Translate this Page

Rating: 2.7/5 (437 votos)




ONLINE
4




Partilhe esta Pgina



 <!-- Go to www.addthis.com/dashboard to customize your tools -->
<script type="text/javascript" src="//s7.addthis.com/js/300/addthis_widget.js#pubid=ra-57f3fb36829d1888"></script>

 

 

  contadores de visitas 

 

Flag Counter


CULTO DOMESTICO ADORA플O (2)
CULTO DOMESTICO ADORA플O (2)

O CULTO DOMÉSTICO (2)

 O Culto Doméstico como um Dever

Dada a importância do culto doméstico como uma força poderosa em ganhar incontáveis milhões para a verdade do evangelho ao longo das eras, não deveríamos nos surpreender por Deus exigir que os cabeças dos lares façam tudo que puderem para conduzir as suas famílias no culto ao Deus vivo. Josué 24.14-15 diz: “Agora, pois, temei ao SENHOR e servi-O com integridade e com fidelidade; deitai fora os deuses aos quais serviram vossos pais dalém do Eufrates e no Egito e servi ao SENHOR. Porém, se vos parece mal servir ao SENHOR, escolhei, hoje, a quem sirvais: se aos deuses a quem serviram vossos pais que estavam dalém do Eufrates (i.e., lá em Ur dos caldeus) ou aos deuses dos amorreus em cuja terra habitais (i.e., aqui em Canaã). Eu e a minha casa serviremos ao SENHOR”.

Observe três coisas nesse texto: Primeiro, Josué não faz da adoração ou do culto a Deus vivo algo opcional. No v.14, logo depois de ordenar a Israel para que tema ao Senhor, ele enfatiza imediatamente, no v.15, que o Senhor quer ser adorado e servido voluntária e deliberadamente pelas nossas famílias.

Em segundo lugar, no v.15 Josué reforça o ato de culto a Deus nas famílias com o seu próprio exemplo. O v.1 deixa claro que ele está se dirigindo aos cabeças das famílias. O v.15 declara que Josué vai fazer aquilo que ele quer que as outras famílias de Israel façam: “servir ao SENHOR”. Josué tem uma liderança de tal ordem sobre a sua família que ele fala por toda a sua casa, assim diz ele: “Eu e a minha casa serviremos ao SENHOR”. Vários fatores reforçam esta ousada declaração:

  • Quando Josué declarou isso ele tinha mais de 100 de idade e tem, como ancião, um zelo notável; · Josué sabe que o seu controle direto sobre a sua família logo findará. Deus havia lhe dito que morreria em breve. Josué, no entanto, confia que a sua influência há de continuar em sua família e que eles não deixarão de adorar depois da sua morte; ·  Josué sabe que ainda persiste em Israel muita idolatria. Ele acabara de dizer ao povo que lançasse fora os seus falsos deuses (v.14). Ele sabe que a sua família, ao servir ao Senhor, estará remando contra a corrente — apesar disso ele declara enfaticamente que a sua família vai continuar a fazer assim de qualquer maneira; ·  Os registros históricos mostram que a influência de Josué foi tão ampla que a maior parte da nação seguiu o seu exemplo ao menos por uma geração. Josué 24.31 diz: “Serviu, pois, Israel ao SENHOR todos os dias de Josué e todos os dias dos anciãos que ainda sobreviveram por muito tempo depois de Josué (i.e., pela geração seguinte) e que sabiam todas as obras feitas pelo SENHOR a Israel”. Que encorajamento para pais que temem a Deus saberem que o culto que estabeleceram em casa pode durar uma geração após eles!

Em terceiro lugar, a palavra servir no v.15 é uma palavra abrangente. É, na Escritura, traduzida muitas vezes como adorar. A palavra original não apenas abrange servir a Deus em todas as esferas da nossa vida, mas também em atos especiais de adoração. Aqueles que interpretam as palavras de Josué em termos vagos ou ambíguos perdem de vista o ensinamento essencial. Josué tinha em mente diversas coisas, inclusive a obediência a todas as leis cerimoniais que envolviam o sacrifício de animais que apontavam para o Messias vindouro, cujo sangue do sacrifício seria, de uma vez por todas, eficaz para pecadores.

Certamente todo marido, pai e pastor temente a Deus deve dizer com Josué: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor. Buscaremos ao Senhor, o adoraremos e, como família, oraremos a Ele. Leremos a Sua Palavra, que é rica em instruções, e reforçaremos os seus ensinamentos em nossa família”. Cada pai representante precisa entender que, assim como diz Kelly, “o princípio da representação inerente ao pacto de Deus no trato com a nossa raça indica que o cabeça de cada casa deve representar a sua família diante de Deus no culto divino, e que a atmosfera espiritual e o bem-estar pessoal de cada família em longo prazo será afetado grandemente pela fidelidade — ou pela sua falta — do cabeça da família nessa área”.

De acordo com a Escritura, Deus hoje deveria ser servido por atos especiais de culto nas famílias nos três modos seguintes:

(1) Instrução diária na Palavra de Deus. Deus deveria ser cultuado pelas leituras e instruções diárias da Sua Palavra. Pais e filhos deverão interagir diariamente uns com os outros através de perguntas, respostas e instruções acerca da Verdade Sagrada. Como diz Deuteronômio 6.6-7: “Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te” (cf. Dt 11.18-19).

As atividades ordenadas por esse texto são atividades diárias que acompanham o deitar-se à noite, o levantar-se pela manhã, o reunir-se à mesa, e o andar pelo caminho. Numa casa organizada elas ocorrem em ocasiões específicas do dia e dão oportunidade a momentos diários de instrução regular e consistente.

Moisés não estava sugerindo uma conversinha, mas a conversação e a instrução diligentes que brotam do coração ardente de pais e mães. Moisés diz que as palavras de Deus devem estar no coração do pai. Os pais, genitores, têm o dever de ensinar diligentemente essas palavras à sua prole.

Um texto paralelo no Novo Testamento é Efésios 6.4: “E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação (i.e., instrução) do Senhor”. Quando os pais não puderem cumprir pessoalmente esse dever, eles devem encorajar as suas esposas a realizarem esse preceito. Por exemplo, Timóteo tirou grande proveito da instrução diária de uma mãe e de uma avó tementes a Deus.

(2) Orações diárias dirigidas ao trono de Deus. Jeremias 10.25 diz:

“Derrama a tua indignação sobre as nações que te não conhecem e sobre as gerações que não invocam o teu nome” (ARC). Embora seja verdade que no contexto de Jeremias 10.25 a palavra gerações refere-se aos clãs, ela também se aplica a famílias individuais. Vamos raciocinar partindo do maior para o menor.

Se a ira de Deus se derrama sobre clãs ou grupo de famílias que negligenciam a oração em comunidade, quanto mais não se derramará ela sobre as famílias individuais que se recusam a invocar o Seu nome? Todas as famílias devem invocar o nome de Deus, senão submeter-se-ão à Sua indignação.

A família deve reunir-se diariamente para orar, exceto por impedimento previamente planejado. Considere o Salmo 128.3: “Tua esposa, no interior de tua casa, será como a videira frutífera; teus filhos, como rebentos da oliveira, à roda da tua mesa”. As famílias comem e bebem à mesa da provisão diária recebida de um Deus gracioso. Para fazer isso de modo cristão a família deve seguir I Timóteo 4.4-5: “pois tudo que Deus criou é bom, e, recebido com ações de graças, nada é recusável, porque, pela palavra de Deus e pela oração, é santificado”. Se se desejar comer e beber para a glória de Deus (1Co 10.31) e o alimento a ser comido estiver separado com esse propósito, diz Paulo que é necessário que seja santificado pela oração; e assim como oramos para que a comida e a bebida sejam santificadas e abençoadas para a nutrição dos nossos corpos, também devemos orar para que as bênçãos da Palavra de Deus nutram as nossas almas. “Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Dt 8.3; Mt 4.4).

Além disso, as famílias não cometem pecados diários? Não deveriam, também, buscar o perdão diário? Deus não as abençoa de muitas maneiras a cada dia? Não deveriam reconhecer essas bênçãos com ações de graças a cada dia? Não deveriam reconhecê-lo em todos os seus caminhos, rogando-Lhe para que as conduza por Suas veredas? Não deveriam se entregar diariamente aos cuidados e proteção de Deus? Como afirmou Thomas Brooks: “Uma família sem oração é como uma casa sem telhado: aberta e exposta a tudo quanto é tempestade que cai do céu”.

