais necessidade de cuidar da questão do pecado. Portanto, ele aparecerá «à parte do pecado», e isso «para a salvação», com o propósito de levar à fruição a salvação de seus irmãos (ver Heb. 9:28). A impecabilidade de CRISTO, pois, deve significar mais do que a rejeição de atos pecaminosos; ele nunca favoreceu à atitude do pecado; não pecou em seus desejos e em seus motivos, muito menos em suas ações. Ele mesmo deixou claro que o pecado reside nos desejos e motivos dos homens, e não apenas em atos pecaminosos (ver Mat. 5:27 e ss.).

 

Gloriando-nos nas debilidades. Newell (in loc.) relata-nos acerca de um amigo seu que sofria de muitas debilidades físicas que ameaçavam o bem-estar de sua própria alma. Seu senso de fraqueza era tão profundo que o avassalava, de tal modo que sentiu que perdera até mesmo o contacto com DEUS. Mas foi encorajado, por meio do trecho de I I Cor. 12:9,10, a «gloriar-se» nessas debilidades, para extrair delas alguma forma de glória a DEUS, transformando-as em pontos fortes. Isso lhe emprestou uma nova dimensão na vida. JESUS também conhecia bem essas coisas; mas triunfou.

Mostrou-nos que é possível a vitória espiritual, em meio às nossas condições humanas, que são tão adversas.

 

«Em sua vida terrena ele teve um admirável discernimento sobre os homens, uma estranha sensibilidade para com as necessidades humanas ao seu derredor. Segundo diz o autor do quarto evangelho, JESUS «...não precisava de que alguém lhe desse testemunho a respeito do homem, porque ele mesmo sabia o que era a natureza humana» (João 2:25). Ele suportou todos os testes, mas «sem pecado». Não se pode duvidar que nenhum homem, em toda a história, tem sido sujeito a tão cuidadoso e crítico escrutínio como o homem JESUS. Os homens têm sondado sua vida e palavras, mas seu desafio continua de pé: ‘Quem dentre vós me convence de pecado!’ (João 8:46)». (Cotton, in loc.).

 

«O escritor deseja eliminar a fantasia comum que havia alguma peculiaridade em JESUS que fazia suas tentações inteiramente diversas das nossas, como se fosse um campeão vestido de cota de malhas que servia de alvo de flechas de brinquedo. Pelo contrário, ele sentiu, em sua própria consciência, a dificuldade de alguém ser justo neste mundo; ele sentiu sobre si mesmo a pressão das razões e atrações que inclinam os homens ao pecado, para que escapem do sofrimento e da morte». (Dods, in loc.).

 

«Isso serve de real base de encorajamento, pois a melhor ajuda é aquela conferida por aqueles que se mantêm firmes onde falham os, tendo enfrentado o início da tentação sem ceder à mesma. A referência especial é às tentações que levam à apostasia ou à desobediência à vontade de DEUS». (Moffatt, in loc.).

 

Notemos que o autor sagrado afirmou em seu tratado, de modo absoluto, tanto a divindade como a humanidade de CRISTO. Ele não tentou qualquer reconciliação entre os dois conceitos, e nem quis mostrar como ambas as naturezas podem ter residido na mesma personalidade ao mesmo tempo. O que sabemos é que ambas as naturezas são importantes para nós, pois ambas as naturezas foram postas à nossa disposição. Com temor e tremor podemos chegar perante DEUS, mas CRISTO está presente para tornar possível nosso acesso a ele.

 

CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 5. pag. 522-523.

 

O que é tentação.

 

  1. Massah, "teste". "provação". Palavra hebraica usada por cinco vezes. Deu. 4:34; 7:19; 29:3;, SaL 95:8; Jó 9:23.

 

  1. Peirasmôs, "teste", "prova". Palavra grega usada por vinte vezes: Mal. 6:13; 26:41; Mar. 14:38; Luc. 4:13; 8:13; 11:4; 22:28,40,46; Atos 20:19; 1 Cor. 10:13; Gál. 4:14; 1 Tim. 6:9; Heb. 18; Tia. 1:2,12; 1 Ped. 1:6; 11 Ped. 2:9 e Apo.3:10.

 

  1. Peirázo, ''testar'', "submeter à prova". Vocábulo grego que ocorre por trinta e seis vezes: Mal. 4:1,3; 16:1; 19:3; 22:18,35; Mar. 1:13; 8:11; 10:2; 12:15; Luc. 4:2; 11:16; João 6:6; 8:6; Atos 5:9; 9:26; 15:10; 16:7; 24:6; 1 Cor. 7:5; 10:9,13; 11 Cor. 115; GáI. 6:1; 1 Tes. 3:5; Heb. 2:18; 3:9 (citando Sal. 95:9); 4:15; 11:17,37; Tia. 1:13,14; Apo. 12,10; 3:10.

