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Subsidio jovens n.8 salvação em Jesus
Subsidio jovens n.8 salvação em Jesus

A OBRA DA SALVAÇÃO DE JESUS SUBSIDIO N.8

 MAURICIO BERWALD ESCRITOR PROFESSOR

 

 

O sacrifício de Jesus

A prática de sacrifícios e derramamento de sangue com fins religiosos é antiga na história da humanidade. Não foi Moisés e a Lei que instituiu o sacrifício, mas apenas o regulamentou. Tal prática remonta aos primeiros habitantes do planeta. Não temos registros de Adão e Eva oferecendo sacrifícios, mas provavelmente o fizeram; todavia, em seu filho Abel já encontramos esta prática: “E Abel também trouxe [ao Senhor] dos primogênitos das suas ovelhas, e da sua gordura…” (Gn 4.4). Teria sido esta apenas uma oferta de gratidão e adoração, como muitas outras que seriam regulamentadas na Lei mosaica? Ou seria já um sacrifício de expiação de pecados e propiciação do pecador diante de Deus, constituindo-se uma prefiguração do sacrifício de nosso Senhor Jesus? Os expoentes da Bíblia sagrada estão divididos quanto a isso, mas seja como for, ali está registrado o primeiro sacrifício realizado por homens e oferecido a Deus.

 

Agora, antes mesmo do sacrifício animal oferecido por Abel, o próprio Deus já havia sacrificado um animal, ainda no Éden, para com a pele do animal morto vestir o casal que havia confeccionado roupas impróprias para si, com folhas de figueira. É em Gêneses 3.21 que está registrado o sacrifício de um animal inocente – claro, ali não houve uma liturgia, como no caso de Abel, até porque é o próprio Deus quem sacrifica – onde está dito que “Fez o Senhor Deus a Adão e à sua mulher túnicas de peles, e os vestiu”. Como bem interpreta William McDonald, “Esse ato representa o manto de justiça entregue aos pecadores por meio do sangue do Cordeiro, disponível ao ser humano por meio da fé” (1). Na cruz, Cristo vestiu os nossos trapos de imundícia (Is 64.6), para vestir-nos com suas vestes de justiça (Ef 6.14); vestiu a nossa ofensa (Is 53.5; 2Co 5.21), para revestir-nos de sua glória (Ap 3.21); suas vestes estão manchadas de sangue (Ap 19.13), para que nossas vestes estejam sempre brancas (Ap 3.5; 7.9).

 

A partir de Moisés, muitos tipos de sacrifícios, com propósitos distintos, foram estabelecidos e regulamentados pela Lei (cerimonial). Como bem pontua o comentarista da Lição, em seu livro de apoio, “Alguns sacrifícios eram oferecidos diariamente, outros aos sábados, nas luas novas, no dia da expiação e ainda nas festas judaicas das Semanas, dos Tabernáculos (ou Cabanas) e também na festa da Páscoa. O principal propósito dos sacrifícios era fazer a expiação dos pecados, mas havia os de gratidão, de ação de graças, de paz e de alguns outros rituais judaicos…” (2). Para fins didáticos resumo aqui quatro dos mais destacados sacrifícios, a fim de percebermos a evolução deles até alcançar o clímax, o sacrifício perfeito do Filho de Deus:

 

1 – O sacrifício por um casal – já foi dito acima que o próprio Deus realizou o primeiro sacrifício de um animal inocente, para com sua pele vestir decentemente os primeiros transgressores da terra, o casal Adão e Eva (Gn 3.21). Aquele sacrifício serviu não apenas para dar melhor proteção aos corpos do casal, que enfrentaria calor e frio constantes foram do Éden, mas para demonstrar o fracasso humano e a inutilidade de seus esforços em tentar vestir a si mesmo, bem como demonstrar que somente Deus pode vestir o homem apropriadamente. As vestes da religiosidade, da moralidade e ética circunstanciais são inúteis ao propósito de cobrir o homem pecador. Somente Deus pode, mediante um sacrifício, cobrir nosso pecado e vestir-nos com dignidade. Por isso, Jesus diz: “Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas” (Ap 3.18).

 

2 – O sacrifício por uma família – na noite que antecedeu a grande fuga do povo hebreu, depois de longos quatro séculos de escravidão no Egito, Deus ordenou o sacrifício do cordeiro para a Páscoa. Isto foi assunto de nossa Lição 2, onde vimos que o sacrifício deveria ser realizado em cada casa dos hebreus, e cujo sangue serviria para marcar os umbrais e vergas das portas, para que a morte “pulasse além” da casa dos descendentes de Jacó. Era um cordeiro para cada família, conforme Êxodo 12.4,5. Tal sacrifício, que deveria se repetir anualmente, serviria como propiciação de cada família diante de Deus, demonstrando estar ali uma família consagrada a Deus e livre da condenação de morte.

 

3 – O sacrifício por uma nação – conforme Êxodo 29.38-42, todo dia deveria ser oferecido pelo menos dois sacrifícios de holocausto, em favor da nação de Israel. Um cordeiro seria oferecido pela manhã, e outro no final da tarde. Quanto sangue derramado! Quanta carne queimada! Todavia, como bem ressalta o autor da Carta aos Hebreus, “E assim todo o sacerdote aparece cada dia, ministrando e oferecendo muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca podem tirar os pecados” (Hb 10.11). Todos aqueles sacrifícios seriam ineficazes se não fossem conforme o padrão de qualidade exigido por Deus, e se não fossem sombras do sacrifício perfeito que o próprio Deus tornaria a oferecer pelos transgressores.

 

4 – O sacrifício pelo mundo inteiro – primeiro, um sacrifício por um casal; depois um sacrifício por uma família; depois o sacrifício por uma nação. Agora, porém, chegamos ao sacrifício perfeito e pleno, e assim como no Éden, é novamente o próprio Deus quem o oferece em favor dos pecadores. Já não seria mais o cordeiro de Abel, de Arão, nem dos judeus. Nas palavras de João Batista: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29). Cristo não é um sacrifício por apenas um casal, por apenas uma família, ou por apenas uma nação, mas pelo mundo (Jo 6.51: “…e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo”). E não é por uma parte do mundo, mas de “todo o mundo” (1Jo 2.2), ou seja, o mundo inteiro, sem distinção nem exceção! Como cantava Ozeias de Paula, “Oh! Foi por mim, Cristo meu mestre, que tu quiseste ao mundo descer; Oh! Foi por mim, mestre querido, que oprimido vieste sofrer”.

 

Aquele que foi perfeitamente Deus e perfeitamente Homem, ofereceu a Deus um sacrifício perfeito e pleno para remissão dos pecados de todos quantos a ele vierem com fé, respondendo aos apelos da graça que são dirigidos a todos os homens. O texto de Hebreus 7.26-28 é singular ao falar daquele “sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime do que os céus; (…) [que] uma vez, oferecendo-se a si mesmo (…) constitui ao Filho, perfeito para sempre”. O momento é pertinente para remover um grande equívoco que é recorrente entre nossos pregadores: a nossa salvação não foi rifada no céu!

 

Já ouvi não poucas vezes pregadores montarem um diálogo entre Deus e os anjos no céu que simplesmente não está na Bíblia, nem poderia estar! Dizem eles:

 

– O Pai, após ver o homem caído no pecado, chegou para o anjo Gabriel e lhe perguntou se ele não poderia vir morrer em nosso lugar. Gabriel temeu, tremeu e recusou. O Pai perguntou a Miguel, o arcanjo, se ele não poderia vir morrer por nós. Miguel também se acovardou. Os demais anjos do céu também recusaram, nenhum deles quis vir morrer em nosso lugar. O Pai então gritou: “A quem enviarei? Quem há de ir por nós?” [um absurdo exegético!] Então, no meio da multidão celestial, uma mão se ergueu e uma voz bradou: eu irei, Pai, eu, teu Filho, irei para morrer em lugar do pecadores!

 

Historietas como essa costumam causar impacto e suspiros. Mas não naqueles que conhecem a Bíblia e já entenderam o maravilhoso plano infalível de salvação! Primeiro, Deus não tem plano B. Seu plano de salvação sempre foi um só, e é infalível! Segundo, Deus nunca rifou a cruz entre os anjos, oferecendo a um e a outro, para ver se alguém conseguia se compadecer dos pecadores. Pensar isso é um insulto à Onisciência de Deus! Terceiro, e finalmente, como dizia o contundente pregador britânico George Campbell, “O que vemos na cruz não começou na cruz material. O Cordeiro de Deus foi morto desde a fundação do mundo” (3).

 

De fato, conforme está escrito (Ap 13.8), mesmo antes do pecado do primeiro casal, Cristo já tinha sido colocado – nos desígnios de Deus, que todas as coisas determinou de antemão com respeito ao plano de salvação – como o Filho Eleito, nosso Mediador, nosso Salvador, nosso Senhor! O teólogo pentecostal Myer Pearlman reitera: “A expiação não foi um pensamento de última hora da parte de Deus. A queda do homem não apanhou Deus de surpresa, a ponto de necessitar tomar rápidas providências para remediá-la. Antes da criação do mundo, Deus, que conhece o fim desde o princípio, proveu um meio para a redenção do mundo” (4). Nas palavras do teólogo holandês Jacó Armínio,

 

“O primeiro decreto integral de Deus a respeito da salvação do homem pecador é aquele no qual Ele decreta a indicação de seu Filho, Jesus Cristo, para Mediador, Redentor, Salvador, Sacerdote e Rei que deve destruir o pecado pela sua própria morte, e que deve, pela sua obediência, obter a salvação que se perdeu, devendo comunicá-la pela sua própria virtude” (5).

 

Quando cada animal inocente era sacrificado desde os dias de Adão, eles não representavam uma ideia vaga de salvação, um plano em aberto de Deus, uma incógnita divina. Antes, estavam postos como figuras ou sombras imperfeitas do sacrifício perfeito do Filho eleito, de cujo bel prazer pendia a nossa salvação eterna! Dele sempre foram, e dele para sempre serão os méritos de nossa salvação! Solus Christus.

 

  1. O sacrifício completo.

- O sacrifício de JESUS foi único, eterno, perfeito e suficiente.

Nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção. Hebreus 9:12

Mas este, havendo oferecido para sempre um único sacrifício pelos pecados, está assentado à destra de DEUS, Hebreus 10:12

Que não necessitasse, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiramente por seus próprios pecados, e depois pelos do povo; porque isto fez ele, uma vez, oferecendo-se a si mesmo. Hebreus 7:27

De outra maneira, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo. Mas agora na consumação dos séculos uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo. Hebreus 9:26  

O povo israelita aprenderam a pecar e oferecer sacrifícios para depois pecarem de novo e oferecerem sacrifícios novamente para serem purificados. Por isso o sacrifício de animais se tornou obsoleto, sem efeito, sem eficácia.

Isso é semelhante aos católicos romanos que pulam carnaval e depois colocam cinza na testa, já pensando no Sábado da aleluia onde vão pular carnaval de novo e se atolarem no pecado de novo.

Por isso foi necessário uma Nova Aliança no sangue de JESUS para, de uma vez por todas, haver purificação de pecados. Agora não podemos mais viver em pecado. Em muitas igrejas ditas evangélicas, o povo anda pecando e se reconciliando toda semana ou em toda ceia e depois voltam a pecar as mesmas coisas. è o mesmo que os israelitas faziam. No arrebatamento não sobe quem vive na prática do pecado.

Porque é impossível que o sangue dos touros e dos bodes tire os pecados. Hebreus 10:4

Já o sangue de JESUS nos purifica de todo pecado e nos proporciona o recebimento do ESPÍRITO SANTO para nos ajudar a vencer o pecado e não cairmos mais nas armadilhas desse mesmo pecado.

Nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção. Hebreus 9:12

Que não necessitasse, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiramente por seus próprios pecados, e depois pelos do povo; porque isto fez ele, uma vez, oferecendo-se a si mesmo. Hebreus 7:27

De outra maneira, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo. Mas agora na consumação dos séculos uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo. Hebreus 9:26 - O sacrifício de JESUS foi único, eterno, perfeito e suficiente.

A lei não conseguiu levar o homem a salvação, não foi eficaz. Antes,a lei revelou a perversidade do coração humano e condenou-o, ao invés de salvá-lo. Assim, o pecador vendo-se perdido sentiu a necessidade de um salvador. A lei condena, mas a graça mostra o caminho para a salvação - JESUS.

A lei é boa, o problema é o homem que não consegue cumpri-la. (E assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom. Romanos 7:12).

De maneira que a lei nos serviu de aio, para nos conduzir a CRISTO, para que pela fé fôssemos justificados. Gálatas 3:24

Separados estais de CRISTO, vós os que vos justificais pela lei; da graça tendes caído. Gálatas 5:4

Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça; Para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por JESUS CRISTO nosso Senhor. Romanos 5:20,21

 

  1. O sacrifício meritório.

Os judeus acreditavam que o cumprimento da lei lhes traria salvação, mas, pelo contrário, a lei revelaria que ninguém conseguiria cumpri-la integralmente. Sendo que na própria lei dizia que quem desobedecesse um só dos mandamentos estaria condenado, nenhum ser humano poderia ser salvo (Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos. Tiago 2:10).

A salvação não é por obras, mas pela graça (JESUS morreu em nossos lugar, levando nossos pecados e ressuscitou Isaias 53) - A nossa fé nisso nos torna salvos. Não fizemos nada para sermos salvos. Só acreditamos no que JESUS já fez (Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de DEUS. Não vem das obras, para que ninguém se glorie Efésios 2:8,9).

Esse é o problema de judeus e religiosos de todas as religiões (inclusive evangélicos sem noção) - Não merecemos nada de DEUS. Essa doutrina do merecimento tem atrapalhado a muitos. Por isso muitos crentes não recebem batismo no ESPÍRITO SANTO e nem dons - querem merecer - Isso é absurdo diante de DEUS.

As seitas e religiões falsas todas têm isso em comum. Doutrina do merecimento. Sejam os judeus e Adventistas pela guarda da lei e seus preceitos, ou os espíritas pelas boas obras (incluindo aqui os católicos romanos que também são espíritas - consultam mortos e acreditam que uma morta possa lhes perdoar e interceder por eles), sejam os islâmicos ou muçulmanos pelas esmolas, jejuns, ou seja, cumprimento do alcorão, sejam os hindus, budistas, etc... todos estão tentando merecer a salvação. Não sabem que é isso mesmo que os impede de a receber.

Só pode ser salvo quem se deixa convencer pelo ESPÍRITO SANTO do pecado, da justiça e do juízo. O homem precisa se reconhecer pecador para ser salvo. Precisa saber que não merece ser salvo e que existe um juízo para quem vive na prática do pecado.

Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades como um vento nos arrebatam. Isaías 64:6

 

Os judeus queriam merecer a salvação por oferecerem sacrifícios de animais, mas só JESUS tem mérito na salvação dos homens.

 

  1. O sacrifício remidor.

O pecado é ofensa a DEUS. (Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida. Romanos 5:18).

O pecado separa o homem de DEUS - é uma barreira que impede a comunicação do homem com DEUS. (Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso DEUS; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça. Isaías 59:2).

Existem dois tipos de tristezas espirituais - Uma gera a morte outra gera a vida. Porque a tristeza segundo DEUS opera arrependimento para a salvação, da qual ninguém se arrepende; mas a tristeza do mundo opera a morte. 2 Coríntios 7:10.

DEUS quer que todos sejam salvos e apresenta o salvador a todos os que O invocarem - Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade. Porque há um só DEUS, e um só Mediador entre DEUS e os homens, JESUS CRISTO homem. 1 Timóteo 2:4,5.

DEUS proveu a nossa reconciliação com Ele através de JESUS. Nossos pecados foram levados sobre JESUS, nosso juízo Ele sofreu em nossos lugar - Isto é, DEUS estava em CRISTO reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação. 2 Coríntios 5:19

Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de DEUS, e oprimido.

Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Isaías 53:4,5

O sacrifício de JESUS é remidor porque por sua morte (vale para todos, mas só recebe cada um de nós que o aceitamos como Salvador e Senhor) fomos libertados do poder do pecado ou perdoados por todos eles. O sacrifício de JESUS é remidor também porque através desse sacrifício fomos desobrigados do compromisso de ir à cruz pagar por nosso pecado; nossa dívida foi quitada. Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz. Colossenses 2:14.

 

 

 

 

II - A NOSSA RECONCILIAÇÃO COM DEUS PAI

  1. O fim da inimizade.

Nossa situação passada era terrível. guiados pela carne - Nossos pensamentos nos dominavam - Inimigos dos homens e de DEUS - Filhos da Ira - Sem Intercessor Junto a DEUS.

Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também. Efésios 2:3

Porque também nós éramos noutro tempo insensatos, desobedientes, extraviados, servindo a várias concupiscências e deleites, vivendo em malícia e inveja, odiosos, odiando-nos uns aos outros. Tito 3:3

 

Vivíamos em inimizade contra DEUS. ELE não nos ouvia. Estávamos separados de DEUS pela barreira do pecado. Não tínhamos intercessor junto ao PAI para nos reconciliar com Ele.

Ora, nós sabemos que DEUS não ouve a pecadores; mas, se alguém é temente a DEUS, e faz a sua vontade, a esse ouve. João 9:31

Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso DEUS; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça. Isaías 59:2

Pecando homem contra homem, os juízes o julgarão; pecando, porém, o homem contra o Senhor, quem rogará por ele? Mas não ouviram a voz de seu pai, porque o Senhor os queria matar. 1 Samuel 2:25

Não há entre nós árbitro que ponha a mão sobre nós ambos. Jó 9:33 (figura do advogado de defesa que punha a mão no ombro do acusado e no ombro do acusador para os levar a paz - Jó não tinha, pois JESUS ainda não havia morrido por nós na cruz).

 

No Passado, O Que Éramos:

Antes De Aceitarmos A CRISTO, Como Éramos? Esse É O Nosso Passado. Tanto Para Quem Nasceu Num Lar Evangélico, Como Para Quem Nunca Ouviu Falar Do Evangelho, Não Importa, Todos Pecaram E Destituídos Estávamos Da Glória - Rm 3.23.

      Estávamos Mortos Em Ofensas E Em Pecados (V.1)

Morte=Separação De DEUS

Início Da Morte Na Terra = Adão (Ver Gn 3 = O Pecado E Gn 5 Filho De Adão = Imagem De Adão.)

Daí Em Diante As Mortes Se Manifestam = Morte Espiritual (ESPÍRITO Separado De DEUS = Morto Para DEUS), Moral (Alma = Só Quer Aprender E Fazer O Que É Contrário A DEUS) E Física (Corpo = Só Quer Fazer O Que Lhe Dá Prazer = Comer,Beber, Dormir E Sexo).

Os Pecados São Frutos Do Pecado Que Herdamos De Adão, São Ofensas A DEUS, São Delitos Que Merecem Castigo, Merecem Punição.

      Andávamos Segundo O Curso Do Mundo (V.2)

É Seguir Conforme O Pensamento Humano, É O Viver Segundo A Moda, Moda Esta Que É Direcionada E Planejada Por Satanás, Através De Seus Súditos, Principalmente Lésbicas E Gays (Costureiros E Marchands).

      Fazíamos A Vontade Da Carne (V.3)

É A Natureza Inclinada Ao Pecado, Que Atende Aos Desejos (Concupiscência) Degradantes Do Pecado. É A Vontade Subjugada Ao Pecado. A Carne Cobiça Contra O ESPÍRITO.

      Éramos Filhos Da Ira (V.3)

A Ira De DEUS É Uma Reação Natural E Automática De Sua Santidade Contra O Pecado. É Uma Barreira Espiritual Que Sua Natureza Santa E Eterna Mantém Contra O Pecado. Assim Como DEUS Ama, Ele Castiga E Repreende A Quem Ele Ama E Aborrece Aquele Que O Aborrece E Lhe É Infiel.

 

O que causava nossa separação e inimizade com DEUS? O Pecado (uma árvore interna que produz frutos ruins, pecados - semente maligna herdada de Adão que a conseguiu desobedecendo a DEUS).

Assim, quando JESUS leva sobre Ele nossos pecados e tudo o que nos separava de DEUS, a amizade com DEUS é reatada, o amor é reaceso, a intimidade é renovada, nossas petições passam a ser ouvidas, Nosso advogado está ao lado do PAI intercedendo por nós. Agora não temos só um intercessor, mas dois, um no céu e outro na Terra. Glória a DEUS!

O ESPÍRITO SANTO nos ajuda a conhecer esta salvação por sua intervenção sobrenatural - Convence-nos do pecado, da justiça e do juízo. Assim somos impulsionados a nos arrependermos e nos convertemos (isso é voluntário e somente possível pela fé).

E é o que alguns têm sido; mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor JESUS, e pelo ESPÍRITO do nosso DEUS. 1 Coríntios 6:11

Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé, tendo os corações purificados da má consciência, e o corpo lavado com água limpa, Hebreus 10:22

Quem é que condena? Pois é CRISTO quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de DEUS, e também intercede por nós. Romanos 8:34

Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a DEUS, vivendo sempre para interceder por eles. Hebreus 7:25

E da mesma maneira também o ESPÍRITO ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo ESPÍRITO intercede por nós com gemidos inexprimíveis. Romanos 8:26

Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o ESPÍRITO SANTO da promessa; Efésios 1:13

 

Não podemos nos desviar dessa dádiva para não voltarmos para a inimizade passada.

Se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé, e não vos moverdes da esperança do evangelho que tendes ouvido, o qual foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, estou feito ministro. Colossenses 1:23

Portanto, convém-nos atentar com mais diligência para as coisas que já temos ouvido, para que em tempo algum nos desviemos delas. Hebreus 2:1

Os quais se desviaram da verdade, dizendo que a ressurreição era já feita, e perverteram a fé de alguns. 2 Timóteo 2:18

Porque já algumas se desviaram, indo após Satanás. 1 Timóteo 5:15

Vede que não rejeiteis ao que fala; porque, se não escaparam aqueles que rejeitaram o que na terra os advertia, muito menos nós, se nos desviarmos daquele que é dos céus; Hebreus 12:25

 

  1. A eliminação da causa da inimizade.

Como o pecado (que é a causa da inimizade com DEUS) foi eliminado? (evidente, da vida dos que se arrependem e aceitam a JESUS como único salvador e Senhor).

O preço foi pago por CRISTO, no Calvário. O sangue de JESUS foi derramado por nós. Sangue da Nova e Eterna Aliança. Fomos purificados. DEUS mesmo providenciou isso.

Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a DEUS no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a DEUS. 1 Coríntios 6:20

Fostes comprados por bom preço; não vos façais servos dos homens. 1 Coríntios 7:23

Mas agora em CRISTO JESUS, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de CRISTO chegastes perto. Efésios 2:13

Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de JESUS CRISTO, seu Filho, nos purifica de todo o pecado. 1 João 1:7

Ao qual DEUS propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de DEUS; Romanos 3:25

Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, Mas com o precioso sangue de CRISTO, como de um cordeiro imaculado e incontaminado, 1 Pedro 1:18,19

 

O pecado não pode mais ter domínio sobre nós. Mas se pecarmos (por descuido, por falta de vigilância - não quem vive no pecado), então temos um advogado junto ao pai para interceder por nós e DEUS nos perdoará certamente. Se andarmos no ESPÍRITO, sendo dominados por Ele, dirigidos por Ele, orientados por Ele, então o pecado não nos dominará, não nos vencerá. Assim permaneceremos em amizade com DEUS. Temos que sermos inimigos do mundo (sistema pecaminoso) e suas concupiscências (desejos, ambições).

Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências; Nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado por instrumentos de iniqüidade; mas apresentai-vos a DEUS, como vivos dentre mortos, e os vossos membros a DEUS, como instrumentos de justiça. Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça. Romanos 6:12-14

Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.1 João 1:9

Digo, porém: Andai em ESPÍRITO, e não cumprireis a concupiscência da carne. Porque a carne cobiça contra o ESPÍRITO, e o ESPÍRITO contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis. Mas, se sois guiados pelo ESPÍRITO, não estais debaixo da lei. Gálatas 5:16-18

Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra DEUS? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de DEUS. Tiago 4:4

 

  1. A vivificação.

Para o crente e a igreja, a doutrina do ESPÍRITO SANTO é altamente prioritária e indispensável, uma vez que o próprio título “ESPÍRITO SANTO” denota regeneração, recriação, vivificação, dinamismo, espiritualidade (Jo 6.63; 3.6b; Tt 3.5). O mesmo título denota santidade, santificação (“SANTO”).

Somos salvos não somente pela "lavagem da regeneração", nas também pela "renovação do ESPÍRITO SANTO" (Tito 3:5. Vide também Col. 3:10; Rom. 12:2; Efés. 4:23; Sal. 51:10). A essência da regeneração é uma nova vida concedida por DEUS Pai, mediante JESUS CRISTO e pela operação do ESPÍRITO SANTO.