(3) Louvar diariamente a Deus com cânticos. Diz o Salmo 118.5: “Nas tendas dos justos há voz de júbilo e de salvação; a destra do SENHOR faz proezas”.

É uma referência clara ao cantar. O salmista diz que há (não disse meramente que deveria haver) este som nas tendas dos justos. Philip Henry, pai do famoso Matthew Henry, acreditava que esse texto estabelece a base bíblica para o cântico de salmos nas famílias. Ele argumentava que das tendas dos justos vem o cântico jubiloso. Isso envolve tanto o cantar em família quanto o cantar no templo. Por isso, o som da salvação e da alegria deveria ser ouvido diariamente nos lares. De modo semelhante, diz o Salmo 66.1-2: “Aclamai a Deus, toda a terra.

Salmodiai a glória do seu nome, dai glória ao seu louvor”. Aqui, o dever de louvar a Deus com cânticos, impõe-se a todas as terras, a todas as nações, a todas as famílias, a todas as pessoas. Em segundo lugar os nossos cânticos devem ser os salmos dados pela inspiração de Deus que manifestam a honra do Seu Nome — o verbo “salmodiai” (zamar) é raiz da palavra salmo (mizmor), e é vertido por “cantar salmos” noutro lugares (Sl 105.2; cf. Tg 5.13). Em terceiro lugar, devemos louvá-lO de modo digno, em alta voz (2Cr 20.19), e com graça no coração (Cl 3.16), fazendo assim o Seu louvor glorioso.

O SENHOR deve ser adorado diariamente pelo cântico de salmos. Deus é glorificado e as famílias são edificadas. Como esses cânticos são Palavra de Deus, cantá-los é um meio de instrução, iluminação e entendimento. Louvar, na medida em que vai aquecendo o coração, leva à piedade. As graças do Espírito são avivadas em nós e nos estimulam ao crescimento em graça. “Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração” (Cl 3.16).

Como chefes de família temos de pôr em praticar o culto doméstico em casa. Deus exige que O adoremos não apenas particularmente como pessoas, mas também em público como membros do corpo e da comunidade da Aliança, e socialmente, como famílias. O Senhor Jesus é digo disso, a Palavra de Deus o ordena, e a consciência o reconhece como nosso dever. As nossas famílias devem ser fiéis a Deus. Deus nos colocou em posição de autoridade para guiarmos os nossos filhos no caminho do Senhor. Não somos apenas seus amigos e conselheiros; como seus mestres e senhores no lar o nosso exemplo e liderança são cruciais. Revestidos de santa autoridade, devemos a nossos filhos o ensinamento profético, a intercessão sacerdotal e a verdadeira orientação (veja a Pergunta 32 do Catecismo de Heidelberg). Devemos dirigir o culto doméstico pela Escritura, oração e cântico.

Os que dentre nós são pastores, têm a obrigação de informar amorosamente aos chefes de família que eles devem conduzir as suas casa na adoração a Deus do mesmo modo que Abraão o fez: “Porque eu o escolhi”, disse Deus, “para que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardem o caminho do SENHOR e pratiquem a justiça e o juízo; para que o SENHOR faça vir sobre Abraão o que tem falado a seu respeito”. (Gn 18.19).

BEEKE. Dr. Joel. O Culto Doméstico. pag. 6-9.

II - O CULTO NO LAR.

1 - Organizando o culto doméstico.

  1. Providências preliminares
  2. a) Conscientização. Antes de tudo, é necessário e desejável que os pais conversem com os filhos, principalmente se já são adolescentes e jovens, mostrando que a partir de determinado momento, os pais desejam que todos se reúnam para o culto doméstico. Se os filhos são crianças, os pais devem mostrar sua autoridade com amor, chamando-os para a reunião em família. Neste caso, o programa do culto precisa ser ameno, agradável e atraente para as crianças. Os pais devem chamar a atenção dos filhos para os perigos que rondam seu lar, em todos os momentos. Diz a Bíblia: “Sede sóbrios, vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar” (1 Pe 5.8). Esse bramido diabólico é mais forte e mais sorrateiro hoje do que nunca.
  3. b) Superar os obstáculos ao culto doméstico. Os desencontros de horários da família têm servido para dificultar a realização do culto doméstico. A vida moderna tem levado a família a viver dispersa, mesmo durante o dia. Pais trabalham em horários diferentes; filhos estudam em horários diferentes, em escolas distantes, muitas vezes. Isso faz parte da vida agitada dos últimos tempos. Os filhos à “roda da mesa”, como diz o Salmo 128.3 torna-se cada vez mais difícil. Mas esse é apenas um desafio que precisa ser encarado e vencido com sabedoria, determinação e com a graça de Deus.

Se possível, é desejável que toda a família esteja reunida, em volta da mesa, ou na sala de visitas, de maneira informal, mas reverente. Porém, se todos não puderem reunir-se, por motivo de trabalho ou de estudo, os pais devem combinar a escolha de um horário em que pelo menos a maior parte dos familiares esteja presente ao culto doméstico. Outro obstáculo é o cansaço das atividades diárias. Mas tudo deve ser feito para que o lar tenha o momento de adoração a Deus. O maior obstáculo, no entanto, é a pouca importância que se dá ao culto doméstico. As novelas, os filmes, os esportes e outros programas de TV têm mais valor para muitos cristãos. Filhos passam horas a fio nas redes sociais, e não falta tempo para isso. M as para a adoração a Deus há muitas desculpas. Um dia, poderemos ser questionados por Deus.

Os obstáculos dificultam, mas não devem ser usados como desculpas para a não realização do culto doméstico. Os obstáculos podem ser vencidos com o Poder do Espírito Santo e o esforço de todos, principalmente dos líderes do lar (Pai e mãe). Há tempo para todo propósito (Ec 3.1); Podemos tudo naquele que nos fortalece (Fp 4.13). O inimigo do lar pode agir com base nas desculpas. É necessário colocar o culto doméstico como prioridade. Só traz benefícios e bênçãos para toda a família.

  1. c) Definir o horário do culto. A duração do culto não deve passar de quinze a vinte minutos para não se tornar reunião cansativa, e não haver desculpas de que o culto atrapalha os deveres escolares, as atividades dos pais, etc. Essa é uma definição importante.
  2. d) Não impor o culto aos que não são crentes. Há casos em que parte da família não é cristã. Ou há pessoas afastadas da igreja. Se só os pais são cristãos, eles devem tomar a decisão de fazer o culto sozinhos, orando pelos filhos para que eles se voltem para Deus. Se só um membro da família é crente em Jesus, ainda assim pode ter seu momento devocional a sós com Deus, no seu quarto, ou em ambiente em que não seja per turbado. Uma irmã idosa, serva de Deus, disse, num seminário: “Pastor, ninguém lá em casa é crente. Mas eu não faço o culto sozinha”. Indagamos como ela fazia. E respondeu: “Eu faço com mais três pessoas: O Pai, o Filho e o Espírito Santo”. Todos acharam interessante a colocação descontraída mas sincera daquela querida irmã. Ela não se acomodou com o fato de ter que adorar a Deus em seu lar, sem o apoio e a companhia dos familiares. Um belo exemplo para quem quer dar desculpas para não fazer o culto doméstico.
  3. e) Preparo de materiais para o culto doméstico. Devem ser providenciadas Harpas Cristãs, cadernos de corinhos, e, de modo indispensável, Bíblias para todos os membros da família. Na hora do culto, é interessante desligar os telefones, ou coloca-los em modo silencioso, de modo que não haja interrupção daqueles preciosos momentos de adoração a Deus no lar. Não se deixa o telefone ligado numa sala de aula, numa reunião com autoridades. No culto doméstico, estamos diante do Rei dos Reis e Senhor dos Senhores.
  4. O roteiro do culto doméstico

Não há um roteiro único. O programa simples do culto doméstico pode variar conforme a realidade da família. Sugerimos a seguir um roteiro básico, que sempre foi usado em nossa família, e nos trouxe ótimos resultados. Hoje, pela graça e misericórdia de Deus, podemos dizer: “eu e minha casa servimos ao Senhor”.

