Translate this Page

Rating: 2.6/5 (285 votos)




ONLINE
2




Partilhe esta Página



 <!-- Go to www.addthis.com/dashboard to customize your tools -->
<script type="text/javascript" src="//s7.addthis.com/js/300/addthis_widget.js#pubid=ra-57f3fb36829d1888"></script>

 

 

  contadores de visitas 

 

Flag Counter


SUBSIDIO APOLOGÉTICA N.10 A BIBLIA É INFALIVEL
SUBSIDIO APOLOGÉTICA N.10 A BIBLIA É INFALIVEL

SUBSIDIO APOLOGÉTICA CRISTÃ N.10

MAURICIO BERWALD PROFESSOR ESCRITOR

 

A ORIGEM DAS ESCRITURAS

A melhor maneira de se compreender uma doutrina é buscar-lhe uma definição adequada. Sua conceituação, a partir daí, torna-se mais fácil e não pecará pela falta de clareza e objetividade. Vejamos, pois, de que forma haveremos de definir a doutrina da inerrância bíblica.

 

  1. Definição etimológica. A palavra inerrância vem do vocábulo latino inerrância e significa, literalmente, qualidade daquilo que não tem erro.2. Definição teológica. A inerrância bíblica é a doutrina, segundo a qual as Sagradas Escrituras não contêm quaisquer erros por serem a inspirada, infalível e completa Palavra de Deus (Sl 119.140). A Bíblia é inerrante tanto nas informações que nos transmite como nos propósitos que expõe e nas reivindicações que apresenta.Sua inerrância é plena e absoluta. Isenta de erros doutrinários, culturais e científicos, inspira- nos ela confiança plena em seu conteúdo (Sl 19.7).

 

III – A INERRÂNCIA BÍBLICA

 

Uma mudança notável da terminologia que resultou dos debates na área da inspiração das Escrituras foi a preferência pelo termo “inerrância” ao invés de “infalibilidade”. Isso tem a ver com a insistência de alguns no sentido de que podemos ter uma mensagem infalível com um texto bíblico errante.

“Infalibilidade” e “inerrância” são termos empregados para se aludir à veracidade das Escrituras. A Bíblia não falha; não erra; é a verdade em tudo quanto afirma (Mt 5.17,18;Jo 10.35). Embora tais termos nem sempre hajam sido empregados, os teólogos católicos, os reformadores protestantes, os evangélicos da atualidade (e, portanto, os pentecostais “clássicos”), têm afirmado ser a Bíblia inteiramente a verdade; nenhuma falsidade ou mentira lhe pode ser atribuída.Clemente de Roma, Clemente de Alexandria, Gregório Nazianso, Justino, o Mártir, Irineu, Tertuliano, Origenes, Ambrósio, Jerônimo, Agostinho, Martinho Lutero, João Calvino, e um número incontável de outros gigantes da história da Igreja, reconhecem que a Bíblia foi, de fato, inspirada por Deus, e que é inteiramente a verdade. Preste atenção à afirmação enfática de alguns destes notáveis:Agostinho: “Creio com toda a firmeza que os autores sagrados estavam totalmente isentos de erros”.Martinho Lutero: “As Escrituras nunca erram”…. onde as Sagradas Escrituras estabelecem algo que deve ser crido, ali não devemos desviar-nos de suas palavras”.João Calvino: “O registro seguro e infalível”. “A regra certa e inerrante”. “A Palavra infalível de Deus”. “Isenta de toda mancha ou defeito”.

 

Provavelmente, os dois acontecimentos mais significativos no tocante à doutrina da infalibilidade e da inerrância foram a declaração sobre as Escrituras na Afiança de Lausanne (1974) e a Declaração de Chicago (1978) do Concílio Internacional da Inerrância Bíblica.A declaração de Lausanne oferece (segundo alguns) flexibilidade em demasia ao afirmar que a Bíblia é inerrante em tudo quanto afirma. (Isto é: pode haver coisas que não foram “afirmadas” na Bíblia.) Como resposta, a Declaração de Chicago afirmou: “A Escritura na sua inteireza é inerrante, e está livre de toda a falsidade, fraude ou logro, Negamos que a infalibilidade e inerrância da Bíblia limitam-se aos temas espirituais, religiosos ou redentores, excluindo-se as asseverações nos campos da história e das ciências”

 

A Declaração de Chicago foi adotada por uma convenção de quase trezentos estudiosos no seu esforço para esclarecer e fortalecer a posição evangélica a respeito da doutrina da inerrância. Consiste em dezenove Artigos de Afirmação e de Negação, e tem uma prolongada exposição final, que se propõe a descrever e explicar a inerrância de tal modo que não deixa nenhuma possibilidade de existir nenhum tipo de erro em qualquer parte da Bíblia.Embora seja possível questionar se a inerrância é ensinada de modo dedutível nas Escrituras, conclui-se que o exame indutivo das Escrituras foi ensinado por Jesus e pelos escritores bíblicos.Deve ficar claro, porém, que a autoridade da Bíblia depende da veracidade da inspiração, e não da doutrina de inerrância. Esta é uma inferência natural que segue a inspiração e é “tirada dos ensinos bíblicos, e tem o pleno apoio da atitude do próprio Jesus” Alguns têm sugerido que abrir mão da doutrina da inerrância é o primeiro passo para se abrir mão da autoridade da Bíblia.A inerrância reconhece contradições, ou inconsistências, no texto, não como erros propriamente ditos, mas como dificuldades que poderão ser resolvidas ao serem conhecidos todos os seus dados relevantes. A possibilidade de se harmonizar trechos aparentemente contraditórios vem sendo demonstrada freqüentemente pelos estudiosos evangélicos que têm dedicado tempo e paciência, revendo dificuldades textuais à luz das novas descobertas históricas, arqueológicas e lingüísticas. (Devemos, no entanto, evitar harmonizações forçadas ou altamente especulativas.

 

A doutrina da inerrância é derivada mais da própria natureza da Bíblia do que de um mero exame dos seus fenômenos. “Se alguém crê que a Escritura é a Palavra de Deus, não pode deixar de crer que seja ela inerrante” Deus “soprou” as palavras que foram escritas, e Deus não pode mentir. A Escritura não falha porque Deus não pode mentir. Conseqüentemente, a inerrância é a qualidade que se espera da Escritura inspirada, O crítico que insiste em haver erros na Bíblia (em algumas passagens difíceis) parece ter outorgado para si mesmo a infalibilidade que negou às Escrituras.Um padrão passível de erros não oferece nenhuma medida segura da verdade e do erro. O resultado de negar a inerrância é a perda de uma Bíblia fidedigna. Se for admitida a existência de algum erro nas Sagradas Escrituras, estaremos alijando a veracidade divina, fazendo a certeza desaparecer.

 

IV – A DEFINIÇÃO DE INERRÂNCIA

 

Embora os termos “infalibilidade” e “inerrância” tenha sido, historicamente, quase que sinônimos do ponto de vista da doutrina cristã, muitos evangélicos têm preferido ora um termo, ora outro. Alguns preferem “inerrância” para se distinguirem dos que sustentam poder a “infalibilidade” referir-se à veracidade da mensagem da Bíblia, sem necessariamente indicar que a Bíblia não contém erros.

 

Outros preferem “infalibilidade” a fim de evitar possíveis mal-entendimentos em virtude de uma definição demasiadamente limitada da “inerrância”. Atualmente, o termo “inerrância” parece estar mais em voga que “infalibilidade”. A série de declarações que se segue, portanto, é uma tentativa de se delimitar a definição de inerrância verbal que teria ampla aceitação na comunidade evangélica.

 

  1. A verdade de Deus é expressada com exatidão, e sem quaisquer erros, nas próprias palavras da Escritura ao serem usadas na construção de frases inteligíveis.

 

  1. A verdade de Deus é expressada com exatidão através de todas as palavras da totalidade da Escritura, e não meramente através das palavras de conteúdo religioso ou teológico.

 

  1. A verdade de Deus é expressada de modo inerrante somente nos autógrafos (escritos originais), e de modo indireto, nos apógrafos (cópias dos escritos originais).

 

  1. A inerrância dá lugar à “linguagem de aparência”, aproximações e várias descrições não contraditórias, feitas a partir de perspectivas diferentes. (Por exemplo, dizer que o sol se levanta não é um erro, mas uma descrição perceptiva e reconhecida.)

 

  1. A inerrância reconhece o uso de linguagem simbólica e figurada, e uma variedade de formas literárias para se transmitir a verdade.

 

  1. A inerrância entende que as citações no Novo Testamento de declarações do Antigo Testamento podem ser paráfrases, sem a intenção de serem traduções literais.

 

  1. A inerrância considera válidos os métodos culturais e históricos de se relatar coisas tais como genealogias, medidas e estatísticas ao invés de exigir os métodos de precisão da moderna tecnologia. Esperamos que, com base dessas declarações, poderemos construir um conceito de inerrância que evite os extremos, sem deixar de levar em conta o testemunho que a própria Escritura oferece no tocante à sua própria exatidão e veracidade. Mesmo assim, nossas tentativas de definir a inerrância não são inerrantes em si mesmas. Por isso, embora nos esforcemos para influenciar os outros para que aceitem a doutrina da inerrância, seria bom respeitarmos o conselho sábio e amoroso do acatado defensor da doutrina da inerrância, Kenneth Kantzer:

 

“Os evangélicos conservadores, principalmente, devem ser mui cuidadosos e evitar a confrontação direta com o erudito, ou seminarista hesitante, que se sente perturbado por problemas no texto bíblico, ou por algumas das conotações comuns à palavra inerrante”. Semelhantemente, deve-se compreender que “a inerrância bíblica não subentende que a ortodoxia evangélica se segue como conseqüência necessária da aceitação dessa doutrina”. Deve se seguir a interpretação correta e a verdadeira dedicação espiritual.

Na Segunda Epístola de Paulo a Timóteo está escrito: "toda escritura é divinamente inspirada...". Esta declaração fortalece o fato de que as Escrituras têm sua origem sobrenatural e, portanto, elas são a infalível Palavra de Deus. Quando ainda não havia Palavra de Deus escrita, o Todo-Poderoso revelava-se verbalmente às suas criaturas na terra.

 

  1. A revelação divina nas Escrituras. A palavra "revelação" significa "mostrar, tornar conhecido". No latim revelare significa "por para trás o véu para que se veja o que está encoberto". Segundo o Dicionário Bíblico de Thayer, o significado bíblico de revelação é "descobrir, despir, tornar a verdade conhecida". Ora, "Deus é Espírito" (Jo 4.24), por isso, é imperceptível aos sentidos físicos; todavia Ele pode ser conhecido pela revelação que faz de si mesmo aos homens. As Escrituras nos informam sobre três modos pelos quais Deus tem se revelado às suas criaturas terrenas:

 

  1. a) A revelação natural manifesta na Criação. É impossível negar a existência de Deus diante da beleza da Criação (Sl 19.1-6). Entretanto, quando entrou o pecado no mundo, o homem desviou-se do Criador e, conseqüentemente, a revelação natural tornou-se insuficiente. Daí a necessidade de uma revelação mais objetiva e explicita, a escrita (At 14.17).

 

  1. b) A revelação escrita. Por esse modo, o Criador revelou seu amor à obra-prima da Criação, o homem; demonstrando-lhe o desejo de manter comunhão com ele e revelar-lhe sua soberana vontade através da escrita. Este modo de revelar-se não anulou a revelação natural, mas tornou-a ainda mais viva e real, propiciando ao homem uma revelação pessoal, como Deus Todo-Poderoso e suficiente.

 

Para que sua Palavra fosse conhecida por todos os homens através da escrita, o Senhor escolheu dois ricos idiomas, o hebraico e o grego.

 

  1. c) A revelação pessoal. Deus é um ser Pessoal que se comunica com suas criaturas racionais. O Deus das Escrituras não é uma força ou energia cósmica, nem tampouco, qualquer coisa neutra e impessoal. O Deus da Criação é único e singular, tem personalidade, pensa, decide, e tem sentimentos. Sua revelação pessoal ao homem foi feita através do Verbo Divino que se fez carne, Jesus Cristo (Jo 1.1-12). As profecias bíblicas anunciavam uma revelação pessoal de Deus através de Jesus (Jo 1.18; 5.39).

 

  1. A inspiração das Escrituras. No ponto anterior, estudamos a tríplice revelação de Deus aos homens. Porém, não podemos confundir revelação com inspiração. Enquanto a revelação é o ato pelo qual Deus torna-se conhecido pelos homens, a inspiração diz respeito ao modo como os homens recebem e transmitem essa revelação. Na língua do Novo Testamento, o grego, a palavra inspiração é theopneustos, que significa "aquilo que é soprado ou inspirado por Deus". É com esse sentido que Paulo declara que "toda a Escritura é divinamente inspirada" (2Tm 3.16). Deste modo, entendemos que o Espírito Santo inspirou cada palavra da Bíblia, capacitando os escritores a registrarem de modo correto e preciso a revelação divina.

 

  1. A inspiração verbal e plenária das Escrituras. Este é o verdadeiro conceito de inspiração das Escrituras. Ele sustenta que todas as palavras da Bíblia são inspiradas por Deus. Quando dizemos inspiração verbal é para denotar cada palavra, e, inspiração plenária, para dar o sentido de completo, inteiro; o que contraria o conceito de inspiração parcial.

 

Na verdade, os escritores bíblicos escreveram suas mensagens com palavras de seu próprio vocabulário, porém, inspirados e influenciados pelo Espírito Santo. Ele guiou os escritores na escolha das palavras de acordo com a personalidade e o contexto cultural de cada um. A despeito de conter palavras humanas, a Bíblia é a Palavra de Deus.

