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A familia e a igreja eclesiologia
A familia e a igreja eclesiologia

A FAMILIA E A IGREJA

 

 

A igreja local tem grande valor para a formação espiritual das famílias cristãs.

E a única instituição em que o cristão e sua família podem apoiar-se, neste mundo de mudanças e incertezas, sendo abençoado por Deus em todas as áreas da sua vida. Os lares em geral estão sofrendo terríveis ataques das intempéries espirituais que combatem contra a família, e muitos não têm resistido e sucumbido espiritualmente. A escola é uma instituição prejudicada pelas falsas visões de mundo, sendo dominadas pelo materialismo. Só resta a igreja, fundamentada na Palavra de Deus como ponto de apoio espiritual e moral para a família.

I - CONCEITOS IMPORTANTES

  1. A Igreja no sentido universal.

Nesse aspecto, Ela é chamada de o “Corpo de Cristo”, ou a “Noiva do Cordeiro”. Essa é formada por todos os crentes, salvos, vivos (ou mortos), santos e fiéis. Só pode ser vista, ao mesmo tempo, por Deus, que, do seu trono, vê todas as pessoas, e todas as coisas, num “eterno agora”, no dizer de um grande teólogo. Como tal, a Igreja é um organismo espiritual, tendo Cristo como a Cabeça (Cl 1.18) e os crentes como seu Corpo. A Igreja, nesse aspecto, tem a administração espiritual, sobrenatural, sob a direção do Espírito Santo (Jo 14.26). Só precisamos colocar-nos sob sua dependência e tudo funciona bem.

É a essa Igreja que se refere o escritor do livro de Hebreus (Hb 12.22,23). Nessa Igreja (com “i” maiúsculo), só os salvos de verdade estão incluídos, tantos vivos, como os que já morreram, desde a fundação do mundo.

  1. A igreja no sentido local.

No âmbito da igreja local, Ela é formada por pessoas que se unem, e se reúnem, para adorar e servir a Deus, em um determinado lugar (bairro, região, país, etc.), e é formada pelos crentes, salvos (ou não), e pode ser vista por Deus, e, também, pelas pessoas em geral. No meio dessa igreja (local), estão “o trigo” e “o joio”, ou seja, os crentes fiéis, e, ao mesmo tempo, aqueles que não são fiéis, ou santos.

Como organização, a igreja precisa de direção, de atividades, normas, de estatutos, e de ações humanas. É a igreja local o ambiente especial, consagrado para Deus, a fim de que as famílias e as pessoas em geral se reúnam para a adoração, para a pregação, o ensino, o discipulado e a assistência espiritual, moral ou social de que necessitem.

LIMA. Elinaldo Renovato de. A família cristã e os ataques do inimigo. Editora CPAD. pag. 136-137.

Igreja.

A Igreja foi instituída muitos anos depois, devido ao fato de a família e o governo terem fracassado na função de proteger o homem de si mesmo e do próximo.

O pecado básico do egoísmo ou da vontade própria, que dominava o coração do homem, havia levado a sociedade a uma condição terrível, de tal forma que a maioria dos seres humanos eram escravos de outros. E foi a esse ambiente pecaminoso que Deus enviou seu Filho, Jesus Cristo, para morrer pelos pecados do homem, a fim de que este pudesse "renascer" e obter uma nova natureza.

Essa natureza o capacitaria a obedecer aos princípios, provados pelo tempo, e que o fariam chegar à felicidade e à realização pessoal: os princípios revelados na Palavra de Deus. E foi para ensiná-los aos homens que Ele fundou a Igreja.

O objetivo básico da Igreja que Jesus Cristo prometeu fundar era ensinar o Evangelho e os mandamentos de Deus (Mt 28.18-20).

Sempre que uma Igreja realiza sua obra de maneira positiva, ela fortalece as famílias que a compõem, e elas atuam como fator de estabilidade da sociedade, dando como resultado liberdade e oportunidades, que ainda não foram igualadas pelas culturas pagãs existentes no mundo. Quando a Igreja falha em sua função de ensinar, tanto a família como a sociedade sofrem as consequências disso.

Os melhores casamentos e famílias que há hoje em dia são os de lares cristãos, cujos membros frequentam assiduamente uma igreja que ensina os princípios bíblicos para o viver cristão. Os jovens que saem desses lares são a esperança do mundo, para a liderança do futuro.

O lar e a Igreja não são instituições situadas em campos opostos, mas, sim, instituições que se sustentam mutuamente. Na verdade, se não fosse pela Igreja, os humanistas de nossos dias - com suas doutrinas de que não existem valores absolutos e de que cada indivíduo deve fazer o que tem vontade – já teriam destruído nossa cultura.

Dando pouco ou nenhum valor ao lar, eles já o teriam abolido se pudessem, passando ao governo a tarefa de criar os filhos menores. Isso poderia dar certo no que diz respeito ao controle da mente, mas certamente destruiria a liberdade do homem, sua felicidade e realização pessoal. Qualquer coisa que for nociva ao lar é inimiga da sociedade, e o humanismo se tornou o maior fator de destruição da família em nossa cultura.

IBADEP. Família Cristã. pag. 28-29.

I - FAMÍLIA: O ELEMENTO BÁSICO DA IGREJA

1 - Sem a família a igreja não funciona.