  1. a) Cânticos. Os pais devem providenciar um hinário, a Harpa Cristã, ou um caderno de corinhos, que sejam bem apreciados pela família. De preferência, cânticos que não sejam muito longos, tendo em vista o pequeno período do culto. Podem ser entoados um ou mais cânticos, com equilíbrio, para não ultrapassar o horário do culto.
  2. b) Leitura bíblica. Este é um momento especial. O pai ou a mãe, se for líder da família, escolhe um trecho da Bíblia que seja propício para a edificação dos filhos. Um salmo, um trecho de Provérbios; uma parábola de Jesus ou outro texto bíblico que não seja longo. A leitura deve ser realizada, de preferência por todos os membros da família, cada um lendo um versículo, alternadamente. Esse tipo de leitura dá oportunidade de unir todos em torno da palavra de Deus. E ocasião propícia para os pais incentivarem a leitura de toda a Bíblia, a partir deles e incentivarem os filhos que sabem ler a fazê-lo. Os benefícios serão eternos.
  3. c) Comentário bíblico. O pai ou a mãe, conforme o caso, poderá fazer um comentário rápido e significativo, enfatizando aspectos do texto, e aplicando-os à vida da família; pode, também, usar o método mais informal do diálogo, fazendo uma ou mais perguntas sobre o que chamou a atenção dos filhos no texto lido. Há surpresas interessantes, nas respostas dadas. Nas ocasiões especiais, do programa da igreja local, enfatizar aspectos relevantes. Dia da Bíblia, Natal de Jesus, Ano Novo, Santa Ceia, e outros dias considerados solenes.
  4. d) Pedidos d e oração. Cada um pede por seus problemas e pelos outros; em nossa experiência, criamos uma “caixinha de oração”, em que cada filho escrevia, num cartão apropriado, o seu pedido de oração, registrando a data do pedido, que era lido em todos os cultos; quando a oração era respondida, era anotada a resposta, no cartão, e dita para que todos tomassem conhecimento. Houve grande proveito nesse gesto.

Muitas orações foram respondidas, até mesmo de causas que pareciam “impossíveis”. As orações não devem ultrapassar cinco a sete minutos.

  1. e) Oração. Pode ser feita por um membro da família e os outros confirmam com o “amém”, “assim seja”; ou pode ser feito um rodízio de oração, um após outros, com a conclusão feita pelo líder da família. Quando os filhos aprendem a orar, em casa, não têm dificuldade para orar na igreja. “Confessai as vossas culpas uns aos outros e orai uns pelos outros, para que sareis; a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos” (Tg 5.16).

LIMA. Elinaldo Renovato de. A família cristã e os ataques do inimigo. Editora CPAD. pag. 1221-124.

Pondo em Prática o Culto Doméstico

Eis algumas sugestões para auxiliarem a se estabelecer nos lares um culto doméstico que honre a Deus. Cremos que isso evita dois extremos: a abordagem idealista que está muito além do alcance até mesmo do lar mais temente a Deus; e a abordagem minimalista, que abandona o culto doméstico diário porque o ideal parecer estar bem longe de ser alcançado. Preparando-se para o Culto Doméstico Mesmo antes de começar o culto doméstico, devemos orar em particular pela bênção de Deus sobre ele. Em seguida devemos planejar o “o que”, “o onde” e “o quando” do culto doméstico.

  1. O Quê. Isso inclui, de modo geral, a instrução na Palavra de Deus, orar diante do trono de Deus e cantar para a glória de Deus. Mas precisamos detalhar mais esses específicos do culto doméstico.

Primeiro, tenha Bíblias e exemplares do Saltério e folhas de cânticos para todas as crianças que sabem ler. Para as criancinhas que ainda não sabem ler, leia alguns versículos da Escritura e selecione um texto para ser decorado pela família. A família deve dizê-lo várias vezes em voz alta e então, para ilustrar o texto, reforce-o com uma breve história da Bíblia. Reserve tempo para ensinar a essas crianças uma ou duas estrofes de uma seleção do Saltério e encoraje-as a cantá-las com você.

Para as criancinhas, experimente utilizar “As Verdades da Palavra de Deus”, com um guia para professores e pais que ilustra cada uma das doutrinas.

Para as crianças maiores de nove anos experimente a série “Doutrina da Bíblia” de James Beeke, que vem com o livro do professor. Em qualquer caso, explique às crianças aquilo que lê, e faça-lhes uma ou duas perguntas. Depois cante um ou dois salmos e um hino edificante ou um bom cântico como “Ouse ser como Daniel”. Conclua com uma oração.

Leia uma passagem da Escritura para as crianças mais velhas, memorize-a com elas e faça a aplicação de um provérbio. Pergunte-lhes como é possível aplicar esses versículos à vida diária, ou talvez leia uma porção dos evangelhos e a sua seção correspondente nos “Pensamentos Expositivos sobre os Evangelhos” de J. C. Ryle, que é simples, mas profundo. Seus pontos são claros e ajudam a promover discussão. Talvez queira ler porções de uma biografia inspiradora. Não permita, contudo, que a leitura de literatura edificante substitua a leitura da Bíblia e a as suas aplicações.

“O Peregrino” e a “Guerra Santa” de John Bunyan, ou as meditações diárias de Charles Spurgeon são apropriadas a crianças espiritualmente mais conscientes. Crianças maiores se beneficiarão também do livro de William Jay, “Exercícios [Espirituais] Matinais e Vespertinos”, do “Tesouro Espiritual” de William Mason, e do “Porções Matinais e Vespertinas”. Depois dessas leituras cante alguns salmos conhecidos e talvez aprenda um novo antes de concluir com uma oração.

Devem-se usar também os credos e as confissões da igreja. Deve-se ensinar às crianças menores o Credo dos Apóstolos e a Oração do Senhor. Se você for aderente dos padrões de Westminster, leve seus filhos a memorizarem o Breve Catecismo pouco a pouco. Se na sua congregação prega-se o Catecismo de Heidelberg, nos sábados pela manhã leia o “Dia do Senhor” desse Catecismo que o ministro usará para pregar à igreja no domingo imediato. Se tiver o Saltério, pode-se usar ocasionalmente as formas de devoção que se encontram em “Orações Cristãs”.6 O uso dessas formas em casa dará a você e a seus filhos a oportunidade de aprenderem a usá-las de modo edificante e proveitoso, habilidades que lhe serão totalmente proveitosas quando as formas litúrgicas forem usadas como parte do culto público.

  1. Onde. O culto doméstico pode ser realizado em torno da mesa de jantar; contudo, pode ser melhor fazê-lo na sala, onde há menos distrações. Seja qual for a dependência que escolher certifique-se de que tudo de que necessita esteja lá. Antes de começar retire o telefone do gancho, ou programe o aparelho de fax e a secretária-eletrônica para receberem as ligações. Seus filhos devem entender que o culto doméstico é a atividade mais importante de todo o dia e, que não deve ser interrompida por nada.
  2. Quando. Idealmente, o culto doméstico deveria ocorrer duas vezes ao dia: pela manhã e ao entardecer. Isso se ajusta melhor às diretrizes bíblicas para o culto tanto na economia do Velho Testamento — quando o começo e o fim de cada dia eram santificados pela oferta de sacrifícios matinais e vesperais e também por orações pela manhã e ao entardecer — quanto na igreja do Novo Testamento, que parece ter seguido o padrão de orações matinais e vespertinas. O Diretório de Culto de Westminster declara: “O culto doméstico, que deve ser praticado por todas as famílias — normalmente pela manhã e ao anoitecer — consiste de oração, leitura da Escritura e o cântico de louvores”.

Para algumas famílias o culto doméstico é quase impossível mais que uma vez ao dia, depois do jantar. De um modo ou de outro, os chefes de família devem estar atentos aos horários da casa de modo a garantir a participação de todos. Ao programar o horário da família aplique o princípio de Mateus 6.33 (“buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”).

Mantenha cuidadosamente o horário do culto doméstico. Se souber com antecipação que, num certo dia, não será possível realizá-lo no horário normal, redefina o horário do culto, mas não deixe de cumpri-lo, isso pode cair no costume. Quando conseguir cumprir os horários que determinou, planeje cuidadosamente e prepare tudo de antemão para fazer valer cada minuto. Lute contra todos os inimigos do culto doméstico.

Durante o Culto Doméstico

Durante o culto doméstico tenha os seguintes objetivos:

  1. Brevidade. Como disse Richard Cecil; “que o culto doméstico seja curto, saboroso, terno, celestial”. Cultos domésticos longos demais deixam as crianças inquietas e pode provocar-lhes a ira.