 

 A INERRÂNCIA DAS ESCRITURAS

 

 

 

O conceito de inerrância das Escrituras contraria alguns críticos modernos que não aceitam a infalibilidade das Escrituras. Tais críticos julgam haver erros nas Escrituras em razão de encontrarem nelas palavras divinas e humanas. Para nós que cremos na inspiração plena das Escrituras estamos convictos de que as dificuldades nela encontradas não representam erros e, geralmente, são explicadas pelos textos paralelos encontrados em toda a Bíblia.

A verdade divina revelada nas Escrituras é apresentada de modo explícito, certo e transparente.

 

O ensino genuíno das Escrituras não tem discrepâncias doutrinárias; é único em todo o mundo e adaptável a qualquer cultura (Jo 17.17; 1Rs 17.24; Sl 119.142,151; Pv 22.21).

 

  1. A infalibilidade das Escrituras. As Escrituras são a infalível Palavra de Deus. A sua infalibilidade tem sido alvo de muita contestação especialmente entre os chamados "racionalistas" que endeusam a razão humana, sem perceberem que ela é falha, afirmam que o racionalismo científico, com seus métodos de estudo e pesquisa, será capaz de analisar e responder todas as indagações do homem. Porém, são completamente limitados quando analisam coisas espirituais, além da matéria.

 

A ciência é incapaz de estudar elementos que não são pesados ou medidos, como a alma humana. Portanto, o poder sobrenatural das Escrituras não pode ser analisado em laboratório, porque refere-se a algo milagroso e sobrenatural.

 

  1. A autoridade divina e humana das Escrituras. Indiscutivelmente a Bíblia tem dupla autoridade. A autoridade divina é demonstrada pela infalibilidade das Escrituras, uma vez que elas têm origem em Deus e são a expressão de sua mente. A humana é reconhecida pelo fato de Deus ter escolhido, pelo menos 40 homens, os quais receberam a sua Palavra e a transmitiram na forma escrita.

 

A MENSAGEM DAS ESCRITURAS

 

  1. Apresenta Deus como Criador e Senhor de tudo. As Escrituras testificam da existência de Deus e tudo o que Ele fez, faz e fará. Toda a Criação está sujeita a Ele e depende dEle. O Eterno converge todas as coisas para a sua glória e alegria do seu povo. Vários textos confirmam estes fatos: Gn 1.1; Sl 95.6; 104.30; Is 40.26; Ef 3.9; Ap 10.6

 

  1. Apresenta sem reserva a verdade e a realidade do pecado. Nenhum outro livro no mundo tem o poder de revelar o pecado e seu caráter maligno como a Bíblia. Ela não filosofa sobre o pecado, mas trata-o com clareza e o expõe sem qualquer reserva, como uma dívida do homem contraída com Deus (Rm 1.18-32; 3.23; 5.12).

 

  1. Apresenta o plano de salvação para o homem. As religiões intentam salvar o homem pelos seus próprios méritos; entretanto, a salvação só é possível através da solução única apresentada na Bíblia. A redenção humana foi planejada no céu pelo Pai, consumada na Terra pelo Filho e é oferecida pelo Espírito Santo (Tt 3.5). Só Deus através de sua poderosa Palavra, mediante o sangue remidor de seu Filho pode resgatar o homem da perdição eterna (At 4.12; Lc 19.10).

 

As Escrituras têm produzido resultados práticos indiscutíveis; têm influenciado beneficamente civilizações, transformado vidas e trazido luz, inspiração e conforto a milhões de pessoas. Nelas podemos confiar a orientação integral de nossa vida, e delas podemos extrair os fundamentos do bem-estar e liberdade humana. O Senhor as estabeleceu como regra, bússola, alimento e fonte de bênçãos para a vida do crente.

 

 

 

Conceitos falsos sobre a inspiração das Escrituras. Eles divergem entre si sobre a questão da inspiração da Bíblia. Apresentaremos apenas quatro para que sejam comparados com aquele que cremos e confessamos.

 

 

 

  1. a) O ditado verbal. Esse conceito ensina que cada palavra, até mesmo a pontuação, foi ditada por Deus, do mesmo modo que um executivo dita uma carta a um secretário. O problema desse conceito é que despersonaliza os escritores bíblicos e os trata como se fossem apenas "marionetes" nas mãos de Deus.

 

 

 

A verdade é que Deus respeitou a cultura e a personalidade de cada escritor bíblico, permitindo que os estilos pessoais prevalecessem nos seus escritos. Deus fez fluir sua verdade na mente dos escritores, de modo que, cada palavra e pensamento foram inspirados por seu Santo Espírito.

 

 

 

  1. b) A inspiração das idéias. Os adeptos dessa teoria ensinam que Deus inspirou apenas as idéias contidas nas Escrituras, não as palavras. Mas não é isto que diz a Palavra de Deus. Confira nos seguintes textos: 1 Co 2.13; Hb 1.1; Ap 22.19.

 

 

 

  1. c) A inspiração parcial. Esta teoria é também conhecida como inspiração liberal, porque a essência dessa idéia é a declaração de que "a Bíblia contém a Palavra de Deus". Por essa declaração os teólogos liberais entendem que a inspiração da Bíblia é parcial, porque, segundo esse falso ensino, ela contém "palavras de homens e palavras de Deus". Se assim fosse, a Bíblia seria um entre tantos outros livros religiosos.

 

 

 

  1. d) A Bíblia se converte na Palavra de Deus. Esse conceito rouba o poder permanente da Bíblia como a Palavra de Deus, uma vez que ela, dependendo da necessidade humana, se converteria na Palavra de Deus. Os adeptos dessa idéia ensinam que na Bíblia existem muitos erros humanos e imperfeições e, por esta razão, somente num momento específico de necessidade, ela se torna de fato a Palavra de Deus para o crente.

Bibliografia E. Cabral

 

 

A Bíblia, uma revelação de Deus

Published by T. P. Simmons on 23/07/2015

22

SHARES

Compartilhar

[Índice]

 

Tendo visto agora que a existência de Deus é um fato estabelecido, um fato mais certo que qualquer conclusão de um raciocínio formal, porque é o fundamento necessário de toda a razão, passamos à consideração de uma outra matéria. Há agora, e tem havido por séculos, um livro peculiar neste mundo, chamado Bíblia, que professa ser a revelação de Deus. Os seus escritores falam nos termos mais ousados de sua autoridade como interlocutores de Deus. Esta autoridade tem sido admitida por milhões de habitantes da terra, tanto no passado como no presente. Desejamos perguntar, portanto, se este livro é o que ele professa ser e o que tem sido e crido por uma multidão de gente – uma revelação de Deus. Se não é uma revelação de Deus, então os seus escritores ou foram enganados ou foram enganadores maliciosos.

 

  1. É a Bíblia historicamente autêntica?

 

Por esta pergunta queremos dizer: É a Bíblia exata como um arquivo de fatos históricos? Há mais ou menos um século, críticos sustentaram que a Bíblia não era exata como história. Disseram que os quatro reis mencionados em Gênesis 14:1 nunca existiram e que a vitória dos reis do Ocidente contra os do Oriente, como descrita neste capítulo, nunca ocorreu. Negaram que um povo tal como os hititas sequer existiram. Sargon, mencionado em Isaías 20:1 como rei da Assíria, foi considerado como um personagem mitológico Além disso, suponha-se que Daniel errara ao mencionar Belsazar como um rei babilônico. Dan. 5:1. Exemplos típicos do Novo Testamento do supostos erros históricos podem ser encontrados em Lucas – representação da ilha de Chipre, sendo governado por um “cônsul” (Atos 13:7) e Lisânias como tetrarca de Abilene, enquanto Herodes tetrarca da Galiléia (Lucas 3:1.) Mas como é agora? Podemos dizer hoje, após as investigações de longo alcance sobre as antigas nações que têm sido feitas, que não há uma única instrução na Bíblia que seja refutada. As recusas confiante dos primeiros críticos têm provado os pressupostos da ignorância. A.H. Prof Sayce, um dos mais eminentes arqueólogos, diz: “Desde a descoberta dos comprimidos de Tel el-Amarna, até agora grandes coisas foram levadas a cabo pela arqueologia, e cada um deles foi em harmonia com a Bíblia, enquanto quase cada um deles foi morto contra as afirmações da crítica destrutiva. “Alguns anos atrás, a United Press transmitiu o testemunho de Yahuda AS, ex-professor de História Bíblica na Universidade de Berlim e, posteriormente, das línguas semíticas da Universidade de Madrid, no sentido de que “toda descoberta arqueológica da Palestina e Mesopotâmia, do período bíblico confirma a exatidão histórica da Bíblia. “

 

  1. É a Bíblia revelação de Deus?

 

Estamos agora na consideração de uma outra questão. Um livro historicamente correto podia ser de origem humana. É isto verdade da Bíblia?

 

  1. UMA PROBABILIDADE ANTECEDENTE.

 

O pensamento cuidadoso, além da questão de saber se a Bíblia é a revelação de Deus, vai convencer qualquer crente imparcial na existência de Deus, que é altamente provável que Deus deu ao homem uma revelação explícita e duradoura por escrito da vontade divina. A consciência do homem o informa da existência da lei, como foi bem dito: “A consciência não estabelece a lei, mas adverte para a existência de uma lei” (Diman, Argumento Teistico). Quando o homem tem a consciência do que ele tem feito de errado, ele tem indicação de que tenha quebrado alguma lei. Quem mais, diferente de Jeová, cuja existência temos encontrado para ser um fato estabelecido, poderia ser o Autor dessa lei? E desde que o homem pensa intuitivamente de Deus como sendo bom, ele deve pensar do propósito de Sua lei ser boa. Portanto, não podemos pensar nesta lei como sendo para o mero propósito de condenação. É preciso que esta lei seja para a disciplina do homem em justiça. Também devemos concluir que Deus, que está sendo mostrado por ser sábio por suas obras maravilhosas, utilizaria todos os meios mais eficazes para a realização de seu objetivo através da lei. Este argumenta em favor de uma revelação escrita; de qualquer grau de obediência a uma lei justa é impossível ao homem sem o conhecimento dessa lei. Natureza e razão são muito incertas, indistintas, incompletas e insuficientes para o efeito. James B. Walker resume a questão da seguinte forma: “Toda a experiência do mundo confirmou o fato de além da possibilidade de cepticismo que o homem não pode descobrir e estabelecer uma regra perfeita do dever humano “(Filosofia do Plano de Salvação, p. 73).

 

Se isso for verdade da lei da conduta humana, então quanto mais é a verdade do caminho da salvação? “A luz da natureza deixa os homens totalmente sem o conhecimento da forma de salvar o homens pecador… anjo… eles mesmos não seria capazes de saber a forma de salvar os homens pecadores, ou como os homens pecadores podem ser justificados diante de Deus,…… portanto , a fim de saber isso, “desejo de olhar para ele,” 1Pedro 1:12 “(Gill, Corpo da Divindade, p. 25).

 

Além disso, EY Mullins diz: “A própria idéia de religião contém no seu cerne a idéia de revelação. Nenhuma definição de religião, que omite a idéia pode ficar à luz dos fatos. Se o adorador fala com Deus, e Deus sempre calado ao adorador, temos apenas um lado da religião. Religião se torna então um sentido de faz de conta “(A religião cristã em sua expressão doutrinária).

 

  1. UMA PRESUNÇÃO RAZOÁVEL

 

“Se a Bíblia não é o que o povo cristão do mundo pensa ser, então temos em nossas mãos o tremendo problema de dar conta de sua crescida e crescente popularidade entre a grande maioria do povo mais iluminado da terra e em face de quase toda a oposição concebível” (Jonathan Rigdon, Ciência e Religião).

 

Grandes esforços se fizeram para destruir a Bíblia como nunca antes se produziram para a destruição de qualquer outro livro. Seus inimigos tentaram persistentemente deter sua influencia. A crítica assaltou-a e o ridículo escarneceu-a. A ciência e a filosofia foram invocadas para desacreditá-la. Á astronomia, no descortinar das maravilhas celestes, pediram-se alguns fatos para denegri-la e a geologia, nas suas buscas na terra foi importunada para lançar-lhe suspeita.” (J. M. Pendleton, Doutrina Cristã). Contudo,

 

“Firme, serena, imóvel, a mesma Ano após ano… ,

 

Arde eternamente na chama inapagável; Fulge na luz inextinguível”.

 

Whitaker

 

A Bíblia levanta-se hoje como uma fênix do fogo com um ar de mistura de dó e desdém pelos seus adversários, tão ilesa como foram Sadraque, Mesaque e Abdenego na fornalha de Nabucodonozor” (Coleção, Tudo sobre a Bíblia).

 

Não é provável que qualquer produção meramente humana pudesse triunfar sobre semelhante oposição como a que se moveu contra a Bíblia.

 

  1. PROVAS DE QUE A BÍBLIA É A REVELAÇÃO DE DEUS.

 

(1) As grandes diferenças entre a Bíblia e os escritos dos homens evidenciam que ela não é uma simples produção humana.

 

Estas diferenças são: –

 

  1. QUANTO ÁS SUAS PROFUNDEZAS E ALCANCES DE SENTIDO.

 

“Há infinitas profundezas e alcances inexauríveis de sentido na Escritura, cuja diferença é de todos os outros livros e que nos compelem a crer que o seu autor deve ser divino” (Strong). Podemos apanhar as produções dos homens e ajuntar tudo quanto eles têm a dizer numa só leitura. Mas não assim com a Bíblia. Podemos lê-la repetidamente e achar novos e mais profundos sentidos. Vacilam nossas mentes ante sua profundeza de sentido.

