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O QUE É O JESUS HISTÓRICO?
O QUE É O JESUS HISTÓRICO?

                                 O QUE É O JESUS HISTÓRICO?

 

O alemão Albert Schweitzer (1875-1965) foi um dos homens mais talentosos, cultos e influentes de seu tempo. Além de se dedicar à teologia, era apaixonado pela música. Interpretando Bach, fez-se mundialmente conhecido. Mas, aos 30 anos, inconformado com as glórias de sua arte, entrega-se incondicionalmente à medicina. Agora, formado, ao invés de permanecer em sua terra natal, transfere-se, como missionário, ao Gabão, a fim de zelar pelos desvalidos da África.

 

Em 1952, é laureado com o Prêmio Nobel da Paz, em virtude de suas ações filantrópicas. No auge de seu ativismo, declarou: “A nossa civilização está condenada, porque se desenvolveu com mais vigor material do que espiritual. O seu equilíbrio foi destruído”.

 

Entretanto, foi como teólogo que Albert Schweitzer entraria tristemente para a história do pensamento cristão bíblico e conservador.

 

Aos ler as obras de Hermann Samuel Reimarus (1694-1768), de David Friedrich Strauss (1808-1874) e de Joseph Ernest Renan (1823-1892), pôs-se ele a reconstruir o que esses autores alcunhavam de Jesus Histórico. Seu método não diferia muito da metodologia de Bultmann, nem do esquema de Reimarus, Strauss e Renan. Se estes procuravam demitologizar o Jesus real do Cristo bíblico, Schweitzer buscou encontrar, no Cristo ideal das narrativas evangélicas, o Jesus existencial. Todavia, o cultíssimo alemão não encontrou nem um nem outro, porquanto existe apenas um Cristo – o meigo Jesus de Nazaré, o maravilhoso Filho do Altíssimo.

 

Apesar de sua boa intenção, Schweitzer acabaria por oferecer um desserviço à cristologia do Novo Testamento. Enquanto eu escrevia essas linhas, alguém me disse que Schweitzer, ao terminar suas pesquisas, apresentou à comunidade cristã da Europa um Jesus feito à sua imagem e semelhança. A estas alturas, uma pergunta faz-se imperiosa. Por que precisamos de um Jesus existencial e histórico, se o Cristo da fé, apresentado pelos apóstolos, é suficiente para redimir a história do mundo e a biografia de cada ser humano?  

Se lermos com atenção os evangelhos, haveremos de constatar: tanto os antecessores de Schweitzer, como o próprio Schweitzer, nenhuma razão tiveram de procurar o Jesus Histórico em uma narrativa, que, em momento algum, ignorou a história secular profana. Uma narrativa, aliás, que jamais deixou de realçar a exatidão e a verdade dos fatos. Logo, entre Heródoto e Lucas, não tergiverso: fico com os quarenta autores da Bíblia Sagrada, a inspirada e inerrante Palavra de Deus.

 

Mateus e Lucas souberam como situar a vida e a obra de Jesus em seu devido contexto histórico, cultural, sociológico e econônico. O primeiro evangelista menciona Herodes, o Grande, que, de acordo com fontes confiáveis, reinou sobre a Judeia entre 35 a.C. ao primeiro ano depois do nascimento de Jesus Cristo. O segundo, que faz questão de ressaltar o critério e a seriedade com que procedeu a sua pesquisa, cita o próprio imperador César Augusto (Lc 2.1). E, de acordo com a cronologia universalmente aceita, o potentado romano viveu entre 63 a.C. a 14 d.C. Como se não bastasse, ambos os evangelistas ainda registram o nome do governador Pôncio Pilatos, o magistrado que presidiu o julgamento do Filho de Deus (Mt 27.2; Lc 3.1).

 

Se Mateus e Lucas foram exatos e precisos, Marcos e João não foram indolentes nem descuidados em suas narrativas. Antes, mostraram um relato bem coordenado, rigorosamente lógico e bastante plausível. De acordo com a tradição, Marcos escreveu o seu evangelho de acordo com a ótica de Pedro, um dos apóstolos mais íntimos do Senhor. Quanto a João, sendo ele o discípulo a quem Jesus amava, tinha informações seguras e privilegiadas a transmitir aos seus leitores concernentes ao Mestre Divino. Ambos, inspirados pelo Espírito Santo, legaram-nos um testemunho fidelíssimo sobre a vida e à obra do Filho de Deus.

Os evangelistas souberam como situar Jesus na História Universal, no mundo greco-romano e na sociedade judaica de seu tempo. Nenhum anacronismo observamos quer nos evangelhos sinóticos, quer no relato joanino. Cabe-nos, agora, uma escolha: escolheremos os críticos que, sequer, reconhecem a Bíblia como a Palavra de Deus, ou elegeremos os evangelistas que não somente conheceram Jesus, mas que, com Ele, conviveram durante três anos? Que nos baste o testemunho de João para irmos concluindo este artigo:

 

“O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos, e as nossas mãos apalparam, com respeito ao Verbo da vida” (1 João 1.1).

 

Que o Senhor Jesus Cristo realizou sinais e maravilhas, não resta dúvida alguma. Sendo Ele Verdadeiro Homem e Verdadeiro Deus, fora ungido, aos 30 anos de idade, para curar enfermos, ressuscitar mortos, multiplicar pães e derrogar as leis da natureza por Ele criada. Os milagres registrados pelos evangelistas não são mito; aconteceram como foram narrados. Diante de Jesus Cristo, não há alternativas. Se não crermos nele conforme no-lo descrevem Mateus, Marcos, Lucas e João, jamais chegaremos às mansões celestes.

 

Entre o relato do Novo Testamento e a opinião de Albert Schweitzer e seus “ilustres predecessores”, não há o que se duvidar: “seja Deus verdadeiro, e mentiroso, todo homem” (Rm 3.4).

 

O Jesus do Novo Testamento, anunciado pelos santos apóstolos, é o mesmo que revolucionou o mundo e alterou a História. Apeguemo-nos à Palavra de Deus e desembaracemo-nos dessas tolices acadêmicas inspiradas por Satanás e seus refinados servos.

 

Sim, querido leitor, apesar de seus méritos filantrópicos, Albert Schweitzer intentou irreverente e blasfemamente contra a pessoa santa e augusta de Nosso Senhor Jesus Cristo.

FONTE CPADNEWS / WWW.MAURICIOBERWALD.COMUNIDADES.NET