Se você realiza o culto doméstico duas vezes no dia, tente dez minutos pela manhã e um pouco mais à noite. Um período de vinte e cinco minutos de culto doméstico poderia ser distribuído assim: dez minutos para leitura e instrução bíblica; cinco minutos para ler uma porção diária ou um livro edificante ou discutir alguma questão à luz da Bíblia; cinco minutos para cantar; e cinco minutos para orar.

  1. Coerência. É melhor ter vinte minutos de culto doméstico todo dia do que apelar para períodos mais extensos em menos dias — digamos, quarenta minutos na segunda-feira e saltando a terça-feira. O culto doméstico nos proporciona “o maná que cai todos os dias à porta da tenda, para que as nossas almas se mantenham vivas”, assim escreveu James W. Alexander em seu excelente livro sobre o culto doméstico.

Não admita justificativas para não fazer o culto doméstico. Se perdeu a paciência com um dos filhos meia hora antes da hora do culto doméstico, não diga: “seria hipocrisia minha dirigir o culto doméstico, vou deixar de fazê-lo hoje”. Não é preciso fugir de Deus em tais momentos. Antes, deve voltar-se para Deus como um publicano arrependido. Comece o momento de culto pedindo a todos aqueles que testemunharam a sua falta de controle que lhe perdoem, em seguida ore a Deus para que o perdoe. As crianças lhe respeitarão por isso. Elas tolerarão as fraquezas e até mesmo os pecados em seus pais, desde que eles confessem os seus erros e procurem seguir sinceramente o Senhor. Eles e vocês sabem que o sumo sacerdote do Velho Testamento não era desqualificado por ser pecador, por isso é que antes de poder oferecer sacrifícios pelos pecados do povo ele era obrigado a oferecer sacrifícios em favor de si mesmo. Tampouco você e eu somos desqualificados hoje por causa de pecados confessados, pois a nossa suficiência está em Cristo e não em nós mesmos. Como disse A. W. Pink: “Não são os pecados do crente, mas os seus pecados inconfessos, que obstruem o canal da bênção e faz com que tantos percam o melhor de Deus”.

Dirija o culto doméstico com mão firme e paternal, e coração sereno e penitente. Mesmo quando estiver extremamente cansado depois de um dia de trabalho, ore por forças para levar adiante a sua responsabilidade de pai. Lembre se de que Jesus Cristo foi à cruz por você cansado ao extremo e exaurido, mas nunca retrocedeu da Sua missão. Ao negar-se a si mesmo, verá como Ele lhe fortalece durante o culto doméstico de tal modo que na hora de o encerrar, a sua exaustão estará superada.

  1. Solenidade esperançosa. “Servi ao SENHOR com temor e alegrai-vos nele com tremor” é o que nos diz o Salmo 2. No culto doméstico precisamos demonstrar esse equilíbrio entre esperança e espanto, temor e fé, arrependimento e confiança. Durante este momento fale naturalmente, mas com reverência, usando o tom que usaria ao falar com um amigo profundamente respeitável sobre assunto sério.

Espere por grandes coisas de um grande Deus que é fiel à Aliança.

Sejamos mais específicos:

  1. Na leitura da Escritura:
  • Tenha um plano. Leia dez ou vinte versículos do Velho Testamento pela manhã e dez ou vinte do Novo Testamento à noite. Ou então leia séries de parábolas, milagres ou porções biográficas. Leia, por exemplo, de I Reis 17 a II Reis 2 para estudar o profeta Elias. Ou siga um tema ao longo da Escritura. Não seria interessante, por exemplo, ler as assim chamadas “cenas noturnas” — todas as histórias da Escritura que ocorreram à noite? Ou ler as partes da Escritura que acompanham os sofrimentos de Cristo da Sua circuncisão ao Seu sepultamento. Ou ler uma série de seleções que salientam os diversos atributos de Deus? Mas tenha a certeza de ler toda a Bíblia ao longo de um tempo. Como disse J. C. Ryle: “preencha as suas mentes com a Escritura. Deixe a Palavra habitar neles ricamente. Dê-lhes a Bíblia, toda a Bíblia, mesmo sendo jovens”.
  • Leve em conta as ocasiões especiais. Aos domingos pela manhã pode-se querer ler o Salmo 48, 63, 84, 92 ou 118 ou João 20. No Dia do Senhor em que for administrada a Ceia do Senhor leia o Salmo 22, Isaías 53, Mateus 26 ou parte de João 6. Antes de partir de férias com a família reúna-a na sala e leia o Salmo 91 ou o Salmo 121. Quando houve alguém doente na família leia João 11. Quando alguém estiver passando por grande sofrimento por causa de provação prolongada, leia Isaías 40 a 66. Quando um crente em Cristo estiver à morte, leia Apocalipse 7.21 e 22.
  • Envolva a família. Cada um dos membros da família que sabe ler deve ter uma Bíblia para acompanhar a leitura. Leia a Bíblia com expressividade e entonação, como o livro vivo e cheio de fôlego que é. Designe algumas porções para serem lidas por sua esposa e seus filhos — inclusive para as crianças em idade pré-escolar que ainda não sabem ler. Pegue a criança de quatro anos em seu colo e sussurre algumas palavras ao seu ouvido e peça para que as repita em voz alta. Um ou dois versos “lidos” dessa maneira são o suficiente para que ela se sinta incluída na leitura da Bíblia em família.

Crianças mais velhas poderão ler quatro ou cinco versículos cada uma, ou pode-se determinar a leitura completa para cada um dos filhos a cada dia. Ensine os seus filhos como ler articuladamente e com expressão. Não os deixe mastigar as palavras nem as metralhar de uma vez. Ensine-as a ler com reverência. Ofereça uma breve palavra de esclarecimento ao longo da leitura, conforme as necessidades das crianças menores.

  • Estimule a leitura e o estudo da Bíblia em particular. Assegure-se de que você e seus filhos encerrem o dia com a Palavra de Deus. Você poderia seguir um Calendário para a leitura da Bíblia de modo que os seus filhos lessem toda a Bíblia por eles mesmo uma vez por ano. Ajude a cada criança a montar a sua própria biblioteca de livros baseados na Bíblia.
  1. Na instrução bíblica:
  • Seja claro. Pergunte se os seus filhos compreendem aquilo que você está lendo. Seja claro na aplicação dos textos da Escritura. O Diretório de Culto da Igreja da Escócia (1647) dá aqui o seguinte conselho:

A leitura da Escritura em família deve ser algo comum e recomenda se que conversem sobre ela e que essa discussão leve-os ao bom uso daquilo que foi lido e ouvido. Por exemplo, se a palavra lida condenou algum pecado deve-se cuidar para que toda a família esteja prudentemente atenta e vigilante contra ele; se o texto menciona uma ameaça ou a aplicação dela, toda a família deve temer que o mesmo juízo, ou pior, caia sobre ela caso não se resguarde do pecado que a motivou; e, finalmente, se exigiu o cumprimento de uma obrigação ou discorreu sobre uma promessa, os familiares devem ser estimulados a buscarem de Cristo o fortalecimento e a capacitação para cumprirem o dever que lhes foi ordenado e para receberem o consolo oferecido. Em tudo isso o chefe da casa deve ter a liderança, mas qualquer um dos membros da família pode suscitar questões ou dúvidas a serem resolvidas.

Encoraje o diálogo da família em torno da Palavra de Deus conforme o conhecido procedimento hebraico de perguntas e respostas (cf. Êx 12; Dt 6; Sl 78). Estimule especialmente os adolescentes a que façam perguntas; ajude-os a se soltar. Se não souber as respostas, diga-lhes e os encoraje a procurá-las. Tenha um ou mais comentários à mão, como os de João Calvino, Matthew Poole e Mathew Henry. Lembre-se: se você não conseguir dar respostas aos seus filhos eles as conseguirão num outro lugar qualquer — e quase sempre as respostas erradas.

  • Seja puro na doutrina. Tito 2.7 nos diz: “Torna-te, pessoalmente, padrão de boas obras. No ensino, mostra integridade, reverência, linguagem sadia e irrepreensível”. Não abra mão da precisão doutrinária quando ensinar os seus filhos pequenos; procure ser simples e conveniente.
  • Seja relevante na aplicação. Quando for conveniente, não tenha medo de partilhar das suas experiências, mas faça isso de modo simples. Utilize ilustrações concretas. O ideal seria amarrar as instruções bíblicas com aquilo que vocês ouviram recentemente nos sermões.
  • Seja carinhoso. O livro de Provérbios usa continuamente a expressão “filho meu”, mostrando o calor, o amor e a importância no ensinamento de um pai temente a Deus. Quando tiver que infligir as feridas de um pai-amigo aos seus filhos, faça-o com amor sincero. Diga-lhes que você tem que comunicar todo o conselho de Deus porque não pode suportar o pensamento de passar a Eternidade apartado deles. Meu pai sempre nos dizia, entre lágrimas: “Filhinhos, não posso deixar de ter nenhuma de vocês no céu”.