O pastor (1 Tm 3:1-7)

De acordo com o Novo Testamento, os termos "bispo", "pastor" e "presbítero" são sinônimos. A palavra bispo significa "supervisor", e os presbíteros têm a responsabilidade de supervisionar o trabalho da igreja (At 20:17, 28; 1 Pe 5:1-3). "Presbítero" é a tradução do termo grego presbutes, que significa "um ancião". Paulo usa o termo presbitério em 1 Timóteo 4:14, referindo-se não a uma denominação, mas ao conjunto de presbíteros da assembleia que ordenaram Timóteo. Os presbíteros e bispos (dois nomes para o mesmo cargo, Tt 1:5, 7) eram pessoas maduras, com sabedoria espiritual e experiência espiritual. Por fim, o termo "pastor" também tem o sentido de "pastor de ovelhas", aquele que conduz e cuida do rebanho de Deus.

Quando comparamos as qualificações apresentadas nesta passagem para os bispos com aquelas apresentadas para os presbíteros em Tito 1:5-9, vemos que, na verdade, todas se referem ao mesmo cargo. No período apostólico, a organização da igreja era bastante simples: havia os pastores (bispos, presbíteros) e os diáconos (Fp 1:1). Ao que parece, vários presbíteros supervisionavam o trabalho de cada igreja, alguns deles encarregados de "presidir" (trabalhar com a organização e o governo), outros, de ensinar (1 Tm 5:1 7).

Mas era necessário que esses homens fossem qualificados. É bom um cristão que está crescendo na fé aspirar ao cargo de presbítero, mas a melhor maneira de alcançá-lo e de desenvolver o caráter cristão é preencher os requisitos discutidos a seguir.

Tornar-se presbítero/bispo é uma decisão séria, que não era tratada levianamente na Igreja primitiva. Paulo apresenta dezesseis qualificações que deveriam estar presentes no homem que desejava servir como presbítero/bispo/pastor.

Irrepreensível (v. 2a). Esse termo significa, literalmente, "sem ter por onde pegar", ou seja, não deve haver em sua vida qualquer coisa que Satanás ou um incrédulo possa usar como um motivo para criticar ou atacar a igreja. Nenhum homem é impecável, mas devemos nos esforçar para ser irrepreensíveis e não merecer qualquer censura.

Esposo de uma só mulher (v. 2b). Todos as qualificações desta passagem são masculinas.

Apesar de haver amplo espaço para o ministério feminino na congregação local, o cargo de presbítero não está aberto a mulheres. No entanto, a vida do pastor em casa é importante, especialmente no que diz respeito a sua situação conjugal (o mesmo requisito aplica-se aos diáconos, de acordo com 1 Tm 3:12). Significa que um pastor não deve ser divorciado e casado pela segunda vez. Sem dúvida, Paulo não está se referindo à poligamia, pois nenhum membro da igreja, muito menos um pastor, seria aceito se tivesse mais de uma esposa. Também não está se referindo ao segundo casamento de viúvos, pois, tendo em vista Gênesis 2:18 e 1 Timóteo 4:3, por que um pastor nessa situação seria proibido de se casar novamente?

Por certo, os membros da igreja que haviam perdido o cônjuge poderiam se casar de novo, então por que impor tal exigência ao pastor?

É evidente que a capacidade de um homem em conduzir o próprio casamento e lar indica sua capacidade de administrar a igreja local (1 Tm 3:4, 5). O pastor que se divorcia expõe a si mesmo e à igreja às críticas de pessoas de fora e, dificilmente, membros da congregação que passam por problemas no casamento se aconselharão com um pastor que não conseguiu manter a integridade do próprio casamento. Não vejo motivo algum que impeça cristãos consagrados que tenham se divorciado e casado novamente de servir em outros cargos da igreja, mas são desqualificados para os cargos de presbítero e de diácono.

Temperante (v. 2c). Significa "sóbrio".

"Que demonstra temperança em todas as coisas" (2 Tm 4:5, tradução literal) ou "que mantém a cabeça no lugar em todas as situações".

O pastor precisa exercitar o julgamento sóbrio e sensato em todas as coisas.

Sóbrio (v. 2d). Deve ter seriedade em sua atitude e em seu trabalho. Isso não significa que não possa ter senso de humor ou que deva ser sempre taciturno e solene. Antes, indica que ele sabe o valor das coisas e não vulgariza o ministério nem a mensagem do evangelho com um comportamento tolo.

Modesto (v. 2e). Uma boa tradução para esse termo é "ordeiro". O pastor deve ser organizado em sua forma de pensar e de viver, bem como no ensino e na pregação.

Trata-se do mesmo termo grego usado em 1 Timóteo 2:9 ("modéstia") com referência aos trajes das mulheres.

Hospitaleiro (v, 2f). Literalmente, "que ama o forasteiro". Esse era um ministério importante da Igreja primitiva, quando os cristãos que viajavam precisavam de um lugar para se hospedar (Rm 12:13; Hb 13:2; 3 Jo 5-8). Mas mesmo nos dias de hoje, o pastor e a esposa que demonstram hospitalidade são de grande ajuda para a comunhão da igreja local.

Apto para ensinar (v. 2g). O ensinamento da Palavra de Deus é um dos principais ministérios do presbítero. Na verdade, muitos estudiosos acreditam que "pastores e mestres", em Efésios 4:11, se refere a uma só pessoa com duas funções. Um pastor é, automaticamente, um mestre (2 Tm 2:2, 24).

Phillips Brooks, famoso bispo norte-americano do século XIX, disse: "A aptidão para ensinar não é algo que se obtém por acidente nem por um irrompimento de zelo ardente".

O pastor deve ser um estudioso dedicado da Palavra de Deus e de tudo o que o ajude a conhecer e a ensinar a Palavra. O pastor que tem preguiça de estudar é uma calamidade no púlpito.

