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LIÇÃO JOVENS 1 TRIMESTRE 2018 EVANGELHO DE MATEUS
LIÇÃO JOVENS 1 TRIMESTRE 2018 EVANGELHO DE MATEUS

LIÇÃO JOVENS 1 TRIMESTRE 2018 EVANGELHO DE MATEUS


 

 TODAS LIÇÕES JOVENS EVANGELHO DE MATEUS 1 TRIMESTRE 2018 CPAD

 

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD

JOVENS

1º Trimestre de 2018

Título: Seu Reino não terá fim — Vida e obra de Jesus segundo o Evangelho de Mateus

Comentarista: Natalino das Neves

Lição 1: O Evangelho de Mateus

Data: 7 de Janeiro de 2018

 

TEXTO DO DIA

 

 

“Livro da geração de Jesus Cristo, Filho de Davi, Filho de Abraão” (Mt 1.1).

 

 

 

SÍNTESE

 

 

O objetivo principal do Evangelho de Mateus é mostrar que Jesus é o Messias que foi anunciado pelos profetas no Antigo Testamento.

 

 

 

AGENDA DE LEITURA

 

 

SEGUNDA — Mt 1.1

 

Jesus é da descendência davídica

 

 

 

 

 

 

TERÇA — Mt 1.2

 

A genealogia de Jesus começa por Abraão

 

 

 

 

 

 

QUARTA — Mt 1.16

 

A descendência davídica de Jesus é herdada por meio de seu pai terreno, José

 

 

 

 

 

 

QUINTA — Mt 5.17

 

Jesus veio para cumprir a Lei e os profetas

 

 

 

 

 

 

SEXTA — Mt 16.18

 

Mateus é o único dos evangelistas que menciona a Igreja

 

 

 

 

 

 

SÁBADO — Mt 28.18-20

 

A Igreja é chamada para cumprir as ordenanças de Jesus

 

 

 

OBJETIVOS

 

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

 

PONTUAR a autoria, a data e a relação sinótica do Evangelho de Mateus;

APRESENTAR a genealogia de Jesus em Mateus;

EXPOR a teologia do Evangelho de Mateus.

 

 

INTERAÇÃO

 

 

Professor(a), com a graça de Deus estamos iniciando um novo ano e um novo trimestre. Estudaremos o Evangelho de Mateus. Esse Evangelho foi o que mais influenciou a história da igreja cristã. É importante que você busque obter um bom comentário a respeito do Evangelho de Mateus. Sugerimos o Comentário de Mateus & Marcos: À luz do Novo Testamento Grego, da CPAD. Sugerimos também que você adquira o livro de apoio do trimestre, pois ele amplia o conteúdo de cada lição.

 

Antes de iniciar a lição em classe, apresente o comentarista do trimestre: Natalino das Neves, pastor auxiliar na IEADC (Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Curitiba), Doutor em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná — PUC-PR.

 

 

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

 

Sugerimos que antes de iniciar o trimestre você faça a leitura de todo o Evangelho de Mateus. Procure também ler todas as lições da revista. Depois, a cada semana estude a lição específica que vai lecionar. Se possível, consulte outras obras que tratem a respeito do tema e prepare um esboço da lição destacando os pontos principais de cada tópico em forma de frases. Se possível, a cada aula, elabore apresentações em PowerPoint ou outro software de apresentação que você disponha.

 

Durante a aula, jamais leia a revista. Apresente os principais pontos e incentive a participação de todos. Aproveite o início do trimestre para estimular os alunos a estudarem previamente a lição em suas casas.

 

 

 

TEXTO BÍBLICO

 

 

Mateus 1.1-17.

 

 

 

1 — Livro da geração de Jesus Cristo, Filho de Davi, Filho de Abraão.

 

2 — Abraão gerou a Isaque, e Isaque gerou a Jacó, e Jacó gerou a Judá e a seus irmãos,

 

3 — e Judá gerou de Tamar a Perez e a Zerá, e Perez gerou a Esrom, e Esrom gerou a Arão.

 

4 — Arão gerou a Aminadabe, e Aminadabe gerou a Naassom, e Naassom gerou a Salmom,

 

5 — e Salmom gerou de Raabe a Boaz, e Boaz gerou de Rute a Obede, e Obede gerou a Jessé.

 

6 — Jessé gerou ao rei Davi, e o rei Davi gerou a Salomão da que foi mulher de Urias.

 

7 — Salomão gerou a Roboão, e Roboão gerou a Abias, e Abias gerou a Asa,

 

8 — e Asa gerou a Josafá, e Josafá gerou a Jorão, e Jorão gerou a Uzias,

 

9 — e Uzias gerou a Jotão, e Jotão gerou a Acaz, e Acaz gerou a Ezequias.

 

10 — Ezequias gerou a Manassés, e Manassés gerou a Amom, e Amom gerou a Josias,

 

11 — e Josias gerou a Jeconias e a seus irmãos na deportação para a Babilônia.

 

12 — E, depois da deportação para a Babilônia, Jeconias gerou a Salatiel, e Salatiel gerou a Zorobabel,

 

13 — e Zorobabel gerou a Abiúde, e Abiúde gerou a Eliaquim, e Eliaquim gerou a Azor,

 

14 — e Azor gerou a Sadoque, e Sadoque gerou a Aquim, e Aquim gerou a Eliúde,

 

15 — e Eliúde gerou a Eleazar, e Eleazar gerou a Matã, e Matã gerou a Jacó,

 

16 — e Jacó gerou a José, marido de Maria, da qual nasceu JESUS, que se chama o Cristo.

 

17 — De sorte que todas as gerações, desde Abraão até Davi, são catorze gerações; e, desde Davi até a deportação para a Babilônia, catorze gerações; e, desde a deportação para a Babilônia até Cristo, catorze gerações.

 

 

 

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

 

 

INTRODUÇÃO

 

 

 

Neste trimestre estudaremos o Evangelho de Mateus, o primeiro dos Evangelhos Sinóticos e o mais lido e estudado desde os primórdios do cristianismo. Ele apresenta uma estrutura marcadamente didática, distribuída por cinco grandes discursos, que são intercalados por narrativas. Em seu conteúdo se destacam o Sermão do Monte, as parábolas a respeito do Reino dos Céus, as orientações de Jesus para a Igreja e o discurso escatológico. Quando lemos o Evangelho de Mateus, podemos perceber suas características judaicas, que estimularam grupos judeu-cristãos a usá-lo.

 

Nesta primeira lição abordaremos as questões introdutórias, como por exemplo, a data e o ano em que foi escrito, bem como a genealogia de Jesus.

 

 

 

  1. QUESTÕES INTRODUTÓRIAS

 

 

 

  1. Autoria e data. A autoria do primeiro Evangelho, como apresentado na ordem canônica, é atribuída a Mateus, o publicano que se tornou discípulo de Jesus. A Igreja Primitiva considerava-o autor do Evangelho assim como os pais da Igreja: Orígenes, Tertuliano e Eusébio. Quanto à data, situa-se entre os anos 60 d.C. e 85 d.C.

 

  1. A relação sinótica dos Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas. A partir do século XVIII, os três primeiros Evangelhos passaram a ser conhecidos como sinóticos (synopsis = visão de conjunto). Em uma análise da organização narrativa da vida e obra de Jesus no Evangelho de João comparada com a dos livros sinóticos fica evidente a diferença entre eles, e consequentemente o motivo dele não pertencer ao grupo.

 

As similaridades entre os três Evangelhos sinóticos conduzirão em determinados momentos uma análise comparativa de textos de Mateus com os Evangelhos de Marcos e Lucas. Essa análise contribuirá para a interpretação do texto em apreciação. Mateus e Lucas possuem maior volume e, consequentemente, maior detalhamento de alguns episódios, como por exemplo: tentação, infância e discursos de Jesus. Desse modo, os Evangelhos de Mateus e Lucas tem um conteúdo maior que Marcos, mas eles se complementam. As semelhanças entre eles deram-lhes o título de Evangelhos sinóticos.

 

  1. Organização em blocos narrativos e discursivos. Mateus está organizado em blocos narrativos e discursivos. Nos blocos narrativos são apresentados relatos de uma série de eventos que cobrem certo período e variedade de locais. A apresentação da região e a cidade (Cafarnaum) onde Jesus reside e convoca seus primeiros discípulos, o padrão de sua atuação na região e a popularidade conquistada é um exemplo de bloco narrativo.

 

Mateus faz com requinte a relação entre agrupamentos narrativos e discursivos, preservando a ênfase nos discursos de Jesus. Como exemplo a conexão entre o agrupamento narrativo (Mt 3,4,8,9) e o agrupamento discursivo (Mt 5-7,10). Assim Mateus dá ênfase no ensino de Jesus, de forma que seus seguidores possam se tornar cada vez mais disciplinados, guardando todas as coisas que Ele tem ensinado (Mt 28.20).

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

Jesus ensinou que devemos guardar todas as coisas que Ele tem ensinado. Jovem, o que você tem feito para saber e fazer o que Ele ensinou?

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

Mesmo que não haja unanimidade a respeito da data do Evangelho de Mateus, o mais importante é o conteúdo dos ensinamentos de Cristo.

 

 

 

 

 

 

  1. A GENEALOGIA DE JESUS EM MATEUS

 

 

 

  1. A genealogia de Jesus, o Messias. A relação do evangelista com a tradição e modo de pensar dos rabinos influencia a organização das gerações de Abraão até Jesus. Ele divide em três grupos de gerações: de Abraão ao estabelecimento do reino sob Davi (Mt 1.2-6); de Davi ao fim da monarquia (exílio babilônico) (Mt 1.6-11) e do período do exílio babilônico ao nascimento de Jesus (Mt 1.12-16).

 

O evangelista tinha um objetivo específico ao descrever a genealogia de Jesus: demonstrar que Ele era o Messias prometido. Mateus o relaciona com a casa real, como descendente direto do rei Davi, figura ligada à expectativa messiânica. Também enfatiza a descendência abraâmica, pois o grande patriarca é considerado o pai da nação israelita. Ele recebeu a promessa divina de que sua descendência seria grande e abençoada. Abraão é uma figura importante para o cristianismo como o pai de todo aquele que crê, por meio de seu exemplo de fé e vínculo com Jesus.

 

  1. As mulheres na genealogia de Jesus. Na leitura da genealogia de Jesus salta aos olhos a menção de três mulheres: Rute, Raabe e Tamar. Para a cultura da época a menção de mulheres já era um fato relevante pois elas geralmente, não eram mencionadas nas genealogias. O que surpreende ainda mais é o fato de que estas mulheres, segundo a tradição judaica, jamais teriam condições de entrar na genealogia do Rei dos reis, pois Rute, embora tivesse um caráter ilibado, era moabita. Raabe ganhava a vida como prostituta (Js 2.1), e Tamar seduziu e enganou o seu sogro (Gn 38). Além dessas três mulheres é citada também Bate-Seba, esposa de Urias, que se tornou conhecida pelo adultério com Davi (2Sm 11.3-5). Para a cultura judaica, estas mulheres eram consideradas moralmente corrompidas e, portanto, sem nenhuma possibilidade de fazerem parte da linha sucessória do Messias. No entanto, Deus não se submete às culturas, pois está atento aos corações das pessoas.

 

  1. Uma genealogia onde os excluídos são incluídos. As mulheres não eram as únicas “excluídas” a serem incluídas na genealogia de Jesus. Mateus coloca várias personagens excluídas da sociedade judaica em papéis principais nos discursos de Jesus. Esta inclusão parece ser proposital, principalmente pelo ambiente judaico desse Evangelho. O evangelista destaca que o Messias viria para salvar o seu povo de seus pecados (Mt 1.21). Ao mesmo tempo, ele descreve o encontro de Jesus com pessoas estrangeiras que são alcançadas pela sua graça e misericórdia (Mt 4.23-25). Demonstra que sua missão não era exclusiva para os judeus, mas universal. A universalidade da missão de Jesus é explicada de forma exaustiva pelo apóstolo Paulo, principalmente na Epístola aos Romanos, ao incluir tanto judeus como gentios como receptores da graça de Deus.

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

Mateus demonstrou que a missão de Jesus era inclusiva. Jovem, você tem feito o possível para falar de Jesus a todos? Como tem lidado com os “excluídos”?

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

A genealogia de Jesus nos dá um grande exemplo de inclusão social, pois a tendência humana é “esconder” das ascendências os excluídos pela sociedade.

 

 

 

 

 

 

III. A TEOLOGIA DE MATEUS

 

 

 

  1. O Messias e a proclamação da chegada do Reino dos Céus. A figura do Messias está estritamente relacionada com a proclamação do Reino dos Céus. Esses temas ficam mais evidentes no início e no fim do Evangelho. O título “Filho de Deus” é citado sempre em momentos cruciais do Evangelho: no batismo de Jesus (Mt 3.17); na confissão de Pedro (Mt 16.16); na transfiguração (Mt 17.5), no julgamento e na cruz (Mt 26.63; 27.40,43,54). Outra expressão importante relacionada à messianidade de Jesus é “Filho de Davi”, que ocorre 10 vezes em Mateus.

 

Mateus demonstra que Jesus é, de fato, o Filho de Deus prometido no Antigo Testamento. Verdadeiro Homem e Verdadeiro Deus.

 

No Reino dos Céus proclamado por Jesus, a forma de governo é diferente dos impérios humanos que dominam os povos. O Reino dos Céus implica justiça, paz e a alegria que somente Deus pode dar. Assim a identidade messiânica de Jesus, o Reino dos Céus e temas recorrentes (a justiça e a Lei) são os principais focos teológicos do Evangelho de Mateus.

 

  1. O Evangelho de Mateus e a Igreja. Mateus menciona a Igreja por duas vezes (Mt 16.18; 18.18), enquanto o termo não é mencionado nos demais Evangelhos. Em seus escritos, a comunidade cristã é incentivada a manter a fé em Cristo e a seguir suas diretrizes fundamentais e aos seus líderes. Os grandes discursos do Evangelho contêm as principais diretrizes à Igreja.

 

Mateus recomenda a fé em Cristo e a humildade para se evitar a queda e os escândalos, aos quais todas as pessoas estão sujeitas (Mt 18.1-9). Ele alerta a respeito dos falsos profetas (Mt 7.15) e da existência tanto de santos como de pecadores na Igreja, cuja diferença ficará evidente apenas no Dia do Senhor (Mt 13.36-43; 22.11-14). No Evangelho de Mateus, o estilo de vida apostólico e missionário é descrito (Mt 9.36-11.1) e a Igreja é chamada para cumprir a sua missão evangelizadora (Mt 28.19,20).

 

  1. O uso do Antigo Testamento em Mateus. O evangelista utiliza, pelo menos, uma série de 10 citações do Antigo Testamento para demonstrar que tudo que aconteceu na vida e ministério de Jesus estava previsto, principalmente nos profetas (Mt 1.23; 2.15,23; 4.14-16; 8.17; 12.17-21; 13.35; 21.4,5; 27.9).

 

O cuidado de Mateus em demonstrar o cumprimento das profecias na vida e obra de Jesus tinha como objetivo demonstrar que o Messias não veio para destruir ou anular, mas para cumprir a Lei e os profetas (Mt 5.17). Principalmente por meio de sua morte na cruz, que era de difícil entendimento para um judeu, mesmo convertido ao cristianismo. Essa dificuldade será analisada com mais profundidade na lição 11.

 

A utilização de textos do Antigo Testamento para explicar os acontecimentos da vida de Jesus e sua obra foi uma importante estratégia de Mateus para demonstrar que o plano histórico-salvifico de Deus é único, tanto para judeus como para gentios.

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

Mateus teve o cuidado de identificar cada etapa e evento importante da vida de Jesus com as Escrituras. Jovem, qual valor você tem dado à Palavra de Deus?

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

Os títulos “Filho de Deus” e “Filho de Davi”, atribuídos a Jesus, são expressões messiânicas que Mateus usa para identificá-lo com o Messias prometido.

 

 

 

 

 

 

CONCLUSÃO

 

 

 

Na lição de hoje, uma introdução ao Evangelho de Mateus, aprendemos que os Evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas) evidenciam detalhes diferentes da vida e obra de Jesus, mas são coerentes no conteúdo. Que a genealogia mateana de Jesus tem o objetivo de apresentá-lo como o Messias, cujo Reino é universal incluindo judeus e gentios e que a teologia principal de Mateus é apresentar o Reino dos Céus por meio da Igreja e em concordância com o Antigo Testamento.

 

 

 

ESTANTE DO PROFESSOR

 

 

RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 7ª Edição. RJ: CPAD, 2012.

 

 

 

HORA DA REVISÃO

 

 

  1. Qual a data mais provável em que foi escrito o Evangelho de Mateus?

 

A data situa-se entre os anos 60 d.C. e 85 d.C.

 

 

 

  1. Como está organizado o Evangelho de Mateus?

 

O Evangelho de Mateus está organizado em blocos narrativos e discursivos.

 

 

 

  1. Qual o objetivo de Mateus ao descrever a genealogia de Jesus?

 

O evangelista tinha como objetivo demonstrar que Jesus era o Messias prometido.

 

 

 

  1. Por que surpreende o fato das mulheres, Tamar, Raabe e Rute entrarem na genealogia judaica de Jesus?

 

O que surpreende ainda mais é o fato de que estas mulheres, segundo a tradição judaica, jamais teriam condições de entrar na genealogia do Rei dos reis, pois Rute, embora tivesse um caráter ilibado, era moabita. Raabe ganhava a vida como prostituta, e Tamar seduziu e enganou seu sogro.

 

 

 

  1. De acordo com a lição, quais são os principais focos teológicos do Evangelho de Mateus?

 

Os principais focos são o Messias e a proclamação da chegada do Reino dos Céus.

 

 

 

SUBSÍDIO I

 

 

O Evangelho de Mateus

 

 

 

“Data

 

Como no caso da maioria dos livros do Novo Testamento, a data é incerta. Escritores mais antigos consideraram Mateus como tendo sido escrito por volta de 60 d.C. A maioria dos estudiosos hoje prefere 80 ou 85 d.C.

 

Local da Escrita

 

Novamente há duas opiniões principais. A opinião tradicional é a de que o Evangelho de Mateus foi escrito na Palestina (cf. ‘Judeia’). Streeter diz que o local foi Antioquia da Síria, e ele é seguido pela maioria dos estudiosos hoje. Talvez a coletânea aramaica de palavras tenha sido escrita na Palestina, e o Evangelho em grego em Antioquia.

 

Propósito

 

Fica evidente que Mateus escreveu o seu Evangelho para os judeus, com o objetivo de apresentar Jesus como o Messias. Quando o Evangelho foi escrito, a nação já o havia rejeitado, e logo — se Mateus foi escrito entre 60 e 70 d.C. — iria sofrer por isto um severo juízo através da destruição de Jerusalém (70 d.C.). Hayes diz: ‘O primeiro Evangelho tinha algo do caráter de um ultimato oficial. Foi um último aviso do Senhor para o seu povo’” (Comentário Bíblico Beacon. Mateus a Lucas. 1ª Edição. Volume 6. RJ: CPAD, 2006, p.22).

 

 

 

SUBSÍDIO II

 

 

“Durante os três primeiros séculos da era cristã, a descrição de Jesus, no Evangelho de Mateus, foi a mais admirada e citada no Novo Testamento. Evidentemente, o evangelho é exatamente isso: o retrato da pessoa que é em si mesma as boas-novas do amor perdoador de Deus.

 

O Evangelho de Mateus é um dos mais enraizados no Antigo Testamento e o mais preocupado com questões importantes para o povo judeu. É o que mais contém citações do Antigo Testamento e a maior parte das referências acerca do cumprimento das profecias messiânicas. Também é o que mais tem a dizer sobre a Lei do Antigo Testamento, ao demonstrar a distorção produzida pelas tradições defendidas pelos fariseus focalizando a atenção no coração e não no comportamento.

 

Tudo indica que a contribuição teológica mais importante de Mateus diz respeito ao reino. Os profetas do Antigo Testamento estavam convencidos de que a intenção de Deus era implementar um reino terreno do Messias, um descendente de Davi, que elevaria Israel à glória e estabeleceria a justiça de Deus em todo o mundo. A morte de Jesus na cruz levantou uma questão decisiva. Se Jesus é o Messias, o que teria acontecido com o reino? Mateus responde a essa indagação" (RICHARDS. Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 9ª Edição. RJ: CPAD, 2010, p.599).

 

 

 

 

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD

JOVENS

1º Trimestre de 2018

Título: Seu Reino não terá fim — Vida e obra de Jesus segundo o Evangelho de Mateus

Comentarista: Natalino das Neves

Lição 2: O nascimento de Jesus segundo o Evangelho de Mateus

Data: 14 de Janeiro de 2018

TEXTO DO DIA

“Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de EMANUEL. (EMANUEL traduzido é: Deus conosco)” (Mt 1.23).

 

SÍNTESE

 

 

A concepção de Jesus se deu por uma ação divina. Foi o resultado da ação direta do Espírito Santo sobre Maria, a serva do Senhor.

 

 

 

AGENDA DE LEITURA

 

 

SEGUNDA — Mt 1.18

 

Maria concebeu Jesus pelo Espírito Santo

 

 

 

 

 

 

TERÇA — Mt 1.19

 

José era um homem justo

 

 

 

 

 

 

QUARTA — Mt 1.25

 

José só conheceu Maria após o nascimento de Jesus

 

 

 

 

 

 

QUINTA — Mt 5.21-48

 

Jesus fez uma releitura das tradições

 

 

 

 

 

 

SEXTA — Mt 1.21

 

O nome de Jesus está relacionado à sua missão

 

 

 

 

 

 

SÁBADO — Mt 1.22,23

 

O nascimento de Jesus ocorreu conforme o que fora predito pelos profetas

 

 

 

OBJETIVOS

 

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

 

MOSTRAR que Maria foi somente escolhida para ser a mãe terrena de Jesus e não para ser mediadora entre Deus e os seres humanos;

APRESENTAR as qualidades de José como o escolhido para ser o pai terreno de Jesus;

ESCLARECER a concepção virginal de Jesus Cristo.

 

 

INTERAÇÃO

 

 

Professor(a), caso ainda não possua, sugerimos que você crie um grupo no WhatsApp para os alunos de sua classe. O objetivo é facilitar a comunicação com os jovens, incentivá-los a estudar a lição ou esclarecer as dúvidas que possam surgir a respeito do estudo da lição. Provavelmente, os jovens de sua classe já utilizam o WhatsApp, assim não há como ignorar o valor desse recurso. Caso você não tenha afinidade com o aplicativo, indique ou deixe o grupo definir o líder do grupo. Procure colocar, no mínimo, duas pessoas na liderança do grupo para facilitar a comunicação. Você também poderá utilizar esse recurso para a divulgação do Texto do Dia, Síntese e o Texto Bíblico, comentários prévios a respeito do tema da lição, pedidos de oração, ação social, entre outras atividades.

 

 

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

 

Na próxima aula vamos abordar a respeito do batismo de Jesus. Sugerimos que solicite um(a) voluntário(a) para pesquisar a respeito das formas de batismo (infantil, adulto, imersão, entre outras formas) e apresentar nos últimos 10 minutos da próxima aula. Você deverá estar preparado(a) também com o conteúdo, no mínimo para duas situações: ausência do voluntário ou dúvidas durante sua apresentação. As aulas participativas produzem melhores resultados e comprometimentos dos participantes. Reserve pelo menos 5 minutos antes do final desta aula para definir o voluntário e dar as orientações sobre como vai ser conduzida a próxima aula. A apresentação não tem a intenção de formar nenhum especialista, mas oportunizar desenvolvimento de habilidades.

 

 

 

TEXTO BÍBLICO

 

 

Mateus 1.18-25.

 

 

 

18 — Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo.

 

19 — Então, José, seu marido, como era justo e a não queria infamar, intentou deixá-la secretamente.

 

20 — E, projetando ele isso, eis que, em sonho, lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo.

 

21 — E ela dará à luz um filho, e lhe porás o nome de JESUS, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.

 

22 — Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo profeta, que diz:

 

23 — Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de EMANUEL. (EMANUEL traduzido é: Deus conosco).

 

24 — E José, despertando do sonho, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu a sua mulher,

 

25 — e não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe o nome de JESUS.

 

 

 

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

 

 

INTRODUÇÃO

 

 

 

Os judeus convertidos ao cristianismo tinham dificuldades para se comunicar e relacionar com seus patrícios, praticantes do judaísmo, pois estes não aceitavam Jesus como o Messias prometido. Mateus busca o diálogo com os judeus a fim de demonstrar a relação entre Jesus e o Messias prometido nas Escrituras. Ele dá ênfase à figura do Salvador da humanidade, aquEle que implantaria o Reino dos Céus, mostrando que este Reino seria eterno e universal.

 

Nesta lição, estudaremos a respeito do casal que foi escolhido para serem os pais terrenos de Jesus. Também veremos como se deu a concepção sobrenatural do Messias.