No original grego, tentação é "peirasmos", que significa "teste", "provação", "tentação para a prática do mal".

 

CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 6. Editora Hagnos. pag. 350-351.

 

TENTAR, TENTAÇÃO Os termos heb. e gr. para "tentar" (heb. massa, gr. peirazo, ekpei-razo) e "tentação" (heb. nasa, gr. peirasmos) podem, às vezes, ter o significado de "induzir ao pecado", que tão fortemente colore nossas palavras em português "tentar" e "tentação". Mas seu principal e predominante significado é o de "testar o valor e o caráter de homens" e, às vezes, os de DEUS. Nesse sentido, os cristãos devem se examinar para se certificarem de que suas palavras e ações evidenciam que eles são crentes genuínos (2 Co 13.5; cf. 2 Pe 1.10).

 

Semelhantemente, DEUS testa, no AT, a veracidade da confiança que seu povo tem nele, como no caso de Abraão (Gn 22.1), Israel (Êx 15.25; 16.4), a tribo de Levi (Dt 33.8), Ezequias (2 Cr 32.31) e o salmista (SI 26.2). O NT diz que DEUS (ou CRISTO) provou a fé de Filipe (Jo 6.6) e de Abraão (Hb 11.17; cf. Gn 22.1).

 

Na sua providência, DEUS usa os eventos da vida cotidiana para testar a professada fé e o caráter dos cristãos. O teste pode resultar em severos tormentos, tanto físicos quanto espirituais (Hb 11.37; 1 Pe 4.12). DEUS usou severos fenómenos naturais (Êx 20.18-20), as dificuldades das peregrinações pelo deserto (Dt 8.2), e a opressão das tribos cananéi-as para testar Israel (Jz 2.21,22). Aos cristãos não é prometida a ausência de provas, mas a força necessária para suportá-las (1 Co 10.13; 2 Pe 2.9; cf. 1 Pe 4.1,12-16). O próprio CRISTO, ao se tornar humano, passou por toda sorte de testes mentais e físicos (Hb 2.18; 4.15).

 

Crê-se que até mesmo coisas são testadas ou provadas, como por exemplo uma espada (1 Sm 17.38), uma reputação (1 Rs 10.1; 2 Cr 9.1) e convicções (Dn 1.12,14). Tanto a palavra heb. quanto a gr., às vezes, têm o significado de tentar fazer algo. Em uma pergunta retórica, DEUS questiona: "...ou se um deus intentou ir tomar para si um povo..." (Dt 4.34). Os homens tentam se comunicar (Jó 4.2) ou se juntar a outros (At 9.26). Os termos gregos e hebraicos traduzidos como "tentar" e "tentação" também aparecem no mau sentido de "induzir ao pecado". O Diabo é acusado de ser o instigador de tais provas (Mt 4.3; 1 Ts 3.5,6). Até mesmo na vida dos cristãos ele exerce grande pressão para o pecado

(1 Co 7.5; 1 Ts 3.5; Ap 2.10). Sucumbir a tais tentações pode demonstrar que a profissão do cristão não é sincera (Lc 8.13).

 

"A tentação para pecar frequentemente se origina de pensamentos malignos e da concupiscência (Tg 1.14); provocações às quais um forte desejo por riquezas bem pode se juntar (1 Tm 6.9)".

 

 Contudo, a tentação para pecar nunca vem de DEUS (Tg 1.13). O cristão deve orar por libertação de todas essas tentações (Mt 6.13; Lc 11.4). A tentação, no mau sentido, também pode tomar a forma de testar o outro na esperança de expor seus pontos fracos, e usá-los contra a própria pessoa. Os inimigos de CRISTO frequentemente tentaram empregar essa tática contra Ele (cf. Mt 16.1; 19.3; 22.35; Lc 20.23).

 

Algumas vezes a Bíblia fala de homens testando ou tentando a DEUS. Por exemplo, Israel tentou a DEUS no deserto (Êx 17.2,7; Nm 14.22; SI 95.8,9; 1 Co 10.9), e os fariseus e saduceus tentaram a JESUS (Mt 16.1; Mc 8.11; 10.2). Além disso, os cristãos professos podem tentar a DEUS. Ananias e Safira o fizeram ao mentir (At 5.9). Cristãos judeus o fizeram, trazendo empecilhos aos crentes gentios (At 15.10). Paulo advertiu os coríntios a respeito da incredulidade, da idolatria, do modo de vida ímpio, da atitude de tentar a CRISTO e da murmuração (1 Co 10.7-10; cf. Nm 21.4-9).