Não dado ao vinho (v. 3a). O termo no original descreve uma pessoa que passa um longo tempo com uma taça de vinho na mão e, portanto, bebe em excesso. O fato de Paulo aconselhar Timóteo a usar vinho com fins medicinais (1 Tm 5:23) indica que não se exigia a abstinência total dos cristãos. Infelizmente, alguns dos membros da igreja de Corinto embebedavam-se até nas refeições de comunhão que acompanhavam a Ceia do Senhor (1 Co 11:21). Os judeus diluíam o vinho com água para que não ficasse forte demais. Naquele tempo, sabia-se que a água não era pura, de modo que seria mais saudável beber com moderação o vinho diluído.

Existem, porém, diferenças enormes entre o uso cultural do vinho nos tempos bíblicos e o subsídio da indústria do álcool hoje. A admoestação e exemplo de Paulo, em Romanos 14 (especialmente Rm 14:21), se aplica, de modo especial, a nosso tempo.

Um pastor piedoso certamente deseja dar o melhor exemplo possível e não ser uma desculpa para o pecado na vida de alguns irmãos mais fracos.

Não violento (v. 3b). "Que não seja contencioso nem procure briga." Charles Spurgeon dizia aos alunos do seminário: "Não andem pelo mundo afora com os punhos fechados, prontos para lutar e carregando um revolver teológico na perna das calças".

Cordato (v. 3c). Uma tradução mais apropriada seria "amável". O pastor deve ouvir as pessoas e ser capaz de aceitar críticas sem reagir. Deve permitir que outros sirvam a Deus na igreja sem fazer imposições.

Inimigo de contendas (v. 3d). Os pastores devem sempre ser pacificadores, não agitadores. Isso não significa fazer concessões indevidas em questões de fé, mas discordar sem ser desagradáveis. Quem tem pavio curto, normalmente, não tem um ministério longo.

Não avarento (v. 3e). Paulo fala mais sobre o dinheiro em 1 Timóteo 6:3ss. Os que não têm consciência nem integridade podem usar o ministério como um modo fácil de ganhar dinheiro. (O que não significa que os pastores ganhem tão bem na maioria das igrejas!) Os pastores cobiçosos sempre têm "negócios" paralelos, e tais atividades corrompem seu caráter e servem de empecilho a seu ministério. Os pastores não devem trabalhar "por sórdida ganância" (1 Pe 5:2).

E possível cobiçar muitas coisas além de dinheiro: popularidade, um ministério grandioso que lhe dê projeção, cargos mais elevados dentro da dominação.

Uma família temente a Deus (w. 4, 5). Isso não significa que o pastor deva ser casado ou, se for casado, que deva ter filhos. No entanto, é provável que o casamento e a família façam parte da vontade de Deus para a maioria dos pastores. Se os próprios filhos de um indivíduo não lhe obedecem nem o respeitam, dificilmente sua igreja lhe obedecerá e respeitará sua liderança. Para os cristãos, a igreja e o lar são uma coisa só.

Devemos administrar ambos com amor, verdade e disciplina. O pastor não pode ser uma pessoa em casa e outra na igreja. Se isso acontecer, seus filhos perceberão, e haverá problemas. Os termos "governe" e "governar", em 1 Timóteo 3:4, 5, significam "presidir sobre algo, dirigir", e indicam que é o pastor quem dirige os negócios da igreja (não como um ditador, obviamente, mas como um pastor amoroso cuidando de seu rebanho - 1 Pe 5:3). O termo traduzido por "cuidar", em 1 Timóteo 3:5, indica um ministério pessoal às necessidades da igreja. É usado na parábola do bom samaritano para descrever o cuidado deste para com o homem ferido (Lc 10:34, 35).

WIERSBE. Warren W. Comentário Bíblico Expositivo. N.T. Vol. II. Editora Central Gospel. pag. 285-287.

1 Tm 3.1-13 A palavra bispo (ou ancião) pode se referir a um pastor, a um líder da grega. ou ao pastor presidente. £ louvável desejar ser um líder espiritual, mas os padrões exigidos são altos Paulo enumera algumas das qualificações aqui. Você |á ocupa uma posição de liderança espiritual, ou gostaria de ser líder algum dia? Compare sua vida aos padrões de excelência de Paulo. Aqueles quo têm grandes responsabilidades devem satisfazer a altas expectativas.

1 Tm 3.1-13 As listas de qualificações para a liderança da igreja mostram que, viver uma vida irrepreensível e pura exige esforço e autodisciplina. Todos os crentes, ainda que nunca planejem ser líderes da igreja, devem se esforçar para seguir estas diretrizes porque são compatíveis com o que Deus diz ser verdadeiro e correto. A torça para viver de acordo com a vontade de Deus vem de Cristo.

1 Tm 3.2 - Ao dizer que todo bispo deveria ser fiel à sua esposa. Paulo esta proibindo tanto a poligamia como a promiscuidade. Isto não impede que um jovem solteiro se torne bispo, nem que um ancião viúvo se case novamente.

1 Tm 3.4,5 Os trabalhadores e voluntários cristãos às vezes cometem o erro de pensar que seu trabalho é tão importante que eles o usam como justificativa para ignorar suas famílias. A liderança espiritual, porém, deve começar em casa. Se um homem não está disposto a cuidar, disciplinar, e ensinar seus filhos, não está qualificado para liderar a igreja. Não permita que suas atividades voluntárias diminuam suas responsabilidades familiares.

APLICAÇÃO PESSOAL. Bíblia de estudo. Editora CPAD pag. 1704.

Bispo ( gr. episkopos)

(1 Tm 3.2; At 20.28; Fp 1.1; Tt 1.7)

O termo grego episkopos significa aquele que supervisiona.