 

 

 

  1. MARIA, A ESCOLHIDA PARA SER A MÃE DE JESUS

 

 

 

  1. Uma mulher daria à luz o Messias prometido. Na época do nascimento de Jesus, entre os judeus, existia uma grande expectativa messiânica, pois acreditavam que o Messias os libertaria da opressão romana. As mulheres judias tinham a esperança de serem escolhidas para tamanha honra, de ser mãe da figura mais esperada de seu povo. Esta expectativa surgiu, principalmente, pela influência da literatura apocalíptica, que surgiu cerca de dois séculos antes de Jesus.

 

O texto messiânico mais expressivo para demonstrar essa realidade é Isaías 7.14-16, complementado por Isaías 9.1-6. Maria teve o privilégio de dar à luz o menino Jesus, o verdadeiro Messias, que Israel esperava. Assim, Maria foi a protagonista de uma das mais especiais promessas de Deus. Ela foi o instrumento pelo qual Deus se fez presente, morando junto com o seu povo (Emanuel).

 

  1. Uma mulher escolhida para ser agraciada. A igreja católica usa o termo “imaculada conceição” em referência a Maria. Esse termo é utilizado erroneamente por eles em uma referência à concepção da própria Maria. Segundo a crença católica, ela foi preservada da mancha do pecado original desde a sua concepção.

 

  1. Uma mulher que diz sim para o plano divino. Maria realmente foi agraciada em ser escolhida para ser a mãe de Jesus Cristo. Todavia ela estava na mesma condição de qualquer outro ser humano: separada de Deus. Portanto, totalmente dependente do ato salvífico de Cristo na cruz como qualquer um de nós. Paulo afirma em Romanos 3.10 que: “[...] Não há um justo, nem um sequer”. Este texto ratifica a dependência humana da salvação por meio de Cristo, incluindo Maria.

 

No plano de Deus, a virgem Maria estava destinada a ser a mãe do Cristo, o Messias e Salvador. Maria aceitou sem nenhuma restrição o convite de Deus feito por intermédio do anjo. Ela responde com firmeza, se colocando na posição de serva e se submetendo a tudo.

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

José e Maria tiveram disciplina para manter o segredo divino e andar na vontade de Deus. Jovem, você tem essa disciplina?

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

Maria foi agraciada e escolhida para ser a mãe de Jesus Cristo. No entanto, não recebeu nenhuma autoridade para ser mediadora entre o ser humano e Deus.

 

 

 

 

 

 

  1. JOSÉ, ESPOSO DA MULHER QUE CARREGOU JESUS EM SEU VENTRE

 

 

 

  1. José um homem honrado e de bom caráter. O casamento de José e Maria seguiu a tradição cultural judaica. O marido tinha o direito de anular o casamento caso fosse comprovado que a jovem não era mais pura (virgem). Assim, José era obrigado a tornar público o fato de Maria ter engravidado antes do casamento ter sido consumado. Maria seria envergonhada, punida e o compromisso firmado entre eles seria desfeito. No entanto, orientado divinamente, José toma Maria como sua esposa. Mas ele somente conheceu Maria como esposa após o nascimento de Jesus. Isso mostra que José era um homem honrado, bondoso e obediente a Deus.

 

  1. José une Jesus à tradição messiânica davídica. No relato de Mateus, um anjo aparece a José em sonho. Essa forma de revelação faz referência à tradição dos patriarcas em relação à comunicação com Deus.

 

José também recebeu um papel próprio e importante no plano divino de salvação. Ele teve o privilégio de cuidar e educar o Filho de Deus. José educou Jesus segundo a tradição judaica. No entanto, isso não o torna “canônico” e com autoridade de intermediar, diante de Deus, benefícios para os seres humanos, como alguns creem.

 

A filiação de Jesus por intermédio de José lhe garante o título de “Filho de Davi”, ligando-o à tradição messiânica davídica. Jesus, como descendente de Davi é rei (Mt 1.1; 2.2). No entanto, o que confundiu os judeus, a ponto de cegá-los para que não aceitassem a Jesus como o verdadeiro Messias é que o seu Reino não era deste mundo, por isso, não visava a glória humana, mas sim a justiça e a bondade divina.

 

  1. O filho de José é Rei de justiça e bondade. O modelo imperial existente na época do nascimento de Jesus era exercido com o poder patriarcal irrestrito, tanto em Israel como nas demais nações. Mas Jesus propõe um governo com estruturas mais justas (Mt 11.25-27; 12.46-50).

 

Jesus, como Rei, fez uma releitura de alguns ícones do judaísmo, como por exemplo: das tradições já existentes (Mt 5.21-48), da vontade de Deus que era desde o começo (Mt 19.3-6), dos ensinamentos de Moisés (Mt 8.1-4), de Davi (Mt 12.3; 22.42-45) e dos profetas (Mt 9.10-13). Os líderes religiosos judeus, contemporâneos de Jesus, acreditavam que a justiça era baseada somente no cumprimento da Lei segundo suas interpretações e tradições. Então, Jesus questiona a falsa religiosidade e as práticas religiosas opressoras e enganosas desses líderes. Ele faz advertências rígidas contra o abuso de poder, a luxúria, o adultério, o divórcio, a avareza e a exploração dos pobres (Mt 5.27-32; 6.19-34; 19.3-12, 6-30). Assim, os valores e princípios do seu reino eram diferentes dos reinos terrenos.

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

José, ao receber Maria grávida, a honrou e a conheceu somente após o nascimento de Jesus. Jovem, você teria essa disciplina?

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

As atitudes de José demonstravam que ele era um homem honrado e, junto com a jovem Maria, recebeu a glória e a responsabilidade de criar o Filho de Deus.

 

 

 

 

 

 

III. A CONCEPÇÃO VIRGINAL DE JESUS CRISTO

 

 

 

  1. Um nascimento diferente dos relatos míticos. Existem algumas alegações errôneas e não bíblicas de que a concepção virginal de Cristo foi baseado no relato de mitos pagãos, todavia Mateus afirma que Maria simplesmente “achou-se ter concebido do Espírito Santo” (Mt 1.18).

 

  1. A concepção virginal de Jesus. Para comprovar o plano divino do nascimento virginal, Mateus não recorre à mitologia e sim ao profeta Isaías: “Portanto, o mesmo Senhor vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel” (Is 7.14).

 

  1. A origem divina de Jesus. Quando se fala de concepção virginal, o que está em questão é a preservação da virgindade de Maria no processo da concepção. Mateus evidencia a origem divina de Jesus por meio da narrativa da concepção sem ação humana e unicamente pela ação divina, independente do casal escolhido para a missão de criar e educar o Messias prometido. Assim, Jesus é apresentado como o Messias divino no qual se cumpriram as profecias do Antigo Testamento.

 

Após o nascimento de Jesus, Maria e José tiveram vários filhos (Mt 13.55).

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

Jovem, você já parou para pensar na humildade de Jesus. Como Deus Criador, se submeteu ser gerado no ventre de uma de suas criaturas?

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

As redes socais têm sido um meio eficaz utilizado por pessoas incrédulas, para contestar as doutrinas cristãs a respeito da concepção divina de Jesus. Todavia, também podem ser usadas para evangelizar, anunciando que Jesus Cristo é o Salvador e o único caminho que nos conduz até Deus.

 

 

 

 

 

 

CONCLUSÃO

 

 

 

Aprendemos que Maria e José eram tementes a Deus e foram agraciados por Ele para serem os pais terrenos de Jesus. No entanto, eram pessoas comuns, pecadoras e desprovidas de poder para intermediação diante de Deus. Vimos também que a concepção de Jesus não está baseada em mitos, mas foi uma ação divina.

 

 

 

ESTANTE DO PROFESSOR

 

 

ROBERTSON, A. T. Comentário Mateus & Marcos: À luz do Novo Testamento Grego. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2011.

 

 

 

HORA DA REVISÃO

 

 

  1. O marido tinha o direito de anular o casamento caso fosse comprovado que a jovem não era mais pura (virgem)?

 

O marido tinha o direito de anular o casamento caso fosse comprovado que a jovem não era mais pura (virgem).

 

 

 

  1. Qual título é atribuído a Jesus devido a sua filiação por meio de José?

 

A filiação de Jesus por intermédio de José lhe garante o título de “Filho de Davi”.

 

 

 

  1. Contra quais práticas dos líderes religiosos judaicos Jesus faz advertências rígidas?

 

Jesus fez advertências rígidas contra o abuso de poder, a luxúria, o adultério, o divórcio, a avareza e a exploração dos pobres.

 

 

 

  1. Como podemos refutar biblicamente a alegação de que a concepção de Jesus foi baseada nos relatos de mitos pagãos?

 

Mostrando que Mateus afirma que Maria simplesmente “achou-se ter concebido do Espírito Santo” (Mt 1.18).

 

 

 

  1. Como Mateus evidencia a origem divina de Jesus?

 

Mateus evidencia a origem divina de Jesus por meio da narrativa da concepção sem ação humana e unicamente pela ação divina, independente do casal escolhido para a missão de criar e educar o Messias prometido.

 

 

 

SUBSÍDIO I

 

 

“Não há nenhum justo sequer (Rm 3.10-12).

 

A partir deste verso o autor faz vários recortes do Antigo Testamento, chamando assim, a escritura judaica para testemunhar a culpa universal, tanto de judeu como dos gentios. Inicia citando Salmos 14.1-3 para demonstrar que toda humanidade estava corrompida pelo pecado. Paulo não traz algo novo, mas busca do próprio texto sagrado para os judeus, em que se diziam mestres e conhecedores. Todavia, faltava a eles uma correta interpretação das escrituras. [...] O apóstolo indiretamente já havia afirmado a culpabilidade universal, mas aqui, embasado pelo Antigo Testamento, enfatiza que ninguém consegue ser justo por si mesmo, pois a natureza humana é má. Por isso, é preciso entender que ninguém é melhor do que o outro e que a alternativa para o bem-estar da humanidade é adotar uma posição de humildade e misericórdia. O único que foi justo por mérito próprio foi Jesus, e Ele não se considerou superior, nem desprezou as pessoas por isso. Pelo contrário, Cristo tratou as pessoas como iguais, incluindo os que eram considerados excluídos no seu convívio” (NEVES, Natalino das. Justiça e Graça: Um Estudo da Doutrina da Salvação na Carta aos Romanos. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2015, p.42).

 

 

 

SUBSÍDIO II

 

 

“A genealogia de José é apresentada em Mateus 1. Ele era carpinteiro (Mt 13.55) que vivia em Nazaré (Lc 2.4). Mas, como descendente de Davi, sua casa ancestral estava em Belém. Estava noivo de Maria na época em que Jesus foi concebido pelo Espírito Santo. Ao saber que Maria estava grávida, quis evitar que ela fosse exposta à vergonha pública, embora cogitasse divorciar-se e despedi-la secretamente. Mas em um sonho foi informado por Deus que a concepção de Maria era divina e foi encorajado a se casar com ela. Para se registrarem e pagarem o imposto real, ele e Maria foram a Belém, onde Jesus nasceu. José é mencionado juntamente com Maria e Jesus na visita dos pastores (Lc 2.16) e na apresentação de Jesus no Templo (Lc 2.27). Em um sonho, Deus instruiu José a fugir da ira de Herodes, ir para o Egito, e lá permanecer durante algum tempo. A última participação de José é mencionada no evento dos Evangelhos relacionado com a visita feita à festa anual em Jerusalém, quando Jesus tinha 12 anos de idade (Lc 2.41-52). Ele não foi incluído com Maria e seus filhos em Mateus 12.46-50. Embora João 6.42 possa indicar que José ainda tivesse vivo durante parte do ministério de Jesus. José não aparece na crucificação quando Jesus entregou sua mãe aos cuidados do apóstolo João (Jo 19.26,27), portanto podemos concluir que José havia morrido antes desse acontecimento” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2009, p.1092).

 

 

 

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD

JOVENS

1º Trimestre de 2018

Título: Seu Reino não terá fim — Vida e obra de Jesus segundo o Evangelho de Mateus

Comentarista: Natalino das Neves

Lição 3: O batismo de Jesus

Data: 21 de Janeiro de 2018

TEXTO DO DIA

 

“E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mt 3.17).

 

 

 

SÍNTESE

 

 

Deus confirmou a filiação divina deJesus por ocasião do seu batismo.

 

 

 

AGENDA DE LEITURA

 

 

SEGUNDA — Mt 3.14

 

João não se sente confortável em batizar Jesus

 

 

 

 

 

 

TERÇA — Mt 3.15

 

João se permite batizar Jesus

 

 

 

 

 

 

QUARTA — Mt 3.11

 

O batismo de João era para arrependimento

 

 

 

 

 

 

QUINTA — Mt 28.19

 

O batismo é uma ordenança de Jesus

 

 

 

 

 

 

SEXTA — Rm 4.1-12

 

O batismo é um símbolo de fé em Cristo

 

 

 

 

 

 

SÁBADO — Rm 6.3,4

 

O batismo mostra que pela fé em Jesus estamos mortos para o pecado

 

 

 

OBJETIVOS

 

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

 

APRESENTAR o profeta que batizou Jesus, João Batista;

EXPLICAR como se deu o batismo de Jesus e os sinais divinos que ocorreram;

MOSTRAR as diferenças entre o batismo de Jesus realizado por João Batista e o batismo do crente.

 

 

INTERAÇÃO

 

 

Prezado educador, sabemos da escassez de bons professores para o ensino na Escola Dominical, por isso precisamos investir em ações de capacitação e desenvolvimento de novos talentos. Observe bem os seus alunos e procure descobrir aqueles que possuem mais habilidades para o ensino. No decorrer do trimestre, crie oportunidades para que estes façam a apresentação de algum tópico da lição. Tenha como objetivo ensinar e formar novos talentos para a Educação Cristã.

 

 

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

 

Depois de orar para iniciar a aula, convide um aluno ou aluna para falar a respeito de como foi o batismo dele(a). Você poderá fazer as seguintes perguntas: “Por que você decidiu se batizar?”; “O que sentiu depois do batismo?”. Para isso, reserve 5 minutos para cada aluno.

 

Dar a oportunidade para que os alunos falem a respeito de como foi o batismo deles, contribui para que percam a timidez e o medo de falar em público, contribuindo para a formação de novos docentes.

 

 

 

TEXTO BÍBLICO

 

 

Mateus 3.13-17.

 

 

 

13 — Então, veio Jesus da Galileia ter com João junto do Jordão, para ser batizado por ele.

 

14 — Mas João opunha-se-lhe, dizendo: Eu careço de ser batizado por ti, e vens tu a mim?

 

15 — Jesus, porém, respondendo, disse-lhe: Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça. Então, ele o permitiu.

 

16 — E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele.

 

17 — E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.

 

 

 

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

 

 

INTRODUÇÃO

 

 

 

Algumas pessoas não conseguem entender o motivo que levou Jesus, sendo o Deus encarnado, a se sujeitar a ser batizado pelo último dos profetas de Israel (Mt 11.13). No entanto, a narrativa de Mateus, apesar de resumida, mostra o que estava por trás desse gesto de Jesus. A história do batismo de Jesus não era para ser apenas mais um relato de batismo de João, o Batista. Ela teve um significado importante: revelar a divindade de Cristo e a confirmação escriturística de sua missão.

 

Nesta lição, estudaremos a respeito do gesto humilde de Jesus de vir até João para ser batizado. Veremos também os sinais que aconteceram naquele momento e a relação do batismo de João com o batismo cristão.

 

 

 

  1. O PROFETA QUE BATIZOU JESUS

 

 

 

  1. João, o batista. Mateus descreve a aparição de João Batista diretamente no deserto. Ele faz uma conexão entre o texto de Mateus 3.3 com Isaías 40.3: “Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do SENHOR; endireitai no ermo vereda a nosso Deus”. A profecia de Isaías 40.3 teve um significado especial para os exilados da Babilônia. A interpretação teológica do exílio era de que ele ocorreu devido à desobediência do povo e a libertação estava condicionada ao retorno a Deus. Essa interpretação influencia o discurso de João Batista.

 

João é comparado a Elias pelo seu estilo de vida e ousadia ao desafiar o povo de Israel a se converter a Deus (1Rs 1.17,18-46). Mateus deixa claro que João tinha uma missão especial já prevista no Antigo Testamento: preparar o caminho para o Messias.

 

  1. O batismo de João. O batismo de João era com água e para arrependimento, um batismo de purificação precedido por uma confissão de pecados. O discurso realizado por João Batista antes do batismo era direto e firme. Uma temática profética semelhante a Moisés (Dt 30.2,10), Oseias (Os 3.5; 6.1), Amós (Am 4.6,8,9), Isaías (Is 9.13), Jeremias (Jr 2.27) e Ezequiel (Ez 14.6). A mensagem de João era de arrependimento para um batismo que realmente simbolizasse a morte do “velho homem”. Se o batismo de João era para o arrependimento e precedido de um discurso duro, por que Jesus vai ao Jordão procurar João para ser batizado? De que teria Ele que se arrepender? Por que ouvir tal discurso? A atitude de João demonstrava que ele não via em Jesus necessidade de arrependimento, mas que tudo foi realizado para se cumprir as Escrituras.

 

  1. João anuncia um batismo superior ao seu. Antes de batizar Jesus, João anunciou que após ele surgiria alguém com um batismo superior ao seu. João estava se referindo a Jesus, pois Ele batizaria aqueles que cressem com o Espírito Santo e com fogo (Mt 3.11).

 

A missão de Jesus era salvar e purificar os que o aceitam pela fé e o recebem como seu único Salvador, crendo nas palavras do Evangelho.

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

Jesus e João, durante o batismo, demonstraram exemplos de humildade. Jovem, você é um exemplo de humildade?

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

João batista não tinha inveja de Jesus. Ele realça as qualidades e virtudes do Salvador, mesmo correndo o risco de "perder" seus discípulos para Ele.

 

 

 

 

 

 

  1. O BATISMO DE JESUS E OS SINAIS DIVINOS

 

 

 

  1. Jesus foi batizado para que se cumprissem as Escrituras. A narrativa de Mateus a respeito de Jesus não menciona a infância dEle. Do seu nascimento salta para a visita a João.

 

A atitude de João, seu primo, ao recebê-lo demonstra que ele conhecia Jesus e não via nEle necessidade de arrependimento e muito menos de ser batizado.

 

Mateus é o único evangelista que registra o fato de João, a princípio, ter se recusado a batizar Jesus. Sua recusa é consistente com sua humildade (Mt 3.11). Quando Jesus menciona que é para cumprimento de “toda a justiça”, ele se rende e batiza o Salvador. O verbo cumprir que aparece também em textos de Mateus (Mt 1.22; 2.15; 4.14) significa concordância da vontade de Deus com o que está acontecendo no ministério de Jesus, que fora previamente declarado nas Escrituras.

 

  1. Primeiro sinal: a descida do Espírito de Deus em forma de pomba (Mt 3.16). Logo após a saída de Jesus das águas os céus se abrem para Ele. A abertura dos céus revela favor divino a pessoa que estava em consonância com Deus (Ez 1.1; At 7.56; Ap 19.11).

 

O evangelista afirma que ao sair Jesus das águas o Espírito de Deus desceu sobre Ele como uma pomba (Mt 3.16). O Espírito Santo que já estava ativo no nascimento de Jesus (Mt 1.18) continua presente no início de seu ministério terreno.

 

Jesus é o Filho de Deus que veio ao mundo para proclamar e libertar o oprimido, conforme a leitura que Ele mesmo fez de Isaías 61.1. Este também era o sinal de um novo governo, diferente do governo do Império Romano, em que os menos favorecidos não tinham quem os representasse.

 

  1. Segundo sinal: uma voz dos céus. Na sequência, Mateus afirma que “e eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mt 3.17). Mais uma vez Mateus recorre ao Antigo Testamento, fazendo uma alusão ao Salmo 2.7 e Isaías 42.1.

 

Mateus apresenta Jesus como o servo sofredor de Deus e como o Messias (Is 42.1-4). Ele demonstra que mesmo sendo Filho de Deus, Jesus tinha a humildade de servir, diferente dos governantes romanos. Mateus também apresenta a figura do Messias, que devia batizar com o Espírito e com fogo. A pomba é símbolo de suavidade e mansidão. Isso nos mostra que, dependendo da atitude do ser humano em relação à vontade de Deus, Jesus pode ser a verdadeira benignidade como também a severidade (Rm 11.22).

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

Jesus recebeu ao mesmo tempo o título de Filho de Deus e Servo Sofredor. Jovem, você sabe lidar com situações de glória e de humilhação?

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

A benignidade ou severidade de Jesus está condicionada à atitude do ser humano em relação à vontade de Deus (Rm 11.22).

 

 

 

 

 

 

III. O BATISMO DE JESUS E O BATISMO CRISTÃO

 

 

 

  1. O modelo do batismo de João foi adaptado pelo cristianismo. João Batista não foi o primeiro a praticar o batismo nas águas. Antes dele, os judeus batizavam os prosélitos como símbolo de uma natureza “purificada”. João Batista propagava o batismo do arrependimento, todavia o significado de arrependimento para João não é o mesmo do batismo cristão (At 18.24-26; 19.1-7). O batismo de João era uma preparação para o batismo que Jesus iria instituir depois de sua morte e ressurreição. Jesus é o Cordeiro de Deus, para justificação de todo aquele que crê e depois da sua morte e ressurreição, todos que nEle creem devem ser batizados em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo (Mt 28.20).

 

Em Mateus, João Batista aparece pregando o “batismo de arrependimento para remissão de pecados”, enquanto Jesus entra com um discurso do Reino: “Arrependei-vos, porque está próximo o Reino dos céus”. Para a pessoa participar do batismo, é preciso crer na obra vicária de Cristo para ser justificada somente depois disso vem o batismo (At 2.41). O batismo é um símbolo da justificação já realizada por Jesus Cristo.

 

  1. O batismo é uma ordenança de Cristo e não um sacramento. Segundo a doutrina católica, as obras são essenciais para a justificação assim como o “sacramento do batismo”. Tais argumentos repetem a mesma defesa dos judeus com relação à circuncisão como meio de justificação. Em Romanos 4.9-15, Paulo questiona tal prática e chama de hipócrita quem se gloria de obras e sinais externos. Paulo afirma que Abraão foi justificado antes da instituição da circuncisão, tornando irrefutável a afirmação de que a circuncisão não era requisito para a justificação.

 

O batismo cristão é a ordenança de Jesus proferida pouco antes de sua ascensão, mas a justificação se dá mediante a fé no Filho de Deus (Mt 28.19,20). Jesus deu orientações explícitas de que as pessoas convertidas devem ser batizadas em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Porém, somos salvos pela fé em Jesus, pela sua graça e não pelo batismo em si. O batismo sem fé nenhum valor tem.

 

  1. O batismo cristão ilustra a morte e ressurreição de Cristo. O crente, pela fé em Cristo, torna-se justo diante de Deus e o velho homem é com Jesus crucificado, fazendo surgir uma nova criatura (Rm 6.6; 2Co 5.17). O batismo nas águas é um ato público para atender uma ordenança que formaliza, simbolicamente, o que já ocorreu: o sepultamento do velho homem (Cl 2.12). O batismo nas águas é uma bela representação da nova posição do salvo em Cristo, morto para o pecado (debaixo das águas), justificado e reconciliado com Deus (ao sair das águas). Portanto, o batismo cristão é um ato público que simboliza a justificação ocorrida por meio da fé em Cristo.

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

Se o próprio Jesus, que não tinha pecado, se submeteu ao batismo de João, por que ainda há jovens que resistem o batismo?

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

O batismo nas águas é a ordenança de Jesus, um ritual que simboliza que um pecador justificado está confessando, em público, sua fé em Cristo.

 

 

 

 

 

 

CONCLUSÃO

 

 

 

Jesus demonstrou sua humildade e obediência, ao que estava predito nas Escrituras, ao se submeter ao batismo de João Batista, mesmo não tendo pecado. O batismo de Jesus foi acompanhado de sinais, comprovando que Ele era o Filho de Deus.

 

 

 

ESTANTE DO PROFESSOR

 

 

MARK, Daver. A Mensagem do Novo Testamento: Uma exposição teológica e homilética. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2009.

 

 

 

HORA DA REVISÃO

 

 

  1. Como Mateus descreve a aparição de João Batista?

 

Mateus descreve a aparição de João Batista diretamente no deserto.

 

 

 

  1. Qual o significado do verbo “cumprir” que aparece em alguns textos de Mateus, como exemplo, Mateus 1.22; 2.15?

 

O verbo cumprir que aparece também em textos de Mateus significa concordância da vontade de Deus com o que está acontecendo no ministério de Jesus, que fora previamente declarado nas Escrituras.

 

 

 

  1. Segundo a lição, qual era a missão de Jesus?

 

A missão de Jesus era salvar e purificar os que o aceitam pela fé e o recebem como seu único Salvador.

 

 

 

  1. Por que o batismo é considerado uma ordenança e não um sacramento?

 

Porque o batismo cristão é a ordenança de Jesus proferida pouco antes de sua ascensão, mas a justificativa se dá mediante a fé no Filho de Deus e não pelas obras.