 

  1. QUANTO AO SEU PODER, ENCANTO, ATRAÇÃO E FRESCOR ETERNO.

 

Os escritores bíblicos são incomparáveis no “seu poder dramático”; esse encanto divino e indefinível, essa atração misteriosa e sempre atual que neles achamos em toda a nossa vida como nas cenas da natureza, sempre um encantador frescor. Depois de estarmos deliciados e tocados por essas incomparáveis narrativas em nossa infância remota, elas ainda revivem e afetam nossas ternas emoções mesmo numa idade respeitável. Deve haver, certamente, algo sobre-humano na humanidade dessas formas, tão familiares e tão singelas” (L. Gaussen, Theopneustia). E este mesmo autor sugere uma comparação entre a história de José na Bíblia e a mesma história no Al-Korão. Outro autor (Mornay) sugere uma comparação entre a história de Israel na Bíblia e a mesma história em Flavio Josefo. Diz ele que ao ler a história bíblica, os homens “sentirão vibrar todos os seus corpos, mover seus corações, sobrevindo-lhes um momento uma ternura de afeto, mais do que se todos os oradores da Grécia e Roma lhes tivessem pregado as mesmas matérias por um dia inteiro”. Diz ele dos relatos de Josefo, “que se deixarão mais frio e menos emocionado do que quando os achou”. Acrescenta: ” O que, então, se as Escrituras tem na sua humildade mais elevação, na sua simplicidade mais profundeza, na sua ausência de todo esforço mais encantos, na sua rudeza mais vigor e alvo do que podemos achar noutro lugar qualquer?”

 

  1. QUANTO A SUA INCOMPARÁVEL CONCISÃO.

 

No livro do Gênesis temos uma história que fala da criação da terra e sobre ela ser feita num lugar adequado para habitação do homem. Fala da criação do homem, animais, plantas e da sua colocação na terra. Fala da apostasia do homem, do primeiro culto, do primeiro assassinato, do dilúvio, da repopulação da terra, da dispersão dos homens, da origem da presente diversidade de línguas, da fundação da nação judaica e do desenvolvimento e das experiências dessa nação durante uns quinhentos anos; tudo, todavia, contido em cinqüenta capítulos notavelmente breves. Comparai agora com isto a história escrita por Josefo. Tanto Moisés como Josefo foram judeus, ambos escreveram sobre os judeus, mas Josefo ocupa mais espaço com a história de sua própria vida do que Moisés consome no arquivo da história desde a criação até ä morte de José. Tomai também os escritos dos evangelistas. “Quem entre nós podia ter sido durante três anos e meio testemunha constante, amigo apaixonadamente chegado, de um homem como Jesus Cristo; quem poderia ter escrito dezesseis ou dezessete curtos capítulos, a história inteira dessa vida: – do Seu nascimento, o Seu ministério, dos Seus milagres, das Suas pregações, dos Seus sofrimentos, de Sua morte, de Sua ressurreição, de Sua ascensão aos céus? Quem entre nós teria julgado possível evitar de dizer uma palavra sobre os primeiros trinta anos de semelhante vida? Quem entre nós podia ter relatado tanto atos de bondade sem uma exclamação; tantos milagres sem uma reflexão a respeito; tantos sublimes pensamentos sem uma ênfase; tantas fraquezas sem pecado no seu Mestre e tantas fraquezas pecaminosas nos Seus discípulos, sem nenhuma supressão; tantos casos de resistência, tanta ignorância, tanta dureza de coração, sem a mais leve desculpa ou comento? É assim que os homens escrevem história? E mais, quem entre nós podia ter sabido como distinguir o que exigia ser dito por alto do que exigia sê-lo em minúcia?” (Gaussen).

 

(2) A revelação de coisas que o homem, deixado a si mesmo, jamais podia ter descoberto dá evidência da origem sobre-humana da Bíblia

 

  1. O relato da Criação.

 

Onde pôde Moisés ter obtido isto, se Deus não lho revelou? “A própria sugestão de ter Moisés obtido sua informação histórica dessas legendas caldaicas e de Gilgamesh … é simplesmente absurda; porque, interessantes como são, estão de tal modo cheias de asneiras, que teria sido impossível a Moisés ou a qualquer outro homem praticamente de evoluir tais legendas místicas os registros sóbrios, reverentes e científicos que se acham no livro do Gênesis” (Collett).

 

Além disso, Moisés não obteve sua informação sobre a Criação da ciência e da filosofia do Egito. “Moisés, como o Príncipe do Egito, frequentou a melhor das escolas e foi instruído em toda a sabedoria dos egípcios! – a maioria dos quais é considerado hoje um total absurdo. – mas ele não escreveu em seus livros. As teorias estranhas e fantásticas realizadas pelos egípcios sobre a origem do mundo e do homem se passou completamente; e no primeiro capítulo do Gênesis na língua majestosa, que nunca foi superada até hoje – ele dá conta da criação de Deus – do mundo e do homem, qualquer declaração é refutado pela ciência moderna “(Boettner, Estudos em Teologia, p. 34).

 

  1. A doutrina dos anjos.

 

“Foi alguma coisa parecida com os anjos concebida pela imaginação do povo, pelos seus poetas, ou pelos seus sábios? Não; nem mesmo mostraram jamais aproximar-se disso. Perceber-se-á, quão impossível foi, sem uma operação constante da parte de Deus, que as narrativas bíblicas, ao tratarem de um tal assunto, não tivessem considerado constantemente a impressão humana demais de nossas acanhadas concepções; ou que os escritores sagrados não tivessem deixado escapar de suas penas – toques imprudentes ao vestirem os anjos com atributos divinos demais ou afetos humanos demais.” (Gaussen).

 

  1. A ONIPRESENÇA DE DEUS.

 

As seguintes passagens representam a conclusão da filosofia humana?

 

“Sou eu um Deus de perto, diz Jeová, e não sou um Deus de longe? Pode alguém esconder-se em lugares secretos de modo que eu não o veja? diz Jeová. Não encho eu o céu e a terra? diz Jeová (Jr. 23:23,24).

 

“Para onde fugirei do Teu Espírito, ou para onde fugirei da Tua face? Se subir ao céu, lá Tu estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que ali estás também. Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar, até ali a Tua mão me guiará e a Tua destra me susterá.” (Sl. 139:7-10).

 

Estas passagens e outras na Bíblia ensinam, não o panteísmo, nem que Deus está em diferentes lugares sucessivamente senão que Ele está em toda a parte ao mesmo tempo e contudo separados como Ser – fora da Criação. O intelecto sozinho do homem originou esta concepção, vendo que, mesmo quando ele tem sido acomodado, a mente do homem pode compreendê-lo só parcialmente?

 

  1. O PROBLEMA DA REDENÇÃO HUMANA.

 

Se fora submetido ao homem o problema de como Deus podia ser justo e justificador do ímpio, teria o homem proposto, como solução, que Deus se tornasse carne e sofresse em lugar do homem? “Que a criatura culpada fosse salva a custa da encarnação do Criador; que a vida viesse aos filhos dos homens através da morte do Filho de Deus; que o céu se tornasse acessível à população distante da terra pelo sangue de uma cruz vergonhosa; estava totalmente remoto a todas as concepções finitas. Mesmo quando a maravilha se torna conhecida pelo Evangelho, excitou o desprezo dos judeus e dos gregos; Para o antigo era uma pedra de tropeço e ofensa, para o último era a loucura. Os gregos eram um povo altamente cultivados, agudos em intelecto, de profunda filosofia e sutil de raciocínio, mas ridicularizavam a idéia de salvação através de alguém que foi crucificado. Eles podem muito bem ser considerados como representando as possibilidades do intelecto humano – o que pode fazer, e, de longe afirmar a doutrina cristã da redenção como uma invenção dos filósofos, eles riram como se fosse filosofia indigna. Os fatos do evangelho que rejeitaram como inacreditáveis, porque eles pareciam estar em conflito positivo com suas concepções de razão” (J. M. Pendleton, Doutrinas Cristãs).

 

“Como podiam esses livros terem sido escritos por semelhantes homens, em semelhantes ambientes sem auxílio divino? Quando consideramos os assuntos discutidos, as idéias apresentadas, tão hostis não só aos seus prejuízos nativos, mas ao sentimento geral então prevalecente nos mais sábios da humanidade – o sistema todo de princípios entrelaçados em toda parte da história, poética e promessa, bem como de insignificantes maravilhas e singulares excelências da palavra; nossas mentes se constrangem a reconhecer este como o Livro de Deus num sentido elevado e peculiar” (Basil Manly, A Doutrina Bíblica da Inspiração).

 

(3) A unidade maravilhosa da Bíblia confirma-a como uma revelação divina.

 

“Eis aqui um volume constituído de sessenta e seis livros escritos em seções separadas, por dezenas de pessoas diferentes, durante um período de mil e quinhentos anos – um volume que antedata nos seus registros mais antigos todos os outros livros no mundo, tocando a vida humana e o conhecimento em centenas de diferentes pontos. Contudo, evita qualquer erro absoluto e assinalável ao tratar desses inumeráveis temas. De que outro livro antigo se pode dizer isto? De que livro mesmo centenário se pode dizer isto?” (Manly, As Doutrinas Bíblicas da Inspiração).

 

A Bíblia contém quase toda a forma de literatura, história, biografia, contos, dramas, argumentos, poesias, profecias, parábolas, rogos, filosofias, lei, letras, sátiras e cantos. Foi escrita em três línguas por uns quarenta autores diferentes, que viveram em três continentes. Esteve no processo de composição uns mil e quinhentos ou seiscentos anos. “Entre esses autores estiveram reis, agricultores, mecânicos, cientistas, advogados, generais, pescadores, estadistas, sacerdotes, um coletor de impostos, um doutor, alguns ricos, alguns pobres, alguns citadinos, outros camponeses, tocando assim todas as experiências dos homens.” (Peloubet, Dicionário Bíblico).

 

Entretanto, a Bíblia está em harmonia em todas as suas partes. Os críticos têm imaginado contradições, mas estas desaparecem como a cerração ao sol matutino quando se sujeitam à luz de uma investigação inteligente, cuidadosa, cândida, justa e simpática. Os seguintes sinais de unidade caracterizam a Bíblia:

 

  1. É uma unidade no seu desígnio.

 

O grande desígnio que percorre toda a Bíblia é a revelação de como o homem, alienado de Deus, pode achar restauração ao favor e à comunhão de Deus.

 

  1. É uma unidade no seu ensino a respeito de Deus

 

Toda declaração na Bíblia a respeito de Deus é compatível com qualquer outra declaração. Nenhum escritor desmentiu qualquer outro escritor escrevendo sobre o tema estupendo o inefável, Deus infinito!

 

Isso é verdade, apesar dos esforços dos modernistas para representar o Deus do Antigo Testamento como um Deus de vingança e de guerra, o Deus do Novo Testamento como um Deus do amor e paz. Modernistas propositadamente ignoram fato de que, no Antigo Testamento, Deus lidou com uma nação, enquanto que no Novo Testamento Deus está lidando com pessoas. Não há uma palavra no Novo Testamento, que ensina que as nações não devem resistir à agressão. Modernistas grosseiramente pervertem Novo Testamento quando eles insistem em aplicar ás nações os ensinamentos de Jesus com relação aos crentes individuais.

 

  1. É uma unidade no seu ensino a respeito do homem.

 

Em toda a parte da Bíblia o homem é mostrado como criatura por natureza corrupta, pecaminosa, rebelde e falida sob a ira de Deus e carecendo de redenção.

 

  1. É uma unidade no seu ensino a respeito da salvação.

 

O caminho da salvação não foi tão claro no Velho Testamento, como era no Novo Testamento. Mas pode ser visto facilmente que o que é claramente revelada no Novo Testamento foi prefigurado no Antigo Testamento. Pedro afirmou que santos do Antigo Testamento foram salvos exatamente da mesma maneira que os santos do Novo Testamento são salvos. Atos 15:10,11. Leia, neste contexto, os capítulos quinquagésimo terceiro e quinquagésimo quinto de Isaías. Observe também que Paulo faz a Abraão um exemplo típico da justificação mediante a fé (Rm 4) e diz que o evangelho foi pregado a Abraão (Gl. 3:8). Nota, ainda, que Paulo disse a Timóteo que “a Sagrada Escritura” (Antigo Testamento), que ele havia conhecido desde criança fosse capaz de fazer um sábio “para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus (2 Tm. 3:15). O suposto conflito entre Tiago e Paulo sobre a justificação será tratado no capítulo sobre a justificação.

 

  1. É uma unidade quanto à Lei de Deus.

 

Um ideal perfeito de justiça está retratado por toda a Bíblia a desrespeito do fato que Deus, em harmonia com as leis do desenvolvimento humano, ajustou Seu governo às necessidades de Israel para que pudesse erguer-se do seu rude estado. Este ajustamento da disciplina de Deus foi como uma escada descida a um fosso para prover um meio de escape a alguém lá enlaçado. A descida da escada não visa a um encorajamento ao que está no fundo para deter-se lá, mas intenciona-se como meio de livramento; de modo que a condescendência da disciplina de Deus no caso de Israel não foi pensada como um encorajamento do mal, mas como uma regulação do mal com o propósito de levantar o povo a um plano mais elevado. Negar a unidade da Lei de Deus por causa de adaptações às necessidades de povos particulares é tão tolo como negar a unidade dos planos do arquiteto pelo fato de ele usar andaimes temporários na execução deles.

 

  1. É uma unidade no desenredo progressivo da doutrina.