No Novo Testamento, o bispo ou ancião é aquele que supervisiona uma congregação. Em Atos 20.17,28, os anciãos, os bispos, da igreja em Éfeso são chamados a cuidar do rebanho. Tais presbíteros eram responsáveis pelas questões internas da igreja; e, ao que parece, havia vários deles em posição de tal responsabilidade em toda igreja local (At 14.23; Tt 1.5-7). Após a época inicial do Novo Testamento, tornou-se costume, então, designar um presbítero especificamente como dirigente e dar-lhe o título próprio de bispo.

1 Tm 3.1-16 — Na discussão sobre como se portar na casa de Deus, Paulo se volta agora para o líder. Há dois oficiais na igreja, segundo as Escrituras: o bispo (gr. episkopos), pastor, ministro ou presbítero e o diácono (gr. diakonos). O pastor ou pregador do evangelho deve viver para o evangelho e do evangelho (1 Co 9.14). É este o seu chamado.

O diácono serve na igreja local, mas não vive somente para esse fim nem desse serviço; nenhuma passagem diz que seja chamado para isso, inclusive como forma de sustento. Não há padrões duplos de vida cristã. O que deve se aplicar a todo cristão tem de se aplicar aos líderes na casa de Deus. E muito adequado que haja padrões de conduta para os líderes em uma igreja local. Aqui está uma boa lista como referência.

1 Tm 3.1 — Episcopado. Esta palavra grega se refere a uma pessoa que se encontra na posição de supervisionar uma congregação cristã. Em muitas passagens do Novo Testamento, as palavras gregas para bispo e presbítero são usadas de forma alternada como referência ao mesmo cargo (Tt 1.5-7).

1 Tm 3.2 — Irrepreensível significa alguém não sujeito a punição ou repreensão. A ideia não é que um bispo ou ministro não cometa mais pecado, mas, sim, que mostre uma conduta cristã madura e consistente que não dá margem para vir a ser acusado de algum erro grave. O sentido literal de marido de uma mulher é o tipo de homem de uma só mulher. Essa expressão tem sido interpretada como uma forma de excluir do cargo todos os que sejam imorais ou polígamos, ou como referência específica àqueles que se casem novamente após uma separação ou divórcio. É uma qualificação também para os diáconos (v. 12). Sóbrio significa sem bebida, lúcido; significa ter controle do próprio corpo e da mente. E um estado de espírito de equilíbrio, resultante de autocontrole. Honesto significa sincero e disciplinado. Hospitaleiro significa que recebe bem os estranhos. A casa de um ministro cristão deve estar aberta aos propósitos do ministério.

Apto para ensinar também poderia ser traduzido por qualificado para ensinar ou que se dispõe a ensinar. Uma vez que tem a ver com caráter, parece melhor entender essa qualificação como de alguém que se  ispõe a ensinar, como uma necessidade para o homem de Deus (1 Timóteo 5.17; 2 Timóteo 2.24; Tito 1.9 mostram a exigência de o presbítero ser capaz de ensinar).

1 Tm 3.3 — Não dado ao vinho significa não viciado em bebida alcoólica. Não espancador tem sido traduzido também por não violento. O bispo ou presbítero não deve ser propenso a briga, a violência e a querer agredir fisicamente as pessoas.

Não cobiçoso de torpe ganância. Não deve ter uma atitude egoísta em relação ao dinheiro ou aos bens. Isso é também uma advertência para os líderes de igrejas quanto à devida administração das finanças da casa de Deus.

Não contencioso significa que não discute, não cria problemas; é a qualidade do homem pacífico.

O bispo ou presbítero deve contender pela fé, sem ser contencioso. Não avarento significa literalmente que não ama a prata (1 Tm 6.9). Observe que essa é a segunda advertência aqui sobre dinheiro.

Alguns presbíteros em Éfeso estavam recebendo ajuda financeira para o ministério (1 Tm 5.17,18). Paulo os exorta para que não deixem que o desejo de obter seu ganho se tome sua maior prioridade.

1 Tm 3.4 — Governe significa que se coloque diante de, ou administre.

A sua própria casa. O presbítero deve administrar bem sua própria família. Seus filhos devem submeter-se à sua liderança com modéstia e respeito.

1 Tm 3.5 — Se um ministro for incapaz de governar a própria família, não terá cuidado devidamente de sua igreja. Ao passar de governar para ter cuidado, Paulo enfatiza o carinho do presbítero em sua função de apascentar a igreja local.

EarI D. Radmacher: Ronald B. Allen: H. Wayne House. O Novo Comentário Bíblico Novo Testamento com recursos adicionais. Editora Central Gospel. pag.

2 - A família como extensão da igreja.

Podemos dizer que o lar deve ser uma extensão da igreja, e a igreja, uma extensão do lar. A família de Deus deve viver e conviver no ambiente do lar, de tal forma que a presença de Deus possa ser sentida, no seu seio, não apenas quando seus membros reúnem-se na igreja local.

Quando uma família serve a Deus, e os pais cultivam o saudável costume de realizar o culto doméstico, os filhos valorizam o lugar onde se adora ao Senhor coletivamente.

Para que a família, ou o lar, seja uma extensão da igreja local, é da maior importância que, no lar, haja um ambiente espiritual, que valorize a adoração a Deus. Se adolescentes e jovens, além de viverem plugados na internet, passam horas diante da televisão secular, assistindo novelas e outros programas alienantes, será muito difícil alcançar-se esse objetivo de ver a família integrada na igreja. A solução para possibilitar essa integração família-igreja e vice-versa é a realização do culto doméstico.

LIMA. Elinaldo Renovato de. A família cristã e os ataques do inimigo. Editora CPAD. pag. 137.

Através do CULTO DOMÉSTICO,SI 100.O segredo de se conseguir uma boa vida em família é simplesmente promover o relacionamento da família com Jesus Cristo. O culto doméstico é uma das formas de promover este relacionamento com Jesus, e trazer Deus para a família.