 

 

 

  1. De acordo com a lição, como relacionar o batismo nas águas e a nova posição do salvo em Cristo?

 

O batismo nas águas é uma bela representação da nova posição do salvo em Cristo, morto para o pecado (debaixo das águas), justificado e reconciliado com Deus (ao sair das águas).

 

 

 

SUBSÍDIO

 

 

“O batismo de Jesus marca o início de seu ministério. João Batista estava chamando os ouvintes para um batismo de arrependimento. Jesus, no entanto, não tinha pecados dos quais se arrepender. Mas Ele, graças à sua submissão ao batismo de João Batista, demonstrou sua identificação com a humanidade pecaminosa. A descida do Espírito Santo em forma de pomba e as palavras de aceitação do Pai que acompanharam o batismo representaram a aprovação de Deus do ministério que se seguiria. [...] No batismo de Jesus, Deus o confirmou como seu Filho e encheu-o com seu Espírito (Mt 3.13-17), capacitando-o para sua missão” (Guia Cristão de Leitura da Bíblia. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2013, p.436).

 

 

 

 

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD

JOVENS

1º Trimestre de 2018

Título: Seu Reino não terá fim — Vida e obra de Jesus segundo o Evangelho de Mateus

Comentarista: Natalino das Neves

Lição 4: A tentação de Jesus

Data: 28 de Janeiro de 2018

TEXTO DO DIA

 

 

“Então, o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos e o serviram” (Mt 4.11).

 

 

 

SÍNTESE

 

 

A narrativa da tentação de Jesus enaltece a importância do conhecimento e do uso da Palavra de Deus contra os ataques do Inimigo.

 

 

 

AGENDA DE LEITURA

 

 

SEGUNDA — Êx 16.3-8

 

Os hebreus tentaram a Deus no deserto com suas murmurações

 

 

 

 

 

 

TERÇA — Dt 8.3

 

Jesus rebate a primeira tentação do Diabo

 

 

 

 

 

 

QUARTA — Sl 91

 

Deus promete proteger o justo

 

 

 

 

 

 

QUINTA — Dt 6.16

 

Jesus rebate a segunda tentação do Diabo

 

 

 

 

 

 

SEXTA — Sl 24.1

 

Do Senhor é a terra

 

 

 

 

 

 

SÁBADO — Mt 4.10

 

Jesus rebate a terceira tentação do Diabo

 

 

 

OBJETIVOS

 

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

 

MOSTRAR a tentação dos hebreus no deserto;

EXPLICAR a tentação do uso do Templo para exploração;

CONSCIENTIZAR a respeito dos perigos do uso indevido do poder.

 

 

INTERAÇÃO

 

 

É importante que você faça, a cada aula, um planejamento. Todo planejamento deve ter os objetivos específicos e para que eles sejam elaborados é preciso que o professor conheça bem as características específicas de seus alunos.

 

O planejamento também deve ter três componentes essenciais do processo ensino-aprendizagem: o método, os recursos didáticos, a avaliação e o tempo que será utilizado para cada atividade. Caso você não saiba como elaborar um plano de aula, procure fazer uma pesquisa na internet a respeito desse tema ou consulte algumas obras a respeito de didática. Você vai encontrar um vasto material e diferentes modelos de plano de aula que vão auxiliá-lo.

 

 

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

 

Professor(a), sugerimos que para a aula de hoje você separe três grupos. Cada grupo ficará responsável em ler, estudar e apresentar um dos tópicos da lição. Escolha em cada grupo um líder para conduzir as conversas. Cada grupo terá o tempo estimado de 1o minutos para discutir o tópico e dez minutos para apresentá-lo para a turma. Você deverá ser o moderador da turma e fazer as considerações finais. O tempo sugerido/estimado serve apenas como referência, você deverá adaptar de acordo com o tempo disponibilizado pela sua superintendência de Escola Dominical e o número de alunos.

 

 

 

TEXTO BÍBLICO

 

 

Mateus 4.1-11.

 

 

 

1 — Então, foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo.

 

2 — E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome;

 

3 — E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães.

 

4 — Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.

 

5 — Então o diabo o transportou à Cidade Santa, e colocou-o sobre o pináculo do templo,

 

6 — e disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo; porque está escrito: Aos seus anjos dará ordens a teu respeito, e tomar-te-ão nas mãos, para que nunca tropeces em alguma pedra.

 

7 — Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus.

 

8 — Novamente, o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles.

 

9 — E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares.

 

10 — Então, disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás.

 

11 — Então, o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos e o serviram.

 

 

 

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

 

 

INTRODUÇÃO

 

 

 

As pessoas tendem a acreditar que a tentação de Jesus foi apenas momentânea. No entanto, Ele foi tentado pelo Diabo durante toda a sua vida terrena.

 

Segundo o Evangelho de Mateus, a primeira tentação de Jesus está relacionada com as necessidades de sustento material e tem conexão com o povo hebreu na travessia do deserto. A última está relacionada à idolatria. Tal tentação nos mostra o risco que corremos ao dar lugar ao impulso de se desfrutar das glórias do mundo, em detrimento da adoração a Deus. Precisamos estar atentos.

 

 

 

  1. A TENTAÇÃO DOS HEBREUS NO DESERTO

 

 

 

  1. A relação de Mateus 4.1-4 com a caminhada dos israelitas no deserto. Existe uma relação direta entre a narrativa de Mateus 4.1-11 e a narrativa da travessia dos hebreus pelo deserto, em especial nos capítulos 6, 7 e 8 de Deuteronômio.

 

O texto de Mateus 4.1-11 está diretamente relacionado ao livro de Deuteronômio, que narra a história dos hebreus enquanto caminhavam no deserto rumo à Terra Prometida. A única exceção é o Salmo 91.11,12. Conhecer as Escrituras foi fundamental para as respostas de Jesus ao Adversário. Ele reage cada tentação citando a Palavra de Deus e extraindo o princípio de cada passagem mencionada. É recomendado estudar a tentação de Jesus em paralelo com os textos de Deuteronômio.

 

  1. A tentação de Israel no deserto durou 40 anos. A tentação de Jesus se assemelha ao Haggadah, um dos mais importantes textos da tradição judaica. No início da Páscoa, judeus de todos os cantos da Terra se reúnem para lê-lo ao redor da mesa. Ele contém a narrativa do êxodo do Egito. Uma celebração da passagem dos israelitas da escravidão para a liberdade, passando pelo deserto.

 

Os hebreus saíram da escravidão do Egito, onde abundava a injustiça, com a incumbência de criar uma sociedade justa na terra que o Senhor os mandaria. Eles tiveram, necessariamente, de passar pelo deserto e permanecer nele por 40 anos, porém muitos dentre o povo, diante das condições adversas do deserto, colocaram em dúvida a proteção e o cuidado de Deus, tentando-o por diversas vezes (Êx 16.3-8). Por isso, a maioria das pessoas que saíram do Egito não entrou na Terra Prometida. Aprendemos que o deserto é lugar de fome (Mt 4.2-4), porém também é lugar de provisão, aliança, purificação e encontro com Deus (Êx 19.1-19; Os 2.14).

 

  1. A tentação de Jesus no deserto por 40 dias. Os quarenta dias de jejum de Jesus recordam os quarenta anos de Israel no deserto. O jejum por 40 dias não era uma inovação, pois Moisés (Êx 24.18) e Elias (1Rs 19.8) também jejuaram este mesmo tempo. O número 40 é utilizado várias vezes na Bíblia (Gn 7,4,12; Êx 24.18; Dt 9.9) e quando se refere a dias ou anos pode significar um período necessário e suficiente para determinada ação.

 

Jesus foi desafiado, como Filho de Deus, a fazer uso de seus atributos divinos para satisfazer suas necessidades humanas, mas Ele rebate a tentação utilizando a Palavra de Deus. Enquanto o povo hebreu murmura contra Deus por causa da fome, Jesus segue submisso a Deus a fim de cumprir sua missão.

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

O povo hebreu e Jesus responderam de forma diferente diante das tentações no deserto. E você, como se comporta quando passa pelo deserto, pelas provações?

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

Conhecer as Escrituras foi fundamental para as respostas de Jesus ao Inimigo. A Palavra de Deus é uma arma eficiente contra as tentações.

 

 

 

 

 

 

  1. A TENTAÇÃO DO USO DO TEMPLO PARA EXPLORAÇÃO

 

 

 

  1. A tentação de mercantilizar a religião (Mt 4.5,6). O local da segunda tentação é o lugar mais alto do Templo. O pináculo demonstra a responsabilidade de estar no ponto mais alto do poder religioso, e quem assume tal “poder” precisa ter muito cuidado, pois também será tentado pelo Diabo para usá-lo mal. O Inimigo cita o Salmo 91, em que Deus promete proteger o justo. No entanto, isso não quer dizer que o cristão será beneficiado em troca de sua fidelidade. Infelizmente muitos pregam um relacionamento mercantil com Deus. Jesus descartou esse procedimento afirmando que os seus discípulos também passariam por aflições (Jo 16.33).

 

A sociedade atual é consumista, tendo como principais características o imediatismo, e em resposta a essa sociedade algumas instituições religiosas oferecem uma teologia consumista. Promessas de experiências inovadoras, com resultados imediatistas, em maior quantidade e menor esforço. Em troca, exigem a fidelização dos “consumidores espirituais”, além de sua passividade, cumplicidade e submissão cega. Essa relação de poder beneficia somente algumas pessoas, que não se interessam pelos fiéis, mas pelo sistema de poder que monopolizam. Diferente da teologia pregada por Jesus, que privilegiava a solidariedade, a vida em comunidade, simples e sem excesso de consumo. A mercantilização da sociedade tem moldado práticas religiosas antibíblicas e prestado um serviço ao materialismo.

 

  1. A tentação de fazer de Deus um instrumento de ostentação. Em uma das respostas de Jesus, Ele cita Deuteronômio 6.16: “Não tentareis o SENHOR, vosso Deus [...]”. O texto se refere ao episódio ocorrido em Massá (Êx 17.1-7), onde os israelitas tentaram a Deus, exigindo que Ele provasse o seu poder providenciando água para beber. Infelizmente, muitos ainda acham que podem determinar o que Deus deve fazer. Muitos falsos profetas usam do autoritarismo em supostas “visões e revelações”, visando à manutenção dos benefícios e interesses próprios. Eles se apresentam como pessoas com o suposto poder de manipular a ação de Deus (“tentam” a Deus). Estes se apresentam como pessoas de fé, mas na realidade se comportam como ateus, pois agem como se Deus não existisse para julgar o seus atos pecaminosos.

 

  1. As distorções que prejudicam o cristianismo. A atuação dos falsos profetas que querem mercantilizar a fé cristã e a ideia erronea de “manipular a Deus”, acabam por prejudicar o Cristianismo e a pregação da Palavra de Deus. Jesus curou e libertou muitas pessoas, mas Ele nunca tirou vantagem ou usou sua posição de profeta para manipular as pessoas com seus discursos. Mateus 7.28,29 afirma que as multidões se maravilhavam com o seu ensino e reconheciam sua autoridade como divina, pois não estava baseada na sua persuasão, mas no exemplo de vida.

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

Jesus privilegiava a solidariedade, o amor ao próximo e uma vida sem excesso de consumo.

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

Jesus tinha autoridade e nunca usou de suas qualificações em seu benefício próprio.

 

 

 

 

 

 

III. A TENTAÇÃO DO USO INDEVIDO DO PODER

 

 

 

  1. O poder dos impérios e reinos deste mundo. A grande altura do monte e a visualização de todos os reinos dão a sensação de poder. O ser humano tem a tendência de desejar o poder; a diferença é que alguns têm equilíbrio, enquanto outros não se importam com os meios para conquistá-lo.

 

  1. O poder conquistado à custa da opressão e exploração do povo não provém de Deus. O texto dá a entender que o Diabo domina os reinos do mundo, pois ele tem a petulância de oferecê-los a Jesus, como se estivessem em seu poder. Que mundo é esse? Provavelmente, Mateus está falando do controle da vida política, social, econômica e religiosa. Portanto, um mundo que necessita da intervenção divina para ser justo.

 

O Diabo tenta negociar esse poder, mas Jesus rejeita e o vence. Sua vitória final é na cruz, ou seja, no cumprimento da sua missão e com o recebimento de um corpo glorificado. O próprio Mateus descreve que esse Jesus ressurreto recebeu o poder e a autoridade, pois é o Criador de todas as coisas. Esse poder e autoridade são ilimitados, pois é sobre a Terra e também sobre o céu (Mt 28.18).

 

  1. O poder idolátrico dos reinos deste mundo. Todos aqueles que aguardavam a promessa messiânica tinham sua atenção voltada para a cidade de Sião. Essa atenção e centralidade estavam relacionadas com o fato de Sião ser um centro de adoração de todos os povos e um lugar de bênçãos. Um reino com o poder de prover as necessidades dos povos do mundo, com certeza receberia as “glórias” desses povos. Tal poder era e é realmente tentador. Com a tentação de Jesus também podemos aprender que mesmo alguém que pensa no bem do próximo também pode ser tentado a receber glórias para si. Por isso, a importância de se estar em sincronia com Deus e sua vontade.

 

Jesus estava estava totalmente comprometido em cumprir a vontade do Pai, mesmo que fosse necessário sofrer dores, perseguição e morrer na cruz. A cruz de Cristo deve ser o real motivo pelo qual realizamos a obra de Deus.

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

Por que muitas pessoas que iniciam seu ministério na obra de Deus com amor e lealdade, com o aumento do “poder” e da fama, acabam por se perderem?

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

Jesus estava consciente que para cumprir sua missão e os propósitos de Deus deveria trilhar pacientemente o caminho da cruz e não o da glória humana.

 

 

 

 

 

 

CONCLUSÃO

 

 

 

Nesta lição aprendemos que a fidelidade a Deus deve preceder a satisfação pessoal e de bens materiais. Aprendemos também que Deus não pode ser tentado pelo mal e seu nome não deve ser usado em benefício próprio. Como crentes não devemos buscar a glória para nós, mas glorificar a Deus.

 

Precisamos estar sempre vigilantes, pois todos os cristãos passam pelo modelo das tentações de Jesus e o caminho da vitória também é o mesmo: conhecer a Palavra de Deus e fazer a vontade divina.

 

 

 

ESTANTE DO PROFESSOR

 

 

PEARLMAN, Myer. Mateus: O evangelho do grande Rei. 5ª Edição. RJ: CPAD, 2004.

 

 

 

HORA DA REVISÃO

 

 

  1. Como Jesus reagiu a cada tentação?

 

Ele reagiu cada tentação citando a Palavra de Deus e extraindo o princípio de cada passagem mencionada.

 

 

 

  1. De acordo com a lição, a tentação de Jesus se assemelha a quê?

 

A tentação de Jesus se assemelha ao Haggadah, um dos mais importantes textos da tradição judaica.

 

 

 

  1. Quanto tempo durou a tentação de Jesus no deserto?

 

A tentação de Jesus no deserto durou 40 dias.

 

 

 

  1. O que representa a terceira tentação?

 

A tentação do uso indevido do poder.

 

 

 

  1. Segundo a lição, explique a centralidade em Sião.

 

Sião era um centro de adoração de todos os povos e um lugar de bênção.

 

 

 

SUBSÍDIO

 

 

“Depois de seu batismo e afirmação por Deus, Jesus foi levado para o deserto pelo Espírito de Deus, e ali jejuou por quarenta dias e noites. Há um paralelo direto com Israel, o povo de Deus, no Antigo Testamento. Depois de eles atravessarem o mar Vermelho (batismo) e fazerem uma aliança com Deus (afirmação da missão e identidade), os israelitas passaram quarenta anos no deserto, onde a fé e a obediência a Deus foram testadas (Dt 8.2). Agora, o verdadeiro Filho de Deus também tinha de experimentar esse teste, mas, de forma distinta de Israel, Ele teria de confiar perfeitamente no Pai e obedecer a Ele de forma plena (Hb 4.15).

 

Mateus e Lucas registram três tentações específicas que Satanás apresentou a Jesus; ainda assim, nosso Salvador, em cada caso, resistiu citando versículos de Deuteronômio (8.3;6.16,13). As tentações de Satanás levaram os primeiros seres humanos a duvidar da Palavra de Deus, mas Jesus firmou-se na verdade da Palavra. Em cada uma das tentações, Jesus foi desafiado sobre a compreensão de sua missão e identidade (‘Se tu és o Filho de Deus [...]’). Primeiro, Satanás tenta Jesus para que provesse pão para si mesmo, mas Jesus responde citando Deuteronômio 8.3. Os israelitas no deserto murmuraram para ter pão e, só de forma muito relutante, confiaram na Palavra de Deus para prover o maná que necessitavam” (Guia Cristão de Leitura da Bíblia. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2013, p.81).

 

 

 

 

 

 

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD

JOVENS

1º Trimestre de 2018

Título: Seu Reino não terá fim — Vida e obra de Jesus segundo o Evangelho de Mateus

Comentarista: Natalino das Neves

Lição 5: Os primeiros discípulos

Data: 04 de Fevereiro de 2018

TEXTO DO DIA

 

 

“E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens” (Mt 4.19).

 

 

 

SÍNTESE

 

 

O chamado de Jesus e a afirmação de que a seara é grande e os ceifeiros são poucos continuam atuais.

 

 

 

AGENDA DE LEITURA

 

 

SEGUNDA — Mt 4.20,22

 

Chamados, os discípulos obedeceram

 

 

 

 

 

 

TERÇA — Mt 4.24

 

A fama de Jesus correu por toda a Síria

 

 

 

 

 

 

QUARTA — Mt 22.15,16

 

João Batista e os fariseus também tinham discípulos

 

 

 

 

 

 

QUINTA — Jo 13.35

 

O amor identifica o discípulo de Jesus

 

 

 

 

 

 

SEXTA — Mt 5.13

 

Os discípulos são o sal da terra

 

 

 

 

 

 

SÁBADO — Lc 6.40

 

“O discípulo não é superior a seu mestre”

 

 

 

OBJETIVOS

 

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

 

MOSTRAR como se deu o chamado dos primeiros discípulos;

APRESENTAR o discipulado como estratégia de crescimento;

DISCUTIR a eficácia do ensino do Mestre.

 

 

INTERAÇÃO

 

 

Professor(a), você conhece a origem da palavra método? Sabe definir tal vocábulo? A palavra método é de origem grega, methodos e significa caminho ou via que se utiliza para chegar a determinado fim. Para melhor compreensão, método é o caminho a ser seguido para alcançar os objetivos propostos de uma aula. Assim sendo, primeiro o professor(a) precisa definir o objetivo a ser alcançado.

 

Na sua revista, os objetivos já foram estabelecidos pelo autor da lição, mas para que você alcance melhores resultados é necessário adaptá-los com sua realidade. É importante que você também diversifique a metodologia a cada aula.

 

 

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

 

Para a aula de hoje, sugerimos que você providencie cópias do esquema abaixo e canetas. Reserve pelo menos uns 15 minutos da aula para a atividade. Solicite que os alunos formem grupos, e em seguida distribua as cópias das folhas para os grupos e as canetas. Em grupo os alunos vão preencher o quadro apresentando sugestões de como implantar ações de discipulado para os jovens da comunidade. Eles devem apontar também as possíveis dificuldades e como solucioná-las.

 

 

 

 

 

 

TEXTO BÍBLICO

 

 

Mateus 4.18-25.

 

 

 

18 — E Jesus, andando junto ao mar da Galileia, viu dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, os quais lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores.

 

19 — E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens.

 

20 — Então, eles, deixando logo as redes, seguiram-no.

 

21 — E, adiantando-se dali, viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, num barco com Zebedeu, seu pai, consertando as redes; e chamou-os.

 

22 — Eles, deixando imediatamente o barco e seu pai, seguiram-no.

 

23 — E percorria Jesus toda a Galileia, ensinando nas suas sinagogas, e pregando o evangelho do Reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo.

 

24 — E a sua fama correu por toda a Síria; e traziam-lhe todos os que padeciam acometidos de várias enfermidades e tormentos, os endemoninhados, os lunáticos e os paralíticos, e ele os curava.

 

25 — E seguia-o uma grande multidão da Galileia, de Decápolis, de Jerusalém, da Judeia e dalém do Jordão.

 

 

 

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

 

 

INTRODUÇÃO

 

 

 

Ninguém pode fazer a obra de Deus sozinho, por isso Jesus, o Filho de Deus, chamou alguns discípulos para estar mais próximos e ajudarem em seu ministério. O Mestre investiu tempo para preparar estes primeiros discípulos, a fim de que eles dessem continuidade à sua missão depois da sua partida.

 

Jesus comissionou os primeiros discípulos e começou o seu ministério de evangelização na região da Galileia, logo que soube que João estava preso. O início da pregação na região da Galileia e a preparação dos discípulos foram fundamentais para a expansão do Evangelho.

 

 

 

  1. CHAMADOS PARA SEREM PESCADORES DE HOMENS

 

 

 

  1. O discípulo recebia formação aos pés do seu mestre. A escolha do discípulo era de grande responsabilidade, pois ele seria o sucessor do mestre para discipular as futuras gerações. No judaísmo, o discípulo era alguém formado aos pés de um rabi, o mestre religioso, portanto era algo honroso, mas acompanhado de grande responsabilidade. João Batista e os fariseus também tinham grupos de discípulos (Mt 22.15,16; Mc 2.18).

 

Para ser convocado pelo mestre, o discípulo deveria apresentar algumas qualificações, como por exemplo, ter memorizado a Torá, além de possuir potencial para se tornar um mestre no futuro. Ele também precisava ser próximo de seu mestre, pois a partir da escolha deveriam ter uma vida em comum por um longo período. A princípio pode parecer que Jesus não teve o devido cuidado na escolha dos primeiros discípulos. O texto descreve a escolha a partir de um encontro casual e repentino, durante uma caminhada junto ao mar. Por isso, a necessidade de analisar esta narrativa de Mateus em conjunto com os demais Evangelhos, pois as informações se complementam. Cada um dos evangelistas teve o seu objetivo na hora de escrever os Evangelhos, com destinatários específicos e informações que seguiam também as necessidades específicas.

 

  1. A escolha dos discípulos. Quando o chamado dos primeiros discípulos é analisado em conjunto com outros Evangelhos é possível perceber que Jesus os conhecia antes de chamá-los e os preparou depois da chamada. Diferente do que aparenta a leitura isolada de Mateus, João nos dá mais detalhes a este respeito (Jo 1.35-56). André, o primeiro discípulo a ser chamado já havia abandonado o negócio de pescaria da família para ser discípulo de João Batista e deve ter visto Jesus pela primeira vez quando este foi batizado por João. Quando ouve João dizer que Jesus era o Cordeiro de Deus, ele segue a Jesus até sua casa e passa o dia com o Mestre. No dia seguinte André encontra seu irmão Simão e o leva para conhecer Jesus (Jo 1.41,42). No outro dia Jesus também chama Filipe, que, também traz mais um discípulo, Natanael. Os novos amigos e discípulos de Jesus permanecem juntos durante vários dias (Jo 2.12).

 

O lugar onde ocorreu o chamado dos primeiros discípulos é motivo de controvérsia entre alguns estudiosos dos Evangelhos. Pois, a narrativa dos Evangelhos pode dar impressões diferentes. Segundo João parece que eles foram chamados na Judeia, onde João pregava. Mas de acordo com Mateus o local definido é a Galileia. Os comentaristas geralmente falam de duas chamadas, a primeira na Judeia e a segunda e definitiva, pouco depois, na Galileia quando Jesus iniciou o seu ministério, após saber da prisão de João Batista.

 

  1. Ser discípulo exige fazer algumas renúncias. O que caracteriza um verdadeiro discípulo de Jesus? É a sua disposição para segui-lo, independente das circunstâncias. A chamada dos discípulos e a resposta imediata deles mostram como se dá a verdadeira conversão. O chamado de Jesus falou mais forte do que os projetos pessoais e familiares daquele grupo de homens.

 

Mateus mostra que os discípulos abandonaram suas profissões para seguir a Jesus, porém eles não abandonaram seus familiares por completo (Mt 8.14,15; 20.20). Mas, uma coisa é certa, todas as pessoas que se propõe a seguir Jesus terão que fazer algum tipo de renúncia e mudar o estilo de vida.

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

Os discípulos de Jesus tiveram que fazer algum tipo de renúncia para seguir a Jesus. Jovem, o que você tem renunciado por Cristo?

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

O chamado para o exercício do ministério é para pessoas ocupadas e que estejam dispostas a seguir Jesus, independente das circunstâncias.