O segundo Homem é do céu (1 Cor. 15:47). Sua vida era de cima (João 8:23); sua passagem pelo mundo representa a vitória sobre o pecado, e os resultados de sua vida foram a vivificação da raça (1 Cor. 15:45). Aquele que nenhum pecado cometera e que salva o seu povo dos seus pecados, necessariamente teria que ser gerado pelo ESPÍRITO SANTO.

 

JESUS NOS TRANSPORTA DA SITUAÇÃO DE MORTE ETERNA PARA A SITUAÇÃO DE VIDA ETERNA.

Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida. João 5:24

Para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por JESUS CRISTO nosso Senhor. Romanos 5:21

 

Vivificação, ou viver para a justiça; e o que é isso?

(1) É andar “...em novidade de vida” (v. 4). Novidade de vida supõe novidade de coração, pois do coração procedem as saídas da vida, e não há nenhuma maneira de fazer com que o rio seja de água doce a não ser fazendo com que a fonte seja. Na Escritura, andar é colocado como o curso e padrão da conduta, que deve ser novo. Andar segundo novas regras, em direção a novos fins, a partir de novos princípios. Fazer uma nova escolha do caminho. Escolher novas trilhas nas quais caminhar. As velhas coisas devem passar e tudo se tornar novo. O homem é o que ele não era e faz o que não fazia.

(2) É estar vivo “...para DEUS, em CRISTO JESUS, nosso Senhor” (v. 11). Conviver com DEUS, ter consideração por Ele, deleite nele, preocupação pelo nome dele; em todas as ocasiões, ter a alma voltada em direção a Ele como em direção a algo agradável, no qual ela obtém satisfação: isto é estar vivo para DEUS. A vida da alma para com DEUS é o amor dele reinando no coração. Anima est ubi amat, non ubi animat – A alma está mais onde ela ama do que onde ela vive. É ter as afeições e os desejos vivos para com DEUS. Ou, vivendo (nossa vida na carne) para DEUS, tendo a sua honra e glória como nossa finalidade e a sua palavra e vontade como nossa regra – reconhecê-lo em todos os nossos caminhos e sempre ter os nossos olhos voltados para Ele; isso é viver para DEUS. “...em CRISTO JESUS, nosso Senhor”. CRISTO é a nossa vida espiritual; não há nenhum viver para DEUS a não ser através dele. Ele é o Mediador; não se pode receber nada confortador de DEUS, nem existe respeito aceitável para com DEUS, a não ser em e através de JESUS CRISTO; nenhuma comunicação entre almas pecadoras e um DEUS SANTO, a não ser mediante o Senhor JESUS. Através de CRISTO como o autor e o mantenedor dessa vida; através de CRISTO como a cabeça de quem recebemos influência vital; através de CRISTO como a raiz pela qual recebemos seiva e nutrição, e assim vivemos. No viver para DEUS, CRISTO é tudo em todos.

(3) É o “...apresentai-vos a DEUS, como vivos dentre mortos” (v. 13). A própria vida e essência da santidade repousam em nossa própria dedicação ao Senhor, entregando-lhe nosso próprio ser (2 Co 8.5). “Entregai-vos a Ele, não apenas como o vencido entrega-se ao vencedor, porque não pode resistir por mais tempo; mas como a esposa se apresenta ao marido, para quem é seu desejo, como um aluno se apresenta diante do professor, o aprendiz diante de seu mestre, para ser ensinado e guiado por ele. Não entregueis os vossos bens a Ele, mas vós mesmos; nada menos que todo o vosso ser”; parastesate heautous, accommodate vos ipsos Deo – acomodai-vos a DEUS; assim Tremellius, a partir do Siríaco. “Não apenas submetei-vos a Ele, mas sujeitai-vos a Ele; não somente apresentai-vos a vós mesmos a Ele definitivamente, mas estai sempre prontos a servi-lo. Apresentai-vos a Ele como a cera para o selo, para assumir qualquer impressão, para serdes, terdes e fazerdes o que lhe agrada”. Quando Paulo disse: “Senhor, que queres que faça?” (At 9.6), foi quando ele se entregou a DEUS. Como vivos dentre mortos. Apresentar uma carcaça morta para um DEUS vivo não é agradá-lo, mas escarnecer dele: “Apresentai-vos como aqueles que estão vivos e úteis para alguma coisa, um “...sacrifício vivo” (Rm 12.1). 1. A evidência mais certa de nossa vida espiritual é a nossa própria dedicação a DEUS. Convém àqueles que vivem dentre os mortos (pode-se entender de uma morte na lei), que são justificados e libertos da morte, entregarem-se a si mesmos àquele que os tem redimido.

(4) É apresentar os nossos “...membros a DEUS como instrumentos de justiça”. Os membros de nosso corpo, quando afastados do serviço do pecado, não devem ficar inativos, mas devem ser usados no serviço de DEUS. Quando o homem forte e armado é despojado, deixe aquele que tem direito dividir os despojos. Embora os poderes e faculdades da alma sejam os objetos imediatos da santidade e da justiça, os membros do corpo devem ser instrumentos; o corpo deve estar sempre pronto para servir a alma no serviço de DEUS. Assim (v. 19), “...apresentai agora os vossos membros para servirem à justiça para a santificação”. Deixa-os estar sob a direção e o comando da justa lei de DEUS, e daquele princípio da própria justiça que o ESPÍRITO, como santificador, planta na alma. “...justiça para a santificação”, a qual implica crescimento, progresso, e o fundamento obtido. Como todo ato pecaminoso confirma o hábito pecaminoso e faz a natureza cada vez mais inclinada ao pecado (por isso é dito aqui que os membros de um homem natural servem “...à maldade para a maldade” – um pecado torna o coração mais disposto para outro), também cada ato gracioso confirma o hábito gracioso; um dever nos prepara para outro; e quanto mais fizermos, mais poderemos fazer por DEUS. Nossa justiça prestimosa é eis hagiasmon – como uma evidência da santificação.

VIVIFICAÇÃO - Tem a ver com a natureza da santificação, o que ela é e em que consiste. Em geral, ela compreende duas coisas: mortificação e vivificação – morrer para o pecado e viver para a justiça, expresso alhures por despir-se do homem velho e vestir-se do novo, deixar de praticar o mal e aprender a fazer o bem.

 

 

 

III - A REDENÇÃO ETERNA

  1. O estado perdido do pecador.

A REALIDADE DO PECADO

É uma chocante realidade, muitas vezes escondida: O crente também peca. Embora nascido de novo e sem direito a pecar, pois a semente do pecado não mais mora em si, mesmo assim o crente descuidado peca por não vigiar e nem manter íntima comunhão com o ESPÍRITO SANTO que nele habita. Temos a natureza divina (ou seja, somos filhos de DEUS, habitação do ESPÍRITO SANTO), mas se não tomarmos cuidado, acabamos de novo nas garras de Satanás.

 

Conseqüências do pecado

O pecado é tanto um ato como um estado. Como rebelião contra a lei de DEUS, é um ato da vontade do homem; como separação de DEUS, vem a ser um estado pecaminoso. Segue-se uma dupla conseqüência: o pecador traz o mal sobre si mesmo por suas más ações, e incorre em culpa aos olhos de DEUS. Duas coisas, portanto, devem distinguir-se; as más conseqüências que seguem os atos do pecado, e o castigo que virá no juízo. Isto pode ser ilustrado da seguinte maneira: Um pai proíbe ao filho pequeno o fumar cigarros, e fá-lo ver uma dupla conseqüência: primeira, o fumar fá-lo-á sentir-se doente; segunda, ser castigado pela sua desobediência. O menino desobedece e fuma pela primeira vez. As náuseas que lhe sobrevêm representam as más conseqüências do seu pecado, e o castigo corporal subseqüente representa o castigo positivo pela culpa. Da mesma maneira as Escrituras descrevem dois efeitos do pecado sobre o culpado: primeiro, é seguido por conseqüências desastrosas para sua alma; segundo, trará da parte de DEUS o positivo decreto de condenação.

 

A). Fraqueza espiritual.

(a) Desfiguração da imagem divina. O homem não perdeu completamente a imagem divina, porque ainda em sua posição decaída é considerado uma criatura à imagem de DEUS (Gên. 9:6; Tia. 3:9) — uma verdade expressa no provérbio popular: "Há algo de bom no pior dos homens." Maudesley, o grande psiquiatra inglês, sustenta que a majestade inerente da mente humana evidencia-se até mesmo na ruína causada pela loucura. Apesar de não estar inteiramente perdida, a imagem divina no homem encontra-se muito desfigurada. JESUS CRISTO veio ao mundo tornar possível ao homem a recuperação completa da semelhança divina por ser recriado à imagem de DEUS. (Gál. 3:10.)

(b) Pecado inerente, ou "pecado original". O efeito da queda arraigou-se tão profundamente na natureza humana que Adão, como pai da raça, transmitiu a seus descendentes a tendência ou inclinação para pecar. (Sal. 51:5.) Esse impedimento espiritual e moral, sob o qual os homens nascem, é conhecido como pecado original. Os atos pecaminosos que se seguem durante a idade de plena responsabilidade do homem são conhecidos como "pecado atual". CRISTO, o segundo Adão, veio ao mundo resgatar-nos de todos os efeitos da queda. (Rom. 5:12-21.) Esta condição moral da alma é descrita de muitas maneiras: todos pecaram (Rom. 3:9); todos estão debaixo da maldição (Gál. 3:10); o homem natural é estranho às coisas de DEUS (1 Cor. 2:14); o coração natural é enganoso e perverso (Jer. 17:9); a natureza mental e moral é corrupta (Gên. 6:5, 12; 8:21; Rom. 1:19-31); a mente carnal é inimizade contra DEUS (Rom. 8:7, 8); o pecador é escravo do pecado (Rom. 6:17; 7:5); é controlado pelo príncipe das potestades do ar (Efés. 2:2); está morto em ofensas e pecados (Efés. 2:1); e é filho da ira (Efés. 2:3).

(c) Discórdia interna. No princípio DEUS fez o corpo do homem do pó, dotando-o, desse modo, de uma natureza física ou inferior; depois soprou em seu nariz o fôlego da vida, comunicando-lhe assim uma natureza mais elevada, unindo-o a DEUS. Era o propósito de DEUS a harmonia do ser humano, ter o corpo subordinado à alma. Mas o pecado interrompeu a relação de tal maneira que o homem se encontrou dividido em si mesmo; o "eu" oposto ao "eu" em uma guerra entre a natureza superior e a inferior. Sua natureza inferior, frágil em si mesma, rebelou-se contra a superior e abriu as portas de seu ser ao inimigo. Na intensidade do conflito, o homem exclama: "Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?" (Rom. 7:24.) O "DEUS de paz" (1 Tess. 5:23) subjuga os elementos beligerantes da natureza do homem e santifica-o no espírito, alma e corpo. O resultado é a bem-aventurança interna — "justiça, e paz, e alegria no ESPÍRITO SANTO" (Rom. 14:17).

 

B). Castigo positivo.

"No dia em que dela comeres certamente morrerás" (Gên. 2:17) "O salário do pecado é a morte" (Rom. 6:23). O homem foi criado capaz de viver eternamente; isto é, não morreria se obedecesse à lei de DEUS. Para que pudesse "lançar mão" da imortalidade e da vida eterna, foi colocado sob um pacto de obras, figurado pelas duas árvores — a árvore da ciência do bem e do mal e a árvore da vida. Desse modo, a vida estava condicionada à obediência; enquanto Adão observasse a lei da vida teria direito à árvore da vida. Mas desobedeceu; quebrou o pacto de vida, e ficou separado de DEUS, a Fonte da vida. Desde esse momento, teve a morte o seu inicio e foi consumada na morte física com a separação da alma e do corpo. Mas notamos que o castigo incluía mais do que uma morte física; a dissolução física era uma indicação do desagrado de DEUS, do fato que o homem estava sem contato com a Fonte da vida. Ainda que Adão se tivesse reconciliado mais tarde com o seu Criador, a morte física continuaria de acordo com o decreto divino: "No dia em que dela comeres certamente morrerás." Somente por um ato de redenção e de recriação o homem teria outra vez direito à árvore da vida que está no meio do paraíso de DEUS. Por meio de CRISTO a justiça é restaurada à alma, a qual, na ressurreição, é reunida a um corpo glorificado.

Vemos, então, que a morte física veio ao mundo como castigo, e, nas Escrituras, sempre que o homem é ameaçado com a morte como castigo pelo pecado, significa primeiramente a perda do favor de DEUS. Assim, o pecador já está "morto em ofensas e pecados" e no momento da morte física ele entra no mundo invisível na mesma condição. Então no grande Julgamento o Juiz pronunciará a sentença da segunda morte, que envolve "indignação e ira, tribulação e angústia" (Rom. 2:7-12). De maneira que "a morte", como castigo, não é a extinção da personalidade, e, sim, o meio de separação de DEUS. Há três fases desta morte: morte espiritual, enquanto o homem vive (Efés. 2:1; l Tim. 5:6); morte física (Heb. 9:27); e a segunda ou morte eterna (Apoc. 21:8; João 5:28, 29; 2 Tess. 1:9; Mat. 25:41).

Por outro lado, quando as Escrituras falam da vida como recompensa pela justiça, isso significa mais do que existência, pois os ímpios existem no inferno. Vida significa viver em comunhão com DEUS e no seu favor — comunhão que a morte não pode interromper ou destruir. (João 11:25, 26.) é uma vida que proporciona união consciente com DEUS, a Fonte da vida. "E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti só (em experiência e comunhão) por único DEUS verdadeiro, e a JESUS CRISTO, a quem enviaste" (João 17:3). A vida eterna é uma existência perfeita; a morte eterna é uma existência má, miserável e degradada.

Notemos que a palavra "destruição", usada quanto à sorte dos ímpios (Mat. 7:13; João 17:12; 2 Tess. 2:3), não significa extinção. De acordo com o grego, perecer ou ser destruído, não significa extinção e sim ruína. Por exemplo: que os odres "estragam-se" (Mat. 9:17) significa que já não servem como odres, e não que tenham deixado de existir. Da mesma maneira, o pecador que perece, ou que é destruído, não é reduzido ao nada, mas experimenta a ruína no que concerne a desfrutar comunhão com DEUS e a vida eterna. O mesmo uso ainda existe hoje; quando dizemos: "sua vida está arrumada", não queremos dizer que o homem está morto, e, sim, que perdeu o verdadeiro alvo ou objetivo da vida.

 

  1. A redenção do pecador.

No AT, DEUS, o REDENTOR, liberta o povo de situações de cativeiro (Is 43.14), sofrimentos (Jr 14.8), morte (Jó 19.25), pecado (Is 44.22; 59.20). 2)

No NT, DEUS, por meio do pagamento de um preço, isto é, da morte de CRISTO na cruz, compra para uma vida de nova liberdade a pessoa que era escrava do pecado e da LEI.

A REDENÇÃO

A Bíblia também emprega a metáfora do resgate ou da redenção para descrever a obra salvífica de CRISTO. O tema aparece muito mais freqüentemente no Antigo Tes­tamento que no Novo. O tema aparece muitas vezes no Antigo Testamento, referindo-se aos ritos da "redenção" no tocante às pessoas ou aos bens (cf. Lv 25; Rt 3 e 4, que empregam a palavra hebraica ga'al). O "parente redentor" funciona como um go'el. O próprio Javé é o Redentor (heb. go'el) do seu povo (Is 41.14; 43.14), e eles são redimidos (heb. ge'ulim, Is 35.9; 62.12). O Senhor tomou medidas para redimir (heb. padhah) os primogênitos (Êx 13.13~15). Ele redimiu Israel do Egito (Êx 6.6; Dt 7.8;13.5) e também os remirá do exílio (Jr 31.11). As vezes DEUS redime um indivíduo (SI 49.15; 71.23); ou um indivíduo ora, pedindo a redenção divina (SI 26.11; 69.1 8), Mas a obra divina na redenção é primariamente moral no seu escopo. Em alguns textos bíblicos, a redenção claramente diz respeito aos assuntos morais. Salmos 130.8 diz: "Ele remirá Israel de todos as suas iniqüidades". Isaías diz que somente os "remidos", os "resgatados", andarão pelo chamado "O caminho SANTO" (Is 35.8,10). Diz ainda que a "filha de Sião" será chamada "povo santo, os remidos do Senhor" (62.11,12).

No Novo Testamento, JESUS é tanto o "Resgatador" quanto o "resgate"; os pecadores perdidos são os "resgatados". Ele declara que veio "para dar a sua vida em resgate [gr. lutron] de muitos" (Mt 20.28; Mc 10.45). Era um "livramento [gr. apolutrõsis] efetivado mediante a morte de CRISTO, que libertou da ira retributiva de DEUS e da penalidade merecida do pecado". Paulo liga nossa justificação e o perdão dos pecados à redenção que há em CRISTO (Rm 3.24; Cl1.14, apolutrõsis nestes dois textos). Diz que CRISTO "para nós foi feito por DEUS sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção" (1 Co 1.30). Diz também que CRISTO "se deu a si mesmo em preço de redenção [gr. antilutron] por todos" (1 Tm 2.6). O Novo Testamento demonstra claramente que Ele proporcionou a redenção mediante o seu sangue (Ef 1.7; Hb 9.12; 1 Pe 1.18,19; Ap 5.9), pois era impossível que o sangue dos touros e dos bodes tirasse os pecados (Hb 10.4). CRISTO nos comprou (1 Co 6.20; 7.23, gr. agorazõ) de volta para DEUS, e o preço foi o seu sangue (Ap 5.9).

Sendo que as palavras subentendem o livramento de um estado de escravidão mediante o pagamento de um preço, então, de que fomos libertos? A contemplação dessas coisas é motivo de grande alegria! CRISTO nos livrou do justo juízo de DEUS que realmente merecíamos, por causa dos nossos pecados (Rm 3.24,25). Ele nos livrou das conseqüências inevitáveis de se quebrar a lei de DEUS, que nos sujeitava à ira divina. Embora não façamos tudo quanto a Lei requer, já não estamos debaixo de uma maldição. CRISTO tomou sobre si essa maldição (Gl 3.10,13). A sua redenção conseguiu para nós o perdão dos pecados (Ef 1.7) e nos libertou deles (Hb 9.15). Ele, ao entregar,se por nós, remiu-nos "de toda iniqüidade [gr. anomia]" (Tt 2.14), mas não para usar a "liberdade para dar ocasião à carne" (Gl 5.13) ou como "cobertura da malícia" (1 Pe 2.16). (Anomin é a mesma palavra que Paulo usa em 2 Tessalonicenses 2.3, ao referir-se ao "homem do pecado"). O propósito de CRISTO ao redimir-nos é "purificar para si um povo se especial, zeloso de boas obras" (Tt 2.14).

 

Pedro diz que "fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que, por tradição, recebestes dos vossos pais" (1 Pe 1.18). Não podemos ter certeza de quem são os "pais". Seriam pagãos, judeus, ou ambos? Ambos, provavelmente, pois o Novo Testamento considera fúteis os modos pagãos (At 14.15; Rm 1.21; Ef 4.17) e também vê certa futilidade nas práticas externas da religião judaica (At 15.10; 12.16; 5.1; Hb 9.10,25,26; 10.3,4). Haverá, também, uma redenção final dos gemidos e dores da era presente quando acontecer a ressurreição, e veremos o resultado de termos sido adotados como filhos de DEUS mediante a obra de CRISTO na nossa redenção (Rm 8.22,23).

Os evangélicos crêem que o Novo Testamento ensina haver CRISTO pago o preço pleno do resgate para nos libertar. Sua é a obra objetiva da expiação, cujos benefícios, quando aplicados a nós, não deixam nada a ser completado por nós. É uma obra definitiva, não poderá ser repetida. Uma obra incomparável, que jamais será imitada ou compartilhada por outros. (Teologia Sistemática - Stanley M. Horton - CPAD pags. 356-358).

SANGUE DE JESUS -

  1. Ele purifica de todo pecado (1 Jo 1.7).
  2. Ele redime do poder do pecado (Ef 1.7).
  3. Ele nos resgata do fútil procedimento diabólico legado por nossos pais (1 Pe 1.18-19).
  4. Ele produz paz com DEUS (Cl 1.20).
  5. Ele dá justificação diante de DEUS (Rm 5.9).
  6. Ele nos aproxima de DEUS, a nós que "antes estávamos longe" (Ef 2.13).
  7. Ele nos santifica (Hb 9.13-14).
  8. Ele nos dá acesso livre à presença direta de DEUS (Hb 10.19).

 

 

            REDENÇÃO - Comprar por preço algo. JESUS realizou nossa

            redenção. O preço pago foi seu sangue. Levítico 25 fala sobre o parente

            próximo que comprava seu parente que estava escravizado. O preço era

            calculado de acordo com os anos que faltavam para o dia do Jubileu, quando

            então estaria livre. Também a bíblia nos revela que o empregado que amava o

            dono muitas vezes não queria sair livre e permanecia escravo. = Assim JESUS

            nos comprou com seu sangue, mas tem escravo do pecado que ama tanto seu

            senhor que não quer ser livre e permanecerá preso, mesmo tendo sido

            comprado.

 Redenção é o ato ou efeito de redimir ou remir, que significa libertação, reabilitação, reparo, salvação. É o ato de adquirir de novo, de resgatar, de tirar do poder alheio, do cativeiro.

 A palavra redenção vem de: Lutron (grego), preço de soltura, resgate, preço de ... O significado de redenção é libertar pagando um preço

 Grego: λυτρωσις [lutrôsis] (Substantivo feminino). De: λυτροω [lutroô]. Redenção, livramento, resgate, libertação mediante o pagamento de uma soma. λυτρωσις

 

REDENÇÃO (Wycliffe)

Livramento de alguma forma de escravidão com base no pagamento de um preço por um redentor (q.v.). Redenção é um conceito básico para a visão bíblica da salvação. No AT, a redenção está integralmente associada à vida familiar, social e nacional de Israel. Um indivíduo israelita poderia agir como um redentor, pagando um resgate para a libertação de um escravo (Lv 25.48ss.), para recuperar um campo (Lv 25.23ss.), ao invés de sacrificar um macho primogênito (Êx 13.12ss.), e em favor de alguém que de outra forma seria condenado à morte (Êx 21.28 ss.).

Logo no início do AT, o Senhor DEUS revelou a si mesmo como agindo de forma redentora em favor do homem. Jacó invocou a DEUS como aquele “que me livrou de todo o mal” (Gn 48.15,16). DEUS declarou sua intenção de livrar Israel da servidão no Egito, dizendo: *Vos resgatarei com braço estendido” (Êx 6.6). Na maioria dos casos no AT onde é feita referência à atividade redentora de DEUS, a libertação efetuada é de natureza física e não espiritual (por exemplo, a libertação de Israel do Egito e da Babilônia). Mesmo estas libertações, porém, trazem em si um significado espiritual em que a libertação indicava que DEUS havia perdoado o pecado ou os pecados que diretamente ou indiretamente ocasionaram a calamidade. Em pelo menos um caso (Sl 130.8) a redenção referida é claramente de natureza espiritual, isto é, trata-se de uma redenção do pecado.

No NT, a redenção é estritamente uma atividade divina que é realizada por JESUS CRISTO e através dele (Ef 1.7; Gl 3.13; 4,5). Embora a atividade redentora de CRISTO tenha as suas manifestações físicas (por exemplo, a cura das enfermidades), seu principal significado é o resgate espiritual dos pecadores que estão escravizados no pecado (Mc 10.45). A libertação do pecador é assegurada com base no preço de resgate pago a DEUS Pai por JESUS CRISTO em sua morte na cruz (Tt 2.14; Hb 9.12; 1 Pe 1,18,19). A perfeição da obra redentora de CRISTO é claramente declarada no NT (Hb 9.25-28). No entanto, a experiência de redenção do indivíduo redimido só estará completa na segunda vinda de CRISTO (Lc 21.28; Rm 8.23; Ef 1.14).

 

  1. Uma redenção plena.

O PERDÃO AO NOSSO ALCANCE

O crente não pode e nem deve pecar, pois não pertence ao reino das trevas e sim da luz, não é filho da ira, mas de DEUS. O crente deve ir até ao sangue para não pecar, mas se pecar, deve imediatamente pedir perdão a DEUS (se o pecado for oculto) e pedir perdão à igreja (se o pecado for Publico). Deve o crente acreditar no perdão de DEUS por causa da intercessão de nosso advogado que é JESUS. Assim procedendo o pecado não terá domínio sobre nós. A bíblia diz: "Não deis lugar ao Diabo" e também: "Resisti ao Diabo ele fugirá de vós".