 

A verdade toda não foi dada de uma vez na Bíblia. Contudo, há unidade. A unidade no desenredo progressivo é a unidade do crescimento vegetal. Primeiro vemos a erva, depois a espiga e então o grão cheio na espiga” (Marcos 4:28).

 

A força desta unidade maravilhosa na sua aplicação à questão da inspiração da Bíblia está acentuada por David James Burrell como segue: – “Se quarenta pessoas de diferentes línguas e graus de educação musical tivessem de passar pela galeria de um órgão em longos intervalos e, sem nenhuma possibilidade de acordo prévio, cada uma delas tocasse sessenta e seis teclas, as quais, quando combinadas, dessem o tema de um oratório, submeter-se-ia respeitosamente que o homem que considerasse isso como uma “circunstância fortuita” seria tido por consenso unânime universal – para dizê-lo modestamente – tristemente falto de senso comum” (Por Que Eu Acredito na Bíblia).

 

(4) A exatidão da Bíblia em matérias científicas prova que ela não é de origem humana.

 

  1. A Bíblia não foi dada para ensinar ciência natural.

 

Diz-se corretamente que a Bíblia não foi dada para ensinar ciência natural. Não foi dada para ensinar o caminho que os céus vão, mas o caminho que vai para o céu.

 

  1. Todavia, ela faz referência a matérias cientificas.

 

“Por outro lado, contudo, vendo que o universo inteiro está de tal modo inteira e inseparavelmente ligado com leis e princípios, é inconcebível que este livro de Deus, que confessadamente trata de tudo no universo quanto afeta os mais altos interesses do homem, não fizesse referência alguma a qualquer matéria científica; daí acharmos referência incidentais a vários ramos da ciência… (Sidney Collett, Tudo Sobre a Bíblia).

 

  1. E quando a Bíblia faz referência a matérias cientificas, é exatíssima.

 

A Bíblia não contém os erros científicos do seu tempo. Ela antecipou as gabadas descobertas dos homens centenas de anos. Nenhuma das suas afirmações provou-se errônea. E é somente nos tempos hodiernos que os homens chegam a entender alguns deles. [Os conflitos supostos por muitos existente entre a Bíblia e a ciência no que diz respeito à criação da terra e dos seres vivos são tratados em capítulos posteriores na relação de Deus para o Universo e A Criação do Homem. Além disso, provas científicas da enchente, serão dadas no capítulo dedicado à criação do homem. Além disso, este último capítulo vai lidar também com a suposta antiguidade homem.] Notai as seguintes referências bíblicas a matérias cientificas:

 

(a) A rotundidade da terra. Séculos antes de os homens saberem que a terra é redonda a Bíblia falou do “circulo da terra” (Isaías 40:22).

 

(b) O suporte gravitacional da terra.

 

Os homens costumavam discutir a questão do que é que sustenta a terra, sendo avançadas diversas teorias. Finalmente os cientistas descobriram que a terra é sustentada por sua própria gravitação e a de outros corpos. Mas, muitos antes de os homens saberem isto, e enquanto contendiam por este ou aquele fundamento material para a terra, a Bíblia declarou que Deus “pendura a terra sobre o nada” (Jó 26:7).

 

(c) A natureza dos céus. A Bíblia fala dos céus como “expansão” e isto estava tão adiante da ciência que a palavra hebraica (raquia) foi traduzida por “firmamento” (Gênesis 1; Sl. 19:6), que quer dizer um suporte sólido.

 

(d) A expansão vazia do Norte. Foi só na metade do século passado que o Observatório de Washington descobriu que, dentro dos céus do Norte, há uma grande expansão vazia na qual não há uma só estrela visível. Mas antes de três mil anos a Bíblia informou aos homens que Deus “estendeu o Norte sobre o espaço vazio” (Jó 26:7).

 

(e) O peso do Ar. Credita-se a Galileu a descoberta que o ar tem peso – algo com que os homens jamais tinham sonhado; mas, dois mil anos antes da descoberta de Galileu a Bíblia disse que Deus fez “um peso do vento” (Jó 28:25).

 

(f) A rotação da terra. Ao falar de sua segunda vinda, Cristo deu indicação de que seria noite numa parte, dia na outra (Lucas 17:34-36), implicando assim a rotação da terra sobre seu eixo.

 

(g) O número de estrelas. No segundo século antes de Cristo, Hiparco numerou as estrelas em 1.022. Mais de 300 anos mais tarde, Ptolomeu acrescentou mais quatro. Mas a Bíblia antecipou as revelações do telescópio moderno, comparando as estrelas com grãos de areia à beira-mar (Gênesis 22:17; Jeremias 38:22.), com somente Deus sendo capaz de enumerá-las (Sl 147:4) .

 

(h) A lei da evaporação. Muito antes que os homens soubessem que é a evaporação que evita que o mar transborde e mantém os rios correndo, fazendo possível chover, todo o processo surpreendente foi notavelmente representado com precisão científica o seguinte: “Todos os rios correm para o mar, e contudo o mar não é completo; ao lugar para onde os rios vão, para ali tornam eles a correr (Ecl.1:7)

 

(i) A existência de ventos alisados. Hoje sabemos que a subida do ar quente nos trópicos faz com que o ar frio do norte a se deslocar no seu lugar, causando o que chamamos de “ventos alisados”. Sabemos também que “em alguns lugares, eles explodem em uma direção pela metade do ano, mas na direção oposta à outra metade (Novos Alunos Obras de Referência, p. 1931). A Bíblia antecipou este conhecimento em uma declaração muito notável : “O vento vai para o sul, e faz o seu giro para o norte, continuamente vai girando o vento, e volta fazendo os seus circuitos” (Eclesiastes 1:6).

 

(j) A importância do sangue. Somente há cerca de três séculos e meio que temos sabido que o sangue circula, levando oxigênio e alimento para todas as células do corpo, removendo o dióxido de carbono e outros resíduos do organismo através dos pulmões e órgãos excretores, e promovendo a cura e combate a doenças. Mas há muito tempo a Bíblia declara que “a vida da carne está no sangue”. Veja Gênesis 9:4; Lev. 17:11,14. (k) A união da raça humana. Antiga tradição representava homens originalmente como brotando individualmente – a partir do solo – sem relação linear. Mas o conhecimento moderno tem revelado muitas evidências física, fisiológica, geográfica e linguística da união da raça. [Uma extensa discussão sobre a união do homem é encontrada no Novo Guia Bíblico (Urquhart, a partir da página 381 do Vol. 1.), onde é feita referência a uma discussão sobre as variações na família humana por Pritchard nos Vestígios da Criação, e Pritchard é citado como tendo dito: “Nós temos noções obscuras das leis que regulamentam essa variabilidade dentro de limites específicos, mas vê-los operar continuamente, e eles são, obviamente, favoráveis à suposição de que todas as grandes famílias dos homens podem ter sido de uma origem.” Além disso Pritchard é citado como tendo dito: “A tendência do estudo das línguas modernas é o mesmo ponto.” Então Urquhart diz do eminente e graduado Quatre-Fages: “Ele manifestou a convicção de que a única conclusão possível da ciência é que a raça humana surgiu a partir de um único par.”] A evidência mais forte, no entanto, encontra-se no fato de que, enquanto a ciência médica pode distinguir entre o sangue humano e o sangue animal e pode distinguir entre o sangue de diferentes espécies de animais, contudo não pode distinguir entre o sangue das diferentes raças da humanidade. Mas Moisés não teve que esperar por esse conhecimento moderno. Sem hesitação ou equívoco, ele declarou que a raça se espalhou pelos descendentes dos filhos de Noé (Gênesis 9:19; 10:32). Nem Paulo hesita em afirmar que Deus “fez de um sangue todas as nações dos homens” (At 17:26).

 

(5) A profecia cumprida testemunha ao fato que a Bíblia veio de Deus.

 

  1. A referência profética a Ciro.

 

Cinqüenta anos antes do nascimento de Rei Ciro o qual decretou que os filhos de Israel voltassem à sua terra, Isaías falou de Deus como “aquele que disse de Ciro, ele é meu pastor e cumprirá tudo o que me apraz, dizendo também a Jerusalém: Tu serás edificada; e ao templo: Tu serás fundado.” (Isaías 44:28).

 

  1. A profecia do cativeiro babilônico. Vide Jr. 25:11.

 

  1. Profecias a respeito de Cristo.

 

(a) Os soldados repartindo as Suas vestes. Salmos 22:18. Para cumprimento: Mt. 27.35.

 

(b) O fato de Seus ossos não serem quebrados. Sal. 34:20. Cumprimento: João 19:36.

 

(c) Sua traição. Sal. 41:9. Cumprimento: João 13:18.

 

(d) Sua morte com os ladrões e enterro no túmulo de José. Isaías 53:9, 12. Cumprimento: Mt. 27:38, 57-60.

 

(e) O Seu nascimento em Belém. Miquéias 5:2. Cumprimento: Mt. 2:1; João 7:42.

 

(f) Sua entrada triunfal em Jerusalém. Zacarias 9:9. Cumprimento: Mt. 21:1-10; Mc. 11. 1-8; Lc. 19. 29-38.

 

(g) Seu traspasse. Zc. 12:10. Cumprimento: João 19:34,37.

 

(h) Dispersão dos Seus discípulos. Zc. 13:7. Cumprimento: Mt. 26:31.

 

Há, porém, uma explicação plausível da maravilha da profecia cumprida e essa explicação é que Ele “que faz todas as coisas segundo o conselho da Sua vontade” (Ef. 1:11) moveu a mão do escritor da profecia.

 

(6) O testemunho de Cristo prova a genuinidade da Bíblia como uma revelação de Deus.

 

Jesus considerou o Velho Testamento como a Palavra de Deus, a ele se referiu freqüentemente como tal e disse: “A Escritura não pode ser anulada” (João 10:35). Ele também prometeu ulterior revelação por meio dos apóstolos (João 16:12,13). Temos assim Sua pré-autenticação do Novo Testamento.

 

O testemunho de Jesus é de valor único, porque Sua vida provou-O ser o que Ele professou ser – uma revelação de Deus. Jesus não se enganou; “porque isto alegaria (a) uma fraqueza e loucura montando a positiva insanidade. Mas Sua vida inteira e caráter exibiram uma calma, dignidade, equilíbrio, introspecção e autodomínio totalmente inconsistente tal teoria. Ou alegaria (b) auto ignorância e auto exagero que podiam provir apenas da mais profunda perversão moral. Mas a pureza absoluta de Sua consciência, a humildade do Seu espírito, a beneficência abnegada de Sua vida mostram ser incrível esta hipótese”. Nem Jesus foi um enganador, porque (a) a santidade perfeitamente compatível de Sua vida; a confiança não vacilante com a qual Ele desafiava para uma investigação de suas pretensões e arriscava tudo sobre o resultado; (b) a vasta improbabilidade de uma vida inteira de mentira aos declarados interesses da verdade e (c) a impossibilidade de decepção operava tal benção ao mundo, – tudo mostra que Jesus não foi um impostor cônscio” (A. H. Strong).

 

III. O que constitui a Bíblia?

 

Do que já se disse, manifesto é que o autor crê que a Bíblia, revelação de Deus, consiste de sessenta e seis livros do que é conhecido como o Cânon Protestante.

 

Aqui não é necessário um prolongado e trabalhado argumento e nada será tentado. A matéria inteira, tanto quanto respeita aos que crêem na divindade de Cristo, pode ser firmada pelo Seu testemunho.

 

Notemos:

 

  1. Cristo aceitou os trinta e nove livros de nosso Velho Testamento como constituindo a revelação escrita que Deus tinha dado até aquele tempo.

 

Esses livros compunham a “Escritura” (um termo que ocorre vinte e três vezes no Novo Testamento) aceita pelos judeus. Crê-se que eles foram reunidos e arranjados por Esdras. Foram traduzidos do hebraico para o grego algum tempo antes do advento de Cristo. Não pode haver dúvida de que Cristo aceitou esses livros e nenhum outro como constituindo os escritos que Deus inspirou até aquele tempo. Ele citou esses livros na fórmula: “Está escrito”. Ele referiu-se a eles como “Escritura”. E Ele disse: “… a Escritura não pode ser anulada” (João 10:35).

 

Por outro lado, nem Cristo nem os apóstolos aceitaram os quatorze livros e partes de livros (conhecidos como os Apócrifos), a maioria dos quais foram acrescentados ao cânon protestante, para compor o Antigo Testamento na Bíblia Católica Romana (Versão Douay). “E embora existam no Novo Testamento, cerca de 263 citações diretas e cerca de 370 referências a passagens do Antigo Testamento, mas entre todas estas não há uma única referência, quer por Cristo ou Seus apóstolos, aos escritos apócrifos” (Collett , Tudo Sobre a Bíblia, p. 50). Nem eram esses livros recebidos pela nação de Israel. [Isto é admitido pelas autoridades católicas romanas. Em Um Catecismo da Bíblia, escrito pelo “Rev. John J. O’Brien, MA,” e publicada com a autorização da Sociedade Católica Internacional da Verdade, do Brooklyn, na página 10, esta pergunta foi feita sobre estes livros: “Eram os livros adicionados aceitos pelos hebreus?” E a resposta dada é: “Não, os hebreus se recusaram a aceitar estes livros adicionados.”]

