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Bodas do cordeiro e grande tribulação
Bodas do cordeiro e grande tribulação

                         O que são as Bodas do Cordeiro?

 

Logo após o Rapto da Igreja — um evento secreto, exclusivo para os salvos em Cristo, imperceptível para o mundo sem Deus (Jo 14.1-3; Hb 9.28; cf. At 1.11), como já vimos em artigos anteriores, neste blog —, “estaremos sempre com o Senhor” (1 Ts 4.17). E, enquanto o mundo sofre os horrores da Grande Tribulação, ocorrerá, concomitantemente, outro evento exclusivo para os salvos arrebatados: o casamento entre Cristo e a Igreja, também conhecido como as Bodas do Cordeiro. Neste artigo discorrerei sobre algumas características desse glorioso evento reveladas nas Escrituras.

 

  1. A Palavra de Deus não dá muitos detalhes sobre as Bodas do Cordeiro. Elas serão um grande banquete como nunca houve, no qual se cumprirão tipos, parábolas e profecias relacionadas com Cristo e sua Igreja. O melhor dessa festa só será conhecido após o Arrebatamento da Igreja (cf. Rm 8.18; 1 Pe 5.1). O que precisamos saber está escrito de modo direto em Apocalipse 19.7-9: “Regozijemo-nos, e alegremo-nos, demos-lhe glória, porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou. E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos. E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E disse-me: Estas são as verdadeiras palavras de Deus”.

 

  1. As Bodas do Cordeiro são o casamento entre Cristo e a Igreja. A Palavra de Deus afirma que o Senhor Jesus é o Noivo ou Esposo celeste (Ef 5.25-27,32; Mt 9.15; 25.1-10 etc.). E, por isso, o apóstolo Paulo dirigiu-se aos crentes de Corinto com as seguintes palavras: “estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo” (2 Co 11.2). Quanto à Noiva do Cordeiro, a Igreja, estará vestida de linho fino, puro e resplandecente, que representam as justiças dos santos (Ap 3.4,5; cf. 4.4).

 

  1. A Igreja estará preparada para as Bodas do Cordeiro. O texto de Mateus 25.1-13 tem sido aplicado erroneamente a Israel. O conectivo “então” (v. 1) revela que o Senhor Jesus continua falando a respeito do futuro glorioso da Igreja, e não de Israel. Nos versículos anteriores à parábola das virgens vemos que o Mestre começara a falar especificamente sobre a sua iminente Vinda e a importância de estarmos prontos para ela (Mt 24.36-51). Como a Bíblia é análoga, nota-se, à luz de Mateus 25.10 e Apocalipse 19.7, que a Noiva — a Igreja do Senhor arrebatada — já estará pronta, preparada, para as Bodas do Cordeiro. A Noiva, a Igreja, já chegará ao local do banquete ataviada, devidamente trajada com as suas vestes nupciais. E o Noivo, o Senhor Jesus, com grande alegria, a apresentará diante de seu Pai (Mt 10.32; Ap 3.5) e dos seus anjos (Lc 12.8). Participaremos da Ceia prometida pelo próprio Noivo: “E eu vos destino o Reino, como meu Pai mo destinou, para que comais e bebais à minha mesa no meu Reino e vos assenteis sobre tronos, julgando as doze tribos de Israel” (Lc 22.29,30).

 

  1. As Bodas do Cordeiro são mais uma prova de que a Igreja não passará pela Grande Tribulação. Em Apocalipse 19, mencionam-se os exércitos do Céu — claramente, uma alusão à Noiva do Cordeiro — que, triunfantemente, seguem Jesus montados em cavalos brancos, “vestidos de linho fino, branco e puro” (v. 14). Fica claro que a Noiva, na Manifestação do Senhor em poder e grande glória, já terá participado das Bodas do Cordeiro (vv. 6-9), visto que estará vestida plenamente com “os atos de justiça dos santos” (v. 8, NASB). Não há dúvida de que, nesse momento — como o número desses atos já terão sido completados —, o Arrebatamento e o Tribunal de Cristo já terão ocorrido. Como os eventos em Apocalipse 19 a 22 estão em ordem cronológica, fica claro também que as Bodas ocorrerão no Céu antes que Cristo se manifeste em poder e grande glória para derrotar o Anticristo e seu exército (Ap 19.11-21).