Diga aos seus filhos: “nós lhes daremos todos os privilégios que uma Bíblia aberta nos permitir dar, mas se lhes dissermos não, vocês precisarão entender que isso vem do nosso amor”. Como disse Ryle: “o amor é o grandioso segredo do treinamento bem-sucedido. O amor da alma é a alma de todo amor”.

  • Exija atenção. Provérbios 4.1 diz: “Ouvi, filhos, a instrução do pai e estai atentos para conhecerdes o entendimento”. Pais e mães têm verdades importantes para comunicar. Você deve exigir que se dê atenção às verdades de Deus em sua casa. No começo isso pode envolver ordens repetidas como: “Sente-se filho e olhe para mim quando eu falar. Estamos falando sobre a Palavra de Deus, e Deus merece ser ouvido”. Não deixe que as crianças saíam de seus lugares durante o culto doméstico.
  1. Na oração:
  • Seja breve. Com poucas exceções, não ore por mais que cinco minutos. Orações tediosas fazem mais mal do que bem. Não ensine durante a sua oração, Deus não precisa de instrução. Ensine com os olhos abertos; ore com os olhos fechados.
  • Seja simples sem ser superficial. Ore por coisas das quais os seus filhos já tenham algum conhecimento, mas não permita que as suas orações se tornem fúteis; não as reduza a pedidos frívolos e centrados em você mesmo.
  • Seja direto. Exponha as suas necessidades diante de Deus, rogue pelo seu caso e peça misericórdia. Diariamente cite nominalmente os seus adolescentes e as suas criancinhas e ore pelas suas necessidades. Isso é muito importante para eles.
  • Seja natural, mas solene. Fale com clareza e reverência. Não fale com voz artificial, aguda ou monótona. Não ore nem alto nem baixo demais, nem ligeiro nem devagar demais.
  • Diversifique. Não ore a mesma coisa todo dia, isso fica monótono.

Desenvolva uma oração mais variada trazendo à memória e reforçando os diferentes ingredientes da oração verdadeira, que são: Invocação, adoração e dependência. Comece mencionando um ou dois títulos ou atributos de Deus, assim como: “Gracioso e Santo Deus...”. A isso acrescente a declaração do seu desejo de adorar a Deus e a sua dependência da assistência dEle à sua oração. Diga, por exemplo: “Curvamo-nos humildemente diante de Ti, que és digno de ser adorado; oramos para que as nossas almas sejam elevadas à Tua presença. Assiste-nos com o Teu Espírito. Auxilia-nos a clamar pelo nome de Jesus Cristo, somente por quem podemos nos achegar a Ti”.

A confissão dos pecados da família. Confesse a corrupção da nossa natureza e em seguida confesse pecados cometidos de fato — especialmente os pecados diários e os pecados da família. Reconheça o castigo que merecemos das mãos de um Deus santo, e peça-Lhe para que perdoe todos os seus pecados por causa de Cristo.

Petição por misericórdia pela família. Peça a Deus para que os livre do pecado e do mal. Você poderia dizer: “Ó Senhor, perdoa os nossos pecados pelo Teu Filho. Submete as nossas iniquidades pelo Teu Espírito. Livra-nos da escuridão natural das nossas mentes e da corrupção dos nossos corações.

Livra-nos das tentações a que fomos expostos hoje”.

Peça a Deus para lhe conceder bens espirituais e temporais. Ore para que Ele supra cada uma das necessidades cotidianas. Ore para que as suas almas estejam prontas para a eternidade.

Lembre-se das necessidades familiares e interceda pelos amigos da família. Lembre-se de orar, em todas essas petições, para que seja feita a vontade de Deus; contudo não deixe que a sua submissão à vontade de Deus lhe impeça de argumentar com Deus. Rogue para que Ele ouça as suas petições. Suplique por cada um dos seus familiares, no caminho deles para a Eternidade. Intercede em favor deles apelando à Sua misericórdia, ao Seu relacionamento pactual com você e ao sacrifício de Jesus Cristo.

As ações de graças como família. Agradeça a Deus pela comida e pela bebida, pelas misericórdias providenciais, pelas oportunidades espirituais, pela recuperação de saúde, pelo livramento do mal. Confesse: “As Tuas misericórdias são a causa de não sermos consumidos como família”.

Lembre-se da resposta à Pergunta 116 do Catecismo de Heidelberg, que diz:

“Deus só concederá a Sua graça e o Espírito Santo àqueles que constante e sinceramente Lhe pedem esses dons e que Lhe são gratos por eles”.

Conclusão. Bendiga a Deus por Ele ser quem Ele é e pelo que tem feito. Rogue para que o Seu reino, poder e glória sejam sempre manifestos. Depois conclua com um “amém”, que significa: “com certeza será assim”.

Matthew Henry disse que o culto doméstico matinal é um momento especial de louvor e para suplicar por forças para o dia e pela bênção divina sobre as suas atividades. O culto doméstico à noite deveria enfocar a gratidão, a reflexão penitente e as súplicas humildes pela noite.

  1. No cantar:
  • Cante cânticos doutrinariamente puros. Não há justificativa para cantar erros doutrinais por mais atraente que seja a melodia.
  • Cante os salmos primeiro e antes de qualquer outra coisa, cante hinos edificantes. Lembre-se que os salmos — chamados por Calvino de “a anatomia de todas as partes da alma” — são a mina do ouro mais rico e da piedade bíblica profunda, viva e experimental à nossa disposição ainda hoje.
  • Cante salmos simples, se tiver filhos pequenos. Quando selecionar um salmo para cantar procure por aqueles que as crianças podem lidar com facilidade, e por cânticos de particular importância para o conhecimento delas. Escolha cânticos que expressem a necessidade delas se arrependerem, de terem fé e de renovarem o coração e a vida. Escolha aqueles que revelam o amor de Deus por Seu povo e o amor de Cristo pelos cordeiros do Seu rebanho; ou ainda que os faça lembrar dos seus privilégios e deveres pactuais. As letras devem ser simples e claras e a melodia fácil de cantar.

Por exemplo, veja no Saltério o número 53: “O Senhor é o meu Pastor e nada me faltará”. O texto é simples o suficiente para qualquer criança que já aprendeu a falar; só existem três palavras de mais de duas sílabas (justiça, transborda, eternamente). Palavras como “justiça”, “bondade” e “misericórdia” devem ser apontadas e explicadas antes. Não se esqueça de começar dizendo às crianças que um pastor é alguém que toma conta das ovelhas que ele tem e que ama! Não é sábio assumir que essas coisas são suficientemente claras e auto evidentes.

  • Cante de todo coração e com sentimento. Segundo diz Colossenses 3.23: “Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens”. Medite nas palavras que está cantando. Discuta ocasionalmente alguma frase cantada.

Depois do Culto Doméstico

Quando se recolher à noite ore para que Deus abençoe o culto doméstico: “Senhor, usa a instrução para salvar a nossos filhos e para fazê-los crescer em graça e colocarem a sua esperança em Ti. Usa o nosso louvor ao Teu nome para que o Teu nome, o Teu Filho e o Teu Espírito sejam amados por suas almas imortais. Usa as nossas orações vacilantes para trazer os nossos filhos ao arrependimento. Senhor Jesus Cristo, sopra sobre a nossa família nesse momento de adoração o Teu Espírito e a Tua Palavra. Que estes sejam momentos de concessão de vida”.

BEEKE. Dr. Joel. O Culto Doméstico. pag. 10-17.

