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A criação e educação dos filhos
A criação e educação dos filhos

EDUCAÇÃO DOS FILHOS (1)

 

I - A IMPORTÂNCIA DOS LIMITES 

  1. Satisfazendo necessidades, não vontades. 

A Importância de Impor Limites

 

No meio desse caldo cultural, uma pergunta que parece bastante pertinente é: como educar em meio a tudo isso? Vimos nesse texto que o livro de Provérbios contém dezenas de princípios para a condução do processo educativo tomando por base os valores éticos-morais. Vale a pena destacar o que o psiquiatra e educador Içami Tiba escreveu sobre o desafio de educar. Ele sublinhou: “Educar não é deixar a criança fazer só o que quer (buscar saciedade). Isso dá mais trabalho do que simplesmente cuidar, porque equivale a incutir na criança critérios de valor.

A criança é regida pela vontade de brincar, de fazer. A cada movimento, está descobrindo coisas, num processo natural de aprendizagem. Junto a isso entram os valores.

Construir uma casa é muito mais difícil do que reformá-la. Reformar, no caso de um filho, seria o mesmo que sempre dizer não’ para algo que ele já fez muitas vezes. Melhor ensinar aos poucos.

Quando quer fazer alguma coisa, a criança observa a reação dos pais; se ouve um ‘não’, insiste. Quer testar se o que dizem é mesmo para valer — até incorporar a regra. Leva algum tempo, mas ela aprende. Então aquele critério de valor passa a fazer parte dela.

É interessante notar como desde tenra idade a simples repressão já não funciona. E preciso estabelecer uma diferença ao incentivar o comportamento certo. A simples aprovação é uma recompensa para a criança, como o silêncio é uma permissão.”

Educar, portanto, requer a imposição de limites, mas sem se valer de métodos castradores ou violentos. O livro de Provérbios diz: “O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo, o disciplina” (Pv 13.24).

Mais uma vez, o Dr. Içami Tiba, que sem dúvida é um dos maiores especialistas na educação de jovens e adultos, chama a atenção em seu excelente livro para o que denomina de “lágrimas de crocodilo”. Observando o comportamento das crianças, ele destaca que:

“Há dois tipos de choro: o que expressa dor e o que busca poder.

Se o filho descobrir que pode usar o choro como fonte de poder, os pais estão perdidos. Nunca mais saberão dizer se ele chora por dor ou por poder.

(...) Esse tipo de choro (por poder) apela para o lado coitadinho’, inspira ternura. É o domínio pela chantagem afetiva.

É difícil neutralizar o uso do choro como arma. Pai e mãe têm de entender que um pouco de dor não matará a criança, assim como um pouco de poder não matará os pais. Só há um jeito de aprender a diferenciá-los: acertando e errando.

(...) Um erro cometido pelos pais, desde que não seja baseado na violência, em surras, socos e pontapés não traz problema nenhum. Atos como esses descarregam a raiva, mas não têm força educativa, pois violência só gera violência”.

GONÇALVES. José,. Sábios Conselhos para um Viver Vitorioso Sabedoria bíblica para quem quer vencer na vida. Editora CPAD. pag. 74-75.

Ensinar é também exercitar regras como SIM E NÃO, estabelecer limites aos filhos.

Explicar sempre sobre a responsabilidade de seus atos alguém sempre pedirá contas tanto para elogiar como para reprovar e muitas vezes não seremos nós. Pode ser os mais velhos , a sociedade  e até a polícia.

Fazer acepção de pessoas ser paternalista, fazer distinção injusta entre um e outro gera seque-las incuráveis.

Procure conhecer seu filho para ama-lo e educá-lo com sabedoria.

Abençoar sempre nossos filhos, nunca deixar de confessar e crer que eles são bênçãos e heranças (SALMOS 127/3. Nunca amaldiçoar, nunca ofender, nunca desrespeitar à eles, tratá-los da forma que nós gostaríamos de ser tratados, eles serão como nós somos, pois seguirão todos nossos bons e maus exemplos.

É importante ressaltar, que nossa vida espiritual deve ser uma vida de frutos bons, um constante crescimento através do aprendizado da palavra de DEUS, para que haja transformação genuína, nossa família que é a igreja em casa deve estar edificada em JESUS em seus ensinamentos, mas para isso é necessário que coloquemos em prática tudo aquilo que aprendemos.

Autor desconhecido.

ALERTA AOS PAIS.

A Delegacia de Houston, Estado do Texas, nos Estados Unidos, elaborou as seguintes regras para formar um filho delinquente. São um alerta aos pais.

1) Desde pequeno, dê tudo o que o filho pedir. Desta forma, ele crescerá pensando que sempre terá tudo o que quiser. (O certo é não dá tudo o que o filho pedir).

2) Quando ele disser palavras imorais, ria com ele. Isto fará pensar que é engraçadinho e o encorajará a aprender frases mais "engraçadinhas" ainda, que, mais tarde, vão lhe deixar completamente sem jeito. (O certo é repreender o filho quando disser palavras imorais, e não achar engraçado).

3) Nunca lhe dê treinamento espiritual algum. Espere até que ele complete 21 anos, e deixe-o decidir por si mesmo; (O certo é dar o ensino espiritual, desde cedo, como manda a Bíblia).

4) Evite o uso da palavra "errado". Pode desenvolver nele um complexo de culpa. Isto condicionará seu filho a acreditar, mais tarde, quando for preso por roubar um carro, que a sociedade está contra ele e que está sendo perseguido; (O certo: se precisar  deve-se mostrar o erro ao filho).

5) Apanhe tudo o que seu filho deixar espalhado: livros, sapatos e roupas. Faça tudo por ele e, assim, ele se acostumará a jogar todas as responsabilidades em cima dos outros. (O certo: não fazer tudo pelo filho; ensiná-lo a ter responsabilidade, cuidando de suas coisas, desde criança).

6) Deixe-o ler tudo que lhe caia nas mãos. Cuide sempre que as vasilhas, pratos, talheres e copos sejam esterilizados, mas deixe que sua mente se alimente de lixo; (O certo: examinar o que o filho ler, não permitindo literatura imoral no lar).

7) Brigue com sua esposa (ou com seu marido) frequentemente na presença dos filhos; deste modo, eles não ficarão chocados mais tarde, quando o lar se desfizer; (O certo: jamais brigar com a esposa, muito menos em frente dos filhos).

8) Dê-lhe todo o dinheiro que quiser. Não permita que ele trabalhe para ganhar dinheiro. Porque ele teria que adquirir as coisas com as mesmas dificuldades que você? (O certo: se puder, dar a mesada aos filhos, orientando-lhes para o valor do dinheiro, sem gastar além do que recebe).

9) Satisfaça qualquer desejo de comida, bebida e conforto que ele queira. Veja que todos os seus desejos sensuais sejam gratificados. A inibição de desejo pode dar origem a uma perniciosa frustração; (O certo: só satisfazer aquilo que é lícito e conveniente para os filhos)

10) Tome partido dele contra vizinhos, professores e policiais. Todos eles estão de prevenção contra seu filho. (O certo: se ele errar, nunca ficar de seu lado; ajudá-lo a corrigir as falhas, com amor e compreensão)

11) E, quando ele estiver seriamente envolvido em dificuldades, desculpe-se a si mesmo, dizendo: "Nunca consegui fazer nada com ele"; (Procurar ajudar nas dificuldades, visando a correção e resolução dos problemas).

12) Prepara-se para uma vida de tristezas e sofrimentos. Você está fazendo tudo para tê-la. (O certo: usando a Palavra de Deus, preparar a família para uma vida de amor, obediência e dedicação a Deus).

Fonte: www.assembleiadedeus-rn.org.br/familia/port/index.htm

A Responsabilidade dos Pais

  1. Filhos São Dádivas de Deus

A vida humana para Deus é sagrada. A vida humana é diferente da vida animal ou orgânica (Gên. 2:7). Por ser diferente Deus cobra do homem o seu tratamento para com seu próximo (veja os exemplos de Caim - Gên. 4:8-12 e a Lei - Êx 21:12-16) uma coisa que Deus não faz com as outras formas de vida que Ele criou. A vida humana tem tratamento diferenciado pois é diferente. O homem foi feito na imagem de Deus e Deus o deu o “fôlego de vida” (Gên. 1:26,27; 2:7), uma alma.

Pelos pais Deus dá vida humana. A parte genética de certo vem dos pais, mas Deus tem dada a essência da vida, a alma (Gên. 2:7; Jó 33:4; Sal 127:3). Mesmo que os pais não planejaram ter um filho ou outro, a consequência dos fatos é que têm filhos e estes são criações e dádivas de Deus.

Deus faz tudo com propósito. As vezes Ele revela este propósito a nós, outras vezes não (Deut 29:29). Se Deus os deu filhos, e se Deus os fez, Ele os tem dado e os tem feito com propósitos específicos, pois Ele opera tudo “segundo o conselho da sua vontade” (Efés 1:11).