 

  1. A Igreja entrará nas Bodas do Cordeiro já galardoada. Quando ela entrar na sala do banquete, estará coroada, galardoada, e será honrada pelo Noivo. Isso foi o que João viu quando contemplou 24 anciãos no Céu — antes de Deus lhe ter revelado o início da Grande Tribulação (cf. Ap 4-6) —, os quais simbolizam a totalidade da Igreja. O número 24, à luz de Apocalipse 21, alude claramente às doze tribos de Israel, representando os salvos dos tempos do Antigo Testamento, e os doze apóstolos do Cordeiro, representantes da Igreja estabelecida pelo Senhor nos tempos neotestamentários (Mt 16.18). Deus mostrou a João como serão a adoração e o louvor a Deus no Céu, logo após o Arrebatamento da Igreja. Observe que os mencionados 24 anciãos (gr. presbuteros) — que não são anjos, pois em nenhum lugar da Bíblia anjos são chamados de “presbíteros” — estão assentados em tronos e têm vestes brancas e coroas na cabeça (Ap 4.4). E note também que o Senhor Jesus mostrou tudo isso a João logo após ter prometido às igrejas da província da Ásia — igrejas reais, mas que também representam a totalidade da Igreja (cf. Ap 2.7,11,17,29; 3.6,13,22) — que os fiéis e vencedores receberiam coroas e vestes brancas, e se assentariam em tronos (Ap 2.10; 3.4,5,21).

 

  1. No fim das Bodas do Cordeiro, os mártires da Grande Tribulação se unirão à Igreja. A Noiva do Cordeiro é formada por todos os remidos, de todas as épocas. Todas as pessoas salvas, inclusive as dos tempos do Antigo Testamento, foram salvas por meio do sangue do Cordeiro (cf. Hb 11; Ap 13.8). Os salvos em Cristo que forem mortos pelo Anticristo por não adorá-lo, os mártires, irão para o Paraíso (Ap 6.9) e, logo após a Manifestação do Senhor em poder e grande glória e a ressurreição mencionada em Apocalipse 20.4-6, integrarão os exércitos do Senhor, que seguirão aquEle que se chama “Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça”, cujos olhos são “como chama de fogo; [...] vestido de uma veste salpicada de sangue, e o nome pelo qual se chama é a Palavra de Deus” (Ap 19.11-13).

 

  1. Como parte das Bodas haverá uma grande e gloriosa Ceia. É um tanto difícil para muitos entenderem o porquê dessa “alimentação” no Céu. Uma vez que estaremos em outra dimensão e já teremos, então, corpos glorificados — não mais sujeitos às leis da natureza (Fp 3.20,21) —, que necessidade haverá de comida e bebida, e como isso se dará? Não me arrisco a especular sobre a gloriosa Ceia das Bodas do Cordeiro. Mas faço minhas as palavras de Paulo: “para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós” (Rm 8.18, ARA).

 

 

 

 

 

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O que é a Grande Tribulação?

 

A Grande Tribulação, segundo a Bíblia, a Palavra de Deus — e não segundo homens falíveis como Armínio, Calvino ou qualquer teólogo dispensacionalista, amilenarista etc. —, será um terrível evento que ocorrerá, como veremos, após o Arrebatamento da Igreja, mais precisamente depois do Tribunal de Cristo (leia os artigos anteriores, neste blog). Ela, que abarcará julgamentos, é mencionada em toda a Bíblia (cf. Dt 4.30; 31.4; Is 13.9-13; 34.8; Jr 30.7,8; Ez 20.33-37; Dn 12.1; Jl 1.15; Mt 24.21, ARA; Ap 3.10; Dn 12.1; Is 61.2; Ap 7.13,14, ARA c/ 6.9-11). Vejamos alguns importantes pormenores bíblicos desse evento escatológico:

 

  1. Durante a Grande Tribulação, Deus julgará os ímpios, adoradores da Besta. Depois de arrebatar a sua Igreja, o Senhor derramará juízos sobre a terra. Em Apocalipse se mencionam, profeticamente, por meio de símbolos, quatro cavaleiros, que representam males, os quais entrarão em cena logo após a abertura de quatro selos (6.1-8). Depois da abertura de mais três selos, os juízos se intensificarão (6.9-17), e a abertura do último trará mais juízos por meio de sete trombetas, que serão tocadas por anjos (8-11). Finalmente, sete taças da ira de Deus serão derramadas sobre a terra (15-16), sendo a última a pior de todas (16.17-21).