A santidade de DEUS não comunga com o pecado, pelo contrário, o castiga e exerce juízo sobre ele, decretando a morte ao pecador e morte de cruz.

Quando JESUS morreu na cruz, estava morrendo nossa morte, em nosso lugar, era uma substituição, um castigo em nosso lugar.

A ira de DEUS foi aplacada por esse sacrifício de JESUS, por isso temos paz com DEUS e somos aceitos por ELE.

A SATISFAÇÃO DA JUSTIÇA DIVINA

O advogado defende seu cliente e o livra do juízo, ou do castigo, mesmo que este seja realmente merecedor desse castigo. Quando o nosso justo Juiz, que é DEUS, nos julgou, decretou a pena de morte, mas, nosso advogado, mesmo sabendo que merecíamos esse juízo, decidiu morrer em nosso lugar, levou a nossa pena sobre ele. Por isso somos declarados justos, santos.

Sendo assim, JESUS foi a propiciação nossa junto a DEUS, ou seja, nosso substituto na pena de morte e morte de cruz que DEUS nos condenou devido a nosso pecado.

JESUS não morreu por alguns poucos privilegiados da predestinação tão discutida e tão confundida, mas fez um único sacrifício, de uma vez por todas, por todos os pecados, de todos os seres humanos que já nasceram nessa terra.

LIVRES DO PECADO

Como temos um dono, que é DEUS, devemos viver para agradar-lhe e não para agradar-nos a nós mesmos. Agradamos a DEUS vivendo sua Palavra e não apenas a ensinando ou pregando-a como fazem os hipócritas que não vivem o que pregam, mas, ao contrário: quando pregam ou ensinam, pregam e ensinam para si mesmos, pois, vivem em transgressões, em pecados diversos. Guardemos os mandamentos de DEUS em nosso coração e os coloquemos em prática em nossa vida quotidiana e não em tábuas ou livros, com a desculpa de que não sabíamos ou com a desculpa de que somos fracos. Esforça-te e tem bom ânimo, pois o dia do arrebatamento está mais perto do que imaginamos.

 

Temos um Advogado, perante o Pai e a sua santa lei. Nosso propósito amoroso deve ser o de viver para agradá-lo.

Demonstremos a DEUS o nosso amor, sejamos filhos dignos de elogios do PAI e não de seu juízo.

 

Porque verdadeiramente contra o teu santo Filho JESUS, que tu ungiste, se ajuntaram, não só Herodes, mas Pôncio Pilatos, com os gentios e os povos de Israel; At 4:27

ISSO NOS MOSTRA QUE NÃO SÓ OS JUDEUS CONDENARAM JESUS. GENTIOS TAMBÉM.

Quem condenou JESUS foram os mesmos que o condenariam hoje, ou seja, todos os povos. ---- Nós todos.

Por isso ELE morreu por todos.

Rm 3.23. Todos pecaram.

2 Co 5.15 ---- E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.

 

CONCLUSÃO

O SACRIFÍCIO DE JESUS - O sacrifício foi completo, único, eterno, suficiente, perfeito. Nas diversas religiões vemos um outro tipo de sacrifício chamado “meritório”.  Neste, as pessoas procuram se auto-justificarem por suas obras ou por sacrifícios de animais ou de pessoas.

O sacrifício remidor de JESUS nos purificou por seu sangue vertido na Cruz.

A NOSSA RECONCILIAÇÃO COM DEUS PAI - O fim da inimizade aconteceu quando JESUS removeu a barreira, levando sobre Ele mesmo o juízo que nos estava proposto.

A eliminação da causa da inimizade se deu quando JESUS pegou sobre ele nossos pecados (a causa da inimizade), ou seja, fez um sacrifício vicário (substituto).

A vivificação é um processo de vida em abundância que nos é concedida por CRISTO mediante o ESPÍRITO SANTO que daí para frente nos guiará em santidade.

A REDENÇÃO ETERNA - O estado perdido do pecador é deplorável. Filho da ira. Condenado ao lago de fogo e enxofre. Sem promessas de liberdade.

A redenção do pecador se deu quando CRISTO nos comprou com seu sangue.

Uma redenção plena deu início quando JESUS nos comprou, mas só terá seu ápice quando formos arrebatados para estarmos para sempre com Ele na glória, na Nova Jerusalém, em corpos transformados.

 

Soteriologia a Doutrina da Salvação (Teologia Sistemática Pentecostal)

Soteriologia — A Doutrina da Salvação - Antonio Gilberto

 

Em Tito 3.5, está escrito: “segundo a sua misericórdia nos salvou”. O verbo está no pretérito: “nos salvou”. Isso nos leva a refletir sobre a certeza dessa gloriosa salvação em CRISTO JESUS. Somos salvos mesmo? Temos visto casos de crentes antigos que descobrem, para a surpresa de muitos, que ainda não eram salvos segundo o evangelho!

Por que as igrejas de Efeso e Corinto eram tão diferentes? Aos coríntios disse Paulo, inspirado pelo ESPÍRITO SANTO: “Vigiai justamente e não pequeis; porque alguns ainda não têm o conhecimento de DEUS; digo-o para vergonha vossa” (I Co 15.34). Apenas fazer parte de uma congregação formada por salvos não significa ser salvo!

A salvação não é coletiva, e sim individual. Vemos que, no passado, entre o povo de DEUS viveu um povo denominado o “vulgo” (Nm 11.4; Ex 12.38). Esse “vulgo” não era convertido e tornou-se em Israel uma perturbação, uma fonte de fraquezas, de desobediência, de rebeldia e de pecado. Em Lucas 15.8 JESUS contou uma parábola acerca de uma moeda perdida dentro de casa. E no livro de Ezequiel menciona-se uma ovelha “perdida” dentro do rebanho (34.4b). O leitor tem plena convicção da parte de DEUS de que está salvo mesmo} Por CRISTO, segundo “o evangelho da vossa salvação”? (Ef 1.3; Rm 1.16,17; Tt 3.5).

Em Lucas 9.23, JESUS disse: “E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me”. Observe a parte final do versículo: “e siga-me”. O que significa isso? È perseverar em seguir ao Senhor JESUS; é persistir em seguir aos passos dEle. Enfim, implica ser um dos seus discípulos. Na aludida referência, JESUS não falou primeiramente de “vir a mim”, mas “vir após mim”.

O que é ser um discípulo dEle segundo o evangelho? Consideremos o texto de Lucas 14.26,27,33:

Se alguém vier a mim e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher; e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo.

E qualquer que não levar a sua cruz e não vier após mim não pode ser meu discípulo. Assim, pois, qualquer de vós que não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo.

Como vemos no texto acima, o Senhor JESUS aplica um tríplice teste pelo qual se confirma um verdadeiro discípulo. Por três vezes, o Mestre disse: “não pode ser meu discípulo”. Somos — eu e o leitor — de fato discípulos de JESUS, ou apenas pensamos que o somos?

O QUE É SALVAÇÃO

O que é a salvação em CRISTO? A palavra “salvação” é de profundo significado e de infinito alcance. Muitos têm uma concepção muito pobre da inefável salvação consumada por JESUS, o que às vezes reflete numa vida espiritual descuidada e negligente, em que falta aquele amor ardente e total por JESUS e a busca constante de sua comunhão.

Salvação é uma milagrosa transformação espiritual, operada na alma e na vida — no caráter — de toda a pessoa que, pela fé, recebe JESUS CRISTO como seu único Salvador pessoal (Ef 2.8,9; 2 Co 5.17; Jo 1.12; 3.5). Observe as afirmações bíblicas “é nova criatura” (conversão) e “tudo se fez novo” (nova vida, novo e íntegro caráter).

Não se trata apenas de livramento da condenação do inferno; a salvação abarca todos os atos e processos redentores, bem como transformadores da parte de DEUS para com o ser humano e o mundo (isto é, a criação), através de JESUS CRISTO, nesta vida e na outra (Rm 13.11 I; Hb 7.25; 2 Co 3.18; Ef 3.19).

Pessoalmente — isto é, em relação à pessoa —, a salvação que CRISTO realiza abrange: a regeneração espiritual do crente, aqui e agora (Tt 3.5; 2 Co 3.18); a redenção do corpo do crente, no futuro (Rm 8.23; I Co 15.44); e a glorificação integral do crente, também no futuro (Cl 3.4; Ef 5.27).

Como receber a salvação. Há três passos necessários para um pecador receber a gloriosa salvação em CRISTO. Primeiro, reconhecer mediante o evangelho que é pecador (Rm 3.23). Segundo, confiar em JESUS como o seu Salvador (Ato 16.31). Terceiro, confessar que o Senhor JESUS é o seu Salvador pessoal, “Visto que... com a boca se faz confissão para a salvação” (Rm 10.10).

A obediência honesta do pecador movido por DEUS a esses três passos resultará na sua salvação, operando o ESPÍRITO SANTO e a Palavra. Isso não falha; não se trata de uma mera teoria; é a verdade de DEUS sobre a salvação do pecador, revelada aos homens segundo a infalível Palavra de DEUS e o testemunho da infinitude de salvos em CRISTO por toda parte.

Pleno conceito e convicção de salvação. Vemos em Hebreus 2.3 uma cristalina verdade sobre a salvação: “... uma tão grande salvação”. O que denota esta expressão? Ela diz respeito às riquezas imensuráveis da salvação; às bênçãos subseqüentes a ela; à eternidade infinita dela; ao seu alcance imensurável; e à sua sublimidade.

Se todos os crentes tivessem uma plena visão da salvação; se pudessem ver plenamente ao longe a tão grande salvação que receberam, com certeza teriam atitudes diferentes no seu dia-a-dia. Teríamos tanto regozijo, tanta motivação, tanto entusiasmo, tanta convicção, tanto anseio e enlevo pelo céu, que não haveria na Terra um só salvo descontente, descuidado, negligente e embaraçado com as coisas desta vida e deste mundo!

Ademais, teríamos uma tão profunda compreensão do que é o céu — e, por isso, teríamos tanto desejo de ir para lá—, que o Diabo não teria na igreja um só fã, um só admirador de suas coisas, um só aliado. Mas, há crentes que admiram e gostam das coisas do Maligno e se aliam a ele. Por mais que não admitam, pelo fato de não atentarem para a “tão grande salvação”, tornam-se vulneráveis às investidas do Tentador.

Visão atrofiada da salvação. Inúmeros crentes, por terem uma visão atrofiada da salvação em CRISTO, levam uma vida comprometida com o mundo, descuidada, negligente, sem amor, sem dedicação, sem ideal, sem uma busca constante da face do Senhor. Quais devem ser os passos normais de uma vida salva:

Regeneração espiritual;

Plenitude do ESPÍRITO SANTO;

Maturidade espiritual;

Dedicação ao Senhor no seu trabalho.

Necessidade e importância do estudo da Soteriologia. A experiência da salvação deve ser seguida de um maior conhecimento da salvação (I Tm 2.4b). Isso constitui o alicerce da vida cristã. A Palavra de DEUS, em Hebreus 5.12-14, enfatiza a importância de buscarmos esse maior conhecimento da salvação:

Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar quais sejam os primeiros rudimentos das palavras de DEUS; e vos baveis feito tais que necessitais de leite e não de sólido mantimento. Porque qualquer que ainda se alimenta de leite não está experimentado na palavra da justiça, porque é menino. Mas o mantimento sólido épara ospeifeitos, os quais, em razão do costume, têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal.

Bênçãos gloriosas decorrem da salvação, e fazem parte dela. E primeiramente porque somos salvos que experimentamos o batismo com o ESPÍRITO SANTO, os dons espirituais, o amadurecimento na fé, a chamada para o ministério evangélico, etc.

Muitos crentes — e até obreiros! —, em vez de sempre priorizaram o estudo da Escatologia (uma doutrina importante, é verdade, inclusive parte integrante deste tratado teológico), deveriam primeiro estudar Soteriologia, isto é, as doutrinas da nossa gloriosa salvação em CRISTO.

Há várias passagens das Santas Escrituras que mostram o quanto é importante na vida cristã e na obra do Senhor em geral, inclusive na evangelização, o conhecimento genuinamente bíblico da salvação. Em Efésios 6.17 mencionam-se de início o capacete da salvação e a espada do ESPÍRITO.

Quando o apóstolo discorreu sobre a armadura do cristão, e mencionou o capacete — o qual cobria totalmente a cabeça, protegendo-a — enfatizou a plenitude do conhecimento e da experiência da salvação. Assim como o capacete protegia (e protege) a cabeça, o conhecimento bíblico da salvação em nossa mente é qual capacete espiritual, como forma de proteção da nossa salvação, das investidas mentais de Satanás, dos seus emissários, dos falsos mestres, da mídia corrompida, da literatura nociva, etc.

Em Lucas 1.77 está escrito: “para dar ao seu povo conhecimento da salvação, na remissão dos seus pecados”. Observe que, aqui, a ênfase recaí primeiramente no “conhecimento da salvação”, e não no “sentimento da salvação”. É, pois, uma necessidade conhecer e prosseguir em conhecer a salvação.

A Epístola de João trata desse assunto — a sua mensagem aos salvos é: “sabemos”, “conhecemos”. Em Salmos 46.10 e 100.3, está escrito: “Sabei”, e não “Senti”. E Jó, em meio a muitas lutas, bradou: “Eu sei que o meu Redentor vive” (Jó 19.25). Quando compararmos Hebreus 8.10 com 10.16, vemos que essas passagens mostram que a lei divina deve estar primeiro na mente do crente e depois no seu coração:

Porque este é o concerto que, depois daqueles dias, farei com a casa de Israel, diz o Senhor: porei as minhas leis no seu entendimento e em seu coração as escreverei; e eu lhes serei por DEUS, e eles me serão por povo. Este é o concerto que farei com eles depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei as minhas leis em seu coração e as escreverei em seus entendimentos...

Em Apocalipse 12.3, o Diabo é simbolizado no dragão com sete cabeças — o que indica plenitude de astúcia, engano, cilada, maquinações. Isso denota que o príncipe das trevas sempre investirá contra a nossa mente, como mencionamos acima, procurando incutir nela dúvidas quanto à gloriosa salvação.

Ao tentar JESUS no deserto, o Diabo procurou lançar dúvidas na sua mente: “Se tu és o Filho de DEUS” (Mt 4.3,6). Por que o Inimigo não logrou êxito? Porque o Filho de DEUS tinha as leis de DEUS na mente e no coração, o que ficou evidente em suas três citações das Escrituras, todas antecedidas da expressão “Está escrito” (vv.4,7,I0).

O valor da sã doutrina. Neste estudo sobre a Soteriologia devemos ter em mente que estamos tomando como base a sã doutrina (Tt 2.1). È da palavra “sã” (gr. hygiaino) que vem o tão empregado termo “higiene”, o qual denota higidez, saúde. A doutrina (ou a soma das doutrinas) quanto à salvação deve ser, portanto, isenta de falsificação e contaminação.

Nesses últimos dias, seitas e doutrinas falsas vêm contaminando as doutrinas bíblicas da salvação em CRISTO. Falsos mestres, falsificadores da Palavra de DEUS, têm ingressado nas igrejas, inclusive doutores (2Tm 4.3; 3.1-5; 2 Pe 2.1), torcendo as Escrituras. E, quanto à Soteriologia, isso ocorre principalmente quanto à eleição do povo de DEUS, a predestinação e o livre-arbítrio, como veremos mais adiante.

Em que consiste a salvação. È importante, antes de avançarmos, respondermos a algumas perguntas. Em que consiste a salvação para o caro leitor? No seu passado na fé? Ou seja, apenas livramento da condenação do pecado? No seu presente na fé? Quer dizer, apenas livramento do poder do pecado? Ou no seu futuro na fé? Isto é, apenas livramento da presença do pecado?

Na verdade, a salvação consiste na resposta afirmativa a todas as três perguntas mencionadas. A nossa “grande salvação” em CRISTO nos livra: da condenação, que outrora era uma realidade; do poder do pecado, pois hoje ele não tem domínio sobre nós, se é que não “andamos segundo a carne, mas segundo o espírito” (Rm 8.1b); e da presença do pecado, haja vista a nossa glorificação futura.

O que não é salvação. É importante, ainda nessa introdução à Soteriologia, apresentar algumas definições do que não é a salvação em CRISTO:

Apenas ter uma religião com o nome de cristã. O que dizer dos seguidores do mormonismo, cujo nome da igreja é JESUS CRISTO dos Santos dos Últimos Dias. São eles salvos por seguirem a uma religião “cristã”?

Apenas freqüentar ou tornar-se membro de uma igreja local. Uma coisa é pertencer a uma igreja, e outra é pertencer à Igreja.

Apenas ter e ler a Bíblia. Isso os católicos romanos fazem!

Apenas professar um credo religioso. Ser salvo é muito mais que adotar, seguir, abraçar dogmas.

Apenas praticar a “regra áurea” de Mateus 7.12. Boas obras não salvam ninguém (Ef 2.8,9).

Apenas aspergir um infante com “água benta”. Afinal, dependendo da idade da criança, sequer tem a capacidade de crer para a salvação (Mc 16.16a;

Rm 10.9).

Apenas batizar um adulto ou uma criança. Batismo não salva, mas destina- se a quem já é salvo (Mc 16.16b).

Apenas “confirmar” um adepto da sua confissão religiosa.

Apenas participar da Ceia do Senhor, ou da Eucaristia.

Apenas ter um irrepreensível código de conduta, bom testemunho, porte.

Apenas praticar sempre boas obras.

O que é salvação. E tudo o que JESUS realizou e ensinou para levar uma raça pecadora à comunhão com um DEUS santo. Trata-se da redenção do ser humano do poder do pecado (I Pe 1.18,19). Ê, ainda, a libertação do cativeiro espiritual (Rm 8.2). E a saída do pecador dentre o poder das trevas do pecado (Cl 1.13). E, finalmente, é o retorno do exílio espiritual do pecador para DEUS (Ef 2.13). Isso é salvação em resumo.

Como se vê, o homem não pode efetuar a sua salvação, nem ao menos ajudar nisso (Ef 2.8,9; Tt 2.11; Jn 2.9b). Daí ter dito o salmista: “A salvação vem do Senhor; sobre o teu povo seja a tua bênção” (SI 3.8). A salvação é pela graça de DEUS, e não por nosso esforço próprio, conquanto os salvos sejam chamados para a prática das boas obras (Ef 2.10).

A salvação é chamada de novo nascimento (Jo 3.5) e de ressurreição (Cl 3.1), Não obstante o pecador venha a desejar a “tão grande salvação”, é JESUS CRISTO quem o ressuscita dentre os mortos no pecado e o faz nascer de novo.

Afinal, um bebê nada pode fazer para nascer, assim como um morto nada pode fazer para ressuscitar — toda ajuda tem de vir de fora.

Introdução à Soteriologia

Soteriologia é em suma o conjunto de doutrinas da salvação. Há pelo menos umas vinte doutrinas relacionadas com a nossa gloriosa salvação em CRISTO. Discorremos de modo resumido sobre as doutrinas da salvação, a saber:

A doutrina do pecado (Rm 3.23; 5.12,20), pois o pecado é a causa da perdição da humanidade.

A doutrina da graça de DEUS (Tt 2.11; 3.4), haja vista ser a graça a salvação quanto ao seu alcance.

A doutrina da expiação pelo sangue (Lv I7.I I), uma vez que a expiação implica a salvação quanto ao pecado.

A doutrina da redenção (Ef 1.7), que trata da salvação quanto a libertação e resgate do pecador.

A doutrina da propiciação (Ex 32.30), que enfatiza a salvação como um ato benevolente de DEUS.

A doutrina da fé salvífica (Ef 2.8), que trata do meio requerido por DEUS, da parte do pecador para a sua salvação.

A doutrina do arrependimento (Mc 1.14,15), que está intimamente ligada à doutrina da fé salvífica.

A doutrina da confissão dos pecados (Rm 10.9,10).

A doutrina do perdão dos pecados (Cl 3.13).

A doutrina da regeneração espiritual (I Pe 1.3;Tt 3.5), que trata do que ocorre no íntimo do pecador ao receber de DEUS a salvação.

A doutrina da imputação da justiça de DEUS ao crente (Gn 15.6; Rm 4.2-11; 5.13; 2 Co 5.19; Fm v.I8;Tg 2.23).

A doutrina da adoção de filhos (Gl 4.5,6).

A doutrina da santificação do crente (I Co 6.11; 2 Co 7.1), isto é, a santificação posicionai, “em CRISTO”, e também a progressiva, no tempo presente.

A doutrina da presciência de DEUS (I Pe 1.2).

A doutrina da eleição divina (I Pe 1.2).

A doutrina da predestinação dos salvos (Rm 8.29).

A doutrina da chamada para a salvação (Rm 8.30).

A doutrina da justificação somente pela fé em CRISTO (Rm 8.30), haja vista ser a justificação a nossa salvação ante a presença de DEUS.

A doutrina do julgamento do crente (2 Co 5.10; Rm 14.10). E uma doutrina relacionanada à Escatologia.

As doutrinas da glorificação dos salvos (Rm 8.30) e da salvação, nas eras divinas futuras (Ef 2.7; I Tm 1.17; Jo 1.29).

A SALVAÇÃO NO SENTIDO FACTUAL OBJETIVO

A salvação é um fato em si, isto é, no sentido objetivo. Ela tem um lado objetivo (o lado divino), e um, subjetivo (o humano). O primeiro refere-se a DEUS como o Doador da salvação; e o segundo refere-se ao homem como o recebedor.

No sentido objetivo, a salvação tem três aspectos, todos simultâneos: a justificação, que nos declara justos (esse aspecto tem a ver com a nossa posição diante de DEUS: “em CRISTO”); a regeneração, que nos declara filhos (tem a ver com a nossa condição espiritual, interior); a santificação, que nos declara santos, mediante a nossa fé no sangue derramado de JESUS.

A salvação no seu sentido objetivo, diante de DEUS, não tem tempos, mas aspectos ou lados. Ao mesmo tempo em que uma pessoa é pela fé em CRISTO justificada, é também regenerada e santificada.

Justificação. E a mudança de posição externa e legal do pecador diante de DEUS: de condenado para justificado. Pela justificação passamos a pertencer aos justos. Justificação é o tempo passado da nossa salvação, mas sempre presente em nossa vida espiritual (I Co 6.11; Rm 8.30,33b; 5.1; 3.24; Gl 2.16).

Regeneração. E a mudança de condição do pecador: de servo do pecado para filho de DEUS. A regeneração é tão séria diante de DEUS, que a Bíblia chama-a de “batismo em JESUS” (I Co 12.13; Gl 3.27; Rm 6.3). Trata-se de um ato interior, dentro do indivíduo, abrangendo também todo o seu ser. E um termo ligado a família, filhos: “gerar”; é o novo nascimento (Jo 3.5). Mediante a regeneração somos chamados “filhos de DEUS” (cf. Gn 2.7; Jo 20.22; 15.5).

Santificação. E a mudança de caráter (mudança subjetiva); e a mudança de serviço (mudança objetiva), “em CRISTO” (posicionai), como lemos em João 15.4 ;17.26.

A SALVAÇÃO NO SENTIDO EXPERIMENTAL SUBJETIVO

Na experiência humana, a salvação é subjetiva. A salvação experimental tem três tempos (não aspectos): passado, presente e futuro.

No passado. Justificação; é o que DEUS fez por nós. E a salvação da pena do pecado. Ela é referida na Bíblia como ocorrida no passado da vida cristã.

... haveis sido justificados em nome do Senhor JESUS e pelo Espirito do nosso DEUS (I Co 6. Z l).

E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou... Quem intentará acusação contra os escolhidos de DeusP E DEUS quem os justifica (Rm 8.30,33).

Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com DEUS por nosso Senhor JESUS CRISTO (Rm 5.1).

Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de DEUS, sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em CRISTO JESUS (Rm 3.23,24).

Sabendo que o homem não é justifcado pelas obras da lei, mas pela fé em JESUS CRISTO, temos também crido em JESUS CRISTO, para sermos justificados pela fé de CRISTO e não pelas obras da lei, porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justifcada (Gl 2.16).

No presente. Santificação em conduta, diante do mundo. Ê a salvação do poder do pecado. E aquilo que DEUS faz em nós agora. Uma frutinha pode ser perfeita, e não ser madura.

Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda imundíàa da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de DEUS (2 Co 7.1).

E o mesmo DEUS de paz vos santifque em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor JESUS CRISTO (l Es 5.23).

Aquele que diz que está nele também deve andar como ele andou (l Jo 2.6).

.. . operai a vossa salvação com temor e tremor (Fp 2.12).