 

Quando confrontado pelas tentações, o cristão tira o encorajamento necessário do conhecimento de que ele não os enfrenta sozinho. DEUS já removeu o crente do domínio de Satanás e o colocou em seu próprio reino e família (Cl 1.12,13). As tentações que Satanás traz estão sempre dentro dos limites permitidos por DEUS (Jó 1.8-12; 2.3-6). Além disso, o cristão tem o exemplo da vitória de CRISTO sobre o pecado (Hb 4.15) e a promessa da sua ajuda (Hb 2.18). Mesmo quando o cristão sucumbe à tentação e ao pecado, ele ainda tem a promessa de perdão disponível através da contínua, eficaz e redentora graça de CRISTO (Hb 4.14-16; 1 Jo 2.1).

A recompensa dos cristãos por sua fiel resistência a todos os tipos de tentação é a coroa de vida (Ap 2.10).

Os exemplos mais conhecidos de tentação nas Escrituras são a indução de Adão e Eva ao pecado no jardim do Éden por Satanás (Gn 3.1-7; 1 Tm 2.13,14) e a tentação de CRISTO no deserto (Mt 4.1-11; Mc 1.12,13; Lc 4.1-13).

 

Comparando-se essas tentações, nota-se que Eva (em comum acordo com Adão) sucumbiu à tentação por dar atenção excessiva aos desejos físicos (por exemplo, a comida) e às posses materiais dessa vida (o belo fruto que ela desejava), e por se entregar a um orgulho precipitado (supunha-se que o fruto traria sabedoria). Se por um lado CRISTO, o segundo Adão (Rm 5.12-21; 1 Co 15.22) sentiu todo o peso do teste, por outro Ele superou completamente a tentação em cada uma dessas áreas (por exemplo, a tentação de transformar pedras em pães; de desejar obter para si os reinos do mundo; e, com um orgulho presunçoso, se atirar do Templo). Por ter experimentado e triunfado sobre essas e outras tentações, o Senhor JESUS CRISTO é capaz de se compadecer e ajudar seu povo nas tentações que enfrenta.

 

PFEIFFER .Charles F. Dicionário Bíblico Wycliffe. Editora CPAD. pag. 1908-1909.

 

A Tentação de Jesus, 4.1-11 (comentário bíblico belco).

 

O Batismo foi um acontecimento público glorioso. Mas imediatamente após ele veio uma dura experiência privada. “Grandes bênçãos normalmente são seguidas por grandes tentações.”86 E ainda é verdade que “é necessária uma grande tentação, assim como uma grande graça, para se produzir um grande pregador”.

 

Por que Jesus foi tentado? A Epístola aos Hebreus é aquela que responde mais profundamente a essa pergunta do que qualquer outra parte das Escrituras. Lemos a respeito de Cristo: “Pelo que convinha que, em tudo, fosse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote naquilo que é de Deus, para expiar os pecados do povo. Porque, naquilo que ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados” (Hb 2.17-18).

 

 

A última sentença declara uma verdade muito reveladora: Ele “sendo tentado, padeceu”. Isto não foi fingimento. Isto foi um estado de guerra, difícil e severo. As tentações de Jesus eram tão reais para Ele quanto as nossas são para nós - e igualmente angustiantes. Alguns diriam que, como Cristo era o Filho de Deus, Ele sabia que não iria fraquejar, não se entregaria. Mas isso faria das Suas tentações uma farsa vazia e negaria a afirmação clara da epístola aos Hebreus. Se Ele foi “de todas as maneiras tentado como nós somos”, deve ter sofrido o mesmo tormento e a mesma tortura na Sua própria consciência que nós sofremos quando somos fortemente tentados. É verdade que, como o Filho de Deus, Ele era onisciente. Mas há muitas indicações nos Evangelhos de que Jesus limitava o seu conhecimento na Sua verdadeira consciência. Isto fazia parte da encarnação, de tomar-se como nós. Foi parte do preço que Ele teve que pagar para ser ao mesmo tempo o nosso Sumo Sacerdote e o nosso Sacrifício pelos pecados.

 

Jesus foi conduzido (1) do vale do rio Jordão (300 metros abaixo do nível do mar) até às alturas do solitário deserto da Judéia. Os três sinóticos afirmam que Ele foi levado pelo Espírito ao deserto. Por um mandamento divino Ele foi para lá. Quando as coisas vão mal ou sofremos alguma severa tentação, é fácil pensar que podemos estar fora da vontade do Senhor. Mas quando Jesus estava sendo tentado, Ele estava no centro da vontade de Deus para a sua vida.