 

Josefo, por escrito contra Apion ( Livro 1, V. 8), diz: “Nós não temos uma multidão inumerável de livros entre nós, discordando e contradizendo um ao outro entre si, mas apenas 22 livros (este número foi estabelecido por certas combinações de nossos trinta e nove livros). . . para durante tantos anos já passaram, ninguém foi tão ousado, quer para acrescentar nada a eles, para tirar qualquer coisa deles, ou fazer qualquer alteração nos mesmos. “Tampouco foram esses livros parte da Septuaginta original, como foi suposto muitas vezes. Cirilo de de Jerusalém (nascido em 315 dC) falou da Septuaginta da seguinte forma: “Leia a divina Escritura, ou seja, os 22 livros do Antigo Testamento que os setenta e dois intérpretes traduziram.” Eles provavelmente foram adicionados ao Septuaginta em meados do século IV, desde as mais antigas cópias da Septuaginta possuímos (Vaticano versão) os contém, e isto é suposto que data do século IV. Talvez tenha sido a adição desses livros que levou a igreja grega em Concílio de Laodicéia (363 dC) para negar a sua inspiração. Mesmo tão tarde quanto 1546, o Concílio de Trento considerou necessário declarar que esses livros sejam canônicos.

 

  1. Cristo também prometeu outra revelação indo além de tudo que Ele tinha ensinado.

 

Em João 16:12,13 achamos Cristo falando aos apóstolos como segue: “Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora. Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. “.

 

Além disso, Cristo constituiu os apóstolos um corpo de professores infalível quando em Mt. 18:18 Ele disse: “Em verdade eu vos digo: tudo o que ligardes na terra será ligado nos céus, e tudo quanto desligares na terra será desligado nos céus”. “Ligar” significa proibir, isto é, ensinar que uma coisa está errada. “Desligar” é permitir , sancionar, para ensinar que uma coisa é certa. Assim, Cristo prometeu sancionar no céu o que os apóstolos ensinarassem na terra. João 20:22, 23 é da mesma importância.

 

No Novo Testamento temos esta revelação que Cristo deu por meio do Seu corpo infalível de mestres. Os poucos livros não escritos pelos apóstolos receberam o seu lugar no cânon, evidentemente, porque os apóstolos os aprovaram. De qualquer maneira, o seu ensino é o mesmo como o dos demais livros do cânon.

 

O Novo Testamento veio á existência da mesma maneia que o Velho, isto é, o cânon foi determinado pelo consenso de opinião da parte do próprio povo de Deus. O fato que Deus deu e conservou uma revelação infalível da velha dispensação prova que Ele fez o mesmo com referência ao novo.

 

A tese católica romana que aceitamos nossa Bíblia com a sua autoridade é esplendidamente nula e eloquentemente vã. O cânon da Bíblia inteira foi estabelicida antes que houvesse uma coisa como a Igreja Católica Romana. (Veja o capítulo sobre “A Doutrina da Igreja para uma discussão sobre sua origem.) Se aceitássemos a nossa Bíblia na autoridade da Igreja Católica Romana, então devemos aceitar os livros apócrifos que foram adicionados, juntamente com sua tradução deturpada deles . Além disso, nesse caso, devemos aceitar as suas tradições vãs. As decisões dos concílios da Igreja são considerados de valor para nós apenas como eles são aceitos como evidência histórica rumo para o consenso de opinião entre os verdadeiros santos de Deus e como expressar a verdade que é confirmado por outras evidências.

 

  1. É a Bíblia suficiente e a ultima revelação de Deus?

 

A suficiência e o término da Bíblia são rejeitadas hoje pelos católicos romanos em favor da “tradição”, e os devotos da neo-ortodoxia em favor de uma revelação contínua. A base da disputa Católica Romana para a autoridade da tradição é a idéia de que o clero católico romano são sucessores dos apóstolos. Esta é uma invenção da imaginação pervertida.

 

Nem Jesus nem os apóstolos davam o menor indício sobre um sucessor apostólico, com exceção de Judas, e era necessário que ele seja aquele que tinha convivido com eles desde o batismo de João. Veja Atos 1:21,22. Tradição católica romana, não apenas suplementam a Bíblia, mas também a contradizem. Eles surgiram da mesma maneira que as tradições judaicas, e, hoje eles estão na mesma relação com a verdadeira Palavra de Deus. Assim, a condenação de Jesus é tambem aplicável a eles como a tradição judaica – “Este povo se aproxima de mim com a sua boca e me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim. Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens” (Mateus 15:8,9).

 

Paulo claramente indicou que o plano de Deus era para dar ao homem uma revelação escrita completa assim “para que o homem de Deus, seja perfeito, e perfeitamente instruido para toda a boa obra” (2 Tm. 3:17)

 

A idéia moderna da “autoridade do Espírito”, que é realmente a autoridade da razão humana, como dando revelação contínua, é igualmente inútil. Devemos voltar a Cristo como nossa única autoridade de confiança, e Cristo não deu nenhuma promessa de ensinamentos autorizados além dos apóstolos. Essa idéia não será adotada por ninguém, exceto os modernistas ou aqueles grandemente afetados pelo modernismo. Aqueles que aceitam essa idéia serão encontrados de forma aberta ou na pratica negando a inspiração da Bíblia. Nós não nos importamos com suas noções nebulosas. Elas são tão frágeis que elas entram em colapso sob seu próprio peso. O Novo Testamento é manifestamente completo, suficiente e final.

 

Autor: Thomas Paul Simmons, D.Th.

PalavraPrudente

A Declaração de Chicago Sobre a Inerrância da Bíblia (1978)

Digitação: Dawson Campos de Lima

Prefácio

A autoridade das Escrituras é um tema chave para a igreja cristã, tanto desta quanto de qualquer outra época. Aqueles que professam fé em JESUS CRISTO como Senhor e Salvador são chamados a demonstrar a realidade de seu discipulado cristão mediante obediência humilde e fiel à Palavra escrita de DEUS. Afastar-se das Escrituras, tanto em questões de fé quanto em questões de conduta, é deslealdade para com nosso Mestre. Para que haja uma compreensão plena e uma confissão correta da autoridade das Sagradas Escrituras é essencial um reconhecimento da sua total veracidade e confiabilidade.

A Declaração a seguir afirma sob nova forma essa inerrância das Escrituras, esclarecendo nosso entendimento a respeito dela e advertindo contra sua negação. Estamos convencidos de que negá-la é ignorar o testemunho dado por JESUS CRISTO e pelo ESPÍRITO SANTO, e rejeitar aquela submissão às reivindicações da própria palavra de DEUS, submissão esta que caracteriza a verdadeira fé cristã. Entendemos que é nosso dever nesta hora fazer esta afirmação diante dos atuais desvios da verdade da inerrância entre nossos irmãos em CRISTO e diante do entendimento errôneo que esta doutrina tem tido no mundo em geral.

Esta Declaração consiste de três partes: uma Declaração Resumida, Artigos de Afirmação e Negação, e uma Explanação. Preparou-se a Declaração durante uma consulta de três dias de duração, realizada em Chicago, nos Estados Unidos. Aqueles que subscreveram a Declaração Resumida e os Artigos desejam expressar suas próprias convicções quanto à inerrância das Escrituras e estimular e desafiar uns aos outros e a todos os cristãos a uma compreensão e entendimento cada vez maiores desta doutrina. Reconhecemos as limitações de um documento preparado numa conferência rápida e intensiva e não propomos que esta Declaração receba o valor de um credo. Regozijamo-nos, no entanto, com o aprofundamento de nossas próprias convicções através dos debates que tivemos juntos, e oramos para que esta Declaração que assinamos seja usada para a glória de DEUS com vistas a uma nova reforma na Igreja no que tange a sua fé, vida e missão.

Apresentamos esta Declaração não num espírito de contenda, mas de humildade e amor, o que, com a graça de DEUS, pretendemos manter em qualquer diálogo que, no futuro, surja daquilo que dissemos. Reconhecemos (...) que muitos que negam a inerrância das Escrituras não apresentam em suas crenças e comportamento as conseqüências dessa negação, e estamos conscientes de que nós, que confessamos essa doutrina, freqüentemente a negamos em nossa vida, por deixarmos de trazer nossos pensamentos e orações, tradições e costumes, em verdadeira sujeição à Palavra divina.

Qualquer pessoa que veja razões, à luz das Escrituras, para fazer emendas às afirmações desta Declaração sobre as próprias Escrituras (sob cuja autoridade infalível estamos, enquanto falamos), é convidada a fazê-lo. Não reivindicamos qualquer infalibilidade pessoal para o testemunho que damos, e seremos gratos por qualquer ajuda que nos possibilite fortalecer este testemunho acerca da Palavra de DEUS. A COMISSÃO DE REDAÇÃO

Uma Breve Declaração

DEUS, sendo Ele Próprio a Verdade e falando somente a verdade, inspirou as Sagradas Escrituras a fim de, desse modo, revelar-Se à humanidade perdida, através de JESUS CRISTO, como Criador e Senhor, Redentor e Juiz. As Escrituras Sagradas são o testemunho de DEUS sobre Si mesmo.

As Escrituras Sagradas, sendo apropria Palavra de DEUS, escritas por homens preparados e supervisionados por Seu ESPÍRITO, possuem autoridade divina infalível em todos os assuntos que abordam: devem ser cridas, como instrução divina, em tudo o que afirmam; obedecidas, como mandamento divino, em tudo o que determinam; aceitas, como penhor divino, em tudo que prometem.

O ESPÍRITO SANTO, seu divino Autor, ao mesmo tempo no-las confirma através de Seu testemunho interior e abre nossas mentes para compreender seu significado.

Tendo sido na sua totalidade e verbalmente dadas por DEUS, as Escrituras não possuem erro ou falha em tudo o que ensinam, quer naquilo que afirmam a respeito dos atos de DEUS na criação e dos acontecimentos da história mundial, quer na sua própria origem literária sob a direção de DEUS, quer no testemunho que dão sobre a graça salvadora de DEUS na vida das pessoas.

A autoridade das Escrituras fica inevitavelmente prejudicada, caso essa inerrância divina absoluta seja de alguma forma limitada ou desconsiderada, ou caso dependa de um ponto de vista acerca da verdade que seja contrário ao próprio ponto de vista da Bíblia; e tais desvios provocam sérias perdas tanto para o indivíduo quanto para a Igreja.

Artigos de Afirmação e Negação

Artigo I.

Afirmamos que as Sagradas Escrituras devem ser recebidas como a Palavra oficial de DEUS.

Negamos que a autoridade das Escrituras provenha da Igreja, da tradição ou de qualquer outra fonte humana.

Artigo II.

Afirmamos que as Sagradas Escrituras são a suprema norma escrita, pela qual DEUS compele a consciência, e que a autoridade da Igreja está subordinada à das Escrituras.

Negamos que os credos, concílios ou declarações doutrinárias da Igreja tenham uma autoridade igual ou maior do que a autoridade da Bíblia.

Artigo III.

Afirmamos que a Palavra escrita é, em sua totalidade, revelação dada por DEUS.

Negamos que a Bíblia seja um mero testemunho a respeito da revelação, ou que somente se torne revelação mediante encontro, ou que dependa das reações dos homens para ter validade.

Artigo IV.

Afirmamos que DEUS, que fez a humanidade à Sua imagem, utilizou a linguagem como um meio de revelação.

Negamos que a linguagem humana seja limitada pela condição de sermos criaturas, a tal ponto que se apresente imprópria como veículo de revelação divina. Negamos ainda mais que a corrupção, através do pecado, da cultura e linguagem humanas tenha impedido a obra divina de inspiração.

Artigo V.

Afirmamos que a revelação de DEUS dentro das Sagradas Escrituras foi progressiva.

Negamos que revelações posteriores, que podem completar revelações mais antigas, tenham alguma vez corrigido ou contrariado tais revelações. Negamos ainda mais que qualquer revelação normativa tenha sido dada desde o término dos escritos do Novo Testamento.

Artigo VI.

Afirmamos que a totalidade das Escrituras e todas as suas partes, chegando às próprias palavras do original, foram por inspiração divina.

Negamos que se possa corretamente falar de inspiração das Escrituras, alcançando-se o todo mas não as partes, ou algumas partes mas não o todo.

Artigo VII.

Afirmamos que a inspiração foi a obra em que DEUS, por Seu ESPÍRITO, através de escritores humanos, nos deus Sua palavra. A origem das Escrituras é divina. O modo como se deu a inspiração permanece em grande parte um mistério para nós.

Negamos que se possa reduzir a inspiração à capacidade intuitiva do homem, ou a qualquer tipo de níveis superiores de consciência.

Artigo VIII.

Afirmamos que DEUS, em Sua obra de inspiração, empregou as diferentes personalidades e estilos literários dos escritores que Ele escolheu e preparou.

Negamos que DEUS, ao fazer esses escritores usarem as próprias palavras que Ele escolheu, tenha passado por cima de suas personalidades.

Artigo IX.

Afirmamos que a inspiração, embora não outorgando onisciência, garantiu uma expressão verdadeira e fidedigna em todas as questões sobre as quais os autores bíblicos foram levados a falar e a escrever.

Negamos que a finitude ou a condição caída desses escritores tenha, direta ou indiretamente, introduzido distorção ou falsidade na Palavra de DEUS.

Artigo X.

Afirmamos que, estritamente falando, a inspiração diz respeito somente ao texto autográfico das Escrituras, o qual, pela providência de DEUS, pode-se determinar com grande exatidão a partir de manuscritos disponíveis. Afirmamos ainda mais que as cópias e traduções das Escrituras são a Palavra de DEUS na medida em que fielmente representam o original.

Negamos que qualquer aspecto essencial da fé cristã seja afetado pela falta dos autógrafos. Negamos ainda mais que essa falta torne inválida ou irrelevante a afirmação da inerrância da Bíblia.

Artigo XI.