 

  1. A Grande Tribulação ocorrerá paralelamente às Bodas do Cordeiro. Isso fica claro principalmente por causa da inequívoca ordem cronológica de Apocalipse 19-22. Embora alguns teólogos digam que a Grande Tribulação já aconteceu por ocasião da destruição de Jerusalém, no ano 70 d.C., e que o Anticristo teria sido o imperador Nero, a maioria dos historiadores diz que Apocalipse foi escrito no fim do século I, nos últimos dias de Domiciano (90-95 d.C.). Ademais, em Mateus 24.21 há duas características da Grande Tribulação pelas quais se evidencia que ela ainda não aconteceu. Primeira: “haverá, então, grande aflição como nunca houve desde o princípio do mundo até agora”. Segunda: “nem tampouco haverá jamais”.

 

  1. A Igreja será arrebatada antes da Grande Tribulação. A Palavra de Deus é muito clara quanto a isso. O texto de 1 Tessalonicenses 1.10 não tem sido aceito por muitos teólogos como prova de que a Igreja não passará pela Grande Tribulação, mas ele, à luz da analogia bíblica, afirma que Jesus Cristo, quando voltar, nos livrará da “ira futura”. Esta, sem dúvida, alude à Grande Tribulação, pois em 1 Tessalonicenses 5.3-9 são apresentadas quatro verdades sobre o livramento da Igreja dessa ira futura. Primeira: Deus não nos destinou à ira. Segunda: sobrevirá “repentina destruição” aos filhos das trevas e “de modo nenhum escaparão”. Terceira: os salvos, como filhos da luz, não estão em trevas “para que aquele Dia vos surpreenda como um ladrão”. Quarto: essa promessa é mencionada logo após a mensagem sobre o Arrebatamento (4.16-18).

 

O texto de 2 Tessalonicenses 2.6-8 é de difícil interpretação, mas creio, sem ser dogmático, que, nessa passagem, a Palavra de Deus mostra que as duas Bestas só entrarão em ação depois que o povo de Deus, a Igreja, tiver sido arrebatado. Isso fica evidente à luz do que o Senhor Jesus disse em Lucas 21.36. Aqui, Ele foi categórico ao afirmar que devemos escapar (ARA), e não participar de “todas estas coisas”. Ademais, em Apocalipse 3, o Senhor Jesus prometeu à igreja de Filadélfia e a nós, por extensão (vv. 13,22), que nos guardaria “da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo” (v. 10). E o sentido desse texto, no grego, é o de “guardar da”, e não o de “guardar através da”.

 

Em Apocalipse 4, o Senhor Jesus revelou a João, de modo profético, através de símbolos, como será o Céu no futuro. A Igreja já estará no Céu antes da Grande Tribulação, pois os 24 anciãos representam a totalidade da Igreja (vv. 1,4; cf. 19.4). Em nenhum lugar da Bíblia, os anjos são chamados de anciãos (gr. presbuteros). Estes estão sentados em tronos — Jesus tinha acabado de prometer que os vencedores se assentaria com Ele (Ap 3.21) — e usam vestes brancas e coroas de ouro (cf. 2.10; 3.4,5,11). Eles, sem dúvida, representam pessoas reais, pois falam com João (Ap 5.5; 7.13); têm harpas e salvas de ouro cheias de incenso, as orações dos santos (5.8); e cantam um novo cântico, que dá ênfase à morte expiatória do Senhor (v. 9).

 

Na Bíblia, mencionam-se no Céu serafins (Is 6.1-8; cf. Ap 4.8) e querubins (Ez 10). Anciãos são, diante do exposto, um novo grupo no Céu, pois o número 24 alude a 12 tribos de Israel e 12 apóstolos do Cordeiro (cf. Ap 21.12-14 — 12 portas e 12 fundamentos). Em Apocalipse 3.12, é bom observar, Jesus havia prometido: “A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, e dele nunca sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, do meu Deus, e também o meu novo nome”.

 

Finalmente, em Apocalipse 13, o Senhor mostrou a João que o Anticristo fará guerra aos santos (v. 7), e serão mortos todos os que não adorarem a Besta (v. 15). Se o Arrebatamento da Igreja ocorrer depois da Grande Tribulação, quantos serão arrebatados? Temos a certeza de que a Igreja não estará na terra nesse período, pois, além do que já foi dito sobre os 24 anciãos, em Apocalipse 19 Jesus não deixou nenhuma dúvida de que a Noiva já estará no Céu, nas Bodas do Cordeiro, e virá com Ele (vv. 1-14). As características dos exércitos que o seguem não deixam dúvidas de que eles são os salvos, a Noiva do Cordeiro (v. 14).