Foi ao deserto que Ele foi levado. O contraste entre este lugar e o cenário da tentação de Adão e Eva é chocante. Eles estavam em um bonito paraíso, no Jardim do Éden. Ele estava no deserto desolado. Eles tinham tudo o que alguém poderia desejar para comer. Ele estava faminto. Eles tinham um ao outro. Ele estava sozinho. Apesar disso, eles fracassaram, ao passo que Ele triunfou.

 

 Ele diz: “Durante os quarenta dias (Lc 4.2), e em outras ocasiões, o nosso Senhor sem dúvida foi tentado pela sugestão na sua mente, como acontece conosco; mas nas três tentações aqui descritas, parece estar claramente declarado que Satanás apareceu em uma forma corpórea e com palavras verdadeiramente pronunciadas, e isto torna a cena adequada para uma descrição distinta e impressionante”.88 Mas parece provável que Satanás tenha levado Jesus corporeamente até o pináculo do templo? O argumento conclusivo contra esse ponto de vista é o de que não existe na terra uma montanha de onde alguém possa ver todos os reinos do mundo (8).

 

O propósito divino pelo qual Cristo foi levado até o deserto foi o de que Ele pudesse ser tentado. A palavra grega é peirazo. Na literatura grega antiga (Homero) ela é usada com o sentido de “pôr à prova”. O seu significado principal é “testar, pôr à prova, provar”.  Arndt e Gingrich dizem que ela significa “tentar, fazer um teste com, colocar em teste para descobrir que tipo de pessoa alguém é”. O Pai estava permitindo que o Seu Filho fosse posto à prova antes de começar o Seu trabalho público, como um metal que deve ser testado antes de poder ser usado com confiança em uma posição crucial. Mas, a partir do ponto de vista de Satanás, Jesus estava sendo tentado, seduzido ao pecado, na esperança de que Ele fracassasse. Isso também está indicado pela palavra “tentador” (peirazon) no versículo 3.

 

Cristo foi tentado pelo diabo. Marcos nunca usa essa palavra; ao invés disso, ele usa “Satanás” (Mc 1.13). Essa última palavra, que significa “adversário”, vem diretamente do hebraico para o grego e para o português. A palavra grega diabolos significa “caluniador” ou “falso acusador” e tornou-se diable em francês e diabo em português. As duas palavras são usadas como sinônimos no Novo Testamento.

 

Negar o diabo de forma pessoal, significa tranqüilizar-se com um falso sentimento de segurança. Nos últimos anos temos percebido, cada vez mais, que não é possível explicar a influência insidiosa do mal no nosso mundo sem postular a existência de um agente pessoal por trás das várias ocorrências.

Jesus jejuou quarenta dias e quarenta noites (2), como fizeram Moisés no Monte Sinai (Ex 34.28) e Elias no deserto (1 Rs 19.8). O número quarenta normalmente indica um período de teste. Foi isso o que ele representou para Jesus. E Jesus não falhou no teste.

No final dos quarenta dias, Ele teve fome. Aparentemente Jesus estava tão absorvido nos conflitos espirituais e na contemplação que não sentiu fome até o final desse período. Então surgiu nele um intenso desejo de comer.

Marcos faz apenas uma pequena afirmação resumida da Tentação, sem detalhar os três ataques específicos de Satanás. Mateus e Lucas dão os três, mas em ordens diferentes (veja os comentários sobre Lucas 4.1-13). M’Neile sugere que Lucas adota uma “seqüência geográfica”, com a mudança do deserto para a cidade, por último, ao passo que “Mateus organiza um clímax psicológico: a primeira tentação é duvidar da verdade da revelação recém-recebida; a segunda é testá-la; e a terceira é agarrar de forma prematura a posição de Messias que ela envolve”.