 

 

 

 

 

 

  1. O DISCIPULADO COMO ESTRATÉGIA DE CRESCIMENTO

 

 

 

  1. O início do ministério de Jesus e a preparação dos discípulos. Jesus deu início ao seu ministério terreno assim que soube da morte de João. Ele retorna para a Galileia, mas não se estabelece em sua cidade natal, Nazaré, onde foi rejeitado (Lc 4.29). Jesus se muda para Cafarnaum, uma cidade marítima na região de Zebulom e Naftali. Mateus faz questão de enfatizar que Ele não fez isso por acaso, mas para que se cumprissem as Escrituras. Por isso, ele cita Isaías 9.1,2. Uma predição de que os habitantes de Zebulom e Naftali, que estavam em trevas, veriam uma grande luz. Mateus relê o texto de Isaías, apresentando Jesus como essa grande luz que traria a salvação para esse povo. A chamada Galileia dos gentios estava em trevas, distante de Deus e era um campo fértil para conversões.

 

Jesus não foi para os grandes centros da Judeia e nem comissionou os principais rabinos e mestres de Jerusalém para iniciar o seu ministério. Ele escolhe discípulos da própria região, sem qualificações de liderança. Mas investiu na preparação deles.

 

A comitiva de Jesus saiu por toda a Galileia pregando, ensinando e realizando diversos milagres. Assim, os discípulos vão sendo preparados “aos pés de Jesus”.

 

  1. A difusão das Boas Novas pelos discípulos. A estratégia de Jesus deu grande resultado, pois as pessoas que se convertiam se transformavam em novos discípulos para anunciar as Boas Novas. Jesus, como homem, não poderia estar em vários lugares ao mesmo tempo, mas poderia ser representado pelos discípulos.

 

O envolvimento daqueles que eram alcançados pela mensagem das Boas Novas era tão grande que Mateus registra que as pessoas da região da Galileia, da Judeia, de Jerusalém, dalém do Jordão, inclusive de Decápolis e da Síria, foram alcançadas pelo Evangelho. A mensagem de salvação ultrapassou as fronteiras. E isso se deve ao envolvimento e testemunho dos novos convertidos.

 

Os discípulos foram aprendizes e testemunhas dos milagres de Jesus, foram propagadores de sua mensagem e instrumentos de Deus para cura dos enfermos. A expansão do Reino de Deus se deu com pessoas simples, porém testemunhas do poder de Deus na vida de Jesus. Eles propagavam com eficácia a mensagem e os feitos de Jesus nas ruas, casas e comércio, de tal forma que milhares de pessoas se convertiam e a cada dia aumentava o grupo de discípulos.

 

  1. A estratégia de discipulado de Jesus continua atualizada. Ainda hoje, algumas pessoas pensam que a responsabilidade pela propagação do evangelho é somente dos líderes e pregadores. Muitos estão acomodados com a rotina de atividades dentro dos templos. A evangelização deixou de ser prioridade para alguns.

 

Jesus disse que veio para os doentes e não para os sãos. A Igreja deve atuar como um hospital, um local para acolher os enfermos, mas para isso, precisa de pessoas capacitadas e preparadas para receber e tratá-los adequadamente.

 

A conversão é uma obra espiritual realizada pelo Espírito Santo, mas fazer discípulos é responsabilidade de cada cristão. Essa era a estratégia de Jesus. As pessoas que ouviam e testemunhavam do poder de Deus eram estimuladas a propagar as Boas-Novas em todos os lugares, de forma simples e objetiva. Com isso as conversões cresciam a cada dia por meio do discipulado. A tarefa da Igreja somente estará completa quando o novo crente for integrado à vida da Igreja e for capacitado para fazer novos discípulos (2Tm 2.2).

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

Considerando que o discipulado é responsabilidade de cada cristão, jovem, qual tem sido a sua contribuição?

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

Desde o início da Igreja o discipulado tem sido a melhor estratégia de crescimento, pois desenvolve tanto o discipulando como o discipulador.

 

 

 

 

 

 

III. A EFICÁCIA DO ENSINO DO MESTRE (Mt 7.24-29)

 

 

 

  1. A didática do Mestre. A eficácia do ensino de Jesus era surpreendente, pois Ele conseguia falar para um público grande e diversificado e mantê-los atentos por horas. Ele fez uso de várias ilustrações em seus sermões, pois elas conduziam os seus ouvintes a imaginarem a cena citada de tal forma que os discípulos se sentiam participantes ativos.

 

  1. Histórias utilizadas pelo Mestre. Ao longo do Sermão do Monte, Jesus se utiliza da parábola dos dois alicerces para ressaltar a diferença entre aqueles que ouvem a sua palavra e a pratica; e os que somente a ouvem. Jesus mostra que a primeira casa foi muito bem construída, pois o seu construtor a estabeleceu sobre um fundamento seguro, a rocha. Jesus compara o construtor prudente à pessoa que ouve os seus ensinos e os coloca em prática. O Mestre ensina que a nossa vida (nossa casa) é construída mediante as nossas escolhas e que estas vão interferir em nosso futuro. Na segunda casa, o construtor utiliza a areia como fundamento e tal ilustração chama a atenção para as práticas dos escribas, fariseus e os líderes religiosos que viviam uma espiritualidade superficial e hipócrita. Jesus mostra que a primeira casa se manterá de pé, mesmo diante das intempéries da vida, mas a segunda será destruída. Sobre qual fundamento você tem construído sua casa?

 

  1. O ensino de Jesus era único e causava admiração (Mt 7.28,29). Apesar de tudo que já foi escrito a respeito do Mestre, o estudo de sua vida e obra continua edificando, exortando, consolando seus discípulos e lhes causando admiração. Por isso, não é de se estranhar o entusiasmo das multidões ao ouvir seus sermões (v.28).

 

Os métodos utilizados por Jesus em seu ensino não eram novos; a grande maioria era conhecida, principalmente pelos mestres judeus. No entanto, a maestria com que Ele os utilizava fazia uma grande diferença no aprendizado dos seus ouvintes e os deixavam maravilhados. Porém, isso não era o que mais impressionava e causava admiração nos seus discípulos e naqueles que o ouviam. O que chamava a atenção do povo era a coerência entre o que Jesus ensinava e o seu modo de vida. Enquanto os escribas, fariseus e demais líderes viviam de aparência e falsas ostentações, o discurso de Jesus era coerente com sua prática. Os anos passam, mas seus ensinos continuam admiráveis, inigualáveis e capazes de transformar o mais vil pecador em filho de Deus, tornando-o “um pescador de homens” (Mt 4.19).

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

Jovem, sobre qual dos fundamentos citados por Jesus, rocha ou areia, você está construindo sua casa?

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

Jesus, com a sua metodologia de ensino e com a sua autoridade, fazia com que multidões o ouvissem voluntariamente por horas.

 

 

 

 

 

 

CONCLUSÃO

 

 

 

Nesta lição, aprendemos que Jesus escolheu os discípulos e investiu tempo para capacitá-los a fim de que se tornassem discipuladores. Isso exigiu deles renúncias pessoais, profissionais e até mesmo familiares. Aprendemos também que o modelo de discipulado de Jesus continua atual e eficiente para o crescimento da Igreja na atualidade.

 

 

 

ESTANTE DO PROFESSOR

 

 

Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004.

 

 

 

HORA DA REVISÃO

 

 

  1. Segundo a lição, qual foi o local do chamado dos discípulos?

 

De acordo com Mateus o local definido é a Galileia.

 

 

 

  1. O que caracteriza um verdadeiro discípulo de Jesus?

 

É a sua disposição para segui-lo, independente das circunstâncias.

 

 

 

  1. De acordo com a lição, quando Jesus iniciou o seu ministério terreno?

 

Jesus deu início ao seu ministério terreno assim que soube da morte de João.

 

 

 

  1. A estratégia de discipulado de Jesus continua atualizada?

 

Sim. Ainda hoje, temos a responsabilidade de fazer discípulos.

 

 

 

  1. De quem é a responsabilidade de fazer discípulos?

 

De todos os crentes.

 

 

 

SUBSÍDIO

 

 

“Discípulo era um termo comum no século I para uma pessoa que era um seguidor compromissado de um líder religioso, filosófico ou político. No mundo judaico, o termo era particularmente usado para os estudantes de um rabi, o mestre religioso. Nos Evangelhos, João Batista e os fariseus tinham grupos de discípulos (Mc 2.18; Mt 22.15,16). Esses discípulos, com frequência, eram os alunos mais promissores que passaram pelo sistema de educação judaica — os que já tinham memorizado as Escrituras hebraicas e demonstraram o potencial para aprender os ensinamentos específicos dos rabis sobre a Lei e os profetas a fim de que pudesse ensinar isso a outros. Portanto, era uma grande honra e responsabilidade ser chamado por um rabi para ser seu discípulo. Os discípulos aprenderam os ensinamentos de seu rabi vivendo com ele e seguindo-o aonde quer que vá. Uma frase daquele tempo descrevia os discípulos como aqueles que ‘ficavam cobertos pela poeira do rabi’, porque, literalmente, seguiam de muito perto seus mestres” (Guia Cristão de Leitura da Bíblia. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2013, p.69).

 

 

 

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD

JOVENS

1º Trimestre de 2018

Título: Seu Reino não terá fim — Vida e obra de Jesus segundo o Evangelho de Mateus

Comentarista: Natalino das Neves

Lição 6: Os discípulos são comissionados por Jesus

Data: 11 de Fevereiro de 2018

TEXTO DO DIA

 

“E, chamando os seus doze discípulos, deu-lhes poder sobre os espíritos imundos, para os expulsarem e para curarem toda enfermidade e todo mal” (Mt 10.1).

 

 

 

SÍNTESE

 

 

O Evangelho deve ser proclamado, independente da aceitação ou não das pessoas.

 

 

 

AGENDA DE LEITURA

 

 

SEGUNDA — Mt 10.1

 

O chamado dos 12 primeiros discípulos

 

 

 

 

 

 

TERÇA — Mt 9.36

 

Jesus teve compaixão das multidões

 

 

 

 

 

 

QUARTA — 2Tm 2.3

 

Como bom soldado de Jesus Cristo

 

 

 

 

 

 

QUINTA — Mt 10.14

 

Muitos não aceitam a mensagem do Evangelho

 

 

 

 

 

 

SEXTA — Mt 10.15

 

As consequências da rejeição do Evangelho

 

 

 

 

 

 

SÁBADO — Mt 4.17

 

A mensagem de arrependimento

 

 

 

OBJETIVOS

 

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

 

APRESENTAR os doze discípulos de Jesus e mostrar como se deu o chamado deles;

EXPLICAR os sinais e milagres que acompanham os comissionados;

CONSCIENTIZAR de que nem todos aceitam a mensagem do Reino.

 

 

INTERAÇÃO

 

 

A cada dia fica mais difícil para os professores(as) manter o interesse e a atenção dos alunos durante toda a aula. Tal fato se deve, em grande parte, ao uso exacerbado das redes sociais. Mas, não é só o uso exagerado das redes sociais. Infelizmente a falta de uma metodologia adequada e o relacionamento com os jovens também contribuem para que os alunos fiquem desatentos durante as aulas. Por isso, dar aulas para os jovens, na atualidade, é um desafio. Alguns jovens têm abandonado a Escola Dominical por achar as aulas monótonas e cansativas. Por isso, é importante que você elabore aulas participativas, ame seus alunos e seja amigo(a) deles.

 

 

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

 

Professor(a) para a aula de hoje será necessário um pequeno investimento. De acordo com o número de alunos, compre uma ou mais caixas de “BIS” ou outro chocolate de sua preferência. Após a saudação inicial, calmamente, pegue uma das caixas e, na frente dos alunos, abra um dos BIS e comece a comê-lo lentamente. Não vai demorar e alguém falará alguma coisa (vai pedir um ou vai reclamar, entre outras atitudes). Continue comendo devagar até acabar. Depois de comer o BIS pergunte se alguém ficou com vontade de comer o chocolate. Provavelmente, a maioria vai dizer que sim. Então, aproveite para mostrar que existem também muitos jovens que estão desejosos de conhecer Jesus, mas não tem ninguém que os evangelize. Estes também estão só olhando sem poder experimentar do Pão da Vida, Jesus. Mas, a salvação é para todos. Em seguida, distribua o BIS para aos alunos.

 

 

 

TEXTO BÍBLICO

 

 

Mateus 10.1-15.

 

 

 

1 — E, chamando os seus doze discípulos, deu-lhes poder sobre os espíritos imundos, para os expulsarem e para curarem toda enfermidade e todo mal.

 

2 — Ora, os nomes dos doze apóstolos são estes: O primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão;

 

3 — Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Lebeu, apelidado Tadeu;

 

4 — Simão, o Zelote, e Judas Iscariotes, aquele que o traiu.

 

5 — Jesus enviou estes doze e lhes ordenou, dizendo: Não ireis pelo caminho das gentes, nem entrareis em cidade de samaritanos;

 

6 — mas ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel;

 

7 — e, indo, pregai, dizendo: É chegado o Reino dos céus.

 

8 — Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai.

 

9 — Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos;

 

10 — nem alforjes para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem bordão, porque digno é o operário do seu alimento.

 

11 — E, em qualquer cidade ou aldeia em que entrardes, procurai saber quem nela seja digno e hospedai-vos aí até que vos retireis.

 

12 — E, quando entrardes nalguma casa, saudai-a;

 

13 — e, se a casa for digna, desça sobre ela a vossa paz; mas, se não for digna, torne para vós a vossa paz.

 

14 — E, se ninguém vos receber, nem escutar as vossas palavras, saindo daquela casa ou cidade, sacudi o pó dos vossos pés.

 

15 — Em verdade vos digo que, no Dia do Juízo, haverá menos rigor para o país de Sodoma e Gomorra do que para aquela cidade.

 

 

 

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

 

 

INTRODUÇÃO

 

 

 

Jesus escolheu e preparou doze homens para serem seus primeiros discípulos. Depois de comissionar e orientar quanto à missão deles, o Mestre os revestiu de poder para realizarem sinais que comprovariam as Boas-Novas do Evangelho e a chegada do Reino dos Céus.

 

A missão destes primeiros discípulos era levar a paz a todas as pessoas, expulsar os espíritos imundos e curar as enfermidades e todo mal (Mt 10.1). O Mestre orienta os discípulos, mostrando como deveriam proceder ao chegar e ao sair das casas ou cidades. Jesus também ensina a respeito das consequências que sofreriam aqueles que não recebessem os discípulos e nem escutassem as suas palavras (Mt 10.14).

 

 

 

  1. OS DOZE DISCÍPULOS E A PROCLAMAÇÃO DO REINO DOS CÉUS

 

 

 

  1. A preparação. Mateus dedica um bom espaço do texto Sagrado para trazer um dos principais discursos de Jesus, conhecido como o Sermão do Monte (Mt 5-7). Nele há auxílios para quem se dispõe a ter uma vida solidificada na rocha e ser uma testemunha do Reino.

 

Depois do Sermão do Monte, começa então a segunda parte do Evangelho de Mateus e no capítulo dez temos o discurso de Jesus chamado de “Sermão Missionário” (Mt 10).

 

Antes do comissionamento dos doze discípulos, Mateus narra uma série de sinais miraculosos realizados por Jesus (Mt 8,9). Ele descreve um total de dez curas e atos de poder realizados por Jesus e a constatação de que o campo de trabalho, a seara, é grande, mas que poucos são os ceifeiros.

 

Tendemos a acreditar que os sinais feitos por Jesus ninguém mais poderia fazê-los, mas na verdade Ele estava capacitando e treinando seus discípulos para milagres ainda maiores. Jesus chamou os doze, os treinou para depois comissioná-los.

 

  1. O comissionamento dos doze. Diferente do judaísmo institucionalizado, Jesus escolhe dentre o povo doze homens comuns, simples e das mais diversas origens. Entre eles estavam pescadores, como também membros de grupos opostos (grupo dos zelotes - coletor de impostos). Manter um grupo de pessoas com conhecimentos e perspectivas tão diferentes em um grupo coeso e eficiente exige esforço, paciência e muito treinamento.

 

Os Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas registram a eleição dos doze, mas cada um dá uma ênfase diferente (Mt 10.1-4; Mc 3.13-19; Lc 6.12-16). O que coincide na lista sinótica e que todas começam com Pedro, o líder, e termina com Judas, o traidor. Diferente dos demais evangelistas, Mateus coloca a relação dos doze discípulos no início de uma seção a respeito de missão.

 

Depois de um bom tempo juntos e auxiliando Jesus a ensinar, curar e expulsar demônios, agora os discípulos recebem a incumbência de cumprir a missão que lhes foi confiada sem a supervisão direta do Mestre.

 

  1. Compaixão para proclamar o Reino dos Céus às ovelhas perdidas da casa de Israel (Mt 10.5-7,9,10). Um dos principais exemplos que Jesus deixou para seus discípulos é a compaixão pelo povo sofrido da Galileia e sul da Síria (Mt 9.35-38). O termo bíblico judaico para compaixão era rahamin que tem o significado de amor materno. Jesus demonstra que é com esse amor que os discípulos deveriam amar aqueles a quem iriam anunciar o Evangelho.

 

Neste momento específico, a prioridade na evangelização eram as ovelhas perdidas da casa de Israel (Mt 10.6). Esta era uma estratégia específica e temporária. Outra recomendação importante é que os discípulos não deveriam se preocupar em levar bens materiais ou riquezas (Mt 10.9,10). Quem está trabalhando na Seara do Mestre deve agir como um soldado (2Tm 2.3,4), pois quando o combatente é convocado e vai para uma guerra ele só pode carregar suas armas e o essencial para sua sobrevivência.

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

Você que já teve um encontro sincero com Cristo e a vida transformada por Ele, já sentiu compaixão por aqueles que estão desgarrados e errantes?

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

Antes de comissionar os discípulos, Jesus os capacitou. Ele investiu seu tempo e paciência para ensiná-los como deveriam cumprir a missão que lhes foi confiada.

 

 

 

 

 

 

  1. SINAIS E MILAGRES ACOMPANHAM OS COMISSIONADOS (Mt 10.1,8)

 

 

 

  1. Os discípulos recebem poder. Jesus não tinha ciúmes ou medo de que seus discípulos se sobressaíssem, pois sua visão era de crescimento do Reino dos Céus. Seu objetivo era a libertação dos oprimidos e enfermos. Aprendemos com o Mestre que quando o líder investe em seus subordinados e estes cumprem sua missão com êxito, o líder que os instruiu também é honrado. Este é o segredo da boa liderança, investir e treinar bem os liderados. Mateus afirma que Jesus deu poder aos discípulos para expulsar os espíritos imundos e curar toda espécie de enfermidades. A autoridade para realizar os sinais foi transferida de Jesus para os discípulos. Eles receberam o poder diretamente do Filho de Deus, como parte integrante do plano divino de anunciar a salvação. Os doze receberam uma grande responsabilidade acompanhada de uma grande honra.

 

  1. A mensagem dos discípulos deveria ser a mesma de Jesus. A pregação dos discípulos deveria ser a mesma de Jesus (Mt 4.17), mas além da mensagem do Reino, eles necessitariam atender quatros imperativos: “curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos e expulsai os demônios” (Mt 10.7,8). Como representantes de Cristo, os discípulos estariam desafiando o poder imperial romano e religioso, por isso, estariam também correndo perigo, como o Mestre deles.

 

Acompanhar Jesus de perto e ser um discípulo era um privilégio e uma honra, mas também exigia disciplina e responsabilidade. Por isso, o Mestre relaciona uma série de recomendações a seus discípulos, dispostos a proclamar o Evangelho (Mt 10.7-17).

 

  1. Os discípulos não poderiam utilizar o poder recebido em benefício próprio. Os discípulos haviam recebido poder para realizar sinais em nome de Jesus, mas também receberam uma advertência séria, pois não poderiam usar o poder recebido em benefício próprio, ou ter pagamento algum em troca. Eles receberam o poder de graça e de graça deveriam anunciar o Reino dos Céus.

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

Jesus investiu no preparo de seus discípulos, mas eles tiveram que se dispor para aprender. Jovem, você tem essa mesma disposição?

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

Os discípulos foram honrados ao serem comissionados, a exemplo de grandes figuras do povo de Israel do passado, como Moisés, Davi, Isaías e Jeremias.

 

 

 

 

 

 

III. NEM TODOS ACEITAM A MENSAGEM DO REINO (Mt 10.11-15)

 

 

 

  1. A paz de Deus. Os discípulos são recomendados a oferecer a paz de Cristo a “todas as ovelhas perdidas da casa de Israel” (v.6). No contexto, a casa considerada digna é aquela em que o proprietário recebe voluntariamente a oferta da paz por meio do Evangelho. Nesse caso, se convidado, o discípulo deveria entrar e se hospedar o tempo necessário para anunciar as Boas-Novas. Na cultura atual é difícil entender essa prática de se hospedar pessoas desconhecidas, mas na época de Jesus era algo bem comum. O fato de depender da boa vontade das pessoas para se hospedar de forma gratuita na casa de um desconhecido também exigia humildade dos discípulos, pois nem todas as pessoas têm essa propensão e se propõe a fazer isso. Por isso, a necessidade da ação do Espírito Santo na vida daqueles que realmente estão comprometidos com o Reino dos Céus.

 

  1. Lidando com a rejeição. Jesus orientou os discípulos mostrando que algumas pessoas iriam rejeitar o Evangelho e ignorá-los. O próprio Jesus era um exemplo de rejeição e submissão a situações de humilhação. Todavia, também era um exemplo a ser seguido, pois não desanimava diante dessas dificuldades e mantinha seu propósito de fazer a vontade de Deus. No versículo (v.14) aparece uma expressão que não é costumeira para a cultura contemporânea: “sacudi o pó dos vossos pés”. Tal declaração é uma forma de demonstrar que o proprietário da casa visitada, que rejeitou o Evangelho, é responsável pela sua atitude. Jesus estava preparando os discípulos para que eles aprendessem a lidar com as rejeições sem se magoarem e perderem o propósito, pois cada um é responsável pelas suas escolhas.

 

  1. Não desanime diante da recusa das pessoas. O crente não deve desanimar quando as pessoas rejeitarem a pregação do Evangelho. Quem rejeita hoje poderá aceitar amanhã, pois as pessoas mudam, as condições e as experiências também. Quem convence o homem do pecado, da justiça divina e do juízo é o Espírito Santo, a nós cabe somente anunciar o plano da salvação, orar pelos enfermos e os oprimidos do Diabo. Infelizmente, haverá pessoas que nunca aceitarão a mensagem da salvação. O discípulo que passa por uma experiência dessas, não deve achar que ele é o responsável pela recusa da pessoa. Não devemos nos preocupar, de forma demasiada, pelas decisões erradas das pessoas, pois o crente não pode mudar ninguém e nem impor às pessoas a salvação, mas oferecê-la gratuitamente e com amor.

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

Jovem, qual o seu comprometimento com a missão evangelizadora da Igreja?

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

A salvação é oferecida gratuitamente a todas as pessoas e não deve ser imposta. Cada pessoa é responsável pelas suas escolhas.

 

 

 

 

 

 

CONCLUSÃO

 

 

 

Nesta lição aprendemos que Jesus antes de comissionar seus discípulos para a missão evangelizadora, os capacitou. O Mestre outorgou poder aos discípulos para que estes fizessem os mesmos sinais que Ele fazia. No entanto, Jesus recomendou aos discípulos que não usassem esse poder em benefício próprio, mas sempre em favor do Reino. Aprendemos também que Jesus orientou os discípulos a alcançarem primeiramente as ovelhas perdidas da casa de Israel, mas Ele os advertiu de que nem todos aceitariam a mensagem do Reino, pois a responsabilidade da escolha é pessoal.

 

 

 

ESTANTE DO PROFESSOR

 

 

GARLOW, James L. Deus e o seu Povo: A História da Igreja como Reino de Deus. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2007.

 

 

 

HORA DA REVISÃO

 

 

  1. Segundo a lição, quem eram os doze comissionados por Jesus?

 

Eram doze homens comuns, simples e das mais diversas origens.

 

 

 

  1. A narrativa da escolha e missão dos doze discípulos é igual em todos os evangelhos sinóticos? Explique.

 

Não. Os Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas registram a eleição dos doze, mas cada um dá uma ênfase diferente. O que coincide na lista sinótica é que todas começam com Pedro, o líder, e termina com Judas, o traidor.

 

 

 

  1. De acordo com a lição, o que significa “sacudir o pó dos vossos pés”?

 

Tal declaração é uma forma de demonstrar que o proprietário da casa visitada, que rejeitou o Evangelho, é responsável pela sua atitude.

 

 

 

  1. Segundo a lição, qual foi um dos principais exemplos que Jesus deixou para seus discípulos?

 

Um dos principais exemplos que Jesus deixou para seus discípulos é a compaixão pelo povo sofrido.

 

 

 

  1. Segundo a lição, qual a recomendação às pessoas que se deparam com aqueles que rejeitam de forma definitiva o Evangelho?

 

A recomendação é não desanimar diante da recusa das pessoas.