Apesar de o culto doméstico tomar muito pouco do nosso tempo, a maioria sempre tem alguma desculpa para não realizá-lo. Vejamos alguns motivos apresentados para não se realizar o culto doméstico: Nem todos almoçam ou jantam à mesma hora. Atividades extracurriculares.

Não sabemos como fazê-lo. Não temos tempo. Não recebemos instruções neste sentido. Acho que não saberíamos conduzir as coisas. Não sei orar. Nunca oramos em voz alta. Não sabemos orar tão bem como os outros. Não saberíamos começar. Minha esposa pode tomar a iniciativa. Eu ficaria meio acanhado e as crianças também. Essa objeções nada mais são do que meras desculpas. Se uma família não sabe orar em conjunto, na certa é uma família que também não "conversa".

1) Como Realizar O Culto Doméstico. A Oração às refeições. Sugerindo um plano de oração:

♦          Segunda feira: a "oração da fé". Cada um escolhe um motivo de oração.

♦          Terça feira: oração pelos membros da família, próximos e distantes.

♦          Quarta feira: a oração do Pai Nosso.

♦          Quinta feira: oração pelos missionários.

♦          Sexta feira: oração de confissão. Cada pessoa confessa um pecado seu que está perturbando a paz da família.

♦          Sábado: oração pela igreja.

♦          Aos domingos: nosso culto é o da igreja. Louvor, hinos, corinhos, etc. Leitura de um texto das Escrituras. Uma Palavra sobre o que foi lido, do Pai, da Mãe ou de um dos filhos. Todos devem participar da oração, do cântico e da leitura da Bíblia.

Apresentando os filhos para Deus. (I 1 Ts 1.7; Jó 1.5; Hb7.25).

  1. A oração sacerdotal dos pais. Feliz é o filho que, vez por outra, encontra o pai ou a mãe de joelhos, ou os vê levantarem cedo, ou dirigem-se a um lugar à parte em busca da comunhão do Senhor.

A oração não é um mero exercício espiritual. É uma transação que se realiza com Deus. Em uma casa onde o altar da oração está de pé, ali o diabo não terá vez para armar a sua tenda, pois só Jesus reinará como Senhor.

  1. Apresentando através da benção, Mc 10.6; Ex. Abraão, Jacó e Jesus, Hb 11.20: Gn 48.15

SILVA. Josué Gonçalves da. Família Os segredos do sucesso de uma família bem ajustada. Editora Mensagem Para Todos.

II - A IGREJA ACOLHENDO AS FAMÍLIAS

  1. A natureza humana da igreja.

A IGREJA ACOLHENDO AS FAMÍLIAS

A maior parte das famílias, no mundo atual, está desorientada, sem rumo e sem segurança, em direção à eternidade. O espírito do anticristo trabalha diuturnamente para destruir a instituição familiar. A Igreja do Senhor Jesus Cristo é a única entidade, no mundo, que se preocupa com o futuro espiritual da família. E no ambiente da igreja local, que a comunidade em sua volta pode descobrir que existe uma proposta relevante para o fortalecimento do casamento, do lar e da família.

Em todos os lugares onde há pessoas, há problemas de relacionamento humano. A igreja, no seu aspecto local., não poderia ser diferente.

Ela não é formada por anjos, ou por espíritos, mas por pessoas, de carne e osso, com suas virtudes e defeitos. Só a igreja no seu sentido universal, como noiva do Cordeiro, é que não tem problemas ou defeitos. As lideranças cristãs devem atentar bem para a realidade humana, na igreja local.

Não há mais lugar, nos tempos presentes, para governos autocráticos e prepotentes, que dirigiam a igreja como se fossem seus donos ou seus capatazes, com poderes absolutos sobre as vidas das pessoas e de suas famílias.

Esse estilo foi causador de muitas divisões e descontentamentos, e matou muitas pessoas, excluídas por motivos banais, sem fundamento bíblico. Esse tempo passou.

Por outro lado, não se deve admitir que a igreja local é espaço para o governo democrático, no sentido sociológico da palavra, como “governo do povo, pelo povo e para o povo”. Esse estilo também mata.

Conduz o povo ao liberalismo e ao relativismo, que ignora os ditames da Palavra de Deus. Mas é possível, com sabedoria e graça de Deus, desenvolver-se uma liderança participativa. Primeiro, com a participação de Deus, através do Espírito Santo, governando o lado espiritual.

Em segundo lugar, com a participação da liderança, em harmonia e integração com os liderados, nas decisões de ordem humana ou administrativas.

LIMA. Elinaldo Renovato de. A família cristã e os ataques do inimigo. Editora CPAD. pag. 138.