No futuro. Glorificação; é o que DEUS fará conosco na glória celestial (I Pe 1.5). Será a salvação da presença do pecado. Trata-se da nossa inteira “conformação” com JESUS CRISTO.

Amados, agora somos flhos de DEUS, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar; seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos (1 Jo 3.2).

... nós mesmos, que temos as primícias do ESPÍRITO, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber; a redenção do nosso corpo (Rm 8.23).

E isto digo, conhecendo o tempo, que é já hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto de nós do que quando aceitamos a fé (Rm 13.11).

E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo,

assim também CRISTO•, ofere:endo~se uma vez; para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez; sem pecado•, aos que o esperam para a salvação (Hb 9.27,28).

Evidências da salvação experimental. São os testemunhos do ESPÍRITO em nosso interior (Rm 8.16); da Palavra de DEUS (Ato 16.31); da nossa consciência (I Jo 3.19); da transformação da nossa vida (2 Co 5.17); dos frutos produzidos (Mt 5.8; 7.16-20); da aversão ao pecado (I Jo 3.9); do cumprimento da doutrina (2 Jo v.9); do amor (e comunhão) fraternal (Jo 13.35); e da vitória sobre o mundo (I Jo 4.5).

A DOUTRINA DO PECADO

Embora haja nesta obra — no capítulo anterior — um estudo específico sobre a doutrina do pecado, realçaremos aqui alguns aspectos dessa doutrina, com o objetivo de estabelecer um elo entre Hamartiologia e Soteriologia, haja vista ser incoerente estudar esta sem aquela.

O estudo do pecado deve preceder ao da graça salvadora de DEUS (cf. I Jo 8; 2.2). A Epístola aos Romanos enfatiza que uma das principais finalidades da Lei é expor a hediondez do pecado (7.8,13b), porque é depois de tomarmos conhecimento disso que passamos a valorizar a graça de DEUS em toda a sua extensão: “Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça” (5.20).

Introdução à doutrina do pecado. O veredicto divino é claro: “Todos pecaram” (Rm 3.23). A Palavra de DEUS diz: “Não há um justo, nem um sequer” (Rm 3:10; “... não há homem que não peque” (I Rs 8.46).

Todos os seres humanos foram nivelados à condição de pecadores, segundo a reta justiça do Senhor: “A Escritura encerrou tudo debaixo do pecado” (GI 3.22). E ainda: “DEUS encerrou a todos debaixo da desobediência” (Rm 11.32). Mas, antes de atingir a todos os homens, mediante a desobediência de Adão, o pecado teve origem no mundo espiritual, na corte angelical (Is 14.12-17; Ez 28.15).

No ser humano, o pecado, sediado na alma, domina a sua vontade e tem como instrumento orgânico o corpo humano. O homem não é pecador primeiramente porque peca, mas peca porque é pecador. Ou seja, cada indivíduo é um pecador por natureza. Por isso, em Israel, quando uma mulher dava à luz, tmha de apresentar a DEUS uma oferta pelo pecado (Lv 12.6; Lc 2.24).

Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram (Rm 5.12).

Definição do pecado. Pecado é a causa da perdição do homem. Uma das palavras que significa “pecado” (gr. hamartia) denota tudo aquilo que não se conforma com a lei divina; não se alinha com ela (Rm 5.20; I Jo 3.4a; 5.17b).

As Escrituras citam 372 formas de pecado, e há centenas de outras não mencionadas na Bíblia. Na relação das obras da carne, lemos, no fim dela: “e coisas semelhantes a estas, acerca das quais eu vos declaro (...) que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de DEUS” (Gl 5.21).

Nas diversas admoestações bíblicas preventivas quanto ao pecado, existem várias outras modalidades implícitas de pecado, caso essas advertências forem descumpridas. Ê importante, aqui, termos em mente a definição de alguns dos termos originais para pecado, haja vista cada qual descrever um tenebroso aspecto da sua malignidade.

A palavra “transgressão” (hb. pesha' e gr. bamartema) denota quebra das leis divinas; significa transpor a fronteira da lei, do bem, da ordem, da decência: “O que encobre as suas transgressões nunca prosperará...” (Pv 28.13).

Outro termo para pecado é “iniqüidade”, isto é, fora do prumo; fora de nível; do lado de fora; erro; afastar-se do certo; errar o alvo — hb. hatta’t (Ez 18.20). O termo iniqüidade refere-se principalmente ao pecado do crente. No Novo Testamento, a palavra correspondente é hamartano (Rm 3.23). Neste versículo, “pecaram” é literalmente “erraram o alvo”. E este erro pode ser moral (2 Pe 2.18) ou na doutrina (I Jo 4.6b). Doutrina e moral devem andar juntas!

Já o vocábulo “pecado”, conforme se registra em Romanos 5.12 ("por um homem entrou o pecado [errar o alvo] no mundo”), diz respeito ao desvio do alvo por DEUS traçado, previsto, determinado, que é a glorificação dEle. O pecado, pois, é um alvo que o ser humano acerta ao desviar-se do propósito verdadeiro, que é a glória de DEUS (Rm 3.23).

O homem foi criado por DEUS para viver na esfera divina, porém, ao pecar, sua natureza foi mudada, e a sua inclinação natural é somente para pecar, mesmo que não pareça assim. Pecar, por conseguinte, é o ser humano desviar-se de sua finalidade moral, que é exaltar a DEUS, e somente a Ele.

Outros quatro termos, quanto aos principais significados de “pecado”, na Bíblia, são: “desobediência”, rebeldia, má vontade para com DEUS e a sua lei; “incredulidade”, falta de confiança em DEUS e de dependência dEle; “ilegalidade”, subversão, oposição à lei e à ordem divinas; e “erro”, afastamento das normas divinas estabelecidas.

A lei divina da reprodução segundo a sua espécie. Em Gênesis, vemos essa lei em evidência nos vegetais (1.11,12), nos animais (1.24,25) e no ser humano, após

o pecado (5.3). O homem fora criado segundo a imagem de DEUS (1.26), e não segundo a sua própria espécie!

Portanto, já nascemos espiritualmente contaminados (Rm 5.12), como disse o salmista: “Eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu a minha mãe” (Sm 51.5). O homem tem dentro de si uma natureza pecaminosa. Por isso, todos nós precisamos ser participantes da natureza divina, mediante a conversão (2 Pe 1.4).

Porque aqueles [nossos pais segundo a carne], na verdade, por um pouco tempo, nos corrigiam como bem lhes parecia; mas este [DEUS Pai], para nosso proveito, para sermos participantes da sua santidade (Hb 12.10).

O “homem natural”e o pecado. A Palavra de DEUS usa a expressão “homem natural” (I Co 2.14), numa referência clara ao estado do homem ainda não alcançado pela graça de DEUS. Ele está sob o pecado, espiritualmente morto, sob condenação e perdido.

Não há um justo. Como vimos, o veredicto de DEUS é claro: “Não há um justo; nem um sequer”. E importante que o estudioso do assunto leia todo o capítulo de Romanos 9, principalmente os versículos 9-26, que tratam especificamente dessa verdade, de que não há um justo sequer. Todos os homens já nascem pecadores.

Para que o homem fosse justo — por conta própria — diante de DEUS, seria preciso que nunca praticasse o mal e jamais quebrasse a lei divina. Além disso, seria preciso que sempre fizesse o bem, como está escrito em Eclesiastes 7.20: “Que faça bem, e nunca peque”. Há pessoas que relativamente não pecam tanto, porém não estão sempre praticando o bem.

A principal definição divina para o pecado. E a que está contida em passagens como João 3.4 e 5.17. O termo hamartema denota errar o alvo, desviar-se do caminho, perder-se (I Jo 3.4a; 5.17b). Já a palavra anomia, contida em 3.4b, implica transgressão, desordem, rebeldia, subversão. Outro termo que aparece nessas passagens é adikia (5.17a), cuja significação é injustiça.

Em Salmos 41.4, o pecado é definido como uma doença espiritual que faz enfermar a alma: “... sara a minha alma, porque pequei contra ti”. Em I Pedro 2.24, na expressão “fostes sarados”, o sentido é o mesmo, à luz do contexto. Essa denotação também pode ser encontrada em outros textos:

E morador nenhum dirá: Enfermo estou; porque o povo que habitar nela será absolvido da sua iniqüidade (Is 33.24).

Porque serieis ainda castigados, se vos rebelaríeis? Eoda a cabeça está enferma, e todo o coração, fraco. Desde a planta do pé até à cabeça não há nele coisa sã, senão feridas, e inchaços, e chagas podres, não espremidas, nem ligadas, nem nenhuma delas amolecida com óleo (Is 1.5,6).

Porque males sem número me têm rodeado; as minhas iniqüidades me prenderam, de modo que não posso olhar para cima; são mais numerosos do que os cabelos da minha cabeça, pelo que desfalece o meu coração (Sl 40.12).

E JESUS lhe disse: Vê; a tua fé te salvou (Lc 18.42).

A tradução literal da passagem acima é: “Vê; a tua fé te curou”. O termo grego aqui é sozo, “curar”, “salvar”, “livrar” (cf. Lc 7.50; Mt 9.22).

A origem do pecado. A Palavra de DEUS apresenta, em Ezequiel28.I5,I6, a origem do pecado: “Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniqüidade em ti. Na multiplicação do teu comércio, se encheu o teu interior de violência, e pecaste; pelo que te lançarei, profanado, fora do monte de DEUS e te farei perecer, ó querubim protetor, entre pedras afogueadas”. Esta descrição, ainda que de modo conotativo, relaciona-se a Satanás e sua rebelião contra DEUS.

O pecado é universal. Em Romanos 3.23, vemos outro aspecto do pecado, a sua universalidade: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de DEUS”. Aqui e em outras passagens correlatas fica evidente que toda a humanidade, sem exceção, foi atingida pelo pecado.

A realidade do pecado. Ainda que muitos procurem ignorar a existência do pecado, temos de considerar os esmagadores testemunhos da realidade do pecado> na Bíblia (Hb 12.1; Sl 51.5), na História, na consciência, no dia-a-dia. Perguntemos a Adão após a sua queda, a Davi, a JESUS. Todos confirmarão que o pecado é uma realidade.

Evidências da realidade do pecado. Elas são tão contundentes que é um absurdo negá-lo; é idiotice; é insanidade. Algumas dessas evidências são: cada hospital; cada casa funerária; cada cemitério; cada fechadura de porta; cada caixa forte de banco; cada alarme contra ladrão; cada policial, guarda, soldado; cada tribunal; cada prisão; cada dor, doença, deficiência, morte, tristeza, pranto, guerra.

O pecado e sua raiz. A Palavra de DEUS menciona a raiz da incredulidade como a geratriz do pecado (Jo 16.9; Hb 3.12) e também a do egoísmo, isto é, do culto ao “eu”, da personalidade (Ez 28.7; Is 14.13,14; Rm 1.25). O egoísmo é uma forma de rebeldia à vontade e à lei de DEUS; existe também o egotismo, endeusamento do homem por ele mesmo.

O pecado como ato. Olhemos, agora, à luz da Palavra de DEUS, para o interior do pecado, a fim de conhecermos detalhadamente os seus aspectos. E importante, aqui, distinguirmos entre ato e estado pecaminosos. A Bíblia apresenta o pecado como um ato nosso, perpetrado por natureza e escolha deliberada:

Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência.

Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte Çl 1.14,15).

Segundo a Bíblia, o pecador não sabe escolher o bem; ele sempre opta pelo mal. O filho pródigo não soube escolher o bem; preferiu o pior (Lc 15.11-18). O pecado como um ato praticado é, pois, um efeito, e não uma causa; a causa é o pecado congênito em nossa natureza decaída.

O crente carnal também não sabe escolher o bem. Ló, por si mesmo, optou pelo pior, para ele e sua família (Gn 13.11,12). Esaú, de igual modo, vendeu a sua primoge- nitura por um simples prato de lentilhas (Gn 25.29-34). E Marta não soube escolher o melhor, como sua irmã, que representa um crente consagrado (Lc 10.41,42).

O pecado como estado. Em Romanos 6.6, está escrito: “... o nosso velho homem foi com ele [CRISTO] crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, a fim de que não sirvamos mais ao pecado” — a expressão “corpo do pecado” é uma referência ao corpo como instrumento do pecado; não é a Bíblia querendo dizer que o pecado possui corpo tangível.

O pecado como um estado indica que todos os homens estão propensos a pecar. È caracterizado pelo princípio da rebelião contra DEUS; trata-se de um poder maléfico; é um princípio gerador do mal. Ou seja, é primeiramente uma causa, e conseqüentemente um efeito.

Como causa, o pecado é parte integrante da nossa natureza herdada de Adão. Em resumo, o homem não é culpado apenas pelos pecados cometidos; ele tem dentro de si uma natureza pecaminosa que em si já é pecado.

A natureza do pecado. Há o pecado praticado, isto é, cometido, que aparece na Bíblia no plural (I Jo 1.9). Para este tipo de pecado há perdão de DEUS, como vemos no “sacrifício pela culpa” (Lv 5.14-19). Mas há também o pecado congênito, mencionado no singular (I Jo 1.7; SI 51.5; Rm 7.18,23). No caso deste tipo de pecado, só há purificação no sangue de JESUS. Vemos isso tipificado no “sacrifício pelo pecado” (Lv 4.1-12).

O pecado e sua prática. Quanto à prática, há o pecado de comissão, que é fazer ou praticar a coisa errada (Tg I.I5); e o de omissão, que significa deixar de fazer a coisa certa, justa. Assim, pecado não é somente praticar o mal; deixar de fazer o que é certo é também pecado.

Aquele, pois, que sabe jazer o bem e não ojaz comete pecado Çlg 4.11).

E, quanto a mim, longe de mim que eu peque contra o SENHOR, deixando de orar por vós; antes, vos ensinarei o caminho bom e direito (l Sm 12.23).

Mas, ainda quanto ao pecado por omissão, a Palavra de DEUS menciona vários exemplos, como o caso do servo inútil, condenado porque não fez nada, apesar de ter recebido bens de seu senhor para cuidar (Mt 25.24-30). Outro exemplo de omissão vemos na parábola das dez virgens. As loucas não se prepararam (Mt 25.3). Temos outro exemplo no julgamento das nações: as omissas para com Israel serão punidas (Mt 25.42-45).

Em Números 32.23a, está escrito: “e, se não fizerdes assim, eis que pecas- tes contra o Senhor”. Deixar de cumprir a lei de DEUS é tanto pecado quanto transgredi-la (cf. Jz 5.23). A Palavra de DEUS diz que os ímpios serão lançados no inferno por omissão: “Os ímpios serão lançados no inferno e todas as nações que se esquecem de DEUS” (Sm 9.17).

Outrossim, todo pecado, seja ele qual for, é praticado primeiramente contra DEUS. Davi, além de pecar contra Bate-Seba, Urias e si mesmo, pecou primeiramente contra DEUS, o Legislador: “Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que a teus olhos é mal...” (Sm 51.4). O pródigo pecou contra si mesmo e contra a sua família, mas primeiramente contra o seu pai, que na parábola aponta para DEUS (Lc 15.21).

A origem do pecado dentro do homem. Na Palavra de DEUS mencionam-se o pecado da carne (2 Co 7.1) e o do espírito (2 Co 7.1; Sm 66.18). Muitos acham que pecado mesmo é o do assassino, do bandido, do ladrão, do viciado, do imoral, do fornicário, do adúltero, da prostituta; pensam que é o engano, o calote, o furto, o mundanismo e outros pecados predominantemente da carne.

Entretanto, os pecados do espírito são às vezes piores que os pecados da carne acima mencionados. Davi cometeu pecados da carne terríveis, a ponto de dizer, ao ser repreendido pelo Senhor: “Pequei contra o Senhor” (2 Sm 12.13; Sm 51). Mas o pecado do espírito que ele cometeu foi pior, levando-o a confessar: “Gravemente pequei” (I Cr 21.8). “Toda iniqüidade é pecado” (I Jo 5.17).

Os fariseus do tempo em que JESUS andou na Terra acusavam pessoas que cometiam pecados da carne, como a mulher adúltera que JESUS perdoou, dizendo-lhe: “vai-te e não peques mais” (Jo 8.I-I I). Contudo, os mesmos fariseus cometiam grandes pecados do espírito (Mt 23).

Vejamos alguns exemplos de pecados do espírito: orgulho, soberba, vangloria, arrogância, inveja, ganância, cobiça, ira, amargura, mau humor, ciúme doentio, hipocrisia, leviandade, irreverência com o que é sagrado, mentira, egoísmo, roubar a DEUS, quebra do Dia do Senhor, mau testemunho, desonestidade, negligência na oração e quanto à Bíblia, relaxamento com a obra de DEUS, etc.

As conseqüências do pecado. Na Bíblia são mencionados o pecado para morte e o que não é para morte: “Se alguém vir seu irmão cometer pecado que não é para morte, orará, e DEUS dará a vida àqueles que não pecarem para morte. Há pecado para morte, e por esse não digo que ore” (I Jo 5.16).

O pecado para morte — dependendo de sua gradação — traz como conseqüências: sofrimentos, morte espiritual, morte física e até perdição eterna. São pecados que levam o seu praticante à morte física prematura: desobediência deliberada (I Rs 13.26); incesto (I Co 5.5); murmuração (I Co 10.5); profanação (I Co 11.29-32); desvio (Jr 16.5,6); tentar a DEUS (Nm 14.29,32,35; 18.22; 27.12-14); falsidade (Ato 5.10); rebeldia — não momentânea, mas como estado (Ef 6.3) —, etc.

Entretanto, há pecado que não é para morte. Todo pecado é transgressão diante de DEUS, mas nem todo pecado é igual aos olhos de DEUS. O pecado tem gradação, como se vê nas seguintes expressões bíblicas: “grande pecado” (Êx 32.30,31; I Sm 2.17; Sl 25.11; Am 5.12); “maior pecado” (Jo 19.11); “muito grande pecado” (I Sm 2.17; 2 Sm 24.10 com I Cr 21.8,17); “muitos pecados” (Lc 7.47); “multidão de pecados” e “multiplicar pecados” (Ez 16.51; Os 13.2; Tg 5.20).

Qualquer pecado, mesmo perdoado, não nos exime dos seus maus efeitos, das suas conseqüências; do seu castigo aqui (Sl 99.8; Nm 14.19-23). O perdão de DEUS nos exime da condenação como filhos de DEUS, porém o castigo aqui tem a ver com o nosso aprendizado espiritual aqui] há crentes que só aprendem “apanhando”. E mais: o tempo não apaga, não desfaz o pecado:

Então, falou o copeíro~mor a Faraó, dizendo: Dos meus pecados me lembro hoje (gn 41.9).

... quando for outra vez, o meu DEUS me humilhe para eonvoseo, e eu chore por muitos daqueles que dantes pecaram e não se arrependeram da imundícia, e prostituição, e desonestidade que cometeram 2 Co 2.21.

O pecado e seu perdão. Quanto ao perdão, a Bíblia menciona o pecado perdoável e o imperdoável em Mateus 12.31,32:

Portanto, eu vos digo: todo pecado e blasfêmia se perdoará aos homens, mas a blasfêmia contra o ESPÍRITO não será perdoada aos homens. E, se qualquer disser alguma palavra contra o Filho do Homem> ser-lbe~á perdoado, mas, se alguém falar contra o ESPÍRITO SANTO, não lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro.

O pecado imperdoável não diz respeito a um ato isolado. Trata-se de um pecado contínuo, não cometido por ignorância (cf. I Tm 1. 13). A má interpretação disso tem causado aflição em muitas pessoas, que pensam ter cometido o tal pecado.

No Capítulo 4 desta obra, há uma explicação sobre o pecado imperdoável do ponto de vista da Pneumatologia. Quanto à Soteriologia, tal pecado leva quem o pratica à condenação porque o tal peca contra a única Pessoa da Trindade cuja obra no que concerne á nossa salvação não está concluída. A obra do Pai foi consumada; a do Filho está concluída, mas a do ESPÍRITO continua (cf. Jo 16.8).

A consumação do pecado. No que concerne à sua consumação, há o pecado voluntário, consciente, deliberado (Mt 25.25; Lc 19.20-23; Js 7.21); e o involuntário, inconsciente, não deliberado (SM 19.12; 90.8; Jr 17.9; Lv 4.I3-2I; 5.15,17; Nm 15.22-31). Este, ainda que cometido de modo involuntário, por imprudência ou inconsciência, terá a sua devida condenação.

Aqui no mundo, se alguém, por ignorância, violar as leis da Física, sofrerá as conseqüências disso. Por exemplo, se alguém saltar de um prédio de dez andares, mesmo não tendo consciência de que a força da gravidade fará com que o seu corpo se estatele no chão, a sua ignorância não impedirá a sua morte.

Quanto ao corpo humano, de acordo com I Coríntios 6.18 — que diz: “Fugi da prostituição. Todo pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo” —, há dois tipos de pecado: contra o corpo, que destrói primeiro o próprio pecador que o comete; e fora do corpo, que arruina primeiro os outros, além de quem o comete.

O pecado relacionado ao crente. O pecado conhecido e tolerado na vida do crente gera conseqüências terríveis, como: perda das bênçãos de DEUS, disciplina divina e da igreja, interrupção da comunhão com DEUS, cessação de operação divina por meio do crente e perda de galardão no futuro.

O julgamento do pecado. DEUS nem sempre julga logo o pecado. Se Ele julgasse de imediato, nem este escritor estaria mais aqui. A Palavra do Senhor diz: “Não nos tratou segundo os nossos pecados, nem nos retribuiu segundo as nossas miqüidades” (SI 103.10).

DEUS dá tempo para que o pecador se corrija, se arrependa, mude. Em certas pessoas, o pecado é logo manifesto e julgado; noutras, isso ocorre depois: “Os pecados de alguns homens são manifestos, precedendo o juízo; e em alguns manifestam-se depois” (I Tm 5.24). Por quê?

O justo Juiz sabe de tudo isso. E, como nos ensina a Palavra de DEUS, nada julguemos antes de tempo, até que o Senhor traga à luz as coisas ocultas e manifeste os desígnios dos corações, em sua gloriosa vinda (I Co 4.5).

... nada há encoberto que não haja de revelar-se; nem oculto que não haja de saber-

se (Mt 10.26).

... eis que pecastes contra o SEKHOR; porém sentireis o vosso pecado, quando vos achar Nm 32.23).

Como triunfar sobre o pecado. Os passos para vencer o pecado, triunfando sobre ele, são os seguintes:

Amar a Palavra de DEUS, a ponto de escondê-la no coração; isso faz com que o crente vença o pecado (Sm 119.11).

Crer no poder do sangue de JESUS, isto é, no sacrifício expiatório que Ele realizou, a fim de que o pecado não tenha domínio sobre nós (I Jo 1.9).

Confiar no poder do ESPÍRITO SANTO, o qual habita em nós e, se Ele exercer pleno predomínio em nosso viver, faz-nos triunfar sobre o pecado (Rm 8.2).

O ministério sacerdotal de CRISTO. Ele venceu todas as coisas, e, se estivermos nEle, também venceremos o pecado (Hb 4.15,16).

A nossa fé depositada em JESUS CRISTO também nos faz triunfar sobre o pecado (Fp 3.9).

Finalmente, a nossa total submissão e entrega a CRISTO (Rm 6.14). E submissão implica ser obediente à sua vontade e também agradar-lhe por amor.

Conclusão. A nossa recomendação final, ao concluir este tópico sobre a doutrina do pecado é, como diz o escritor sacro: “Evita o pecado!” A Palavra de DEUS admoesta: “Meus filhinhos (...) não pequeis” (1 Jo 2.1). Lembre-se de que “Obedecer é melhor do que sacrificar” (I Sm 15.22). E “sacrificar”, aqui, também pode significar “remediar”.

Evitemos, pois, os pecados vindos de dentro; e, de fora: “A ninguém imponhas precipitadamente as mãos, nem participes dos pecados alheios; conserva-te a ti mesmo puro” (I Tm 5.22).

A DOUTRINA DA EXPIAÇÃO PELO SANGUE

Em Isaías 53.10, está escrito acerca da obra expiatória de CRISTO: Todavia; ao Senhor agradou o moê-lo; fazendo-o enfermar; quando a sua alma se puser por expíação do pecado} verá a sua posteridade; prolongará os dias; e o bom prazer do Senhor prosperará na sua mão.

A doutrina em apreço é chamada de kilasmologia. Expiação, para nós do Novo Testamento, é a morte de JESUS em nosso lugar para poder nos remir do pecado; salvar-nos do pecado — expiar é tirar o pecado: “Eis o Cordeiro de DEUS, que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29). Expiação tem a ver com o pecado (Lv 4; 16; 23).