 

 

 

SUBSÍDIO I

 

 

“Evangelização e responsabilidade social

 

O nosso próximo é uma pessoa, um ser humano, criado por Deus. E Deus não o criou como uma alma sem corpo (para que pudéssemos amar somente sua alma), nem como um corpo sem alma (para que pudéssemos preocupar-nos exclusivamente com seu bem-estar físico), nem tampouco com um corpo-alma em isolamento (para que pudéssemos preocupar-nos com ele somente como um indivíduo, sem nos preocupar com a sociedade em que ele vive). Não! Deus fez o homem um ser espiritual, físico e social. Como ser humano, o nosso próximo pode ser definido como ‘um corpo-alma em sociedade’. Portanto, a obrigação de amar o nosso próximo nunca pode ser reduzida para somente uma parte dele. Se amarmos o nosso próximo como Deus o amou (o que é mandamento para nós), então, inevitavelmente, estaremos preocupados com o seu bem-estar total, o bem-estar do seu corpo, da sua alma e da sua sociedade. [...] É verdade que o Senhor Jesus ressurreto deixou a Grande Comissão para a sua Igreja: pregar, evangelizar e fazer discípulo. E esta comissão é ainda a obrigação da Igreja. Mas a comissão não invalida o mandamento, como se ‘amarás o teu próximo’ tivesse sido substituído por ‘pregarás o Evangelho’. Nem tampouco reinterpreta amor ao próximo em termos exclusivamente evangelísticos” (STOTT, John R. W. Cristianismo Equilibrado. 1ª Edição. RJ: CPAD, 1995, p.60,61).

 

 

 

SUBSÍDIO II

 

 

“Mateus 10.6:

 

‘As ovelhas perdidas da casa de Israel’, as ovelhas, as que estão perdidas, são mencionadas aqui pela primeira vez em Mateus. Jesus está expressando compaixão e não censura. John Bebgel comenta que Jesus diz ‘perdido’ e assemelhados mais frequentemente do que ‘desviado’ e assemelhados. ‘Se a nação judaica pudesse ser levada ao arrependimento o novo tempo despontaria’.

 

Mateus 10.14:

 

‘Sacudi o pó dos vossos pés’. ‘Sacudir’, um gesto vigoroso de desfavor. Os judeus tinham preconceitos ardentes contra as menores partículas do pó pagão. A questão não era a existência de germes no pó. Tal fato não se conhecia na época. Os judeus consideravam que qualquer coisa relacionada aos gentios estava contaminada com a putrescência da morte. Se os apóstolos fossem maltratados, eles tinham de tratar os impiedosos donos da casa como se eles fossem gentios (cf. Mt 18.17; At 18.6) Essa instrução também era restrita a esta excursão, com seus perigos peculiares” (ROBERTSON, A. T. Comentário Mateus & Marcos: À luz do Novo Testamento Grego. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2016, p.118).

 

 

 

 

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD

JOVENS

1º Trimestre de 2018

Título: Seu Reino não terá fim — Vida e obra de Jesus segundo o Evangelho de Mateus

Comentarista: Natalino das Neves

Lição 7: O perigo da falsa religiosidade

Data: 18 de Fevereiro de 2018

TEXTO DO DIA

“Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Por que transgredis vós também o mandamento de Deus pela vossa tradição?” (Mt 15.3).

 

SÍNTESE

 

 

Os fariseus e escribas se preocupavam tanto em observar as tradições dos anciãos (recomendações de homens) que acabavam por desprezar a Lei de Deus.

 

 

 

AGENDA DE LEITURA

 

 

SEGUNDA — Mt 15.11

 

O que contamina o ser humano é o que sai de sua boca

 

 

 

 

 

 

TERÇA — Mt 15.19

 

Do coração surgem os pensamentos maus

 

 

 

 

 

 

QUARTA — Is 29.13

 

Isaías exorta contra a falsa religiosidade

 

 

 

 

 

 

QUINTA — Nm 5.1-4

 

Procedimentos de pureza na lei mosaica

 

 

 

 

 

 

SEXTA — Mc 7.9-13

 

Jesus exorta fariseus e escribas a respeito da hipocrisia

 

 

 

 

 

 

SÁBADO — Mt 21.16

 

Jesus enaltece o louvor sincero das crianças

 

 

 

OBJETIVOS

 

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

 

EVIDENCIAR as injustiças da falsa religiosidade;

MOSTRAR que a falsa religiosidade leva a cegueira;

CONSCIENTIZAR de que a falsa religiosidade pode levar a mercantilização da fé.

 

 

INTERAÇÃO

 

 

Professor(a), a hipocrisia é um tema que precisa de uma atenção especial, pois infelizmente, existem pessoas em nosso meio com atitudes semelhantes as dos escribas e fariseus. Elas querem impor, por falta de conhecimento bíblico e doutrinário um jugo pesado e impraticável que acaba afastando as pessoas do Evangelho. Muitos, como os fariseus e publicanos até têm um discurso eloquente, mas não se comportam de maneira adequada na igreja ou na sociedade em geral. Muitos estão envergonhando o Evangelho e a Igreja, por isso, um debate bem conduzido a respeito do assunto poderá contribuir para chamar a atenção dos jovens para a necessidade de vivermos uma vida íntegra e coerente diante das pessoas e de Deus. Pois sem santidade ninguém verá o Senhor.

 

 

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

 

Sugerimos que você faça uma atividade em grupo para exemplificar o ensino do tópico II. Para isso, solicite dois voluntários. Enquanto os demais alunos assistem, coloque uma venda nos olhos dos voluntários e peça para um guiar o outro em uma pequena caminhada pela sala, não permitindo que retirem a venda, como se fosse uma pessoa cega, guiando à outra. Após a atividade, peça para cada voluntário expressar qual o sentimento que teve nas duas funções exercidas, bem como a opinião do público que presenciou a atividade. Depois de ouvir a todos, explique que os escribas e fariseus se achavam perfeitos e queriam guiar as demais pessoas, mas Jesus afirmou que eles eram como cegos guiando cegos.

 

Avise a turma que na próxima aula haverá uma atividade surpresa.

 

 

 

TEXTO BÍBLICO

 

 

Mateus 15.1-17.

 

 

 

1 — Então, chegaram ao pé de Jesus uns escribas e fariseus de Jerusalém, dizendo:

 

2 — Por que transgridem os teus discípulos a tradição dos anciãos? Pois não lavam as mãos quando comem pão.

 

3 — Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Por que transgredis vós também o mandamento de Deus pela vossa tradição?

 

4 — Porque Deus ordenou, dizendo: Honra a teu pai e a tua mãe; e: Quem maldisser ao pai ou à mãe, que morra de morte.

 

5 — Mas vós dizeis: Qualquer que disser ao pai ou à mãe: É oferta ao Senhor o que poderias aproveitar de mim, esse não precisa honrar nem a seu pai nem a sua mãe,

 

6 — E assim invalidastes, pela vossa tradição, o mandamento de Deus.

 

7 — Hipócritas, bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo:

 

8 — Este povo honra-me com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim.

 

9 — Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens.

 

10 — E, chamando a si a multidão, disse-lhes: Ouvi e entendei:

 

11 — o que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem.

 

12 — Então, acercando-se dele os seus discípulos, disseram-lhe: Sabes que os fariseus, ouvindo essas palavras, se escandalizaram?

 

13 — Ele, porém, respondendo, disse: Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada.

 

14 — Deixai-os; são condutores cegos; ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova.

 

15 — E Pedro, tomando a palavra, disse-lhe: Explica-nos essa parábola.

 

16 — Jesus, porém, disse: Até vós mesmos estais ainda sem entender?

 

17 — Ainda não compreendeis que tudo o que entra pela boca desce para o ventre e é lançado fora?

 

 

 

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

 

 

INTRODUÇÃO

 

 

 

Quando o assunto é falsa religiosidade, não podemos deixar de falar dos escribas e fariseus, pois com suas práticas religiosas, eles cometiam muitas injustiças e lançavam fardos pesados sobre os outros. Estes, erroneamente, trocaram a religião pura, a comunhão com Deus, pela mercantilização da fé. No capítulo 15 de Mateus, vemos os escribas e fariseus acusando os discípulos de Jesus de transgredirem as tradições dos anciãos (v.2). Devido ao comportamento hipócrita deles, Jesus os chama de “condutores cegos”, que guiam outros “cegos” a reproduzirem suas condutas hipócritas (Mt 15.14).

 

Quanto mais Jesus se aproximava de Jerusalém, maior era a severidade dos confrontos com as facções religiosas judaicas que não suportavam ouvir os ensinos de Jesus.

 

 

 

  1. A INJUSTIÇA DA FALSA RELIGIOSIDADE (Mt 15.1-9)

 

 

 

  1. As acusações injustas dos escribas e fariseus (vv.1,2). Jesus e seus discípulos estavam na terra de Genesaré pregando as Boas-Novas, curando os enfermos que eram trazidos de todas as localidades (Mt 14.34-36). Enquanto isso, alguns escribas e fariseus vindos de Jerusalém para observá-lo e achar algo errado para acusá-lo, perceberam que os discípulos de Jesus comiam sem lavar as mãos. No entanto, o que os incomodava não era a falta de higiene, mas sim a questão cerimonial, a tradição. A Torá previa alguns procedimentos quanto à pureza ritual (Lv 11-15; Nm 5.1-4). Todavia, a questão levantada pelos escribas e fariseus não constava nela, mas sim na tradição dos anciãos. Portanto, eles acusaram Jesus e seus discípulos injustamente. A tradição deles na verdade era acréscimo feito pelos homens e não por Deus.

 

  1. Os acusadores eram na verdade os transgressores (vv.3-9). Os escribas e fariseus acusavam as pessoas de transgredir as tradições dos anciãos como se eles fossem os seres mais honestos e puros do universo. No entanto, Jesus os repeliu e mostrou que eles estavam equivocados e o quanto eram hipócritas. Então, o Mestre questiona o fato de eles transgredirem os mandamentos de Deus (v.3).

 

Jesus repreende os fariseus e escribas afirmando: “E assim invalidastes, pela vossa tradição, o mandamento de Deus” (v.6). Jesus cita a lei mosaica em que os filhos deveriam honrar o pai e a mãe (o quinto mandamento), cuja penalidade para tal transgressão era a morte. Mas, para não atenderem as necessidades materiais de seus pais alegavam que o bem que possuíam era Corbã, isto é, oferta ao Senhor (Mc 7.11). Segundo A. T. Robertson (Comentário Mateus & Marcos — CPAD) “os rabinos permitiam que o filho infiel fizesse a mera declaração dessa palavra para deixar de usar o dinheiro necessário para o sustento do pai ou mãe”. Na verdade os acusadores é que eram os verdadeiros transgressores da Lei de Deus.

 

  1. O profeta Isaías já havia reprovado a falsa religiosidade (vv.7,8). Jesus exorta seus acusadores e demonstra que eram eles que estavam burlando a lei de Moisés por ganância. O Mestre chama os fariseus e escribas de hipócritas e afirma a atitude errada deles citando Isaías 29.13. O profeta Isaías já havia, por diversas vezes, reprovado a falsa religiosidade do seu povo. Ele afirmou que seu povo adorava a Deus somente com palavras, mas o coração deles estava bem longe do Senhor.

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

Os judeus cobravam o cumprimento das tradições humanas, mas transgrediam a Lei divina. Jovem, tal atitude ainda pode ser vista na atualidade?

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

O importante é o cumprimento da Palavra de Deus, a prática da justiça e da verdade divina.

 

 

 

 

 

 

  1. A CEGUEIRA DA FALSA RELIGIOSIDADE

 

 

 

  1. A cegueira espiritual dos escribas e fariseus (v.14). Jesus não se intimidou diante dos fariseus e dos escribas. Ele os exortou de forma segura e eficaz, chamando-os de cegos e condutores de cegos. Os fariseus e escribas se apegavam tanto a questões secundárias e irrelevantes (tradições humanas) que se privavam das questões primárias, a observância da Lei divina. Na realidade, o que os incomodavam era a popularidade, o reconhecimento e o respeito que Jesus e seus discípulos vinham conquistando diante da população. Os testemunhos dos feitos de Jesus se espalhavam rapidamente e todos queriam ouvir e ver a Jesus. Os líderes religiosos, com suas tradições, discursos monótonos e repetitivos já não chamavam mais a atenção do povo.

 

  1. A dificuldade de Pedro em compreender o ensino de Jesus. Os discípulos, em alguns momentos específicos, também tiveram dificuldades para entender os ensinos de Jesus. Pedro, tomando a palavra, perguntou a Jesus: “Explica-nos essa parábola” (Mt 15.15). Interessante como o apóstolo Pedro não se preocupava em declarar publicamente que não havia compreendido. Ele estava certo, pois quem quer aprender tem que perguntar e não pode se importar com a reação das pessoas. Muitas pessoas deixam de aprender por receio de perguntar.

 

Jesus fica admirado com a atitude de Pedro e diz: “Até vós mesmos estais ainda sem entender?” (v.16). De acordo A. T. Robertson (Comentário Mateus & Marcos — CPAD) os discípulos “ainda estavam sob o ‘encanto’ da perspectiva teológica dos fariseus”. Por isso, a dificuldade de entendimento. Então, Jesus explica para eles que o que contamina o homem é tudo aquilo que procede do seu interior, coração (Mt 15.18,19). Diferente dos escribas e fariseus, que ouviam Jesus ensinar, mas não queriam aprender, pois seus interesses e hipocrisia impediam que seus “olhos fossem abertos” para entender a mensagem do Reino, os discípulos realmente desejavam compreender e aplicar às suas vidas o ensino do Mestre.

 

  1. O que contamina o homem é o que procede do coração (Mt 15.17-19). Jesus explica aos discípulos que o que contamina o homem não é o que entra pela boca, mas o que procede do seu coração. É do interior do homem que provêm os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias. As práticas, os ensinos errôneos e perversos dos escribas e fariseus ainda influenciam muitos religiosos na atualidade, pois infelizmente ainda há pessoas que valorizam mais as tradições humanas que a infalível e inerrante Palavra de Deus. Jesus deixa claro que a falsa religiosidade contamina o homem e não o comer sem lavar as mãos. O Mestre rebate duramente o ritualismo hipócrita dos fariseus e escribas e a falsa santidade e espiritualidade deles.

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

As tradições são mais importantes que a Palavra de Deus?

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

Falsos religiosos, ofuscados pela hipocrisia, se deixam prender pelas tradições, sem se importar com as Sagradas Escrituras.

 

 

 

 

 

 

III. A MERCANTILIZAÇÃO DA FÉ E DA ADORAÇÃO PELA FALSA RELIGIOSIDADE (Mt 21.12-17)

 

 

 

  1. Os falsos religiosos transformaram o Templo em covil de ladrões (v.13). Ao entrar no Templo, Jesus fica indignado quando vê o comércio que se havia estabelecido no pátio dos gentios, área que ficava na parte externa do Templo e era aberta a judeus e gentios. Era neste local que se dava a venda de animais que seriam utilizados nos sacrifícios, porém os cambistas se utilizavam disso para explorar os fiéis. Quem se beneficiava com o monopólio das vendas eram os sacerdotes e levitas, já que o comércio de animais gerava muito dinheiro. Mas Jesus expulsa os cambistas do Templo e para isso utiliza os textos de Isaías 56.7 e Jeremias 7.11. O propósito dEle era restaurar a verdadeira finalidade do Templo: a oração e a adoração.

 

  1. Os falsos religiosos querem calar o louvor genuíno (vv.15,16). Jesus também aproveita a ocasião para curar cegos e coxos que foram ter com Ele no Templo. Segundo o Comentário Bíblico Pentecostal, “Davi proibiu que os cegos e coxos entrassem no Templo”. Mas, o Filho de Deus reverte este preceito legal, mostrando que a Casa de Deus é para acolher a todos.

 

Logo depois, Mateus relata que alguns meninos, talvez admirados com os milagres de Jesus, com a sua ousadia e justiça o adoraram clamando: “Hosana ao Filho de Davi” (v.15). Ao ouvir o louvor dos meninos, a raiva dos principais dos sacerdotes e escribas se acentua ainda mais, e eles então tentam envergonhar a Jesus. Eles questionam Jesus a respeito do procedimento das crianças. Mas, para a surpresa deles, o Mestre responde a eles utilizando o Salmo 8.2.

 

O texto de Mateus nos mostra duas situações antagônicas: de um lado os cambistas e líderes do Templo que lucravam com o uso indevido das tradições religiosas; do outro, as crianças oferecendo o perfeito louvor ao Filho de Deus pela libertação dos excluídos (cegos e coxos) e a restauração da ordem na Casa de Deus.

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

Uma das principais causas da crucificação de Jesus foi sua conduta contra a mercantilização da religião.

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

Os testemunhos dos feitos de Jesus se espalhavam rapidamente e todos queriam ouvir e ver a Jesus.

 

 

 

 

 

 

CONCLUSÃO

 

 

 

Nesta lição, aprendemos a respeito da falsa religiosidade, fazendo uma análise das atitudes errôneas dos escribas e fariseus. Estes acusaram os discípulos de Jesus de não cumprir as tradições religiosas. Entretanto, o Mestre os exorta mostrando o quanto eles estavam errados ao darem mais importância às tradições humanas do que as Leis de Deus. Aprendemos também que Jesus purificou o Templo, expulsando os cambistas e reprovando a atitude gananciosa dos líderes religiosos que fizeram da Casa de Deus um covil de ladrões.

 

 

 

ESTANTE DO PROFESSOR

 

 

Comentário Bíblico Matthew Henry: Novo Testamento. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2008.

 

 

 

HORA DA REVISÃO

 

 

  1. Qual mandamento Jesus afirmou terem os escribas e fariseus transgredido?

 

Jesus repreende os fariseus e escribas afirmando: “E assim invalidastes, pela vossa tradição, o mandamento de Deus” (v.6). Jesus cita a lei mosaica em que os filhos deveriam honrar o pai e a mãe (o quinto mandamento), cuja penalidade para tal transgressão era a morte.

 

 

 

  1. Por que Jesus acusou os escribas e fariseus de cegos e condutores de cegos?

 

Porque eles cobravam o cumprimento das tradições humanas, mas transgrediam a Lei divina.

 

 

 

  1. Explique a expressão utilizada por Jesus: “O que contamina o homem não é o que entra pela boca, mas o que sai dela”.

 

Jesus explica aos discípulos que o que contamina o homem não é o que entra pela boca, mas o que procede do seu coração. É do interior do homem que provêm os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias.

 

 

 

  1. Quem se beneficiava com o monopólio das vendas no Templo?

 

Os sacerdotes e os levitas.

 

 

 

  1. Quando Jesus expulsa os cambistas do Templo qual referência bíblica Ele utiliza para justificar sua ação?

 

Jesus expulsa os cambistas do Templo e para isso utiliza os textos de Isaías 56.7 e Jeremias 7.11.

 

 

 

SUBSÍDIO I

 

 

“Mateus usa a palavra ‘então’ (tole) para unir a demanda dos fariseus e escribas (mestres da lei) da lavagem cerimonial (v.2) como relato de curas no final do capitulo 14, no qual as pessoas cerimonialmente imundas tocavam Jesus para serem curadas. O termo tole é uma das palavras de transição favoritas de Mateus. Das cento e sessenta vezes que aparece no Novo Testamento, mais de cinquenta ocorrem no Evangelho de Mateus. A ‘tradição dos anciãos’ era a composição de regulamentos designados a ampliar a lei mosaica e facilitar guardá-la. Conforme a tradição, os fariseus se lavavam depois de estar numa multidão, no caso de eles terem tocado uma pessoa cerimonialmente imunda; a questão para eles não era saúde ou higiene. Preocupando-se mais com a pureza cerimonial do que com a cura de doentes, eles consideravam Jesus e os discípulos violadores imundos da lei (cf. Mc 7.3,4, que explica esta tradição para uma audiência gentia).

 

Jesus não responde diretamente a acusação dos fariseus, antes, nivela as próprias acusações contra a deles. Ele faz nítida distinção entre os mandamentos de Deus e as tradições bastante modernas dos inimigos, que não observavam as questões mais importantes da lei. Ele questiona as pressuposições e procedimentos operacionais padrões e mostra como suas tradições sabotavam a Lei de Deus por fins egoístas” (ZRRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Ed.) Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004, p.96).

 

 

 

SUBSÍDIO II

 

 

“A purificação do Templo é descrita de forma vívida. Jesus expulsou todos os que vendiam e compravam no templo (Mt 21.12) — hieron, a ‘área do Templo’, compreendia cerca de vinte e cinco acres. No Pátio dos Gentios havia um mercado onde ovelhas e bois eram vendidos para os sacrifícios (cf. Jo 2.14). Como a Lei especificava que esses animais deveriam ser ‘sem mácula’ (Êx 12.5) era mais seguro comprá-los no mercado do Templo que era dirigido por parentes do sumo sacerdote. Tudo que fosse comprado ali seria aprovado. Da mesma forma, seria inconveniente para os peregrinos da Galileia trazer animais em uma viagem tão longa. Aqueles que eram demasiadamente pobres para oferecer uma ovelha tinham permissão de substituí-la por uma pomba (Lv 12.8). Todo o dia era realizada uma animada venda desses animais.

 

Os cambistas também colhiam seus frutos. Todo judeu adulto tinha que pagar uma taxa anual de meio siclo ao Templo (cf. Mt 17.24). Mas esse pagamento deveria ser feito com a moeda fenícia. Como o dinheiro que os judeus usavam habitualmente era grego ou romano, isso queria dizer que a maioria das pessoas precisava trocar o seu dinheiro. Os sacerdotes tinham permissão de cobrar algo em torno de 15 por cento para fazer essa troca. Edersheim acredita que somente essa taxa poderia alcançar uma soma entre 40.000 a 45.000 dólares por ano, isto era, uma renda exorbitante naquela época” (Comentário Bíblico Beacon. Volume 6. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2006. p.146).

 

 

 

 

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD

JOVENS

1º Trimestre de 2018

Título: Seu Reino não terá fim — Vida e obra de Jesus segundo o Evangelho de Mateus

Comentarista: Natalino das Neves

Lição 8: A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém

Data: 25 de Fevereiro de 2018

TEXTO DO DIA

 

“E as multidões, tanto as que iam adiante como as que o seguiam, clamavam, dizendo: Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!” (Mt 21.9).

 

 

 

SÍNTESE

 

 

A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém mostrou que Ele era o Messias, o Rei anunciado pelos profetas.

 

 

 

AGENDA DE LEITURA

 

 

SEGUNDA — Mt 21.4,5

 

A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém foi predita pelos profetas

 

 

 

 

 

 

TERÇA — Mt 21.6

 

A obediência e disciplina dos discípulos

 

 

 

 

 

 

QUARTA — Mt 16.21

 

Jesus prediz que seria morto, e ressuscitaria ao terceiro dia

 

 

 

 

 

 

QUINTA — Zc 9.9

 

Zacarias prediz a entrada triunfal de Jesus em um jumentinho

 

 

 

 

 

 

SEXTA — 1Rs 1.33

 

Era costume os reis terem sua mula

 

 

 

 

 

 

SÁBADO — Sl 118.25

 

“Bendito aquele que vem em nome do SENHOR”

 

 

 

OBJETIVOS

 

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

 

APRESENTAR a entrada do Rei dos reis em Jerusalém;

SABER que a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém foi um ato messiânico previsto nos profetas;

EXPLICAR como Jesus foi recebido como rei messiânico em Jerusalém.

 

 

INTERAÇÃO

 

 

Professor(a), o método didático e participativo deve ser incentivado na Escola Dominical. No entanto, para que seja efetivo, o professor(a) necessita ter objetivos claros, distintos e atingíveis. Os objetivos propostos nas revistas servem como um modelo, porém eles deverão ser adaptados à realidade de sua classe.

 

Os recursos didáticos que forem necessários para a aula deverão ser providenciados antecipadamente para que não haja surpresas durante as aulas. Faça tudo de forma planejada, pois os alunos percebem quando o professor não prepara a aula e esse é um fator desmotivador. Você foi chamado para um excelente ministério, então seja dedicado. Dê o seu melhor, pois o ensino eficaz pode transformar vidas.

 

 

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

 

A respeito da atividade mencionada na última aula, prepare algumas perguntas sobre a lição e chegue alguns minutos antes da aula começar a fim de fixá-las debaixo de algumas cadeiras da sala. Inicie a aula normalmente, se os alunos perguntarem a respeito da atividade surpresa vá adiando a revelação. Nos últimos 10 minutos de aula, peça para os jovens procurarem, debaixo da cadeira, algo que está colado. Peça aos alunos “sorteados” para lerem as perguntas e, se possível respondê-las. Se o aluno não conseguir responder, transfira para outro. Agradeça as participações e ao final, se for possível, seria interessante presentear os alunos selecionados.

 

 

 

TEXTO BÍBLICO

 

 

Mateus 21.1-11.

 

 

 

1 — E, quando se aproximaram de Jerusalém e chegaram a Betfagé, ao monte das Oliveiras, enviou, então, Jesus dois discípulos, dizendo-lhes:

 

2 — Ide à aldeia que está defronte de vós e logo encontrareis uma jumenta presa e um jumentinho com ela; desprendei-a e trazei-mos.