O fato que os filhos são dádivas de Deus aos pais indica responsabilidade dos pais para com Deus pelos filhos recebidos. A vida dos filhos que Deus tem dado aos pais como uma herança implica responsabilidade, pois a vida a Deus é sagrada. Abençoado o lar que tem pais que temem a Deus e toma como algo de grande importância a responsabilidade de treinar os filhos na maneira de agradar Deus. Abençoado também os filhos que vivem como se tenham responsabilidade para com Deus de viver como uma dádiva de Deus aos pais. 1. A Verdade da Responsabilidade Deut 6:6-9; Provérbios 22:6; Efés 6:4 Há ordem no que Deus faz. Examinando mundo animal, o corpo celeste, o corpo humano, as leis de Deus e as ações de Deus para com seu povo (Arca de Noé, Tabernáculo, Igreja) se vê que há gloriosa ordem em tudo que Deus tem feito. A família não é nada diferente. Há uma hierarquia de comando no lar que garante paz e ordem no lar (I Cor 11:3; Efés 6:1-4). Os pais, depois de Deus, são os que tenham a primeira responsabilidade no lar (Deut 6:6-9; Efés 6:4). Para entender que Deus cobra dos pais as ações dos filhos vede o exemplo de Eli (I Samuel 2:27-29; 3:13). Só por terem a responsabilidade não quer dizer que todos os pais sentem capazes de educar os filhos. Muitos pais já sentem fracassados mesmo antes de começar, e outros sentem o mesmo depois de começar. Parece que tanto mais tempo exercitados como pais menos que sente capaz. Talvez por não terem exemplos adequados ou por sentirem ignorante da maneira certa muitos já pensem que tem falta de capacidade. Independente dos sentimentos dos pais, a sua experiência boa ou má ou até a falta dela, o mandamento dos pais para com os seus filhos é o mesmo. Deus mandou, então há responsabilidade. A posição dos pais é uma posição que Deus tem dado. Lembra-se que os filhos vem dEle. 2. Pais Devem Ser Honrados Êx 20:12; Deut 21:18-21; 27:17; Efés 6:2 Deus quer receber glória em tudo que Ele faz (Jer 9:23,24; Mar 12:30; Apoc 5:13). Pais têm responsabilidade no lar, e também os filhos. Aquela posição que Deus tem dado aos pais deve receber a honra dos filhos. Os pais têm a responsabilidade de glorificar Deus pela instrução dado aos filhos. Os filhos têm responsabilidade de glorificar Deus pela honra que dão aos pais. Todos no lar têm responsabilidade de glorificar Deus (Efés 6:1-4). Mesmo que os pais não sentem dignos de terem a honra dos filhos, Deus mande que os filhos honram os pais do mesmo jeito. Deus tem dado esta posição aos pais e os pais devem cumprir o melhor possível as responsabilidades da posição. Se os pais não vivem dignamente de receberem honra, Deus cuidará deles. Os filhos não precisam julgar os pais dignos antes que dão honra aos pais. Os filhos devem dar honra aos pais pois é mandamento de Deus que eles a dão. Os filhos que não dão honra aos pais, Deus também os cuidarão (Provérbios 30:17). É um favor aos filhos no desempenhos das suas responsabilidades de honrarem os pais se os pais ensinem os filhos de honrar eles como pais. Os pais nunca devem permitir que os filhos desrespeitem a posição que Deus tem os dado (Mat. 15:4-6). Também facilita as coisas se os pais vivem dignamente de receberem tal honra. Para ver o grau de erro que os filhos que não respeitarem os pais cometem, devem considerar estas listas de pecados grossos e verão que o pecado de desobedecer os pais esteja bem no meio: Rom 1:28-32; II Tim 3:1-5. Pela exanimação destes referencias, não fica consciente que os pais devem ser honrados?

  1. Pais Têm Autoridade

Se Deus fez tudo segundo seu propósito, pode crer que Ele tem planos para desenrolar tal propósito. Ele nos revelou pela Bíblia os planos quais são importantes para nós sabermos. A verdade que autoridade existe no mundo não deve restar nenhuma dúvida qualquer. Agora queremos estudar para saber o que é autoridade, ver um exemplo convincente de autoridade em ação e entender os princípios de autoridade. 1. O Que é Autoridade Autoridade definido é o direito ou poder de se fazer obedecer, de dar ordens, de tomar decisões, de agir, etc. (Dicionário Aurélio, 1a edição). Mesmo que há muitos que não usem corretamente a autoridade que Deus tem estipulado para que os outros usassem, o princípio de autoridade não muda. Há um que tem domínio, e os outros precisam de o obedecer. Se for de outra maneira, autoridade seria inexistente. O exemplo supremo de autoridade é Deus. Deus é a primeira e a última autoridade (Sal 47:2; 83:18). Só Deus é o “SENHOR, Altíssimo”. Deus pode ser considerado a autoridade suprema porque: a) Por Ele ser o criador de tudo já é suficiente razão para Ele ter autoridade sobre tudo (Rom 11:36; Apoc 4:11: 5:13). b) Por Deus ser o onipotente e sobre tudo no céu e na terra mostra que tudo e todos devem obedecer a Sua autoridade (Dan 4:34,35). c) Por Deus ser amor e o ser perfeito mostra que só Ele deve ter todo o respeito de autoridade (I João 4:8; Rom 2:4; Sal 145:3,17).

  1. d) Por exercitar perfeitamente e com justiça tal autoridade. De Deus veio a lei e é “Deus que há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau.” (Ecl. 12:14; Apoc 20:7-15).

Os pais e os filhos podem aprender muito pela consideração íntima da autoridade de Deus e como Ele exercita Sua autoridade em todas as situações.

Deus sendo a autoridade suprema Ele tem delegado autoridade entre vários no mundo como aquilo que agradou Ele. As autoridades que Ele estipulou no mundo (Rom 13;1,2), inclusive no lar (I Cor 11:3; Efés 6:1-4), devem ser vistas como uma extensão da Sua autoridade. Isso, “porque não há potestade que não venha de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por Deus.. Por isso quem resiste à potestade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenarão.” (Rom 13:1,2,7). Os princípios de autoridade são os caraterísticos ou a natureza dela. Devemos qualificar qualquer autoridade pelos estes princípios: a) Deus é a autoridade suprema (Êx 8:10; 9:14; Rom 11:36). b) As instituições estabelecidas por Deus, bem como governo, casamento, família e igreja foram instituídas para o desempenho ordenado dos propósitos de Deus (Rom 13:1; Efés 1:11; I Cor 14:40). c) Aquele que tem uma posição de autoridade em qualquer instituição que Deus tem estabelecida só pode exercitar o seu domínio entre os limites daquela instituição. Por exemplo: um governo entre os limites do seu país; um pai entre os limites da sua família, etc. (Efés 6:1, “vossos pais”; 5:24, “seus maridos”). d) Cada pessoa tem uma autoridade sobre Ele, pois Deus é sobre todos (Jó 34:12,13; Rom 11:36; I Cor 11:3). e) Autoridade tem limites. O governador tem autoridade entre os seus governados mas não entre os governados por outros governos (a menos que no evento de auto defesa). O pai tem autoridade no seu lar mas ele também tem limites. Por exemplo, o pai não tem autoridade de pedir seu filho roubar nem controlar os filhos dos outros, a não ser que é para proteger a sua própria família (Efés 6:1,4). Há ordem no que Deus tem estabelecido e a capacidade de controlar tudo resta com Deus. Nenhum homem por mais bom que seja ou por mais poderoso que seja pode controlar tão justa e bem quanto Deus. Só Deus é onisciente, onipresente e onipotente (Êx 8:10; 9:14).

  1. A Autoridade dos Pais

Agora queremos entender como as verdades de autoridade aprendidas já podem ser aplicadas no lar. É uma coisa saber o certo, é outra coisa fazer o certo. Não é abençoado o homem que só olha no espelho, mas aquele que olha e não esquece os defeitos que viu (Tiago 1:23). Só pelo fazer o que se ouve da Palavra é de edificar algo firme, bem estabelecido e duradouro (Mat. 7:24-27).

A primeira verdade que queremos entender neste aspecto é que os filhos têm uma obrigação obedecer os pais. Essa ação de obedecer não é opção dos pais e nem dos filhos (Efés 6:1; Col. 3:20). A palavra obedecer no grego significa de dar ouvidos (como um subordinado, Col. 3:22); ouvir atentivamente; com implicação de ouvir para fazer o que for pedido, ou para conformar à autoridade (#5219, Strong’s). É de obedecer como os ventos e o mar obedecem a palavra de Jesus (Mat. 8:27), os espíritos imundos obedecem a autoridade de Jesus (Mar 1:27), como Abraão obedeceu Deus (Heb 11:8) e como Sara obedeceu Abraão (I Ped 3:6). O pecador obedeça a chamada de Deus pela palavra nesta maneira (Heb 5:9). Negativamente, os crentes não devem obedecer como um subordinado ou como um servo às concupiscências da carne (Rom 6:12,16). O que os pais pedem para os filhos fazerem, os filhos devem fazer. É isso o significado da palavra ‘obedecer’ na relação filho - pai.

A palavra dos pais é lei. Se é os filhos que devem obedecer aos pais então podemos entender que são os pais que estabelecem os parâmetros no lar. Enquanto os filhos estão no lar, obediência é necessária . De outra maneira, autoridade é inexistente. Os pais têm a responsabilidade e a autoridade de Deus de até forçar a submissão dos filhos fazer o que for pedido deles. Deus requer dos pais o controle dos filhos (castigo por não controlar os filhos mesmo sendo moços - I Sam 3:13; rebeldia como resultado de não controlar os filhos - I Reis 1:6; a instrução de controlar os filhos - Prov. 23:13, 14). Isso não quer dizer que os pais não podem errar nem que o pais podem ultrapassar os limites da sua autoridade. Os princípios de autoridade já estudados continuem em efeito neste relacionamento, e em verdade, em todos os relacionamentos que tem autoridade envolvida. Se tem autoridade, a natureza ou os caraterísticos dela fiquem em evidência. Em conclusão entendemos que no lar são os pais que estabelecem os limites para os filhos e que os filhos têm a obrigação de submeterem-se à essa autoridade. Por isso, os pais não devem procurar ser o “amigão” ou “o irmão maior” dos filhos. Devem ser os pais - a autoridade para ser obedecida, os líderes. Se os pais são pais verdadeiros e dão liderança, quando os filhos são mais velhos, serão amigos dos pais.