 

A dúvida é uma das armas favoritas do diabo. A primeira coisa que ele disse a Jesus foi: Se tu és o Filho de Deus (3).92 Ele se aproximou de Eva de uma maneira similar: “E assim que Deus disse...?” (Gn 3.1). Depois o diabo apelou para a fome de Jesus: manda que estas pedras se tornem em pães. Como diz Maclaren: “Satanás usou a mesma isca diante do primeiro Adão. Esta funcionou tão bem naquela ocasião, que ele se considerou esperto por trazê-la à baila uma vez mais”.93 Intrinsecamente, não haveria nada de errado em Jesus realizar um milagre para obter a comida de que necessitava. Mas obedecer Satanás é pecado. Além disso, Cristo tinha vindo para compartilhar a nossa humanidade conosco. Ele se recusava a usar qualquer poder que não estivesse disponível para nós. Ele não faria nada que pudesse representar uma negação da Sua encarnação. G. Campbell Morgan explica isso assim: “O inimigo pediu que Ele fizesse uma coisa certa de uma maneira errada, para satisfazer um apetite legítimo de uma maneira ilegal, para fazer uso dos privilégios do Filho violando as suas responsabilidades”.

 

A primeira coisa que Jesus disse em resposta foi, está escrito (4). A expressão está em um tempo perfeito em grego, o que indica a ação terminada e também o estado resultante como ainda continuando. O significado completo é: “Foi escrito e ainda permanece escrito”. Isso enfatiza a eternidade e a imutabilidade da Palavra de Deus.

Jesus encontrou e derrotou o diabo com a mesma arma que nós temos à nossa disposição: “a espada do Espírito, que é a palavra de Deus” (Ef 6.17). Nas três vezes Ele fez citações do livro de Deuteronômio. A primeira citação foi: O homem não viverá só de pão, mas que de tudo o que sai da boca do Senhor viverá o homem (Dt 8.3). Jesus vivia pela Palavra de Deus, não pelos caprichos do Seu próprio apetite. Nisto, Ele dá um exemplo para todos os Seus seguidores.

 

Na segunda tentação, o diabo levou Jesus até a cidade Santa (5). No Novo Testamento, esta designação para Jerusalém só é encontrada em Mateus e no livro do Apocalipse. Ela ocorre cinco vezes no Antigo Testamento. O diabo colocou Cristo sobre o pináculo do templo, o lugar mais alto da cidade santa. Morgan destaca com propriedade: “A escolha do lugar é a principal prova da astúcia do adversário”.

 

Nesse cenário, consagrado por associações sagradas, provavelmente com uma multidão esperando embaixo, Satanás faz uma abordagem completamente diferente. Desta vez ele apela para a confiança total de Jesus em Deus Pai. Antes, a tentação estava no plano físico. Desta vez está em um plano espiritual: Se tu és o Filho de Deus (ou “Já que você é o Filho de Deus”), lança-te daqui abaixo (6). Tão sagrado era o cenário, que o próprio diabo se sentiu incentivado a citar as Escrituras. Ele tentou citar Salmos 91.11- 12. Mas omitiu uma frase importante: “em todos os teus caminhos”. Os caminhos de Cristo são os caminhos de Deus. Se Ele se afastasse da vontade divina não poderia mais reivindicar a proteção divina. Isso é verdadeiro hoje em dia para nós.

 

Os judeus daquele templo esperavam que o seu Messias aparecesse repentinamente, espetacularmente, no Templo. Aqui estava a oportunidade de Jesus ganhar a aclamação de toda a nação como o seu Messias. Mas Ele resistiu a esta tentação do sensacionalismo. Ao invés disso, Ele iria seguir o caminho simples da humilde obediência ao Seu Pai.

Jesus brandiu a Sua Espada outra vez - a Palavra de Deus. Dessa vez Ele disse: Não tentarás o Senhor, teu Deus (7). O comportamento temerário evidencia não a fé, mas a presunção.

 

O cenário da terceira tentação foi também diferente: um monte muito alto (8). Aqui o diabo fez a sua aposta mais alta. Depois de dar a Cristo uma visão de todos os reinos do mundo e da glória deles, fez esta surpreendente proposta: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares (9). Que tentação era esta - a de ganhar o mundo inteiro sem ir até a cruz! A essência da tentação foi a de tentar atingir os objetivos aprovados por Deus, usando as estratégias de Satanás. Jesus rejeitou também esta proposta aparentemente plausível.

 

Ele disse a Satanás que se retirasse. Uma vez mais Jesus citou a Palavra: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás (10). (Veja Dt 6.13.) Aqui está a primeira e mais alta obrigação do homem.

 

Satanás tentou Jesus em três planos:

1) o físico - alimento; 2) o intelectual - fazer alguma coisa sensacional; 3) o espiritual - adore-me. O diabo ainda tenta os homens nesses três planos.

 

Em obediência à ordem de Cristo, o diabo se retirou. Então chegaram os anjos e o serviram (11). Eles provavelmente lhe trouxeram comida (cf. 1 Rs 19.5-7) e também lhe ministraram espiritualmente, regozijando-se com Ele na vitória que havia alcançado.