 

3 — E, se alguém vos disser alguma coisa, direis que o Senhor precisa deles; e logo os enviará.

 

4 — Ora, tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta, que diz:

 

5 — Dizei à filha de Sião: Eis que o teu Rei aí te vem, humilde e assentado sobre uma jumenta e sobre um jumentinho, filho de animal de carga.

 

6 — E, indo os discípulos e fazendo como Jesus lhes ordenara,

 

7 — trouxeram a jumenta e o jumentinho, e sobre eles puseram as suas vestes, e fizeram-no assentar em cima.

 

8 — E muitíssima gente estendia as suas vestes pelo caminho, e outros cortavam ramos de árvores e os espalhavam pelo caminho.

 

9 — E as multidões, tanto as que iam adiante como as que o seguiam, clamavam, dizendo: Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!

 

10 — E, entrando ele em Jerusalém, toda a cidade se alvoroçou, dizendo: Quem é este?

 

11 — E a multidão dizia: Este é Jesus, o Profeta de Nazaré da Galileia.

 

 

 

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

 

 

INTRODUÇÃO

 

 

 

Nesta lição, estudaremos a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Este episódio dá início ao quinto bloco narrativo do Evangelho de Mateus (Mt 21.1-11). O texto descreve a chegada de Jesus em Jerusalém, centro do poder religioso. O Mestre já havia predito, aos seus discípulos, que em Jerusalém Ele iria padecer nas mãos dos anciãos, principais sacerdotes e escribas. Jesus afirmou que seria morto, mas ao terceiro dia ressuscitaria (Mt 16.21).

 

O Messias entrou em Jerusalém montado em um jumentinho, de forma humilde, para que se cumprissem as Escrituras Sagradas e o povo o recebe bem, aclamando-o como enviado de Deus.

 

 

 

  1. A ENTRADA DO REI DOS REIS EM JERUSALÉM (Mt 21.1-3)

 

 

 

  1. A expectativa da chegada de Jesus em Jerusalém. Talvez, os discípulos estivessem animados e ansiosos em relação à chegada de Jesus na cidade de Jerusalém. Quem sabe eles não pensavam que Jesus iria assumir o poder político ou que algo sobrenatural iria acontecer? Todavia, Jesus reuniu os seus discípulos em particular para informar que em Jerusalém Ele seria perseguido e morto. Esta foi a terceira vez que Jesus predisse a sua morte e ressurreição na cidade de Jerusalém (Mt 16.21; 17.22,23; 20.18).

 

No capítulo 20, Mateus narra o pedido da mãe dos filhos de Zebedeu, Tiago e João, (v.20). Ela intercede pelos seus filhos, a fim de que eles fossem colocados ao lado de Jesus quando Ele assumisse o seu Reino (v.21). Fica claro que a expectativa era de que Jesus assumisse o poder em Jerusalém. Então, Jesus adverte aos discípulos a fim de que eles não brigassem por posição, pois os valores do seu Reino eram superiores aos dos homens, e quem quisesse ser o primeiro, deveria ser servo de todos (v.27). Jesus lhes falava a respeito do Reino dos Céus, mas eles estavam focados nas coisas deste mundo.

 

  1. A entrada em Jerusalém, uma fase de transição. Os discípulos ainda não haviam compreendido o real propósito da missão de Jesus, mesmo depois de Ele predizer algumas vezes a respeito de sua paixão e ressurreição. Por isso, depois da morte de Jesus os discípulos ficaram tão decepcionados e desanimados. Segundo o Evangelho de Marcos e Lucas, dois deles resolveram deixar Jerusalém e seguir para Emaús (Lc 24.13,21).

 

Mateus narra a chegada de Jesus em Jerusalém de forma que lembra a entrada das comitivas dos reis de Israel e as greco-romanas. Estas entradas incluíam: marchas triunfais, honrarias militares, bem como a chegada de um rei ou soberano montado em uma mula.

 

A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém marcaria um momento importante de transição para a sua paixão.

 

  1. Jesus planejou sua entrada em Jerusalém. Ainda em Betfagé, no Monte das Oliveiras, Jesus dá uma ordem a dois dos seus discípulos: “Ide à aldeia que está defronte de vós e logo encontrareis uma jumenta presa e um jumentinho com ela; desprendei-a e trazei-mos” (Mt 21.2). Percebe-se que Jesus já tinha tudo planejado, diferente de alguns crentes que fazem tudo de modo improvisado.

 

A primeira impressão que temos, ao ler o relato de Mateus, é que Jesus conhecia o dono dos animais, pois Ele orienta os discípulos dizendo: “E, se alguém vos disser alguma coisa, direis que o Senhor precisa deles; e logo os enviará” (Mt 21.3). Mas, fazia parte do costume da época o sistema de angária, ou seja, as pessoas tinham obrigação de ceder ou alugar animais de carga para o serviço dos soberanos.

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

Enquanto muitos querem demonstrar que são importantes, Jesus expõe sua humildade. Jovem, em sua vida cristã, o que você tem procurado exibir?

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, montado em um jumentinho, representava o governo humilde do Messias. Tal acontecimento incomodou as autoridades religiosas.

 

 

 

 

 

 

  1. A ENTRADA TRIUNFAL DE JESUS MONTADO EM UM JUMENTINHO, UM ATO MESSIÂNICO (Mt 21.4,5)

 

 

 

  1. Os profetas e a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Mateus é o único evangelista sinótico que registra que o jumentinho estava preso a uma jumenta. O fato de o animal estar junto à mãe demonstrava que ele ainda não tinha sido desmamado e que nunca havia sido montado. É importante ressaltar que somente Mateus e João registram que as ações de Jesus cumprem as profecias.

 

O Evangelho de João 12.15,16 deixa claro que os discípulos só conseguiram relacionar a entrada de Jesus em Jerusalém, montado em um jumento, com os textos proféticos, somente depois da morte do Salvador. Mateus cita na primeira linha o texto de Isaías 62.11, e as demais são de Zacarias 9.9.

 

  1. A humildade do Messias. Ao contrário de todas as expectativas messiânicas dos judeus, Jesus, em diferentes ocasiões, demonstrou que seu reinado seria de paz e humildade. O Comentário Bíblico Pentecostal afirma esta ideia ao asseverar que “o jumentinho é um transporte de paz e não de guerra”.

 

A entrada de Jesus em Jerusalém, montado em um jumentinho, de certa forma, se assemelhava às comitivas reais, mas o Salvador já havia deixado claro que Ele veio ao mundo não para ser servido, mas para servir (Mt 20.28). Jesus estava propagando o Reino de Deus, cujos propósitos e valores são diferentes dos reinos deste mundo.

 

  1. Os discípulos obedecem as recomendações do Mestre. Os dois discípulos obedeceram rigorosamente às ordens de Jesus. Tal obediência foi importantíssima para o cumprimento das profecias e para que o planejamento que Jesus havia feito desse resultado. Sem a obediência dos liderados não existe liderança eficiente.

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

Os discípulos atenderam as ordens de Jesus e fizeram tudo como Ele havia solicitado. Jovem, como discípulo de Cristo, você obedece a seus líderes?

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

O jumento era um animal de transporte utilizado em tempo de paz. Isso nos mostra que o Reino implantado por Jesus na Terra é um Reino de paz e humildade.

 

 

 

 

 

 

III. JESUS É RECEBIDO COMO REI MESSIÂNICO (Mt 21.8-11)

 

 

 

  1. A entrada triunfal de Jesus e sua comitiva. A entrada repentina de Jesus em Jerusalém causou um grande alvoroço na cidade, pois era algo inusitado e que atraiu um público significativo. Tal fato se assemelha à entrada de Salomão quando este foi constituído rei e desceu a Giom, utilizando a mula que pertencia o seu pai, o rei Davi (1Rs 1.33). A ação das pessoas, de espalharem roupas pelo chão na estrada diante de Jesus, também se assemelhou a unção de Jeú quando este foi declarado rei (2Rs 9.13).

 

Jesus foi recebido como um Rei, porém, como Ele afirmou a Pilatos: “[...] O meu Reino não é deste mundo” [...] (Jo 18.36).

 

  1. Jesus é aclamado como Rei Messiânico. Quando Jesus entrou em Jerusalém a multidão que o seguia o exaltou com partes do Salmo 118.26. Segundo o Comentário Bíblico Pentecostal, “hosana é a versão grega transliterada da expressão hebraica, ‘salva-nos’” (Sl 118.25). Mateus enfatiza a ação das pessoas ao cortarem e espalharem ramos e gritarem “hosana”, pois tais ações eram muito utilizadas nas festividades judaicas.

 

Infelizmente, a multidão que gritou “hosana”, foi a mesma que também gritou: “Crucifica-o!”, “Crucifica-o!”. Escolheram soltar Barrabás, um salteador e homicida, e pediram a prisão e morte de Jesus. Por isso, o crente não deve se iludir com a fama e a bajulação das multidões. O importante é conhecer e viver os princípios bíblicos e procurar agradar sempre a Deus.

 

  1. A recepção de Jesus é vista como uma ameaça pelos líderes religiosos de Jerusalém. O alvoroço das pessoas, a aclamação do povo e o reconhecimento de Jesus como uma figura messiânica, abalaram a segurança das principais autoridades religiosas de Jerusalém. Jesus passou a ser uma ameaça ainda mais perigosa. Somente Mateus registra o questionamento da multidão a respeito de quem era Jesus. A resposta foi: “Este é Jesus, o Profeta de Nazaré da Galileia” (v.11). Em determinado período do seu ministério, Jesus atuou mais distante do principal centro religioso da sua época, mas agora Ele chega a Jerusalém e “alvoroça” a cidade com sua presença.

 

Lucas registra o pedido dos fariseus para que Jesus repreendesse seus discípulos: “[...] Mestre, repreende os teus discípulos [...]” (Lc 19.39). Mas Jesus os repeliu dizendo que se eles se calassem até as pedras clamariam (Lc 19.40). Agora não haveria mais volta, Jesus daria prosseguimento a sua morte de cruz e ao sacrifício que proporcionou a nossa salvação.

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

Jesus conhecia os perigos da fama e do clamor das multidões. Ele demonstrou isso na narrativa da tentação. Jovem, como você lidaria com a fama e a popularidade?

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

A multidão que na entrada triunfal de Jesus em Jerusalém clamou, “Hosana” foi a mesma que no seu julgamento clamou, “crucifica-o”.

 

 

 

 

 

 

CONCLUSÃO

 

 

 

Na lição de hoje, aprendemos que Jesus realizou sua missão de forma planejada a fim de cumprir com o seu propósito: observar as Escrituras. Sua entrada em Jerusalém, ao contrário de todas as expectativas, demonstra que o seu Reino não era desse mundo, por isso era um reino de paz, humildade e justiça.

 

 

 

ESTANTE DO PROFESSOR

 

 

Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Volume 1. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2009.

 

 

 

HORA DA REVISÃO

 

 

  1. Quais eram os nomes dos filhos da mulher que intercedeu por eles diante de Jesus para que fossem colocados ao seu lado, quando assumisse o trono?

 

No capítulo 20, Mateus narra o pedido da mãe dos filhos de Zebedeu, Tiago e João.

 

 

 

  1. O que lembrava a cena empregada na entrada triunfal de Jesus em Jerusalém?

 

Mateus narra a chegada de Jesus em Jerusalém de forma que lembra a entrada das comitivas dos reis de Israel e as greco-romanas.

 

 

 

  1. Segundo a lição, Jesus planejou sua entrada triunfal em Jerusalém?

 

Sim. Jesus dá uma ordem a dois dos seus discípulos: “Ide à aldeia que está defronte de vós e logo encontrareis uma jumenta presa e um jumentinho com ela; desprendei-a e trazei-mos” (Mt 21.2). Percebe-se que Jesus já tinha tudo planejado, diferente de alguns crentes que fazem tudo de modo improvisado.

 

 

 

  1. A entrada triunfal de Jesus se assemelhava a qual rei do Antigo Testamento?

 

Se assemelhava à entrada de Salomão quando este foi constituído rei e desceu a Giom, utilizando a mula que pertencia o seu pai, o rei Davi.

 

 

 

  1. Qual foi a resposta de Jesus quando os fariseus pediram para que calasse seus discípulos?

 

Jesus os repeliu dizendo que se eles se calassem até as pedras clamariam (Lc 19.40).

 

 

 

SUBSÍDIO I

 

 

“A entrada triunfal aconteceu em um domingo. Depois de curar os dois cegos em Jericó, Jesus e os seus discípulos, acompanhados pelos peregrinos da Galileia a caminho da festa da Páscoa, haviam caminhado pela estrada de Jericó em direção a Jerusalém. Isso aconteceu em uma sexta-feira. Desde o pôr do sol da sexta-feira até o pôr do sol do sábado (o sábado judaico). Jesus e os seus discípulos descansaram, talvez na casa de Marta e Maria em Betânia.

 

No domingo, eles foram para Jerusalém e, no caminho, evidentemente pararam em Betfagé. Essa vila não é mencionada no Antigo Testamento, mas somente em conexão com a entrada triunfal no Novo Testamento. O Talmude fala sobre ela como estando próxima a Jerusalém. Dalman diz, com base na literatura rabínica: ‘Este deve ter sido um distrito situado fora de Jerusalém (um subúrbio, mas não uma unidade independente), que começava na fronteira do santuário, isto é, antes do muro oriental de Jerusalém’. Isso pode sugerir um território que incluía o vale de Cedrom e a encosta ocidental do monte das Oliveiras.

 

Como de costume, Mateus cita o cumprimento de uma profecia nesse evento da vida de Cristo. A citação corresponde a Zacarias 9.9 (cf. também Is 62.11) onde está previsto que o Rei-Messias viria humildemente, montado em um jumento. [...] Josefo registra a crença popular de que o Messias iria aparecer no monte das Oliveiras” (Comentário Bíblico Beacon: Mateus a Lucas. Volume 6. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2006, pp.144-145).

 

 

 

SUBSÍDIO II

 

 

“A questão mais importante é que Jesus deliberadamente se identifica como o Messias e, assim, cumpre a profecia. Até aqui não é feita menção nos Evangelhos de Jesus viajar montado num animal; com certeza Ele não precisaria ir montado num jumentinho para perfazer a distância de Betfagé aos portões da cidade, a qual poderia ter sido percorrido à pé. Dos escritores sinóticos, só Mateus nota que as ações de Jesus cumprem a profecia (Mt 21.4,5; cf. também Jo 12.14,15). Isto é característico do registro frequente de Mateus aludir o cumprimento de profecia com sua expressão introdutória: ‘Para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta’. A primeira parte de sua citação é de Isaías 62.11 e a segunda, de Zacarias 9.9. O monte das Oliveiras é o local da volta do Messias (veja Zc 14.4). No uso que Mateus faz de Zacarias 9.9, ele omite as palavras ‘justo e Salvador’, e a descrição subsequente de um Messias vitorioso, preferindo enfatizar Jesus como humilde (Mt 5.5; 12.18-21). O jumentinho é um transporte de paz, não de guerra; o conquistador vem como pacificador humilde. [...] o fato de outro ‘Filho de Davi’, Salomão, ter montado a mula de Davi, seu pai, quando foi coroado na fonte de Giom no mesmo vale ao longo do qual Jesus esta agora indo montado no jumentinho (1Rs 1.38) não teria passado despercebido pela audiência judaica de Mateus” (ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Ed.). Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004, p.116).

 

 

 

 

 

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD

JOVENS

1º Trimestre de 2018

Título: Seu Reino não terá fim — Vida e obra de Jesus segundo o Evangelho de Mateus

Comentarista: Natalino das Neves

Lição 9: Acerca das Últimas Coisas

Data: 04 de Março de 2018

TEXTO DO DIA

 

“E, estando assentado no monte das Oliveiras, chegaram-se a ele os seus discípulos, em particular, dizendo: Dize-nos quando serão essas coisas e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo?” (Mt 24.3).

 

 

 

SÍNTESE

 

 

O mais importante não é saber o dia e a hora da segunda vinda de Jesus e do fim dos tempos, mas sim vigiar e estar preparado para esses eventos.

 

 

 

AGENDA DE LEITURA

 

 

SEGUNDA — Mt 24.2

 

Jesus prediz a destruição do Templo de Jerusalém

 

 

 

 

 

 

TERÇA — Mt 24.3

 

Os discípulos pedem um sinal da vinda de Jesus

 

 

 

 

 

 

QUARTA — Mt 24.37

 

A vinda do Filho do Homem será como nos dias de Noé

 

 

 

 

 

 

QUINTA — Mt 25.1-13

 

A Parábola das Dez Virgens

 

 

 

 

 

 

SEXTA — Mt 25.14-30

 

A Parábola dos Talentos

 

 

 

 

 

 

SÁBADO — Mt 27.31-46

 

A vida eterna e o castigo eterno

 

 

 

OBJETIVOS

 

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

 

MOSTRAR o anúncio da destruição do Templo e os sinais do fim dos tempos;

EXPLICAR a responsabilidade do homem e o julgamento divino.

 

 

INTERAÇÃO

 

 

Professor(a), o conteúdo da lição deve ser adaptado à realidade dos seus alunos, considerando o meio em que estão inseridos, bem como suas limitações (sociais, financeira, espirituais). Somente você que está próximo deles e os conhece poderá conhecer tais limitações. Por isso, você tem a responsabilidade de “traduzir” o conteúdo da lição à realidade deles. Assim como utilizar uma metodologia que os permita compreender melhor o conteúdo da lição.

 

Fique atento(a) para a lógica e coerência na exposição das ideias durante a aula. A lição de hoje é uma das mais complexas devido às questões escatológicas. Por isso, se faz necessário um estudo mais aprofundado.

 

 

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

 

Professor(a), sugerimos que inicie a aula fazendo algumas perguntas a respeito da Segunda Vinda de Jesus: “Você se considera preparado caso a vinda de Jesus se dê daqui a alguns minutos?”; “Você crê na vinda de Jesus em glória?”; “Saberia citar alguns sinais da sua vinda?”.

 

A lição desta semana aborda a curiosidade dos discípulos com relação ao fim dos tempos, surgida após o anúncio da destruição do Templo feito por Jesus. Por isso, as perguntas iniciais servirão para despertar a atenção dos alunos para o tema da lição. No decorrer da aula, enfatize que mais importante do que saber quando Jesus voltará é estar preparado para a sua vinda.

 

 

 

TEXTO BÍBLICO

 

 

Mateus 24.1-4,37,45,46; 25.1,2,14,15,31-33.

 

 

 

Mateus 24

 

1 — E, quando Jesus ia saindo do templo, aproximaram-se dele os seus discípulos para lhe mostrarem a estrutura do templo.

 

2 — Jesus, porém, lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada.

 

3 — E, estando assentado no monte das Oliveiras, chegaram-se a ele os seus discípulos, em particular, dizendo: Dize-nos quando serão essas coisas e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo?

 

4 — E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane,

 

37 — E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do Homem.

 

45 — Quem é, pois, o servo fiel e prudente, que o Senhor constituiu sobre a sua casa, para dar o sustento a seu tempo?

 

46 — Bem-aventurado aquele servo que o Senhor, quando vier, achar servindo assim.

 

 

 

Mateus 25

 

1 — Então, o Reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do esposo.

 

2 — E cinco delas eram prudentes, e cinco, loucas.

 

14 — Porque isto é também como um homem que, partindo para fora da terra, chamou os seus servos, e entregou-lhes os seus bens,

 

15 — e a um deu cinco talentos, e a outro, dois, e a outro, um, a cada um segundo a sua capacidade, e ausentou-se logo para longe.

 

31 — E, quando o Filho do Homem vier em sua glória, e todos os santos anjos, com ele, então, se assentará no trono da sua glória;

 

32 — e todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas.

 

33 — E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda.

 

 

 

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

 

 

INTRODUÇÃO

 

 

 

Jesus advertiu aos seus discípulos a respeito do apego demasiado às estruturas humanas e a necessidade de se estar atento à nossa conduta para com Deus e com o próximo, a fim de que não venhamos perder a visão correta do Reino de Deus, pois o fim de todas as coisas certamente virá.

 

O Mestre, ao anunciar a destruição de um dos maiores símbolos religioso dos judeus, o Templo de Jerusalém, estava dando a oportunidade para os discípulos fazerem duas indagações importantes: “Quando serão estas coisas?”; “Que sinal haveria de sua vinda e do fim do mundo?”. Estes são os temas que estudaremos nesta lição.

 

 

 

  1. O ANÚNCIO DA DESTRUIÇÃO DO TEMPLO E OS SINAIS DO FIM DOS TEMPOS

 

 

 

  1. Cristo anuncia a destruição do Templo (Mt 24.1,2). Os primeiros versículos de Mateus 24 mostram que Jesus estava saindo do Templo quando os seus discípulos se aproximaram e começaram a lhe mostrar a estrutura do Templo que Herodes havia construído. Eles, apesar de já conhecerem bem o edifício, estavam admirados com o esplendor, a beleza e a grandiosidade da construção. Então, Jesus anuncia que tudo o que eles estavam vendo seria totalmente destruído. Não ficaria pedra sobre pedra. Os discípulos provavelmente ficaram espantados com o que ouviram do Mestre e, com certeza, muitas dúvidas e questionamentos devem ter surgido na mente deles, principalmente a respeito de quando se dariam estas coisas.

 

Jesus estava se referindo à destruição do Templo que ocorreu em 70 d.C. A cidade de Jerusalém foi sitiada pelo exército dos romanos, sob o comando de Tito. Tal cerco e destruição ocorreram devido a uma rebelião dos zelotes (70 d.C.). Nesta época o Templo era controlado pelos principais dos sacerdotes e seus auxiliares e pelo Império Romano. Por isso, a preocupação constante dos principais dos sacerdotes com relação à conduta e ao discurso de Jesus, pois a posição religiosa deles, o “poder” e seus privilégios estavam em jogo. Depois dos anos 70 d.C. a estrutura de poder que confrontou Jesus e provocou sua morte foi destruída.

 

  1. O princípio das dores e os sinais do fim dos tempos. Depois da conversa que Jesus teve com os seus discípulos na saída do Templo, eles vão para o Monte das Oliveiras. As palavras de Jesus a respeito da destruição do Templo ainda estavam incomodando os discípulos. Então, eles se aproximam de Jesus e perguntam: “[...] Dize-nos quando serão essas coisas e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo?” (Mt 24.3).

 

Jesus explica aos discípulos que a destruição do Templo e da cidade de Jerusalém seriam acontecimentos futuros. Não somente os discípulos, mas os crentes até os dias atuais ainda fazem confusão com relação à Segunda Vinda de Cristo e têm dificuldades para compreender o texto bíblico de Mateus 24.

 

Na sequência, Mateus discorre a respeito dos alertas do discurso de Jesus a respeito dos fatos que aconteceriam nos anos que antecederam a destruição de Jerusalém e do Templo (70 d.C.). Jesus aponta alguns sinais que antecederiam a sua vinda e o fim do mundo. Vejamos: falsos cristos se levantariam (v.5); guerras e rumores de guerras (vv.6,7); fomes, pestes e terremotos em vários lugares (v.7).

 

  1. A necessidade de vigilância (Mt 24.37-51). Jesus compara a sua vinda com os dias de Noé (vv.37-39). Ele equipara com a surpresa que as pessoas tiveram com o dilúvio, enquanto viviam suas vidas de perversidades e imoralidades.

 

Mateus apresenta neste capítulo dois grupos de pessoas: os que aguardavam o fim imediato dos tempos e o estabelecimento do Reino Messiânico, e o grupo dos distraídos, que não estavam preocupados com a vinda de Jesus e o fim dos tempos. O primeiro grupo, nos versículos anteriores, já havia recebido as orientações. Então, o segundo grupo, agora recebe a advertência de Jesus, pois estavam despercebidos e se continuassem assim seriam pegos de surpresa na segunda vinda. Em seguida, Jesus continua a exortação utilizando a Parábola dos Dois Servos (vv.45-51). O Mestre fala a respeito de um senhor e de dois servos. Um dos servos é fiel e sensato, pois obedeceu e fez tudo o que seu senhor havia ordenado. Tal servo é recompensado e posto como encarregado dos bens de seu senhor. O outro servo é mau, pois se aproveitou da ausência e aparente demora de seu senhor para se divertir e explorar os demais servos. Mas o senhor retornou em um dia em que o servo mau não estava esperando. Como recompensa, o mau servo foi destinado a um lugar onde haveria “pranto e ranger de dentes” (v.51). Jesus estava mostrando que os seus servos deveriam estar sempre preparados para a sua vinda e agir como o servo fiel e prudente.

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

Jesus exortou os discípulos a fim de prepará-los para a sua vinda. Jovem, você está preparado para a Segunda Vinda de Cristo?

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

Os discípulos deveriam estar sempre preparados, pois o Senhor poderia retornar a qualquer hora.