 

  1. A Grande Tribulação terá uma duração de sete anos. Em Apocalipse vemos claramente a metade do período tribulacional. Em 11.3 e 13.5 mencionam-se 1.260 dias ou três anos e meio (1.260 dias / 360 dias = 3,5 anos) e 42 meses (42 meses x 30 dias = 1.260 dias). Esses três anos e meio são apenas a “primeira metade” da Grande Tribulação (Dn 9.24-27). Daniel, por sua vez, faz menção do período total. Depois de abordar a septuagésima semana, ele discorreu sobre a última semana de um total de “setenta setes” (Dn 9.24). A contagem das semanas (490 anos) começou com o decreto de Artaxerxes para restaurar Jerusalém e foi interrompida com a morte do Messias (Ne 1-2; Dn 9.25,26).

 

Essas setenta semanas se subdividem em três períodos (cf. Dn 9.25; Ne 6.15; Mt 21.1-10; Dn 9.27; Mt 24.15,21). O estudo comparativo das passagens proféticas de Daniel, Apocalipse e Mateus 24 indica que, após a destruição de Jerusalém, no ano 70 d.C., haveria um lapso temporal indefinido, até que os eventos da septuagésima semana começassem a se cumprir. Depois desse período parentético indeterminado, entre o século I d.C. e o Arrebatamento da Igreja, a Besta firmará o tal concerto ou pacto com muitos por sete anos, mas só cumprirá a sua parte nos primeiros três anos e meio (cf. Dn 9.27; Ap 15-16).

 

  1. Durante a Grande Tribulação ocorrerá o julgamento de Israel. Cada julgamento escatológico tem cinco aspectos distintivos que o torna único: participantes, local, momento, critérios e resultado. Quem serão os participantes do julgamento de Israel? O remanescente desse povo escolhido de Deus. Local? Jerusalém. Momento? Fim da Grande Tribulação. Critérios e resultado? Estude Daniel 12.1, Ezequiel 20.33-38, Zacarias 13.8,9, Amós 9.8,10, Romanos 9.27; 11.25,36, Mateus 23.39, Zacarias 12.10-14; 13.1 e Apocalipse 12.

 

  1. Haverá salvação na Grande Tribulação. Há inúmeras referências a isso no livro de Apocalipse (cf. 7.14; 9.20,21; 16.9). Fica claro nestas e noutras passagens apocalípticas que os juízos de Deus derramados sobre a terra têm como objetivo levar os pecadores ao arrependimento, a despeito de ficar evidente, também, que os adoradores da Besta não se arrependerão. Por outro lado, se mencionam os mártires da Grande Tribulação: pessoas que, por amor a Cristo, se oporão ao Anticristo e ao Falso Profeta e, por isso, serão mortas (cf. 6.9,10).

 

  1. A Bíblia é clara quanto às duas Bestas que se manifestarão durante a Grande Tribulação e o seu sinal. Em Apocalipse 13.1-18 vemos que haverá duas Bestas, uma que sobe do mar, o Anticristo, e outra que sobre da terra, o Falso Profeta. Elas formarão uma tríade satânica com o Dragão ou Diabo (16.13). Quanto ao alardeado sinal da Besta (13.16), será um sinal mesmo, e não um chip, como muitos — especialmente os adeptos da escatologia aterrorizante — têm dito. Esse sinal, na verdade, como se depreende do estudo de Apocalipse, visa a identificar os adoradores conscientes da Besta.

 

Em outras palavras, não é o sinal da Besta que torna as pessoas adoradoras do Anticristo. São estas que — por serem “bestólatras” (adoradoras do Anticristo, primeira Besta, e obedientes às ordens do Falso Profeta, segunda Besta) e por estarem revoltadas contra Deus, que estará derramando sua ira sobre o mundo —, farão questão de receber tal sinal. E, nesse caso, se cremos que a Igreja será arrebatada antes da Grande Tribulação; e, se temos a certeza de que o Anticristo e o Falso Profeta só se manifestarão depois disso, por que deveríamos nos preocupar com o sinal da Besta, hoje? fonte cpadnews /WWW.MAURICIOBERWALD.COMUNIDADES.NET