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SUBSIDIO APOLOGÉTICA N.8 Jesus na historia
SUBSIDIO APOLOGÉTICA N.8 Jesus na historia

SUBSIDIO APOLOGÉTICA N.8

MAURICIO BERWALD PROFESSOR ESCRITOR

 

 

 

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Existem muitas evidências arqueológicas, textuais, linguísticas e científicas que comprovam a existência histórica dos “magos” descritos no evangelho de Mateus, afirma um erudito que tem se dedicado a pesquisar e escrever sobre o assunto.

 

 

 

O dr. Dwight Longenecker, um sacerdote católico, que publicou livros sobre o assunto, destaca que “todas as peças se encaixam perfeitamente para dar uma explicação plausível sobre personagens reais que tinham uma forte motivação para partir numa jornada em busca do recém-nascido rei de os judeus.”

 

Ele lembra que, em seu evangelho, Mateus relata a visita de μάγος, termo que também pode ser traduzido como “sábios” e que ofereceram presentes de ouro, incenso e mirra para Jesus em Belém.

 

Longenecker, o autor do livro Mystery of the Magi: The Quest to Identify the Three Wise Men [Mistério dos Magos: a busca para identificar os sábios], destaca que seu estudo é imparcial e concentra-se apenas em questões históricas e arqueológicas.

 

“O relato de Mateus foi incrustado com séculos de camadas de lendas e mitos”, o que tornou fácil para os críticos tentarem classificar a história como “ficção religiosa”. Contudo, Longenecker defende que “embaixo de todos os  mitos pode haver uma base histórica real. É isso que acontece com a história dos Magos”.

 

“O relato de homens exóticos vindos do Oriente que fizeram uma longa jornada no deserto em camelos seguindo uma estrela mágica é fácil de ignorar. Porém, não é bem essa história que encontramos no evangelho de Mateus”, disse ele.

 

Grande parte da compreensão sobrenatural da história “desenvolveu-se entre o terceiro  e o quinto século no meio dos gnósticos”, aponta, enfatizando que uma “recriação apócrifa” acrescentou certos elementos fantásticos que se tornaram parte da tradição, como o fato de serem três e quais os seus nomes.

 

Na verdade, “a história de uma estrela sobrenatural nem faz parte do texto de Mateus”, reafirma. Portanto, é possível avaliar novas descobertas importantes em outras disciplinas que complementam a pesquisa puramente textual. “Vivemos em um momento incrível para a arqueologia bíblica”, disse Longenecker. “Com o uso da ciência moderna e da ciência forense, estamos descobrindo mais a cada dia sobre o antigo Oriente Médio. Os estudiosos da Bíblia se concentram cada vez mais apenas no texto, portanto suas opiniões devem ser ponderadas em relação a todas as outras descobertas que estamos fazendo.”

 

 

O padre assevera que seu livro conseguiu “juntar elementos da religião, cultura, política, economia do Oriente Médio, desde o nascimento de Jesus até chegar a uma conclusão sólida sobre a existência desses magos”.

 

“Acredito que eles eram diplomatas da corte do vizinho de Herodes, o Grande, o rei nabateu Aretas IV”, revela. “Eram uma espécie de conselheiros de observação de estrelas para o rei. Quando descobriram que um novo rei dos judeus nasceria, concluíram que deveria ser um neto ou bisneto de Herodes.”

 

Aretas tinha “toda interesse de enviar uma comitiva para viajar a Jerusalém para homenagear o novo herdeiro do trono de Herodes” e “faz todo o sentido que esses magos tenham completado sua jornada de tal forma que o relato de Mateus seja simples, factual e histórico ”.

 

A questão da existência dos sábios é mais do que acadêmica, insiste Longenecker, porque afeta a compreensão das pessoas sobre os tempos de Jesus e a história da própria salvação. Há “uma tentativa crescente em nossa sociedade de dizer que Jesus é uma figura mítica sobre a qual não sabemos quase nada”, critica.

 

“Isso é ridículo, pois com o avanço da arqueologia, descobertas textuais e forenses, sabemos hoje mais sobre o ambiente, o contexto e a cultura do tempo de Jesus do que nunca. O que sabemos quase sempre confirma a exatidão histórica do Novo Testamento”, assegura.

 

A história do Novo Testamento é importante porque “se demonstramos que os Evangelhos são, historicamente, confiáveis, então é preciso levar a sério as afirmações feitas por Jesus Cristo e o significado de sua vida, seus ensinamentos e, mais importante, seu nascimento, morte e ressurreição”, concluiu.