OBS. Nenhuma outra instituição estabelecido por Deus tem a mesma autoridade sobre os filhos. Os filhos devem honrar (decidir dar estimação) às outras autoridades, mas não devem obedecer com a mesma submissão (ser obrigatório, mesmo sem gostar de dar) tanto quanto aos seus pais. É certo que devemos sujeitar nos às autoridades civis (Rom 13:1; Tito 3:1) mas uma outra palavra grega é usada para essa subordinação (#5293, Strong’s). Essa outra palavra grega dá o entender que a vontade é exercitada nesse caso. Uma ação da vontade é evidente sem ter a absoluta obrigação de fazer algo. Essa palavra é usada para os mais jovens se sujeitarem aos mais velhos (I Ped 5:5), as esposas aos maridos (Efés 5:22; Col. 3:18), todos os crentes um ao outro (I Ped 5:5), servos aos mestres (I Ped 2:18) a igreja a Cristo (Efés 5:24) , Cristo ao Pai (I Cor 15:28) e Cristo a José e Maria (Luc 2:51). Nestes casos vejamos a ação da vontade dirigindo tais ações. É uma obediência escolhida, desejada em amor com respeito à posição da pessoa que está fazendo o pedido. Mas a palavra usado para aquele relacionamento de pai - filho (#5219) é aquela com o significado que os filhos devem obedecer mesmo que não querem. É uma obediência absoluta, mesmo sem o exercício da vontade nem necessariamente por amor à pessoa que está fazendo o pedido. Então é evidente que as outras instituições (governo, escola, igreja, etc.) têm uma autoridade sobre os filhos e os filhos têm uma responsabilidade para com as outras instituições de obedece-las mas não é aquela mesma responsabilidade de obedecer que os filhos devem ter para com os pais nem é a mesma autoridade que os pais exercitem sobre os filhos.

  1. A Posição do Governo no Lar

Será que podemos achar na Bíblia a indicação da pratica tão popular no mundo hoje que se os pais errem no seu desempenho como pais, o governo tem o direito e responsabilidade de tomar o lugar dos pais no lar? Estudando Mat. 15:4; Êx 21:15,17; Deut 27:16; Prov. 30:17 podemos aprender que são os pais que o governo deve apoiar. A posição de autoridade dos pais deve ser reforçada pelas ações do governo. O governo deve restaurar a autoridade dos pais e não substitui-la. O governo deve ver que os filhos obedecem os pais em vez de verificar que os pais cuidam bem dos filhos. Se o governo quer ser Bíblico, que ele apoie os pais e ajude eles na disciplina dos filhos. De outra maneira é interferência. 4. A Benção dos Filhos que Obedecem os Pais Quando os pais obedecem a Palavra de Deus e sejam a autoridade devida no lar respeitando os princípios de autoridade; e quando a autoridade do lar for respeitada pelos filhos, há grande recompensa. Essa recompensa será nas esferas pessoais, sociais, escolares e eclesiásticas. Como é o lar, tal é o mundo. Se o berço de costumes, hábitos, caráter, crenças e morais de cada ser humano for estabelecido com respeito à autoridade, então a humanidade recolhera ordem e bênçãos divinas (Efés 6:2,3; Êx 20:12; Prov. 3:1,2). Quando os pais requerem que os filhos obedecem eles e quando os filhos obedecem com respeito aos pais, Deus os abençoa grandemente. No mundo há grande número de influências contrárias à boa formação de caráter e virtude nos filhos. Também existe a destruição geral no mundo por causa de pecado. Da mesma forma pode ter a amaldiçoar particular sobre a terra, um país, cidade ou família por causa de pecado. Mas quando há obediência na parte dos filhos, e além disso, na parte dos filhos para com os pais, uma proteção está armada sobre tais filhos. Funciona como um guarda-chuva resguardando os que estão embaixo dele dos elementos diversos da natureza. Deus proteja os filhos que obedecem os pais desta maneira dando os favor especial (Jer 35:14-19), glória particular (João 17:4; Fil. 2:8-11), bênçãos reservadas (Prov. 3:13-18) e oportunidades exclusivas (Êx 20:12; Efés 6:1-3). Os dias longos pode referir ao fato que tais filhos em geral não seriam atingidos com os desastres naturais para morrerem cedo na vida. Também refere às oportunidades para se enriquecerem pois tanto mais dias que tem, mais oportunidades para ter êxito nos negócios). Se os pais forem obedientes a Deus, os filhos saberão o caminho que devem andar (Deus 6:6-9) e tais filhos, andando naqueles caminhos, terão grande recompensas. Contrariamente, os filhos que não obedecem os pais terão nada menos que a destruição normal do pecado e mais a maldição de Deus sobre eles (Deut 21:18-21; Prov. 20:20; 30:17). Por exemplo ver os casos de Caim (Gên. 4), Cão (Gên. 9:20-27) e de Absolão (II Sam 18:9) e considerar as listas de pecados abomináveis de Romanos 1:29-32 e II Timóteo 3:1-5.

  1. A Importância de Autoridade

A autoridade não é só uma verdade e boa para ser aplicada no lar. Ela também tem influencias aonde é que ela é exercitada com o equilíbrio Bíblico. 1. É Direito Devemos lembrar que Deus tem dado a autoridade aos pais. Os pais não inventaram o sistema, é divina. A posição de ser pai traz junto a responsabilidade de autoridade divina. Os pais realmente são agentes de Deus desta responsabilidade divina no lar. O lar é administrado pelos pais e devem influenciar tudo no lar. A musica, filmes e atividades no lar é da responsabilidade dos pais. A cabeça do lar deve tomar as decisões no lar. Os amigos com quem anda os filhos devem passar pela aprovação dos pais. A influência da educação escolar deve também ter o aval dos pais. Se a educação não for em conformidade dos princípios morais dos pais uma mudança deve ser feito pois quem é responsável em primeiro lugar são os pais, um direito divino. Os pais que não exercitam devidamente a sua posição de responsabilidade como agentes de Deus no lar, não podem desculpar essa falta no pastor, a igreja, a escola ou a sociedade. Deus deu os o direito de ensinar autoridade no lar e são eles que precisam levar qualquer culpa pela falta da pratica de serem os representantes de Deus no lar (I Sam 3:13). 2. É Liderança A maneira que os pais cuidam da autoridade no lar dá um exemplo para os filhos seguirem quando terão filhos. É fato que os filhos precisam de um exemplo; alguém que eles podem respeitar e seguir. Se não for achado no lar será achado fora do lar. A autoridade firme no lar exercitada pelos pais em amor supre esta necessidade dos filhos em terem este exemplo e dá lhes um modelo oficial para servir de padrão para as suas vidas. Ai dos pais que não dão um exemplo bíblico para os seus filhos (Luc 17:1,2; Prov. 13:13). 3. É Influência A autoridade no lar refletirá nos atitudes dos filhos sobre autoridade em qualquer lugar: no governo (Rom 13:1-7), trabalho (Efés 6:5-9), lar (Efés 5:22-24; 6:1-4) na escola e igreja (Efés 1:21-23). Se os filhos veem os pais como pessoas justas no exercício da autoridade eles terão uma confiança que as que têm autoridade em outros lugares também serão justas. Se os pais corrigem pelos erros, vão crer que as autoridades na escola, governo, etc., também corrigirão pelos erros cometidos. Os pais que veem a sua posição como dada por Deus e entendem que a sua autoridade foi dada por Deus para ser usada para a glória de Deus apontarão repetidas vezes à pessoa de Deus como a razão das suas ações. Isso acostumaria os filhos à ideia do direito e autoridade divina sobre as suas vidas (Prov. 22:6). Contrariamente se os pais dão um exemplo de displicência na formação deste atitude sobre autoridade, os filhos também terão a mesma falha nas suas personalidades e vão esperar que os outros em posições de autoridade sejam tão preguiçosos quanto a seus pais neste respeito. Seria interessante ver quantos reis seguiram o exemplo dos pais nos livros de I e II Reis (por exemplo: I Reis 15:3, 11, 26). Os pais que não vivem a Palavra de Deus não têm muito de Deus para passar para os filhos. Que os pais serão testemunhas, boas ou más, é evidente (II Cor 3:3). 4. É Simbólica A autoridade, sendo designada por Deus, como todas as obras de Deus também mostra os aspectos do Divino na sua autoridade, proteção, amor, sabedoria, justiça e firmeza (Rom 11:33-36). Quando a autoridade é mostrada fielmente no lar os filhos podem até adaptar bem à aceitação da posição da autoridade de Deus como Salvador nas suas vidas eventualmente. A autoridade bem exercitada com prudência e justiça levará para a glória de Deus pois autoridade é obra de Deus e mostrará a sua glória tanto quanto qualquer outra parte da sua obra (Sal 19:1-3; Apoc 4:11).

Gardner. Calvin G,. O Que Diz a Bíblia Sobre a Educação dos Filhos no Lar.

Pv 29.15 A vara e a disciplina dão sabedoria. As escolas de sabedoria recomendavam punição física para as crianças. Ver as notas sobre isso em Pro. 13.24 e 22.15, que oferecem detalhes e ilustrações. Se um pai sábio quisesse ter um filho sábio, não poderia deixar de lado a disciplina. A lei era o manual da sabedoria, o que mostra que o ensino da lei era algo necessário para lograr o sucesso na vida. Diz aqui o hebraico, literalmente, “a vara e a correção”. Talvez isso aponte para a vara e outros meios de correção, incluindo a repreensão verbal. Ou então devemos pensar em: “a vara é o instrumento da correção”.

Antítese. Um filho indisciplinado envergonharia sua mãe, a pessoa mais envolvida na educação de uma criança, em seus primeiros anos de vida. A criança era deixada aos seus próprios cuidados, ou seja, era-lhe permitido fazer o que bem entendesse, sem restrição. Portanto, ela fazia o que bem queria e se desviava da vereda certa, misturando-se a toda a espécie de vícios. Quanto a envergonhar a própria mãe, cf. Pro. 19.26 e 28.7. O hebraico literal aqui é muito vívido: A criança foi “enviada embora”, foi expulsa, por assim dizer, da casa e da disciplina que deveriam ter sido providenciadas.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2682.

A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar sua mãe (v. 15). A lição deveria aplicar-se a Absalão e a Roboão mesmo. Absalão era um rapaz mimado, que seu pai jamais contrariou e fez o que fez (I Reis 1:6). Muitos filhos são bem disciplinados e se perdem, mas a verdade é que a muitos faltou a vara. Quantas escrituras nos falam dessa verdade! Seria bom os pais aprenderem na sua Bíblia como criar os filhos com amor e vara. O verso 16 está conforme o nosso dia e a nossa história. Quando os perversos se multiplicam, multiplicam-se as transgressões (v. 16). A anarquia do mundo deve a sua situação à multiplicação dos perversos, subversivos e criminosos comuns ou políticos. Uma verdadeira

amostra de que os tempos estão chegando ao fim da nossa era. Não há paz nem harmonia. A diplomacia falhou, o entendimento entre os povos já se tornou quimera. O verso 17 deve ser estudado conjuntamente com o 1 5, dando-nos a medida das preocupações dos redatores de Provérbios, quanto à educação dos filhos. Corrige o teu filho, o te dará descanso... (v. 17). É uma admirável promessa, que mesmo Salomão e seu pai Davi não souberam praticar. Um cavalo não se amansa sem trabalho; um menino não se educa sem esforço.