  1. Ganhando os que ainda não são crentes.

Jó. 1.4. Seus filhos iam às casas uns dos outros. Jó era homem ativo, que se movimentava e ia a muitos lugares, realizava muitas coisas e era bem-sucedido em tudo quanto fazia. Seus filhos eram honrados pelos vizinhos, sendo convidados para muitas festas, e as filhas (bonitas, sem dúvida) eram favorecidas, sendo convidadas para os lares de criadores de gado e fazendeiros prósperos, cujos filhos queriam tê-las como esposas. Essa “situação familiar" ajudava Jó a prosperar cada vez mais. O texto, contudo, não dá a entender “prazeres descuidados", que poderiam fazer parte da queda de Jó, conforme uma de minhas fontes pretende. Peio contrário, Jó tinha uma boa família que era querida pelos seus vizinhos. Nenhum de seus filhos dava trabalho e todos seguiam o seu bom exemplo. Naturalmente, quando a tribulação chegou, sua família foi avassalada, mas isso foi resultado do sofrimento de Jó, não a causa. A pergunta que o autor sagrado apresenta é: “Por que os inocentes sofrem?”. Ele não falará sobre carma.

O autor sagrado enfatiza “o amor e a harmonia dos membros da família de Jó, em contraste com a mina que logo interrompeu tão bela cena de felicidade... A narrativa dá a entender que a série de festas eram os aniversários de cada filho ou filha” (Jamielson, in loc.). É possível que tais celebrações fossem confinadas a tempos específicos, provavelmente a festas de sete dias, nas quais mais de uma pessoa era honrada.

“Os filhos desse príncipe edomita eram, ao que tudo indica, solteiros, e, no entanto, cada um deles mantinha sua casa de uma maneira real (cf. II Sam. 13.7;

14.28 ss.). Tão incomum era a harmonia fraterna, que regularmente eles se reuniam para ter banquetes em família, para os quais convidavam seus irmãos, costume excepcional no antigo Oriente" (Samuel Terrien, in loc.).

Jó. 1.5. Chamava Jó a seus filhos e os santificava. Jó era homem piedoso, e assim fazia com que aquelas muitas festas se tomassem ocasiões de observância religiosa com o apropriado cerimonial de purificações e sacrifícios. Jó queria ter certeza de que, se algum de seus filhos tivesse pecado, esse pecado seria expiado, e nenhum empecilho viria de alguma inadequação espiritual. Ele se preocupava com que nenhum de seus filhos viesse a amaldiçoar secretamente a Deus. Ele considerava cuidadosamente o bem-estar espiritual de sua família. O autor sagrado nos diz que Jó era próspero e piedoso, e que a tragédia atingiria um homem inocente; de nós espera-se que perguntemos: “Por quê?". Jó era um homem muito rico, porquanto era rico tanto espiritual quanto materialmente. A prosperidade sempre arrasta sua própria ameaça. Os ricos acabam por voltar-se à idolatria de muitas espédes, literais e espirituais. Mas não era esse o caso de Jó. Ele provou que é melhor um crente ser rico do que pobre, e que o homem espiritual não tem dificuldade para manusear dinheiro, que, afinal, pode ser uma fonte de sen/iço espiritual.

Os Sacerdotes da Família. Sabemos que originalmente o pai era o sacerdote da família. Mais tarde, entre o povo hebreu, surgiu o clã sacerdotal, os levitas, o que transformou a tribo deles em uma casta religiosa. Portanto, muitos dos deveres que cabiam antes aos sacerdotes foram formalizados em adoração pública. Mas a história de Jó é posta dentro do período patriarcal, quando o chefe de uma

família era também o sacerdote da família. Sem dúvida, é isso o que está por trás da cena referida neste versículo, onde Jó oferece pessoalmente os devidos sacrifícios. Presumimos que o autor sacro esteja atribuindo à sociedade árabe o tipo de condições que existiam na sociedade hebreia. Os árabes, afinal, eram filhos de Abraão e tinham as mesmas tradições essenciais dos hebreus.

E blasfemado contra Deus em seu coração. Cf. Jó 2.6,9. Satanás supunha que os homens dotados de riquezas, até mesmo o piedoso Jó, privados de seus bens materiais e de seus familiares, transformar-se-iam em amaldiçoadores de Deus.

O Drama no Céu: Deus e Satanás Disputam sobre Jó (1.6-12)

Yahweh Recomenda Jó; Primeiro Ato do Drama (1.6-8)

Jó era elogiado pelos homens, e também foi elogiado por Deus. O Adversário (Satanás), em suas andanças pela terra, tinha observado Jó, aquele grande homem, mas não demonstrou respeito por ele e duvidou da autenticidade de sua espiritualidade, questionando a avaliação feita por Deus.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 1864.

Jó. 1.4 — Cada filho de Jó participava de um banquete com seus irmãos, cada um no seu dia. Esta expressão pode referir-se à comemoração de aniversário. No entanto, o contexto do versículo 5 pode indicar um ciclo regular de festividades e banquetes, talvez semanal ou sazonal.

Jó. 1.5 — Quando Jó santificava seus filhos por meio das orações e dos holocaustos que oferecia a Deus a favor deles, cumpria um papel de intercessor; assim como quando orou por seus amigos  no epílogo (Jó 42.10). Quanto à expressão blasfemaram de Deus, o texto original em hebraico registra não bendizer a Deus — provavelmente um eufemismo de amaldiçoar, uma substituição feita por um escriba hebreu por não suportar escrever a palavra blasfemaram próxima ao nome divino.

EarI D. Radmacher: Ronald B. Allen: H. Wayne House. O Novo Comentário Bíblico Antigo Testamento com recursos adicionais. Editora Central Gospel. pag. 784.

Mc. 12.30,31 — O primeiro mandamento resume os quatro primeiros dos Dez Mandamentos. O segundo é a base dos mandamentos que vão do quinto ao décimo e referem-se à maneira como lidamos com nosso semelhante. Alguns estudiosos tentaram encontrar um terceiro mandamento: “ame a si mesmo”. No entanto, isso não é um mandamento, mas algo óbvio. Nós nos amamos mesmo. E por isso que corremos para pegar a caixinha de primeiros socorros quando nos machucamos.

EarI D. Radmacher: Ronald B. Allen: H. Wayne House. O Novo Comentário Bíblico Novo Testamento com recursos adicionais. Editora Central Gospel. pag. 123-124.

Mc.12.29-31 - As leis de Deus não são difíceis de serem cumpridas: podem ser resumidas em dois princípios muito simples: amar a Deus e ao próximo. Estes mandamentos estão no AT (Dt 6.5: Lv 19.18). Quando você ama a Deus completamente e cuida do próximo como de si mesmo, está cumprindo os Dez Manda mentos e outras leis do AT. De acordo com Jesus, esses dois mandamentos resumem todas as leis de Deus. Deixe que elas governem seus pensamentos, suas decisões e ações. Quando não tiver certeza do que deve fazer, pergunte a si mesmo o que demonstrará melhor seu amor por Deus e pelo próximo.

APLICAÇÃO PESSOAL. Bíblia de estudo. Editora CPAD pag. 120.

3 - Eu e minha casa servindo ao Senhor.

Objeções ao Culto Doméstico

Algumas pessoas citam as seguintes razões contra o culto doméstico em momentos regulares:

  • Não existe na Bíblia nenhum mandamento explícito para se fazer o culto doméstico. Embora não haja uma ordenança explícita, os textos citados anteriormente deixam claro que as famílias adorariam a Deus diariamente.
  • A nossa família não tem tempo para isso. Se vocês têm tempo para recreações e diversões, mas não têm tempo para o culto doméstico, pensem em II Timóteo 3.4-5, que adverte contra as pessoas que amam mais os prazeres do que a Deus; elas têm forma de piedade, mas negam o seu poder. O tempo tirado das atividades e negócios familiares para se buscar a bênção de Deus jamais é um desperdício. Se levarmos a sério a Palavra de Deus, haveremos de dizer: “Não posso, em minha família, deixar de dar prioridade a Deus e à Sua Palavra”. Uma vez Samuel Davis disse o seguinte: “Se vocês fossem criados apenas para esse mundo essa objeção teria alguma força, mas como uma objeção assim soa tão estranhamente vinda de um herdeiro da eternidade! Digam-me por favor, para que é que lhes foi dado tempo? Não foi, principalmente, para que se preparassem para a eternidade? E vocês não têm tempo para aquilo que é a maior ocupação de todas as suas vidas?”.
  • Nem sempre é possível estarmos todos juntos. Se vocês têm horários conflitantes — particularmente quando os filhos mais velhos estão na faculdade — devem fazer o melhor que puderem. Não cancelem o culto doméstico se algum dos filhos não estiver em casa. Faça o culto doméstico quando a maior parte da família estiver presente. Se houver choque de horário transfira ou cancele a atividade que ameaça o culto, se possível. O culto doméstico deveria ser um evento não-negociável. Negócios, passa-tempos, esportes e atividades escolares são secundários ao culto doméstico.
  • A nossa família é pequena demais. Richard Baxter disse que para formar uma família basta apenas um que governe e um que seja governado. Vocês só precisam de dois para fazer o culto doméstico.