            IGREJA

  1. O vocábulo grego ekklesia significa, basicamente, «os chamados para fora». dando a entender um grupo distinto. selecionado e tirado para fora de algo. Ê verdade que essa palavra nem sempre se refere a um grupo religioso, pois no grego clássico era empregada para indicar assembleia», «reunião convocada pelo arauto», «assembleia legislativa». Em Atenas, essas assembleias governantes eram eleitas pelos seus concidadãos por determinado período de tempo. Portanto. a «assembleia» pode ser legislativa, política, social ou religiosa. (Ver Josefo, Antiq. 12.164; 19.332 e Atos 19:39).
  2. Tal palavra pode significar apenas «reunião», «ajuntamento» (ver I Macabeus 3.13; Atos 19:32,40).
  3. Referia-se à congregação judaica, especialmente quando reunida com finalidades religiosas, para observância dos ritos religiosos, (ver Deut. 31:30; Ju1. 20:2; Josefo, Antiq, 4.309 e Atos 7:38).
  4. Ê usada para indicar a igreja cristã. um culto cristão, mas nunca o mero edificio das reuniões ou templo. (ver I Cor. 11:18; 14:4,9,28,35).
  5. A «congregação» considerada como a totalidade dos crentes que vivem em um determinado lugar. Uma igreja local, que nos primeiros tempos se reunia em moradias comuns, (ver Mat. 18:17; Atos 5:11; I Cor. 4:17; 16:19; Rom. 16:5).
  6. A igreja universal, mística, composta de todos os crentes de todos os tempos e de todos os lugares. Os quais aceitam Cristo como cabeça. Essa igreja é considerada como um organismo espiritual que tem Cristo por centro; e a união mística da igreja com Cristo se dá através do seu Espirito, e não devido a alguma organização. Portanto. transcende a denominações evangélicas. que defendem determinadas crenças ou governos eclesiásticos, (ver Mat. 16:18; Atos 9:31; I Cor. 6:4; Efé. 1:22; 3:10,21; 5:23 e ss, 5:27,29,32; Col. 1:18,24; Fil. 3:6; I Tim. 5:16). Quando está em foco a «igreja universal». São utilizadas expressões como «a igreja de Deus» ou «a igreja de Cristo», ver I Cor. 1:2; 10:32; 11:16.22; 15:9; 11Cor. 1:1; Gál. 1:13 quanto à expressão «igreja de Deus»; e Rom, 16:16 e I Tes. 1:1 quanto à expressão «igreja de Cristo». Outros nomes empregados são «igreja dos santos» (ver I Cor. 14:33); «igreja dos primogênitos» (ver Heb. 12:23); e «igreja primeira e espiritual» (ver 11 Clemente 14:1). O vocábulo grego figura nas páginas do N.T. por cento e quinze vezes.

CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 3. Editora Candeias. pag. 210.

O ministério da igreja.

Esse ministério é ao mesmo tempo interno e externo cobrindo os campos da auto-edificação e da evangelização daqueles que ainda não vieram a Cristo. Os dons do Espirito Santo (ver I Cor. 12 - 14) têm por finalidade precípua a edificação da igreja; mas os «evangelistas», dados à igreja como dotes, são especialmente preparados pelo Espirito para aumentar o número dos crentes. (Ver Efé. 4:13).

O ministério da igreja é, essencialmente, a continuação do mistério do próprio Cristo Jesus, e isso segundo a inspiração dada por seu alter ego, o Espirito Santo. O Senhor Jesus foi por toda a parte, «fazendo o bem», pois ele sempre se mostrou humanitário, amoroso e gentil. Cristo foi o mestre supremo e o supremo evangelista, como também foi o supremo pastor e o supremo inquiridor pela verdade e por Deus, além de ser o supremo achador de ovelhas perdidas. Cristo nomeou os «sub pastores», para que o imitassem. Estes têm o privilégio de fazer suas obras, e maiores ainda, contanto que tenham a fé para tanto (ver João 14:12). Aos sub pastores cabe pregar a Cristo como Senhor, e a eles mesmos como servos dos outros, por amor a Cristo (ver 11 Cor. 4:5). Esse ministério tem um aspecto social e outro individual, tal como se deu no caso do ministério de Cristo; mas a igreja jamais deve olvidar-se da responsabilidade de buscar o eterno bem-estar da alma humana individual. A igreja, em sua unidade composta de judeus e gentios, serve de divina ilustração sobre como Deus haverá de unir finalmente todas as coisas em Jesus Cristo, dentro de uma grandiosa restauração, que é o tema do «mistério da vontade de Deus», tal como se vê em Efé. 1:10. Assim pois, até mesmo ante os mais elevados poderes angelicais, a igreja é o teatro de Deus onde ele demonstra como está operando no cosmos; pelo que, de forma indireta, o ministério da igreja envolve até mesmo os poderes super-humanos. Bastaria isso para mostrar-nos a magnitude e a importância do ministério da igreja.

CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 3. Editora Candeias. pag. 214-215.

2 - A dimensão relacional da igreja.

As necessidades das pessoas.

A igreja não pode atender a todas as necessidades pessoais, mas pode usar os recursos concedidos por Deus para atendê-las da melhor maneira possível, com a graça, a sabedoria e a unção de Deus. Podemos resumir as necessidades das pessoas e de suas famílias, como se segue:

Necessidades espirituais

São as necessidades mais prementes do espírito humano. As pessoas, quando aceitam a Cristo como Salvador, vêm do mundo sentindo suas grandes necessidades espirituais. Elas necessitam de salvação, graça, conhecimento de Deus, amor de Deus, e de paz com Deus (Rm 5.1); suas almas anelam ter alegria espiritual (Lc 1.47); paz de espírito (Fp 4.6).

É Deus, através do Espírito Santo, quem satisfaz plenamente a essas necessidades. Mas é a igreja local que torna essa assistência concreta na vida das pessoas, evangelizando, congregando, cultuando, ensinando, discipulando, com amor e compreensão, e levando os crentes à dimensão espiritual mais elevada. Famílias bem discipuladas podem contribuir para o crescimento na graça e conhecimento do Senhor Jesus Cristo (cf. 2 Pe 3.18).

Necessidades emocionais

São necessidades da alma. O salmista expressou esse tipo de necessidade, quando exclamou: “A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus?” (SI 42.2).

As pessoas procuram a igreja porque esperam obter nela a satisfação dessas necessidades intangíveis, que os bens materiais não podem satisfazer. Através da adoração, da comunhão fraternal e do bom relacionamento humano; de momentos de confraternização, de atenção, empatia, dedicação ao relacionamento interpessoal, de aconselhamento, nos momentos de necessidade, bem como de momentos de sadia confraternização social, a igreja local torna-se acolhedora e relevante para a maioria dos que a ela se dirigem.