Afirmamos que as Escrituras, tendo sido dadas por inspiração divina, são infalíveis, de modo que, longe de nos desorientar, são verdadeiras e confiáveis em todas as questões de que tratam.

Negamos que seja possível a Bíblia ser, ao mesmo tempo infalível e errônea em suas afirmações. Infalibilidade e inerrância podem ser distinguidas, mas não separadas.

Artigo XII.

Afirmamos que, em sua totalidade, as Escrituras são inerrantes, estando isentas de toda falsidade, fraude ou engano.

Negamos que a infalibilidade e a inerrância da Bíblia estejam limitadas a assuntos espirituais, religiosos ou redentores, não alcançando informações de natureza histórica e científica. Negamos ainda mais que hipóteses científicas acerca da história da terra possam ser corretamente empregadas para desmentir o ensino das Escrituras a respeito da criação e do dilúvio.

Artigo XIII.

Afirmamos a propriedade do uso de inerrância como um termo teológico referente à total veracidade das Escrituras.

Negamos que seja correto avaliar as Escrituras de acordo com padrões de verdade e erro estranhos ao uso ou propósito da Bíblia. Negamos ainda mais que a inerrância seja contestada por fenômenos bíblicos, tais como uma falta de precisão técnica contemporânea, irregularidades de gramática ou ortografia, descrições da natureza feitas com base em observação, referência a falsidades, uso de hipérbole e números arredondados, disposição tópica do material, diferentes seleções de material em relatos paralelos ou uso de citações livres.

Artigo XIV.

Afirmamos a unidade e a coerência interna das Escrituras.

Negamos que alegados erros e discrepâncias que ainda não tenham sido solucionados invalidem as declarações da Bíblia quanto à verdade.

Artigo XV.

Afirmamos que a doutrina da inerrância está alicerçada no ensino da Bíblia acerca da inspiração.

Negamos que o ensino de JESUS acerca das Escrituras possa ser desconhecido sob o argumento de adaptação ou de qualquer limitação natural decorrente de Sua humanidade.

Artigo XVI.

Afirmamos que a doutrina da inerrância tem sido parte integrante da fé da Igreja ao longo de sua história.

Negamos que a inerrância seja uma doutrina inventada pelo protestantismo escolástico ou que seja uma posição defendida como reação contra a alta crítica negativa.

Artigo XVII.

Afirmamos que o ESPÍRITO SANTO dá testemunho acerca das Escrituras, assegurando aos crentes a veracidade da Palavra de DEUS escrita.

Negamos que esse testemunho do ESPÍRITO SANTO opere isoladamente das Escrituras ou em oposição a elas.

Artigo XVIII.

Afirmamos que o texto das Escrituras deve ser interpretado mediante exegese histórico-gramatical, levando em conta suas formas e recursos literários, e que as Escrituras devem interpretar as Escrituras.

Negamos a legitimidade de qualquer abordagem do texto ou de busca de fontes por trás do texto que conduzam a um revigoramento, desistorização ou minimização de seu ensino, ou a uma rejeição de suas afirmações quanto à autoria.

Artigo XIX.

Afirmamos que uma confissão da autoridade, infalibilidade e inerrância plenas das Escrituras é vital para uma correta compreensão da totalidade da fé cristã. Afirmamos ainda mais que tal confissão deve conduzir a uma conformidade cada vez maior à imagem de CRISTO.

Negamos que tal confissão seja necessária para a salvação. Contudo, negamos ainda mais que se possa rejeitar a inerrância sem graves conseqüências, quer para o indivíduo quer para a Igreja.

 

Explanação

Nossa compreensão da doutrina da inerrância deve dar-se no contexto mais amplo dos ensinos das Escrituras sobre si mesma. Esta explanação apresenta uma descrição do esboço da doutrina, na qual se baseiam nossa breve declaração e os artigos.

Criação, Revelação e Inspiração

O DEUS Triúno, que formou todas as coisas por Sues proferimentos criadores e que a tudo governa pela Palavra de Sua vontade, criou a humanidade à Sua própria imagem para uma vida de comunhão consigo mesmo, tendo por modelo a eterna comunhão da comunicação dentro da Divindade. Como portador da imagem de DEUS, o homem deve ouvir a Palavra de DEUS dirigida a ele e reagir com a alegria de uma obediência em adoração. Além da auto-revelação de DEUS na ordem criada e na seqüência de acontecimentos dentro dessa ordem, desde Adão os seres humanos têm recebido mensagens verbais dEle, quer diretamente, conforme declarado nas Escrituras, quer indiretamente na forma de parte ou totalidade das próprias Escrituras.

Quando Adão caiu, o Criador não abandonou a humanidade ao juízo final, mas prometeu salvação e começou a revelar-Se como Redentor numa seqüência de acontecimentos históricos centralizados na família de Abraão e que culminam com a vida, morte, ressurreição, atual ministério celestial e a prometida volta de JESUS CRISTO. Dentro desse arcabouço, de tempos em tempos DEUS tem proferido palavras específicas de juízo e misericórdia, promessa e mandamento, a seres humanos pecaminosos, de modo a conduzi-los a um relacionamento, uma aliança, de compromisso mútuo entre as duas partes, mediante o qual Ele os abençoa com dons da graça, e eles O bendizem numa reação de adoração. Moisés, que DEUS usou como mediador para transmitir Suas palavras a Seu povo à época do êxodo, está no início de uma longa linhagem de profetas em cujas bocas e escritos DEUS colocou Suas palavras para serem entregues a Israel. O propósito de DEUS nesta sucessão de mensagens era manter Sua aliança ao fazer com que Seu povo conhecesse Seu Nome, isto é, Sua natureza, e tantos preceitos quanto os propósitos de Sua vontade, quer para o presente, que para o futuro. Essa linhagem de porta-vozes proféticos da parte de DEUS culminou em JESUS CRISTO, a Palavra encarnada de DEUS, sendo Ele um profeta (mais do que um profeta, mas não menos do que isso), e nos apóstolos e profetas da primeira geração de cristãos. Quando a mensagem final e culminante de DEUS, Sua palavra ao mundo a respeito de JESUS CRISTO, foi proferida e esclarecida por aqueles que pertenciam ao círculo apostólico, cessou a seqüência de mensagens reveladas. Daí por diante, a Igreja devia viver e conhecer a DEUS através daquilo que Ele já havia dito, e dito para todas as épocas.

No Sinai, DEUS escreveu os termos de Sua aliança em tábuas de pedra, como Seu testemunho duradouro e para ser permanentemente acessível, e ao longo do período de revelação profética e apostólica levantou homens para escreverem as mensagens dadas a eles e através deles, junto com os registros que celebravam Seu envolvimento com Seu povo, além de reflexões éticas sobre a vida em aliança e de formas de louvor e oração em que se pede a misericórdia da aliança. A realidade teológica da inspiração na elaboração de documentos bíblicos corresponde à das profecias faladas: embora as personalidades dos escritores humanos se manifestassem naquilo que escreveram, as palavras foram divinamente dadas. Assim, aquilo que as Escrituras dizem, DEUS diz; a autoridade das Escrituras é a autoridade de DEUS, pois Ele é seu derradeiro Autor, tendo entregue as Escrituras através das mentes e palavras dos homens escolhidos e preparados, os quais, livre e fielmente, "falaram inspirados pelo ESPÍRITO SANTO" (2 Pe 1.21). Deve-se reconhecer as Escrituras Sagradas como a Palavra de DEUS em virtude de sua origem divina.

Autoridade: CRISTO e a Bíblia

JESUS CRISTO, o Filho de DEUS, que é a Palavra (Verbo) feita carne, nosso Profeta, Sacerdote e Rei, é o Mediador último da comunicação de DEUS ao homem, como também o é de todos os dons da graça de DEUS. A revelação dada por Ele foi mais do que verbal; Ele também revelou o Pai mediante Sua presença e Seus atos. Suas palavras, no entanto, foram de importância crucial, pois Ele era DEUS, Ele falou da parte do Pai, e Suas palavras julgarão ao todos os homens no último dia.

Na qualidade de Messias prometido, JESUS CRISTO é o tema central das Escrituras. O Antigo Testamento olhava para Ele no futuro; o Novo Testamento olha para trás, ao vê-lo em Sua primeira vinda, e para frente em Sua segunda vinda. As Escrituras canônicas são o testemunho divinamente inspirado e, portanto, normativo, a respeito de CRISTO. Deste modo, não é aceitável alguma hermenêutica em que CRISTO não seja o ponto central. Deve-se tratar as Escrituras Sagradas como aquilo que são em essência: o testemunho do Pai a respeito do Filho encarnado.

Parece que o cânon do Antigo Testamento já estava estabelecido à época de JESUS. Semelhantemente, o cânon do Novo Testamento está encerrado na medida em que nenhuma nova testemunha apostólica do CRISTO histórico pode nascer agora. Nenhuma nova revelação (distinta da compreensão que o ESPÍRITO dá acerca da revelação existente) será dada até que CRISTO volte. O cânon foi criado no princípio por inspiração divina. A parte da Igreja foi discernir o cânon que DEUS havia criado, não elaborar o seu próprio cânon. Os critérios relevantes foram e são: autoria (ou Sua confirmação), conteúdo e o testemunho confirmador do ESPÍRITO SANTO.

A palavra cânon, que significa regra ou padrão, é um indicador de autoridade, o que significa o direito de governar e controlar. No cristianismo a autoridade pertence a DEUS em Sua revelação, o que significa, de um lado, JESUS CRISTO, a Palavra viva, e, de outro, as Sagradas Escrituras, a Palavra escrita. Mas a autoridade de CRISTO e das Escrituras são uma só. Como nosso Profeta, CRISTO deu testemunho de que as Escrituras não podem falhar. Como nosso Sacerdote e Rei, Ele dedicou Sua vida terrena a cumprir a lei e os profetas, até ao ponto de morrer em obediência às palavras da profecia messiânica. Desta forma, assim como Ele via as Escrituras testemunhando dEle e de Sua autoridade, de igual modo, por Sua própria submissão às Escrituras, Ele testemunhou da autoridade delas. Assim como Ele se curvou diante da instrução de Seu Pai dada em Sua Bíblia (nosso Antigo Testamento), de igual maneira Ele requer que Seus discípulos assim o façam, todavia não isoladamente, mas em conjunto com o testemunho apostólico acerca dEle, testemunho que ele passou a inspirar mediante a Sua dádiva do ESPÍRITO SANTO. Desta maneira, os cristãos revelam-se servos fiéis de seu Senhor, por se curvarem diante da instrução divina dada nos escritos proféticos e apostólicos que, juntos, constituem nossa Bíblia.

Ao confirmarem a autoridade um do outro, CRISTO e as Escrituras fundem-se numa única fonte de autoridade. O CRISTO biblicamente interpretado e a Bíblia centralizada em CRISTO e que O proclama são, desse ponto de vista, uma só coisa. Assim como a partir do fato da inspiração inferimos que aquilo que as Escrituras dizem, DEUS diz, assim também a partir do relacionamento revelado entre JESUS CRISTO e as Escrituras podemos igualmente declarar que aquilo que as Escrituras dizem, CRISTO diz.

Infalibilidade, Inerrância, Interpretação

As Escrituras Sagradas, na qualidade de Palavra inspirada de DEUS que dá testemunho oficial acerca de JESUS CRISTO, podem ser adequadamente chamadas de infalíveis e inerrantes. Estes termos negativos possuem especial valor, pois salvaguardam explicitamente verdades positivas.

Infalível significa a qualidade de não desorientar nem ser desorientado e, dessa forma, salvaguarda em termos categóricos a verdade de que as Santas Escrituras são uma regra e um guia certos, seguros e confiáveis em todas as questões.

Semelhantemente, inerrante significa a qualidade de estar livre de toda falsidade ou engano e, dessa forma, salvaguarda a verdade de que as Santas Escrituras são totalmente verídicas e fidedignas em todas as suas afirmações.

Afirmamos que as Escrituras canônicas sempre devem ser interpretadas com base no fato de que são infalíveis e inerrantes. No entanto, ao determinar o que o escritor ensinado por DEUS está afirmando em cada passagem, temos de dedicar a mais cuidadosa atenção às afirmações e ao caráter do texto como sendo uma produção humana. Na inspiração DEUS utilizou a cultura e os costumes do ambiente de seus escritores, um ambiente que DEUS controla em Sua soberana providência; é interpretação errônea imaginar algo diferente.

Assim, deve-se tratar história como história, poesia como poesia, e hipérbole e metáfora como hipérbole e metáfora, generalização e aproximações como aquilo que são, e assim por diante. Também se deve observar diferenças de práticas literárias entre os períodos bíblicos e o nosso: visto que, por exemplo, naqueles dias, narrativas são cronológicas e citações imprecisas eram habituais e aceitáveis e não violavam quaisquer expectativas, não devemos considerar tais coisas como falhas, quando as encontramos nos autores bíblicos. Quando não se esperava nem se buscava algum tipo específico de precisão absoluta, não constitui erro o fato de ela existir. As Escrituras são inerrantes não no sentido de serem totalmente precisas de acordo com os padrões atuais, mas no sentido de que validam suas afirmações e atingem a medida de verdade que seus autores buscaram alcançar.

A veracidade das Escrituras não é negada pela aparição, no texto, de irregularidades gramaticais ou ortográficas, de descrições fenomenológicas da natureza, de relatos de afirmações falsas (por exemplo, as mentiras de Satanás), ou as aparentes discrepâncias entre uma passagem e outra. Não é certo jogar os chamados fenômenos das Escrituras contra o ensino da Escritura sobre si mesma. Não se devem ignorar aparentes incoerências. A solução delas, onde se possa convincentemente alcançá-las, estimulará nossa fé, e, onde no momento não houver uma solução convincente disponível, significativamente daremos honra a DEUS, por confiar em Sua garantia de que Sua Palavra é verdadeira, apesar das aparências em contrário, e por manter a confiança de que um dia se verá que elas eram enganos.