Quatro palavras para a salvação. Há quatro grandes palavras doutrinárias empregadas na Bíblia para nos revelar a extensão do valor da morte de JESUS, isto é, do seu sangue remidor, para tirar os nossos pecados. Tão vasto e infinito é o alcance da obra efetuada por JESUS que um só vocábulo das Escrituras não pode resumi-la.

A palavra “expiação” aplica-se em relação ao pecado em se tratando da salvação quanto ao seu alcance, que é infinito (Sm 103.12; Is 53.10). Já “redenção” diz respeito à salvação em relação ao pecador e seu pecado. Outro termo, “propiciação”, aplica-se à salvação quanto à transgressão; isto é, a salvação considerando o ser humano como o transgressor. E a quarta palavra é “imputação”, que se relaciona com a salvação quanto ao seu “creditamento”. Ou seja, a justiça de DEUS “lançada em nossa conta”, pela fé no próprio DEUS (cf. Fp 4.17; Mt 6.12; Fm v.I8; Rm 4.3).

Portanto, a salvação é tão grande e tão rica que uma só palavra não abarca o seu significado! Glória a DEUS!

Tecnicamente, a palavra “expiar” — hb. kapar— significa “encobrir”, “cobrir”, “ocultar”, “tirar da vista”. A primeira menção dessa palavra nas Escrituras está em Gênesis 6.14 (hb. kapar, “betumarás”, ARC; “calafetarás”, ARA) e ilustra muito bem o seu emprego através da própria Bíblia, como a Palavra de DEUS.

Biblicamente, expiar é pagar, quitar, tirar os pecados de alguém, perdoar, mediante um sacrifício reparador exigido, mas também propiciador. Expiar, pois, é tirar o pecado mediante a morte de alguém como substituto do culpado e condenado. No nosso caso, foi JESUS que morreu por nós, pecadores perdidos (Is 53.10; Jo 1.29; Ap 13.8; 2 Co 5.21). Sem expiação pelo sangue não há perdão do pecado (Lv 4.35).

A expiação aplaca o Legislador, por satisfazer a sua Lei, violada que foi, pela culpa do pecado como ato praticado (Lv 5), bem como manchada e ultrajada pelo pecado como estado, na natureza do pecador (Lv 4). Neste capítulo, vemos quatro categorias universais de pecadores e a expiação de seus pecados mediante o sangue expiador.

Mas a expiação vai além. Ela também torna o Legislador benevolente para com o transgressor perdoado. Essa decorrência da expiação é chamada de propiciação.

A necessidade da expiação. A expiação pelo sangue foi necessária para dar satisfação à Lei divina — caso contrário, essa Lei seria vã — e seu Legislador escarnecido.

A pecammosidade da natureza e dos atos do homem também tornou necessária a expiação divina.

JESUS, para expiar nossos pecados, bastava morrer por nós na cruz; mas, para nos justificar diante de DEUS e sua Lei violada, era preciso que Ele ressuscitasse (Rm 4.25; 1 Co 15:20).

Desse modo, a nossa ressurreição espiritual (isto é, a nossa regeneração) dependia da ressurreição dEle (I Pe 1.3; Cl 3.1). Glória a DEUS porque JESUS ressuscitou!

Há diferença entre a expiação, a redenção e a propiciação, todas realizadas por JESUS CRISTO. A expiação é do pecado do pecador; a redenção é da pessoa do pecador; e a propiciação tem a ver com DEUS em relação ao pecador já perdoado (cf Lc 18.13; I Jo 2.2). A salvação de criancinhas inocentes — apesar de pecadores por natureza — decorre da expiação efetuada por CRISTO, e não primeiramente da redenção.

A ohra expiatória de CRISTO. No Antigo Testamento, a expiação dos pecados na nação “durava” um ano apenas! O que ocorria anualmente no solene Dia da Expiação, mencionado em Levítico 16, era que a sentença de morte que pairava sobre todos, por causa do condenável e criminoso pecado, praticado pelo povo diariamente, era prorrogado por mais doze meses. Ora, isso apenas aumentava a dívida espiritual desse povo para com DEUS, cada ano que passava (Hb 9.25; 10.1-3).

CRISTO na cruz, pelo seu sangue expiou os nossos pecados uma vez para sempre — “... porque isso fez ele, uma vez, oferecendo-se a si mesmo” (Hb 7.27); “Doutra maneira, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo; mas, agora, na consumação dos séculos, uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo” (Hb 9.26) —, mas a salvação só se realiza na vida de cada pecador quando este aceita o Redentor, JESUS CRISTO.

A DOUTRINA DA REDENÇÃO

Como já vimos, redenção tem a ver com a pessoa do pecador. Ela é realizada por JESUS CRISTO: “Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça” (Ef 1.7). Pois “... por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção” (Hb 9.12).

Definição de redenção. Nos dias bíblicos, redenção é a libertação de um escravo, mediante um resgate — gr. lytron (este termo aparece em Mateus 20.28) —, além de retirar esse escravo do mercado de escravos, para não mais ficar exposto à venda. Redenção sempre requer o preço a ser pago para garantir a liberdade do escravo.

Há sete principais palavras originais no Novo Testamento para redenção: Agorazo, “compraste” (Ap 5.9). Comprar na praça. O pecador estava na praça do mercado de escravos, vendido ao pecado e servindo a Satanás: “Assim,

meus irmãos, também vós estais mortos para a lei pelo corpo de CRISTO, para que sejais doutro, daquele que ressuscitou de entre os mortos, a fim de que demos fruto para DEUS” (Rm 7.4).

Exagorazo, “resgatou” (Gl 3.13). Comprar o escravo na praça e retirá-lo de lá, para que não fosse mais exposto à venda: “Ele nos tirou da potestade das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor” Cl 1.13.

Lytroo, “resgatados” (I Pe 1.18,19). Pagar o preço exigido pelo resgate de um escravo e libertá-lo.

Lytrosis, “redenção” (Hb 9.12). Libertar mediante o pagamento de resgate. È um termo mais vigoroso do que lytroo,

Apolytrosis, “redenção” (Ef 1.7). È empregado em Lucas 21.28 para significar soltura, libertação, livramento, desprendimento do povo de DEUS, ao sair deste mundo opressor e escravisador, para ficar eternamente com o Senhor. Este termo é uma forma mais vigorosa que lytrosis.

Antilyron (I Tm 2.6). A troca de uma pessoa por outra; ou seja, a redenção de vida por vida, no caso de um cativo, escravo ou prisioneiro.

Lytron (Êx 21.30; Mt 20.28; Mac 10.45). O resgate pago pela redenção de um cativo, escravo ou prisioneiro de guerra.

A redenção do pecador. A nossa redenção espiritual foi planejada e decidida por DEUS antes da fundação do mundo (I Pe 1.18,19; Ap 13.8). Essa redenção, em CRISTO, é formosa e claramente ilustrada em Levítico 25 — principalmente nos versículos 25, 48 e 49 — e Rute 2.20; 3.9-13; 4.1-9. Nessas passagens, o termo go’el significa “parente remidor”, o qual tinha de ser consangüíneo do escravo. Vemos claramente no papel desse parente remidor um tipo de nosso Redentor, o Senhor JESUS (Tt 2.14).

O tríplice resultado da redenção. A nossa redenção efetuada por JESUS resulta na conversão da alma, pois esta foi perdida pelo homem, na sua Queda (Gn 2.17; Ez 18.20).

Outro resultado da redenção é a nossa ressurreição, isto é, a redenção do corpo. O homem perdeu o seu corpo ao perder o direito a comer da árvore da vida, no Èden, devido à Queda: “Então, disse o Senhor DEUS: Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal; ora, pois, para que não estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma, e viva eternamente” (Gn 3.22).

A redenção resulta também em domínio da terra. O ser humano perdeu a terra ao pecar (Gn 1.28). Em João 1.29, vemos que JESUS é o Cordeiro de DEUS que tira o pecado do mundo (cf. Ap 5.1-5,9). Na Segunda Vinda de CRISTO, começará a redenção da terra, que fora amaldiçoada depois da Queda: “maldita é a terra” (Gn 3.17).

A DOUTRINA DA FÉ SALVÍFICA

Fé não é crer sem provas — ela é baseada na maior de todas as provas: a Palavra de DEUS. A fé é um fato, mas também um ato (Tg 2.17,26; Mt 17.20); manifesta-se por ações, por obras — “como um grão de mostarda”. Há dois aspectos da fé: ativo e passivo. A fé ativa diz respeito a nosso viver, nosso agir, nosso trabalhar para DEUS. Já a passiva se relaciona com a fidelidade do crente ao Senhor e sua firme perseverança.

Como a fé salvífca se manifesta. A fé salvífica tem a ver com o pecador em relação a DEUS (Ef 2.8,9; Ato 16.31), pois “... sem fé é impossível agradar-lhe, porque é necessário que aquele que se aproxima de DEUS creia que ele existe e que é galar- doador dos que o buscam” (Hb 11.6).

A pergunta que o jovem rico devia ter feito, em Mateus 19.16, seria: “Em quem devo crer para ser salvo?”, e não “Que devo fazer para me salvar?” Salvação não é o que eu devo fazer, mas em quem devo crer para me salvar (Ato 16.31).

Em Romanos 10.9,10 está escrito: “Se, com a tua boca, confessares ao Senhor JESUS e, em teu coração, creres que DEUS o ressuscitou dos mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação”. De acordo com a passagem acima, o pecador confessa a CRISTO e crê nEle como Senhor e Salvador — rende-se a Ele (Jo 9.38; Rm 4.3).

A fé natural. E a fé “da cabeça”, natural, que não resulta em salvação. A Palavra de DEUS diz que até os demônios crêem que há um só DEUS e estremecem diante de tal fato (Tg 2.19). A fé que Tomé teve, inicialmente, foi meramente “da cabeça”. Daí JESUS lhe ter dito: “Porque me viste, Tomé, creste” (Jo 20.29a). Isso também aconteceu com Marta:

Disse-lhe Marta: Eu sei que há de ressuscitar na ressurreição do último Dia. Disse-lhe JESUS: Não te hei dito que, se creres, verás a glória de DEUS? (Jo 11.24,40).

Uma pessoa pode, por conseguinte, crer só com a mente, e não com o coração. A fé natural — também chamada de “pensamento positivo” — é de grande utilidade nas relações humanas, mas inoperante e sem valor para a salvação.

A defesa da fé.

Textos como 2 Timóteo 4.7 e Filipenses I.16 mostram que o crente deve defender a sua fé nesse mundo de tanta confusão e antagonismo quanto à fé. O apóstolo Paulo disse: “Combati o bom combate (...) guardei a fé”. Isso significa que devemos viver pela fé cada dia, sem esmorecer, defendendo o evangelho de nosso Senhor JESUS CRISTO. A fé deve ser conservada, pois é essencial à vida cristã (Rm 1.17; Gl 2.20; 2 Pe 1.5; Hb 11.6).

Outras expressões da fé. A significação do termo “fé” varia, no Novo Testamento. Em Gálatas 5.22, ela é uma das virtudes do fruto do ESPÍRITO, expressando fidelidade. Há ainda outras expressões da fé: um dom do ESPÍRITO (I Co 12.9), o evangelho completo (2Tm 4.7), a confiança absoluta em DEUS, como proteção ou “escudo” (Ef 6.17), além de uma fé que santifica (Fp 3.9).

A DOUTRINA DO ARREPENDIMENTO

A fé se relaciona com DEUS; o arrependimento, com o pecado. O arrependimento, pois, é uma doutrina básica quanto à salvação (Mt 3.2; 4.17; Lc 13.3; Mc 6.12). Foi por isso que JESUS ordenou que “em seu nome, se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém” (Lc 24.47).

O verdadeiro arrependimento é o que produz convicção do pecado; contrição do pecado; confissão do pecado; abandono do pecado; e conversão do pecado. Se essas cinco reações por parte do homem não ocorrerem, não se trata de arrependimento verdadeiro, completo, mas apenas tristeza e remorso: “Porque a tristeza segundo DEUS opera arrependimento para a salvação, da qual ninguém se arrepende; mas a tristeza do mundo opera a morte” (2 Co 7.10).

Para que o homem não se glorie, o verdadeiro arrependimento é obra de DEUS (Ato 5.31; 11.18; 2 Tm 2.25; Rm 2.4). Até o abrir do coração do pecador para o evangelho vem de DEUS: “E certa mulher, chamada Lídia (...) nos ouvia, e o Senhor lhe abriu o coração para que estivesse atenta ao que Paulo dizia” (Ato 16.14). Isso ocorre pela exposição da Palavra de

DEUS, que conduz a pessoa ao arrependimento, sendo ela crente ou não (Ato 2.37,38,41; Jn 3).

Uma das características sempre presente nos verdadeiros avivamentos, bem como entre um povo que se mantém avivado espiritualmente, é o arrependimento profundo.

O arrependimento deve sempre acompanhar o crente durante toda a sua vida. Isso demonstra sua humildade e fá-lo zeloso de DEUS e de suas coisas. Davi, por exemplo, era um crente que sabia se arrepender e chorar diante de DEUS; e por isso venceu. O Filho Pródigo iniciou o caminho de subida, de volta ao pai, a partir do momento em que começou a se arrepender (Lc 15. 11-24).

A DOUTRINA DA CONFISSÃO

No original, o verbo homologeo (gr.) e o substantivo homologia são os termos para confissão. Confessar é dizer de coração o que DEUS diz sobre nós na sua Palavra (Rm 10.9,10; Lv 5.5; Sm 38.18; I Jo 1.9). No sentido bíblico, confissão não se refere primeiramente a confessar pecados. Significa concordar com o que DEUS diz sobre nós — e dEle — na sua Palavra, bem como reconhecer os nossos pecados e faltas como sendo nossos e admitir os nossos erros, falhas, pecados e declará-los (Ato 19.18).

Vemos em Hebreus 3.1 que JESUS CRISTO é o Sacerdote da nossa confissão, isto é, a quem confessamos quanto à nossa salvação e tudo o mais pertinente à fé. Em I João 1.9, está escrito: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça”.

Elementos da confissão. De acordo com o I João 1.9, a confissão deve ser contrita e definida: “nossos pecados”. Observe que são “pecados” (plural). Outro elemento é a renúncia ao pecado (Pv 28.13). E, quanto for o caso, a confissão deve ser com restituição.

Confissão secreta. E a confissão feita somente a DEUS. Confissão de pecados cometidos pelo crente e conhecidos somente por ele e DEUS. Tais pecados devem ser confessados secretamente ao Senhor, dependendo isso da base bíblica desse crente e da confiança plena e firme no que DEUS declara na sua Palavra.

Confissão pessoal. E a confissão feita a pessoas contra quem pecamos. Nesse caso, antes de irmos a DEUS contritamente, temos de tratar com o ofendido ou o cúmplice, pois a comunhão espiritual é tanto vertical (comunhão com DEUS) como horizontal— comunhão com o próximo (I Jo I.7a).

Confissão pública. E a confissão feita à igreja, à congregação. São pecados conhecidos, cometidos contra a coletividade cristã.

A DOUTRINA DO PERDÃO DE PECADOS

E importante distinguir perdão divino (I Jo 1.9) de perdão humano (Cl 1:14). Do lado divino, perdão é a cessação da ira moral e santa de DEUS contra o pecado, e o seu cancelamento ou anulação. Visto do lado humano, o perdão é o alívio ou remissão da culpa do pecado, que oprime a consciência culpada.

Perdão é a remissão da punição do pecado, o qual leva à perdição eterna (Nm 23.21; Rm 8.33,34). Para nós, seres humanos, que, pela Queda, herdamos uma natureza pecaminosa e pecadora, parece fácil o perdão, e parece fácil DEUS nos perdoar; isso por sermos todos uma raça de pecadores. Porém, com um DEUS santíssimo em quem não há pecado, o caso é diferente!

Ora, até o homem acha difícil perdoar quando é injustiçado. Quanto mais DEUS! DEUS nos perdoa porque Ele é amor; mas saibamos que o seu perdão é baseado na mais perfeita justiça (I Jo 1.9).

Perdão judicial. E para o descrente. A condição exigida por DEUS para esse perdão é a conversão do pecador: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham, assim, os tempos do refrigério pela presença do Senhor” (At 3.19). O meio exigido, portanto, é a fé em DEUS.

Perdão doméstico. E para o filho de DEUS; da casa de DEUS. A condição exigida é a confissão dos pecados com arrependimento e o abandono desses pecados.

Se confessarmos os nossos pecados} ele éfiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça 1 Jo 1.9

O que encobre as suas transgressões nunca prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia (Pv 28.13).

O meio exigido é também a fé em DEUS, e segundo a Palavra. Se a condição exigida por DEUS para perdoar o crente faltoso fosse uma nova conversão, seria necessário nos convertermos constantemente...

As conseqüências de o crente não querer perdoar. O crente se recusar a perdoar, não querer perdoar de forma alguma, é uma atitude que afeta comunhão com DEUS, individual e coletivamente. Afeta, ainda, a nossa comunhão com os irmãos — com a igreja —, bem como o nosso caráter cristão e a nossa saúde em geral (cf. Mt 18.34,35).

JESUS, no seu ensino, no “Pai Nosso”, o único assunto que Ele repetiu três vezes foi o perdão; isto é, perdoarmos aos outros (Mt 6.12,14,15). O momento ideal para o crente perdoar o seu ofensor é durante a oração (Mt 11.25). Até nisso a oração é uma bênção! Crente que ora pouco, também perdoa pouco (ou nunca).

Além do perdão entre os irmãos, deve haver reparação, quando for o caso (cf. Ef 5.28; Ato 16.33; Lv 4—6).

Falou mais o Senhor a Moisés; dizendo: Dize aos filhos de Israel: Quando homem ou mulher jizer algum de todos os pecados humanost transgredindo contra o Senhor; tal alma culpada ê. E confessará o pecado que fez; então, restituirá pela sua culpa segundo a soma total, e lhe acrescentará o seu quinto•, e o dará àquele contra quem se fez culpado (Nm 5.5-1).

A DOUTRINA DA REGENERAÇÃO ESPIRITUAL

O termo regeneração tem a ver com a nossa inclusão na família de DEUS (I Pe 1.3,23; Tt 3.5). Em Gênesis 1.27, temos a criação natural do homem; em Efésios 2.10, temos a sua criação espiritual.

Regeneração é o ato interior da conversão, efetuada na alma pelo ESPÍRITO SANTO. Conversão é mais o lado exterior e visível da regeneração. Uma pessoa verdadeiramente regenerada pelo ESPÍRITO SANTO é também convertida (cf. Lc 22.32).

Sendo regenerado pelo ESPÍRITO SANTO, o crente é declarado filho de DEUS (Jo 1:12). O que ocasiona a regeneração espiritual não é primeiramente a justificação pela fé, mas a comunicação da vida de CRISTO — da “vida eterna” ao pecador arrependido. Justificação tem a ver com o pecado do pecador; regeneração tem a ver com a natureza do pecador. Justificação é imputada por DEUS; regeneração é comunicada por DEUS.

Bem vês que a fé cooperou com as suas ohras e que, pelas obras, a fé foi aperfeiçoada, e cumpriu-se a Escritura, que diz: E creu Abraão em DEUS, e foi-lhe isso imputado como justiça, efoi chamado o amigo de DEUS (Tg 2.22,23).

A DOUTRINA DA IMPUTAÇÃO DA JUSTIÇA DE DEUS

Imputação é o lançamento ou creditamento da justiça de CRISTO a nosso favor, mediante a nossa fé em CRISTO (Rm 4.3ss; Gl 2.16ss; 3.6-8; Gn 15.6;Tg 2.23). “O Senhor Justiça Nossa” (Jr 23.6). “Mas vós sois dele em JESUS CRISTO, o qual para nós foi feito por DEUS (...) justiça” (I Co 1.30).

O princípio da doutrina da imputação da justiça de DEUS é visto em passagens como Gênesis 3.21; 6.14 (hb.); e 15.6. Em Filemom v. 18 e Filipenses 4.17 vemos a imputação ilustrada na prática natural:

E, se te fez algum dano ou te deve alguma coisa, põe isso na minha conta.

Não que procure dádivas, mas procuro o fruto que aumente a vossa conta.

Assim como a justiça divina é imputada ao que nEle crê, ao ímpio impenitente são imputados os seus pecados contra DEUS (Sm 32.2). E também, da mesma forma, à nossa conta podem ser imputados males que cometemos contra o próximo (2Tm 4.16; Ato 7.60; I Ts 4.6; Mt 6.12 — “as nossas dívidas”).

Somos feitos justos diante de DEUS, não primeiramente pela influência da moral cristã sobre nós, mas primacialmente pela imputação da justiça (retidão) de DEUS sobre nós, pela fé em JESUS CRISTO. Aleluia ao DEUS Trino!

Respondida está, por DEUS, a pergunta de Jó, de antanho: “Como seria justo o homem perante DEUS, e como seria puro aquele que nasce da mulher?” (Jó 25.4).

A DOUTRINA DA SANTIFICAÇÃO DO CRENTE

A justificação efetuada por DEUS para nos salvar põe-nos em correto relacionamento com Ele. Já a santificação comprova a realidade da justificação em nossa vida, manifestando seus frutos em nós; em nossa vida.

SANTO é aquele crente que vive separado do pecado, do mal, do mundo (mundanismo), e dedicado a DEUS e ao seu serviço. Observe as palavras de Paulo em Atos 27.23: “Porque, esta mesma noite, o anjo de DEUS, de quem eu sou e a quem sirvo, esteve comigo”.

O cristão tem duas naturezas: uma humana, herdada de Adão, pela geração natural; e outra, divina, através da geração espiritual (I Pe 1.23). Daí a santificação do crente ter dois aspectos: um diante de DEUS, e outro, diante de si mesmo e do mundo (I Jo 3.3; 2 Co 7.1; Hb 12.14; Mt 5.16). Essas duas naturezas do crente são vistas em Gálatas 5.17 e Romanos 6—8.

Em Levítico 20.8 — “Eu sou o Senhor que vos santifica” — vemos a santificação do crente diante de DEUS, mas, no versículo 7, menciona-se a santificação crente diante de si mesmo e do mundo: “Santificai-vos e sede santos” (cf. I Pe LI5).

Santificação de objetos, eventos, datas, pessoas, animais. Esse aspecto da santificação é muito comum em relação aoTabernáculo e seus objetos, e seus oficiantes, os quais pertenciam somente a DEUS, como vemos nos livros de Exodo e Deuteronômio. Esse aspecto da santificação implica um só sentido, que é a posse de DEUS, e a dedicação e separação desses elementos para o serviço de DEUS.

Alguns exemplos desses elementos santos:

Eventos e datas (Êx 20.8; Dt 5.12; Lv 25.10; 23.2).

O Templo (I Rs 9.3).

O altar dos holocaustos (Ex 29.37).

As vestes sacerdotais (Êx 28.2; 29.29; 40.13).

Pessoas (Êx 13.12; 28.41; 29.1,44; I Sm 16.5; I Cr 15.14; 2 Cr 29.5).

Animais (Nm 18.17; Êx 13.2b).

Nesse sentido, os templos atuais da igreja são santificados a DEUS, bem como os objetos dedicados ao serviço dEle.

Santificação de pessoas. Há dois principais sentidos de santificação do crente em relação a DEUS. O primeiro diz respeito à separação do mal para pertencer a DEUS

“Ser-me-eis santos, porque eu, o Senhor, sou santo” (Lv 20.26). E o sentido negativo da santificação, pois se ocupa do “não farás isso; não farás aquilo”, etc; é separar-se para DEUS.

O segundo sentido de santificação do crente é o positivo. O crente, já separado do mal, dedica-se a DEUS para o seu serviço, ocupa-se em fazer algo para Ele: “De sorte que, se alguém se purificar destas coisas, será vaso para honra, santificado e idôneo para uso do Senhor e preparado para toda boa obra” (2Tm 2.21). Paulo, ao falar de DEUS, disse: “de quem eu sou e a quem eu sirvo” (Ato 27.23).

A santificação é dúplice. Ser santo não é somente evitar o pecado, mas também servir ao Senhor, com a vida; com os talentos; com os dons; com os bens; com a casa; com o tempo; com as finanças; com os serviços, inclusive mão de obra. Por isso, muitos crentes não conseguem viver uma vida santa; eles não vivem pecando continuadamente, mas não querem nada com as coisas do Senhor, nem com a sua obra, nem com a igreja para zelar por ela e promovê-la.