Antônio Neves de Mesquita. Provérbios.

  1. Presença versus Agressão.

Conforme a sociedade moderna vem descobrindo a cada dia, não há substituto para um lar sólido e estável. Com pais ausentes, negligentes ou abusivos, os filhos provavelmente não aprendem a lidar com o mundo de forma saudável. Por este motivo, Provérbios ressalta a responsabilidade dos pais em instruir as crianças e ensina-lhes a sabedoria (Pv 4.3,4). Por terem acumulado idade, dificuldades e sofrimentos, os pais são capazes de oferecer experiência e ideias que vão ajudar a próxima geração a manter-se na trilha certa.

A intenção de Deus é de que pai e mãe participem da educação dos filhos. Os pais devem assumir a liderança como guias e orientadores, e as mães devem proporcionar princípios dominantes com base na Palavra de Deus (Pv 1.8; 4.1; 6.20). Além disso, Provérbio 4.3,4 deixa implícito que os avós também têm sua dose de responsabilidade na educação dos netos.

Desta forma, a família deve instruir o menino no caminho em que deve andar (22:6). Esta é a dádiva do lar. A criança pode não apreciar por um momento os ensinamentos dados, mas os pais devem concedê-los de qualquer modo. Aliás, devem fazê-lo para o seu próprio bem.

EarI D. Radmacher: Ronald B. Allen: H. Wayne House. O Novo Comentário Bíblico Antigo Testamento com recursos adicionais. Editora Central Gospel. pag. 953.

Pv 22.6 Ensina a criança no caminho em que deve andar. Existem vários versículos sobre a criação de crianças no livro de Provérbios, e este provavelmente é o mais conhecido. Ver também Pro. 13.24; 19.18; 23.13,14; 29.17. Ofereço notas expositivas completas em Pro. 13.24, as quais não repito aqui. Neste versículo temos uma regra nova e brava, e esperamos que, de modo geral, um bom treinamento significa uma boa criança que se tornou um bom adulto e segue a vereda da retidão por toda a vida. A experiência mostra-nos, contudo, que as coisas nem sempre acontecem dessa maneira, e podemos concluir que existem outros fatores envolvidos nessa questão, e não apenas um ensino e exemplos apropriados. Afirmamos que um pai deve três coisas a seu filho: exemplo, exemplo e exemplo, o que repito várias vezes neste comentário. Mas nem mesmo isso é sempre o bastante. Em Pro. 13.24 explorei os porquês dos fracassos quando um homem faz tudo quanto pode e, ainda assim, não atinge o sucesso.

Seja como for, os fracassos não devem anular o ensino que temos à nossa frente. Os pais têm o dever e o privilégio de treinar a criança. Baha Ullah declarou que a pior coisa que um homem pode fazer é conhecer os ensinos e não transmiti-los a seu filho. Sobre bases veterotestamentárías, o manual de treinamento é a lei de Moisés. Por meio da lei o homem obtém sabedoria e vida (ver Pro. 4.13). A lei é o guia, segundo se vê em Deu. 6.4 ss.

Sinônimo. Um jovem bem treinado continuará no caminho quando se tornar adulto pleno. A fé de seu pai tornar-se-á a sua fé, e ele a seguirá até o fim. Terá uma vida longa e próspera, tanto material quanto espiritualmente.

“Este versículo exprime um dos prontos fortes do sábios hebreus, a saber, a insistência no treinamento moral de uma criança por parte de seus pais. Esse treinamento deve começar bem cedo, quando a mente da criança ainda estiver bastante impressionável. O uso da vara é encorajado como parte do processo educacional (ver Pro. 13.24; 19.18 e 23.13,14). A grande alegria que os pais podem ter é um filho sábio (ver Pro. 23.15,16,24). A tristeza mais trágica é ter um filho insensato (ver Pro. 17.21,25). Treinar (no hebraico, hanakh, que significa “dedicar”). Cf. o nome da festividade dos hebreus, Hanukkah, que celebra a rededicação do templo de Jerusalém, no tempo dos macabeus, em 165 A. C. (ver Pro. 4.52 ss.). Aqui a palavra significa treinar" (Charles Fritsch, in Ioc.).

Cf. este versículo com II Tim. 1.5; 3.15; Deu. 6.7. John GUI (in Ioc.) queixa-se das exceções à regra, mas exorta os pais a prosseguir com o bom plano, pelo que fazemos e esperamos o melhor.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2648.

O versículo 6 mostra a importância de se treinar as crianças nos seus anos de formação. Alguns eruditos veem aqui uma ênfase no treinamento vocacional. A expressão no caminho em que deve andar significa literalmente: “de acordo com o seu caminho”, isto é, com as suas aptidões e inclinações. Mas é provável que o sábio hebreu esteja falando principalmente de formação moral. A palavra traduzida como “ensinar” é usada em outras passagens para “dedicar” uma casa (Dt 20.5) e o templo (1 Rs 8.63). Fritsch vê nesse versículo a expressão “de um dos pontos fortes dos sábios hebreus, isto é, a sua insistência na formação moral que os pais dão à criança”.52 E, até quando crescer, não se desviará dele. Estas palavras são tremendamente reconfortantes para pais fiéis e dedicados. No entanto, não devem ser interpretadas como garantia absoluta. O ambiente por si só não vai salvar os nossos filhos. Igualmente necessário para a sua salvação é o exercício da livre escolha por parte deles para que recebam a sempre disponível graça de Deus.

EARL C. WOLF. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 3. pag. 399.

Pv 13.24 O que retém a vara aborrece a seu filho. Punição Capital. Entramos aqui em terreno perigoso. A maior parte da disciplina física que é aplicada por nossos pais baseia-se mais na impaciência ou nos desejos egoístas deles do que em um espirito de amor e no desejo de obter boa disciplina. Além disso, há um extremo de tratamento cruel, mediante o qual os pais ferem ou mesmo matam seus filhos.

Um bom pai ou mãe pode encontrar outros meios disciplinares exatamente tão eficazes, ou mais ainda, do que provocar dor física em seus filhos, mesmo que essa dor seja administrada com moderação e amor. O perigo é que os pais evangélicos se escondam por trás deste versículo, fazendo dele uma desculpa para ferir a seus filhos, em nome da disciplina bíblica. Nenhuma disciplina, obviamente, não é sinal de amor, mas pode ser até sinal de ódio, porquanto um filho indisciplinado pode tornar-se uma pessoa muito má. Em qualquer discussão sobre a questão, devemos lembrar a herança genética que opera a despeito do que os pais façam. Há casos históricos que mostram a regra geral: se seus filhos se tornarem adultos ruins, a culpa pode não ser sua, mas da herança genética. E se seus filhos mostrarem ser boas pessoas, não aceite muito crédito por isso. Ademais, não devemos esquecer a herança espiritual e o destino. Se um homem está destinado, pela vontade de Deus, a ter uma missão especial, as circunstâncias de sua vida o conduzirão a isso. Ademais, ele será mental e espiritualmente condicionado a essa missão. E, além disso, será mental e espiritualmente condicionado para poder desempenhar sua missão. E, por semelhante modo, terá a unção do Espírito para isso. Portanto, o que os pais de uma criança podem fazer talvez seja apenas uma pequena parte do quadro inteiro, e, de fato, um indivíduo pode não sofrer grande influência de seus pais, mesmo que eles sejam pessoas más. A lição aqui é clara: há muitos fatores em operação sobre o crescimento de uma criança, para o bem ou para o mal, e a disciplina paterna não é o grande fator; é apenas um dentre muitos. Não obstante, devemos cuidar desse fator, mesmo que muitos outros estejam, igualmente, em operação. Contudo, é ridículo que os pais tenham um ponto de vista inadequado sobre essa questão, imaginando que, somente por ensinarem a seus filhos a Bíblia e os disciplinarem corporalmente, eles obterão sucesso automático. A experiência da vida diária ensina-nos que as coisas não são assim tão simples.

Ensina a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho não se desviará dele. (Provérbios 22.6)

Essa é uma bela regra, não devemos negligenciá-la. Infelizmente, porém, as coisas nem sempre funcionam dessa maneira, a despeito do amor e da disciplina que tiverem sido aplicados. No entanto, o senso de dever e o amor requerem que prestemos atenção ao que nos diz Pro. 13.20 e 22.6.

Um Exemplo. Um jovem foi criado em um lar evangélico. A família tinha sido abandonada pelo pai, mas a mãe fez um bom trabalho, e duas irmãs mais velhas ajudaram na criação dos filhos menores. A família sempre ia à igreja. O rapazinho foi estudar em um seminário teológico e acabou sendo missionário. Terminou sendo um bom pastor, além de um bom pregador. Ele se ocupou por diversos anos nesse trabalho, que era aprovado pela igreja em que servia. Mas então ele começou a sofrer estranhas tentações. Começou a jogar e a beber, e a estar com mulheres, ao mesmo tempo que continuava servindo bem à sua igreja. Finalmente, começou a passar cheques sem fundo para pagar as dívidas em que estava incorrendo. Por esse motivo, acabou preso. Quando saiu da prisão, ele continuou em sua vida irregular, embora não tivesse ido novamente para a prisão. As investigações demonstraram que seu pai e seu avô tinham vivido vidas similarmente irregulares. Mas o nosso homem, o pastor, não fazia ideia de tudo isso nem fora influenciado pelo mau exemplo dado por eles. Ele simplesmente fazia o que já estava predeterminado para ele fazer. Nada de seu treinamento, que foi extenso e demorado, no lar, na escola e na igreja, deteve o processo. Não existem respostas simples para um caso como esse.