Na medida em que toda a Escritura é o produto de uma só mente divina, a interpretação tem de permanecer dentro dos limites da analogia das Escrituras e abster-se de hipóteses que visam corrigir uma passagem bíblica por meio de outra, seja em nome da revelação progressiva ou do entendimento imperfeito por parte do escritor inspirado.

Embora as Sagradas Escrituras em lugar algum estejam limitadas pela cultura, no sentido de que seus ensinos carecem de validade universal, algumas vezes estão culturalmente condicionadas pelos hábitos e pelas idéias aceitas de um período em particular, de modo que a aplicação de seus princípios, hoje em dia, requer um tipo diferente de ação (por exemplo, na questão do corte de cabelo e do penteado das mulheres, cf. 1 Co 11).

Ceticismo e Crítica

Desde a Renascença, e mais especificamente desde o Iluminismo, têm-se desenvolvido filosofias que envolvem o ceticismo diante das crenças cristãs básicas. É o caso do agnosticismo, que nega que DEUS seja cognoscível; do racionalismo, que nega que Ele seja incompreensível; do idealismo, que nega que Ele seja transcendente; e do existencialismo, que nega a racionalidade de Seus relacionamentos conosco. Quanto esses princípios não bíblicos e antibíblicos infiltram-se nas teologias do homem a nível das pressuposições, como freqüentemente acontecem hoje em dia, a fiel interpretação das Sagradas Escrituras torna-se impossível.

Transmissão e Tradução

Uma vez que em nenhum lugar DEUS prometeu uma transmissão inerrante da Escritura, é necessário afirmar que somente o texto autográfico dos documentos originais foi inspirado e manter a necessidade da crítica textual como meio de detectar quaisquer desvios que possam ter se infiltrado no texto durante o processo de sua transmissão. O veredicto dessa ciência é, entretanto, que os textos hebraicos e grego parecem estar surpreendentemente bem preservados, de modo que tempos amplo apoio para afirmar, junto com a Confissão de Westminster, uma providência especial de DEUS nessa questão e em declarar que de modo algum a autoridade das Escrituras corre perigo devido ao fato de que as cópias que possuímos não estão totalmente livres de erros.

Semelhantemente, tradução alguma é perfeita, nem pode sê-lo, e todas as traduções são um passo adicional de distanciamento dos autographa. Porém, o veredicto da lingüística é que pelo menos os cristãos de língua inglesa estão muitíssimo bem servidos na atualidade com uma infinidade de traduções excelentes e não têm motivo para hesitar em concluir que a Palavra verdadeira de DEUS está ao seu alcance. Aliás, em vista da freqüente repetição, nas Escrituras, dos principais assuntos de que elas tratam e também em vista do constante testemunho do ESPÍRITO SANTO a respeito da Palavra e através dela, nenhuma tradução séria das Santas Escrituras chegará a de tal forma destruir seu sentido, a ponto de tornar inviável que elas façam o seu leitor "sábio para a salvação, pela fé que há em CRISTO JESUS" (2 Tm 3.15).

Inerrância e Autoridade

Ao confiarmos que a autoridade das Escrituras envolve a verdade total da Bíblia, estamos conscientemente nos posicionando ao lado de CRISTO e de Seus apóstolos, aliás, ao lado da Bíblia inteira e da principal vertente da história da igreja, desde os primeiros dias até bem recentemente. Estamos preocupados com a maneira casual, inadvertida e aparentemente impensada como uma crença de importância e alcance tão vastos foi por tantas pessoas abandonada em nossos dias.

Também estamos cônscios de que uma grande e grave confusão é resultado de parar de afirmar a total veracidade da Bíblia, cuja autoridade as pessoas professam conhecer. O resultado de dar esse passo é que a Bíblia que DEUS entregou perde sua autoridade e, no lugar disso, o que tem autoridade é uma Bíblia com o conteúdo reduzido de acordo com as exigências do raciocínio crítico das pessoas, sendo que, a partir do momento em que a pessoa deu início a essa redução, esse conteúdo pode em princípio ser reduzido mais e mais. Isto significa que, no fundo, a razão independente possui atualmente a autoridade, em oposição ao ensino das Escrituras. Se isso não é visto e se, por enquanto, ainda são sustentadas as doutrinas evangélicas fundamentais, as pessoas que negam a total veracidade das Escrituras podem reivindicar uma identidade com os evangélicos, ao mesmo tempo em que, metodologicamente, se afastaram da posição evangélica acerca do conhecimento para um subjetivismo instável, e não acharão difícil ir ainda mais longe.

Afirmamos que aquilo que as Escrituras dizem, DEUS diz. Que Ele seja glorificado. Amém e amém.

Anteriormente publicada no site www.textosdareforma.net, que infelizmente deixou de existir.

Este texto foi uma produção de 1978 do ICBI - International Council on Biblical Inerrancy, em um esforço de defender a inerrância das Escrituras Sagradas, frente aos desafios lançados pelos liberais e neo-ortodoxos.

A seguinte nota se encontra no rodapé do documento no site de origem:

Retirado do apêndice do livro O ALICERCE DA AUTORIDADE BÍBLICA James Montgomery Boice

Páginas 183 a 196 Editado por: Sociedade Religiosa Edições Vida Nova - Edição: 1989; Reimpressão: 1997

Todos os direitos reservados pela editora – Reproduzido com autorização  Fone: 0xx11 5666-1911 – E-mail: evnsp@uol.com.br

 

CONCLUSÃO

As Escrituras têm produzido resultados práticos indiscutíveis; têm influenciado beneficamente civilizações, transformado vidas e trazido luz,

inspiração e conforto a milhões de pessoas. Nelas podemos confiar a orientação integral de nossa vida, e delas podemos extrair os fundamentos

do bem-estar e liberdade humana. O Senhor as estabeleceu como regra, bússola, alimento e fonte de bênçãos para a vida do crente.

 

Em uma revista alemã encontramos o texto abaixo, que transcrevemos por ser muito precioso:

A Bíblia mostra a vontade de DEUS, a situação do ser humano, o caminho da salvação, o destino dos pecadores e a bem-aventurança dos crentes.

  • Seus ensinos são sagrados, seus preceitos exigem comprometimento, seus relatos são verdadeiros e suas decisões, imutáveis.
  • Leia-a para tornar-se sábio e viva de acordo com ela para ser santo.
  • A Bíblia lhe ilumina o caminho, fornece alimento para seu sustento, dá refrigério e alegria ao seu coração.
  • Ela é o mapa dos viajantes, o cajado dos peregrinos, a bússola dos pilotos, a espada dos soldados e o manual de vida dos cristãos.
  • Nela o paraíso foi restabelecido, o céu se abriu e as portas do inferno foram subjugadas.
  • CRISTO é seu grandioso tema, nosso bem é seu propósito, e a glorificação de DEUS é seu objetivo.
  • Ela deve encher nossos pensamentos, guiar nosso coração e dirigir nossos passos.
  • Leia-a devagar, com freqüência, em oração. Ela é fonte de riqueza, um paraíso de glórias e uma torrente de alegrias.
  • Ela lhe foi dada nesta vida, será aberta no juízo e lembrada para sempre.
  • Ela nos impõe a maior responsabilidade, compensará os maiores esforços e condenará todos os que brincarem com seu conteúdo sagrado.

 

INTERAÇÃO

Prezado professor, esta lição trata de um dos mais importantes pilares da doutrina cristã: a inerrância das Sagradas Escrituras. Através desta doutrina, aprendemos que a Bíblia é a Palavra de DEUS e, portanto, fala com autoridade divina ao homem moderno. Foi este o pensamento dos reformadores quando substituíram a tradição pelo lema: Sola Scriptura (Somente a Escritura). DEUS o abençoe!

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, a inerrância da Sagrada Escritura deriva-se da natureza própria da Bíblia. Em inúmeras ocasiões a Bíblia descreve a si mesma como a inerrante

Palavra de DEUS. Solicite que um dos alunos leia Is 34.16 e, a seguir, faça um breve comentário da inerrância e infalibi­lidade das Escrituras. Depois, apresente aos alunos alguns nomes canônicos da Bíblia:

  1. a) Livro do Senhor (ls 34.16);
  2. b) Escritura da Verdade (Dn 10.21);
  3. c) Escritura de DEUS (Êx 32.16);
  4. d) Lei do Senhor (SI 1.1,2);
  5. e) Lei de DEUS (Js 24.26);
  6. f) Palavra do Senhor (Jr 22.29);
  7. g) Oráculo de DEUS (1 Pe 4: 11);
  8. h) Palavra de DEUS (Mt 1 S :6; At 6:7);
  9. i) Palavra de CRISTO (CI 3.16).

A Bíblia procede do próprio DEUS portanto, é inerrante e infalível.

 

O CUMPRIMENTO DA BÍBLlA DEMONSTRA SUA INERRÂNCIA

Entre os demais povos da terra nos tempos anteriores a Cristo, distinguia-se o povo judaico por seu monoteísmo ou pelo culto estrito de um só Deus. Os estudiosos têm procurado explicar o surto e a persistência do monoteísmo no povo de Israel desde Abraão (século XIX a.C.); não encontram elucidação sociológica ou psicológica para tal fenômeno, pois Israel era um povo militar e culturalmente inferior aos seus vizinhos politeístas; tendia a adotar os deuses e os costumes dos pagãos...; não obstante, à revelia de todas as influências politeístas, Israel professou constantemente o monoteísmo , suplantando assim, no plano da religião, os grandes reinos e impérios que o cercavam. Este fato só se entende se Deus quis intervir na história, suscitando e conservando Ele mesmo o monoteísmo em Israel (como,aliás, professa a Bíblia). Desta maneira a história de Israel é um portento, que a Providência Divina quis realizar a fim de preparar a vinda do Messias ou do Senhor Jesus. Este é o Prometido a Israel desde os tempos de Abraão. Nos séculos anteriores próximos a Cristo, o povo israelita se achava em fase de declínio. Após o apogeu de sua história sob Salomão († 932 a.C.), as tribos de Israel conheceram duas deportações (721 e 587 a.C.); após esta última, viveram sempre sob domínio estrangeiro.

 

A destruição de Jerusalém

A cidade de Jerusalém foi destruída pelos romanos em 70 d.C. O cerco e a queda de Jerusalém são descritos com pormenores gráficos pelo  historiador judeu do primeiro século, Flávio Josefo, no livro Guerras dos Judeus, que foi publicado cerca do ano 75 d.C. De acordo com os Evangelhos, Jesus profetizou este evento aproximadamente no ano 30 d.C. Vejamos o relato de Mateus da profecia de Jesus, e comparemo-lo com a história de Josefo.

Jesus: “Quando, pois,virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (quem lê entenda), então os que estiverem na Judéia, fujam para os montes; quem estiver sobre o eirado não desça para tirar de casa alguma coisa; e quem estiver no campo não volte atrás para buscar a sua capa” (Mateus 24:15-18).

Josefo: “É então um caso miserável, uma visão que até poria lágrimas em nossos olhos, como os homens agüentaram quanto ao seu alimento ... a fome foi demasiado dura para todas as outras paixões... a tal ponto que os filhos arrancavam os próprios bocados que seus pais estavam comendo de suas próprias bocas, e o que mais dava pena, assim também faziam as mães quanto a seus filhinhos... quando viam alguma casa fechada, isto era para eles sinal de que as pessoas que estavam dentro tinham conseguido alguma comida, e então eles arrombavam as portas e corriam para dentro... os velhos, que seguravam bem sua comida eram espancados, e se as mulheres escondiam o que tinham dentro de suas mãos, seu cabelo era arrancado por fazerem isso...” (Guerras dos Judeus, livro 5, capítulo 10, seção 3).

Jesus: “Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias!” (Mateus 24:19).

Josefo: “Ela então tentou a coisa mais natural, e agarrando seu filho, que era uma criança de peito, disse, ‘Oh, pobre criança! Para quem eu te preservarei nesta guerra, nesta fome e nesta rebelião? ...’ Logo que acabou de dizer isto, ela matou seu filho e, então, assou-o, e comeu metade dele, e guardou a outra metade escondida para si.” (Guerras, livro 6, capítulo 3, seção 4).

Jesus: “Orai para que a vossa fuga não se dê no inverno, nem no sábado, porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido, e nem haverá jamais” (Mateus 24:20-21).

Josefo: “Eu falarei portanto aberta e francamente aqui de uma vez por todas e brevemente: que nenhuma outra cidade sofreu tais misérias nem nenhuma era produziu uma geração mais frutífera em perversidade do que era esta, desde o começo do mundo.” (Guerras, livro 5, capítulo 10, seção 5).

Jesus: “Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo; mas por causa dos escolhidos tais dias serão abreviados” (Mateus 24:22).

Josefo: “Ora, o número daqueles que foram levados cativos durante toda esta guerra foi verificado ser noventa e sete mil, como foi o número daqueles que pereceram durante todo o cerco onze centenas de milhares, a maior parte dos quais era na verdade da mesma nação, porém não pertencentes à própria cidade, pois tinham vindo de todo o país para a festa dos pães asmos e foram subitamente fechados por um exército...” (Guerras, livro 6, capítulo 9, seção 3).