 

 

 

 

 

 

  1. A RESPONSABILIDADE DO HOMEM E O JULGAMENTO DIVINO

 

 

 

  1. A parábola das Dez Virgens (Mt 25.1-13). Jesus dá continuidade ao seu sermão profético, utilizando a Parábola das Dez Virgens. O ambiente da parábola é uma festa de casamento, que acontece dentro dos costumes judeus do primeiro século. O ponto alto das bodas era o momento em que o noivo e sua comitiva seguiam até a casa da noiva, que também tinha o seu cortejo. Após a chegada do noivo, que era costume se atrasar devido o recolhimento dos presentes, todos se dirigiam para a casa da noiva para a festa que durava dias. O evento geralmente acontecia à noite, por isso a necessidade de se manter as lamparinas acesas.

 

Na parábola, a noiva estava na sua casa aguardando a chegada do noivo, acompanhada de dez virgens, damas de honra. Cinco virgens eram prudentes, pois levaram uma reserva de óleo para suas lâmpadas caso o noivo demorasse a chegar. Mas cinco virgens foram chamadas de insensatas, loucas, pois não providenciaram a reserva de azeite para suas lamparinas. Com a demora do noivo, como de costume, as dez virgens adormeceram. Então, quando é anunciada a chegada do noivo, as cinco insensatas percebem a falta de óleo e pedem azeite emprestado às outras cinco prudentes. Mas elas sabiamente negam, pois corriam o risco de todas ficarem sem e perderem o ponto mais importante da festa. As cinco insensatas saem para comprar o azeite, mas enquanto isso o noivo e a sua comitiva chegam. Quando as insensatas retornam a porta já havia sido fechada. Jesus estava mostrando que a preparação (prática da justiça) para a “vinda do noivo” é individual.

 

  1. A parábola dos talentos (Mt 25.14-30). O sermão profético continua e Jesus conta mais uma parábola. O Mestre fala de um senhor que sai em uma jornada, mas antes distribui talentos a três de seus servos. Os talentos foram doados de acordo com a capacidade individual de cada um (v.15). Um talento era um valor bem significativo. Os servos que ganharam cinco e dois talentos trabalham e conseguiram dobrar o valor do que haviam recebido. Mas já o que havia recebido um talento não fez nada para aumentar o seu valor, simplesmente foi e o enterrou por segurança. Quando o senhor retornou e pediu conta aos servos dos talentos, os dois primeiros apresentam os valores duplicados e com isso são elogiados e recebem a promessa de receber ainda maiores responsabilidades. Enquanto que o que havia recebido um talento, o devolve da mesma maneira que recebeu. Este é repreendido pelo seu senhor e chamado de “mau e negligente servo” (v.26). Além disso, o talento que lhe havia sido dado é retirado e entregue ao que estava com dez talentos. O ponto central dessa parábola é o uso dos talentos e capacidades recebidas por Deus em favor do seu Reino. Não importa quantos talentos são dados, mas Jesus ressalta que todos devem ser utilizados em favor do Reino dos Céus.

 

  1. A vinda do Filho do Homem em glória. Mateus anuncia a chegada do Filho do Homem em glória, uma figura apocalíptica que vem para julgar todas as nações (Mt 25.31,32). Quando Mateus fala a respeito de julgamento, ele está se referindo ao momento em que as obras, atitudes de todos, são expostas. Segundo Mateus, o Senhor Jesus irá separar as pessoas em dois grupos: as ovelhas (os que foram justificados mediante a fé em Cristo) e os bodes (os que não se arrependeram dos seus pecados e não creram em Cristo). O Senhor Jesus mostra que aqueles que são verdadeiramente suas ovelhas entrarão no Reino de Deus. Somente as ovelhas usaram de misericórdia para com essas pessoas. Os bodes simplesmente ignoraram as necessidades dos desvalidos.

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

Jovem, como você tem lidado com os dons e talentos que Deus tem dado a você?

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

Muitos estão tão preocupados em adquirir bens materiais, que se esquecem que um dia Jesus voltará e teremos que prestar contas a Ele das nossas ações e bens.

 

 

 

 

 

 

CONCLUSÃO

 

 

 

Nesta lição, aprendemos que os eventos da destruição do Templo tipificam os sinais da Segunda Vinda de Jesus e do julgamento final. Aprendemos também, que precisamos estar atentos para que não sejamos surpreendidos pelo Dia do Senhor.

 

 

 

ESTANTE DO PROFESSOR

 

 

HORTON, Stanley. Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 1996.

 

 

 

HORA DA REVISÃO

 

 

  1. O que Jesus estava dizendo ao afirmar aos discípulos que não ficaria “pedra sobre pedra” do Templo?

 

Jesus estava se referindo à destruição do Templo que ocorreu em 70 d.C.

 

 

 

  1. Na parábola dos dois servos, qual foi a recompensa do servo mau?

 

Como recompensa, o mau servo foi destinado a um lugar onde haveria “pranto e ranger de dentes”.

 

 

 

  1. Segundo a lição, qual é a mensagem central da Parábola das Dez Virgens?

 

Devemos estar preparados, com as lamparinas acesas, para a volta do Noivo.

 

 

 

  1. Qual é a mensagem central da Parábola dos Talentos?

 

A mensagem central dessa parábola é o uso dos talentos e capacidades recebidas por Deus em favor do seu Reino. Não importa quantos talentos são dados, mas Jesus ressalta que todos devem ser utilizados em favor do Reino dos Céus.

 

 

 

  1. Você está preparado(a) para a vinda de Jesus em glória?

 

Resposta pessoal.

 

 

 

SUBSÍDIO I

 

 

“O Discurso no Monte das Oliveiras (Mt 24.1-25.46)

 

Esta seção é uma das mais complexas dos ensinos de Jesus. Sistemas escatológicos completos têm sido inventados para explicar a passagem, com muitos pontos desnorteantes e contrapontos e opiniões entre teorias competidoras. [...] Cada tipo de literatura usado na revelação do Novo Testamento deve ser respeitado por suas características próprias. Aqui os gêneros dominantes são profecia e apocalipse. Caracteristicamente a profecia avisa o relapso do iminente julgamento e promessas que abençoam os crentes. Também prediz eventos futuros. Frequentemente a profecia trata do julgamento ou libertação de Deus, os quais ocorrem por instituições terrenas existentes ou pessoas na história. Embora a profecia possa ter características apocalípticas, nos dias de Jesus o termo apocalipse (apocalypis, ‘revelação’) tinha se tornado um tipo distinto de literatura. Este tipo via o julgamento e as promessas de Deus vindo através da invasão de um cosmo divino ao mundo terreno, engolfando-o e transformando-o. Simbolismo e expressões figurativas são usados para exprimir a nova era divina e espiritual em termos compreensíveis para a era presente. [...] Para tornar o assunto mais complicado, na experiência apocalíptica não se pode estar completamente seguro quando determinado item deve ser entendido literal ou figuradamente, ou de ambas as formas” (ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Ed.) Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004, pp.129-130).

 

 

 

SUBSÍDIO II

 

 

““Filho do Homem

 

De todos os seus títulos, ‘Filho do Homem’ é o que Jesus preferia usar a respeito de si mesmo. E os escritores dos Evangelhos sinóticos usam a expressão 69 vezes. O termo ‘filho do homem’ tem dois possíveis significados principais. O primeiro indica simplesmente um membro da humanidade. E, neste sentido, cada um é um filho do homem. Tal significado era conhecido nos dias de Jesus e remonta (pelo menos) aos tempos do livro de Ezequiel, onde é empregada a fraseologia hebraica bem'adam, com significado quase idêntico. Essa expressão, na realidade, pode até mesmo funcionar como o pronome da primeira pessoa do singular, ‘eu’ (cf. Mt 16.13).

 

Por outro lado, a expressão é usada também a respeito da personagem profetizada em Daniel e na literatura apocalíptica judaica posterior. Essa personagem surge no fim dos tempos com uma intervenção dramática, a fim de trazer a este mundo a justiça de Deus, o seu Reino e o seu julgamento. Daniel 7.13,14 é o texto fundamental para esse conceito apocalíptico” (HORTON, Stanley. Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 1996, p.310).

 

 

 

 

 

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD

JOVENS

1º Trimestre de 2018

Título: Seu Reino não terá fim — Vida e obra de Jesus segundo o Evangelho de Mateus

Comentarista: Natalino das Neves

Lição 10: O Cristo crucificado: Está consumado

Data: 11 de Março de 2018

TEXTO DO DIA

 

“E Jesus, clamando outra vez com grande voz, entregou o espírito” (Mt 27.50).

SÍNTESE

 

 

Depois de muito sofrimento e dor, a morte de Cristo, na cruz, proporciona a justificação de todo aquele que nEle crê.

 

 

 

AGENDA DE LEITURA

 

 

SEGUNDA — Mt 27.32

 

Simão foi constrangido a levar a cruz de Jesus

 

 

 

 

 

 

TERÇA — Mt 27.37

 

A acusação de Jesus Cristo

 

 

 

 

 

 

QUARTA — Mt 26.39-43

 

Todos escarnecem de Jesus

 

 

 

 

 

 

QUINTA — Dt 21.22,23

 

Para os judeus a morte de cruz era uma maldição

 

 

 

 

 

 

SEXTA — Sl 22.1,2

 

O clamor de Jesus na cruz

 

 

 

 

 

 

SÁBADO — Mt 27.51

 

Com a morte de Jesus, o véu do Templo se rasgou de alto a baixo

 

 

 

OBJETIVOS

 

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

 

EXPLICAR como se deu a crucificação de Jesus;

CONSCIENTIZAR de que Cristo morreu por nós;

MOSTRAR o que ocorreu no sepultamento de Jesus.

 

 

INTERAÇÃO

 

 

Professor(a), dê preferência as aulas mais participativas, pois contribuem para uma maior atuação dos envolvidos no processo de ensino-aprendizagem. Encare seus alunos como detentores do saber e conhecimento, não como meros receptores. Metodologias participativas valorizam as experiências dos participantes, envolvendo-os na discussão, identificação e busca de soluções para as problemáticas apresentadas em cada lição. Os alunos se sentem incluídos nas aulas, emitindo com mais facilidade suas opiniões. Utilize metodologias que incentivam a participação de todos, contribuindo para o desenvolvimento das potencialidades de todos os jovens.

 

 

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

 

Para a aula de hoje sugerimos que seja elaborado um concurso bíblico. Prepare uma série de perguntas a respeito das lições e organize, no mínimo, dois grupos. Use a criatividade para definir qual grupo vai começar a responder as perguntas. Defina uma pontuação para os acertos. Se o grupo responder a pergunta ganha um ponto; se não responder, não ganha ponto e dá oportunidade para o outro grupo responder (passa). Se o outro grupo responder ganha um ponto. Se não, a pergunta volta para o primeiro grupo (repassa). Se desta vez o grupo responder, ganha dois pontos. Se não, você responde a pergunta para os grupos. Repetir até terminar as perguntas.

 

 

 

TEXTO BÍBLICO

 

 

Mateus 27.32-37,45-51.

 

 

 

32 — E, quando saíam, encontraram um homem cireneu, chamado Simão, a quem constrangeram a levar a sua cruz.

 

33 — E, chegando ao lugar chamado Gólgota, que significa Lugar da Caveira,

 

34 — deram-lhe a beber vinho misturado com fel; mas ele, provando-o, não quis beber.

 

35 — E, havendo-o crucificado, repartiram as suas vestes, lançando sortes, para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta: Repartiram entre si as minhas vestes, e sobre a minha túnica lançaram sortes.

 

36 — E, assentados, o guardavam ali.

 

37 — E, por cima da sua cabeça, puseram escrita a sua acusação: ESTE É JESUS, O REI DOS JUDEUS.

 

45 — E, desde a hora sexta, houve trevas sobre toda a terra, até à hora nona.

 

46 — E, perto da hora nona, exclamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lemá sabactâni, isto é, Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?

 

47 — E alguns dos que ali estavam, ouvindo isso, diziam: Este chama por Elias.

 

48 — E logo um deles, correndo, tomou uma esponja, e embebeu-a em vinagre, e, pondo-a numa cana, dava-lhe de beber.

 

49 — Os outros, porém, diziam: Deixa, vejamos se Elias vem livrá-lo.

 

50 — E Jesus, clamando outra vez com grande voz, entregou o espírito.

 

51 — E eis que o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo; e tremeu a terra, e fenderam-se as pedras.

 

 

 

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

 

 

INTRODUÇÃO

 

 

 

O capítulo 27 do Evangelho de Mateus descreve o suicídio de Judas, o julgamento de Jesus, a sua crucificação e sepultura. Mateus retrata com precisão os momentos que antecedem a crucificação, inclusive os horários dos acontecimentos. Tudo aconteceu conforme as Escrituras Sagradas e com a permissão de Deus.

 

Ao longo de sua viagem para Jerusalém, Jesus por três vezes anunciou a sua crucificação e morte (Mt 16.21; 17.22,23; 20.18). Então, o momento chega como Ele havia predito. Depois de um julgamento forjado e repleto de falsos testemunhos das autoridades religiosas e políticas, Jesus é condenado e conduzido à morte de cruz. Este é o tema que estudaremos na lição de hoje.

 

 

 

 

 

 

  1. CRUCIFICAÇÃO DE JESUS

 

 

 

  1. A vida e o sofrimento de Jesus foram previstos nas Escrituras Sagradas. O relato da vida e da obra de Jesus seguiu um plano previamente estabelecido pelo Senhor e que foi relatado já no Antigo Testamento. Observe o quadro acima.

 

Como podemos observar, a paixão e a ressurreição de Cristo são os fundamentos do cristianismo. Por isso, podemos encontrar referências a respeito deste assunto tanto no Antigo como no Novo Testamento.

 

  1. Os flagelos e escárnios no caminho do Gólgota. O caminho para a cruz foi um caminho de dor e tristeza, onde Jesus teve que enfrentar a zombaria e o escárnio. O sarcasmo a respeito da realeza de Jesus começou com os principais líderes religiosos (Mt 26.67; 27.39-44), continuou com os soldados e oficiais romanos, após a condenação à morte por Pilatos (Mt 27.27-31). A caminhada até o monte da crucificação foi marcada por atos de violência e opressão. Diante da fragilidade física de Jesus, devido aos maus tratos, Simão, o Cirineu, é obrigado a ajudar Jesus a carregar a cruz.

 

Ao chegarem ao lugar da crucificação é oferecido a Jesus vinho misturado com fel; tal mistura tinha um efeito entorpecente, mas, Jesus ao prová-lo, não quis beber. Mateus é o único evangelista que registra que antes de recusar, Jesus o prova.

 

  1. A acusação de Jesus: “Rei dos Judeus”. Como os demais crucificados, Jesus ficou pendurado até que, lentamente, as dores e a exaustão física os levassem a morte. Se a perda de sangue e as consequências da flagelação não o matassem, a asfixia o faria. A vítima, geralmente, ficava fraca demais e não conseguia levantar o corpo para respirar.

 

Mateus registra que os soldados repartiram as vestes de Jesus entre eles lançando a sorte (Mt 27.35), uma referência ao Salmo 22.18. Em cima de sua cabeça, na cruz, puseram uma tabuleta com a acusação contra Ele: “ESTE É JESUS, O REI DOS JUDEUS”. Mais uma vez, Jesus é escarnecido e desprezado. Mas, no Dia do Senhor, todas as pessoas, de todas as nações, terão que se dobrar diante dEle para serem julgadas (Mt 25.31-34). Afinal, Ele é o Rei dos reis.

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

Simão Cirineu ajudou Jesus a carregar a cruz. Isso deve ter aliviado um pouco sua dor e cansaço. Jovem, o que você tem feito para aliviar a dor de quem está enfrentando algum tipo de sofrimento?

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

A partir da crucificação, as relações dos acontecimentos com o Antigo Testamento se intensificam, pois a paixão e a ressurreição são fundamentos da fé cristã.

 

 

 

 

 

 

  1. MORTE DE JESUS

 

 

 

  1. Morte de cruz. A morte de cruz era desprezada pelos judeus e pelos romanos. Os judeus a rejeitavam por questões religiosas e os romanos por questões políticas. Para os judeus a morte de cruz era uma maldição (Dt 21.22,23). Por isso, os judeus não esperavam um Messias sofredor e muito menos um condenado à morte na cruz. Paulo afirma, quando escreve aos Gálatas, que Cristo nos resgatou da maldição da Lei, fazendo-se maldição por nós, morrendo na cruz (Gl 3.13). Ele faz uma referência a Deuteronômio 21.23.

 

Os romanos reservavam a morte de cruz somente para os inimigos políticos, pessoas consideradas rebeldes e subversivas que se recusavam a obedecer as ordens impostas pelas autoridades romanas. Essa morte era tão desprezível que um cidadão romano não poderia ser executado dessa forma.

 

  1. A morte de Cristo foi necessária para a justificação da humanidade. O primeiro clamor de Jesus na cruz demonstrou um grande desespero, e o texto utilizado por Mateus foi uma referência ao Salmo 22.1, onde o justo, ao enfrentar uma oposição obstinada de seus oponentes, não encontra uma solução aparente e se vê abandonado por Deus. Por isso, clama: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Por que te alongas das palavras do meu bramido e não me auxilias?”. Jesus, neste momento, sente a separação de Deus, pois os pecados da humanidade estavam sobre si. Ao ouvir as palavras de Jesus, o povo pensou que Ele estava pedindo socorro a Elias (Mt 27.47). Por isso, mais uma vez zombam dEle. Então, o Salvador deu o seu último brado, ao entregar o espírito ao Pai. As palavras utilizadas por Jesus são uma referência ao Salmo 31.5: “Nas tuas mãos encomendo o meu espírito; tu me remiste, SENHOR, Deus da verdade”.

 

  1. A morte de Jesus rasgou o véu do Templo em dois. Mateus não somente fala a respeito do véu que foi rasgado, mas também menciona o fato de ter havido um terremoto (Mt 27.51). O véu era símbolo da inacessibilidade do ser humano à presença de Deus. Ele tornava o sumo sacerdote o único intermediário entre Deus e o homem. Com a morte de Jesus o véu se rasgou, nos dando livre acesso ao Todo-Poderoso.

 

Jesus demonstrou que, por meio de sua própria vida e obra, cumpriu toda a Lei e os profetas. A obra de Cristo satisfez a justiça de Deus e conquistou o direito da justiça perfeita que é atribuída a todo o que crê e aceita o sacrifício vicário de Cristo.

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

O véu rasgado deu acesso direto a todos diante de Deus. Jovem, você já pensou no privilégio adquirido por meio da morte de Cristo?

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

O sacrifício vicário de Cristo foi perfeito e cumpriu a Lei. Por isso, não é mais necessário oferecer sacrifícios a Deus.

 

 

 

 

 

 

III. O SEPULTAMENTO DE JESUS

 

 

 

  1. José de Arimateia. Ele é apresentado pelos Evangelhos sinóticos como um homem rico, membro do Sinédrio, justo, bom e discípulo secreto de Jesus. Mateus informa que ele rompeu a barreira do anonimato ao pedir o corpo de Jesus a Pilatos. Os discursos de Jesus também alcançaram as pessoas da elite de Israel. João menciona que Nicodemos também foi com José de Arimateia sepultar Jesus.

 

Enquanto os discípulos mais próximos abandonaram Jesus após sua prisão, surge um discípulo secreto que se expõe e coloca em risco sua posição e a própria vida. Se o corpo não fosse requisitado, como costume, seria sepultado com os criminosos ou deixado para ser consumido por bestas selvagens e pássaros. Assim, dois discípulos secretos acabam por participar de um momento importante do término da missão terrena de Jesus, e para dar cumprimento às Escrituras como veremos a seguir.

 

  1. Jesus é sepultado em túmulo emprestado. José de Arimateia envolveu o corpo de Jesus em um lençol de linho. Ele e Nicodemos fizeram uma cuidadosa e completa unção do corpo, conforme o costume judaico, e depois o colocaram em um sepulcro novo, uma tumba talhada na rocha. João acrescenta que o sepulcro nunca havia sido usado e ficava em um jardim, próximo ao Gólgota, lugar estratégico devido ao pouco tempo para sepultamento (Jo 19.41). O que José de Arimateia não sabia é que o túmulo novo no domingo pela manhã já estaria vazio. José pode não ter tido coragem durante o ministério de Jesus, mas agora ele se expõe e entra para a história como o homem que emprestou a própria tumba talhada na rocha para sepultar Jesus, o Filho de Deus.

 

  1. A guarda do sepulcro. Duas mulheres permanecem ali sentadas, Maria Madalena e a outra Maria. Elas dão continuidade ao testemunho da morte e sepultamento de Jesus (Mt 27.55,56). Os chefes dos sacerdotes também ficaram preocupados com o túmulo de Jesus. Os discípulos se esqueceram da promessa que Jesus havia feito de que ressuscitaria ao terceiro dia, mas estes não se esqueceram. Os chefes dos sacerdotes vão até Pilatos e pedem para que o túmulo seja guardado para evitar que os discípulos roubassem o corpo e testificassem uma suposta ressurreição. Pilatos atende ao pedido deles e envia um destacamento para selar o túmulo e guardá-lo. Indiretamente, eles acabaram por colaborar com a comprovação da ressurreição de Jesus.

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

Após a morte de Jesus, José de Arimateia decidiu se expor e sepultar o corpo de Jesus. Jovem, você teria coragem de expor sua vida por amor a Cristo?

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

Dois discípulos “secretos” sepultaram o corpo de Jesus e duas mulheres “guardaram” o corpo.

 

 

 

 

 

 

CONCLUSÃO

 

 

 

Nesta lição aprendemos que Mateus demonstra que o sofrimento, o escárnio e a crucificação de Jesus aconteceram segundo o que estava previsto nas Escrituras Sagradas. A morte de cruz, desprezada pelos judeus e romanos, passou a ser motivo de vitória e vida eterna para todos aqueles que creem, mediante a justificação alcançada por Cristo.

 

 

 

ESTANTE DO PROFESSOR

 

 

Dicionário Bíblico Wycliffe. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2006.

 

 

 

HORA DA REVISÃO

 

 

  1. Mateus relaciona os soldados lançando sorte para ficar com a veste de Jesus com qual dos Salmos?

 

Mateus registra que os soldados repartiram as vestes de Jesus entre eles lançando a sorte (Mt 27.35), uma referência ao Salmo 22.18.

 

 

 

  1. Qual o comentário de Paulo a respeito da morte de cruz por Jesus e a qual texto do Antigo Testamento ele faz referência?

 

Paulo afirma, quando escreve aos Gálatas, que Cristo nos resgatou da maldição da Lei, fazendo-se maldição por nós, morrendo na cruz (Gl 3.13). Ele faz uma referência a Deuteronômio 21.23.

 

 

 

  1. Quem sepultou Jesus junto com José de Arimateia?

 

Nicodemos também foi com José de Arimateia sepultar Jesus.

 

 

 

  1. O que aconteceria se o corpo de Jesus não fosse requisitado por José de Arimateia?

 

Se o corpo de Jesus não fosse requisitado, como costume, seria sepultado com os criminosos ou deixado para ser consumido por bestas selvagens e pássaros.

 

 

 

  1. O que a morte e a ressurreição de Jesus Cristo significam para você?

 

Resposta pessoal.

 

 

 

SUBSÍDIO I

 

 

“A morte de Cristo foi voluntária

 

Jesus não foi forçado à cruz. Nada fez contra a sua vontade. Submeteu-se à aflição espontaneamente. Humilhou-se até à morte, e morte de cruz. Deixou-se crucificar. Que graça espantosa por parte daquEle que tudo podia fazer para evitar tamanho suplício. Ele tinha o poder de entregar a sua vida e tornar a tomá-la — e de fato fez isso. Sim, eterno Salvador não foi forçado ao Calvário, mas atraído para ele, por amor a Deus e à humanidade perdida.

 

Sua morte foi vicária e sem dúvida, o profeta Isaías tinha em mente o cordeiro pascal, oferecido em lugar dos israelitas pecadores. Sobre a cabeça do cordeiro sem mancha realizava-se uma transferência dupla. Primeiro, assegurava-se o perdão divino mediante o santo cordeiro, oferecido e morto. Segundo, o animal, sendo assado, servia de alimentação para o povo eleito. O sacrifício de Cristo foi duplo: morreu para nos salvar, e ressuscitou para nossa justificação. Cristo também é o Pão da vida, o nosso ‘alimento diário’.

 

Sua morte foi cruel. Ele foi levado ao matadouro, esta palavra sugere brutalidade. Não é de admirar que a natureza envolvesse a cruz em um manto de trevas, cobrindo, assim, a maldade dos seres humanos” (SILVA, Severino Pedro da. Teologia Sistemática Pentecostal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2008, p.156).