Antítese. Em contraste com o pai negligente, o bom pai certifica-se de que uma disciplina apropriada está sendo administrada, incluindo, ocasionalmente, a punição corporal. “A punição corporal fazia parte necessária do treinamento das crianças judias. Assim como Deus castiga àqueles a quem ama (ver Pro. 3.12), um pai deve punir o seu filho, se realmente o ama e pretende ajudá-lo. O pai, pois, deve ser diligente na disciplina que aplica ao filho” (Charles Fritsch, in ioc.).

“Mediante a negligência da correção na infância, os desejos (paixões) obtêm a ascendência; o temperamento torna-se irascível, tolo e lamuriento. O orgulho é assim nutrido, a humildade é destruída, e, através do hábito da indulgência, a mente é incapacitada a suportar as provações com firmeza” (Holden, in Ioc). É hábito dos evangélicos dar atenção demasiada aos primeiros anos de vida da criança, esquecendo outros fatores. A Igreja Oriental acredita na preexistência da alma, e isso, se verdadeiro, é o fator principal naquilo que o homem é e faz. Alguns insuflam a reencarnação nesse quadro, e isso não deve ser rejeitado sem que se façam muito mais investigações. Ver na Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia os artigos chamados Reencarnação e Preexistência da Alma. Não nos olvidemos, por igual modo, da herança espiritual, que pode ser muito mais poderosa do que a herança dos primeiros anos de vida, no lar. Por outra parte, não nos esqueçamos de nenhum fator que possa contribuir para o aprimoramento de nossos filhos.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2604.

(13.24). Um pai que falha em disciplinar seus filhos não está demonstrando amor. O verbo traduzido aqui como “aborrecer” é usado em sentido comparativo. Se você realmente ama seus filhos, não omitirá suas faltas, mas tomará medidas para corrigi-las. A frase “poupar a vara” é eufemística e não recomenda o espancamento como forma de punição, embora a correção corporal fosse certamente praticada nos tempos bíblicos.

RICHARDS. Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia. Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. pag. 389.

Segue um provérbio familiar a respeito da disciplina, o assunto deste grande capítulo. O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo o disciplina. É a vara do pai nas costas do filho. Muitos pais "bonzinhos" permitem que seus filhos façam o que quiserem; não os disciplinam. Isto é contrário à sabedoria e à Bíblia. A disciplina é boa para tolos e para filhos, para que uns e outros andem nos caminhos certos. Muitos pais descobrem tardiamente que a falta de correção bíblica estragou o seu filho. Agora é tarde para o corrigir. Disciplina com amor é remédio; disciplina com rancor é veneno. As coisas nos devidos lugares. Tanto esta verdade vale, que o justo tem o bastante, mas o estômago dos perversos passa fome (v. 25). Deve haver certa correlação entre o estômago do justo e o do pobre, entre o que foi disciplinado e o que não o foi. A correção pode concorrer para tornar o homem justo, enquanto a sua falta pode determinar a sua perversidade. O menino nasce tabla rasa, Isto é, não traz nada senão as tendências hereditárias. Estas podem e devem ser corrigidas, e ainda ajudadas pela disciplina. A doutrina Lambrosiana (de Lambrósio, famoso penalista italiano) diz que a pessoa já nasce feita, Isto é, já traz as tendências que devem formar a sua carreira na vida. Isto não pode. ser certo, porque então seria o caso de se permitir cada um fazer o que quiser e não o responsabilizar. É a doutrina da irresponsabilidade. Nada disso. A criança traz, é certo, tendências hereditárias; todavia, a Instrução e a disciplina modificam esses pendores e os corrigem. Concluímos, assim, este grande capítulo sobre a vida e disciplina ou Um Viver Disciplinado. Sem disciplina moral, intelectual e espiritual ou religiosa, não se pode esperar uma vida correta em qualquer setor da atividade humana.Antônio Neves de Mesquita. Provérbios.

FONTE www.mauricioberwaldoficial.blogspot.com

Postado por mauricio berwald 

 

 

 

 

EDUCAÇÃO DOS FILHOS (2)

 

II - ENSINANDO ATRAVÉS DO EXEMPLO (VALORES)

 

  1. Ética da personalidade.

 

Stephen Covey observa que esse modelo possui dois “caminhos básicos: um deles é o das técnicas nas relações públicas e humanas e o outro uma atitude mental positiva (AMP). Parte desta filosofia se exprime através de máximas por vezes válidas, como ‘Sua atitude determina sua altitude’, ‘Sorrisos conquistam mais amigos do que caras feias’ e ‘A mente humana pode conquistar qualquer coisa que consiga conceber e acreditar’. Outras práticas da abordagem personalista eram claramente manipuladoras, quase enganosas, encorajando as pessoas a utilizar técnicas que levassem os outros a gostar delas, ou a fingir interesse pelos hobbies alheios para arrancar o que pretendiam, ou a usar o ‘poder do olhar’ ou a intimidação para abrir caminho no mundo”.

GONÇALVES. José,. Sábios Conselhos para um Viver Vitorioso Sabedoria bíblica para quem quer vencer na vida. Editora CPAD. pag. 76.

ÉTICA

Introdução:

A ética é um dos seis ramos tradicionais da filosofia, onde ocupou papel importante, desde o começo. A ética também faz parte essencial da fé religiosa. Por essas razões, apresentamos aqui um artigo de considerável volume, cujo intuito é dar ao leitor uma boa ideia sobre os principais sistemas e ideias envolvidos na questão.

  1. A Ética como um Sistema da Filosofia.

A Ética é um dos seis sistemas tradicionais da Filosofia. 1. Ética: a conduta ideal do individuo 2. Política: a conduta ideal do estado 3. Lógica: o raciocínio que guia o pensamento 4. Gnosiologia: a teoria do conhecimento 5. Estética: a teoria das belas-artes 6. Metafísica: teorias sobre a verdadeira natureza da existência. Existem filosofias modernas como da ciência, da história, da indústria, do espírito, etc.

  1. A Origem da Ética.

A Ética originou (provavelmente) com o primeiro homo sapiens. As pesquisas com chimpanzés demonstram que eles têm uma noção do que seja conduta apropriada ou inapropriada. Ilustração «Um animal falou de si mesmo (através do teclado de um computador): .Sou um diabo mal-humorado». Antes do inicio da filosofia ocidental, as religiões demonstraram uma preocupação com a retidão da conduta humana. Ilustrações: as doutrinas do julgamento, recompensa, reencarnação, etc. Os filósofos pré-socráticos se envolveram em considerações éticas. Anaximandro compreendeu que o processo cósmico é essencialmente um sistema que incorpora justiça, injustiça e reparação. Heráclito até falou que fenômenos físicos «vagabundos» serão julgados, afinal, por um tipo de reparação cósmica.

Ele falou da imortalidade de fenômenos que ultrapassam às leis da natureza. Pitágoras estava pesadamente envolvido na religião oriental e viu na reencarnação a operação da justiça entre os homens.

Mas Sócrates (450 A.C.) é considerado o pai da ética como um sistema filosófico. As primeiras escolas éticas se originaram dos discípulos dele.

  1. Definição da palavra.

No grego, ethos = costume, disposição, hábito. No latim, mos (moris) = vontade, costume, uso, regra.

A Ética. «A teoria da natureza do bem e como ele pode ser alcançado». (MM) «A filosofia moral é a investigação científica e uma filosofia de julgamentos morais que declaram a conduta boa, má, certa ou errada. Isto é, o que deve ou não deve ser feito». (E) A definição mais simples, mas expressiva é: A ética é a conduta ideal do indivíduo.

Perguntas principais relacionadas à ética. Existe um padrão (ou padrões) de o que é certo ou errado que pode ser aplicado à raça humana inteira? O que seria a base de tal padrão? Quais são as definições de bondade e maldade? O que é o dever? O que é o summum bonum da existência humana e como é que isto pode ser alcançado? As considerações éticas são mortais ou eternas?

  1. O Porquê da Ética.
  2. Uma necessidade da sociedade. Ilustração: Aristóteles. O alvo da ética é a conduta ideal do homem, baseada no desenvolvimento de sua virtude especial. Virtude = função dentro da sociedade, para o bem do individuo e da sociedade.
  3. Uma necessidade metafisica, Tiquismo contra teleologia. No grego, tuche significa chance, caos; telos significa finalidade, desígnio. As coisas acontecem por mero acaso ou segundo algum desígnio. Kant, por exemplo, rejeitou o princípio do tiquismo para evitar a noção de caos. Filosoficamente, devemos escolher entre caos e desígnio, e a nossa ética será governada pela escolha. O argumento moral dele argumentava que a alma deve existir para permitir um julgamento certo, pois neste mundo, a justiça raramente se faz. Deus dever existir para julgar e recompensar de modo justo, porque, neste mundo, isto raramente acontece.
  4. Uma necessidade individual. Realmente, é uma questão urgente, porque tudo que fazemos é auto e/ou heterojulgado (avaliado). Ilustração: Platão. O problema ético é a tensão entre o ideal e a conduta defeituosa. Segundo a definição de Aristóteles, todas as instituições humanas, de ensino, da política, do estado, etc., são ramos da ética porque todas tem alguma coisa a ver com a atuação do homem dentro da sociedade. Sempre parecemos melhor do que realmente somos. Ulceras, psicoses, e até a insanidade existem por causa do problema ético.
  5. A Ética e a Gnosiologia.

É impossível separar estes dois sistemas. O que você acha sobre como podemos saber das coisas, determinará, em boa parte, seus conceitos éticos. Ilustrações: Racionalismo. O homem, por natureza, é um ser que sabe, sem uma investigação empírica, Portanto, os princípios éticos podem ser descobertos pela razão. Sócrates tinha fé nesta suposição. O racionalismo tem a tendência de ser religioso, portanto, os principias éticos, supostamente descobertos pela razão, serão religiosos. Misticismo: o conhecimento é um dom de Deus. Portanto, os padrões éticos são predeterminados pela mente divina. Empirismo: somente a experiência (tentativas de saber, erros, adaptações) pode determinar os princípios éticos, porque não existe qualquer conhecimento sem a experiência humana. A experiência se baseia nas percepções dos sentidos. A ética, consequentemente, é uma questão pragmática e relativa, sendo que o conhecimento do homem é governado pelo fluxo das vicissitudes da experiência.