É fato que a igreja jamais poderá satisfazer às expectativas de todas as pessoas. Sempre haverá alguém insatisfeito. Nem Jesus Cristo satisfez a todos. Quando a liderança da igreja entende que as pessoas não têm só necessidades espirituais, mas emocionais e até físicas, ele pode ser bem-sucedido no seu ministério.

LIMA. Elinaldo Renovato de. A família cristã e os ataques do inimigo. Editora CPAD. pag. 138-139.

Mc 1.9 — O batismo de Jesus foi algo único, pois Ele não tinha pecado algum do que se arrepender. Isso mostrou que Ele se identificava com a obra de João e com o pecador por quem morreria. Também apontava para a morte, o sepultamento e a ressurreição de Cristo, para salvar os pecadores.

Mc 1.10 — Logo aparece 41 vezes no Evangelho de Marcos para indicar a atitude imediata exigida de um servo (v. 10,12,18,20,21). Deus levou Cristo a um confronto com Satanás logo no início do Seu ministério. O Espírito Santo veio para capacitar Cristo e dar-lhe poder para exercer Sua futura obra. Essa passagem (Mc 1.10,11) fala também da Trindade — um Deus que existe em três Pessoas distintas ao mesmo tempo: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. A fórmula do batismo em Mateus 28.19 e em muitos outros textos nos ensina tal doutrina (2 Co 13.14; 1 Pe 1.2).

Mc 1.11 — Por três vezes durante o ministério terreno de Cristo, ouviu-se uma voz dos céus. Era a confirmação do Pai de que Cristo era Seu Filho unigénito. As outras vezes aconteceram na transfiguração (Mc 9.7) e no dia da entrada triunfal de Cristo em Jerusalém (Jo 12.28).

Mc 1.12 — Marcos afirma que o Espírito o impeliu [Cristo] para o deserto. O verbo impelir também é usado para descrever Cristo expulsando demónios, e aparece mais duas vezes neste capítulo (v.34,39).

Mc 1.13 — Marcos descreve uma situação de conflito para chamar a atenção dos seus leitores. Ser tentado por Satanás é algo que acontece com todos os cristãos, mas Jesus triunfou completamente sobre Seu inimigo. Somente Marcos menciona os anjos que serviram a Cristo por 40 dias. Ele, talvez, tenha mencionado as feras para se dirigir especificamente aos cristãos de Roma que viam coisas terríveis no Coliseu.

EarI D. Radmacher: Ronald B. Allen: H. Wayne House. O Novo Comentário Bíblico Novo Testamento com recursos adicionais. Editora Central Gospel. pag. 93.

O Batismo de Jesus vv. 9-13

Aqui temos uma breve narrativa do batismo e da tentação de Cristo, narrados mais detalhadamente em Mateus, capítulos 3 e 4.

I Seu batismo foi a sua primeira aparição pública, depois de viver muito tempo desconhecido em “Nazaré”.

Quanto valor oculto existe, neste mundo que está perdido na poeira do desprezo, e não pode ser conhecido, ou envolto no véu da humildade, e não será conhecido! Porém mais cedo ou mais tarde, será conhecido, assim como o valor de Jesus Cristo o foi.

  1. Veja com que humildade Ele confessou a Deus Pai, ao vir para ser “batizado por João”, pois lhe era conveniente “cumprir toda a justiça”. Assim Ele assumiu a “semelhança da carne do pecado”, para que, embora Ele fosse perfeitamente puro e imaculado, ainda assim fosse lavado, como se tivesse sido contaminado; e por nós Ele se santificou, para que nós também pudéssemos ser santificados, e batizados com Ele (Jo 17.19).
  2. Observe com que honra Deus o confessou, quando Ele se submeteu ao batismo de João. O Senhor honrou todos aqueles que o justificaram através da aceitação do batismo de João (Lc 7.29,30).

(1) Ele “viu os céus abertos”. Assim Ele foi reconhecido como sendo o Senhor do céu, e teve um relance da glória e do gozo que lhe estavam propostos, e assegurados a Ele, como recompensa pela sua missão. Mateus disse: “Eis que se lhe abriram os céus” (Mt 3.16). Marcos disse que Ele “viu os céus abertos”. Muitos têm os céus abertos para recebê-los, mas eles não os veem. Jesus Cristo não somente tinha uma clara presciência dos seus sofrimentos, mas também da sua glória.

(2) Ele viu “o Espírito, que, como pomba, descia sobre ele”. Observe que quando pudermos ver o céu aberto para nós, então perceberemos o Espírito descendo e trabalhando em nós. A boa obra de Deus em nós é a evidência mais segura da sua boa vontade para conosco, e daquilo que Ele prepara para nós. Justino Mártir disse que quando Jesus foi batizado, um fogo se acendeu no Jordão e há uma tradição antiga de que uma grande luz brilhou ao redor do lugar. O Espírito traz luz e também calor.

(3) Ele ouviu uma voz cujo objetivo era incentivá-lo a prosseguir em sua missão, e por isso aqui se diz que ela se dirigia a Ele: “Tu és o meu Filho amado”. Deus Pai faz com que Ele saiba: [1] Que Ele não o amou menos por essa condição humilde e pobre à qual Ele tinha se humilhado.

Em outras palavras: “Embora destituído e sem reputação, Ele ainda é o meu Filho amado”. [2] Que Ele o amou ainda mais por ter se comprometido com essa missão generosa e gloriosa. Deus se compraz em Jesus, que seria o Mediador de todas as questões controversas entre Ele e o homem. Ele se compraz nele para comprazer-se conosco, nele.