Como disse Jesus: “onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles” (Mt 18.20).

  • A nossa família é muito diversificada para que todos se beneficiem. Faça um plano que cubra todas as idades. Leia um livro de histórias da Bíblia para as crianças pequenas, faça a aplicação de um provérbio para os mais velhos, e leia uma ou duas páginas de um livro para adolescentes. Um plano sábio pode superar as diversidades etárias. Além disso a variação nas crianças só afeta diretamente cerca de um terço do culto doméstico, não interfere em orar e louvar. Todas as faixas etárias podem cantar e orar juntas. Mas, lembre-se também que a instrução bíblica não tem obrigatoriamente de ser aplicável diretamente a todos os presentes. Quando você estiver ensinando aos adolescentes mais velhos, as crianças menores estarão aprendendo a ficar quietas.

Contudo, não estenda demais a discussão, senão não conseguirá manter o interesse de todos. Se os adolescentes quiserem continuar a conversa, recomece-a depois de ter encerrado com uma oração e de ter dispensado os pequenos. Semelhantemente, enquanto você ensina aos pequenos, os mais velhos estão ouvindo. Eles também estão aprendendo pelo exemplo como ensinar às crianças menores. Quando casarem e tiverem filhos vão se lembrar de como você conduzia o culto doméstico.

  • Não sou bom em liderar a nossa família no culto. Eis algumas sugestões. Primeiro, leia um ou dois livros sobre o culto doméstico como aqueles escritos por James W. Alexander, Matthew Henry, John Howe, George Whitefield, Douglas Kelly e Jerry Marcellino.17 Use bem o livro de Terry L. Jonhson, O Livro de Culto da Família: livro de referência para as devoções em família (The Family Worship Book: A Resourse Book for Family Devotions).18 Em segundo lugar peça orientação a pastores e pais que temam a Deus. Pergunte-lhes se podem lhe visitar e se também podem lhe mostrar como conduzir o culto doméstico, ou se podem lhe observar e dar sugestões. Terceiro, comece com o básico. Creio que vocês já estejam lendo as Escrituras e orando juntos. Senão, comece a fazer isso. Se já estão lendo e orando juntos acrescente uma ou duas perguntas à porção lida e cante alguns salmos e hinos. Vá aumentando um ou dois minutos a cada semana até que cheguem aos vinte minutos. A sua habilidade crescerá com a prática. É como disse George Whitefield: “o coração corretamente motivado não requer habilidades incomuns para realizar o culto doméstico de maneira decente e edificante”.19 E o mais importante, peça ao Espírito Santo para Lhe mostrar como fazê-lo, e assim a boca fala daquilo que está cheio o coração. Como afirma Provérbios 16.23: “o coração do sábio é mestre de sua boca e aumenta a persuasão nos seus lábios”. Será que o nosso verdadeiro problema com o culto doméstico não seria menos a nossa incapacidade de orar, ler e instruir e mais o deixarmos de nos apegar com entendimento às extraordinárias promessas e poder que Deus nos concedeu para moldarmos os Seus filhos da Aliança para a Sua glória?
  • Alguns dos nossos familiares não irão participar. É possível haver famílias em que seja difícil fazer o culto doméstico; esses casos, no entanto, são raros. Se você tiver filhos difíceis, siga uma regra simples: sem Escritura, sem louvor e sem oração, quer dizer sem comida. Diga: “Nesta casa, serviremos ao Senhor. Todos nós respiramos, por isso todos em nossa casa têm que louvar ao Senhor”. O Salmo 150.6 não faz exceção, nem mesmo para os filhos não convertidos. Ele diz: “Todo ser que respira louve ao SENHOR. Aleluia!”.
  • Não queremos tornar os nossos filhos não convertidos em hipócritas.

Um pecado não justifica o outro. O padrão mental que apresenta essa objeção é perigoso. Quem não é convertido jamais poderá recorrer à condição de inconverso para negligenciar um dever. Não encoraje os seus filhos a usarem essa desculpa para fugirem do culto doméstico. Enfatize a necessidade que têm de utilizarem todos os meios de graça.

  • Eu sou desentoado. Estimule os seus filhos a aprenderem a tocar piano ou órgão. Ou grave alguns salmos e hinos numa fita, digite as letras e acompanhe a gravação em conjunto com a sua família. O uso da música foi um dos pontos fortes dos reformadores. Lutero disse: “Aquele que não percebe o dom e a perfeita sabedoria de Deus nas Sua maravilhosas obras musicais, é mesmo um tolo, e não é digno ser considerado homem”.

BEEKE. Dr. Joel. O Culto Doméstico. pag. 17-20.

Dt. 6.7 — E as intimarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te. A revelação de Deus seria uma coisa tão importante para uma família dedicada ao Senhor que os mais velhos poderiam falar naturalmente do Criador enquanto estivessem desempenhando outras atividades.

Dt. 6.8,9 — Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por testeiras entre os teus olhos. Nos anos posteriores, os judeus interpretaram literalmente essas instruções. Eles orientaram os homens a usarem os filactérios1 quando orassem (Mt 23.5). Em todo caso, a ideia era as leis de Deus estarem na mente e na mão das pessoas o tempo todo (compare com Êx 13.9,16; Pv 3.3;6.21). Havia também o ensinamento e as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas. Isso porque, no costume judaico, é comum fixar uma pequena caixa, chamada mezuzá, nos batentes das portas. Dentro dela é colocado um pequeno rolo em que está escrito o texto de Deuteronômio 6.4-9; 11.13-21, e o nome de Deus Shaddai.

EarI D. Radmacher: Ronald B. Allen: H. Wayne House. O Novo Comentário Bíblico Antigo Testamento com recursos adicionais. Editora Central Gospel. pag. 323-324.

Também as atarás... na tua mão (8). Os judeus antigos, interpretando à letra este versículo, encerraram em pequenas caixas, chamadas filactérios, alguns passos escritos da Lei, que atavam depois à cabeça ou às mãos. Cf. Mt 23.5; 11.20 nota; 17.18 nota.

Escreverás (9). Também se alude à escrita da Lei em 4.13; 5.22; 9.10; 10.2,4; 11.20; 17.18; 24.1; 27.3,8; 28.58,61; 29.20-21,27; 30.10; 31.9,19,22,24. Tais referências foram outrora consideradas anacrônicas, mas escavações recentes trouxeram a lume documentos irrefutáveis a comprovar a larga utilização da escrita no tempo de Moisés, embora cuneiforme ou à base do primitiva alfabeto hebraico. Moisés aprendeu a escrever provavelmente no Egito (At 7.22). Josué devia também saber escrever, como tantos outros israelitas, apesar de ser frequente nesse tempo o emprego de "escribas" ou "copistas".

DAVIDSON. F. Novo Comentário da Bíblia. Deuteronômio. pag. 33.

7a. Tu as inculcarás a teus filhos. O caráter familiar da administração convencional exige que os filhos sejam educados sob o governo das estipulações (cons. 20 e segs.). Dia e noite os crentes deviam meditar nas leis de Deus (vs. 7b-9; cons. Sl. 1:2). Moisés não estava aqui fazendo exigências cerimoniais, mas elaborando com dados concretos a exigência de uma constante focalização de solicitude com a boa vontade do Senhor de Israel.

  1. Umbrais . . . portas. Estas palavras refletem o costume arquitetural do mundo nos dias de Moisés. Para o uso figurado desta linguagem, veja Êx. 13:9,16. Uma prática literal das injunções de Dt. 6:8, 9 entraram na moda entre os judeus posteriormente, na forma de filactérios usados pelas pessoas (cons. Mt. 23:5) e o mezuzah afixado nos umbrais.

MOODY. Comentário Bíblico Moody. Deuteronômio. pag. 23.

1 Tm 1.2 — Timóteo foi um jovem cristão, de Listra, que viajou e atuou junto com Paulo durante sua segunda e terceira viagens missionárias (At 16.2,3). Verdadeiro filho se refere ao filho legítimo, que possuía todos os direitos e privilégios como membro da família. Paulo queria mostrar que aceitava totalmente Timóteo como cristão, como filho na fé. A saudação graça (gr. charis) era o olá dos gregos.