Conclusão. A ética é humana, não divina.

  1. A Ética e a Metafisica:

É impossível separar estes dois sistemas. O que você acha sobre a natureza da existência determinara, essencialmente, como você analisa os problemas éticos. Ilustrações: Deus existe, julga e recompensa?

Será que realmente existem pecados mortais como a Igreja fala. A ira, a cobiça, a inveja, a glutonaria, a lascívia, o orgulho e a preguiça realmente são ofensas sérias como a Igreja declara? A doutrina da Igreja sobre os pecados mortais é negócio sério. A Igreja tem autoridade para falar estas coisas?

7.Categorias principais da Ética.

  1. A Ética Formal

Esta ética também se chama rigorista ou teísta, 1. Declara que existem princípios eternos, imutáveis, divinos (ou exigências absolutas na natureza ou da lei natural). 2. A aplicação dos principias eternos é universal. Não existe uma ética para mim, e outra para você. 3. É uma ética a priori, não a posteriori. Os valores da ética são inatos, baseados num conhecimento inato. 4. Bases. A intuição, o racionalismo, o misticismo, a sobre naturalidade, a justiça absoluta, a teleologia e o idealismo.

  1. A Ética Relativa (da situação)
  2. A conduta ideal pode ser estabelecida somente através da experiência-humana. Ela não é imposta por uma força exterior, não humana (se tal força existe). 2. A ética é uma experiência ou ciência humana, não um ramo da teologia. 3. Os princípios éticos têm aplicação aqui e agora, não antigamente e para sempre. 4. A conduta ideal (se existe tal coisa), necessariamente varia de um individuo para o outro, dependendo das circunstâncias (situações) pessoais e culturais envolvidas. S. A ética está sempre em estado de fluxo. Os padrões éticos, necessariamente, se modificam com o tempo e com as exigências diversas de culturas diferentes. 6. A ética é relativa, isto é, sempre sujeita a mudança. Não existem padrões fixos, imutáveis ou universais. O que funciona bem para mim é bom para mim. O que funciona para mim, pode não funcionar para outras •pessoas. 7. Todos os principias éticos são a posteriori. 8. Bases. O empirismo, o pragmatismo, o positivismo, o materialismo, o humanismo, a ciência.
  3. A Ética dos Valores

Este sistema é um meio-termo entre o apriorismo (ética formal) e o empirismo (ética relativa). 1. Procura excluir o relativismo radical, mas ao mesmo tempo, ensina que os valores e imperativos não são vazios, abstratos ou sem significado. Os valores éticos devem ser comprovados na experiência humana para serem reais. 2. Os valores éticos são constantes e duradouros, mas não eternamente fixos. 3. Eles não são sujeitos às vicissitudes da experiência humana diária. Eles têm valor em si mesmos; silo intrinsecamente valiosos. A consciência humana sabe, intuitivamente (ou racionalmente) os verdadeiros valores. Ilustrações: a lei do amor é uma constante. Todas as religiões e filosofias honram este princípio. Até Schopenhauer, no seu pessimismo, achou um lugar para a simpatia, outro nome do amor. Quase todos os sistemas acham que algum conceito de justiça é necessário para qualquer função razoável de uma sociedade. 4. Os valores tomam-se deveres que devem ser praticados como parte inerente da conduta ideal. 5. Bases: o racionalismo. a intuição, o misticismo (para alguns estudiosos), o empirismo (que não é considerado inerentemente contrário ao racionalismo). e aqui neste mundo. onde venço ou sou derrotado.

  1. Os bens da Ética (Alvo da conduta ideal)

Segundo os conceitos alistados:

  1. Egoísmo, O homem, por natureza, é radicalmente egoísta e procura somente o que é bom para ele, como um individuo. O filantropo. o soldado, e o herói ajudam outras pessoas por razões egoístas.
  2. Altruísmo, O homem é capaz de ações incondicionalmente altruístas, A natureza espiritual do homem é uma garantia disto. A lei do amor é uma parte intrínseca da natureza humana.
  3. Hedonismo. A única coisa que vale, afinal, é o prazer. Os prazeres podem ser físicos, mentais ou espirituais. Este sistema procura o máximo de prazer acompanhado com o mínimo de dor.
  4. Eudemonismo: A felicidade é o alvo da conduta ideal. Para Platão, a maior felicidade possível para o homem seria a volta para o mundo dos Universais (que vede). Para Aristóteles, a perfeita realização de virtude (função) do individuo, naturalmente traz uma felicidade considerável. Para a Igreja, a felicidade maior será alcançada na visão beatifica (que vede).
  5. Sobrenaturalidade, O homem não existe ~ nem vive diariamente, por si mesmo. Ele não é sua própria causa. Sua existência serve para glorificar Deus. O que acontece a ele é relativamente indiferente se Deus for glorificado. -Secundariamente, aquele que vive para Deus, alcança (e alcançará) uma felicidade particular, afinal. Este afinal pode ser distante, mas é seguro.
  6. Naturalismo (humanismo). O único objeto da conduta ideal é o próprio homem. Esta conduta acompanha a evolução da raça e é determinada a posteriori,
  7. Utilitarismo e Pragmatismo. Princípios aliados ao naturalismo. O que é útil é bom; o que não é útil é ruim. O que funciona (é prático) é bom; o que não funciona é ruim. A praticidade de qualquer coisa deve ser comprovada através de um processo de tentativas e erros, com os ajustamentos apropriados.

CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 2. Editora Hagnos. pag. 554-555.

Pv 7.6 Porque da janela da minha casa. Olhando da janela de sua casa, o mestre viu um jovem que estava sendo acossado por poderosa tentação. Porventura as instruções que ele tinha recebido haveriam de livrá-lo em crise de sua tentação? Uma armadilha feminina fora armada para ele, do tipo mais poderoso. O mestre observava enquanto o jovem caminhava, exatamente pela rua onde morava uma adúltera extraordinariamente bonita. E, para dizer a verdade, ali estava ela, não distante da esquina por onde ele dobrou, perto da casa dela. E eia era “jovem, esguia e amorável”, e o jovem pára para contemplá-la. A mulher lança sua beleza sobre ele e profere algumas palavras doces, fazendo ao jovem um convite que ele não consegue recusar. Bem na esquina, ela o abraça e beija, e faia sobre a bela cama e o dormitório perfumado, todo arranjado com belas cobertas e cortinas. O marido dela está fora e não voltará por longo tempo. A mulher o convida a passar a noite com ela, o que lhes dará tempo de se deliciarem de amores. A beleza física da mulher e suas maravilhosas descrições matam toda a resistência dele, se é que ele tinha alguma. Isso posto, ele foi direto à casa dela, na companhia da mulher, tal como um boi vai para o matadouro. A história tem os sinais de ser uma narrativa contada por uma testemunha ocular.

“Os vss. 6-23 descrevem o engodo da adúltera com detalhes gráficos. ‘Grades’ é palavra que se refere a uma típica janela oriental, sem vidros, mas protegida por uma tela elaborada” (Charles Fritsch, in ioc.). Esse tipo de janela provia dupla vantagem: permitia a entrada do ar fresco, mas impedia o olhar dos curiosos.

Pv 7.7 Vi entre os simples, descobri entre os jovens. O jovem em apreço era um dos simples e inexperientes rapazes, mero aprendiz da lei, e assim facilmente sujeito às tentações. Diz-nos o texto sagrado que ele era “carecente de juízo". Ver Pro. 1.4 quanto aos simples, aos quais o mestre queria levar à maturidade e à sabedoria. Esse jovem não era, em sentido algum, um malandro cheio de vícios. Ainda não tinha-se corrompido por esse mundo pecaminoso. Ele simplesmente estava de cabeça vazia de juízo. O termo hebraico empregado é peti, “ingênuo”, “fácil de ser enganado". Faltava-lhe maior entendimento (ver Pro. 6.32). Ele tinha “sangue quente, paixões fortes, combinados com julgamento fraco e inexperiência, o que podia tornar-se presa fácil para uma mulher esperta” (Fausset, in Ioc.). Ele ainda não possuía sabedoria suficiente para discernir entre um grande mal e o bem, nem tinha forças para resistir ao primeiro.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2570-2571.

A Arte Sedutora da Tentadora (7.6-23)

Nesta passagem, o sábio retrata em detalhes vívidos a história do jovem que era o objeto dos planos maus de uma adúltera. Ele relata as consequências trágicas de o homem se entregar à estratégia sedutora dessa mulher devassa.

  1. a) O objeto de planos destruidores (7.6-9). O autor apresenta aqui de forma realista e vívida os detalhes da cilada da adúltera. Ele menciona a visão que se tem por meio da grade (6; “treliça”, Berkeley) de uma casa oriental e de como dali se pode observar o jovem que é o objeto das más intenções da mulher. Toy diz: “As janelas de casas orientais (como as da Europa alguns séculos atrás) não são fechadas com vidro, mas têm uma estrutura em forma de treliça feita de madeira ou de metal, através da qual a pessoa que fica do lado de dentro pode observar a rua sem ser vista de fora; a janela era o ponto de observação predileto”.

O objeto de observação da adúltera era um jovem dentre os simples (7), ou dentre os “de cabeça vazia e de coração oco” (AT Amplificado). Este jovem era falto de juízo. A RSV o chama de “jovem sem bom senso”. Kidner o descreve como alguém “jovem, inexperiente, desmiolado”.36 Faltava a esse jovem a compreensão dos princípios morais, mas ele não era meramente um simplório (veja comentário de 1.4).

Este jovem estava andando errante e sem rumo pela rua. Ele parecia não somente perdido, mas também inconsciente dos perigos de se demorar na esquina (8) da casa da tentadora. Assim ele se colocou numa posição que era vantajosa para ela. Ele começou o seu passeio no crepúsculo (9), mas logo veio a noite e a escuridão. Cook comenta: “Há um certo significado simbólico no retrato da escuridão que se torna cada vez mais densa [...] A noite está caindo sobre a vida do homem assim como as sombras estão se aprofundando”.