 

 

 

SUBSÍDIO II

 

 

“José de Arimateia, conseguiu permissão de Pilatos para tirar o corpo da cruz. E, com Nicodemos, levando quase cem arráteis dum composto de mirra, aloés, envolveram o corpo do Senhor em lençóis com as especiarias, como era costume dos judeus. Havia no horto daquele lugar um sepulcro em que ainda ninguém havia sido posto. Ali puseram Jesus (Jo 19.38-42). Sepultar os mortos era considerado um ato de piedade. Também era comum que se sepultassem os mortos no mesmo dia de seu falecimento. O corpo de um homem executado não tinha permissão para ficar pendurado na cruz a noite inteira (Dt 21.23), pois isso, para a mente judaica, poluiria a Terra. Às seis horas, começaria o sábado da semana da Páscoa, durante a qual estava proibida qualquer execução” (SILVA, Severino Pedro da. Teologia Sistemática Pentecostal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2008, p.156).

 

 

 

 

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD

JOVENS 1º Trimestre de 2018

Título: Seu Reino não terá fim — Vida e obra de Jesus segundo o Evangelho de Mateus

Comentarista: Natalino das Neves

Lição 11: A ressurreição de Jesus Cristo

Data: 18 de Março de 2018

TEXTO DO DIA

“Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como tinha dito. Vinde e vede o lugar onde o Senhor jazia” (Mt 28.6).

 

SÍNTESE

 

 

Se Jesus Cristo não tivesse ressuscitado a nossa fé seria vã.

 

 

 

AGENDA DE LEITURA

 

 

SEGUNDA — Mt 28.1

 

Jesus ressuscitou no primeiro dia da semana

 

 

 

 

 

 

TERÇA — Mt 28.2

 

Um anjo do Senhor removeu a pedra do sepulcro

 

 

 

 

 

 

QUARTA — Mt 28.9-10

 

Jesus é visto pelas mulheres que foram ao sepulcro

 

 

 

 

 

 

QUINTA — Mt 28.11-15

 

Os chefes dos sacerdotes compram o silêncio dos soldados

 

 

 

 

 

 

SEXTA — Mt 28.16,17

 

Jesus aparece para os onze discípulos

 

 

 

 

 

 

SÁBADO — Mt 28.18

 

A Jesus é dado todo poder nos céus e na terra

 

 

 

OBJETIVOS

 

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

 

MOSTRAR que a ressurreição de Jesus foi acompanhada de sinais;

RELACIONAR algumas evidências da ressurreição de Jesus;

APONTAR algumas evidências históricas da ressurreição de Jesus.

 

 

INTERAÇÃO

 

 

Alguns professores utilizam, quase que todos os domingos, o método expositivo (exposição oral ou preleção) que é útil e bem conhecido. No entanto, ele nem sempre é o mais eficaz para o conteúdo que será abordado e, por isso, ele deve ser combinado com outros métodos. Você poderá utilizá-lo junto com o método de discussão ou debate. Esse método, se bem conduzido, tende a chamar a atenção dos alunos para o assunto principal e seus tópicos. Todavia, ele exige que o professor tenha um bom domínio do conteúdo, pois deverá atuar como moderador das discussões.

 

 

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

 

Sugerimos para a aula de hoje a dinâmica do júri simulado. Peça aos alunos que formem dois grupos. Um dos grupos deverá argumentar contra as evidências da ressurreição de Cristo, enquanto o outro terá que defender as evidências da ressurreição. Dê oportunidade para que cada grupo possa argumentar e depois contra-argumentar. Faça a conclusão conforme a lição. O ideal é avisar a turma sobre a atividade na aula anterior.

 

 

 

TEXTO BÍBLICO

 

 

Mateus 28.1-15.

 

 

 

1 — E, no fim do sábado, quando já despontava o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro.

 

2 — E eis que houvera um grande terremoto, porque um anjo do Senhor, descendo do céu, chegou, removendo a pedra, e sentou-se sobre ela.

 

3 — E o seu aspecto era como um relâmpago, e a sua veste branca como a neve.

 

4 — E os guardas, com medo dele, ficaram muito assombrados e como mortos.

 

5 — Mas o anjo, respondendo, disse às mulheres: Não tenhais medo; pois eu sei que buscai a Jesus, que foi crucificado.

 

6 — Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como tinha dito. Vinde e vede o lugar onde o Senhor jazia.

 

7 — Ide, pois, imediatamente, e dizei aos seus discípulos que já ressuscitou dos mortos. E eis que ele vai adiante de vós para a Galileia; ali o vereis. Eis que eu vo-lo tenho dito.

 

8 — E, saindo elas pressurosamente do sepulcro, com temor e grande alegria, correram a anunciá-lo aos seus discípulos.

 

9 — E, indo elas, eis que Jesus lhes sai ao encontro, dizendo: Eu vos saúdo. E elas, chegando, abraçaram os seus pés e o adoraram.

 

10 — Então, Jesus disse-lhes: Não temais; ide dizer a meus irmãos que vão a Galileia e lá me verão.

 

11 — E, quando iam, eis que alguns da guarda, chegando à cidade, anunciaram aos príncipes dos sacerdotes todas as coisas que haviam acontecido.

 

12 — E, congregados eles com os anciãos e tomando conselho entre si, deram muito dinheiro aos soldados, ordenando:

 

13 — Dizei: Vieram de noite os seus discípulos e, dormindo nós, o furtaram.

 

14 — E, se isso chegar a ser ouvido pelo governador, nós o persuadiremos e vos poremos em segurança.

 

15 — E eles, recebendo o dinheiro, fizeram como estavam instruídos. E foi divulgado esse dito entre os judeus, até ao dia de hoje.

 

 

 

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

 

 

INTRODUÇÃO

 

 

 

A maior prova da divindade de Jesus é a sua ressurreição. Os adversários do cristianismo se utilizam de vários argumentos para anular a veracidade da ressurreição de Cristo. As evidências diretas somente podem ser comprovadas por quem as presenciou. No entanto, as evidências circunstanciais podem ser constatadas pela própria história. Por isso, nesta lição estudaremos algumas dessas provas que auxiliam na constatação da ressurreição de Jesus.

 

 

 

  1. A RESSURREIÇÃO DE JESUS É ACOMPANHADA DE SINAIS (Mt 28.1-7)

 

 

 

  1. A aparente vitória dos líderes religiosos. No sábado, o dia seguinte ao da preparação da Páscoa, considerado sagrado pelos judeus, tudo parecia estar perfeito para os principais líderes religiosos judaicos. Aparentemente seus planos contra Jesus tinham dado certo. Eles haviam persuadido Pilatos a enviar um destacamento para guardar o túmulo de Jesus. Os primeiros discípulos, que haviam deixados seus próprios projetos de vida para acompanhar Jesus, agora estavam dispersos, amedrontados e desolados.

 

As autoridades religiosas e romanas acreditavam que tudo iria voltar a ser como antes, pois o principal “problema” deles, Jesus, havia sido morto. Enquanto as autoridades comemoravam a aparente vitória, os discípulos de Jesus estavam passando o pior momento de suas vidas. Mas a tranquilidade dos oponentes de Jesus não iria durar por muito tempo.

 

  1. Maria Madalena e Maria vão até o túmulo (v.1). As mulheres tiveram um papel importante no ministério de Jesus, na sua paixão e ressurreição. Todos os Evangelhos destacam a atuação delas durante a crucificação, a morte, o sepultamento e ressurreição do Messias. O destaque dado às mulheres era algo incomum na cultura judaica, para quem Mateus escreveu o Evangelho que leva o seu nome.

 

As mulheres que contemplaram, de longe, a crucificação

 

 

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD

JOVENS

1º Trimestre de 2018

Título: Seu Reino não terá fim — Vida e obra de Jesus segundo o Evangelho de Mateus

Comentarista: Natalino das Neves

Lição 12: A ordem suprema de Cristo Jesus

Data: 25 de Março de 2018

TEXTO DO DIA

“Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28.19).

 

SÍNTESE

 

 

Jesus, depois de morrer e ressuscitar, comissionou novamente os discípulos, mas a abrangência da missão agora é maior, todas as nações do mundo.

 

 

 

AGENDA DE LEITURA

 

 

SEGUNDA — Mt 28.16

 

Os discípulos retornaram para a Galileia

 

 

 

 

 

 

TERÇA — Mt 28.17

 

Alguns quando viram o Cristo ressurreto duvidaram

 

 

 

 

 

 

QUARTA — Mt 28.18

 

Jesus tem todo o poder no céu e na terra

 

 

 

 

 

 

QUINTA — Mt 10.6

 

O primeiro comissionamento dos discípulos foi para os judeus

 

 

 

 

 

 

SEXTA — Mt 28.19

 

Jesus comissiona os discípulos para pregar o Evangelho ao mundo

 

 

 

 

 

 

SÁBADO — Mt 20.20

 

A missão dada por Jesus

 

 

 

OBJETIVOS

 

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

 

MOSTRAR como foi a aparição de Jesus aos discípulos na Galileia;

CONSCIENTIZAR de que Jesus ordena que se façam discípulos;

DISCUTIR a permanência de Jesus no cumprimento da missão.

 

 

INTERAÇÃO

 

 

Professor(a), chegamos à última aula do primeiro trimestre do ano. Esperamos que o estudo do Evangelho de Mateus tenha contribuído para o seu crescimento espiritual e, consequentemente dos seus alunos. Estudar a vida e o ministério de Jesus é sempre gratificante e surpreendente, pois por mais que já tenhamos ouvido falar a seu respeito, sempre temos algo novo a aprender.

 

Nesta última lição, vimos que o Evangelho de Mateus é concluído com uma promessa gloriosa do nosso Redentor para todos os seus discípulos: “[...] eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mt 28.20). Segundo A. T. Robson, “a história cristã tem sido o cumprimento dessa promessa na medida em que o poder de Deus trabalha em nós. O Salvador ressurreto e todo-poderoso permanece com o seu povo todo o tempo”. Então, não desanime, pois apesar das dificuldades não estamos sozinhos.

 

 

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

 

Para mostrar que obtemos melhores resultados quando trabalhamos em unidade, sugerimos a utilização da dinâmica das varinhas que é simples e objetiva. Você vai precisar de um feixe com aproximadamente 10 varinhas (você também poderá utilizar palitos de churrasco).

 

Solicite que um aluno(a) quebre apenas uma das varinhas. Enfatize que esta foi uma atividade fácil. Depois, peça que um único aluno quebre todas as varinhas ao mesmo tempo. Explique que esta é uma tarefa praticamente impossível de ser realizada e que exige muito esforço de uma única pessoa. Conclua mostrando que se trabalharmos unidos conseguiremos cumprir a Grande Comissão, mas que de forma isolada fica quase impossível cumprir a ordenança de Jesus.

 

 

 

TEXTO BÍBLICO

 

 

Mateus 28.16-20.

 

 

 

16 — E os onze discípulos partiram para a Galileia, para o monte que Jesus lhes tinha designado.

 

17 — E, quando o viram, o adoraram; mas alguns duvidaram.

 

18 — E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra.

 

19 — Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;

 

20 — ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém!

 

 

 

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

 

 

INTRODUÇÃO

 

 

 

Os discípulos vão para a Galileia e ali encontram o Cristo ressurreto. Então, Jesus faz uso da autoridade recebida do Pai e pela segunda vez comissiona os discípulos. Porém desta vez o Mestre ordena a ida deles a todas as nações. Eles não somente iriam pregar as boas-novas, mas também batizar os que cressem em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. O Mestre ordena a evangelização e o discipulado, o ensino.

 

Os discípulos não cumpririam a Grande Comissão sozinhos, pois Senhor Jesus prometeu estar com eles “todos os dias, até à consumação dos séculos” (Mt 20.20).

 

 

 

  1. A APARIÇÃO DE JESUS AOS DISCÍPULOS NA GALILEIA (Mt 28.16-18)

 

 

 

  1. O reencontro de Jesus com os discípulos (vv.16,17). Os discípulos retornam à Galileia, local do início do ministério de Jesus, do qual fizeram parte, obedecendo à ordem dEle para o reencontro após a sua ressurreição. As aparições de Jesus e o testemunho dos discípulos que se encontraram com Ele foram os primeiros elementos que fundamentaram a fé no Cristo ressurreto.

 

  1. O reencontro com Jesus traz de volta a vida. Até aquele momento, a comunidade dos discípulos se sentia vencida, fracassada naquilo que tinham acreditado e defendido. Eles ainda estavam assombrados e perturbados com a morte do seu Mestre. A expectativa messiânica com os feitos e autoridade do ensino de Jesus, que tinha crescido nas últimas semanas enquanto caminhavam para Jerusalém, foram frustradas. A crucificação e a morte de Jesus abalaram a fé de seus discípulos. No entanto, agora na mesma região em que foram chamados por Jesus, eles se reencontram com o Mestre, agora ressurreto e glorificado. Com a aparição do Cristo ressurreto, os discípulos também ressuscitaram da apatia e do medo que tinha tomado conta deles. Mateus afirma que alguns ao verem Jesus o adoram, enquanto outros ainda duvidam.

 

Paulo afirma, que certa vez, Jesus foi visto por mais de quinhentos irmãos (1Co 15.6). Era o clímax das aparições, justamente na Galileia onde havia vários convertidos que o adoraram. Agora os discípulos estavam prontos para receber a nova ordem suprema de Jesus.

 

  1. Jesus anuncia a autoridade recebida do Pai (v.18). Jesus aproveitou o momento de adoração e entusiasmo dos discípulos para fazer uma revelação especial: Ele havia recebido a completude da autoridade de Deus: “É-me dado todo o poder no céu e na terra”. Os discípulos haviam presenciado o poder na vida terrena de Jesus, e sabiam que todas as coisas foram entregues a Ele pelo Pai (Mt 11.27). Mas, neste momento, Jesus Cristo anuncia que o seu poder agora não tem mais limites. Tal revelação desperta a fé dos seus seguidores. Anteriormente, naquela mesma região, eles haviam recebido de Jesus autoridade para pregar, expulsar demônios e curar enfermos (Mt 10.1).

 

Durante a tentação de Jesus no deserto pelo Diabo, uma das ofertas do Inimigo foram os reinos do mundo e a glória deles (Mt 4.8,9). Mas, agora, depois de cumprir sua missão pela morte de cruz, Ele recebe toda autoridade do próprio Pai, como filho amado que o honrava com sua fidelidade (Mt 3.17).

 

Mateus não registra o evento da ascensão, mas nessa frase da autoridade recebida por Jesus está implícita a autoridade de quem está sentado à direita do trono do Pai, símbolo do poder e autoridade no céu e na Terra.

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

Os discípulos ficaram desanimados diante da morte de Jesus na cruz, mas eles foram renovados pelo Senhor ao verem o Cristo ressurreto. Jovem, como você tem reagido diante das dificuldades?

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

Jesus, enquanto estava sendo tentado no deserto pelo Diabo, resistiu ao impulso de usufruir do poder humano. Com sua vitória na cruz, Ele recebe a plenitude do poder do próprio Pai.

 

 

 

 

 

 

  1. JESUS ORDENA QUE SE FAÇAM DISCÍPULOS (Mt 28.19,20)

 

 

 

  1. Fazer discípulos em todas as nações (v.19). Jesus comissiona seus discípulos para uma nova missão, diferente da primeira, que era restrita aos judeus (Mt 10.6). Agora, eles deveriam fazer discípulos em todas as nações (tradução de ethnos, grupos étnicos e não primariamente a países). Segundo o dicionário Houaiss etnia é a “coletividade de indivíduos que se diferencia por sua especificidade sociocultural, refletida principalmente na língua, religião e maneiras de agir”. No mundo há aproximadamente 24.000 etnias e apenas pouco mais da metade já foi evangelizada. Logo, temos muito trabalho a fazer.

 

  1. A relação Mestre-discípulo. No relacionamento com seus discípulos, Jesus demonstrou, pelo exemplo, o quanto um mestre deve abdicar de seus interesses para a formação de discípulos. Jesus investiu seu tempo e paciência para ensinar e treinar os doze. Agora Ele os envia a todos os povos para que fizessem o mesmo. Assim, o Evangelho seria reproduzido pelos novos discípulos, para crescimento do Corpo de Cristo.

 

O livro de Atos discorre como se deu o movimento dos apóstolos no início da Igreja. Eles ficaram dentro do próprio território pregando para seus patrícios, os judeus. Isso mudou somente quando veio a grande perseguição, liderada por Saulo. Com o aumento da perseguição eles saem da Judeia para Samaria e chegam aos “confins da terra”. O ideal do cristão deve ser fazer a vontade de Deus (fazer discípulos) de forma espontânea e prazerosa.

 

  1. Batizando em nome do Pai, e do Filho, do Espírito Santo. Jesus ordena que os novos convertidos sejam inseridos formalmente na nova comunidade por meio do batismo. O batismo torna mais forte o vínculo da pessoa com Cristo e com a Igreja. É uma ordenação do Senhor. O próprio Jesus deu o exemplo (Mt 3.13-17).

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

Jovem, você está ativo ou ainda está aguardando algo radical acontecer para dar cumprimento a Grande Comissão?

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

Na primeira comissão dos discípulos, Jesus os envia estrategicamente somente para os judeus. Após a ressurreição, para todas as nações.

 

 

 

 

 

 

III. A PERMANÊNCIA DE JESUS NO CUMPRIMENTO DA MISSÃO (Mt 28.20)

 

 

 

  1. Ensinando a guardar todas as coisas que Jesus ensinou. Para ensinar, primeiro é preciso aprender, logo, para conhecer todas as coisas que Jesus ensinou é necessário, antes de tudo, um estudo apurado dos Evangelhos que contam a vida e a obra de Jesus.

 

A ordem para ensinar, no texto grego, está no particípio presente, traduzido por “ensinando” e indica uma ação contínua. Não pode ser um estudo superficial e realizado sem um planejamento e uma sequência lógica e sistemática. O ensino deve ser contínuo e envolver a mente e a vontade do novo crente, produzindo mudança de comportamento e um desenvolvimento espiritual maduro e saudável.

 

  1. Falso ensino e hipocrisia religiosa. Nos diálogos entre Jesus e os líderes religiosos judaicos, o Mestre por várias vezes combateu a falsa religiosidade e a hipocrisia. Os líderes religiosos e os fariseus viviam uma vida de aparência. Eles se preocupavam apenas com o exterior e “vendiam” a imagem (mentirosa) de que eram homens puros e bondosos, que viviam de acordo com a Lei. Mas o Senhor Jesus os chama de sepulcros caiados, “[...] que por fora realmente parecerem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia” (Mt 23.27).

 

  1. A presença de Jesus, o Emanuel. Os discípulos que recebem novamente a tarefa de continuar a missão de Jesus são encorajados com a plenitude do poder recebido por Ele e com a promessa da sua presença contínua entre eles. Trata-se do resgate da promessa feita no anúncio do nascimento de Jesus em Mateus 1.23: “[...] e ele será chamado pelo nome de EMANUEL. (EMANUEL traduzido é: Deus conosco)”. Deus-Filho, se fez carne e caminhou com seres humanos imperfeitos e simples, mas treinados e comissionados por Ele. Jesus conviveu de perto com os pobres e excluídos que viviam à margem da sociedade.

 

Os discípulos haviam experimentado, ainda que em um curto espaço de tempo, ficar sem a presença de Jesus, devido à sua morte e sepultamento. Esta foi uma prova amarga e terrível. Eles sentiram muito a falta do Mestre e não queriam mais passar por essa experiência. Todavia, agora tinham a promessa de que Jesus estaria com eles constantemente. Esta promessa também é para os nossos dias e para os dias que virão. Não estamos sozinhos. O Cristo ressurreto está conosco!

 

 

 

 

 

 

Pense!

 

 

 

Os discípulos aprenderam aos pés de Jesus. Jovem, você tem investido no seu aprendizado? Quem tem sido o seu instrutor?

 

 

 

 

 

 

Ponto Importante

 

 

 

Os discípulos abandonaram tudo para seguir Jesus. Por isso a morte dEle os abalou profundamente. Mas, a ressurreição do Mestre renovou suas vidas e fé.

 

 

 

 

 

 

CONCLUSÃO

 

 

 

Nesta lição, aprendemos que no reencontro de Jesus com seus discípulos na Galileia Ele revela ter recebido do Pai a completude do poder. Aprendemos também que Jesus ordenou fazer discípulos de todas as nações e batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Mas os discípulos não estariam sozinhos, pois Jesus prometeu estar presente onde quer que eles fossem. Então, concluímos o nosso estudo a respeito do Evangelho de Mateus com a Grande Comissão e com a promessa da presença constante de Jesus.

 

 

 

ESTANTE DO PROFESSOR

 

 

KNIGHT, A; ANGLIN, W. A História do Cristianismo: Dos apóstolos do Senhor Jesus ao Século XX. 19ª Edição. RJ: CPAD, 2012.

 

 

 

HORA DA REVISÃO

 

 

  1. De acordo com a lição, quais são os dois primeiros elementos que fundamentaram a fé no Cristo Ressurreto?

 

As aparições de Jesus e o testemunho dos discípulos que se encontraram com Ele foram os primeiros elementos que fundamentaram a fé no Cristo ressurreto.

 

 

 

  1. Qual diferença do primeiro comissionamento dos discípulos por Jesus (Mt 10.6) para a Grande Comissão (Mt 28.19,20)?

 

Jesus comissiona seus discípulos para uma nova missão, diferente da primeira, que era restrita aos judeus (Mt 10.6). Agora, eles deveriam fazer discípulos em todas as nações (tradução de ethnos, grupos étnicos e não primariamente a países).

 

 

 

  1. Segundo o dicionário Houaiss, o que significa etnia?

 

Segundo o dicionário Houaiss etnia é a “coletividade de indivíduos que se diferencia por sua especificidade sociocultural, refletida principalmente na língua, religião e maneiras de agir”.

 

 

 

  1. Como era a relação Mestre-discípulos?

 

No relacionamento com seus discípulos, Jesus demonstrou, pelo exemplo, o quanto um mestre deve abdicar de seus interesses para a formação de discípulos. Jesus investiu seu tempo e paciência para ensinar e treinar os doze.

 

 

 

  1. Como os novos convertidos deveriam ser inseridos formalmente na nova comunidade, segundo Jesus?

 

Jesus ordena que os novos convertidos sejam inseridos formalmente na nova comunidade por meio do batismo.

 

 

 

SUBSÍDIO I

 

 

“A Igreja e Missões

 

A evangelização do mundo é o imperativo do Novo Testamento. ‘O evangelho deve ser proclamado [anunciado] entre todas as nações’ (Mc 13.10, tradução livre). O Advogado a realizar a tarefa é o Espírito Santo, enquanto que a instituição escolhida divinamente para a proclamação é a Igreja de Jesus Cristo. Essas são afirmações sérias e bíblicas.

 

Até mesmo uma leitura superficial do Novo Testamento irá convencer o leitor da relevância da Igreja na atual administração de Deus. Cristo amava a Igreja e deu-se a si mesmo por ela. Somos assegurados de que no momento Ele está edificando sua Igreja e que, por fim, irá ‘apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula nem ruga, mas santa é irrepreensível’. Tudo isso está de acordo com o propósito eterno que Deus tinha em Cristo Jesus nosso Senhor (Ef 5.25-27; 3.10,11).

 

A Igreja é a geração eleita, sacerdócio real, nação santa e povo adquirido por Deus. O propósito desse grande chamado é que a Igreja exponha as virtudes dEle, que a tirou da escuridão para sua maravilhosa luz. A Igreja é uma criação proposital em Cristo Jesus; ela é o corpo de Cristo (sua manifestação visível) e o templo do Espírito Santo. Ela foi criada no dia de Pentecostes para personificar o Espírito Santo na realização do propósito de Deus neste mundo” (PETERS, George W. Teologia Bíblica de Missões. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2000, p.244).

 

 

 

SUBSÍDIO II

 

 

“Como Devemos Evangelizar

 

Para começar, o ganhador de almas tem de ter experiência própria de salvação. É um paradoxo alguém conduzir um pecador a Cristo, sem ele próprio conhecer o Salvador. Isto é apontar o caminho do céu sem conhecê-lo. Quem fala de Jesus deve ter experiência própria da salvação.

 

Estando nosso coração cheio da Palavra de Deus, nossa boca falará dela (Mt 12.34). É evidente que o ganhador de almas precisa de um conhecimento prático da Bíblia; conhecimento esse, não só quanto à mensagem do Livro, mas também quanto ao volume em si, suas divisões, estrutura em geral, etc. Sim, para ganhar almas é preciso ‘começar pela Escritura’ (At 8.35). Aquilo que a eloquência, o argumento e a persuasão humana não podem fazer, a Palavra de Deus faz, quando apresentada sob a unção do Espírito Santo. Ela é qual espelho. Quando você fala a Palavra, está pondo um espelho diante do homem. Deixe o pecador mirar-se neste maravilhoso espelho. Assim fazendo, ele aborrecerá a si mesmo ao ver sua situação deplorável. [...] No estudo da obra de ganhar almas, há muito proveito no manuseio de livros bons e inspirados sobre o assunto. [...] A igreja de Éfeso foi profundamente espiritual pelo fato de Paulo ter ensinado a Palavra ali durante três anos, expondo todo o conselho de Deus (At 20.27-31)” (GILBERTO, Antonio. Prática do Evangelismo Pessoal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 1983, p.30).