Mas significa receber o que não se merece. A salvação em Cristo é pela graça (Ef 2.8,9). Misericórdia (gr. eleos) significa não receber [a punição] que na verdade se mereceria. Somente nas epístolas pastorais Paulo quebra seu padrão usual de saudar com a expressão graça e paz, incluindo, na saudação, também misericórdia. Evangelistas e pregadores, certamente, precisam de misericórdia. Paz (gr. eirenê) significa reunir o que foi separado. Cristo é a nossa paz (Ef 2.14), porque nos une a Deus.

EarI D. Radmacher: Ronald B. Allen: H. Wayne House. O Novo Comentário Bíblico Novo Testamento com recursos adicionais. Editora Central Gospel. pag. 586.

1:2: α Timóteo, meu verdadeiro filho na fé: grata, misericórdia e paz da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Senhor.

«.Timóteo.» As cartas pastorais foram enviadas a dois crentes individuais, isto é, Timóteo e Tito; ainda assim seria correto dizermos que essas epístolas foram dirigidas a uma classe de pessoas, a saber, os líderes da igreja, os pastores é diáconos, e, mais especificamente ainda, aqueles «pastores» que foram revestidos de uma autoridade que vai além de uma só comunidade cristã, estendendo-se a outras comunidades idênticas, mais ou menos a função atribuída ao termo bispo, hoje em dia. Pode-se observar que Timóteo é visto como quem tinha autoridade de nomear outros pastores, que servissem em suas respectivas áreas. Timóteo figura como o bispo ideal, em relação à sua igreja e à área geral em derredor, como Éfeso e os territórios circunvizinhos, pois em cada cidade principal havia uma comunidade cristã. Tito, por outro lado, é visto como o «bispo missionário» ideal, que trabalha em uma área onde novas igrejas estão sendo iniciadas, e onde aquelas que existem na sede ainda são fracas e problemáticas. A essas «classes» de líderes cristãos é que as «epístolas pastorais» são particularmente dirigidas; mas também, de modo geral, elas são dirigidas ao «ministério» da igreja.

«...verdadeiro filho na fé...» Com base no décimo sexto capítulo do livro de Atos e outros trechos bíblicos, onde Timóteo é mencionado, não se pode obter a ideia que Timóteo era um dos convertidos de Paulo, e, sim, que o apóstolo já o conheceu convertido ao evangelho, visto que, por assim dizer, procedia de uma «família crente». Somente nas epístolas pastorais é que encontramos a ideia que ele era, realmente, um dos convertidos de Paulo. Como e quando isso aconteceu, o livro de Atos não nos fornece a mínima ideia. Mas o trecho de II Tim. 1:5 mostra-nos que Timóteo pertencia a uma família piedosa, desde sua avó, Loide, passando por sua mãe, Eunice, mulheres de notável fé no Senhor. Não há que duvidar que, antes de tudo, eram judias piedosas, que em seguida se converteram ao cristianismo, o que, como é claro, serviu de extraordinário avanço em sua fé e expressão espiritual. Timóteo, pois, seguiu as pegadas de sua avó e de sua mãe, o que demonstra o grande poder do exemplo. (Quanto a notas expositivas sobre isso, ver I Cor. 1 1 :1). Um pai deve três coisas a seus filhos: exemplo, exemplo, exemplo. E isso era o que Paulo, como pai espiritual de Timóteo, deu a ele—uma herança incalculável.

«...verdadeiro filho...» porque não havia dúvidas quanto à genuinidade de sua fé em Cristo, em seu discipulado cristão. Timóteo se tornara companheiro de viagens de Paulo, um cooperador responsável, sendo considerado com o pessoa de elevados méritos e de grande utilidade, conforme se vê nos seguintes trechos: II Cor. 1:1; Col. 1:1; Fil. 1:1; I Tes. 1:1 e II Tes. 1:1. Deve-se notar que seu nome é incluído, juntamente com o de Paulo, c om o um dos enviadores das epístolas imediatamente mencionadas; e dificilmente Paulo lhe teria d ad o essa honra se não considerasse um valioso cooperador do evangelho, um elemento de considerável responsabilidade. Em Fil. 2:22, Timóteo é referido como alguém que servia a Paulo como um filho a seu pai. Todavia, há outras interpretações sobre a expressão «verdadeiro filho», aplicada a Timóteo: 1. Timóteo era filho de mãe judia e de pai grego (ver Atos 16:1). Isso de acordo com a lei judaica, fazia dele um filho « ilegítimo », embora o cristianismo não tivesse essa atitude, segundo se vê em I Cor. 7:14. Todavia, sua «legitimidade» deve ser considerada como algo que ocorria na área da fé cristã, em seu «nascimento espiritual». Essa interpretação se afasta muito da realidade do caso.

  1. Essa expressão poderia ser usada no sentido de alguém que prestava obediência especial e valiosa a um líder espiritual, mais ou menos como os judeus chamavam os seguidores ou estudantes de um rabino, que eram chamados de seus «filhos». Naturalmente, isso não subentenderia, necessariamente, qualquer «conversão» do estudante por parte do rabino; mas, no terreno espiritual, ainda assim manteriam certa espécie de relação paterno-filial. Todavia, o sentido neotestamentário comum mui provavelmente é o significado aqui tencionado: Timóteo é apresentado aqui como um dos convertidos de Paulo. Outro tanto é dito acerca de Tito, em Tito 1:4. Paulo se referia a todos os crentes como seus «filhos amados», segundo se lê em I Cor. 4:14-17; e embora nem todos se tivessem convertido através de seus esforços, todos mantinham para com ele uma espécie de filiação espiritual, porque ele era apóstolo dos gentios e trabalhara durante ano e meio na cidade de Corinto.

«...na fé...» 'A s «epístolas pastorais», em contraste com o uso neotestamentário normal, empregam frequentemente esse termo, em sentido «objetivo». Aqui, por exemplo, mui provavelmente a «fé cristã», está em foco, o «sistema cristão», como uma entidade espiritual distintiva. Mas normalmente a palavra «fé» é usada em sentido «subjetivo », isto é, dedicação pessoal da alma a Cristo, dependência a ele, o ato da pessoa que «confia em» Cristo. (Ver Heb. 11:1 quanto a notas expositivas completas sobre a «fé»). Entretanto, fica entendido o sentido «subjetivo», quando o sentido «objetivo» é usado, porquanto não haveria fé cristã se não houvesse crentes. Portanto, todo uso objetivo subentende o uso subjetivo, ainda que não seja salientado particularmente isso. E esse sentido «objetivo» é frequentemente usado nas «epístolas pastorais». (Comparar com outros casos possíveis: I Tm. 1:19; 3:9; 13; 4:1; 5:8; 6:10;21; II Tim. 3:8; 4:7; Tito 1:4,13 e 3:15)!

CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 5. pag. 277-278.

2 Tm 1.2 — Meu amado filho. Na primeira carta a Timóteo, Paulo refere-se a ele como meu verdadeiro filho nafé (1 Tm 1.2). O profundo amor e a consideração de Paulo por esse seu discípulo são demonstrados nesta segunda carta.

EarI D. Radmacher: Ronald B. Allen: H. Wayne House. O Novo Comentário Bíblico Novo Testamento com recursos adicionais. Editora Central Gospel. pag. 606.

Js. 24.14,15 - As palavras de Josué nestes versículos contêm um raro apelo para que Israel escolhesse entre Deus e os muitos falsos substitutos.

Caso o povo não optasse por Deus, escolheria entre os deuses que seus ancestrais serviram ou os deuses dos amorreus (isto é, os cananeus). E claro que tal apelo é retórico. Da perspectiva do Senhor havia apenas uma opção. Com suas palavras famosas, Josué depôs, de forma clara e inequívoca, a favor de Deus. Assim, ele exibiu as perfeitas ações de um líder, estando disposto a seguir em frente e comprometer-se com a verdade apesar das inclinações do povo. O enfático exemplo de Josué, sem dúvida, encorajou muitos a seguirem as afirmações dos versículos 16 a 18.

EarI D. Radmacher: Ronald B. Allen: H. Wayne House. O Novo Comentário Bíblico Antigo Testamento com recursos adicionais. Editora Central Gospel. pag. 399./WWW.ESTUDAALICAOEBD.BLOGSPOT.COM /WWW.MAURICIOBERWALD.COMUNIDADES.NET