  1. b) A estratégia da sedutora (7.10-20). A adúltera não estava sem objetivo e rumo como o jovem. Os seus planos estavam bem traçados. Ela era desavergonhada nas suas maquinações. Embora tivesse marido (19-20), apresentou-se a ele com enfeites de prostituta (10; cf. Gn 38.14-15). O homem não precisava temer a lei ao se envolver com essa mulher, pois não havia represália do marido no caso de uma prostituta profissional. O , coração dessa tentadora é astuto (10); ela é dura e obstinada nos seus planos maus. Ela é alvoroçadora e contenciosa (11; “tumultuosa e teimosa”, AT Amplificado). A sua “rebeldia é obviamente a recusa da lei de Deus e das obrigações da moralidade”.38 Ela era uma transgressora frequente, pois não paravam em casa os seus pés (11). Ela ficava espreitando (“prepara a sua armadilha”, Berkeley) por todos os cantos (12).

As seduções da adúltera vêm numa sucessão rápida. Ela foi ousada, abraçou o jovem e esforçou o seu rosto (13); literalmente: “mostrou um rosto ousado” (cf. Jr 3.3). Toy diz: “Esta expressão [...] não sugere que a mulher assuma uma atitude que não lhe seja natural, mas simplesmente descreve a sua ousadia de meretriz”.

A adúltera continua a sua sedução ao dizer ao jovem que “a sua geladeira está cheia, como nós diríamos”.40 Sacrifícios pacíficos tenho comigo (14). A carne dos sacrifícios de animais deveria ser comida no dia do sacrifício ou no dia seguinte. O que não fosse consumido tinha de ser queimado no terceiro dia (Lv 7.16-18). A tentadora diz à jovem vítima que ela ofereceu os seus sacrifícios e que há carne em abundância na sua casa. Eles vão fazer uma festa juntos. Não é estranho que uma pessoa que foi fiel em cumprir com as suas obrigações religiosas em relação aos rituais sacrificais não tenha percebido a contradição entre estas coisas e os seus planos pecaminosos (cf. Is 1.11-15)?

A tentadora agora se volta para a bajulação. Diz ao jovem que era exatamente ele que ela queria para essa ocasião festiva: saí ao teu encontro [...] e te achei (15). Ele é o “homem dos sonhos dela, alto, moreno e vistoso”. Ela desce ao nível do sensual para o apelo seguinte (16-18). Em seguida a sua vítima recebe a garantia de que o marido saiu para uma viagem demorada e não vai voltar antes do dia marcado (20); literalmente: “depois de muitos dias”.

  1. c) O resultado trágico (7.21-23). A sedução é bem-sucedida. O jovem cede ã tentação. Ele segue a tentadora como boi que vai ao matadouro, como um criminoso acorrentado vai à sua execução, ou como uma ave que se apressa para o laço preparado para ela (22-23). Mas o pecado vai lhe custar a sua vida (23). Esta expressão retrata a corrupção moral com a sua culpa e miséria como também sugere as consequências trágicas que podem resultar quando o marido da adúltera descobrir o caso de amor ilícito (veja comentário de 6.30-35).

EARL C. WOLF. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 3. pag. 374-376.

  1. Ética do caráter.

De acordo com Stephen Covey, a literatura antiga era focalizada: “No que se poderia chamar de Ética do Caráter, considerada a base do sucesso — coisas como a integridade, humildade, fidelidade, persistência, coragem, justiça, paciência, diligência, modéstia e a regra do ouro (fazer aos outros o que desejamos que nos façam). A biografia de Benjamin Franklin é representativa desta literatura. Trata, basicamente, do esforço de um homem para interiorizar certos princípios e hábitos. A Ética do Caráter ensina que existem princípios básicos para uma vida proveitosa, e que as pessoas só podem conquistar o verdadeiro sucesso e a felicidade duradoura quando aprendem a integrar estes princípios a seu caráter básico”.

GONÇALVES. José,. Sábios Conselhos para um Viver Vitorioso Sabedoria bíblica para quem quer vencer na vida. Editora CPAD. pag. 76.

A Natureza dos Filhos

O que os filhos são por dentro é de extrema importância. Por isso educação de filhos tem por objetivo treinar o coração do filho. Educação de filhos e treinamento de almas. Os filhos só podem reagirem ao que são por dentro. Qualquer educação deve levar em conta a natureza do sujeito que está sendo educado. A falta de considerar isso trará decepção tanto para o educador quanto frustração ao que recebe a educação. Por que uma criança precisa ser educada? O que é que dificulta a educação dos filhos? Por que os filhos precisam autoridade dos pais? Quais são os objetivos que os pais devem ter para educar bem os seus filhos? Cada filho é igual? As necessidades dos filhos modificam com a idade?

  1. A origem da natureza dos filhos
  2. Considere a criação original de Deus. Quando Deus criou o mundo é evidente que Ele criou os animais e o homem já com a vida madura. Deus criou Adão já homem, maduro. Por isso ele foi dado as responsabilidade de lavrar e guardar o jardim do Éden (Gên. 2:7,15). Eva foi criada em forma de mulher já crescida para ser a ajudadora idônea para o homem (Gên. 2:18-25), de outra maneira ela não seria tal ajudadora idônea para ele. Por Deus criar a vida adulta primeiro podemos entender então que as crianças precisam de serem cuidados pelos adultos. Deus criou o homem já maduro para não ser desamparado e para amparar o fruto da relação de homem e mulher no lar. Crianças são imaturas e precisam de aprender para poderem viver bem no mundo adulto. Jesus, como criança, submeteu-se aos que representaram a autoridade no seu lar e precisava crescer tanto em sabedoria quanto estatura (Luc 2:51,52; Heb 5:8).
  3. O homem tem uma natureza pecaminosa (Gên. 5:3; Rom 5:12, 18). O Adão perdeu a sua inocência e desde então todos que nascem já nascem com a natureza pecaminosa. Por isso as crianças já falam mentiras desde que nasceram (Sal 51:5; 58:3). As mentiras das crianças só têm um objetivo: engrandecer a si mesmo! Os filhos nossos têm o mesmo problema que nós temos: auto suficiência e egoísmo terrível! Satanás, que é o pai da mentira (João 8:44), iniciou pecado com este problema de egoísmo (Ez 28:17; Isa 14:13,14) e este era o problema de Adão (Gên. 3:6) e é também o de todos que já nasceram desde então (Rom 5:12). Quando os adultos querem desculpar o que uma criança diz ou faz pelo ditado “É coisa de criança” eles estão dizendo uma verdade. Educação dos filhos conforme a Palavra de Deus determinará se tal criança continuará fazendo coisas de criança para sempre pelo tempo da sua mocidade e até adulto ou aprenderá deixar as coisas de criança e viver com o alvo certo na vida. Se deixar a tolice do pecado agir, por mais engraçadinho que parece no momento, ela tentará de dobrar todo mundo ao seu redor para lhe servirem tanto quanto Satanás designo no seu coração fazer Deus ser seu servo (Mat. 3:9).
  4. Os filhos que não têm educação moral baseada em autoridade serão sempre controlados pela natureza pecaminosa: ou a deles mesmo, ou a de outros. Os filhos precisam aprender auto controle. Pecadores não querem Deus nem o seu controle. Pecadores naturalmente não aprenderão de amar o próximo como a si mesmo. Autoridade dos pais repreenderia esta tolice de pecado para que os filhos tenham esperança (Prov. 29:15; I Sam 3:13). Os pais qualificados melhor para ensinar os filhos de terem auto controle são os pais que já aprenderam a submeterem se à Palavra de Deus e viver por ela. Os pais que ensinam os filhos de controlarem a natureza pecaminosa ensinem os filhos de não ser escravos do pecado (Rom 6:16). Não ensinar os filhos dizer não à sua própria natureza pecaminosa é crueldade à criança e tais pais são culpados de mal tratarem os seus filhos (I Sam 3:13; Ez 33:3-6).

GARDNER. Calvin G,. O Que Diz a Bíblia Sobre a Educação dos Filhos no Lar.

Pv 4.3 Quando eu era filho em companhia de meu pai. O mestre usa a si mesmo como exemplo da transmissão dos ensinos do pai para o filho. Ele tivera a grande vantagem de contar com um pai fiel e piedoso, que não negligenciara o ensino a seu filho. É conforme disse o profeta moderno, Baha Ullah: “A pior coisa que um pai pode fazer é conhecer os ensinamentamentos, mas não transmiti-los”. O mestre havia sido, alguns anos antes, uma terna criança, tão jovem, tão débil, tão impotente como são as crianças. No entanto, nascera em uma boa família. Foi muito amado por seu pai e por sua mãe, e nisso metade da batalha foi ganha. Ele era o “único” aos olhos de sua mãe, talvez por um longo tempo, o filho único, e, portanto, muito amado. Ele era “único", conforme diz a nossa versão portuguesa. ‘Tenro” quer dizer “jovem em anos", com a impotência própria da meninice. O filho amado (no hebraico, yahidh, que literalmente significa “único”) era muito estimado e amado, e isso, por si mesmo, é uma grande lição. O amor sempre estabelece uma grande diferença. Pode produzir, em um único instante, o que a labuta dificilmente produz em uma era. O filho amado também será o filho ensinado. Cf. as palavras de Davi no tocante a Salomão, que também foi chamado de “moço e inexperiente” (I Crô. 29.1).

Encontramos aqui um belo quadro de uma vida em família, no melhor dos lares judaicos. Embora esse homem tenha começado sua vida como apenas uma criança, não era “mimado”. Gersom espiritualizou este versículo e fez de Deus o Pai, de Israel os filhos, e então, como é natural, a lei seria a fonte de todos os ensinos. Israel, povo distinto entre as nações, era como um filho único. Ver Deu. 4.4-8 quanto ao caráter distintivo do povo de Israel.