A sua tentação. O bom Espírito que desceu sobre Ele, “o impeliu para o deserto” (v. 12). Paulo menciona isso como uma prova de que ele recebeu a sua doutrina de Deus, e não dos homens. Assim que foi chamado, não se dirigiu a Jerusalém, mas partiu para a Arábia (Gl 1.17). O afastamento do mundo é uma oportunidade de conversa mais livre com Deus, e por isso deve, às vezes, ser escolhido, por algum tempo, mesmo por aqueles que são convocados para grandes tarefas. Marcos observa essa circunstância de Cristo estar no deserto, dizendo que Ele “vivia entre as feras”. O fato de Jesus não ter sido destroçado pelos animais foi um exemplo do cuidado que o Pai tinha por Ele. Assim, Jesus foi encorajado, entendendo que Deus Pai proveria os alimentos necessários quando Ele tivesse fome. Proteções especiais são sinais de que seremos abastecidos, quando precisarmos.

Da mesma maneira, isso indicava a falta de humanidade dos homens daquela geração, em cujo meio Jesus deveria viver. Eles não eram melhores do que os animais no deserto; na verdade, eram muito piores. Nesse deserto:

  1. Os espíritos malignos se ocuparam dele. Ele foi “tentado por Satanás” . Não por quaisquer influências internas (o príncipe deste mundo não tinha nele nada em que pudesse se prender), mas por solicitações externas.

A solidão sempre oferece vantagem ao tentador, por isso, “melhor é serem dois do que um”. O próprio Cristo foi tentado, não somente para nos ensinar que ser tentado não é pecado, mas para nos orientar para onde ir, em busca de auxílio, quando formos tentados. Devemos recorrer Àquele que sofreu, sendo tentado. Ele pode nos socorrer perfeitamente quando somos tentados, porque experimentou o sofrimento pessoalmente.

  1. Os bons seres celestiais trabalhavam para Ele:

“Os anjos o serviam”, fornecendo-lhe tudo aquilo que Ele necessitava, e ajudando-o obedientemente. Observe que o ministério dos anjos bons a nosso favor é uma questão de grande consolo, em contraste com os maldosos desígnios dos anjos maus contra nós - entretanto, o que mais nos favorece é termos o precioso Espírito Santo morando nos nossos corações. Aqueles que o possuem são nascidos de Deus, e enquanto assim estiverem o mal não os tocará, muito menos triunfará sobre eles.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento MATEUS A JOÃO Edição completa. Editora CPAD. pag. 405-406.

Mc 12.30,31 — O primeiro mandamento resume os quatro primeiros dos Dez Mandamentos. O segundo é a base dos mandamentos que vão do quinto ao décimo e referem-se à maneira como lidamos com nosso semelhante. Alguns estudiosos tentaram encontrar um terceiro mandamento: “ame a si mesmo”. No entanto, isso não é um mandamento, mas algo óbvio. Nós nos amamos mesmo. E por isso que corremos para pegar a caixinha de primeiros socorros quando nos machucamos.

EarI D. Radmacher: Ronald B. Allen: H. Wayne House. O Novo Comentário Bíblico Novo Testamento com recursos adicionais. Editora Central Gospel. pag. 123-124.

Mc 12.29-31 - As leis de Deus não são difíceis de serem cumpridas: podem ser resumidas em dois princípios muito simples: amar a Deus e ao próximo. Estes mandamentos estão no AT (Dt 6.5: Lv 19.18). Quando vocè ama a Deus completamente e cuida do próximo como de si mesmo, está cumprindo os Dez Manda mentos e outras leis do AT. De acordo com Jesus, esses dois mandamentos resumem todas as leis de Deus. Deixe que elas governem seus pensamentos, suas decisões e ações. Quando não tiver certeza do que deve fazer, pergunte a si mesmo o que demonstrará melhor seu amor por Deus e pelo próximo.

APLICAÇÃO PESSOAL. Bíblia de estudo. Editora CPAD pag. 1320.

  1. O relacionamento familiar na igreja.

Laços psicológicos entre as pessoas

No relacionamento interpessoal, na igreja, observam-se as reações que normalmente afetam todas as pessoas, sejam crentes ou não. O ser humano não se livra de seus sentimentos positivou ou negativos pelo fato de aceitaram a Cristo. Seus temperamentos continuam com suas virtudes e defeitos. E precisam ser orientadas a cultivar as virtudes e evitar a expressão de suas fraquezas. Há mensagens abundantes na Palavra de Deus que orientam o bom relacionamento humano.

Antipatia Pode parecer estranho, mas há pessoas que sentem antipatia por outras.

E, quando esse fenômeno é acentuado, a igreja pode sofrer desgaste e suas ações podem não ser bem-sucedidas, nas diversas atividades. Se as pessoas não têm simpatia uma com a outra, o trabalho não produz. Na igreja, infelizmente, isso pode ser observado. O Diabo tem procurado cirandar muito, jogando uns contra os outros, provocando dissenção entre irmãos.

Simpatia

Quando há simpatia, há colaboração, há cooperação, e o trabalho da igreja rende mais. Paulo elogiou o trabalho de Tito e de companheiros que o ajudavam em seu ministério, identificando-se com ele (2 Co 8.22,23).

As igrejas precisam de pessoas com esse caráter; as famílias precisam desenvolver laços de amizade entre seus membros, para que possam levar esses sentimentos à igreja local. Entre o líder e os membros da igreja podem manifestar-se esses sentimentos, bem como entre o líder e seus colegas de ministério. É preciso vigiar as emoções. Deus não admite que aborreçamos um irmão. É perigoso e pode comprometer a salvação.Quem aborrece a seu irmão é considerado assassino (1 Jo 3.15,16).fonte esdtudaalicao.blogspot.com/mauricioberwald.comunidades.net