Os tempos da santificação. A santificação de pessoas quanto à vida cristã abrange três tempos:

Santificação passada e instantânea (I Co 6.II;Hb 10.10,14; Fp 1.1; I Co 1.2; Jo 15.4). E aspectual e posicionai, isto é, o crente estando “em CRISTO” (Cl 1.20; Fp I.I). O crente posicionalmente “em CRISTO” não pode ser mais santo do que o é no momento da sua conversão, pois a santidade de CRISTO é a sua santidade (c£ I Jo 4.17). Na Igreja Romana, alguns são “canonizados” (feitos santos) depois de mortos, mas no Remo de DEUS é diferente: os salvos são santos aqui, enquanto estão vivos!

Santificação presente e progressiva (2 Co 7.1). E temporal, vivencial. Ê a santificação experimental, ou seja, na experiência humana, no dia-a-dia do crente (I Ts 5.23; Hb 13.12 — “para santificar o seu povo”). A santificação posicionai e a experimental (progressiva) são vistas juntas nestas passagens: Hebreus 12.10 com 12.14; Filipenses 3.15 com 3.12; João 15.4 com 15.5; 1 Coríntios 1.2; Filipenses I.I; e Levítico 20.7 com 20.8.

Santificação futura e completa (Ef 5.27; I Ts 3.13). È plena; trata-se da santificação final do crente (I Jo 3.2). Ela ocorrerá à Segunda Vinda de JESUS, para levar os seus (I Jo 3.2; Ef 5.26,27). Seremos então mudados: “num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados” (I Co 15.52).

Os meios divinos de santificação:

DEUS, o Pai (I Ts 5.23). DEUS, o Filho (Hb 10.10; 13.12; Mt 1.21). DEUS,

ESPÍRITO SANTO (I Pe 1.2), cujo título principal — ESPÍRITO SANTO — já indica a sua missão principal: santificar.

A correção divina. E um meio de santificação (Hb 12.10,11).

A Palavra de DEUS. Lida, crida, estudada, ouvida, amada, meditada, pregada, ensinada, obedecida, vivida, memorizada (SI 119.II; Jo 15.3; 17.17; SI 119.9; Ef 5.26).

A paz de DEUS em nós. Seu cultivo, sua busca, sua promoção (Hb 12.14; 1Ts 5.23a). Nestas duas passagens, a paz está ligada à santificação do crente.

A fé em DEUS. Esta, baseada na sua Palavra, é um meio divino de santificação (Rm 4; Hb 11.33; 2Ts 2.13b; Ato 26.18; 15.9).

Alerta divino. A Palavra de DEUS tem um alerta para a igreja quanto à santificação: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14). E ainda: “Em todo tempo sejam alvas as tuas vestes, e nunca falte o óleo sobre a tua cabeça” (Ec 9.8). Tenhamos cuidado com a falsa santidade, enganosa, sectarista, fartsaica e exclusivista (2 Tm 3.5); sigamos a verdadeira santidade (Ef 4.24).

A DOUTRINA DA PRESCIÊNCIA DE DEUS

A presciência de DEUS é o seu pré-conhecimento de todas as coisas (I Pe 1.2; Rm 8.29). Ela é parte do seu atributo de onisciência. Ele pré-conhece todas as coisas sobre o homem, mas não as evita, por ser o homem livre e responsável por seus atos. No caso do pecado de Adão, o Senhor sabia disso na sua presciência; porém, não o evitou, por ter Adão livre-arbítno.

No caso de Judas Iscariotes, vemos que ele, que foi escolhido por JESUS como um dos doze (Jo 6.70; Lc 6.13), “tirava” — e não apenas “tirou” — da bolsa o que ali se lançava, o que indica um ato voluntário, preconcebido e continuado (Jo 12:6). E mais: a Palavra de DEUS diz que Judas “se desviou”, o que denota ato voluntário, consciente e gradual (At 1.25). E importante enfatizar que ele não nasceu marcado para trair JESUS; apenas enquadrou-se nas condições da profecia sobre aquele que seria o traidor.

O rei Saul — que fora enviado por DEUS (I Sm 9.15-17); ungido por Ele (I Sm 10.1); mudado (I Sm 10.9); possuído pelo ESPÍRITO (I Sm 10.10); que profetizara pelo ESPÍRITO (I Sm 10.10-13); edificara um altar ao Senhor (I Sm 14.35) — também desviou-se, ao edificar “uma coluna para si” (I Sm 15.12) e envolver-se, em seguida, em práticas espíritas. Por fim, morreu como suicida; distanciado de DEUS.

Demas foi um obreiro que trabalhou com o apóstolo Paulo, porém se desviou, como lemos em 2 Timóteo 4.10: “Porque Demas me desamparou, amando o presente século...” Outros que também “naufragaram na fé”, desviando-se do caminho da verdade, foram Himeneu e Alexandre (I Tm 1.19,26). Basta ler a sucmta biografia desses obreiros para chegar à conclusão de que eles escolheram o seu próprio caminho, haja vista a presciência de DEUS não forçar a livre-vontade do homem.

O Todo-Poderoso, como onisciente, conquanto conheça de antemão os que o rejeitarão, não interfere, por ter Ele criado o homem dotado de livre- arbítrio. DEUS não viola esse princípio. Sim, o Senhor não criou o homem como um autômato, um robô, mas como ser moral, responsável por seus atos, com a faculdade de decisão e livre-escolha — se bem que essas faculdades estão grandemente prejudicadas pelo efeito deletério do pecado, principalmente os de incredulidade e rebeldia.

A DOUTRINA DA PREDESTINAÇÃO

A predestinação “olha” para o aspecto futuro de nossa salvação (Rm 9.29; Ef 1.5,11). Segundo as Escrituras, ela é o nosso pré-destino. A salvação não é um decreto divino, pois isso seria um fatalismo cego e impróprio atribuído a DEUS.

O decreto de DEUS. A expressão em apreço, conforme mencionada em Romanos 8.28 (gr. prothesis) aparece em outras passagens como “decreto”, “propósito” (Rm 9.11; Ef 1.11; 3.11; 2 Tm 1.9). Trata-se do eterno propósito de DEUS, segundo o desígnio de sua própria vontade, pelo qual Ele preordenou, para a sua glória, tudo o que acontece. Esta definição é geral e não abrange especificamente a salvação da humanidade, como a que se segue.

DEUS decretar é uma coisa; a execução por Ele desse decreto, outra, como lemos em 2 Timóteo 1.9: “[DEUS,] que nos salvou e chamou com

uma santa vocação; não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e graça que nos foi dada em CRISTO JESUS, antes dos tempos dos séculos”.

Alguns fatores implícitos na execução do decreto de DEUS são:

O tempo determinado por DEUS, isto é, o “quando” do Senhor.

A condicionalidade ou a mcondicionalidade do seu decreto (2Tm 1.9).

O decreto da criação do mundo, que teve lugar na eternidade passada,

só foi executado por DEUS “no princípio” (Gn 1.1). Apesar de o decreto do advento de JESUS vir da eternidade (Ap 13.8; I Pe 1.20), o seu cumprimento só ocorreu em Belém. O Remo, preparado desde a fundação do mundo, só será desfrutado no futuro (Mt 25.34).

Da mesma forma, o decreto da nossa eleição para a salvação é eterno, mas só começou a se cumprir quando CRISTO veio (2Tm 1.9; Rm 8.28; 9.11,23,24; 16.25; Ef 1.9; 3.11).

... [DEUS, o Pai] nos elegeu nele [CRISTO] antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em caridade (Ef 1.4,1l).

E os gentios, ouvindo isto, alegraram-se eglorifuaram a palavra do Senhor; e creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna (At 13.48).

Predestinação divina e livre-escolha humana. Na Bíblia temos tanto a predestinação divina como a livre-escolha humana, em relação à salvação; mas não uma predestinação em que uns são destinados à vida eterna, e outros, à perdição eterna. Mas a Palavra de DEUS não apresenta uma livre-escolha humana como se a salvação dependesse de obras, esforços e méritos humanos.

Os extremos nesse assunto (e noutros) é que são maléficos, propalando ensinos que a Bíblia não contém. A ênfase inconseqüente à soberania de DEUS no tocante à salvação leva a pessoa a crer que a sua conduta e procedimento nada têm com a sua salvação. Por outro lado, a ênfase inconseqüente à livre-vontade (livre-arbítrio) do homem conduz ao engano de uma salvação dependente de obras, conduta e obediência humanas.

Ora, somos salvos, não por aquilo que fazemos ou deixamos de fazer para DEUS, mas pelo que JESUS já fez por nós, uma vez para sempre. Há muitos por aí tendo a salvação dependente de suas obras, obediência, conduta, santidade, etc. Não é de admirar que os tais caiam e não se levantem, e que quando pequem duvidem da sua salvação.

Na realidade, parece incoerente e irreconciliável que algo predestinado por DEUS admita livre-escolha ou livre-vontade. Mas, só porque não entendemos algo, ou entendemo-lo apenas em parte, deixa ele de existir? A conversão, por exemplo, tem muito de misterioso:

Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo. O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do ESPÍRITO. Nicodemos respondeu e disse-lhe: Como pode ser isso? JESUS respondeu e disse-lhe: Tu és mestre de Israel e não sabes isso? (Jo 3.1-10).

Há muitas coisas com as quais convivemos em nosso dia-a-dia, e que não as entendemos bem, ou quase nada, e, contudo, não queremos passar sem elas: o sono (semi-hibernação), os sonhos (o mundo onírico), o metabolismo basal, a teoria eletrônica, a eletricidade, o vento, a água suspensa no espaço (infinitas toneladas!), etc.

Há quem afirme que uma pessoa verdadeiramente salva não poderá jamais perder-se. Mas, quanto a isso, precisamos ver o que realmente a Bíblia diz, não esquecendo os são princípios da exegese bíblica, e o que essas pessoas deduzem do que a Bíblia diz.

 

Calvimsmo e Arminianismo. Muitos têm seguido cegamente a João Calvino

teólogo francês, radicado na Suíça, falecido em 1564 —, o qual pregava a predestinação como uma eleição arbitrária de indivíduos; como graça irresistível e impossibilidade de perda da salvação.

 

Outros têm seguido as idéias de Jacobus Arminius, teólogo holandês falecido em 1609, o qual pregava doutrinas conflitantes quanto à salvação e a sua segurança. Um perigo fatal a que pode levar o arminianismo é o crente depender de suas obras, de sua conduta, de seu porte, de sua obediência pessoal, para a sua salvação (Hb 9.12). Nesse extremo campeia a falsa santidade, sendo o homem enganado pelo seu próprio coração (Jr 17.9).

No caso da predestinação e da livre-escolha, no tocante à salvação, a tendência humana é rejeitar uma ou outra. Os arminianistas extremistas rejeitam a predestinação, e os calvimstas extremistas rejeitam o livre-arbítrio.

Entretanto, um exame atento e livre de preconceito da Palavra de DEUS mostra que, através da obra redentora de JESUS, DEUS destinou de antemão (predestinou) todos os homens à salvação: “quem quiser, tome de graça da água da vida” (Ap 22.17; Is 45.22; 55.1; Mt 11.28,29; 2 Co 6.2; I Tm 2.4). De acordo com João 12.32, todos podem ser atraídos a CRISTO. Mas nem todos querem seguir a CRISTO.

A predestinação segundo os predestinalistas. Estes dizem que o homem, decaído como está, no seu estado de depravação total, é incapaz de fazer livre-escolha concernente a sua salvação, pois está incapacitado espiritualmente para isso. Então DEUS elege o homem para a salvação. Segundo essa teoria, DEUS elege uns para a salvação, comunicando-lhes também a fé. Os demais, não-escolhidos, estão perdidos. Isso eqüivale a dizer que CRISTO morreu apenas pelos “escolhidos”.

Do raciocínio acima decorre outro: que a graça de DEUS é irresistível, isto é, a graça de DEUS não pode ser recusada por aqueles a quem DEUS escolhe salvar. Segundo o predestinalismo, a salvação é um decreto divino, e a conversão é simplesmente o início da execução desse decreto. O termo “decreto” é extraído de textos como Romanos 8.28: “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a DEUS, daqueles que são chamados por seu decreto”.

Afirmam também os predestinalistas que a vida eterna em CRISTO é um dom de DEUS, e que uma vez recebida não pode ser jamais perdida em conseqüência de qualquer ato ou determinação da vontade humana. E que se, de fato, o crente nasceu de novo, está eternamente salvo. Caso venha a desviar-se, comprometerá, sim, o seu galardão, mas jamais perderá a sua salvação, nem cairá em apostasia. Ê como alguém que, estando a bordo de um navio, escorrega e cai, porém continua a bordo.

Finalmente, dizem que o crente salvo “está escondido com CRISTO em DEUS” (Cl 3.3), e que o Inimigo jamais o achará, nem jamais o arrebatará dessa posição. Em abono dessa predestinação fatalista, os predestinalistas citam textos como João 6.37; 10.28,29; Romanos 8.28-30; Efésios 1.4,5; 2 Ts 2.13; Eclesiastes 3.14; Filipenses 1.6; I Pedro 1.2; e Apocalipse 17.8 — mas sem interpretá-los à luz de seus respectivos contextos imediato e remoto.

Ora, proceder como acima exposto é adaptar a Bíblia ao raciocínio humano; ou seja, ao modo humano de pensar, como se a Palavra de DEUS dependesse de argumentos humanos.

A Bíblia é contrária ao predestinalismo. A Palavra de DEUS não afirma que CRISTO morreu apenas pelos eleitos. CRISTO morreu por todos, e não somente pelos eleitos (I Tm 2.4,6; I Jo 2.2; 2 Pe 3.9; Ato 2.21; 10.43;Tt 2.11; Hb 2.9; Jo 3.15,16; 2 Co 5.14; Ap 22.17). Ora, aqui não se trata somente de “eleitos”, mas de “todos” que quiserem ser salvos. O falso ensino de que CRISTO teria morrido apenas pelos eleitos pode conduzir a um desinteresse pela evangelização, haja vista DEUS já ter separados os perdidos que vão para o inferno.

Qualquer pessoa que crê em JESUS torna-se um dos escolhidos de DEUS, pois somos eleitos em CRISTO (Ef 1.4). Em Mateus 22.1-14, vemos que todos os convidados foram “chamados”; porém “escolhidos” foram os que aceitaram o convite do rei. No versículo 14, a expressão “muitos são chamados, mas poucos escolhidos” revela, portanto, que das multidões que ouvem o evangelho apenas uma pequena parte crê em CRISTO e o segue.

DEUS elegeu para si um povo chamado Igreja, e não indivíduos, isoladamente. Somos predestinados porque somos parte da Igreja de DEUS; não somos parte da Igreja porque fomos antes, individualmente, predestinados. Se, na Igreja, como Corpo de CRISTO, alguém individualmente se desvia, e não volta, a eleição da Igreja não se altera.

De igual modo foi a eleição de Israel. O Senhor elegeu aquele povo para si; não indivíduos de per si. E tanto que milhares de israelitas se desviaram, porém a eleição de Israel, como povo, prosseguiu.

A livre-escolha do homem é uma realidade inconteste. A Bíblia acentua a cada passo a responsabilidade do homem no tocante à sua salvação. DEUS oferece a salvação e, mediante o seu ESPÍRITO, convence o pecador do seu pecado, da justiça e do juízo O homem aceita a salvação ou rejeita-a (Is 1.19,20; Js 24.15; Dt 30.19; Jo 1.11,12; 3.15,16,19; Ap 22.17; Lc 13.34; Ato 7.51; I Rs 18.21; I Tm 4.1; 2 Cr 15.2; Mac 16.16; Hb 2.3; 3.12; 12.25).

Não existe graça irresistível. O homem através dos tempos tem resistido a DEUS, por sua incredulidade e rebeldia (At 7.51; I Ts 5.19; Pv 1.23-30; Mt 23.37; 2 Pe 2.21; Hb 6.6,7; Tg 5.19). Ora, a ação do ESPÍRITO SANTO no pecador, para que se salve, é persuasiva, e não compulsória: “Assim que, sabendo o temor que se deve ao Senhor, persuadimos os homens à fé, mas somos manifestos a DEUS; e espero que, na vossa consciência, sejamos também manifestos” (2 Co 5.11).

Um cristão salvo pode vir a se perder; pode, sim, desviar-se, cair em pecado e perecer, caso não se arrependa ante a insistência do ESPÍRITO SANTO (Ez 18.24,26; 33.18; Hb 3.12-14; 5.9; I Tm 4.1; 5.15; 12.25; 2 Pe 3.17; 2.20-22; Rm 11.21,22; ITs 5.15; Dt 30.19; I Cr 28.9; 2 Cr 15.2; I Co 10.12; Jo 15.6). Essa verdade fica amda mais evidente quando consideramos o “se” condicional quanto à salvação (Hb 2.3; 3.6,14; Cl 1.22,23), bem como a condição: “ao que vencer”, que aparece sete vezes em Apocalipse 2 e 3.

As palavras de JESUS em João 6.37 — “Todo o que o Pai me dá, esse virá a mim, e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora” — significam que DEUS destinou à salvação, não somente este ou aquele indivíduo, mas sim todo aquele que nEle crê (Jo 3.16). Ou seja, tal passagem refere-se ao fato de DEUS aceitar o pecador quando este vem a Ele.

Outro texto empregado pelos predestinalistas é João 10.27,28: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; e dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará das minhas mãos”. Note

que o versículo 27 mostra as condições da ovelha, para que ela nunca venha a perecer, nem sair das mãos de JESUS e do Pai (cf. Jo 6.67).

Se não há perigo de queda definitiva para o crente, por que a Bíblia adverte com tanta ênfase para que ninguém caia (I Co 10.12; Hb 3.12; Jo 15.6; I Tm 4.1 [“apostatarão”]; 2Ts 2.3 [“apostasia”]; Pv 16.18; 28.14; Ap 2.4,5)?

Porque; se viverdes segundo a carne, morrereis... (Rm 8.13).

Portanto, irmãos, procurai Jazer cada vez mais firme a vossa vocação e eleição; porque, fazendo isto, nunca jamais tropeçareis (2 Pe 1.10).

Antes, subjugo o meu corpo e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira afcar reprovado (l Co 9.27).

... porquanto vos desvíastes do Se^OR, o Senhor não será convosco ÍNm 14.43).

O verdadeiro signifcado da predestinação. Em I Timóteo 2.4, está escrito: “TDeus] quer que todos os homens se salvem”. Nisto está incluído o mundo inteiro que queira. De fato, todos os que verdadeiramente crêem, se salvam; somos testemunhas disso. O Senhor predestinou à salvação todo aquele que aceitar a JESUS. A própria aceitação já é um dom de DEUS, para que ninguém se glorie julgando que assim contribuiu para a sua salvação.

A predestinação fatalista da alma, como ensinada pelos calvmistas, bem como a dependente de obras humanas, propalada pelos arminianistas, não têm apoio na Palavra de DEUS. O termo original de onde provém a nossa palavra “predestinação” (gr. proorizo) significa “destinar de antemão”, “predeterminar”, “preestabelecer”, “prefixar”, “preeleger”, etc.

Esse vocábulo aparece seis vezes no Novo Testamento, variavelmente traduzido, dependendo da versão utilizada. Na versão Revista e Corrigida (ARC), a palavra aparece nas seguintes passagens:

Atos 4.28 — “anteriormente determinado”.

Romanos 8.29 — “predestinou”.

Romanos 8.30 — “predestinou”.

I Coríntios 2.7 — “ordenou antes”.

Efésios 1.5—“predestinou”.

Efésios 1.11 — “predestinados”.

A predestinação que a Bíblia realmente ensina não é a de uns para a vida eterna e a de outros para a perdição eterna. A predestinação é para os que quiserem ser salvos, conforme lemos em 2 Tessalonicenses 2.13 e 2 Timóteo 2.10: “DEUS nos escolheu desde o princípio para a salvação”; “Escolhidos para que também alcancem a salvação”.

Eleição é o ato divino pelo qual DEUS escolhe ou elege um povo para si, para salvá-lo (2Ts 2.13). Predestinação é o ato de DEUS determinar o futuro desse povo. No Novo Testamento, esse povo é a Igreja, o Corpo de CRISTO, o povo salvo (Ef 1.22,23).

Na predestinação de DEUS para a Igreja está a sua conformação à imagem do Filho de DEUS (Rm 8.29), a sua chamada para a salvação (Rm 8.30), a sua justificação (Rm 8.30) e a sua glorificação (Rm 8.30). Essa conformação depende de chamada, justificação e glorificação do crente. E depende, ainda, da santidade de DEUS (Ef 1.4) e da adoção de filhos (Ef 1.5).

Outrossim, a eleição divina não consiste somente na soberania de DEUS, mas também na sua graça (Rm 11.5).

A real segurança da salvação. O crente está seguro quanto à sua salvação enquanto permanecer em CRISTO (Jo 15.1-6). Não há segurança fora de JESUS e do seu aprisco. Não há segurança espiritual para ninguém, estando em pecado (cf. Rm 8.13; Hb 3.6; 5.9). JESUS guarda o crente do pecado; e não no pecado.

Somos mantidos em CRISTO pelo seu poder, mediante a nossa fé nEle (I Pe 1.5; Jd v.20; 2 Co I.24b). A salvação é eterna para os que obedecem ao Senhor (Hb 5.9; I Co 15.1,2). Estamos em pé pela fé em CRISTO, e não pela predestinação: “tu estás em pé pela fé” (Rm 11.20); “se é que permaneceis firmes e fundados na fé” (Cl 1.22,23); “DEUS é salvador de todos, mas principalmente dos fiéis [lit. “dos que crêem”]” (I Tm 4.10).

Há vários outros textos que também mostram a segurança do crente somente enquanto este está em CRISTO:

Pois que tão encarecidamente me amou, também eu o livrarei; pô-lo-ei num alto retiro, porque conheceu o meu nome (Sl 91.14).

Tenho posto o Senhor continuamente diante de mim; por isso que ele está à minha mão direita, nunca vacilarei (Sl 16.8).

Porque nos tornamos participantes de CRISTO, se retivermos firmemente o princípio da nossa confiança até ao fim (Hb 3.14).

...eu sei em quem tenho crido e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele Dia (2 Tm 1.12).

[Senhor JESUS CRISTO, j o qual vos confirmará também até ao fim, para serdes irrepreensíveis no Dia de nosso Senhor JESUS CRISTO (l Co 1.8).

O crente deve obedecer a DEUS; não para que a sua obediência o salve ou o mantenha salvo, mas como uma expressão da sua salvação, do seu amor e da sua gratidão para com aquEle que o salvou. Não nos tornamos salvos por aquilo que fazemos ou deixamos de fazer, mas pela fé em JESUS CRISTO (At 16.31). A conservação da salvação também vem pela fé em CRISTO, pois está escrito: “O justo viverá da fé” (Rm I.17)

Conclusão. A doutrina da predestinação como ensinada pelo calvinismo só leva em conta a soberania de DEUS, e não a sua graça (Rm 11.5; Tt 2.11) e a sua justiça (SI 145.17; Rm 3.21; 1.17; 10.3). Em Ezequiel 18.23 ;33.11 vemos que DEUS quer que o ímpio se converta, e não apenas os eleitos e predestinados. DEUS jamais predestinaria alguém ao inferno sem lhe dar oportunidade de salvação. Isso aviltaria a natureza dEle.

Se todos já estão predestinados quanto ao seu destino eterno, então não há lugar para escolha, decisão ou livre-arbítrio por parte do homem. Entretanto, temos essa escolha mencionada e exposta em vários textos bíblicos, como vimos.

Que DEUS nos conceda cada dia uma visão espiritual cada vez mais ampla e profunda, a fim de compreendermos a sublimidade da gloriosa salvação que JESUS CRISTO consumou; da qual, pela graça de DEUS, já somos participantes. Glória, pois, a Ele!

A doutrina da predestinação situando o crente na presciência de DEUS não está na Bíblia para motivar choques de idéias, especulações ou coisas semelhantes; mas para, de modo carinhoso, DEUS encorajar o crente. Através dela, o Senhor está mostrando que antes que o mundo existisse, e o homem nascesse, Ele antecedeu- se e antecipou-se a tudo, prevendo problemas e dificuldades em nosso caminho e nos mostrando que é poderoso para nos levar a salvo para o seu Remo celestial (2Tm 4.18, ARA).

Tendo por certo isto mesmo: que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao Dia de JESUS CRISTO (Fp 1.6).

Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória (..) seja glória e majestade; domínio c poder, antes de todos os séculos, agora e para todo o sempre. Amém! Qd vv.24,25).

A DOUTRINA DA CHAMADA DIVINA PARA A SALVAÇÃO

Essa chamada não se refere apenas à salvação, mas também ao plano de DEUS para a vida do crente, como lemos em Efésios 4.1-15, especialmente nos versículos11 a 15:

E ele [CRISTO] mesmo deu uns apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de CRISTO, até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de DEUS, a varão perfeito, à medida da estatura completa de CRISTO, para que não sejamos mais meninos inconstantes... Antes, seguindo a verdade em caridade, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, CRISTO.