Então ele me ensinava e me dizia. O pai do mestre o ensinava e assim dava exemplo sobre como ele deveria lidar com seus filhos literais e seus filhos espirituais. Os hebreus mostravam-se fanáticos sobre a sua lei e sobre o ensino da lei, embora existissem poucas cópias escritas e pouquíssimas pessoas soubessem ler. Portanto, o ensino tinha de ser ministrado pelo corpo de conhecimento existente na memória. Poucos pais, ou mesmo mestres, tinham sua própria cópia escrita da lei, o Pentateuco. Isso não detinha o processo do ensino. Um mestre que morasse em Jerusalém provavelmente teria acesso a uma cópia escrita da lei, podendo usá-la como fonte contínua de consulta, embora o próprio mestre não contasse com uma cópia pessoal. Considere, pois, o leitor o quanto o nosso trabalho de mestres tem sido facilitado pela boa literatura moderna, começando com as muitas versões da Bíblia, em tantos idiomas. Além disso, dispomos de comentários, livros devocionais, materiais técnicos, os quais são recomendáveis para os eruditos, que podem obter assim compreensão mais profunda da Palavra e então compartilhá-la com outras pessoas. Nossa riqueza literária teria deixado estonteado qualquer mestre do antigo povo de Israel, e podemos ter certeza de que logo ele estaria colecionando livros para formar sua própria biblioteca particular. Sem dúvida, alguns poucos mestres antigos tinham (pequenas) bibliotecas. Ver no Dicionário o artigo chamado Livro, Livros. O apóstolo Paulo tinha uma pequena biblioteca e viajava levando consigo alguns livros.

Quando vieres, traze a capa que deixei em Trôade, em casa de Carpo, bem como os livros, especialmente os pergaminhos.

(II Timóteo 4.13)

O Processo Ideal. Ouvir; reter o ensino; obedecer; obter a vida prometida pela lei (Deu. 4.1; 5.32), a qual é longa e próspera. Assim, a lei seria o guia da vida dos israelitas (ver Deu. 6.4 ss.). Ver a respeito os mandamentos em Pro. 2.1, ou seja, o corpo do ensino sobre a sabedoria, da qual o livro de Provérbios é um representante, sabedoria alicerçada sobre a lei de Moisés. Cf. este versículo com I Crô. 28.9; Efé. 6.4 e Pro. 7.2.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2554.

Ouvi, filhos, a correção do pai (1). O mestre aqui ou assume o papel de um pai ou, como pai, lembra a sua própria herança religiosa tão valiosa. Esta última posição parece mais provável em vista das declarações autobiográficas dos versículos 3-4. Certamente o antigo povo de Israel cria que a religião deveria ser ensinada e transmitida na prática. Preceitos e prática eram ambos muito importantes na propagação da fé. Em concordância com essa herança, o cristianismo é evidentemente uma religião de instruções.

O mestre fala de forma carinhosa acerca do seu próprio lar hebreu. Quando ele era tenro (3; jovem na idade biológica), ambos, pai e mãe, compartilhavam a educação dos filhos. A devoção aos mais elevados valores na vida é transmitida por meio do impacto pessoal de pais devotos sobre a vida dos seus filhos, e de mestres sobre as vidas dos seus pupilos. Edgar Jones nos lembra que “o relacionamento entre o mestre e o aprendiz é pessoal, e não superficial. Nesse relacionamento de confiança mútua a verdadeira educação se toma possível”.

EARL C. WOLF. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 3. pag. 367-368.

III - EDUCAÇÃO INTEGRAL

  1. Desenvolvimento mental.

Educação Integral

Os educadores chamam a atenção para o fato de se educar tomando por base um modelo integrado. Esse novo paradigma na educação recebe o nome de: Teoria da Integração Relacional. Esse novo modelo destaca que “as clássicas teorias psicológicas não têm sido suficientes para a compreensão do atual comportamento dos alunos e o adequado procedimento preventivo e terapêutico dos conflitos vividos em sala de aula. Há necessidade de introduzir elementos novos, como amor, disciplina, gratidão, religiosidade, ética e cidadania, para a avaliação da saúde relacional. Uma pessoa integrada relacionalmente vive um equilíbrio dinâmico entre as satisfações física, psíquica, ecossistêmica e ética nos contextos familiar, profissional e social”.

Muito à frente de nosso tempo, Salomão já se preocupava com a construção do homem na sua integralidade. Possivelmente nenhum outro livro contenha tantos princípios educativos como o livro de Provérbios. Nos Provérbios encontramos ensinos precisos para a educação de crianças, jovens e adultos. É um manual recheado de belos ensinamentos que favorecem o crescimento intelectual, psicológico, social e espiritual.

GONÇALVES. José,. Sábios Conselhos para um Viver Vitorioso Sabedoria bíblica para quem quer vencer na vida. Editora CPAD. pag. 76-77.

Pv 2.2 Para fazeres atento à sabedoria o teu ouvido. Um bom aluno mostrar-se-á atento ao ensino que receber, inclinando seu ouvido para ouvi-lo e aceitá-lo. Ele será ouvinte e praticante dos mandamentos. Ver Tia. 1.22.

Todas as faculdades devem ser empregadas nessa busca: o ouvido, para ouvir e compreender; o coração, que fala sobre a mente e as sensibilidades espirituais. O homem estava atrás do entendimento (ver Pro. 1.5). Essas figuras simbólicas apontam, essencialmente, para as capacidades intelectuais e volitivas. A “compreensão”, conforme entendiam os hebreus, nunca era algo meramente intelectual. Um homem precisa viver segundo a sua compreensão, pois só assim ele realmente compreenderá. Um aluno nunca poderia ser um mero teórico. Saber sem praticar termina em hipocrisia.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2543.

A Urgência do Apelo da Sabedoria (2.1-4)

A urgência do apelo do sábio é indicada por quatro conjuntos de orações gramaticais paralelas — um conjunto em cada um dos versículos dessa seção. No versículo 1 a Tributo à Sabedoria Provérbios 2.1-12 condição é: se aceitares [...] e esconderes contigo (“entesourares”, TB). Para fazeres atento [...] o teu ouvido, e [...] inclinares o teu coração (“para que o teu coração alcance”, Berkeley) são condições encontradas no versículo 2. As condições se clamares (“se implorares”, Berkeley) [...] alçares a tua voz estão no versículo 3. No versículo 4 lemos: se como a prata a buscares e como a tesouros escondidos a procurares (cavares por ela). Somente essa sinceridade de coração que o mestre defende nesses versículos vai gerar no pupilo o conhecimento da vontade santa de Deus. A declaração de Paulo em Filipenses 3.13-14 é uma ilustração neotestamentária dessa intensidade de propósito.

A palavra coração (hb. leb) no versículo 2 é especialmente significativa. Tem um significado muito mais amplo no hebraico do que em português, incluindo sensibilidades intelectuais e morais como também emocionais. E o centro do ser humano do qual brotam as decisões vitais. A Bíblia nunca fala do cérebro como local do intelecto do homem. Para inclinares o teu coração (2) sugere real dedicação e zelo. O mestre está desafiando o pupilo a buscar a sabedoria com todo o seu ser — sua razão, suas emoções, sua vontade — para que o propósito não seja diluído.

EARL C. WOLF. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 3. pag. 362-363.

Pv 3.3 Não te desamparem a benignidade e a fidelidade. A benignidade e a fidelidade são dois ornamentos especiais para quem quiser viver a vida caracterizada pela sabedoria. Esses ornamentos devem ser pendurados ao pescoço do indivíduo por ter vencido na corrida espiritual. São também como inscrições preciosas para o coração do homem bom. Yahweh é quem faz tal inscrição sobre o coração do homem e assim o identifica como pertencente a Ele. O homem bom vive em consonância com as inscrições feitas no seu interior, em sua alma. Essas qualidades identificam o tipo de homem que ele é. A Revised Standard Version diz aqui “lealdade” e “fidelidade” como os ornamentos e as inscrições especiais. A primeira dessas palavras corresponde ao hebraico hesedh, o amor constante que figura no livro de Salmos, tão frequentemente repetido aqui. Usualmente, ali refere-se ao amor que Yahweh dirige ao homem. E o homem bom dirige o seu amor a Yahweh. O homem bom é aquele que anda no caminho dos mandamentos (ver Pro. 2.1 e 3.1). A segunda dessas palavras hebraicas é ‘emeth, cuja raiz significa “confirmar", com um segundo sentido de “confiar". Ellicott (in loc.) fala em fidelidade, referindo-se às

promessas que Yahweh dá a Seus santos, bem como ao fato de que essas qualidades não podem falhar. A palavra é usada para apontar para Deus (ver Sal. 30.10) e para os homens (ver Isa. 59.14). “Esses são dois atributos especiais mediante os quais Deus é conhecido em Seu trato com os homens (ver Êxo. 34.6,7), e são qualidades que devem ser imitadas pelos homens (ver Mat. 5.48)” (Ellicott, in loc.).

Ata-as ao teu pescoço. Cf. Pro. 1.9.

Escreve-as. Cf. Pro. 6.21 e 7.3. Ver Jer. 17,1 e II Cor. 3.3 Quanto à “tábua do coração”, ver Jer, 31.33. “A alusão, em ambas as frases, é às orientações dadas quanto à legislação mosaica (ver Deu. 6.8,9), bem como à inscrição da lei sobre as tábuas de pedra. Era usual que os antigos escrevessem sobre tabuinhas de madeira. Assim foram inscritas as leis de Sólon (Lacrt. Vit. Solon) e também as tabellae et pugillares dos romanos, A cera era usada com o mesmo propósito. Ver Hab. 1.2. Paulo, entretanto, queria que a sua lei fosse escrita nas tábuas de carne, do coração (II Cor. 3.3)” (John Gill, in loc.).

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2547.

3.3,4 — Benignidade e fidelidade são duas palavras de peso dentro da Bíblia, pois descrevem o caráter de Deus (Sl 100.5) e os valores que Ele exige de Seu povo. O apóstolo João empregou o equivalente grego destas palavras, graça e verdade, para descrever o caráter de Jesus (João 1.14).EarI D. Radmacher: Ronald B. Allen: H. Wayne House. O Novo Comentário Bíblico Antigo Testamento com recursos adicionais. Editora Central Gospel. pag. 952.

fonte www.mauricioberwald