Jesus: “Tendo Jesus saído do templo, ia-se retirando, quando se aproximaram dele os seus discípulos para lhe mostrar as construções do templo. Ele, porém, lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada” (Mateus 24:1-2).

Josefo: “Ora, uma vez que César não foi de modo algum capaz de conter a entusiástica fúria dos soldados, e o fogo avançava mais e mais... assim foi a sagrada casa queimada, sem a aprovação de César.” (Guerras, livro 6, capítulo 4, Seção 7). “Ora, tão logo o exército não teve mais pessoas para matar ou saquear ... César deu ordens para que não demolissem mais a cidade inteira e o templo...” (livro 7, capítulo 1, seção 1).

No artigo sobre evidências do número anterior desta revista, examinamos algumas evidências dos manuscritos do Novo Testamento, e vimos que apontam para a conclusão de que seu conteúdo fosse escrito quando e por quem ele declara ter sido escrito. De fato, no caso do Evangelho de Mateus, há um fragmento recentemente descoberto que data de algum tempo antes de 68 d.C. Como foi observado acima, Jerusalém foi destruída em 70 d.C.

Restauração de Israel:

Pois vos tirarei dentre as nações, e vos congregarei de todos os países, e vos trarei para a vossa terra. (Ezequiel 36:24)

Israel foi uma nação formada por Deus, com origem no patriarca Abrão e com o objetivo de ser um reino sacerdotal na Terra.

Deveria anunciar aos demais povos a fé no verdadeiro e único Deus. Falhou por acabar seguindo os mesmos erros das nações e rejeitando o governo teocrático do Senhor. Não ouviu a Palavra dos profetas e, por sua desobediência, acabou caindo nas mãos dos homens.

As principais punições sofridas foram: a escravidão no Egito por quatrocentos anos, o cativeiro na Babilônia por setenta anos e a dispersão mundial a partir do ano 70 A.D. Deus, no entanto, não rejeitou este povo para sempre, pois assumiu promessas infalíveis e as cumpri-las-á.

O agir de Deus

Enquanto a guerra se desenvolvia, Deus agia nos bastidores da história para consolidar seus projetos e aniquilar definitivamente os propósitos daqueles que pretendiam levantar-se contra Israel.

 

"Em maio de 1947, a Assembléia Geral da ONU, adotou uma resolução estabelecendo o Comitê Especial das Nações Unidas para a Palestina, integrado por 11 países. O problema da Palestina havia se agravado e a Grã-Bretanha, como potência mandatária, já não tinha condições de manter a paz e a ordem e controlar as agitações e violências que lá irrompiam". Este foi um dos primeiros passos dados pela ONU para que a profecia de Ezequiel se cumprisse!

 

Após os primeiros passos serem dados, já no ano de 1948 o Senhor providencia para que, no dia 14 de maio fosse proclamado o Estado de Israel!

Este foi e continua sendo um milagre que o mundo presenciou e que lhe proporcionou a oportunidade de reconhecer que Deus existe e que continua no governo (controle) da história da humanidade! Não há paralelo na história de tal fato! Somente através da ação minuciosa e precisa de Deus tal coisa seria possível! E aconteceu!

 

O Eterno cuidou para que nenhum detalhe fosse esquecido na restauração do Estado de Israel!

 

O que a Bíblia diz, a verdadeira ciência, como uma serva obediente, confirma: (Texto Chave: Salmos 19)

 

  1. a) Isaías 40:22: "Ele é o que está assentado sobre o círculo da terra". Isaías fez esta afirmação em 700 a.C. A ciência SÓ descobriu este fato em 1519 quando Magalhães navegou ao redor do mundo, 2200 anos depois. Como Isaías sabia disto 2200 anos antes da ciência???!!

 

  1. b) Jó 26:7: "... e suspende a terra sobre o nada". O livro de Jó é o mais antigo da Bíblia, tendo sido escrito por volta de 2000 a.C. Mesmo quando Isac Newton explicou como a gravidade do sol era equilibrada pela a força centrífuga da rotação da terra em 1687, ele nada acrescentou a esta afirmação científica proferida por Jó!!! Como Jó sabia disto 3600 anos antes da ciência???!!!

 

  1. c) Gênesis 2:7: "E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente". Será que devemos levar o livro de Gênesis a sério? Desde o final do séc. XVIII, cientistas vêm desenvolvendo técnicas para analisar os minerais. Comparação entre as análises químicas da composição do corpo humano e do pó da terra mostram os seguintes elementos em comum: cálcio, ferro, magnésio, oxigênio, carbono, nitrogênio, fósforo, sódio, potássio, cloro, hidrogênio, enxofre... E mais: em 11/1982, Seleções Reader’s Digest incluiu um artigo entitulado "Como a vida na Terra começou", onde diz que cientistas da NASA declararam que os ingredientes necessários para formar o ser humano estão no BARRO. O artigo disse ainda: "O cenário descrito pela Bíblia quanto à criação da vida vem a ser NÃO MUITO DISTANTE DO ALVO" (PÁG. 116). Não, a Bíblia não "passou não muito distante do alvo" – ela atingiu exatamente o alvo!!! Como Moisés sabia disto 3000 anos antes da ciência???!!!

 

  1. d) Eclesiastes 1:6: "O vento vai para o sul, e faz o seu giro para o norte; continuamente vai girando o vento e volta fazendo os seus circuitos". O vento apresenta alguns fenômenos, dentre os quais: circular entre o equador e os dois pólos, descoberto por Hardley no séc. XVII; girar, evidenciando a força Coriolis, descoberta no séc. XIX e apresentar circuitos específicos, descoberto apenas recentemente. Como Salomão sabia disto 1000 a.C.? Quem contou isso para ele???!!!

 

  1. e) Eclesiastes 1:7: "Todos os rios vão para o mar e contudo o mar não se enche; ao lugar para onde os rios vão, para ali tornam eles a correr". Acrescentar Jó 36:27-29; Salmo 135:7 e Amós 9:6. Como todos estes escritores bíblicos, que escreveram entre 2000 a.C. e 800 a.C. sabiam sobre o ciclo hidrológico (evaporação, condensação e precipitação pluviométrica) e a decorrente formação e manutenção de rios, lagos, mares e oceanos por causa deste ciclo, se isto só foi reconhecido pela ciência quando foi descoberto por Galileu em 1630 d. C.???!!! Quem contou isto a eles???!!!

 

  1. f) Provérbios 6:6-9: "Vai ter com a formiga, ó preguiçoso; olha para os seus caminhos, e sê sábio. Pois ela, não tendo chefe, nem guarda, nem dominador, prepara no verão o seu pão; na sega ajunta o seu mantimento. Ó preguiçoso, até quando ficarás deitado? Quando te levantarás do teu sono?". Na Life’s Nature Library, em "Os insetos" (pág. 163) diz: "Um dos enigmas entomológicos do último século diz respeito a esta observação por Salomão. Não havia nenhuma evidência de que formigas, realmente, faziam colheitas de grãos. Em 1871, entretanto, um naturalista britânico mostrou que Salomão, afinal de contas, tinha estado certo" Como Salomão detalhou este fato científico em 1000 a.C.? Quem contou isto a ele???!!!

 

  1. g) Levítico 15:13: "Quando, pois, o que tem fluxo, estiver limpo do seu fluxo, contar-se-ão sete dias para a sua purificação, e lavará as suas roupas, e banhará a sua carne em águas CORRENTES; e será limpo". Até fins do século XVIII todos os médico de um hospital lavavam suas mãos em uma mesma bacia, dia após dia (disseminando os germes com velocidade, facilidade e mortandade igual a de fogo em capim seco). Até cirurgiões eram sujos, e 17% das grávidas que entravam no melhor hospital do mundo (em Viena, Áustria) morriam de infecção. Isto até que com Pasteur e Koch e os avanços em microscopia e bacteriologia é que os médicos começaram a lavar as mão em águas CORRENTES, provando-se que a purificação salva mais que todos os remédios juntos. Como Moisés sabia disto em 1490 a. C.? Quem contou isso a ele???!!!

 

  1. h) Salmo 8:8: "... as aves dos céus, e os peixes do mar, e tudo que passa pelas veredas dos mares". Matthew Fontaine Maury, ministro da marinha americana, em 1860 aproximadamente, lançou-se ao empreendimento de encontrar estes curiosos "caminhos nos mares" e descobre que os oceanos têm caminhos que fluem através deles. Ele descobriu as correntes marítimas. Davi escreveu o Salmo 8 por volta de 1000 a. C. Quem falou isto a Davi 2800 antes da ciência???!!!

 

  1. i) Levítico 17:11: "Porque a vida da carne está no sangue...". Durante séculos os cientistas discutiram sobre a "vida da carne" e sugeriram que vários órgãos no corpo humano tinham esta responsabilidade. O sangue nunca esteve na lista. Só em 1628, Harvey provou que o sangue circula do coração e volta para ele, alcançando todas as partes do corpo através de artérias e veias. A partir daí, descobriu-se que é o sangue que dá continuidade a todos os processos da vida, no corpo; que é o sangue que causa o crescimento, constrói novas células e faz o transporte de substâncias vitais (como oxigênio, glicose, aminoácidos...) e remove os metabólitos tóxicos (dióxido de carbono, lactato, uréia...), que se não forem removidos das células, elas morrem; que é o sangue que faz crescer osso e carne, armazena gordura, faz cabelo e até unha... Por milhares de anos, os médicos tratavam as pessoas com uma prática chamada de "sangria", pensando curar doenças com a extração de sangue. Em 1799, George Washington foi sangrado até a morte. Os médicos sem saberem estavam na verdade, retirando a vida dele. Só no início dos anos 1900 é que o Dr. Lister descobriu que o sangue provê o sistema imunológico aos corpos, motivo pelo qual uma vacina é aplicada na corrente sangüínea. Como pode aquele livro maravilhoso, escrito milhares de anos atrás e por homens com conhecimento científico muito limitado, estar tão à frente do melhor que a humanidade pôde produzir nos últimos 4000 anos???!!

 

 

 

  1. Autoria divina.

 

 Do limiar ao fechamento do Cânon Sagrado, os escritores bíblicos reproduziram exatamente o que haviam recebido da parte de DEUS: "Nada acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do Senhor, vosso DEUS, que eu vos mando" (Dt 4.2). A Bíblia é a precisa Palavra do Senhor: ela é correta (SI 33.4), perfeita (SI 19.7), pura (SI 119.140), e eterna (ls 40.8; Lc21.33).

  1. Supervisão do ESPÍRITO SANTO (2 Tm 3.16, 2Pe 1.19·21).

Este é o fundamento e a garantia de sua inerrância e infalibilidade. Há milhões de livros espalhados pelo mundo (Ec 12.12); e todos foram escritos por autores falhos, propensos a cometerem todo tipo de erro. Porém, o Autor da Bíblia, jamais falta: "DEUS não é homem, para que minta [ ... ] porventura, diria, ele e não o faria? Ou falaria e não o confirmaria?" O Eterno não mente, e não falha e não erra (Nm 23.19, Tg 1.17). Quando ele diz, faz, quando ele promete, cumpre.

  1. A Bíblia é a exata Palavra de DEUS.

Os livros da Bíblia foram escritos sob a orientação do ESPÍRITO SANTO (Mc 12.36; 1 Co 2.13). As Escrituras não são produto da perspicácia e criatividade da mente humana, mas é o resultado da ação sobrenatural de DEUS sobre ela: o ESPÍRITO inspirou (2 Pe L19-2l), ensinou (1 Co 2.13) e revelou Seus mistérios (GI 1.12; Ef 3.2,3).

 

 

 

 

"A Exatidão da Bíblia

Tanto a autenticidade quanto a historicidade dos documentos do Novo Testamento estão confirmadas de modo sólido. Norman Geisler indica que as evidências documen­tárias em favor da autenticidade do Novo Testamento são esmagadoras, e fornecem uma base, igualmente sólida, para a reconstrução do texto grego original. Bruce Metzger, especialista em crítica textual, informa que, no século 111 a.C., os estudio­sos em Alexandria indicavam que as cópias que possuíam da Ilíada de Homero apresentavam cerca de 95% de fidedignidade. Indica, também, que os textos setentrional e meridional da Mahabharata da índia diferem entre si numa extensão de 26.000 linhas. Isto se contrasta com mais de 99,55 de exatidão para as cópias manuscritas do Novo Testamento'. Esse meio-porcento de diferença consiste principalmente nos erros de ortografia dos copistas e, mesmo assim, passíveis de correção. Nenhuma doutrina da Bíblia depende de algum texto cuja forma original não possa ser determinada com exatidão."

(HIGGINS,j. A palavra inspirada de DEUS. In HORTON, S.M.Teologia Sistemática: uma perspectiva pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, p.94.)

 

APLICAÇÃO PESSOAL

"Alegrar-me-ei em teus mandamentos, que eu amo" (SI 119.47). Em um outro belo e piedoso verso o salmista prorrompe: "Oh! Quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia" (v.97). As igrejas de todo o Brasil costumam organizar gincanas, sorteios e usar estraté­gias de marketing para atrair cada vez mais alunos para a Escola Bíblica Dominical. Não há qualquer problema nesses métodos. Porém, nenhuma dessas estratégias seria necessária se cada crente amasse ardentemente as Escrituras assim como o salmista. O que deve incitar o crente à Escola Dominical é o incomensurável amor pela Palavra de DEUS. Que todos os crentes exclamem como o poeta: "Oh! Quão doces são as tuas palavras ao meu paladar! Mais doces do que o mel à minha boca ... Pelo que amo os teus mandamentos mais do que o ouro, e ainda mais do que o ouro fino" (vv.l 03, 127).FONTE PAZDOSENHOR