Em Efésios I.18 vemos também nessa chamada a esperança divina para a qual DEUS nos chamou: “tendo iluminados os olhos do vosso entendimento, para que saibais qual seja a esperança da sua vocação e quais as riquezas da glória da sua herança nos santos”. Na nossa chamada para a salvação temos o cumprimento da nossa eleição: “Assim, os derradeiros serão primeiros, e os primeiros, derradeiros, porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos” (Mt 20.16). Leia também Mateus 22.14.

 

 

A Obra Salvífica de CRISTO - Daniel B.Pecota (TEOLOGIA SISTEMÁTICA STANLEY M. HORTON)

CAPÍTULO DEZ - A Obra Salvífica de CRISTO (Daniel B. Pecota)

 

A obra salvífica de CRISTO é a coluna central no templo da redenção divina. É o sustentáculo que carrega a maior parte do peso, sem o qual a estrutura jamais poderia ter sido completada. Podemos compará-la também ao eixo em torno do qual gira toda a atividade de DEUS na revelação. E a obra que fornece uma cabeça ao corpo, um antítipo ao tipo, uma substância às sombras e prefigurações. Tais afirmações em nada diminuem a importância do que DEUS fez em favor do seu povo, segundo a aliança do Antigo Testamento, e às nações em redor. Para os estudiosos das Escrituras, permanece sua incalculável relevância, refletindo o pensamento de hebreus 1.1: "Havendo DEUS, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho". DEUS falou de modo infalível e relevante no passado, mas não pela última vez. Sua derradeira palavra só chegou com a vinda de seu Filho, e o registro dessa vinda aparece de forma infalível e definitiva nos 27 livros do cânon do Novo Testamento.

O Significado de Salvação

O estudo da obra salvífica de CRISTO deve começar pelo Antigo Testamento, onde descobrimos, nas ações e palavras divinas, a natureza redentora de DEUS. Descobrimos tipos e predições específicos daquEle que estava para vir e do que Ele estava para fazer. Parte de nossas descobertas provém da terminologia empregada no Antigo Testamento para descrever a salvação, tanto a natural quanto a espiritual.

Qualquer um que tenha estudado o Antigo Testamento, hebraico sabe quão rico é o seu vocabulário. Os escritores sagrados empregam várias palavras que fazem referência ao conceito geral de "livramento" ou "salvação", seja no sentido natural, jurídico ou espiritual. O enfoque recai em dois verbos: natsal e yasha'. O primeiro ocorre 212 vezes, mais frequentemente com o significado de "livrar" ou "libertar". DEUS revelou a Moisés ter descido para "livrar" Israel das mãos dos egípcios (Ex 3.8). Senaqueribe escreveu ao rei em Jerusalém: "O DEUS de Ezequias não livrará o seu povo das minhas mãos" (2 Cr 32.17). Frequentemente, o salmista implorava o salvamento divino (SI 22.21; 35.17; 69.14; 71.2; 140.1). O emprego do verbo indica haver em vista uma "salvação" física, pessoal ou nacional.

O termo assume ainda conotação espiritual: a salvação mediante o perdão dos pecados. Davi apela a DEUS para salvá-lo de todas as suas transgressões (SI 39.8). Em Salmos 51.14, é provável que Davi tenha em mente a restauração e salvação espirituais pessoais, quando ora: "Livra-me dos crimes de sangue, ó DEUS, DEUS da minha salvação, e a minha língua louvará altamente a tua justiça".

Embora o Salmo 79 seja uma lamentação por causa da invasão de Israel e da profanação do Templo pelos inimigos, o salmista reconhece que um livramento só seria possível com o perdão dos seus pecados (v. 9).

A raiz yasha 'ocorre 354 vezes, sendo a maior concentração nos Salmos (136 vezes) e nos livros proféticos (cem vezes). Significa "salvar", "livrar", "conceder vitória" ou "ajudar". Ocasionalmente, a palavra ocorre sem matizes teológicas, por exemplo, quando Moisés defende as filhas de Reuel e as livra da ação opressiva dos pastores (Ex 2.17). Mais frequentemente, porém, tem DEUS como o sujeito e o povo de DEUS como o objeto. Ele livrou os seus de todos os tipos de aflição, inclusive de inimigos nacionais e pessoais (Ex 14.30; Dt 20.4; Jz 3.9; Jr 17.14-18) e de calamidades (2 Cr 20.9). Por isso, Yahweh é "Salvador" (Is 43.11,12), "meu Salvador" (SI 18.14) e "minha salvação" (2 Sm 22.3; SI 27.1).

DEUS, mais frequentemente, escolhia representantes para trazer a salvação. No entanto, "os obstáculos a serem vencidos eram tão espetaculares que, sem a mínima dúvida, era necessária a ajuda especial da parte do próprio DEUS". Em Ezequiel, o termo assume qualidades morais. DEUS promete: "E vos livrarei de todas as vossas imundícias" (36.29); "E os livrarei de todos os lugares de sua residência em que pecaram e os purificarei" (37.23).

Lendo o Antigo Testamento e considerando séria e literalmente a sua mensagem, facilmente concluiremos que a salvação é um dos temas dominantes, e DEUS, o protagonista. O tema da salvação já aparece em Gênesis 3.15, na promessa de que o Descendente - ou "semente" - da mulher esmagará a cabeça da serpente. "Este é o protoevangelium, o primeiro vislumbre da salvação que virá através daquEle que restaurará o homem à vida". Javé salvava o seu povo através de juízes (Jz 2.16,18) e outros líderes, como Samuel (1 Sm 7.8) e Davi (1 Sm 19.5). Javé livrou até mesmo a Síria, inimiga de Israel, por meio de Naamã (2 Rs 5.1). Não há salvador à parte do Senhor (Is 43.11; 45.21; Os 13.4).

O texto clássico do emprego teológico de yasha', entre os narrativos, é Êxodo 14, onde Javé "salvou Israel da mão dos egípcios" (v. 30). O evento veio a ser o protótipo do que o Senhor faria no futuro para salvar o seu povo. Tudo indicando o tempo em que DEUS traria a salvação, mediante o Servo sofredor - a todos, não somente a Israel. Em Isaías 49.6, Ele diz ao Servo: "Também te dei para luz dos gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da terra". Os "atos salvíficos no Antigo Testamento vão preparando o palco para o derradeiro ato salvífico, que incluirá todas as pessoas sob suas bênçãos". No que diz respeito ao conceito de "salvar", "livrar" ou "libertar", a evidente riqueza lexical do Antigo Testamento não ocorre no Novo. Este emprega primariamente a palavra sõzõ, que significa "salvar", "preservar" ou "tirar do perigo", e suas formas derivadas. Na Septuaginta, sõzõ traduz yasha' em sessenta por cento das ocorrências, e sõtêria é empregada principalmente para os derivados de yasha'. O termo hebraico sustenta o nome que o anjo anunciou a José: "... e lhe porás o nome de JESUS, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados" (Mt 1.21). "O exegeta e filósofo judeu da Alexandria, Filo, atesta que o significado do nome era muitíssimo bem conhecido, ao interpretar assim o nome de Josué: Iêsous sõtêria kyriou - JESUS significa salvação mediante o Senhor". Por isso, a palavra empregada no Novo Testamento para a obra salvífica de CRISTO reflete ideias veterotestamentárias.

Sõzõ pode referir-se a salvar a pessoa da morte (Mt 8.25; At 27.20,31), da enfermidade física (Mt 9.22; Mc 10.52; Lc 17.19; Tg 5.15), da possessão demoníaca (Lc 8.36) ou da morte que já sobreveio (Lc 8.50). Mas , na grande maioria das ocorrências, refere-se à salvação espiritual que DEUS providenciou por meio de CRISTO (1 Co 1.21; 1 Tm 1.15) e que as pessoas experimentam pela fé (Ef 2.8).

Embora o título "salvador" (gr. sõtêr) fosse atribuído pelos gregos aos seus deuses, líderes políticos e outros que trouxessem honra ou benefícios ao seu povo, na literatura cristã era aplicado somente a DEUS (1 Tm 1.1) e a CRISTO (At 13.23; Fp 3.20). O substantivo "salvação" (gr. sõtêria) aparece 45 vezes e se refere quase exclusivamente à salvação espiritual, que é a possessão presente e futura de todos os crentes verdadeiros. Todavia, embora as palavras gregas traduzidas por "salvar" e "salvação" não sejam muito frequentes, o próprio JESUS proclama o tema do Novo Testamento quando diz: "O Filho do Homem veio buscar e salvar [sõsai] o que se havia perdido" (Lc 19.10).

 

As Naturezas de DEUS e da Humanidade

A Bíblia, portanto, revela um DEUS que salva, um DEUS que redime. Por que é necessária a salvação espiritual? O que torna possível a salvação espiritual? São perguntas que surgem, e as respostas que oferecemos relacionam-se ao nosso modo de ver a natureza de DEUS e a da humanidade. O que aconteceria se DEUS não fosse como a Bíblia nos revela, e não tivéssemos sido criados à sua imagem e subsequentemente caído? A salvação, conforme a Bíblia a descreve, não teria sido possível nem necessária. Logo, o drama da redenção tem como pano de fundo o caráter de DEUS e a natureza da criação humana.

A Bíblia deixa claro que todas as pessoas precisam de um Salvador e que elas não podem salvar a si mesmas. Desde a tentativa feita pelo primeiro casal de cobrir - se e de esconder-se de DEUS (Gn 3) e a primeira rebeldia que culminou com um assassinato (Gn 4) até a última tentativa rebelde de desfazer os propósitos de DEUS (Ap 20), a Bíblia é uma longa cantilena de atitudes degradadas e pecados deliberados da raça humana. O pensamento do iluminismo moderno, que mais comumente reflete ideias pelagianas, tem-se comprometido com a bondade essencial da humanidade. A despeito de tudo que tinha visto e experimentado, Anne Frank chega à conclusão, no seu diário: "Continuo crendo que as pessoas realmente têm bom coração". Boa parte do pensamento moderno parece acreditar que necessitamos de educação, e não de salvação; de um campus, e não de uma cruz; de um planejador social, e não da propiciação de um Salvador. Todos esses pensamentos otimistas colocam-se em contradição direta contra o ensino das Escrituras.

Na coluna de nuvem e de fogo, nos trovões e nas trevas do Sinai e no estabelecimento do sistema sacrificial, com todos os seus preceitos e proibições, DEUS procurava mostrar ao povo o abismo existente entre Ele e as pessoas, que somente Eterno poderia ligar. Talvez achemos cansativo ler os pormenores sobre quem, quando, como e o que DEUS exigia e aceitava. Que significado têm para nós, que vivemos sob a nova aliança? Possivelmente, que DEUS diz a todos nós: "Se você quer se aproximar de mim, seja segundo as minhas condições. Você não tem o direito de inventar o seu próprio caminho". Nadabe e Abiú aprenderam isso de modo fulminante (Lv 10.1,2; Nm 3.4), e todo o Israel com eles. Seria a experiência de Ananias e Safira (At 5.1-11) um exemplo paralelo? DEUS não permitirá a ninguém brincar com o que é exigido por sua santidade.

O Amor de DEUS

Sem menosprezar a paciência, misericórdia e graça de DEUS, a Bíblia associa mais frequentemente o desejo de DEUS em nos salvar ao seu amor. No Antigo Testamento, o enfoque primário recai sobre o amor segundo a aliança, como se vê em Deuteronômio 7:

O Senhor não tomou prazer [heb. chashaq] em vós, nem vos escolheu, porque a vossa multidão era mais do que a de todos os outros povos... mas porque o Senhor vos amava [heb. 'ahev]; e, para guardar o juramento que jurara a vossos pais... vos resgatou da casa da servidão... Será, pois, que, se, ouvindo estes juízos, os guardardes e fizerdes, o Senhor, teu DEUS, te guardará o concerto e a beneficência [heb. chesedh] que jurou a teus pais; e amar-te-á [heb. 'ahev] e abençoar-te-á (vv. 7,8,12,13).

 

Num capítulo a respeito da redenção segundo a aliança, diz o Senhor: "Com amor [heb. 'ahavahj eterno te amei [heb. 'ahev]; também com amável benignidade [heb. chesedh] te atraí" (Jr 31.3). A despeito da apostasia e idolatria de Israel, DEUS amava com amor eterno.

O Novo Testamento emprega agapaõ ou agapê para referir-se ao amor salvífico de DEUS. No grego pré-bíblico, essas' palavras tinham pouca relevância. No Novo Testamento, porém, são óbvios o seu poder e calor. "DEUS é agapê" (1 Jo 3.16). Por isso, "ele deu seu Filho unigénito" (jo 3.16) para salvar a humanidade. DEUS tem demonstrado seu amor imerecido para conosco "em que CRISTO morreu por nós, sendo nós ainda pecadores" (Rm 5.8). O Novo Testamento dá amplo testemunho do fato de que o amor de DEUS impeliu-o a salvar a humanidade perdida. Por isso, estes quatro atributos de DEUS - a paciência, a misericórdia, a graça e o amor - demonstram a sua bondade ao prover a nossa redenção.

Se a Bíblia ensina que a bondade de DEUS o levou a salvar a humanidade perdida, ensina também que nada fora dEle mesmo o compeliu a fazer assim. A redenção tem a sua origem no amor e na vontade de DEUS. E espontânea, Ele não se vê obrigado a isso. Em Deuteronômio 7.7,8, Moisés ressalta esse fato, afirmando que o Senhor não escolheu Israel pelo que eram os israelitas, mas porque Ele os amava e era fiel à sua promessa. O caráter do próprio DEUS, isto é, o seu amor e fidelidade, consignou-se quando Ele os escolheu e redimiu, embora fossem teimosos (Dt 9.6; 10.16).

Em Gálatas 1.4, Paulo proclama que CRISTO "se deu a si mesmo por nossos pecados, para nos livrar do presente século mau, segundo a vontade de DEUS, nosso Pai". No dia de Pentecostes, Pedro declarou que JESUS fora entregue à morte "pelo determinado conselho e presciência de DEUS" (At 2.23). Embora não devamos comprometer o poder infinitamente impulsor do amor divino, não podemos, por outro lado, comprometer sua soberania.

O Novo Testamento preserva tanto o amor quanto a soberania de DEUS, por não oferecer nenhuma teoria da expiação, embora dê "vários indícios do princípio segundo o que a expiação é levada a efeito". A despeito da abordagem não-teorética do Novo Testamento, no decurso dos anos os teólogos da Igreja têm proposto várias teorias. Como sempre acontece quando várias teorias tentam explicar uma verdade bíblica, cada uma delas pode conter um núcleo de verdade.

 

 

Aspectos da Obra Salvífica de CRISTO

O Sacrifício

Embora algumas ideias já tenham sido estudadas, faz-se necessário examinar mais de perto alguns aspectos da obra redentora de CRISTO. Várias palavras bíblicas a caracterizam. Ninguém que leia as Escrituras de modo perceptivo pode fugir à realidade de que o sacrifício está no âmago da redenção, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. A figura de um cordeiro ou cabrito sacrificado como parte do drama da salvação e da redenção remonta à Páscoa (Ex 12.1-13). DEUS veria o sangue aspergido e "passaria por cima" daqueles que eram protegidos por sua marca. Quando o crente do Antigo Testamento colocava as suas mãos no sacrifício, o significado era muito mais que identificação (isto é: "Meu sacrifício"). Era um substituto sacrificial (isto é: "Sacrifico isto em meu lugar").

Embora não se deva forçar demais as comparações, a figura é claramente transferida a CRISTO no Novo Testamento. João Batista apresentou-o, anunciando: "Eis o Cordeiro de DEUS, que tira o pecado do mundo" (Jo 1.29). Em Atos 8, Filipe aplica às boas novas a respeito de JESUS a profecia de Isaías que diz que o Servo seria levado como um cordeiro ao matadouro (Is 53.7). Paulo se refere a CRISTO como "nossa páscoa" (1 Co 5.7). Pedro afirma que fomos redimidos "com o precioso sangue de CRISTO, como de um cordeiro imaculado e incontaminado" (1 Pe 1.19). Até mesmo nas regiões celestiais, o Leão da tribo de Judá era louvado e adorado como o Cordeiro que fora morto (Ap 5). Embora alguns possam achar "sanguinário" o conceito do sacrifício, removê-lo arranca da Bíblia o seu próprio âmago.

Os termos "propiciação" e "expiação" relacionam-se estreitamente com o conceito de sacrifício e procuram informar o efeito do sacrifício de CRISTO. No Antigo Testamento, refletem kippere seus derivados; no Novo, hilaskomai e seus derivados. Os dois grupos de palavras significam "aplacar", "pacificar" ou "conciliar" (isto é, propiciar) e "encobrir com um preço" ou "fazer expiação por" (a fim de remover pecado ou ofensa da presença de alguém: expiar). As vezes a decisão de escolher um significado em preferência a outro tem mais a ver com a posição teológica que com o significado básico da palavra. Por exemplo, podemos tomar uma decisão teológica a respeito do que a Bíblia quer dizer com ira de DEUS. Precisa ela ser aplacada?

Colin Brown refere-se a um "amplo segmento de estudiosos bíblicos que sustentam que o sacrifício na Bíblia tem mais a ver com a expiação que com a propiciação". G. C. Berkouwer refere-se à declaração de Adolph Harnack, no sentido de a ortodoxia conferir em DEUS o "horrível privilégio" de não ter "condições de perdoar por amor". Leon Morris assim expressa o consenso geral dos evangélicos: "O ensino bíblico consistente é que o pecado do homem tem incorrido na ira de DEUS... evitada pela oferta expiadora de CRISTO. Deste ponto de vista, sua obra salvífica é corretamente chamada propiciação". Nem a Septuaginta nem o Novo Testamento esvaziaram o pleno significado de hilaskomai como "propiciação".

A Bíblia abandona a crueza frequentemente associada à propiciação nos rituais pagãos. O Senhor não é uma divindade malévola e caprichosa, cuja natureza permanece tão inescrutável que nunca se sabe como Ele agirá. Mas sua ira não deixa de ser uma realidade. A Bíblia, no entanto, ensina que DEUS, em seu amor, misericórdia e fidelidade às suas promessas, forneceu os meios pelos quais a sua ira seria aplacada. No caso do ensino neotestamentário, DEUS não somente forneceu os meios como também veio a sê-los. 1 João 4.10 diz: "Nisto está a caridade: não em que nós tenhamos amado a DEUS, mas em quem ele nos amou e enviou seu Filho para propiciação [gr. hilasmos] pelos nossos pecados".

Todos os léxicos demonstram que kipper e hilaskomai significam "propiciar" e "expiar". A diferença está na interpretação de seu significado nas matérias bíblicas que tratam da expiação. Se aceitarmos o que a Bíblia diz a respeito da ira de DEUS, uma solução possível se apresenta. As palavras têm uma referência vertical e uma horizontal. Quando o contexto focaliza a expiação em relação a DEUS, falam da propiciação. Mas significam expiação quando o enfoque recai em nós e em nosso pecado. Não escolhemos "ou/ou", mas "tanto/ quanto". O contexto histórico e literário determina o significado apropriado.

Uma pergunta pode surgir. Se JESUS suportou a penalidade da nossa culpa ao tomar sobre si a ira de DEUS e cobrir o nosso pecado, teria sofrido exatamente as mesmas consequências e o mesmo tipo e grau de castigo que aqueles em favor dos quais morreu sofreriam cumulativamente? Afinal de contas, Ele era um só, e nós somos muitos. Assim como a muitíssimas interrogações desse tipo, não há uma resposta definitiva. A Bíblia não faz nenhuma tentativa nesse sentido. Lembremo-nos, no entanto, que não temos na cruz um evento mecânico ou uma transação comercial. A obra da salvação atua no plano espiritual, e não há analogias para explicar tudo isso.

Primeiramente, o sofrimento, pela sua própria natureza, não está sujeito a cálculo matemático nem a ser pesado na balança. Em certo sentido, sofrer o pior caso de braço quebrado é sofrer todos os casos. Morrer uma só morte excruciante e agonizante é morrer todas elas. Em segundo lugar, é preciso relembrar o caráter e a natureza do sofrimento pessoal. CRISTO era perfeito em santidade e, portanto, não possuía nenhum senso de culpa ou remorso pessoal, que teríamos ao saber que estávamos sofrendo o justo castigo pelos nossos pecados. Há algo de heróico na incisiva repreensão do ladrão da cruz ao seu companheiro de crimes: "Tu nem ainda temes a DEUS, estando na mesma condenação? E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum mal fez" (Lc 23.40,41). A perfeição de CRISTO não lhe diminuiu o sofrimento, e até pode tê-lo intensificado, por saber Ele que era imerecido. Sua oração, pedindo que não lhe fosse necessário "beber o cálice" não era um gesto teatral. Ele bem sabia o sofrimento que o esperava. O fato de Ele ter sofrido como DEUS certamente lança luz sobre a questão.

 

A Reconciliação

Diferente de outros termos bíblicos e teológicos, "reconciliação" aparece em nosso vocabulário comum. E um termo tirado do âmbito social. Todo relacionamento interrompido clama por reconciliação. O Novo Testamento ensina com clareza que a obra salvífica de CRISTO é um trabalho de reconciliação. Pela sua morte, Ele removeu todas as barreiras entre DEUS e nós. O grupo de palavras empregado no Novo Testamento (gr. allassõ) ocorre raramente na Septuaginta e é incomum no Novo Testamento, até mesmo no sentido religioso. O verbo básico significa "mudar", "fazer uma coisa cessar e outra tomar o seu lugar". O Novo Testamento emprega-o seis vezes, sem referência à doutrina da reconciliação (por exemplo, At 6.14; 1 Co 15.51,52). Somente Paulo dá conotação religiosa a esse grupo de palavras. O verbo katallassõ e o substantivo katallagê transmitem com exatidão a ideia de "trocar" ou "reconciliar", da maneira como se conciliam os livros contábeis. No Novo Testamento, o assunto em pauta é primariamente o relacionamento entre DEUS e a humanidade. A obra reconciliadora de CRISTO restaura-nos ao favor de DEUS porque "foi tirada a diferença entre os livros contábeis".

Os textos mais relevantes são Romanos 5.9-11 e 2 Coríntios 5.16-21. Em Romanos, Paulo coloca a ênfase na certeza de salvação. Usando duas vezes a expressão "quanto mais", ele assevera que a obra de CRISTO nos salvará da ira de DEUS (Rm 5.9) e que quando ainda éramos inimigos (Cl 1.21-22) a sua morte nos reconciliou com DEUS. Logo, o fato de Ele estar vivo garante a nossa salvação (Rm 5.10). Podemos regozijar-nos em nossa reconciliação com DEUS por meio de CRISTO (5.11). Se em Romanos a ênfase recai sobre o que DEUS fez "por nós" em CRISTO, em 2 Coríntios incide sobre DEUS como agente principal da reconciliação (cf. Cl 1.19,20) . O sermos novas criaturas provém de DEUS "que nos reconciliou consigo mesmo por JESUS CRISTO" (2 Co 5.18) e que "estava em CRISTO reconciliando consigo o mundo" (5.19). Estes versículos enfatizam o que pode ser chamado reconciliação ativa: isto é, para que a reconciliação aconteça, a parte lesada desempenha papel primário. Se a pessoa lesada não demonstrar a disposição de acolher quem a lesou, não poderá haver reconciliação.

Observe como acontece a reconciliação nos relacionamentos humanos, entre marido e mulher, por exemplo. Se eu pecasse contra minha esposa e assim provocasse um rompimento em nossa relação, mesmo que eu tomasse a iniciativa e pedisse com sinceridade a reconciliação - com presentes, flores ou rogando de joelhos - seria necessário ela me perdoar de coração para que a restauração pudesse acontecer. Ela teria de tomar a iniciativa, pois sua atitude é fator crucial. Em CRISTO, DEUS nos garante que já tomou a iniciativa. Ele já nos perdoou. Agora, devemos corresponder, reconhecendo que já rasgou de cima a baixo o véu que nos separava dEle, e entrar com ousadia na sua presença perdoadora. Essa é a parte que devemos cumprir, aceitando o que DEUS tem feito através de CRISTO. Se não ocorrerem as duas ações, a reconciliação jamais acontecerá.

A Redenção

A Bíblia também emprega a metáfora do resgate ou da redenção para descrever a obra salvífica de CRISTO. O tema aparece muito mais frequentemente no Antigo Testamento que no Novo. O tema aparece muitas vezes no Antigo Testamento, referindo-se aos ritos da "redenção" no tocante às pessoas ou aos bens (cf. Lv 25; Rt 3 e 4, que empregam a palavra hebraica ga'al). O "parente redentor" funciona como um go'el. O próprio Javé é o Redentor (heb. go'el) do seu povo (Is 41.14; 43.14), e eles são os redimidos (heb. ge'ulim, Is 35.9; 62.12). O Senhor tomou medidas para redimir (heb. padhah) os primogênitos (Êx 13.13-15). Ele redimiu Israel do Egito (Êx 6.6; Dt 7.8; 13.5) e também os remirá do exílio (Jr 31.11). Às vezes DEUS redime um indivíduo (SI 49.15; 71.23); ou um indivíduo ora, pedindo a redenção divina (SI 26.11; 69.18). Mas a obra divina na redenção é primariamente moral no seu escopo. Em alguns textos bíblicos, a redenção claramente diz respeito aos assuntos morais. Salmos 130.8 diz: "Ele remirá a Israel de todas as suas iniquidades". Isaías diz que somente os "remidos", os "resgatados", andarão pelo chamado "O Caminho SANTO" (Is 35.8-10). Diz ainda que a "filha de Sião" será chamada "povo santo, os remidos do Senhor" (62.11,12).

No Novo Testamento, JESUS é tanto o "Resgatador" quanto o "resgate"; os pecadores perdidos são os "resgatados". Ele declara que veio "para dar a sua vida em resgate [gr. lutron] de muitos" (Mt 20.28; Mc 10.45). Era um "livramento [gr. apolutrõsis] efetivado mediante a morte de CRISTO, que libertou da ira retributiva de DEUS e da penalidade merecida do pecado". Paulo liga nossa justificação e o perdão dos pecados à redenção que há em CRISTO (Rm 3.24; Cl 1.14, apolutrõsis nestes dois textos). Diz que CRISTO "para nós foi feito por DEUS sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção" (1 Co 1.30). Diz, também que CRISTO "se deu a si mesmo em preço de redenção [gr. antilutron] por todos" (1 Tm 2.6). O Novo Testamento demonstra claramente que Ele proporcionou a redenção mediante o seu sangue (Ef 1.7; Hb 9.12; 1 Pe 1.18-19; Ap 5.9), pois era impossível que o sangue dos touros e dos bodes tirasse os pecados (Hb 10.4). CRISTO nos comprou (1 Co 6.20; 7.23, gr. agorazõ) de volta para DEUS, e o preço foi o seu sangue (Ap 5.9).

Sendo que as palavras subentendem o livramento de um estado de escravidão mediante o pagamento de um preço, então, de que fomos libertos? A contemplação dessas coisas é motivo de grande alegria! CRISTO nos livrou do justo juízo de DEUS que realmente merecíamos, por causa dos nossos pecados (Rm 3.24,25). Ele nos livrou das consequências inevitáveis de se quebrar a lei de DEUS, que nos sujeitava à ira divina. Embora não façamos tudo quanto a Lei requer, já não estamos debaixo de uma maldição. CRISTO tomou sobre si essa maldição (Gl 3.10-13). A sua redenção conseguiu para nós o perdão dos pecados (Ef 1.7) e nos libertou deles (Hb 9.15). Ele, ao entregar-se por nós, remiu-nos "de toda iniquidade [gr. anomia]" (Tt 2.14), mas não para usar a "liberdade para dar ocasião à carne" (Gl 5.13) ou como "cobertura da malícia" (1 Pe 2.16). (Anomia é a mesma palavra que Paulo usa em 2,Tessalonicenses 2.3, ao referir-se ao "homem do pecado".) O propósito de CRISTO ao redimir-nos é "purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras" (Tt 2.14).

Pedro diz que "fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que, por tradição, recebestes dos vossos pais" (1 Pe 1.18). Não podemos ter certeza de quem são os "pais". Seriam pagãos, judeus, ou ambos? Ambos, provavelmente, pois o Novo Testamento considera fúteis os modos pagãos (At 14.15; Rm 1.21; Ef 4.17) e também vê certa futilidade nas práticas externas da religião judaica (At 15.10; Gl 2.16; 5.1; Hb 9.10,25,26; 10.3,4). Haverá, também, uma redenção final dos gemidos e dores da era presente quando acontecer a ressurreição, e veremos o resultado de termos sido adotados como filhos de DEUS mediante a obra de CRISTO na nossa redenção (Rm 8.22,23).

Os evangélicos crêem que o Novo Testamento ensina haver CRISTO pago o preço pleno do resgate para nos libertar. Sua é a obra objetiva da expiação, cujos benefícios, quando aplicados a nós, não deixam nada a ser completado por nós. E uma obra definitiva, não poderá ser repetida. Uma obra incomparável, que jamais será imitada ou compartilhada por outros.

 

O Alcance da Obra Salvífica de CRISTO

Há entre os cristãos uma diferença significativa de opiniões quanto à extensão da obra salvífica de CRISTO. Por quem Ele morreu? Os evangélicos, de modo global, rejeitam a doutrina do universalismo absoluto (isto é, o amor divino não permitirá que nenhum ser humano ou mesmo o diabo e os anjos caídos permaneçam eternamente separados dEle). O universalismo postula que a obra salvífica de CRISTO abrange todas as pessoas, sem exceção. Além dos textos bíblicos que demonstram ser a natureza de DEUS de amor e de misericórdia, o versículo chave do universalismo é Atos 3.21, onde Pedro diz que JESUS deve permanecer no Céu "até aos tempos da restauração de tudo". Alguns entendem que a expressão grega apokastaseõs pantõn ("restauração de todas as coisas") tem significado absoluto, ao invés de simplesmente "todas as coisas, das quais DEUS falou pela boca de todos os seus santos profetas". Embora as Escrituras realmente se refiram a uma restauração futura (Rm 8.18-25; 1 Co 15.24-26; 2 Pe 3.13), não podemos, à luz dos os ensinos bíblicos sobre o destino eterno dos seres humanos e dos anjos, usar esse versículo para apoiar o universalismo. Fazer assim seria uma violência exegética contra o que a Bíblia tem a dizer deste assunto.

Entre os evangélicos, a diferença acha-se na escolha entre o particularismo, ou expiação limitada (CRISTO morreu somente pelas pessoas soberanamente eleitas por DEUS), e o universalismo qualificado (CRISTO morreu por todos, mas sua obra salvífica é levada a efeito somente naqueles que se arrependem e creem). O fato de existir uma nítida diferença de opinião entre crentes bíblicos igualmente devotos aconselha-nos a evitar a dogmatização extrema que temos visto no passado e ainda hoje. Os dois pontos de vista, cada um pertencente a uma doutrina específica da eleição, têm sua base na Bíblia e na lógica. Os dois concordam que a questão não é de aplicação. Nem todos serão salvos. Os dois concordam que, direta ou indiretamente, todas as pessoas receberão benefícios da obra salvífica de CRISTO. O ponto de discórdia está na intenção divina: tornar a salvação possível a todos ou somente para os eleitos?

Os particularistas olham para os textos bíblicos que dizem que CRISTO morreu pelas ovelhas (Jo 10.11, 15), pela Igreja (Ef 5.25; At 20.28) ou por "muitos" (Mc 10.45). Citam também numerosas passagens que, em seus respectivos contextos, claramente associam os que crêem à obra expiadora de CRISTO (Jo 17.9; Gl 1.4; 3.13; 2 Tm 1.9; Tt 2.3; 1 Pe 2.24). Os particularistas argumentam: (1) Se CRISTO morreu por todos, DEUS estaria sendo injusto se alguém perecesse pelos seus próprios pecados, pois CRISTO tomou sobre si a penalidade total, pelos pecados de todos. DEUS não cobraria duas vezes a mesma dívida. (2) A doutrina da expiação ilimitada leva logicamente ao universalismo, pois pensar de outra maneira lançaria dúvidas sobre a eficácia da obra de CRISTO, que era para "todos". (3) A exegese e a hermenêutica sadias deixam claro que a linguagem universal nem sempre é absoluta (cf. Lc 2.1; Jo 12.32; Rm 5.18; Cl 3.11).

Os defensores do universalismo qualificado argumentam: (1) Somente este dá sentido à oferta sincera do Evangelho a todas as pessoas. Os oponentes respondem que a ordem no sentido de pregar o Evangelho a todos acha-se na Grande Comissão. Uma vez que a Bíblia ensina a eleição e não sabemos quais são os eleitos (cf. At 18.10: "Tenho muito povo nesta cidade [Corinto]"), devemos pregar a todos. Mas seria esta uma oferta genuína da parte de DEUS, que diz: "Todo aquele que desejar", quando Ele sabe que isso não é realmente possível? (2) Antes da ascensão do calvinismo, o universalismo qualificado havia sido a opinião majoritária desde o início da Igreja. "Entre os reformadores, a doutrina encontra-se em Lutero, Melanchthon, Bullinger, Latimer, Cranner, Coverdale e até mesmo Calvino, em alguns de seus comentários. Por exemplo, Calvino diz... a respeito de Marcos 14.24, 'que por muitos é derramado: Com a palavra muitos, Marcos quer dizer, não uma mera parte do mundo, mas a raça humana inteira'". (3) As acusações de que, se fosse verdade uma expiação ilimitada DEUS seria injusto e que o universalismo seria a conclusão lógica, não podem ser sustentadas. Até mesmo os eleitos precisam crer para ser salvos. A aplicação da obra de CRISTO não é automática. Se alguém optar por não crer, não significa que CRISTO não tenha morrido por ele ou que se pode lançar suspeitas sobre o caráter de DEUS.

O ponto crucial da defesa, no entanto, é não se poder facilmente desconsiderar o significado óbvio dos textos universalistas. Diz Millard Erickson: "A hipótese da expiação universal consegue levar em conta um segmento maior do testemunho bíblico com menos distorção que a hipótese da expiação limitada". Por exemplo, Hebreus 2.9 diz que JESUS, pela graça de DEUS, provou a morte para "todos". Fica bastante fácil argumentar que o contexto (2.10-13) não significa todos de modo absoluto, mas os "muitos filhos" que JESUS traz à glória. Semelhante conclusão, no entanto, vai além da credibilidade exegética. Além disso, há um sentido universal no contexto (2.5-8,15). Quando a Bíblia diz que "DEUS amou o mundo de tal maneira" (Jo 3.16) ou que CRISTO é "o Cordeiro de DEUS, que tira o pecado do mundo" (Jo 1.29) ou que Ele é "o Salvador do mundo" (1 Jo 4.14), significa isso mesmo.

Certamente a Bíblia emprega a palavra "mundo" num sentido qualitativo, referindo-se ao sistema maligno que Satanás domina. Mas CRISTO não morreu em favor de um sistema. Entregou sua vida em favor das pessoas que dele fazem parte. Em texto algum do Novo Testamento, "mundo" se refere à Igreja ou aos eleitos. Paulo diz que JESUS "Se deu a si mesmo em preço de redenção por todos" (1 Tm 2.6) e que DEUS "quer que todos os homens se salvem" (1 Tm 2.4). Em 1 João 2.1,2, temos uma separação explícita entre os crentes e o mundo e uma afirmação de que JESUS CRISTO, o Justo, "é a propiciação" (v. 2) para ambos. H. C. Thiessen reflete o pensamento do Sínodo de Dort (1618-19): "Concluímos que a expiação é ilimitada no sentido de estar à disposição de todos; é limitada no sentido de ser eficaz somente para aqueles que crêem. Está à disposição de todos, mas é eficiente apenas para os eleitos".

 

A Ordem da Salvação

DEUS, por sua infinita bondade e justiça, enviou seu Filho unigénito à cruz a fim de suportar a penalidade total do pecado e poder perdoar livremente e com justiça todos quantos comparecerem diante dEle. Como isso acontece na vida de uma pessoa? Pensar a respeito da aplicação da obra de CRISTO a nós leva a considerar a chamada ordo salutis ("ordem da salvação"), expressão que remonta a 1737, atribuída ao teólogo luterano Jakob Karpov, embora a ideia propriamente dita seja mais antiga. Qual a ordem lógica (não a cronológica) na qual experimentamos o processo de passar de um estado pecaminoso para o da plena salvação? A Bíblia não oferece uma ordem específica, embora se ache embrionariamente em Efésios 1.11-14 e em Romanos 8.28-30, onde Paulo alista a presciência, a predestinação, o chamamento, a justificação e a glorificação, sendo cada conceito edificado na ideia anterior.

O catolicismo romano direciona essa ordem aos sacramentos, isto é: ao batismo, no qual a pessoa experimenta a regeneração; à confirmação, na qual a pessoa recebe o ESPÍRITO SANTO; à eucaristia, a participação da presença física de CRISTO; à penitência, o perdão dos pecados não-mortais; e à extrema-unção, quando a pessoa recebe a certeza da entrada no Reino de DEUS.

Entre os protestantes, a diferença está primariamente entre a abordagem reformada e (de modo geral) a wesleyana. A opinião que seguimos depende da nossa doutrina da depravação. Subentenderia esta uma incapacidade total, onde a pessoa necessita da obra regeneradora do ESPÍRITO SANTO para tornar-se capaz de se arrepender e crer - a posição reformada? Neste caso, a ordem seria eleição, predestinação, presciência, chamamento, regeneração, arrependimento, fé, justificação, adoção, santificação e glorificação. Ou subentende que, por continuarmos a levar em nós a imagem de DEUS, mesmo no estado caído, temos a capacidade de corresponder com arrependimento e fé quando DEUS nos atrai a si? Neste caso, a ordem seria presciência, eleição, predestinação, chamamento, arrependimento, fé, regeneração e os demais. A diferença encontra-se na ordem dos três primeiros, que se referem à atividade de DEUS na eternidade, e no posicionamento da regeneração nessa ordem. A segunda das duas ordens é o ponto de vista adotado nesse capítulo.

 

O Arrependimento e a Fé

O arrependimento e a fé são os dois elementos essenciais da conversão. Envolvem uma "virada contra" (o arrependimento) e uma "virada para" (a fé). As palavras primárias, no Antigo Testamento, para expressar a ideia de arrependimento são shuv ("virar para trás", "voltar") e nicham ("arrepender-se", "consolar"). Shuv ocorre mais de cem vezes no sentido teológico, seja quanto ao desviar-se de DEUS (1 Sm 15.11; Jr 3.19), seja no sentido de voltar para DEUS Qr 3.7; Os 6.1). A pessoa também pode desviar-se do bem (Ez 18.24, 26) ou desviar-se do mal (Is 59.20; Ez 3.19), isto é, arrepender-se. O verbo nicham tem um aspecto emocional que não fica evidente em shuv; mas ambas as palavras transmitem a ideia do arrependimento.

O Novo Testamento emprega epistrephõ no sentido de "voltar-se" para DEUS (At 15.19; 2 Co 3.16) e metanoeõ/ metanoia para a idéia de "arrependimento" (At 2.38; 17.30; 20.21; Rm 2.4). Utiliza-se de metanoeõ para expressar o significado de shuv, que indica uma ênfase à mente e à vontade. Mas também é certo que metanoia, no Novo Testamento, é mais que uma mudança intelectual. Ressalta o fato de uma reviravolta da pessoa inteira, que passa a operar uma mudança fundamental de atitudes básicas.

Embora o arrependimento por si só não possa nos salvar, é impossível ler o Novo Testamento sem tomar consciência da ênfase deste sobre aquele. DEUS "anuncia agora a todos os homens, em todo lugar, que se arrependam" (At 17.30). A mensagem inicial de João Batista (Mt 3.2), de JESUS (Mt 4.17) e dos apóstolos (At 2.38) era "Arrependei-vos!"85 Todos devem arrepender-se, porque todos pecaram e destituídos estão da glória de DEUS (Rm 3.23).

Embora o arrependimento envolva as emoções e o intelecto, é a vontade que está mais profundamente envolvida. Quanto a isso, basta citarmos como exemplos os dois Herodes. O evangelho de Marcos apresenta o enigma de Herodes Antipas, um déspota imoral que encarcerou João Batista por ter este denunciado o casamento com a esposa de seu irmão Filipe, mas ao mesmo tempo "Herodes temia a João, sabendo que era varão justo e santo" (Mc 6.20). Segundo parece, Herodes acreditava em algum tipo de ressurreição (6.16). Portanto, possuía algum entendimento teológico. Dificilmente poderíamos imaginar que João Batista não lhe tenha proporcionado uma oportunidade de se arrepender.

Paulo confrontou Herodes Agripa II com a própria crença do rei nas declarações proféticas a respeito do Messias, mas o rei não quis ser persuadido a tornar-se cristão (At 26.28). Não quis arrepender-se, embora não negasse a veracidade do que Paulo lhe dizia a respeito de CRISTO. Todos nós precisamos dizer, assim como o filho pródigo: "Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai" (Lc 15.18). A conversão subentende "voltar-se contra" o pecado, mas igualmente "voltar-se para" DEUS. Embora não devamos sugerir uma dicotomia absoluta entre as duas ações (pois só quem confia em DEUS dá o passo do arrependimento), não está fora de propósito uma distinção. Quando cremos em DEUS e confiamos totalmente nEle, voltamo-nos para Ele.

Entre as declarações bíblicas sobre o assunto, esta é a fundamental: "Abraão creu [heb. 'aman] no Senhor, e foi-lhe imputado isto por justiça" (Gn 15.6).86 Moisés ligou a rebelião e desobediência dos israelitas à sua falta de confiança no Senhor (Dt 9.23,24). A infidelidade de Israel (Jr 3.6-14) forma um nítido contraste com a fidelidade de DEUS (Dt 7.9; SI 89.1-8; Os 2.2,5; cf Os 2.20). A fé abrange a confiança. Podemos "depender" do Senhor ou nEle "fiar-nos" (heb. batach) com confiança. Quem assim fizer será bem-aventurado (Jr 17.7). Alegramo-nos porque podemos confiar no seu nome (SI 33.21) e no seu amor inabalável (SI 13.5). Podemos também "refugiar-nos" (heb. chasah) nEle, conceito este que afirma a fé (SI 18.30; ver também Is 57.13).

No Novo Testamento, o verbo pisteuõ ("creio, confio") e o substantivo pistis ("fé") ocorrem cerca de 480 vezes.87 Poucas vezes o substantivo reflete a ideia da fidelidade como no Antigo Testamento (por exemplo, Mt 23.23; Rm 3.3; Gl 5.22; Tt 2.10; Ap 13.10). Pelo contrário, normalmente funciona como um termo técnico, usado quase exclusivamente para se referir à confiança ilimitada (com obediência e total dependência) em DEUS (Rm 4.24), em CRISTO (At 16.31), no Evangelho (Mc 1.15) ou no nome de CRISTO (Jo 1.12). Tudo isso deixa claro que, na Bíblia, a fé não é "um salto no escuro".

Somos salvos pela graça mediante a fé (Ef 2.8). Crer no Filho de DEUS leva à vida eterna (Jo 3.16). Sem fé, não poderemos agradar a DEUS (Hb 11.6). A fé, portanto, é a atitude da nossa dependência confiante e obediente em DEUS e na sua fidelidade. Essa fé caracteriza todo filho de DEUS fiel. E o nosso sangue espiritual (Gl 2.20).

Pode-se argumentar que a fé salvífica é um dom de DEUS, até mesmo dizer que a presença de anseios religiosos, inclusive entre os pagãos, nada tem a ver com a presença ou exercício da fé. A maioria dos evangélicos, no entanto, afirma que semelhantes anseios, universalmente presentes, constituem-se evidências favoráveis à existência de um DEUS, a quem se dirigem. Seriam tais anseios inválidos em si mesmos, à parte da atividade divina direta?

Não podemos, obviamente, exercer a fé salvífica à parte da capacitação divina. Mas ensina a Bíblia que, quando cremos, estamos simplesmente devolvendo o dom de DEUS? Seria necessário, para protegermos o ensino bíblico da salvação pela graça mediante a fé somente, insistir que a fé não é realmente nossa, mas de DEUS? Alguns citam determinados versículos como evidências em favor de semelhante opinião. J. I. Packer diz: "DEUS, portanto, é o autor de toda a fé salvífica (Ef 2.8; Fp 1.29)". H. C. Thiessen afirma que há "um lado divino da fé, e um lado humano", e então declara: "A fé é um dom de DEUS (Rm 12.3; 2 Pe 1.1) outorgado soberanamente pelo ESPÍRITO de DEUS (1 Co 12.9; cf. Gl 5.22). Paulo diz que todos os aspectos da salvação são um dom de DEUS (Ef 2.8), e por certo a fé está incluída aí".

E necessário perguntar, no entanto: Indicam todas as referências citadas inequivocamente a fé "salvífica"? Parece que Romanos 12.3 e 1 Coríntios 12.9 não se referem a ela, e Gálatas 5.22 certamente não. A fé considerada nesses versículos é a fé (ou fidelidade) demonstrada pelos crentes na contínua experiência cristã. O versículo em Efésios desperta dúvidas, porque "fé" é feminino e "isso" é neutro (em grego). Normalmente, o pronome concorda com o antecedente quanto ao seu gênero. Paulo quer dizer que a questão inteira de sermos salvos é dádiva de DEUS, ao invés de conquistarmos a salvação pelas nossas boas obras. Louis Berkhof diz: "A verdadeira fé salvífica é a que tem seu centro no coração e está arraigada na vida regenerada". Poderíamos olhar para aqueles versículos de modo diferente? Por exemplo: "A fé... é a resposta do homem. E DEUS quem possibilita a fé, mas a fé (o ato de crer) não é de DEUS, mas do homem". A fé não é obra, mas sim a mão estendida que se abre para aceitar a dádiva divina da salvação.

A Regeneração

Quando correspondemos ao chamado divino e ao convite do ESPÍRITO e da Palavra, DEUS realiza atos soberanos que nos introduzem na família do seu Reino: regenera os que estão mortos nos seus delitos e pecados; justifica os que estão condenados diante de um DEUS santo; e adota os filhos do inimigo. Embora estes atos ocorram simultaneamente naquele que crê, é possível examiná-los separadamente.

A regeneração é a ação decisiva e instantânea do ESPÍRITO SANTO, mediante a qual Ele cria de novo a natureza interior. O substantivo grego (palingenesia) traduzido por "regeneração" aparece apenas duas vezes no Novo Testamento. Mateus 19.28 emprega-o com referência aos tempos do fim. Somente em Tito 3.5 se refere à renovação espiritual do indivíduo. Embora o Antigo Testamento tenha em vista a nação de Israel, a Bíblia emprega várias figuras de linguagem para descrever o que acontece. O Senhor "tirará da sua carne o coração de pedra e lhes dará um coração de carne" (Ez 11.19). DEUS diz: "Espalharei água pura sobre vós, e ficareis purificados... E vos darei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo... E porei dentro de vós o meu espírito e farei que andeis nos meus estatutos" (Ez 36.25-27). DEUS colocará a sua lei "no seu interior e a escreverá no seu coração" (Jr 31.33). Ele "circuncidará o teu coração... para amares ao Senhor" (Dt 30.6).

O Novo Testamento apresenta a figura do ser criado de novo (2 Co 5.17) e a da renovação (Tt 3.5), porém a mais comum é a de "nascer" (gr. gennaõ, "gerar" ou "dar à luz"). JESUS disse: "Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de DEUS" (Jo 3.3). Pedro declara que DEUS, em sua grande misericórdia; "nos gerou de novo para uma viva esperança" (1 Pe 1.3). E uma obra que somente DEUS realiza. Nascer de novo diz respeito a uma transformação radical. Mas ainda se faz mister um processo de amadurecimento. A regeneração é o início do nosso crescimento no conhecimento de DEUS, na nossa experiência de CRISTO e do ESPÍRITO e no nosso caráter moral.

 

AJUDA BIBLIOGRÁFICA

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SOTERIOLOGIA - AS GRANDES DOUTRINAS DA BÍBLIA - Pr. Raimundo de Oliveira - CPAD

Comentário Bíblico TT W. W. Wiersbe

Teologia Sistemática Pentecostal - A Doutrina da Salvação - Antonio Gilberto - CPAD

A TENTAÇÃO E A QUEDA - Comentário Neves de Mesquita

Bíblia The Word.

TERMOS BÍBLICOS PARA SALVAÇÃO - BEP - SALVAÇÃO

Teologia Sistemática - Conhecendo as Doutrinas da Bíblia - A Salvação - Myer Pearman - Editora Vida

CRISTOLOGIA - A doutrina de JESUS CRISTO - Esequias Soares - CPAD

Conhecendo as Doutrinas da Bíblia - Myer Pearman - Editora Vida

Dicionário Bíblico Wycliffe – CPAD

FONTE PAZDOSENHOR.COM  / WWW.MAURICIOBERWALD.COMUNIDADES.NET